RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empreendedor troca buggy por mergulho e fatura R$ 900 mil na Paraíba

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 09/05/2026 03:59

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empreendedor troca buggy por mergulho e fatura R$ 900 mil na Paraíba Negócio em João Pessoa começou com aulas na piscina de casa e hoje leva turistas a recifes e naufrágios; empresa já tem barcos próprios e equipe de sete pessoas. Por PEGN

A ideia nasceu da relação antiga com o mar. Criado em cidade litorânea, Vitor teve no surf a primeira conexão com o oceano.

O primeiro passo veio com risco: Vitor vendeu o buggy — que era sua principal fonte de renda — para investir no novo negócio.

Hoje, a empresa conta com: 3 embarcações, 130 novos mergulhadores formados em 2025 e faturamento de cerca de R$ 900 mil.

O que começou com dois cilindros de mergulho e aulas improvisadas na piscina de casa se transformou em um negócio que hoje movimenta centenas de milhares de reais por ano.

Em João Pessoa, na Paraíba, o empreendedor Vitor Freire criou uma escola de mergulho que une turismo e formação profissional — e levou o faturamento a cerca de R$ 900 mil em 2025.

A ideia nasceu da relação antiga com o mar. Criado em cidade litorânea, Vitor teve no surf a primeira conexão com o oceano. Mas foi durante a faculdade de Turismo, ao participar de um projeto sobre naufrágios, que encontrou o que viraria sua profissão.

“Respirei pela primeira vez embaixo d’água, voltei para a superfície e pensei: preciso trabalhar com isso”, conta.

Ainda estudante, ele começou a trabalhar como guia turístico, levando visitantes para piscinas naturais e passeios de buggy. A experiência ajudou a criar rede de contatos no setor e abriu caminho para o empreendedorismo.

O primeiro passo veio com risco: Vitor vendeu o buggy — que era sua principal fonte de renda — para investir no novo negócio. Com cerca de R$ 14 mil, comprou dois equipamentos de mergulho: um para ele e outro para o cliente.

No início, só conseguia atender uma pessoa por vez. Com o tempo, a operação ganhou escala. Linhas de crédito ajudaram na expansão, que incluiu novos equipamentos, embarcações e equipe.

50 cilindros de mergulho;25 conjuntos completos de equipamentos;3 embarcações próprias;7 funcionários.

A estratégia de crescimento incluiu parcerias com hotéis e divulgação nas redes sociais, focando principalmente turistas que visitam o litoral paraibano.

A escola oferece desde o “batismo de mergulho”, voltado a iniciantes, até cursos completos de formação. Os valores variam:

Em 2025, o negócio formou 130 novos mergulhadores. Para muitos alunos, a atividade começa como lazer, mas pode se tornar uma ferramenta profissional. É o caso de Yan Moisés, estudante de medicina, que decidiu avançar na formação.

“Comecei pelo básico e fui evoluindo. Hoje faço curso de resgate, e isso agrega muito à minha carreira”, diz Yan Moisés.

Além das aulas, a empresa organiza passeios em alto-mar para regiões de recifes e naufrágios — um nicho crescente dentro do turismo de experiência.

O investimento em três embarcações, que somam cerca de R$ 370 mil, permitiu ampliar o alcance das atividades e atender grupos maiores.

A expansão também impactou a equipe. Profissionais como o capitão Madgiel Soares, de família de pescadores, passaram a ter uma rotina mais estável.

O negócio segue em crescimento. Vitor prepara o lançamento de uma marca de roupas para mergulho e planeja expandir as operações com viagens para outros destinos — inclusive internacionais.

“O mergulho é um mercado muito abrangente. Dá para fazer muita coisa”, afirma. O objetivo é ambicioso: levar a experiência para diferentes partes do mundo. “Quero chegar a todos os continentes”, diz.

📍 Endereço: Av. Nego, 96 – Sala 112 – Tambaú – João Pessoa – PB, 58039-100📞 Telefone: (83) 99676-0806🌐 Site: www.papuanmergulho.com.br / www.papuan.com.br📧 E-mail: papuanmergulho@gmail.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/p/Papuan-Mergulho-e-Turismo📸 Instagram: https://www.instagram.com/papuanmergulho

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Vaca superfértil no MT produz 12 vezes mais células reprodutivas que uma fêmea comum

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 02:49

GLOBO RURAL Vaca superfértil no MT produz 12 vezes mais células reprodutivas que uma fêmea comum O animal produziu recorde de 724 oócitos viáveis durante uma única coleta. O normal é entre 10 e 60. Por Globo Rural

Uma vaca bateu recorde de fertilidade no Mato Grosso, ao atingir cerca de 12 vezes mais células reprodutivas do que normalmente acontece entre fêmeas da espécie.

