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Com as próprias mãos, homem já salvou cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 04:46

Agro Com as próprias mãos, homem já salvou cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura Clarence Chua convence moradores a preservar colmeias e já salvou abelhas de lugares inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual até do motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido. Por Reuters

O resgatador de abelhas Clarence Chua segura um punhado de abelhas após retirá-las de uma colmeia em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura. — Foto: REUTERS/Edgar Su

Armado apenas com uma bandana e as próprias mãos, Clarence Chua, de 42 anos, resgata abelhas retirando-as de colmeias e colocando-as em caixas de madeira para serem realocadas — às vezes, até para o próprio quintal.

"O que eu gosto nelas é que, se você as respeita e não ameaça a segurança delas, elas ficam totalmente tranquilas com a sua presença bem de perto", diz Chua.

Quando moradores de Singapura encontram abelhas fazendo colmeias em suas casas, normalmente chamam empresas de controle de pragas, que conseguem exterminar os ninhos em poucos minutos por cerca de 80 a 150 dólares de Singapura (US$ 62 a US$ 116).

Mas Chua vem convencendo um número cada vez maior de pessoas a permitir que ele faça o resgate das abelhas, cobrando entre 100 e 500 dólares de Singapura.

Nos últimos seis anos, ele realocou com segurança uma média de 100 colmeias por ano, o que representa cerca de 6 milhões de abelhas salvas. O processo de realocação humanitária consiste em transportar toda a colônia, preservando a abelha-rainha, as larvas e as operárias.

Depois, elas são levadas para um dos três apiários administrados por Chua, sendo que um deles fica no quintal de sua própria casa.

Chua já resgatou abelhas dos lugares mais inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual em um condomínio até o motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido.

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Os resgatadores de abelhas Clarence Chua e Jian Ping removem uma colmeia de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Edgar Su

À medida que cresce a conscientização sobre o resgate de abelhas, ele conta que os conselhos municipais, responsáveis pela administração dos conjuntos habitacionais públicos onde vivem quase 80% da população de Singapura, também passaram a contratar seus serviços.

Mesmo assim, o trabalho não é livre de riscos. Certa vez, ele tentou resgatar um enxame que imaginava ser dócil, instalado na sacada de um condomínio, mas acabou sendo atacado. Nos cerca de 30 segundos que levou para soltar o equipamento de segurança e fugir, foi ferroado aproximadamente 100 vezes.

"Isso realmente me ensinou a nunca subestimar a natureza", afirmou. Ele acrescenta que ainda hoje costuma se aproximar das colmeias sem roupa de apicultor num primeiro momento, para avaliar o comportamento das abelhas antes de vestir o equipamento de proteção, caso perceba que o enxame está agitado.

Chua também promove o resgate de abelhas nas redes sociais. Vídeos de seu trabalho, alguns gravados em primeira pessoa com óculos inteligentes da Meta, já atraíram cerca de 20 mil seguidores.

"Sem as abelhas, haveria muito menos frutas — ou elas seriam muito mais caras — porque faltariam frutos no mundo. É impressionante a quantidade de culturas agrícolas das quais dependemos para a nossa própria sobrevivência", disse.

O resgatador de abelhas Clarence Chua grava conteúdo para as redes sociais com seus óculos inteligentes da Meta enquanto retira, com as próprias mãos, abelhas de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Edgar Su

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A brasileira empresária de Haaland que se tornou a primeira mulher ‘superagente’ do futebol: ‘Acham que a gente não entende do assunto’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 04:46

Trabalho e Carreira A brasileira empresária de Haaland que se tornou a primeira mulher 'superagente' do futebol: 'Acham que a gente não entende do assunto' Em entrevista à BBC Sports, Rafaela Pimenta falou sobre a carreira, as transformações no futebol e desigualdade de gênero. Por BBC

Rafaela Pimenta é agente de Erling Haaland, astro da Noruega que vai enfrentar o Brasil no domingo — Foto: BBC Sport

Rafaela Pimenta nunca marcou um gol nem comandou uma equipe à beira do gramado. Ainda assim, aos 53 anos, ela é a única representante do futebol na lista "50 Over 50" da revista Forbes em 2026.

Todos os anos, a Forbes publica uma lista global com 50 mulheres que alcançaram posições de destaque e influência, tornando-se referência em suas áreas.

Na edição deste ano, a brasileira divide espaço com nomes como a atriz Penélope Cruz e a reverenda Sarah Mullally, primeira mulher a ocupar o cargo de Arcebispa de Canterbury.

