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Liquidação do Banco Master deve dominar audiência pública de Galípolo em comissão do Senado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Política Liquidação do Banco Master deve dominar audiência pública de Galípolo em comissão do Senado Presidente do BC confirmou presença na CAE do Senado nesta terça (19). Senadores devem perguntar sobre reunião de Vorcaro com Lula e possível omissão de Campos Neto. Por Caetano Tonet, g1 — Brasília

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, deve participar nesta terça-feira (19) de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A audiência deve ser dominada por um único assunto: o escândalo do Banco Master.

Ao longo de 2025, o Banco Central barrou a compra de 58% das ações do Banco Master por R$ 2 bilhões pelo Banco de Brasília (BRB).

Em novembro do ano passado, Daniel Vocaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos. Um dia depois, o BC decretou a liquidação do Master.

A expectativa no Senado é que os parlamentares questionem Galípolo sobre a liquidação do Banco Master. Governistas também devem perguntar sobre uma eventual omissão de seu antecessor no comando do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Esses foram os principais questionamentos na participação de Galípolo na CPI do Crime Organizado em abril deste ano. As respostas do presidente do BC irritaram alguns auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ocasião, Galípolo afirmou que não havia nada dentro do BC apontando que Roberto Campos Neto tenha feito algo de errado desde a criação do Master até o processo de liquidação.

Os parlamentares da oposição devem questionar Galípolo sobre a reunião com Daniel Vorcaro realizada fora da agenda do presidente Lula no Palácio do Planalto, tema que também foi abordado na CPI do Crime Organizado.

Galípolo deve repetir as respostas em que garante que Lula determinou a ele que não perseguisse nem poupasse ninguém na análise sobre a situação do Banco Master.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante participação na CPI do Crime Organizado — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Ao falar sobre o encontro com Vorcaro, Lula disse que recebeu o presidente do Master a pedido, porque não havia uma agenda marcada oficialmente.

Segundo o relato dele, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a Brasília acompanhado de Vorcaro e questionou se o presidente poderia atendê-lo.

O encontro não constou na agenda de Lula e contou com a presença de Gabriel Galípolo, que à época estava indicado para suceder Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central.

Ao anunciar a audiência com Galípolo na semana passada, o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a reunião será importante para ele responder questionamentos sobre o BRB.

“É fundamental para que nós possamos atualizar não só os fatos da investigação com relação à fraude do Master, mas também para cobrar providências do Banco Central com relação ao BRB. Pelo visto, o Banco Central está cometendo com relação ao BRB, de Brasília, os mesmos erros que cometeu com relação à liquidação do Banco Master. A liquidação do Master demorou muito, e hoje se sabe que três diretores do Banco Central já foram afastados por envolvimentos com o Banco Master”, afirmou Renan Calheiros.

Segundo as investigações, mesmo sem efetivar a compra de 58% das ações do Master, o BRB adquiriu carteiras de crédito podre do banco de Vorcaro por R$ 12 bilhões.

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R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 03:47

Trabalho e Carreira R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto Governo sul-coreano entra nas negociações para evitar paralisação de trabalhadores em fábrica crucial para a economia do país. Por Redação g1 — São Paulo

A Coreia do Sul pretende recorrer a todas as opções disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar uma greve na Samsung Electronics, maior empregadora do país, e reduzir possíveis impactos caso a paralisação ocorra.

A maior fabricante de chips de memória do mundo e o sindicato sul-coreano da empresa devem retomar nesta terça-feira (19) as negociações salariais, com mediação do governo — movimento que pode aliviar as preocupações sobre uma possível greve na gigante de tecnologia, segundo a agência Reuters.

Segundo o primeiro-ministro, Kim Min-seok, os danos econômicos poderiam chegar a 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões) caso materiais precisem ser descartados por causa da interrupção.

As conversas mediadas pelo governo já haviam fracassado em uma primeira rodada, com as partes ainda distantes de um entendimento. O sindicato afirma estar comprometido com negociações “de boa-fé”, mas mantém reivindicações relevantes.

Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung podem aderir à paralisação — Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo

A Coreia do Sul pretende recorrer a todas as opções disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar uma greve na Samsung Electronics, maior empregadora do país, e reduzir possíveis impactos caso a paralisação ocorra. A afirmação foi feita neste domingo (18) pelo primeiro-ministro, Kim Min-seok.

