RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Cosan pode vender participação na Raízen e holding deve ser dissolvida, diz CEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 13:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0701,68%Dólar TurismoR$ 5,2751,59%Euro ComercialR$ 5,8961,32%Euro TurismoR$ 6,1481,19%B3Ibovespa176.789 pts-0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0701,68%Dólar TurismoR$ 5,2751,59%Euro ComercialR$ 5,8961,32%Euro TurismoR$ 6,1481,19%B3Ibovespa176.789 pts-0,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0701,68%Dólar TurismoR$ 5,2751,59%Euro ComercialR$ 5,8961,32%Euro TurismoR$ 6,1481,19%B3Ibovespa176.789 pts-0,88%Oferecido por

A Cosan pode vender sua participação na Raízen após a reestruturação financeira da empresa, e a própria holding deve ser dissolvida nos próximos anos, afirmou o CEO da companhia, Marcelo Martins.

A Cosan deve se tornar acionista minoritária da Raízen, que tenta reestruturar uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões para evitar uma recuperação judicial.

O CEO disse ainda que a Cosan poderá vender essa participação no futuro, embora ainda não exista definição sobre prazo ou tamanho da operação.

Martins afirmou que a Cosan também deve deixar de existir como holding em um prazo de três a cinco anos, em um processo que pode começar já em 2027.

A dívida líquida expandida da Cosan encerrou o primeiro trimestre em R$ 11,5 bilhões, queda de 34% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Cosan pode vender sua participação na Raízen após a reestruturação financeira da empresa, e a própria holding deve ser dissolvida nos próximos anos, afirmou nesta sexta-feira (15) o CEO da companhia, Marcelo Martins.

Segundo o executivo, a participação da Cosan na Raízen deve diminuir de forma significativa porque a empresa não acompanhará um novo aporte de capital da Shell, sua sócia no negócio. Além disso, credores negociam transformar parte da dívida da Raízen em ações da companhia.

Com isso, a Cosan deve se tornar acionista minoritária da Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do mundo e também dona de operações de distribuição de combustíveis.

A Raízen tenta reestruturar uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões para evitar uma recuperação judicial.

"A nossa participação na Raízen não deve ser expressiva”, afirmou Martins durante conferência com investidores.

O CEO disse ainda que a Cosan poderá vender essa participação no futuro, embora ainda não exista definição sobre prazo ou tamanho da operação.

Martins afirmou que a Cosan também deve deixar de existir como holding em um prazo de três a cinco anos, em um processo que pode começar já em 2027.

Segundo ele, a estratégia faz parte do plano de redução do endividamento da empresa. Nesse modelo, os atuais acionistas da Cosan passariam a ter participação direta nas empresas do grupo, como Rumo e Compass. “O primeiro passo é a redução da dívida”, disse o executivo.

A dívida líquida expandida da Cosan encerrou o primeiro trimestre em R$ 11,5 bilhões, queda de 34% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Raízen, empresa que opera os postos Shell no Brasil e atua nos setores de açúcar, etanol e energia, enfrenta uma forte crise financeira e tenta reorganizar dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões.

A companhia entrou em recuperação extrajudicial em março para renegociar parte desses débitos diretamente com credores e evitar um cenário mais grave, como uma recuperação judicial.

Criada em 2011 como uma parceria entre a Cosan e a Shell, a Raízen é uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do mundo e também responsável pela distribuição da marca Shell no Brasil, Argentina e Paraguai.

A empresa atua ainda em postos de combustíveis, aviação, lojas Shell Select, aplicativo Shell Box e projetos de energia renovável.

Nos últimos anos, a companhia ampliou investimentos, mas passou a sofrer com juros altos, clima desfavorável nas safras de cana e piora nos resultados financeiros.

