RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como a indústria de autopeças da Argentina passou a sofrer com a ‘terapia de choque’ de Milei

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 03:44

Carros Como a indústria de autopeças da Argentina passou a sofrer com a 'terapia de choque' de Milei Enquanto commodities avançam, pequenas e médias indústrias enfrentam queda de produção, fechamento de fábricas e demissões. Por Reuters

Dentro de uma pequena fábrica familiar de autopeças nos arredores de Buenos Aires, na Argentina, as linhas de produção desaceleraram.

A fábrica opera abaixo de sua capacidade, enquanto a empresa, a Suspenmec, tenta competir com a entrada maciça de peças importadas mais baratas, especialmente as vindas da China.

A mudança no mercado argentino aconteceu após afrouxar de forma significativa as regras do comércio exterior.

As vendas da empresa caíram cerca de 30% neste ano. A Suspenmec produz aproximadamente 600 tipos de componentes para sistemas de suspensão.

As reformas econômicas adotadas pelo presidente Javier Milei — como a redução das barreiras às importações e a política de um peso mais valorizado — ajudaram a estabilizar a economia. No entanto, para muitas pequenas e médias indústrias, que durante anos estiveram protegidas da concorrência externa, a mudança foi rápida e difícil.

As importações de autopeças cresceram 11,6% em 2025 em relação ao ano anterior, alcançando cerca de US$ 10,32 bilhões, segundo dados da entidade do setor AFAC.

As importações provenientes da China, por sua vez, cresceram 80,9% no mesmo período, atingindo US$ 1,46 bilhão — embora o Brasil continue sendo o principal fornecedor.

“É preocupante. Sentimos o impacto das importações livres de tarifas de tantas marcas”, disse Lucas Panarotti, sócio da Suspenmec, ao lado de máquinas paradas na fábrica.

Outros fabricantes de autopeças, como a sueca SKF e a norte-americana Dana, fecharam algumas de suas unidades na Argentina.

As dificuldades enfrentadas pelos produtores locais se refletem na queda da produção de autopeças, que recuou 22,5% nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o instituto oficial de estatísticas INDEC, que não informou os volumes produzidos.

A produção de veículos, que chegou a 490 mil unidades em 2025, caiu 19% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

“É um ponto de inflexão. Entramos muito rapidamente em um novo ecossistema, no qual a abertura da economia e do comércio internacional passou a pressionar as empresas industriais argentinas”, afirmou Nicolas Ballestrero, CEO do Grupo Corven, que registrou queda na produção e nas exportações neste ano.

Especialistas afirmam que, para se adaptar, a indústria automotiva argentina precisa se especializar mais e ampliar suas exportações.

Andres Civetta, economista especializado no setor industrial da consultoria Abeceb, estima que, no futuro, o país poderia exportar cerca de 400 mil veículos comerciais leves por ano — acima dos aproximadamente 280 mil enviados no ano passado — principalmente para o Brasil e outros mercados da América Latina.

A situação no setor de autopeças reflete uma tendência mais ampla, que favorece grandes exportadores de commodities, enquanto boa parte da indústria argentina voltada ao mercado interno enfrenta dificuldades.

Embora o superávit comercial do país sul-americano tenha aumentado para US$ 2,5 bilhões em março, 24.180 empresas — cerca de 5% do total em operação — fecharam as portas entre novembro de 2023, pouco antes de Milei assumir com uma agenda libertária de direita, e janeiro deste ano, segundo a consultoria Fundar.

Dados do INDEC indicam que a atividade econômica caiu 2,1% em fevereiro na comparação anual, enquanto setores como mineração, agropecuária e pesca registraram crescimento entre 8% e 15%. A indústria de transformação, no entanto, recuou 8,7%, e o comércio varejista teve queda de 7%.

“Com um peso que se valorizou 10% em relação a dezembro passado, o que implica uma inflação em dólar de 10%, haverá muitas dificuldades para empresas que produzem e competem com importados conseguirem ter sucesso”, disse Ricardo Delgado, economista que dirige a consultoria Analytica.

Delgado, que projeta um crescimento econômico de cerca de 2% na Argentina em 2026, afirmou que o principal problema é que os setores mais prejudicados pelo modelo econômico de Milei geram mais empregos e arrecadação de impostos do que outros, o que pode comprometer o superávit fiscal defendido pelo governo.

Esse cenário representa um equilíbrio delicado para Milei às vésperas de sua tentativa de reeleição. Uma pesquisa da consultoria Giacobbe & Associates indica taxa de aprovação de 36%, quase seis pontos percentuais abaixo do registrado em março.

O índice de confiança no governo, calculado pela Universidade Torcuato Di Tella, caiu para 2 pontos em abril, uma queda de 12% em relação ao mês anterior. O indicador é medido em uma escala de zero a 5.

As fábricas também enfrentam pressão devido à demanda enfraquecida, depois que o programa de austeridade adotado por Milei para conter a inflação reduziu o poder de compra dos argentinos.

A desaceleração também atingiu o mercado de trabalho. A taxa de desemprego subiu para 7,5% no quarto trimestre de 2025, frente a 6,4% um ano antes. Somente o setor de autopeças perdeu cerca de 5 mil postos de trabalho em 2025 — o equivalente a 10% de sua força de trabalho — segundo dados da AFAC.

Analistas afirmam que o desemprego seria ainda maior se não fosse a migração de trabalhadores demitidos para a informalidade, como atividades ligadas a aplicativos de transporte.

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Negócio 4 em 1: como casal transformou ideia em faturamento de R$ 4 milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 10/05/2026 02:55

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Negócio 4 em 1: como casal transformou ideia em faturamento de R$ 4 milhões Casal uniu pizzaria, restaurante, bar e empório no mesmo espaço e apostou em expansão gradual para crescer no setor gastronômico. Por PEGN

Casal de ex-bancários criou um negócio gastronômico com quatro operações integradas no mesmo espaço.

Com investimento de R$ 2 milhões, negócio fatura cerca de R$ 4 milhões por ano. O próximo é levar o empório para o ambiente digital, com vendas online.

O que começa como um almoço pode terminar em compras, drinks e jantar — tudo no mesmo lugar. Essa é a proposta de um negócio criado por um casal de ex-bancários que decidiu apostar na gastronomia com um modelo pouco comum: quatro operações integradas em um único endereço.