A maior fabricante de chips de memória do mundo e o sindicato sul-coreano da empresa devem retomar nesta terça-feira (19) as negociações salariais, com mediação do governo — movimento que pode aliviar as preocupações sobre uma possível greve na gigante de tecnologia, segundo a agência Reuters.

“Espera-se que apenas um dia de paralisação na fábrica de semicondutores da Samsung Electronics gere perdas diretas de até 1 trilhão de won (cerca de R$ 3,4 bilhões)”, disse Kim após uma reunião de emergência com ministros.

O primeiro-ministro também alertou para efeitos prolongados. “O mais preocupante é que uma interrupção temporária nas linhas de fabricação de semicondutores pode resultar em meses de inatividade”, afirmou.

Segundo ele, os danos econômicos poderiam chegar a 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões) caso materiais precisem ser descartados por causa da interrupção.

A Samsung e o sindicato já enfrentavam dificuldades para chegar a um acordo nas últimas rodadas de negociação. A expectativa é evitar a maior greve da história da empresa, com potencial adesão de mais de 45 mil trabalhadores, segundo a Reuters.

A ameaça inicial incluía uma paralisação de até 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), em meio a um cenário de escassez global de chips de memória — o que ampliou a preocupação com impactos na economia sul-coreana e nas cadeias globais de suprimentos.

As conversas mediadas pelo governo já haviam fracassado em uma primeira rodada, com as partes ainda distantes de um entendimento. O sindicato afirma estar comprometido com negociações “de boa-fé”, mas mantém reivindicações relevantes.

Entre os principais pontos de impasse estão os bônus e a participação nos resultados. Os trabalhadores exigem o fim do teto de bonificação equivalente a 50% dos salários anuais e a destinação de 15% do lucro operacional para distribuição entre os funcionários.

A Samsung, por sua vez, propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional para bônus, mantendo o limite atual. Segundo estimativas citadas nas negociações, os valores envolvidos podem ultrapassar 200 trilhões de won neste ano.

Para aumentar a pressão, a empresa conseguiu na Justiça sul-coreana uma liminar parcial contra ações consideradas ilegais durante a greve. A decisão abre a possibilidade de obrigar parte dos funcionários a trabalhar para evitar danos às linhas de produção.

Caso descumpram a decisão, sindicatos podem ser multados em até 100 milhões de won por dia, enquanto líderes sindicais podem enfrentar penalidades diárias de 10 milhões de won.

Mesmo assim, representantes dos trabalhadores afirmam que a decisão não impede a realização da greve caso as negociações fracassem novamente.

Autoridades do país vêm demonstrando crescente preocupação com o impasse. Uma eventual paralisação é vista como um risco relevante para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros da Coreia do Sul.

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Refit: a fraude bilionária que nasceu no Rio e se espalhou pelo país – O Assunto #1722

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 02:45

Podcasts O Assunto Refit: a fraude bilionária que nasceu no Rio e se espalhou pelo país – O Assunto #1722 De acordo com a PF, o esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro ganhou tração na gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL). Por Natuza Nery — São Paulo

A operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (15), revelou que a dívida ativa do grupo Refit com a União e Estados ultrapassa os R$ 50 bilhões – Rio de Janeiro e São Paulo são as maiores vítimas. A refinaria é acusada de operar um complexo esquema de sonegação de impostos na venda de combustíveis. De acordo com a PF, o esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro ganhou tração na gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL), que assumiu o Palácio Guanabara em 2020. Segundo as investigações, a operação se espraiou pela máquina estadual, com tentáculos na Procuradoria-Geral, na Fazenda, no Judiciário e na Alerj. As conexões políticas de Magro garantem negócios para a Refit também em outros estados. É o caso do Amapá, onde a PF também investiga um escândalo que envolve benefícios tributários, suspeita de propinas e nomes do Centrão.

Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes para explicar como o esquema da Refit nasceu, prosperou e se multiplicou nas últimas décadas. Maria Cristina liga todos os pontos da investigação e analisa como o caso impacta o mundo político.

Convidada: Maria Cristina Fernandes, comentarista da GloboNews e da rádio CBN e colunista do jornal Valor Econômico

REFIT: veja o histórico de investigações no grupo empresarial, apontada como o maior devedor de impostos do Brasil;Operação Sem Refino: entenda as investigações contra Cláudio Castro e Ricardo Magro, dono da Refit;Quem é Ricardo Magro, empresário à frente da Refit e alvo de operação da Polícia Federal;OCTAVIO GUEDES: PF mira 02 de Ciro Nogueira em operação contra suposto esquema ligado à Refit; veja os nomes;‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF.

