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Jogo de investigação criminal vira febre e rende R$ 100 mil por mês a casal

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Jogo de investigação criminal vira febre e rende R$ 100 mil por mês a casal Marina Lamim e Lucca Marques investiram R$ 10 mil para criar um jogo que simula investigação criminal, com dossiês, documentos e até um 'delegado virtual' para validar respostas. Por Pegn — São Paulo

Você já se pegou tentando adivinhar quem é o assassino em um livro ou filme policial? Foi justamente a paixão por mistérios que levou um casal carioca a transformar o hobby em um negócio de sucesso, e que hoje fatura cerca de R$ 100 mil por mês.

Marina Lamim e Lucca Marques são os criadores de um jogo de investigação criminal que vem conquistando fãs por todo o Brasil.

A ideia nasceu de forma inusitada: o pedido de namoro. Lucca, engenheiro de produção e apaixonado por desafios, decidiu surpreender Marina com uma proposta diferente. Criou um jogo personalizado, com pistas e enigmas, que a levava a descobrir, passo a passo, o desfecho da história — que terminava com um anel e uma flor.

“Eu queria impressionar a Marina de alguma forma, fazer algo inteligente e divertido. Sabia que ela ia ficar ansiosa para resolver”, conta Lucca. A surpresa deu tão certo que virou inspiração para o primeiro protótipo do jogo.

Apaixonados por jogos de tabuleiro, Marina e Lucca buscavam uma experiência mais imersiva, algo que realmente os colocasse no papel de detetives. Como não encontraram nada parecido no mercado brasileiro, decidiram criar o próprio jogo.

"A gente pensou: e se a gente fizesse algo melhor? Mais difícil, mais divertido?", lembra Lucca.

O casal investiu R$ 10 mil no projeto inicial e passou semanas testando o jogo com amigos e familiares.

Marina, que cuida da parte visual, também foi uma das primeiras jogadoras. “Mesmo tendo participado da criação, eu precisava jogar para dar feedback. A gente contou com mais de 40 pessoas para testar e ajustar o nível de dificuldade”, explica.

O objetivo era criar um jogo acessível para todas as idades, sem restrições, e que pudesse ser jogado em família. “Queríamos algo que crianças, adultos e idosos pudessem jogar juntos”, diz Marina.

Casal fatura R$ 100 mil por mês ao vender jogo de investigação criminal — Foto: TV Globo/ Reprodução

A experiência começa com a entrega de dois envelopes recheados de pistas. Dentro deles, o jogador encontra desde jornais fictícios até cadernos de suspeitos, documentos e depoimentos. Tudo é feito à mão pelo casal, com atenção aos mínimos detalhes.

“Você recebe um dossiê como se fosse um caso real. Vai lendo as mensagens, analisando documentos, tentando entender o que aconteceu. Pode ser um assassinato, um roubo, um golpe. E o desafio é descobrir quem foi o culpado”, explica Marina.

Para ajudar na investigação, os jogadores contam com um “delegado virtual” — uma inteligência artificial desenvolvida pelo casal.

O personagem interage por meio de um aplicativo de mensagens, valida respostas e dá dicas quando o jogador se sente perdido. “É como se fosse um protocolo de investigação. Se você não sabe o que fazer, pergunta para o delegado e ele te orienta”, diz Lucca.

A aposta deu certo. O casal começou vendendo duas unidades por dia. Hoje, são cerca de 80 jogos vendidos diariamente, com preços a partir de R$ 54,90. O faturamento mensal já chega aos R$ 100 mil.

"A gente viu que existiam jogos assim lá fora, mas nada com a nossa cara. Então decidimos criar histórias ambientadas no Brasil, com personagens e contextos que o público daqui reconhece (…) a gente pensa em tudo: desde a qualidade do papel até a experiência emocional que o jogo vai proporcionar. O que eu gostaria de receber em casa se estivesse pagando por isso", completa Marina.

📍 Av. Brigadeiro Faria Lima, 2369, Conj. 1102 – Jardim Paulistano – São Paulo/SP – CEP: 01452-922📞 (21) 97475-1486 | (21) 99474-5236📧 suporte@sobinvestigacao.com🌐 sobinvestigacao.com📁 Instagram: @sob.investigacao📘 Facebook: facebook.com/people/Sob-Investigação-jogos-e-casos/61574540213867

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Espetinho de piaba viraliza nas redes e aumenta faturamento de restaurante em 75%

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Espetinho de piaba viraliza nas redes e aumenta faturamento de restaurante em 75% Pedido inusitado de cliente nas redes sociais virou carro-chefe do negócio, que hoje vende até 70 espetinhos por noite e prepara expansão com nova unidade. Por Pegn — São Paulo

Um prato típico da memória afetiva maranhense virou oportunidade de negócio para o casal Paulo e Rayna Medeiros. A receita, que nasceu por acaso após um post nas redes sociais, transformou o espetinho de piaba no carro-chefe do restaurante da família em São Luís, no Maranhão.

🐟 Espetinho de piaba é um tira-gosto popular em regiões do Nordeste e do Norte do Brasil, feito com pequenos peixes de rio fritos, temperados e servidos no espeto.

Tudo começou quando Paulo decidiu fritar algumas piabas para o próprio jantar e compartilhou a foto online. Uma cliente logo respondeu: “Se tiver piaba no restaurante, vou virar freguesa fiel”. O casal atendeu ao pedido e, em apenas 20 minutos, todos os espetos preparados se esgotaram.

O sucesso foi imediato. Hoje, o restaurante vende em média 50 a 70 espetinhos de piaba por noite – o que significa cerca de 1.680 peixinhos servidos por semana. “O espetinho de piaba foi o nosso divisor de águas. Abriu portas e trouxe novos clientes", lembra Paulo.

No restaurante, a piaba passa por um processo tradicional: é limpa, salgada e deixada para secar ao sol antes de chegar à cozinha. Na hora de servir, o peixe é frito e acompanhado de guarnições que valorizam o sabor regional. O espetinho completo sai por R$ 24.

O prato também impulsionou a nostalgia de clientes da terceira idade, que se emocionam ao relembrar a infância e as dificuldades de outros tempos. “A piaba veio para melhorar a nossa vida e também a de outras famílias que hoje conseguem triplicar a renda", conta o empreendedor.

O impacto no faturamento foi expressivo: a novidade fez o restaurante crescer 75%, movimentando não só os negócios da família, mas também a renda de fornecedores locais, que agora entregam grandes quantidades de peixe. Atualmente, três famílias do interior se unem para atender à demanda.

Como um espetinho de piaba viralizou e aumentou em 75% o faturamento de restaurante no Maranhão — Foto: Reprodução/PEGN

Paulo aprendeu a cozinhar observando a mãe, que mantém um negócio há 25 anos ao lado do restaurante do filho. “Aprendi muito com ela. Hoje estou aqui devido ao esforço e carisma dela”, diz o empreendedor.

Com investimento inicial de R$ 10 mil, Paulo Medeiros está há 11 anos no setor e viu no delivery um diferencial: 65% das vendas vêm das entregas, que chegam a 200 pedidos por fim de semana.

Para dar conta da demanda, o restaurante conta com oito funcionários fixos, sete rotativos e até cinco motoboys por noite. “O presencial é bom, mas hoje nosso foco é o delivery”, afirma.

