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Golpes com álbum de figurinhas da Copa disparam e somam mais de 160 sites falsos; veja como se proteger

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%Oferecido por

Comparação entre uma figurinha falsa (à esquerda) e uma verdadeira (à direita) — Foto: Reprodução/X

O lançamento recente do álbum da Copa do Mundo de 2026 fez aumentar o número de golpes na internet envolvendo a venda de figurinhas e do livro ilustrado da Panini.

Segundo dados da Kaspersky, pelo menos 164 sites fraudulentos que simulam a página oficial de venda de figurinhas foram identificados até meados de maio — um aumento de 720% em relação ao registrado até 23 de abril, quando eram 20 páginas.

Esses domínios reproduzem o layout, a identidade visual e as etapas da jornada de compra do produto oficial, com preços muito abaixo da média ou ofertas classificadas como “imperdíveis”.

Para aumentar a credibilidade, algumas dessas páginas falsas apresentam até informações no rodapé, como formas de contato, CNPJ e endereço.

O objetivo é enganar os consumidores e roubar dinheiro. Na etapa de pagamento, por exemplo, as vítimas costumam ser direcionadas a transferências via PIX — e o valor geralmente é enviado para contas de “laranjas” em fintechs.

Segundo a Kaspersky, o dinheiro costuma ser rapidamente dividido entre diversas contas após a transferência, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores pelas vítimas.

“A popularidade da coleção e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe ainda mais convincente”, diz o pesquisador-chefe de segurança da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e a Europa, Fabio Assolini.

“Os criminosos exploram a pressa, o medo de ficar de fora e a busca por bons preços. Eles constroem armadilhas digitais, e a tendência é que novos domínios fraudulentos, cada vez mais elaborados, continuem surgindo nos próximos dias”, completa.

Segundo a empresa, esses sites foram identificados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, o golpe também era disseminado por meio de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais, como o Instagram.

Procurada, a Panini afirmou que está tomando medidas para retirar do ar os sites que promovem esses golpes, mas reforçou a importância de os colecionadores ficarem atentos a ofertas e benefícios muito fora do padrão.

“Os colecionadores podem comprar os cromos por meio de grandes varejistas do e-commerce, que são parceiros comerciais da editora, além do site oficial da Panini”, diz a companhia em nota. Entre os sites parceiros da empresa estão, por exemplo, Amazon, Magalu e Mercado Livre.

Outro golpe que vem se tornando comum é a venda de figurinhas falsas, com relatos surgindo nas redes sociais.

Nesse caso, o consumidor chega a receber um pacote em casa, mas com cromos falsificados, com cores diferentes das originais ou com o verso em branco — ou seja, sem o layout característico do papel de proteção.

Na semana passada, por exemplo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil cromos falsificados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O material, que foi encontrado no compartimento de carga de um ônibus, foi submetido à perícia e posteriormente inutilizado.

Use apenas canais oficiais: acesse o site de venda dos álbuns digitando o endereço diretamente no navegador e evite clicar em links recebidos por redes sociais, e-mails ou mensagens. Verifique o domínio do site: pequenas variações no endereço podem indicar páginas falsas. Configure alertas de consumo no seu banco: receber notificações imediatas por SMS ou e-mail permite que você tenha controle sobre cada movimentação feita com seu cartão. Dessa forma, qualquer cobrança não autorizada pode ser detectada rapidamente. Tenha uma proteção de cibersegurança: esses recursos ajudam a evitar fraudes e ataques na internet, podendo identificar sites falsos, bloquear links suspeitos ou proteger seus dados pessoais.

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Salão de Pequim: carros chineses já dirigem quase sozinhos nas cidades; g1 testou como funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 04:48

Carros Salão de Pequim: carros chineses já dirigem quase sozinhos nas cidades; g1 testou como funciona Com mapas hiperdetalhados, sensores internos e conectividade constante, o sistema mostrou como a indústria chinesa avança na automação, mesmo com o motorista no controle. Por André Fogaça, g1 — Baoding, China

A China ainda não permite a circulação de carros totalmente autônomos, como acontece em algumas regiões dos Estados Unidos. Mesmo assim, as montadoras do país vêm testando e adotando recursos de assistência à condução cada vez mais avançados e próximos dessa proposta.

O g1 testou um desses sistemas em um percurso totalmente urbano na cidade de Baoding, a cerca de 180 quilômetros de Pequim.

