RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Prefeitura de Guarapari diz que Amazon tem interesse em investir em novo aeroporto no ES; projeto é avaliado em R$ 1 bi

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 04:45

Espírito Santo Prefeitura de Guarapari diz que Amazon tem interesse em investir em novo aeroporto no ES; projeto é avaliado em R$ 1 bi Localização estratégica da cidade, que fica próxima à BR-101, ao sistema portuário e à futura ferrovia, são atrativos para o negócio. Aeroporto será voltado, principalmente, para transporte de cargas. Por Letícia Orlandi, g1 ES

Guarapari negocia a construção do terminal e de um complexo de serviços. Entre as empresas que já manifestaram interesse está a gigante do comércio Amazon.

O valor estimado para o complexo aeroportuário e toda a cadeia de serviços associada gira em torno de R$ 1 bilhão e deve ser construído na região de Setiba.

O objetivo da prefeitura é que o complexo de serviços e transporte seja um dos maiores vetores de desenvolvimento econômico da cidade nos próximos anos.

Potencial logístico de Guarapari, perto da BR-101 e de portos, deve atrair projeto para novo aeroporto — Foto: Reprodução

O Espírito Santo pode ganhar um aeroporto voltado para transporte de cargas. A cidade de Guarapari está negociando a construção do terminal e de um complexo de serviços. Entre as empresas que já manifestaram interesse está a gigante do comércio eletrônico Amazon.

O valor estimado para o complexo aeroportuário e toda a cadeia de serviços associada gira em torno de R$ 1 bilhão e deve ser construído na região de Setiba.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Otávio Postay, a cidade da Região Metropolitana do Espírito Santo está há cerca de 15 meses em diálogo com grandes empresas nacionais e internacionais interessadas no empreendimento.

Entre as companhias que estão de olho no projeto está a Amazon, devido ao potencial estratégico da região. O objetivo da prefeitura é que o complexo de serviços e transporte seja um dos maiores vetores de desenvolvimento econômico da cidade nos próximos anos.

"Estamos dialogando e buscando a consolidação econômica da viabilidade do aeroporto. A implantação de um equipamento desse porte mudará completamente o eixo logístico do Sudeste brasileiro. Trabalhamos para que ainda em 2026 ocorram as assinaturas dos protocolos de intenção, trazendo grandes ativos do mercado nacional para Guarapari", afirmou Otávio Postay.

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A expectativa da administração municipal é que o empreendimento gere, inicialmente, mais de dois mil empregos diretos e indiretos, podendo chegar a cinco mil postos de trabalho com o início das operações.

Segundo a prefeitura, o novo aeroporto deve ter um perfil logístico, aproveitando a localização estratégica de Guarapari, próxima à BR-101, ao sistema portuário, à futura ferrovia e a uma malha rodoviária considerada favorável para a consolidação de operações de carga e distribuição.

Além da vocação logística, o projeto contempla operações de voos executivos não comerciais, mantendo a conexão com o turismo e o potencial econômico da cidade.

O secretário explicou que o projeto já possui um Plano Diretor aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 2015 e que o Plano Diretor Municipal (PDM) deverá trazer as adaptações necessárias para viabilizar a implantação, respeitando o meio ambiente.

A região onde deve ficar o complexo aeorportuário abriga grande parte do Parque Estadual Paulo César Vinha.

"A ideia inicial é levar o aeroporto para a região de Setiba. Estamos em diálogo com o Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente). Precisamos que todos esses órgãos e entidades conversem. Existe, sim, esse projeto, mas teremos que seguir alguns pontos, como fazer audiências públicas. O aeroporto é um equipamento importante para o município", disse o prefeito Rodrigo Borges.

O g1 procurou a Amazon sobre a intenção de investir no projeto, e o Iema, para comentar sobre a intervenção onde o aeroporto deve ser construído, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

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Família transforma água do mar em potável e cria negócio no litoral de SP

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 15/05/2026 02:54

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Família transforma água do mar em potável e cria negócio no litoral de SP Empresa no Guarujá desenvolve dessalinizadores para embarcações e aposta em produto nacional para crescer no mercado. Por PEGN

No Guarujá (SP), uma família transformou o mar em matéria-prima ao desenvolver equipamentos que convertem água salgada em potável para embarcações.

O negócio surgiu a partir da experiência de Wilson Valêncio Filho com manutenção de barcos e levou cerca de 12 anos de testes até chegar ao modelo ideal, com investimento inicial de R$ 20 mil.

Hoje, a empresa produz dessalinizadores com tecnologia de osmose reversa, capazes de gerar até 130 litros de água doce por hora, com peças nacionais e rede de distribuição pelo litoral.

A solução facilita a rotina no mar, permitindo mais autonomia às embarcações, e mostra como inovação pode transformar um recurso abundante em oportunidade de negócio.

O mar, que para muitos é apenas paisagem, virou matéria-prima de um negócio familiar no litoral de São Paulo.

No Guarujá, uma empresa desenvolve equipamentos capazes de transformar água salgada em água potável, tecnologia que hoje abastece embarcações e sustenta um empreendimento construído ao longo de anos de testes e aperfeiçoamentos.

A história começou com a experiência prática de Wilson Valêncio Filho, que desde jovem convive com o mar. Trabalhando com manutenção eletroeletrônica de embarcações, ele percebeu a demanda por equipamentos de dessalinização — muitos deles importados e de difícil manutenção no Brasil.

