RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar opera em queda com investidores atentos ao petróleo e a falas de Trump sobre Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 09:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (23) e recuava 0,59% por volta das 9h30, sendo negociado a R$ 5,2771. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No mercado internacional de petróleo, os preços inverteram o sinal nesta segunda-feira. Após chegar a US$ 113 por barril, o Brent passou a recuar mais de 10% depois de Trump afirmar que houve conversas consideradas produtivas entre Estados Unidos e Irã e que eventuais ataques a instalações energéticas iranianas seriam adiados.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent com vencimento mais próximo registrava queda de 10,23%, a US$ 100,71 o barril. Já o WTI recuava 10,39%, cotado a US$ 88. Durante a manhã, o Brent chegou a operar abaixo de US$ 100.

▶️ A sinalização de avanço no diálogo entre Washington e Teerã também teve reflexo nos mercados acionários. Perto das 9h (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 e do Nasdaq subiam 2,45%, enquanto os contratos do Dow Jones avançavam 2,65%.

▶️ No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou na sexta-feira que a Petrobras pode recomprar a Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), situada na Bahia.

▶️ Em meio a um cenário de combustíveis mais caros, levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o preço do diesel aumentou 20,6% na segunda semana de março em comparação com o período de 22 a 28 de fevereiro, alcançando R$ 7,65 por litro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta manhã que determinou uma pausa de cinco dias em possíveis ataques contra instalações de energia do Irã.

O anúncio foi feito em uma publicação na rede Truth Social, na qual ele disse que representantes dos dois países tiveram conversas recentes que classificou como produtivas.

De acordo com Trump, os contatos ocorreram ao longo do fim de semana e trataram da possibilidade de encerrar o conflito no Oriente Médio.

Diante do teor dessas conversas, ele afirmou ter orientado o Departamento de Guerra a adiar qualquer ataque contra usinas de energia e outras estruturas do setor no Irã durante esse período, enquanto as discussões continuam.

A versão apresentada pelos Estados Unidos, porém, foi contestada por veículos de comunicação ligados ao governo iraniano.

A agência Fars, associada à Guarda Revolucionária do Irã, informou nesta segunda-feira (23) que não há negociações em andamento entre autoridades de Teerã e de Washington.

Citando fontes do governo iraniano, a agência também afirmou que Trump teria recuado após ameaças do Irã de atingir instalações de energia na região do Golfo.

A agência Tasnim, também estatal, divulgou posição semelhante. Segundo o veículo, não houve nem haverá negociações entre os dois países.

A publicação afirma que declarações desse tipo fariam parte de uma tentativa de pressão política e que, com esse cenário, o Estreito de Ormuz não voltaria às condições anteriores à guerra, nem haveria estabilidade nos mercados de energia.

Já a agência Mehr informou que o ministro das Relações Exteriores do Irã avalia que a declaração de Trump teria como objetivo pressionar os preços do petróleo e do gás para baixo, após a alta registrada desde o início do conflito.

O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países. No domingo, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia em Israel, além de instalações que abastecem bases militares americanas na região do Golfo.

Na ocasião, o presidente americano afirmou que poderia “obliterar” usinas de energia do Irã caso o país não reabrisse totalmente o Estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo terminaria por volta das 19h44 desta segunda-feira, no horário de Brasília.

Um ataque a instalações de energia do Irã ampliaria o conflito entre os dois países, que já dura mais de três semanas.

Os mercados reagiram com força nesta segunda-feira após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. O movimento foi sentido tanto nas bolsas americanas quanto no mercado de petróleo.

Antes da abertura de Wall Street, os contratos futuros dos principais índices americanos registravam alta expressiva: o S&P 500 e o Dow Jones Industrial Average avançavam cerca de 2,6%. Já a Nasdaq subia 2,45%.

Na Europa, o índice francês CAC 40 avançava 0,94%, para 7.736,74 pontos, enquanto o alemão DAX subia 1,28%%, para 22.684,17 pontos. O britânico FTSE 100 recuava 0,11%, para 9.910,75 pontos.

