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Samsung não chega a acordo salarial com sindicato na Coreia do Sul; governo tenta evitar greve

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 17:45

Tecnologia Samsung não chega a acordo salarial com sindicato na Coreia do Sul; governo tenta evitar greve Segundo sindicato, mais de 50 mil trabalhadores podem entrar em greve a partir de 21 de maio. Interrupção pode atrasar entregar e aumentar ainda mais os preços de semicondutores. Por Reuters

A Samsung Electronics e o sindicato que representa seus funcionários na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial em uma negociação nesta quarta-feira (13).

A indefinição aumenta o risco de uma greve que ameaça a produção de chips e a economia sul-coreana, que depende da exportação.

O impasse ocorre após uma maratona de negociações mediadas pelo governo na segunda (11) e na terça-feira (12).

Funcionários da Samsung reclamam por terem recebido bônus menor do que o pago por concorrente e planejam greve a partir de 21 de maio.

A Samsung Electronics e o sindicato que representa seus funcionários na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial em uma negociação realizada nesta quarta-feira (13).

A indefinição aumenta o risco de uma greve que ameaça não apenas a produção de chips e a posição da gigante dos semicondutores, mas também a economia sul-coreana, que depende da exportação.

O impasse ocorre após uma maratona de negociações mediadas pelo governo na segunda (11) e na terça-feira (12).

Funcionários da Samsung reclamam por terem recebido bônus menor do que a SK Hynix, concorrente na fabricação de semicondutores, e planejam greve de 18 dias a partir de 21 de maio caso as suas reivindicações não sejam atendidas.

Mais de 50 mil trabalhadores podem entrar em greve, segundo alerta do sindicato. A interrupção pode atrasar entregas, aumentar ainda mais os preços de semicondutores e beneficiar concorrentes.

O representante sindical Choi Seung-ho afirmou que a Samsung rejeitou a demanda por mudanças no sistema de remuneração, que inclui a eliminação de um teto para o bônus.

Segundo ele, o sindicato não tem planos de retomar negociações antes da data da greve, mas avaliaria "uma proposta adequada" caso ela seja apresentada pela empresa.

A Samsung lamentou o fracasso das negociações e disse que vai manter um "diálogo sincero" com o sindicato para evitar o que classificou como "pior cenário possível".

O governo sul-coreano convocou uma reunião de emergência como ministros relacionados ao tema. O primeiro-ministro Kim Min-seok instruiu o governo a gerenciar a situação de perto "considerando a gravidade do impacto sobre a economia nacional".

Ele também pediu "apoio proativo para garantir que o diálogo entre o sindicato e a administração possa continuar, para que isso não leve a uma greve em nenhuma circunstância".

A Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, que atuou como mediadora, afirmou ter apresentado alternativas, mas decidiu encerrar as discussões "devido à grande divergência entre as posições de ambas as partes e ao pedido do sindicato para suspender as negociações".

A economia tem se tornado cada vez mais dependente das crescentes exportações de chips. Os semicondutores foram responsáveis por 37% das exportações do país em abril, acima dos 20% registrados no ano anterior, de acordo com dados do governo.

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Estudantes que aderirem ao Desenrola Fies ficarão proibidos de fazer apostas online, diz Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 16:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9972,06%Dólar TurismoR$ 5,2012,16%Euro ComercialR$ 5,8511,8%Euro TurismoR$ 6,1041,92%B3Ibovespa177.435 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,9972,06%Dólar TurismoR$ 5,2012,16%Euro ComercialR$ 5,8511,8%Euro TurismoR$ 6,1041,92%B3Ibovespa177.435 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,9972,06%Dólar TurismoR$ 5,2012,16%Euro ComercialR$ 5,8511,8%Euro TurismoR$ 6,1041,92%B3Ibovespa177.435 pts-1,61%Oferecido por

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (13) que estudantes que aderirem ao programa de renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Desenrola Fies, ficarão proibidos de fazer apostas online, nas chamadas bets.

A partir desta quarta, estudantes com dívidas do Fies passaram a poder renegociar o que devem. A renegociação, no âmbito da nova versão do Desenrola lançada pelo governo, deverá ser feita nos canais de atendimento da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil.

Ceron falou sobre a restrição para apostas online durante entrevista de anúncio de uma medida para conter aumento do preço da gasolina e do diesel.

