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China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 08:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas “unilaterais” e negou acusações de uso de trabalho forçado, após os Estados Unidos proporem novas sobretaxas sobre importações de cerca de 60 economias.

Nesta terça-feira (2), uma investigação dos EUA concluiu que 60 países, entre eles China e Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington.

“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em coletiva de imprensa.

A medida dos EUA inclui a China entre as economias potencialmente afetadas e faz parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento comercial com base em critérios ligados a direitos trabalhistas e práticas de cadeia de suprimentos.

Além da China, outros países também reagiram. O governo do Reino Unido afirmou estar em diálogo constante com Washington e tem adotado medidas para combater o trabalho forçado em cadeias de produção domésticas e globais, destacando que mantém negociação com os EUA sobre o tema.

Os mercados asiáticos reagiram de forma mista ao cenário de maior tensão comercial. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,6%, enquanto bolsas da China continental fecharam em leve alta, com o CSI300 avançando 0,5% e o Xangai subindo 0,2%.

Já o setor de semicondutores liderou ganhos, apoiado por expectativas positivas relacionadas à demanda por inteligência artificial.

Em meio às preocupações comerciais, dados econômicos mostraram que a atividade do setor de serviços chinês cresceu no ritmo mais forte em três meses em maio, impulsionada por novos negócios e melhora na demanda externa.

Analistas do Goldman Sachs mantiveram visão positiva sobre ações chinesas A-share, citando melhora nas perspectivas de crescimento e exposição ao setor de tecnologia.

Uma investigação dos EUA concluiu, nesta terça-feira que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a mesma usada para justificar a proposta de tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Ainda não está claro se as tarifas serão cumulativas.

O Brasil foi incluído no grupo que poderá enfrentar a sobretaxa de 12,5%, ao lado de China, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul.

Segundo o relatório, o país não possui mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países.

Os EUA argumentam que essa falha cria concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos e contribui para a manutenção do trabalho escravo moderno nas cadeias globais de produção.

A proposta ainda não entrou em vigor. O governo americano receberá contribuições públicas até 6 de julho, e realizará audiências sobre o tema em 7 de julho antes de decidir sobre a implementação das tarifas.

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Tingshu Wang

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Governo brasileiro já esperava sobretaxa relacionada a trabalho forçado e segue dizendo ser decisão política dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 06:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro já esperavam que os Estados Unidos propusessem sobretaxa na importação de itens produzidos com trabalho forçado.

No entendimento de interlocutores do governo, a nova taxa será somada aos 25% anunciados na segunda-feira (1°). Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximo aos 40% impostos no ano passado.

A defesa contra essa nova taxação deve seguir o mesmo caminho da adotada em relação aos 25%: diálogo com os Estados Unidos até o prazo final da investigação.

Em abril, o Brasil apresentou uma defesa que a diplomacia classificou como técnica, ressaltando os números do combate ao trabalho escravo, como a criação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, em 2003, e a criação da “Lista Suja”, pela qual empregadores flagrados explorando mão de obra escrava perdem financiamentos em bancos públicos.

Nesta quarta (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, irá a um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, onde também estará o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.

Fontes que acompanham o ministro afirmam que ainda não há nada marcado entre os dois, mas que Vieira deve tentar se reunir com Greer.

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O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 04:51

Trabalho e Carreira O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa Levantamento do CIEE com mais de 8,8 mil jovens mostra também que flexibilidade aparece atrás de ambiente de trabalho e reputação da empresa. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Oportunidade de crescimento profissional é o principal fator na escolha de emprego para 54% dos jovens brasileiros, segundo pesquisa do CIEE com mais de 8,8 mil entrevistados.

Boa remuneração e benefícios aparecem em segundo lugar (43%), seguidos por ambiente de trabalho agradável (31%).

Saúde mental ganhou peso entre as prioridades: 98% consideram importante trabalhar em empresas que valorizem o tema.

Apesar do debate sobre home office, flexibilidade no trabalho ficou atrás de fatores como reputação da empresa e ambiente saudável.

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina; jovens têm ficado fora do mercado de trabalho por opção das empresas — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

A oportunidade de crescimento profissional, a boa remuneração e um ambiente de trabalho saudável estão entre os principais fatores levados em consideração pelos jovens brasileiros na hora de escolher onde trabalhar.

É o que aponta uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com mais de 8,8 mil jovens de 14 a 24 anos em todo o país.

Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que a oportunidade de crescimento é o principal motivo para escolher uma empresa. Em seguida aparecem boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%).

A pesquisa indica que a nova geração busca mais do que salário. Para 79% dos jovens, remuneração e benefícios são importantes, mas não representam o principal critério na escolha do emprego ideal. O resultado reforça uma visão mais ampla sobre o trabalho, que inclui bem-estar, desenvolvimento e propósito.

Outro dado que chama atenção é a importância dada à saúde mental: 98% consideram muito importante trabalhar em empresas que valorizem o tema, e 93% afirmam concordar totalmente com essa necessidade.

O levantamento também mostra que os jovens querem trabalhar em empresas onde se sintam valorizados. Quase todos os entrevistados (98%) consideram importante que as organizações valorizem os jovens profissionais, e sete em cada dez afirmam que não trabalhariam em empresas que não compartilham dos mesmos valores.

Apesar do avanço do debate sobre home office e modelos híbridos, a flexibilidade no trabalho apareceu apenas na quinta posição entre os fatores mais relevantes na escolha de uma empresa, empatada com a localização próxima de casa, também com 20% das respostas. A preferência ficou atrás até mesmo da reputação da empresa, citada por 24% dos participantes.

A pesquisa também revela uma forte percepção sobre o papel social das empresas: 98% dos entrevistados acreditam que organizações que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país, enquanto 96% dizem que elas têm papel fundamental para garantir a empregabilidade da juventude brasileira.

54% priorizam oportunidade de crescimento profissional;43% apontam boa remuneração e benefícios;31% valorizam ambiente de trabalho agradável;24% preferem empresas tradicionais ou renomadas;20% consideram flexibilidade no trabalho um diferencial;98% querem trabalhar em empresas que valorizem saúde mental;98% dizem ser importante que empresas valorizem os jovens;7 em cada 10 não trabalhariam em empresas com valores diferentes dos seus.

Para o superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, os dados mostram uma mudança nas expectativas da nova geração.

“Questões como saúde mental, ambiente saudável e identificação com valores corporativos deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas para os jovens. Esta geração está mais atenta não apenas ao propósito da empresa, mas também à compatibilidade com seus próprios objetivos de vida”, afirma.

O levantamento ouviu 8.881 jovens de 14 a 24 anos em todas as regiões do país e tem margem de erro de um ponto percentual.

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Tarifa dos EUA sobre tilápia brasileira pode baratear o peixe no Brasil? Entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 04:51

Agro Tarifa dos EUA sobre tilápia brasileira pode baratear o peixe no Brasil? Entenda Embora os EUA comprem 90% da tilápia exportada pelo Brasil, especialistas avaliam que o volume destinado ao exterior é pequeno para provocar queda relevante nos preços internos. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

A tilápia foi um dos produtos agropecuários que ficaram de fora da lista de exceções da tarifa de 25% anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil, na segunda-feira (1°).

A tilápia é o peixe brasileiro mais exportado, e o principal mercado comprador são os EUA, que são o destino de 90% do volume vendido para o exterior.

Apesar da forte dependência das exportações para os EUA, os embarques representam apenas cerca de 2,1% de toda a produção brasileira de tilápia, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Portanto, mesmo que as exportações diminuam e mais peixe fique disponível no mercado interno, o volume não seria suficiente para provocar uma queda significativa nos preços.

A nova taxa decorre de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, sob a alegação de que as políticas comerciais brasileiras restringem o comércio norte-americano.

A tilápia ficou de fora da lista de exceções da tarifa de 25% proposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros. A medida foi anunciada na segunda-feira (1º) e pode entrar em vigor em 15 de julho.

➡️ Mas, afinal, o consumidor brasileiro pode ser afetado? Não diretamente. A tarifa será paga pelas empresas dos EUA que comprarem produtos brasileiros.

A tilápia é o peixe brasileiro mais exportado, e os EUA são o destino de 90% do volume vendido ao exterior. A dependência do mercado americano é muito maior do que a observada em setores como carne e café, que contam com outros compradores relevantes.

Apesar dessa dependência, as exportações representam apenas cerca de 2,1% de toda a produção brasileira de tilápia, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Por isso, mesmo que as exportações recuem e mais peixe fique disponível no mercado interno, o volume não seria suficiente para provocar uma queda significativa nos preços, afirma Matheus Do Ville Liasch, analista de mercado de tilápia do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Segundo o pesquisador, as exportações brasileiras vinham crescendo e ganhando relevância. Ainda assim, continuam pequenas em relação ao mercado interno e não têm força para alterar os preços de forma significativa.