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

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Colorido, de bolso e novo queridinho dos fashionistas: como é o relógio da Swatch que causou confusão em dia de lançamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 00:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O lançamento de um novo relógio da marca suíça Swatch gerou tumultos em frente a lojas da marca em diferentes cidades do mundo.

O relógio é uma colaboração da marca com a Audemars Piguet e a coleção foi batizada de “Royal Pop”.

Vídeos registrados por quem foi aos locais mostraram cenas de caos e confusão, em cidades como Nova York, nos EUA; Mumbai, na Índia; e Dubai, nos Emirados Árabes.

O lançamento de um novo relógio da marca suíça Swatch gerou tumulto em frente a lojas da marca ao redor do mundo.

A peça é uma colaboração entre a marca com a relojoaria Audemars Piguet. Batizada de “Royal Pop”, a coleção mistura elementos do tradicional modelo Royal Oak, da Audemars Piguet, com o visual colorido da linha POP, lançada pela Swatch nos anos 1980.

O resultado são oito modelos de relógios de bolso com design e proposta mais descontraída. O produto é apontado como o novo queridinho dos fashionistas e colecionadores.

👉 Os relógios são vendidos por cerca de US$ 400 (cerca de R$ 2 mil), bem abaixo dos milhares de dólares que normalmente custam relógios de luxo da Audemars Piguet. Ainda assim, muita gente está comprando os modelos Royal Pop para revendê-los online por preços inflacionados.

Segundo a Reuters, um conjunto completo dos oito modelos foi vendido por mais de US$ 25.000 no mercado online StockX no domingo (17), enquanto diversos sites não oficiais vendiam pulseiras personalizadas para converter os relógios Royal Pop em relógios de pulso por mais de US$ 50.

Os relógios da linha Royal Pop estão disponíveis em dois formatos: um com a coroa posicionada às 12 horas e um modelo com tampa protetora frontal.

As peças são acompanhadas por cordões em três tamanhos, o que permite usá-las de distintas formas, como no pescoço, presas à bolsa ou no bolso.

A estrutura das peças é feita de Bioceramic, um material patenteado pela Swatch que combina cerâmica com componentes derivados do óleo de rícino.

LEIA TAMBÉM: Briga, tumulto e filas: lançamento de relógio provoca caos em diferentes cidades do mundo, e fabricante fecha lojas; veja VÍDEO

Collab entre a Swatch e a Audemars Piguet virou item queridinho dos fãs de relógios. — Foto: Reprodução

Vídeos publicados nas redes sociais mostraram confusão em cidades como Nova York, Mumbai, Dubai, Milão, Barcelona, Bangkok e Osaka. Em alguns locais, a polícia foi acionada para controlar o público, e lojas da Swatch chegaram a ser fechadas.

Não houve registro de feridos graves. Em comunicado, a marca pediu que consumidores evitassem ir às lojas em grande número “para garantir a segurança de clientes e funcionários”.

A Swatch também recebeu críticas nas redes sociais pela estratégia agressiva de marketing adotada antes do lançamento. A empresa não comentou as reclamações.

Relógios da edição limitada "Royal Pop", uma colaboração entre a fabricante de relógios suíços Swatch e a marca de luxo Audemars Piguet, exibidos em uma vitrine em Paris, em 18 de maio de 2026. — Foto: Alice Sacco/Reuters

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Fim escala 6×1: empresários criticam redução de jornada em ano eleitoral e pedem transição

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 19:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

Empregadores de diversas áreas foram ouvidos na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala de trabalho 6×1.

A PEC é tratada como uma prioridade do governo Lula e conta com o engajamento do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser aprovada.

Além de postergar o debate, os representantes do setor empresarial pediram um período de transição para a implementação da medida sob a justificativa de que não é possível absorver o impacto econômico da redução de jornada de forma imediata.

As confederações defenderam o fortalecimento das negociações coletivas, entre patrões e representantes dos trabalhadores (sindicatos) e empregadores (empresas ou sindicatos patronais), para discutir a jornada de setores específicos.

Representantes de empresários de diversos setores da economia criticaram o debate sobre a redução da jornada de trabalho em ano eleitoral e pediram um período de transição para a implementação da medida nesta segunda-feira (18).

As confederações de empregadores foram ouvidas na comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala de trabalho 6×1. Na terça-feira (19), será a vez dos representantes dos trabalhadores participarem.

