RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Trump diz que China concordou em comprar 200 jatos da Boeing

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,987-0,44%Dólar TurismoR$ 5,189-0,38%Euro ComercialR$ 5,823-0,71%Euro TurismoR$ 6,074-0,57%B3Ibovespa179.317 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,987-0,44%Dólar TurismoR$ 5,189-0,38%Euro ComercialR$ 5,823-0,71%Euro TurismoR$ 6,074-0,57%B3Ibovespa179.317 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 4,987-0,44%Dólar TurismoR$ 5,189-0,38%Euro ComercialR$ 5,823-0,71%Euro TurismoR$ 6,074-0,57%B3Ibovespa179.317 pts1,25%Oferecido por

A China concordou em encomendar 200 aviões da Boeing, afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista exibida pela Fox News nesta quinta-feira (14).

Segundo ele, trata-se da primeira compra de jatos comerciais fabricados nos EUA pelo país asiático em quase uma década.

"Uma coisa que ele concordou hoje: vai encomendar 200 jatos… A Boeing queria 150, eles conseguiram 200", disse Trump, segundo trecho exibido pela Fox News, ao se referir ao presidente chinês, Xi Jinping.

Poucos detalhes sobre o acordo foram divulgados, mas as ações da Boeing caíram mais de 4% após o anúncio de Trump.

Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

O número ficou abaixo de relatos da imprensa que apontavam que a fabricante de aviões estaria perto de fechar um acordo para vender 500 ou mais aeronaves à China.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já havia afirmado que esperava um anúncio sobre um grande pedido da Boeing durante a visita de Trump a Pequim.

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Azara Capital anuncia aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 11:45

Distrito Federal Azara Capital anuncia aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões Naskar é investigada pela Polícia Civil do DF após clientes relatarem dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia. Com a aquisição, Azara Capital assume auditoria junto aos investidores. Por Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

A norte-americana Azara Capital anunciou, nesta quinta-feira (14), a aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões.

A Naskar é investigada pela Polícia Civil do DF após clientes registrarem boletins de ocorrência denunciando dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia.

Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF — Foto: Reprodução

A companhia norte-americana Azara Capital anunciou, nesta quinta-feira (14), a aquisição da Naskar, fintech acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações. A aquisição foi divulgada pela assessoria da Naskar.

A Naskar é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal após clientes registrarem boletins de ocorrência denunciando dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo e falta de respostas da companhia.

Com a aquisição da Naskar, a Azara Capital assume auditoria junto aos investidores. A companhia norte-americana também vai adquirir a 7Trust e Next. O valor da transação é de aproximadamente R$ 1.2 bilhão.

Segundo a Naskar, a Azara Capital assumirá integralmente a condução do processo relacionado à base de investidores e irão tocar as tratativas em andamento, análise individual dos casos e gestão dos compromissos associados à operação.

Uma das ocorrências contra a Naskar na Polícia Civil foi registrada pelo empresário do Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília.

De acordo com o registro policial, Wesley afirma que sua empresa atuava na indicação de clientes para produtos financeiros da Naskar e que, ao longo da parceria, cerca de 135 clientes fizeram aportes que somam aproximadamente R$ 47 milhões.

Segundo o empresário, os problemas começaram quando pagamentos previstos deixaram de ser feitos, e o aplicativo utilizado pelos clientes para consultar saldos e solicitar resgates saiu do ar.

“Meu dinheiro da vida está dentro dessa instituição. Minha mãe vendeu uma casa que ela tinha e colocou o dinheiro lá para viver da renda”, afirmou Wesley ao g1.

Segundo Wesley, clientes e parceiros passaram anos confiando na empresa e nunca haviam enfrentado atrasos semelhantes.

Wesley afirma ainda que representantes da empresa deixaram de responder mensagens, ligações e notificações formais, sem apresentar esclarecimentos sobre os valores investidos ou previsão de regularização.

Segundo ele, após orientação jurídica, decidiu registrar boletim de ocorrência e entrar com medida cautelar na Justiça.

“O medo é que essas pessoas estejam fugindo com o nosso dinheiro. A gente quer que o dinheiro seja bloqueado para ressarcir os clientes”, afirmou.

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação. — Foto: Reprodução

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação.

Segundo a Nexco, os repasses previstos em contratos de mútuo — espécie de empréstimo entre as partes — deveriam ter sido feitos no primeiro dia útil do mês, mas não foram honrados.

A empresa afirma que clientes e agentes também relataram impossibilidade de acessar o aplicativo, movimentar contas e obter respostas da Naskar.

Para o grupo, a situação deixou de ser um atraso pontual e passou a representar uma “crise de confiança e de informação”.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial”, afirma o advogado Kauê Machado, que representa a Nexco e clientes.

A empresa diz que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à sua base podem ter sido afetados, com prejuízo estimado em R$ 288 milhões.