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China diz concordar com EUA em implementar ‘todos’ os acordos comerciais existentes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 12:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0741,75%Dólar TurismoR$ 5,2741,55%Euro ComercialR$ 5,8981,33%Euro TurismoR$ 6,1481,19%B3Ibovespa176.486 pts-1,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0741,75%Dólar TurismoR$ 5,2741,55%Euro ComercialR$ 5,8981,33%Euro TurismoR$ 6,1481,19%B3Ibovespa176.486 pts-1,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0741,75%Dólar TurismoR$ 5,2741,55%Euro ComercialR$ 5,8981,33%Euro TurismoR$ 6,1481,19%B3Ibovespa176.486 pts-1,05%Oferecido por

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

China e os Estados Unidos concordaram em continuar implementando “todos” os acordos firmados anteriormente e em criar conselhos para comércio e investimentos, afirmou o principal diplomata de Pequim em comunicado divulgado após uma cúpula de dois dias entre Xi Jinping e Donald Trump.

“As delegações dos dois países alcançaram resultados positivos de forma geral, incluindo a continuidade da implementação de todos os consensos alcançados em consultas anteriores e o acordo para estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimentos”, disse Wang Yi, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

A mídia estatal chinesa noticiou que o presidente chinês deve visitar os Estados Unidos no outono do hemisfério norte. A informação foi divulgada pelo principal diplomata de Pequim, horas após Donald Trump deixar a China depois de uma cúpula de dois dias.

“O presidente chinês Xi Jinping fará uma visita de Estado aos Estados Unidos no outono deste ano a convite do presidente dos EUA, Donald Trump”, disse o principal diplomata chinês, Wang Yi, nesta sexta-feira, segundo informou a agência estatal chinesa Xinhua.

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Índia manda população trabalhar de casa e reduzir consumo de combustível devido à alta do petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 11:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0621,51%Dólar TurismoR$ 5,2561,21%Euro ComercialR$ 5,8851,11%Euro TurismoR$ 6,1250,8%B3Ibovespa176.712 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,0621,51%Dólar TurismoR$ 5,2561,21%Euro ComercialR$ 5,8851,11%Euro TurismoR$ 6,1250,8%B3Ibovespa176.712 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,0621,51%Dólar TurismoR$ 5,2561,21%Euro ComercialR$ 5,8851,11%Euro TurismoR$ 6,1250,8%B3Ibovespa176.712 pts-0,93%Oferecido por

Diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços da energia, o governo da Índia intensificou um apelo à austeridade e pediu à população que reduza o consumo de combustível, limite compras de ouro, evite viagens internacionais e adote o trabalho remoto sempre que possível.

A orientação, feita pelo primeiro-ministro indiano Narendra Modi, marca uma mudança de tom incomum em um país acostumado a políticas de estímulo ao crescimento, e reflete a pressão crescente sobre a economia.

A Índia depende fortemente de importações de energia. O país compra cerca de 90% do petróleo que consome e figura entre os maiores importadores globais de ouro — dois fatores que ampliam sua vulnerabilidade em momentos de instabilidade externa.

O estreito de Ormuz, parcialmente paralisado desde o início do conflito, é responsável por uma parcela significativa do petróleo consumido pela Índia. Historicamente, cerca de metade das importações do país passa por essa rota, o que torna o bloqueio um fator crítico.

O governo elevou a taxa de importação do ouro de 6% para 15%, na tentativa de desestimular a compra.

Diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços da energia, o governo da Índia intensificou um apelo à austeridade e pediu à população que reduza o consumo de combustível, limite compras de ouro, evite viagens internacionais e adote o trabalho remoto sempre que possível.

A orientação, feita pelo primeiro-ministro indiano Narendra Modi, marca uma mudança de tom incomum em um país acostumado a políticas de estímulo ao crescimento, e reflete a pressão crescente sobre a economia.

A Índia depende fortemente de importações de energia. O país compra cerca de 90% do petróleo que consome e figura entre os maiores importadores globais de ouro — dois fatores que ampliam sua vulnerabilidade em momentos de instabilidade externa.

A crise atual, desencadeada pela guerra envolvendo o Irã e pelo bloqueio do estreito de Ormuz, pressionou os custos energéticos e agravou o desequilíbrio nas contas externas.

O impacto já se traduz em medidas concretas. Empresas estatais aumentaram nesta sexta-feira (15) os preços da gasolina e do diesel pela primeira vez desde o início da crise, elevando o custo do litro em cidades como Nova Déli.