Nos mercados asiáticos, que já encerraram as negociações desta segunda-feira, o dia foi marcado por quedas generalizadas nas bolsas.

Na China, o índice de Xangai caiu 3,63%, registrando o pior desempenho desde abril de 2025. Já o CSI300 — que reúne algumas das maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 3,26%, alcançando o menor nível de fechamento em seis meses.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng também teve forte baixa, de 3,54%, no pior resultado em quase um ano.

No Japão, o índice Nikkei caiu 3,48%, encerrando o pregão aos 51.515 pontos. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 6,49%, fechando aos 5.405 pontos.

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Boletim Focus: com guerra no Oriente Médio e alta do petróleo, mercado projeta mais inflação neste ano e corte menor dos juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 08:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa176.219 pts-2,25%Oferecido por

Os economistas do mercado financeiro passaram a esperar uma alta maior da inflação neste ano e, também, uma redução menor da taxa básica de juros pelo Banco Central em 2026.

As expectativas fazem parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera nesta segunda acima de US$ 100 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). Como consequência, a expectativa é de que o BC reduza menos os juros.

De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo IPCA, some 4,17% neste ano, contra a projeção anterior de 4,10%. Foi o segundo aumento seguido na estimativa.

Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 3,80%.➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,50% para 3,52%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Diante da alta das pressões inflacionárias decorrentes do conflito, o mercado financeiro também passou a estimar uma redução menor da taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC).

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic subiu de 12,25% para 12,50% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor no decorrer de 2026.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu subiu de 1,83% para 1,84%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do IBGE.

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

Puxada pelo controle da energia elétrica e combustíveis, inflação de Rio Branco fecha 2025 abaixo da média nacional — Foto: Reprodução

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, estável em R$ 5,40.

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PIB da Argentina cresce 4,4% em 2025, mas Milei enfrenta desafios para estabilizar a economia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3242,1%Dólar TurismoR$ 5,5271,84%Euro ComercialR$ 6,1491,77%Euro TurismoR$ 6,3991,58%B3Ibovespa175.506 pts-2,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,3242,1%Dólar TurismoR$ 5,5271,84%Euro ComercialR$ 6,1491,77%Euro TurismoR$ 6,3991,58%B3Ibovespa175.506 pts-2,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,3242,1%Dólar TurismoR$ 5,5271,84%Euro ComercialR$ 6,1491,77%Euro TurismoR$ 6,3991,58%B3Ibovespa175.506 pts-2,64%Oferecido por

O presidente da Argentina, Javier Milei, faz um discurso especial durante a 55ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, em 23 de janeiro de 2025. — Foto: Reuters

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu 4,4% em 2025, informou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) nesta sexta-feira (20). O resultado representa uma recuperação em relação a 2024, quando a economia retraiu 1,3%, conforme valores revisados.

Esse foi o primeiro avanço do PIB sob a gestão do presidente ultraliberal Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. É também a primeira alta desde 2022, ano em que o país cresceu 6%, durante o governo de Alberto Fernández.

Segundo o Indec, o crescimento foi puxado pela alta do consumo privado (7,9%), do consumo público (0,2%), das exportações (7,6%) e da formação bruta de capital fixo (16,4%) — indicador que mede os investimentos em obras, máquinas e equipamentos.

Pelo lado da oferta, os destaques foram o avanço da intermediação financeira (24,7%), a exploração de minas e pedreiras (8,0%) e hotéis e restaurantes (7,4%). Já pesca (-15,2%) e serviços domésticos em residências (-1,1%) registraram queda.

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que, embora o resultado do PIB tenha sido positivo, ele ainda apresenta desafios estruturais, com crescimento concentrado em setores específicos e consumo interno ainda fraco — ou seja, os argentinos seguem consumindo pouco.

Apesar do avanço em 2025, o consumo segue em desaceleração nas avaliações trimestrais e ainda não recuperou a queda registrada no ano anterior, explica Tito Nolazco, diretor da Prospectiva Public Affairs Latam na Argentina. (leia mais abaixo)

Federico Servideo, diretor-presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, explica que o consumo ainda baixo está diretamente ligado ao forte ajuste nas contas públicas promovido por Javier Milei.