Edson Leite e Cida Montagner se conheceram no banco onde trabalharam por anos como gerentes. Após a aposentadoria, o plano inicial era desacelerar, mas a vontade de empreender falou mais alto — e ganhou forma depois do contato com a pizza napolitana.

A pizzaria foi o primeiro passo. Com o tempo, o casal percebeu que poderia aproveitar a estrutura já existente para ampliar o negócio. Assim nasceram o empório, o bar e, mais recentemente, o restaurante.

A ideia sempre foi integrar as operações e oferecer diferentes experiências ao cliente em um só lugar. “Se você já tem o espaço, os equipamentos e a equipe, por que não fazer tudo isso gerar mais receita?”, resume Edson.

A estratégia permite otimizar custos e aumentar o tempo de permanência do cliente, que pode circular entre os ambientes ao longo do dia. Para garantir autenticidade, o casal buscou formação na origem do produto.

Eles viajaram até Nápoles, na Itália, para aprender a técnica tradicional da pizza napolitana e trouxeram até um forno do exterior para reproduzir a experiência no Brasil. A expansão, no entanto, foi feita com cautela.

Segundo os empreendedores, o crescimento gradual foi essencial para reduzir riscos e consolidar cada etapa antes de abrir novas frentes. Ao todo, o investimento no negócio chegou a cerca de R$ 2 milhões.

Hoje, o empreendimento fatura aproximadamente R$ 4 milhões por ano, atende entre 1.500 e 2.000 clientes por mês e conta com uma equipe de 22 colaboradores, além de cerca de 30 fornecedores.

Além da experiência integrada, outro diferencial está na gestão compartilhada. Funcionários circulam entre as operações conforme a demanda, o que aumenta a eficiência e reduz custos operacionais.

O próximo passo já está em andamento: levar o empório para o ambiente digital, com vendas online — o que deve transformar o negócio em um modelo “5 em 1”.

Para quem pensa em expandir, o casal deixa o recado: crescer exige planejamento, propósito e, principalmente, começar aos poucos. “Você domina um negócio e, a partir disso, abre novas frentes”, diz Cida.

Negócio 4 em 1: como casal transformou ideia em faturamento de R$ 4 milhões — Foto: Reprodução/PEGN

📍Endereço: Rua Luís Góis, 1625 – Mirandópolis – São Paulo/SP- CEP: 04043-200📞 Telefone: (11) 5587-1360🌐 Site: gattofiga.com.br📧 E-mail: cidamontagner@gattofiga.com📘Facebook: https://www.facebook.com/gattofigapizzabar📸 Instagram: https://www.instagram.com/gattofigapizzabar

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Consumo sem freio: aplicativos e parcelamentos alimentam ciclo de endividamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/05/2026 00:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%MoedasDólar ComercialR$ 4,892-0,63%Dólar TurismoR$ 5,101-0,44%Euro ComercialR$ 5,765-0,22%Euro TurismoR$ 6,018-0,21%B3Ibovespa183.218 pts-2,38%Oferecido por

A crise do endividamento no Brasil levanta a questão sobre o papel das compras por impulso no comércio online, muitas vezes associadas a parcelamentos no cartão de crédito.

Os compradores compulsivos costumam ser influenciados por "gatilhos" que despertam neles a urgência em comprar, que é ainda facilitada pelo crédito oferecido dentro dos próprios aplicativos de compras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a compulsão por compras atinja 8% dos consumidores em todo o mundo.

Atualmente, 80% das compras virtuais no Brasil são feitas pelo celular, num mercado de R$ 258 bilhões por ano.

Na televisão, marcas oferecem descontos constantes, enquanto lives com cupons se tornaram comuns usando influenciadores que estimulam a compra impulsiva.

A crise do endividamento no Brasil levanta a questão sobre o papel das compras por impulso no comércio online, muitas vezes associadas a parcelamentos no cartão de crédito, o meio de pagamento que é a principal fonte de débitos no país.

Os compradores compulsivos costumam ser influenciados por "gatilhos" que despertam neles a urgência em comprar, que é ainda facilitada pelo crédito oferecido dentro dos próprios aplicativos de compras.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a compulsão por compras atinja 8% dos consumidores em todo o mundo.

Atualmente, 80% das compras virtuais no Brasil são feitas pelo celular, num mercado de R$ 258 bilhões por ano. Na televisão, marcas oferecem descontos constantes, enquanto lives com cupons se tornaram comuns usando influenciadores que estimulam a compra impulsiva.

"Antigamente, nos espaços em que eu frequentava, o problema das compras compulsivas era só meu. Hoje, já vejo como algo geral", conta Camila Nunes, que alerta sobre o tema em suas redes sociais. Ela mesma sofre com a chamada oniomania, termo utilizado para descrever a compulsão por comprar.

"Tinha um bom salário, o que acabou gerando crédito. Ultrapassava o limite do cartão, mas ele não parava de passar. Eu tinha também os cartões de todas as lojas de varejo e conseguia parcelar a fatura", relembra.

Foi assim que Nunes chegou a contrair 21 empréstimos, o que, com os juros, gerou uma dívida de R$ 240 mil.

"As parcelas dão a sensação de que o produto é mais barato porque o foco sai do valor total e vai para o valor mensal. Isso facilita a compra, mas pode levar ao acúmulo de dívidas, principalmente quando a pessoa não percebe o impacto dos juros ao longo do tempo", explica a educadora financeira e professora da FGV-IDE Ana Paula Hornos.

O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, somou R$ 109,65 bilhões no primeiro trimestre deste ano. É um aumento de 9,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em março, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito somou 428,3% ao ano.

Cartões de crédito (84,9%), crediários do varejo (16%) e empréstimos pessoais (12,6%) representam os principais tipos de dívidas dos brasileiros, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a pesquisa, 80,4% das famílias se encontravam endividadas em março.

A psicóloga e especialista em transtornos do impulso Tatiana Filomensky, que realiza atendimentos na área, aponta que "nunca houve tantas pessoas buscando ambulatório" para lidar com a questão. Segundo ela, pacientes podem aguardar anos para conseguir uma consulta.

"Tive relações muito desgastadas por dívidas. Via a vida dos outros passando e a minha parada enquanto estava endividada. É um vício silencioso e solitário", conta Nunes.

