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Você conhece a gabiroba gigante? Fruta rara da Mata Atlântica ficou famosa ao vencer concurso de sorvete

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 04:45

Espírito Santo Agronegócios Você conhece a gabiroba gigante? Fruta rara da Mata Atlântica ficou famosa ao vencer concurso de sorvete Sorvete com gabiroba e outros componentes nativos do bioma ganhou como o 'preferido do público' em concurso nacional de sorvetes. Fruta é ácida e pode ser encontrada na Região Serrana do Espírito Santo. Por Viviane Lopes, g1 ES

A gabiroba gigante é uma fruta que só existe na Mata Atlântica e é encontrada em alguns lugares da Região Serrana do Espírito Santo.

A fruta rara possui sabor cítrico e depende de alguns fatores essenciais para conseguir frutificar, como a polinização de abelhas sem ferrão endêmicas do estado.

Uma mestre sorveteira capixaba fez um sorvete com a fruta e ganhou o concurso nacional como o sabor preferido do público.

Uma fruta diferente e rara, que só existe na Mata Atlântica e pode ser encontrada em alguns lugares da Região Serrana do Espírito Santo, fez sucesso internacional em uma versão de sorvete. É a gabiroba gigante, que possui sabor cítrico e depende de alguns fatores essenciais para frutificar.

A fruta não é tão comum porque, para aparecer, precisa da polinização de abelhas sem ferrão endêmicas do estado capixaba. Segundo especialistas, o fruto é considerado em extinção e diminuiu sua frequência por causa das mudanças climáticas.

Adenilson Panzini é empresário no setor de rochas, conheceu a fruta há 30 anos, e plantou um pé em sua propriedade na cidade de Vargem Alta, Região Serrana do estado.

Atualmente, a árvore, que já é um pé adulto, gera mais de 100 kg da fruta. Com todo esse material, o empresário de 56 anos guarda grande parte da fruta no freezer e realiza doações para escolas e chefs que fazem pratos com a gabiroba.

A fruta é versátil e rende várias opções na gastronomia, de geleias a bolos e até cachaça. Com tantas possibilidade, a gabiroba e outros frutos nativos da Mata Atlântica no estado renderam um projeto voluntário realizado pelo empresário e o chef Ricardo Silva.

Gabiroba gigante precisa de temperaturas mais amenas e ambiente úmido para conseguir crescer — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O Experiência Cores e Sabores da Mata Atlântica apresenta os frutos em eventos. E foi a partir desse projeto que a mestre sorveteira Gabriela Maretto conheceu a gabiroba, se apaixonou pela fruta e fez um sorvete que foi o preferido do público em uma competição de gelatos.

🍋 A fruta é cítrica e lembra o limão, mas com sabor mais marcante e mais ácido;⛑️ Segundo nutricionistas, a gabiroba é rica em vitamina C, fibras, potássio e cálcio;🚽 Ajuda na saúde intestinal;⚖️ Um fruto pode pesar até 400 gramas;🗓️ Colheita entre julho a agosto;🍨 Vira de sorvetes a ceviche;☁️ Prefere temperaturas mais amenas; 🌳 Possui o nome "gigante" por ser a maior das outras espécies de gabiroba.

A gabiroba, ou guabiroba gigante, faz parte de uma das principais famílias de plantas comestíveis da Mata Atlântica.

De acordo com a Nara Furtado, pesquisadora do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), só existem registros dessa espécie em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do estado e em Vargem Alta.

"Trata-se de uma espécie rara, pouco coletada. Começa frutificar com três anos de vida. o que para uma árvore é muito rápido. O tronco tem casca rugosa e se descama, assim como outras espécies da família (jabuticaba, pitanga, araça). Pode ser descrita como um arbusto ou uma árvore, variando 3 a 10 metros de comprimento", explicou.

A gabiroba dá o maior dos frutos das espécies das Campomanesia, podendo a chegar a 12 cm de diâmetro, enquanto as espécies próximas podem atingir no máximo 8 cm de diâmetro. "Por isso, o nome super-gabiroba ou gabiroba gigante", completou a pesquisadora.

Desde quando Adenilson conheceu a fruta, o empresário ficou curioso por ela ser tão diferente e resolveu entender um pouco mais sobre.

"Conheci em 1998 nas andanças dessas matas, fui andando com pessoas mais experientes. Ela não é praticamente cultivada em lugar nenhum, ninguém sabe aproveitar ela. Eu trouxe ela pra casa, plantei, fiz a muda. Conheço algumas pessoas que tinham a gabiroba no quintal, não sabiam do potencial e até cortavam a planta, acham a fruta muito ácida", disse.

Ao resolver cultivar a gabiroba, Adenilson também montou um pequeno apiário com diversas espécies de abelhas, insetos que são essenciais para a gabiroba dar frutos.

"Nesses anos todos, fui aprendendo a cultivar, dando muito amor e carinho, e com isso o meu pé dá fruta quase o ano inteiro. São três coisas essenciais: altitude, umidade e os insetos. As abelhas sem ferrão que fazem a fecundação dela. Conheço algumas gabirobas na mata, no habitat dela, que não produzem, porque não tem mais tanta abelha, a umidade não é mais a mesma".