A expectativa do Ministério da Educação é que mais de 1 milhão de estudantes renegociem suas dívidas.

podem participar estudantes com contratos firmados até 2017;os contratos precisam estar em fase de amortização (com pagamentos iniciados) em 4 de maio de 2026; ea negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.

nos contratos com atraso entre 90 e 360 dias, será possível obter desconto de 100% dos juros e das multas e uma redução adicional de 12% sobre o valor principal da dívida nos pagamentos à vista, ou desconto de 100% dos encargos (juros e multas) nos pagamentos parcelados em até 150 vezes;para dívidas com atraso superior a 360 dias, estudantes que não estão inscritos no CadÚnico poderão conseguir desconto de até 77% do valor total da dívida, os que estão inscritos no CadÚnico poderão ter desconto de até 99%. Nos dois casos, será preciso liquidar integralmente o saldo devedor;os estudantes com os contratos em dia ou com atrasos de até 90 dias poderão ter desconto de 12% do valor consolidado da dívida nos pagamentos à vista.

Ainda segundo as regras do programa, o não pagamento de três parcelas consecutivas ou de cinco alternadas da dívida renegociada resultará na suspensão do desconto.

Nessas situações, o valor correspondente ao desconto será reincorporado ao saldo devedor do financiamento.

De acordo com dados do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional em abril, as dívidas do Fies alcançaram R$ 90 bilhões no fim do ano passado.

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Governo anuncia medida para conter aumento do preço da gasolina e do diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%Oferecido por

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (13), mais uma Medida Provisória (MP) com o objetivo de conter a alta dos combustíveis, mais especificamente a gasolina e o diesel, produzidos no Brasil ou importados.

A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio, mas, de acordo com o governo, poderá ser estendida ao diesel. 

A proposta prevê benefício tributário aos produtores de gasolina, em valor equivalente a um percentual da Cide e do PIS/Cofins incidentes sobre o combustível. O valor será pago aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O desconto no imposto não poderá ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis. Atualmente, esses valores são:

R$ 0,89 por litro na gasolina, o que inclui PIS, Cofins e Cide; eR$ 0,35 de PIS e Cofins por litro de óleo diesel, que já teve sua tributação suspensa em março. A medida anunciada passará a valer para o diesel quando os efeitos da MP de março cessarem.

As medidas utilizarão recursos do Orçamento Geral da União. A despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel.

"Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal", justificou o governo. 

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida tem neutralidade fiscal, ou seja, não pressiona os cofres públicos.

A iniciativa ocorre em meio à paralisação, na Câmara dos Deputados, da tramitação do projeto de lei complementar que autoriza o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis. A proposta foi encaminhada pelo Executivo ao Congresso em abril.

O projeto que está parado estabelece a possibilidade de reduzir impostos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel sempre que houver aumento extraordinário da arrecadação decorrente da alta nas cotações internacionais do petróleo.

Assim, quando houver aumento de receita, o montante seria utilizado para reduzir tributos sobre combustíveis, como PIS/Cofins e Cide-gasolina.

A medida provisória anunciada agora ocorre em momento de forte pressão sobre a Petrobras, que fixa os preços dos combustíveis no Brasil.

Cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) indica uma defasagem de 39% no diesel e de 73% na gasolina em relação aos preços internacionais dos produtos.

Nesta semana, durante conferência para comentar os resultados da estatal no primeiro trimestre, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que está previsto um reajuste de preços para “já já”.

Na ocasião, ela acrescentou que a empresa e o governo já estavam trabalhando em uma medida para amenizar os efeitos do reajuste sobre a população.

Em 2023, no início do terceiro mandato do presidente Lula, a Petrobras anunciou o fim da paridade de preços do petróleo – e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel – com o dólar e o mercado internacional, que estava em vigor desde 2016.

Com a mudança, os reajustes de combustíveis passaram a evitar o repasse para os preços internos da "volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio".

Em um momento de alta nos preços do petróleo e dos combustíveis por conta da guerra no Oriente Médio, a demora no repasse aos preços internos contém a inflação no país e, também, impede um lucro maior da Petrobras.

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Brasil vai enviar informações para UE para resolver veto à carne, diz Ministério

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 14:55

Agro Brasil vai enviar informações para UE para resolver veto à carne, diz Ministério UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, e que define quais países podem continuar exportando. Se país não apresentar garantias, deixará de exportar para o bloco a partir de 3 de setembro. Por Thiago Resende, g1

A União Europeia vai detalhar quais são as exigências de importação de carne que, na visão do bloco, ainda não são cumpridas pelo Brasil.