O reajuste ocorre após aumentos anteriores no preço do gás de cozinha, combustível essencial para milhões de famílias. O encarecimento atinge diretamente o cotidiano da população e alimenta preocupações com inflação.

O estreito de Ormuz, parcialmente paralisado desde o início do conflito, é responsável por uma parcela significativa do petróleo consumido pela Índia. Historicamente, cerca de metade das importações do país passa por essa rota, o que torna o bloqueio um fator crítico.

Sem alternativas imediatas em escala suficiente, o governo busca reduzir a demanda interna como forma de aliviar a pressão sobre as reservas em moeda estrangeira.

Nesse contexto, o ouro ocupa papel central. Em 2025, a Índia gastou mais de US$ 72 bilhões na importação do metal, valor que representa uma saída relevante de dólares em um momento em que a rúpia perde valor.

Para conter esse fluxo, o governo elevou a taxa de importação do ouro de 6% para 15%, na tentativa de desestimular a compra.

Apesar das medidas, a resposta da população é ambígua. Em cidades como Calcutá, muitos moradores dizem não entender completamente o alcance das orientações.

Jovens e trabalhadores afirmam que já adotam um padrão de consumo restrito e não veem como poderiam reduzir ainda mais seus gastos. Outros questionam a falta de explicações mais detalhadas sobre as estratégias do governo para enfrentar a crise.

Há quem também critique o momento político do anúncio, feito logo após as eleições gerais. Para parte da população urbana, o discurso do primeiro-ministro carece de medidas práticas que indiquem como o país pretende lidar com o aumento prolongado dos custos de energia e a pressão cambial.

Ainda assim, há vozes favoráveis à iniciativa. Alguns profissionais avaliam que o pedido de austeridade pode ter caráter preventivo, diante de um cenário internacional incerto. Para esse grupo, reduzir o consumo agora pode evitar impactos mais severos no futuro.

Paralelamente às medidas internas, o governo busca reforçar sua estratégia diplomática. Modi iniciou nesta sexta-feira (15) uma viagem pelos Emirados Árabes Unidos e países europeus com a segurança energética como tema central.

Ao chegar a Abu Dhabi, destacou a importância de manter o estreito de Ormuz aberto e em conformidade com o direito internacional, em sinal de preocupação com o fluxo global de petróleo.

As conversas com autoridades dos Emirados devem incluir acordos nas áreas de petróleo e gás, além de investimentos no país. Segundo o governo indiano, há expectativa de que parcerias estratégicas possam ajudar a reduzir a dependência de rotas vulneráveis e ampliar a resiliência energética.

O esforço reflete uma mudança mais ampla na política econômica. A combinação de preços elevados de energia, moeda sob pressão e reservas cambiais em queda obriga o país a equilibrar crescimento e estabilidade.

Nesse cenário, o ajuste depende não apenas de políticas públicas, mas também da capacidade do governo de mobilizar a população.

A reação nas ruas indica, porém, que o desafio vai além de orientar o consumo. Sem medidas mais concretas e visíveis, parte da população demonstra ceticismo em relação à eficácia dos apelos.

Ao mesmo tempo, o avanço da crise energética global coloca a Índia entre os países mais expostos aos efeitos de um choque prolongado no mercado de petróleo.

Com crescimento econômico ainda robusto, mas pressionado por fatores externos, o país tenta evitar um descompasso mais profundo.

A estratégia passa por diversificar fornecedores, controlar gastos e reduzir a dependência de energia importada — objetivos que, no curto prazo, dependem diretamente da adesão da população às medidas propostas.

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Novo Tiguan R-Line: por que o SUV premium da Volkswagen se destaca no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 11:50

Agro Volkswagen Especial Publicitário Novo Tiguan R-Line: por que o SUV premium da Volkswagen se destaca no Brasil Com o motor mais potente da história do modelo no país, tecnologias avançadas e um conjunto voltado à segurança, o Novo Tiguan é referência entre os SUVs premium. Por Volkswagen

O Novo Tiguan R-Line chega ao Brasil com uma proposta clara: elevar o padrão de desempenho, tecnologia e conforto dentro do segmento de SUVs premium.