O sucesso do espeto de piaba viralizou nas redes sociais, motivando a abertura de uma segunda unidade, com investimento de R$ 150 mil, para atender melhor os moradores e visitantes da capital maranhense.

Para Paulo, o segredo do crescimento é simples: reinventar-se constantemente. “No mercado de alimentação, não dá para ser só mais um. É preciso se reinventar todos os dias e buscar fazer a diferença”, completa.

Como um espetinho de piaba viralizou e aumentou em 75% o faturamento de restaurante no Maranhão — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Av. Alarico Pacheco – Terceiro Conjunto, Cohab Anil📍 Filial: Av. 04, Quadra 11, nº 1000 C – Chácara Itapiracó📍 São Luís/MA📞 (98) 98803-9425 / (98) 98569-2786📧 rayna.bianca@gmail.com📘 Facebook: @espetinhoacasaenossa📱 Instagram: @espetinhoacasaenossa

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Loja, hotel e serviços estéticos para coelhos: empreendedora transforma paixão pelos animais em negócio de sucesso

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Loja, hotel e serviços estéticos para coelhos: empreendedora transforma paixão pelos animais em negócio de sucesso Com investimento inicial de apenas R$ 100, Márcia Milczuk viu sua paixão pelos coelhos se transformar em um empreendimento que já cresceu 400% em dois anos. Por Pegn — São Paulo

Márcia Milczuk começou a cuidar de coelhos em casa e percebeu que não havia, no mercado brasileiro, opções suficientes para alimentação, higiene e bem-estar da espécie.

Hoje, com loja própria, hotel especializado e até serviços de estética e tosa, ela atende clientes de diversos estados.

Branquinha e Bolinha são os coelhos de estimação da Aline, uma tutora que, assim como muitos, enfrentou dificuldade para encontrar produtos e serviços especializados para seus pets. A solução veio de uma empreendedora apaixonada por esses animais: Márcia Milczuk.

O que começou com um único coelho doado, chamado Fumaça, virou uma paixão avassaladora. Em pouco tempo, Márcia chegou a cuidar de 73 coelhos em casa e percebeu que não havia, no mercado brasileiro, opções suficientes para alimentação, higiene e bem-estar dessa espécie.

Com apenas R$ 100, ela iniciou a venda de ração e feno em sacolinhas de supermercado. Hoje, com loja própria, hotel especializado e até serviços de estética e tosa, ela atende clientes de diversos estados.

O negócio, que começou pequeno, já cresceu entre 300% a 400% nos últimos dois anos. Além de ração e feno, cujas quantidades vendidas chegam a somar 1,2 tonelada por mês, a loja oferece brinquedos, roupas e cuidados veterinários, em parceria com especialistas em animais silvestres.

Já o hotel recebe até 100 coelhos, em um ambiente pensado para o conforto e o bem-estar dos hóspedes, com direito a rotina de alimentação, petiscos de camomila e espaços individuais para evitar estresse.

A empreendedora também aposta na imagem dos próprios coelhos, Bruno e Charlotte, que se tornaram estrelas da marca e sucesso nas redes sociais.

De olho no futuro, Márcia planeja expandir com franquias e ampliar a presença em feiras do setor pet. “Minha dica é simples: vá sem medo. Se você ama o que faz, o negócio floresce naturalmente”, afirma.

Mulher transforma paixão por coelhos em negócio: loja, hotel e serviços exclusivos — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Rua Lupionópolis 630 -Loja 3 – Sítio Cercado – Curitiba/PR – CEP: 81925 260📞 Telefone: (41) 999532165📧 Email: casinhadoscoelhos@gmail.com📱 Instagram: @casinhadoscoelhos

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Entenda por que brasileiros estão bebendo menos e quais os impactos para a indústria

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Empreendedorismo Entenda por que brasileiros estão bebendo menos e quais os impactos para a indústria Jovens de 18 a 34 anos puxaram o aumento da abstinência, abrindo espaço para novas tendências em bares e indústria. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

64% dos adultos afirmaram não beber em 2025, um avanço expressivo em relação aos 55% registrados em 2023.

Entre os mais jovens, a mudança é ainda mais acentuada. A abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos e de 47% para 61% no grupo de 25 a 34.

O álcool perdeu o papel de símbolo social entre os mais novos, que preferem investir tempo e energia em experiências ligadas à saúde, bem-estar e estabilidade emocional.

O segmento de cervejas sem álcool é o que mais cresce no país, com desempenho anual três vezes superior ao das cervejas tradicionais.

A Ambev, maior cervejaria do país, tem acompanhado de perto a virada de comportamento dos consumidores e ampliado o portfólio de produtos com teor alcoólico reduzido.

Uma nova pesquisa Ipsos-Ipec, realizada a pedido do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), confirma um movimento que já aparecia no comportamento cotidiano de milhões de brasileiros: 64% dos adultos afirmaram não beber em 2025, um avanço expressivo em relação aos 55% registrados em 2023.

Entre os mais jovens, a mudança é ainda mais acentuada. A abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos e de 47% para 61% no grupo de 25 a 34 anos.

Esses números ajudam a explicar histórias como a de Gabrielle Ribeiro, que aos 23 anos decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas. Reuniu todas as garrafas que tinha em casa e as colocou dentro de um saco de lixo.

A influenciadora digital trocou as festas por noites de sono, os dias de ressaca por trilhas matinais e os copos de drinks por suplementos. Perdeu 16 quilos, passou a economizar até R$ 300 por semana e, de quebra, conquistou milhares de seguidores ao compartilhar a sua história nas redes sociais.

“Parar de beber foi a melhor coisa que eu fiz por mim. É mais interessante acordar no domingo e postar foto de uma medalha de corrida do que ficar com aquela ressaca moral”, conta.

Há quase um ano, Gabrielle Ribeiro decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas por conta da saúde — Foto: Gabrielle Ribeiro

Gabrielle não está sozinha na decisão de não ingerir bebidas alcoólicas. Rayane Moreira, que afirma nunca ter se identificado com o álcool, diz que cresceu vendo os conflitos que a bebida causava em casa.

“Como é que eu vou beber para espairecer e trazer problemas para dentro de casa?”, questionava ainda na adolescência. Mesmo depois de deixar a religião que proibia o consumo, ela manteve a decisão de não beber. Hoje, em encontros sociais, prefere sucos, água ou drinks sem álcool — os chamados mocktails.

Histórias como as de Rayane e Gabrielle mostram um comportamento que tem sido mais frequente em gerações mais novas — e que tem mexido no mercado: os brasileiros estão bebendo menos e, quando bebem, consomem com mais critério.

Os dados também reforçam essa mudança no perfil do consumidor: o número de pessoas que ingerem bebida alcoólica uma vez por semana ou a cada quinze dias caiu 6 pontos percentuais na comparação com 2023. Entre quem ainda bebe, 39% consomem de uma a duas doses por ocasião.

Abaixo, entenda por que o país está bebendo menos, como esse comportamento aparece na vida das pessoas e de que forma o mercado se reorganiza para atender o novo consumidor brasileiro.

A geração Z é a que menos consome álcool. Dados de uma pesquisa da MindMiners feita com 3 mil pessoas indicam que, entre os jovens da geração, de 16 a 30 anos, apenas 45% afirmam beber.

