RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

São Paulo Morre Constantino Júnior, ex-CEO e fundador da Gol Fundador da companhia, Constantino Júnior foi um dos responsáveis por transformar a aviação comercial no Brasil com o modelo de baixo custo. Por Redação g1

Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol, morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, aos 57 anos.

Segundo apuração do g1, o empresário estava internado em um hospital da capital e enfrentava há anos um câncer.

Júnior fundou a Gol em 2001, assumindo a posição de primeiro CEO da companhia aérea que ajudou a introduzir o modelo de "baixo custo, baixa tarifa" no país.

Constantino de Oliveira Júnior, fundador e presidente do conselho de administração da Gol, morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, aos 57 anos.

Segundo apuração do g1, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e tratava um câncer há anos.

Júnior fundou a Gol em 2001, assumindo a posição de primeiro CEO da companhia aérea que ajudou a introduzir o modelo de "baixo custo, baixa tarifa" no país.

Antes de criar a Gol, atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo controlador de empresas de transporte terrestre de passageiros.

Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração, acumulando a função com o cargo de CEO até 2012, quando deixou a gestão executiva e assumiu a presidência do conselho, posição que ocupava até o seu falecimento.

Além da atuação na Gol, era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, uma holding de aviação criada em 2022 que controla as companhias aéreas Gol (Brasil) e Avianca (Colômbia).

A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos.

Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da mais brasileira das companhias aéreas. Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

Neste dia de enorme tristeza, a Companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado.

Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil.

Constantino de Oliveira Júnior era um empresário brasileiro, fundador e primeiro CEO da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, companhia que ajudou a transformar o mercado de aviação comercial no Brasil ao introduzir o conceito de “baixo custo, baixa tarifa” no país.

Antes de fundar a GOL, atuou entre 1994 e 2000 como Diretor da Comporte Participações, grupo que controla diversas empresas de transporte terrestre de passageiros no Brasil. Em 2001, assumiu o cargo de Diretor-Presidente (CEO) da GOL, liderando o início das operações da companhia e sua rápida expansão no mercado nacional.

Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012. Constantino Júnior deixou a função executiva e assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da GOL, posição que ocupava até hoje. Além da atuação na GOL, Constantino era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA.

Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos por sua atuação executiva, entre eles: “Executivo de Valor” em 2001 e 2002, concedido pelo jornal Valor Econômico; “Executivo Líder” no setor de logística em 2003, pelo jornal Gazeta Mercantil; e, em 2008, foi nomeado “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo pela premiação GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), patrocinada pela IATA.

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Embraer anuncia acordo com grupo de bilonário indiano Adani para fabricar aviões na Índia

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Grupo indiano Adani e empresa brasileira Embraer assinaram nesta terça-feira (27) um acordo para a construção de aviões na Índia.

As duas empresas estabelecerão uma "linha de montagem" e vão colaborar na produção de aviões e na formação de pilotos, entre outros.

A Adani, presidida pelo bilionário Gautam Adani, é um grande conglomerado que atua nos setores portuário e de energia.

A Força Aérea da Índia, país mais populoso do mundo, utiliza aviões da Embraer, incluindo o Legacy 600 e o "Netra" AEW&C, baseado no modelo ERJ145.

O Legacy 600 é uma das aeronaves da empresa brasileira usado na Índia. — Foto: Liam McBurney/Pool via REUTERS

O grupo indiano Adani e a empresa brasileira Embraer assinaram nesta terça-feira (27) um acordo para a construção de aviões na Índia, país que almeja se tornar uma referência mundial no setor da aviação.

As duas empresas estabelecerão uma “linha de montagem” e vão colaborar na produção de aviões e na formação de pilotos, entre outras iniciativas, segundo comunicado conjunto.

“O ecossistema proposto está destinado a apoiar a demanda interna e, simultaneamente, gerar um número significativo de empregos diretos e indiretos”, acrescenta o comunicado, sem divulgar detalhes financeiros.