Desenvolvido para acompanhar diferentes momentos do dia a dia (da rotina nas cidades às viagens em estrada), o modelo combina sofisticação e soluções que tornam a experiência ao dirigir mais fluida e intuitiva.

Além do conjunto mecânico robusto, o Novo Tiguan reúne um pacote amplo de tecnologia, conectividade e sistemas avançados de assistência à condução, somados a um interior projetado para oferecer conforto e bem-estar a todos os ocupantes.

No infográfico, explore os principais destaques técnicos que fazem do Novo Tiguan R-Line uma referência na categoria.

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Petróleo atinge maior nível em dez dias após reunião entre Trump e Xi

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 10:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0701,67%Dólar TurismoR$ 5,2571,24%Euro ComercialR$ 5,8941,26%Euro TurismoR$ 6,1230,78%B3Ibovespa175.933 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0701,67%Dólar TurismoR$ 5,2571,24%Euro ComercialR$ 5,8941,26%Euro TurismoR$ 6,1230,78%B3Ibovespa175.933 pts-1,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0701,67%Dólar TurismoR$ 5,2571,24%Euro ComercialR$ 5,8941,26%Euro TurismoR$ 6,1230,78%B3Ibovespa175.933 pts-1,36%Oferecido por

O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

O Brent atingiu US$ 109,64, uma alta de 3,71% em relação ao fechamento de quinta-feira (14), alcançando o maior patamar em dez dias.

Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e EUA.

Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim.

O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

🔎 Por volta das 6h10 de Brasília, o barril do Brent avançava 2,96%, cotado a US$ 108,85, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,44%, para US$ 104,65.

Minutos depois, às 6h45, o Brent acelerou ainda mais e atingiu US$ 109,64, uma alta de 3,71% em relação ao fechamento de quinta-feira (14), alcançando o maior patamar em dez dias. O pico mais recente havia sido registrado em 5 de abril, quando a commodity chegou a US$ 114,44.

Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e Estados Unidos.

Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos.

Os últimos dias foram marcados por novas tensões e negociações envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel e Líbano no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã para aceitar um acordo com os americanos. Em entrevista à Fox News, ele afirmou que não terá “muita paciência” e disse que o governo iraniano deveria negociar enquanto o cessar-fogo ainda está em vigor.

Trump também sugeriu que deseja obter o urânio enriquecido do Irã, tema central da guerra recente envolvendo Israel e o programa nuclear iraniano. Segundo ele, isso teria mais importância política e simbólica do que militar.

Ao mesmo tempo, houve avanço nas conversas entre Israel e Líbano sobre a manutenção do cessar-fogo na fronteira entre os dois países. Autoridades americanas classificaram a primeira rodada de negociações como “positiva” e disseram que novas reuniões devem acontecer.

Apesar disso, os confrontos continuam. Nesta sexta-feira (15), Israel pediu a evacuação de cinco vilarejos no sul do Líbano e voltou a bombardear posições do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. O governo israelense afirma que o Hezbollah violou o acordo de trégua.

O cenário mantém a preocupação internacional sobre uma possível escalada do conflito na região e seus impactos na economia global, especialmente no mercado de petróleo.

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FGC ainda tem R$ 2,2 bilhões disponíveis para credores do Banco Master, Will Bank e Pleno

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 10:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0711,68%Dólar TurismoR$ 5,2581,25%Euro ComercialR$ 5,8921,23%Euro TurismoR$ 6,1270,83%B3Ibovespa175.786 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0711,68%Dólar TurismoR$ 5,2581,25%Euro ComercialR$ 5,8921,23%Euro TurismoR$ 6,1270,83%B3Ibovespa175.786 pts-1,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0711,68%Dólar TurismoR$ 5,2581,25%Euro ComercialR$ 5,8921,23%Euro TurismoR$ 6,1270,83%B3Ibovespa175.786 pts-1,45%Oferecido por

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já desembolsou aproximadamente R$ 49,4 bilhões para ressarcir clientes do conglomerado Banco Master, do Will Bank e do Banco Pleno. Apesar disso, cerca de R$ 2,2 bilhões ainda estão disponíveis para saque pelos credores.