Foi aí que surgiu a ideia de desenvolver uma solução própria. Com cerca de R$ 20 mil de investimento inicial, Wilson começou a montar os primeiros protótipos.

O processo foi longo: foram cerca de 12 anos de testes até chegar a um modelo considerado ideal. “Foi muito tempo de tentativa e erro até chegar onde estamos hoje”, afirma.

Família transforma água do mar em potável e cria negócio no litoral de SP — Foto: Reprodução/PEGN

O equipamento funciona por meio de osmose reversa, processo que utiliza uma membrana para separar o sal e outras impurezas da água do mar, gerando água doce própria para consumo.

Os modelos desenvolvidos pela empresa podem produzir cerca de 130 litros de água potável por hora, dependendo da configuração.

Com o crescimento do negócio, a empresa ganhou reforço dentro de casa. A filha de Wilson, Bruna Valêncio, entrou na operação em 2020 e passou a atuar em diferentes frentes, do desenvolvimento técnico ao atendimento aos clientes.

Hoje, o empreendimento é tocado pela família, incluindo também outra filha na área administrativa. Um dos diferenciais está na produção nacional dos equipamentos e das peças de reposição, o que reduz custos e o tempo de manutenção para os clientes.

A empresa conta ainda com representantes em diferentes pontos do litoral brasileiro, como Santa Catarina e Rio de Janeiro. Na prática, a tecnologia resolve um problema comum de quem vive ou trabalha no mar: a limitação de água doce a bordo.

Antes, embarcações precisavam retornar à marina para reabastecimento. Com o dessalinizador, é possível permanecer mais tempo em alto-mar, utilizando a água produzida pelo próprio equipamento para banho, limpeza e até preparo de alimentos.

“Melhorou tudo. Hoje a gente consegue ficar dias sem precisar voltar para abastecer”, relata um marinheiro que utiliza o sistema no dia a dia.

Com a operação consolidada, a empresa segue apostando no crescimento do mercado. A dessalinização é uma tecnologia em expansão global, impulsionada pela escassez de água em diferentes regiões e pela busca por soluções mais sustentáveis.

Para os empreendedores, no entanto, o maior retorno vai além dos números. “É gratificante ver o cliente satisfeito com um produto que a gente desenvolveu aqui”, diz Wilson.

A trajetória mostra como a combinação entre experiência prática, inovação e persistência pode transformar um recurso abundante — como a água do mar — em oportunidade de negócio.

Família transforma água do mar em potável e cria negócio no litoral de SP — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua Luis Ramos, 417, Guarujá/SP – CEP: 11432360📞 Telefone: (13) 99753 7055📧E-mail: wveletrotecnica@wveletrotecnica.com.br🌐 Site: https://www.wveletrotecnica.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/sicro.brasil📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/1DX7NfZGtW/?mibextid=wwXIfr

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Abono salarial PIS/Pasep 2026: novo pagamento será feito nesta sexta; saiba quem recebe

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 00:47

Trabalho e Carreira Abono salarial PIS/Pasep 2026: novo pagamento será feito nesta sexta; saiba quem recebe Benefício no valor de até um salário-mínimo é concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa; entenda. Por Redação g1 — São Paulo

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta sexta-feira (15).

Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta sexta-feira (15). Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram nos meses de maio e junho.

Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026.

➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.

O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br.

Em fevereiro, o Ministério do Trabalho fez o pagamento aos trabalhadores nascidos em janeiro. Em março, foi a vez dos aniversariantes de fevereiro; em abril, dos nascidos em março e abril.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos.

A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado.

O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono.

O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores. — Foto: Marcello Casal Jr.

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Imposto de Renda 2026: doações poderiam render R$ 15 bilhões a projetos sociais, mas só 2% são feitas; veja como fazer

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/05/2026 00:47

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: doações poderiam render R$ 15 bilhões a projetos sociais, mas só 2% são feitas; veja como fazer Dados da Receita Federal analisados pela Planejar mostram que a maior parte do valor que poderia ser direcionado pelos contribuintes a projetos sociais segue sem indicação na declaração. Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Cerca de R$ 14,7 bilhões poderiam ser direcionados todos os anos a projetos sociais por meio da declaração do Imposto de Renda de pessoas físicas no Brasil.

No entanto, apenas 2% desse valor é efetivamente destinado pelos contribuintes, segundo dados da Receita Federal analisados pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar).

A legislação permite que parte do imposto devido seja direcionada a iniciativas sociais previstas em lei, sem aumento do valor pago pelo contribuinte.

Mesmo assim, a maior parte desse potencial segue sem indicação direta durante o preenchimento da declaração.

Os dados mais recentes indicam avanço gradual no uso desse mecanismo, embora ainda distante da capacidade total disponível: em 2024, o percentual destinado chegou a 2,55% do valor possível.

Cerca de R$ 14,7 bilhões poderiam ser direcionados todos os anos a projetos sociais por meio da declaração do Imposto de Renda de pessoas físicas no Brasil. No entanto, apenas 2% desse valor é efetivamente destinado pelos contribuintes, segundo dados da Receita Federal analisados pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar).

A legislação permite que parte do imposto devido seja direcionada a iniciativas sociais previstas em lei, sem aumento do valor pago pelo contribuinte. Mesmo assim, a maior parte desse potencial segue sem indicação direta durante o preenchimento da declaração.