A Nexco também afirma que não havia identificado, até então, qualquer sinal de irregularidade na operação da Naskar que justificasse a interrupção ou inviabilizasse a comercialização dos contratos.

A companhia diz ainda que seus próprios diretores e colaboradores estão entre os prejudicados e que passou a organizar ações judiciais para reunir os clientes afetados e buscar reparação.

Clientes da Naskar passaram a relatar problemas na plataforma e dificuldades para acessar valores em publicações no site Reclame Aqui. As queixas mencionam indisponibilidade do aplicativo e falta de comunicação por parte da empresa.

“Estou sem acesso ao banco Naskar há vários dias. Aparece uma mensagem de problemas no sistema. Quero resgatar meu dinheiro”, escreveu um usuário de Brasília.

Outro cliente, do Paraná, afirma que o aplicativo saiu do ar sem aviso prévio e relata prejuízo financeiro.

"Desde segunda-feira, sem nenhum comunicado por parte da instituição. O aplicativo sumiu do ar e todo o meu dinheiro investido simplesmente desapareceu do dia para a noite. Foram anos trabalhando”, disse.

Há ainda relatos de ausência de posicionamento oficial da empresa diante da situação. “Até o presente momento, não houve qualquer comunicado oficial por parte da Naskar que justificasse o bloqueio dos valores ou que apresentasse um cronograma de devolução”, diz outra reclamação.

As manifestações reforçam o aumento da insatisfação entre clientes e a pressão por esclarecimentos sobre a situação da empresa.

“A Naskar informa que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. As equipes técnicas seguem atuando na revisão e validação das informações para garantir segurança e precisão no tratamento dos dados. Os clientes serão atualizados o mais breve possível".

"Nexco entra com processo contra Naskar após atraso inédito e falta de informações sobre contratos de mútuo

Grupo ajuizou ação com pedido cautelar para resguardar seus direitos e os de clientes afetados; empresa afirma que também foi surpreendida pela interrupção operacional e pela ausência de respostas.

O Grupo Nexco ajuizou ação contra a Naskar Holding após uma sequência de fatos que causaram forte insegurança sobre o que ocorreu com a operação. Conforme a sistemática contratual, os pagamentos que deveriam ocorrer sempre no primeiro dia útil de cada mês, não foram honrados, e a medida judicial foi adotada após a confirmação da impossibilidade de acesso ao aplicativo, movimentação das contas e a ausência de resposta às tentativas de contato por clientes e agentes.

Na avaliação da companhia, o ponto que transformou a situação em crise foi justamente o fato de que esse atraso nunca havia ocorrido, somado à falta de transparência dos sócios da Naskar sobre a origem do problema e os desdobramentos da operação. A Nexco afirma que, até o momento, também não recebeu esclarecimentos consistentes sobre o que de fato aconteceu, o que levou à adoção das medidas judiciais cabíveis.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial para resguardar direitos e buscar esclarecimentos”, afirma Kauê Machado, do escritório Machado Gobbo, que representa o grupo e alguns clientes.

A empresa destaca que os instrumentos firmados com a Naskar são contratos de mútuo, isto é, contratos de empréstimo com amparo no Código Civil, com previsão de prazos, condições de devolução e remuneração pactuadas entre as partes. Segundo a Nexco, trata-se de uma relação civil contratual, e não de produto financeiro ou investimento regulado pelo mercado de capitais.

A companhia também ressalta que sua atuação comercial sempre envolveu diferentes soluções e modalidades contratuais, como seguros, consórcios e outros produtos que igualmente não se enquadram como investimentos financeiros. No caso da Naskar, a Nexco afirma que a comercialização ocorreu porque acreditava na regularidade da operação e na transparência apresentada pela empresa, posicionando-se também como cliente.

De acordo com a companhia, a própria Nexco foi diretamente atingida pela situação, uma vez que Diretores e diversos colaboradores do grupo aderiram à solução e hoje figuram entre os prejudicados, ao lado da própria empresa.

“Tão logo a gravidade da situação foi verificada, a Nexco acionou seu corpo jurídico para dar suporte aos parceiros e clientes. A partir daí, foi estruturado o procedimento para adesão dos prejudicados, com o objetivo de permitir que essas pessoas integrem os processos de forma conjunta e tenham seus direitos resguardados de forma organizada”, afirma o advogado.

A estimativa apresentada pela companhia é de que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à base da Nexco tenham sido afetados, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 288 milhões. Considerando toda a operação da Naskar, mensura-se que a empresa possui cerca de R$ 850 milhões em contratos de mútuo, com impacto potencial sobre mais de 2.700 pessoas.