A lista define quais países podem continuar exportando carne para o bloco a partir de 3 de setembro.

Segundo secretário, isso ficou acertado em uma reunião do governo brasileiro em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia.

Rua disse ainda que, no encontro com representantes da UE, o Brasil mostrou descontentamento com a decisão.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua disse nesta quarta-feira (13) que a União Europeia vai detalhar quais são as exigências de importação de carne que, na visão do bloco, ainda não são cumpridas pelo Brasil.

Segundo secretário, isso ficou acertado em uma reunião do governo brasileiro em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia. Nesse encontro, o embaixador do Brasil junto ao bloco, Pedro Miguel da Costa e Silva, se reuniu com representantes do órgão sanitário europeu

➡️ Contexto: a UE atualizou na terça-feira (12) a lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil. A lista define quais países podem continuar exportando carne para o bloco a partir de 3 de setembro.

"Em duas semanas, o Brasil já deve responder com as medidas que estão sendo tomadas e dando garantias de que as novas regras serão cumpridas antes do prazo", disse Rua.

De acordo com Rua, ficou decidido ainda que a União Europeia vai tratar cada produto (como carne bovina, frangos, ovos e mel) separadamente, o que acelerar o processo de resolução, avaliou.

O secretário disse ainda que, no encontro com representantes da UE, o Brasil mostrou descontentamento com a decisão. "O Brasil colocou que bons parceiros devem ser tratados como bons parceiros. E isso envolve comunicação, não ser pego de surpresa. Esse é um recado importante", destacou.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, para voltar à lista, "o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados".

"Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações", afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com as autoridades brasileiras sobre o tema.

A União Europeia proíbe os antimicrobianos que são utilizados também para crescimento dos animais, explica Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado no VBSO.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

"Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador", afirma o pesquisador.

A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que o Brasil segue "plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu" e que "o eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida".

"O setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias […]. Há, inclusive, previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão desse processo técnico."

"A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo", destacou a entidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que, com o apoio do governo, "prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia"

"É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias."

"O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos", destacou a ABPA.

O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, afirmou ao g1 que a notícia "pegou de surpresa" o setor. "Entendo que isso é algo político, visto que há uma grande pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois do acordo do Mercosul", afirmou.

"Para o mel, é totalmente descabido falar em risco de uso excessivo de antibióticos, considerando que o Brasil é o principal produtor de mel orgânico do mundo", destacou Azevedo.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abepesca), por sua vez, diz que não exporta para UE desde 2016.

A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) disse que a medida é preocupante, principalmente "considerando que o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no início deste mês".

A Frente Parlamentar da Agropecuária disse que, considerando o acordo comercial entre os dois blocos, "vê com preocupação qualquer tentativa de transformar exigências regulatórias em barreiras políticas ou comerciais contra a competitividade da produção brasileira".

A publicação da lista ocorre 12 dias após a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França.

A medida desta terça-feira não tem relação com o acordo, afirma Munhoz. A lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população.

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, e aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

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O embate sobre a carne brasileira na UE: protecionismo ou questão de saúde pública?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Agro O embate sobre a carne brasileira na UE: protecionismo ou questão de saúde pública? Bruxelas consegue satisfazer as demandas do lobby agrário europeu sem invalidar os tratados de livre comércio. A sensação é que a UE utilizou o acordo para garantir benefícios industriais, para depois fechar a porta à proteína animal brasileira. Por The Conversation Brasil

A decisão da Comissão Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026 abala os alicerces da diplomacia comercial.

Embora Bruxelas justifique a medida sob o guarda-chuva da saúde pública e do combate à resistência antimicrobiana (RAM), o cenário político sugere uma manobra desenhada para acalmar o convulso setor agrário europeu após a assinatura do acordo com o Mercosul.

A União Europeia sustenta que o Brasil descumpre as regras que exigem produtos totalmente livres de agentes antimicrobianos usados para engorda.

A resistência aos antibióticos é, sem dúvida, uma ameaça global legítima que a UE busca mitigar garantindo o uso prudente em animais. No entanto, surge uma vulnerabilidade na proporcionalidade da sanção: enquanto o Brasil é vetado, seus sócios de Mercosur — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem na lista de países autorizados.

