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Starbucks é alvo de operação policial na Coreia do Sul após campanha polêmica; entenda

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 05/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

A polícia sul-coreana realizou buscas nesta quarta-feira (5) nos escritórios da Starbucks. A ação investiga uma campanha acusada de difamar ativistas mortos em 1980.

Familiares de vítimas e ativistas apresentaram queixa contra integrantes do Grupo Shinsegae. O anúncio ocorreu no 46º aniversário do Levante de Gwangju.

A propaganda promovia copos térmicos com os termos "SS Tank" e "Bata na mesa!". Críticos associaram o slogan ao encobrimento de tortura em 1987.

O Grupo Shinsegae retirou a campanha do ar, demitiu o executivo e realizou treinamentos para funcionários. A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da rede.

Loja da Starbucks na Coreia do Sul. A rede virou alvo de investigação após uma campanha publicitária que gerou críticas por fazer referência ao uso de tanques durante a repressão aos protestos pró-democracia de Gwangju, em 1980 — Foto: Reuters

A polícia sul-coreana realizou buscas nesta quarta-feira (5) nos escritórios da Starbucks, informou à AFP a operadora local da rede de cafeterias.

A operação faz parte da investigação aberta após uma campanha publicitária ser acusada de difamar ativistas mortos nos protestos pró-democracia de 1980, um dos episódios mais marcantes da história recente do país.

Um grupo da sociedade civil e familiares das vítimas apresentaram uma queixa contra integrantes do Grupo Shinsegae, que opera a Starbucks na Coreia do Sul, acusando-os de difamação.

As buscas representam o mais recente desdobramento da crise, que já havia levado a empresa a pedir desculpas publicamente, demitir seu principal executivo no país e promover treinamentos obrigatórios para os funcionários.

A controvérsia começou em 18 de maio, quando a Starbucks Korea lançou uma campanha para divulgar uma nova linha de copos térmicos de grande capacidade chamada "SS Tank".

A empresa classificou a data como "Tank Day" ("Dia do Tanque"), coincidindo com o 46º aniversário do Levante de Gwangju.

🔎 O levante ocorreu em maio de 1980, quando estudantes e moradores da cidade de Gwangju protestaram contra a ditadura militar. A repressão foi conduzida pelo Exército, que enviou soldados, tanques e outros veículos militares às ruas.

Segundo o balanço oficial, 165 civis morreram na operação, embora grupos de direitos humanos afirmem que o número real de vítimas pode ter sido maior.

A campanha foi amplamente criticada por banalizar um dos principais símbolos da luta pela democracia na Coreia do Sul e por desrespeitar a memória das vítimas, consideradas mártires por muitos sul-coreanos.

O anúncio também utilizava o slogan "Bata na mesa!", expressão associada por críticos a uma frase usada por autoridades em 1987 para tentar encobrir a morte sob tortura do estudante e ativista Park Jong-chol, cuja morte ajudou a impulsionar os protestos que culminaram na redemocratização do país.

Diante da reação negativa, o Grupo Shinsegae retirou a campanha do ar poucas horas após seu lançamento.

A empresa também demitiu o CEO da Starbucks Korea e divulgou um pedido público de desculpas por meio de seu presidente, Chung Yong-jin, reconhecendo a gravidade da repercussão.

Em junho, a Starbucks anunciou uma série de medidas para tentar restaurar sua imagem. Pela primeira vez desde a chegada da rede à Coreia do Sul, em 1999, todas as mais de 2.000 lojas do país fecharam mais cedo para que os funcionários participassem de um treinamento obrigatório sobre história e sensibilidade social.

Executivos e empregados da sede assistiram a aulas ministradas por professores de história e sociologia, enquanto os demais colaboradores acompanharam a gravação da sessão.

A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da Starbucks no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, o que dá ainda mais visibilidade à crise enfrentada pela companhia no país.

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Gasolina sobe 30% nos EUA e Trump cobra petroleiras; entenda o que está por trás da alta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 05:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as petroleiras americanas a reduzir os preços da gasolina.

Em publicação nas redes sociais, ele reclamou dos lucros das empresas do setor e afirmou que os consumidores não deveriam arcar com preços tão elevados, que começaram a subir após a escalada do conflito com o Irã no Oriente Médio.

➡️ Na segunda-feira, o preço médio da gasolina atingiu US$ 4,095 por galão nos EUA, cerca de 30% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da American Automobile Association (AAA).

Trump afirmou que as empresas deveriam repassar aos consumidores os benefícios das medidas adotadas por seu governo para ampliar a produção de petróleo.

"Não gosto disso. Eu deveria ser a última pessoa a dizer isso, porque sou um grande defensor da livre iniciativa, ninguém mais do que eu. Estão surpresos por eu dizer isso? Vou dizer em alto e bom som. Não estou satisfeito", disse o presidente a jornalistas na Casa Branca.

