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O que as novas compras agrícolas da China nos EUA significam para o comércio global?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 12:57

Agro O que as novas compras agrícolas da China nos EUA significam para o comércio global? Países concordaram em expandir o comércio agrícola e eliminar as barreiras não tarifárias para carne bovina e aves, informou o Ministério do Comércio chinês. Por Ella Cao, Naveen Thukral

A China prometeu importar pelo menos US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões) por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de soja, durante três anos.

Maior importadora de produtos agrícolas do mundo, a China reduziu drasticamente as compras dos EUA após a guerra comercial do ano passado entre as duas maiores economias globais.

No entanto, os dois países concordaram em expandir o comércio agrícola e eliminar as barreiras não tarifárias para carne bovina e aves.

A promessa de US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões), além dos compromissos existentes com a soja, levaria o total das importações agrícolas da China nos EUA para perto de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões (de R$ 141,8 bilhões a R$ 152 bilhões) por ano.

O aumento das compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos deve ocorrer às custas das exportações de fornecedores rivais.

O presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), posa para fotos com o presidente da China, Xi Jinping, durante uma visita ao Jardim Zhongnanhai, em Pequim, em 15 de maio de 2026. — Foto: Evan Vucci / Pool / AFP

A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões) por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de soja, durante três anos, informou a Casa Branca no último domingo (17), após uma cúpula dos líderes dos dois países em Pequim, na semana passada.

Maior importadora de produtos agrícolas do mundo, a China reduziu drasticamente as compras dos EUA após a guerra comercial do ano passado entre as duas maiores economias globais.

No entanto, os dois países concordaram em expandir o comércio agrícola e eliminar as barreiras não tarifárias para carne bovina e aves, informou o Ministério do Comércio chinês.

A seguir, os principais detalhes do comércio agrícola entre os países e como essas compras podem evoluir:

A promessa de US$ 17 bilhões (R$ 86,1 bilhões), além dos compromissos existentes com a soja, levaria o total das importações agrícolas da China nos EUA para perto de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões (de R$ 141,8 bilhões a R$ 152 bilhões) por ano, segundo operadores e analistas.

O valor ainda fica abaixo do pico de US$ 38 bilhões (R$ 192,5 bilhões) em 2022, mas muito acima dos US$ 8 bilhões (R$ 40,5 bilhões) do ano passado e dos US$ 24 bilhões (R$ 121,6 bilhões) em 2024.

Para atingir essa meta, Pequim terá de ampliar significativamente as compras de trigo, grãos para ração, carne e produtos agrícolas não alimentícios, como algodão e madeira, segundo operadores e analistas.

Pequim cumpriu o compromisso de comprar 12 milhões de toneladas de soja, além de adquirir algum volume de trigo e uma grande quantidade de sorgo, após um acordo firmado em outubro passado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.

Como parte desse acordo, a Casa Branca afirmou que a China compraria pelo menos 25 milhões de toneladas de soja por ano.

O aumento das compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos deve ocorrer às custas das exportações de fornecedores rivais…

"Alcançar US$ 17 bilhões anuais excluindo a soja provavelmente exigiria que a China redirecionasse intencionalmente as compras dos fornecedores existentes para os Estados Unidos por motivos políticos e estratégicos, e não por motivos puramente comerciais", disse Cheang Kang Wei, vice-presidente da StoneX em Cingapura, à Reuters.

O Brasil, principal fornecedor de soja da China, com 73,6% de participação no mercado em 2025, também se tornou seu principal fornecedor de milho. No ano passado, a China aprovou as importações de grãos secos de destilaria brasileiros (DDGS), ingrediente para ração animal com alto teor de proteína obtido durante o processo de fabricação de etanol.

A Austrália, que foi o principal fornecedor de trigo da China em 2023 e de sorgo em 2025, pode enfrentar queda na demanda se o trigo e o sorgo dos EUA ganharem terreno. As importações de cevada também podem sofrer pressão, enquanto as maiores compras de carne bovina dos EUA podem reduzir a demanda pela carne bovina premium da Austrália na China.

Outros grandes fornecedores, como o Canadá e a França, no caso do trigo, e a Argentina, no caso do sorgo, também podem ter uma demanda menor.

Espera-se que a China comece a comprar soja dos Estados Unidos da nova safra para embarques a partir de outubro, já que os preços da produção norte-americana estão competitivos em relação aos brasileiros, segundo operadores do mercado.

"A compra de 25 milhões de toneladas de soja dos EUA não deve ser um problema, pois os preços dos EUA estão bastante atraentes agora", disse um especialista que negocia sementes oleaginosas à Reuters. "Eles podem comprar para esmagamento e também para estocagem."

As estatais Cofco e Sinograin devem liderar as compras de soja dos Estados Unidos enquanto a China mantiver uma tarifa adicional de 10%, segundo operadores.

A China reduziu drasticamente sua dependência da soja dos Estados Unidos desde o primeiro mandato de Donald Trump. Em 2024, o produto norte-americano representou cerca de um quinto das importações chinesas, ante 41% em 2016.

É provável que os comerciantes estatais chineses continuem como principais compradores de milho e trigo dos Estados Unidos, já que recebem cotas de importação com tarifas reduzidas.

A China possui cotas de importação de 9,64 milhões de toneladas para o trigo e 7,2 milhões para o milho, com tarifa de 1%. As compras que excedem essas cotas estão sujeitas a tarifas de até 65%.

Em 2025, a China comprou apenas US$ 5 milhões (R$ 25,3 milhões) em milho dos Estados Unidos, bem abaixo dos US$ 561,5 milhões (R$ 2,8 bilhões) registrados no ano anterior. Os embarques foram interrompidos após junho, segundo dados da alfândega chinesa.

As importações de trigo caíram para quase zero em 2025, após somarem 1,9 milhão de toneladas, equivalentes a cerca de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), em 2024.

Espera-se que a China aumente as compras de grãos para ração, incluindo sorgo, após fortes chuvas prejudicarem a produção no norte do país em 2025.

Desde novembro, Pequim comprou pelo menos 2,5 milhões de toneladas de sorgo dos Estados Unidos para compensar a escassez de milho no mercado interno. Já compras mais relevantes de DDGS dependeriam da suspensão das tarifas antidumping e antissubsídios em vigor desde 2017.

A China é um mercado importante para produtos como pés de frango, orelhas de porco e miúdos dos Estados Unidos — itens com pouca demanda no mercado americano.