Para Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), pode haver alguma queda de preços em mercados regionais, mas não em escala nacional.

A nova tarifa foi proposta após a conclusão de uma investigação aberta em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o documento, a medida se justifica porque uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro seria "irrazoável" e "oneraria ou restringiria" o comércio dos EUA.

Ao contrário de produtos como carne e café, dos quais os EUA dependem em maior medida, a tilápia conta com outros fornecedores relevantes para o mercado americano, afirma Liasch. Segundo dados do Cepea, o Brasil ocupa a quarta posição entre os exportadores para os EUA, atrás de China, Colômbia e Indonésia.

Além disso, cerca de 80% do mercado americano de tilápia é composto por filé congelado, enquanto o Brasil exporta principalmente filé fresco, segundo Medeiros.

No ano passado, Trump já havia imposto duas tarifas que foram anuladas pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro de 2026.

as chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado.a sobretaxa de 40% sobre diversos itens brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025.

Segundo o presidente da PeixeBR, essas tarifas reduziram a rentabilidade dos produtores de tilápia, que absorveram parte do custo para evitar uma queda nas vendas. Mesmo assim, as exportações brasileiras para os EUA caíram 43,7% no segundo semestre de 2025.

No mesmo período, o Brasil ampliou as exportações de tilápia para o Canadá. Mas Liasch afirma que a abertura de novos mercados é uma estratégia de longo prazo e o Brasil deve continuar dependente dos EUA para exportar o peixe.

Para Medeiros, ainda é cedo para medir os impactos da medida. Segundo ele, será preciso avaliar se concorrentes do Brasil, como a Colômbia, também serão alvo de tarifas.

Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), destaca que a tilápia não está entre os produtos diretamente citados na investigação conduzida com base na Seção 301.

"Por isso, esperamos que haja sensibilidade durante o processo de consulta pública e que prevaleça uma análise técnica", afirma.

Carne bovina: cortes frescos, refrigerados ou congelados, com osso ou desossado, incluindo carcaças e cortes de alta qualidade, além de miúdos, carne enlatada e carne seca ou defumada;Frutos do mar e derivados: corais, conchas e materiais similares.Hortaliças e fungos: chuchu, brotos de bambu, castanhas-d'água, orelha-de-pau (wood ears) e cogumelos shiitake secos.Raízes e tubérculos: mandioca (fresca, congelada ou seca), taro, mangarás (yautia), jicama, araruta.Frutas: Tomates (frescos ou refrigerados), cocos (desidratados, frescos, com ou sem casca), fruta-pão, bananas, plátanos, abacaxis, abacates, goiabas, durians, mangas, laranjas, limões, papaias, kiwis, etrogs.Nozes: cocos, castanhas-do-pará, castanhas-de-caju, macadâmias.Café e outros estimulantes: café torrado, não torrado, descafeinado ou não, chá verde, chá preto, erva-mate.Bebidas e estimulantes: café (grão, torrado, cascas e substitutos), chás (verde e preto), erva-mate e cacau (grãos, pasta, manteiga e pó).Cacau e derivados: grãos, cascas, pasta, manteiga e pó de cacau sem açúcar.Especiarias: Pimenta, baunilha, canela, cravo, noz-moscada, gengibre, açafrão e cúrcuma.Produtos processados: Amido de mandioca, tapioca, sucos de frutas (laranja, limão, abacaxi e açaí) e preparações de açaí.

Minérios: minério de ferro, manganês, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho, cromo, tungstênio, urânio, titânio e prata.Minerais: grafite natural, caulim, fosfatos de cálcio, sulfato de bário (barita), magnésita e amianto.Energia e combustíveis: carvão (antracito e betuminoso), coque, gás de carvão, óleos de petróleo (crus e refinados), querosene, lubrificantes, gás natural liquefeito, propano, butano e energia elétrica.

Químicos industriais: iodo, silício, arsênio, selênio, óxidos de zinco e titânio, e diversos compostos orgânicos e inorgânicos.Fertilizantes: ureia, sulfato de amônio, nitrato de sódio, cloreto de potássio e fertilizantes fosfatados.Saúde e Farmacêuticos: vacinas (humanas e veterinárias), sangue humano, antissoros, toxinas, antibióticos (penicilinas, estreptomicinas, tetraciclinas, etc.), hormônios (insulina, cortisona, estrogênios), vitaminas, contraceptivos químicos e kits de ensaios clínicos.