A Adani, presidida pelo bilionário Gautam Adani, é um grande conglomerado que atua nos setores portuário e de energia. Com o acordo, o grupo busca impulsionar seus negócios no setor aeroespacial.

A Força Aérea da Índia, país mais populoso do mundo, utiliza aviões da Embraer, incluindo o Legacy 600 e o “Netra” AEW&C, baseado no modelo ERJ145.

“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer”, afirmou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Commercial Aviation, no comunicado.

A Embraer anunciou em outubro que fechou o terceiro trimestre de 2025 com uma carteira de pedidos de 490 aeronaves.

🔎 Atualmente, a fabricante de aviões concentra sua produção principal no Brasil — em São José dos Campos (SP), Gavião Peixoto (SP), Botucatu (SP) e Taubaté (SP) —, mantém fábrica de jatos executivos nos Estados Unidos (Flórida) e possui instalações industriais e parcerias em Portugal e outras regiões.

Em 2025, as ações da Embraer, negociadas sob o ticker EMBJ3 na B3, acumularam alta de 57,84% no ano e de 68,12% nos últimos 12 meses, impulsionadas pela venda de aviões e por novas encomendas.

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Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida pela petroleira neste ano.

Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.

"Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%", diz a empresa em nota. (veja a íntegra abaixo)

A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento, os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso, segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3% desde 2022.

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

A partir de amanhã, 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%.

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Grupo Fictor pede recuperação judicial após crise ligada ao caso Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Grupo Fictor protocolou neste domingo (1) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” e pediu tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.

O Grupo Fictor protocolou, neste domingo (1), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.

De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades.

“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro.

À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária.

Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários.

“Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou.

Em novembro, após a decisão do BC sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

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Conselheiros do BRB renunciam após convocação de assembleia para mudar direção do banco

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia Negócios Conselheiros do BRB renunciam após convocação de assembleia para mudar direção do banco Executivos deixam o cargo após governo do DF convocar assembleia para renovar o colegiado e em meio às investigações sobre operações do BRB com o Banco Master. Por Redação g1 — São Paulo

Dois integrantes do conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) renunciaram aos cargos na noite desta quarta-feira (28).

Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende deixaram suas funções com efeito imediato, segundo informou a própria instituição em comunicado ao mercado.

As renúncias acontecem cerca de duas semanas depois que o principal acionista do BRB — o governo do Distrito Federal — convocou uma assembleia para escolher um novo conselho de administração.

A reunião está marcada para o dia 19 de fevereiro. Nessa data, os acionistas vão votar os nomes indicados para integrar o novo colegiado: Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré.

Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança — Foto: Reprodução/TV Globo

Dois integrantes do conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) renunciaram aos cargos nesta quarta-feira (28). Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende deixaram suas funções com efeito imediato, segundo informou a própria instituição em comunicado ao mercado.

Além dos assentos no conselho, os dois também saíram dos comitês internos do banco, conforme previsto nas regras da empresa e na legislação vigente.

As renúncias acontecem cerca de duas semanas depois que o principal acionista do BRB — o governo do Distrito Federal — convocou uma assembleia para escolher um novo conselho de administração.

A reunião está marcada para o dia 19 de fevereiro. Nessa data, os acionistas vão votar os nomes indicados para integrar o novo colegiado: Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré.

Em janeiro, o BRB já havia feito alterações importantes em sua estrutura de comando. Raphael Vianna de Menezes foi eleito presidente do conselho de administração, enquanto Antônio José Barreto de Araújo Júnior assumiu o cargo de diretor executivo de finanças.

As trocas na administração ocorrem em meio à repercussão de uma investigação da Polícia Federal realizada em novembro do ano passado. A operação envolveu dirigentes do Banco Master e do próprio BRB.

Segundo as autoridades, o suposto esquema poderia ter causado prejuízos superiores a R$ 10 bilhões ao banco público. O caso ainda está sob apuração.

A crise envolvendo o Banco Master e o BRB começou após negociações para a compra do Master pelo banco público do Distrito Federal. O negócio chegou a avançar, mas foi barrado pelo Banco Central, que identificou problemas nas condições da operação.