As importações de carne bovina e de aves dos Estados Unidos devem aumentar após Pequim indicar que os dois países vão trabalhar para resolver pendências comerciais.

Na sexta-feira, a China concedeu extensões de registro por cinco anos a 425 unidades produtoras de carne bovina dos Estados Unidos, que haviam sido em grande parte suspensas após o vencimento das licenças no ano passado. Além disso, aprovou novos registros de cinco anos para outras 77 unidades.

Pequim introduziu, em dezembro passado, um sistema de cotas para importação de carne bovina, com tarifa de 55% para volumes acima do limite estabelecido. A medida atinge os principais fornecedores, incluindo os Estados Unidos, e tem como objetivo proteger a indústria local.

As importações chinesas também podem incluir produtos não alimentícios, como algodão e madeira. No caso do algodão, as compras caíram de US$ 1,85 bilhão (R$ 9,4 bilhões) em 2024 para US$ 225,7 milhões (R$ 1,1 bilhão) no ano passado.

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Furtos de energia no Brasil causam um prejuízo bilionário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 10:58

Jornal Nacional MoedasDólar ComercialR$ 5,011-1,11%Dólar TurismoR$ 5,229-0,89%Euro ComercialR$ 5,841-0,82%Euro TurismoR$ 6,106-0,64%B3Ibovespa176.270 pts-0,57%MoedasDólar ComercialR$ 5,011-1,11%Dólar TurismoR$ 5,229-0,89%Euro ComercialR$ 5,841-0,82%Euro TurismoR$ 6,106-0,64%B3Ibovespa176.270 pts-0,57%MoedasDólar ComercialR$ 5,011-1,11%Dólar TurismoR$ 5,229-0,89%Euro ComercialR$ 5,841-0,82%Euro TurismoR$ 6,106-0,64%B3Ibovespa176.270 pts-0,57%Oferecido por

Só no ano passado, os gatos causaram 620 mil apagões em todo o país, prejudicando pelo menos 2,1 milhões residências e pontos comerciais em todo país.

As ligações clandestinas desviaram energia elétrica no Brasil causam prejuízo bilionário. Além de interrupções no fornecimento, o furto a também pesa no preço da conta de luz do brasileiro.

É nesse emaranhado de fios que uma das maiores riquezas produzidas pelo país é furtada. Os prejuízos causados pelos gatos de energia elétrica chegam a patamares inimagináveis.

De acordo com a Associação das Distribuidoras de Energia, só em 2024 foram desviados mais de 22,5 bilhões de kWh no país. Quase o dobro de toda a produção de Belo Monte, a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil.

Energia suficiente para abastecer toda a Região Sudeste por um mês. Quando a gente olha para os estados, o Amazonas bate recorde no ranking de energia furtada.

"Com a própria modernização de redes , já se combatem os desvios de energia nesses locais onde está sendo feita a modernização. E combatendo as perdas, nós poderíamos usar esse recurso para fazer investimento", diz o engenheiro de perdas Rodrigo Inocêncio.

No total consolidado por estados, o Amapá fica em segundo lugar, com R$ 22 de perdas. Depois vêm Rio de Janeiro, Pará, Rondônia e Pernambuco.

O furto de energia não traz problemas apenas para as distribuidoras, mas principalmente para os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam o sistema, provocam incêndios e quedas de fornecimento nos períodos de maior consumo.

Só no ano passado, os gatos causaram 620 mil apagões em todo o país, prejudicando pelo menos 2,1 milhões residências e pontos comerciais em todo país.

Os gatos provocaram um prejuízo de R$ 10 bilhões de reais para as concessionárias em 2025. Uma perda que é dividida com o consumidor que paga sua conta regularmente. As distribuidoras estimam que o impacto na conta de luz é de quase 3%.

"Acontece principalmente no que nós chamamos de áreas de restrição operativa em comunidades conflagradas muitas vezes pelo crime e que as distribuidoras muitas vezes são impedidas de estarem operando e precisam das forças de segurança para poder fiscalizar esses furtos", diz Patricia Audi, presidente da Abradee.

Mas os furtos acontecem também em outras áreas. Em Salvador, a polícia encontrou uma ligação clandestina em uma fábrica de bebidas energéticas.

Luz suficiente para abastecer 3.200 residências por 15 dias. No Rio, a polícia já encontrou gato para carregador de carro elétrico.

Se a gente considerar apenas as distribuidoras, a Light tem o maior índice de perdas: 22% em furtos. A companhia atende a 31 municípios do estado do Rio, incluindo grande parte da Região Metropolitana.

"O ano passado a gente regularizou mais de 140 mil entre regularizações e cortes de ligações irregulares na área de concessão. Mesmo assim, o volume perdido de energia do ano passado é equivalente a alimentar uma cidade de 80 mil habitantes por um ano inteiro", comentou Rodrigo Brandão, diretor de distribuição da Light.

O especialista em energia, Jerson Kelman, diz que os gatos são um problema de segurança pública e que a população mais vulnerável é altamente prejudicada.

"É principalmente um problema para a população que vive em áreas ocupadas por facções, onde o Estado não consegue entrar, não tem segurança, e que essas populações, às vezes, têm que pagar a quem ocupa o território. Enquanto tiverem bolsões onde o Estado brasileiro não consegue estar presente, nós vamos ter uma situação desarranjada em que a população é desassistida, tem um serviço de péssima qualidade e a população em geral paga parte do custo da energia que é furtada", ressaltou Jerson Kelman – professor da UFRJ.

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Donald Trump desiste de processo de US$ 10 bilhões contra Receita dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 10:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,014-1,06%Dólar TurismoR$ 5,230-0,86%Euro ComercialR$ 5,843-0,78%Euro TurismoR$ 6,107-0,61%B3Ibovespa176.405 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,014-1,06%Dólar TurismoR$ 5,230-0,86%Euro ComercialR$ 5,843-0,78%Euro TurismoR$ 6,107-0,61%B3Ibovespa176.405 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,014-1,06%Dólar TurismoR$ 5,230-0,86%Euro ComercialR$ 5,843-0,78%Euro TurismoR$ 6,107-0,61%B3Ibovespa176.405 pts-0,5%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu do processo de US$ 10 bilhões contra a Receita americana.

Ele apresentava a ação em nome pessoal, ao lado de seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e do conglomerado da família.

A denúncia era de que o órgão não teria evitado o vazamento das declarações de imposto de renda do republicano para a imprensa.

