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Sem União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões em carnes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 15:58

Agro Sem União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões em carnes Bloco é o segundo maior mercado para carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China, segundo o Ministério da Agricultura. País foi excluído de lista da UE por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Por Redação g1, Vivian Souza, g1 — São Paulo

A União Europeia (UE) publicou, nesta terça-feira (12), uma atualização da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil.

➡️ A lista define quais países cumprem as normas sanitárias do bloco e poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, informou a agência de notícias France Presse.

A União Europeia é o segundo maior mercado para carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.

➡️ Considerando apenas a carne bovina, o Brasil arrecadou US$ 1,048 bilhão com o bloco, com um total de 128 mil toneladas exportadas. O produto é o mais relevante da categoria nas vendas aos europeus em valor e representa o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás de China e Estados Unidos.➡️ A comercialização de carne de frango para a União Europeia, em 2025, atingiu US$ 762 milhões e 230 mil toneladas.➡️ Outros produtos também devem ser impactados. O mel somou US$ 6 milhões em exportações, com volume de mil toneladas.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil não exporta carne suína para a União Europeia.

A União Europeia proíbe o uso de antimicrobianos na pecuária. Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Em entrevista à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou que o Brasil não está na lista e poderá deixar "de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e invólucros".

De acordo com a porta-voz da UE, para voltar à lista, "o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados".

"Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações", afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com as autoridades brasileiras sobre o tema.

Segundo Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado no VBSO, os antimicrobianos proibidos são:

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

"Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador", afirma o pesquisador.

A publicação da lista ocorre 12 dias após a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França.

A medida desta terça-feira não tem relação com o acordo, afirma Munhoz. A lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população.

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, e aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

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Veto da UE à carne do Brasil: veja perguntas e respostas sobre a decisão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 15:58

Agro Veto da UE à carne do Brasil: veja perguntas e respostas sobre a decisão Bloco atualizou, nesta terça-feira (12), a lista de países que cumprem regras contra o uso de antimicrobianos na pecuária, e excluiu o Brasil. Essa lista define quem pode continuar exportando para a UE a partir de 3 de setembro. Por Paula Salati, Vivian Souza, g1 — São Paulo

A União Europeia excluiu, nesta terça-feira (12), o Brasil da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

➡️ A lista define quais países cumprem as normas sanitárias do bloco e poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa, a partir de 3 de setembro.

Entenda abaixo o que mudou, quais produtos podem ser impactados, o que dizem o governo e os setores envolvidos e como o Brasil pode tentar reverter a situação.

Segundo a União Europeia, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

Segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, o Brasil poderá deixar de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e invólucros.

Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Segundo Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado no VBSO, a União Europeia proíbe antimicrobianos que também são utilizados para crescimento dos animais. São eles:

Segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, o Brasil precisa garantir o cumprimento das regras da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados.

Ela afirmou que, assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações.

restringir legalmente o uso dos demais antimicrobianos mencionados pela UE;ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

O pesquisador afirma que a segunda opção é mais difícil de aplicar porque depende da rastreabilidade do produto, além de ser mais demorada e custosa.

Segundo ele, assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra depois de setembro.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que o Brasil segue "plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu" e que "o eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida".

"O setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias […]. Há, inclusive, previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão desse processo técnico."

"A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo", destacou a entidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que, com o apoio do governo, "prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia"

"É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias."

"O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos", destacou a ABPA.

O presidente da Abemel, Renato Azevedo, disse que a notícia “pegou de surpresa” o setor. Ele afirmou entender que a decisão tem caráter político, diante da pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois do acordo do Mercosul.

A publicação da lista ocorre 12 dias após a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, que é duramente criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França.

Mas, segundo Leonardo Munhoz, o veto não não tem relação com o acordo. Ele afirma que a lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população.