O maior volume de pagamentos foi destinado ao conglomerado Master, que inclui Banco Master, Master de Investimento e Letsbank. Nesse grupo, já foram liberados R$ 39,7 bilhões para cerca de 915 mil credores, o equivalente a 97,87% do valor previsto.

No Will Bank, os pagamentos somam R$ 5,4 bilhões. Desse total, R$ 5,3 bilhões foram destinados a credores com valores acima de R$ 1 mil, enquanto outros R$ 128 milhões atenderam clientes com quantias menores.

Já o Banco Pleno teve R$ 4,3 bilhões pagos a aproximadamente 132 mil beneficiários (veja mais abaixo).

🔎 O FGC é uma entidade privada criada para proteger parte do dinheiro aplicado por clientes em bancos e outras instituições financeiras associadas. Quando uma dessas instituições entra em processo de liquidação — etapa que ocorre quando suas atividades são encerradas — o fundo pode devolver aos investidores os valores garantidos, respeitando os limites definidos pelas regras do sistema.

Segundo os dados do FGC, a maior parte dos recursos já foi liberada, mas nem todos os clientes concluíram o resgate.

Nos casos do Banco Master e do Banco Pleno, bem como para credores do Will Bank com valores acima de R$ 1 mil, o pagamento é feito pelo aplicativo do FGC. Para valores de até R$ 1 mil no Will Bank, o processo ocorre pelo aplicativo da própria instituição.

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Como cultivar o lúpulo, planta usada na produção de cerveja

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 09:54

GLOBO RURAL Como cultivar o lúpulo, planta usada na produção de cerveja Material gratuito explica as características da planta e traz orientações sobre manejo, preparo do solo e adubação. Por Globo Rural

O Globo Rural te indica uma publicação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), com informações para quem deseja iniciar a produção.

O material explica as características do lúpulo, apresenta diferentes variedades da planta e traz orientações sobre manejo, preparo do solo e adubação.

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Brics termina reunião sem declaração conjunta, expondo divisões sobre guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 09:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

Os chanceleres do Brics encerraram nesta sexta-feira (15) uma reunião de dois dias em Nova Déli, na Índia, sem consenso para divulgar uma declaração conjunta. As divergências entre os países do bloco, especialmente sobre a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, levaram o país anfitrião a publicar apenas uma nota da presidência expondo os desacordos.

O principal impasse envolveu o posicionamento sobre o conflito no Oriente Médio. Segundo autoridades iranianas, Teerã pressionou para que o Brics condenasse os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã. O país também acusou os Emirados Árabes Unidos, aliados dos americanos, de participação direta em operações militares.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos em diversas ocasiões.

“Houve opiniões divergentes entre alguns membros em relação à situação na região do Oriente Médio e da Ásia Ocidental”, afirmou o governo da Índia no comunicado final da presidência do grupo.

Sem citar diretamente os Emirados Árabes Unidos, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que um integrante do Brics vetou trechos da declaração conjunta.

“Não temos dificuldades com esse país em particular; eles não foram nosso alvo na guerra atual. Atacamos apenas bases e instalações militares americanas que, infelizmente, estão em território deles”, declarou o chanceler iraniano durante entrevista coletiva.

“Espero que, quando chegarmos à cúpula, eles cheguem a um bom entendimento de que o Irã é um vizinho, que temos que conviver, que convivemos há séculos e que continuaremos a conviver pelos séculos que virão”, afirmou.

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

A nota divulgada pela Índia informou que os integrantes do bloco apresentaram diferentes posições nacionais sobre o conflito. Segundo o comunicado, os países defenderam desde uma solução rápida para a crise até a necessidade de respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.

O texto também destacou a importância de garantir a segurança do comércio marítimo internacional e proteger infraestruturas e civis em áreas afetadas pelos conflitos.