Sua impressionante carteira de clientes inclui o superastro norueguês Erling Haaland — que deve entrar em campo contra o Brasil no próximo domingo (5/7) para a partida das oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

Primeira mulher a se tornar uma "superagente" do futebol, a brasileira exerce enorme influência nos bastidores de um esporte historicamente dominado por homens.

Em 2022, recebeu o prêmio de Melhor Transferência do Ano no Globe Soccer Awards após conduzir a negociação de Haaland com o Manchester City.

Em 2026, Pimenta também esteve à frente da renovação do contrato do norueguês com o clube inglês até 2034.

Além dele, Pimenta agencia a joia mexicana Gilberto Mora, de 17 anos, que estreou no Mundial deste ano, entre outros grandes nomes do futebol.

"Eu sempre digo: você é tão bom quanto sua última janela de transferências. Se errarmos, se fizermos um trabalho ruim, acabou. Portanto, o que fizemos há dez anos, um ano ou seis meses já não importa. O que é interessante neste trabalho é que você precisa provar seu valor todos os dias e ser criativo todos os dias, porque tudo muda o tempo todo."

Mas antes de se tornar agente de jogadores, Rafaela Pimenta atuou como professora no Brasil. Sua relação com o futebol começou exatamente na sala de aula.

Em entrevista à BBC Sports em fevereiro deste ano, ela contou que tinha dificuldade em manter a atenção dos alunos e pensou em estruturar as aulas em torno dos aspectos contratuais do esporte — que lhe interessavam do ponto de vista jurídico.

Ela foi apresentada a um ex-jogador de futebol e passou a usá-lo como tema de suas aulas. A partir daí, surgiram mais discussões e Rafaela acabou participando de negociações para pessoas que queriam se envolver com clubes de futebol no Brasil.

Depois disso, passou a trabalhar com agentes que tentavam trazer jogadores para o Brasil ou levá-los para fora.

"Gostei muito da ideia do futebol e pensei: 'Vamos ver se isso pode funcionar'. Eu não tinha certeza de que funcionaria porque os tempos eram diferentes e os agentes estavam apenas começando, então poderia ter dado errado muitas vezes."

O jogador sueco Ibrahimovic ao lado de seu agente Mino Raiola na Copa de 2018 — Foto: Getty Images via BBC

Mas existe um equívoco comum sobre a trajetória de Rafaela Pimenta: o de que ela simplesmente assumiu o lugar deixado pelo italiano Mino Raiola após a morte precoce do empresário em abril de 2022.

Embora tenha trabalhado lado a lado com uma das figuras mais controversas do futebol mundial, conhecida principalmente por ter conduzido a carreira de Zlatan Ibrahimovic, Pimenta sempre construiu sua própria trajetória.

Eles se conheceram durante negociações no Brasil. Raiola queria fazer negócios de uma determinada maneira, mas a brasileira, na época advogada, disse que aquilo não era possível e houve quase um choque de personalidades.

Eles tiveram uma reunião, Raiola foi embora, mas depois decidiu que queria trabalhar com Pimenta porque ficou atraído pela forma como ela se recusava a aceitar simplesmente sua palavra ou concordar com tudo o que ele dizia apenas para ter uma vida mais fácil ou entrar no círculo privilegiado. Ele queria alguém que o enfrentasse.

"Ele dizia que eu era a única pessoa que tinha coragem de dizer 'não' para ele. Todos os outros só queriam o dinheiro dele e aceitavam até as ideias mais malucas", lembra.

"Tivemos muitas brigas, jogando coisas um na cara do outro, gritando um com o outro, brigas teatrais e cômicas. Mas eu diria que, no fundo, nunca tivemos um desacordo real porque, acima de tudo, tenho que dizer que Mino sempre respeitou o acordo que fizemos. Isto é o que você faz, isto é o que eu faço."

Após a morte de Raiola, Pimenta passou a trabalhar com algumas das pessoas com quem o empresário italiano trabalhava, mas já tinha sua própria agência, tendo o mexicano Gilberto Mora, de 17 anos, um de seus primeiros clientes.

"Foi uma grande aventura vir para a Europa como imigrante, como mulher em um setor dominado por homens, em um setor que, na época, era visto de forma ainda pior do que hoje. Precisamos encarar a realidade: há muitos desafios relacionados aos agentes e a práticas que não são aceitáveis. É um trabalho desafiador. Poderia ter dado errado. E todos os dias pode dar errado."