“Nunca fomos contra a discussão do tema. Apenas firmamos um posicionamento entendendo que a discussão ficou açodada em período eleitoral e que ela deveria amadurecer”, afirmou Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan, diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Luciana Diniz Rodrigues, advogada da Diretoria Jurídica e Sindical da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), disse ser a favor de uma “debate efetivo”.

“Que a gente estimule o debate, não em um período tão corrido, em um período tão urgente como é o eleitoral”, afirmou.

“A gente tem que ter um olhar mais amplo, uma discussão mais apurada e mais aprofundada sobre essa questão para não decidir no calor da emoção de um ano eleitoral”, disse Rodrigo Hugueney do Amaral Mello, coordenador Trabalhista da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A PEC é tratada como uma prioridade do governo Lula para 2026 e conta com o engajamento do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser aprovada.

O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), deve apresentar seu parecer na quarta-feira (20). A ideia é votar o texto na comissão especial no dia 26 de maio.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

Além de postergar o debate, os representantes do setor empresarial pediram um período de transição para a implementação da medida sob a justificativa de que não é possível absorver o impacto econômico da redução de jornada de forma imediata.

“A gente precisa de uma certa gradação na implantação”, disse Genildo Lins de Albuquerque Neto, diretor-executivo da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde).

Elizabeth Regina Nunes Guedes, presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) afirmou que os parlamentares precisam planejar a redução de jornada sob pena de prejudicar o funcionamento das escolas em todo país.

“Falar em reduzir carga de trabalho, mantendo salário e sem fazer um planejamento objetivo, é fazer poesia e não política trabalhista. Nós precisamos deixar nossas escolas funcionando. Votar uma medida como essa em um ano eleitoral, de repente?”, disse.

O governo é contrário à transição e defende a implantação imediata das regras estabelecidas na PEC quando o texto for aprovado. Segundo os ministros, quando se aprova benefícios ao setor empresarial no Congresso não se fala em transição.

“A gente defende o debate. A gente não é contra, mas não é e não pode ser de maneira açodada como vem sendo colocado nos últimos tempos. Uma mudança dessa magnitude não pode ser da noite para o dia”, disse Bruno da Silva Vasconcelos, coordenador de Relações Trabalhistas e Sindicais do Sistema OCB.

As confederações defenderam o fortalecimento das negociações coletivas, entre patrões e representantes dos trabalhadores (sindicatos) e empregadores (empresas ou sindicatos patronais), para discutir a jornada de setores específicos.

“Entendemos que a negociação coletiva é o meio adequado para a customização necessária para que a sustentabilidade das medidas sejam alcançadas”, afirmou Karina Zuanazzi Negreli, assessora jurídica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). “Esperamos que essa centralidade das negociações coletivas sejam mantidas, que exista uma transição segura, e que essa discussão seja feita de maneira aprofundada”, disse.

Maria Rita Catonio Barbosa, gerente Jurídica Trabalhista da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Furjan) disse que fortalecer as negociações coletivas é respeitar cada região e os setores de acordo com suas particularidades.

“O fortalecimento da negociação é o caminho para preservar as empresas e para que não percamos postos de trabalho”, afirmou.

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Quanto custa completar o álbum da Copa no Brasil em comparação com outros países?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 19:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O álbum da Copa do Mundo de 2026 terá cerca de 980 figurinhas, o maior número já lançado pela Panini.

No Brasil, o valor para completar o álbum pode chegar a mais de R$ 7,3 mil — um custo elevado, mas que ainda fica abaixo de estimativas de outros países.

Em alguns países, estimativas indicam que completar o álbum pode custar milhares de reais, dependendo da estratégia adotada pelos colecionadores.

O álbum não chega ao mesmo tempo em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, o lançamento ocorreu em 1º de maio. Já em outros países, a coleção começou a circular antes.

Quanto custa completar o álbum da Copa no Brasil em comparação com outros países? — Foto: Getty Images via BBC

O aumento do número de seleções na Copa do Mundo de 2026 — que será disputada em três países, Estados Unidos, México e Canadá — está impactando diretamente o bolso de quem mantém uma tradição que atravessa gerações: completar o álbum de figurinhas da Panini.

Pela primeira vez, o torneio terá 48 seleções, em vez das 32 das edições anteriores, o que elevou o número total de figurinhas para cerca de 980 — tornando a coleção a maior já lançada pela empresa.