👧👵 Esses recursos são destinados a fundos públicos que financiam projetos sociais voltados à proteção de crianças, adolescentes e idosos. Os valores são distribuídos, nas esferas federal, estadual e municipal, para instituições e iniciativas que atuam em áreas como acolhimento, educação, saúde, combate à violência e garantia de direitos de crianças, adolescentes e pessoas idosas em situação de vulnerabilidade.

Os dados mais recentes indicam avanço gradual no uso desse mecanismo, embora ainda distante da capacidade total disponível: em 2024, o percentual destinado chegou a 2,55% do valor possível. No ano anterior, foi de 2,25%. Já em 2022, o índice ficou em 2,29%.

Mesmo com a baixa participação, o número de contribuintes que utilizam esse instrumento tem aumentado. Em 2024, mais de 321 mil pessoas registraram doações por meio da declaração do Imposto de Renda.

“A destinação do IR não representa um custo adicional para o contribuinte, mas sim uma escolha sobre o destino de parte do imposto devido, dentro de parâmetros já previstos pela legislação tributária”, afirma Rodrigo Gaiardo, planejador financeiro CFP pela Planejar.

A legislação estabelece limites para esse tipo de direcionamento. Ao longo do ano-calendário, pessoas físicas podem destinar até 6% do imposto devido a projetos incentivados previstos em lei. Esse percentual pode chegar a 7% quando são incluídas contribuições voltadas a iniciativas esportivas.

Nesse período, há diferentes áreas que podem receber recursos, como cultura, esporte e saúde, ampliando as opções de projetos que podem ser apoiados pelos contribuintes.

Já no momento da declaração do Imposto de Renda, as possibilidades são mais restritas. O contribuinte pode direcionar até 6% do imposto devido para duas categorias específicas:

👧 até 3% para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente 👵 e até 3% para o Fundo dos Direitos da Pessoa Idosa.

A própria plataforma da Receita Federal permite fazer essa escolha durante o preenchimento da declaração. O valor destinado é incorporado ao cálculo final do imposto, o que pode alterar o total a pagar ou a restituir.

Segundo Gaiardo, o momento em que o contribuinte decide fazer a destinação influencia diretamente o volume de recursos direcionados.

“Quando essa decisão fica concentrada apenas no momento da declaração, o contribuinte tende a ter menos margem para planejar e aproveitar melhor os percentuais permitidos”, explica.

Para o planejador financeiro, a falta de informação sobre o funcionamento desse instrumento também limita o seu uso. Ele afirma que decisões tomadas com antecedência podem ampliar o impacto das destinações.

Na prática, muitos contribuintes acabam avaliando essa possibilidade apenas durante o preenchimento da declaração, quando o prazo para decidir é curto.

“Embora o sistema ofereça a opção de maneira simplificada no momento da entrega, a decisão tende a ocorrer em um intervalo curto, o que limita o uso estratégico do mecanismo por parte de quem declara.”

Quem faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo, também chamado de modelo por deduções legais, pode destinar até 3% do imposto devido aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e outros 3% aos Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa, respeitando o limite total de 6% do imposto devido.

Vale lembrar que essa escolha não aumenta o valor total do imposto, pois o contribuinte apenas decide para onde será direcionada uma parte do tributo que já teria de pagar.

📝 Durante o preenchimento da declaração, acesse a ficha “Destinação na Declaração” ou "Doações Diretamente na Declaração", clique em “+ Adicionar”, escolha se o valor será encaminhado para um fundo nacional, estadual ou municipal e informe o montante que deseja destinar.📄 Após o envio da declaração, o sistema gera automaticamente um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) específico para cada destinação realizada.📅 O pagamento do Darf deve ser efetuado até o prazo final de entrega da declaração do Imposto de Renda.

De acordo com a Receita Federal, o valor destinado é considerado no cálculo final do Imposto de Renda. Isso pode reduzir o imposto a pagar ou aumentar o valor da restituição.

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Nubank tem lucro de US$ 871,4 milhões no 1º trimestre, abaixo do esperado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 23:30

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

O Nubank divulgou nesta quinta-feira (14) lucro líquido no primeiro trimestre abaixo das expectativas dos analistas, pressionado pelo aumento das provisões relacionadas ao forte crescimento da carteira de empréstimos.

A Nu Holdings reportou lucro líquido de US$ 871,4 milhões, enquanto analistas previam US$ 980 milhões. Já a receita subiu para US$ 5,3 bilhões, acima das expectativas de US$ 4,5 bilhões.

O diretor financeiro da companhia, Guilherme Lago, disse à Reuters que o lucro foi impactado pela expansão mais acelerada do crédito, o que levou a empresa a reforçar provisões de forma antecipada.

A carteira de crédito total do Nubank cresceu 40% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 37,2 bilhões.

O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias subiu para 5,0%, ante 4,1% no trimestre anterior. Segundo Lago, porém, o avanço reflete a sazonalidade típica do primeiro trimestre, e não uma piora na qualidade da carteira de crédito. Já a inadimplência acima de 90 dias recuou levemente, de 6,6% para 6,5%.

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A Nu Holdings reportou lucro líquido de US$ 871,4 milhões, enquanto analistas previam US$ 980 milhões. Já a receita subiu para US$ 5,3 bilhões, acima das expectativas de US$ 4,5 bilhões.

O diretor financeiro da companhia, Guilherme Lago, disse à Reuters que o lucro foi impactado pela expansão mais acelerada do crédito, o que levou a empresa a reforçar provisões de forma antecipada.

A carteira de crédito total do Nubank cresceu 40% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 37,2 bilhões.