O fato de ser menos conhecida que outras compulsões, como álcool, drogas e apostas, faz com que a busca por ajuda seja limitada, avalia. "Recebo muitas mensagens, em um nível que não consigo acompanhar", conta.

"As pessoas se identificam com meu conteúdo e veem que há tratamento", pontua. Além dos tratamentos clínicos para lidar com a compulsão, no Brasil há hoje o grupo Devedores Anônimos. As reuniões ocorrem nos moldes de outros grupos, como os mais famosos para o álcool e os narcóticos.

Na visão de Nunes, o cenário atual online prejudica muito os compulsivos. Ela conta que seu cérebro só a deixava em paz depois de comprar, e que muitos dos itens adquiridos serviam para lidar com a ansiedade.

A influenciadora diz que o tema é banalizado por varejistas, que divulgam conteúdos sugerindo que comprar é uma terapia. "O meme 'me mimei', ou alguém com diversas sacolas e a descrição 'eu na vida'… São sempre comentários brincando", afirma. "É normalizado, até que a pessoa acaba indo para o buraco. Vi muitos seguindo o mesmo caminho que eu", comenta.

"Promoções, notificações e recomendações constantes aumentam a vontade de consumir o tempo todo, diminuindo o tempo de pensar antes de comprar. Quanto menor o tempo de análise, maior a chance de a decisão sair do controle e ir para a impulsividade", pontua Hornos.

"O ambiente online facilita muito a compra por impulso porque tudo é rápido e acessível. Com poucos cliques, a pessoa sai do desejo para a compra", explica.

"Ocorreu uma inversão no processo de consumo. Hoje não se consome tanto pela necessidade ou desejo, e sim pelos descontos", pontua Filomensky. Entre as estratégias dos varejistas, ela aponta que "há estímulo contínuo por descontos, de forma a sugerir uma corrida contra o tempo".

Um exemplo são campanhas que surgiram nos últimos anos, como aquelas que oferecem ofertas a cada mês com datas repetidas, como 03/03, 04/04, 05/05, e assim de forma sucessiva. Filomensky lembra que essas modalidades antes estavam mais restritas a certos períodos do ano, como a Black Friday, mas que hoje ocorrem quase a todo tempo.

Varejistas vêm oferecendo padrões como 48 horas de promoção ao longo do ano em seus aplicativos, com descontos de até 70% e até 21 parcelas.

"Essas campanhas criam senso de urgência e medo de perder a oportunidade. Isso leva a compras rápidas, muitas vezes sem planejamento. No longo prazo, pode virar um hábito de consumir por impulso e desorganizar a vida financeira", aponta Hornos.

Parte da estratégia passa pelos chamados programas de afiliados, que redes sociais promovem para os seus criadores de conteúdo. Os influenciadores e as marcas podem se conectar pela própria plataforma, e as comissões também são pagas pelo sistema.

No final de março, a agência de notícias Reuters informou que o TikTok fez contato com o Banco Central para oferecer serviços como instituição financeira. A medida permitiria à empresa, que desde o ano passado opera o TikTok Shop no Brasil, oferecer seu próprio capital para empréstimos ou atuar como um intermediador entre tomadores e credores.

De alguma maneira, o cenário é recorrente entre os varejistas online, e remete aos antigos crediários das lojas físicas. O Mercado Livre conta com seu próprio sistema de pagamentos, o Mercado Pago, enquanto a Shopee desde 2022 tem autorização para oferecer sistema de pagamentos no Brasil.

A estratégia traz ainda mais preocupação para analistas. "Quando o crédito está disponível na própria plataforma, a compra fica ainda mais fácil. A pessoa vê o produto, se empolga e já consegue pagar ali mesmo, sem pausa para refletir. Isso aumenta o risco de decisões impulsivas e de endividamento", aponta Hornos.

"É o dinheiro rápido e fácil encontrando o desejo imediato: o prazer vem na hora, e o custo fica para depois, muitas vezes sem tempo suficiente para avaliar o endividamento que está sendo assumido", completa.

Na visão de Filomensky, a "ampliação de crédito dentro da própria empresa não permite conversas sobre o quanto se deve". Ela lembra ainda a necessidade de abrir o aplicativo do varejista para realizar o pagamento, o que pode reforçar novas compras.

Numa analogia com as lojas físicas, é como a estratégia que certas empresas adotavam de posicionar os caixas onde os crediários são pagos ao fundo das unidades, criando a tentação de que o cliente adquira novos produtos no caminho até elas, compara.

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Mega-Sena, concurso 3.006: nenhuma aposta acerta as seis dezenas e prêmio vai a R$ 52 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 22:14

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3.006: nenhuma aposta acerta as seis dezenas e prêmio vai a R$ 52 milhões O prêmio para o ganhador da edição deste sábado (9) seria de R$ 43.6 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.005 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (9), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 43.6 milhões. No entanto, o valor acumulou.

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Após esgotar em dias, Volkswagen Golf GTI ganha novo lote por R$ 430 mil; veja o teste do g1

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 15:52

Carros Após esgotar em dias, Volkswagen Golf GTI ganha novo lote por R$ 430 mil; veja o teste do g1 Modelo é o carro mais rápido e mais caro que a Volkswagen vende no Brasil e, mesmo assim, a fama que o Golf GTI tem foi suficiente para esgotar o primeiro lote em apenas um fim de semana. Por André Fogaça, g1 — Mogi Guaçu (SP)

A Volkswagen anunciou, neste sábado (9), um novo lote do Golf GTI para venda no Brasil. O modelo tem preço inicial de R$ 430 mil, e o comprador precisa cumprir algumas regras para conseguir adquirir uma unidade.

O novo lote foi divulgado ao mesmo tempo em que começaram as entregas do primeiro pacote, composto por 350 unidades entregues a partir de maio. Apesar de ser o carro mais caro da Volkswagen à venda no Brasil, todas as unidades se esgotaram em apenas um fim de semana.

Além do preço elevado, o novo Golf GTI é o modelo mais rápido da Volkswagen à venda no Brasil. Equipado com o motor 2.0 370 TSI, o hatch esportivo entrega 245 cavalos de potência e 37,7 kgfm de torque, acelerando de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.

Em comparação com outros modelos da marca, ele perde em potência apenas para o novo Tiguan, que tem 272 cavalos. No entanto, o SUV é cerca de 150 quilos mais pesado, por ter mais equipamentos e uma carroceria maior, além trazer torque menor, de 35,7 kgfm. Por isso, sua aceleração é mais lenta, com 0 a 100 km/h em 7,4 segundos.

