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iFood diz que dados de 1,2 milhão de usuários foram vazados; veja o que foi afetado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 14:50

Tecnologia iFood diz que dados de 1,2 milhão de usuários foram vazados; veja o que foi afetado Empresa afirma que incidente ocorreu em dezembro de 2025 e que senhas, meios de pagamento e dados bancários não foram comprometidos. Por Redação g1 — São Paulo

O iFood reconheceu nesta quarta-feira (3) um vazamento de dados envolvendo usuários da plataforma. Segundo a empresa, trata-se de um incidente isolado registrado em dezembro de 2025, que teria sido rapidamente contido por seus protocolos de segurança.

A empresa informou que o alcance do vazamento ficou restrito a cerca de 2% de sua base de clientes, o equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.

Informações como nome e CPF de usuários foram expostas, mas não houve comprometimento de credenciais de acesso às contas.

A companhia também informou que senhas, meios de pagamento e registros financeiros não foram afetados pelo incidente. Além disso, não há evidências de acesso a dados bancários ou informações relacionadas a transações realizadas na plataforma.

Na nota, o iFood afirmou que continua adotando medidas de proteção e que atua em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O iFood não encontrou qualquer evidência de que 43 milhões de dados de usuários foram vazados. Após sucessivas análises, identificamos que o material disponibilizado na internet se refere a um incidente isolado, ocorrido em dezembro de 2025, e que foi rapidamente neutralizado pelos nossos protocolos de segurança.

O evento envolveu dados cadastrais, como nome e CPF, sem qualquer comprometimento de senhas, meios de pagamento ou registros financeiros, com impacto restrito a cerca de 2% da nossa base de usuários.

O iFood lamenta o ocorrido e reforça para os usuários que todas as comunicações são feitas somente pelos canais oficiais da plataforma.

A segurança da nossa comunidade é prioridade e seguimos atuando em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para aprimorar constantemente nossos sistemas."

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Trump assina ordem que dá ao governo acesso antecipado a modelos de inteligência artificial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 13:48

Tecnologia Trump assina ordem que dá ao governo acesso antecipado a modelos de inteligência artificial O objetivo é supervisionar modelos de IA com acesso voluntário concedido pelas empresas que desenvolveram essas tecnologias. A medida é muito semelhante a outra adotada por Joe Biden em 2023. Por France Presse

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na última terça-feira (2) um decreto sobre inteligência artificial (IA), que prevê a possibilidade de o governo supervisionar os modelos mais avançados em nome da segurança digital.

O texto restabelece regras para a IA nos Estados Unidos e representa uma mudança de rumo no governo Trump, que até então reunia setores contrários a qualquer tipo de regulação em nome da competitividade com a China.

No início deste ano, o cenário mudou quando o Mythos, da Anthropic, gerou preocupação ao demonstrar capacidade de expor falhas em sistemas digitais, incluindo os de bancos, governos e hospitais. A empresa optou por não lançar o modelo ao público.

As novas regras foram acordadas com empresas líderes em IA nos Estados Unidos, como Google, OpenAI e Anthropic, para que elas submetam, de forma voluntária, seus modelos a uma avaliação do governo antes do lançamento.

O texto esclarece que a medida não deve estabelecer um controle prévio obrigatório do governo sobre os novos modelos.

A abordagem voluntária adotada por Trump é semelhante à de seu antecessor, Joe Biden. O decreto de 2023 previa que as empresas compartilhassem os resultados de testes de segurança. Trump revogou essa medida ao voltar à Casa Branca, por considerá-la restritiva demais.

De acordo com a nova medida, o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional e a agência CISA devem criar um centro de coordenação para a segurança digital em IA. O grupo vai atuar em conjunto com o setor privado e operadores de infraestruturas críticas para identificar falhas em sistemas e priorizar correções.

O responsável por assuntos públicos do Google, Kent Walker, definiu a medida como um “passo importante”, que "oferece aos defensores do ciberespaço mais ferramentas para deter atores maliciosos".

Uma versão anterior do decreto estava prevista para ser assinada em 25 de maio, mas Trump a cancelou poucas horas antes, afirmando que não concordava com “alguns aspectos” e que não queria “comprometer” a vantagem dos Estados Unidos em relação à China.

Analistas apontaram David Sacks, ex-assessor da Casa Branca para temas de IA, como uma voz influente que teria ligado para o presidente para convencê-lo a mudar de decisão.

O episódio revelou tensões dentro do governo entre defensores da regulação e o grupo contrário a qualquer tipo de controle.

O texto aprovado é quase idêntico à versão anterior. No entanto, o prazo para o exame voluntário dos novos modelos foi reduzido de 90 para 30 dias. “Na corrida pela IA, cada dia conta”, afirmou Sacks ao comentar a mudança.