O presidente dos EUA também criticou publicamente o CEO da Chevron, Mike Wirth, por não reconhecer o papel de sua administração no fortalecimento da indústria do petróleo. Na Truth Social, afirmou que seu governo "salvou" o setor e citou o retorno da Chevron à Venezuela como prova.

Também estendeu as críticas a outras gigantes do setor, como a ExxonMobil, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo.

O petróleo é uma commodity negociada globalmente. Isso significa que qualquer ameaça à oferta mundial afeta rapidamente as cotações internacionais, mesmo em países que produzem grandes volumes, como os EUA.

A alta dos preços do petróleo foi impulsionada pela crise no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Sempre que surgem ameaças de bloqueio da região, investidores passam a projetar uma oferta menor de petróleo e o preço sobe.

A situação fez disparar os lucros das petroleiras. Juntas, ExxonMobil e Chevron lucraram US$ 29 bilhões (R$ 147 bilhões) no segundo trimestre, mais de três vezes o valor registrado no mesmo período do ano anterior.

🔍🛢️ O Brent é a principal referência usada no mercado internacional para acompanhar o preço do petróleo. Durante a escalada da guerra no Oriente Médio, o barril passou de cerca de US$ 70 para US$ 126, antes de recuar para perto de US$ 80 nesta terça-feira (4), com sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã.

Segundo Nivaldo de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mesmo quando a tensão diminui, os preços não recuam imediatamente.

"As refinarias trabalham com estoques e contratos de curto, médio e longo prazo. Por isso, uma eventual queda do petróleo leva tempo para chegar ao consumidor."

Como o preço da gasolina nos EUA acompanha as cotações internacionais do petróleo, o combustível ficou mais caro e voltou a pressionar o orçamento das famílias.

Evolução do preço médio da gasolina nos Estados Unidos — Foto: Reprodução/American Automobile Association – AAA

Em maio, consumidores relataram que passaram a reduzir as viagens de carro, concentrar compromissos em trajetos mais curtos e recorrer com maior frequência ao transporte público para economizar combustível. Na época, o preço médio do galão de gasolina comum era ainda mais alto: US$ 4,52 (R$ 22,64).

Uma pesquisa da Ipsos, divulgada pelo Washington Post e pela ABC News, mostrou que 44% dos americanos diminuíram o número de viagens de carro em razão da alta da gasolina.

Para especialistas ouvidos pelo g1, a pressão de Trump sobre as petroleiras tem efeito político, mas capacidade limitada de alterar os preços pagos pelos consumidores.

Embora os EUA sejam hoje o maior produtor mundial de petróleo, a gasolina vendida no país continua fortemente influenciada pelas cotações internacionais da commodity, pela estrutura do parque de refino e pelos custos de distribuição.

Para Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), existe um contraste entre a cobrança feita por Trump às petroleiras e a política externa adotada pelos EUA.

Segundo ela, conflitos internacionais elevam a percepção de risco dos investidores e pressionam o preço internacional do petróleo.

"O preço do petróleo é formado em um mercado global e incorpora expectativas. Quando aumenta o risco de interrupção da oferta, o barril sobe rapidamente."

A especialista lembra que os EUA também ampliaram sua participação nas exportações de petróleo e gás natural nos últimos anos, o que beneficia parte do setor energético quando as cotações internacionais sobem.

"A valorização do petróleo aumenta a receita de parte dessas empresas, ao mesmo tempo em que encarece a gasolina para o consumidor americano."

Pode parecer contraditório que o maior produtor mundial de petróleo tenha gasolina tão cara, mas especialistas dizem que parte das refinarias dos EUA foi projetada para processar tipos de petróleo mais pesados do que o produzido atualmente em grande escala no país.

Por isso, empresas americanas exportam parte do petróleo extraído no país e continuam importando outros tipos de petróleo cru para abastecer suas refinarias. São compras que acompanham as cotações internacionais.

Segundo Castro, da UFRJ, essa característica torna o mercado americano mais exposto às oscilações globais.

"Os Estados Unidos exportam parte do petróleo que produzem e importam outro tipo de petróleo para abastecer suas refinarias. Isso faz com que os preços internos acompanhem muito mais de perto as oscilações do mercado internacional."

Ele explica que, além disso, a cadeia de combustíveis nos EUA é formada por diversas empresas privadas responsáveis pela produção, pelo refino, pela distribuição e pela revenda, o que reduz a capacidade de coordenação do governo sobre todo o setor.

Assim como os EUA, o Brasil também acompanha as oscilações do mercado internacional de petróleo. A diferença está na forma como a cadeia de combustíveis é organizada.

No Brasil, a Petrobras ainda concentra boa parte da produção de petróleo e da capacidade de refino, o que garante maior integração entre essas etapas da cadeia.

Segundo Castro, essa característica reduz parte da exposição imediata às oscilações internacionais, embora os preços domésticos também sejam influenciados pelo mercado externo.