Paralelamente, investigações da Polícia Federal e do Ministério Público passaram a apurar possíveis irregularidades nas transações entre os dois bancos.

Segundo as autoridades, o BRB teria transferido bilhões de reais ao Banco Master por meio da compra de carteiras de crédito consideradas problemáticas, sem garantias suficientes e, em alguns casos, sem pertencer de fato ao Master.

O Banco Central estima que o prejuízo para o BRB possa ultrapassar R$ 3 bilhões, enquanto investigadores apontam que as perdas potenciais podem ser ainda maiores.

Em novembro, a Polícia Federal deflagrou a operação que apura fraudes financeiras envolvendo dirigentes do Master e do BRB. Com isso, o então presidente do BRB foi afastado e posteriormente demitido.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso preventivamente e passou a usar tornozeleira eletrônica. Ele afirmou ter tratado da venda do banco diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que nega a versão.

Após a operação policial, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando suas atividades. A medida foi justificada por problemas de liquidez e indícios de fraudes na gestão da instituição.

Outro desdobramento foi a abertura de um inquérito para apurar se influenciadores digitais foram pagos para criticar o Banco Central após a liquidação do Master. Segundo a PF, os conteúdos teriam como objetivo defender o banco e colocar em dúvida a decisão do regulador.

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Data centers no espaço: compra da xAI pela SpaceX impulsiona plano ambicioso de Musk

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Tecnologia Data centers no espaço: compra da xAI pela SpaceX impulsiona plano ambicioso de Musk Aquisição integra IA, foguetes e internet espacial em projeto. Para o bilionário, computação será mais barata e sustentável fora da Terra. Por Redação g1

A SpaceX anunciou a compra da xAI, empresa de inteligência artificial, nesta segunda-feira (2). Ambas as empresas são controladas por Elon Musk.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

O bilionário não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto de levar data centers ao espaço.

A SpaceX, fabricante de foguetes de Elon Musk, anunciou nesta segunda-feira (2) a compra de outra empresa do bilionário: a xAI, dedicada à inteligência artificial.

O movimento, segundo o próprio Musk, busca concretizar um de seus planos mais ambiciosos: o lançamento de data centers no espaço.

“A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de MuskSatélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço

No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto.

Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço".

"Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX.

Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol".

Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”.

O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters.

Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial.

Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço

Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações.

"Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud.

Jeff Bezos, dono da Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua.

"É difícil saber exatamente quando — são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado.

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Por que tantas indústrias estão trocando as capitais pelo interior do Brasil

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Em 1985, dois terços dos empregos na indústria estavam nas capitais e regiões metropolitanas, e um terço, no interior do país.

Passadas quase quatro décadas, em 2022, a maioria dos empregos industriais brasileiros (54,4%) já estavam no interior.

A inversão da prevalência, com o interior dos Estados superando as regiões metropolitanas com a maioria dos empregos industriais em nível nacional, aconteceu em 2014 e vem ganhando força ano após ano.

Entre os Estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas.

A mineira Letícia Martins conseguiu conciliar o sonho de trabalhar numa indústria multinacional, com seu desejo de morar perto da família em Passos, no sul de Minas — Foto: Cortesia Heineken

Quando se formou engenheira de produção pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Letícia Lemos Martins pensava que nunca voltaria a morar em Passos, sua cidade natal no Sul de Minas, com 112 mil habitantes, segundo o último Censo.

"Sempre imaginei que eu ia morar em algum grande centro, que ia arrumar um emprego legal e ficar por lá. Então, voltar para Passos não estava nos meus planos, mas eu tinha vontade, porque toda minha família está aqui, todas as pessoas que eu amo", conta a mineira de 26 anos.

Os planos de Letícia mudaram quando ela soube que a fabricante de bebidas Heineken abriria uma nova fábrica em sua cidade natal. Inaugurada em novembro de 2025, com um investimento de R$ 2,5 bilhões, a cervejaria gerou mais de 2,2 mil empregos na fase de obras e emprega atualmente 350 pessoas, segundo a empresa.

