RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Lula lança linha de crédito para compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores de app; veja regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,6%Dólar TurismoR$ 5,278-0,73%Euro ComercialR$ 5,870-0,63%Euro TurismoR$ 6,124-0,66%B3Ibovespa171.902 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,6%Dólar TurismoR$ 5,278-0,73%Euro ComercialR$ 5,870-0,63%Euro TurismoR$ 6,124-0,66%B3Ibovespa171.902 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,6%Dólar TurismoR$ 5,278-0,73%Euro ComercialR$ 5,870-0,63%Euro TurismoR$ 6,124-0,66%B3Ibovespa171.902 pts0,24%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta sexta-feira (12) uma linha de crédito especial para a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores que trabalham por aplicativos.

Entre os objetivos da linha de crédito, que estará disponível a partir de 13 de julho, estão a descarbonização e a renovação da frota de motos e bicicletas em circulação.

Conforme o governo, poderão adquirir os veículos os motociclistas ou ciclistas que prestam serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de carga. A linha contemplará motoristas celetistas.

"O ponto central é reconhecer a importância desses trabalhadores, o papel que essa linha tem de aumentar o bem-estar, reconhecer o papel desses trabalhadores para sociedade, vai levar ao aumento de produtividade, renovação e descarbonização. Tem mais ou menos 1 milhão de trabalhadores nessa situação", afirmou Bruno Moretti, ministro do Planejamento.

Para participar, os profissionais devem comprovar pelo menos seis meses de atividade e um histórico mínimo de cem corridas realizadas.

O processo de adesão ocorre por meio de um portal digital oficial, onde o usuário autoriza o compartilhamento de dados para validar sua elegibilidade junto a instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil.

motos flex – até 160 cilindradasbicicletas e autopropelidos elétricos – até 1000 Wattsmotos, motonetas e ciclomotores elétricos – até 7500 Watts

Segundo o anúncio feito pelo governo federal no Palácio do Planalto, a taxa será de 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens. E de 11,5% ao ano (0,91% ao mês), para mulheres.

O prazo do financiamento será de 48 meses. A carência, prazo de tolerância concedido pela instituição financeira antes que o pagamento da primeira parcela seja iniciado, será de dois meses.

Ao apresentar a linha de crédito, o governo deu como exemplo uma operação financeira de R$ 21 mil. A prestação, nesse caso, ficaria em R$ 552.

O Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo público, será utilizado para reduzir o risco do crédito, com coberturas de 50% da carteira e 100% da operação.

Motociclistas de app cobram mais ações educativas para passageiros para melhorar segurança — Foto: Thiago Gadelha/SVM

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Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:02

Tecnologia Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta Usuários relatam dificuldades para acessar a versão web das plataformas; Meta, dona das redes sociais, ainda não se manifestou. Por Redação g1

O Instagram e o Facebook apresentam instabilidade na manhã desta sexta-feira (12). Usuários relatam dificuldades para acessar as redes sociais, principalmente pelas versões web, nos navegadores.

"Instagram tá fora? Tô tentando postar lá, mas não carrega", escreveu um usuário no X. "Instagram caiu logo hoje, no Dia dos Namorados. Que coisa boa", ironizou outro. "Facebook caiu, Instagram caiu. Ai que ódio, sempre o Twitter salvando…", comentou outra pessoa. (veja repercussão).

O problema começou por volta das 10h45 (horário de Brasília). O Downdetector, plataforma que monitora falhas em serviços online, registrou um pico de relatos de instabilidade no Instagram, no Facebook e também no WhatsApp, todos pertencentes à Meta.

A imprensa internacional também tem repercutido a queda dos serviços da Meta, o que indica que o problema pode ter alcance global.

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Preço dos alimentos em maio: o que ficou mais caro e o que barateou no mês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 11:00

Agro Preço dos alimentos em maio: o que ficou mais caro e o que barateou no mês Alimentos consumidos em casa subiram 1,65%, com destaque para a batata-inglesa, o tomate, a cebola e as carnes. Por outro lado, o café moído e as frutas baratearam. Por Redação g1, g1 — São Paulo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração em relação a abril, quando os preços haviam avançado 0,67%, mostram dados do IBGE, divulgados nesta sexta-feira (12).