Segundo dados do Agrostat citados no texto, a União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, informou a agência de notícias France Presse. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

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Justiça dos EUA retoma tarifaço global de 10% de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 14:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,8950,05%Dólar TurismoR$ 5,0980,12%Euro ComercialR$ 5,742-0,35%Euro TurismoR$ 5,992-0,29%B3Ibovespa180.377 pts-0,84%MoedasDólar ComercialR$ 4,8950,05%Dólar TurismoR$ 5,0980,12%Euro ComercialR$ 5,742-0,35%Euro TurismoR$ 5,992-0,29%B3Ibovespa180.377 pts-0,84%MoedasDólar ComercialR$ 4,8950,05%Dólar TurismoR$ 5,0980,12%Euro ComercialR$ 5,742-0,35%Euro TurismoR$ 5,992-0,29%B3Ibovespa180.377 pts-0,84%Oferecido por

Foto de arquivo: Trump mostra tabela do tarifaço em 2 de abril de 2025 — Foto: Reuters/Carlos Barria/File Photo

Um tribunal de apelações dos Estados Unidos suspendeu temporariamente nesta terça-feira (12) uma decisão de instância inferior contra a tarifa global de 10% imposta pela administração do presidente Donald Trump sob a Seção 122 da Lei de Comércio.

Com a decisão, as tarifas seguem em vigor, inclusive para três importadores que haviam conseguido na Justiça a suspensão das taxas, segundo a agência Reuters.

A decisão desta terça-feira é mais um capítulo da disputa judicial em torno do chamado “tarifaço” de Trump.

Na semana passada, a Corte de Comércio Internacional dos EUA havia considerado ilegal a tarifa global de 10% aplicada sobre importações. O entendimento dos juízes foi de que Trump não tinha autoridade legal para impor esse aumento amplo nas taxas usando a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

O placar foi de 2 votos a 1. Apesar disso, os efeitos da decisão ficaram limitados apenas aos autores da ação: duas pequenas empresas americanas e o estado de Washington.

Após a derrota, o governo Trump recorreu da decisão. Agora, o tribunal de apelações suspendeu temporariamente o entendimento da corte inferior e manteve as tarifas em vigor enquanto o caso continua sendo analisado.

A atual tarifa de 10% foi criada por Trump em fevereiro, depois de outra derrota judicial importante.

Na ocasião, a Suprema Corte dos EUA decidiu que o presidente havia extrapolado seus poderes ao impor tarifas globais usando uma lei de emergência nacional de 1977. Os ministros entenderam que apenas o Congresso americano pode aprovar tarifas amplas sobre produtos importados.

Depois dessa decisão, Trump mudou de estratégia e passou a usar a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 como base legal para manter as taxas.

O governo argumenta que as tarifas são necessárias para combater desequilíbrios comerciais dos EUA. Já os críticos afirmam que a lei não foi criada para permitir um tarifaço amplo sobre importações.

As tarifas atuais têm caráter temporário e devem expirar em 24 de julho, caso não sejam prorrogadas pelo Congresso americano.

A disputa acontece em meio às tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e poucos dias antes de uma reunião prevista entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

Além da batalha judicial, o tarifaço também abriu uma disputa bilionária. Segundo estimativas da Universidade da Pensilvânia, empresas afetadas pelas tarifas podem pedir reembolsos que chegariam a US$ 175 bilhões, além de juros.

Até abril, cerca de 56,5 mil importadores já haviam concluído etapas para receber reembolsos eletrônicos, em um total de US$ 127 bilhões, segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Parlamentares democratas têm pressionado empresas para que eventuais devoluções sejam usadas para reduzir preços aos consumidores, e não para recompras de ações ou bônus a executivos.

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Petrobras planeja elevar preço da gasolina, mas avalia concorrência com etanol, diz CEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 13:47

Carros Petrobras planeja elevar preço da gasolina, mas avalia concorrência com etanol, diz CEO Empresa estuda reajuste da gasolina e monitora queda do etanol para não perder mercado para o biocombustível, que ficou mais competitivo com o início da safra de cana e a redução dos preços nas bombas. Por Redação g1 — São Paulo

Petrobras avalia aumentar em breve o preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas quer evitar que o reajuste reduza sua participação no mercado.

Magda Chambriard afirmou que a decisão está sendo tomada com atenção à concorrência com o etanol, que ficou mais barato com o avanço da safra de cana-de-açúcar.

Com o etanol em queda, motoristas podem optar pelo biocombustível caso a diferença de preços em relação à gasolina se torne mais vantajosa.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na véspera que a Petrobras precisa reavaliar continuamente os preços diante da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

Segundo cálculos da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis citados no texto, a defasagem em relação aos preços internacionais é de cerca de 30% no diesel e 65% na gasolina.

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard na refinaria da Petrobras Gabriel Passos (REGAP) — Foto: Washington Alves/Reuters

A Petrobras avalia elevar "já, já" o preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas quer ter segurança de que o reajuste não comprometerá sua participação no mercado diante da concorrência com o etanol, afirmou nesta terça-feira (12) a presidente da estatal, Magda Chambriard.

"Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso 'market share' e na evolução do mercado do etanol", disse a executiva, em videoconferência com analistas de mercado.

Isso porque a preocupação da empresa é evitar que um aumento mais forte da gasolina torne o etanol competitivo para o consumidor, reduzindo as vendas do combustível fóssil nos postos.

"Nós estamos tratando disso, vai acontecer já um aumento de preço da gasolina, mas nós temos que ter certeza que esse mercado almejado continua nosso."

Segundo Chambriard, essa análise se tornou ainda mais importante porque o preço do etanol recuou nos últimos 15 duas, impulsionado pelo avanço da produção e pelo início da safra de cana-de-açúcar.

Com o biocombustível mais barato, muitos motoristas podem optar por abastecer com etanol em vez de gasolina, dependendo da diferença de preços entre os dois combustíveis.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que, diante da disparada do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio, há uma necessidade da Petrobras reavaliar continuamente os preços dos combustíveis no Brasil.

A declaração foi dada após encontro em Brasília com a presidente da empresa, Magda Chambriard. O governo é o controlador da Petrobras, que também tem ações negociadas na Bolsa de Valores.

Questionado se seria possível a estatal segurar por mais tempo a defasagem de 30% no diesel e de 65% na gasolina em relação aos preços internacionais dos produtos, conforme cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Durigan afirmou que esse é um "tema da Petrobras".

"Eu não discuto isso com a Petrobras. O que eu tenho sentido é que há uma necessidade da Petrobras ir reavaliando esses preços. […] E o que Estado tem que fazer é, na medida em que a gente vê a guerra aumentando o custo no país, aumentando os preços, tem que se preparar, porque o Brasil não quer ser sócio da guerra", declarou o ministro da Fazenda.

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Petrobras mira autossuficiência em diesel e gasolina até 2031

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 13:47

Carros Petrobras mira autossuficiência em diesel e gasolina até 2031 Presidente da estatal diz que cenário internacional e confiança do mercado abrem espaço para ampliar metas de refino. Por Reuters

A Petrobras pode incluir, em seu próximo plano de negócios para o período de 2027 a 2031, iniciativas para produzir 100% da demanda de diesel e gasolina do Brasil, afirmou nesta terça-feira a presidente da estatal, Magda Chambriard.

Durante uma videoconferência para comentar os resultados trimestrais, Magda Chambriard disse que a empresa está avaliando projetos capazes de ir além da meta atual, que prevê a produção de 85% da demanda brasileira de diesel até 2030.

"Com a guerra, com os resultados alcançados pela companhia e pela confiança que o mercado brasileiro tem na Petrobras, estamos tratando de forma segura e rentável analisar a oportunidade que muito provavelmente virá no nosso próximo plano de negócio de atingir a autossuficiência brasileira em diesel (e gasolina)", disse a executiva.

Ela acrescentou que o governo brasileiro tem reconhecido o papel da Petrobras em fornecer combustíveis a preços acessíveis ao mercado interno.

"Essa parceria da Petrobras com o governo brasileiro tem sido, eu posso afirmar aos senhores, proveitosa para a Petrobras e proveitosa para a sociedade brasileira", disse.

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BC comunica vazamento de dados de 46 chaves PIX de clientes da Credifit Sociedade de Crédito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 11:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9040,25%Dólar TurismoR$ 5,1010,19%Euro ComercialR$ 5,752-0,16%Euro TurismoR$ 6,000-0,16%B3Ibovespa180.320 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 4,9040,25%Dólar TurismoR$ 5,1010,19%Euro ComercialR$ 5,752-0,16%Euro TurismoR$ 6,000-0,16%B3Ibovespa180.320 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 4,9040,25%Dólar TurismoR$ 5,1010,19%Euro ComercialR$ 5,752-0,16%Euro TurismoR$ 6,000-0,16%B3Ibovespa180.320 pts-0,87%Oferecido por

O Banco Central (BC) informou que ocorreu um incidente segurança com dados pessoais vinculados a chaves PIX de 46 pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito, em razão de "falhas pontuais em sistemas dessa instituição".

De acordo com comunicado do BC divulgado na última sexta-feira (9), não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário.

"As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras", acrescentou o Banco Central.

O BC explicou, ainda, que as pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento.

"Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail", informou o Banco Central.

O Banco Central informou, ainda, que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e serão aplicadas as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente.

Dados pessoais vinculados a chaves PIX de 46 pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito foram afetados — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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União Europeia veta importações de carne e animais do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 11:56

Agro União Europeia veta importações de carne e animais do Brasil Bloco atualizou, nesta terça-feira (12), a lista de países que cumprem regras contra o uso de antimicrobianos na pecuária, e excluiu o Brasil. Essa lista define quem pode continuar exportando para a UE a partir de 3 de setembro. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

A União Europeia (UE) publicou, nesta terça-feira (12), uma atualização da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, e excluiu o Brasil.

➡️ A lista, validada por países europeus, estabelece quais países poderão continuar exportando carne para a Europa a partir de 3 de setembro, por cumprirem as normas sanitárias europeias.

Segundo a UE, o país foi excluído por não fornecer garantias quanto à não utilização de produtos antimicrobianos na pecuária, destacou a agência de notícias France Presse.

O g1 procurou o Ministério da Agricultura do Brasil, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, depois da China e dos EUA, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo mercado, depois da China.

A publicação da lista reflete o desejo da União Europeia de enviar um forte sinal de vigilância, após críticas do setor agrícola e da França pela assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul.

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, aguardando decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

Segundo as normas europeias, o uso de antimicrobianos em animais para promover o crescimento ou aumentar a produção é proibido. Os animais também não podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas.

Essas medidas fazem parte da política europeia de combate à resistência dos micróbios aos medicamentos e de evitar o uso desnecessário de antibióticos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dona da Tok&Stok e da Mobly pede recuperação judicial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 10:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,8990,15%Dólar TurismoR$ 5,0980,13%Euro ComercialR$ 5,751-0,19%Euro TurismoR$ 5,998-0,19%B3Ibovespa180.766 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 4,8990,15%Dólar TurismoR$ 5,0980,13%Euro ComercialR$ 5,751-0,19%Euro TurismoR$ 5,998-0,19%B3Ibovespa180.766 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 4,8990,15%Dólar TurismoR$ 5,0980,13%Euro ComercialR$ 5,751-0,19%Euro TurismoR$ 5,998-0,19%B3Ibovespa180.766 pts-0,63%Oferecido por

O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, informou nesta terça-feira (12) que entrou com pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar suas dívidas e evitar um agravamento da crise financeira.

Segundo a empresa, a decisão foi tomada após dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito.

O Grupo Toky também disse que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo.

O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, informou nesta terça-feira (12) que entrou com pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar suas dívidas e evitar um agravamento da crise financeira. Segundo o processo, a dívida total da companhia é de cerca de R$ 1,1 bilhão.

Segundo a empresa, a decisão foi tomada após dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito.

O Grupo Toky também disse que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo.

"Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando", afirmou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

🔎 Recuperação judicial é um processo em que uma empresa com dificuldades financeiras pede proteção à Justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, enquanto continua funcionando normalmente.

A companhia afirmou que o objetivo do pedido é preservar as operações, manter os serviços e criar condições para renegociar as obrigações financeiras.

No pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo, o Grupo Toky solicitou medidas urgentes para evitar o colapso das operações e garantir a continuidade das atividades, citando "risco de dano irreparável" nas operações da companhia.

Um dos principais pedidos da empresa é a liberação imediata de cerca de R$ 77 milhões em valores de vendas feitas no cartão de crédito que estão retidos pela SRM Bank. Segundo o grupo, o bloqueio desses valores afetou o caixa da empresa e colocou em risco pagamentos básicos, como salários de mais de 2 mil funcionários.A companhia também pediu à Justiça a suspensão, por 180 dias, de cobranças e ações por dívidas enquanto tenta renegociar os débitos com credores (o chamado “stay period”).

Outro ponto do pedido é a manutenção de contratos e serviços considerados essenciais para o funcionamento da empresa.

O grupo quer impedir interrupções em operações de logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, energia elétrica e abastecimento de água.

Na petição, o Grupo Toky afirma que enfrenta dificuldades financeiras desde a pandemia de Covid-19, período em que fechou mais de 17 lojas. Segundo a empresa, juros altos, inflação persistente, crédito mais restrito e a queda na compra de bens duráveis, como móveis, agravaram a crise do setor.