"Queria trabalhar numa multinacional, que é o sonho do engenheiro de produção. Então, surgiu a oportunidade de voltar para casa, e eu agarrei essa oportunidade."

A chance de Letícia conciliar um sonho profissional com o desejo de morar perto da família foi possível devido a uma tendência crescente na indústria brasileira: a interiorização.

Em 1985, dois terços dos empregos no setor estavam nas capitais e regiões metropolitanas, e um terço, no interior do país.

Passadas quase quatro décadas, em 2022, a maioria dos empregos industriais brasileiros (54,4%) já estavam no interior, segundo dados do governo federal.

A inversão da prevalência, com o interior dos Estados superando as regiões metropolitanas com a maioria dos empregos industriais em nível nacional, aconteceu em 2014 e vem ganhando força ano após ano.

Entre os Estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém-publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin.

Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil.

Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 — e confirmaram com números uma "neoindustrialização" do país puxada pelas cidades do interior.

Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos Estados do Centro-Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas.

Segundo os economistas da USP, a participação no emprego total do Brasil da indústria de transformação — aquela que transforma matérias-primas em produtos, diferentemente da indústria extrativa, focada na retirada de recursos da natureza, como mineração e petróleo, por exemplo — diminuiu de 27,7% para 15,1% entre 1986 e 2022.

Esse movimento de desindustrialização aconteceu em duas fases: uma mais intensa, de 1986 (ano do auge da industrialização no Brasil, quando a parcela da indústria no emprego atingiu seu máximo) a 1998, e uma mais branda, de 2008 a 2022.

Em primeiro lugar, eles citam a redução do investimento público em infraestrutura e estatais como parte de um esforço para conter a explosão da dívida externa herdada da ditadura militar, enfraquecendo o que havia sido até então um dos pilares da industrialização nacional.

A hiperinflação que o país enfrentava neste período inibiu investimentos empresariais ao impactar o consumo das famílias e gerar muita incerteza entre os empresários quanto à estabilidade econômica.

A súbita abertura comercial promovida pelo governo federal nos anos 1990 e a valorização da moeda brasileira com a implementação do Plano Real expôs a indústria nacional — até então, excessivamente protegida, na visão dos economistas — à competição estrangeira, sem uma fase de adaptação.

A combinação desses fatores levou à eliminação de 1,67 milhão de postos de trabalho na indústria entre 1989 e 1998, resultando em uma redução de 27,2% no estoque de emprego formal do setor, mostra o estudo.

Já a fase mais recente começou com a crise financeira mundial de 2008 e foi impactada ainda pelo baixo crescimento do Brasil neste século, pelo avanço da China nas exportações mundiais de manufaturados e pela recessão econômica de 2015 e 2016, fatores que ampliaram a competição com importados e inibiram investimentos no setor industrial, devido ao enfraquecimento do consumo.

Nesse cenário, tanto capitais e regiões metropolitanas, como o interior dos Estados, se desindustrializaram nas últimas quatro décadas, com a indústria perdendo participação no total de empregos formais.

Mas, no interior, essa desindustrialização foi mais branda, especialmente no Estado de São Paulo, o maior polo industrial do país, mostram os economistas.

Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas.

"Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos", exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil.

"O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa", diz ele.

Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista — polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo —, agora floresce em outras partes do Brasil.

Exemplo recente disso é a montadora chinesa GWM, que inaugurou em agosto uma nova fábrica em Iracemápolis, no interior paulista, distante cerca de 160 km da capital, após adquirir, em 2021, uma planta que pertenceu à Mercedes-Benz.

Com investimentos planejados de R$ 10 bilhões no Brasil até 2032, a empresa espera gerar de 800 a mil postos de trabalho na nova fábrica, que deve produzir até 50 mil veículos por ano.

A inauguração da fábrica da GWM em Iracemápolis contou com a presença de Lula e dos ministros Geraldo Alckmin (MDIC) e Luiz Marinho (Trabalho) — Foto: Divulgação/GWM via BBC

A chegada da GWM a Iracemápolis permitiu à paulista Gabriele de Oliveira Pereira, de 27 anos, trocar a jornada 6×1 como estoquista em um supermercado em Piracicaba, por uma vaga de operadora de produção na indústria automotiva da cidade vizinha.