Motores e peças: motores de pistão, turbojatos, turbopropulsores e suas partes.Componentes de voo: hélices, rotores, trens de pouso e fuselagens.Equipamentos internos: assentos de aeronaves, aparelhos de respiração, caixas-pretas (flight data recorders) e instrumentos de navegação aérea (pilotos automáticos e bússolas).Materiais diversos: tubos de plástico, pneus de borracha, juntas de vedação e vidros de segurança laminados, desde que destinados ao uso em aeronaves.Madeira: teca, mogno, balsa e virola (em toras ou serradas).Papel e celulose: polpa de madeira química e diversos produtos de papel.Metais preciosos: ouro, prata e platina (em formas brutas ou manufaturadas).Tecnologia: Máquinas para fabricação de semicondutores, circuitos integrados eletrônicos e processadores.

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Por que investidores seguem a multidão? Entenda o comportamento de manada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 03:47

g1 explica Por que investidores seguem a multidão? Entenda o comportamento de manada No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Seguir as decisões da maioria é um comportamento comum e, na economia, recebe o nome de comportamento de manada. A tendência faz com que muitas pessoas invistam em determinado ativo apenas porque ele está atraindo cada vez mais investidores.

Esse movimento costuma ganhar força em momentos de alta dos mercados. Com mais compradores, os preços sobem, reforçando a percepção de que o investimento é uma aposta segura, mesmo quando a valorização não reflete o valor real do ativo.

Episódios como a bolha das tulipas na Holanda, a crise das empresas de tecnologia e a crise financeira de 2008 mostram os riscos desse comportamento. Especialistas alertam que consenso não é garantia de acerto e que o entusiasmo coletivo pode aumentar a exposição a perdas.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Live shopping: como transmissões ao vivo viraram estratégia para vender milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/06/2026 03:47

Empreendedorismo Guia do empreendedor Live shopping: como transmissões ao vivo viraram estratégia para vender milhões Formato combina entretenimento e vendas em tempo real, com interação direta com o público e ofertas que incentivam compras rápidas. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

As chamadas “live shop” ou “live shopping” — também conhecidas como live commerce — são transmissões ao vivo voltadas à venda nas redes sociais que vêm se consolidando como uma nova estratégia de negócios no ambiente digital.

O formato combina entretenimento, interação em tempo real e ofertas com senso de urgência para estimular compras online. Durante as transmissões, os vendedores apresentam produtos, tiram dúvidas dos consumidores e oferecem descontos ou estoques limitados para incentivar decisões rápidas.

Segundo especialistas, o diferencial está na proximidade com o público e na possibilidade de interação instantânea, o que aumenta as chances de conversão em vendas. A estratégia também tem sido adotada por pequenos empreendedores, muitas vezes com o uso apenas do celular.

Especialistas apontam que simplificar o processo de compra é um dos principais fatores para o sucesso das vendas ao vivo. Neste vídeo, o g1 mostra como funciona o modelo de live shop e por que ele tem atraído desde pequenos negócios até operações que já faturam milhões nas redes sociais.

Vender ao vivo virou febre: como funciona o modelo que já fatura milhões nas redes — Foto: Reprodução/Magnific

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Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/06/2026 02:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP Empreendedoras criaram gastrobar no Itaim Paulista, faturam R$ 1,5 milhão por ano e apostam na Copa do Mundo para ampliar público e abrir nova unidade. Por PEGN

Duas empreendedoras transformaram a paixão pelo futebol em um gastrobar temático no Itaim Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O negócio mistura clima de estádio com gastronomia mais sofisticada.

O bar surgiu após uma primeira experiência de Stefany Marques com uma balada temática de futebol. Depois da queda no movimento, ela se uniu à sócia Fernanda Tardochi para criar um novo modelo de negócio.

Hoje, o empreendimento conta com 25 funcionários, ticket médio de R$ 80 e faturamento anual de R$ 1,5 milhão. O cardápio inclui pratos e drinques inspirados em craques do futebol mundial.

Para a Copa do Mundo, as empresárias querem ampliar a capacidade do espaço de 120 para 200 clientes e planejam abrir uma nova unidade no centro de São Paulo.

Com grafites de jogadores nas paredes, telões espalhados pelo salão e pratos inspirados em craques do futebol mundial, um gastrobar na Zona Leste de São Paulo encontrou no esporte mais popular do país a fórmula para atrair clientes e crescer.