Nem todas as experiências na carreira, porém, foram positivas — principalmente quando o assunto é desigualdade de gênero.

"Quando comecei a trabalhar com isso, havia pouquíssimas mulheres em cargos de decisão. Havia a Marina Granovskaia, no Chelsea, mas, no geral, dava para contar nos dedos."

"Eu via muitas mulheres trabalhando nos clubes, desempenhando funções importantes e participando das decisões, mas sem receber o devido reconhecimento."

Pimenta diz que os clubes tinham uma estrutura semelhante: um longo corredor em que a última porta era sempre a sala de quem realmente tomava as decisões.

"Normalmente, a mulher parava antes da última porta, e atrás dela havia um homem", afirma.

"Era curioso porque eu ia até a última porta, conversava com o diretor-executivo, o diretor esportivo ou quem fosse. E conheci muitas mulheres que paravam antes daquela porta e se sentiam fortalecidas ao ver que eu estava entrando nela", acrescenta.

"Há essa imagem de que as mulheres competem demais entre si. Acho que, se soubermos lidar com isso, não precisa ser assim. Eu realmente fui ajudada muitas vezes por mulheres da indústria."

Já entre muitos homens que ocupavam posições de poder, a recepção nem sempre foi amistosa. Em diversas ocasiões, diz, o fato de ser mulher foi usado como uma forma de tentar desestabilizá-la.

"Acho que, muitos anos atrás, essa questão do gênero era muito mais forte. Houve uma longa evolução desde uma primeira reunião em que um diretor esportivo me disse: 'Então você existe mesmo? Achei que você fosse uma prostituta brasileira.', até onde estamos hoje."

Pimenta lembra de outro episódio, ocorrido há cerca de dois anos, durante a negociação de um contrato.

Ao seu lado estava um advogado contratado exclusivamente para auxiliar na redação jurídica, em um idioma estrangeiro.

"Entramos numa negociação muito dura com o clube. No final, o resultado foi muito bom para o cliente. Então um dos homens do outro lado da mesa se dirigiu ao advogado, que não tinha aberto a boca até então porque esperava o momento de escrever algo, e disse: 'Você a ensinou bem, ela conhece bem o nosso futebol'", lembra.

"E o homem disse aquilo como um elogio, como uma piada simpática. Algumas pessoas têm tão profundamente enraizada a ideia de que mulheres são inferiores aos homens ou de que mulheres não entendem de futebol que, mesmo quando tentam ser gentis, acabam sendo preconceituosas. Eu não aceito isso, nem quando vem disfarçado de gentileza."

Pimenta diz que sua principal motivação hoje é tornar esse caminho dentro do futebol um pouco mais fácil para as próximas gerações de mulheres. Além de atuar como agente, ela também é professora em cursos para agentes organizados pela UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) e pela associação internacional da categoria.

"E eu digo: 'Não aceite abuso. Você não precisa aceitar nenhum abuso. E não precisa se sexualizar para ser alguém nessa indústria. Não precisa ser bonita, sexy ou aceitar investidas para conseguir espaço. Isso não vai lhe dar espaço. Vai levá-la por um caminho muito ruim'."

Haaland é um dos jogadores agenciados por Rafaela Pimenta, a primeira mulher a se tornar uma superagente no futebol — Foto: Getty Images via BBC

"Lembro de uma transferência em que chegamos ao clube, fechamos a porta e só saímos quando o negócio foi concluído. Fiquei lá por 18 horas", recorda.

"Hoje isso seria impossível. É preciso preparar toda a documentação com uma semana de antecedência, às vezes um mês ou até seis meses antes, porque há muitas questões a resolver: legislação trabalhista, impostos, leis locais."

Mas, segundo ela, a transformação mais profunda aconteceu fora das quatro linhas. Os jogadores "passaram a funcionar como verdadeiras empresas" e, com isso, novas oportunidades foram de campo cresceram muito, principalmente em relação às redes sociais.

Erling Haaland, por exemplo, é uma superestrela. Ele tem um canal no YouTube com 2 milhões de inscritos e quase 45 milhões de seguidores no Instagram. E, com esse status, vêm também uma enorme demanda e expectativas.

"Antigamente, esperava-se que o jogador treinasse pela manhã e jogasse no fim de semana. O resto do tempo era para fazer compras com a esposa ou jogar videogame. Era basicamente isso", afirma.

"Você não via banqueiros perseguindo jogadores de futebol. Não via incorporadores imobiliários querendo associar seus projetos a jogadores. Hoje todos querem uma parte disso."