É necessário entender que a UE não questiona apenas a presença de substâncias, mas a robustez do sistema de rastreabilidade brasileiro. O Brasil defende que possui um sistema sanitário internacionalmente reconhecido, com 40 anos de história exportadora para o bloco.

A decisão tomada ontem (12 de maio) pela Comissão Europeia, que exclui o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, abala os alicerces da diplomacia comercial.

Embora Bruxelas justifique a medida sob o guarda-chuva da saúde pública e do combate à resistência antimicrobiana (RAM), o cenário político sugere uma manobra desenhada para acalmar o convulso setor agrário europeu após a assinatura do acordo com o Mercosul.

A União Europeia sustenta que o Brasil descumpre as regras que exigem produtos totalmente livres de agentes antimicrobianos usados para engorda.

A resistência aos antibióticos é, sem dúvida, uma ameaça global legítima que a UE busca mitigar garantindo o uso prudente em animais. No entanto, surge uma vulnerabilidade na proporcionalidade da sanção: enquanto o Brasil é vetado, seus sócios de Mercosur — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem na lista de países autorizados.

É necessário entender que a UE não questiona apenas a presença de substâncias, mas a robustez do sistema de rastreabilidade brasileiro. O Brasil defende que possui um sistema sanitário internacionalmente reconhecido, com 40 anos de história exportadora para o bloco.

Todavia, a disparidade no tratamento frente aos vizinhos sugere que a medida é uma barreira técnica aplicada ao ator com maior volume de mercado, buscando um impacto macroeconômico que os outros sócios não representam.

Para compreender este veto, é imprescindível olhar para o interior das fronteiras europeias. Nos últimos anos, agricultores protestaram contra a concorrência de potências agropecuárias com menores custos de produção.

Ao vetar a carne brasileira sob uma premissa sanitária, Bruxelas consegue satisfazer as demandas do lobby agrário sem invalidar formalmente os tratados de livre comércio. O momento da proibição é chave: chega apenas 12 dias após a entrada em vigor do acordo comercial Mercosul-UE,negociado durante um quarto de século.

Para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, isso é percebido como uma “bofetada” política, dado que o mandatário investiu um capital político notável para fechar o pacto.

A sensação em Brasília é que a UE utilizou o acordo para garantir benefícios industriais, para imediatamente depois fechar a porta à proteína animal brasileira.

Se o veto entrar em vigor, as perdas serão massivas. Em 2025, o Brasil exportou para a UE mais de 370.000 toneladas de carne bovina, com valor de 1,8 bilhão de dólares.

Mas o impacto não é unidirecional. Ao eliminar o maior exportador mundial de proteína animal,a oferta na Europa cairá inevitavelmente, o que pressionará os preços para o consumidor final.

Este é um ponto crítico: a Comissão Europeia está sacrificando o poder de compra de seus cidadãos urbanos para proteger a base eleitoral do campo.

O Brasil não aceitou a decisão passivamente. O governo anunciou que apresentará seus argumentos técnicos imediatamente para reverter a medida. Além das reuniões diplomáticas, o caso tem um percurso legal claro. A legalidade do acordo Mercosul-UE e seus protocolos está sujeita à interpretação do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE).

Se o Brasil provar que seu sistema é equivalente ao europeu, a medida poderá ser catalogada como uma barreira comercial arbitrária perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O conflito transcende o sanitário. Embora a rastreabilidade seja um desafio técnico real, a severidade do veto e sua coincidência com o calendário político sugerem que a carne brasileira tornou-se moeda de troca para comprar a paz social no campo europeu.

Brasília deve agora transformar retórica em provas técnicas, enquanto a UE deverá justificar por que padrões (ou “cláusulas espelho”) aplicados ao Brasil não parecem ser tão urgentes para outros fornecedores globais.

Armando Alvares Garcia Júnior não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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Poupança para a liberdade: O que as cadernetas de escravizados revelam sobre a busca por alforria no século XIX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%Oferecido por

O Brasil completa nesta quarta-feira, 13 de maio, 138 anos da assinatura da Lei Áurea – decreto que aboliu a escravidão no Brasil. Um levantamento recente em cima de 158 cadernetas de poupança de pessoas escravizadas preservadas pela Caixa Econômica Federal mostra que a liberdade foi, em muitos casos, poupada real a real e não concedida por decreto. Real é o singular de réis, moeda da época.