Neste novo lote, a Volkswagen adota as mesmas regras aplicadas ao Golf GTI em 2025. Dessa forma, para comprar o hatch esportivo, o cliente precisa atender aos seguintes critérios:

Já ter comprado algum modelo esportivo da marca, como Nivus GTS ou Jetta GLI;Também podem comprar clientes de outras marcas do grupo Volkswagen, como Audi e Porsche, desde que tenham adquirido versões esportivas desses modelos;Cada CPF ou CNPJ pode adquirir apenas uma unidade do Golf GTI.

Além disso, o novo lote tem quantidade limitada de unidades. Procurada pelo g1, a Volkswagen não informou quantos carros foram importados para as vendas no Brasil. A marca informou, no entanto, que as primeiras unidades começam a ser entregues ainda neste ano.

O g1 teve acesso ao Golf GTI em um ambiente onde ele melhor mostra o que é capaz de entregar: um autódromo, localizado na cidade de Mogi Guaçu (SP).

No primeiro contato, o hatch não revela que tem a aceleração mais forte da Volkswagen no Brasil, já que são poucos os detalhes visuais que o diferenciam de um "carro simples".

Para olhos menos atentos, ele parece apenas mais um Golf, semelhante aos modelos vendidos no Brasil anos atrás.

Tudo muda ao entrar no carro. O primeiro impacto não é o acabamento em xadrez dos bancos, já visto em outros Golfs do passado, mas sim o banco em formato concha que, diferente do Nivus GTS, tem visual inspirado em carros de corrida.

O banco envolve o motorista nas laterais do tronco e das coxas. Esse apoio é importante, pois transmite mais segurança logo ao engatar a primeira marcha e acelerar.

Antes disso, vale destacar um ponto que pode agradar ou incomodar: o câmbio automático é eficiente, mas acionado por uma alavanca bastante pequena.

Para quem prefere trocas manuais, elas podem ser feitas por meio das aletas atrás do volante, semelhantes às usadas em carros da Fórmula 1. Elas poderiam ser maiores, mas cumprem bem a função.

Com o modo esportivo ativado e pé fundo, o carro entrega toda a esportividade que não aparece no visual externo.

Sabe aquele atraso entre pisar no acelerador e o carro responder, que no Tera chega a três segundos? Aqui isso não acontece. As respostas são imediatas, com retomadas rápidas, como se espera de um modelo que nasceu com proposta esportiva.

O volante exige menos giros para virar as rodas. Segundo a Volkswagen, esse ajuste foi feito exclusivamente para o Golf GTI e significa que, em vez de 2,5 voltas completas até o fim do curso, são necessárias apenas 2,1.

Em velocidades mais altas, isso garante maior controle do volante, com as mãos sempre na posição mais segura, sem a necessidade de soltar uma delas ou cruzar os braços para continuar a manobra.

Ao final do teste, fica a sensação de que o Golf GTI é um esportivo com a pimenta certa. Ele tem concorrentes com preço semelhante e até mais potentes? Sim, modelos como GR Corolla e Civic Type R são bons exemplos.

Ainda assim, a reputação do Golf GTI fala mais alto do que qualquer comparação. A decisão de compra é fortemente emocional, a ponto de o preço elevado não ser um obstáculo para quem deseja esse modelo.

Prova disso é que as unidades do primeiro lote se esgotaram em um único fim de semana, e já há fila de espera para o novo lote.

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Como a mudança nos hábitos de consumo da China pode ajudar a proteger a floresta amazônica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 07:54

Agro Como a mudança nos hábitos de consumo da China pode ajudar a proteger a floresta amazônica Compromisso de importadores chineses de pagar mais por carne bovina sustentável do Brasil pode sinalizar uma mudança relevante na relação entre comércio, consumo e desmatamento. Por Reuters

A iniciativa ocorre em um momento em que o governo chinês sinaliza a intenção de agir sobre o impacto ambiental do comércio, ao mesmo tempo em que busca proteger sua indústria nacional.

A cadeia de abastecimento da carne bovina está mais preparada para ações concretas, por não ser tão essencial à dieta chinesa quanto outras commodities, como a soja.

A floresta amazônica, a maior e mais biodiversa do mundo, perde centenas de milhares de hectares de árvores todos os anos.

A carne será comercializada com o selo “Beef on Track”, desenvolvido pela ONG brasileira Imaflora.

Quando Xing Yanling publicou no WeChat sobre sua visita à Amazônia brasileira, em abril, descreveu aos amigos na China a sensação inesquecível de estar “envolvida por dezenas de milhares de tons de verde”.

Xing não é uma turista comum. Ela lidera a Associação da Indústria de Carnes de Tianjin, que representa importadores responsáveis por cerca de 40% das compras chinesas de carne bovina provenientes do Brasil.

Sob sua liderança, os membros da associação de Tianjin se comprometeram a comprar 50 mil toneladas de carne bovina brasileira certificada e livre de desmatamento até o fim do ano.

O movimento pode ser um sinal precoce de que a China — uma das forças mais poderosas do comércio global de commodities — está disposta a pagar mais por cadeias de suprimento mais sustentáveis. O volume equivale a cerca de 4,5% do total que os exportadores brasileiros de carne bovina devem vender ao mercado chinês neste ano.

O compromisso desafia uma crença antiga entre produtores brasileiros: a de que a China, maior importadora mundial de carne bovina e soja, se preocupa apenas com o preço.

A iniciativa ocorre em um momento em que o governo chinês sinaliza a intenção de agir sobre o impacto ambiental do comércio, ao mesmo tempo em que busca proteger sua indústria nacional.

Em 2019, a China alterou sua lei florestal para proibir o comércio de madeira ilegal. Em 2023, assinou um compromisso conjunto com o Brasil para acabar com o desmatamento ilegal impulsionado pelo comércio. Já a partir do ano passado, a COFCO, empresa estatal chinesa de comércio exterior, comprometeu-se a eliminar o desmatamento de sua cadeia de suprimentos.

A cadeia de abastecimento da carne bovina está mais preparada para ações concretas, por não ser tão essencial à dieta chinesa quanto outras commodities, como a soja, afirmou Andre Vasconcelos, chefe de engajamento global da Trase, plataforma que monitora o impacto ambiental de diversas cadeias de suprimento.