O animal produziu 724 oócitos viáveis em uma única coleta. Normalmente, uma vaca produz entre 10 e 60 oócitos.

Os oócitos são as células reprodutivas das fêmeas bovinas. Eles são usados para formar embriões no processo de fertilização in vitro.

Uma vaca bateu recorde de fertilidade no Mato Grosso, ao atingir cerca de 12 vezes mais células reprodutivas do que normalmente acontece entre fêmeas da espécie.

O animal produziu 724 oócitos viáveis em uma única coleta. Normalmente, uma vaca produz entre 10 e 60 oócitos.

🔎 Os oócitos são as células reprodutivas das fêmeas bovinas. Eles são usados para formar embriões no processo de fertilização in vitro.

Na prática, isso permite produzir mais embriões de alto padrão genético em laboratório. Com isso, o melhoramento do rebanho pode acontecer mais rapidamente.

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Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 00:53

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.005 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (9), em São Paulo.

O g1 trasmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Ministro diz que grupo de trabalho com os Estados Unidos para evitar novas tarifas já iniciou tratativas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 19:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%MoedasDólar ComercialR$ 4,894-0,59%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,765-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.108 pts0,49%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (8) que o grupo de trabalho criado entre Brasil e Estados Unidos para discutir tarifas comerciais começou oficialmente os trabalhos.

Em entrevista à GloboNews, o ministro disse que convidou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para uma videoconferência na próxima semana, possivelmente na terça-feira (12).

Márcio Elias Rosa integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta quinta-feira (7), em Washington.

Segundo o ministro, o governo brasileiro pretende manter o diálogo para compreender quais são os pontos que levam os norte-americanos a avaliarem que o Brasil pratica tarifas elevadas sobre produtos importados.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (8) que o grupo de trabalho criado entre Brasil e Estados Unidos para discutir tarifas comerciais começou oficialmente os trabalhos.

"O grupo de trabalho começou hoje, hoje eu mandei uma mensagem de WhatsApp para o Greer, dizendo 'ontem a conversa foi boa e vai ser melhor ainda no futuro', porque quando nós saímos da reunião, tanto ele quanto o próprio presidente Trump, ele me deu o cartão com o WhatsApp para o presidente Trump, falou, baixe as tarifas, estava brincando comigo", afirmou o ministro.

Em entrevista à GloboNews, o ministro disse que convidou o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para uma videoconferência na próxima semana, possivelmente na terça-feira (12).

"Eu mandei a mensagem convidando para uma conversa já na terça-feira (12) por videoconferência, se for possível, terça ou quarta-feira (13). Na segunda-feira (11), eu tenho uma reunião no Palácio Planalto com o presidente Lula, alinhamento de alguns detalhes que eu estou levantando", disse.

Márcio Elias Rosa integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta quinta-feira (7), em Washington.

“É óbvio que nós vamos ter que, no próximo capítulo, discutir concretamente o que eles querem de redução [de tarifas] e ali vamos precisar entender se é possível ou não”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo brasileiro pretende manter o diálogo para compreender quais são os pontos que levam os norte-americanos a avaliarem que o Brasil pratica tarifas elevadas sobre produtos importados.

“Agora, óbvio que se nos for apresentado argumento factível de necessidade de revisão, de realinhamento, nós temos que ter boa vontade”, disse.

O ministro também destacou que, atualmente, 74% da pauta de importações brasileiras vindas dos Estados Unidos não pagam imposto de importação.

Apesar disso, Márcio Elias Rosa avaliou que o déficit comercial não representa um problema, já que existe complementaridade entre os investimentos e as economias dos dois países.

Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026. Márcio Elias Rosa logo atrás (gravata cinza) — Foto: Presidência da República

Lula se reuniu na quinta-feira (7) com Trump, em Washington, em uma conversa descrita por ambos como positiva. O encontro durou cerca de três horas e teve como foco a retomada e o fortalecimento da relação entre os dois países, especialmente nas áreas comercial e de investimentos.

A questão das tarifas também entrou na pauta. Embora Lula tenha evitado detalhar negociações específicas, ele indicou que houve disposição para tratar de barreiras comerciais e de medidas que afetam exportações brasileiras.