"A integração entre produção e refino permite amortecer parte dos impactos das oscilações internacionais. Isso não significa que o Brasil fique imune às altas do petróleo, mas o repasse pode ocorrer de forma diferente do observado nos Estados Unidos."

Nos EUA, por outro lado, a cadeia é mais pulverizada. Empresas diferentes atuam na produção, no refino, na distribuição e na venda dos combustíveis, o que limita a capacidade de coordenação do governo sobre o setor.

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‘Nem para comer me chamavam’: entenda o que é a solidão corporativa e como pode afetar sua carreira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 03:53

Trabalho e Carreira 'Nem para comer me chamavam': entenda o que é a solidão corporativa e como pode afetar sua carreira Fenômeno descreve a sensação de isolamento vivida por profissionais mesmo cercados de colegas. Especialistas afirmam que a falta de conexão no ambiente de trabalho pode prejudicar a saúde mental, reduzir a produtividade e dificultar o crescimento profissional. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A solidão corporativa é a sensação de isolamento vivida por profissionais mesmo cercados de colegas e pode afetar a saúde mental, a produtividade e o desenvolvimento da carreira.

A falta de acolhimento, de integração e de vínculos no ambiente de trabalho está entre os principais fatores que favorecem esse sentimento, segundo especialistas.

Embora o trabalho remoto possa reduzir momentos de convivência espontânea, especialistas afirmam que o problema está mais relacionado à cultura organizacional do que ao modelo de trabalho.

Para combater a solidão corporativa, empresas devem investir em integração, lideranças mais próximas, diálogo e um ambiente baseado em confiança, pertencimento e segurança psicológica.

Geovanna Santos, de 28 anos, acumula uma década de experiência na área administrativa. Apesar de sempre ter facilidade para fazer amizades no ambiente de trabalho e manter vínculos com ex-colegas, no ano passado ela viveu uma situação completamente diferente e descobriu, na prática, o que especialistas chamam de solidão corporativa.

Após deixar uma empresa de atuação nacional para trabalhar em um negócio familiar, Geovanna imaginava encontrar apenas uma nova rotina. Em vez disso, deparou-se com um ambiente onde se sentia completamente isolada.

"Eu ficava literalmente olhando para a parede", relembra. Sua mesa ficava isolada em uma sala, enquanto o gerente, único colega no ambiente, passava boa parte do dia fora. Enquanto isso, as outras três funcionárias da equipe trabalhavam juntas em outro ambiente.

Geovanna tentou se aproximar, mas as conversas não evoluíram. No horário de almoço, os grupos saíam juntos para restaurantes, deixando-a para trás. '"Eu ia sozinha. Nem para comer me chamavam”, lembra a trabalhadora.

A situação começou a afetar sua saúde mental. Ela passou a acordar sem vontade de ir ao trabalho, acumulou atrasos e desenvolveu crises de ansiedade, síndrome do pânico e sintomas físicos relacionados ao estresse.

A empresa também não ofereceu um processo estruturado de integração. A ausência de acolhimento aumentou a sensação de isolamento e prejudicou seu desenvolvimento profissional.

"Eu me sentia invisível. Não tinha ninguém para olhar e reconhecer o meu esforço”, conta. Depois de três meses de desgaste emocional, Geovanna pensou em pedir demissão. Antes disso, porém, foi desligada da empresa logo após apresentar um atestado médico. "Foi péssimo", resume.

Geovanna Santos encontrou no trabalho amizades que transformaram sua rotina, mas, após mudar de emprego, passou a enfrentar a solidão e a dificuldade de criar novos vínculos no ambiente profissional. — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo um levantamento da Pluxee com mais de 2 mil brasileiros, 47% dizem se sentir sozinhos no trabalho, seja frequentemente ou às vezes.

Outro dado chama atenção: 78% consideram essencial ter amizades verdadeiras no ambiente profissional, indicando que a qualidade das relações influencia diretamente a experiência no emprego.

As conexões ajudam a retenção de talentos. Em uma escala de 1 a 5, os entrevistados atribuíram nota média de 3,39 ao impacto das amizades na decisão de permanecer ou deixar uma empresa.

Um segundo estudo, realizado pela Vittude em parceria com o Opinion Box, reforça esse cenário. Embora o trabalho remoto integral seja desejado por muitos profissionais, o levantamento indica que esse modelo pode intensificar o isolamento social e dificultar a construção de redes de apoio.

Entre os trabalhadores que atuam 100% em home office, 11,4% apresentam níveis críticos de sofrimento mental.

Para 30,8% dos entrevistados, o senso de equipe e a interação social são os principais motivos para preferir o trabalho totalmente presencial.

O conceito de solidão corporativa não significa necessariamente trabalhar sozinho, mas sentir-se isolado mesmo em meio a colegas. Ela é caracterizada pela falta de vínculos significativos, de relações de confiança e de senso de pertencimento no ambiente de trabalho.