“Ao mesmo tempo, há uma consciência, respaldada pelas informações disponíveis, de que a carne bovina — especialmente a brasileira — é a mercadoria mais associada ao desmatamento entre os produtos agrícolas importados pela China”, afirmou.

A floresta amazônica, a maior e mais biodiversa do mundo, perde centenas de milhares de hectares de árvores todos os anos. Cerca de 90% dessa área é transformada em pasto para gado logo após o desmatamento, segundo o MapBiomas, organização brasileira sem fins lucrativos que monitora o uso da terra.

Segundo Xing, alguns consumidores chineses estão cientes desse impacto e se tornam mais exigentes à medida que aumentam sua renda.

“Não se trata apenas de ‘o barato sai caro’”, disse. “Isso significa que a carne bovina livre de desmatamento, sustentável, segura e rastreável terá um mercado mais forte no futuro.”

Escolher produtos alimentares com base em critérios ambientais, em vez do preço, é impraticável para a maioria dos consumidores chineses, que, assim como grande parte do mundo, enfrentam preços mais altos nos supermercados.

Ainda assim, a rastreabilidade oferecida pelo projeto também ajuda a reduzir as preocupações com a segurança alimentar.

A carne será comercializada com o selo “Beef on Track”, desenvolvido pela ONG brasileira Imaflora. O selo prevê quatro níveis de conformidade, definidos de acordo com o grau de rastreabilidade da carne na cadeia de suprimentos e com a comprovação de que as fazendas foram legalmente regularizadas.

Os importadores de Tianjin estão dispostos a pagar um preço até 10% maior pela carne bovina proveniente de frigoríficos que comprovem que as fazendas fornecedoras não têm qualquer ligação com o desmatamento — legal ou ilegal — nem com o trabalho escravo.

A China compra mais de 10% da carne bovina exportada pelo Brasil, segundo dados do governo e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), cujos membros incluem empresas como JBS e Marfrig.

No entanto, qualquer impacto positivo pode ser limitado pelo frágil sistema de rastreabilidade do Brasil. O modelo atual se baseia em documentos de transporte de gado que, segundo promotores, podem ser facilmente fraudados para ocultar irregularidades na cadeia de suprimentos — prática conhecida como “lavagem de gado”.

Quando Xing e sua delegação chegaram à fazenda Carioca, em Castanhal, no norte da Amazônia, o fazendeiro Altair Burlamaqui não esperava mais do que uma conversa produtiva.

Burlamaqui apresentou o gado e parte da vasta reserva de floresta tropical em suas terras. Ao final do almoço, a delegação estava tão entusiasmada que perguntou se ele sonhava em ver sua carne bovina vendida na China como um produto associado à proteção da floresta amazônica. A ideia, segundo ele, foi ao mesmo tempo emocionante e avassaladora.

“O que entendi da conversa é que eles querem um produto com mais valor agregado para uma parcela da população disposta a pagar por isso”, disse. “E essa parcela pode ser maior do que toda a população brasileira.”

A ABIEC, entidade que reúne exportadores de carne bovina, está insatisfeita com a iniciativa liderada por Xing, segundo disseram à Reuters duas pessoas que falaram recentemente com a direção da associação.

Uma das fontes afirmou à Reuters que a preocupação é que a demanda por carne bovina sustentável se transforme em um obstáculo adicional para um mercado já considerado restrito.

Neste ano, a China impôs cotas à importação de carne bovina para proteger sua indústria nacional. A expectativa é que o Brasil atinja o limite estabelecido, de 1,1 milhão de toneladas, até o fim do próximo mês — justamente quando Tianjin planeja importar seu primeiro contêiner de carne bovina com certificação de sustentabilidade.

Em comunicado, a ABIEC afirmou que “apoia iniciativas focadas em certificação, mas avalia que novos selos devem estar alinhados aos sistemas já existentes, evitando sobreposições e exigências que careçam de infraestrutura pública para implementação, o que poderia criar barreiras à produção”.

A cota pode atrasar os planos de Tianjin, já que qualquer importação de carne bovina realizada após o limite estabelecido estará sujeita a um imposto chinês de 55%.

Pequim introduziu as cotas em um período em que a produção global de carne bovina tende a diminuir, com pecuaristas reconstruindo rebanhos nos Estados Unidos e no Brasil — movimento que pressiona os preços em diversos países, incluindo a China.

Os consumidores chineses já estão habituados a comprar produtos com algum nível de rastreabilidade. Durante a visita, a equipe de Xing mostrou a autoridades e empresários brasileiros como adiciona códigos QR aos ovos, permitindo que os consumidores rastreiem o produto até a fazenda de origem.

A rastreabilidade facilita o trabalho dos órgãos reguladores na identificação da origem de surtos de doenças e permite que empresas deixem de operar com fornecedores envolvidos em crimes ambientais.

A certificação Beef on Track deve estar pronta para adoção por frigoríficos, supermercados e importadores até o fim do ano.

O nível mais básico do padrão é comparável ao utilizado pelo Ministério Público Federal para verificar se as fazendas que fornecem diretamente à indústria da carne bovina cumprem a legislação ambiental e trabalhista.

Esse programa abrange fornecedores responsáveis por cerca de 2,7 milhões de toneladas de carne bovina por ano — aproximadamente um quinto da produção brasileira, mas quase o dobro das importações chinesas registradas no ano passado.

A Imaflora argumenta que a certificação que desenvolveu pode criar oportunidades, em vez de se tornar um obstáculo para os produtores — como, segundo a organização, ocorreu nos setores de madeira e café.

“O setor ainda está tentando entender como essa certificação pode reconhecer e valorizar os produtos brasileiros em um cenário de tensão geopolítica”, disse Marina Guyot, gerente de políticas da Imaflora.

Ela acrescentou, no entanto, que a certificação busca reconhecer aquilo que as empresas já fazem para cumprir seus próprios compromissos de sustentabilidade e rastreabilidade.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A JBS de Joesley Batista é alvo de megainvestigação do governo Trump: ‘Devemos nos preocupar com a influência de estrangeiros’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 04:53

Agro A JBS de Joesley Batista é alvo de megainvestigação do governo Trump: 'Devemos nos preocupar com a influência de estrangeiros' Governo Trump cita influência estrangeira na cadeia de abastecimento e coloca empresas brasileiras no centro de ofensiva ligada à inflação dos alimentos nos EUA. Por BBC

A reunião dos presidentes Lula e Trump em Washington nesta quinta-feira (7) coincide com uma nova rodada de ameaças do governo dos Estados Unidos contra gigantes brasileiras da carne que operam no país.