À frente do negócio estão as sócias Stefany Marques e Fernanda Tardochi, que transformaram a paixão pelo futebol em um empreendimento que hoje fatura cerca de R$ 1,5 milhão por ano.

O bar, localizado no Itaim Paulista, nasceu da vontade de Stefany de empreender em um segmento com o qual já tinha familiaridade. Filha de donos de restaurante, ela cresceu acompanhando a rotina da família no setor alimentício, mas decidiu apostar em um modelo próprio de negócio.

A primeira tentativa foi uma balada temática de futebol. Apesar do bom início, o formato perdeu força com o passar do tempo. “Balada tem uma durabilidade. Você abre, tem um ‘start’ de dois anos e depois acaba tendo uma caída”, afirma Stefany.

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

Foi nesse período que Fernanda entrou para a sociedade. O que começou como apoio durante a reforma do novo espaço virou parceria definitiva. Hoje, as duas dividem a gestão do negócio: Stefany cuida da área financeira e das compras, enquanto Fernanda lidera o marketing e a gestão da equipe.

A proposta do gastrobar foi unir o clima descontraído dos bares esportivos com pratos mais elaborados. Para isso, elas contrataram um chef que já havia trabalhado em restaurantes renomados da capital paulista.

A ideia era levar uma experiência gastronômica diferenciada para a região, evitando que moradores precisassem se deslocar até áreas centrais da cidade.

Hoje, o negócio conta com 25 funcionários e ticket médio de R$ 80. No cardápio, pratos e drinques levam nomes ligados ao universo do futebol, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

Para a Copa do Mundo, as empresárias criaram ainda uma sobremesa inspirada nas cores da seleção brasileira. A expectativa é que o torneio impulsione ainda mais o movimento da casa.

As sócias planejam ampliar a capacidade do espaço de 120 para 200 clientes, investir em decoração temática, telões e apresentações musicais durante os jogos.

Além da movimentação esperada com a Copa, as empresárias já pensam nos próximos passos. O plano é abrir uma nova unidade na região central de São Paulo para atingir um público ainda maior.

“A nossa chance é conquistar os clientes enquanto eles estão aqui. Se tiverem um bom atendimento, boa comida e bons drinks, as chances de eles voltarem são altas”, diz Fernanda.

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua Rafael Monteiro Valeiro 178 – Itaim Paulista São Paulo /SP – CEP: 08140-020📞 Telefone: (11) 94600-4577🌐 Site: https://livemenu.app/menu/65de1f76da37e20071ba67ee📧 E-mail: campinhogastrobar@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/campinhogastrobar/?hl=pt-br

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

EUA propõem sobretaxa a 60 países por falha no combate ao trabalho forçado; Brasil está na lista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 00:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

A Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) determinou, nesta quarta-feira (3), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em impor e fiscalizar efetivamente a proibição de importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos vindos dessas economias.

A decisão se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após uma investigação iniciada em março deste ano. Esse é o mesmo texto utilizado para basear a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.

Segundo o relatório oficial, a prática desses países é considerada "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos.

10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de Acordos de Comércio Recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.

12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o embaixador Jamieson Greer. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais essa disparidade."

Em relação ao Brasil, a investigação concluiu que o país falhou em impor e fiscalizar uma proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado.

De acordo com o relatório, embora o Brasil assuma compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda carece de uma proibição legal efetiva que impeça, na prática, a entrada de mercadorias produzidas nessas condições em seu mercado interno.

Portanto, a conduta do Brasil foi classificada como irracional e prejudicial ao comércio norte-americano.

O relatório também detalha estudos de caso setoriais, apontando o risco de trabalho forçado na produção de arroz em Myanmar e de tabaco no Malaui. Além disso, países europeus como Polônia e Espanha são citados como mercados de destino para exportações que concorrem diretamente com os produtos americanos.

O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, falam à imprensa após negociações comerciais com a China em Genebra — Foto: Martial Trezzini/Handout via Reuters

A medida ainda passará por um período de consulta pública antes de ser implementada. O governo americano receberá comentários por escrito até o dia 6 de julho de 2026. No dia seguinte, 7 de julho, o USTR realizará audiências públicas para discutir as ações propostas.

A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir que mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos circulem livremente.