Na avaliação de Pimenta, porém, todas essas mudanças não foram acompanhadas por um equilíbrio nas relações entre clubes e atletas, e os jogadores continuam tendo pouca autonomia sobre a própria carreira.

A empresária critica, por exemplo, contratos de representação que obrigam atletas a pagar multas caso decidam trocar de agente.

"Se eu não faço um bom trabalho, não devo esperar que o jogador continue comigo na próxima janela. Uma coisa que eu detesto é esse mandato com cláusula de multa. Você assina comigo para que eu o represente e, se quiser trocar de agente, precisa me pagar uma multa. Por quê? Se quiser trocar de agente, vá e troque."

"É como um casamento. Imagine que sua esposa queira se divorciar e, para isso, você tenha que pagar a ela. Você se sentiria muito injustiçado. É assim que o jogador deveria se sentir. Eles nunca deveriam assinar algo que limite sua liberdade."

Segundo Pimenta, o mesmo princípio deveria nortear o sistema de transferências. Para ela, "os clubes têm poder demais" e os jogadores, muitas vezes, tornam-se refém das circunstâncias.

"Eu não discordo do sistema de transferências. Ele é necessário para que todo o sistema funcione. Não estou defendendo o caos. Também não acho que os jogadores devam simplesmente fazer tudo o que quiserem. Mas acredito que precisamos de mais equilíbrio. Hoje, existe um desequilíbrio."

Na prática, diz, muitos negócios deixam de acontecer porque os clubes mantêm controle quase absoluto sobre a situação dos atletas.

"Sempre há um jogador que poderia ter sido negociado, que precisava sair, mas o clube exigiu mais 1 milhão de libras."

O debate ganhou força em outubro de 2024, quando o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu que parte das regras da Fifa que regulam as transferências de jogadores viola a legislação europeia.

Após a decisão, a entidade implementou um modelo provisório para calcular indenizações e redistribuir o ônus da prova em casos de quebra de contrato.

Para Pimenta, a discussão vai além das regras jurídicas e passa pela forma como os jogadores são tratados em um esporte cada vez mais bilionário.

"Um diretor de futebol ou um dono de clube mantinha uma relação especial com o jogador. Se um atleta chegasse e dissesse: 'Por favor, preciso sair', eles buscavam uma solução."

"Hoje, o futebol se tornou um negócio tão grande que existe o risco de os jogadores serem vistos apenas como ativos financeiros. Um ativo não tem voz, não tem sentimentos, nem necessidades humanas."

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Médico, atleta ou dono de cartório? Faça o QUIZ e veja quais profissões têm o maior patrimônio no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 04:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

Nesta quinta-feira (2), a Receita Federal divulgou novos dados do Imposto de Renda. Entre os 41,5 milhões de contribuintes que entregaram a declaração, algumas profissões apresentaram patrimônio médio superior a R$ 3 milhões.

No conjunto dos declarantes, o patrimônio médio foi de R$ 409,56 mil. A maioria é formada por mulheres, com idade média de 48 anos. Além disso, cerca de 28 milhões de contribuintes declararam patrimônio de até R$ 100 mil.

Que tal testar seus conhecimentos? Responda ao quiz abaixo, descubra quais carreiras concentram os maiores patrimônios e veja se você acerta quais estão no topo da lista.

Depois de concluir o teste, veja abaixo o ranking com as 12 profissões que mais acumularam dinheiro no país.

Titular de cartório: R$ 3,3 milhõesMinistros, juízes e desembargadores: R$ 2,9 milhõesProcuradores e promotores: R$ 2,89 milhõesDiplomatas: R$ 2,52 milhõesAtletas e desportistas: R$ 1,71 milhãoDirigentes, presidentes e diretores de empresas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços: R$ 1,66 milhãoProdutores da exploração agropecuária: R$ 1,58 milhãoServidores das carreiras do Banco Central, da CVM e da Susep: R$ 1,44 milhãoMédicos: R$ 1,38 milhãoAtores e diretores: R$ 1,34 milhão

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WhatsApp com nome de usuário: como reservar o seu? É seguro? Tire dúvidas sobre o novo recurso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 03:45

Tecnologia WhatsApp com nome de usuário: como reservar o seu? É seguro? Tire dúvidas sobre o novo recurso Aplicativo já liberou a reserva de apelidos e, no futuro, permitirá começar conversas sem usar o número de celular. Por Redação g1 — São Paulo

Os nomes de usuário no WhatsApp vão acabar com a necessidade de ter o número de celular para começar conversas ou adicionar alguém a grupos.