A tecnologia usada se chama NOA, sigla em inglês que significa “navegação em piloto automático”. Testes com o sistema já são realizados em algumas cidades, como Pequim, Xangai, Shenzhen e Wuhan.

As montadoras chinesas — inclusive aquelas que já vendem carros no Brasil — vêm deixando os sistemas de assistência à direção cada vez mais completos e atuantes, embora o motorista ainda precise manter as mãos no volante.

Em nenhum momento do teste foi possível deixar o banco do motorista vazio, como ocorre nos carros da Waymo, que operam serviços de táxi totalmente autônomos em algumas cidades americanas.

Ainda assim, foi possível observar que o motorista seguiu as regras municipais para o uso desse sistema, principalmente a exigência de permanecer atento ao trânsito e com as mãos no volante — mesmo quando o carro faz os movimentos sozinho.

Durante o teste, enquanto a equipe da reportagem seguia no banco do passageiro, o motorista mantinha apenas um dedo apoiado no volante e o rosto voltado para a frente, para que os sensores internos do carro não identificassem uma possível falta de atenção à via.

É dessa forma que a regra municipal é cumprida, com a ajuda de sensores que também estão presentes em carros vendidos no Brasil. É o caso do Volvo EX30 e do Leapmotor B10, que dão bronca no motorista quando ele desvia o olhar da via ou vira o rosto.

Além dos sensores voltados para o interior do carro, há uma série de fatores que permitem que o NOA funcione de forma precisa e confiável.

Conexão do carro à internet móvel, seja por 4G ou 5G;Sistema de mapas com GPS — que, na China, usa um sistema próprio chamado Beidou;Radares e sensores a laser (LiDAR), usados para identificar a posição dos veículos ao redor.

Com a rota definida, o NOA passa a funcionar. No carro testado, o sistema era exibido nas telas do veículo.

Na central multimídia, o mapa mostrava a rota e reunia diversas informações do trajeto, como o tempo para abertura ou fechamento dos semáforos, a indicação de faixas de pedestres e até quais infrações de trânsito podem ser registradas por radares fixos.

A lista inclui infrações como a falta do cinto de segurança, o desrespeito aos pedestres, o excesso de velocidade e o uso do celular ao volante.

Ao lado do mapa, era exibida uma representação tridimensional da via, com todas as faixas. O nível de detalhamento é muito maior do que o oferecido por aplicativos como Google Maps ou Waze no Brasil.

Os sensores do veículo conseguiam identificar obstáculos na via, como carros, caminhões, ônibus, bicicletas, motos e até pedestres. Cada um aparecia com uma representação própria, ocupando o espaço à frente do carro, mas também atrás e nas laterais.

Com base nas faixas indicadas no mapa e na posição de cada objeto, pessoa ou veículo, o carro conseguiu, sozinho, decidir se mudaria ou não de faixa e chegou até a desviar de uma bicicleta caída na rua.

O sistema identificou com seta a aproximação de uma saída à esquerda e começou a desacelerar o veículo antes da esquina. Durante todo esse processo, os pés do motorista permaneceram afastados dos pedais.

O carro acionava a seta e mudava de faixa sozinho, mas também permitia intervenções manuais. Bastava o motorista indicar a intenção com a seta para que o NOA avaliasse se a manobra era segura e se a faixa ao lado permitia o tráfego — identificando, por exemplo, faixas exclusivas de ônibus ou de conversão.

O sistema funcionou bem e exigiu raríssimas intervenções do motorista. No entanto, em uma situação específica, o trajeto previa um retorno em “U”, no qual o carro sairia de uma pista com quatro faixas para acessar as quatro faixas do sentido oposto.

O veículo desacelerou, acionou a seta e iniciou a conversão quando o trânsito permitiu a manobra, mas demonstrou menos precisão ao lidar com veículos mais rápidos que trafegavam pelas faixas da direita da via oposta.

Mesmo após esse episódio, o NOA reagiu sozinho a uma moto que cruzou à frente do carro, apesar de o sinal não estar verde para ela. O sistema desacelerou, aguardou a passagem da moto e seguiu o trajeto — sem buzinar, vale dizer.

No fim do trajeto, o mapa indicava a saída de uma avenida mais larga para virar à direita em uma via menos movimentada. O NOA iniciou a manobra, mas o motorista assumiu o controle para concluí-la.

Com isso, fica claro que o NOA reúne mais sistemas e combina um volume maior de informações do que o Autopilot da Tesla, por exemplo. O sistema americano se baseia principalmente em inteligência artificial e nas imagens captadas pelas câmeras do carro.