"Do lado da demanda, o crescimento do PIB foi sustentado principalmente pelas exportações, enquanto o consumo interno permaneceu fraco e o gasto público foi reduzido devido ao ajuste fiscal", avalia.

A Argentina, que já enfrentava uma forte crise antes de 2023, passou por uma ampla reforma na economia sob o comando de Milei. Após assumir o cargo, ele paralisou obras federais e interrompeu o repasse de recursos aos estados, medidas que reduziram a atividade econômica em 2024.

No chamado Plano Motosserra, o presidente também retirou subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais, provocando um aumento expressivo nos preços — com impacto direto no bolso dos consumidores. O cenário se arrastou ao longo de 2025.

Isso fez o controle da inflação se tornar a principal obsessão do governo, embora a tarefa tenha se mostrado difícil. O índice de preços avançou 211,4% em 2023 e 117,8% em 2024, afetando diretamente o consumo. Em 2025, a inflação caiu para 31,5%, mas analistas avaliam ainda não ser o suficiente para a estabilização econômica.

Tito Nolazco, da Prospectiva, destaca que Milei adotou medidas econômicas relevantes em seus dois primeiros anos de governo: implementou reformas pró-mercado, abriu a economia, eliminou restrições cambiais e reduziu a inflação.

"Ele ainda não consegue, porém, que essa estabilização macroeconômica se traduza em geração de empregos, aumento do consumo e dinamismo da economia", analisa.

Dados divulgados pelo Indec na quinta-feira (19) mostram que o desemprego subiu 1,1 ponto percentual em 2025, alcançando 7,5% — o maior nível desde a pandemia de Covid‑19. A taxa mede a proporção de pessoas sem trabalho que estão disponíveis e procurando emprego.

Os dados de 2025 indicam que a economia argentina atravessa um momento de transição, com sinais de reorganização após o forte ajuste macroeconômico promovido por Milei, avalia Federico Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo.

"Embora esses avanços tenham sido acompanhados de custos no curto prazo, especialmente sobre o consumo e a atividade industrial, a economia apresentou sinais de reorganização, com melhora de alguns fundamentos, como o controle fiscal e a desaceleração inflacionária", diz.

Conforme mostrou o g1, a Argentina registrou superávit nas contas públicas em 2024 e 2025, sob o governo Milei — ou seja, o país arrecadou mais do que gastou, mesmo considerando os juros da dívida. O país não alcançava dois anos consecutivos com resultado positivo desde 2008.

A reorganização da economia, porém, ainda não se dá de forma equilibrada entre os setores. Segundo Jimena Zuniga, analista de geoeconomia da América Latina da Bloomberg Economics, o crescimento se manteve forte em alguns segmentos, como energia e mineração, mas continuou fraco em outros.

"O setor manufatureiro e a maioria dos serviços — ou seja, os setores que empregam mais pessoas — permaneceram muito fracos. Por isso, embora as exportações tenham continuado crescendo sequencialmente, o consumo e o investimento praticamente não avançaram", analisa.

Tito Nolazco, da Prospectiva, avalia que o principal desafio do governo de Milei em 2026 será gerar resultados concretos para os cidadãos, em busca de garantir uma base sólida de apoio social para o próximo ano eleitoral.

O especialista projeta que o governo continuará com sua agenda de reformas no Congresso — muitas delas demandadas pelo setor privado —, mas ressalta que há um intervalo significativo entre a aprovação das medidas e seus efeitos reais na economia.

"Explicar isso à população será fundamental do ponto de vista da comunicação governamental", afirma.

Em fevereiro, Milei conseguiu aprovar no Congresso uma ampla reforma trabalhista que flexibiliza regras do mercado de trabalho. O governo comemorou o avanço de sua agenda de reformas, enquanto sindicatos e trabalhadores protestaram e prometeram disputas jurídicas.