Ainda vai levar um tempo para a opção ser totalmente implementada, mas, desde segunda-feira (29), o WhatsApp já oferece a reserva de nomes de usuário para seus mais de 3 bilhões de usuários.

A reserva é a primeira etapa para que, no futuro, o WhatsApp libere a opção de acionar outras pessoas por meio dos apelidos.

O recurso gerou dúvidas para muitas pessoas, que perguntam se vale a pena usar o mesmo apelido de outras redes sociais e se ele é seguro contra mensagens de desconhecidos.

O g1 reuniu respostas a algumas das principais dúvidas abaixo para ajudar usuários a se prepararem para quando o recurso estiver totalmente disponível.

O que são nomes de usuário no WhatsApp? Como criar um nome de usuário no WhatsApp? Como excluir o seu nome de usuário? Vale a pena usar o nome de usuário do Instagram no WhatsApp? Como evitar mensagens de desconhecidos?Será possível identificar se contato é real?

O recurso de nomes de usuário do WhatsApp permite criar um identificador único para sua conta (como @Nome123) e impedir que desconhecidos saibam seu número de telefone.

Com um nome de usuário na sua conta, pessoas que não têm seu número na lista de contatos não terão acesso a ele ao receber suas mensagens ou ligações.

A reserva de nomes de usuário já está disponível, mas a opção de buscar pessoas pelo identificador deverá ser liberada no futuro. O WhatsApp afirmou que esta etapa acontecerá ainda este ano.

Os nomes de usuário já existem há mais tempo no Telegram, que oferece ainda a opção de usuários criarem um link para suas contas se quiserem ser encontrados mais facilmente.

Neste momento, não é possível ver o nome de usuário de outras pessoas nem entrar em contato com terceiros por meio desse identificador.

Mas o WhatsApp disse que liberou reservas antecipadas para que todos tenham a chance de garantir o nome de usuário desejado.

abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; insira o apelido desejado;clique em "Salvar".

O WhatsApp alerta que, ao apagar um nome de usuário, ele ficará disponível e poderá ser escolhido por outras pessoas. Além disso, seu número de telefone será exibido novamente em conversas e ligações quando o recurso estiver disponível.

abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; clique em "Editar"; clique em "Apagar nome de usuário" – ou "Mudar nome de usuário" para escolher outro;confirme a escolha em "Apagar".

Depende. A resposta varia de acordo com quanto você deseja que sua conta seja encontrada por mais pessoas no WhatsApp.

Se a sua atividade é restrita a amigos e conhecidos, o mais indicado é criar um nome de usuário mais específico e diferente do que você usa em redes sociais como Instagram, X e TikTok.

Por outro lado, criadores de conteúdo e pequenas empresas podem considerar importante ter nomes de usuário que sejam fáceis para seus seguidores e clientes.

Se você deseja manter seu nome de usuário de outras redes sociais, mas quer limitar o acesso a pessoas conhecidas, a saída é habilitar as chaves de segurança. (saiba mais abaixo)

Por padrão, qualquer pessoa poderá entrar em contato com você no WhatsApp se tiver seu nome de usuário. Para evitar mensagens e ligações indesejadas, o aplicativo criou chaves que funcionam como senhas de quatro dígitos para começar a conversa.

A chave é gerada pelo WhatsApp e pode ser atualizada a qualquer momento, dificultando o acesso de pessoas indesejadas à sua conta. Seus contatos, pessoas que sabem seu número e pessoas com quem você já conversa não precisarão dessa senha.

abra a seção de "Configurações"; clique em "Conta"; selecione a opção "Nome de usuário"; clique em "Fale comigo pelo nome de usuário";selecione "Pessoas que sabem minha chave";confirme em "Salvar chave".

Quando o aplicativo identificar usuários com menos de 18 anos, a chave será ativada como medida padrão para proteger a privacidade de crianças e adolescentes.

Num primeiro momento, não será possível garantir que o nome de alguém que enviou uma mensagem para você realmente se parece com o nome de usuário exibido na conta.

O WhatsApp não anunciou medidas como selos de verificação, que existem em outras plataformas e costumam dar mais credibilidade para o perfil.

Na Índia, a plataforma chegou a receber um pedido para adiar o lançamento do recurso no país. O governo indiano teme que a funcionalidade contribua para fraudes online.

Em resposta, o WhatsApp disse que "nomes de alto perfil", como os de pessoas e empresas famosas, poderão ser reivindicados pelos proprietários legítimos para evitar a falsificação de identidade.