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Volvo acaba com recarga gratuita em eletropostos e passa a cobrar de clientes da marca

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 12:49

Carros Volvo acaba com recarga gratuita em eletropostos e passa a cobrar de clientes da marca Nova política encerra um benefício antes exclusivo para veículos da Volvo e reduz em 27,5% o custo de recarga para carros de todas as marcas. Por Redação g1 — São Paulo

A Volvo anunciou que a recarga em seus eletropostos passará a ser cobrada de todos os usuários, inclusive dos proprietários de veículos da própria marca. A mudança entra em vigor no dia 15 de junho deste ano.

Segundo comunicado enviado aos clientes, os valores da recarga nos eletropostos instalados e operados pela Volvo seguirão as regras abaixo:

Caso o motorista não retire o veículo, impedindo o uso do carregador por outro usuário, será aplicada uma cobrança de R$ 5 por minuto. Essa regra vale apenas para carregadores rápidos e somente para os que estão instalados em rodovias.

A recarga rápida permite que o veículo recupere a maior parte da energia mais rapidamente. Como exemplo, o Dolphin Mini leva cerca de 30 minutos para ir de 30% a 80% de carga, enquanto o Volvo EX30 precisa do mesmo tempo para passar de 10% a 80% da bateria.

Já a recarga lenta pode passar de sete horas, chegando até 12,5 horas para o caso do Volvo EX30 e cerca de seis horas para o Dolphin Mini.

Carros elétricos carregamento carregador carregando carro elétrico natal rn Rio Grande do Norte — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Com a mudança nos valores, proprietários de veículos de outras marcas passam a pagar menos. Atualmente, a tarifa é de R$ 4,00 por kWh, independentemente do tipo de carregador, mas esse valor não é cobrado dos veículos da Volvo.

A partir de 15 de junho, motoristas de veículos de outras marcas passarão a pagar 27,5% menos pela recarga. Já os proprietários de Volvo deixarão de ter gratuidade e passarão a pagar pelo serviço.

A principal vantagem para os veículos da Volvo deixa de ser a recarga gratuita e passa a ser a conveniência. Os motoristas poderão agendar um carregador com até 24 horas de antecedência e reservar o plugue até 20 minutos antes do horário desejado, além de contar com uma tecnologia que reconhece o veículo assim que ele é conectado ao carregador.

Com isso, a cobrança e a identificação do veículo acontecem automaticamente, sem a necessidade de usar um aplicativo específico.

O valor da recarga varia conforme a capacidade da bateria de cada veículo. Pela regra anterior, o proprietário do carro elétrico mais vendido do Brasil, o Dolphin Mini, precisa de R$ 152 para carregar os 38 kWh da bateria. Com a nova regra, esse custo cai para R$ 110,20.

Já o Volvo EX30 do exemplo anterior, que tem 69 kWh de bateria, passa a pagar R$ 200,1 pela recarga que antes seria gratuita.

Atualmente, o Brasil conta com 21.061 carregadores públicos instalados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Desse total, 6.479 são carregadores rápidos e 14.582 são lentos.

A Volvo não informa quantos carregadores lentos possui, mas afirma que são “mais de mil”. Já no caso dos carregadores rápidos, a marca tem 76 unidades, o que representa 1,1% de toda a base instalada no Brasil.

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Entenda os principais pontos da reforma trabalhista que provoca greve geral em Portugal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 11:50

Trabalho e Carreira Entenda os principais pontos da reforma trabalhista que provoca greve geral em Portugal A paralisação, convocada pela principal central sindical do país, a CGTP, é a segunda greve geral em seis meses e ocorre enquanto o governo tenta aprovar o pacote "Trabalho XXI", uma reforma que prevê mais de 50 alterações no Código do Trabalho português. Por Redação g1 — São Paulo

Uma greve geral em Portugal interrompeu serviços de transporte, fechou escolas e afetou hospitais nesta quarta-feira (3), em protesto contra uma ampla reforma trabalhista proposta pelo governo de centro-direita do primeiro-ministro Luís Montenegro.

A paralisação, convocada pela principal central sindical do país, a CGTP, é a segunda greve geral em seis meses e ocorre enquanto o governo tenta aprovar o pacote "Trabalho XXI", uma reforma que prevê mais de 50 alterações no Código do Trabalho português.

Segundo o governo, as mudanças buscam modernizar a legislação trabalhista, aumentar a produtividade e melhorar a competitividade da economia portuguesa.

Já os sindicatos afirmam que a proposta reduz direitos dos trabalhadores, amplia a precarização do emprego e facilita demissões.