"Meu salário dobrou", conta Gabriele, orgulhosa do novo emprego, que conseguiu após fazer um curso de solda na Oficina de Sonhos, um projeto de capacitação profissional de Piracicaba.

"Coloquei minhas contas em dia e, agora, consigo levar minha filha de 2 anos para passear, coisa que antes não podia proporcionar e que minha mãe não pôde proporcionar para mim, quando eu era mais nova."

"Alguns falam inglês, outros falam chinês. Só sei o básico, então, nos comunicamos pelo celular. E eles são bem trabalhadores e não gostam que fique parado, não."

'Meu salário dobrou', conta Gabriele, orgulhosa do novo emprego em montadora — Foto: Cortesia GWM via BBC

Morceiro destaca ainda que outro fator que tem contribuído para a interiorização da indústria é a chamada "guerra fiscal", quando Estados ou municípios abrem mão de arrecadar impostos para atrair empresas a instalarem fábricas em seus territórios.

No caso da planta da Heineken em Passos, por exemplo, o município isentou a cervejaria holandesa de pagar cerca de R$ 90 milhões em tributos municipais por até 15 anos, segundo informações da imprensa local à época da aprovação da chamada "Lei Heineken", criada especialmente para isso, em 2022.

Já a GWM afirma que recebeu isenção de IPTU pela geração de empregos em Iracemápolis, além de estar inscrita no programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), do governo federal, que concede incentivos para montadoras que investem em produção nacional e pesquisa e desenvolvimento.

Morceiro observa, porém, que esse movimento de "neoindustrialização" puxado pelo interior é insuficiente para compensar o processo maior de desindustrialização do Brasil como um todo.

Por exemplo, enquanto os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são responsáveis juntos por 92,9% da desindustrialização do país, Estados que estão se industrializando com o impulso das commodities agrícolas, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dão uma contribuição pequena para atenuar esse processo, reduzindo em apenas 4,4% a desindustrialização de 1986 a 2022.

"Esse movimento de interiorização permitiu com que a indústria ganhasse um fôlego para competir com os importados", diz Morceiro, já que a interiorização representa muitas vezes uma redução de custos para a indústria.

"Mas não é suficiente para estancar a desindustrialização, é suficiente apenas para diminuir a intensidade [desse processo] no país."

O economista destaca que a desindustrialização importa, porque a indústria é um setor que dá um forte impulso ao crescimento dos países. Isso é particularmente relevante para aqueles ainda em desenvolvimento e muito desiguais, como o Brasil.

Indústria é um setor de forte impulso no crescimento dos países, diz economista — Foto: Fábio Rezende via BBC

"A indústria tem engrenagens mais fortes que outros setores. Quando ela cresce, a economia cresce mais, porque ela arrasta esse crescimento devido aos seus multiplicadores, às cadeias produtivas mais longas", diz Morceiro.

"Durante a industrialização de qualquer país, a taxa de crescimento costuma ser a maior da sua história."

Rafael Cagnin, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), observa que parte da desindustrialização das regiões industriais mais tradicionais do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, também está relacionada ao avanço do setor de serviços nestes locais.

"Rio e São Paulo, que são os polos industriais tradicionais, também são as regiões metropolitanas mais ricas", diz Cagnin.

"Então, é possível que esse processo de desindustrialização, embora mais intenso, seja mais próximo de um processo 'normal' do enriquecimento dessas regiões e, consequentemente, da diversificação da estrutura produtiva em direção a serviços."

Esse movimento também ocorre nos países ricos, de economia mais avançada, mas, no Brasil, especialistas avaliam que ocorre de forma precoce por ser registrado após poucos anos de vigor industrial e em um momento em que o país ainda era considerado de renda média, em vez de alta.