Federico Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, destaca que o crescimento do PIB tem grande relevância política, ao sinalizar que o programa econômico de Milei pode ter interrompido, em certa medida, a crise argentina.

"Isso confere ao governo um ganho de credibilidade no curto prazo, especialmente junto a mercados e setores mais favoráveis às reformas", explica.

Ele, porém, pondera que esse resultado traz ressalvas: o crescimento de 2025 reflete, em grande parte, a recuperação após a forte queda de 2024 e apresenta dados concentrados e pouco inclusivos.

"A ausência de uma melhora consistente no emprego, no consumo e na atividade industrial limita o impacto político positivo do resultado", conclui.

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Dólar abre em alta com crise do petróleo e escalada da guerra no Oriente Médio no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,215-0,58%Dólar TurismoR$ 5,428-0,12%Euro ComercialR$ 6,0420,43%Euro TurismoR$ 6,3000,81%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,215-0,58%Dólar TurismoR$ 5,428-0,12%Euro ComercialR$ 6,0420,43%Euro TurismoR$ 6,3000,81%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,215-0,58%Dólar TurismoR$ 5,428-0,12%Euro ComercialR$ 6,0420,43%Euro TurismoR$ 6,3000,81%B3Ibovespa180.271 pts0,35%Oferecido por

O dólar abre nesta sexta-feira (20) em alta de 0,42%, a R$ 5,2373, com investidores atentos às tentativas dos Estados Unidos e de Israel para conter a crise de energia provocada pela guerra no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Em uma semana de forte volatilidade, o presidente dos EUA, Donald Trump, tentou sinalizar estabilidade ao mercado na quinta-feira, após ações da Casa Branca para conter a crise de energia, como a possível flexibilização de sanções ao petróleo iraniano e a liberação de reservas estratégicas.

▶️ As medidas ocorrem em meio a esforços de EUA e Israel para reduzir a aversão ao risco diante do temor de um conflito prolongado com o Irã. Após a disparada recente, um discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trouxe alívio ao indicar que a tensão pode não se estender.

▶️ Depois de ultrapassar US$ 115, o petróleo recua nesta sexta, embora ainda opere em patamar elevado.

🔎 O Brent — referência global — era negociado a US$ 108,01 por volta das 8h46 (horário de Brasília). Já o gás natural na Europa, que chegou a subir 35%, opera próximo da estabilidade, com leve alta de 0,08%.

▶️ A sexta-feira continua com poucos indicadores no cenário local. O principais bancos centrais — Federal Reserve, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, Banco Nacional Suíço e Banco do Japão — optaram por manter os juros estáveis, enquanto monitoram os impactos econômicos do conflito.

▶️ No Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) cobrou mais oferta de combustíveis da Petrobras, mas disse não ver risco de desabastecimento. A ANP reforçou o monitoramento do mercado, enquanto distribuidoras apontam alta na demanda e menor oferta.

Enquanto isso, um levantamento mostra que o preço do diesel já chegou a uma média de R$ 7,22. No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.

▶️ No campo político, os investidores analisam a indicação do secretário-executivo Dario Durigan, número dois na hierarquia da pasta, para comandar o ministério até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a saída de Haddad para concorrer ao governo de São Paulo.

A guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase, segundo o Irã, que anunciou ataques a instalações de energia ligadas aos Estados Unidos como resposta aos bombardeios contra sua própria infraestrutura, atribuídos a Israel com apoio americano.

A escalada teve início após o ataque ao campo de gás South Pars, no Irã — o maior do mundo —, e ganhou força com a retaliação iraniana, que atingiu estruturas energéticas em países como Catar e Arábia Saudita, incluindo uma importante unidade de processamento de gás no território catariano.

Diante desse cenário, os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira, com o barril superando US$ 115, enquanto o gás natural também subiu forte na Europa. O movimento reflete o temor de interrupções no fornecimento global de energia.

Nos EUA, o governo de Donald Trump teria apoiado a ofensiva inicial, mas tenta conter novos ataques a esse tipo de infraestrutura, enquanto avalia os próximos passos conforme a reação do Irã.