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Salário maior, bolso apertado: por que o dinheiro parece desaparecer?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 02:46

g1 explica Salário maior, bolso apertado: por que o dinheiro parece desaparecer? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários.

Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida".

A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Como uma bolsa que vira cadeira deu origem a um negócio de R$ 30 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/07/2026 02:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como uma bolsa que vira cadeira deu origem a um negócio de R$ 30 mil por mês Criada por um empreendedor gaúcho em busca de mais contato com a natureza, a bolsa-cadeira une praticidade e design. Vendida para todo o Brasil, a marca já comercializou 3,5 mil unidades e aposta no mercado corporativo para crescer. Por PEGN

Ex-corretor de seguros criou uma bolsa que se transforma em cadeira após se inspirar em um produto visto na internet.

Com ajuda do pai, desenvolveu o primeiro protótipo em quatro meses e vendeu todas as unidades apresentadas em uma feira local.

Vendida online por R$ 439, a cadeira-bolsa já ultrapassou 3,5 mil unidades comercializadas e gera faturamento médio de R$ 30 mil por mês.

A empresa agora aposta em vendas para grandes marcas e no lançamento de novos produtos para expandir o negócio.

O que começou como uma busca por liberdade e mais contato com a natureza acabou se transformando em um negócio criativo que hoje fatura cerca de R$ 30 mil por mês.

Em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, o empreendedor Vinícius Kirsh desenvolveu uma bolsa que se transforma em cadeira, unindo praticidade, conforto e design para quem gosta de frequentar praias, parques e áreas ao ar livre.

Na época, Vinícius trabalhava no mercado de seguros, mas sonhava em ter o próprio negócio. Pesquisando ideias de produtos na internet, encontrou inspiração em um modelo semelhante vendido no exterior.

A partir daí, decidiu criar uma versão própria, com visual diferenciado e foco no estilo de vida de quem busca aproveitar mais o tempo ao ar livre.

Como uma bolsa que vira cadeira se transformou em um negócio de R$ 30 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

A ideia ganhou forma com a ajuda do pai, que já tinha experiência na fabricação de mochilas e camas para pets. Segundo o empreendedor, o primeiro protótipo desenvolvido foi aprovado de imediato, acelerando os planos de lançamento da marca.

O teste de mercado veio durante uma feira em Novo Hamburgo. O resultado surpreendeu: todas as unidades levadas para o evento foram vendidas.

Além das compras, os visitantes passaram a utilizar o produto no local, o que ajudou a validar a proposta e mostrou o potencial comercial da novidade.

Hoje, a cadeira-bolsa é vendida exclusivamente pela internet, com entregas para todo o Brasil. O produto custa R$ 439, está disponível em 11 estampas e já ultrapassou a marca de 3,5 mil unidades comercializadas.

Como uma bolsa que vira cadeira se transformou em um negócio de R$ 30 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

Além dos consumidores finais, a empresa passou a atender grandes marcas interessadas em versões personalizadas para ações promocionais e brindes corporativos.

Em 2024, o negócio quase foi vendido. Mas a história tomou outro rumo quando amigos de longa data decidiram se tornar sócios da empresa.

A entrada do grupo permitiu dividir responsabilidades, fortalecer a gestão e criar uma estrutura mais preparada para o crescimento da marca.

Agora, os planos incluem ampliar as vendas para empresas e lançar novos produtos alinhados à proposta original da marca: oferecer soluções criativas para quem quer aproveitar momentos ao ar livre com mais praticidade e conforto.

📍 Endereço: Rua Boa Saúde, 1253 – Primavera, Novo Hamburgo/RS – CEP: 93344-460📞 Telefone: (51) 98191-2337📧 E-mail: equipefora@gmail.com🌐 Site: www.fora.la📸 Instagram: https://www.instagram.com/fora.la/

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Tecnologia decisiva: bola com sensor captou toque em lance dramático que eliminou Croácia e classificou Portugal; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 23:44

Tecnologia Tecnologia decisiva: bola com sensor captou toque em lance dramático que eliminou Croácia e classificou Portugal; entenda Modelo coleta dados 500 vezes por segundo e foi determinante para a vitória portuguesa. Por Redação g1

Gol da Croácia que foi anulado após o VAR detectar desvio e decretar impedimento. — Foto: REUTERS/Jeenah Moon

A partida entre Portugal e Croácia foi decidida nos mínimos detalhes. Quando os portugueses venciam por 2 a 1, no fim do segundo tempo, os croatas empataram. No entanto, com o auxílio da tecnologia da bola, foi detectado um desvio na bola que marcava o impedimento no gol, dando, assim, a classificação aos portugueses.