O álcool perdeu o papel de símbolo social entre os mais novos, que preferem investir tempo e energia em experiências ligadas à saúde, bem-estar e estabilidade emocional.

58% dizem simplesmente não ter interesse;34% não gostam do sabor;30% preferem evitar os efeitos físicos e emocionais da bebida;19% citam a busca por qualidade de vida;17% mencionam razões religiosas.

O levantamento da MindMiners também relaciona a queda de consumo a questões financeiras. Entre os motivos apontados pelos jovens para reduzir o consumo, aparecem frases como: "Estou gastando muito dinheiro" e "Menos gasto com bebidas".

Além disso, a geração Z tem menor renda disponível, o que influencia diretamente a frequência e o volume de consumo.

De maneira geral, a mudança no comportamento dos consumidores não necessariamente representa uma ameaça à indústria de bebidas, mas sim uma reconfiguração do mercado, impulsionada por consumidores mais exigentes, moderados e abertos à experimentação.

Dados da Nielsen, por exemplo, indicam que o segmento de cervejas sem álcool é o que mais cresce no país, com desempenho anual três vezes superior ao das cervejas tradicionais.

Mesmo entre quem ainda consome álcool, há sinais de mudança: 41% dos entrevistados disseram ter alterado a frequência de consumo no último ano, e 43% pretendem reduzir ainda mais, motivados principalmente por saúde e questões econômicas, segundo dados da MindMiners.

🍸 Outro indicativo importante da mudança no perfil de consumo é a prática que ficou conhecida como "zebra stripe" — que é quando o consumidor alterna entre bebidas com e sem álcool. A prática, segundo especialistas, tem ganhado força no mercado, especialmente entre os jovens.

"A pessoa vai intercalando e, no final da noite, tomou seis cervejas, mas só três tinham álcool (…) isso permite prolongar o tempo de consumo sem perder o controle, reforçando a ideia de equilíbrio, que não significa restrição total, mas moderação consciente", explica o diretor de estratégia da Ambev, Gustavo Castro,

Além da moderação, o baixo consumo tem impulsionado a valorização da experiência e da qualidade.

Os consumidores estão dispostos a pagar mais por bebidas premium, que oferecem sabor, sofisticação e identidade.

"A busca por rótulos premium, como os uísques single malt (que cresceram 10% nos últimos três anos), mostra que o prazer está menos na embriaguez e mais na descoberta sensorial, se tornando até mesmo um hobby", afirma Maurício Porto, proprietário do bar Caledonia.

Na outra ponta dessa transformação estão as empresas, que viram na moderação uma oportunidade de ouro.

A Ambev, maior cervejaria do país — com faturamento anual em torno de R$ 77 bilhões —, tem acompanhado de perto a virada de comportamento dos consumidores e ampliado o portfólio de produtos com teor alcoólico reduzido.

O diretor de estratégia e insights, Castro, diz que o segmento de cervejas sem álcool da companhia cresceu 15% em volume de vendas no segundo trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior, e deve crescer cinco vezes mais rápido que o das cervejas tradicionais até 2028.

Marcas como Bud Zero, Corona Cero, Stella Pure Gold e Brahma Zero têm ganhado protagonismo e hoje estão entre as mais estratégicas para o futuro da Ambev.

A Corona Cero, em especial, simboliza bem essa nova fase: lançada no Brasil em 2022, ela é a primeira cerveja do mundo com infusão de vitamina D e apenas 51 calorias, unindo o sabor da cerveja à tendência de produtos associados ao bem-estar e à saúde.

A Diageo, gigante global de destilados premium, também reforçou seu movimento estratégico. Em setembro de 2024, a empresa comprou a marca de bebidas sem álcool Ritual Zero Proof, expandindo seu portfólio e consolidando sua liderança no mercado de destilados sem álcool nos Estados Unidos.

Por ora, o rótulo não está disponível no Brasil e há uma razão para isso: segundo a própria empresa, o consumidor brasileiro valoriza mais marcas já conhecidas e tende a experimentar versões 0.0 de bebidas familiares, em vez de marcas inéditas.

Exemplo disso é a Tanqueray 0.0%. A novidade mantém o perfil de sabor e os botânicos do gin tradicional, marca mais famosa da Diageo, mas sem álcool.

A empresa também investe em formação profissional, e mantém parcerias com bares que ditam tendências, ajudando a desenvolver novos cardápios e técnicas de coquetelaria.

O bar Caledonia também vê oportunidade nessa mudança de consumo. Originalmente dedicado à cultura do uísque, o bar se reinventou para acompanhar a crescente demanda por coquetéis sem álcool.

Maurício observa que a mudança não se dá por abstinência total, mas por uma escolha consciente de beber menos e melhor. Para ele, o maior desafio na criação de mocktails é simular a sensação do álcool — não necessariamente o sabor, mas a complexidade e a estrutura que ele confere à bebida.

Para isso, o bar investe em técnicas avançadas como clarificação, infusão de especiarias e uso de ingredientes sofisticados, como xaropes, soluções salinas e até salmoura de azeitona.

Hoje, o Caledonia oferece cinco opções de coquetéis sem álcool, que não se limitam a versões doces ou simplificadas.

“Não é porque ele é um drink não alcoólico que ele tem que ser um negócio doce de grudar o paladar. Paladar infantil e não alcoólico não são a mesma coisa”, pontua Maurício. A proposta é criar bebidas que sejam gostosas e complexas por si só, sem a pretensão de imitar os alcoólicos.

A evolução da carta de mocktails começou com o "Ginger Lemonade", inspirado no clássico Dark & Stormy, e ganhou força após um campeonato promovido pela Monin, fabricante de xaropes premium.

Em 2023, dois novos coquetéis foram incorporados, e em 2024, mais dois foram criados para ampliar a diversidade da oferta. O sucesso é evidente: há dias em que o estoque de mocktails se esgota, como aconteceu com o "Oliver Twist", que vendeu 50 unidades em um único dia.

Maurício vê essa transformação como parte de um movimento maior, em que o ato de beber se torna um hobby.

“Você não tá bebendo pra ficar doidão. Você tá bebendo pra entender um negócio, pra descobrir”, resume.

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Casa na árvore, estúdio de tatuagem e kombi conversível: como hostel faturou quase R$ 4 milhões em um ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casa na árvore, estúdio de tatuagem e kombi conversível: como hostel faturou quase R$ 4 milhões em um ano Empreendimento oferece aulas de yoga todas as manhãs, passeios de barco e de Kombi, além de festas e eventos todas as noites. Por Pegn — São Paulo

O Hostel da Vila, eleito "o melhor hostel do mundo" em 2023 pelo Hoscars Awards — prêmio anual promovido pelo Hostelworld, uma das maiores plataformas de reservas de hostels do mundo — tem chamado a atenção de turistas e viajantes.

Felipe Gamba, o empreendedor por trás do sucesso, chegou a viajar por mais de 65 países antes de se estabelecer em Ilha Bela, onde fez a primeira unidade do empreendimento. A segunda, localizada em Paraty e Ilha Grande, no Rio de Janeiro, é uma escuna-hostel itinerante com capacidade para 26 hóspedes.

"Eu estava buscando realmente um novo sentido para vida. Depois de você dar uma volta ao mundo, você acaba ficando um pouco enjoado da vida normal", explicou.