O caso começou após um ex-funcionário terceirizado da Receita Federal dos EUA repassar documentos fiscais de Trump para a imprensa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 12 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump desistiu do processo de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) que movia contra a Receita Federal americana (IRS, na sigla em inglês), segundo um documento judicial divulgado nesta segunda-feira (18) e obtido pela agência Reuters.

Em janeiro deste ano, Trump apresentou a ação em nome pessoal, e não como presidente, ao lado de seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e do conglomerado da família, a Trump Organization.

Eles acusavam o órgão de não ter evitado o vazamento das declarações de imposto de renda do republicano para a imprensa durante seu primeiro mandato.

O caso começou após um ex-funcionário terceirizado da Receira americana, Charles Littlejohn, repassar documentos fiscais de Trump para veículos como o The New York Times e a ProPublica em 2019 e 2020.

Littlejohn se declarou culpado em 2023 pelo vazamento. Atualmente, ele cumpre uma pena de prisão de cinco anos.

Durante seu primeiro mandato presidencial, as declarações de impostos de Trump foram foco de especulação depois que o presidente rompeu com a tradição de seus antecessores e se recusou a divulgá-las como candidato.

Uma reportagem do The New York Times publicada em setembro de 2020 revelou que Donald Trump pagou apenas US$ 750 (cerca de R$ 3,7 mil) em imposto de renda federal em 2016 e 2017 e não pagou o tributo em 10 dos 15 anos anteriores.

Após a divulgação, Trump afirmou ter pago “milhões de dólares em impostos”, mas sem apresentar provas. O republicano disse que utilizou mecanismos legais, como créditos fiscais e depreciação, para reduzir o valor devido.

"Eu paguei muitos milhões de dólares em impostos, mas tive direito, assim como todo mundo, a depreciação e créditos fiscais", escreveu na época.

"Eu não estou nem um pouco endividado — eu tenho poucas dívidas comparadas ao valor dos meus ativos."

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Comissão aprova projeto de lei que suspende por 10 anos CNH de motorista que causar morte ao volante

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 10:58

Carros Comissão aprova projeto de lei que suspende por 10 anos CNH de motorista que causar morte ao volante Projeto aumenta também pena de reclusão para motorista condenado por homicídio culposo ao conduzir veículo. Texto vai passar por comissões antes de ser votado no Congresso. Por Redação g1

São Carlos registra 27 mortes em acidentes de trânsito em 1 ano, aponta Infosiga — Foto: Ely Venancio/EPTV

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que endurece as penas para o crime de homicídio culposo (quando não existe intenção de matar) ao conduzir veículos.

O texto do PL 276/26, aprovado na última quarta-feira (13), estabelece em 10 anos a suspensão da CNH e aumenta o tempo de prisão.

Atualmente, o artigo 293 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) determina entre dois meses e cinco anos o tempo de suspensão do direito de dirigir para o condutor que for condenado por homicídio culposo.

Hoje, a pena de reclusão determinada pelo CTB é de dois a quatro anos. O projeto de lei aumenta esse tempo para detenção de quatro a oito anos.

O projeto agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Na mesma sessão, a comissão também aprovou regras para o uso de óculos inteligentes ao volante.

Segundo a autora do projeto, deputada Delegada Ione (Avante-MG), aumentar o tempo de suspensão de CNH tem caráter preventivo, pois afasta por período significativo o condutor que mostrou-se incapaz de dirigir com segurança.

Ainda de acordo com a deputada, é legítimo o Estado adotar uma pena para desestimular comportamentos imprudentes e negligentes ao volante.

O relator do projeto na Comissão, deputado Bebeto (PP-RJ), manteve a redação original do projeto. “Embora o tipo penal permaneça culposo, é inegável que muitas das condutas enquadradas nesse dispositivo decorrem de violações graves do dever objetivo de cuidado, revelando acentuada reprovabilidade social”, detalhou o deputado em seu voto.

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Carros inteligentes: como você pode estar sendo espionado sem saber (e o que fazer para evitar)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Carros Carros inteligentes: como você pode estar sendo espionado sem saber (e o que fazer para evitar) Dos seus dados físicos às suas expressões faciais, passando pelos lugares por onde você circula, os carros coletam uma quantidade surpreendente de informações sobre você. Por BBC

Os carros modernos são computadores sobre rodas, e grandes corporações estão usando esses veículos para coletar detalhes íntimos sobre a sua vida e lucrar ainda mais com isso — Foto: Getty Images via BBC

Carros costumavam significar liberdade. Quando peguei as chaves do velho Toyota da minha família pela primeira vez, parecia um rito de passagem. Era um sinal de que eu já tinha idade suficiente para escapar do olhar vigilante dos meus pais e entrar em um mundo em que o tempo e as decisões pertenciam apenas a mim. As coisas mudaram.

Os carros modernos são computadores sobre rodas, e grandes corporações estão usando esses veículos para coletar detalhes íntimos sobre a sua vida e lucrar ainda mais com isso.

Se você acha que dirigir ainda representa um momento de privacidade e independência, talvez seja melhor pensar novamente. E tudo indica que a situação está prestes a piorar bastante.

As próprias montadoras admitem isso, se você ler as suas políticas de privacidade. As informações coletadas podem incluir dados precisos sobre todos os lugares por onde você passa, quem está no carro com você, o que toca no rádio e até se você coloca o cinto de segurança, dirige acima da velocidade ou freia bruscamente.

Algumas empresas conseguem coletar informações ainda mais inesperadas, como peso, idade, raça e expressões faciais. Você cutuca o nariz?

Alguns carros têm câmeras internas apontadas para o banco do motorista. E a maioria já sai de fábrica conectada à internet, que pode enviar esses dados enquanto você dirige sem perceber.

Esse problema de privacidade também pode afetar o seu bolso. Entre os principais clientes desses dados estão as seguradoras, que usam essas informações para cobrar preços mais altos de alguns motoristas. Mas é impossível saber exatamente para onde seus dados estão indo.

Algumas montadoras admitem vender essas informações, mas não são obrigadas a revelar quem as compra. Isso sem falar no desconforto que tudo isso pode causar. Segundo especialistas, a maioria dos consumidores nem sabe que isso acontece.

"As pessoas ficariam chocadas com a quantidade de dados que seus carros coletam e transmitem para as montadoras ou aplicativos externos", afirma Darrell West, pesquisador sênior do Center for Technology Innovation, do Brookings Institute, em Washington D.C., nos Estados Unidos. "Basicamente, isso significa que a sua vida pode ser reconstruída quase segundo a segundo."