A principal diferença entre os sistemas está na redundância de informações usada pelo NOA. Ele depende de mapas mais detalhados das vias, conexão constante com a internet, câmeras e radares extras de olho em tudo, além de um motorista atento, com as mãos no volante — mesmo sem aplicar força sobre ele.

Esse sistema se assemelha ao Super Cruise, tecnologia da Chevrolet usada nos Estados Unidos e no Canadá. Nesses países, as exigências são maiores e o recurso de condução semiautônoma é limitado a estradas e vias expressas, com marcações de faixas bem definidas.

Há ainda um detalhe externo que diferencia o NOA do Autopilot: uma luz de tom verde-claro posicionada em áreas próximas às lanternas do carro.

Quando essa luz está acesa, indica que o NOA está tomando decisões e conduzindo o carro durante o trajeto, seja em estradas ou em áreas urbanas.

Não há uma regra nacional que obrigue o uso desse sinal, mas as montadoras passaram a adotar esse padrão para alertar pedestres e outros motoristas de que um sistema semiautônomo está em funcionamento.

Em outros veículos expostos no Salão do Automóvel de Pequim, o tamanho e a disposição dessa luz variavam. Em alguns modelos, ela era maior nas lanternas e incluía até pontos luminosos adicionais nas laterais; em outros, aparecia apenas como um pequeno traço brilhante.

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Crédito pode ajudar ou virar problema; veja diferenças entre as modalidades e saiba escolher

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 03:48

g1 explica Crédito pode ajudar ou virar problema; veja diferenças entre as modalidades e saiba escolher No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência.

Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia.

Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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MEI: errou a declaração anual? Veja como retificar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 01:02

Empreendedorismo Guia do empreendedor MEI: errou a declaração anual? Veja como retificar Quem enviou a DASN-SIMEI com informações incorretas pode fazer uma declaração retificadora. Veja o passo a passo para corrigir os dados. Por Redação g1 — São Paulo

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI).

A declaração reúne informações sobre o faturamento da empresa ao longo de 2025, além de indicar se houve contratação de empregado no período.

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio é obrigatório e deve ser feito até 31 de maio no Portal do Empreendedor.

Quem já transmitiu a declaração, mas identificou algum erro nas informações, pode fazer a retificação do documento. Para isso, é necessário acessar novamente o sistema, selecionar o ano-exercício que será corrigido e marcar a opção “retificadora” em “tipo de declaração”.

Depois, basta alterar os dados necessários e enviar uma nova versão da declaração. A recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão. Para retificar a DASN-SIMEI, o MEI deve:

Acessar o Portal do Empreendedor;Entrar na área da Declaração Anual do Simples Nacional;Informar o CNPJ;Selecionar o ano-exercício que precisa ser corrigido;Escolher a opção “retificadora” em “tipo de declaração”;Corrigir as informações necessárias;Conferir os dados e transmitir novamente a declaração;Salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão.

A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento.

O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano.

O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias.

Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal.

🧮 Como fazer a declaração anual de MEI💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora?

Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado.

Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI";Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração;O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas;Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos.

A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025.

A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50.

O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos.

O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura).

🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil.

Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades:

O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional.Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros.

"O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira.

Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador.

Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal.

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Imposto de Renda 2026 chega aos últimos dias; veja documentos e erros para evitar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 01:02

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026 chega aos últimos dias; veja documentos e erros para evitar Prazo para declaração vai até 29 de maio. Contribuintes precisam ter atenção na hora de preencher informações para evitar cair na malha fina. Por Redação g1 — São Paulo

O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 entrou na reta final nesta semana. Para evitar a multa por atraso, os contribuintes precisam enviar a declaração até 29 de maio.

Para não cair na malha fina, é importante que o contribuinte tenha em mãos seus documentos pessoais e todos os informes de rendimentos.

Além disso, o Fisco alerta para erros comuns no momento de declarar. A falta de atenção, a digitação incorreta ou o preenchimento incompleto das informações podem levar a declaração a ficar retida na malha fina.

Veja abaixo a lista de documentos necessários, quais erros evitar e outras perguntas e respostas sobre o IR 2026.

O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 entrou na reta final nesta semana. Para evitar a multa por atraso, os contribuintes precisam enviar a declaração até 29 de maio. A expectativa da Receita é de que cerca de 44 milhões de declarações sejam entregues neste ano.

