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Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Piracicaba e Região Café: entenda como inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação e qualidade da bebida Atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação. Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

Chuvas atípicas de julho em São Paulo e Minas Gerais afetam a qualidade e a exportação do café arábica. O alerta é do Cepea/Esalq, do campus da USP em Piracicaba (SP).

O cenário desafia o setor na temporada 2026/27. Cerca de 30% da safra ainda não foi colhida e está sujeita a danos climáticos.

A dimensão real dos prejuízos será conhecida quando os lotes forem provados. A safra era esperada como recorde após problemas climáticos.

O atraso na colheita prejudica principalmente a classificação da bebida. Lotes bem secos garantem maior valorização ao principal produto de exportação.

O barista Júnior Damada explica que a fermentação descontrolada causa gostos indesejados. O consumidor pode identificar notas de vinagre e remédio.

As chuvas atípicas de julho, registradas nas principais regiões brasileiras produtoras de café arábica, incluindo o interior de SP e sul de MG, pode, afetar a qualidade dos grãos, especialmente dos padrões de qualidade da bebida, e projetam impactos para a exportação do produto.

O cenário é desafiador para o setor porque cerca de 30% da safra ainda não foi colhida na temporada 2026/2027 e pode estar sujeita aos danos do clima. A análise é do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

O g1 entrevistou um pesquisador do setor e um barista para entender quais são os impactos ao produtor na cadeia do café e para a qualidade da bebida quando chega à mesa do consumidor. Leia mais, na reportagem.

Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais — Foto: Lavoura de café arábica no Sul de Minas Gerais – Crédito: Divulgação

As chuvas de julho também se concentraram nos últimos dias do mês, quando os trabalhos da produção do café se encaminham para o fim e a varrição acaba sendo a atividade com maior demanda, esclarece o Cepea.

O Centro de Pesquisas destaca que, embora não seja possível mensurar a real dimensão dos prejuízos e perdas em volume absoluto, os grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês acabaram expostos às chuvas de julho, o que os torna ainda mais suscetíveis a perdas de qualidade de julho.

“Tradicionalmente, o período de colheita do café é no inverno, o período mais seco, quando chove menos. E, neste ano foi um verão no inverno. Tem sido um inverno de muita chuva. Além de atrapalhar a colheita por conta de deixar o serviço mais lento, o processo de secagem do café acaba sendo afetado. Com umidade, prejudica a qualidade do produto”, explicou o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, responsável pela área de café no Cepea.

“A real dimensão desses prejuízos só poderá ser mensurada à medida que os lotes forem sendo provados, beneficiados e comercializados”, detalhou.

Inverno atípico e chuvoso em julho pode impactar exportação do café, preços e qualidade da bebida — Foto: Claudia Assencio/g1

O impacto, segundo Renato, vai começar a aparecer quando o produtor secar esse café, beneficiar e começar a comercializar.

"E esse processo é lento, entre colher e comercializar. Muitas vezes, o produtor vai vender esse café daqui dois, três meses, no ano que vem. Essa safra era bastante esperada em termos de volume, tivemos vários anos com problemas climáticos que a produção foi pequena. Neste ano, era a primeira safra novamente de recorde. O produtor tinha um pouco de receio que isso prejudicasse em termos de preço”, comenta.

Com as chuvas de julho, atraso na colheita, os padrões de qualidade do café e, por consequência, a bebida, são impactados.

“Nesse período, o tamanho do grão do café já está formado, não tem muito o que mudar.  Mas, [o cenário] prejudica principalmente a bebida, que é um dos critérios nas fases de classificação do café. Quanto melhor a bebida – um café que secou mais bem – mais valorizado ele é. É o principal produto nosso de exportação”, explica o pesquisador.

Júnior Damada é especialista em Cafés de Qualidade e Mestre de Torra da Breathe Co em Piracicaba — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

O barista Júnior Damada, especialistae em cafés de qualidade e mestre de torra, explica o que muda no sabor e no aroma da xícara, quando um lote de café que sofreu com o excesso de chuva e fermentação indesejada na secagem.

“Devido a presença de micro-organismos e substâncias que favorecem a degradação dos carboidratos e algumas enzimas por meio da fermentação descontrolada, o resultado pode trazer gostos indesejados que nos remetem à vinagre e fenólicos, aquele gosto de remédio e produto químico que nos desagradam”, detalha.

Como barista, Damada descreve como um café influenciado pelo excesso de chuvas pode apresentar sabor diferente do padrão da bediba e quais são as notas sensoriais desagradáveis que o consumidor identifica em um café prejudicado pelo clima.

“As características sensoriais que geralmente são encontradas nas bebidas feitas com lotes que sofreram algum tipo de contaminação ou tiveram algum descuido no processamento nos revelam nuances sensoriais que nos remetem a medicamentos, sabores acético, adstringentes que ‘amarram’ a boca”, exemplifica.

Ao ser questionado se perda de qualidade afeta mais os cafés especiais ou os tradicionais/comerciais do dia a dia, o barista Junior Damata explica:

"Para um café ser classificado como especial, ele deve ser isento de impurezas e defeitos, a bebida deve apresentar a percepção de doçura e complexidade sensorial. Caso não se enquadre neste critério, não será classificado como especial. Poderá ser classificado com outros adjetivos que contemplam as características do respectivo lote, como Gourmet, Superior ou Tradicional", detalha.