"Parte daquilo que era emprego industrial tipicamente até os anos 1980 — segurança, reparos, limpeza, organização de estoques, pesquisa e desenvolvimento, marketing —, com o fenômeno da terceirização, acabou sendo transferido para fora da indústria", observa o diretor do Iedi.

Pesa ainda para a desindustrialização (quando medida como a participação da indústria no emprego total do país, como fazem Morceiro e Tessarin) o avanço da automação, que é um processo positivo ao aumentar a produtividade da indústria, avalia Cagnin, mas que reduz a mão de obra necessária e, consequentemente, o peso do setor no mercado de trabalho.

Diante desse quadro, de desindustrialização dos polos tradicionais e avanço da indústria rumo ao interior do Brasil, o diretor do Iedi avalia que a política industrial nacional precisa atuar em duas frentes.

"Isso implica criar condições no país de viabilização de investimentos. E o principal obstáculo que temos é custo de capital", diz o economista, destacando o papel dos juros elevados nesse alto custo.

Com a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 15%, maior patamar em 20 anos, fica mais caro para as empresas pegar dinheiro emprestado para investir em novas tecnologias e processos.

Já para os parques mais recentes e modernos, muitos deles agora no interior, a principal preocupação deve ser com a capacidade logística, avalia o especialista.

"É uma questão de como você vai adensar estes parques, ou seja, como criar outros setores em torno desses que já existem", afirma Cagnin.

"Então, onde tem biocombustível, podemos fazer etanol de segunda geração [produzido a partir de resíduos como bagaço e palha de cana-de-açúcar, em vez do caldo]. A indústria de carne pode ir além do abate, esquartejamento, congelamento e exportação, processando ainda mais essa carne em outros produtos alimentares", exemplifica.

"O desafio é tornar mais complexos esses polos industriais que já foram criados por esse interior."

Segundo o economista, para isso, além de reduzir o custo para investir, são necessárias melhorias em redes de transporte, energia e combustíveis para escoar a produção para os mercados compradores e também ampliar a conexão entre esses diferentes polos.

Gabriele, a funcionária da fábrica de automóveis que viu sua qualidade de vida melhorar ao conseguir um emprego na indústria, também avalia que fortalecer o setor seria importante.

"Muita gente queria estar aqui também, mas é difícil, né? Muita gente pergunta se [a fábrica] está contratando", conta a operária.

"Uma pessoa que nem eu, que sempre trabalhou em mercado, sempre em escala 6×1, é bastante libertador se sentir confortável trabalhando de segunda a sexta, tendo um horário bom, com pessoas que amam o que fazem. Venho trabalhar agradecendo a Deus todo dia pela oportunidade."

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Musk tem plano de ter data centers no espaço com compra da xAI pela SpaceX; entenda

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Tecnologia Musk tem plano de ter data centers no espaço com compra da xAI pela SpaceX; entenda Empresa de foguetes do bilionário comprou a de inteligência artificial do mesmo dono; proposta é integrar tecnologia, satélites e conectividade para criar data centers no espaço. Por Redação g1

A SpaceX anunciou a compra da xAI, empresa de inteligência artificial, nesta segunda-feira (2). Ambas as empresas são controladas por Elon Musk.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

O bilionário não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto de levar data centers ao espaço.

Elon Musk uniu duas de suas principais empresas nesta segunda-feira (2), após a SpaceX, fabricante de foguetes do bilionário, comprar a xAI, companhia dedicada à inteligência artificial, também controlada por Musk.

A mudança faz parte de um plano ambicioso de Musk de lançar data centers (centros de processamento de dados) no espaço.

“A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de MuskSatélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço

No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto.

Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço"."Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX.

Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol".

Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”.

O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters.

Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial.

Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço

Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações.

"Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud.

Jeff Bezos, dono da empresa aerospacial Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua.

"É difícil saber exatamente quando — são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado.