Segundo o produtor, se levar a gabiroba para uma região mais costeira, por exemplo, ela pode não produzir mais por causa dessas condições necessárias. "Hoje, ela está praticamente extinta, é muito difícil de encontrar, o homem mudou o ecossistema", destacou.

Na época da colheita entre os meses de junho a agosto, o empresário retirar os frutos e os congela. A principal destinação é geração de mudas, doação para escolas e também para a culinária. Toda a colheita do empresário é distribuída de forma gratuita.

Adenilson disse que pela raridade da gabiroba, um quilo chega a valer R$ 100. Quando madura, os frutos são grandes e podem chegar até 400 g.

Mesa com várias opções de pratos feitos com gabiroba gigante: bombom, suco, ceviche, caponata, mousse, bolo, brigadeiro, geleia e cachaça — Foto: Viviane Lopes/g1

Com a ajuda da esposa e do chef Ricado, o trio faz diversos pratos como bombons, mousse, caponatta, ceviche, bolos, sucos e cachaça e apresentam as opções feitas não só com a gabiroba, mas outros frutos nativos.

"Eu não conhecia a fruta, fiquei sabendo a partir da minha amizade com o Adenilson, e aí nós começamos a elaborar receitas e pratos falando da Mata Atlântica há dois anos. É importante mostrar o poder que tem a Mata Atlântica. Com a gabiroba, dá pra fazer várias coisas. Ela tem um sabor fantástico e você consegue utilizar em várias coisas na cozinha", disse o chef Ricado.

"A variedade de frutas, essências e sabores da Mata Atlântica é imenso, mesmo hoje não tendo sobrado muito de floresta. E muita gente não conhece ainda. Eu quero divulgar isso, valorizar o homem do campo. Para ele saber que, se cultivar essa espécie, vai ter uma renda. Através das abelhas você preserva um bioma inteiro. É um valor inexplicável", completou Adenilson.

Gabriela Maretto é capixaba e faz sorvete há mais de três anos. A relação da capixaba com a produção de gelatos começou desde pequena, ao fazer sorvetes na lavanderia da casa da mãe. Sonho que foi deixado de lado com o passar dos anos, mas que voltou para a vida da mulher após o diagnóstico precoce da doença de Parkinson.

Ela conheceu o projeto das frutas da Mata Atlântica e topou o desafio do chef Ricardo em escolher uma fruta diferente para fazer um novo sabor de sorvete.

"Ele me apresentou a gabiroba e explicou a proposta de utilizar frutas não convencionais e outras plantas na comida. Eu fiquei encantada com ela. De início, foi bem difícil entender como aproveitar o sabor, porque ele é bem ácido, tem uma consistência diferente. Fiz baseado na minha receita de limão, de sorbet a base de água, e deu certo", comentou.

Gabiroba gigante e sorvete feito com gabiroba gigante no Espírito Santo — Foto: TV Gazeta e Adenilson Panzini

Depois de aprender a trabalhar com a gabiroba, Gabriela resolveu apostar no sabor único da fruta para participar de um concurso nacional de sorvetes, o Gelato Festival World Masters, que aconteceu em julho em São Paulo.

"Eu já sabia que o sorvete de gabiroba tinha feito sucesso na loja, então resolvi mexer um pouco na receita, acrescentei o mel de uruçu, geleia de frutas vermelhas e um praliné de castanhas da Mata Atlântica e aí surgiu o Sabores da Mata, que eu sirvo em uma taça", pontuou.

Durante a competição, pessoas do Brasil e do mundo inteiro passaram pelo estande da capixaba no evento, e Gabriela disse que se divertiu ao ver a reação das pessoas ao experimentarem um sorvete tão diferente.

O Sabores da Mata ganhou a Menção Honrosa do Júri Popular, um reconhecimento especial concedido ao sorvete que recebe a maior votação do público presente no evento. Ao contrário dos prêmios principais, que são em grande parte determinados por um júri técnico de especialistas, este prêmio destaca a popularidade e o apelo do sabor entre os consumidores.

"Cerca de 20 mil pessoas passaram por lá e todos podiam provar os 15 sabores do Brasil inteiro e o sabor encantou o pessoal. Teve uma senhora que até chorou quando experimentou, eu fiquei tão emocionada, disse que o sorvete tinha sabor de infância e todo mundo queria conhecer a gabiroba", destacou.

Sorvete de gabiroba gigante feito por mestre sorveteira do Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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Como China sintoniza com novas gerações para tornar suas marcas objeto de desejo no mundo todo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0170,29%Dólar TurismoR$ 5,2110,25%Euro ComercialR$ 5,8720,45%Euro TurismoR$ 6,1150,42%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0170,29%Dólar TurismoR$ 5,2110,25%Euro ComercialR$ 5,8720,45%Euro TurismoR$ 6,1150,42%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0170,29%Dólar TurismoR$ 5,2110,25%Euro ComercialR$ 5,8720,45%Euro TurismoR$ 6,1150,42%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

Empresas chinesas estão deixando de fabricar produtos de baixo custo para se tornar marcas de consumo conhecidas globalmente.