Você já está se sentindo desconfortável? Uma lei federal prestes a entrar em vigor nos EUA vai ampliar ainda mais a quantidade de dados que os carros poderão coletar sobre seus motoristas.

Em breve, montadoras americanas serão obrigadas a instalar câmeras biométricas infravermelhas e outros sistemas capazes de analisar linguagem corporal, rastrear movimentos dos olhos e monitorar outros aspectos do comportamento para identificar se o motorista está bêbado ou cansado demais para dirigir.

Ao mesmo tempo, isso abrirá espaço para uma nova leva de dados sobre saúde e hábitos pessoais. Não existem regras que limitem o que as montadoras podem fazer com essas informações.

É claro que também existem vantagens. Carros conectados à internet podem ser mais práticos. Os sensores instalados nesses veículos podem tornar a direção mais segura e confortável. Seguradoras também podem decidir cobrar menos de motoristas considerados prudentes ao volante.

Mas, com as montadoras expandindo rapidamente seus impérios de dados, este é um momento importante para entender o que acontece nesse universo e como isso afeta você.

Se o seu carro for relativamente novo, provavelmente já faz parte disso. A consultoria McKinsey estimou que 50% dos carros em circulação em 2021 tinham conexão com a internet e previu que esse número chegará a 95% até 2030. Se o seu carro está conectado, privacidade provavelmente já é uma questão que deveria preocupar você.

As montadoras também conseguem monitorar usuários quando eles conectam o celular ao sistema multimídia do veículo ou utilizam determinados aplicativos voltados para dirigir.

Alguns motoristas ainda aderem aos sistemas de telemetria das seguradoras, que acompanham o comportamento ao volante em troca de possíveis descontos.

Uma análise feita em 2023 pela Mozilla, responsável pelo navegador de internet Firefox, examinou as políticas de privacidade de 25 marcas de automóveis.

Nenhuma delas atendeu aos padrões de privacidade e segurança usados pela Mozilla em suas comparações. Segundo a Mozilla, carros são "a pior categoria de produto que já avaliamos em termos de privacidade".

De acordo com o relatório, as montadoras se reservam o direito de coletar informações como nome, idade, raça, peso, dados financeiros, expressões faciais, tendências psicológicas e outros dados pessoais. A política de privacidade da Kia, por exemplo, sugere que a empresa pode até coletar informações sobre a "vida sexual" e a saúde geral dos motoristas.

James Bell, porta-voz da Kia, afirmou que a empresa nunca coletou dados sobre a vida sexual ou a saúde de motoristas. Segundo Bell, essas categorias aparecem na política de privacidade apenas porque a companhia reproduz a definição de "dados sensíveis" adotada pelo Estado da Califórnia.

Ele afirmou que as práticas de privacidade da Kia são transparentes e que a empresa só compartilha dados com seguradoras quando os motoristas autorizam. A companhia, no entanto, não explicou quais tipos de "dados sensíveis" efetivamente coleta.

As informações coletadas podem incluir dados precisos sobre todos os lugares por onde você passa, quem está no carro com você, o que toca no rádio e até se você coloca o cinto de segurança, dirige acima da velocidade ou freia bruscamente — Foto: Getty Images via BBC

Talvez seja difícil imaginar concretamente como isso funciona, mas os carros atuais estão repletos de sensores: nos bancos, no painel, no motor, no volante, praticamente em toda parte.

Muitos veículos, por exemplo, têm câmeras internas e externas. Se você faz alguma coisa dentro de um carro moderno, há grandes chances de existir algum mecanismo capaz de informar a empresa disso.

A Mozilla descobriu que 19 montadoras afirmam, em suas políticas, que podem vender dados dos usuários, e isso já acontece na prática.

Nos EUA, órgãos estaduais e federais adotaram medidas contra a General Motors (GM) por supostamente vender dados de localização de veículos sem consentimento dos motoristas. Senadores americanos também acusaram a Honda e a Hyundai de práticas semelhantes, e esses são apenas os casos que vieram a público.

"Elas pegam todas as informações que coletam sobre você, e isso é muita coisa, e usam esses dados para tirar conclusões sobre quem você é, qual é o seu nível de inteligência, seu perfil psicológico e suas crenças políticas", afirma Jen Caltrider, analista de privacidade que liderou a pesquisa da Mozilla sobre automóveis. "Esse é o tipo de coisa em que as pessoas normalmente não pensam."

Segundo Caltrider, praticamente não existem regras sobre quem pode comprar esses dados ou para quais finalidades eles podem ser usados.

Isso vai além de as empresas espiarem sua vida privada. Por exemplo, a GM vendeu informações de motoristas para uma empresa chamada LexisNexis, especializada na compra e venda de dados de consumidores.

Um motorista que obteve acesso ao material descobriu, segundo relatos, que a LexisNexis tinha 130 páginas de informações detalhando todas as viagens feitas por ele e pela esposa ao longo de seis meses.

Ele contou ao jornal americano The New York Times que, depois de um aumento de 21% no valor do seguro, um corretor informou que os dados haviam influenciado o reajuste. A LexisNexis não respondeu ao pedido de entrevista da BBC.

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) tomou medidas contra a GM, que agora está proibida de vender dados de veículos pelos próximos cinco anos. Depois disso, a GM poderá retomar a prática desde que obtenha o consentimento explícito dos motoristas e cumpra outras exigências.

Enquanto isso, a LexisNexis e outras empresas continuam comercializando dados de veículos obtidos de outras montadoras e de aplicativos usados por motoristas. A GM também não respondeu aos pedidos de entrevista da BBC.

Acordos entre seguradoras, montadoras e empresas especializadas na compra e venda de dados são comuns e, desde que essas práticas estejam descritas nas políticas de privacidade aceitas pelos usuários, tudo isso é perfeitamente legal.

"As seguradoras vêm coletando enormes quantidades de dados dos consumidores, especialmente informações sobre hábitos de direção, e usando isso para tentar cobrar prêmios [preços] mais altos, negar cobertura ou classificar clientes em diferentes categorias", afirma Michael DeLong, pesquisador e ativista da Consumer Federation of America, organização sem fins lucrativos dos EUA voltada à defesa do consumidor.