A Nexco afirma ainda que, até o surgimento do problema, não havia identificado em registros públicos ou em suas verificações qualquer sinal que indicasse irregularidade capaz de inviabilizar a continuidade da comercialização do produto. Segundo a companhia, não houve alerta prévio de órgãos como Procon ou Ministério Público que apontassem, até então, qualquer impedimento conhecido em relação à atuação da Naskar.

Para o grupo, a ação judicial tem dupla finalidade: buscar proteção patrimonial e documental para os afetados e, ao mesmo tempo, forçar o esclarecimento institucional sobre a dimensão do problema. A companhia diz que seguirá concentrando sua comunicação por meio da assessoria jurídica e de imprensa, e que manterá os afetados informados dentro dos limites processuais.

“O Grupo Nexco lamenta profundamente o ocorrido. A companhia acreditou na operação apresentada pela Naskar, assim como seus clientes, colaboradores e diretores. Diante do atraso inédito, da frustração das expectativas de pagamento e da falta de transparência dos sócios da empresa, a via judicial foi a medida necessária para buscar esclarecimento, responsabilização e resguardo de direitos”, afirma a banca.

A Nexco diz que continuará acompanhando o caso e reforça que sua postura seguirá pautada pela escuta dos afetados e pela transparência possível dentro dos limites do processo judicial. A empresa afirma ainda que a divulgação do episódio também busca alertar o mercado para evitar que outras pessoas sejam expostas à mesma situação."

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PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 t de açúcar com suspeita de adulteração

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Agro PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 t de açúcar com suspeita de adulteração Carga de cerca de 48 toneladas de açúcar VHP foi apreendida no Porto de Paranaguá após fiscais identificarem indícios de adulteração, com possível presença de areia acima do limite permitido pela legislação. Por Reuters

PF e Ministério da Agricultura apreendem 48 t de açúcar com suspeita de adulteração — Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Federal (PF)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Federal (PF) apreenderam aproximadamente 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração no corredor de exportação do Porto de Paranaguá (PR), informou o ministério nesta quinta-feira (14).

"Durante teste preliminar realizado no momento da coleta das amostras, a fiscalização identificou a presença de materiais insolúveis, aparentemente areia, em quantidade superior ao limite permitido pela legislação…", afirmou, em nota.

Isso indica "possível adulteração da carga e desconformidade com os padrões de qualidade exigidos para o produto". A empresa responsável pela carga, que não teve o nome divulgado, foi autuada.

Auditores fiscais federais agropecuários realizaram coleta de amostras para confirmação analítica da suspeita e adoção das medidas administrativas.

A operação integra uma articulação permanente entre a Polícia Federal, autoridades portuárias e o ministério no combate a fraudes em cargas de exportação.

Operações de fiscalização são fundamentais para garantir a integridade das cargas exportadas e preservar a confiança dos mercados internacionais nos produtos agropecuários do Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, disse o ministério.

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Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 10:46

Carros Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu É a primeira vez em 70 anos que a montadora registra perdas anuais. Reestruturação em negócio de elétricos custou R$ 77,1 bilhões à Honda. Produção de alguns elétricos nos EUA foi cancelada. Por Reuters

A Honda confirmou nesta quinta-feira (14) que terá seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como uma empresa de capital aberto.

Houve US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) em custos de reestruturação em seu negócio de veículos elétricos.

A Honda também está reduzindo o valor de seus negócios na China, onde tem lutado para competir com modelos oferecidos por rivais como a BYD.

A Honda disse que espera ter prejuízo de até US$3,6 bilhões (R$ 17,6 bilhões) no ano fiscal que termina no final de março, em comparação com a previsão anterior de lucro.

Toshihiro Mibe, CEO da Honda Motors, fala dos resultados da empresa em Tóquio — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

A Honda confirmou nesta quinta-feira (14) que terá seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como uma empresa de capital aberto, atingida por até US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) em custos de reestruturação em seu negócio de veículos elétricos.

Sob o comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Washington encerrou o apoio aos veículos elétricos, forçando montadoras como Ford e Stellantis a repensarem estratégias e registrarem baixas contábeis bilionárias.

A segunda maior montadora do Japão disse nesta quinta-feira que espera um impacto de US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) com o cancelamento de três modelos de veículos elétricos planejados para produção nos EUA.

Embora os analistas esperassem mais perdas relacionadas a veículos elétricos na Honda, o tamanho da baixa contábil anunciado nesta quinta-feira foi uma surpresa, disse Julie Boote, analista de automóveis da Pelham Smithers Associates.

"A principal surpresa foi o fato do plano de produção dos EUA ter sido cancelado, em vez de apenas reduzido. A Honda tinha um plano de expansão de veículos elétricos muito ambicioso, que foi gravemente afetado pelas mudanças no ambiente do mercado", disse Boote.

O presidente-executivo da Honda, Toshihiro Mibe, disse a jornalistas que a demanda por veículos elétricos caiu drasticamente, tornando "muito difícil" manter a lucratividade.