"O problema não é estar sozinho fisicamente, mas sentir-se desconectado, mesmo cercado de colegas", explica Camilla Pádua, sócia-líder da área de consultoria em gestão de pessoas da KPMG no Brasil.

Segundo ela, esse sentimento costuma surgir quando o profissional não consegue construir relações, trabalha em ambientes excessivamente competitivos ou sente que não pode ser autêntico.

Marcela Zaidem, fundadora da consultoria Cultura na Prática, afirma que o fenômeno ganhou visibilidade nas redes sociais, mas já vinha sendo identificado por pesquisas internacionais há muitos anos.

"Não estamos falando de gente 'carente de escritório'. Estamos falando de um ambiente em que muita gente está cercadde reunião, meta, canal, call e cobrança, mas ainda assim se sente sozinha", explica.

Muller Gomes, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half, destaca que o isolamento também pode comprometer a carreira. "O ser humano é biopsicossocial. A gente precisa do outro. Ter com quem conversar, compartilhar e até desabafar ajuda a lidar melhor com os problemas”, explica.

Segundo ele, a falta de interação afeta a produtividade, a saúde mental e até o desenvolvimento profissional, já que o networking é fundamental para novas oportunidades de carreira. "O ser humano não foi feito para viver isolado", afirma.

Especialistas afirmam que a expansão do trabalho remoto reduziu os momentos espontâneos de convivência entre colegas.

"Perdemos aquela conversa de corredor, o café depois do almoço ou o comentário sobre o tempo. São esses pequenos momentos que geram proximidade", afirma Lucimara Costa, diretora de Recursos Humanos da Nexti.

Para Bruno Gonçalves, especialista em experiência do colaborador e felicidade corporativa, o problema não é o home office em si, mas a falta de adaptação das empresas. "No trabalho remoto, esses momentos precisam ser desenhados intencionalmente. Produtividade depende de pessoas conectadas de verdade, e não apenas monitoradas."

Apesar disso, Geovanna Santos acredita que o formato de trabalho, sozinho, não explica a sensação de isolamento. Durante a pandemia, ela conta que trabalhou por um ano em home office e nunca se sentiu sozinha.

"Mesmo no home office eu tinha uma ótima conexão com o time. A gente falava o tempo todo", conta. "O problema é a cultura, é a forma como as pessoas acolhem ou não."

Mesmo cercados de colegas, muitos profissionais relatam sentir isolamento no trabalho. — Foto: Freepik

Na avaliação dos especialistas, combater a solidão corporativa depende menos de happy hours e eventos esporádicos e mais da construção de ambientes em que as pessoas se sintam acolhidas desde o primeiro dia de trabalho.

Isso passa por processos de integração mais estruturados, lideranças mais próximas das equipes, espaços para diálogo e uma cultura baseada em confiança, pertencimento e segurança psicológica.

"Quando a empresa não constrói esse contexto, a solidão aparece. E, quando aparece, ela não é um detalhe emocional. É sintoma de liderança fraca, vínculos frágeis e uma cultura insuficiente para sustentar as pessoas", resume Marcela Zaidem.

Depois daquela experiência, Geovanna voltou a trabalhar em outro ambiente e percebeu que o problema nunca foi o modelo de trabalho, mas a forma como foi recebida.

Você sente que não faz parte da equipe, mesmo trabalhando cercado de colegas;Evita interações ou percebe que raramente é incluído em conversas e atividades do grupo;Tem dificuldade para criar vínculos ou sente que não pode ser autêntico no ambiente de trabalho;Perde a motivação para ir ao trabalho e sente que seus esforços passam despercebidos;Apresenta sintomas como ansiedade, estresse, desânimo ou esgotamento relacionados ao trabalho.

Se a sensação de isolamento for persistente e começar a afetar sua saúde mental, seu desempenho ou sua qualidade de vida, especialistas recomendam conversar com a liderança, com o RH ou buscar apoio psicológico.

Em ambientes saudáveis, o acolhimento e o senso de pertencimento também fazem parte das responsabilidades da empresa.

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Cachorro-quente, brigadeiro e mais: como empreendedores faturam até R$ 4 milhões por ano com ideias simples

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 05/08/2026 03:53

Empreendedorismo Guia do empreendedor Cachorro-quente, brigadeiro e mais: como empreendedores faturam até R$ 4 milhões por ano com ideias simples Empreendedores apostaram em produtos populares e fizeram o negócio crescer com estratégia e boa execução. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Cachorro-quente, brigadeiro e churrasquinho são produtos comuns. Mas, quando ganham gestão, estratégia e um diferencial, podem se transformar em negócios de sucesso.

Foi o que aconteceu com Dona Eny Matos e o filho, Hugo Matos. O que começou como uma barraquinha de cachorro-quente em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), virou uma rede que hoje fatura cerca de R$ 4 milhões por ano.