Uma das principais mudanças propostas é a ampliação da duração máxima dos contratos de trabalho temporários.

Contrato a termo certo: tem uma data de término definida desde o início. Atualmente, ele pode durar no máximo dois anos. Pela reforma, o limite passaria para três anos.Contrato a termo incerto: são os contratos de trabalho com prazo indeterminado, como na substituição de um funcionário afastado ou em projetos com duração indefinida. Hoje, esse contrato pode durar até quatro anos. A proposta amplia o prazo para cinco anos.

Para os sindicatos, a medida aumenta a insegurança dos trabalhadores, especialmente dos jovens, ao prolongar períodos de contratação sem vínculo permanente.

A reforma também elimina as restrições atuais ao uso de terceirização (outsourcing) após demissões coletivas ou extinção de postos de trabalho.

👷Hoje, empresas portuguesas que realizam demissões desse tipo ficam impedidas de contratar serviços terceirizados para as mesmas funções durante um período determinado. A proposta revoga essa limitação.

Segundo o governo, a mudança aumenta a flexibilidade das empresas. Já as centrais sindicais afirmam que a medida facilita a substituição de trabalhadores próprios por mão de obra terceirizada mais barata.

Outro ponto que gerou forte reação dos sindicatos é a reintrodução do banco de horas individual, extinto em 2019.

🕐 Pela proposta, o trabalhador poderá realizar até duas horas extras por dia, elevando a jornada semanal para até 50 horas. O limite anual será de 150 horas adicionais, com compensação por meio de folgas posteriores.

A reforma também muda as regras do banco de horas coletivo, mecanismo que permite às empresas compensar horas extras com folgas futuras.

Atualmente, a adoção desse regime para um grupo de trabalhadores depende da aprovação em um referendo realizado entre os funcionários afetados.

Com a nova proposta, essa consulta deixaria de ser necessária: se pelo menos 75% dos trabalhadores concordarem com o acordo, a empresa poderá aplicar o banco de horas a todo o grupo, inclusive aos que votaram contra ou não participaram da decisão.

Os sindicatos argumentam que a mudança reduz o poder de decisão individual dos trabalhadores sobre a própria jornada de trabalho.

A proposta também altera as regras para casos em que a Justiça portuguesa considera uma demissão ilegal. Hoje, em Portugal, quando um tribunal conclui que um trabalhador foi dispensado de forma irregular, a regra geral é que ele tenha o direito de voltar ao emprego.

Com a reforma, empresas de qualquer porte poderão optar por indenizar o trabalhador em vez de readmiti-lo, mesmo após uma decisão judicial favorável ao funcionário.

Segundo o governo, a mudança dá mais flexibilidade às empresas e reduz conflitos nas relações de trabalho. Como compensação, aumenta o valor mínimo das indenizações pagas nesses casos.

🔎 O pacote também simplifica os procedimentos disciplinares e de demissão para pequenas e médias empresas, reduzindo exigências burocráticas e etapas formais nos processos de desligamento de funcionários. Críticos da reforma afirmam que as mudanças enfraquecem a proteção contra demissões injustificadas, enquanto o governo argumenta que elas tornam o mercado de trabalho mais ágil e competitivo.

O projeto do governo português também flexibiliza as regras do trabalho remoto (ou teletrabalho), permitindo maior adoção de modelos híbridos e reduzindo algumas exigências administrativas.

A reforma também flexibiliza as regras do teletrabalho, que passa a ser denominado oficialmente de "trabalho remoto".

Nos casos de regime híbrido, o contrato deverá especificar a proporção entre os dias de trabalho à distância e os presenciais. O trabalhador também poderá alterar temporariamente o local de onde exerce suas atividades apenas mediante comunicação ao empregador. A mudança passará a valer automaticamente caso a empresa não apresente objeção por escrito, substituindo a regra atual, que exige acordo entre as duas partes. Além disso, a proposta elimina a obrigatoriedade de exames médicos específicos antes da adoção do trabalho remoto. Segundo o governo, o objetivo é adaptar a legislação às novas formas de trabalho surgidas após a digitalização da economia e a expansão do home office.

📴 A proposta ainda prevê reforço do chamado "direito à desconexão", princípio que busca proteger os trabalhadores de contatos profissionais fora do horário de expediente.

Uma das novidades da reforma trabalhista portuguesa é a inclusão de regras específicas para o uso de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho.

O governo afirma que a medida busca adaptar a legislação aos desafios da chamada Economia 4.0 e ampliar a adoção de novas tecnologias pelas empresas.