África do SulArgéliaAngolaArgentinaAustráliaBahamasBahreinBangladeshBrasilCambojaCanadáCatarCazaquistãoChileChina (República Popular da China)ColômbiaCoreia do SulCosta RicaEgitoEl SalvadorEmirados Árabes UnidosEquadorFilipinasGuatemalaGuianaHondurasHong Kong, ChinaÍndiaIndonésiaIraqueIsraelJapãoJordâniaKuwaitLíbiaMalásiaMarrocosMéxicoNicaráguaNigériaNoruegaNova ZelândiaOmãPaquistãoPeruReino UnidoRepública DominicanaRússiaArábia SauditaSingapuraSri LankaSuíçaTaiwanTailândiaTrinidad e TobagoTurquia União EuropeiaUruguaiVenezuelaVietnã

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Vai trabalhar no Corpus Christi? Veja quando dá para emendar e quais são seus direitos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 00:56

Trabalho e Carreira Vai trabalhar no Corpus Christi? Veja quando dá para emendar e quais são seus direitos Data é ponto facultativo nacional, mas pode virar feriado em estados e municípios; trabalhador escalado pode ter direito a pagamento em dobro ou folga compensatória. Por Redação g1 — São Paulo

O Corpus Christi, celebrado na próxima quinta-feira (4), pode render um “feriadão” de até quatro dias para parte dos trabalhadores brasileiros. A data é considerada ponto facultativo nacional.

Estados e municípios podem transformar a celebração em feriado religioso por meio de regulamentação local, o que permite a emenda e prolonga o descanso em algumas cidades.

Quem conseguir folga na sexta-feira (5) e não trabalhar aos fins de semana poderá descansar de quinta a domingo.

Nas cidades onde Corpus Christi é feriado, trabalhadores escalados têm direito a pagamento em dobro ou folga compensatória.

Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” de Corpus Christi, celebrado na próxima quinta-feira (4).

A data é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso. (veja em quais capitais a data garante folga)

Como a celebração cai em uma quinta-feira, o descanso pode chegar a quatro dias seguidos para quem conseguir folga na sexta-feira (5) e não trabalhar aos fins de semana. Veja como fica o calendário:

4 de junho: Corpus Christi (ponto facultativo);5 de junho: ponto facultativo;6 de junho (sábado): folga para quem não trabalha aos fins de semana;7 de junho (domingo): folga para quem não trabalha aos fins de semana.

Nas cidades onde Corpus Christi é considerado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Ainda assim, a legislação permite o funcionamento de atividades consideradas essenciais. (confira quais abaixo)

⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar na data tem direitos assegurados, como remuneração em dobro ou um dia de folga compensatória.

🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?⚖️ Quais são os meus direitos?💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa? ➡️ Quem pode emendar o feriado?⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?📆 Quais são os próximos feriados de 2026?

Corpus Christi: ruas do país ganham tapetes coloridos confeccionados por fiéis — Foto: Reprodução/TV Globo

Sim. Apesar de o artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores da indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários e atividades ligadas à segurança, entre outros.

Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho — acordo previamente firmado entre empregadores e sindicatos.

Para quem trabalha no feriado, a legislação garante o pagamento em dobro ou a compensação com folga em outro dia.

"Se houver banco de horas, também é possível lançar essas horas trabalhadas, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do AC Burlamaqui Consultores.

A definição do tipo de compensação — pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória — geralmente é determinada em acordo firmado entre empregador e sindicato.

Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.

"O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.

Depende. A ausência pode ser caracterizada como insubordinação — ou seja, desobediência a um superior hierárquico.

"Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.

Assim, a demissão por justa causa geralmente resulta de um processo que inclui advertências formais e tentativas de correção de comportamento.

Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.

""A falta injustificada deve ser repreendida. No entanto, para a caracterização de justa causa, outros fatores precisam ser analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função exercida pelo empregado", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.

Por cair em uma quinta-feira (4), o Corpus Christi abre a possibilidade de muitos trabalhadores “emendarem” a folga com o fim de semana, chegando a quatro dias seguidos de descanso.

Apesar disso, é importante destacar que a sexta-feira (5) não é feriado nacional, mas um dia normal de trabalho.

Assim, a possibilidade de emenda depende das regras de cada empresa, no caso do setor privado, e de decisões dos governos municipais, estaduais e federal, no caso dos servidores públicos. Veja abaixo:

Segundo a advogada trabalhista Vanessa Carvalho, a legislação não obriga o empregador a conceder a chamada “emenda de feriado” aos funcionários.

"No entanto, é possível — e bastante comum — que o tema seja objeto de negociação entre as partes, empregadores e empregados", completa a especialista.