Em Porto Alegre, uma confeiteira criou um rodízio de brigadeiros e alcançou um faturamento de cerca de R$ 108 mil por mês. Já um ex-açougueiro começou vendendo churrasquinho na garagem de casa e hoje tem uma churrascaria que fatura aproximadamente R$ 300 mil mensais.

As três histórias mostram que o diferencial nem sempre está no produto, mas na forma como ele é vendido. Investir na experiência do cliente, manter a qualidade e executar bem a operação faz diferença no crescimento do negócio.

Para quem quer empreender, a principal lição é que a pergunta não deve ser se a ideia já existe, mas como fazer melhor do que já é feito.

Leandra Winck apostou nos brigadeiros e hoje fatura R$ 108 mil por mês — Foto: Leandra Winck — Foto: Leandra Winck

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Após trégua nos preços, azeite volta a ser ameaçado por calor extremo e incêndios na Europa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 02:57

Agro Após trégua nos preços, azeite volta a ser ameaçado por calor extremo e incêndios na Europa Espanha, Grécia, Itália e Portugal registram danos em áreas de cultivo de oliveiras em meio a um verão marcado por calor extremo, seca prolongada e incêndios. Por Deutsche Welle

Oliveira pega fogo durante um incêndio florestal no vale de Mégara, Grécia — Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

O calor extremo, a seca prolongada e os incêndios florestais vêm aumentando a pressão sobre a agricultura europeia, especialmente sobre os olivais do sul do continente.

Produtores alertam que a combinação desses fatores tem reduzido a produtividade das lavouras, comprometido a qualidade dos frutos e elevado os custos de produção, o que pode resultar em novos aumentos nos preços de alimentos como o azeite de oliva.

Estudos climáticos mostram que o número de dias de verão com condições extremas favoráveis à propagação de incêndios, combinação de calor, seca e vento, dobrou desde 1981, reforçando a vulnerabilidade estrutural dos olivais e de outras culturas mediterrâneas.

A preocupação é compartilhada por instituições e entidades do setor agrícola. No início de julho, a Comissão Europeia apontava uma redução dos preços do azeite de oliva desde abril, devido ao excesso da produção italiana.

Contudo, revisou sua previsão para a produção de azeite do bloco, que deve recuar 5% no ciclo 2025/26. A queda é puxada sobretudo pela Grécia, onde a produção deve encolher 18%.

O relatório alertava que as perspectivas para a próxima safra dependiam da ausência de novos eventos climáticos extremos, devido à vulnerabilidade dos olivais.

Poucas semanas depois, esse cenário de risco começou a se concretizar. Segundo o jornal britânico The Guardian, a associação agrícola espanhola ASAJA afirma que os incêndios florestais que se intensificaram no país a partir de meados de julho atingiram pomares, vinhedos, áreas agrícolas, estufas e olivais, afetando produtos como frutas cítricas, abacates, amêndoas, hortaliças e azeitonas. Milhares de hectares foram devastados.

Para a entidade, a principal preocupação não é a redução das exportações, mas o aumento dos custos de produção, que tende a ser repassado aos consumidores.

A Espanha também segue enfrentando restrições hídricas que reduzem a umidade do solo e aumentam o risco de queda prematura das azeitonas.

Além disso, antes mesmo dos incêndios de julho, a colheita de cereais no país já havia sido revista para baixo, de 24 milhões para cerca de 18,5 milhões de toneladas, ampliando a pressão sobre os preços agrícolas.

Por ser a maior produtora mundial de azeite, a Espanha tem papel central na formação dos preços globais. O portal Data España ressalta que a estabilidade do mercado continua frágil após a queda recente dos custos do azeite, que sucedeu um período de valores recordes.

No início do ano, chuvas intensas provocaram alagamentos em áreas produtoras e reduziram as previsões de colheita. Agora, a seca extrema e os incêndios voltam a ameaçar a produção.

Trabalhadores usam ramos de oliveira para tentar apagar as chamas no vale de Mégara, Grécia — Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

O impacto sobre o azeite é particularmente relevante na Grécia. “É uma sensação terrível quando você constrói algo com tanto esforço, e quando dinheiro não é fácil de conseguir”, disse a produtora Anastasia Hatzoglou à Reuters sobre as queimadas no país.

As chamas, que se espalharam rapidamente, destruíram florestas exuberantes e causaram grandes danos a oliveiras poucos meses antes da colheita, um ritual anual muito aguardado em muitos lares gregos.

Ela afirmou que sua casa sofreu danos extensos e que suas oliveiras foram queimadas. "Foi tanto esforço, e quando você dedica cuidado à sua propriedade, à sua terra, ao azeite que produz todos os anos, não é nada bom", contou.

Segundo o portal grego Neakriti, o déficit hídrico, agravado pelas ondas de calor e pelos incêndios tem reduzido a produtividade dos olivais no país.

Além dos danos provocados diretamente pelo fogo, produtores relatam prejuízos causados pela fumaça, pela piora da qualidade do ar e pela maior incidência de pragas e doenças favorecidas pelas temperaturas elevadas.