Segundo o Executivo, Portugal ainda apresenta um nível de utilização de inteligência artificial inferior à média da União Europeia, o que justificaria a modernização das regras trabalhistas.

A principal mudança prevista é a exigência de supervisão humana obrigatória em decisões tomadas com o auxílio de algoritmos ou sistemas de IA.

🤖 Pela proposta, empresas não poderão depender exclusivamente de ferramentas automatizadas para definir questões relacionadas à gestão de pessoal.

A exigência vale especialmente para processos considerados sensíveis, como recrutamento e seleção de candidatos, avaliações de desempenho e demissões. Nesses casos, deverá haver sempre um responsável humano acompanhando e validando as decisões.

A reforma também introduz mecanismos de regulação algorítmica, com o objetivo de aumentar a transparência sobre o uso de sistemas automatizados na gestão do trabalho e evitar que decisões importantes sejam tomadas sem supervisão ou critérios claros.

Segundo o governo português, as mudanças buscam conciliar a adoção de novas tecnologias com a proteção dos direitos dos trabalhadores em um mercado de trabalho cada vez mais digitalizado.

Entre as medidas estão o pagamento de 100% da licença parental compartilhada nos primeiros seis meses, a ampliação da licença obrigatória dos pais de 14 para 30 dias e a criação de licenças específicas em casos de interrupção da gravidez.

Licença parental mais ampla: a reforma prevê que os pais que dividirem a licença para cuidar do bebê recebam 100% do salário durante os primeiros seis meses de afastamento. Além disso, a licença obrigatória dos pais após o nascimento do filho passará de 14 para 30 dias.Licença em caso de interrupção da gravidez: a proposta cria um período específico de afastamento do trabalho para mulheres que sofrerem interrupção da gravidez, garantindo proteção laboral durante esse momento.Pagamento parcelado dos benefícios: em Portugal, os trabalhadores recebem normalmente um subsídio de férias e um subsídio de Natal, equivalentes a pagamentos extras ao longo do ano. Pela reforma, o funcionário poderá escolher receber esses valores parcelados mensalmente, junto com o salário, em vez de receber quantias maiores em datas específicas.Dois dias extras ligados às férias: os trabalhadores poderão solicitar até dois dias adicionais de descanso por ano, associados ao período de férias. Esses dias podem ser usados para prolongar ou antecipar as férias.

Após nove meses de negociações sem consenso com sindicatos e entidades patronais, o governo aprovou o pacote de reformas em maio e o enviou à Assembleia da República. O projeto ainda precisa ser analisado e votado pelos deputados para entrar em vigor.

Montenegro espera obter a aprovação do Parlamento nas próximas semanas, contando com o apoio do partido de direita Chega.

A greve geral em Portugal é a segunda mobilização nacional contra a reforma trabalhista em menos de seis meses. A primeira ocorreu em dezembro de 2025 e marcou a primeira greve geral em Portugal desde os protestos contra as medidas de austeridade registrados em 2013.

No entanto, o primeiro-ministro Luís Montenegro defende a reforma e afirma que as mudanças são necessárias para aumentar a produtividade e a competitividade da economia portuguesa.

Segundo ele, o país possui uma das legislações trabalhistas mais rígidas entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que limita a capacidade das empresas de se adaptar às mudanças do mercado.

Houve cancelamentos e atrasos de voos, interrupções no transporte ferroviário e no transporte público urbano, fechamento de escolas e redução do atendimento em hospitais e repartições públicas.

Companhias aéreas que operam rotas entre Brasil e Portugal, como TAP, Azul e Latam, também registraram alterações em suas operações devido à paralisação. (veja mais sobre os impactos)

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Nestlé compra yfood Labs, marca de refeições prontas para beber

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 11:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%Oferecido por

A Nestlé vai comprar a marca de alimentos inteligentes yfood Labs, informou a empresa em comunicado divulgado nesta quarta-feira (3). Essa será a primeira aquisição da companhia sob a liderança do novo CEO, Philipp Navratil, que assumiu o cargo em setembro.

A yfood Labs é uma empresa sediada em Munique e que oferece refeições prontas para beber e barras alimentares. Segundo a empresa, seus produtos possuem um "perfil nutricional completo" e foram feitos para suprir uma dieta balanceada.

A Nestlé já havia adquirido uma participação de 49% na yfood em 2023. A expectativa é que as ações restantes detidas pelos pelos fundadores da marca de alimentos inteligentes sejam transferidas para a Nestlé a partir de 3 de julho de 2026.

Na Europa, as vendas da yfood totalizaram aproximadamente 150 milhões de euros (R$ 875,9 milhões) em 2025, representando um crescimento de dois dígitos em relação ao ano anterior.