Sobre se os grãos que sofreram com a umidade no terreiro ou no café de varrição se comportam de forma diferente na hora da moagem e da extração na máquina de espresso ou no coado, Damata pontua:

"Acredito que a grande diferença esteja na etapa da torra, que deverá ser bem mais agressiva e em temperaturas mais altas por mais tempo no torrador, para eliminar compostos indesejados e minimizar sabores ruins".

Barista Júnior Damada, de Piracicaba (SP), explica sobre os critérios que faz um café ser considerado especial e como as condições climáticas podem afetar a qualidade da bebida — Foto: Adrian Dona/Júnior Damada

A densidade e o tamanho dos grãos mudam quando café passa por variações climáticas inadequadas à cultura. Isso exige ajuste de receitas de preparo na cafeteria.

"Desequilíbrios climáticos sempre afetam de alguma forma, tampando dos grãos, o enchimento do frutos, os nutrientes do solo, a densidade. Cada safra tem suas particularidades e o mercado sempre encontra a melhor forma de utilizar os frutos colhidos, tanto as torrefações artesanais, as indústrias, as cafeterias e o consumidor em casa, encontra uma forma de fazer a bebida ser a melhor possível na xícara", pondera.

Segundo o especialista, o consumidor comum pode identificar, ao tomar um café em casa ou na rua, se aquele grão foi prejudicado por problemas de umidade na colheita.

"Tudo começa pela percepção sensorial, bebeu e não gostou ou notou diferença em relação ao anterior, o produto sofreu alguma alteração durante o percurso, ou ainda no seu desenvolvimento na lavoura, mas todos os envolvidos no segmento, trabalham para que esse diferença de sabor não traga impacto negativo ao mercado de forma geral", conclui.

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Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 16:01

Tecnologia Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões Microsoft, Meta, Amazon, Alphabet e Oracle já assumiram cerca de R$ 5,654 trilhões em contratos, principalmente para data centers de inteligência artificial. Os compromissos ainda não aparecem como dívida nos balanços e evidenciam o tamanho da aposta das Big Techs na tecnologia. Por Redação g1 — São Paulo

Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados – conhecidos como data centers – que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA).

Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas.

Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas.

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial

O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias.

A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso.

Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras.

Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas.

Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis.

Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço.

A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos.

A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers.

Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda – indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa – no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.

A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço.

A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões).

A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.

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BNDES aprova financiamento de até R$ 3,7 bilhões para exportação de aviões da Embraer ao Canadá

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 11:51

Vale do Paraíba e Região BNDES aprova financiamento de até R$ 3,7 bilhões para exportação de aviões da Embraer ao Canadá Operação vai bancar a compra de até 19 jatos E195-E2 pela companhia aérea Porter Airlines, com entregas previstas até 2030. Por g1 Vale do Paraíba e Região

O BNDES aprovou financiamento de até R$ 3,7 bilhões para a Embraer exportar até 19 jatos E195-E2 para a canadense Porter Aviation Holdings.

Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá. O crédito conta com garantia até 2030.

Do total de 75 jatos encomendados, 54 já foram entregues pela fábrica de São José dos Campos. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano.

Segundo o BNDES, o aporte visa sustentar a produção nacional e assegurar empregos. A Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves desde sua fundação.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta segunda-feira (3), uma operação de financiamento para que a Embraer exporte até 19 jatos do modelo E195-E2 para a companhia aérea canadense Porter Aviation Holdings Inc.

O montante negociado varia entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, cobrindo parte da encomenda total de 75 aeronaves feita pela empresa estrangeira.

Essa é a primeira operação de financiamento direto de exportação de aeronaves da fabricante brasileira para uma companhia do Canadá.

O crédito conta com a cobertura do Seguro de Crédito para a Exportação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), operado pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), garantindo prazos de entrega que se estendem até o ano de 2030.

A encomenda global da Porter faz parte de um plano de expansão iniciado em 2023. Das 75 aeronaves encomendadas junto à fábrica em São José dos Campos (SP), 54 já foram entregues, incluindo três jatos viabilizados pelo acordo direto firmado com a instituição financeira pública no fim de 2025. A entrega mais recente ocorreu em junho deste ano, na sede da fabricante no Vale.

De acordo com o BNDES, o aporte financeiro tem como foco sustentar o ritmo de produção da fábrica nacional e assegurar postos de trabalho no setor aeronáutico do país.

A Porter Airlines utiliza o modelo E195-E2 para conectar destinos no Canadá, Estados Unidos, México, Caribe e América Central. Já a Embraer acumula mais de 9 mil aeronaves entregues desde a sua fundação e se consolida como a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil.

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EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, oferecido por R$ 199.990

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 10:52

Carros EXCLUSIVO: g1 já testou o novo BYD Song Pro flex, oferecido por R$ 199.990 Concessionárias já fazem pré-venda da versão GS. O g1 mostra em vídeo os detalhes do interior, design, lista de equipamentos e como o BYD se comporta no trânsito. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

O g1 já testou, em primeira mão, o BYD Song Pro GS com motor flex e novo design. O SUV é o segundo modelo da marca com motorização bicombustível e já está em pré-venda nas lojas.

As concessionárias da BYD oferecem o novo Song Pro Flex na versão GS por R$ 199.990. Segundo os vendedores, a expectativa é que as entregas comecem em setembro.

O preço é o mesmo praticado na versão anterior, mas o SUV agora tem mais equipamentos, novo design e, claro, motor flex. A potência total, segundo apurado pelo g1, deve cair para cerca de 220 cv.

Segundo vendedores, esse valor deve ser mantido apenas durante o lançamento, com possibilidade de reajuste no futuro.