O portal italiano Dissapore descreve cenário semelhante em outros países mediterrâneos. De acordo com a publicação, incêndios atingiram olivais na Grécia, Itália e Portugal. O calor prolongado facilita também o avanço de pragas.

Helicóptero de combate a incêndios florestais em ação no Monte Kitheronas, perto de Psatha, a oeste de Atenas, Grécia — Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

Os impactos climáticos não se limitam às oliveiras. Segundo o jornal The Guardian, a associação francesa Légumes de France estima perdas de milhares de toneladas de hortaliças, incluindo alface, cenoura, alho, cebola e alho-poró.

Em algumas regiões, a produção pode cair até 50% devido à falta de chuva e à escassez de água. O clima extremo ainda afeta vinhedos de regiões tradicionais como Champagne, Bordeaux e Borgonha, onde o amadurecimento acelerado das uvas ameaça reduzir os rendimentos da safra.

A Europa enfrentou em junho e julho de 2026 uma das ondas de calor mais severas já registradas, com temperaturas acima de 40 °C em países como Alemanha, França, Dinamarca e República Tcheca.

O calor extremo provocou mais de 1.300 mortes apenas na última semana de junho, além de interrupções em serviços públicos, derretimento de asfalto e cancelamento de eventos em várias cidades europeias.

Cientistas afirmam que esse tipo de evento teria sido "praticamente impossível” sem o aquecimento global, e que a Europa já aquece duas vezes mais rápido que a média mundial, com temperaturas médias 2,5 °C acima dos níveis pré-industriais.

Esse conjunto de fatores consolidou 2026 como um dos verões mais extremos do continente, agravando a pressão sobre sistemas agrícolas vulneráveis.

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SUS amplia teleatendimento de saúde mental a pessoas com vício em apostas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 21:51

Saúde SUS amplia teleatendimento de saúde mental a pessoas com vício em apostas O Ministério da Sáude informou que o serviço está sendo ampliado de 600 para 100 mil teleatendimentos mensais. A razão para o aumento, de acordo com a pasta, é a alta procura. Por Redação g1

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (4) a ampliação do atendimento remoto em saúde mental a pessoas com necessidades relacionadas às apostas.

O teleatendimento é sigiloso, possui caráter orientativo e extensivo aos familiares daqueles que desenvolveram algum tipo de vício aos jogos. O teleatendimento é conduzido por profissionais de saúde, como psicólogos e enfermeiros.

O acesso ao serviço é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário à plataforma da AgSUS, parceira da iniciativa.

Para acessar o aplicado Meu SUS Digital, é preciso possuir uma conta gov.br. Em seguida, o usuário deve clicar em "Miniapps" e selecionar a opção "Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta". Após realizar o autoteste, será direcionado à plataforma da AgSUS.

É necessário ainda é aceitar o "Termo de Uso" para iniciar o acolhimento digital e responder a um formulário.

As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, têm duração aproximada de 50 minutos e ocorrem, preferencialmente, uma vez por semana.

O profissional poderá indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma nova avaliação. A partir dessa avaliação, o paciente poderá receber alta, ser encaminhado para um novo ciclo de teleconsultas ou para atendimento presencial.

O Ministério da Saúde informou que quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação.

"O SUS ampliou o cuidado para quem tem problemas com apostas e para familiares. Agende pelo app Meu SUS Digital. O cuidado é para todos, sem julgamento", diz a mensagem com o alerta do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde lançou o serviço em março em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, com uma oferta inicial de 600 teleatendimentos mensais.

Agora, ainda de acordo com a pasta, a capacidade de atendimento está sendo ampliada para até 100 mil teleatendimentos mensais.

A razão para a ampliação, de acordo com a pasta, é a alta procura pelo cuidado em saúde mental no ambiente digital.

O Ministério da Sáude alertou que são sinais de uma relação problemática com jogos e apostas alterações no sono, na alimentação ou no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando.

Em dezembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei para regulamentar o mercado de apostas esportivas online no Brasil.

A lei tributa empresas e apostadores, bem como definiu regras para a exploração das apostas e para a distribuição dos recursos arrecadados pelo governo com a atividade.

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Concurso 3040 da Mega-Sena acumula e vai a R$ 150 milhões; veja os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 21:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Concurso 3040 da Mega-Sena acumula e vai a R$ 150 milhões; veja os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta terça-feira era de R$ 133 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.040 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (4), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertaressem as seis dezenas era de R$ 133 milhões. No entanto, nenhum apostador levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 150 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Mulher joga bilhete premiado de R$ 6 milhões no lixo e garis conseguem recuperá-lo na Itália

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%Oferecido por

Um bilhete de loteria premiado com 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6 milhões) foi recuperado do lixo na Itália depois que a vencedora, desesperada, pediu ajuda aos coletores de lixo para encontrá-lo, informou à AFP a empresa responsável pela coleta de resíduos.