Durante suas viagens, o empreendedor percebeu que, enquanto os hostels eram populares no exterior, no Brasil ainda havia preconceito. Foi aí que ele viu uma oportunidade de inovar.

Parte do que garantiu o sucesso do empreendedor foi a aposta nos diferenciais: além das acomodações inusitadas, que vão desde casas em árvores, Kombis e até "yurt", que são cabanas tradicionais da Ásia Central, o lugar também oferece um bar próprio, coworking, estúdio de tatuagem e uma série de atividades para os hóspedes.

A variedade não só faz os hóspedes voltarem para experimentar novos ambientes, mas também rende fotos incríveis para as redes sociais. Tudo isso fez com que o Hostel da Vila faturasse quase R$ 4 milhões em um ano.

Além dos tradicionais quartos coletivos, existem hospedagens para casal em formato de veleiro, trailer e até de farol – escolhido por Felipe Ramos para sua primeira experiência em um hostel.

“Nosso principal objetivo é fazer as pessoas se conhecerem, interagirem, trocarem conhecimentos, culturas e novas ideias. Temos aulas de yoga todas as manhãs, passeios de barco e de Kombi, e festas e eventos todas as noites.”

Hostel localizado em Ilhabela (SP) foi considerado o 'Melhor do Mundo' em 2023 — Foto: Hostel da Vila/ Arquivo Pessoal

Endereço: Rua São Benedito, 202, Centro – Vila Ilhabela/SP – CEP: 11630-000 Recepção e atendimento: (12) 3896-2096Central de Vendas: (12) 98142-9140Site: www.hosteldavilailhabela.com.br Instagram: www.instagram.com/hosteldavilailhabela

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Cookies por até R$ 53 e só delivery: a doceria da campeã do MasterChef que gerou debate sobre salários

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Trabalho e Carreira Cookies por até R$ 53 e só delivery: a doceria da campeã do MasterChef que gerou debate sobre salários Criada pela chef Isa Scherer, a Scherbi’s não possui lojas físicas e viralizou após críticas a uma vaga de R$ 1,8 mil para auxiliar de cozinha. Por Redação g1, g1 — São Paulo

A Scherbi’s, doceria criada pela chef Isa Scherer, campeã do MasterChef Brasil 2021, conquistou o público operando apenas por delivery.

Com menos de um ano de funcionamento, a marca já tem alta demanda, produtos que se esgotam em poucas horas e doces que chegam a R$ 53.

A empresa ganhou ainda mais visibilidade após a repercussão negativa de uma vaga para auxiliar de cozinha com salário de R$ 1,8 mil, divulgada em maio.

Isa afirmou que o valor estava de acordo com a legislação trabalhista e a convenção coletiva, e que a versão do anúncio que circulou não mostrava os benefícios incluídos.

A repercussão de uma vaga para auxiliar de cozinha nas redes sociais colocou os holofotes sobre a Scherbi’s, marca criada pela chef Isa Scherer, campeã do MasterChef Brasil 2021. Com menos de um ano de funcionamento, a doceria não possui lojas físicas e chamou atenção pelos resultados — e pelos preços cobrados nos docinhos. (Veja mais abaixo)

A polêmica vaga de emprego foi divulgada em maio deste ano, apenas dois meses após a inauguração da marca, e repercutiu nas redes por conta das condições oferecidas: jornada das 14h às 22h, trabalho aos finais de semana e feriados e um salário de R$ 1,8 mil.

Muitos internautas questionaram se o valor era compatível com as exigências do cargo. A empresa explicou que a publicação viral estava incompleta, pois os benefícios não apareciam na imagem compartilhada.

Isa Scherer reforçou que a Scherbi's segue todas as normas da legislação trabalhista e que a vaga foi criada com apoio de uma consultoria especializada.

A marca foi criada há menos de dez meses. A operação começou em pré-lançamento no fim de janeiro e foi aberta oficialmente ao público em março. Sem loja física, a doceria atende exclusivamente por delivery.

Antes da abertura oficial, a marca já viralizava com publicações espontâneas de clientes. Em março, um post sobre o brownie ultrapassou 1,4 milhão de visualizações no X (antigo Twitter) e fez o produto esgotar em menos de uma hora.

Em apenas três semanas, a empresa atingiu o ponto de equilíbrio — chamado pelo mercado de breakeven, que é quando as receitas cobrem os custos —, e registrou um aumento de mais de 400% nos pedidos em relação ao primeiro dia.

À época, Isa já planejava ampliar a equipe, melhorar a estrutura de produção e manter a operação das 10h às 22h. A abertura de uma loja física também estava nos planos.

O produto mais famoso da Scherbi's é o cookie, vendido a R$ 21,50 a unidade, com sabores como doce de leite com missô e gergelim e cacau com cupuaçu, dragê e limão-siciliano. Há também combos com seis unidades (R$ 116) e quatro unidades (R$ 82,70).

O cardápio traz ainda fatias de bolo (R$ 21,50), tortas — a de limão custa aproximadamente R$ 43 — e uma versão com mini pedaços de cookie, vendida a R$ 53 (100 gramas).

Filha do ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, Isa ficou conhecida na TV por sua atuação em Malhação – Viva a Diferença e, em 2019, lançou a marca de roupas Serê.

Dois anos depois, venceu o MasterChef Brasil com um cardápio totalmente vegano, entrando para a lista da Forbes Under 30 na categoria Gastronomia.

Hoje, a chef compartilha conteúdos sobre culinária, moda e maternidade com seus 2 milhões de seguidores no Instagram. Um dos vídeos mais virais da chef foi um unboxing de uma bolsa Hermès Mini Kelly, avaliada em cerca de R$ 165 mil.

Vaga era para auxiliar de cozinha publicada pela Scherbi’s, doceria fundada pela chef Isa Scherer — Foto: Redes sociais/ Reprodução

A vaga para auxiliar de cozinha publicada pela Scherbi’s em maio só viralizou recentemente. Entre os principais comentários, internautas criticaram a jornada de trabalho, o valor da remuneração e a falta de informações sobre benefícios.

A empresa esclareceu que os benefícios existiam, mas não apareciam no print que circulou nas redes sociais, e reforçou que todas as práticas seguem a legislação trabalhista.

A vaga foi publicada antes da atualização da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2027, que define pisos salariais para bares e restaurantes em São Paulo. Desde julho, os pisos variam entre R$ 1.804 e R$ 2.360, dependendo dos benefícios oferecidos.

Segundo a Fhoresp, os R$ 1,8 mil podem estar dentro do piso, considerando a data e o enquadramento da empresa. Além disso, o custo real para o empregador é cerca de R$ 3.600, incluindo encargos, férias e 13º.

A CCT também prevê benefícios como vale-transporte, vale-refeição, seguro de vida e assistência odontológica, além de regras para jornada, compensação e pagamento em dobro para domingos e feriados não compensados.