Embora o tema não tenha feito parte da agenda dos presidentes na Casa Branca, múltiplas movimentações à margem da agenda diplomática indicam que a pauta está no radar das autoridades federais norte-americanas.

Em entrevista coletiva após a reunião, na embaixada do Brasil em Washington, Lula brincou a respeito do menu do almoço oferecido por Trump na Casa Branca, que incluiu filé bovino grelhado: "Fiquei curioso para saber se era carne brasileira, mas não quis perguntar porque poderia não ser".

Horas depois de a notícia da viagem-relâmpago de Lula aos EUA vir à tona na segunda-feira (4), o governo norte-americano anunciou detalhes de uma megainvestigação sobre a indústria de carne no país por suspeita de "práticas anticompetitivas", seguindo uma postagem presidencial feita em novembro de 2025.

No alvo das apurações estão as chamadas Quatro Grandes (Big Four) do setor, responsáveis por cerca de 85% da atividade nos Estados Unidos. E duas dessas gigantes são brasileiras ou controladas por capital brasileiro: a JBS Foods USA e a National Food.

O conselheiro de Comércio e Manufatura do governo norte-americano, Peter Navarro, enfatizou o fato de duas das quatro maiores indústrias de carne do país são brasileiras — Foto: Getty Images

A reunião dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington nesta quinta-feira (7) coincide com uma nova rodada de ameaças do governo dos Estados Unidos contra gigantes brasileiras da carne que operam no país.

Embora o tema não tenha feito parte da agenda dos presidentes na Casa Branca, múltiplas movimentações à margem da agenda diplomática indicam que a pauta está no radar das autoridades federais norte-americanas.

Em entrevista coletiva após a reunião, na embaixada do Brasil em Washington, Lula brincou a respeito do menu do almoço oferecido por Trump na Casa Branca, que incluiu filé bovino grelhado: "Fiquei curioso para saber se era carne brasileira, mas não quis perguntar porque poderia não ser".

Horas depois de a notícia da viagem-relâmpago de Lula aos EUA vir à tona na segunda-feira (4), o governo norte-americano anunciou detalhes de uma megainvestigação sobre a indústria de carne no país por suspeita de "práticas anticompetitivas", seguindo uma postagem presidencial feita em novembro de 2025.

No alvo das apurações estão as chamadas Quatro Grandes (Big Four) do setor, responsáveis por cerca de 85% da atividade nos Estados Unidos. E duas dessas gigantes são brasileiras ou controladas por capital brasileiro: a JBS Foods USA e a National Food.

Maior processadora de carne do mundo, a JBS é líder do setor em solo americano por meio da marca JBS Foods USA.

Já a National Food é controlada pela brasileira MBRF, resultante da fusão entre a BRF e a Marfrig.

O empresário Joesley Batista, do Conselho de Administração da J&F, holding que abriga a JBS Foods USA, teria sido um dos articuladores do encontro entre Lula e Trump, segundo a agência Reuters.

A processadora de carne de frango Pilgrim's Pride, uma das subsidiárias da JBS Foods USA, esteve entre as maiores doadoras de campanha de Trump em 2024, com um aporte de US$ 5 milhões (R$ 24,6 milhões).

Batista esteve em Washington na quinta-feira (7) ao mesmo tempo em que ocorria a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, segundo informações do jornal "O Globo".

A investigação contra a megaindústria da carne havia sido antecipada em novembro de 2025 em postagem de Trump na sua rede social Truth Social, sem especificar os nomes das companhias.

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, participou do anúncio de investigações sobre o setor da carne. — Foto: GETTY IMAGES

Na segunda-feira (4), além de citar nominalmente as Quatro Grandes, representantes do governo dos Estados Unidos responsáveis pelas investigações fizeram declarações duras sobre o peso brasileiro no setor.

"[…] Metade das Quatro [Grandes] são brasileiras. E no meu mundo das tarifas eu me lembro vividamente de que recentemente, quando o presidente [Trump] impôs tarifas sobre o Brasil em razões de ações prejudiciais para o povo americano", afirmou Peter Navarro, conselheiro especial para Comércio e Manufatura do governo dos Estados Unidos, que participou do anúncio da investigação no Departamento de Justiça.

"O que aconteceu? O lobby da carne, representado por brasileiros, silenciosamente ameaçou a Casa Branca de que nós veríamos a carne vendida nos supermercados americanos indo para onde? China", prosseguiu.

E concluiu: "Não é apenas com abuso de preços e cartel que devemos nos preocupar. É também com a influência de estrangeiros em nossa cadeia de abastecimento".

Economista com formação em Harvard, Navarro acompanha Trump desde o primeiro mandato (2017-2020) e é considerado o principal inspirador das políticas protecionistas do presidente norte-americano.

"Essa investigação da JBS e da National Beef denota que a relação Brasil-Estados Unidos mergulhou em um enredo pautado em [política] antitruste, inflação alimentar e nacionalismo econômico", afirma Priscila Caneparo, doutora em Direito das Relações Econômicas Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora do Curso de Relações Internacionais da Unicuritiba.

O resultado, na opinião da professora, é uma "contaminação da agenda bilateral" por meio de acusações de concentração de mercado e segurança alimentar.

Joesley Batista, da JBS, teria sido um dos articuladores do encontro entre Lula e Trump — Foto: Getty Images

O efeito político da medida, segundo a pesquisadora, é colocar as grandes empresas brasileiras sob suspeita em setores considerados estratégicos pelos Estados Unidos.

"[Por meio da investigação das Quatro Grandes] o governo dos Estados Unidos tenta responder a uma pressão doméstica, que é o preço dos alimentos, que gera inflação e foi uma bandeira de campanha de Trump", afirma a professora.

O governo dos Estados Unidos anunciou também que vai recompensar financeiramente quem der informações sobre práticas ilícitas cometidas pela indústria da carne.