Os lojistas acreditam que o Song Pro na versão GL deve permanecer como na configuração anterior. O modelo é mais voltado as chamadas “vendas diretas”, feitas para empresas. A atualização de design será feito nas duas versões.

A unidade do Song Pro Flex GS testada pelo g1 vinha com uma longa lista de equipamentos de série, incluindo o teto solar panorâmico. É assim que o SUV está sendo apresentado aos clientes.

No interior, a GS se diferencia da GL pelo carregador de celular por indução, item ausente na versão de entrada.

De série, há painel de instrumentos digital, volante multifuncional, tomada de 12 V, revestimento dos bancos em couro ecológico premium, ajuste manual do volante em quatro direções, sistema Isofix para cadeirinhas infantis e abertura e fechamento elétricos do porta-malas.

A versão GS tem banco do motorista com regulagem elétrica em seis posições, enquanto a GL mantém o ajuste manual. O banco do passageiro continua com regulagem manual nas duas versões.

Entre os itens de conveniência e segurança, a GS tem sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial, airbags frontais, laterais e de cortina, cintos dianteiros com pré-tensionadores, alerta de cinto para todos os ocupantes, desembaçador do vidro traseiro e retrovisores com ajuste, desembaçador e rebatimento elétricos.

O Song Pro GS, assim como o GL, conta com freios ABS, controle de tração, distribuição eletrônica da força de frenagem, assistente de partida em rampas, freio de estacionamento eletrônico, monitoramento da pressão dos pneus, controle eletrônico de estabilidade, freio inteligente, assistência de frenagem, controle de desaceleração em estacionamento, frenagem regenerativa coordenada, sistema anticapotamento, controle de descida, entre outros recursos.

É justamente na lista de assistentes de condução (ADAS) que a GS se distancia da versão de entrada. Ela adiciona controle de cruzeiro adaptativo, controle de cruzeiro inteligente, alertas de colisão frontal e traseira, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro, alerta e assistente de permanência em faixa, aviso de porta aberta, farol alto inteligente, monitoramento de ponto cego, frenagem autônoma de emergência e reconhecimento de placas de trânsito. Nenhum desses recursos faz parte da lista de equipamentos da GL.

Na parte de multimídia, o novo Song Pro GS Flex tem uma tela com melhor definição e mais nitidez. O ar-condicionado é digital de duas zonas, com saídas para o banco traseiro.

Na parte mecânica, apesar de a versão passar a ser flex, pouca coisa muda nas sensações ao volante. Segundo os lojistas, o conjunto manteria potência combinada de 235 cv, somando o motor elétrico e o 1.5 aspirado, além da transmissão de uma marcha. Porém, o g1 apurou que o conjunto deve diminuir a potência para cerca de 220 cv.

A proposta da versão flex não é transformar a experiência ao volante do Song Pro, mas oferecer ao cliente a possibilidade de abastecer o carro com 100% de etanol.

O g1 testou o carro pelas ruas da capital paulista e percebeu que ele tem acelerações bem acertadas, boa resposta ao pedal e retomadas consistentes. A calibração do conjunto agrada e, com esta atualização e o novo interior, o Song Pro reúne atributos para conquistar o público.

Na cabine, a nova versão representa um avanço em relação ao modelo anterior. A qualidade de construção e montagem permanece a mesma, mas a renovação deixou o ambiente mais sóbrio.

O Song Pro anterior abusava de linhas muito fluidas, quase orgânicas. Já o novo adota uma proposta mais clássica, com uma grande peça em black piano atravessando a região atrás da tela e do volante, console central com elementos mais quadrados e volante de aparência mais robusta, com comandos mais fáceis de manusear.

A impressão é de que a BYD está aprendendo que não precisa reinventar cada detalhe do carro para conquistar o cliente. Um ponto que ainda precisa evoluir é a lógica do sistema multimídia, que continua com aparência de equipamento aftermarket do mercado asiático.

A próxima evolução das marcas chinesas, incluindo a BYD, passa por tornar a interface mais amigável e facilitar a navegação entre os diferentes menus no uso diário.

O espaço no banco traseiro é adequado para famílias. Não houve sensação de aperto, mesmo com o teto solar panorâmico, que costuma reduzir o espaço interno em alguns modelos, mas não causou esse problema neste caso.

O porta-malas tem pouco mais de 500 litros, capacidade muito próxima à da versão do Song Pro já comercializada. Como a estrutura do veículo não mudou, também não havia motivo para uma alteração significativa nesse compartimento.

Ao volante, a BYD não precisou mudar a receita. Como a principal novidade está na motorização flex, sem alterações nas dimensões do veículo, permanecem o bom acerto da suspensão, com calibração um pouco mais firme e esportiva, e o desempenho proporcionado pela potência combinada de 235 cavalos, adequado à proposta do segmento.

Na faixa dos R$ 200 mil, o Song Pro disputa espaço com diversos concorrentes, entre eles Jeep Compass, Honda HR-V Touring, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e híbridos de marcas chinesas, como o GWM Haval H6 One e o Geely EX5 E-MI.

Agora, resta saber se a BYD demorou demais para atualizar o Song Pro. O projeto e o design apresentados neste lançamento existem desde 2024. Com a nova identidade visual e a proposta flex, o desafio passa a ser manter a competitividade em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro.