Desde quando assumiu o cargo na Nestlé, Navratil tem anunciado diversas mudanças na estratégia da companhia.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, a companhia informou que estava deixando o negócio de sorvetes para concentrar suas operações nos segmentos de Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação. Juntas, essas categorias respondem por mais de 70% das vendas da empresa.

A medida veio como uma tentativa de melhorar o desempenho da companhia, que registrou um lucro líquido de US$ 9 bilhões (R$ 45,1 bilhões) em 2025 — queda de 17% em relação ao ano anterior (US$ 10,9 bilhões, ou R$ 54,7 bilhões).

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EUA acusam Brasil de trabalho escravo na pecuária, mas poupam carne bovina de nova tarifa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 10:51

Agro Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Por Redação g1

Os Estados Unidos acusam o Brasil de usar trabalho forçado na produção de gado e propõem aplicar tarifas adicionais de 12,5% a países que falham em proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A proposta foi anunciada nesta terça-feira (2), após uma investigação do governo americano concluir que 60 países, entre eles o Brasil, não adotam medidas consideradas suficientes por eles para barrar a entrada de produtos feitos com trabalho forçado.

O documento que embasa a proposta da nova tarifa traz um capítulo específico relacionando a pecuária brasileira ao trabalho escravo, e sugerindo que esse foi um dos fatores que provocou a queda das exportações de carne congelada dos EUA para a China.

"Está amplamente documentado que trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil", diz o relatório.

"A falha da China em impor e aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de carne bovina congelada produzida com trabalho forçado no Brasil conferiu uma vantagem de custo à carne brasileira e distorceu a concorrência", destacou.

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CBS News demite Scott Pelley, correspondente do ’60 Minutes’, por justa causa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 10:51

Economia Midia e Marketing CBS News demite Scott Pelley, correspondente do '60 Minutes', por justa causa Segundo o produtor-executivo do programa, Nick Bilton, jornalista estava resistente às mudanças propostas pela nova direção da CBS. Por Redação g1 — São Paulo

Scott Pelley, então jornalista do programa '60 minutes' da CBS News, foi demitido por justa causa. — Foto: Charles Sykes/AP Photo

A CBS News demitiu na terça-feira (2) jornalista correspondente do programa “60 Minutes”, Scott Pelley, em meio a desentendimentos sobre o futuro da atração e a uma série de mudanças recentes na emissora.

A saída de Pelley foi confirmada à Reuters por fontes da CBS por um e-mail enviado pelo produtor-executivo do programa, Nick Bilton, no qual ele afirma que a relação profissional foi encerrada “por justa causa, com efeito imediato”.

Segundo Bilton, a resistência do jornalista às mudanças propostas foi determinante para a decisão. “Sua antipatia pelo futuro da série ficou bem clara. E eu a ouvi”, escreveu.

Em outro trecho, Bilton acusou Pelley de ter dominado uma reunião de equipe para desacreditá-lo e questionar sua capacidade e intenções, em um episódio marcado, segundo ele, por “falta de civilidade e desprezo”.

Pelley, de 68 anos e integrante da CBS News desde 1989, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters.

Segundo veículos de imprensa americanos, no entanto, Pelley teria divulgado um comunicado em que afirmara que o novo proprietário da CBS está descartando a "lenda" do icônico programa de notícias "aparentemente para ganhar a simpatia do governo Trump".

"No mês passado, o 60 Minutes perdeu sua essência quando toda a nossa diretoria e dois de nossos melhores correspondentes foram cruelmente demitidos sem justa causa", escreveu Pelley em um comunicado citado por veículos de imprensa americanos.

Em declarações recentes reproduzidas pela imprensa americana, o jornalista já havia criticado a nova direção da emissora e afirmado que o icônico “60 Minutes” está sendo desfigurado. Segundo o jornalista, mudanças recentes — incluindo demissões de executivos e correspondentes — teriam feito o programa “perder sua essência”.

Em uma reunião interna, Pelley também teria acusado a editora-chefe da CBS News, Bari Weiss, de “matar” o programa.

Pelley se junta a mais de meia dúzia de pessoas que deixaram o programa jornalístico de domingo, de horário nobre nos EUA, nas últimas semanas. A CBS demitiu a produtora-executiva Tanya Simon e as correspondentes Sharyn Alfonsi e Cecilia Vega. Em comunicado interno, Bilton reconheceu “uma grande quantidade de mudanças em um período muito curto” no programa.

A Skydance Media é liderada por David Ellison, filho do cofundador da Oracle, Larry Ellison, e antigo apoiador do presidente americano Donald Trump. Segundo a empresa, a nova orientação busca refletir “diversas perspectivas ideológicas” do público dos Estados Unidos.