Em nota, a Scherbi’s reafirmou que todas as práticas seguem integralmente a legislação trabalhista e normas coletivas, e que o objetivo é crescer de forma sustentável, ampliando benefícios e oportunidades.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Toyota estreia van no Brasil e busca conquistar empreendedores

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Especial Publicitário Toyota estreia van no Brasil e busca conquistar empreendedores Toyota Hiace aposta em força, conforto e economia para ganhar o mercado. Por Toyota

Depois de 58 anos de história e mais de 6 milhões de unidades vendidas em 150 países, a Toyota estreia no Brasil sua van comercial: a Hiace (lê-se: rái-eice). O modelo chega com a missão de se tornar uma aliada de quem move o país com o próprio trabalho: empreendedores, transportadores, motoristas escolares e empresas que dependem da mobilidade para crescer.

Essa conexão entre marca e empreendedorismo ganhou vida no quadro Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que apresentou um test drive especial com a motorista Merck Conegundes, referência no transporte escolar há quase 50 anos. No vídeo, ela leva a equipe do programa em um passeio por São Paulo a bordo da nova van da Toyota, com o olhar experiente sobre o que realmente importa quando o assunto é transporte de pessoas: conforto, segurança e confiança.

Ao longo da conversa, Merck resume o que milhares de empreendedores vivem no dia a dia: é preciso ter conforto para passar horas a fio dentro do veículo e, principalmente, é preciso confiar que ele não vai te deixar na mão. "A preocupação é na hora de transportar as crianças, porque não pode quebrar", diz a motorista.

É justamente para esse público que precisa rodar todos os dias sem surpresas que a Toyota traz sua tradição de confiabilidade ao segmento de vans. A Hiace nasce com o mesmo DNA de força que fez da marca uma das mais respeitadas no transporte comercial em todo o mundo.

Com motor 2.8 turbo diesel da família Hilux, câmbio automático de seis velocidades e tração traseira, a Hiace combina força, precisão e desempenho: atributos essenciais para quem transporta com responsabilidade. Por um lado, sua força, permite enfrentar diferentes tipos de terreno sem abrir mão da estabilidade, por outro, seu tamanho ideal permite trafegar por ruas estreitas e fazer curvas fechadas com toda segurança. Para quem vive do volante, é o tipo de confiança que se traduz em tranquilidade no dia a dia e em eficiência para o negócio.

Mas a rotina de quem dirige por longas horas exige mais do que potência: exige conforto. E esse é outro ponto que a Hiace eleva a um novo patamar. Com lugar para 15 passageiros, além do motorista, a van tem posição de dirigir semelhante à de um automóvel, bancos traseiros reclináveis, espuma de alta densidade e saídas de ar-condicionado individuais: tudo projetado para cuidar de quem passa o dia ao volante.

Além da força e do conforto, a Hiace também se destaca pelo baixo custo de propriedade: um dos pilares mais valorizados por quem empreende. As três primeiras revisões gratuitas*, a ampla disponibilidade de peças e a garantia de até dez anos** reforçam a economia e a tranquilidade no longo prazo.

Com esse pacote de vantagens, a Toyota mostra que entende as necessidades do empreendedor brasileiro: previsibilidade de custos, assistência de qualidade e durabilidade que garante retorno sobre o investimento. Afinal, confiança também se constrói com constância, e cada hora de trabalho parada é uma oportunidade perdida.

A história de Merck é um retrato do empreendedorismo que a Toyota escolheu apoiar: aquele que nasce da responsabilidade, do cuidado e da dedicação de quem faz o próprio negócio acontecer todos os dias. A Hiace chega para ser parte dessa jornada, oferecendo tecnologia, conforto e força a quem precisa de um parceiro confiável na estrada.

Mais do que uma van, é o símbolo de um novo capítulo da Toyota no Brasil. Um movimento que reforça a confiança como o combustível que impulsiona o trabalho e o crescimento de milhares de empreendedores. Hiace: a confiança que te move. Conheça.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Donos de ‘achadinhos’: como perfis anônimos faturam até R$ 100 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Empreendedorismo Donos de 'achadinhos': como perfis anônimos faturam até R$ 100 mil por mês Brasileiros comuns estão faturando alto com marketing de afiliados. Programas e estratégias fazem a diferença nesse mercado digital em expansão, mas especialistas que é preciso cuidado. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Pessoas comuns, de donas de casa a empreendedores, estão faturando até R$ 100 mil por mês usando marketing de afiliados em plataformas como Shopee e Magalu.

O modelo permite vender produtos sem estoque, sem loja física e sem precisar aparecer, transformando cliques em comissões reais e rendas significativas.

Perfis de “achadinhos” no Instagram e outras redes sociais usam vídeos curtos, lives e estratégias de SEO para conquistar seguidores e aumentar as vendas.

O sucesso depende de disciplina, estudo do mercado, testes contínuos e personalização do conteúdo, evitando erros comuns como excesso de links ou cópia de posts.

Especialistas alertam, no entanto, que o mercado exige cautela. A renda é instável e depende de campanhas, sazonalidade e mudanças nos algoritmos. Além disso, quem aposta no setor não tem salário fixo, férias ou benefícios.

No Instagram, eles parecem perfis despretensiosos: nada de selfies, sem vida pessoal, apenas uma sequência infinita de vídeos curtos com produtos que você nem imaginava precisar.

Mas, por trás de contas com nomes como "achadinhos", "armarinhos" e tantos outros, existe um negócio milionário💰.

Pessoas comuns — de donas de casa a pequenos empreendedores —, usam programas de afiliados de grandes marketplaces (plataformas que reúnem diversos vendedores em um só espaço) para transformar cliques em renda. E não é exagero: alguns chegam a faturar mais de R$ 100 mil por mês apenas recomendando produtos.

Mike Felipe é um exemplo. Sem mostrar o rosto e trabalhando de casa, começou com um perfil no Instagram e links da Shopee. Em menos de três anos, conquistou mais de 370 mil seguidores.

Nessas páginas, ele apresenta produtos e recebe uma comissão por cada venda realizada. Por mês, ele chega a faturar mais de R$ 100 mil, somando ganhos em plataformas como Shopee, Magalu, Mercado Livre, Amazon, Natura e Beleza na Web.

O negócio cresceu tanto que Mike abriu uma microempresa com cinco funcionários. Ainda assim, mantém uma postura discreta: não aparece nos vídeos, não faz transmissões ao vivo e não se identifica como influenciador.

Mike Fernandes fatura mais de R$ 100 mil anunciando produtos em seus perfis de achadinhos — Foto: Mike Fernandes/ Arquivo Pessoal

Como o anonimato não é negociável para Mike, ele contrata influenciadores por meio de plataformas especializadas para manter a produção de conteúdo. A marca que criou, Achados Ninjas, tornou-se referência.

Lourenço Menezes também deixou a carreira para se dedicar integralmente ao marketing de afiliados. Seus perfis de "achadinhos" seguem o mesmo padrão: nada de fotos pessoais, apenas produtos.

A única exceção ao anonimato são as lives dentro das plataformas de marketplace, que impulsionam ainda mais as vendas. Hoje, Lourenço comanda uma agência com mais de 350 afiliados e fatura dez vezes mais do que quando trabalhava como assessor político.

Já Larisse Oliveira, nascida na zona rural do Ceará, mudou de vida com vídeos sobre produtos infantis e de beleza. Seus conteúdos viralizaram, e ela passou a faturar até R$ 20 mil por mês.

Com o dinheiro do marketing de afiliados, já comprou uma casa, um carro e matriculou a filha na melhor escola da região.

Um afiliado fatura, em média, cerca de R$ 2,4 mil por mês, segundo o Sebrae. Mas o valor pode ser maior.