A Honda também está reduzindo o valor de seus negócios na China, onde tem lutado para competir com modelos oferecidos por rivais como a BYD.

A Honda disse que espera ter prejuízo de até US$3,6 bilhões (R$ 17,6 bilhões) no ano fiscal que termina no final de março, em comparação com a previsão anterior de lucro. O resultado negativo será o primeiro prejuízo anual da companhia desde que foi listada no mercado de ações em 1957, disse um porta-voz da montadora.

Sob pressão dos rivais chineses na Ásia e em outros lugares, as montadoras japonesas têm se concentrado cada vez mais na Índia, um mercado onde (como nos EUA) as montadoras chinesas estão efetivamente excluídas.

Toshihiro Mibe, CEO da Honda, e o vice-presidente executido da Honda, Noriya Kaihara, falam em Tóquio sobre os resultados da empresa — Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Mibe e o vice-presidente executivo da Honda, Noriya Kaihara, renunciarão voluntariamente ao equivalente a 30% de sua remuneração por três meses, enquanto alguns outros executivos abrirão mão de 20%, informou a Honda.

A empresa planeja anunciar uma estratégia de negócios renovada de médio a longo prazos no próximo ano fiscal.

Várias montadoras globais registraram baixas contábeis dolorosas ao reduzirem suas ambições sobre veículos elétricos nos últimos meses.

A perda na Honda eleva o total do setor para cerca de US$ 67 bilhões. A General Motors alertou para encargos de US$7,6 bilhões, enquanto a Stellantis sinalizou US$ 25 bilhões e a Ford US$ 19 bilhões.

Além de seus principais mercados, Japão e EUA, a Honda disse que fortalecerá sua linha de modelos e a competitividade de custos na Índia, onde vê espaço para expansão.

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Desemprego sobe em 15 estados brasileiros no 1º trimestre de 2026, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

A taxa de desemprego subiu em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, a taxa de desocupação no país ficou em 6,1%.

As maiores taxas de desocupação no primeiro trimestre foram registradas no Amapá (10%), em Alagoas (9,2%), na Bahia (9,2%) e em Pernambuco (9,2%). Na outra ponta, os menores índices foram observados em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%).

📈 As altas mais expressivas ocorreram: no Ceará (2,3 pontos percentuais), no Acre (1,8 p.p.) e no Tocantins (1,6 p.p.). 📉 Já os menores avanços foram registrados em: Rondônia (1,1 p.p.), Espírito Santo (0,8 p.p.) e Santa Catarina (0,5 p.p.).

👉 Veja abaixo a variação trimestral em cada estado. Passe o mouse ou clique na unidade da federação para consultar o percentual, e use o zoom para ampliar a visualização:

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as diferenças regionais em relação à desocupação da população estão relacionadas, em grande medida, ao nível de desenvolvimento econômico e educacional de cada estado.

👉 Unidades da federação com maior grau de industrialização e população mais escolarizada tendem a ter mercados de trabalho mais estruturados e, consequentemente, taxas de desocupação mais baixas.

“Em estados como o Amapá e em outras unidades ‘de cima’ no Brasil, a menor industrialização e os níveis de instrução relativamente mais baixos ajudam a explicar indicadores menos favoráveis.”

A taxa de desocupação foi maior entre as mulheres (7,3%) do que entre os homens (5,1%). Quando o recorte é feito por cor ou raça, o indicador ficou abaixo da média nacional, de 6,1%, entre os brancos (4,9%) e acima desse patamar entre os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).

Na análise por escolaridade, a maior taxa de desemprego foi registrada entre as pessoas com ensino médio incompleto, com 10,8%. Entre aqueles com nível superior incompleto, a desocupação foi de 7,0% — quase o dobro da observada entre quem concluiu o ensino superior, cuja taxa ficou em 3,7%.

Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego, alcançou 14,3% no primeiro trimestre de 2026.

Os maiores índices foram registrados no Piauí (30,4%), na Bahia (26,3%) e em Alagoas (26,1%). Na outra ponta, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (4,7%), Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%).

Enquanto isso, o percentual de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego — foi de 2,4% da força de trabalho ampliada. Os maiores índices foram registrados no Maranhão (10,3%), em Alagoas (9,2%) e no Piauí (7,6%).

Na outra ponta, os menores percentuais de desalento foram observados em Santa Catarina (0,3%), no Rio Grande do Sul (0,7%) e em Goiás (0,7%).

No primeiro trimestre de 2026, 74,7% dos empregados do setor privado no Brasil tinham carteira assinada. Os maiores índices foram registrados em Santa Catarina (86,7%), São Paulo (82,1%) e Rio Grande do Sul (80,5%). Já os menores percentuais apareceram no Maranhão (53,4%), no Piauí (53,7%) e no Pará (55,9%).