As montadoras afirmam que obtêm autorização antes de monitorar os motoristas. Na prática, isso normalmente significa aceitar formulários e políticas de privacidade ao configurar o sistema multimídia do veículo ou aplicativos conectados ao carro. Em alguns modelos, esses avisos aparecem toda vez que o motorista liga o veículo. Você leu esses termos? Provavelmente não.

As montadoras também conseguem monitorar usuários quando eles conectam o celular ao sistema multimídia do veículo ou utilizam determinados aplicativos voltados para dirigir — Foto: Getty Images via BBC

Nos EUA, não existe uma lei federal abrangente sobre privacidade. As proteções adotadas por alguns Estados são fragmentadas e, segundo especialistas, insuficientes.

A situação é um pouco melhor na Europa, incluindo o Reino Unido, onde existem proteções específicas para determinados tipos de dados sensíveis e consumidores têm alguns direitos, como acessar informações pessoais e solicitar sua exclusão. Ainda assim, o problema está longe de ser resolvido na Europa.

"Os europeus continuam subordinados às políticas de privacidade", afirma Caltrider. "E é preciso confiar que as regras serão cumpridas e fiscalizadas, algo que nem sempre acontece, especialmente no setor automotivo."

O problema não é novo, mas há motivos para acreditar que ele esteja se acelerando. Uma lei americana determina que, nos próximos anos, montadoras instalem em novos veículos de passeio tecnologias avançadas de prevenção à direção sob efeito de álcool ou fadiga.

O objetivo é impedir que pessoas dirijam alcoolizadas, cansadas ou sem condições adequadas para conduzir, usando câmeras infravermelhas e outros sistemas de monitoramento.

O problema, segundo Caltrider e outros especialistas, é que a lei não prevê nenhuma regra sobre o destino dos dados gerados por essas tecnologias.

Um porta-voz da Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês), órgão responsável por implementar a regra, afirmou que a agência "está comprometida em reduzir mortes causadas por motoristas sob efeito de álcool usando todas as ferramentas disponíveis" e que "continua avaliando temas críticos e complexos", como preocupações relacionadas à privacidade.

A implementação da lei provavelmente será adiada porque a tecnologia ainda não está pronta, mas especialistas em privacidade já demonstram preocupação.

"Precisamos impedir que motoristas alcoolizados dirijam, e seria ótimo se houvesse garantias de que esses dados não serão usados para outras finalidades, mas não é isso que está acontecendo", afirma Caltrider. "Muitos dos avanços de coleta de dados em carros são apresentados sob o argumento da segurança."

Segundo Caltrider, isso pode entregar à indústria automotiva um enorme volume de informações que, na prática, equivalem a dados médicos — sem salvaguardas adequadas.

Como acontece com muitos problemas ligados à privacidade, a questão dos dados automotivos não tem uma solução simples, mas há algumas medidas que os consumidores podem tomar.

"Se você se preocupa com privacidade, não participe dos programas de telemetria das seguradoras", afirma DeLong. Segundo ele, os riscos são relevantes e os descontos prometidos não são garantidos.

Uma análise feita pelo Estado de Maryland, nos EUA, mostrou que 31% dos motoristas tiveram redução no valor do seguro, enquanto 24% passaram a pagar mais. Para 45%, não houve mudança.

No Reino Unido, na União Europeia e em alguns Estados americanos, consumidores podem solicitar uma cópia dos dados coletados pelas empresas e optar por impedir a venda ou o compartilhamento dessas informações. Também é possível exigir às empresas a exclusão dos dados.

No Brasil, as regras sobre compartilhamento de dados pessoais estão definidas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Algumas montadoras oferecem configurações de privacidade capazes de limitar o compartilhamento e a coleta de informações. Essas opções costumam estar disponíveis no sistema multimídia do veículo e nos aplicativos conectados ao carro. A revista americana Consumer Reports publicou um guia detalhado sobre o tema.

Essas medidas podem ajudar, afirma Caltrider, mas ele argumenta que os consumidores não deveriam precisar fazer tanto esforço para impedir violações de privacidade.

"Enquanto as regras não mudarem, enquanto os dados não forem realmente nossos e as empresas tiverem de pedir autorização para usá-los, acho que esse problema só vai piorar cada vez mais."

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Em Paris, ministro da Fazenda faz ‘chamada’ por investimentos estrangeiros e diz que Brasil está ‘barato’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18) que os ativos brasileiros, como ações, títulos públicos e outras aplicações financeiras, estão baratos.

Ele está em Paris (França) para compromissos relacionados ao G7 e encontros sobre inteligência artificial, transição energética e cooperação econômica internacional.

🔎O G7 é um grupo formado por sete das maiores economias industrializadas do mundo. O grupo se reúne regularmente para discutir temas globais como economia, comércio, segurança, guerras, clima e energia. A União Europeia também participa das reuniões, mas não é contada como integrante oficial.

Em meio à tensão nas bolsas de valores ao redor do mundo, resultado da guerra no Oriente Médio, Durigan disse que o Brasil pode ser classificado como um "porto seguro".

"Esse debate sobre a economia brasileira, como o nosso real está estável, como a bolsa brasileira, apesar das últimas semanas ter sofrido, como todas no mundo sofreram, é a bolsa que mais tem respondido bem ao investimento. Como os ativos brasileiros ainda me parecem interessantes, como estão ainda baratos, me parece, uma chamada para investimento no Brasil também tem sido bastante importante", disse Durigan.

Analistas têm observado que o Brasil tem atraído recursos durante a guerra por ser um exportador de "commodites" (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos) e por ter juros elevados.

Entre as oportunidades de investimento no Brasil, o ministro da Fazenda citou os chamados minerais críticos, essenciais para produtos de alta tecnologia, como bateria de celular e carro elétrico, chip de computador, painéis solares, turbinas eólicas e sistemas militares.

Ele lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou, neste mês, um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos.

"A diretriz da soberania, a União Brasileira é proprietária dos minerais críticos, não só dos minerais críticos, mas também reforçar esse papel, avançar para um estímulo à industrialização desses minerais no Brasil, fugindo um pouco da lógica histórica da gente ser meramente exportador de mineral crítico. E para isso, o incentivo ao investimento no país é fundamental e é fundamental da segurança jurídica. Por isso, um novo marco que garanta procedimentos céleres, procedimentos seguros, evitando judicialização com grande impactação com o setor", declarou Durigan.