A pesquisa da Caixa é uma resposta à ação do Ministério Público Federal, de 2025, que intima a Caixa a explicar o destino de poupanças de escravizados. O resultado foi o levantamento de 158 cadernetas de poupança de pessoas escravizadas, datadas entre 1861 e 1888, que funcionam como testemunhas de uma luta financeira pela liberdade.

Um marco nessas trajetórias foi o decreto nº 5.594 de 1874, que permitiu que pessoas escravizadas abrissem contas de poupança independentemente da permissão de seus senhores. Esse direito jurídico possibilitou que o "pecúlio" — o valor acumulado pelo próprio escravizado — fosse protegido e utilizado para o objetivo final: a compra da alforria.

As cadernetas mostram que a liberdade era um projeto planejado. Theobaldo, descrito como "pardo", acumulou mais de 522$300 réis entre 1875 e 1881, valor destinado integralmente a indenizar seu antigo senhor via Fundo de Emancipação.

Caso semelhante foi o de Custódia, que, após cinco anos de depósitos constantes, conseguiu retirar seu saldo para conquistar o mesmo objetivo.

Há também relatos de negociações diretas e complexas: Joanna, escravizada em Cuiabá, transferiu seu direito sobre a caderneta ao seu senhor, José da Silva Rondon, após receber sua liberdade pelo valor de 600$000 réis, o preço estipulado em sua matrícula.

Já Antonia, identificada como "cabra", retirou seu saldo de 134$100 réis apresentando fisicamente sua Carta de Liberdade à instituição, encerrando assim sua trajetória de dependência financeira.

Para além da conquista individual, as cadernetas registram histórias de solidariedade familiar. A africana liberta Izabel Viegas Muniz transferiu todo o seu saldo para o filho Manoel, ainda escravizado, visando especificamente beneficiar a liberdade dele.

Outro registro é o de Francisco das Chagas e Oliveira, que abriu uma conta com o propósito declarado de comprar a alforria de sua esposa, Thereza.

Os registros utilizam terminologias da época para reafirmar o lugar social desses indivíduos. Mais da metade dos titulares do levantamento — 55,69% — possui marcadores de cor ou origem, como "crioulo(a)", "pardo(a)", "cabra" e "africano(a)". Esses adjetivos são um exemplo de como a condição social acompanhava os poupadores dentro da própria agência bancária.

Cartas de alforria usadas para conceder liberdade aos escravos de Sorocaba — Foto: Fabrício Rocha/g1

O trabalho apresentado pela Caixa, no entanto, é considerado insuficiente por especialistas e pelo Ministério Público Federal. De acordo com pareceres de Thiago Alvarenga e da historiadora Keila Grinberg, o relatório apresenta falhas metodológicas, lacunas documentais e um recorte geográfico limitado.

Entre os principais problemas apontados estão o foco em cadernetas, ignorando os registros contábeis contínuos; o viés de sobrevivência, já que as cadernetas preservadas são, em sua maioria, as que foram liquidadas; e a omissão dos chamados "livros de contas correntes", a série documental mais robusta da época para rastrear o fluxo financeiro.

Soma-se a isso a limitação geográfica: 128 das 158 cadernetas identificadas são da província de Mato Grosso, o que é visto como pouco representativo do fenômeno nacionalmente.

Keila Grinberg observa ainda que, no final do século XIX, a população liberta nem sempre era identificada por cor ou origem nos registros, o que torna imprecisa qualquer estimativa sobre o total de poupadores com origem na escravidão.

Diante dessas críticas, o procurador Júlio Araújo determinou que a Caixa informe a composição de sua equipe e a quantidade total de livros de conta corrente em seu acervo. Também foram solicitadas visitas técnicas do Arquivo Nacional e do IPHAN para fiscalizar a preservação e organização desses documentos.

A investigação busca entender se os valores abandonados foram incorporados ao patrimônio institucional da Caixa e quais mecanismos existiam para devolução ou encerramento dessas contas após a morte dos titulares. Alvarenga argumenta que a informação de liquidação, isoladamente, não permite identificar quem realizou o saque ou qual foi o destino final dos recursos.