Estabelecidas no segundo maior mercado consumidor do mundo, essas empresas já têm escala de produção e força operacional.

Mas a concorrência doméstica está se intensificando e, por isso, a expansão para o exterior se tornou uma necessidade.

Paralelamente, elas estão entrando em mercados onde a percepção do Made in China ainda é associada a produtos baratos e de baixa qualidade.

A China, há muito tempo, é a oficina do mundo, fabricando produtos para as empresas ocidentais. E, neste processo, os fornecedores aprenderam não só a produzir, mas a criar a sua marca, distribuir os produtos e vendê-los em escala.

Se você entrar em praticamente qualquer shopping center de Singapura, provavelmente irá encontrar filas no lado de fora das lojas, com nomes chamativos e marcas com cores brilhantes.

Lojas chinesas como Chagee, Molly Tea e Mixue vêm atraindo multidões, não só na Ásia, mas cada vez mais em cidades como Sydney, na Austrália, Londres e Los Angeles, nos Estados Unidos.

Ao lado das marcas de moda, lojas de brinquedos e das gigantes de produtos esportivos, as cadeias de lojas de chá estão liderando uma nova onda: empresas chinesas estão deixando de fabricar produtos de baixo custo para se tornar marcas de consumo conhecidas globalmente.

Estabelecidas no segundo maior mercado consumidor do mundo, essas empresas já têm escala de produção e força operacional. Mas a concorrência doméstica está se intensificando e, por isso, a expansão para o exterior se tornou uma necessidade.

Paralelamente, elas estão entrando em mercados onde a percepção do Made in China ainda é associada a produtos baratos e de baixa qualidade.

"A China passou da fase de economia de replicação", explica Tim Parkinson, da consultoria Storytellers China. "Seus produtos, agora, atendem às expectativas de uma nova geração de exigentes consumidores globais."

A China, há muito tempo, é a oficina do mundo, fabricando produtos para as empresas ocidentais. E, neste processo, os fornecedores aprenderam não só a produzir, mas a criar a sua marca, distribuir os produtos e vendê-los em escala.

Empresas como a Miniso se beneficiaram deste tipo de know-how. A varejista vende brinquedos e produtos de merchandising da Disney, Marvel e Warner Bros e, agora, opera lojas em mais da metade dos países do mundo.

"Os consumidores não se preocupam especificamente com a origem da marca", explica o gerente geral de mercados internacionais da Miniso, Vincent Huang. "Eles estão mais preocupados com a experiência da compra, como o design, o custo-benefício e a diversão."

Neste modelo, os contratos de licenciamento e a relativa velocidade para levar os produtos da fábrica para as prateleiras das lojas são fundamentais.

Além dos produtos de consumo, a BYD superou a Tesla como o maior fabricante de veículos elétricos (VEs) do mundo.

A empresa se beneficiou da aposta na tecnologia certa logo no início da corrida pelos VEs. Além disso, o vasto mercado doméstico chinês ajudou a empresa a produzir em escala e melhorar sua rentabilidade.

Agora, a BYD está se expandindo para além dos carros, desenvolvendo sistemas de carregamento ultrarrápido. Em questão de minutos, eles aumentam o alcance dos veículos em centenas de quilômetros.

Esta expansão faz parte de um projeto de construção de todo um ecossistema em torno dos veículos da empresa.

O apoio governamental ajudou a acelerar o setor de VEs da China, com subsídios e incentivos que promoveram a demanda. Mas esta estratégia gerou críticas da Europa e dos Estados Unidos.

Autoridades ocidentais alegaram que este tipo de apoio traz benefícios desleais para as empresas chinesas. Pequim rejeita a acusação e afirma que o crescimento reflete a inovação e o poderio industrial chinês.

A empresa Anta é outro exemplo. Ela tem cerca de 13 mil lojas espalhadas pelo mundo e se tornou a terceira maior marca de artigos esportivos do planeta, atrás apenas da Nike e da Adidas.

A empresa começou dominando o vasto mercado doméstico chinês e fez crescer sua pegada com aquisições globais de marcas internacionais estabelecidas, como a Salomon, Wilson e, mais recentemente, uma participação de 29% da Puma.

Antes de entrar nos mercados ocidentais, muitas empresas chinesas usaram o sudeste asiático como campo de testes.

Com mais de 650 milhões de consumidores jovens e cada vez mais afluentes, a região oferece escala e diversidade, enquanto a concorrência das marcas ocidentais estabelecidas mantém os altos padrões.

A cadeia de restaurantes Haidilao abriu sua primeira loja no exterior em 2012, em Singapura. Agora, ela é a maior rede de hotpot do mundo, com 1,3 mil restaurantes em 14 países.

"A história do Haidilao não é apenas de um restaurante de sucesso", explica o vice-presidente da Haidilao International, Zhou Zhaocheng. "Ela é um reflexo de 30 anos de transformação econômica e internacionalização da China."

O alcance global da rede se baseia em uma marca forte, ecossistema robusto e base de clientes fiéis, segundo Zhou.