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, fala em coletiva de imprensa final da Trilha de Finanças do G20 — Foto: Diogo Zacarias/MF

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Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 07:51

Fantástico Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa Casais que economizaram a vida inteira para construir a casa dos sonhos descobriram que a obra estava parada e o dinheiro do financiamento, sumido. Por Fantástico

Casais por todo o país denunciam construtoras por fraude na construção da casa própria com financiamento da Caixa.

Obras foram abandonadas, apresentam atraso ou sequer avançaram, apesar do dinheiro liberado pelo banco. Há casos de assinaturas falsas em perícias.

Especialistas afirmam que inconsistências nos laudos, como assinaturas falsas ou percentuais irreais de avanço, poderiam ter sido identificadas.

Um sonho antigo que virou pesadelo. Casais em diferentes regiões do país denunciam um esquema de fraude envolvendo construtoras e financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal. Mesmo após anos de pagamento e liberação de grandes valores pelo banco, as obras das casas continuam inacabadas, ou sequer avançaram como relatado na reportagem exibida pelo Fantástico.

Em um dos casos, o casal Isael e Marcela contratou financiamento de cerca de R$ 400 mil a R$ 500 mil para construir a casa própria. Três anos depois do início das obras, o terreno permanece com sinais de abandono. “Era para ser o lugar onde nossa filha ia crescer”, lamenta Marcela. A família vive de aluguel enquanto a construção permanece parada.

Segundo o modelo do financiamento, a Caixa libera o dinheiro em parcelas conforme o avanço da obra atestado por laudos técnicos. No caso do casal, esses relatórios indicavam que mais de 80% da casa estava pronta. Mas a realidade era bem diferente. Uma perícia apontou falsificação nas assinaturas de Marcela e concluiu que menos da metade da obra havia sido concluída.

Após suspeitar da fraude, o casal interrompeu o pagamento das parcelas. Como consequência, recebeu a informação de que o imóvel pode ir a leilão para quitar a dívida.

O mesmo tipo de irregularidade aparece em outras histórias. Em 2022, Guilherme e Bruna financiaram R$ 290 mil para construir a casa em Alvorada (RS). O responsável pela obra, que também se apresentava como funcionário da Caixa, orientava o casal durante o processo.

Apesar de a construtora ter recebido mais de R$ 200 mil do financiamento, a obra foi abandonada poucos meses depois. Nos relatórios enviados ao banco, itens como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas apareciam como praticamente concluídos — mas, na prática, nem sequer haviam sido iniciados.

O caso foi denunciado, e o homem ligado à construtora foi demitido da Caixa por justa causa, mas ainda não há condenação na Justiça.

Além do impacto emocional, as vítimas relatam prejuízos financeiros significativos. Guilherme, por exemplo, contraiu uma dívida superior a R$ 200 mil com o banco e ainda pagou R$ 62 mil diretamente à construtora. “A gente só queria uma casa para morar”, diz.

Já em Pernambuco, outro casal enfrentou situação semelhante. A construtora responsável foi denunciada por cobrar valores acima do executado na obra e se apropriar da diferença. O dono da empresa foi condenado por estelionato; o prejuízo ultrapassou R$ 126 mil.

Em geral, os contratos desse tipo colocam o cliente como responsável por administrar os pagamentos da obra. Para o banco, em geral, se houver fraude, trata-se de uma questão entre cliente e construtora. A Caixa também informou que apura eventuais irregularidades cometidas por funcionários.

Ainda assim, especialistas apontam que inconsistências nos laudos, como assinaturas falsas ou percentuais irreais de avanço, poderiam ter sido identificadas previamente.

Mesmo após as fraudes, alguns casais conseguiram finalizar as casas com esforço próprio e ajuda de familiares. É o caso de Renata e Michel, que investiram mais de R$ 386 mil antes de perceber irregularidades. A construção só foi concluída após novos empréstimos e apoio da família.

“É a casa dos sonhos, a gente não quis desistir”, afirma o casal, que ainda enfrenta dificuldades financeiras, mas conseguiu seguir com o projeto.

Em nota, a construtora Âmbar Prumo afirma que todas as obras foram conduzidas dentro das normas da Caixa e que eventuais acusações serão respondidas na Justiça.

Já o ex-funcionário da Caixa e que respondia pela construtora Vitro Viana, Pedro André Marchesi Cecegolo, recorre na Justiça do Trabalho contra a demissão e nega ter causado qualquer prejuízo financeiro à Caixa.

O dono da Multicons, condenado por estelionato, diz que os valores recebidos foram integralmente aplicados na obra e recorre da decisão.

Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa — Foto: Reprodução/TV Globo

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O que investimento de Joesley Batista em fabricante brasileira de armamentos em dificuldade indica sobre boom do setor bélico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 07:51

Vale do Paraíba e Região O que investimento de Joesley Batista em fabricante brasileira de armamentos em dificuldade indica sobre boom do setor bélico As exportações do Brasil no setor vêm crescendo, em um mercado com ampla demanda por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões. Por Matheus Gouvea de Andrade

E o Brasil também vive uma espécie de "boom" do seu setor bélico — os gastos militares no país aumentaram 13% no ano passado, muito acima da média global de quase 3%.

Além de gastar mais, o Brasil tem exportado mais, com ampla demanda global por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões.

E o aporte de R$ 300 milhões de diversos investidores na Avibrás, empresa brasileira líder na produção de sistemas de defesa e do setor aeroespacial, chamou a atenção.

E o Brasil também vive uma espécie de "boom" do seu setor bélico — os gastos militares no país aumentaram 13% no ano passado, muito acima da média global de quase 3% no mesmo período. Além de gastar mais, o Brasil tem exportado mais, com ampla demanda global por equipamentos brasileiros, que vão de munição convencional a aviões.

Com esse mercado aquecido, grandes negócios no setor militar brasileiro chamaram a atenção de investidores e analistas nos últimos meses.

Um deles foi o aporte milionário de diversos investidores na Avibrás, empresa brasileira líder na produção de sistemas de defesa e do setor aeroespacial, especializada em foguetes e mísseis.

Fundada em 1961, a Avibrás estava desde 2022 em recuperação judicial. No mês passado, após uma crise financeira que incluiu uma greve de 1.281 dias, a Avibrás retomou suas atividades em sua fábrica de São José dos Campos (SP) — agora rebatizada de Avibrás Aeroco.

Nos últimos anos, movimentos pela aquisição da Avibrás por grupos da China e dos Emirados Árabes chegaram a ser reportados. Mas a produção de mísseis e foguetes está sendo retomada graças a um aporte de R$ 300 milhões de diversos investidores, entre eles o bilionário Joesley Batista, do grupo JBS.