Apesar da desaceleração, os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação. Sozinho, o grupo de Alimentação e Bebibas respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA, ao registrar alta de 1,33%.

Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 1,65% mais caros em maio. As maiores altas foram observadas na batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%).

“O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%.

Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril.

Batata-inglesa: +44,69%Pepino: +44,3%Tomate: +20,62%Cebola: +16,8%Morango: +16,6%Cenoura: +8,93%Feijão-carioca (rajado): +6,44%Leite de coco: +5,14%Filé-mignon: +4,48%Carne-seca e de sol: +4,09%Picanha: +3,97%Sal: +3,76%Couve-flor: +3,66%Brócolis: +3,65%Banana-da-terra: +3,27%Peito: +3,18%Mamão: +2,97%Peixe-sardinha: +2,79%Melão: +2,78%Lagarto redondo: +2,63%

Abobrinha: -11,43%Laranja-lima: -9,87%Peixe-cavala: -9,37%Peixe-palombeta: -9,21%Peixe-serra: -9,03%Laranja-baía: -7,4%Pimentão: -6,99%Maracujá: -6,23%Peixe-anchova: -5,29%Açaí (emulsão): -5,19%Peixe-castanha: -5,08%Peixe-corvina: -4,08%Banana-d'água: -4,01%Inhame: -3,99%Batata-doce: -3,71%Peixe-pescada: -3,71%Peixe-dourada: -3,6%Peixe-cação: -3,2%Caranguejo: -2,7%Polpa de fruta (congelada): -2,5%

Depois do grupo de alimentação, a Habitação foi o que mais impactou a inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês.

Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice.

Alimentação e bebida: 1,33%;Habitação: 1,22%;Artigos de residência: 0,08%;Vestuário: 0,62%;Transportes: -0,46%;Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;Despesas pessoais: 0,41%;Educação: 0,00%;Comunicação: 0,23%.

A inflação da habitação em maio foi impulsionada principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês.

Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.

Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores.

No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%.

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Hyundai lança i20 no Brasil por R$ 99.990, desafia onda dos SUVs com novo hatch; veja o teste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 11:00

Carros Hyundai lança i20 no Brasil por R$ 99.990, desafia onda dos SUVs com novo hatch; veja o teste Modelo é fabricado no Brasil, não substituirá o HB20 e disputará clientes de SUVs de entrada, como Renault Kardian, Fiat Pulse e Volkswagen Tera. Por André Fogaça, g1 — Tatuí (SP)

A Hyundai apresentou nesta sexta-feira (12) seu principal lançamento de 2026: o hatch i20. Em um momento em que a maior parte das montadoras aposta em SUVs de diferentes tamanhos no mercado brasileiro, a marca coreana lança mais um compacto para dividir espaço com um de seus campeões de vendas, o HB20.

O mercado, inclusive, chegou a especular que o i20 poderia substituir o HB20. A Hyundai, porém, afirma que os dois modelos vão conviver em harmonia, sem disputar o mesmo público. Para isso, o novo hatch aposta em um visual mais moderno, acabamento interno mais refinado e preços que vão de R$ 99.990 a R$ 139.990.

Fabricado em Piracicaba (SP) e exportado para outros mercados, p carro tem linhas mais marcadas e adota a nova moda da faixa de LED que conecta os faróis na dianteira. Na traseira, as lanternas também são interligadas, mas tem um desenho geral mais parecido com o HB20.

As rodas são de 17 polegadas, o que acompanha o estilo mais agressivo. O i20 também é um pouco maior que o HB20: tem 12 centímetros a mais de comprimento, seis de largura, dois de altura e cinco de entre-eixos.

Mas as diferenças mais importantes estão no interior. O novo volante dispensa o tradicional "H" da marca. O i20 também traz um novo painel digital, mais bonito e com mostradores fixos, além de uma central multimídia bem aumentada, agora com 12,3 polegadas.

