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Ela fez pão de mel para a festa do marido; hoje, tem uma rede com 20 lojas pelo Brasil

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 29/07/2026 02:55

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Ela fez pão de mel para a festa do marido; hoje, tem uma rede com 20 lojas pelo Brasil Negócio criado por mãe e filho nasceu de encomendas de pão de mel, virou franquia e hoje reúne sete lojas próprias e 13 franqueadas, com plano de expansão. Por PEGN

O que começou com uma receita preparada para uma festa de família virou um negócio. Após conquistar clientes por encomenda, Rosana Dias Fernandes abriu uma empresa especializada em pão de mel.

A entrada do filho, Lucas Fernandes, profissionalizou a marca e impulsionou a expansão por franquias. Hoje, a rede reúne 20 lojas, sendo sete próprias e 13 franqueadas.

Em vez de diversificar o cardápio, a empresa apostou em um único produto. A estratégia foi criar diferentes versões do pão de mel e se tornar referência nesse nicho.

A rede fatura cerca de R$ 150 mil por mês e pretende ampliar a presença no varejo, mantendo o foco na expansão da marca e na especialização em pão de mel.

Uma receita preparada para a festa de aniversário do marido foi o ponto de partida para um negócio que hoje soma 20 lojas pelo Brasil.

A empreendedora Rosana Dias Fernandes começou produzindo pães de mel por encomenda e vendendo em uma feira de condomínio. O sucesso entre os clientes fez as encomendas crescerem e deu origem à empresa.

A profissionalização do negócio veio com a entrada do filho, Lucas Fernandes, formado em Design de Produto e Marketing. Juntos, eles reformularam a marca, investiram R$ 150 mil na expansão e decidiram adotar o modelo de franquias para acelerar o crescimento.

De encomendas caseiras a uma rede com 20 lojas: a história de um negócio especializado em pão de mel — Foto: Reprodução/PEGN

Hoje, a rede conta com sete lojas próprias e 13 franqueadas, com meta de chegar a 30 unidades até o fim do ano. Em vez de ampliar o portfólio, a empresa optou por uma estratégia diferente: especializar-se em um único produto.

A marca oferece diversas versões de pão de mel, mantendo o doce como carro-chefe. Segundo Lucas, a aposta em um nicho pouco explorado e em um ticket médio acessível ajudou a popularizar a marca e impulsionar as vendas.

Hoje, cada loja atende cerca de 1.200 clientes por mês e a empresa registra faturamento mensal de R$ 150 mil. Apesar do crescimento, mãe e filho afirmam que o diferencial continua sendo o mesmo do início: o cuidado na produção e o vínculo afetivo construído em torno do pão de mel.

De encomendas caseiras a uma rede com 20 lojas: a história de um negócio especializado em pão de mel — Foto: Reprodução/PEGN

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Crescer sem quebrar: como organizar as finanças e não perder dinheiro no negócio

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 29/07/2026 02:55

Empreendedorismo Guia do empreendedor Crescer sem quebrar: como organizar as finanças e não perder dinheiro no negócio Especialista explica que o crescimento sustentável de uma empresa depende de gestão profissional, controle financeiro e decisões baseadas em dados, não em achismos. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Muitos empreendedores conseguem aumentar as vendas, mas nem sempre veem o dinheiro sobrar no caixa. Isso acontece porque o crescimento do negócio nem sempre é acompanhado por uma gestão financeira eficiente.

Segundo Ênio Duarte Pinto, gerente de relacionamento com o cliente do Sebrae, crescer de forma sustentável exige organização e controle sobre as finanças da empresa. Para isso, o primeiro passo é abandonar a gestão amadora.

Para o especialista, o sucesso empresarial passa por três fatores principais: profissionalizar a gestão, conhecer profundamente o mercado em que atua e desenvolver comportamentos empreendedores que ajudem na tomada de decisões.

Na prática, isso significa acompanhar de perto indicadores financeiros e manter controles gerenciais atualizados. Entre eles estão o caixa diário, o fluxo de caixa, as contas a pagar e a receber e, quando necessário, o controle de estoque.

Essas ferramentas ajudam o empreendedor a entender a real situação do negócio e planejar os próximos passos.