A bola da copa, Trionda, é equipada com sensores, inteligência artificial e até um sistema de carregamento.

Entre as tecnologias presentes, a Trionda dos jogadores traz um sensor de movimento capaz de rastrear tudo o que acontece durante a partida e envia dados em tempo real para o sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR).

Na prática, a Trionda coleta e transmite informações 500 vezes por segundo. Com esses dados, os árbitros conseguem acompanhar com mais precisão cada movimento da bola ao longo do jogo.

Esse recurso, no entanto, não é novidade. Ele já estava presente na Al Rihla, utilizada na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Assim como no modelo da Copa anterior, o sensor da Trionda é alimentado por bateria. Por isso, de tempos em tempos, a bola precisa ser conectada à tomada para recarga.

Sensores presentes nas bolas da Copa de 2026 (esquerda) e de 2022 (direita) — Foto: Divulgação/Adidas

Ao contrário dos modelos anteriores, em que o sensor de movimento ficava "suspenso" no centro da bola, ele agora está embutido em uma camada dentro de um dos quatro painéis da Trionda. (veja na imagem acima)

Segundo a Adidas, os outros três painéis receberam contrapesos para compensar o peso do sensor e garantir que a bola mantenha o equilíbrio durante o jogo.

O número de painéis (as peças que formam a estrutura da bola) também mudou e foi reduzido significativamente. A Al Rihla, usada na Copa de 2022, tinha 20 painéis.

A empresa explica que as informações coletadas pelo sensor são combinadas com dados sobre o posicionamento dos jogadores e analisadas por inteligência artificial. Com isso, a arbitragem consegue revisar lances com mais rapidez, incluindo situações de impedimento e possíveis toques de mão.

"Um dos nossos principais focos foi ajudar os árbitros a tomar decisões corretas o mais rápido possível, porque qualquer revisão do VAR interrompe o ritmo da partida", disse Hannes Schaefke, líder de inovação em futebol da Adidas, em entrevista ao The Athletic em 2025.

Assim como em anos anteriores, todo o projeto foi desenvolvido em parceria com a Kinexon, empresa de tecnologia de sistemas de rastreamento e análise de dados para esportes.

A Fifa também usa uma tecnologia de digitalização 3D dos jogadores convocados para a Copa de 2026. A ideia é criar uma versão digital de cada atleta para ajudar a arbitragem.

Com esses avatares, os árbitros conseguem visualizar com mais precisão a posição do corpo dos jogadores no momento em que a bola é tocada, o que pode auxiliar na análise de lances como impedimentos. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Lenovo.

Outra novidade é o Football AI Pro, uma ferramenta de IA criada pela Fifa para auxiliar as comissões técnicas após as partidas. O sistema analisa dados dos jogos e gera relatórios com informações sobre desempenho dos atletas, aspectos táticos e possíveis estratégias.

Para isso, ele combina diferentes fontes de informação, como estatísticas da partida, dados de posicionamento dos jogadores e vídeos dos jogos. Segundo a Fifa, o objetivo é acelerar o trabalho de análise e ajudar as equipes a extrair informações de forma mais rápida e organizada.

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Mega-Sena, concurso 3026: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 21:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3026: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira era de R$25,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3026 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (2), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas era de R$ 25,8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 33 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Alemanha apresenta pacote de reformas com corte de impostos, mudanças na Previdência e flexibilização trabalhista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 19:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

O governo de coalizão da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de reformas para tentar reaquecer a economia e aumentar a competitividade do país.

As medidas incluem redução de impostos para trabalhadores de baixa renda, mudanças no sistema de aposentadoria e a diminuição da burocracia para empresas.

O pacote também flexibiliza regras trabalhistas, ampliando a contratação por meio de contratos de curto prazo e endurecendo as regras para afastamentos por licença médica.

A medida foi criticada pela Associação Alemã de Clínicos Gerais. Para Markus Blumenthal-Beier, presidente da entidade, a mudança nas regras de atestados seria “absolutamente catastrófica” e provocaria um congestionamento no sistema de saúde.

Em outra frente, o plano prevê a construção de moradias populares, combate a fraudes em benefícios sociais e redução de 8% do quadro de funcionários dos ministérios federais por meio da digitalização.

Segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz, o alívio tributário para trabalhadores será de 10 bilhões de euros por ano. A medida será financiada pelo aumento da alíquota máxima do Imposto de Renda, que passará de 45% para 47% para contribuintes com renda anual de 280 mil euros ou mais.