Em 2023, a Tok&Stok tentou reorganizar as finanças com a renegociação de cerca de R$ 339 milhões em dívidas bancárias, um acordo de reestruturação tecnológica com a Domus Aurea e um aporte de R$ 100 milhões feito pelos acionistas. Apesar disso, a recuperação não avançou como esperado.

Desde então, o grupo passou a buscar novas formas de reestruturação financeira, incluindo recuperação extrajudicial e, agora, recuperação judicial.

O processo também cita como credores e parceiros instituições financeiras, empresas de tecnologia, logística e concessionárias de serviços essenciais.

O Grupo Toky foi criado em 2024 após a união entre a Mobly e a Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor de móveis e decoração no Brasil.

A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais.

A Mobly foi fundada em 2011 por Victor Pereira Noda, Marcelo Rodrigues Marques e Mário Carlos Fernandes Filho, com foco em vendas online de móveis e itens de decoração.

A empresa recebeu investimentos da Rocket Internet e expandiu sua atuação para lojas físicas, contando atualmente com 11 unidades entre megastores, outlets e lojas compactas.

Já a Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule. A marca ganhou espaço no mercado brasileiro ao apostar em móveis modernos, modulares e acessíveis, acompanhando o crescimento da classe média urbana e do mercado de apartamentos no país.

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Preço dos alimentos em abril: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato no mês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 10:07

Agro Preço dos alimentos em abril: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato no mês Cenoura, leite longa, cebola, tomate e carnes foram destaque de alta. Entre as principais quedas, estão o café e o frango. Por Paula Salati, Janize Colaço, g1 — São Paulo

A alta de 1,34% no preço dos alimentos em abril foi o maior impacto na inflação do mês, que subiu 0,67% em relação a março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (12).

Apesar disso, o ritmo de aumento do preço dos alimentos desacelerou em relação a março, quando o grupo havia registrado alta de 1,56%.

⬆️ A inflação dos alimentos consumidos em casa subiu 1,64% e foi a que mais impactou índice em abril. A alta foi impulsionada pelos aumentos da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%).

⬇️ Por outro lado, o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%) registraram algumas das principais quedas do mês.

Já a alimentação fora de casa subiu menos, com alta de 0,59%. O preço do lanche desacelerou, passando de 0,89% em março para 0,71% em abril. Já a refeição teve leve aceleração, de 0,49% para 0,54% no mesmo período.

☕A tendência é que o preço do café continue desacelerando ao longo deste ano, diante da expectativa de uma colheita maior no Brasil. Segundo economistas ouvidos pelo g1 em abril, o aumento da produção vai ajudar a aliviar os preços, mas dificilmente o produto voltará ao patamar de seis anos atrás.

A seguir, veja as principais altas e quedas nos preços dos alimentos em abril, em relação a março.

Cenoura: 26,63%Morango: 17,35%Pimentão: 14,1%Melancia: 13,77%Leite longa vida: 13,66%Cebola: 11,76%Melão: 10,38%Repolho: 10,32%Pepino: 8,11%Peixe-anchova: 7,15%Açaí (emulsão): 6,95%Peixe-serra: 6,93%Peito: 6,89%Peixe-cavala: 6,88%Coentro: 6,78%Batata-inglesa: 6,57%Manga: 6,3%Tomate: 6,13%Laranja-baía: 5,28%Uva: 4,44%

Laranja-lima: -7,96%Banana-maçã: -7,85%Abobrinha: -7,36%Inhame: -6,53%Peixe-aruanã: -6,22%Maracujá: -5,36%Peixe-filhote: -3,72%Leite de coco: -3,57%Abacate: -3,56%Maçã: -3,25%Peixe-cação: -2,35%Café moído: -2,3%Mamão: -2,24%Frango em pedaços: -2,14%Doce de frutas em pasta: -2,06%Banana-d'água: -2,01%Carne de porco: -1,93%Peixe-pintado: -1,85%Peixe-sardinha: -1,79%Mandioca (aipim): -1,62%

No mês, a inflação subiu 0,67%, uma desaceleração em relação a março, quando os preços haviam avançado 0,88%.

Já na comparação com os últimos 12 meses, a trajetória foi de aceleração: a inflação passou de 4,14% até março para 4,39% em abril. No mesmo mês do ano passado, o IPCA havia registrado variação mensal de 0,43%.

🎯 Mesmo com esse resultado, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de abril, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA. Na sequência, apareceu Saúde e cuidados pessoais, com impacto de 0,16 ponto percentual.