“Quando você vende, compra ou contrata, impacta diretamente as finanças da empresa. Por isso, é fundamental ter controles gerenciais que permitam enxergar o que está acontecendo no negócio”, explica Duarte Pinto.

Com informações organizadas, o empreendedor deixa de tomar decisões baseadas em achismos e passa a agir com mais segurança. O resultado é uma gestão mais profissional, capaz de sustentar o crescimento da empresa sem comprometer a saúde financeira do negócio.

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As armas do Brasil na guerra comercial de Trump – O Assunto #1771

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 00:56

Podcasts O Assunto As armas do Brasil na guerra comercial de Trump – O Assunto #1771 O governo brasileiro anunciou ações para enfrentar o tarifaço: prometeu um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados e levou as sobretaxas para arbitragem da OMC. Por Victor Boyadjian — São Paulo

Ao longo de julho, os Estados Unidos anunciaram duas bombas tarifárias contra o Brasil: a primeira de 25%, resultado da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais da economia brasileira; a segunda de 12,5%, aplicada contra o Brasil e outros países que, de acordo com o USTR, não fiscalizaram adequadamente o emprego de trabalho forçado. O governo brasileiro criticou as medidas e anunciou ações para enfrentar o tarifaço turbinado: na economia interna, prometeu um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados; na esfera internacional, levou as sobretaxas para arbitragem da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista a economista Monica de Bolle, que fala diretamente de Washington. Monica analisa que respostas o Brasil pode esperar da OMC e explica outros artifícios que podem ser adotados pelo país: como a Lei de Reciprocidade e até mecanismos legais de retaliação em setores estratégicos para os americanos.

Convidada: Monica de Bolle, pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, em Washington (EUA).

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian.

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O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Governo Trump proíbe novos robôs humanoides chineses para proteger desenvolvimento de IA nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 22:03

Tecnologia Governo Trump proíbe novos robôs humanoides chineses para proteger desenvolvimento de IA nos EUA Medida também restringe equipamentos usados em sistemas de energia renovável e mira riscos de espionagem, ataques cibernéticos e dependência tecnológica. Por Reuters — São Paulo

Robôs humanoides são exibidos durante o lançamento do robô humanoide U1, produzido pela UWORLD, uma marca da UBTECH Robotics, em Shenzhen, na província de Guangdong, na China, em 30 de junho de 2026. — Foto: Adek Berry/AFP

Os Estados Unidos divulgaram nesta terça-feira (28) medidas que restringem a importação de novos robôs e inversores de energia chineses. Segundo o governo de Donald Trump, o objetivo é proteger o avanço da inteligência artificial (IA) no país contra riscos à segurança nacional e trazer de volta indústrias estratégicas com forte potencial de crescimento.

As regras, divulgadas pela Comissão Federal de Comunicações (FCC), proíbem a importação de novos robôs humanoides e quadrúpedes fabricados na China, além de inversores de energia conectados — equipamentos que permitem a integração de fontes renováveis e baterias às redes elétricas e aos sistemas de data centers.

As restrições indicam que o governo Trump busca proteger a cadeia de produção ligada à inteligência artificial nos EUA contra riscos de interrupções, roubo de dados e ataques cibernéticos atribuídos à China, além de incentivar empresas a transferirem suas fábricas para o país.

“Esses dispositivos poderiam criar vulnerabilidades na cadeia de suprimentos que poderiam prejudicar a segurança econômica e nacional dos EUA e gerar um risco à segurança cibernética que ameaçaria a infraestrutura crítica americana”, afirmou a comissão em comunicado.

“A FCC continuará a fazer sua parte para proteger as cadeias de suprimentos críticas dos Estados Unidos”, acrescentou o presidente da FCC, Brendan Carr, em nota à imprensa.

A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

Robôs humanoides, equipados com “cérebros” baseados em IA, devem ser amplamente adotados nos setores de consumo e industrial, segundo previsões de analistas. Ao mesmo tempo, a rápida expansão dos data centers nos EUA dependerá de fontes confiáveis de inversores de energia.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, alertou que empresas chinesas de IA podem sofrer sanções dos EUA por suposto roubo de propriedade intelectual americana.

Autoridades norte-americanas também buscam evitar um cenário semelhante ao dos minerais de terras raras — insumos essenciais para a fabricação de tecnologias e amplamente controlados pela China. Pequim tem usado esse domínio para obter vantagens no cenário internacional.