No mesmo período, 25,5% da população ocupada trabalhava por conta própria. Essa participação foi mais elevada no Maranhão (34,1%), no Pará (29,9%) e no Amazonas (29,9%). As menores proporções foram observadas no Distrito Federal (16,7%), no Acre (18,9%) e no Tocantins (19,7%).

A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada no país. O Maranhão liderou com 57,6%, seguido pelo Pará (56,5%) e pelo Amazonas (53,2%). Na outra ponta, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (25,4%), no Distrito Federal (28,1%) e em Mato Grosso do Sul (29,8%).

O país também tinha 1,1 milhão de pessoas em busca de trabalho havia dois anos ou mais no primeiro trimestre de 2026. O contingente caiu 21,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando 1,4 milhão de brasileiros estavam nessa situação.

Já o número de pessoas que procuravam emprego havia menos de um mês somava 1,4 milhão. Em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, houve recuo de 14,7%, já que 1,6 milhão de pessoas estavam nessa condição.

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Musk, Tim Cook e outros bilionários da tecnologia participam de encontro entre Trump e Xi Jinping

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 09:56

Tecnologia Musk, Tim Cook e outros bilionários da tecnologia participam de encontro entre Trump e Xi Jinping Musk disse que gostaria de realizar 'muitas coisas boas' na China, enquanto Tim Cook, da Apple, fez sinal positivo ao ser questionado sobre as reuniões entre os presidentes. Por Redação g1

CEO da Apple, Tim Cook, o CEO da Tesla, Elon Musk, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bissent, participam da cerimônia de boas-vindas ao presidente dos EUA, Donald Trump, pelo presidente chinês Xi Jinping — Foto: REUTERS/Maxim

O encontro histórico entre Xi Jinping e Donald Trump nesta quinta-feira (14) também foi marcado pela presença de bilionários da tecnologia. Nomes como Tim Cook, CEO da Apple, Elon Musk, dono do X e da Tesla, e Jensen Huang, CEO da Nvidia, marcaram presença.

A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, enviou Dina Powell McCormick, presidente executiva e vice-presidente do conselho de administração da empresa. Ela já foi assessora de Donald Trump.

Além desses nomes mais conhecidos, também estavam presentes representantes de outras empresas de tecnologia, como Micron e Cisco (veja a lista completa abaixo).

Ao deixar o Grande Salão do Povo, em Pequim, após a cerimônia de boas-vindas, Musk afirmou a repórteres que gostaria de realizar "muitas coisas boas" na China. Elon Musk levou um de seus filhos, Æ A-XII, para o encontro (veja na foto abaixo).

Huang, da Nvidia, disse que foi convidado pelo próprio Trump para ir à China. "Esta é uma oportunidade incrível para mim, é claro, de representar os EUA e de vir apoiar o presidente Trump em uma das cúpulas mais importantes da história da humanidade", disse Huang aos repórteres durante o evento.

"Os dois presidentes têm uma relação maravilhosa. Esta é uma oportunidade incrível para confiarmos nesses relacionamentos para construir uma parceria muito, muito melhor", acrescentou.

Cook, que está prestes a deixar o cargo de CEO da Apple, fez um sinal positivo com as mãos ao ser questionado sobre como foram as reuniões, segundo a agência Reuters.

CEO da Tesla, Elon Musk, e seu filho X Æ A-12 caminham no dia em que o Premier chinês Li Qiang se encontra com CEOs americanos, em Pequim. — Foto: REUTERS/Go Nakamura/Pool

Segundo a agência AFP, Xi Jinping prometeu aos executivos que "a China abrirá cada vez mais suas portas para o mundo exterior" e afirmou que as empresas americanas terão "perspectivas ainda mais promissoras".

Apple (Tim Cook)Blackrock (Larry Fink)Blackstone (Stephen Schwarzman)Boeing (Kelly Ortberg)Cargill (Brian Sikes)Citi (Jane Fraser)Cisco (Chuck Robbins)Coerente (Jim Anderson)GE Aerospace (H Lawrence Culp)Goldman Sachs (David Solomon)Illumina (Jacob Thaysen)Mastercard (Michael Miebach)Meta (Dina Powell McCormick)Micron (Sanjay Mehrotra)Nvidia (Jensen Huang)Qualcomm (Cristiano Amon)Tesla/SpaceX (Elon Musk)Visto (Ryan McInerney)

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Explosão e queda: quatro trabalhadores morrem em apenas duas semanas durante colheita no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 04:45

Espírito Santo Agronegócios Explosão e queda: quatro trabalhadores morrem em apenas duas semanas durante colheita no ES Três baianos que estavam no Espírito Santo para a colheita de café morreram após explosão em alojamento. Já outro trabalhador morreu ao cair de secadora de pimenta. Por Cris Martinelli, Julia Camim, g1 ES e TV Gazeta

Com o início do período de colheita no Espírito Santo, os registros de acidentes na lavoura começam a aumentar. Só neste mês, já foram registradas quatro mortes.