Os ganhos variam bastante conforme o perfil: há donas de casa, estudantes, aposentados, pequenos empreendedores e até influenciadores que apostam nesse modelo. O que todos têm em comum? A busca por uma renda extra com baixo investimento e risco mínimo.

O sucesso desse modelo de empreendedorismo é tão grande que tem atraído não apenas quem busca uma renda extra, mas também as próprias marcas.

Plataformas como Magazine Luiza e Shopee, por exemplo, estão investindo cada vez mais em programas de afiliados, já que o formato amplia o alcance das vendas e fortalece a presença digital das empresas sem elevar tanto os custos.

O 'Influenciador Magalu', por exemplo, já conta com mais de 5 milhões de CPFs cadastrados e não exige número mínimo de seguidores.

O programa da Shopee é ainda mais acessível: basta criar links e compartilhá-los. No marketplace asiático, os afiliados podem até se tornar gerentes de outros afiliados, recebendo comissões adicionais sobre as vendas geradas.

Os superafiliados vão além: criam agências de comunicação, administram diversos perfis com milhões de seguidores e canais de contato, contratam influenciadores para produzir vídeos e investem fortemente em estratégias de SEO e otimização de algoritmos.

Afinal, quanto mais pessoas visualizam os conteúdos dos “achadinhos”, maiores são as chances de conversão em vendas.

“Diferentemente de abrir uma loja física, o afiliado não precisa de estoque, não tem custos fixos altos e só ganha se vender. É um risco baixíssimo”, explica William Almeida, gestor de mercado digital do Sebrae.

Essas facilidades ajudam a explicar o crescimento acelerado desse tipo de empreendimento. Ainda assim, é preciso manter os pés no chão: estudar o mercado, testar estratégias e buscar aprimoramento contínuo são passos fundamentais para quem deseja se destacar. Além disso, outro fator importante é estar atento aos riscos que esse mercado oferece. (Veja mais abaixo)

Ao longo desta reportagem, você vai conhecer histórias de afiliados bem-sucedidos, entender como funcionam os programas e as comissões em diferentes marketplaces. Também vai descobrir os erros mais comuns de quem está começando — e receber dicas práticas para se destacar nesse universo.

🛒 Como funciona o marketing de afiliados?📜Como surgiu este modelo de negócio?👤 Qual o perfil dos afiliados?💡 Estratégias que funcionam🚀 Como se destacar (e evitar as armadilhas)⚠️ Cuidados e planejamento

"Cabe no bolso e funciona". A frase do gestor de mercado digital do Sebrae resume o apelo do marketing de afiliados no Brasil.

Em contraste com modelos tradicionais de negócio, esse sistema permite começar com custo quase zero, sem estoque, sem aluguel e sem burocracia.

O funcionamento é simples: o afiliado se cadastra em uma plataforma, escolhe produtos para divulgar e compartilha links personalizados. Se alguém comprar por meio desses links, ele recebe uma comissão.

No Magalu, os valores variam de 2% a 12%, dependendo da categoria — móveis, por exemplo, oferecem margens maiores. Já na Shopee, a comissão pode chegar a até 30%, somando o valor pago pela plataforma e uma comissão extra oferecida pelo vendedor.

Ambas as plataformas oferecem suporte completo. O Magalu cuida da entrega, pós-venda e pagamento ao afiliado, mesmo quando a venda é feita por um vendedor do marketplace. A Shopee, por sua vez, disponibiliza uma Central do Afiliado com conteúdos educativos, treinamentos e suporte técnico.

As comissões são liberadas conforme o desempenho do afiliado. Após a confirmação da compra feita pelo link de divulgação, o valor é processado e depositado em até sete dias, prazo necessário para validação da venda pelo marketplace.

Com a crescente procura, o marketing de afiliados se consolida como uma expressão da chamada “economia digital acessível”, já que exige baixo investimento inicial e dispensa custos com estoque, equipe ou estrutura física.

Em um cenário onde o tempo online é cada vez mais valioso, transformar esse tempo em renda tornou-se uma realidade palpável para milhões de brasileiros.

Além disso, o marketing de afiliados também tem atraído empresas de tecnologia e performance digital. A Lomadee, por exemplo, atua como uma ponte entre anunciantes e afiliados, oferecendo uma estrutura que permite centralizar a divulgação de produtos de múltiplas marcas.

"Temos afiliados de perfis diversos em especial de profissionais que buscam diversificar suas fontes de receita sem depender exclusivamente de grandes marketplaces", explica Hugo Alvarenga, sócio e CEO da Lomadee.

O marketing de afiliados começou a ganhar forma nos anos 1990, quando a Amazon lançou o primeiro programa do tipo. O funcionamento era direto: pessoas interessadas se cadastravam e passavam a divulgar os produtos da loja em seus próprios sites ou blogs.

Essa estratégia ajudava a ampliar a presença da marca na internet, aproveitando canais externos para alcançar novos públicos.

No Brasil, esse modelo começou a se desenvolver no final da década de 1990, acompanhando a popularização da internet.

As primeiras plataformas nacionais surgiram nesse período, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000. Exemplos como a Lomadee e o Buscapé marcaram os primeiros passos do setor no país.

A partir de 2010, o mercado de afiliados passou por uma expansão acelerada, impulsionada principalmente pelo crescimento das redes sociais. Com mais pessoas produzindo conteúdo digital, o número de afiliados aumentou e a estratégia se diversificou.

Em 2023, o setor movimentou cerca de R$ 12 bilhões em vendas no Brasil, consolidando-se como uma ferramenta relevante no comércio eletrônico.

Hoje, é comum que afiliados recebam por cliques em links, downloads de materiais digitais ou inscrições em eventos, o que amplia as possibilidades de atuação e monetização dentro do ecossistema digital.

O perfil dos afiliados brasileiros é diverso e revela uma nova geração de empreendedores digitais.

Lourenço Menezes também deixou a carreira para se dedicar integralmente ao marketing de afiliados. — Foto: Lourenço Menezes/ Arquivo Pessoal

Segundo dados do Magalu, mais de 5 milhões de CPFs estão cadastrados em seu programa, com predominância de mulheres entre 30 e 40 anos. Já a Shopee aponta que 90% dos seus 5 milhões de afiliados começaram sua jornada digital por meio da plataforma, e 40% pretendem transformar os ganhos em renda principal.

Esses números ganham vida nas histórias de pessoas como Lourenço, que trocou o emprego fixo por uma agência com 350 afiliados.

Ele começou com um grupo no Telegram e, após meses de estudo e erros, aprendeu a atrair o público de forma estratégica. Hoje, sua renda mensal ultrapassa R$ 60 mil, e ele lidera um hub de afiliados dentro da Shopee.

Larisse saiu da zona rural do Ceará e encontrou no marketing de afiliados uma forma de mudar radicalmente sua realidade. Com vídeos simples e autênticos, usando sua própria voz e sotaque, ela viralizou nas redes e passou a faturar até R$ 20 mil por mês.

Essas trajetórias mostram que o marketing de afiliados deixou de ser apenas uma alternativa de renda e se tornou uma porta de entrada para o empreendedorismo digital brasileiro.