Após as medidas anunciadas nesta terça-feira, a expectativa é que a FCC isente muitos fornecedores não chineses das restrições, assim como fez com as recentes proibições envolvendo drones e roteadores estrangeiros, segundo quatro fontes ouvidas pela Reuters.

As medidas entraram em vigor assim que foram publicadas e se aplicam apenas a modelos de robôs e inversores que ainda não chegaram ao mercado. No entanto, a FCC também tem autoridade para revogar autorizações de venda de modelos já aprovados para comercialização nos EUA.

O presidente Donald Trump é apontado como responsável por ampliar a atenção internacional sobre o desafio tecnológico representado pela China durante seu primeiro mandato, ao reforçar preocupações sobre o roubo de propriedade intelectual por empresas chinesas e possíveis casos de espionagem estatal envolvendo gigantes chinesas de telecomunicações, como a Huawei.

Mas, até o momento, Trump tem adotado uma abordagem mais moderada em seu segundo mandato, apesar do uso agressivo de controles de exportação sobre minerais de terras raras por Pequim no ano passado.

A expectativa é que a proibição afete a Unitree, líder mundial no segmento de robôs humanoides, com pouco menos de um quinto da participação no mercado global, segundo a Counterpoint Research.

A empresa, uma das três companhias chinesas que dominam um setor emergente e em rápida expansão, foi recentemente incluída na lista do Pentágono de supostas empresas chinesas apoiadas pelas Forças Armadas, um possível sinal de medidas mais duras por parte dos EUA.

A Unitree firmou recentemente uma parceria com a Nvidia para usar o chip Blackwell, de última geração, da fabricante de chips de IA como o “cérebro” de um de seus robôs. A Nvidia afirmou que os dados coletados pelos robôs permanecerão nos EUA e que os principais clientes da Unitree são instituições acadêmicas e de pesquisa americanas.

Defensores de uma postura mais dura em relação à China temem que os robôs possam ser usados para espionar setores estratégicos dos EUA, coletando dados para Pequim ou comprometendo funções essenciais.

Os robôs “coletam dados que poderiam ser usados por agentes mal-intencionados para vigiar americanos, aprimorar as capacidades de serviços de inteligência estrangeiros ou assumir o controle remoto dos equipamentos”, disse a FCC nesta terça-feira.

A China é a maior fabricante mundial de inversores, com o setor liderado pela Sungrow Power Supply e pela Huawei, empresas que já sofrem pesadas sanções dos EUA. Pequim vem ampliando sua presença no mercado ocidental de inversores ao reduzir os preços.

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Mega-Sena, concurso 3037: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 22:03

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3037: confira os números sorteados Caso alguém tivesse acertado a edição desta terça (28), levaria o prêmio de R$ 76.925.464,64. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3037 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça (28), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas e prêmio acumulado para o próximo sorteio está estimado em R$ 86 milhões.

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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas38 apostas acertaram 5 dezenas e levaram R$ 63.121,17 cada3.447 apostas acertaram as 4 dezenas e levaram R$ 1.147,01 cada

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Atitude de Milei é ‘lamentável’ e um desserviço à Argentina, diz Alckmin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 19:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%Oferecido por

vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin discursa durante uma mesa-redonda empresarial com líderes empresariais sul-coreanos e brasileiros em um hotel de São Paulo, em 28 de julho de 2026 — Foto: Divulgação

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, classificou nesta terça-feira (28) como "lamentáveis" as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei contra o governo brasileiro e afirmou que a postura não compromete o avanço da integração econômica do Mercosul.

Segundo ele, o bloco vive um momento favorável, com acordos comerciais já concluídos com Singapura, os países da EFTA e a União Europeia, além do interesse da Coreia do Sul em avançar nas negociações de um acordo comercial com o grupo.

"É lamentável. Um presidente de um país vizinho e amigo presta um desserviço ao seu próprio país ao se envolver de maneira absolutamente grosseira nos assuntos internos do Brasil".

A fala aconteceu ao final do evento Brazil-Korea Business Roundtable, em São Paulo. O objetivo foi tratar de novos acordos de cooperação em comércio, tecnologia e investimentos com o país asiático.