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Após polêmica no caso Master, Lula escolhe servidor de carreira para diretoria da CVM

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 09:53

Política Blog da Julia Duailibi Após polêmica no caso Master, Lula escolhe servidor de carreira para diretoria da CVM Polêmica envolve voto de Otto Lobo, então presidente interino, que afastou uma oferta de compra de ações da Ambipar e foi considerado favorável ao Master; indicação de Berwanger depende do Senado. Por Camila da Silva, Julia Duailibi, g1 e GloboNews

Lula indicou Antonio Carlos Berwanger para a última vaga na diretoria da CVM; o nome depende da aprovação no Senado.

O novo escolhido para a direção, servidor da autarquia desde 2005, Berwanger é especialista em regulação e ativos digitais.

À esquerda, Otto Lobo durante sabatina no Senado; à direita, Antonio Carlos Berwanger — Foto: Reprodução/TV Senado e FGV

O presidente Lula (PT) indicou o servidor de carreira Antonio Carlos Berwanger para ocupar a última vaga aberta na diretoria da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O nome foi encaminhado ao Senado e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (4).

Berwanger ainda terá de passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos e ser aprovado pelo plenário do Senado antes de assumir o cargo.

Formalmente, a indicação é para a vaga aberta com o término do mandato de Otto Lobo como diretor, em dezembro de 2025.

Depois de deixar a diretoria, Otto foi indicado por Lula e voltou à CVM em junho, desta vez como presidente. Na mesma ocasião, o advogado Igor Muniz assumiu uma das diretorias. Se Berwanger for aprovado, o colegiado, formado por cinco integrantes, voltará a ficar completo.

A escolha ocorre após a indicação de Otto para a presidência ter sido cercada por questionamentos sobre decisões tomadas por ele durante o período em que comandou a CVM interinamente, no segundo semestre de 2025.

A principal controvérsia envolveu a Ambipar e fundos ligados ao Banco Master. A área técnica da CVM havia entendido que os fundos atuaram em conjunto com o controlador da empresa na compra de ações e, por isso, deveriam realizar uma oferta pública de aquisição, conhecida como OPA, aos acionistas minoritários.

O julgamento terminou empatado. Já como presidente interino, Otto votou contra a exigência da oferta e usou o voto de qualidade, o equivalente ao voto de desempate, para fazer prevalecer sua posição. A Procuradoria Federal Especializada junto à CVM questionou o procedimento e apontou possível fragilidade na decisão.

Críticos avaliaram que o resultado beneficiou o Banco Master. Durante a sabatina para a presidência da CVM no Senado, Otto negou qualquer favorecimento.

“Não houve benefício ao Banco Master no caso Ambipar porque a lei é muito clara, não se pode impor OPA contra o não controlador, e essa parte da decisão foi unânime. Então eu não consigo entender como eu e o diretor Accioly auxiliamos o fundo Master se essa parte da decisão foi unânime”, afirmou.

A controvérsia não impediu a aprovação de Otto pelo Senado. Nomeado por Lula em junho, ele promoveu, em seu primeiro ato como presidente, uma ampla troca no primeiro escalão da CVM. Segundo a autarquia, foram substituídos os titulares de seis superintendências, além do superintendente-geral. Os servidores deixaram os cargos de confiança, mas permaneceram no quadro da instituição.

Servidor da CVM desde 2005, Berwanger é atualmente superintendente de Desenvolvimento de Mercado, área responsável pela elaboração de normas sobre companhias abertas, fundos de investimento, ofertas públicas e outros segmentos do mercado de capitais.

Ele começou na autarquia como inspetor, atuou na fiscalização e na área de processos sancionadores e, entre 2011 e 2015, foi gerente de Aperfeiçoamento de Normas. Comanda a Superintendência de Desenvolvimento de Mercado desde março de 2015.

Berwanger é formado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Direito pela Universidade Cândido Mendes. Também é mestre em Direito da Regulação pela Fundação Getulio Vargas e tem especialização em regulação de fintechs e inovação financeira pela Cambridge Judge Business School. É considerado internamente um especialista em inovação e ativos digitais.

Em maio, ele esteve entre os 27 integrantes da cúpula da CVM que assinaram uma manifestação pela escolha de um servidor de carreira para a vaga restante no colegiado. O grupo argumentou que a presença de um funcionário da casa ajudaria a preservar a memória regulatória e a estabilidade das decisões da autarquia.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Os Estados americanos que tentam barrar tarifas de Trump contra Brasil e outros países

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 07:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo enquanto responde a perguntas da imprensa após assinar uma ordem executiva que estabelece a Comissão Presidencial para Cônjuges de Militares, que será presidida por Jennifer Rauchet, esposa do secretário de Defesa Pete Hegseth, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 3 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Vinte e cinco Estados americanos entraram com processos na Justiça contra o governo do presidente Donald Trump na segunda-feira (03/08) devido a uma onda de tarifas contra dezenas de países que entrou em vigor em julho.

Os EUA afirmam que as tarifas, que variam entre 10% e 12,5%, foram impostas devido ao fato de parceiros comerciais — incluindo Brasil, Reino Unido, China e União Europeia — não terem combatido adequadamente o trabalho forçado.

Em um documento legal consultado pela BBC, uma aliança de Estados — entre eles, Califórnia e Nova York — governados por políticos do Partido Democrata afirma que a decisão de Trump foi "arbitrária, impulsiva e contrária à lei".

Em resposta, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse: "Os EUA estão usando sua autoridade legal" para lidar com práticas que prejudicam as empresas americanas.

Desai acrescentou que o fato de qualquer país não combater a importação de produtos produzidos com trabalho forçado era "inaceitável" e precisava ser enfrentado.