Na última semana, a Embraer anunciou que fechou o maior pedido internacional já feito por um único país, os Emirados Árabes, para o cargueiro C-390 Millennium, o maior avião desenvolvido pela companhia.

Segundo o último relatório sobre o tema elaborado pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), os gastos militares mundiais aumentaram 2,9% em termos reais para US$ 2,887 trilhões em 2025. Foi o 11º ano consecutivo de crescimento e o maior nível de gastos já registrado pelo SIPRI. O total representou 2,5% do PIB global em 2025.

O Brasil foi o país que mais investiu na América do Sul, aumentando seus gastos militares em 13% em 2025, chegando a US$ 23,9 bilhões. Esse aumento se deveu principalmente ao maior investimento em desenvolvimento tecnológico naval e aos custos mais elevados com pessoal militar, segundo o SIPRI.

Um dos destaques neste rearmamento global são os países europeus integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Com conflitos e ameaças à região, nações menos militarizadas nas últimas décadas como a Alemanha vêm ampliando gastos com o setor.

Como resultado, entre os cinco maiores compradores de equipamentos militares do Brasil no último ano, três são da região: Alemanha, Bulgária e Portugal. Os outros foram Emirados Árabes e Estados Unidos.

Em 2025, a indústria de defesa brasileira atingiu novo recorde histórico de exportações. Foram US$ 3,1 bilhões em autorizações para exportações de produtos e serviços, crescimento de 74% em relação a 2024 (US$ 1,78 bilhão), segundo o ministério da Defesa. O valor é mais que o dobro do registrado em 2023 (US$ 1,45 bilhão). Houve um aumento acumulado de cerca de 114%, entre 2023 e 2025.

A Base Industrial de Defesa (BID) — que é o conjunto de empresas estatais e privadas articuladas pelo Ministério da Defesa que desenvolve, produz e mantém produtos estratégicos militares — comercializa atualmente para 140 países em todos os continentes, com 80 empresas exportadoras. O setor representa cerca de 3,5% do PIB e gera quase 3 milhões de empregos diretos e indiretos.

"Há certo grau de segurança em dizer que os gastos militares globais seguirão crescendo. Houve uma mudança na percepção das pessoas. Observamos mais de 100 países aumentando seus gastos em 2025, o que mostra que é algo mais generalizado", aponta à BBC News Brasil Diego Lopes, pesquisador sênior do programa de despesas militares e produção de armamentos do SIPRI.

"A guerra está no horizonte, ainda que os países não estejam envolvidos, mas pensam em se preservar. Há um paradoxo, já que quando há aumento dos gastos de um país, os vizinhos tendem também a elevar seus investimentos, gerando uma espiral", acrescenta.

Mas como um país que tem em sua tradição diplomática o afastamento de conflitos ganhou destaque na indústria militar global?

"O Brasil é um grande exportador de armas e munições leves desde os anos 70", conta Marcos Barbieri, professor de economia da Unicamp e especialista em indústria de defesa. Entre as grandes empresas do setor, estão a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a IMBEL, estatal criada durante o regime militar.

A CBC é uma das líderes globais do segmento e conta atualmente com fábricas nos Estados Unidos e na Europa, e é atualmente grande fornecedora de munição para os países da Otan.

Neste século, o país passou a investir na produção de equipamentos militares de maior complexidade. "Em 2008, se estabeleceu no Brasil uma estratégia nacional de defesa que reuniu projetos e criou diretrizes, o que acabou levando à formação de programas estratégicos", explica Barbieri.

A empresa já vendeu unidades para mais de dez países, com aeronaves em operação atualmente em Portugal, na Hungria e na Coreia do Sul, além do recente contrato com os Emirados Árabes. Segundo Barbieri, atualmente, a Otan usa o KC-390, denominação do C-390 quando equipado com a capacidade de reabastecimento em voo, como padrão da aliança.

"Desde então, o Brasil passou a ter produtos de qualidade que passaram a ser exportados", afirma o especialista. Outro exemplo é a fragata Tamandaré, navio nacional que a Marinha vem defendendo como possível exportação visando aquecer a indústria local.

No caso da Avibrás, Barbieri afirma que é uma empresa estratégica que conta com toda a competência técnica para a produção de itens como mísseis de cruzeiro. Por sua vez, ao longo dos últimos anos, a empresa esteve envolvida em dificuldades administrativas. Procurada, a Avibrás não se manifestou.

Militares russos disparam tiros durante o funeral de sargento morto no conflito entre Rússia e Ucrânia — Foto: Getty images

Um raro consenso no cenário de incerteza internacional na economia é o de que a demanda do setor seguirá aquecida. Na visão de Barbieri, este cenário traz oportunidades para as empresas brasileiras em uma série de frentes.

"Há expectativa de o setor crescer muito. O conflito na Ucrânia tem sua importância em razão das munições, que vêm sendo essenciais e auxiliam na demanda pelos produtos brasileiros. É uma guerra com tropas paradas com grande necessidade de artilharia", explica.

O conflito no Irã, que vem sendo marcado pelo uso de mísseis é um reforço das oportunidades para a Avibrás, avalia.

"No processo de rearmamento que várias regiões do mundo estão passando, há aumento na demanda, o que aumenta o mercado e cria maior escala", aponta Lopes. Neste contexto, a produção brasileira depende da exportação destes equipamentos, já que é uma forma como consegue elevar seu nível de vendas que não é sustentado apenas pela demanda interna, diminuindo os custos de produção, explica.

Na visão de Barbieri, o fato do Brasil ser percebido como não alinhado é uma grande vantagem geopolítica. Segundo ele, o país é visto sem desconfianças por grande parte dos importadores, o que vem sendo cada vez mais relevante em um mundo preocupado com a dependência de equipamentos estrangeiros.

O destino destes materiais é alvo de intensa preocupação por analistas do setor. Governos repressivos, crime organizado, mercenários e até grupos terroristas são eventuais receptores finais das armas, especialmente as mais leves e munições.

"Há exportação para regiões instáveis, como na África e no Oriente Médio, incluindo a governos autocráticos que podem usar estas armas contra a população civil", afirma Bruno Langeani, consultor-sênior do instituto Sou da Paz e analista de dados do Conflict Armament Research

Em 2024, o Brasil registrou uma disparada nas exportações de armas e munições para Burkina Faso. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, naquele ano as vendas ao país da África Ocidental somaram US$ 8,4 milhões. No final de 2022, o país sofreu um golpe militar e vive desde então com denúncias constantes sobre a morte de civis pelo governo.