Mesmo que a pegada seja mais tecnológica que o HB20, os botões físicos ainda predominam. Os comandos do ar-condicionado ganharam nova disposição e formam uma espécie de torre, ligando o console central à central multimídia.

Quem tem estatura mediana e se senta no banco traseiro dificilmente encosta os joelhos no assento da frente. O porta-malas comporta 346 litros de bagagem, 46 litros a mais que o do HB20.

E aí terminam as diferenças. O i20 terá versões de motor 1.0 aspirado e 1.0 turbo, praticamente idênticas às possibilidades encontradas no irmão menor. Agora, são 115 cv de potência, combinados a 17,5 kgfm de torque.

A perda de 5 cv mantém a experiência ao conduzir já conhecida de quem dirigiu um HB20. A posição ao volante também é praticamente a mesma, mantendo uma das principais qualidades do modelo: a sensação de um hatch leve e ágil.

O ajuste da suspensão do i20 privilegia o conforto, uma tradição da Hyundai que vai dos modelos mais básicos aos SUVs.

Tanto nas ondulações do circuito fechado em Tuiuti (SP) quanto em trechos de terra e cascalho, a suspensão do i20 absorveu melhor os impactos do que a de rivais como Volkswagen Polo e Fiat Argo. Ao mesmo tempo, mantém a firmeza esperada de um hatch em curvas mais fechadas.

A calibração do câmbio automático também é um acerto. Ao puxar com mais força em uma subida, o i20 reduz rapidamente uma marcha para a retomada e é preciso no momento de engatar a próxima marcha para soltar a aceleração.

Além disso, o atraso entre o comando do acelerador e a resposta do carro é pequeno e não chega a incomodar quem busca reações mais rápidas.

O Brasil vive a era dos SUVs. Desde o ano passado, mais da metade dos carros zero quilômetro vendidos no país pertence ao segmento, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

As montadoras que apostaram em hatches nos últimos anos preferiram mudanças pontuais. A Chevrolet renovou o Onix sem grandes transformações, enquanto o Volkswagen Polo está há bastante tempo sem alterações relevantes.

Surge a pergunta: qual a estratégia da Hyundai? Ao g1, Maurício Jordão, gerente de relações públicas e imprensa da montadora, afirmou que o i20 deve disputar espaço com SUVs de entrada, e não com outros hatches.

“Se você pegar no line-up das outras marcas, você até tem essa proximidade entre um SUV menor, um SUV compacto e aí depois você tem os SUVs maiores. A Hyundai tem o HB20 e já tem o Creta. E é esse nicho do Kardian, do Pulse, do Tera, que o [i20] aqui vai entrar”, afirma Jordão.

Sobre a proximidade do HB20, o executivo afirma que o espaço interno será um dos principais diferenciais do novo modelo.

"A Hyundai não costuma deixar as versões muito próximas para tirar o mesmo preço. Então, se você olhar uma diferença de R$ 1.500 ou R$ 2.000, pode ser que o consumidor escolha pelo pacote de equipamentos", complementou.

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Com Neymar, Panini lança pacote com novas figurinhas para atualizar álbum da Copa do Mundo de 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 09:02

Guia de Compras Com Neymar, Panini lança pacote com novas figurinhas para atualizar álbum da Copa do Mundo de 2026 Pacote complementar traz 120 novas figurinhas de atletas convocados para o Mundial, incluindo Neymar, Manuel Neuer e Pau Cubarsí. Por Redação g1 — São Paulo

Os colecionadores do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 ganharam uma novidade nesta quinta-feira (11). A Panini abriu a pré-venda de um pacote complementar de figurinhas que permite atualizar a coleção com jogadores convocados após o lançamento inicial do álbum.

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Chamado de Update Set, o kit reúne 120 novos cromos. A maioria deles é dedicado a atletas que ficaram fora da versão original da coleção, mas acabaram incluídos nas listas finais das seleções classificadas para o Mundial.

Entre os nomes que passam a integrar o álbum estão o atacante Neymar, da Seleção Brasileira, o goleiro Manuel Neuer, da Alemanha, e o zagueiro Pau Cubarsí, da Espanha.