As novas tarifas, que entraram em vigor em julho, foram impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, uma legislação concebida para atingir países que utilizam trabalho forçado.

As tarifas abrangem 99,4% das importações dos Estados Unidos, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

O processo alega que o governo Trump "não pode usar trabalho forçado como pretexto para dar continuidade ao seu esquema ilegal de tarifas".

"As tarifas impostas pelo USTR são tão abrangentes que desafiam os próprios objetivos declarados do USTR e ridicularizam a legislação usada para justificá-las", afirmou.

"As tarifas ilegais do presidente Trump nada mais são do que um imposto sobre as famílias trabalhadoras", disse a governadora de Nova York, Kathy Hochul.

"Apesar de ter perdido em todas as instâncias, Trump está tentando mais uma vez causar mais caos às famílias trabalhadoras e às empresas locais do Oregon", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, em um comunicado.

"Todos nós estamos pagando o preço por essas tarifas ilegais, não os governos estrangeiros", acrescentou.

Diversos parceiros comerciais afetados expressaram decepção com as novas tarifas. Os governos do Brasil e do Japão reagiram classificando as medidas como "injustificadas".

Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e "injustificada" e afirmou que o governo americano "optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais."

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, descreveu as tarifas como uma "desculpa para manipulação política". Washington e Pequim estão envolvidos em uma guerra de tarifas retaliatórias — que está atualmente suspensa.

Alguns analistas também questionaram como os países seriam capazes de demonstrar que abordaram adequadamente as alegações de trabalho forçado.

O processo movido pelos Estados americanos representará um "grande desafio" às tarifas de Trump, afirmou o professor de administração Alex Capri, acrescentando que espera "exceções e recuos que gradualmente reduzirão o impacto dessas tarifas".

Segundo Capri, da Universidade Nacional de Singapura, faltam evidências confiáveis que sustentem as alegações de que os países acusados prejudicaram empresas americanas por meio de violações relacionadas ao trabalho forçado.

Essa medida representa o passo mais recente em uma série de políticas comerciais anunciadas por Trump desde que ele retornou ao cargo em janeiro de 2025.

Muitas das abrangentes tarifas que Trump impôs aos parceiros comerciais globais em suas chamadas tarifas do "Dia da Libertação", em abril do ano passado, foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.

"A Suprema Corte deixou claro que este governo não pode ignorar a lei para impor tarifas abrangentes", disse Hochul.

A decisão do tribunal resultou em reembolsos de dezenas de bilhões de dólares para empresas que haviam pago os impostos.

O presidente argumenta há muito tempo que as tarifas protegem os trabalhadores americanos e impulsionam a economia dos EUA.

As tarifas que foram anuladas foram substituídas por uma taxa temporária de 10% sobre todas as importações globais. Essas tarifas expiraram em julho.

Mais tarifas podem ser implementadas no futuro, já que os EUA estão atualmente investigando 16 países por alegações de excesso de capacidade produtiva.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Trump quer vender milissegundos de vantagem a investidores; entenda por que isso vale milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 05:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,0870,34%Dólar TurismoR$ 5,2920,28%Euro ComercialR$ 5,8550,17%Euro TurismoR$ 6,1060,11%B3Ibovespa178.000 pts0%%Oferecido por

A Truth API promete entregar publicações da Truth Social em tempo real para investidores institucionais e empresas que negociam ativos com sistemas automatizados.

Especialistas afirmam que poucos milissegundos podem dar vantagem a quem opera com algoritmos capazes de transformar mensagens em ordens de compra e venda.

Um exemplo mostra o potencial financeiro: uma variação de 0,5% em um ativo pode representar ganho bruto de US$ 250 mil em uma operação de US$ 50 milhões.

Para especialistas, a principal diferença em relação a Bloomberg e Reuters está na origem da informação, produzida pelo próprio agente público que toma as decisões.

Como Trump costuma anunciar medidas primeiro na Truth Social, especialistas avaliam que publicações também podem afetar ativos brasileiros antes da abertura da B3.

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026 — Foto: AFP/Saul Loeb

A Truth Social, rede social criada por Donald Trump, começou a vender acesso antecipado às publicações do presidente dos Estados Unidos para investidores institucionais e empresas que utilizam sistemas automatizados para negociar ativos financeiros.

A iniciativa levanta uma questão para o mercado financeiro: quanto vale receber, alguns milissegundos antes dos demais, uma mensagem capaz de influenciar o preço de ações, moedas, juros e commodities?

Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da plataforma, o Truth API foi desenvolvido para entregar essas publicações em tempo real a organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação.

🔎 A expectativa é que o serviço funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, e inclua um arquivo de mensagens publicadas desde 2022. A ferramenta é oferecida por meio de uma API — sistema que permite que programas de computador recebam automaticamente as publicações da plataforma. Segundo a Reuters, a empresa chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso.

No anúncio do Truth API, Kevin McGurn, CEO interino da Trump Media & Technology Group (TMTG), justificou a criação do serviço afirmando que "os mercados já reagem com base nas publicações do Truth Social".

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que essa pequena vantagem de tempo pode favorecer investidores que utilizam programas de computador para negociar ativos automaticamente e levantar dúvidas sobre a igualdade de acesso a informações capazes de influenciar os preços.

Pedro Teberga, especialista em negócios digitais e professor da Faculdade Einstein, explica que, nesse intervalo, alguns investidores conseguem negociar antes que o restante do mercado tenha tempo de reagir à informação.