Antes da fusão, a Paramount também chegou a pagar US$ 16 milhões (R$ 80,3 milhões) para encerrar um processo movido por Trump em 2024, relacionado a uma entrevista do “60 Minutes” com a então vice-presidente Kamala Harris, que, segundo ele, teria distorcido sua imagem durante a disputa eleitoral.

O ambiente político também tem influenciado a relação entre a imprensa e o governo. Desde que voltou à Casa Branca, Trump intensificou críticas a veículos de comunicação, que frequentemente classifica como propagadores de “notícias falsas”.

A CBS, tradicional emissora da televisão aberta americana, já teve em seu quadro nomes históricos do jornalismo, como Walter Cronkite e Edward R. Murrow. O “60 Minutes”, exibido aos domingos, é o programa de horário nobre mais antigo em funcionamento nos Estados Unidos.

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Pecuária brasileira na ‘lista suja’: o que EUA dizem sobre trabalho forçado no Brasil ao propor mais tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 08:53

Agro Pecuária brasileira na 'lista suja': o que EUA dizem sobre trabalho forçado no Brasil ao propor mais tarifas Brasil é incluído pelo governo Trump em lista de economias que deveriam sofrer novas tarifas de 12,5%. Por BBC

Relatório americano sobre trabalho forçado tem um estudo de caso criticando a pecuária brasileira. — Foto: Getty Images via BBC

O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma lista de 59 países, além da União Europeia, que "não conseguiram" proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado — e que, segundo as autoridades americanas, devem ser sujeitos a mais tarifas retaliatórias por causa disso.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%. Não está claro se essas tarifas se adicionam a outras já em vigor — e como elas se aplicariam em relação a listas de exceções.

No caso do Brasil, o relatório destaca o fato de "pesquisas independentes" sugerirem que "pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'" (leia abaixo na reportagem). A BBC News Brasil entrou em contato com o governo brasileiro e com associações que representam a pecuária brasileira, mas ainda não houve manifestação sobre o novo relatório.

Os EUA ainda estão em fase de consulta sobre essas medidas. O USTR realizará uma audiência pública sobre sua proposta em 7 de julho.

"O fracasso dos nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais", disse o representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.

"Não toleraremos mais essa disparidade. Alguns parceiros comerciais já tomaram medidas iniciais para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado […]. No entanto, cada um dos nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global."

A investigação foi feita em praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. As 60 economias sob investigação representam mais de 99% da pauta de importações dos EUA.

Todas elas foram condenadas pela investigação — e receberam recomendação de imposição de tarifas retaliatórias. Entre os países, estão economias avançadas e aliados tradicionais dos americanos, como União Europeia, Reino Unido, Japão e Israel.

Para seis economias — Canadá, União Europeia, Equador, México, Paquistão e Indonésia — a taxação proposta é de 10%, porque no entendimento americano elas possuem mecanismos, mas não realizam a fiscalização contra o trabalho forçado.

O anúncio do governo americano ocorre poucas semanas antes da expiração de uma tarifa de 10% que a Casa Branca havia imposto a dezenas de países após uma derrota na Suprema Corte em fevereiro, que derrubou o tarifaço inicial proposto pelo presidente americano Donald Trump. Essa tarifa fixa se baseava na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mas tinha validade de apenas 150 dias.

Algumas autoridades e especialistas acusam os EUA de buscar novas formas de manter o tarifaço de Trump, usando outros pretextos.

"Como o tribunal considerou o regime tarifário [de Trump] ilegal, acho que está claro que os EUA estão buscando outras maneiras de restabelecer essa barreira tarifária, esse regime", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Todd McClay, ao jornal Financial Times. "Não estamos envolvidos em nenhuma forma de trabalho forçado".

O anúncio foi feito um dia depois que o mesmo USTR concluiu uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado — e disse que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA".

Na segunda-feira (01/06), o governo americano propôs tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros — mas essas medidas ainda não foram definidas e serão discutidas ao longo das próximas semanas até o dia 15 de julho.

O Brasil é um dos 59 países (além da União Europeia) com uma seção específica no relatório. O país é mencionado 19 vezes no relatório de 98 páginas.

"O USTR constatou que o Brasil não impôs nem aplicou efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado", diz o texto, cujas conclusões sobre o Brasil estão resumidas em três parágrafos.

O relatório diz que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado é "irrazoável" e "onera ou restringe o comércio dos EUA" — os mesmos termos usados na conclusão da investigação do dia anterior que condenou práticas comerciais usadas pelo Brasil e propôs tarifas de 25% aos produtos brasileiros.