Ao declarar que o Irã está sendo "dizimado", Benjamin Netanyahu citou o arsenal iraniano de mísseis e drones como ponto estratégico.

“O que estamos destruindo agora são as fábricas que produzem os componentes para fabricar esses mísseis e para produzir as armas nucleares que eles estão tentando desenvolver”, afirmou Netanyahu.

Na quarta-feira, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 15% para 14,75% ao ano, no primeiro corte desde maio de 2024, decisão já esperada pelo mercado.

👉 Mesmo com a queda, o BC sinalizou cautela e não indicou novos cortes por conta das incertezas com a guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo e os impactos na inflação. O comitê destacou que vai acompanhar os efeitos do conflito na economia antes de decidir os próximos passos.

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses.

A liderança do ranking, antes ocupada pela Rússia, passou para a Turquia, que registrou uma taxa real de 10,38%. Os russos aparecem na terceira posição, com juros reais de 9,41%.

Enquanto isso, nos EUA, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Apesar das incertezas, o banco central americano ainda prevê um possível corte de 0,25 ponto ainda este ano, mas alertou que pode mudar de ideia se o cenário externo piorar com os conflitos.

👉 Juros altos nos EUA tendem a fortalecer o dólar e podem impactar países como o Brasil, pressionando a inflação e dificultando a queda dos juros por aqui.

Nesta quinta, o Banco da Inglaterra também decidiu manter os juros. A instituição avalia os riscos de inflação decorrentes da guerra, e alguns membros levantaram a possibilidade de um aumento.

Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em queda. As perdas, que chegaram a ser mais intensas ao longo do pregão, perderam força diante da expectativa de investidores de que o conflito no Oriente Médio possa desacelerar.

O índice Dow Jones caiu 0,44%, enquanto o S&P 500 recuou 0,24% e o Nasdaq teve baixa de 0,28%. Os investidores também avaliaram os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que caíram para 205 mil, abaixo do esperado, indicando um mercado de trabalho ainda estável, apesar das incertezas globais.

Na Europa, os mercados também fecharam em queda, refletindo as tensões geopolíticas e a cautela com a inflação.

No Reino Unido, o Banco da Inglaterra votou por unanimidade pela manutenção dos juros, diante dos riscos inflacionários ligados à guerra no Oriente Médio. Parte dos dirigentes, inclusive, sinalizou a possibilidade de novas altas, o que provocou uma forte venda de títulos públicos de curto prazo.

Entre as bolsas, o índice britânico FTSE 100 recuou 2,35%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 2,76% e o CAC 40, da França, teve baixa de 2,03%.

Na Ásia, as bolsas também fecharam em queda nesta quinta-feira, com investidores mais cautelosos diante da escalada do conflito e das incertezas sobre a economia global.

Em Xangai, o principal índice recuou 1,4%, aos 4.006 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 4.000 no intradia, enquanto o CSI300 caiu 1,6%, a 4.583 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, e, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos. Também houve perdas na Coreia do Sul (-2,7%), Taiwan (-1,9%), Austrália (-1,6%) e Cingapura (-0,8%).

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O legado de Fernando Haddad na economia – O Assunto #1684

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 02:55

Podcasts O Assunto O legado de Fernando Haddad na economia – O Assunto #1684 Nos pouco mais de três anos em que comandou a Fazenda, Haddad conseguiu viabilizar a aprovação de pautas como o arcabouço fiscal e a reforma tributária. Por Natuza Nery — São Paulo

Nesta quinta-feira (19), Fernando Haddad encerrou sua gestão à frente do Ministério da Fazenda. No mesmo evento, o presidente Lula anunciou o substituto: o então número 2 da pasta, Dario Durigan, que ocupava o posto de secretário-executivo. Horas depois, o PT confirmou que Haddad é pré-candidato ao governo de São Paulo.