"Quando um grupo restrito recebe antes uma informação capaz de mexer nos preços, ele consegue comprar ou vender contra participantes que ainda operam com os preços anteriores à notícia", afirma.

Para investidores individuais, alguns milissegundos dificilmente fariam diferença. No universo da negociação automatizada, porém, esse intervalo pode ser suficiente para que sistemas identifiquem uma informação relevante e executem ordens de compra e venda antes que os preços se ajustem.

Essa lógica ajuda a explicar por que anúncios publicados por Trump na Truth Social costumam provocar reações rápidas nos mercados.

Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirma que o valor econômico dessa vantagem depende da relevância da mensagem, do volume negociado e da velocidade com que o mercado incorpora a informação. Segundo ele, um exemplo ajuda a dimensionar esse potencial:

💰 Imagine que uma publicação provoque uma variação de 0,5% no preço de um ativo. Se uma instituição conseguir negociar US$ 50 milhões antes que essa mudança seja refletida nos preços, o ganho bruto potencial seria de US$ 250 mil.

"A relevância não está apenas em saber antes, mas em conseguir transformar a informação automaticamente em ordens antes que o mercado reorganize os preços", afirma.

O especialista ressalta, porém, que esse cálculo não representa lucro garantido, já que há custos de execução, impacto das próprias ordens sobre os preços e até o risco de o sistema interpretar a mensagem de forma equivocada.

A principal diferença em relação a serviços como Bloomberg e Reuters, segundo os especialistas, não está na velocidade da entrega das informações, mas na origem delas.

"A comparação não se sustenta, e a diferença não está na velocidade, que sempre foi um produto comercializado no mercado financeiro", afirma Teberga.

Segundo ele, empresas como Bloomberg e Reuters vendem rapidez na distribuição de informações que observam, organizam ou reportam, mas não produzem as decisões capazes de movimentar os mercados.

⚖️ Em 2013, a Thomson Reuters encerrou um serviço que antecipava em dois segundos um índice de confiança do consumidor após investigação do procurador-geral de Nova York.

"No caso da Truth API, quem produz a informação é a mesma pessoa que decide a política capaz de mover os preços", afirma.

Apesar disso, Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital, gestora sediada em Nova York, faz uma ressalva: pelas informações divulgadas até o momento, o Truth API não oferece acesso antecipado às publicações, mas maior velocidade na distribuição de um conteúdo que já é público.

"O Truth API não poderá vender acesso antecipado aos posts de Donald Trump, pois isso seria ilegal. Segundo as notícias divulgadas, a empresa irá vender velocidade de entrega e formatação de informação que já é pública", afirma.

O debate não se limita aos EUA. Como Trump costuma anunciar decisões de política econômica e comercial primeiro na Truth Social, publicações da plataforma também podem provocar reações imediatas em ativos de outros países, incluindo o Brasil.

Para Cabral, esse tipo de impacto é consequência de uma transformação mais ampla na forma como decisões de governo passaram a ser comunicadas.

Na avaliação dele, medidas de política econômica passaram a ser anunciadas primeiro nas redes sociais do presidente, antes dos canais oficiais do governo.

"O ponto mais interessante do debate não é a legalidade nem o caráter pouco democrático do Truth API, mas sim o padrão inusitado de comunicação, em que decisões importantíssimas de política econômica são divulgadas na rede social do presidente antes de serem anunciadas nos canais oficiais do governo."

É justamente nesse contexto que, segundo Praça, investidores brasileiros também podem ser afetados.

"Uma mensagem sobre tarifas contra o Brasil poderia provocar ordens simultâneas em dólar contra real, Ibovespa, ações de exportadoras, ativos brasileiros negociados em Nova York, juros futuros e instrumentos de proteção cambial", afirma.

Segundo ele, o risco aumenta porque parte relevante das negociações envolvendo ativos brasileiros ocorre em mercados internacionais e fora do horário de funcionamento da B3.

"O preço pode começar a se ajustar nos ADRs, no câmbio offshore, nos ETFs e nos mercados futuros antes da abertura do mercado brasileiro", diz.

Painel exibe informações sobre as ações da Truth Social e da Trump Media & Technology Group enquanto um homem observa o celular em frente ao Nasdaq MarketSite, em Nova York, em março de 2024. — Foto: REUTERS/Brendan McDermid.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bezerro nasce com três orelhas, uma delas nas costas; entenda o caso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 03:51

GLOBO RURAL Bezerro nasce com três orelhas, uma delas nas costas; entenda o caso Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. Por Globo Rural — São Paulo

O nascimento de um bezerro em uma propriedade rural de Coromandel, no Alto Paranaíba (MG), chamou a atenção por uma característica incomum: o animal nasceu com três orelhas, uma delas nas costas, o que é mais raro ainda.

Segundo o médico-veterinário Enrico Ortolani, trata-se de uma má-formação congênita, ou seja, uma alteração que ocorre durante o desenvolvimento do embrião. De acordo com o especialista, a anomalia provavelmente surgiu nos primeiros 45 dias de gestação da vaca.

Ortolani explica que esse tipo de ocorrência é considerado muito raro, especialmente pela localização da orelha extra, fora da cabeça do animal. Apesar de estar completamente formada externamente, ela não tem função auditiva, pois não possui as estruturas internas necessárias para captar sons.

A boa notícia é que a condição não deve comprometer a qualidade de vida do animal. Segundo o veterinário, o bezerro pode conviver normalmente com a má-formação, sem apresentar problemas de saúde relacionados à terceira orelha.