Na década passada, a empresa brasileira Condor, que produz armamentos não letais, foi denunciada pelas vendas ao Bahrein, país cujo governo vinha reprimindo manifestações.

À época, circularam imagens de artefatos de gás lacrimogênio com o logo da companhia que estariam sendo usados para dissuadir os protestos. No mesmo período, o uso de armas brasileiras na guerra do Iêmen foi bastante criticado.

"O cenário de grandes guerras pelo mundo faz com que a pressão pela regulamentação e maior controle perca a força", aponta Langeani. Ele aponta que nos mercados ilegais, já é observada uma grande circulação de armas brasileiras.

Um risco é ainda o chamado efeito bumerangue. Neste cenário, exportações para países vizinhos ao Brasil podem acabar retornando ao país através do crime organizado transfronteiriço. Segundo o especialista, material bélico brasileiro vem sendo apreendido em países da região nas mãos de criminosos.

A CBC conta com um código de conduta para terceiros visando o combate ao tráfico de armas. Segundo a empresa, é necessário "realizar operações de exportação ou importação somente mediante autorização dos órgãos competentes, como: Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, Diretoria de Produtos Controlados do Exército e o Departamento de Estado norte-americano".

Além disso, não é permitido "realizar operações com países cujo momento civil esteja em conflito interno e possa gerar sofrimento para a população local ou que sejam usadas para fins não autorizados", aponta. Procurada, a CBC não se manifestou.

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Trump sobre Irã: ‘Estão morrendo de vontade de assinar acordo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 06:52

Mundo Trump sobre Irã: 'Estão morrendo de vontade de assinar acordo' Em entrevista à revista 'Fortune', o presidente americano também foi questionado sobre quem acredita que deveria ser seu sucessor, mas fugiu de uma resposta direta. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está "morrendo de vontade de assinar um acordo" em entrevista a revista "Fortune", divulgada nesta segunda-feira (18).

Em meio a uma conversa sobre negócios, tarifas e inteligência artificial, ao ser questionado sobre os efeitos econômicos da guerra para os americanos, Trump, que vem pressionando por cortes na taxa de juros desde o começo do novo mandato, disse que "não tem como analisar os números" antes que o conflito termine.

Para a revista, o republicano retrata a liderança iraniana como se fosse mais um rival comercial obstinado:

"Eles gritam o tempo todo. Posso afirmar uma coisa: eles estão loucos para fechar um acordo. Mas eles fecham o acordo e depois enviam um documento que não tem nada a ver com o acordo feito. Eu digo: 'Vocês estão malucos?'".

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 11 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Trump também foi perguntado sobre sua sucessão e quem ele consideraria mais apto a dar continuidade ao seu legado de negociações: o filho Don Jr.; o secretário de Estado, Marco Rubio; ou seu vice-presidente, J.D. Vance. Ele optou por não responder.

"Quem conseguir esse [cargo] será muito importante. E se escolherem a pessoa errada: desastre", afirmou de forma evasiva.

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Petróleo dispara e passa de US$ 111 após Trump ameaçar Irã novamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 03:03

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0671,63%Dólar TurismoR$ 5,2761,6%Euro ComercialR$ 5,8881,19%Euro TurismoR$ 6,1451,14%B3Ibovespa177.284 pts-0,61%Oferecido por

Bombas de extração de petróleo inativas em um campo agrícola em Dacano, Colorado, nos EUA. — Foto: Kevin Mohatt / Reuters

O preço do petróleo registrou forte alta nesta segunda-feira (18), impulsionado pelo alerta do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o "tempo está correndo" para Teerã, à medida que as negociações entre os EUA e o Irã para um fim definitivo da guerra estão estagnadas.

O petróleo Brent, a referência internacional, subiu 1,9% e atingiu US$ 111,31 por barril (cerca de R$ 563,76). O valor representa uma disparada em comparação ao final de fevereiro, antes do início da guerra com o Irã, quando a commodity era negociada a cerca de US$ 70 o barril. Nos EUA, o petróleo de referência saltou 2,3%, cotado a US$ 107,83 por barril (cerca de R$ 546,13).

A escalada de preços reflete o temor dos investidores após Trump publicar em uma rede social, após ligação com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o Irã deve se mexer rápido "ou não sobrará nada deles".

O mercado mantém forte cautela sobre o fluxo global de energia, uma vez que o Estreito de Ormuz permanece majoritariamente fechado e os EUA impuseram, desde o mês passado, um bloqueio marítimo aos portos iranianos. O clima de tensão piorou no fim de semana após um ataque de drone contra uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.

"Os riscos de uma nova escalada estão aumentando", escreveram Warren Patterson e Ewa Manthey, estrategistas de commodities do ING. Eles destacaram que a reação do mercado também reflete a falta de resultados tangíveis sobre a guerra após a cúpula entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

Embora a Casa Branca tenha afirmado que ambos concordam que o Estreito de Ormuz deve reabrir, e que Xi sinalizou que a China "gostaria de ajudar", ainda não está claro como Pequim usará sua influência econômica com o Irã.

A alta dos custos de energia elevou as expectativas de avanço da inflação e derrubou as bolsas globais. Na Ásia, a maior parte das ações recuou:

Tóquio (Nikkei 225): caiu 0,9%, para 60.843,09 pontos.Hong Kong (Hang Seng): perdeu 1,6%, para 25.543,32 pontos.Xangai (Composto): recuou 0,1%, impactado também por dados fracos do varejo chinês em abril.Austrália (S&P/ASX 200): caiu 1,4%.Nova York: Os contratos futuros dos EUA recuaram mais de 0,6%, após os índices S&P 500 (-1,2%), Dow Jones (-1,1%) e Nasdaq (-1,5%) fecharem em queda na sexta-feira.

A pressão inflacionária do petróleo também impulsionou o rendimento dos títulos públicos. O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA subiu para cerca de 4,63%, bem acima do patamar de quase 4% registrado antes da guerra.

No Japão, o rendimento dos títulos de 10 anos do governo saltou para 2,8%, o nível mais alto desde o final dos anos 1990, impulsionado pelas expectativas de inflação e pela elevação gradual de juros pelo Banco do Japão.

No mercado de câmbio, o dólar americano se fortaleceu e subiu para 159,02 ienes japoneses. O euro operou em leve alta a US$ 1,1626.

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