O balanço da gestão registra vitórias e derrotas. Haddad ganhou a pecha de ser um ministro que aumentou excessivamente os impostos e viu a dívida pública subir 7 pontos percentuais no período – está em quase 79% do PIB. Nos índices macroeconômicos, ele deixa o cargo com a inflação dentro do teto da meta, desemprego na menor taxa da série histórica e recorde na renda média do brasileiro. E o PIB cresceu acima das expectativas em todos os anos.

Nos pouco mais de três anos em que comandou a Fazenda, Haddad conseguiu viabilizar a aprovação de pautas como o arcabouço fiscal, a reforma tributária e a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Neste episódio, Natuza Nery conversa com Thomas Traumann para analisar o legado de Haddad na economia brasileira. Ele, que é comentarista da GloboNews, colunista do jornal O Globo e autor do livro “O pior emprego do mundo: 14 ministros da Fazenda contam como tomaram as decisões que mudaram o Brasil e mexeram no seu bolso”, explica o que deu certo e o que deu errado nesses três anos – e projeta os desafios da economia brasileira para a eleição e após.

Convidado: Thomas Traumann, comentarista da GloboNews, colunista do jornal O Globo e autor do livro “O pior emprego do mundo: 14 ministros da Fazenda contam como tomaram as decisões que mudaram o Brasil e mexeram no seu bolso”.

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O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliene Moretti. Colaboraram neste episódio Arthur Stabile e Janize Colaço. Apresentação: Natuza Nery.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Haddad durante discurso no lançamento do Plano Safra para agricultura familiar — Foto: Reprodução/Canal Gov

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Lula diz estar ‘triste’ com decisão do BC de reduzir taxa de juros em ‘só’ 0,25 ponto percentual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/03/2026 14:00

Política Lula diz estar 'triste' com decisão do BC de reduzir taxa de juros em 'só' 0,25 ponto percentual Por Kellen Barreto, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que está "triste" com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual apenas.

O petista deu a declaração durante um evento do governo federal em São Paulo, um dia após a reunião do Copom que reduziu a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75%.

Lula disse que esperava um corte maior, de 0,5 ponto percentual, e lamentou a decisão do colegiado do Banco Central, que considerou os impactos da guerra no Irã para fixar a redução.

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Após início da guerra no Oriente Médio, Tesouro Nacional recompra quase R$ 50 bilhões em títulos e ajuda conter alta nos juros futuros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/03/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2610,28%Dólar TurismoR$ 5,4500,29%Euro ComercialR$ 6,0520,58%Euro TurismoR$ 6,2930,69%B3Ibovespa179.369 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,2610,28%Dólar TurismoR$ 5,4500,29%Euro ComercialR$ 6,0520,58%Euro TurismoR$ 6,2930,69%B3Ibovespa179.369 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,2610,28%Dólar TurismoR$ 5,4500,29%Euro ComercialR$ 6,0520,58%Euro TurismoR$ 6,2930,69%B3Ibovespa179.369 pts-0,15%Oferecido por

Tesouro Nacional comprou nesta semana R$ 49 bilhões em títulos públicos, que haviam sido colocados nos últimos anos no mercado financeiro.

Oficialmente, o Tesouro informa que o objetivo da atuação é "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos".

Em termos práticos, ao recomprar papeis do mercado financeiro, o Tesouro Nacional aumenta a demanda por esses títulos, o que eleva o seu preço e, consequentemente, diminui sua taxa de juros.

A atuação tem o efeito, portanto, de injetar "liquidez" ao mercado financeiro, ou seja, liberar recursos aos bancos, e, com isso, conter movimento desordenado de pressão altista na curva de juros.

A Secretaria do Tesouro Nacional comprou nesta semana R$ 49 bilhões em títulos públicos, que haviam sido colocados nos últimos anos no mercado financeiro, por conta dos efeitos da guerra no Oriente Médio. Trata-se da maior operação de recompra já realizada pela instituição.

Oficialmente, o Tesouro informa que o objetivo da atuação é "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos".

A taxa Selic, fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que atualmente está em 14,75% ao ano, tem efeito somente no curto prazo. Já a curva de juros do mercado futuro, afetada pelos leilões do Tesouro Nacional, é definida pelas condições do mercado (oferta e demanda).O cenário global das últimas semanas, com a eclosão da guerra no Oriente Médio, pressionou para cima a curva de juros.