Na declaração, os ministros do Brics afirmaram que a Faixa de Gaza é “parte inseparável do Território Palestino Ocupado”. O grupo também defendeu a unificação da Cisjordânia e de Gaza sob a Autoridade Palestina e reafirmou o direito dos palestinos à autodeterminação e à criação de um Estado independente.

Segundo a Índia, um dos integrantes do bloco apresentou ressalvas a trechos da seção sobre Gaza, mas o país não foi identificado.

Como presidente do Brics em 2026, a Índia também afirmou que os países defenderam maior união entre as nações em desenvolvimento diante dos desafios globais.

A nota menciona ainda desafios como tensões geopolíticas, dificuldades econômicas, mudanças tecnológicas, medidas protecionistas e pressão migratória.

O Brics é formado atualmente por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Etiópia, Egito, Irã e Emirados Árabes Unidos.

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Quem é Ricardo Magro, empresário à frente da Refit e alvo de operação da Polícia Federal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 08:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

Ricardo Magro é o empresário à frente do grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Ele é considerado o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio e um dos maiores da União.

Magro já foi alvo de diversas investigações tributárias e disputas com distribuidoras e órgãos de fiscalização nos últimos anos.

O nome do empresário foi citado em etapas da Operação Carbono Oculto, que investiga a presença do PCC no mercado de combustíveis.

A megaoperação desta quinta-feira marca apenas parte das controvérsias envolvendo a dona da Refinaria de Manguinhos.

O advogado e empresário Ricardo Magro, que comanda o Grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (15). A Operação Sem Refino também tem como alvo o ex-governador do RJ, Claudio Castro.

Equipes da PF cumprem mandado em Jundiaí (SP) na manhã desta sexta-feira (15) contra a empresa de Magro. O grupo Refit é considerado um dos maiores devedores de impostos do país.

“A ação apura a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”, explicou a PF.

Em novembro do ano passado, Magro já tinha sido alvo de uma megaoperação contra devedores da Receita Federal.

➡️Comandado pelo empresário, o grupo Refit é considerado o maior devedor de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias ou Serviços) do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio e um dos maiores da União.

Ricardo Magro, de 51 anos, é uma figura recorrente e controversa no mercado de combustíveis. Advogado e empresário, comanda a antiga Refinaria de Manguinhos, hoje Refit, alvo de diversas investigações tributárias e disputas com distribuidoras e órgãos de fiscalização nos últimos anos.

Paulistano, o empresário ganhou projeção no Rio de Janeiro e, desde 2016, mora em uma área nobre de Miami, nos Estados Unidos. Formado em Direito pela Universidade Paulista (Unip), com pós-graduação em direito tributário, Magro comanda o grupo Refit desde 2008.

Com uma longa história de embates com o fisco, Magro afirma que o rótulo de “maior devedor de ICMS do país” é resultado de uma suposta perseguição institucional promovida por grandes empresas do setor.

Ele chegou a acusar a Cosan, dona da Shell no Brasil e comandada por Rubens Ometto, de fazer campanha por meio do Instituto Combustível Legal (ICL), que combate o mercado ilegal, para tirá-lo do setor. Ao jornal “Folha de S.Paulo”, em setembro, afirmou também ser alvo de perseguição e ameaças do PCC.

Em 2016, Magro foi um dos alvos da Operação Recomeço, deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal para investigar o desvio de recursos dos fundos de pensão da Petrobras e dos Correios. Outro investigado também se entregou: Carlos Alberto Peregrino da Silva, ex-diretor do Grupo Galileo.

Ex-advogado de Eduardo Cunha, à época afastado da presidência da Câmara dos Deputados, Magro era um dos sócios do Grupo Galileo. Em dezembro de 2010, o grupo emitiu debêntures de R$ 100 milhões para captar recursos para recuperar a Universidade Gama Filho.

Segundo o MPF, as investigações encontraram indícios de que o dinheiro captado foi desviado ilegalmente para outros fins, especialmente para contas bancárias dos investigados.

O nome do empresário foi citado em etapas da Operação Carbono Oculto, que investiga a presença do PCC no mercado de combustíveis e chegou até a Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.

Embora a Refit não tenha sido alvo de buscas, documentos oficiais mencionam a empresa como parte de um fluxo comercial que teria envolvido companhias usadas pela facção.