O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias subiu para 5,0%, ante 4,1% no trimestre anterior. Segundo Lago, porém, o avanço reflete a sazonalidade típica do primeiro trimestre, e não uma piora na qualidade da carteira de crédito. Já a inadimplência acima de 90 dias recuou levemente, de 6,6% para 6,5%.

O Nubank encerrou março com 135,2 milhões de clientes, incluindo mais de 15 milhões no México, onde a operação atingiu o ponto de equilíbrio pela primeira vez.

A empresa também afirmou que adotará uma estratégia cautelosa para a expansão nos Estados Unidos, com investimentos limitados a menos de 100 pontos-base do índice de eficiência consolidado em 2026 e 2027.

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Caixa tem lucro de R$ 3,5 bilhões no 1º trimestre, queda de 34,4% em um ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 21:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A Caixa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com carteira de crédito de R$ 1,41 trilhão, alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O avanço foi puxado pelos financiamentos imobiliários, que cresceram 13,9%, enquanto o agronegócio teve expansão de 2,2%.

Já o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,71%, alta de 1,22 ponto percentual em relação a um ano antes.

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo relatório da administração divulgado nesta quinta-feira (14).

A Caixa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com carteira de crédito de R$ 1,41 trilhão, alta de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi puxado pelos financiamentos imobiliários, que cresceram 13,9%, enquanto o agronegócio teve expansão de 2,2%.

Já o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,71%, alta de 1,22 ponto percentual em relação a um ano antes.

Enquanto isso, a provisão para perdas com inadimplência alcançou R$ 6,51 bilhões, avanço de 211,5% na comparação anual, o que pressionou o lucro do banco.

O Índice de Basileia, indicador que mede a capacidade dos bancos de absorver perdas e honrar compromissos financeiros, ficou em 15,1%, ante 15,3% registrados no primeiro trimestre de 2025.

Segundo a Caixa, a margem financeira alcançou R$ 18,3 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025 e de 4,2% na comparação com o trimestre anterior, impulsionada pelo aumento das receitas com operações de crédito.

No crédito comercial, a carteira de pessoas físicas somou R$ 154,9 bilhões, alta de 10,4%, puxada principalmente pelo consignado, que respondeu por 73,7% do total, com saldo de R$ 114,2 bilhões.

Já a carteira de pessoas jurídicas totalizou R$ 114,3 bilhões, avanço de 8,8%. O banco também destacou a atuação no crédito ao trabalhador, cujo saldo alcançou R$ 5,1 bilhões.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 65 milhões; veja números do concurso 3.008

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 21:59

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 65 milhões; veja números do concurso 3.008 O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira (14) é de R$ 56.9 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.008 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (14), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 56.9 milhões. No entanto, Ninguém levou a faixa principal, e o prêmio acumulou para R$ 65 milhões.

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mulheres negras vivem com metade da renda dos homens brancos, aponta estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 18:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,45%Dólar TurismoR$ 5,193-0,3%Euro ComercialR$ 5,819-0,77%Euro TurismoR$ 6,076-0,54%B3Ibovespa178.366 pts0,72%Oferecido por

As mulheres negras ganham, em média, cerca de metade da renda dos homens brancos, segundo estudo da Fundação Grupo Volkswagen em parceria com o Fundo Agbara.

O levantamento analisou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre 2016 e 2023, e mede como raça e gênero influenciam o acesso da população a renda, educação, emprego e moradia no Brasil.

O estudo mostra que a estrutura de desigualdade econômica no Brasil permaneceu praticamente inalterada entre 2016 e 2023, formando uma “pirâmide econômica rígida”.

Segundo o levantamento, homens brancos seguem no topo dos indicadores de justiça econômica e renda no país, seguidos por mulheres brancas, homens negros e, na base, mulheres negras, que registraram os piores resultados em todo o período analisado.

Além da renda mais baixa, as mulheres negras concentram os piores indicadores em emprego e condições de trabalho. Segundo o estudo, elas enfrentam maiores taxas de desemprego, informalidade e subocupação, além de menor presença em empregos formais.

Mulheres negras seguem na base da desigualdade, segundo o Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) — Foto: Feepik

Apesar dos avanços do Brasil nos últimos anos em áreas como educação, distribuição de renda e inclusão social, as desigualdades raciais e de gênero continuam profundas no país, especialmente para as mulheres negras.

Os dados fazem parte do Índice de Justiça Econômica Racial (IJER), divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Grupo Volkswagen em parceria com o Fundo Agbara, instituição de apoio às mulheres negras do Brasil.

💰Em 2016, por exemplo, a renda domiciliar per capita (valor médio por pessoa no domicílio) das mulheres negras era de R$ 862,98, enquanto a dos homens brancos chegava a R$ 1.821,55. 💰Em 2023, a diferença permaneceu praticamente: R$ 1.191,66 para mulheres negras, contra R$ 2.381,43 para homens brancos.

O levantamento analisou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entre 2016 e 2023, e mede como raça e gênero influenciam o acesso da população a renda, educação, emprego e moradia no Brasil.

O estudo mostra que a estrutura de desigualdade econômica no Brasil permaneceu praticamente inalterada entre 2016 e 2023, formando uma “pirâmide econômica rígida”.

Com isso, apesar do aumento da renda para todos os grupos nos últimos anos, as desigualdades históricas ligadas à raça e gênero praticamente não diminuíram.