Ele observa que cada mercado internacional é complexo, moldado por diferentes culturas, sistemas jurídicos e hábitos de consumo. Por isso, adaptar os alimentos, menus e serviços a cada país é essencial.

A rede, agora, busca a certificação halal na Indonésia e na Malásia, uma medida que poderá abrir mercados de maioria muçulmana em todo o Oriente Médio.

A loja de sorvetes e bubble tea Mixue opera mais lojas pelo mundo que o McDonald's ou o Starbucks. Já a Molly Tea se expandiu internacionalmente poucos anos depois da sua fundação.

Mais de 70% das empresas chinesas em operação no sudeste asiático pretendem ampliar ainda mais sua atuação, segundo a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International.

Nos Estados Unidos, as vendas da Pop Mart cresceram em 900% desde 2024. Mas, nos últimos meses, as ações da empresa caíram sensivelmente, devido aos receios sobre a manutenção do seu crescimento no futuro.

Ainda assim, a companhia continua valendo mais do que a soma das gigantes americanas dos brinquedos Hasbro e Mattel, e da empresa japonesa Sanrio, dona da marca Hello Kitty.

Em chinês, esta ofensiva rumo ao exterior tem o nome de chū hǎi (出海) — "sair para o mar", em português. É uma necessidade cada vez maior para as empresas da China, devido às pressões do mercado doméstico.

A lenta economia do país, sua intensa concorrência e o declínio da taxa de natalidade mudaram os hábitos de consumo das pessoas. Tudo isso reduziu o crescimento do país, levando as companhias a partir para o mercado externo.

As próprias marcas estrangeiras estão sentindo as mudanças. A fatia de mercado da Starbucks na China, por exemplo, caiu em mais da metade desde 2019.

A rede local Luckin Coffee detém, agora, quatro vezes mais lojas no país do que a sua concorrente norte-americana. Seu modelo de compra pelo celular mantém a rapidez do serviço e os baixos custos.

Em novembro passado, a Starbucks anunciou um acordo de venda do controle acionário das suas operações na China para a empresa Boyu Capital, com sede em Hong Kong.

Em 2020, um grande escândalo de contabilidade em 2020 fez com que a Luckin fosse retirada do índice Nasdaq. Ainda assim, a empresa continua se expandindo na China e no exterior, em locais como Singapura, Malásia e Nova York, nos Estados Unidos — e estaria planejando seu retorno ao mercado de ações americano.

O Made in China, antes, era sinônimo de produtos baratos. Agora, eles são cada vez mais vistos como inovadores e com design moderno.

"Marcas como a BYD combinam alta qualidade com narrativa emocional e adaptação local", afirma o especialista em marketing Foo Siew-Ting.

Tarifas de importação, avaliações políticas e receios em relação à segurança de dados continuam a dificultar a expansão chinesa, como ocorreu nos casos da Huawei e do TikTok.

Permanece em dúvida se marcas chinesas em rápido crescimento, como a Shein e a Temu, poderão manter o ritmo nos mercados ocidentais.

Ainda assim, o rumo é claro. As empresas chinesas não são mais definidas pelos baixos preços. Elas estão inovando e aproveitando as tendências de consumo.

Elas estão estabelecendo marcas, se adaptando aos mercados locais, competindo palmo a palmo e, às vezes, ultrapassando os concorrentes globais estabelecidos.

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Italiana critica brasileiros por uso de leite condensado em doces e cria controvérsia nas redes; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 04:45

Agro Italiana critica brasileiros por uso de leite condensado em doces e cria controvérsia nas redes; entenda Usuários das redes reclamaram de crítica em que criadora de conteúdo italiana disse que ele 'mata o sabor dos outros ingredientes' Por Redação g1

Um vídeo em que uma italiana radicada no Brasil critica o uso de leite condensado em receitas de doces se tornou viral recentemente, meses após ter sido publicado.

Na publicação, Sharon Sburlino, dona do perfil @gringa.italiana, comentou a diferença entre as receitas de sobremesas brasileiras e na Itália, chamando atenção para o uso do leite condensado por aqui.

A justificativa apresentada pela italiana é de que no seu país de origem, as pessoas preferem "fazer tudo do zero".

Influenciadora italiana que mora no Brasil criticou o uso de leite condensado em receitas de doces brasileir — Foto: Reprodução / Instagram

Um vídeo em que uma italiana radicada no Brasil critica o uso de leite condensado em receitas de doces brasileiro se tornou viral recentemente, meses após ter sido publicado.

Na publicação, Sharon Sburlino, do perfil @gringa.italiana, comentou a diferença entre as receitas de sobremesas brasileiras e na Itália, chamando atenção para o uso do leite condensado por aqui.

"Se você procurar um brigadeiro ou um pudim tradicional lá, você vai falhar feio", diz no início do vídeo.

"A gente usa muito mascarpone – um queijo fresco e cremoso – a ricota, o leite fresco e frutas", continua, para dizer, logo em seguida, que o "leite condensado para o paladar italiano é doce demais".

"Ele mata o sabor dos outros ingredientes. Se eu coloco leite condensado em um doce de pistache, eu só vou sentir o açúcar e não o pistache da Sicília, que custou uma fortuna", complementa a confeiteira.