Segundo a Panini, o objetivo é oferecer aos colecionadores uma forma de manter a coleção alinhada às equipes que efetivamente disputarão a Copa do Mundo de 2026. O pacote inclui atletas que ganharam espaço nas seleções nacionais durante o ciclo preparatório para o torneio.

O Update Set está disponível em pré-venda no site da editora por R$ 119,90. O produto é composto por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos.

A iniciativa segue um modelo adotado pela empresa em grandes competições recentes, permitindo que o álbum reflita as mudanças ocorridas entre o lançamento da coleção e a divulgação das convocações oficiais das seleções.

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Se namorar no trabalho não é proibido, por que tanta gente ainda esconde a relação?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 05:51

Trabalho e Carreira Se namorar no trabalho não é proibido, por que tanta gente ainda esconde a relação? Embora a legislação não proíba romances entre colegas, muitos profissionais ainda evitam tornar a relação pública. Especialistas explicam por quê. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Em julho de 2025, flagrante de um CEO e uma executiva em show expôs relação reservada, reacendendo o debate sobre namoros no ambiente corporativo.

Embora a CLT não proíba relacionamentos entre colegas, profissionais escondem o namoro por medo de julgamentos e pela falta de políticas claras nas empresas.

A revelação pode alterar a percepção profissional do casal. Mulheres costumam enfrentar julgamentos mais severos sobre sua competência e conquistas após assumirem o romance.

Juridicamente, a intimidade é garantida pela Constituição Federal. As empresas não podem punir funcionários, mas têm direito de estabelecer regras de conduta profissional.

Relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira. — Foto: Pexels

Era julho de 2025. Durante um show do Coldplay, as câmeras do estádio flagraram um CEO e uma executiva de uma empresa de tecnologia juntos na plateia. Ao perceberem que estavam aparecendo nos telões, os dois tentaram se esconder.

Nos dias seguintes, o episódio dominou conversas nas redes sociais, nos escritórios e até fora deles. Segundo reportagens publicadas posteriormente, os dois viviam processos de separação de seus respectivos parceiros naquele período.

O caso expôs um relacionamento que vinha sendo mantido de forma reservada e chamou atenção para uma situação comum no mundo corporativo: relacionamentos que existem, mas permanecem fora do radar de colegas e, às vezes, da própria empresa. 🤐

No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não proíbe relacionamentos amorosos entre funcionários da mesma empresa. Ainda assim, manter o namoro em sigilo, pelo menos nos primeiros meses, continua sendo uma escolha comum entre muitos casais.

💭 Mas o que explica esse comportamento? O receio está apenas nas fofocas e nos julgamentos dos colegas? Ou há motivos mais profundos para manter um relacionamento em segredo?

O problema não está na leiO que diz a legislaçãoO que as empresas podem regularQuando há diferença de cargosO desafio que vai além do romanceComo equilibrar amor e carreira

À primeira vista, pode parecer contraditório. Se a legislação brasileira não proíbe relacionamentos entre colegas de trabalho, por que tantas pessoas ainda têm receio de assumir a relação? Para a presidente da ABRH-SP e CEO da Umanni, Eliane Aerea, a resposta está menos na legislação e mais na cultura das organizações.

"Esse medo vai além da questão legal e está ligado à cultura corporativa e à forma como as organizações funcionam", afirma.

Ao tornar um relacionamento público, muitos profissionais passam a se perguntar se continuarão sendo avaliados apenas pelo desempenho ou se a vida pessoal passará a influenciar a forma como são vistos por colegas e líderes.

"As pessoas temem que o relacionamento ofusque suas competências técnicas e suas entregas. Há o medo do julgamento dos pares, do surgimento de fofocas e, principalmente, de que a relação seja interpretada como um potencial conflito de interesses", explica.

Na avaliação da especialista, a insegurança está ligada à possibilidade de que o relacionamento mude a forma como a trajetória profissional será vista dali em diante. Em muitos casos, essa preocupação aumenta quando não existem regras claras.