Vice-presidente Geraldo Alckmin participa do Brazil-Korea Business Roundtable, em São Paulo — Foto: Isabela Ortiz/g1

"Aproximar-nos não é uma opção conveniente, é uma necessidade estratégica", afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

"Esse pode ser o momento em que nossos dois países, usando a metáfora de nossa cooperação espacial, podem decolar e mirar objetivos mais altos", afirmou Alckmin.

A iniciativa, organizada pela ApexBrasil e pela Federação das Indústrias da Coreia (FKI), integra a agenda da visita oficial do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e busca aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

Em 2025, o comércio bilateral movimentou US$ 10,8 bilhões, enquanto os investimentos sul-coreanos no Brasil somam US$ 8,9 bilhões. "Nós podemos dar a meta de quase dobrar isso", disse Alckmin.

O evento também teve presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, além de representantes dos dois governos e empresários dos setores automotivo, de tecnologia, saúde, alimentos e indústria pesada.

Na abertura do encontro, Alckmin destacou que os sete memorandos assinados na segunda-feira (27), em Brasília, nas áreas de minerais críticos, educação, audiovisual, esportes, energia, tecnologia industrial, atividades espaciais e segurança de redes representam uma oportunidade para ampliar a cooperação entre os dois países.

O vice-presidente também mencionou a visita sanitária exigida pela Coreia do Sul a produtores de carne no Brasil. "O Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, com alta sustentabilidade e rigor sanitário. Estamos muito otimistas com a visita sanitária agora em agosto", disse.

Sobre as negociações entre Mercosul e Coreia do Sul, Alckmin disse que as duas partes pretendem intensificar o diálogo e informou que o Brasil iniciou consultas internas sobre o tema.

O vice-presidente defendeu ainda o fortalecimento da cooperação em infraestrutura, tecnologia e minerais críticos. Segundo ele, o Brasil quer deixar de apenas exportar matérias-primas e avançar para uma parceria baseada em industrialização, transferência de tecnologia e engenharia compartilhada.

"Não queremos apenas exportar minério bruto. Queremos processar, industrializar e investir juntos ao longo da cadeia", afirmou.

Alckmin também destacou o potencial do Brasil para receber investimentos em inteligência artificial e centros de dados, citando como vantagens competitivas a matriz elétrica predominantemente renovável, a disponibilidade de água e a estabilidade regulatória.

Na área aeroespacial, Alckmin lembrou que a Coreia do Sul foi o primeiro país asiático a adquirir o cargueiro KC-390, da Embraer, e mencionou o lançamento de um foguete sul-coreano previsto para setembro, a partir do Centro Espacial de Alcântara.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que o cenário internacional exige previsibilidade para o avanço das relações comerciais e defendeu o fortalecimento da parceria entre Brasil e Coreia do Sul.

"Vemos, cada vez mais, um cenário de fragmentação. O que nós precisamos é estabilidade, confiança e crescimento", disse.

A Coreia importa cerca de US$ 600 bilhões por ano, mas o Brasil responde por aproximadamente 1% desse mercado, o que, segundo Müller, demonstra o potencial de crescimento da participação brasileira.

Ele destacou que há espaço para ampliar a cooperação em diversos setores, como proteínas animais, frutas, café, biocombustíveis, aeronáutica, defesa, mineração, minerais críticos, indústrias farmacêutica e química e tecnologia.

Ao comentar o comércio de café, Müller afirmou que cerca de 40% do café consumido na Coreia do Sul é do tipo especial e produzido no Brasil. Ele ressaltou que o país asiático é um dos maiores consumidores per capita da bebida.

"O governo coreano pode continuar contando com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações do Brasil nessa relação tão importante junto às empresas brasileiras e ao setor privado", concluiu.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, citou a atuação de empresas sul-coreanas instaladas no Brasil, como Samsung, LG e Posco, e destacou os investimentos e a geração de empregos no país. Também mencionou as parcerias já existentes nos setores de petróleo, defesa e construção naval, além da cooperação entre a Embraer e a Korea Aerospace Industries (KAI).

Ao abordar a área de inovação, Elias Rosa afirmou que inteligência artificial e soberania digital estão entre as prioridades do governo brasileiro e disse que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial tem objetivos alinhados aos interesses da Coreia do Sul.