Para não cair na malha fina, é importante que o contribuinte tenha em mãos seus documentos pessoais e todos os informes de rendimentos — seja da empresa em que trabalha, de instituições financeiras ou de outras fontes de renda recebidas no ano passado.

Além disso, o Fisco alerta para erros comuns no momento de declarar. A falta de atenção, a digitação incorreta ou o preenchimento incompleto das informações podem levar a declaração a ficar retida na malha fina.

Veja abaixo a lista de documentos necessários, quais erros evitar e outras perguntas e respostas sobre o IR 2026:

Veja a lista de documentos necessários para a declaraçãoQuais erros evitar para não cair na malha fina?Quem é obrigado a declarar?Como baixar o programa?Até quando vai o prazo de declaração do Imposto de Renda 2026?A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil já está valendo?Quando vou receber a restituição?Quem tem prioridade para receber a restituição?O que é o 'cashback' anunciado pelo Fisco?Quais são os limites para dedução?

Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores;Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.;Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.;Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras;Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão;Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros).

Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário;Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda;Boleto do IPTU;Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver.

Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário.Renda variávelControle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável);DARFs de Renda Variável;Informes de rendimento auferido em renda variável.

Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora);Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora);Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno);Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora);Recibos de doações efetuadas;Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT;Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços.

Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes;Endereços atualizados;Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue;Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja;Atividade profissional exercida atualmente.

O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras.

Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis;Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador;Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira.

Segundo a Receita Federal, um dos principais motivos para a declaração ficar retida na malha fina é o erro de preenchimento.

"A falta de atenção, a digitação indevida e a o preenchimento incompleto das informações muitas vezes fazem a declaração ficar retida para análise", alerta o fisco, reiterando que é importante preencher o IR com calma e atento aos documento que comprovem os dados prestados.

Omissão de rendimentos: ocorre quando o contribuinte deixa de informar rendimentos recebidos ou declara valores inferiores aos reais. Esse erro é comum em casos de rendas eventuais, como trabalhos temporários ou serviços prestados de forma ocasional;Omissão de rendimentos dos dependentes: ao incluir um dependente na declaração, todos os rendimentos recebidos por ele devem ser informados, inclusive aqueles que estejam dentro da faixa de isenção do Imposto de Renda. Às vezes, por exemplo, o filho realiza um estágio com remuneração isenta. No entanto, por constar como dependente na declaração do responsável, esse valor deve ser informado como rendimento tributável.Despesas médicas não confirmadas: ocorre quando o valor informado como despesa médica não é confirmado pelo profissional de saúde, clínica ou hospital;Despesas médicas não dedutíveis: algumas despesas não têm previsão legal para dedução no Imposto de Renda, como gastos com massagista, nutricionista, enfermagem, compra de óculos, cadeiras de rodas, medicamentos, vacinas e testes de farmácia (inclusive de covid-19). A exceção são os casos em que essas despesas integram a conta emitida pelo estabelecimento hospitalar.

quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;deseja atualizar bens no exterior;quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

O contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar).

Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções;Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar";Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente;Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar";Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar".

Os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal.

▶️ ATENÇÃO: Essa opção não pode ser usada, entre outros, por contribuintes que tenham recebido rendimento:

de rendimentos tributáveis recebidos do exterior;que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos;que tenham ganhos de capital na alienação de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira;que tenham ganhos de capital na alienação de moeda estrangeira em espécie; entre outros. Para ver todos os limites da declaração online e por aplicativo, clique aqui.

Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido.

Não. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi aprovada pelo governo no final do ano passado. A medida também prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais.

Apesar de entrar em vigor a partir de janeiro deste ano, as novas regras só serão declaradas no ano que vem. Isso porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos recebidos em 2025.

"Rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem. Na declaração deste ano, o contribuinte tem que considerar aquilo recebido no ano passado", explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca.

Diferentemente de anos anteriores, as restituições de 2026 serão pagas em quatro lotes. Segundo a Receita Federal, cerca de 80% dos pagamentos devem ser feitos nos dois primeiros lotes, ou seja, até o fim de junho.

A Receita prioriza a data de entrega da declaração, mas também segue uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes dos demais — mesmo que tenham enviado o documento nos últimos dias do prazo.

Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões, o contribuinte perde a posição na fila e vai para o fim do calendário de restituições.

idosos acima de 80 anos;idosos entre 60 e 79 anos;contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave;contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via PIX;contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX.