Três delas são decorrentes de um incêndio em um alojamento de uma fazenda de café em Vila Valério.

Em São Mateus, são registradas até duas ocorrências por semana relacionadas aos trabalhos na lavoura, envolvendo diversos equipamentos.

Para se proteger, é essencial utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, óculos de proteção, máscaras, aventais e botinas.

Com o início do período de colheita no Espírito Santo, os registros de acidentes nas lavouras, especialmente de café, começam a aumentar. Só neste mês, em apenas duas semanas, foram registradas quatro mortes no estado em áreas de produção. Os acidentes envolveram explosão, incêndio e queda.

Três delas são decorrentes de um incêndio em um alojamento de uma fazenda de café em Vila Valério, na Região Noroeste. A quarta vítima morreu ao cair de uma escada enquanto abastecia um secador de pimenta, em Jaguaré, no Norte capixaba.

Os trabalhadores Gildeson Gama Leite, 30 anos, Ilmar Gama de Souza, 31 anos, e Aldino Alves Almeida, 28 anos, eram da Bahia e tiveram até 90% dos corpos queimados após uma explosão causar um incêndio no quarto em que estavam, na madrugada do dia 4 de maio. Outro homem também ficou ferido.

A administradora da fazenda, Fernanda Kefler, contou que há a suspeita de que o fogo tenha começado após um curto-circuito em uma tomada onde celulares estavam carregando.

O quarto onde o fogo começou ficou completamente destruído: os colchões foram destruídos e as telhas do telhado caíram. Eles estavam internados, intubados, no Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, Grande Vitória.

Já o produtor José Albino, de 56 anos, estava abastecendo um secador de pimenta quando caiu da escada e bateu a cabeça. Ele ficou internado por seis dias, mas não resistiu e morreu no último dia 5.

Gildeson Gama, Ilmar Gama de Souza, Aldino Alves Almeida e José Albino morreram em lavouras de café e pimenta — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Diante de casos como esses, a necessidade de adotar cuidados e reforçar o uso de equipamentos de segurança no campo são ainda mais importantes.

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Leonardo Cazzotto, em São Mateus são registradas até duas ocorrências toda semana relacionadas aos trabalhos na lavoura, envolvendo diversos equipamentos.

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"A gente tem riscos envolvendo a colheita propriamente dita, como lesões, corte, risco de atropelamento. Eles (trabalhadores) também lidam com caminhões, com tratores, e aí existem pontos cegos em torno desses veículos".

Casos de corpos estranhos, como galhos e grãos, atingindo os olhos dos trabalhadores também são comuns neste período, assim como a respiração da poeira do café que contém material orgânico.

Para se proteger destes agentes externos, conforme o tenente, é essencial utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, óculos de proteção, máscaras, aventais e botinas, e aumentar a percepção de risco, observando com atenção a movimentação de veículos e o solo, que pode ter materiais que causam ferimentos nos pés.

As luvas protegem contra contaminações químicas, por exemplo. Já o avental protege contra vazamentos e respingos. Botinas dão estabilidade no terreno e protegem até de picadas de alguns animais no chão.

Os cuidados também devem ser adotados pelos proprietários das fazendas que contratam os trabalhadores.

Atualmente, o Pacto do Café institui políticas contra o trabalho análogo à escravidão e ao trabalho infantil no setor cafeeiro, mas outras situações precárias também devem ser evitadas pelos empregadores.

Segundo o superintendente do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, "todas as questões relacionadas à segurança, à saúde no trabalho e à garantia dos direitos sociais previdenciários são responsabilidade de quem contrata".

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/05/2026 00:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.007 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (14), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco do Brasil corta previsão de lucro para 2026 após queda de mais de 50% no 1º trimestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 22:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

O Banco do Brasil reduziu nesta terça-feira (13) sua projeção de lucro para 2026 para um intervalo entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, após registrar queda de mais de 50% no lucro líquido ajustado do primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2025.

O banco teve lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões entre janeiro e março, queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025, segundo balanço apresentado também nesta terça-feira. Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 3,495 bilhões. Na comparação com o trimestre anterior, o resultado recuou 40,2%.

O BB também elevou sua projeção para o custo de crédito em 2026, agora estimado entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões. Nos primeiros três meses do ano, esse indicador somou quase R$ 18,9 bilhões, alta de 85,8% na comparação anual e de 5% frente ao trimestre anterior.

A presidente-executiva do banco, Tarciana Medeiros, afirmou que o resultado reflete um cenário mais desafiador para o crédito, com maior pressão principalmente na carteira do agronegócio.