Na prática, isso significa mais páginas, mais figurinhas e, inevitavelmente, um custo maior. O valor para completar o álbum no Brasil pode chegar a mais de R$ 7,3 mil — um custo elevado, mas que ainda fica abaixo de estimativas de outros países, onde a coleção pode custar quase o dobro.

Em alguns países, estimativas indicam que completar o álbum pode custar milhares de reais, dependendo da estratégia adotada pelos colecionadores — e até do timing de lançamento em cada mercado.

No Brasil, por exemplo, o lançamento ocorreu em 1º de maio. Já em outros países, a coleção começou a circular antes — e acabou revelando até pequenos "spoilers" sobre as seleções.

A página dedicada ao Brasil chamou atenção por não incluir Neymar, que acabou convocado, e ainda citar jogadores que ficaram de fora, como Rodrygo e Estevão.

Como acontece em outras edições, as listas impressas nem sempre acompanham as mudanças mais recentes das equipes, mas acabam virando tema de discussão entre torcedores.

Antes de comparar os preços ao redor do mundo, alguns fatores ajudam a entender por que o valor final pode variar tanto — e por que completar o álbum raramente sai pelo preço "mínimo":

Número total de figurinhas (cerca de 980 nesta edição)Preço por pacote e quantidade de cromos por envelopePossibilidade (ou não) de comprar figurinhas avulsasOcorrência de figurinhas repetidasTrocas de figurinhas repetidas entre colecionadores

Além disso, a própria estrutura do álbum mudou. Com 48 seleções, cada equipe ganhou mais espaço: são páginas dedicadas com cerca de 20 figurinhas por time, incluindo jogadores, escudo e foto oficial.

Para acomodar esse crescimento, os pacotes também foram ajustados — agora com sete cromos, em vez dos cinco tradicionais.

No Brasil, onde o lançamento ocorre em 1º de maio, o custo para completar o álbum pode variar drasticamente. O pacote com sete figurinhas custa R$ 7, e o álbum sai por R$ 24,90 (capa simples) ou R$ 74,90 (capa dura).

No cenário mais otimista — em que o colecionador consegue todas as 980 figurinhas sem nenhuma repetição — o gasto mínimo seria de R$ 1.004,90 (R$ 980 em cromos mais o álbum simples). Trata-se, porém, de uma hipótese considerada pouco realista.

Na prática, o mais comum é lidar com figurinhas repetidas. Sem trocas, o custo pode chegar a R$ 7.362,90. Já quem participa de trocas — prática comum em bancas, praças e até grupos online — consegue reduzir significativamente esse valor. Ainda assim, completar o álbum ficou cerca de 51% mais caro em relação à Copa de 2022.

Outro ponto que influencia o gasto é a forma de compra. Na pré-venda, por exemplo, não há opção de adquirir figurinhas avulsas — apenas pacotes fechados, como kits com 12 envelopes. Isso pode dificultar o controle de custos no início da coleção.

A diferença de preços entre países é significativa, mas a tendência é a mesma: quanto maior o álbum, maior o gasto — especialmente onde os pacotes são mais caros. Alguns exemplos:

Reino Unido: o álbum custa £4 (cerca de R$ 29), e cada pacote com sete figurinhas sai por £1,25 (cerca de R$ 9). Considerando as estimativas de colecionadores para completar a coleção, o custo total ainda pode ultrapassar £2 mil (cerca de R$ 13 mil), dependendo do número de repetidas e da quantidade de trocas.

Portugal: o álbum custa €2,50 (cerca de R$ 16), enquanto os pacotes com sete cromos saem por €1,70 (cerca de R$ 11). Estimativas anteriores apontavam que completar a coleção poderia ultrapassar €2.300 (cerca de R$ 15 mil) sem trocas, embora o valor caia significativamente entre colecionadores que participam intensamente de intercâmbios de figurinhas.

México: o álbum foi lançado por 99 pesos mexicanos (cerca de R$ 29), e cada pacote com sete figurinhas custa 25 pesos (cerca de R$ 7). Projeções indicam que completar o álbum pode custar entre 3.599 pesos mexicanos (cerca de R$ 1.050) e 6 mil pesos (cerca de R$ 1.750), dependendo da quantidade de repetidas.

Austrália: o álbum está em pré-venda por 16 dólares australianos (cerca de R$ 58), enquanto cada envelope com sete figurinhas custa AU$1,69 (cerca de R$ 6). Estimativas iniciais apontam que completar a coleção pode ultrapassar A$500 (cerca de R$ 1.800) na prática.