O bilhete de raspadinha estava "milagrosamente intacto" depois que os funcionários vasculharam montes de lixo dentro do caminhão de coleta, contou Roberto Nicola Toscano, administrador da empresa SANB, na região da Puglia, no sul da Itália.

Segundo Toscano, a mulher foi no domingo até uma lotérica para conferir o bilhete. A máquina informou que ele "não era pagável", porque estabelecimentos menores só podem pagar prêmios de baixo valor.

A vencedora — cuja identidade não foi divulgada — não percebeu que havia acertado o prêmio principal.

"Ela sempre jogava os mesmos números, porque estavam ligados à lembrança de uma pessoa querida", explicou Toscano.

Ao voltar para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar haviam sido sorteados. Eles correram de volta ao estabelecimento, mas descobriram que o bilhete já havia sido jogado no lixo e que a coleta já tinha passado.

"Reconstruímos o caminho percorrido pelo bilhete, embora tivéssemos pouca esperança de encontrá-lo, já que ele já havia sido recolhido pelo caminhão de lixo", disse o administrador à AFP.

Por sorte, eles conseguiram identificar qual caminhão havia feito a coleta e o interceptaram antes que os resíduos fossem descartados.

Como o lixo poderia conter materiais perigosos, o veículo foi levado a uma empresa especializada, equipada para realizar a busca com segurança.

Os trabalhadores passaram mais de um dia revirando o conteúdo do caminhão. Encontraram diversos bilhetes e comprovantes de apostas.

"Entre eles estava justamente o bilhete que procurávamos, milagrosamente ainda inteiro", contou Toscano à AFP nesta terça-feira (4).

Quando ele avisou à vencedora que o bilhete havia sido encontrado, ela "chorou de emoção", disse.

A operação para evitar o prejuízo, porém, teve um custo. Como a SANB, sediada em Bitonto, perto de Bari, é uma empresa pública, as despesas da busca seriam pagas pelos contribuintes.

Por isso, Toscano afirmou que fez a mulher assinar um compromisso de arcar com todos os custos extras da operação — uma aposta que, nesse caso, certamente valeu a pena.

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Justiça dos EUA marca para março de 2027 julgamento sobre compra da Warner Bros. pela Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,1340,93%Dólar TurismoR$ 5,3420,95%Euro ComercialR$ 5,9201,1%Euro TurismoR$ 6,1630,94%B3Ibovespa177.801 pts-0,11%Oferecido por

A Justiça dos Estados Unidos marcou para março de 2027 o julgamento das ações que contestam a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, segundo uma decisão judicial. O processo vai analisar se a operação viola as leis de defesa da concorrência e poderá definir o futuro do negócio.

Segundo a Reuters, até lá, a conclusão da compra continuará suspensa. De acordo com documento apresentado à Justiça, a operação ficará bloqueada até que seja julgada a ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, ou até 1º de junho de 2027.

A suspensão tem como objetivo impedir que a fusão avance antes da análise dos possíveis impactos sobre a concorrência.

A Califórnia e outros 11 estados processam o acordo de aproximadamente US$ 110 bilhões (R$ 565,4 bilhões) entre Paramount e Warner Bros. Discovery.

Paramount concorda em adiar fechamento da compra da Warner Bros. Discovery até decisão judicial nos EUA

Na ação, os estados argumentam que a união das duas empresas poderá concentrar excessivamente o mercado de entretenimento, reduzindo a concorrência nos setores de cinema e televisão por assinatura e levando ao aumento dos preços de filmes e programas de TV.

Os procuradores também afirmam que, se a compra for concluída antes da decisão da Justiça, a Paramount poderá promover demissões, integrar operações e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja considerada ilegal posteriormente, essas mudanças seriam difíceis de reverter.

A Paramount nega as acusações e afirma que a ação faz uma interpretação equivocada da legislação antitruste dos Estados Unidos.

Em nota enviada à Reuters, um porta-voz da empresa disse estar confiante de que as alegações dos procuradores-gerais "não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais".

A companhia também sustenta que um atraso na conclusão da operação prejudica trabalhadores da indústria do entretenimento e pode elevar os custos da transação.

Anunciada em fevereiro, a aquisição é considerada uma das maiores da história da indústria do entretenimento.

Se for aprovada, dará origem a um grupo com aproximadamente 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon. A expectativa é fortalecer a posição da empresa na disputa com concorrentes como Netflix e Disney.

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Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Piracicaba e Região Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida Atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação. Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

Chuvas atípicas de julho em São Paulo e Minas Gerais afetam a qualidade e a exportação do café arábica. O alerta é do Cepea/Esalq, do campus da USP em Piracicaba (SP).

O cenário desafia o setor na temporada 2026/27. Cerca de 30% da safra ainda não foi colhida e está sujeita a danos climáticos.