Uma alternativa é a compensação das horas não trabalhadas por meio de banco de horas, trabalho em um sábado ou acréscimo de até duas horas na jornada diária ao longo da semana.

Também há empresas que concedem a folga espontaneamente. Nesses casos, o empregador não pode descontar o dia nem exigir compensação posterior.

Para os servidores federais, a sexta-feira (05) será ponto facultativo, conforme o calendário divulgado pelo governo no fim do ano passado.

Já para servidores estaduais e municipais, a adoção do ponto facultativo depende de decisão de cada administração local. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura determinou a suspensão do expediente, com compensação posterior das horas não trabalhadas.

Nesses casos, servidores, estagiários e residentes deverão repor as horas entre janeiro e setembro de 2026. A administração municipal também poderá instituir plantões, se necessário.

➡️ Vale lembrar que os serviços considerados essenciais continuam funcionando normalmente, sem alteração na jornada de trabalho.

As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.

No entanto, trabalhadores contratados em regime temporário podem ter condições específicas previstas em contrato.

Para o trabalhador contratado em regime de trabalho intermitente — previsão legal incluída na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017 —, o pagamento pelos dias trabalhados em feriados deve ser acordado no momento da contratação.

O contrato deve especificar o valor da hora trabalhada, que já precisa considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou por horas extras.

Dessa forma, o trabalhador intermitente recebe exatamente o valor previamente combinado para os dias efetivamente trabalhados, incluindo feriados, explica o advogado Luís Nicoli.

Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano.

Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida).

Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifa de 25% dos EUA pode atingir aço, suco e máquinas; veja produtos fora da lista de isenção

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 00:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

Apesar da lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, diversos produtos brasileiros ainda poderão ser atingidos pela tarifa de 25% proposta pelo país após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A medida foi anunciada na segunda-feira (1º) e tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. (entenda aqui como funciona)

Segundo o governo americano, a tarifa é uma resposta a práticas e políticas adotadas pelo Brasil que, na avaliação dos EUA, seriam "irrazoáveis" e prejudicariam o comércio norte-americano.

Apesar da sobretaxa, uma lista de exceções divulgada pelo USTR preserva alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado americano, como petróleo bruto, aeronaves, café e celulose.

Outros itens relevantes da pauta exportadora brasileira, porém, ficaram de fora das isenções e podem enfrentar a cobrança adicional.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que os produtos semiacabados de ferro e aço foram o segundo item mais exportado pelo Brasil para os EUA em 2025, com vendas de US$ 3,36 bilhões, o equivalente a 8,92% do total embarcado.

Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado parte das tarifas impostas por Trump, as taxas aplicadas ao aço e ao alumínio permaneceram em vigor, inclusive para o Brasil.

Isso porque elas foram adotadas com base na Seção 232, que não foi afetada pela decisão judicial.

🔎 O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta terça-feira (2) que a nova proposta do governo de Donald Trump pode impactar 21% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. De acordo com ele, cerca de 25% das mercadorias brasileiras já estão sujeitas a sobretaxas previstas na Seção 232, que inclui itens como aço, alumínio e autopeças. Outros 54% das exportações não são afetadas por tarifas.

Embora a lista de exceções contemple algumas categorias específicas ligadas ao setor siderúrgico, como ferroligas, produtos de redução direta e determinados tubos de aço utilizados na aviação, os produtos semiacabados, lingotes e formas primárias de aço não aparecem entre os itens isentos.

Outro segmento relevante é o de ferro-gusa, spiegel e ferro-esponja, que movimentou US$ 1,74 bilhão em exportações no ano passado, representando 4,63% da pauta brasileira para os EUA.

Parte dessa categoria pode ser beneficiada pelas exceções concedidas às ferroligas, mas outros produtos do grupo não foram mencionados na lista de isenções.

Entre os produtos agroindustriais, os sucos de frutas e vegetais aparecem entre os mais vulneráveis à nova tarifa. As exportações do setor somaram US$ 1,61 bilhão em 2025, correspondendo a 4,28% das vendas brasileiras para os Estados Unidos.

A lista de exceções inclui frutas frescas, secas, congeladas e até polpas, mas não contempla os sucos industrializados.

Também podem ser impactados os equipamentos e instalações utilizados em obras e projetos de engenharia civil. O segmento exportou US$ 1,38 bilhão para os EUA em 2025, o equivalente a 3,67% do total.