Ele também colocou o ministério à disposição para aprofundar o diálogo sobre propriedade intelectual, tema que, segundo o ministro, foi apresentado como uma preocupação da delegação sul-coreana.

Durante o discurso, Elias Rosa também ressaltou oportunidades de cooperação em descarbonização, biocombustíveis e agronegócio. Citou iniciativas de empresas do setor de proteína animal e destacou que o etanol, o bioetanol e o biogás combinam competitividade econômica e redução das emissões de gases de efeito estufa.

"O etanol, o bioetanol e o biogás têm competitividade porque oferecem sustentabilidade e menor emissão de gases de efeito estufa, além de um custo mais baixo quando associados aos combustíveis fósseis", afirmou.

O ministro também apontou potencial para ampliar a integração no setor de cosméticos. Segundo ele, a indústria brasileira ainda exporta pouco para a Coreia do Sul, apesar da relevância do mercado do país, o que abre espaço para uma parceria maior entre os dois países.

Questionado se a relação comercial com a Coreia do Sul foi influenciada pelas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, Alckmin respondeu que o tema não foi discutido durante a reunião.

"Não falaram sobre o Trump. Não esteve na pauta. A pauta foi apenas Brasil e Coreia do Sul", afirmou.

Alckmin destacou que o Mercosul vive um momento positivo e lembrou a conclusão de acordos comerciais com Singapura, os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia. Também afirmou que a Coreia do Sul mantém interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial com o bloco.

Alckmin acrescentou que o Brasil continuará negociando para reverter as tarifas consideradas injustas impostas pelos Estados Unidos e ressaltou que o país "não saiu da mesa de negociação".

Ao comentar a possibilidade de adoção da chamada reciprocidade comercial, Alckmin afirmou que a medida não deve ser interpretada como retaliação. "Reciprocidade é uma possibilidade. Não é retaliação", disse.

"O Brasil defende o multilateralismo e regras para o comércio internacional. Abrir mercados beneficia a sociedade com produtos melhores, mais baratos e maior competitividade", concluiu.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Alckmin fala em dobrar comércio com a Coreia do Sul após novos acordos: ‘É uma necessidade estratégica’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 18:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1220,2%Dólar TurismoR$ 5,3250,17%Euro ComercialR$ 5,8320,35%Euro TurismoR$ 6,0780,32%B3Ibovespa176.565 pts0,7%Oferecido por

Vice-presidente Geraldo Alckmin participa do Brazil-Korea Business Roundtable, em São Paulo — Foto: Isabela Ortiz/g1

Brasil e Coreia do Sul assinaram nesta terça-feira (28) novos acordos de cooperação em comércio, tecnologia e investimentos durante o Brazil-Korea Business Roundtable, em São Paulo. "Aproximar-nos não é uma opção conveniente, é uma necessidade estratégica", afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

"Esse pode ser o momento em que nossos dois países, usando a metáfora de nossa cooperação espacial, podem decolar e mirar objetivos mais altos", afirmou Alckmin.

A iniciativa, organizada pela ApexBrasil e pela Federação das Indústrias da Coreia (FKI), integra a agenda da visita oficial do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e busca aprofundar a parceria econômica entre os dois países.

Em 2025, o comércio bilateral movimentou US$ 10,8 bilhões, enquanto os investimentos sul-coreanos no Brasil somam US$ 8,9 bilhões. "Nós podemos dar a meta de quase dobrar isso", disse Alckmin.

O evento também teve presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, além de representantes dos dois governos e empresários dos setores automotivo, de tecnologia, saúde, alimentos e indústria pesada.

Na abertura do encontro, Alckmin destacou que os sete memorandos assinados na segunda-feira (27), em Brasília, nas áreas de minerais críticos, educação, audiovisual, esportes, energia, tecnologia industrial, atividades espaciais e segurança de redes representam uma oportunidade para ampliar a cooperação entre os dois países.

O vice-presidente também mencionou a visita sanitária exigida pela Coreia do Sul a produtores de carne no Brasil. "O Brasil tem o maior rebanho comercial do mundo, com alta sustentabilidade e rigor sanitário. Estamos muito otimistas com a visita sanitária agora em agosto", disse.