A leitura do governo é que o diálogo abre caminho para reduzir tensões e dar mais previsibilidade ao comércio bilateral.

Ao final do encontro, Lula avaliou que a conversa representou um “passo importante” para consolidar a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Trump, por sua vez, afirmou em rede social que a reunião foi “muito boa” e elogiou o presidente brasileiro, sinalizando que novos encontros devem ocorrer em breve.

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Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 18:45

Distrito Federal Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF Grupo afirma que cerca de 1,2 mil clientes podem ter sido afetados; empresa diz que faz auditoria após identificar inconsistências em dados. Por Ana Lídia Araújo, Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

A fintech Naskar Gestão de Ativos passou a ser investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após clientes relatarem dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo da empresa e falta de respostas da companhia.

Segundo a PCDF, foram registradas quatro ocorrências policiais contra a Naskar, entre esta quinta-feira (7) e sexta-feira (8). Os registros foram feitos em delegacias diferentes, e cada unidade ficará responsável pela apuração de forma independente.

Uma das ocorrências foi registrada pelo empresário do Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília.

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação.

Fintech é acusada de desaparecer com ao menos R$ 335 milhões e omitir informações; polícia registra ocorrências no DF — Foto: Reprodução

A fintech Naskar Gestão de Ativos passou a ser investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após clientes relatarem dificuldade para acessar valores investidos, problemas no aplicativo da empresa e falta de respostas da companhia.

Segundo a PCDF, foram registradas quatro ocorrências policiais contra a Naskar, entre esta quinta-feira (7) e sexta-feira (8). O g1 apurou que duas empresas, somadas, estimam um prejuízo de pelo menos R$ 335 milhões (entenda abaixo).

Os registros foram feitos em delegacias diferentes, e cada unidade ficará responsável pela apuração de forma independente.

Considerando toda a operação da Naskar, a estimativa é de aproximadamente R$ 850 milhões em contratos e impacto potencial sobre mais de 2.700 pessoas, segundo informou o Grupo Nexco, uma das empresas contratantes.

A Naskar informou, em nota (veja íntegra abaixo), que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados.

Segundo a empresa, equipes técnicas trabalham na revisão e validação das informações para garantir a segurança e a precisão no tratamento dos dados. A companhia afirmou ainda que os clientes serão atualizados “o mais breve possível”.

Uma das ocorrências foi registrada pelo empresário do Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília.

De acordo com o registro policial, Wesley afirma que sua empresa atuava na indicação de clientes para produtos financeiros da Naskar e que, ao longo da parceria, cerca de 135 clientes fizeram aportes que somam aproximadamente R$ 47 milhões.

Segundo o empresário, os problemas começaram nesta semana, quando pagamentos previstos para segunda-feira (4) deixaram de ser feitos, e o aplicativo utilizado pelos clientes para consultar saldos e solicitar resgates saiu do ar.

“Meu dinheiro da vida está dentro dessa instituição. Minha mãe vendeu uma casa que ela tinha e colocou o dinheiro lá para viver da renda”, afirmou Wesley ao g1.

Segundo Wesley, clientes e parceiros passaram anos confiando na empresa e nunca haviam enfrentado atrasos semelhantes.

Wesley afirma ainda que representantes da empresa deixaram de responder mensagens, ligações e notificações formais, sem apresentar esclarecimentos sobre os valores investidos ou previsão de regularização.

Segundo ele, após orientação jurídica, decidiu registrar boletim de ocorrência e entrar com medida cautelar na Justiça.

“O medo é que essas pessoas estejam fugindo com o nosso dinheiro. A gente quer que o dinheiro seja bloqueado para ressarcir os clientes”, afirmou.

A crise envolvendo a empresa também motivou uma ação judicial do Grupo Nexco contra a Naskar Holding, após atrasos considerados inéditos em pagamentos e dificuldades de acesso à operação.

Segundo a Nexco, os repasses previstos em contratos de mútuo — espécie de empréstimo entre as partes — deveriam ter sido feitos no primeiro dia útil do mês, mas não foram honrados.

A empresa afirma que clientes e agentes também relataram impossibilidade de acessar o aplicativo, movimentar contas e obter respostas da Naskar.

Para o grupo, a situação deixou de ser um atraso pontual e passou a representar uma “crise de confiança e de informação”.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial”, afirma o advogado Kauê Machado, que representa a Nexco e clientes.