"Há uma politização e uma tentativa de securitização muito tênue dessa discussão [sobre as práticas comerciais das empresas], tentando trazê-la para o campo da segurança nacional", define Natali Hoff, doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professora do Curso de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Às voltas com queda nos índices de aprovação e uma decisiva campanha para as eleições legislativas de meio de mandato — marcadas para novembro de 2026 —, Trump tenta enfrentar uma das questões mais candentes para o eleitorado: o custo de vida. O preço da carne é um componente importante da inflação no país.

Para Natali, a investigação sobre empresas estrangeiras permite ao governo Trump "terceirizar" a culpa pelo aumento do preço da carne.

"Trump está muito enfraquecido, principalmente depois da Guerra do Irã, e com isso [a investigação das gigantes da carne], consegue tentar emplacar algum tipo de discurso diante do eleitorado, sejam consumidores ou pecuaristas, que se irritaram com a ampliação das importações de carne para lidar com a alta dos preços."

Em nota, a MBRF afirmou que atua em estrita conformidade com as leis de defesa da concorrência e mantém políticas robustas de governança e compliance.

"[…] Nos Estados Unidos as operações da National Beef [subsidiária da MBRF] têm uma característica especial, já que elas são baseadas em sociedade de longa data com cerca de 700 produtores locais, que juntos detêm aproximadamente 18% do capital da empresa", diz a nota.

A BBC News Brasil procurou a JBS e a J&F para tratar da investigação anunciada pelos Estados Unidos, mas não havia obtido resposta até o fechamento desta reportagem.

A BBC News Brasil também questionou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e os Departamentos de Agricultura e Justiça dos Estados Unidos sobre a investigação norte-americana, mas não havia recebido retorno até a finalização desta reportagem.

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Você já experimentou carrapito? Conheça doce artesanal centenário feito no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 03:59

Espírito Santo Agronegócios Você já experimentou carrapito? Conheça doce artesanal centenário feito no ES Produzido por uma família no interior de Alfredo Chaves, Região Serrana do Espírito Santo, doce mantém tradição passada de geração em geração e já conquistou clientes até fora do país. Por André Afonso, g1 ES e TV Gazeta

A receita é centenária e resiste ao tempo no interior de Alfredo Chaves, na região Serrana do Espírito Santo.

Produzido de forma artesanal pela família Bravim, o doce desperta memórias afetivas e mantém viva uma tradição que já dura mais de um século.

A receita atravessou gerações da família de Adevaldo Valentin Bravim, mas só em 2018 passou a ser produzida de forma estruturada.

Feito com cana-de-açúcar, mamão verde e gengibre, o carrapito é uma receita centenária que resiste ao tempo no interior de Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo.

Produzido de forma artesanal pela família Bravim, o doce desperta memórias afetivas e mantém viva uma tradição que já dura mais de um século.

"Às vezes, tem pessoas assim: 'Nossa, eu comi o seu doce, eu lembrei do meu avô, lembrei do meu bisavô'. Antigamente, todo mundo fazia carrapito, mas foi se perdendo. Toda casa tinha alguém que fazia", conta a produtora rural Rosana Javarini Bravim.

A produção acontece uma vez por semana, na propriedade que fica em Vila Nova do Ribeirão. A receita atravessou gerações da família de Adevaldo Valentin Bravim, mas só em 2018 passou a ser produzida de forma estruturada, após adequações exigidas pela Vigilância Sanitária.

"Fui visitar outro produtor e vi a estrutura. Aí falei: 'Vou ter que construir uma igual'. E hoje está aqui preparadinha", contou Adevaldo.

Mesmo com a profissionalização, o processo continua totalmente manual e envolve apenas três pessoas da família.

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A produção começa ainda no dia anterior, com a colheita dos ingredientes. "Colhe na segunda para já começar cedo na terça, senão não dá conta fazer tudo num dia só", explicou Adevaldo.

O preparo é longo. O caldo de cana fica cerca de três horas fervendo antes de receber o mamão ralado e prensado. Depois, é preciso mexer a mistura por mais quatro horas no fogo até atingir o ponto ideal.

"Tem que aguentar, né? A gente cansa, mas tem que mexer. Pode parar não", disse Luciana Bravim, que ajuda na produção.

Atualmente, a família produz cerca de cinco tachos por semana, com aproximadamente 25 quilos cada, totalizando cerca de 300 bandejas. A demanda, no entanto, é maior do que a capacidade de produção.

Segundo a Prefeitura de Alfredo Chaves, a família Bravim é a única que ainda produz o carrapito na região. E o doce já ultrapassou fronteiras.

“Já teve gente levando para a Austrália. Também já teve encomenda para Santa Catarina”, contou Rosana.

Apesar das dificuldades, como a falta de mão de obra e o trabalho intenso, a família faz questão de manter a tradição.

"Faz pena deixar essa tradição perder. A gente já está ficando velho e é difícil outra pessoa começar, porque é muito trabalhoso", afirmou Adevaldo.

Rosana, por outro lado, não guarda segredo da receita. Pelo contrário, incentiva que outras pessoas aprendam.

Mesmo assim, ela reconhece que há algo difícil de reproduzir. "Quando a gente faz algo com amor, com carinho, tudo fica melhor".

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‘Dark patterns’: como big techs usam truques para manipular usuários e influenciar suas escolhas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/05/2026 03:59

Tecnologia ‘Dark patterns’: como big techs usam truques para manipular usuários e influenciar suas escolhas Irlanda está investigando Facebook e Instagram por suspeita de uso dos chamados padrões "sombrios" ou "obscuros" para manipular usuários. A internet está repleta dessas armadilhas. Saiba as mais comuns. Por Thomas Latschan

Enquanto usuários, ainda temos controle sobre quais conteúdos nos são apresentados no Facebook ou no Instagram? Ou somos direcionados deliberadamente a algoritmos personalizados para que eles coletem mais dados sobre nós e aumentem o tempo que passamos nessas plataformas?

Essas são as questões centrais das investigações mais recentes da autoridade irlandesa de fiscalização de mídia contra a Meta, empresa‑mãe de ambas as redes sociais.

A autoridade está examinando se os sistemas de recomendação do Facebook e do Instagram violam o Artigo 27 da Lei dos Serviços Digitais da UE (DSA, na sigla em inglês), criada para proteger cidadãos do bloco contra práticas desleais na internet.

Segundo a DSA, os usuários devem ter, a qualquer momento, a possibilidade de compreender e modificar os algoritmos de suas redes sociais.