O especialista também afirma que a característica não deve ser transmitida aos descendentes. Isso porque se trata de uma má-formação, e não, necessariamente, de uma alteração genética hereditária.

Caso o produtor decida retirar a orelha extra por meio de uma cirurgia, a recomendação é que o procedimento seja realizado apenas com acompanhamento de um médico-veterinário qualificado.

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Como uma página de memes virou um espetinho temático que fatura R$ 37 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 04/08/2026 02:51

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como uma página de memes virou um espetinho temático que fatura R$ 37 mil por mês Dois amigos transformaram o sucesso nas redes sociais em um negócio físico que celebra a identidade de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, e hoje recebe cerca de 250 clientes por mês. Por PEGN

Em busca de novas fontes de receita e de um espaço para reunir a comunidade formada no ambiente digital, os sócios investiram R$ 60 mil na abertura de uma espetaria temática inspirada na identidade do bairro.

O negócio valoriza São Mateus em todos os detalhes, da decoração aos profissionais contratados, priorizando moradores da região e reforçando o sentimento de pertencimento da comunidade.

Hoje, a casa recebe cerca de 250 clientes por mês, tem ticket médio de R$ 145 e fatura R$ 37 mil mensais. Os empreendedores pretendem expandir o negócio sem perder a essência construída nas redes sociais.

O que começou como uma página de memes sobre São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, virou um ecossistema de negócios e, mais recentemente, uma espetaria temática.

Os amigos André Abib e Lucas Mil criaram o perfil nas redes sociais em 2016 para fazer humor sobre situações do cotidiano do bairro.

"A gente começou a investir em equipamento, a entregar um produto melhor e passou a ser valorizado aqui na região. Chegou um momento em que esse dinheiro começou a chegar próximo do CLT. A gente falou: 'vamos colocar 100% da nossa força nisso'", conta André Abib.

A atuação no digital deu origem a outros projetos, como uma página de notícias, um podcast e um prêmio voltado aos destaques da região. Mas os empreendedores queriam criar um espaço físico para reunir a comunidade que acompanhava o trabalho deles na internet.

Assim nasceu a espetaria temática, inaugurada com investimento de R$ 60 mil e inspirada na cultura e nos símbolos de São Mateus.

O restaurante foi pensado para reforçar o sentimento de pertencimento dos moradores. A decoração faz referências ao bairro e ao monotrilho, enquanto a operação prioriza fornecedores, artistas e funcionários da própria região.

"Nosso negócio é o lugar que nós criamos para conectar tudo o que fizemos no digital e ter um espaço físico para estar junto com essa galera", afirma André.

Hoje, a casa recebe cerca de 250 clientes por mês, tem ticket médio de R$ 145 e faturamento mensal de R$ 37 mil.

Para ampliar o movimento, os sócios apostam em ações como o rodízio de espetos durante a semana e já planejam expandir o negócio, sem abrir mão da identidade construída em torno do humor e da valorização da periferia.

Mais do que um restaurante, a proposta é fortalecer o vínculo com o bairro onde cresceram. "A gente acredita muito na valorização do bairro. Só trabalham aqui pessoas que moram na região, porque queremos devolver um pouco daquilo que a gente conquistou no bairro", diz André.

Para Lucas, esse propósito vai além do empreendedorismo. "São Mateus representa a minha história, a minha origem e a sede de vencer na vida. Acho que é o que me traz forças para seguir em frente e vencer", afirma.

📍 Endereço: Rua Eduardo Antônio de Paula, 54 – Jardim Santa Adelia, São Paulo/SP – CEP: 03974-200📞Telefone: (11) 94575-4062📧E-mail: expressosmateus@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/expressosaomateus/

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Por que os brasileiros estão trocando mais de emprego

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/08/2026 01:51

Trabalho e Carreira Por que os brasileiros estão trocando mais de emprego Em vez de estabilidade, job hopping: sobretudo os jovens dão cada vez mais valor ao desenvolvimento profissional e à identificação com a cultura da empresa. Por Larissa Maia

A flexibilidade oferecida pelo home office é um fator importante para muitos profissionais — Foto: Erik Reis/IKOstudio/Zoonar/picture alliance

Há apenas seis anos formada em arquitetura, Clara Martinez já trabalhou em quatro empresas. Na primeira troca, o motivo foi exclusivamente financeiro. Depois ela passou a priorizar desafios e desenvolvimento profissional, a ponto de recusar uma contraproposta superior à nova oferta.

Na troca mais recente, ela deixou um emprego estável, mas sem perspectivas de crescimento, para ingressar numa empresa maior: manteve o mesmo salário, abriu mão do trabalho remoto e apostou num plano de carreira de longo prazo. "Eu não fugi de um ambiente ruim. Eu fugi da estagnação", conta.

A trajetória da arquiteta reflete um movimento cada vez mais comum no mercado de trabalho: o job hopping, prática de trocar de emprego com frequência em busca não apenas de salários maiores, mas também de desenvolvimento profissional, flexibilidade e até maior identificação com a cultura da nova empresa.

Por que tantos brasileiros querem sair do empregoO que cada geração valoriza e por que pensam tão diferente

Dados da consultoria Michael Page comprovam essa tendência: 44% dos brasileiros buscam ativamente outra oportunidade, enquanto 39% consideram deixar o emprego atual.

Uma recente pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que principalmente os jovens estão trocando de emprego. Entre pessoas de 25 a 29 anos, 25,3% deixam o trabalho antes de completar um ano. Na faixa de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 38,2% e, entre adolescentes de 14 a 17 anos, supera a metade (52%).