A empresa diz que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à sua base podem ter sido afetados, com prejuízo estimado em R$ 288 milhões.

A Nexco também afirma que não havia identificado, até então, qualquer sinal de irregularidade na operação da Naskar que justificasse a interrupção ou inviabilizasse a comercialização dos contratos.

A companhia diz ainda que seus próprios diretores e colaboradores estão entre os prejudicados e que passou a organizar ações judiciais para reunir os clientes afetados e buscar reparação.

Clientes da Naskar passaram a relatar problemas na plataforma e dificuldades para acessar valores em publicações no site Reclame Aqui. As queixas mencionam indisponibilidade do aplicativo e falta de comunicação por parte da empresa.

“Estou sem acesso ao banco Naskar há vários dias. Aparece uma mensagem de problemas no sistema. Quero resgatar meu dinheiro”, escreveu um usuário de Brasília.

Outro cliente, do Paraná, afirma que o aplicativo saiu do ar sem aviso prévio e relata prejuízo financeiro.

"Desde segunda-feira, sem nenhum comunicado por parte da instituição. O aplicativo sumiu do ar e todo o meu dinheiro investido simplesmente desapareceu do dia para a noite. Foram anos trabalhando”, disse.

Há ainda relatos de ausência de posicionamento oficial da empresa diante da situação. “Até o presente momento, não houve qualquer comunicado oficial por parte da Naskar que justificasse o bloqueio dos valores ou que apresentasse um cronograma de devolução”, diz outra reclamação.

As manifestações reforçam o aumento da insatisfação entre clientes e a pressão por esclarecimentos sobre a situação da empresa.

“A Naskar informa que iniciou um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. As equipes técnicas seguem atuando na revisão e validação das informações para garantir segurança e precisão no tratamento dos dados. Os clientes serão atualizados o mais breve possível",

"Nexco entra com processo contra Naskar após atraso inédito e falta de informações sobre contratos de mútuo

Grupo ajuizou ação com pedido cautelar para resguardar seus direitos e os de clientes afetados; empresa afirma que também foi surpreendida pela interrupção operacional e pela ausência de respostas.

O Grupo Nexco ajuizou ação contra a Naskar Holding após uma sequência de fatos que causaram forte insegurança sobre o que ocorreu com a operação. Conforme a sistemática contratual, os pagamentos que deveriam ocorrer sempre no primeiro dia útil de cada mês, não foram honrados, e a medida judicial foi adotada após a confirmação da impossibilidade de acesso ao aplicativo, movimentação das contas e a ausência de resposta às tentativas de contato por clientes e agentes.

Na avaliação da companhia, o ponto que transformou a situação em crise foi justamente o fato de que esse atraso nunca havia ocorrido, somado à falta de transparência dos sócios da Naskar sobre a origem do problema e os desdobramentos da operação. A Nexco afirma que, até o momento, também não recebeu esclarecimentos consistentes sobre o que de fato aconteceu, o que levou à adoção das medidas judiciais cabíveis.

“O problema deixou de ser apenas um atraso e passou a ser uma crise de confiança e de informação. A ausência de respostas concretas, somada à indisponibilidade da operação, tornou inevitável a busca pela tutela judicial para resguardar direitos e buscar esclarecimentos”, afirma Kauê Machado, do escritório Machado Gobbo, que representa o grupo e alguns clientes.

A empresa destaca que os instrumentos firmados com a Naskar são contratos de mútuo, isto é, contratos de empréstimo com amparo no Código Civil, com previsão de prazos, condições de devolução e remuneração pactuadas entre as partes. Segundo a Nexco, trata-se de uma relação civil contratual, e não de produto financeiro ou investimento regulado pelo mercado de capitais.

A companhia também ressalta que sua atuação comercial sempre envolveu diferentes soluções e modalidades contratuais, como seguros, consórcios e outros produtos que igualmente não se enquadram como investimentos financeiros. No caso da Naskar, a Nexco afirma que a comercialização ocorreu porque acreditava na regularidade da operação e na transparência apresentada pela empresa, posicionando-se também como cliente.

De acordo com a companhia, a própria Nexco foi diretamente atingida pela situação, uma vez que Diretores e diversos colaboradores do grupo aderiram à solução e hoje figuram entre os prejudicados, ao lado da própria empresa.

“Tão logo a gravidade da situação foi verificada, a Nexco acionou seu corpo jurídico para dar suporte aos parceiros e clientes. A partir daí, foi estruturado o procedimento para adesão dos prejudicados, com o objetivo de permitir que essas pessoas integrem os processos de forma conjunta e tenham seus direitos resguardados de forma organizada”, afirma o advogado.