Ao fim de março, a carteira de crédito expandida do banco estatal somava R$ 1,3 trilhão, alta de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,7% frente ao fim de dezembro. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,05%, ante 3,63% um ano antes e 5,17% em dezembro de 2025.

A carteira do crédito rural, que somou R$ 418,4 bilhões, alta de 3% ano a ano e no trimestre, registrou um índice de inadimplência acima de 90 dias de 6,22%, de 2,76% um ano antes e 6,09% nos últimos três meses de 2025. O destaque ficou para a linha de custeio, com esse índice em 10,56%.

Principal financiador do agronegócio no país, o BB tem visto seu resultado pressionado desde o ano passado pelo setor e recentemente sinalizou que os primeiros meses do ano ainda mostrariam números pressionados.

“Entre as medidas para enfrentar o ciclo de agravamento da inadimplência do agronegócio, ampliamos e evoluímos no uso de garantias por alienação fiduciária e revisamos as esteiras de cobranças", disse Medeiros em nota à imprensa após a divulgação do balanço.

Segundo a executiva, "nos primeiros meses de 2026, já dobramos o número de judicializações realizadas durante todo o ano passado. Isso reflete o nosso direcionamento de buscar a recuperação dos nossos ativos”.

Em pessoa física, a carteira de crédito expandida cresceu 1,4% no trimestre e 7,7% em 12 meses, para R$ 361,8 bilhões, com o banco citando entre os principais apoios o desempenho do crédito consignado, influenciado pelo aumento nas operações do "Crédito ao Trabalhador". A inadimplência da pessoa física acima de 90 dias ficou em 6,82%, de 5,10% um ano antes e 6,56% em dezembro de 2025.

O portfólio de crédito expandido da pessoa jurídica somou R$ 449 bilhões, quedas de 2,4% no ano e de 1,3% no trimestre, afetada pela carteira de micro, pequenas e médias empresas, que registrou contração de 10% em 12 meses e de 3,3% na comparação com o final do ano passado.

A carteira expandida de grandes empresas registrou queda de 1,9% na base anual e de 1,5% no trimestre. O índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou março em 2,87%, de 3,71% um ano antes e 3,75% no final de 2025.

A margem financeira bruta do BB atingiu R$27,4 bilhões nos primeiros três meses de 2026, alta de 14,8% ano a ano, em meio ao avanço das receitas financeiras (+12,3%).

Na base trimestral, porém, caiu 1,3%, segundo o banco, "em linha com a sazonalidade do período, influenciada principalmente, pela redução das despesas de captação, em função de menores volumes de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e pelo efeito calendário (3 dias úteis a menos).

Para o ano, o BB revisou sua expectativa de crescimento da margem bruta para 7% a 11%, de expansão entre 4% e 8%, anteriormente.

Medeiros destacou que a evolução da margem financeira é fruto do crescimento do crédito, especialmente nas linhas de melhor risco versus retorno, com um mix concentrado na pessoa física em crédito consignado e consignado privado. A executiva também destacou que as despesas seguem sob controle, "sem comprometer nossos investimentos em tecnologia e nas pessoas”.

No primeiro trimestre, as receitas de prestação de serviços cresceram 5,5% ano a ano, mas ficaram praticamente estáveis na base trimestral (-0,2%), em R$ 8,8 bilhões. As despesas administrativas também avançaram, 5,5% ano a ano e 1,3% no trimestre, para R$10 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do BB, por sua vez, ficou em 7,3%, de 16,7% um ano antes e 12,4% nos últimos três meses de 2025, mas ligeiramente acima das previsões compiladas pela LSEG, que apontavam 6,98%. 

O BB terminou o trimestre com índice de Basileia de 14,23%, sendo o índice de capital principal de 11,59%. O índice de eficiência ficou em 28%, de 26,5% um ano antes. 

Ao final de março, o total de ativos do banco somava R$ 2,6 trilhões e o BB tinha 3.942 agências, de 3.955 no final de dezembro e 3.997 no mesmo período de 2025.

O BB também divulgou nesta quarta-feira que aprovou a distribuição de R$ 465,7 milhões em remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), montante relativo ao primeiro trimestre de 2026. Os valores serão pagos em 11 de junho, tendo como base a posição acionária de 1º de junho.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Senado dos EUA aprova Kevin Warsh como presidente do banco central americano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 21:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação de Kevin Warsh para o cargo de presidente do Federal Reserve.

O advogado e financista de 56 anos assumirá o comando no comando do banco central dos EUA, que enfrenta uma alta da inflação, o que pode dificultar cortes nas taxas de juros defendidos por Donald Trump.

A votação ficou em 54 a 45 e ficou marcada como a confirmação mais partidária da história para um presidente do Fed no Senado dos EUA.

Sua posse para o mandato de quatro anos no comando do Fed e para um mandato simultâneo de 14 anos como diretor do Fed, aprovado pelo Senado na terça-feira (12), aguarda as assinaturas finais da Casa Branca na documentação enviada pelo Senado.

Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, em foto de 21 de abril de 2026 — Foto: Reuters/Kevin Lamarque

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação de Kevin Warsh para o cargo de presidente do Federal Reserve.

O advogado e financista de 56 anos assumirá o comando no comando do banco central dos EUA, que enfrenta uma alta da inflação, o que pode dificultar cortes nas taxas de juros defendidos por Donald Trump.

A votação ficou em 54 a 45 e ficou marcada como a confirmação mais partidária da história para um presidente do Fed no Senado dos EUA. Apenas um democrata, John Fetterman, votou com a maioria republicana.

Sua posse para o mandato de quatro anos no comando do Fed e para um mandato simultâneo de 14 anos como diretor do Fed, aprovado pelo Senado na terça-feira (12), aguarda as assinaturas finais da Casa Branca na documentação enviada pelo Senado. 

Trump está na China para reuniões com o presidente Xi Jinping e "pretende assinar a documentação o mais rápido possível para restaurar a confiança na tomada de decisões do Fed", disse uma autoridade da Casa Branca.

Warsh assumirá no lugar do atual presidente do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira (15). Powel permanecerá como diretor do banco central americano, enquanto Stephen Miran, atualmente o maior defensor dos cortes nas taxas de juros americanas, dará lugar a Warsh.

Com expectativa de presidir a próxima reunião do Fed, em 16 e 17 de junho, Warsh se junta ao banco central num momento em que os formuladores de políticas estão envolvidos em um debate vigoroso sobre a direção das taxas de juros.

Algumas autoridades estão preocupadas com o fato de a inflação estar se expandindo, mesmo além do impacto das tarifas do governo Trump e do aumento dos preços do petróleo decorrente da guerra do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 12 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Um índice de preços ao produtor, componente-chave da inflação geral, aumentou 6% em abril em relação ao ano anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira.

Esse é o ritmo mais rápido desde dezembro de 2022, quando o Fed lutava contra um aumento recorde de 40 anos nos preços com aumentos acentuados das taxas.

Os analistas projetam um aumento de 3,8% no índice de inflação PCE em abril, afastando-se ainda mais da meta do Fed de 2%.

A votação apertada sobre Warsh marca um desafio para o Fed, cujos líderes costumam ser aprovados em votações simbólicas ou com amplo apoio bipartidário.

Até então, a votação mais partidária sobre um presidente do banco central americano tinha acontecido em 2014, quando Janet Yellen foi aprovada com 56 votos favoráveis e 26 contrários. Na ocasião, 11 republicanos se juntaram à maioria democrata.

Trump tem instigado o banco central a reduzir as taxas de juros e empreendeu o que Powell chama de uma "série de ataques legais" sobre o banco central.

Isso inclui uma tentativa de demitir a diretora do Fed Lisa Cook em 2025. O Departamento de Justiça de Trump também lançou uma investigação criminal contra Powell, que foi abandonada por enquanto, mas deixou a porta aberta para ser retomada.

Foram esses ataques que levaram alguns senadores democratas a votar "não", apesar de acharem que Warsh era qualificado para o cargo.

"Tenho sérias preocupações sobre se ele conseguirá permanecer totalmente independente diante da pressão política da Casa Branca", disse Mark Warner, um desses senadores.

"Espero que, como presidente, ele prove que essas preocupações são infundadas e demonstre claramente que defenderá a independência do Fed, seguirá os dados e colocará a estabilidade de longo prazo da economia americana acima dos caprichos deste ou de qualquer outro presidente", continuou.

A decisão de Powell de contrariar a tradição e continuar no Fed além de seu mandato de presidente, pelo menos até que a investigação do Departamento de Justiça seja definitivamente encerrada, foi motivada pelo desejo de que o órgão siga capaz de definir taxas de juros sem pressões políticas.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, que se juntou a Trump ao criticar o Fed de Powell, deu as suas boas-vindas à liderança de Warsh "em uma instituição que precisa de responsabilidade, orientação política sólida e um senso renovado de propósito para ajudar a guiar nossa economia".

Ainda assim, ele disse aos senadores em sua audiência de confirmação no mês passado que não havia feito nenhuma promessa em relação às taxas, embora tenha prometido fazer grandes mudanças, incluindo mais cooperação com o governo na política não monetária.

Warsh não é estranho à discórdia dentro do Fed. Ele foi diretor do Fed no mandato de Ben Bernanke como presidente do órgão e, na ocasião, expressou reservas sobre política, embora tenha deixado a diretoria em 2011 antes de proferir qualquer voto dissidente.

Em sua audiência de confirmação, ele disse aos senadores que vê com bons olhos uma "briga de família" no Fed, à medida que os formuladores de políticas elaboram a resposta correta da política monetária às condições econômicas.

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