Sobre as negociações entre Mercosul e Coreia do Sul, Alckmin disse que as duas partes pretendem intensificar o diálogo e informou que o Brasil iniciou consultas internas sobre o tema.

O vice-presidente defendeu ainda o fortalecimento da cooperação em infraestrutura, tecnologia e minerais críticos. Segundo ele, o Brasil quer deixar de apenas exportar matérias-primas e avançar para uma parceria baseada em industrialização, transferência de tecnologia e engenharia compartilhada.

"Não queremos apenas exportar minério bruto. Queremos processar, industrializar e investir juntos ao longo da cadeia", afirmou.

Alckmin também destacou o potencial do Brasil para receber investimentos em inteligência artificial e centros de dados, citando como vantagens competitivas a matriz elétrica predominantemente renovável, a disponibilidade de água e a estabilidade regulatória.

Na área aeroespacial, Alckmin lembrou que a Coreia do Sul foi o primeiro país asiático a adquirir o cargueiro KC-390, da Embraer, e mencionou o lançamento de um foguete sul-coreano previsto para setembro, a partir do Centro Espacial de Alcântara.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que o cenário internacional exige previsibilidade para o avanço das relações comerciais e defendeu o fortalecimento da parceria entre Brasil e Coreia do Sul.

"Vemos, cada vez mais, um cenário de fragmentação. O que nós precisamos é estabilidade, confiança e crescimento", disse.

A Coreia importa cerca de US$ 600 bilhões por ano, mas o Brasil responde por aproximadamente 1% desse mercado, o que, segundo Müller, demonstra o potencial de crescimento da participação brasileira.

Ele destacou que há espaço para ampliar a cooperação em diversos setores, como proteínas animais, frutas, café, biocombustíveis, aeronáutica, defesa, mineração, minerais críticos, indústrias farmacêutica e química e tecnologia.

Ao comentar o comércio de café, Müller afirmou que cerca de 40% do café consumido na Coreia do Sul é do tipo especial e produzido no Brasil. Ele ressaltou que o país asiático é um dos maiores consumidores per capita da bebida.

"O governo coreano pode continuar contando com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações do Brasil nessa relação tão importante junto às empresas brasileiras e ao setor privado", concluiu.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, citou a atuação de empresas sul-coreanas instaladas no Brasil, como Samsung, LG e Posco, e destacou os investimentos e a geração de empregos no país. Também mencionou as parcerias já existentes nos setores de petróleo, defesa e construção naval, além da cooperação entre a Embraer e a Korea Aerospace Industries (KAI).

Ao abordar a área de inovação, Elias Rosa afirmou que inteligência artificial e soberania digital estão entre as prioridades do governo brasileiro e disse que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial tem objetivos alinhados aos interesses da Coreia do Sul.

Ele também colocou o ministério à disposição para aprofundar o diálogo sobre propriedade intelectual, tema que, segundo o ministro, foi apresentado como uma preocupação da delegação sul-coreana.

Durante o discurso, Elias Rosa também ressaltou oportunidades de cooperação em descarbonização, biocombustíveis e agronegócio. Citou iniciativas de empresas do setor de proteína animal e destacou que o etanol, o bioetanol e o biogás combinam competitividade econômica e redução das emissões de gases de efeito estufa.

"O etanol, o bioetanol e o biogás têm competitividade porque oferecem sustentabilidade e menor emissão de gases de efeito estufa, além de um custo mais baixo quando associados aos combustíveis fósseis", afirmou.

O ministro também apontou potencial para ampliar a integração no setor de cosméticos. Segundo ele, a indústria brasileira ainda exporta pouco para a Coreia do Sul, apesar da relevância do mercado do país, o que abre espaço para uma parceria maior entre os dois países.

Questionado se a relação comercial com a Coreia do Sul foi influenciada pelas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, Alckmin respondeu que o tema não foi discutido durante a reunião.

"Não falaram sobre o Trump. Não esteve na pauta. A pauta foi apenas Brasil e Coreia do Sul", afirmou.

Alckmin destacou que o Mercosul vive um momento positivo e lembrou a conclusão de acordos comerciais com Singapura, os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia. Também afirmou que a Coreia do Sul mantém interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial com o bloco.