A estimativa apresentada pela companhia é de que cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à base da Nexco tenham sido afetados, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 288 milhões. Considerando toda a operação da Naskar, mensura-se que a empresa possui cerca de R$ 850 milhões em contratos de mútuo, com impacto potencial sobre mais de 2.700 pessoas.

A Nexco afirma ainda que, até o surgimento do problema, não havia identificado em registros públicos ou em suas verificações qualquer sinal que indicasse irregularidade capaz de inviabilizar a continuidade da comercialização do produto. Segundo a companhia, não houve alerta prévio de órgãos como Procon ou Ministério Público que apontassem, até então, qualquer impedimento conhecido em relação à atuação da Naskar.

Para o grupo, a ação judicial tem dupla finalidade: buscar proteção patrimonial e documental para os afetados e, ao mesmo tempo, forçar o esclarecimento institucional sobre a dimensão do problema. A companhia diz que seguirá concentrando sua comunicação por meio da assessoria jurídica e de imprensa, e que manterá os afetados informados dentro dos limites processuais.

“O Grupo Nexco lamenta profundamente o ocorrido. A companhia acreditou na operação apresentada pela Naskar, assim como seus clientes, colaboradores e diretores. Diante do atraso inédito, da frustração das expectativas de pagamento e da falta de transparência dos sócios da empresa, a via judicial foi a medida necessária para buscar esclarecimento, responsabilização e resguardo de direitos”, afirma a banca.

A Nexco diz que continuará acompanhando o caso e reforça que sua postura seguirá pautada pela escuta dos afetados e pela transparência possível dentro dos limites do processo judicial. A empresa afirma ainda que a divulgação do episódio também busca alertar o mercado para evitar que outras pessoas sejam expostas à mesma situação."

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Governo Trump recorre após Justiça dos EUA considerar ilegal tarifa global de 10%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,893-0,62%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,763-0,28%Euro TurismoR$ 6,012-0,31%B3Ibovespa184.645 pts0,78%MoedasDólar ComercialR$ 4,893-0,62%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,763-0,28%Euro TurismoR$ 6,012-0,31%B3Ibovespa184.645 pts0,78%MoedasDólar ComercialR$ 4,893-0,62%Dólar TurismoR$ 5,094-0,58%Euro ComercialR$ 5,763-0,28%Euro TurismoR$ 6,012-0,31%B3Ibovespa184.645 pts0,78%Oferecido por

A medida havia sido adotada por Trump em fevereiro como alternativa após uma derrota anterior na Suprema Corte.

A nova decisão judicial, divulgada na quinta-feira (7), concluiu que Trump não tinha autoridade legal para aplicar o aumento generalizado das tarifas usando uma lei comercial da década de 1970.

O tribunal, porém, limitou os efeitos da decisão apenas aos autores da ação: duas pequenas empresas americanas e o estado de Washington.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recorreu nesta sexta-feira (8) da decisão da Corte de Comércio Internacional dos EUA que considerou ilegal a tarifa global de 10% aplicada sobre importações, segundo a agência Reuters.

A medida havia sido adotada por Trump em fevereiro como alternativa após uma derrota anterior na Suprema Corte.

A nova decisão judicial, divulgada na quinta-feira (7), concluiu que Trump não tinha autoridade legal para aplicar o aumento generalizado das tarifas usando uma lei comercial da década de 1970. O placar foi de 2 votos a 1.

O tribunal, porém, limitou os efeitos da decisão apenas aos autores da ação: duas pequenas empresas americanas e o estado de Washington.

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA já havia decidido que o presidente extrapolou seus poderes ao impor o chamado “tarifaço” global usando uma lei de emergência nacional de 1977.

Na ocasião, a Corte entendeu que apenas o Congresso americano pode criar tarifas amplas sobre produtos importados e que o presidente não poderia usar poderes emergenciais para fazer isso sozinho. A decisão afetou as chamadas tarifas recíprocas, aplicadas a diversos países, incluindo o Brasil.

Depois dessa derrota, Trump anunciou uma nova tarifa global de 10% sobre importações, desta vez baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Agora, a Corte de Comércio Internacional também colocou em dúvida essa nova estratégia. Segundo os juízes, a lei usada pelo governo não foi criada para permitir tarifas amplas desse tipo.