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, haverá um tipo de "cashback" do Imposto de Renda 2026, voltado para contribuintes específicos.

não precisa declarar neste ano de forma obrigatória (por estar fora da faixa de renda) e que, por isso, não enviará a declaração;teve alguma retenção na fonte em 2025; eque teria direito à restituição do IR.

Sem o envio da declaração de ajuste no prazo legal, essas pessoas normalmente ficariam sem a restituição. Neste ano, porém, a Receita depositará os valores automaticamente, em um lote no mês de julho.

Segundo a Receita Federal, os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo, que têm limites para dedução.

A regra para fazer a declaração simplificada continua a mesma. Quem optar por ela terá um desconto "padrão" de 20% na renda tributável.

Este abatimento substitui todas as deduções legais da declaração completa, entre elas aquelas de gastos com educação e saúde.

Quem teve gastos altos em 2025 com dependentes e saúde, por exemplo, pode optar por fazer a declaração completa do Imposto de Renda, pois esses gastos são dedutíveis.

Dependentes: o valor máximo é de R$ 2.275,08 por dependente, o mesmo do ano passado.Educação: nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite de dedução permaneceu em R$ 3.561,50 por dependente.Despesas médicas: as deduções continuam sem limite, ou seja, o contribuinte pode declarar todo o valor gasto e deduzi-lo do Imposto de Renda.

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Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão em site de apostas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 01:02

Tecnologia Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão em site de apostas Engenheiro de software está sendo processado por fraude e lavagem de dinheiro nos Estados Unidos. Investigadores afirmam que ele faturou ao especular na Polymarket sobre quem seria a pessoa mais buscada do Google em 2025. Por Victor Hugo Silva, g1

Um funcionário do Google lucrou US$ 1,2 milhão no site de especulações Polymarket ao acertar quem seria a pessoa mais buscada do ano. O segredo: uso indevido de informações privilegiadas.

Ele está sendo acusado nos Estados Unidos por cometer fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro. O processo foi aberto na quarta-feira (27) pela Procuradoria do Distrito Sul de Nova York e pelo FBI.

O italiano Michele Spagnuolo é engenheiro de software no Google desde 2014. Com residência na Suíça, ele passou por audiência com uma juíza federal em Nova York.

Os investigadores afirmam que Spagnuolo usou o seu acesso a um sistema interno do Google para acertar que o cantor americano D4vd seria a pessoa mais pesquisada no site em 2025, o que, de fato, aconteceu.

Por meio do apelido AlphaRacoon, o funcionário apostou US$ 2,5 milhões no nome de D4vd quando outros usuários ainda viam chances mínimas de o cantor aparecer no topo da lista, afirmaram as autoridades.

Como engenheiro de software do Google, Spagnuolo usou seu acesso a dados internos de sistemas da empresa para definir sua especulação no Polymarket, um dos maiores sites de mercados de previsão.

❓ Um mercado de previsão é uma plataforma de compra e venda de contratos baseados em palpites sobre eventos futuros. Cada contrato tem um preço baseado na chance de o evento acontecer e paga um valor caso ele se concretize. Quanto menor a probabilidade, menor o preço e maior o retorno para quem acertar.

A plataforma do Google tem alertas de que as informações são privadas, e o funcionário teve que concordar com políticas de confidencialidade da empresa. Ainda assim, fez apostas de outubro a dezembro de 2025, segundo a investigação.

O lucro indevido veio em 4 de dezembro, quando o Google publicou suas listas com os principais temas do ano em suas buscas.

Segundo a ação, após receber o dinheiro pela especulação, Spagnuolo tomou medidas para ocultar o uso ilegal de informações particulares e a origem de seus lucros ilícitos.

"As acusações reforçam uma mensagem de décadas: executivos de empresas não podem usar informações confidenciais para obter lucro em nossos mercados", disse Jay Clayton, procurador federal para o Distrito Sul de Nova York.

Esta não é a primeira polêmica envolvendo o uso de informações privilegiadas para faturar em mercados de previsão.

Um investidor anônimo ganhou R$ 2 milhões em janeiro por apostar na derrubada de Nicolás Maduro. O lucro foi alto porque o contrato foi feito antes mesmo da divulgação da operação militar dos EUA que levou a prisão do então presidente venezuelano.

Com preocupações sobre o uso de informações privilegiadas para apostar em eventos futuros, a Casa Branca orientou funcionários a não usarem discussões internas para especularem nas plataformas.