Como bancos ingleses lucraram com a escravidão no BrasilHistória apagou o quanto os africanos escravizados enriqueceram o Brasil, diz Laurentino GomesComo a escravidão, crime mais grave contra a humanidade, ainda impacta o Brasil e o mundo

O caso ocorre em meio ao avanço do debate global sobre reparações ligadas à escravidão. Nos últimos anos, bancos europeus e norte-americanos reconheceram vínculos históricos com o tráfico atlântico. Universidades dos Estados Unidos criaram fundos de reparação e programas voltados a descendentes de pessoas escravizadas. No Caribe, a Caricom mantém uma plataforma diplomática de reivindicação reparatória contra antigas potências coloniais.

Em 2023, o Banco do Brasil reconheceu publicamente sua responsabilidade histórica relacionada à escravidão.

Ainda assim, o Brasil nunca implementou políticas estruturadas de reparação econômica voltadas especificamente aos descendentes da população escravizada.

Entre as propostas debatidas estão a criação de fundos de memória, investimentos em políticas públicas, preservação documental e programas coletivos de reparação social.

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Outlook saiu do ar? Usuários relatam instabilidade em serviço da Microsoft

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Tecnologia Outlook saiu do ar? Usuários relatam instabilidade em serviço da Microsoft Usuários relataram instabilidade no Outlook e no Microsoft 365 nesta quarta-feira (13), com falhas de acesso e lentidão; notificações dispararam no Downdetector. Por Redação — São Paulo

Microsoft Outlook é um sistema de software de gerenciamento de informações pessoais da Microsoft — Foto: Gonzalo Fuentes/ Reuters

Usuários relataram instabilidade no Outlook e em outros serviços do Microsoft 365 — como Word, Excel e PowerPoint — nesta quarta-feira (13), com dificuldades para acessar contas, enviar mensagens e carregar a caixa de entrada.

As reclamações sobre os serviços da Microsoft cresceram nas redes sociais e em plataformas de monitoramento de falhas, indicando possíveis problemas no sistema da empresa.

Segundo o Downdetector, site que reúne relatos de instabilidade em diversos países, os problemas começaram por volta das 11h (horário de Brasília). O pico de notificações foi registrado às 11h30, com mais de 740 reclamações.

O g1 procurou a Microsoft para comentar a instabilidade, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

No X, antigo Twitter, diversos usuários recorreram às redes sociais para relatar falhas e lentidão nos serviços, principalmente no Outlook. Veja algumas publicações sobre o problema:

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Trump e Xi avaliam cortes de tarifas sobre US$30 bilhões de importações de EUA e China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 11:44

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Presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 11 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Os Estados Unidos e a China devem avançar nesta semana, ainda que lentamente, rumo a um mecanismo de comércio administrado para bens não sensíveis, com cada lado identificando cerca de US$30 bilhões em produtos sobre os quais poderiam reduzir tarifas e vender um ao outro, sem ultrapassar limites de segurança nacional.

O chamado "Conselho de Comércio" foi abordado pela primeira vez pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em março, como um acordo fundamental a ser entregue na cúpula desta semana entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

Os contornos do plano permanecem vagos, mas uma mudança importante em relação aos diálogos anteriores está clara: Washington não está mais exigindo que Pequim mude seu modelo econômico orientado pelo Estado e pela exportação para se tornar mais parecido com o modelo dos EUA, orientado pelo mercado e pelo consumidor.

Em vez disso, o esforço está concentrado em metas comerciais numéricas em setores não estratégicos, mantendo tarifas amplas e controles de exportação sobre tecnologias sensíveis à segurança nacional.

"Não se trata de uma situação em que vamos fazer com que a China mude sua forma de governar, de administrar sua economia", disse Greer à Fox Business Network na semana passada. "Tudo isso está embutido no sistema deles, mas acho que existe um mundo em que descobrimos onde podemos otimizar o comércio entre a China e os Estados Unidos para obter mais equilíbrio."

Ele comparou o mecanismo a um "adaptador" de tomada que pode ajudar a conectar dois sistemas econômicos incompatíveis.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, reuniram-se na quarta-feira por três horas em Incheon, na Coreia do Sul, para estabelecer as bases finais das propostas econômicas que Trump e Xi discutirão em Pequim. Mas as duas principais autoridades econômicas não emitiram nenhuma declaração sobre a reunião preliminar.