Não é preciso ser influenciador para ter sucesso como afiliado. William Almeida, do Sebrae, aponta três pilares fundamentais: vender o que se conhece, começar pequeno e testar sempre. Essa abordagem prática tem sido adotada por quem se destaca no mercado.

Mike aposta em SEO, vídeos curtos e uma ampla variedade de marketplaces. Seus vídeos são simples, focados no produto e viralizam sem que ele precise aparecer.

Larisse usa sua própria voz e uma linguagem pessoal que cria identificação com o público. Já Lourenço investe em grupos de WhatsApp e lives como diferencial — chegou a fazer até 12 horas de transmissão em um único dia, tornando-se referência.

As transmissões ao vivo fazem parte das estratégias de social commerce — modelo que une redes sociais e comércio eletrônico.

A ideia é transformar a compra em uma experiência interativa, em que o consumidor vê o produto, conversa com o apresentador, tira dúvidas em tempo real e acompanha demonstrações práticas.

Essa dinâmica aproxima o público do vendedor e aumenta a confiança na hora da compra, o que se reflete diretamente nas vendas.

Vale pontuar que o afiliado bem-sucedido não depende de viralizações pontuais, mas sim de uma rotina de testes, ajustes e aprendizado contínuo. Como resume Almeida: “O segredo é testar, ver o que dá retorno e ajustar.”

Larisse Oliveira mudou de vida com vídeos sobre produtos infantis e de beleza. — Foto: Larisse Oliveira

O caminho do afiliado é promissor, mas exige estratégia e resiliência. Lourenço aprendeu isso na prática: forçar vendas não funciona.

Entre os erros mais comuns estão a falta de foco, o excesso de links, a cópia de conteúdos sem personalização e a desistência precoce. Para evitar essas armadilhas, é preciso entender que o marketing de afiliados exige disciplina, constância e propósito.

Mesmo com histórias de sucesso que impressionam, a maioria dos afiliados começa devagar. “Passei três meses para fazer R$ 50 de comissão”, relembra Lourenço.

Foi só depois de estudar o mercado, ajustar a forma de divulgação e entender o comportamento do público que começou a faturar entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por mês — o suficiente para deixar o emprego fixo e viver só disso.

Por isso, as plataformas têm investido pesado em capacitação. O Magalu mantém um canal no Youtube com dicas e tutoriais gratuitos, enquanto a Shopee afirma ter treinado mais de 30 mil pessoas e aposta em programas como o “Indique e Ganhe”, que bonificam afiliados por trazer novos participantes, além de campanhas com cupons promocionais que ajudam a aumentar as conversões.

"É impossível vencer alguém que não desiste. A minha história é marcada por superações pessoais e profissionais. O sucesso não vem da sorte, mas da perseverança".

O marketing de afiliados oferece flexibilidade e potencial de ganhos, mas também traz riscos que exigem atenção, alerta Fábio Pina, da FecomercioSP.

A renda é instável e depende de campanhas, sazonalidade e mudanças nos algoritmos. Sem salário fixo, férias ou benefícios, o afiliado fica vulnerável a bloqueios de contas, falhas na entrega e aumento nos custos de anúncios.

Soma-se a isso a concorrência intensa e a dependência de plataformas: a entrada fácil no mercado eleva o custo de aquisição (CAC), e concentrar vendas em um único fornecedor ou canal aumenta o risco de perdas.

Para reduzir vulnerabilidades, planejamento financeiro é indispensável. A FecomercioSP recomenda manter uma reserva pessoal equivalente a seis meses de despesas e um capital de giro capaz de sustentar o negócio por três a seis meses.

Como o setor é sensível à economia — juros altos, inflação e crises reduzem vendas e margens —, ter caixa de segurança e diversificar produtos e canais ajuda a preservar receita.

Além disso, com a competição cada vez maior, não basta divulgar links: é preciso investir em marca, conteúdo e relacionamento para conquistar clientes e gerar fidelização.

Separar as finanças pessoais das empresariais e acompanhar métricas como CAC e LTV (que deve ser pelo menos três vezes maior) são práticas essenciais.

Segundo Pina, o marketing de afiliados deve ser encarado como complemento de renda e aprendizado, não como substituição imediata do emprego formal.

Faça a transição por etapas: só migre integralmente quando houver tração e reservas comprovadas.Construa ativos próprios: como marca, lista de contatos e comunidade, para reduzir dependência de plataformas.Controle métricas com disciplina: CAC, LTV e margem devem ser acompanhados diariamente ou semanalmente.Diversifique produtos e canais: e busque receita recorrente para reduzir riscos.Formalize a atividade: e planeje previdência e saúde antes da mudança.

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A van dos sonhos dos empreendedores ganha forma na Toyota Hiace

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Especial Publicitário A van dos sonhos dos empreendedores ganha forma na Toyota Hiace O modelo chega ao mercado para oferecer desempenho e praticidade a quem depende do veículo para empreender. Por Toyota

Empreendedores que fazem da mobilidade o seu negócio conhecem a van da Toyota. — Foto: Divulgação

Para quem trabalha com transporte de passageiros, o veículo é mais do que um meio de locomoção: é a base de todo o negócio. E cada segmento desse mercado impõe suas próprias demandas e desafios diários.

Quem vive dessa rotina sabe: é preciso contar com um veículo que ofereça desempenho, conforto e, acima de tudo, tranquilidade para trabalhar sem imprevistos. Foi pensando nisso que Pedro Lins, apresentador do programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, convidou profissionais do setor de mobilidade para conhecer uma parceira feita para quem não pode parar: a Hiace, primeira van da Toyota no Brasil.

No transporte escolar, por exemplo, a prioridade é garantir a segurança. Pais e responsáveis precisam saber que seus filhos estão sendo levados por um profissional capaz e, acima de tudo, em um veículo confiável que não deixa ninguém na mão.

Já no transporte executivo, o conforto é um grande diferencial para atender passageiros exigentes, seja em traslados corporativos, fretados ou transfers de eventos. Aqui, cada detalhe, faz a diferença na experiência. E para quem trabalha com city tours, o objetivo é proporcionar memórias. Janelas amplas e bancos confortáveis ajudam a transformar o passeio em um momento agradável, com direito a boas fotos e histórias para contar.

No programa, Fabio, Dayane e Eduardo, empreendedores sobre rodas, contam qual seria a sua van dos sonhos.

O veículo que todo empreendedor do setor sonha une confiança, robustez e conforto. E é isso que a Toyota Hiace entrega. A confiança vem de uma história sólida: são 58 anos de tradição e mais de 6 milhões de unidades vendidas em 150 países, agora pela primeira vez disponível no Brasil.

O motor 2.8 turbo diesel, o mesmo da família Hilux, oferece 174 cavalos de potência e 45,8 kgfm de torque, garantindo força mesmo com todos os assentos ocupados. O câmbio automático de seis velocidades e a tração traseira ajudam a manter o desempenho e a estabilidade nas rotas mais exigentes.

Com capacidade para 15 passageiros mais o motorista, o interior foi pensado para o conforto de quem dirige e de quem embarca. Bancos reclináveis, espuma de alta densidade e saídas individuais de ar-condicionado tornam a experiência mais agradável. A posição de dirigir, semelhante à de um carro de passeio, traz mais ergonomia ao dia a dia.