"Embora o Brasil alegue proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de bens produzidos total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda", diz o texto.

Essas conclusões sobre o Brasil são semelhantes às de outros países — com algumas variações no texto para cada um.

O Brasil aparece em outro trecho do relatório em um estudo de caso específico, sobre sua produção de carne bovina — ao lado de outros dois exemplos, sobre importação de arroz de Mianmar e de tabaco do Malauí.

"Está bem documentado que o trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil", diz o relatório.

"A lista TVPRA [uma lista do governo americano de produtos fabricados por meio de trabalho infantil ou trabalho forçado] afirma que há razões para acreditar que existe trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Pesquisas independentes sugerem que pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'."

A "Lista Suja" é um documento público divulgado pelo Ministério do Trabalho para dar visibilidade a fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo.

Segundo o relatório americano, as exportações agrícolas americanas são afetadas por isso, já que tanto Brasil como EUA exportam carne bovina congelada para a China — com o Brasil se distanciando dos americanos na preferência dos chineses.

"Durante o período de 2015 a 2025, o volume de exportações de carne bovina congelada do Brasil para as economias investigadas quase dobrou, em comparação com um aumento de 21% no volume exportado pelos EUA", diz o texto.

"Como demonstram as importações de carne bovina congelada pela China, os efeitos negativos da concorrência com produtos provenientes de trabalho forçado sobre as exportações dos EUA não se limitam a bens manufaturados, podendo também afetar negativamente as exportações agrícolas americanas."

"Embora nem todas as importações chinesas de carne bovina congelada do Brasil sejam necessariamente produzidas com trabalho forçado, a prevalência dessa prática na produção pecuária brasileira sugere fortemente que ao menos parte dessas importações foi produzida total ou parcialmente com trabalho forçado."

Segundo as conclusões da investigação americana, "todas as economias investigadas falharam tanto em impor uma proibição legal à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado quanto em fazer cumprir efetivamente essa proibição".

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O anúncio da conclusão americana sobre trabalho forçado aconteceu um dia após outra grande investigação sobre o Brasil, na qual o USTR propôs tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros.

As supostas práticas brasileiras condenadas pelo governo americano são relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O governo americano ainda está recebendo consultas do público até o dia 1º de julho sobre as medidas. No dia 6 de julho, haverá uma audiência pública.

Brasil e EUA vivem tensões com classificação de facções criminosas como organizações terroristas e acusações comerciais — Foto: AFP via Getty Images/BBC

O representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que teve "reuniões construtivas" que "se intensificaram nas últimas semanas" com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump — e que espera dar continuidade a esse diálogo com o governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida de resposta.

"No entanto, continuamos enfrentando divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta investigação", disse Greer em nota.

No mesmo dia em que anunciou a medida, Trump fez uma publicação com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

"Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu Trump na sua rede social Truth Social.

Antes da publicação do presidente americano, Flávio afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que é contra a imposição de novas tarifas para compra de produtos importados que os EUA planejam adotar contra o Brasil.

"Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução", disse Flávio na terça-feira.

"Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula."

Lula, por sua vez, atribuiu a conclusão das investigações americanas à atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA.

O petista chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "vendilhões e traidores da pátria" ao reagir à nova ameaça do governo americano.

"Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores", disse Lula.

O presidente brasileiro comentou que a reunião que ele teve com Trump no início do mês havia sido um "sucesso", mas que as negociações foram atrapalhadas.

O presidente argumentou ainda que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil.

Em seguida, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta destinada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em que ele pede que Washington não imponha novas sanções comerciais ao Brasil.

No ofício, escrito em inglês, o senador diz que o país vive "um grave processo de deterioração fiscal e econômica" e que a imposição de novas tarifas causaria "sérios danos ao povo brasileiro".

"Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil", escreveu.

Outro ponto de desavença entre os governos dos EUA e Brasil aconteceu na semana passada, após o governo americano anunciar que passará a classificar as facções criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas. A medida foi anunciada por Trump dois dias após um encontro no Salão Oval com Flávio Bolsonaro.

"Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula, sobre a decisão americana.

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China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 08:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas “unilaterais” e negou acusações de uso de trabalho forçado, após os Estados Unidos proporem novas sobretaxas sobre importações de cerca de 60 economias.

Nesta terça-feira (2), uma investigação dos EUA concluiu que 60 países, entre eles China e Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington.

“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em coletiva de imprensa.

A medida dos EUA inclui a China entre as economias potencialmente afetadas e faz parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento comercial com base em critérios ligados a direitos trabalhistas e práticas de cadeia de suprimentos.