Quatro pessoas familiarizadas com os objetivos do governo Trump disseram que esperavam um acordo de redução de barreiras comerciais de US$30 bilhões por US$30 bilhões para lançar o novo mecanismo. Mas não está claro se algum produto específico será definido por Trump e Xi, ou se isso será alcançado em reuniões posteriores.

Ex-negociadora do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, Wendy Cutler, que dirige o Asia Society Policy Center em Washington, disse que ambos os lados "estão se unindo" em torno de uma cesta de mercadorias de US$30 bilhões a US$50 bilhões para redução de tarifas ou outras barreiras.

"A cesta não sensível é agora uma parte muito pequena de nosso comércio geral com a China. Portanto, talvez esse Conselho de Comércio comece com isso" e se expanda no futuro, disse Cutler em um fórum virtual da Asia Society na terça-feira.

O comércio bidirecional de mercadorias entre os EUA e a China diminuiu 29%, passando de US$582 bilhões em 2024 para US$415 bilhões, com o déficit comercial norte-americano caindo quase 32%, para US$202 bilhões em 2025, o menor valor em duas décadas, de acordo com dados do Departamento do Censo dos EUA.

O escritório do Representante Comercial dos EUA e o Tesouro norte-americano não quiseram comentar mais sobre o mecanismo proposto antes da cúpula em Pequim.

A China evitou usar o apelido de Conselho de Comércio e disse em março que os dois lados haviam "concordado em explorar o estabelecimento de mecanismos de trabalho para expandir a cooperação econômica e comercial", sem mais detalhes.

Com o objetivo dos EUA de aumentar as vendas de energia e produtos agrícolas para a China, as tarifas de Pequim sobre essas commodities são uma possibilidade.

A China mantém uma tarifa geral extra de 10% sobre todas as importações dos EUA, igualando a atual tarifa temporária de 10% dos norte-americanos sobre os produtos chineses.

Além dessa tarifa e das taxas pré-existentes de "nação mais favorecida", Pequim impõe tarifas retaliatórias sobre as importações dos EUA de 10% sobre o petróleo bruto, 15% sobre o gás natural liquefeito, 15% sobre o carvão e até 55% sobre a carne bovina.

Os EUA mantêm tarifas de 7,5% sobre uma série de produtos de consumo chineses impostos em 2019, no auge da guerra comercial com a China no primeiro mandato de Trump. Isso inclui televisores de tela plana, dispositivos de memória flash, alto-falantes inteligentes, fones de ouvido Bluetooth, roupas de cama e impressoras multifuncionais, além de vários tipos de calçados. A tarifa global temporária de 10% dos EUA, prevista para expirar em julho, se soma a essas taxas.

Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

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Alckmin diz que veto a carnes deve ‘se equacionar’ e defende padrão sanitário brasileiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 11:44

Política Alckmin diz que veto a carnes deve 'se equacionar' e defende padrão sanitário brasileiro Medida foi anunciada nesta terça (12) e está ligada às exigências sanitárias da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Declaração do vice-presidente foi dada durante o 4 º Congresso Abramilho, em Brasília. Por Kellen Barreto, Mariana Laboissière, g1 — Brasília

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (13) o padrão sanitário do Brasil e afirmou acreditar que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia deve se "equacionar".

A fala de Alckmin ocorreu durante o 4 º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília.

Alckmin ressaltou os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês), Suíça, Noruega, e Islândia e com a União Europeia (UE).

A decisão da União Europeia de barrar a importação de carne bovina brasileira abriu uma nova frente de tensão entre o bloco europeu e o agronegócio brasileiro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (13) o padrão sanitário do Brasil e afirmou acreditar que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia (UE) deve "se equacionar".

O veto foi anunciado nesta terça (12) e está ligado às exigências sanitárias da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

A fala de Alckmin ocorreu durante o 4 º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília.

"Tivemos, com os Estados Unidos, o tarifaço, mas está bem equacionado, bem encaminhado e temos ainda a seção 301 [investigação comercial dos EUA] que nos preocupa, mas, nesses 30 dias agora, vão ter reuniões importantes entre os representantes do Brasil e dos EUA", afirmou.

Alckmin ressaltou os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês), Suíça, Noruega, e Islândia e com a União Europeia (UE).

RELEMBRE: Governo recebe com 'surpresa' veto a carnes brasileiras pela UE e tentará reverter decisão

"Estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado e, claro, que tinha uma resistência na União Europeia e, principalmente, um receio do acordo com a questão do agro", mencionou.