Outro diferencial está no baixo custo de propriedade. As três primeiras revisões são gratuitas*, as peças têm ampla disponibilidade na rede Toyota e a garantia** do veículo é de até dez anos. Essas são vantagens que pesam a favor de quem faz da mobilidade o seu negócio.

A van da Toyota que leva o Pequenas Empresas & Grandes Negócios agora pode ser sua parceira na estrada do empreendedorismo.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Budweiser aposta em show gratuito do Maroon 5 para cativar clientes; entenda a estratégia da marca

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 17:48

Empreendedorismo Budweiser aposta em show gratuito do Maroon 5 para cativar clientes; entenda a estratégia da marca Banda americana se apresenta para 3 mil convidados selecionados. Grandes empresas têm investindo em experiências exclusivas que vão além do seu negócio principal para conquistar fidelidade do consumidor. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A Budweiser, que faz parte da cervejaria Ambev, promove um show gratuito com a banda americana Maroon 5.

Quem se animou com a ideia, porém, vai ter que se conformar: não houve venda de ingressos e quem vai assistir precisou passar por uma seletiva organizada pela marca.

A proposta do projeto Bud Live é realizar shows exclusivos no Brasil com clima intimista, “reduzindo a distância tradicional entre o público e os artistas”.

A iniciativa se aproxima de um dos shows de Bruno Mars, em São Paulo, cuja entrada foi condicionada a doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, também promovido pela marca.

O objetivo dessas estratégias vai desde criar experiências exclusivas que aproximem consumidores até reforçar a identidade da marca, mas envolve uma série de desafios.

Nesta sexta-feira (5), a marca de cerveja Budweiser, que faz parte da cervejaria Ambev, promove um show gratuito com a banda americana Maroon 5. Quem se animou com a ideia, porém, vai ter que se conformar: não houve venda de ingressos e quem vai assistir precisou passar por uma seletiva organizada pela marca.

A proposta do projeto Bud Live é realizar shows exclusivos no Brasil com clima intimista, “reduzindo a distância tradicional entre o público e os artistas”. A iniciativa se aproxima de um dos shows de Bruno Mars, em São Paulo, cuja entrada foi condicionada a doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, também promovido pela marca.

Segundo Mari Santos, diretora de marketing da Budweiser no Brasil, a iniciativa é um desdobramento da trajetória que a marca já construiu no universo da música, com patrocínios a turnês internacionais e festivais, como o Lollapalooza e Planeta Atlântida.

“Temos maturidade e conhecimento desse mercado graças a essa trajetória, mas é desafiador. O setor de entretenimento envolve agenda dos artistas, logística e disponibilidade de voos”, afirma Mari Santos.

A iniciativa da Ambev acompanha uma tendência crescente nos departamentos de marketing de grandes empresas, em que marcas passam a cruzar fronteiras e investir em áreas que vão além de seu negócio principal.

A Cacau Show, por exemplo, investiu cerca de R$ 2 bilhões para construir um parque de diversões. A Natura transformou a Casa Natura Musical em um espaço cultural para encontros com o público.

O objetivo dessas estratégias vai desde criar experiências exclusivas que aproximem consumidores até reforçar a identidade da marca, mas envolve uma série de desafios.

⚠️ Ao oferecer algo tão exclusivo, a marca assume riscos importantes: como lidar com a frustração de quem fica de fora? E se o evento não entregar a experiência prometida? Como evitar uma repercussão negativa?

A seguir, você vai entender o que as marcas buscam ao se aventurar em um ramo tão distinto de seu negócio original e quais são os ganhos potenciais dessa estratégia.

O projeto se diferencia dos modelos tradicionais de patrocínio porque, desta vez, a marca controla todo o processo: escolhe o artista, define a narrativa e coordena toda a operação.

Mari Santos, da Budweiser, explica que a equipe global financia os custos ligados aos artistas e à estrutura, enquanto a equipe brasileira cuida da comunicação e da seleção dos fãs.

“Poderíamos cobrar ingresso, mas não estamos fazendo isso porque a intenção é oferecer algo ao fã”, diz. “Percebemos uma lacuna: os artistas vêm ao Brasil, mas se apresentam para grandes públicos, sem proximidade real.”

Segundo a executiva, o objetivo é gerar “engajamento e relevância cultural”. Por isso, o sucesso não será medido por bilheteria, mas por métricas como volume de conversas nas redes sociais e associação espontânea entre a Budweiser e o universo musical.

O especialista em branding Marcos Henrique Bedendo afirma que eventos como esse são exemplos de uma estratégia ousada de marketing de experiência, mas também arriscada. A criação de um evento proprietário coloca a marca no centro da ação.

“Experiências têm impacto mais duradouro do que campanhas tradicionais. Elas criam memórias que permanecem”, diz. A força dessas memórias pode aumentar a preferência pela marca e influenciar vendas no longo prazo.

Justamente por isso, os riscos são evidentes. A própria Ambev enfrentou um revés recente nesse sentido em setembro deste ano, quando realizou o Spaten Fight Night.

O evento de boxe criado pela marca terminou em confusão generalizada após a luta entre Popó e Wanderlei Silva. A desclassificação de Wanderlei, seguida por uma briga no ringue, acabou dominando a repercussão e desviando o foco do propósito original do show.

Além do desgaste público, o episódio mostrou como, em iniciativas em que a marca assina toda a experiência, eventuais falhas tendem a ser imediatamente associadas a ela.

Por trás de uma proposta ousada, há obstáculos que podem comprometer seu sucesso. O primeiro é o custo elevado: trazer artistas internacionais para shows intimistas, sem cobrança de ingresso, exige investimento milionário.

“Não é um evento barato. Há custos com artista, estrutura, segurança e alimentação. É extremamente caro”, alerta Bedendo.

Outro ponto crítico é a gestão da frustração. A proposta de exclusividade, com apenas 3 mil fãs presentes, gera uma demanda muito maior que a oferta.

“Milhares de pessoas ficarão de fora, e isso pode gerar sentimentos negativos. Se não houver transparência nos critérios de seleção, a frustração pode superar o engajamento”, diz Marcos.

Ele compara o cenário a promoções que geraram insatisfação recente, como as miniaturas da Fórmula 1 do McDonald’s, que esgotaram rapidamente e provocaram revolta nas redes sociais.

“Alta demanda e baixa oferta exigem estratégias para mitigar frustrações, como comunicação clara e critérios objetivos”, afirma.

Segundo o especialista, há também o risco de expectativas elevadas. Quando o ingresso é gratuito e obtido por seleção, o público espera uma experiência impecável.

Qualquer falha — na organização, na logística ou até em fatores externos, como o clima — pode gerar repercussão negativa.

“Quando se cria uma experiência tão exclusiva, a pressão aumenta. Se algo dá errado, a marca fica diretamente associada ao fracasso”, explica. “O custo do mico também recai sobre a empresa. Se o evento é mal executado, a marca sofre junto.”

Por fim, o especialista destaca a equação custo-benefício. Eventos gratuitos precisam gerar retorno em engajamento e percepção de marca.

“Será que esse benefício compensa? Será que leva a vender mais cerveja? É uma equação difícil”, questiona Marcos.

Para ele, o sucesso do Bud Live dependerá da capacidade da Budweiser de oferecer uma experiência impecável e gerenciar riscos, garantindo que o impacto positivo supere eventuais problemas.

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