Magro rejeitou as acusações e afirmou ter colaborado com autoridades para denunciar práticas criminosas no setor, o que, segundo ele, o tornou alvo de ameaças e retaliações.

A megaoperação desta quinta-feira, assim como a Operação Carbono Oculto, marca apenas parte das controvérsias envolvendo a dona da Refinaria de Manguinhos. Isso porque a Refit já foi interditada várias vezes pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Ações da ANP colocaram em dúvida a atividade de refino da empresa. Segundo a agência, existiam indícios de que a Refit estaria importando combustíveis praticamente prontos, como gasolina e diesel, em vez de realizar o processo de refino do petróleo — que justificaria sua operação como refinaria.

O local chegou a ser interditado em setembro. Em outubro, a companhia foi reaberta por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. No mesmo mês, no entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou uma nova interdição da Refinaria de Manguinhos, dois dias depois de ela ser reaberta.

Em julho de 2024, o Ministério Público de São Paulo apontou a Refit como uma das empresas envolvidas em esquemas de sonegação e adulteração de bombas de combustíveis.

Mesmo carregando a fama de sonegadora, a Refit fechou contratos nos últimos anos para divulgar sua marca de distribuidora. No ano passado, anunciou patrocínio para a NFL, a maior liga de futebol americano.

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Mesmo com aporte de R$ 61 milhões de Vorcaro, filme sobre Bolsonaro foi denunciado por condições precárias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 04:45

Trabalho e Carreira Mesmo com aporte de R$ 61 milhões de Vorcaro, filme sobre Bolsonaro foi denunciado por condições precárias Relatório obtido pelo g1 aponta denúncias de comida estragada, alimentação insuficiente, atrasos de pagamento e revistas abusivas no set de gravação de 'Dark Horse'. Procurada, a produtora GOUP Entertainment não respondeu. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

Meses antes, porém, a produção já acumulava denúncias de comida estragada, alimentação insuficiente para longas jornadas de trabalho, atrasos de pagamento e revistas consideradas abusivas.

As reclamações constam em um relatório do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (SATED/SP), ao qual o g1 teve acesso na íntegra.

O relatório compilou 15 ocorrências formais registradas por trabalhadores por meio do canal de denúncias Reclame SATED.

O material aponta que os relatos envolvem figurantes brasileiros, artistas com e sem registro profissional (DRT) e técnicos que participaram das filmagens de “Dark Horse” no estado.

Mensagens mostram que Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para concluir filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

O filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamou atenção nesta quarta-feira (13) após a revelação de um investimento de R$ 61 milhões feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

Meses antes, porém, a produção havia recebido denúncias de comida estragada, alimentação insuficiente para longas jornadas de trabalho, atrasos de pagamento e revistas consideradas abusivas durante as gravações em São Paulo.

As reclamações constam em um relatório de dezembro do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (SATED/SP), ao qual o g1 teve acesso na íntegra. O documento reúne relatos de figurantes e técnicos envolvidos na produção do longa.

Na época, o relatório compilou 15 ocorrências formais registradas por trabalhadores por meio do canal de denúncias Reclame SATED. O material aponta que os relatos envolvem figurantes brasileiros, artistas com e sem registro profissional (DRT) e técnicos que participaram das filmagens de “Dark Horse” no estado.

No relatório, os denunciantes apontam diferença no tratamento entre o elenco estrangeiro e os figurantes brasileiros.

Enquanto a equipe principal tinha acesso a café da manhã e almoço em sistema self-service, os figurantes recebiam apenas um kit lanche com pão com frios, uma maçã, uma paçoca e um suco. Segundo os relatos, a alimentação era insuficiente para jornadas superiores a 8 horas.

O documento também registra denúncias de fornecimento de comida estragada em 30 de outubro de 2025. Parte das reclamações chegou ao sindicato por mensagens de WhatsApp.

Outros relatos apontam atrasos nos pagamentos, cachês abaixo do padrão de mercado, contratação informal de figurantes por grupos de WhatsApp e pagamentos em dinheiro sem emissão de nota fiscal.