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Lula diz que fim da escala 6×1 é ‘conquista civilizatória’, agradece Motta e diz que trabalhará pela aprovação no Senado Federal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 01:02

Política Lula diz que fim da escala 6×1 é 'conquista civilizatória', agradece Motta e diz que trabalhará pela aprovação no Senado Federal Câmara dos Deputados aprovou uma PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1. Texto vai ao Senado. Por Filipe Matoso, Pedro Henrique Gomes, GloboNews e g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a aprovação do fim da escala 6×1 pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) é uma "conquista civilizatória", agradeceu o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) e afirmo que trabalhará pela aprovação no Senado Federal.

"A aprovação do fim da escala 6×1 com redução de jornada e sem redução de salário, pela Câmara, é uma conquista histórica e civilizatória", disse Lula.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1.

🗳️ A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. A proposta segue para análise dos senadores.

🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação.

"Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família. Ao descanso. À vida além do trabalho. As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem", disse Lula.

"É uma vitória sobretudo das mulheres que, historicamente e injustamente, enfrentam jornada superior, desigual. Uma medida que só foi possível graças à imensa mobilização da sociedade", continuou Lula.

A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)(c), entre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasi-AP)(e), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos- PB), durante a cerimônia de assinatura da medida provisória da reforma do setor elétrico, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 21 de maio de 2025. Pelas regras propostas, beneficiários da Nova Tarifa Social de Energia não vão pagar contas de luz com faixa de consumo de até 80 kWh. A mudança foi anunciada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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Escala 6×1: Motta diz que avanços sempre enfrentaram resistências e que reduzir jornada é ‘promoção da saúde’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 01:02

Política Escala 6×1: Motta diz que avanços sempre enfrentaram resistências e que reduzir jornada é 'promoção da saúde' Texto aprovado pela Câmara nesta quinta estabelece duas folgas por semana e redução de 44 para 40 horas por semana em até 14 meses. Projeto será encaminhado ao Senado Federal. Por Luiz Felipe Barbiéri, Paloma Rodrigues, g1 e TV Globo — Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que avanços sempre enfrentaram resistências e que reduzir jornada é "promoção da saúde". Motta deu a declaração após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1.

"A história nos mostra que os avanços civilizatórios sempre enfrentaram resistências. Foi assim quando se decidiu criar a Carteira de Trabalho. Foi assim quando o país adotou o fim da escravidão, os contrários diziam que o país não suportaria. Mas o Brasil optou pelo avanço, fruto de nossas decisões políticas", afirmou Motta.

"Por isso, reduzir a jornada não é apenas reorganizar horários. É uma medida estrutural de promoção da saúde. É uma política pública", continuou.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1. A será enviada ao Senado Federal.

🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação.

Mais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra.

"A redução de jornada não é a vilã de produtividade. Precisamos reconhecer uma realidade: o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho no mundo. Ao mesmo tempo, convive há décadas com a estagnação da produtividade. Isso mostra que produtividade não pode continuar sendo medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas", disse Motta.

O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.

Pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta — Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

Há 52 minutos Votações no Congresso Eleições 2026Flávio Bolsonaro se encontra com JD Vance e Rubio e fala sobre facções

Há 6 horas Mundo Trump elogiou Lula durante reunião com FlávioHá 6 horasSADI: Flávio usou foto com Trump para tentar tirar foco da crise do MasterHá 6 horasSADI: Caiado e Zema falam em unir candidaturas ao Planalto

Há 8 horas Blog da Andréia Sadi Caiado diz que voltará a se encontrar com Zema em 10 diasHá 8 horasNATUZA: dirigentes do PSD criticam possibilidade de Zema virar vice de CaiadoHá 8 horasApuração da Polícia FederalRioprevidência pôs R$ 80 milhões no Master um dia após Castro ir a degustação de uísque de Vorcaro

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Imposto de Renda 2026: quais os erros mais comuns na declaração dos MEIs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 01:02

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: quais os erros mais comuns na declaração dos MEIs Confundir obrigações, errar no cálculo do lucro e não separar finanças pessoais da empresa estão entre os principais deslizes que podem levar os MEIs à malha fina. Por Redação g1 — São Paulo

O MEI tem duas obrigações distintas: a DASN-SIMEI, declaração anual da empresa (obrigatória mesmo sem faturamento), e o IRPF, da pessoa física, exigido apenas se houver enquadramento nos critérios da Receita Federal.