Japão: o álbum ainda não teve lançamento amplo oficial, mas o livro vazio deve custar entre ¥500 e ¥800 (cerca de R$ 18 a R$ 29). Os pacotes, com sete figurinhas, custam entre ¥150 e ¥200 cada (cerca de R$ 5 a R$ 7). Estimativas apontam para um gasto total entre 50 mil e 80 mil ienes (cerca de R$ 1.700 a R$ 2.700) para completar a coleção sem trocas intensivas.

Espanha: o álbum da Copa do Mundo custa €5 (cerca de R$ 32), enquanto os pacotes com sete figurinhas saem por cerca de €1 cada (aproximadamente R$ 6). Com esse preço, o custo mínimo teórico para completar o álbum — sem nenhuma figurinha repetida — seria de cerca de €145 (aproximadamente R$ 930), mas o valor real tende a ser muito maior na prática devido às repetições.

Em comum, todos os cenários reforçam um ponto: completar o álbum da Copa de 2026 tende a ser mais caro do que nunca.

E, como em todas as edições, trocar figurinhas segue sendo a forma mais eficiente de reduzir o impacto no bolso — além de manter viva a experiência coletiva que acompanha o álbum há décadas, agora ampliada por um torneio também maior.

AlissonBruno GuimarãesLuiz HenriqueBentoMarquinhosÉder MilitãoGabriel MagalhãesVinícius JúniorRodrygoJoão PedroMatheus CunhaDaniloWesleyLucas PaquetáCasemiroGabriel MartinelliRaphinhaEstevão

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Governo Trump impõe novas sanções contra políticos e militares cubanos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O governo dos Estados Unidos impôs sanções a nove autoridades cubanas, incluindo a ministra das Comunicações e vários líderes militares.

As medidas fazem parte de um esforço mais amplo do governo Trump para aumentar a pressão sobre Cuba.

O governo americano descreveu a gestão cubana como "corrupta e incompetente" e defendeu uma mudança de regime no país.

O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre a ilha ao ameaçar impor sanções a países que fornecem combustível a Cuba.

O governo Trump planeja anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro na quarta-feira.

Donald Trump na Casa Branca antes de embarcar para viagem a China, em 12 de maio de 2026. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

O governo dos Estados Unidos impôs sanções a nove autoridades cubanas, incluindo a ministra das Comunicações e vários líderes militares, além da Diretoria de Inteligência de Cuba, informou o Departamento do Tesouro dos EUA nesta segunda-feira (18).

As medidas fazem parte de um esforço mais amplo do governo Trump para aumentar a pressão sobre Cuba, incluindo tentativas de conter o fluxo de petróleo vindo da Venezuela e do México para a ilha.

O governo americano descreveu a gestão cubana como "corrupta e incompetente" e defendeu uma mudança de regime no país.

O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre a ilha ao ameaçar impor sanções a países que fornecem combustível a Cuba, medida que provocou apagões e afetou a economia do país.

Mayra Arevich Marin, integrante do Comitê Central do Partido Comunista e ministra das Comunicações desde abril de 2021.Juan Esteban Lazo Hernandez, presidente da Assembleia Nacional de Cuba e histórico dirigente do Partido Comunista, além de membro do Politburo.Roberto Tomas Morales Ojeda, importante líder do Partido Comunista, que anteriormente atuou como ministro da Saúde Pública e vice-presidente.Joaquin Quintas Sola, general do Exército cubano e vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias.Raul Villar Kessel, alto oficial militar cubano.

Diversas outras autoridades de menor escalão também foram alvo das sanções. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA também sancionou a Diretoria de Inteligência de Cuba (DI), principal serviço de inteligência do governo cubano.

Em 1º de maio, Trump assinou uma ordem executiva que amplia a autoridade do governo americano para sancionar integrantes de setores estratégicos da economia cubana e autoriza sanções secundárias contra instituições financeiras estrangeiras que negociem com pessoas ou entidades punidas pelos EUA.

O governo Trump planeja anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro na quarta-feira, afirmou uma autoridade do Departamento de Justiça na semana passada.

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Elon Musk perde processo contra a OpenAI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 14:54

Tecnologia Elon Musk perde processo contra a OpenAI Por Reuters

Elon Musk e Sam Altman travam na Justiça batalha pela OpenAI — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Um júri dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk no processo em que o bilionário acusava a OpenAI de ter abandonado sua missão original.