Agora, no entanto, o foco é investigar se Meta usa interfaces manipulativas, conhecidas como "dark patterns" (padrões obscuros), para dificultar desnecessariamente essas opções de escolha.

Caso seja confirmada uma violação do DSA, podem ser aplicadas multas de até 6% do faturamento anual global. No caso da Meta, isso poderia chegar a 20 bilhões de euros (R$ 116 bilhões).

Dark patterns são truques específicos de design na internet que têm como objetivo levar os usuários a fazer algo que, na verdade, não querem ou que não é de seu interesse.

Eles exploram, por exemplo, a comodidade das pessoas, a falta de tempo ou o medo de perder algo. Assim, os usuários são induzidos a realizar compras, contratar assinaturas ou divulgar dados pessoais.

No caso atual, a autoridade irlandesa de mídia investiga, por exemplo, se a Meta esconde deliberadamente, em vários submenus, a opção de alternar entre um feed personalizado e um feed puramente cronológico.

Também se analisa se a empresa simplesmente redefine essa configuração após o fechamento do aplicativo, para que os usuários, frustrados, acabem concordando com o feed personalizado apenas para não serem mais incomodados.

A Meta está longe de ser a única empresa de internet suspeita de usar esse tipo de prática. Interfaces do gênero existem tanto em redes sociais quanto em lojas virtuais, jogos para celular ou outros aplicativos. E praticamente todos nós já devemos ter nos deparado com um ou outro desses exemplos.

Períodos de teste gratuitos que se convertem automaticamente em assinaturas pagas se não forem cancelados com antecedência. Os custos posteriores costumam ser exibidos de forma muito discreta.

Com o Digital Services Act, a UE teoricamente proibiu operadores de plataformas online de usar tais práticas. Usuários não podem ser enganados, manipulados ou impedidos de tomar decisões livres por meio do design de um site.

No entanto, os dark patterns frequentemente se movem em uma zona cinzenta jurídica. Não existe uma definição legal única e totalmente clara sobre a partir de quando um design é considerado "manipulativo".

Por isso, a conscientização continua sendo a melhor proteção contra esses truques. Existem inúmeros dark patterns na internet – tantos que organizações de defesa do consumidor e projetos científicos já catalogaram diversos exemplos e tornaram públicos os mecanismos por trás deles.

De modo geral, a Central Alemã de Defesa do Consumidor recomenda agir sempre com cautela na internet, não clicar rapidamente em botões pré‑definidos e verificar cuidadosamente caixas de seleção e carrinhos de compra. Além disso, usuários não devem se deixar pressionar a tomar decisões de compra apressadas nem permitir que sites provoquem sentimentos de culpa.

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Empreendedor troca buggy por mergulho e fatura R$ 900 mil na Paraíba

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 09/05/2026 03:59

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empreendedor troca buggy por mergulho e fatura R$ 900 mil na Paraíba Negócio em João Pessoa começou com aulas na piscina de casa e hoje leva turistas a recifes e naufrágios; empresa já tem barcos próprios e equipe de sete pessoas. Por PEGN

A ideia nasceu da relação antiga com o mar. Criado em cidade litorânea, Vitor teve no surf a primeira conexão com o oceano.

O primeiro passo veio com risco: Vitor vendeu o buggy — que era sua principal fonte de renda — para investir no novo negócio.

Hoje, a empresa conta com: 3 embarcações, 130 novos mergulhadores formados em 2025 e faturamento de cerca de R$ 900 mil.

O que começou com dois cilindros de mergulho e aulas improvisadas na piscina de casa se transformou em um negócio que hoje movimenta centenas de milhares de reais por ano.

Em João Pessoa, na Paraíba, o empreendedor Vitor Freire criou uma escola de mergulho que une turismo e formação profissional — e levou o faturamento a cerca de R$ 900 mil em 2025.

A ideia nasceu da relação antiga com o mar. Criado em cidade litorânea, Vitor teve no surf a primeira conexão com o oceano. Mas foi durante a faculdade de Turismo, ao participar de um projeto sobre naufrágios, que encontrou o que viraria sua profissão.

“Respirei pela primeira vez embaixo d’água, voltei para a superfície e pensei: preciso trabalhar com isso”, conta.

Ainda estudante, ele começou a trabalhar como guia turístico, levando visitantes para piscinas naturais e passeios de buggy. A experiência ajudou a criar rede de contatos no setor e abriu caminho para o empreendedorismo.

O primeiro passo veio com risco: Vitor vendeu o buggy — que era sua principal fonte de renda — para investir no novo negócio. Com cerca de R$ 14 mil, comprou dois equipamentos de mergulho: um para ele e outro para o cliente.

No início, só conseguia atender uma pessoa por vez. Com o tempo, a operação ganhou escala. Linhas de crédito ajudaram na expansão, que incluiu novos equipamentos, embarcações e equipe.

50 cilindros de mergulho;25 conjuntos completos de equipamentos;3 embarcações próprias;7 funcionários.

A estratégia de crescimento incluiu parcerias com hotéis e divulgação nas redes sociais, focando principalmente turistas que visitam o litoral paraibano.

A escola oferece desde o “batismo de mergulho”, voltado a iniciantes, até cursos completos de formação. Os valores variam:

Em 2025, o negócio formou 130 novos mergulhadores. Para muitos alunos, a atividade começa como lazer, mas pode se tornar uma ferramenta profissional. É o caso de Yan Moisés, estudante de medicina, que decidiu avançar na formação.

“Comecei pelo básico e fui evoluindo. Hoje faço curso de resgate, e isso agrega muito à minha carreira”, diz Yan Moisés.

Além das aulas, a empresa organiza passeios em alto-mar para regiões de recifes e naufrágios — um nicho crescente dentro do turismo de experiência.

O investimento em três embarcações, que somam cerca de R$ 370 mil, permitiu ampliar o alcance das atividades e atender grupos maiores.

A expansão também impactou a equipe. Profissionais como o capitão Madgiel Soares, de família de pescadores, passaram a ter uma rotina mais estável.

O negócio segue em crescimento. Vitor prepara o lançamento de uma marca de roupas para mergulho e planeja expandir as operações com viagens para outros destinos — inclusive internacionais.

“O mergulho é um mercado muito abrangente. Dá para fazer muita coisa”, afirma. O objetivo é ambicioso: levar a experiência para diferentes partes do mundo. “Quero chegar a todos os continentes”, diz.

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