Para o IRPF 2026 (ano-calendário 2025), deve declarar quem se enquadrar nas regras — como ter rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, bens superiores a R$ 800 mil ou rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, entre outros casos.

Um erro comum é declarar o faturamento como renda tributável. A lei permite que parte do lucro seja isenta: 8% (comércio e indústria), 16% (transporte) e 32% (serviços).

Misturar finanças pessoais e da empresa dificulta a comprovação dos valores e pode levar a questionamentos da Receita, que pode interpretar depósitos como renda não declarada.

Com a proximidade do prazo de entrega do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), muitos microempreendedores individuais (MEIs) ainda cometem erros que podem gerar multas, cobranças indevidas e problemas com a Receita Federal.

A principal dificuldade está em entender que o MEI possui obrigações tanto como empresa quanto como pessoa física – e que elas não se confundem. Segundo especialistas, boa parte das inconsistências poderia ser evitada com informação e organização ao longo do ano.

“A maioria dos erros não acontece por má-fé, mas por desconhecimento das regras ou pela falta de separação entre o CPF e o CNPJ”, explica Layla Caldas da Silva, analista de políticas públicas do Sebrae.

Além de manter em dia as obrigações tributárias da empresa, o microempreendedor também deve ficar atento aos impostos que precisa pagar como pessoa física.

Como qualquer brasileiro, o MEI tem a obrigação de entregar a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 se os seus rendimentos tributáveis ultrapassaram o valor de R$ 35.584,00 no ano passado.

É importante lembrar que a declaração considera o CPF, e não o CNPJ. Segundo o analista de atendimento ao cliente do Sebrae, Marcus Reis, a principal confusão entre os microempreendedores está justamente nessa separação.

O faturamento corresponde a tudo o que a empresa recebe com vendas ou prestação de serviços. Já a renda pessoal é o lucro efetivamente retirado pelo empreendedor. (veja como calcular)

Quem não fizer o procedimento dentro do prazo, que vai até 29 de maio, está sujeito a multas e pode ter problemas com a Receita Federal. A multa mínima é de R$ 165,74 a um valor máximo correspondente a 20% do imposto devido.

No caso do MEI, ter pendências com o Fisco, mesmo que relacionadas apenas à pessoa física, também pode impactar os negócios da empresa, alerta Kályta Caetano, chefe de contabilidade da plataforma de gestão MaisMei.

"O MEI com débitos no IRPF pode enfrentar dificuldades na obtenção de certidões negativas de débitos, essenciais para participar de licitações públicas, obter financiamentos, entre outros", explica.

O MEI tem duas obrigações diferentes: a DASN-SIMEI, que é a declaração anual da empresa, obrigatória todos os anos até maio, e o IRPF, que é a declaração da pessoa física, exigida apenas se o empreendedor se enquadrar nos critérios da Receita Federal. (veja quais são deste ano)

Um erro comum é achar que uma substitui a outra — o que não acontece. “A DASN-SIMEI é sempre obrigatória, mesmo que o MEI não tenha faturado. Já o Imposto de Renda só deve ser entregue se a pessoa física atender aos critérios da Receita. São obrigações diferentes, com finalidades distintas”, reforça Layla Caldas da Silva.

Na declaração de 2026, referente ao ano-calendário de 2025, o MEI deve entregar o IRPF se se enquadrar em algum dos critérios da Receita Federal — como ter rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, bens e direitos superiores a R$ 800 mil ou rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, entre outras situações.

Mesmo quem não é obrigado pode declarar para recuperar imposto pago ou comprovar renda. “Muita gente deixa de declarar por achar que não precisa, mas acaba perdendo restituição ou tendo dificuldade para comprovar renda”, explica a analista de políticas públicas do Sebrae.

Outro erro frequente é informar o faturamento da empresa como rendimento tributável. A legislação permite que parte do lucro seja considerada rendimento isento, conforme a atividade exercida: 8% para comércio e indústria, 16% para transporte e 32% para serviços.

Apenas o valor que ultrapassa esse percentual é tributável. “Quando o MEI informa o faturamento bruto como se fosse salário, ele cria uma inconsistência e corre o risco de pagar imposto a mais ou cair na malha fina”, alerta Layla.

Usar a mesma conta bancária para despesas pessoais e movimentações do MEI dificulta a comprovação da origem dos recursos. A Receita pode interpretar depósitos como renda não declarada.

“Separar as contas é uma das atitudes mais simples e mais importantes para o MEI. Isso facilita a declaração e reduz muito o risco de questionamentos”, orienta a especialista.