A justificativa apresentada pela italiana é de que no seu país de origem, as pessoas preferem "fazer tudo do zero". "A gente quer sentir a gordura natural do leite e não o xarope de açúcar. Não é que a gente não goste de doce. A gente só prefere que o doce venha do ingrediente, não da lata", comenta.

Como sempre acontece quando algo característico do Brasil é criticado nas redes sociais por pessoas estrangeiras, a reação foi apaixonada.

Muitos usuários acabaram criticando a "falta de sabor" dos doces europeus. Também não faltaram comparações com versões abrasileiradas de sobremesas italianas, já que algumas foram adaptadas e ganharam o ingrediente "nacional".

Outros usuários defenderam o "paladar" do brasileiro, dizendo que o uso de leite condensado nas receitas daqui incluem, também, campanhas de marketing do produto.

No meio da discussão, muitos usuários também aproveitaram para mostrar que é possível reproduzir receitas que normalmente levam leite condensado usando apenas leite e açúcar — o que, na prática, levanta uma pergunta simples: afinal, o que é leite condensado?

Da mesma forma que a crítica negativa aos doces brasileiros levou à defesa do leite condensado como ingrediente "nacional", usuários das redes sociais também aproveitaram para mostrar que é possível fazer receitas que, normalmente, usam o produto, usando apenas leite e açúcar.

Será que é possível? A resposta é sim, afinal de contas, o leite condensado nada mais é que uma redução de leite com altas concentrações de açúcar.

No Brasil, a definição oficial do produto é regulamentada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Instrução Normativa nº 47, de 2018.

O leite condensado chegou ao país ainda no século 19, por volta de 1890, mas ganhou popularidade no Brasil quando a marca mais famosa — que virou sinônimo do produto — instalou seu primeiro parque de produção por aqui. O Leite Moça passou a ser fabricado no Brasil pela Nestlé em 1920.

O leite condensado é usado no preparo de inúmeras receitas no Brasil. — Foto: Reprodução/ TV Globo

"Para fins deste Regulamento Técnico, leite condensado é o produto resultante da desidratação parcial do leite, leite concentrado ou leite reconstituído, com adição de açúcar, podendo ter seus teores de gordura e proteína ajustados unicamente para o atendimento das características do produto", diz a norma em seu artigo 2º.

Portanto, leite condensado é, basicamente, leite que passou por um processo para retirar parte da água e recebeu adição de açúcar. O resultado é um produto mais espesso, doce e concentrado, com textura viscosa e aspecto levemente amarelado. Essa combinação de menos água e mais açúcar ajuda a conservar o alimento por mais tempo e dá a ele o sabor característico.

Além disso, o leite condensado precisa seguir padrões de qualidade: deve ter textura homogênea (sem “gruminhos”), sabor e odor próprios e não pode conter ingredientes como gordura vegetal ou amido.

Em resumo, é um derivado do leite concentrado e adoçado, pensado tanto para conservação quanto para uso culinário — e virou protagonista em receitas populares, de sobremesas simples a clássicos da confeitaria.

A mais popular delas é também o mais brasileiro dos doces, o brigadeiro, feito do cozimento e mais redução ainda do leite condensado com chocolate em pó e uma gordura, geralmente manteiga.

O produto é tão comum no Brasil que uma pesquisa do Ibope, realizada em 2020 chegou à conclusão de que o leite condensado estava presente na casa de 94% dos brasileiros.

Brigadeiro tradicional com raspas de chocolate: leite condensado é o ingrediente base da iguaria genuinamente brasileira. — Foto: Pamella Wojtyga

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Análise: Data centers podem fazer de países do Sul Global novas colônias digitais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/04/2026 03:56

Tecnologia Análise: Data centers podem fazer de países do Sul Global novas colônias digitais Os dados processados localmente permanecem sob controle de sistemas proprietários no exterior. Assim, reforça-se um modelo em que países hospedeiros fornecem espaço físico e energia, mas não capturam valor intelectual nem econômico significativo Por The Conversation Brasil

Data centers de IA no Sul Global consomem muita energia e reforçam dependência tecnológica, sem gerar valor intelectual ou econômico local.

Países como Brasil e Argentina atraem grandes empresas com incentivos, mas mantêm pouca soberania sobre dados e infraestrutura digital.

O modelo atual repete padrões de exploração, com investimentos externos e pouco aprendizado tecnológico para os países anfitriões.

A falta de políticas coordenadas impede que data centers impulsionem inovação e autonomia tecnológica na região.

Países que adotam regulações mais exigentes conseguem benefícios tecnológicos; a escolha é política e define o futuro digital do Sul Global.

A corrida global pela infraestrutura da inteligência artificial (IA) está redesenhando o mapa da economia digital.

À medida que empresas como Microsoft, Google e Amazon expandem seus gigantescos data centers, países do Sul Global tornam-se peças estratégicas — oferecendo território, energia e incentivos fiscais em troca de promessas de investimento.

Argentina e Brasil despontam como novos polos desse movimento, mas o modelo adotado tende a aprofundar dependências tecnológicas e a comprometer a soberania digital da região.