Segundo o levantamento, homens brancos seguem no topo dos indicadores de justiça econômica e renda no país, seguidos por mulheres brancas, homens negros e, na base, mulheres negras, que registraram os piores resultados em todo o período analisado.

Para Marcos Maestri, supervisor de Advocacy da Fundação Grupo Volkswagen, “a mensagem do estudo é: o elevador social do Brasil está quebrado”. Ele ressalta que outros dados indicam que uma pessoa pode levar até nove gerações para sair da pobreza e alcançar a classe média no país.

Na prática, isso significa que as condições médias de vida melhoraram, mas as posições na hierarquia social permaneceram praticamente as mesmas.

Homens brancos: R$ 2.844,21;Mulheres brancas: R$ 2.410,43;Homens negros: R$ 1.567,88;Mulheres negras: R$ 1.402,18.🔎 Os anos de 2020 e 2021, período da pandemia de COVID-19, foram excluídos da série histórica do Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) porque, nesse período, as entrevistas da PNAD Contínua passaram a ser feitas por telefone, alterando a metodologia de coleta de dados.

O levantamento também aponta que, em média, as mulheres brasileiras recebem 78% da renda dos homens. Entre as mulheres negras, porém, esse percentual cai para 59%. No geral, pessoas brancas têm, em média, rendimentos 87% maiores do que pessoas negras no país.

Segundo Priscila Soares, coordenadora de pesquisa do Fundo Agbara, a desigualdade salarial está ligada tanto ao nível de escolaridade quanto ao tipo de ocupação acessado por diferentes grupos no mercado de trabalho.

“Homens brancos e mulheres brancas, em sua maioria, têm escolaridade mais alta, o que traz um retorno salarial maior. Já as mulheres negras estão mais concentradas em trabalhos informais, ligados a tarefas de cuidado e com vínculos mais precários”, afirmou.

O Índice de Justiça Econômica Racial avançou de 0,53 em 2016 para 0,59 em 2023 no Brasil. O indicador varia de 0 a 1, sendo 1 o maior nível de justiça econômica.

Apesar da melhora geral, os pesquisadores afirmam que o crescimento ocorreu de forma paralela entre os grupos, sem reduzir as desigualdades históricas.

“As mulheres negras são o único grupo que permanece abaixo da média nacional em todos os anos analisados. Mesmo com os avanços gerais, elas não conseguem alcançar o nível médio de justiça econômica do país”, afirma o estudo.

Os homens brancos registraram os maiores índices da série histórica, variando entre 0,67 e 0,69 — cerca de 18% acima da média nacional. Já o índice das mulheres negras ficou, em média, 11% abaixo do resultado nacional.

Já as mulheres brancas apresentaram índices de justiça econômica consistentemente superiores aos de homens negros. “Isso indica que a interação entre raça e gênero produz posições específicas na distribuição de oportunidades”, diz a pesquisa.

Além da renda mais baixa, as mulheres negras concentram os piores indicadores em emprego e condições de trabalho. Segundo o estudo, elas enfrentam maiores taxas de desemprego, informalidade e subocupação, além de menor presença em empregos formais.

Em 2023, apenas 33,3% das mulheres negras trabalhavam com carteira assinada — o menor percentual entre os grupos analisados.

O levantamento mostra ainda que elas continuam sendo maioria no trabalho doméstico, principalmente em ocupações sem carteira assinada.

Para os pesquisadores, essa diferença não é resultado de escolhas individuais, mas de desigualdades estruturais no mercado de trabalho.

“Muitas vezes elas precisam buscar renda muito cedo e acabam perdendo uma janela de capacitação que costuma ser acessível para outros grupos sociais”, afirmou Marcos Maestri.

Segundo ele, mesmo quando conseguem acessar o ensino superior, muitas mulheres negras precisam conciliar os estudos com empregos de baixa remuneração para ajudar financeiramente a família, o que compromete a profissionalização e a mobilidade social.

Ele destaca que o problema não está apenas no acesso ao trabalho, mas também na qualidade das oportunidades disponíveis.

maior presença em trabalhos essenciais e mal remunerados, como limpeza, cuidados e serviço doméstico;concentração em empregos informais e instáveis;maiores taxas de desemprego e dificuldade de acesso a vagas mais bem remuneradas.

O estudo também identificou diferenças persistentes em educação, infraestrutura e saneamento. Segundo os pesquisadores, o acesso ao ensino superior continua sendo uma das principais barreiras para a população negra.

📚 As mulheres brancas seguem com maior presença nos níveis mais altos de escolaridade, incluindo graduação e pós-graduação. Já a população negra continua sub-representada no ensino superior, especialmente os homens negros, que registram os menores índices de acesso e conclusão dos cursos.

Entre os principais obstáculos enfrentados por estudantes negros estão a necessidade de começar a trabalhar mais cedo, a menor qualidade da educação básica, a falta de políticas de permanência estudantil e a presença de racismo institucional no ambiente acadêmico.

Na área de moradia, os dados mostram que 31,6% das mulheres negras dependiam, em 2023, de fossas não ligadas à rede de esgoto. Entre mulheres brancas, o percentual era de 20,7%.

O levantamento aponta ainda menor acesso das mulheres negras a bens domésticos, como máquinas de lavar, o que aumenta a sobrecarga de trabalho dentro de casa.

Segundo Priscila Soares, apesar dos avanços recentes, como políticas afirmativas e programas de transferência de renda, ainda faltam estratégias voltadas especificamente para mulheres negras.