"Muitas empresas ainda não têm políticas transparentes sobre o tema. Quando não existe uma orientação clara, o espaço é ocupado pelo medo de retaliações silenciosas, como perder oportunidades de promoção ou ser isolado pelos colegas."

Uma das principais preocupações de quem assume um relacionamento no trabalho é perder o controle sobre a forma como será visto pelos colegas. Antes de a relação se tornar conhecida, as interações costumam ser vistas apenas sob a ótica profissional.

🔓 Depois disso, o cenário pode mudar. Conversas reservadas passam a chamar atenção, almoços juntos despertam curiosidade, reuniões ganham novas interpretações e até situações rotineiras podem ser vistas de outra forma, explica Eliane.

Em outras palavras, dois profissionais passam a ser vistos também como um casal. Com isso, comportamentos comuns podem ganhar interpretações diferentes. O resultado é uma sensação de vigilância constante, o que ajuda a explicar por que muitos relacionamentos permanecem em segredo por tanto tempo.

"Qualquer discordância técnica em uma reunião pode ser interpretada como uma briga de casal. Já a concordância pode ser ser vista como favorecimento", afirma a especialista.

Segundo Eliane, um dos receios mais comuns é que conquistas deixem de ser atribuídas ao desempenho profissional e passem a ser associadas ao relacionamento. Essa preocupação é ainda maior quando um dos parceiros é promovido, assume uma função estratégica ou passa a liderar projetos importantes.

"Se um dos parceiros é promovido ou recebe um projeto importante, o casal teme que os colegas atribuam o sucesso ao relacionamento, e não ao mérito", afirma a presidente da ABRH-SP.

Por isso, muitos casais optam por manter a relação reservada até que ela esteja mais consolidada. A decisão não serve apenas para preservar a privacidade, mas também para proteger a reputação profissional.

Embora esses receios possam atingir qualquer profissional, eles nem sempre afetam homens e mulheres da mesma forma, destaca a presidente da ABRH-SP.

♀️ Segundo a especialista, mulheres em relacionamentos no ambiente corporativo costumam enfrentar julgamentos mais severos sobre sua competência, credibilidade e desempenho.

Na prática, isso significa que promoções, aumentos salariais e novas responsabilidades podem ser recebidos com mais desconfiança quando envolvem mulheres.

"Esse viés de gênero é uma realidade que as organizações precisam reconhecer e combater ativamente."

Além disso, quando um relacionamento começa, poucas pessoas pensam em como ele pode terminar, lembra Eliane. Diferentemente de outros casais, colegas de trabalho não podem simplesmente se afastar após uma separação. Eles continuam compartilhando reuniões, projetos, metas e, muitas vezes, o mesmo espaço físico.

Por isso, um relacionamento no trabalho costuma ser encarado com mais cautela. O receio não está apenas na relação em si, mas nos impactos que um eventual término pode trazer para a dinâmica profissional, especialmente quando os dois atuam na mesma equipe ou dependem um do outro para executar tarefas, analisa Eliane.

Apesar das preocupações, especialistas reforçam que relacionamentos amorosos entre colegas não são proibidos pela legislação trabalhista brasileira.

A advogada trabalhista Cristina Pena explica que a intimidade e a vida privada são direitos garantidos pela Constituição Federal. Por isso, uma empresa não pode impedir que funcionários mantenham um relacionamento.

"Proibir as pessoas de se apaixonarem é inconstitucional. Fere os direitos fundamentais da personalidade", afirma.

Na prática, isso significa que o relacionamento, por si só, não pode justificar punições ou demissões. Também não existe obrigação legal de comunicar o namoro à empresa, salvo situações específicas previstas em políticas internas relacionadas a conflitos de interesse.

Embora não possam proibir relacionamentos, as empresas podem estabelecer regras de convivência no ambiente de trabalho.

Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, essas normas devem tratar do comportamento profissional, e não da vida privada.

As organizações podem limitar demonstrações públicas de afeto durante o expediente, criar mecanismos para evitar conflitos de interesse e estabelecer protocolos para relacionamentos com diferença hierárquica.

Se relacionamentos entre colegas já atraem atenção, o cenário se torna mais delicado quando existe diferença hierárquica.