Alckmin acrescentou que o Brasil continuará negociando para reverter as tarifas consideradas injustas impostas pelos Estados Unidos e ressaltou que o país "não saiu da mesa de negociação".

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Avião de rota mais longa do mundo bate recorde com voo direto de 24 horas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 16:51

Inovação Avião de rota mais longa do mundo bate recorde com voo direto de 24 horas Aeronave fabricada pela Airbus fez trajeto de mais de 23 mil km. Ele é projetado para permitir futuros voos comerciais sem escalas entre a Austrália e destinos como Reino Unido e EUA. Por Redação g1 — São Paulo

O avião projetado para fazer a rota comercial mais longa do mundo bateu um recorde nesta terça-feira (24) ao completar um voo direto de 24 horas e 24 minutos, informou a fabricante europeia Airbus.

Segundo a companhia, a A350-1000ULR fez um trajeto de 23.075 km, entre Melbourne, na Austrália, e Toulouse, na França. A aeronave cruzou três continentes, dois oceanos e acompanhar o nascer e o por do Sol duas vezes.

A Airbus tem um acordo para vender 12 unidades do A350-1000ULR para companhia aérea australiana Qantas, que será capaz de fazer voos sem paradas entre a Austrália e destinos como o Reino Unido e os Estados Unidos.

O voo comercial mais longo em operação neste momento é o da Singapore Airlines, entre Singapura e Nova York, com aproximadamente 15.350 km e mais de 18 horas de duração. O voo entre Sidney, na Austrália, e Londres, no Reino Unido, por exemplo, alcançaria 18.500 km.

A aeronave identificada pelo código MSN707 já tinha completado na última sexta-feira (24) um voo de 19 horas e 12 minutos no sentido inverso, de Toulouse e Melbourne. Seu primeiro voo de teste foi feito no início de junho, com um voo de 3 horas e 43 minutos.

O A350-1000ULR (ULR é a sigla em inglês para "alcance ultralongo") é uma variação do A350-1000. Uma das diferenças para a versão padrão é um tanque adicional com capacidade para mais 20 mil litros de combustível, o que aumenta a autonomia em mais de 1.800 km, segundo a Airbus.

Após atrasos na entrega, a Qantas espera começar a operação comercial da aeronave em outubro de 2027 – o prazo inicial para inaugurar a rota era 2025 e já tinha sido adiado para o final de 2026.

O investimento faz parte do que a empresa chamou de Projeto Sunrise ("nascer do Sol"). Ele ganhou esse nome porque, devido à diferença do fuso horário entre a Austrália e o restante do mundo, os passageiros poderão ver o nascer do sol duas vezes nos voos mais longos.

A Qantas informou em 2025 que, para oferecer mais conforto, levará até 238 passageiros por voo, abaixo dos cerca de 300 lugares da versão padrão da aeronave.

O projeto da Qantas inclui uma zona de bem-estar com opções para passageiros alongarem as pernas, se alimentarem e se hidratarem. Além disso, todos terão acesso a Wi-Fi durante o voo.

O avião terá 6 assentos na primeira classe, 52 na classe executiva, 40 na classe econômica premium e 140 na classe econômica. Saiba mais sobre cada uma delas:

Primeira classe com quarto privativo com poltrona reclinável, cama, TV de 32", seis áreas para armazenar objetos, guarda-roupa e espaço para trabalhar e comer;Classe executiva com poltrona larga de 2 metros de comprimento (que pode virar cama), TV de 18", mesa de apoio, carregador sem fio, área de armazenamento e opção para fechar a cabine;Classe econômica premium com apoios para pernas e cabeça, tela de 13,3" e porta-luvas pessoal;Classe econômica com apoio para cabeça, espaço extra para pernas, tela de 13,3".

A empresa também disse ter trabalhado com especialistas em sono para reduzir os efeitos do jet lag com a adoção de iluminação e horários de refeição mais adequados.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Visa planeja demitir mais de 2 mil funcionários com aprofundamento de pressão por eficiência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 13:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1150,05%Dólar TurismoR$ 5,3220,1%Euro ComercialR$ 5,8290,29%Euro TurismoR$ 6,0770,31%B3Ibovespa177.104 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,1150,05%Dólar TurismoR$ 5,3220,1%Euro ComercialR$ 5,8290,29%Euro TurismoR$ 6,0770,31%B3Ibovespa177.104 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,1150,05%Dólar TurismoR$ 5,3220,1%Euro ComercialR$ 5,8290,29%Euro TurismoR$ 6,0770,31%B3Ibovespa177.104 pts1,01%Oferecido por

A Visa planeja cortar 7% de sua força de trabalho, ou cerca de 2.600 empregos, informou um porta-voz da empresa nesta terça-feira (28), à medida que a processadora de pagamentos busca se tornar mais eficiente, cerca de seis meses após uma medida semelhante tomada por sua principal concorrente.