“Hoje ainda é difícil encontrar políticas públicas que levem em conta ao mesmo tempo as desigualdades de raça e de gênero”, afirmou. “Quando pensamos em inclusão produtiva sem considerar gênero e raça ao mesmo tempo, continuamos fazendo com que mulheres negras permaneçam nessa posição de vulnerabilidade social”, disse.

Ao analisar toda a série histórica, o estudo conclui que os avanços econômicos e sociais dos últimos anos não foram suficientes para alterar a estrutura de desigualdade racial e de gênero no Brasil.

A coordenadora de pesquisa do Fundo Agbara afirma que houve avanços recentes, com mais mulheres negras ocupando espaços antes pouco acessíveis, como gestão, economia e finanças, mas em ritmo lento.

“Hoje vemos mulheres negras em posições antes não vistas, mas isso ainda não é suficiente. Não dá para dizer que o problema foi resolvido”, afirmou.

Segundo o estudo, mesmo com as melhorias gerais, não houve políticas públicas que pensassem a justiça econômica com um viés de equidade, ou seja, com o objetivo de corrigir as assimetrias históricas que prejudicam certos grupos há muito tempo.

O estudo recomenda que políticas universais não são suficientes para reduzir desigualdades estruturais e defende ações focadas em raça, gênero e território.

As propostas incluem priorizar mulheres negras em políticas públicas, garantir permanência no ensino com apoio financeiro e estrutural, e valorizar o trabalho de cuidado como atividade econômica.

Também defende criar mais oportunidades de emprego com carteira assinada, diminuir a presença de mulheres negras em trabalhos informais e mal pagos, e valorizar conhecimentos e habilidades que, ao longo da história, foram pouco reconhecidos.

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Do que Daniel Vorcaro é acusado? Veja as suspeitas da PF contra o dono do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 14/05/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,46%Dólar TurismoR$ 5,188-0,39%Euro ComercialR$ 5,821-0,75%Euro TurismoR$ 6,072-0,6%B3Ibovespa178.833 pts0,98%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,46%Dólar TurismoR$ 5,188-0,39%Euro ComercialR$ 5,821-0,75%Euro TurismoR$ 6,072-0,6%B3Ibovespa178.833 pts0,98%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,46%Dólar TurismoR$ 5,188-0,39%Euro ComercialR$ 5,821-0,75%Euro TurismoR$ 6,072-0,6%B3Ibovespa178.833 pts0,98%Oferecido por

A prisão de Henrique Vorcaro nesta quinta-feira (14) inaugurou uma nova fase da Operação Compliance Zero. Henrique é pai de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master — instituição que sofreu liquidação pelo Banco Central (BC) no fim do ano passado após a prisão do banqueiro.

A investigação começou apurando a suspeita de venda de títulos financeiros falsos, mas acabou revelando um esquema ainda maior.

Atualmente, a Polícia Federal (PF) investiga um leque complexo de crimes atribuídos a Daniel Vorcaro, que inclui lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, além de táticas de intimidação, coerção e invasão de dispositivos informáticos, entre outros crimes.

Entenda, abaixo, os detalhes dos esquemas sob investigação e as acusações que pesam contra o empresário.

Segundo a PF, o coração do esquema era inflar artificialmente o valor do Banco Master para fazer a instituição parecer muito mais rica e sólida do que realmente era.

A investigação aponta que isso permitia atrair bilhões de reais de investidores e realizar operações financeiras mesmo sem garantias reais.

⚖️ Gestão fraudulenta e estelionato: Leis: Artigo 4º da Lei 7.492/86 e Artigo 171 do Código Penal. Penas de 3 a 12 anos de prisão (Gestão fraudulenta) e 1 a 5 anos de prisão (Estelionato)

Segundo a PF, o banco mantinha uma espécie de “linha de produção” de documentos artificiais. Funcionários criariam contratos, extratos, planilhas e procurações usados para simular empréstimos e operações financeiras que nunca existiram.

Em diversos casos, pessoas apontadas como clientes afirmaram não reconhecer os empréstimos registrados em seus nomes.

A suspeita é que essas carteiras de crédito falsas eram usadas para registrar patrimônio inexistente dentro do banco. Segundo os investigadores, o grupo criava uma aparência artificial de riqueza.

Um dos exemplos citados envolve títulos antigos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Segundo a investigação, ativos comprados por cerca de R$ 850 mil chegaram a ser registrados como se valessem mais de R$ 10 bilhões.

O Banco Central também identificou falhas graves em certificados de depósito bancário (CDBs) e inconsistências incompatíveis com operações reais.

🔎 O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI).

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.

Segundo a PF, Daniel Vorcaro também utilizava uma rede de fundos de investimento e empresas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Os investigadores afirmam que ativos circulavam entre diferentes fundos administrados pela Reag Investimentos, gestora responsável por negociar ativos ligados ao Banco Master, em uma espécie de “ciranda financeira”.

O objetivo seria esconder perdas, movimentar recursos entre empresas ligadas ao grupo e criar uma falsa percepção de rentabilidade.

💰 A lavagem de dinheiro funciona como uma tentativa de fazer dinheiro obtido de forma ilegal parecer legítimo. Segundo a investigação, recursos suspeitos passavam por diversas empresas e fundos para dificultar a identificação da origem.