A dimensão real dos prejuízos será conhecida quando os lotes forem provados. A safra era esperada como recorde após problemas climáticos.

O atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação.

O barista Júnior Damada explica que a fermentação descontrolada causa gostos indesejados. O consumidor pode identificar notas de vinagre e remédio.

As chuvas atípicas de julho, registradas nas principais regiões brasileiras produtoras de café arábica, incluindo o interior de SP e sul de MG, pode, afetar a qualidade dos grãos, especialmente dos padrões de qualidade da bebida, e projetam impactos para a exportação do produto.

O cenário é desafiador para o setor porque cerca de 30% da safra ainda não foi colhida na temporada 2026/2027 e pode estar sujeita aos danos do clima. A análise é do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

O g1 entrevistou um pesquisador do setor e um barista para entender quais são os impactos ao produtor na cadeia do café e para a qualidade da bebida quando chega à mesa do consumidor. Leia mais, na reportagem.

Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais — Foto: Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação

As chuvas de julho também se concentraram nos últimos dias do mês, quando os trabalhos da produção do café se encaminham para o fim e a varrição acaba sendo a atividade com maior demanda, esclarece o Cepea.

O Centro de Pesquisas destaca que, embora não seja possível mensurar a real dimensão dos prejuízos e perdas em volume absoluto, os grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês acabaram expostos às chuvas de julho, o que os torna ainda mais suscetíveis a perdas de qualidade de julho.

“Tradicionalmente, o período de colheita do café é no inverno, o período mais seco, quando chove menos. E, neste ano foi um verão no inverno. Tem sido um inverno de muita chuva. Além de atrapalhar a colheita por conta de deixar o serviço mais lento, o processo de secagem do café acaba sendo afetado. Com umidade, prejudica a qualidade do produto”, explicou o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, responsável pela área de café no Cepea.

“A real dimensão desses prejuízos só poderá ser mensurada à medida que os lotes forem sendo provados, beneficiados e comercializados”, detalhou.

Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida — Foto: Claudia Assencio/g1

O impacto, segundo Renato, vai começar a aparecer quando o produtor secar esse café, beneficiar e começar a comercializar.

"E esse processo é lento, entre colher e comercializar. Muitas vezes, o produtor vai vender esse café daqui dois, três meses, no ano que vem. Essa safra era bastante esperada em termos de volume, tivemos vários anos com problemas climáticos que a produção foi pequena. Neste ano, era a primeira safra novamente de recorde. O produtor tinha um pouco de receio que isso prejudicasse em termos de preço”, comenta.

Com as chuvas de julho, atraso na colheita, os padrões de qualidade do café e, por consequência, a bebida, são impactados.

“Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar.  Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida – um café que secou mais bem – mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador.

Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

O barista Júnior Damada, especialistae em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma da xícara, quando um lote de café que sofreu com o excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem.

“Devido a presença de micro-organismos e substâncias que favorecem a degradação dos carboidratos e algumas enzimas por meio da fermentação descontrolada, o resultado pode trazer gostos indesejados que nos remetem à vinagre e fenólicos, aquele gosto de remédio e produto químico que nos desagradam”, detalha.

Como barista, Damada descreve como um café influenciado pelo excesso de chuvas pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba e quais são as notas sensoriais desagradáveis que o consumidor identifica em um café prejudicado pelo clima.

“As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica.

Ao ser questionado se perda de qualidade afeta mais os cafés especiais ou os tradicionais/comerciais do dia a dia, o barista Junior Damata explica:

"Para um café ser classificado como especial, ele deve ser isento de impurezas e defeitos, a bebida deve apresentar a percepção de doçura e complexidade sensorial. Caso não se enquadre neste critério, não será classificado como especial. Poderá ser classificado com outros adjetivos que contemplam as características do respectivo lote, como Gourmet, Superior ou Tradicional", detalha.

Sobre se os grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina de espresso ou no coado, Damata pontua:

"Acredito que a grande diferença esteja na etapa da torra, que deverá ser bem mais agressiva e em temperaturas mais altas por mais tempo no torrador, para eliminar compostos indesejados e minimizar sabores ruins".

Barista Júnior Damada, de Piracicaba (SP), explica sobre os critérios que faz um café ser considerado especial e como as condições climáticas podem afetar a qualidade da bebida — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria.

"Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tampando dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos, tanto as torrefações artesanais, as indústrias, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera.

Segundo o especialista, o consumidor comum pode identificar, ao tomar um café em casa ou na rua, se aquele grão foi prejudicado por problemas de umidade na colheita.

"Tudo começa pela percepção sensorial, bebeu e não gostou ou notou diferença em relação ao anterior, o produto sofreu alguma alteração durante o percurso, ou ainda no seu desenvolvimento na lavoura, mas todos os envolvidos no segmento, trabalham para que esse diferença de sabor não traga impacto negativo ao mercado de forma geral", conclui.

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