Os trabalhadores afirmaram ainda que alguns figurantes precisavam pagar R$ 10 pelo transporte até as gravações, valor que, segundo eles, era cobrado em dinheiro ou descontado do cachê ao fim da diária.

Ainda de acordo com o documento, trabalhadores denunciaram episódios recorrentes de assédio moral e condições precárias durante as gravações. Há também o relato de um figurante que afirmou ter sofrido agressão física no set. Segundo o sindicato, ele registrou um boletim de ocorrência e informou que faria exame de corpo de delito.

As denúncias também mencionam revistas pessoais consideradas invasivas. Segundo os relatos, seguranças faziam abordagens com toques em partes íntimas e nos seios dos figurantes logo na entrada das locações.

O relatório também menciona que a produção teria utilizado equipe técnica estrangeira sem recolher taxas obrigatórias previstas na Lei nº 6.533/78, que regulamenta as profissões artísticas e técnicas no setor audiovisual.

Segundo o documento, nem o SATED/SP nem o SINDICINE registraram pagamentos pela contratação desses profissionais. O sindicato também apontou a ausência de envio de contratos para obtenção do visto obrigatório das entidades sindicais.

O SATED/SP destacou no relatório que não faz acusações diretas contra a produção e que os relatos serão apurados pelas autoridades competentes, com garantia de contraditório e ampla defesa às partes envolvidas.

Procurada pelo g1 para comentar as acusações, a GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", não respondeu.

Na quarta-feira, o portal Intercept Brasil divulgou mensagens e áudios trocados entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria transferido R$ 61 milhões para a produção de “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. Os pagamentos teriam sido feitos por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Em um áudio enviado em setembro de 2025, Flávio afirmou ao banqueiro que o filme passava por um “momento muito decisivo” e demonstrou preocupação com os impactos de atrasos nos pagamentos.

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, afirmou o senador, segundo a transcrição.

Flávio voltou a procurar Vorcaro semanas depois, dizendo que a equipe estava “no limite”. Em uma das mensagens, o senador convidou o banqueiro para um jantar com o ator Jim Caviezel, protagonista do filme e conhecido por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”.

Questionado sobre o caso nesta quarta-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que o financiamento ocorreu com “dinheiro privado” e negou irregularidades. Posteriormente, o senador divulgou um vídeo confirmando que pediu recursos ao banqueiro, mas disse não ter “relações espúrias” com Vorcaro.

Na quinta-feira, a GOUP Entertainment negou que tenha recebido dinheiro de Daniel Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.

"A GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário", disse a empresa.

A produtora também afirmou que "repudia tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual."

O volume de recursos chamou atenção no setor audiovisual por superar produções brasileiras recentes com grande repercussão internacional.

“Dark Horse” recebeu mais que o dobro do orçamento de “O Agente Secreto”, longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, indicado ao Oscar de 2026 em quatro categorias.

De acordo com a Ancine, o filme teve orçamento de R$ 28 milhões, dividido entre Brasil, França, Alemanha e Holanda.

Além das indicações ao Oscar, “O Agente Secreto” venceu os prêmios de melhor direção e melhor ator no Festival de Cannes. Ainda assim, o orçamento ficou muito abaixo do valor atribuído ao repasse de Vorcaro à produção de “Dark Horse”.

A diferença também gerou repercussão nos bastidores do setor, especialmente porque o longa sobre Bolsonaro ainda busca distribuição internacional. Em abril deste ano, o site Deadline informou que os produtores seguiam negociando a venda do projeto, apesar de especulações sobre uma possível estreia em setembro de 2026.

Dirigido por Cyrus Nowrasteh e escrito em parceria com Mark Nowrasteh, a partir de argumento de Mario Frias, o longa é descrito pelos produtores como um thriller político inspirado na campanha presidencial de 2018 e no atentado sofrido por Bolsonaro durante o período eleitoral.

O elenco reúne nomes como Esai Morales, Lynn Collins, Camille Guaty — que interpreta Michelle Bolsonaro — e Jeffrey Vincent Parise.

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