Nesses casos, a principal preocupação não é o relacionamento em si, mas a percepção de justiça nas decisões. Promoções, avaliações e distribuição de oportunidades precisam continuar sendo vistas como imparciais.

Segundo a presidente da ABRH-SP, esse tipo de situação exige atenção redobrada de líderes e do setor de recursos humanos.

"Nesses cenários, é fundamental haver comunicação clara, transparência e critérios objetivos para as decisões."

Existe ainda um aspecto menos visível nessa discussão. Em empresas que lidam com informações estratégicas, projetos confidenciais ou dados sensíveis, relacionamentos exigem cuidados adicionais. Segundo Eliane, o tema também envolve questões de confidencialidade.

Quando duas pessoas mantêm um relacionamento e atuam em áreas relacionadas, cresce a necessidade de respeitar acordos de sigilo e protocolos internos.

O objetivo não é impedir relações pessoais, mas garantir que informações estratégicas continuem protegidas.

Para a presidente da ABRH-SP, a ideia de separar completamente vida pessoal e profissional não corresponde à realidade.

"Somos seres integrais. A separação absoluta entre vida pessoal e profissional é um mito."

Para ela, o desafio está em estabelecer limites saudáveis. Isso exige maturidade emocional, boa comunicação e acordos claros entre o casal.

Uma recomendação comum é evitar levar problemas pessoais para o trabalho e impedir que questões profissionais dominem a vida fora dele.

A especialista também destaca a importância de ambientes organizacionais mais seguros. Em vez de proibir relacionamentos, as empresas podem investir em políticas claras, critérios transparentes e uma cultura que valorize resultados.

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Dia dos Namorados nasceu para você comprar mais: conheça a história da data no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 04:44

Trabalho e Carreira Dia dos Namorados nasceu para você comprar mais: conheça a história da data no Brasil Criada por um publicitário paulistano, a data foi inspirada na véspera de Santo Antônio e transformou os hábitos de consumo dos brasileiros. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Entre buquês, presentes e declarações apaixonadas, o Dia dos Namorados parece girar apenas em torno do amor. Mas sua origem no Brasil revela um objetivo bem mais prático: movimentar o comércio.

A data, comemorada em 12 de junho, foi criada em 1948 como uma estratégia de marketing para aumentar as vendas em um dos meses mais fracos do mercado.

O publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo João Doria Jr., criou a data a pedido de uma loja que queria melhorar os resultados, segundo a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP).

Além de ser uma época de vendas fracas, o dia 12 de junho foi escolhido por ser véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido na cultura popular como o santo casamenteiro.

A primeira campanha publicitária que lançou a data no Brasil usava o slogan: "Não é só com beijos que se prova o amor!".

"Foi uma ideia muito legal porque está intimamente ligada ao negócio. Segundo pesquisas, seis em cada 10 brasileiros acham a data importante", afirma o Antônio Fadiga, vice-presidente da ABAP.

A ideia deu certo, e logo outros lojistas aderiram à campanha. Hoje, o Dia dos Namorados é a terceira data mais importante para o comércio no Brasil, de acordo com o Sebrae.

Apesar de ser uma celebração importante para o comércio, o governo federal não considera a data feriado nem ponto facultativo.

É interessante notar que, em outros países, o dia para celebrar o amor é em fevereiro: o Valentine's Day.

O Dia dos Namorados foi criado para impulsionar as vendas durante o mês de junho — Foto: Arquivo Pessoal

A data escolhida para comemorar o Dia dos Namorados foi a véspera da celebração de Santo Antônio, famoso por ser o santo casamenteiro.

Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio de Lisboa, nasceu em 1195, em Portugal, e tem forte ligação com a Igreja no Brasil. Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ele é padroeiro ou titular de três arquidioceses e 11 dioceses.

Ele ficou conhecido como santo casamenteiro porque, segundo relatos, ajudou uma jovem de Nápoles, no sul da Itália, que queria se casar, mas não tinha dinheiro para o dote, explica o padre Elílio de Faria Matos Júnior, da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG).