Segundo o levantamento, baixos salários, longas jornadas e poucas oportunidades de desenvolvimento profissional ajudam a explicar esse comportamento. Diante da percepção de que não haverá investimento em sua carreira, muitos jovens optam por pedir demissão em busca de empregos semelhantes que ofereçam alguma vantagem adicional.

Para o consultor Lucas Oggiam, diretor executivo da Michael Page Brasil, o aumento da rotatividade tem diferentes causas. Em parte ela decorre de decisões voluntárias dos profissionais, e em parte reflete demissões ligadas ao cenário econômico.

Segundo ele, a troca frequente de emprego já vinha acontecendo nos últimos anos, mas não da mesma forma em todos os níveis hierárquicos. Funções operacionais e de entrada tradicionalmente têm maior rotatividade, enquanto executivos da alta liderança (os chamados C-levels) permanecem mais tempo na mesma empresa.

Já quando as mudanças acontecem por razões econômicas, ciclos mais curtos nem sempre representam uma escolha do trabalhador, mas, em muitos casos, cortes de custos e reestruturações nas empresas.

Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato — Foto: Foto: Drazen Zigic/Freepik

Para a pesquisadora Maira Blasi, especializada em futuro do trabalho, a estabilidade no emprego perdeu espaço para outras vantagens, como uma carreira mais diversificada e alinhada a um propósito profissional.

Ela avalia que a expansão do ensino superior e do acesso à internet ampliou o acesso à informação, às oportunidades e a diferentes referências de carreira. "À medida que os brasileiros se tornam mais escolarizados e que a informação mundial circula livremente, a população acessa outros referenciais no mundo, outros jeitos de viver a vida", diz Blasi.

Ao mesmo tempo, a estabilidade oferecida pelas empresas não é mais a mesma. Demissões em massa, contratação de trabalhadores como pessoa jurídica e projetos mais curtos reduziram a atratividade de permanecer muitos anos na mesma organização.

"Um lado passou a não prometer estabilidade, e o outro passou a pensar: 'Vou ver como está a minha carreira'", diz Blasi. "Quando você 'pejotiza' alguém que antes ocupava uma vaga com características fixas, de CLT, abre espaço para essa pessoa se sentir menos presa à empresa", diz.

Outro fator para trocar de emprego é a busca por ambientes de trabalho mais inclusivos. A maior visibilidade midiática de temas como neurodiversidade e diversidade de gênero levou muitos profissionais a questionarem o ambiente de trabalho tradicional.

Em consequência, empresas que oferecem flexibilidade, políticas de diversidade e melhores condições para conciliar vida pessoal e trabalho se tornaram mais atrativas.

Para Blasi, depois da pandemia, a vida fora do trabalho ganhou mais importância, levando profissionais a experimentarem novas empresas e modelos de trabalho. "Se uma empresa não fala de diversidade, eu vou testar outra. Se aqui eu não posso cuidar do meu filho, vou tentar em outra", resume.

A insatisfação com lideranças é outro fator que pesa, pois trabalhar num ambiente tóxico tem efeitos negativos também sobre a vida pessoal.

Aos 36 anos, Ana Zampolo, especialista em educação corporativa, também se rendeu ao job hopping. Nos últimos seis anos, passou por cinco empresas e ainda abriu e fechou o próprio negócio. Também migrou da logística, sua área de formação, para a área organizacional. Para ela, as mudanças fizeram parte de um processo de autodescoberta profissional.

Para a profissional, nem toda mudança de emprego significou um aumento de salário. Em alguns momentos, ela aceitou ganhar menos para se aproximar da área em que desejava construir a carreira. "Eu aceitei fechar minha empresa e vir para cá porque era interessante no recálculo de rota. Eu vi um caminho."

Hoje, ela afirma que, em vez de estabilidade, valoriza mais o propósito e os valores pessoais. "Eu não busco estabilidade. Eu busco realização, propósito, que a empresa seja conforme com aquilo que eu tenho como objetivos de vida. Se aquele lugar ou aquelas funções não estão me levando aonde eu quero como pessoa, como carreira, eu não continuo ali. O que me interessa é fazer carreira dentro da minha vida", diz Zampolo.

Isso não significa descartar uma trajetória de longo prazo. Ela diz que aceitaria permanecer por muitos anos na mesma empresa se houvesse um plano de carreira claro, com metas, prazos e oportunidades concretas de crescimento.

Nem Martinez nem Zampolo dizem ter sido questionadas por recrutadores sobre as frequentes mudanças de emprego. Pelo contrário. "Na verdade, eu recebi como feedback positivo que eu nunca estou parada", diz a arquiteta.

Especialistas alertam, porém, que o contexto dessas mudanças continua sendo determinante. Para Oggiam, quando o profissional está em início de carreira, é natural buscar cargos diferentes e numa velocidade maior de mudança. Já executivos tendem a construir trajetórias mais longas.

Segundo ele, aos recrutadores interessa sobretudo entender as razões por trás das mudanças. Já os empregadores tendem a avaliar se aquele comportamento pode voltar a se repetir. Ele também descreve que, mesmo em áreas com alta rotatividade, como tecnologia, muitas empresas continuam valorizando trajetórias duradouras.

Segundo os especialistas, não há um período considerado ideal para permanência num emprego. Blasi diz que o recomendado é permanecer pelo menos um ano em cada organização, mas o mais importante é ficar tempo suficiente para entregar resultados e saber explicar o impacto que o próprio trabalho teve.

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