“Tenho profunda convicção de que estamos fazendo o que é certo para a Visa, nossos clientes e nossos parceiros, à medida que continuamos a nos concentrar em promover a eficiência em toda a empresa, a fim de reinvestir em nossas oportunidades de maior potencial”, escreveu o presidente-executivo, Ryan McInerney, em um memorando aos funcionários, cujos trechos foram confirmados pelo porta-voz da empresa.

Mais cedo neste ano, a concorrente Mastercard anunciou planos de demitir 4% de sua força de trabalho global, citando a necessidade de reorientar os investimentos em diferentes áreas. A empresa Block também informou, em fevereiro, que cortaria quase metade de sua força de trabalho, ou seja, 4.000 empregos.

McInerney afirmou que a Visa deve continuar evoluindo em sua forma de operar para aproveitar oportunidades de crescimento e se manter à frente das mudanças do setor, com a IA desempenhando um papel fundamental na aceleração dessa transformação.

As demissões em massa ressaltam como as empresas estão começando a traduzir os investimentos em inteligência artificial em mudanças na força de trabalho, aumentando as preocupações entre trabalhadores e economistas de que a tecnologia possa substituir empregos, ainda que impulsione a produtividade e a lucratividade.

A IA ajudou a reduzir tarefas repetitivas e a acelerar o desenvolvimento de produtos, mas não foi o único fator por trás da decisão, de acordo com a Bloomberg News, que foi a primeira a noticiar as demissões em massa, citando uma pessoa a par do raciocínio da empresa.

Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas — Foto: Inteligência Artificial

De acordo com o relatório anual da empresa para 2025, a Visa contava com cerca de 34.100 funcionários no ano fiscal de 2025, um aumento de 8% em relação ao ano anterior.

“Não consideramos isso um evento significativo, pois se trata apenas de uma das empresas mais bem administradas do mundo ajustando seu quadro de funcionários e custos e realocando dinheiro e recursos para áreas de maior crescimento e retorno”, afirmaram analistas da Evercore ISI em uma nota.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Brasil avalia acionar OMC contra veto da União Europeia à carne brasileira e vê motivação política

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 13:52

Política Brasil avalia acionar OMC contra veto da União Europeia à carne brasileira e vê motivação política Medida, que retira o país da lista de exportadores autorizados, entra em vigor em setembro. UE aponta que Brasil falhou em oferecer garantias sobre restrições a uso de antimicrobianos. Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília

Além da disputa contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o governo brasileiro também avalia recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a decisão da União Europeia (UE) de barrar as exportações de carne do Brasil.

Em junho, a UE publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que podem exportar produtos de origem animal para países do bloco europeu.

Segundo a publicação, o Brasil foi excluído por não ter apresentado à Comissão Europeia as informações necessárias para comprovar que sua produção atende às exigências da UE sobre o uso de antimicrobianos.

🔎Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.

Carne bovina não está incluída na nova tarifa de 25% — Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance via DW

Desde a decisão, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados para exportar para a UE.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as perdas podem chegar a US$ 2,4 bilhões por ano (cerca de R$ 12,3 bilhões, com base na cotação atual do dólar). A medida, que retira o país da lista de exportadores autorizados, entra em vigor em setembro.

Em documento enviado ao Congresso Nacional, o Itamaraty afirma que ainda prioriza as negociações para tentar reverter a decisão, mas não descarta recorrer aos mecanismos de solução de controvérsias da OMC e do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Segundo o documento, setores europeus historicamente contrários ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia passaram a defender sua adoção, o que, na avaliação do governo brasileiro, indica que a exclusão do Brasil da lista de exportadores "também possui uma dimensão política", independentemente da justificativa técnica apresentada pelas autoridades europeias.

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