Embora algumas máquinas e equipamentos industriais tenham sido incluídos nas isenções, o benefício está restrito a produtos destinados ao setor aeronáutico, deixando de fora boa parte do maquinário empregado na construção civil e em projetos de infraestrutura.

Além dos principais produtos da pauta exportadora, outros itens com participação relevante também não aparecem entre as exceções anunciadas pelos EUA.

🧱 Cal, cimento e materiais de construção: US$ 794 milhões (2,11%). Não aparecem na lista de isenções.⚡ Máquinas de energia elétrica: US$ 660 milhões (1,75%). Isenções focam no setor aeroespacial, sem incluir máquinas de uso geral.🛞 Pneus de borracha: US$ 536 milhões (1,42%). Isenção restrita apenas a pneus para aeronaves.🧪 Alumina (óxido de alumínio): US$ 463 milhões (1,23%). O minério (bauxita) é isento, mas o produto processado não.🐄 Óleos e gorduras animais: US$ 450 milhões (1,19%). Não estão na lista de isenções.✈️ Motores de pistão e partes: US$ 435 milhões (1,15%). Isenção válida apenas quando destinados a aeronaves.🌳 Madeira (folheados, compensados e aglomerados): cerca de US$ 360 milhões (0,95%). Sem previsão de isenção.

No caso dos pneus, a isenção prevista pelos EUA se aplica apenas aos modelos destinados à aviação. Já para a madeira, as exceções contemplam apenas algumas espécies específicas, como teca, mogno, virola e balsa.

Por outro lado, alguns dos produtos mais importantes da pauta brasileira ficaram protegidos pela lista de isenções divulgada pelo USTR.

O petróleo bruto, principal item exportado pelo Brasil aos EUA em 2025, com vendas de US$ 4,7 bilhões e participação de 12,48%, está entre os produtos preservados. (veja aqui a lista completa)

🛢️ Petróleo bruto e derivados (óleos de petróleo crus e refinados, combustíveis e gás natural)✈️ Aeronaves, motores, peças e componentes aeronáuticos☕ Café (torrado, não torrado e descafeinado)🥩 Carne bovina (fresca, refrigerada, congelada, enlatada e processada)📄 Celulose e produtos de papel🧪 Produtos químicos industriais🌱 Fertilizantes (ureia, cloreto de potássio, nitrato de sódio e outros)💊 Medicamentos, vacinas e produtos farmacêuticos⛏️ Minério de ferro e outros minerais (manganês, cobre, níquel, alumínio, zinco, estanho, titânio, entre outros)🥭 Frutas e produtos agrícolas (laranja, manga, banana, abacaxi, coco, abacate, limão e outras)🥜 Castanhas (castanha-do-pará, castanha de caju e macadâmia)🍫 Cacau e derivados🌶️ Especiarias (pimenta, canela, gengibre, cúrcuma, baunilha e outras)🧉 Chás e erva-mate💻 Semicondutores, processadores e máquinas para fabricação de chips🪙 Ouro, prata e platina

Segundo documento divulgado pelo USTR, a investigação aberta pelo governo americano concluiu que o governo brasileiro adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.

Quando a investigação foi aberta, em julho de 2025, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, já tinha afirmado que havia documentado "práticas comerciais desleais do Brasil que restringem o acesso de exportadores americanos ao seu mercado há décadas", mas não apresentou evidências para sustentar a acusação.

Com base nessas conclusões, os EUA propuseram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, embora tenham incluído uma lista de exceções para diversos produtos.

O processo ainda não é definitivo: haverá consultas públicas e audiência marcada para 6 de julho de 2026, e a decisão final deve ser tomada até 15 de julho de 2026.

Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente impor tarifas de forma unilateral.

Com isso, foram anuladas todas as tarifas baseadas nesse instrumento, incluindo as tarifas “recíprocas” de 10% e uma sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros anunciada anteriormente.

Após a decisão, Trump passou a usar outro mecanismo legal para aplicar uma tarifa global de 10% para os produtos importados de todas as origens, com exceção daqueles já sujeitos às tarifas da Seção 232.

Diversos produtos passaram a ser atingidos pela alíquota adicional de 10%, incluindo máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, produtos químicos, madeira e derivados, rochas ornamentais, café solúvel, pescados e mel.

Já sob a Seção 232, continuam em vigor tarifas mais elevadas, de 25%, aplicadas principalmente sobre aço e alumínio, independentemente do país de origem.

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