Nos últimos dois anos, anúncios bilionários de novos complexos de computação em nuvem multiplicaram-se.

No Brasil, o governo federal e estados como São Paulo e Bahia celebraram a chegada de centros de processamento vinculados a grandes empresas de IA, vistos como símbolos de modernização econômica.

No discurso oficial, trata-se de atrair inovação e posicionar o país na vanguarda tecnológica. Na prática, porém, a lógica predominante é a da inserção periférica: investimentos financiados externamente, com baixa exigência de conteúdo local e poucos efeitos de aprendizado tecnológico.

Essa dinâmica repete padrões conhecidos em setores como mineração e energia. A diferença é que agora o “recurso” a ser explorado inclui dados, eletricidade e infraestrutura digital — e sua gestão definirá as próximas décadas da economia global.

Data centers de IA demandam volumes colossais de energia e resfriamento. Estudos indicam que a operação de um único complexo pode consumir o equivalente ao abastecimento de uma cidade média.

Em países onde o sistema elétrico já é pressionado, como o Brasil e a Argentina, essa demanda compete com a expansão industrial e o consumo residencial. A combinação de incentivos fiscais e tarifas subsidiadas transforma, em muitos casos, essas instalações em “bolsões de privilégio energético”.

Outro risco é a crescente assimetria informacional e contratual. Os acordos firmados com multinacionais de tecnologia raramente vêm acompanhados de cláusulas de transparência ou de compartilhamento de benefícios.

Os dados processados localmente — inclusive dados públicos e de usuários nacionais — permanecem sob controle de sistemas proprietários sediados no exterior.

Assim, reforça-se um modelo em que países hospedeiros fornecem espaço físico e energia, mas não capturam valor intelectual nem econômico significativo.

O conceito de soberania digital ajuda a compreender essa armadilha. Ele refere-se à capacidade de um Estado controlar, proteger e direcionar estrategicamente seus dados, infraestruturas e os fluxos de conhecimento que moldam a economia digital.

No Brasil, as políticas de transformação digital avançaram de forma fragmentada, sem uma estratégia articulada entre Estado, empresas e universidades.

Falta coordenação para usar a presença de grandes corporações como alavanca de fortalecimento tecnológico nacional — por exemplo, exigindo transferência de conhecimento, parcerias com centros de pesquisa ou adoção de padrões de transparência energética e de dados.

Há caminhos alternativos. Países da Ásia e da Europa vêm adotando condições regulatórias e de investimento mais exigentes, impondo obrigações ambientais, compromissos de inovação local e limites ao controle estrangeiro sobre dados sensíveis.

Na América Latina, Chile e Uruguai já incorporam elementos dessa agenda em suas políticas de transformação digital, associando o acesso a incentivos fiscais à comprovação de benefícios tecnológicos e de sustentabilidade.

Para Argentina e Brasil, a janela de oportunidade está aberta, mas não indefinidamente. A atual onda de investimentos em IA ocorre num contexto de reconfiguração geopolítica acelerada — em que a infraestrutura digital se tornou um ativo estratégico comparável às reservas de petróleo ou aos gasodutos do século XX.

Quem controla os servidores, a energia e os dados, controla também o ritmo da inovação e a direção do desenvolvimento.

Se a região optar por um modelo de mera recepção de capitais e equipamentos, consolidará sua posição como território de processamento — útil para as cadeias globais de IA, mas marginal nos retornos econômicos e no poder decisório.

Em contrapartida, políticas coordenadas de soberania digital poderiam transformar a presença de data centers em motor de capacitação técnica, integração produtiva e autonomia tecnológica.

Essa escolha, mais do que técnica, é profundamente política: trata-se de decidir se a nova economia digital será construída com ou sobre os países do Sul Global.

Armando Alvares Garcia Júnior não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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Mega-Sena, concurso 3.000: prêmio acumula e vai a R$ 115 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 21:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3.000: prêmio acumula e vai a R$ 115 milhões Veja os números sorteados: 22 – 23 – 36 – 40 – 52 – 60. Quina teve 65 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 64.627,76. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.000 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (25), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 115 milhões.

O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Salão de Pequim: grupo Chery mostra robôs humanoides de R$ 210 mil; VÍDEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 13:48

Carros Salão de Pequim: grupo Chery mostra robôs humanoides de R$ 210 mil; VÍDEO Os modelos podem ser adquiridos por qualquer pessoa e são voltados para entretenimento, tarefas gerais e até para atuação em concessionárias do próprio grupo Chery. Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

Robôs humanoides Mornine M1 já estão à venda na China por 285.800 yuans, o equivalente a cerca de R$ 210 mil.

Anunciados para uso em empresas, entretenimento, trabalho e revenda, os robôs foram projetados para interagir com pessoas de maneira mais natural.

Além dos carros da própria marca, a Chery levou ao Salão do Automóvel de Pequim alguns robôs humanoides Mornine M1. Eles já estão à venda na China por 285.800 yuans, o equivalente a cerca de R$ 210 mil, e foram desenvolvidos para atender pessoas nas lojas da empresa.