Os jurados concluíram que a empresa não pode ser responsabilizada pelas acusações de Musk de que teria abandonado sua missão original de desenvolver inteligência artificial para beneficiar a humanidade.

O julgamento começou em 28 de abril e foi visto como um momento importante para o futuro da OpenAI e da inteligência artificial de forma geral, especialmente no debate sobre como essa tecnologia deve ser usada e quem deve lucrar com ela.

Atualmente, a inteligência artificial é utilizada em diversas áreas, como educação, reconhecimento facial, consultoria financeira, jornalismo, pesquisas jurídicas, diagnósticos médicos e até na criação de vídeos falsos conhecidos como “deepfakes”.

Ao mesmo tempo, a tecnologia desperta desconfiança e preocupação, principalmente pelo temor de que substitua empregos.

O veredicto foi anunciado após 11 dias de depoimentos e debates no tribunal, marcados por questionamentos sobre a credibilidade tanto de Musk quanto de Sam Altman.

Os dois lados se acusaram mutuamente de priorizar interesses financeiros em vez do benefício público.

Na fase final do julgamento, o advogado de Musk, Steven Molo, afirmou aos jurados que várias testemunhas colocaram em dúvida a sinceridade de Altman ou chegaram a chamá-lo de mentiroso. Ele também destacou que Musk evitou afirmar, durante o julgamento, que era totalmente confiável.

“A credibilidade de Sam Altman está diretamente em jogo”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.”

Musk acusou a OpenAI de tentar enriquecer investidores e pessoas ligadas à organização às custas da missão original da empresa, além de não dar prioridade à segurança da inteligência artificial. Segundo ele, a Microsoft sabia desde o início que a OpenAI estava mais focada em lucro do que em altruísmo.

A OpenAI rebateu dizendo que Musk demorou demais para alegar quebra do acordo original e afirmou que foi o próprio empresário quem passou a demonstrar maior interesse financeiro no setor de IA.

“O Sr. Musk pode ter o toque de Midas em algumas áreas, mas não em inteligência artificial”, afirmou William Savitt, advogado da OpenAI, na argumentação final.

A OpenAI disputa espaço no mercado de IA com empresas como a Anthropic e a xAI e se prepara para uma possível abertura de capital que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1 trilhão.

Um executivo da Microsoft afirmou no julgamento que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI.

Já a xAI, de Musk, agora integra a SpaceX, que também prepara uma abertura de capital que pode superar a da OpenAI em tamanho.

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OpenAI diz que ChatGPT não é advogado e pede rejeição de ação de seguradora

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 14:13

Tecnologia OpenAI diz que ChatGPT não é advogado e pede rejeição de ação de seguradora Seguradora acusa o chatbot de ajudar uma ex-funcionária a sobrecarregar a Justiça com ações sem fundamento; OpenAI afirma que a ferramenta não substitui advogados e pede rejeição do processo. Por Reuters

A OpenAI pediu para a Justiça dos Estados Unidos que rejeite um processo que alega que a companhia prestou consultoria jurídica não autorizada e que afirma que sua plataforma de inteligência artificial generativa ChatGPT não é um advogado e não exerce a advocacia.

Em um processo apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago, a OpenAI disse que não há motivos para apoiar a ação aberta pela Nippon Life Insurance Company que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a inundar um tribunal federal com processos sem mérito.

"O ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica", disse a OpenAI no processo.

O caso ocorre em um momento em que mais processos estão sendo abertos sem ajuda de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativas que são capazes de redigir e enviar documentos judiciais.

O processo da Nippon está entre os primeiros a acusar uma grande plataforma de IA de se envolver na prática da advocacia sem ser autorizada para isso.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

A OpenAI pediu para a Justiça dos Estados Unidos que rejeite um processo que alega que a companhia prestou consultoria jurídica não autorizada e que afirma que sua plataforma de inteligência artificial generativa ChatGPT não é um advogado e não exerce a advocacia.

Em um processo apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago, a OpenAI disse que não há motivos para apoiar a ação aberta pela Nippon Life Insurance Company que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a inundar um tribunal federal com processos sem mérito.

"O ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica", disse a OpenAI no processo.

O caso ocorre em um momento em que mais processos estão sendo abertos sem ajuda de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativas que são capazes de redigir e enviar documentos judiciais.

O processo da Nippon está entre os primeiros a acusar uma grande plataforma de IA de se envolver na prática da advocacia sem ser autorizada para isso.