Alckmin ponderou, contudo, que o pacto está "bem formatado" com salvaguardas para os dois lados.

"Entrou em vigência provisória a partir de 1º de maio e acho que essa questão vai se equacionar. Até como colocou bem o ministro André de Paula, nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal, como proteína vegetal", prosseguiu.

A decisão da União Europeia de barrar a importação de carne bovina brasileira abriu uma nova frente de tensão entre o bloco europeu e o agronegócio brasileiro.

Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes sobre o controle de substâncias utilizadas na criação animal.

Dessa forma, UE publicou uma atualização da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil.

➡️ A lista define quais países cumprem as normas sanitárias do bloco e poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

O governo brasileiro, porém, rebateu a avaliação e afirmou que o país adota padrões sanitários reconhecidos internacionalmente.

Em resposta, o governo afirmou ter recebido a decisão “com surpresa” e informou que pretende atuar diplomaticamente para tentar reverter o veto antes da entrada em vigor das restrições, prevista para 3 de setembro.

A medida atinge também produtos como por exemplo, carne de frango, ovos, mel e pescados, mas a principal preocupação está na carne bovina por ser um dos itens de maior valor agregado exportados pelo Brasil.

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Opep reduz previsão de crescimento de consumo global por petróleo em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9290,67%Dólar TurismoR$ 5,1140,44%Euro ComercialR$ 5,7710,4%Euro TurismoR$ 6,0010,2%B3Ibovespa179.586 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,9290,67%Dólar TurismoR$ 5,1140,44%Euro ComercialR$ 5,7710,4%Euro TurismoR$ 6,0010,2%B3Ibovespa179.586 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,9290,67%Dólar TurismoR$ 5,1140,44%Euro ComercialR$ 5,7710,4%Euro TurismoR$ 6,0010,2%B3Ibovespa179.586 pts-0,42%Oferecido por

A Opep reduziu nesta quarta-feira (13) sua previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026.

O grupo vê um impacto menor sobre a demanda do que a IEA, que, mais cedo, aumentou sua estimativa de queda no consumo de petróleo neste ano.

A Opep afirmou que o consumo deve se recuperar mais adiante e elevou sua previsão de crescimento da demanda para 2027.

A guerra fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma rota global estratégica para o petróleo, reduzindo milhões de barris da produção do Oriente Médio e provocando uma disparada nos preços dos combustíveis.

Opep reduz previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Opep reduziu nesta quarta-feira (13) sua previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026, juntando-se a outras instituições, como a Agência Internacional de Energia (IEA), que também cortaram suas expectativas devido à guerra com o Irã.

A demanda global deve ficar, em média, em 104,57 milhões de barris por dia no segundo trimestre, abaixo da previsão de 105,07 milhões de barris por dia divulgada no mês passado.

O relatório anterior já havia reduzido a estimativa para o segundo trimestre em 500 mil barris por dia.

O grupo vê um impacto menor sobre a demanda do que a IEA, que, mais cedo, aumentou sua estimativa de queda no consumo de petróleo neste ano. A Opep afirmou que o consumo deve se recuperar mais adiante e elevou sua previsão de crescimento da demanda para 2027.

A guerra fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma rota global estratégica para o petróleo, reduzindo milhões de barris da produção do Oriente Médio e provocando uma disparada nos preços dos combustíveis.

A alta está afetando consumidores e empresas, além de levar governos a adotarem medidas para preservar os estoques.

“O crescimento econômico global continua mostrando resiliência neste ano, apesar das tensões geopolíticas, particularmente no Oriente Médio”, afirmou a Opep, mantendo inalteradas suas previsões para o crescimento da economia.

Para 2027, a Opep espera que a demanda por petróleo aumente em 1,54 milhão de barris por dia, alta de 200 mil barris por dia em relação à previsão anterior.

A Opep+, grupo que reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia, havia concordado em retomar os aumentos de produção a partir de abril, mas o fechamento do Estreito de Ormuz tornou impossível cumprir o acordo. O relatório afirmou que a produção caiu ainda mais em abril.

A produção de petróleo bruto da Opep+ ficou em média em 33,19 milhões de barris por dia em abril, queda de 1,74 milhão de barris por dia em relação a março, segundo o relatório, que cita fontes secundárias usadas pela Opep para monitorar sua produção.

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