Segundo o padre, Santo Antônio entregou à jovem um bilhete para que ela desse a um comerciante. No bilhete, ele pedia que o comerciante desse à moça moedas de prata com o mesmo peso do papel.

"Julgando irrisório o peso do papel, o comerciante aceitou, mas, quando colocou o bilhete num dos pratos da balança, foi preciso colocar no outro 400 escudos de prata”, contou o padre, em entrevista ao g1.

Foi então que, conforme a crença católica, o comerciante se lembrou de que havia prometido esse valor ao santo. Assim, a jovem recebeu a quantia e pôde se casar.

Desde então, muitos fiéis pedem a ajuda de Santo Antônio para casar, fazendo simpatias como colocá-lo de cabeça para baixo, tirar o menino Jesus de seus braços ou procurar sua imagem em bolos, entre outras promessas.

Ex governador de São Paulo publicou um homenagem ao pai, criador do Dia dos Namorados no Brasil — Foto: Instagram/ Reprodução

Nos Estados Unidos e na Europa, o equivalente ao Dia dos Namorados é o Valentine's Day (Dia de São Valentim), celebrado em 14 de fevereiro.

Existem várias histórias sobre a origem da data, mas a mais conhecida é a do bispo Valentim, que, no século III, no Império Romano, realizava casamentos mesmo com a proibição do imperador.

Na época, por causa das guerras, o imperador Cláudio II proibiu os casamentos, acreditando que homens solteiros eram melhores soldados. Mesmo assim, o bispo Valentim continuou realizando cerimônias e, ao ser descoberto, foi condenado.

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Anthropic ou OpenIA: quem ganhará disputa trilionária?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 03:45

Tecnologia Anthropic ou OpenIA: quem ganhará disputa trilionária? Egos, trilhões e poder computacional: a disputa entre gigantes da inteligência artificial esquenta, enquanto empresas correm para liderar abertura de capital na bolsa de valores e captar ainda mais recursos. Por Deutsche Welle

Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA).

Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle.

E isso poucos dias após apresentar à autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, documentos para abrir o capital da empresa na bolsa (IPO).

Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois.

O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões.

Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares.

A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano.

A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário.

Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento.

Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões.

Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes.

A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo.

"Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista.

Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente.

Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda.

"A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional.

Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade.

Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados.

Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras.

Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável.

Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem".

"Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI".

Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar".

Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens".

No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo.

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Veja como ficam os horários dos bancos nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa de 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 03:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

Torcedores apoiam a seleção brasileira em Cleveland antes de amistoso com o Egito — Foto: Reuters

Os bancos poderão adotar horário especial de atendimento nos dias em que os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 coincidirem com o expediente das agências.

A medida também vale para postos de atendimento bancário e tem como objetivo adequar o funcionamento das instituições aos horários das partidas.

Na primeira fase do torneio, porém, os jogos do Brasil estão marcados para 19h e 21h30 (horário de Brasília), após o encerramento do atendimento ao público na maior parte das instituições financeiras.

Caso a Seleção avance para fases com partidas disputadas durante o horário comercial, os bancos poderão operar com expediente reduzido.

Jogo às 14h: atendimento das 9h às 12h;Jogo às 16h: atendimento das 10h às 14h;Jogo às 17h: atendimento das 10h às 15h.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências que já abrem às 9h manterão esse horário de início de atendimento. Já postos bancários instalados em locais especiais, como shopping centers e aeroportos, poderão ter horários diferentes, que serão informados diretamente por cada estabelecimento.

A entidade recomenda que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que dependam de atendimento presencial.

"O recomendação é que os clientes se programem com antecedência para realizar operações que exigem atendimento presencial e, sempre que possível, utilizem os canais digitais, que estarão disponíveis normalmente e oferecem conveniência, agilidade e segurança", afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

Aplicativos, internet banking, centrais remotas de atendimento e salas de autoatendimento seguirão operando normalmente, de acordo com as regras de cada instituição. O PIX também continuará disponível 24 horas por dia, inclusive durante as partidas da Seleção.