🏦 O Banco Master atraía investidores oferecendo CDBs com rendimentos altos.💸 Parte desse dinheiro foi emprestada a uma empresa e enviada para fundos administrados pela Reag.🌀 Os recursos circularam rapidamente entre vários fundos em operações feitas em minutos.📄 Fundos compraram títulos antigos e registraram valores muito acima do real para inflar artificialmente o patrimônio.🔄 Depois, o dinheiro voltou ao próprio Banco Master por meio da compra de CDBs.🔎 Segundo a investigação, o objetivo era criar uma falsa aparência de solidez financeira.

A PF também apura suspeitas de ligação entre a estrutura financeira ligada ao Banco Master e a Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os investigadores apontam que o mesmo mecanismo financeiro utilizado para inflar resultados do banco aparecia em operações ligadas a empresas suspeitas de conexão com a facção criminosa.

Um dos focos da investigação é o fundo Gold Style, administrado pela Reag. Segundo a PF, o fundo recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas apontadas como ligadas ao PCC, como Aster Petróleo, BK Bank e Inovanti.

Ao mesmo tempo, o Gold Style teria enviado cerca de R$ 180 milhões para a empresa Super Empreendimentos, que teve como diretor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

A PF também investiga se recursos utilizados na compra de participação da SAF do Atlético-MG tiveram origem em operações ligadas à lavagem de dinheiro.

⚖️ Crimes investigados: Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98). Pena de 3 a 10 anos de prisão e multa

Para sustentar e proteger o esquema de fraudes financeiras, a investigação aponta que Daniel Vorcaro comandava uma estrutura organizada e divisão clara de tarefas.

Segundo a PF, Daniel Vorcaro e o pai comandavam dois braços operacionais coordenados por Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, apontado como operador violento ligado às fraudes financeiras. Mourão morreu após tentar suicídio em uma cela da Polícia Federal em Belo Horizonte.

Um dos grupos era chamado de “A Turma”, responsável por ações presenciais, como ameaças, monitoramento clandestino e intimidações;O outro núcleo era conhecido como “Os Meninos” e seria formado por hackers especializados em invasões de sistemas, espionagem digital e ataques cibernéticos.

Segundo a investigação, ambos os grupos atuavam para proteger interesses econômicos e pessoais da família Vorcaro por meio de ameaças, intimidação e monitoramento de jornalistas, concorrentes e ex-funcionários.

A PF afirma que Daniel Vorcaro era a figura central da estrutura criminosa e que Henrique Vorcaro atuava tanto como articulador quanto como financiador do grupo.

Os investigadores apontam que Henrique seria responsável por pagamentos mensais de cerca de R$ 400 mil para manter as atividades da organização.

⚖️Organização criminosa (Artigo 2º da Lei 12.850/13). Pena prevista de 3 a 8 anos de prisão.⚖️ Constituição de milícia privada e coação: artigos 288-A e 344 do Código Penal. Penas previstas: 4 a 8 anos de prisão por milícia privada e 1 a 4 anos por coação.

Segundo a PF, o grupo não atuava apenas escondido, mas também tentava influenciar órgãos públicos responsáveis pela fiscalização.

Daniel Vorcaro é acusado de pagar até R$ 1 milhão por mês para servidores da alta hierarquia do Banco Central. Em troca, os funcionários antecipariam fiscalizações, revisariam documentos ligados ao Banco Master e forneceriam informações privilegiadas.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os servidores investigados foram afastados e passaram a usar tornozeleira eletrônica.

Além do Banco Central, a PF também investiga suspeitas de infiltração dentro da própria Polícia Federal.

Segundo os investigadores, o agente Anderson Wander da Silva Lima e a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva teriam realizado consultas indevidas em sistemas sigilosos para monitorar investigações envolvendo Daniel e Henrique Vorcaro.

A PF afirma que o objetivo era obter informações estratégicas para proteger o grupo e dificultar o avanço das investigações.

⚖️ Corrupção ativa e corrupção passiva: artigos 333 e 317 do Código Penal | Penas previstas: 2 a 12 anos de prisão.

Segundo a investigação, o núcleo de hackers conhecido como “Os Meninos” realizava ataques cibernéticos e espionagem digital.

O grupo teria invadido sistemas e acessado ilegalmente informações sigilosas de órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e agências internacionais de investigação dos Estados Unidos e de outros países, como a Interpol e até o FBI.

O objetivo era descobrir antecipadamente quais informações as autoridades já possuíam sobre o esquema para permitir que os integrantes se preparassem antes das operações policiais.

O grupo também é acusado de derrubar perfis em redes sociais, monitorar adversários e acessar informações sigilosas de forma ilegal.

⚖️ Invasão de dispositivo informático: artigo 154-A do Código Penal | Pena prevista: 1 a 4 anos de prisão, podendo aumentar em caso de obtenção de dados sigilosos.

Um dos pontos destacados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público é que o grupo teria continuado funcionando mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero.

A organização manteve pagamentos, monitoramentos e ações clandestinas mesmo após buscas, prisões e bloqueios judiciais.

Para a PF, isso demonstraria alta capacidade de reorganização, além de risco de continuidade criminosa. Esse foi um dos argumentos usados para justificar pedidos de prisão preventiva dos investigados na nova fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira (14).

"Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele.

O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar a estamos a dizer ainda hoje."