Os robôs foram desenvolvidos pela Aimoga Robotics, empresa chinesa ligada à Chery, fabricante conhecida pelos modelos Tiggo e também pelas marcas Omoda e Jaecoo, que chegaram recentemente ao Brasil.

Anunciados para uso em empresas, entretenimento, trabalho e revenda, os robôs — com aparência inspirada em um corpo feminino — foram projetados para interagir com pessoas de maneira mais natural, seja de forma autônoma ou com controle remoto, em concessionárias e lojas.

Durante o salão, apenas a interação com controle remoto estava disponível. Ela era feita por funcionários da Chery, que operavam os robôs a partir de um aplicativo em celulares Android, posicionados atrás de uma pilastra.

Os robôs dançavam, cantavam em inglês e falavam em mandarim para chamar a atenção do público que passava em frente ao estande.

No modo autônomo, a Mornine usa inteligência artificial para tomar decisões, tanto sobre a interação com pessoas quanto sobre as tarefas para as quais foi programada.

Segundo a fabricante, os robôs pesam 70 quilos e têm 1,68 metro de altura. Apesar de terem peso e tamanho semelhantes aos de um humano, a caminhada produzia um som pesado ao tocar o chão de madeira.

Ao todo, são 40 articulações, que permitem caminhar a uma velocidade de até um metro por segundo e levantar objetos com peso de até 1,5 quilo.

A bateria garante cerca de duas horas de funcionamento por carga e precisa de mais duas horas na tomada para que o robô possa ser usado novamente.

A Aimoga afirma que, em 2025, já enviou 300 robôs para mais de 30 países ao redor do mundo. A lista inclui nações da Europa, mas a empresa não informa quais são.

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Nissan vai vender operação na Argentina; marca já havia fechado fábrica da picape Frontier

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 09:00

Carros Nissan vai vender operação na Argentina; marca já havia fechado fábrica da picape Frontier Grupos empresariais argentinos assinaram memorando para avançar no acordo. Em janeiro, Nissan já havia vendido suas operações no Chile e Peru. Por Redação g1

Nissan Frontier era produzida na Argentina e exportada para o Brasil. Agora picape é fabricada no México. — Foto: Divulgação /Nissan

A Nissan anunciou nesta sexta-feira (24) que negocia com compradores interessados em assumir sua operação comercial na Argentina.

A marca já assinou um memorando de entendimentos com dois grupos empresariais. O objetivo é transformar a Argentina em um mercado distribuidor de produtos Nissan.

Em março de 2025, a filial argentina da Nissan já havia fechado a fábrica de Santa Isabel, em Córdoba. Lá, desde 2018, era produzida a picape Frontier.

“Por meio do seu plano de reestruturação Re:Nissan, a companhia continua avançando no fortalecimento de sua competitividade, na otimização de seu portfólio de produtos e na incorporação de tecnologias de próxima geração, estabelecendo bases sólidas para um crescimento sustentável no futuro”, diz o texto divulgado pela empresa.

A Nissan também esclarece que o memorando de entendimento com o Grupo SIMPA e com o Grupo Tagle não constitui um acordo definitivo.

O processo, segundo a montadora, se encontra na etapa de análise. Isso implica uma revisão detalhada dos aspectos do negócio por parte das empresas envolvidas.

“As operações comerciais da Nissan na Argentina continuarão se desenvolvendo com normalidade, mantendo a comercialização de seu portfólio de produtos, o lançamento de novos modelos e a prestação dos serviços de atendimento e pós-venda por meio de sua rede de concessionários em todo o país”, diz o comunicado.

Em janeiro deste ano, a Nissan passou o controle de suas operações comerciais no Chile e Peru ao grupo espanhol Astara.

Os dois países, assim como deve acontecer com a Argentina, passaram a fazer parte do Nissan Importers Business Unit. Essa divisão da empresa é responsável pelos 36 mercados importadores da América Latina.

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Preço da carne bovina no atacado dispara 45% em dois anos e bate recorde, diz USP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 09:00

Piracicaba e Região Preço da carne bovina no atacado dispara 45% em dois anos e bate recorde, diz USP Oferta restrita de animal para abate e aumento de exportações são apontados como fatores que contribuem para essa alta. Por Rodrigo Alonso, g1 Piracicaba e Região

O preço da carne bovina negociada no atacado da Grande São Paulo bateu recorde neste mês, após um aumento de 45% em dois anos.

A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), de Piracicaba (SP).

Segundo o órgão, neste mês, o preço médio da carcaça casada do boi — formada por traseiro, dianteiro e ponta de agulha — é R$ 25,05.

Esse é o maior valor desde quando o Cepea iniciou o levantamento, em 2001. O preço supera em 11% o registrado no mesmo mês de 2025 e em 45% o de abril de 2024.

O preço da carne bovina negociada no atacado da Grande São Paulo bateu recorde neste mês, após um aumento de 45% em dois anos.

A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), de Piracicaba (SP).

Segundo o órgão, neste mês, o preço médio da carcaça casada do boi — formada por traseiro, dianteiro e ponta de agulha — é R$ 25,05.