As tarifas atuais tinham caráter temporário e devem expirar em 24 de julho, caso não sejam prorrogadas pelo Congresso americano.

Ao comentar a decisão, Trump criticou os magistrados responsáveis pelo julgamento e afirmou que a decisão partiu de “dois juízes radicais de esquerda”.

O caso acontece em meio às tensões comerciais entre os EUA e a China e poucos dias antes de uma reunião prevista entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

Como o g1 mostrou, mais de 330 mil empresas foram afetadas pelas tarifas em cerca de 53 milhões de remessas importadas. Após a decisão da Suprema Corte, empresas passaram a ter direito de pedir reembolso das taxas pagas.

Estimativas da Universidade da Pensilvânia apontam que os reembolsos podem chegar a US$ 175 bilhões (cerca de R$ 859 bilhões), além de juros. (veja mais aqui)

Recentemente, Trump afirmou que a decisão da Justiça americana foi “ridícula” e criticou os juízes por não incluírem uma cláusula impedindo a devolução do dinheiro já arrecadado.

No mês passado, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou que havia concluído o desenvolvimento da fase inicial do sistema de restituição, conhecido como CAPE.

O sistema vai consolidar os reembolsos, de modo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de pagamentos separados para cada importação.

Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, em um valor total de US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões). Esse montante corresponde a cerca de 76% do total elegível para reembolso.

Segundo informações da Reuters, parlamentares democratas têm pressionado grandes empresas para que eventuais reembolsos sejam revertidos em preços menores aos consumidores, e não usados para recompra de ações ou bônus a executivos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciando tarifas recíprocas globais — Foto: REUTERS/Carlos Barria

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Economista Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central, morre aos 80 anos no Rio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 13:45

Rio de Janeiro Economista Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central, morre aos 80 anos no Rio Francisco Lafaiete de Pádua Lopes estava internado havia cerca de um mês após passar por uma cirurgia no intestino. Por Bom Dia Brasil

Mineiro e economista influente, Chico Lopes participou da formulação de importantes planos econômicos brasileiros.

Morreu aos 80 anos, no Rio de Janeiro, o economista e ex-presidente do Banco Central Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes. Ele estava internado havia cerca de um mês, após passar por uma cirurgia no intestino.

Mineiro e economista influente, Chico Lopes participou da formulação de importantes planos econômicos brasileiros. Ele integrou a equipe responsável pelo Plano Cruzado, colaborou na criação do Plano Bresser e também atuou como consultor informal da equipe do Plano Real.

O ex-presidente do Banco Central, Chico Lopes durante seu depoimento na CPI dos Bancos, no Congresso, em Brasília (DF). — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Chico Lopes entrou para o Banco Central em 1995, como diretor da instituição. Em janeiro de 1999, assumiu a presidência do órgão no lugar do economista Gustavo Franco.

Durante a curta passagem pelo comando do Banco Central, que durou apenas 20 dias, ele se envolveu nas polêmicas de socorro financeiro a bancos e desvalorização do real.

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Produção de veículos no Brasil cai 9,5% em abril; exportações ainda sentem efeitos da Argentina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 12:47

Carros Produção de veículos no Brasil cai 9,5% em abril; exportações ainda sentem efeitos da Argentina Apesar do recuo, a produção entre janeiro e abril de 2026 é 4,9% maior do que no mesmo período de 2025. Exportações cresceram, mas saldo acumulado ainda apresenta queda. Por Carlos Cereijo, g1

O Brasil produziu 225,8 mil veículos em abril, o que significa uma queda de 9,5% em relação a março, que teve 249,4 mil veículos feitos no país. Os números são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Apesar do resultado negativo, os números do mês de abril são 2,4% maiores do que no mesmo período de 2025.

Os primeiros quatro meses de 2026 acumulam 872,6 mil veículos feitos no Brasil, um aumento de 4,9% se comparado ao mesmo período de 2025.

As exportações em abril cresceram 8,2% em relação a março. Foram 43,2 mil veículos embarcados no mês passado. No entanto, a queda em relação a abril de 2025 foi de 11,7%.

O acumulado de exportações entre janeiro e abril de 2026 foi de 142,4 mil unidades. Um resultado 16,9% menor que os mesmos quatro meses de 2025. Segundo a Anfavea, o resultado ainda é reflexo do esfriamento do mercado argentino em 2026.

Nos primeiros quatro meses de 2025, a Argentina comprou 101,5 mil veículos feitos no Brasil. Este ano esse volume caiu para 71,1 mil unidades entre janeiro e abril.

Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o mercado argentino recuou, mas houve uma queda também de participação dos veículos brasileiros. Ou seja, veículos de outros países estão ganhando mercado na Argentina.

Em abril, entidades de Brasil e Argentina firmaram acordo para fortalecer o setor automotivo e reagir à concorrência chinesa. A ‘Declaração de Buenos Aires' foi assinada durante o evento Automechanika, realizado na capital argentina.

O texto estabelece uma agenda integrada, com foco em competitividade, atração de investimentos e fortalecimento da integração produtiva e, segundo as entidades que participaram do evento, é uma resposta ao aumento da competição global e às transformações tecnológicas do setor.

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Governo renova concessões de distribuição de energia em 13 estados; Enel fica de fora

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 12:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,897-0,53%Dólar TurismoR$ 5,099-0,48%Euro ComercialR$ 5,766-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.718 pts0,82%MoedasDólar ComercialR$ 4,897-0,53%Dólar TurismoR$ 5,099-0,48%Euro ComercialR$ 5,766-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.718 pts0,82%MoedasDólar ComercialR$ 4,897-0,53%Dólar TurismoR$ 5,099-0,48%Euro ComercialR$ 5,766-0,23%Euro TurismoR$ 6,014-0,28%B3Ibovespa184.718 pts0,82%Oferecido por

O Ministério de Minas e Energia (MME) assina, nesta sexta-feira (8), a renovação antecipada dos contratos de concessão de 14 distribuidoras de energia elétrica. Duas delas já haviam firmado acordos semelhantes no ano passado.

A cerimônia de assinatura dos contratos, prevista para esta tarde, deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo estimativas do ministério, os novos contratos devem viabilizar cerca de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030, voltados à modernização e à expansão da rede elétrica.

A medida, no entanto, não contempla a Enel, apurou o g1. A concessionária enfrenta um processo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão em São Paulo, diante das sucessivas reclamações sobre a prestação de serviços, especialmente durante eventos climáticos extremos, desde 2023.

Segundo técnicos ouvidos pela reportagem, a proximidade do vencimento dos contratos antigos poderia reduzir os incentivos para novos aportes das distribuidoras.

A renovação antecipada busca justamente garantir a continuidade dos investimentos e ampliar a segurança operacional das redes.

mecanismos mais objetivos para eventual cassação de concessõesregras para comprovação anual da saúde econômico-financeira das empresasampliação e modernização dos canais de atendimento ao consumidor e criação de canais específicos para atendimento de gestores públicos.

Os contratos ainda preveem medidas para regularizar o compartilhamento de postes entre distribuidoras e empresas de telecomunicações, um dos principais gargalos de infraestrutura elétrica no país.

➡️No litoral baiano, por exemplo, estão previstas a implantação de 18 novas subestações e a modernização e ampliação de outras dez unidades, com incorporação de tecnologias de automação.

➡️Na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, o plano prevê a construção de 27 quilômetros de linhas de distribuição e três novas subestações.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Privacidade do Instagram desligada: o que isso significa para as suas DMs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/05/2026 11:51

Tecnologia Privacidade do Instagram desligada: o que isso significa para as suas DMs A plataforma disse que vai remover as mensagens com criptografia de ponta a ponta, em uma grande mudança de posição da Meta, dona do Instagram. Por BBC

A rede social Instagram desativou o recurso que permitia aos usuários enviar mensagens com alto nível de privacidade. A partir desta sexta-feira (8), o Instagram poderá acessar todo o conteúdo das mensagens diretas, incluindo imagens, vídeos e mensagens de voz.

A remoção da chamada criptografia de ponta a ponta (E2EE, na sigla em inglês), em que somente o remetente e o destinatário podem ver o conteúdo, representa uma grande guinada da Meta, empresa responsável pelo Instagram.

A criptografia de ponta a ponta é considerada por especialistas a forma mais segura de troca de mensagens na internet.

Mas esse tipo de criptografia enfrenta há muito tempo a oposição de grupos que afirmam que ela facilita a disseminação de conteúdo considerado extremo (incluindo crimes) sem que autoridades consigam agir.

Por isso, a decisão da Meta de remover esse tipo de criptografia de ponta a ponta do Instagram foi comemorada por grupos como organizações de proteção à infância, mas condenada por defensores da privacidade.