Em troca de mensagens com a então namorada, Vorcaro diz que negócio de banco é igual a máfia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Advogado de Musk questiona credibilidade de Altman em julgamento da OpenAI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 14:45

Tecnologia Advogado de Musk questiona credibilidade de Altman em julgamento da OpenAI Processo movido por Elon Musk entra na reta final nos EUA, com acusações de desvio da missão original da OpenAI e pedido de US$ 150 bilhões em indenização. Por Reuters

Elon Musk chega ao tribunal para o julgamento contra a OpenAI. — Foto: Godofredo A. Vásquez/AP Photo

Um julgamento que pode moldar o futuro da OpenAI entrou em sua fase final nesta quinta-feira (14), enquanto um advogado de Elon Musk tentou convencer o júri a responsabilizar os líderes da criadora do ChatGPT por transformarem a organização sem fins lucrativos em um veículo de enriquecimento próprio.

Musk processa a OpenAI e seu presidente-executivo, Sam Altman, por suposta violação de confiança beneficente e enriquecimento ilícito, acusando-os de “roubar uma instituição de caridade” ao se afastarem da missão original da OpenAI de desenvolver inteligência artificial segura para beneficiar a humanidade.

O homem mais rico do mundo afirmou que os réus da OpenAI o manipularam para que ele doasse US$ 38 milhões, apenas para depois criarem, sem seu conhecimento, uma empresa com fins lucrativos vinculada à entidade original sem fins lucrativos, além de aceitarem dezenas de bilhões de dólares da Microsoft e de outros investidores para expandir o negócio.

A OpenAI afirmou que a organização se fortaleceu como entidade com fins lucrativos, incluindo a organização sem fins lucrativos que hoje é acionista da corporação, e que Musk simplesmente queria controle sobre a empresa.

Em sua alegação final no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, o advogado de Musk, Steven Molo, questionou a credibilidade de Altman, citando depoimentos de que ele era visto como desonesto. O advogado pediu que os jurados usassem o “bom senso”.

“A credibilidade de Sam Altman está diretamente em questão neste caso”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.”

Ele também questionou a credibilidade do presidente da OpenAI, Greg Brockman, afirmando que ele e Altman não declararam de forma inequívoca, durante seus depoimentos, que eram honestos.

Musk pede cerca de US$ 150 bilhões em indenização da OpenAI e da Microsoft, valor que seria destinado à entidade sem fins lucrativos da OpenAI para apoiar seus objetivos altruístas.

Ele também quer que Altman e Brockman sejam removidos de seus cargos. Um executivo da Microsoft testemunhou que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI.

A OpenAI compete com empresas de inteligência artificial como a Anthropic e a xAI, startup menor de Musk, e prepara uma possível oferta pública inicial (IPO) que pode avaliar o negócio em US$ 1 trilhão.

A xAI de Musk agora faz parte da SpaceX, sua empresa espacial e de foguetes, que também prepara um potencial IPO bilionário.

A juíza distrital dos EUA Yvonne Gonzalez Rogers supervisiona o caso. Ainda não está claro quando o júri de nove pessoas começará as deliberações.

Se não houver veredicto até segunda-feira, a juíza e os advogados retornarão ao tribunal nesse dia para discutir como a OpenAI deveria ser reestruturada e quais indenizações deveriam ser pagas caso Musk vença.

Gonzalez Rogers definirá as medidas cabíveis e não concederá nenhuma reparação caso Musk perca.

O julgamento ocorre em meio a preocupações crescentes do público sobre a inteligência artificial à medida que ela avança na sociedade.

As pessoas usam IA para inúmeras finalidades, como reconhecimento facial, aconselhamento financeiro, jornalismo, diagnósticos médicos e criação de deepfakes nocivos. Muitos demonstram desconfiança em relação à tecnologia e temem que ela substitua empregos humanos.

A OpenAI foi fundada por Altman, Musk e outras pessoas em 2015, embora Musk tenha deixado o conselho da empresa em 2018.

A sinceridade de Altman e Musk em relação às suas posições sobre a OpenAI e aos objetivos do negócio de IA tem sido uma questão central no julgamento, e nenhum dos dois saiu ileso.

A OpenAI tentou demonstrar que até mesmo Musk apoiava a criação de uma empresa com fins lucrativos para arrecadar recursos destinados ao poder computacional e enfrentar rivais como o Google.

A empresa também afirmou que Musk exigiu controle unilateral para garantir a continuidade de seu apoio. A tentativa de Musk, no ano passado, de comprar a OpenAI por meio de um consórcio liderado pela xAI também se tornou ponto de disputa, com a OpenAI tentando demonstrar que isso era incompatível com os objetivos alegados por Musk no processo.

Os advogados de Musk tentaram retratar Altman e Brockman como interessados em enriquecer pessoalmente.

Eles apresentaram depoimentos segundo os quais Altman possuía uma participação superior a US$ 2 bilhões em empresas que faziam negócios com a OpenAI, além da declaração de Brockman de que sua própria participação na OpenAI valia quase US$ 30 bilhões.

Os questionamentos de Musk sobre a honestidade de Altman incluíram depoimentos sobre sua destituição do conselho da OpenAI em 2023, motivada por dúvidas sobre sua transparência. Altman foi reconduzido ao cargo em menos de uma semana.

O ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, testemunhou ter reunido evidências para demonstrar um “padrão consistente de mentiras” por parte de Altman.

O advogado de Musk também questionou se Altman tinha conflitos de interesse por causa de seu envolvimento em empresas que trabalhavam com a OpenAI.

Altman afirmou não possuir participação acionária direta na OpenAI, embora tenha participação em um fundo que investe na empresa.

Elon Musk e Sam Altman travam na Justiça batalha pela OpenAI — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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