🔎Em termos práticos, ao recomprar papeis do mercado financeiro, o Tesouro Nacional aumenta a demanda por esses títulos, o que eleva o seu preço e, consequentemente, diminui sua taxa de juros.

Como esses papeis têm prazos longos, seus juros servem de base para a chamada "curva", ou seja, as apostas do mercado para os próximos anos.

A atuação tem o efeito, portanto, de injetar "liquidez" ao mercado financeiro, ou seja, liberar recursos aos bancos, e, com isso, conter movimento desordenado de pressão altista na curva de juros — que serve de base para o mercado fixar as taxas cobradas nos empréstimos a empresas e pessoas físicas.

O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito).

A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país pelo aumento do diesel, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes da gasolina. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.

A preocupação imediata, segundo analistas, é com a falta de abastecimento de diesel no país, além do impacto do aumento dos preços no dólar e na inflação. O que já está resultando em um cenário de corte menor dos juros básicos da economia.

Nesta quinta, o Banco Central (BC) avaliou que o cenário global "prospectivo" (futuro) "segue apresentando riscos que podem levar à materialização de cenários de reprecificação de ativos financeiros globais", ou seja, subida do petróleo, pressão sobre o dólar, os juros futuros e impacto na bolsa de valores – que opera em queda hoje.

"As incertezas associadas ao reposicionamento das políticas econômicas, aos eventos geopolíticos e aos seus impactos sobre os ritmos de crescimento da atividade e da inflação se intensificaram. Somam-se a essas incertezas, aquelas relacionadas aos níveis de equilíbrio das taxas de juros no longo prazo, à sustentabilidade fiscal de economias centrais e à valorização dos ativos de risco", avaliou o BC.

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Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 19:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%Oferecido por

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano.

Essa era a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Essa é a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024.

Essa era a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O comitê entende que a decisão "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego".

Por conta dos conflitos no Oriente Médio, o Comitê não indicou novos cortes nas próximas reuniões.

Na decisão, o Copom afirma que, no cenário atual, "os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo".

O começo do processo de queda dos juros no Brasil ocorre apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito.

A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.

Na decisão, o Copom afirma que os conflitos no Oriente Médio afetam "direta e indiretamente" a inflação no Brasil e que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos.

"O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil", diz o comunicado.

A reunião desta quarta teve dois votos a menos, por causa das saídas do diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen. O governo ainda não indicou substitutos.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.

Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.

Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.

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Brasil continua em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 19:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%Oferecido por

O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,51%.

A liderança do ranking, antes ocupada pela Rússia, passou para a Turquia, que registrou uma taxa real de 10,38%. Os russos aparecem na terceira posição, com juros reais de 9,41%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, em meio a preocupações com os gastos do governo. O cenário, segundo a instituição, ficou ainda mais incerto com a guerra no Oriente Médio.

A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, permaneceu na quarta posição do ranking.

Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Trata-se da primeira redução desde maio de 2024.

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição.

Turquia: 37,00%Argentina: 29,00%Rússia: 15,50%Brasil: 14,75%Colômbia: 10,25%México: 7,00%África do Sul: 6,75%Hungria: 6,25%Índia: 5,25%Indonésia: 4,75%Chile: 4,50%Filipinas: 4,25%Israel: 4,00%Hong Kong: 4,00%Austrália: 3,85%Polônia: 3,75%Reino Unido: 3,75%Estados Unidos: 3,75%República Tcheca: 3,50%China: 3,00%Malásia: 2,75%Coreia do Sul: 2,50%Nova Zelândia: 2,25%Canadá: 2,25%Alemanha: 2,15%Áustria: 2,15%Espanha: 2,15%Grécia: 2,15%Holanda: 2,15%Portugal: 2,15%Bélgica: 2,15%França: 2,15%Itália: 2,15%Taiwan: 2,00%Suécia: 1,75%Dinamarca: 1,60%Tailândia: 1,00%Cingapura: 0,88%Japão: 0,75%Suíça: 0,00%

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Dólar abre com foco na Superquarta e guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 09:10

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

O dólar inicia esta quarta-feira (18) sob forte influência da “Superquarta”, com investidores divididos entre as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e a escalada da guerra no Oriente Médio, que mantém o petróleo pressionado. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos.

▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados. Sem perspectiva clara de trégua nos ataques envolvendo EUA, Israel E Irã, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito.

▶️ Até agora, no entanto, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo.

▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global.

🛢️ Por volta das 8h51, o barril do tipo petróleo Brent subia 0,72%, a US$ 104,16, enquanto o WTI avançava 1,15%%, a US$ 94,43.

▶️ Ontem, a França se alinhou a outros países da OTAN e rejeitou o pedido dos Estados Unidos para ajudar a liberar o Estreito de Ormuz. A decisão contradiz a declaração de Donald Trump de que Paris apoiaria a iniciativa. O presidente americano chamou a recusa dos aliados de “erro muito tolo”.

▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. Procon também está de olho.

Após uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira. Embora o apelo de Trump pela reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz e a liberação de reservas estratégicas por outros países tenham reduzido a pressão sobre a commodity, o efeito durou pouco.

Ao menos três países europeus recusaram nesta segunda-feira (16) o pedido do presidente dos EUA para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz.

Ao longo do dia, Trump recebeu negativas de vários aliados, com destaque para a Alemanha, que rejeitou qualquer participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na crise.

Nesta terça, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse à emissora "CNBC" que petroleiros estão "começando a passar aos poucos" pelo Estreito de Ormuz, reiterando a posição do governo Trump de que a guerra com o Irã deve durar semanas, e não meses.

No entanto, ataques recentes à infraestrutura energética de outros países em meio à guerra vêm comprometendo o escoamento global de petróleo.

Segundo a Reuters, o carregamento no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi parcialmente interrompido após um terceiro ataque em quatro dias provocar incêndio no terminal de exportação, enquanto o campo de gás Shah segue com operações suspensas.

Com isso, a produção do terceiro maior produtor da Opep caiu mais da metade, intensificando a pressão sobre os preços da energia e agravando a crise no mercado internacional.

Enquanto isso, a guerra continua. Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e uma das principais figuras do regime, em um bombardeio de precisão em Teerã.

A ação teria ocorrido na noite de segunda-feira, segundo autoridades israelenses, mas não foi confirmada pelo governo iraniano.

Aliado próximo da liderança do país, Larijani vinha ganhando ainda mais influência em meio à guerra contra EUA e Israel, que seguem realizando ataques frequentes ao território iraniano.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostrou que os preços, em geral, caíram 0,24% em março, marcando mais um mês de recuo. No acumulado de um ano, a queda já chega a 2,53%.

👉 O IGP-10 é muito usado como referência para reajustes de contratos, como aluguel, energia e alguns serviços, porque capta tanto o que acontece na indústria quanto no bolso do consumidor.

Segundo a FGV, esse movimento foi puxado principalmente pela redução nos preços de produtos básicos no atacado, como alimentos e matérias-primas.

Para o consumidor, os preços ficaram praticamente estáveis, enquanto os custos da construção ainda subiram, mas de forma mais moderada.

Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato.

O nível de decisão é mais alto entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com mais de 60% afirmando que a escolha é definitiva.

O levantamento também mostra que homens e eleitores mais velhos tendem a ter decisão mais consolidada, enquanto mulheres, jovens e eleitores do Sudeste aparecem mais indecisos, indicando um cenário ainda aberto para mudanças na disputa eleitoral.

Em Wall Street, os mercados fecharam em alta de olho no impasse no Estreito de Ormuz e à espera da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre os juros americanos nesta quarta-feira.

Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, pressionados pelas incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, que deixaram os investidores mais cautelosos em relação a ativos de maior risco.

Em Xangai, o índice local caiu 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,7%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,1%, e em Tóquio, o Nikkei caiu 0,1%.

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