Mesmo sendo um regime simplificado, o CNPJ ativo do MEI deve ser informado na ficha de bens e direitos da declaração de pessoa física para evitar inconsistências no cruzamento de dados da Receita Federal.

O MEI precisa manter registros mensais das entradas e saídas da empresa. Esses documentos são fundamentais para comprovar o lucro e a distribuição ao empreendedor.

“Sem comprovantes, o MEI perde a principal defesa em caso de fiscalização. O que parece um detalhe pode virar um grande problema”, destaca Layla.

Antes mesmo de declarar o Imposto de Renda da pessoa física, o MEI deve conferir se a DASN-SIMEI do ano anterior foi entregue corretamente e está regular. Pendências nessa obrigação podem impactar diretamente o IRPF.

“Uma DASN-SIMEI com erro ou em atraso compromete toda a organização fiscal do MEI. Por isso, a recomendação é sempre regularizar a empresa antes de declarar a pessoa física”, conclui.

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Datafolha: 71% dos trabalhadores dizem não temer o desemprego

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/05/2026 01:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%Oferecido por

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (27) mostra que 71% dos brasileiros acreditam não correr risco de demissão ou de ficar sem emprego. Outros 9% veem alguma chance de que isso aconteça, enquanto para 19%, o risco é grande. Esses são os melhores números desde 2013.

O levantamento foi feito nos dias 12 e 13 de maio, em um momento em que a taxa de desocupação —que mede o percentual de pessoas procurando emprego— está em nível historicamente baixo: cerca de 6%. Durante a pandemia de Covid-19, esse número chegou a quase 15%.

Foram 1.312 entrevistados com 16 anos ou mais em 139 municípios em todo o Brasil. A margem de erro para esse dado é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

O número de otimistas é maior entre pessoas com 60 anos ou mais (80%) e funcionários públicos (84%). Já entre entre aqueles com renda de até dois salários mínimos (R$ 3.242), é menor (65%).

As pessoas ouvidas pelo Datafolha atualmente possuem um trabalho —formal ou não— e fazem parte da PEA (População Economicamente Ativa), como assalariados, autônomos e empresários. Já desempregados, aposentados e estudantes, por exemplo, não entram na conta.

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O otimismo identificado pela pesquisa está em um dos patamares mais altos na série histórica do Datafolha. Valores acima da marca de 70% foram verificados anteriormente no segundo governo Lula (2007-2010) e no primeiro governo Dilma Rousseff (2011-2014).

No final desse período, o Brasil entrou na maior recessão da história recente. Na época, o desemprego chegou a quase 14% e permaneceu alto até 2021. Atualmente, está em 6,1%.

O recorde registrado pelo Datafolha foi de 75% de pessoas que avaliavam não haver risco de ficar sem trabalho, em março de 2013. Na época, o desemprego medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estava em 8%.

Na última vez em que o instituto fez o mesmo levantamento, em julho de 2019, 58% disseram não correr risco de ser demitidos ou ficar sem trabalho, 25% viam algum risco e 15%, grande risco. Naquele momento, a taxa de desocupação era de 11,9%.

Na mesma pesquisa, 58% dos entrevistados disseram que a possibilidade de ficar sem emprego ou trabalho é uma coisa que não lhes dá medo. Para 21%, é o que mais lhes dá medo. Para 20%, é uma das coisas que desperta esse sentimento. Esses resultados também estão próximos dos patamares vistos de 2010 a 2014.

Em julho de 2019, 41% disseram que a falta de trabalho era uma coisa que não lhes dava medo. Para 31%, era o que lhes dava mais medo, e para 26%, era uma das coisas que os preocupava.

Atualmente, o percentual dos que estão despreocupados é maior nas faixas de pessoas mais escolarizadas (61%), com 60 anos ou mais (65%) e com renda superior a 10 salários mínimos (75%). O número é de 50% nas faixas menos escolarizadas, entre pessoas de 16 a 24 anos e no grupo com renda de até dois mínimos.

Apesar dos números positivos do mercado de trabalho, incluindo o aumento dos rendimentos, pesquisa do Datafolha de abril mostrou que quase metade dos brasileiros buscou renda alternativa nos últimos meses, sobretudo entre quem recebe até dois salários mínimos. Ao mesmo tempo, cerca de 60% afirmam não ter recursos suficientes para pagar todas as contas.

Já em março, outro levantamento do Datafolha apontou que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada, enquanto 27% se dizem contrários à mudança.

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