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Orçamento paralelo: TCU investiga uso de ‘dinheiro esquecido’ de trabalhadores nos bancos para o Desenrola 2.0

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 02:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0 — programa de renegociação de dívidas lançado em um ano eleitoral.

Até o momento, já foram transferidos R$ 5,7 bilhões ao chamado Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo privado no qual o governo também realiza aportes, que vai garantir a renegociação das dívidas dos trabalhadores.

➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público.

Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação).Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral.No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano.A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras.

➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos.

➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser "apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias".

🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las.

➡️Questionado pelo g1 se o uso dos recursos dos trabalhadores sem trânsito formal pelo orçamento para uma política pública em um ano eleitoral não configura desrespeito à lei, o Ministério da Fazenda informou que esses são "valores estritamente privados e que manterão essa condição mesmo após sua transferência ao FGO [fundo que garante as operações do Desenrola 2.0]".

"Importa notar que o Desenrola 2.0 compreende uma iniciativa do governo federal em parceria com o setor privado, sendo que as renegociações de dívidas inadimplentes também interessam às instituições financeiras participantes na medida em que aumentam as perspectivas de reembolso sobre empréstimos que, em geral, possuíam baixa capacidade de recuperação ou já estavam totalmente provisionados", acrescentou o Ministério da Fazenda.

O TCU concluiu no início de junho um processo sobre a realização de despesas públicas por meio de recursos que não transitam diretamente pelo orçamento da União, algo que, segundo o tribunal, "pode acarretar a perda de credibilidade e de transparência da gestão orçamentária e fiscal da União".

Retenção pela Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA) de parte de sua receita para funcionamento da empresa pública federal, antes do repasse ao fundo social. O TCU determinou que os pagamentos sejam realizados em "plena consonância com o arcabouço jurídico-normativo que rege as finanças públicas, em especial os princípios orçamentários da Unidade".Programa gás do povo: TCU questionou a utilização de recursos fora do orçamento, numa operação intermediada pela Caixa Econômica Federal. Após críticas do presidente do tribunal no ano passado, o governo incorporou os gastos da política formalmente dentro da peça orçamentária em 2026.Multas ambientais do Ibama: TCU investigou a conversão de multas ambientais em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente quando o autuado executa o projeto, ou são destinados a outros projetos aprovados. O tribunal determinou que o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente "adotem medidas para garantir que os recursos oriundos da conversão de multas na modalidade indireta observem o rito orçamentário e financeiro da União".Honorários advocatícios da AGU: TCU questionou o pagamento de "honorários de sucumbência" pela parte derrotada a um Conselho Curador, que repassa os valores aos servidores públicos por fora do orçamento federal. No ano passado, foram pagos mais de R$ 6 bilhões. O tribunal registrou o risco de os recursos se tornarem um "orçamento paralelo e sem controle para a execução de despesas que não possuem qualquer relação com a remuneração de servidores públicos", mas observou que o caso está sendo tratado em outra processo. Com isso, não tomou decisão. Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (IFES) de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs): TCU criticou a possibilidade de realizar despesas custeadas com receitas próprias e recursos de convênios e conclui que brechas legais e operacionais, embora legalmente amparadas, fragilizam o controle e a transparência das despesas públicas, e determinou medidas para aumentar a transparência dessas operações.Contas vinculadas às concessões de serviços públicos: questiona porque somente 25% do valor da outorga da privatização de parte da BR-040 foi para o Tesouro Nacional, sendo os 75% restantes alocados em conta vinculada à concessão, sob gestão indireta da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Há um processo sobre isso em análise, sem decisão de mérito.

Nesta semana, o TCU aprovou com ressalvas as contas do governo em 2025. Entre os pontos com restrições, está justamente a destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) por fora do orçamento da União.

O Ministério da Fazenda, por sua vez, afirmou que essas operações "foram implementadas seguindo a legislação e entendimentos jurídicos vigentes".

"De todo modo, o Ministério da Fazenda respeita as orientações do Tribunal com o objetivo de aumentar a transparência sobre a condução das respectivas políticas públicas e apoiará sua efetivação, naquilo que couber em suas competências regimentais", acrescentou o Ministério da Fazenda.

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