Além da China, outros países também reagiram. O governo do Reino Unido afirmou estar em diálogo constante com Washington e tem adotado medidas para combater o trabalho forçado em cadeias de produção domésticas e globais, destacando que mantém negociação com os EUA sobre o tema.

Os mercados asiáticos reagiram de forma mista ao cenário de maior tensão comercial. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,6%, enquanto bolsas da China continental fecharam em leve alta, com o CSI300 avançando 0,5% e o Xangai subindo 0,2%.

Já o setor de semicondutores liderou ganhos, apoiado por expectativas positivas relacionadas à demanda por inteligência artificial.

Em meio às preocupações comerciais, dados econômicos mostraram que a atividade do setor de serviços chinês cresceu no ritmo mais forte em três meses em maio, impulsionada por novos negócios e melhora na demanda externa.

Analistas do Goldman Sachs mantiveram visão positiva sobre ações chinesas A-share, citando melhora nas perspectivas de crescimento e exposição ao setor de tecnologia.

Uma investigação dos EUA concluiu, nesta terça-feira que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a mesma usada para justificar a proposta de tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Ainda não está claro se as tarifas serão cumulativas.

O Brasil foi incluído no grupo que poderá enfrentar a sobretaxa de 12,5%, ao lado de China, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul.

Segundo o relatório, o país não possui mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países.

Os EUA argumentam que essa falha cria concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos e contribui para a manutenção do trabalho escravo moderno nas cadeias globais de produção.

A proposta ainda não entrou em vigor. O governo americano receberá contribuições públicas até 6 de julho, e realizará audiências sobre o tema em 7 de julho antes de decidir sobre a implementação das tarifas.

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Tingshu Wang

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Copa do Mundo de 2026 deve atrair onda recorde de apostas; gols, passes e desempenho de jogadores viram alvo dos palpites

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 08:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

As apostas esportivas devem movimentar mais de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 251 bilhões) durante a Copa do Mundo de 2026, segundo estimativas de especialistas do setor. O valor representa um salto em relação ao torneio disputado no Catar, em 2022, impulsionado principalmente pela ampliação da competição de 32 para 48 seleções.

Para David Stevens, diretor de relações públicas da casa de apostas Coral, o alcance global e o tamanho do torneio devem transformá-lo no maior evento de apostas da história.

Além do aumento no número de jogos, especialistas apontam uma mudança no comportamento dos apostadores. Segundo Darren Small, vice-presidente da empresa de tecnologia esportiva Sportradar, o interesse deixou de se concentrar apenas nos resultados das partidas e passou a incluir o desempenho individual dos jogadores.

A expectativa é de crescimento das chamadas apostas especiais e personalizadas, conhecidas como "bet builders", que permitem combinar diferentes previsões em um único bilhete. Entre as opções mais procuradas estão número de gols, assistências, passes, desarmes, escanteios e até o pé utilizado para marcar.

"Os clientes criam suas próprias narrativas para os jogos, combinando diversos acontecimentos em uma única aposta", explicou Small.

De acordo com os especialistas, esse tipo de mercado tem atraído principalmente apostadores mais jovens, em busca de experiências mais dinâmicas.

Segundo Small, Argentina e França lideram as preferências dos apostadores ao redor do mundo. A Inglaterra também aparece entre as seleções mais apostadas, alimentando a expectativa de encerrar um jejum de seis décadas sem conquistar a Copa do Mundo.

Entre os jogadores, os atacantes Kylian Mbappé, da França, e Erling Haaland, da Noruega, estão entre os principais candidatos ao posto de artilheiro do torneio.

Um caso que chamou a atenção dos especialistas envolve o neozelandês Ben Waine. Apesar de não ser a principal estrela de sua seleção, o atacante aparece entre os dez nomes mais apostados para terminar a competição como goleador, em um movimento considerado incomum pelo mercado.

Os especialistas também apontam desafios relacionados aos horários das partidas, que serão disputadas nos Estados Unidos, Canadá e México. Jogos realizados na Costa Oeste americana devem ocorrer em horários menos favoráveis para o público europeu, embora a expectativa seja compensada pelo forte interesse de apostadores da América do Sul.

Até o momento, o mercado demonstra pouco otimismo com uma conquista dos Estados Unidos, um dos países-sede. Ainda assim, Small brincou que, caso a seleção americana surpreenda e levante a taça, as apostas sobre a presença do presidente Donald Trump nas comemorações provavelmente ganhariam destaque.

FOTO DE ARQUIVO: O logotipo da Copa do Mundo da FIFA de 2026 de Nova York/Nova Jersey é revelado durante o evento de lançamento na Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, em 18 de maio de 2023. — Foto: Reuters/Brendan McDermid/Foto de arquivo

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