As medidas foram bem recebidas por parte de economistas e empresários, que avaliam que o governo apresentou mudanças concretas após meses de negociações entre os partidos da coalizão.

Para Carsten Brzeski, chefe global de macroeconomia do ING, o pacote representa uma mudança de direção para a economia alemã.

"Trata-se de um pacote robusto, concebido para fortalecer a Alemanha como destino de investimentos no longo prazo e colocar as contas públicas em uma trajetória sustentável", afirmou.

Marion Muehlberger, do Deutsche Bank Research, também avaliou que as reformas podem melhorar a confiança na economia.

"O governo demonstrou capacidade para chegar a um acordo sobre reformas estruturais importantes e implementá-las até o fim do ano. Isso deve melhorar a confiança e reforça nossa expectativa de aceleração do crescimento econômico na segunda metade do ano", diz.

Sindicatos afirmam que a ampliação dos contratos de curto prazo enfraquece os direitos dos trabalhadores, enquanto alguns economistas consideram que as medidas não resolvem um dos principais problemas das contas públicas.

"A maior fraqueza do pacote é a ausência de medidas para conter os gastos públicos. O alívio tributário não será viável no médio prazo se o crescimento dos gastos do governo não for controlado", disse Clemens Fuest, presidente do instituto Ifo.

Um dos principais eixos do pacote é a reforma da Previdência. O governo pretende criar um fundo de pensão inspirado no modelo sueco e elevar gradualmente a idade de aposentadoria para ajudar a estabilizar o sistema diante do envelhecimento da população.

A iniciativa enfrenta resistência dos sindicatos, que rejeitam o aumento da idade mínima para trabalhadores que exercem atividades fisicamente desgastantes.

Representantes do setor empresarial, por outro lado, afirmam que elevar as contribuições obrigatórias para a Previdência aumentaria os custos de contratação.

As reformas fazem parte da estratégia do governo do chanceler Friedrich Merz para recuperar o crescimento da maior economia da Europa.

O pacote também busca mostrar capacidade de aprovar mudanças estruturais após meses de divergências entre os partidos que formam a coalizão de governo.

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Apesar de prejuízo recorde nos Correios, estatais federais têm lucro maior em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 19:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

O governo divulgou nesta quinta-feira (2) que o conjunto das estatais federais registrou um lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025.

Petrobras foi responsável, sozinha, por 65% do lucro das estatais federais em 2025 — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

🔎O balanço financeiro foi divulgado pelo Ministério da Gestão. Ao todo, há 44 empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pelo governo brasileiro.

O valor supera em 45,4% o lucro registrado pelas empresas públicas em 2024. O número é puxado principalmente pela Petrobras – a petroleira é responsável por R$ 110,6 bilhões dos lucros, cerca de 65% do resultado total.

Além da Petrobras, também se destacaram BNDES, com lucro de R$ 25,6 bilhões, e o Banco do Brasil, com R$ 17,8 bilhões. Juntas, as três estatais concentraram 90,9% dos lucros.

Do outro lado, os Correios registraram prejuízo recorde no ano passado, de R$ 8,5 bilhões. (veja mais abaixo)

Apesar do resultado positivo, o lucro total das estatais é inferior ao registrado em 2021, 2022 e 2023. Veja os números:

2021: R$ 187,5 bilhões2022: R$ 275,1 bilhões2023: R$ 197,9 bilhões2024: R$ 116,5 bilhões2025: R$ 169,4 bilhões

O prejuízo de R$ 8,5 bilhões registrado pelos Correios em 2025 foi o maior da série histórica da estatal e mais de três vezes superior ao rombo de R$ 2,4 bilhões registrado em 2024. Com o resultado, a empresa chegou a 14 trimestres seguidos no vermelho.

A piora das contas da estatal foi impulsionada pela queda das receitas com encomendas internacionais e pelo aumento das despesas, principalmente com precatórios e gastos com pessoal. Em 2025, as despesas gerais e administrativas cresceram 37%, enquanto a receita com serviços caiu 12%.

Para tentar reverter a situação, a estatal anunciou medidas como programa de demissão voluntária (PDV), venda de imóveis, revisão de contratos e fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União.

Mesmo assim, o cenário continuou se deteriorando. No primeiro trimestre de 2026, a estatal registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões, 82% maior que o do mesmo período do ano anterior, e já prevê um resultado ainda pior ao fim deste ano.

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