A Sociedade Nacional de Proteção de Crianças Contra Crueldade (NSPCC, na sigla em inglês), uma das principais organizações sem fins lucrativos do Reino Unido, alerta há anos que a criptografia de ponta a ponta poderia expor crianças a riscos.

"Estamos realmente satisfeitos", disse Rani Govender, do NSPCC, acrescentando que a criptografia de ponta a ponta "pode permitir que autores de crimes deixem de ser detectados, o que faz com que o aliciamento e o abuso infantil passem despercebidos".

Maya Thomas, da Big Brother Watch, ONG britânica de defesa da privacidade e dos direitos civis, disse estar "decepcionada" com a decisão e afirmou que a criptografia de ponta a ponta era "uma das principais formas de crianças protegerem seus dados na internet". Thomas acrescenta haver preocupação de que a Meta esteja cedendo à pressão de governos.

Antes, a Meta defendia a criptografia de ponta a ponta como o modelo mais seguro de privacidade para os usuários. Em 2019, a Meta prometeu implementar a tecnologia nas plataformas de mensagens do Facebook e do Instagram, afirmando que "o futuro é privado".

A empresa concluiu a implementação dessa criptografia no Facebook Messenger em 2023 e depois tornou o recurso opcional no Instagram, com planos de torná-lo padrão.

Mas, após sete anos, a Meta desistiu de ampliar o recurso no Instagram, que agora oferece apenas criptografia padrão.

Na criptografia padrão, que substituiu a criptografia de ponta a ponta, um provedor de serviços de internet pode acessar conteúdo privado, se necessário. Esse é o sistema mais comum nos principais serviços online, como o Gmail, do Google.

A partir desta sexta-feira (8), o Instagram poderá acessar todo o conteúdo das mensagens diretas, incluindo imagens, vídeos e mensagens de voz — Foto: Getty Images via BBC

Desde 2019, a Meta defendia seus planos de ampliar a criptografia de ponta a ponta, enquanto tentava superar os desafios técnicos para levar a tecnologia ao Facebook e ao Instagram.

A empresa não anunciou publicamente a decisão de abandonar a implementação da ferramenta no Instagram.

"As mensagens com criptografia de ponta a ponta no Instagram deixarão de ser compatíveis após 8 de maio de 2026. Se você tiver conversas afetadas por essa mudança, verá instruções sobre como baixar mídias ou mensagens que deseje guardar", informou a empresa.

Mas especialistas afirmam que as ferramentas opcionais costumam ter baixa adesão, já que exigir que usuários ativem um recurso manualmente cria etapas extras no uso da plataforma.

Alguns analistas, entre eles a especialista em cibersegurança Victoria Baines, acreditam que a decisão reflete uma mudança na postura da Meta em relação à privacidade.

"E, cada vez mais, empresas como a Meta estão se concentrando no treinamento de modelos de inteligência artificial [IA], para os quais os dados de mensagens podem ser extremamente valiosos. Acho que a decisão é mais complexa."

O Instagram já afirmou anteriormente que mensagens diretas não são usadas para treinar sistemas de IA.

A empresa se recusou a comentar mais detalhadamente a decisão de recuar na política de privacidade, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, recusou pedidos de entrevista.

No mês passado, a Meta informou aos funcionários que cliques e atividades em dispositivos de trabalho passariam a ser coletados como dados de treinamento para os modelos de IA da empresa.

Grupos como a ONG Big Brother Watch afirmam que a decisão da Meta pode influenciar toda a indústria de redes sociais.

Até recentemente, a expansão da criptografia de ponta a ponta era vista como a direção natural do setor.

Esse tipo de criptografia é padrão no Signal, no WhatsApp, no Facebook Messenger, no iMessage, da Apple, e no Google MessagesO Telegram oferece o recurso como opcional, mas não de forma padrãoO X, antigo Twitter, oferece um sistema semelhante para mensagens diretas, embora críticos afirmam que ele não atende aos padrões de segurança da indústriaO Snapchat usa a tecnologia para fotos e vídeos enviados por mensagens diretas e já afirmou que pretende expandi-la para mensagens de texto.O Discord planeja tornar chamadas de voz e vídeo protegidas por criptografia de ponta a ponta de forma padrão.

O TikTok disse à BBC em março que não tinha planos de implementar a tecnologia em mensagens diretas.

Analistas, entre eles a especialista em cibersegurança Baines, acreditam que essas decisões podem desacelerar a disseminação da criptografia de ponta a ponta, fazendo com que ela fique restrita, no futuro, principalmente a aplicativos dedicados a mensagens.

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