Juntos, os dois grupos concentraram a maior parte da alta dos preços no mês e foram responsáveis por cerca de 67% do resultado do mês.

Alimentação e bebida: 1,34%;Habitação: 0,63%;Artigos de residência: 0,65%;Vestuário: 0,52%;Transportes: 0,06%;Saúde e cuidados pessoais: 1,16%;Despesas pessoais: 0,35%;Educação: 0,06%;Comunicação: 0,57%.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a alta dos alimentos em abril foi influenciada por dois fatores principais: a menor oferta de alguns produtos e o aumento do custo do transporte.

Produtos como cenoura, cebola e tomate tiveram oferta mais limitada, o que ajudou a elevar os preços. Ao mesmo tempo, a alta de +1,80% dos combustíveis pode ter encarecido o frete, já que grande parte da produção agrícola é transportada por caminhões movidos a diesel, que subiu 4,46%.

“Os combustíveis sendo mais caros acabam influenciando o preço do frete. E, chegando no transporte, obviamente isso chega para o consumidor final no preço que ele vai pagar lá no balcão."

Por outro lado, alguns itens ajudaram a reduzir a pressão sobre a inflação, como maçã, café moído e frango em pedaços. No caso da maçã, Gonçalves explicou que a queda de preços foi favorecida pelo aumento da oferta, impulsionado pelo avanço da colheita.

Preço dos alimentos em abril: o que ficou mais caro e o que ficou mais barato — Foto: Celso Tavares/g1

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BC aponta R$ 10,6 bilhões em ‘dinheiro esquecido’ em março; bancos devem repassar nesta terça parte dos recursos ao governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%MoedasDólar ComercialR$ 4,891-0,06%Dólar TurismoR$ 5,092-0,05%Euro ComercialR$ 5,761-0,08%Euro TurismoR$ 6,010-0,07%B3Ibovespa181.909 pts-1,19%Oferecido por

Banco Central informou nesta terça-feira (12) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,57 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes.

Sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições.

Governo informou que vai usar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0.

Transferência de recursos ao fundo público (FGO) será realizada pelas instituições financeiras até esta terça-feira (12).

Será lançado um edital de chamamento público para os correntistas prevendo um prazo de 30 dias para que clientes dos bancos possam contestar a transferência realizada.

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (12) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,57 bilhões em "recursos esquecidos" pelos clientes.

R$ 8,13 bilhões são recursos de 45,3 milhões de pessoas físicas;R$ 2,43 bilhões são valores de 5,04 milhões de empresas.

Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 14,55 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras.

O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições.

Dinheiro esquecido: atualizações mensais do BC podem revelar valores na conta de quem não tinha — Foto: Reprodução/TV Globo

No começo deste mês, o governo informou que vai usar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.

Esse dinheiro irá para um fundo público, o FGO, para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

"Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]", informou o governo.

➡️O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, "passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas".

➡️De acordo com portaria publicada na última terça-feira (5), a transferência de recursos ao fundo público (FGO) será realizada pelas instituições financeiras em um prazo de cinco dias úteis, ou seja, até esta terça-feira (12).

➡️O governo também informou que será lançado um edital de chamamento público para os correntistas.

➡️Assim que publicado, o edital irá prever um prazo de 30 dias corridos para que clientes dos bancos possam contestar a transferência realizada pelo governo ao fundo do Desenrola 2.0. Eles deverão apresentar documentação necessária.

"Uma vez realizada a transferência, o Ministério da Fazenda, com apoio do FGO, publicará edital de chamamento público no Diário Oficial da União, que trará link para acesso a sistema de informações, em ambiente restrito e com acesso individualizado, no qual será possível consultar, dentre outros, sobre os montantes transferidos, a instituição responsável, a agência e número da conta", diz o Ministério da Fazenda.

O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.

🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução.

📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.

💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.

Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos.

Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber.

Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. As demais funcionalidades do sistema continuam iguais.

"O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome", informou o Banco Central, na ocasião.

Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas.A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira.O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão.As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas.

🚨Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e se proteja de golpes.

Em fevereiro, o Banco Central mudou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes.

📱O acesso continua a ser feito com a conta "gov.br", nível prata ou ouro. Mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança.

📲Quem não tem o gov.br no celular, precisa primeiro baixar o aplicativo. Depois, é necessário preencher as informações e fazer a validação facial para liberar as duas etapas.

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