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Fenômeno da IA agora assusta investidores? ‘Chefões’ tentam amenizar preocupações

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 20:47

Tecnologia Fenômeno da IA agora assusta investidores? 'Chefões' tentam amenizar preocupações Setor tem semana ruim na bolsa de NY depois de big techs anunciarem mais gastos com inteligência artificial. Medo de que IA 'mate' outros negócios também pesa. Por Redação g1

A desconfiança de investidores em relação aos gastos com inteligência artificial fez com que a semana fosse complicada para o setor de tecnologia na bolsa de valores dos EUA.

Amazon, Google, Meta e Microsoft anunciaram recentemente planos de gastar, juntas, US$ 660 bilhões na expansão da IA neste ano.

As ações da Amazon caíram na última sexta-feira (6) depois de a empresa anunciar o plano de investir US$ 200 bilhões em IA ao longo do ano.

Também houve temor de que as ferramentas de IA pudessem prejudicar a demanda por negócios tradicionais, o que foi considerado 'ilógico' pelo CEO da Nvidia.

O robô humanóide com inteligência artificial Ameca observa o estande da empresa Engineered Arts durante o maior encontro mundial de robôs humanóides em Genebra, na Suíça em 2023 — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

A desconfiança de investidores em relação aos gastos com inteligência artificial fez com que a semana fosse complicada para o setor de tecnologia na bolsa de valores dos EUA.

Amazon, Google, Meta e Microsoft anunciaram recentemente planos de investir, juntas, US$ 660 bilhões na expansão da IA neste ano. É um aumento de 60% em relação aos gastos de 2025, segundo o "Financial Times".

As ações da Amazon caíram na última sexta-feira (6) depois de a empresa divulgar a intenção de investir US$ 200 bilhões em IA ao longo de 2026.

Um dia antes, a Alphabet, dona do Google, tinha feito uma declaração semelhante, aprofundando a venda de ações de tecnologia e levando o índice Nasdaq, da bolsa de Nova York, a fechar em seu nível mais baixo em mais de dois meses.

Moltbook, rede social das IAs, faz robôs conversarem entre si, mas o quanto disso é real?'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno

Nem tudo foi pessimismo na semana: os planos de mais gastos com IAs animaram as ações das Nvidia e da AMD, principais fabricantes de chips para essa tecnologia, na sexta.

E, depois de três dias de perdas, empresas de software e serviços de dados também conseguiram amenizar na sexta a queda provocada pelo temor de que a IA pudesse prejudicar a demanda por negócios tradicionais.

Essa preocupação afetou empresas como Oracle, Palantir, Salesforce e SAP, e foi considerada "ilógica" pelo CEO da Nvidia, na última quarta (4).

“Existe essa noção de que as ferramentas no setor de software estão em declínio e serão substituídas pela IA… É a coisa mais ilógica do mundo, e o tempo provará isso”, disse Jensen Huang em um evento da empresa Cisco.

O pensamento foi repetido ao longo da semana por outros líderes de big techs, que têm essas empresas como clientes.

Sundar Pichai, do Google, afirmou que "assim como ela [a IA] tem sido uma ferramenta capacitadora para nós em nossos produtos e serviços (…) acho que as empresas de [software] que estão aproveitando o momento… têm a mesma oportunidade pela frente".

Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs

"Assim como em qualquer grande inovação tecnológica, há um estágio em que existe um entusiasmo quase descarado e, em seguida, há um período de maior discernimento", avaliou Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado da Man Group, em entrevista à Reuters.

Em 2025, a forte demanda por ações de empresas vinculadas à IA fez com que os principais índices da bolsa americana avançassem.

Porém, no fim de janeiro, as preocupações com os resultados financeiros desses investimentos fizeram a Microsoft perder US$ 400 bilhões em valor de mercado em um dia, segundo a France Presse, depois da divulgação de seus resultados trimestrais.

A empresa informou que, pela primeira vez, a receita com serviços em nuvem passou dos US$ 50 bilhões, mas a margem de lucro diminuiu, devido aos investimentos em massa em data centers para IA.

Já o temor de que a IA possa minar outros negócios, como ferramentas de software e serviços análise de dados, cresceu nesta semana com o lançamento de novos softwares pela Anthropic, dona do Claude, concorrente do ChatGPT.