O processo da seguradora tem origem em uma disputa com uma ex-funcionária, Graciela Dela Torre, que já havia processado a Nippon por benefícios de invalidez de longo prazo. Dela Torre fez acordo sobre o caso em 2024.

A Nippon disse em seu processo que Dela Torre entrou com um novo caso e usou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e avisos elaborados por IA que, segundo a empresa, não serviram "a nenhum propósito legal ou processual legítimo".

A OpenAI rebateu que "a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI".

A OpenAI descreveu o ChatGPT como "uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais" e disse que os usuários concordam em não confiar em seu conteúdo como um substituto para aconselhamento profissional.

"Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso", disse a OpenAI ao tribunal.

"Se ela apresentou argumentos apropriados é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir."

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Samsung Electronics e sindicato estendem negociações para evitar greve

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/05/2026 12:57

Tecnologia Samsung Electronics e sindicato estendem negociações para evitar greve O temor é que a paralisação, com mais de 45 mil funcionários, prejudique a economia da Coreia do Sul e cause atrasos no fornecimento de produtos para empresas em vários países. Por Reuters

A Samsung Electronics e o sindicato de trabalhadores da companhia na Coreia do Sul pretendem retomar as negociações nesta terça-feira (19) em uma tentativa de evitar a maior greve da história da gigante da tecnologia.

A preocupação é que uma paralisação envolvendo mais de 45 mil funcionários afete a economia do país e interrompa cadeias globais de suprimentos.

A Samsung é a maior fabricante de chips de memória do mundo e responde por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul.

O sindicato exige que a Samsung elimine o teto de bônus equivalente a 50% dos salários anuais e destine 15% do lucro operacional anual para um programa de participação nos resultados voltado aos trabalhadores.

Para aumentar a pressão sobre o sindicato, um tribunal sul-coreano aceitou parcialmente o pedido da Samsung por uma liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve.

A Samsung Electronics e o sindicato de trabalhadores da companhia na Coreia do Sul pretendem retomar as negociações nesta terça-feira (19) em uma tentativa de evitar a maior greve da história da gigante da tecnologia.

A preocupação é que uma paralisação envolvendo mais de 45 mil funcionários afete a economia do país e interrompa cadeias globais de suprimentos.

A ameaça de uma greve de 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), ocorre em meio à escassez global de chips de memória.

As negociações desta segunda-feira aconteceram após o fracasso, na semana passada, da primeira rodada de conversas mediadas pelo governo sul-coreano sobre salários e bônus.

A Samsung é a maior fabricante de chips de memória do mundo e responde por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul.

Um representante do sindicato afirmou que as conversas continuarão na terça-feira e disse que a entidade está “comprometida com negociações de boa fé”.

Park Su-keun, presidente da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, também informou que as negociações serão retomadas na terça-feira, após afirmar que as duas partes continuaram distantes de um acordo nesta segunda-feira.

O sindicato exige que a Samsung elimine o teto de bônus equivalente a 50% dos salários anuais e destine 15% do lucro operacional anual para um programa de participação nos resultados voltado aos trabalhadores.

A Samsung propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional anual para bônus, valor que, segundo o sindicato, deve superar 200 trilhões de wons neste ano. A empresa, no entanto, pretende manter o limite de 50% para o pagamento adicional.

Para aumentar a pressão sobre o sindicato, um tribunal sul-coreano aceitou parcialmente o pedido da Samsung por uma liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve.

Com a decisão, milhares de funcionários poderão ser obrigados a trabalhar em caso de paralisação para evitar danos a materiais e instalações de produção. Cerca de 47 mil trabalhadores afirmaram que pretendem aderir à greve.

Um porta-voz do tribunal informou que os dois principais sindicatos podem receber multas de 100 milhões de wons (US$ 72 mil) por dia caso descumpram a decisão. Já os líderes sindicais poderão ser multados em 10 milhões de wons por dia.

O sindicato afirmou, em nota, que a decisão judicial não impede a realização da greve caso as negociações terminem sem acordo. A Samsung Electronics não comentou o caso.

As autoridades sul-coreanas têm demonstrado preocupação crescente com a possibilidade de greve e alertam que uma paralisação pode representar um risco relevante para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros do país.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, considerado próximo aos sindicatos, afirmou nesta segunda-feira, na rede social X, que os direitos da administração das empresas devem ser respeitados tanto quanto os direitos dos trabalhadores.

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