As novidades foram voltadas para usos corporativos específicos, como a automação da revisão de contratos jurídicos.

“Antes, era como se a 'IA levantasse todos os barcos'", disse Matthew Miskin, coestrategista-chefe de investimentos da Manulife John Hancock também à Reuters.

“Agora, há preocupações de que essa aceleração massiva no setor de tecnologia possa fazer com que outros negócios não tenham o mesmo ritmo de crescimento que tiveram antes."

Huang, "chefão" da Nvidia, tentou afastar esse temor em sua fala na conferência da Cisco.

"Se você fosse um humano ou um robô, robótica artificial geral, usaria ferramentas ou reinventaria ferramentas? A resposta, obviamente, é usar ferramentas… É por isso que os últimos avanços em IA são sobre o uso de ferramentas, porque as ferramentas são projetadas para serem explícitas", concluiu.

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Itaú, Santander e Citi firmam acordos para encerrar disputas com governo e pagam R$ 2,4 bilhões em tributos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 20:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) firmou acordos com Itaú, Santander e Citi que resultaram no pagamento de cerca de R$ 2,4 bilhões em tributos nas últimas semanas.

As negociações fazem parte de um programa criado para incentivar a solução de disputas tributárias entre empresas e a União.

Os acordos envolvem o encerramento de processos judiciais que se arrastavam há anos e geram impacto direto nas contas públicas.

Segundo a PGFN, esse valor ainda pode crescer nos próximos meses, já que aproximadamente 70 pedidos de transação apresentados por empresas seguem em análise pelo órgão.

De acordo com a coordenadora-geral de negociação da PGFN, Mariana Lellis, o montante recolhido corresponde ao valor líquido efetivamente pago aos cofres públicos.

👉 O cálculo considera descontos médios de 21% aplicados sobre multas, juros e encargos, concedidos pelo governo como incentivo para a resolução dos litígios.

Além do reforço fiscal, Lellis destacou que os acordos foram negociados de forma individual, dentro do Programa de Transação Integral (PTI). O prazo para apresentação de propostas terminou em dezembro, mas ainda há pedidos em análise no órgão.

Os descontos concedidos nesses casos variaram de 10% a 30% e foram definidos com base no potencial de recuperação dos créditos.

Entre os critérios considerados estão o tempo de tramitação dos processos judiciais, o risco de derrota ou vitória do governo e os custos envolvidos na manutenção da cobrança.

“Há um universo ainda muito maior de instituições financeiras… um universo muito maior de dívidas”, disse Lellis, ao comentar sobre negociações que ainda estão em curso. Segundo ela, esses casos tramitam sob sigilo.

Nos acordos ligados a disputas sobre a incidência da extinta CPMF em determinadas operações, o Santander pagou cerca de R$ 1 bilhão após os descontos aplicados. O Citi, por sua vez, desembolsou aproximadamente R$ 400 milhões.

No caso do Itaú, as negociações envolveram discussões sobre a cobrança de PIS e Cofins sobre receitas financeiras.

Embora o governo tenha vencido a disputa no Supremo Tribunal Federal, ainda não há decisão definitiva sobre a modulação dos efeitos do julgamento. Diante dessa incerteza, a PGFN optou pelo acordo para encerrar o processo judicial.

O acordo do Itaú também incluiu débitos relacionados ao Imposto de Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). No total, o banco pagou cerca de R$ 1 bilhão.

Segundo a PGFN, também foi firmado um acordo com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), envolvendo disputas sobre PIS e Cofins. Nesse caso, o pagamento foi de R$ 140 milhões.

Os valores, informou o órgão, foram pagos à vista pelas quatro instituições financeiras entre o fim de dezembro e o início deste ano.

O Itaú se manifestou por meio de nota, afirmando que mantém diálogo com as autoridades e atua dentro da legislação. Veja o comunicado na íntegra abaixo:

"O Itaú Unibanco mantém diálogo permanente com as autoridades competentes e utiliza os instrumentos legais disponíveis para a resolução de disputas tributárias, sempre com total transparência e conformidade com a legislação vigente.”

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