Esse é o maior valor desde quando o Cepea iniciou o levantamento, em 2001. O preço supera em 11% o registrado no mesmo mês de 2025 e em 45% o de abril de 2024.

O pesquisador e coordenador de pecuária do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, elencou dois fatores que contribuem para o aumento do valor:

Segundo ele, o começo do ano — de janeiro a meados de abril — costuma ser um período em que os bovinos são mantidos no pasto, em razão das condições climáticas.

"Há uma oferta mais restrita de animal pronto para o abate. Tradicionalmente, no começo do ano, a gente tem volume de chuva, sol, em que eu tenho uma condição de pasto mais favorável", diz.

Thiago também apontou que a demanda exterior tem aumentado, com recorde de exportações no ano passado. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil exportou 3,5 mil toneladas de carne bovina em 2025. Em 2024, foram 2,9 mil.

"Neste ano, a gente começa também a bater recorde, em janeiro, fevereiro e março e abril, sinalizando também um cenário de exportação forte."

O pesquisador também destacou o impacto da demanda interna, impulsionada pela preferência do brasileiro pela carne bovina.

"Apesar do cenário de inadimplência do brasileiro, da preocupação em termos de gastos do orçamento familiar, o brasileiro gosta de comer carne bovina e, pelo menos até abril, vem mantendo um consumo relativamente positivo", afirmou.

Esses aumentos, no entanto, trazem um impacto para os consumidores. Segundo o Índice de Cesta Básica de Piracicaba (ICB-Esalq), de março de 2026, o preço da carne de primeira aumentou R$ 10 por quilo desde o início do ano. Passou de R$ 44,24 em janeiro para R$ 54,84 no mês passado.

"As carnes bovinas de primeira e de segunda são dois produtos que têm um peso grande no nosso cálculo da cesta básica. São dois produtos importantes", diz Carlos Eduardo de Freitas Vian, professor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq.

Ele apontou que o valor deve subir ainda mais nas próximas semanas. Segundo o professor, neste momento de maior alta, a tendência é as pessoas trocarem a carne bovina por outra proteína, como frango, peixe e embutidos.

"É um peso grande, mas é um peso que pode ser substituído", afirma Carlos, que também é delegado do Conselho Regional de Economia de São Paulo em Piracicaba.

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Salão de Pequim: conheça o GAC Aion UT, lançamento confirmado para o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 06:49

Carros Salão de Pequim: conheça o GAC Aion UT, lançamento confirmado para o Brasil Modelo é hatch 100% elétrico que chega ao país já nas próximas semanas, com objetivo de rivalizar com o BYD Dolphin GS. Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

A GAC revelou ao g1, durante o Salão do Automóvel de Pequim, que o próximo veículo a ser lançado no Brasil será o Aion UT.

O modelo é um hatchback totalmente elétrico e deve ser anunciado oficialmente no país nas próximas semanas.

O Aion UT chega com a missão de disputar espaço com o BYD Dolphin, atualmente o segundo carro elétrico mais vendido do Brasil.

Na comparação com o Dolphin GS, o modelo da GAC é 15 centímetros mais comprido, com 4,27 metros de comprimento, ante 4,12 metros do concorrente.

A GAC ainda não informou quais serão o motor e as versões do Aion UT no Brasil, mas na China tem entre 136 cv e 204 cv.

A GAC revelou ao g1, durante o Salão do Automóvel de Pequim, que o próximo veículo a ser lançado no Brasil será o Aion UT. O modelo é um hatchback totalmente elétrico e deve ser anunciado oficialmente no país nas próximas semanas.

O Aion UT chega com a missão de disputar espaço com o BYD Dolphin, atualmente o segundo carro elétrico mais vendido do Brasil, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

No ranking da ABVE, o modelo teve 4.577 unidades emplacadas no primeiro trimestre de 2026. A liderança é do Dolphin Mini, com 14.767 registros no mesmo período.

Na comparação com o Dolphin GS — e não com a versão Plus —, o modelo da GAC é 15 centímetros mais comprido, com 4,27 metros de comprimento, ante 4,12 metros do concorrente. A distância entre os eixos, que influencia diretamente no espaço interno, também é 5 centímetros maior.

Com isso, o Aion UT oferece mais espaço para os passageiros e para a bagagem: são 440 litros de porta-malas, contra 250 litros do Dolphin GS.

A GAC ainda não informou quais serão o motor e as versões do Aion UT no Brasil. A fabricante adiantou apenas que o modelo passará por adaptações para o mercado nacional, como já aconteceu com o GS3, que recebeu uma central multimídia maior por aqui em relação à versão vendida na China.

Na China, o Aion UT é oferecido com duas opções de motor. A mais potente entrega 204 cv, enquanto a segunda é mais simples, com 136 cv. Ainda assim, mesmo a versão menos potente supera os 95 cv do Dolphin GS.

A configuração mais potente do Aion UT, portanto, fica no mesmo nível dos 204 cv do Dolphin Plus, versão topo de linha da BYD.

Em relação à bateria, também há duas opções para o mercado chinês. A versão menor tem 44,1 kWh, enquanto a maior chega a 60 kWh. O Aion UT conta ainda com a tecnologia V2L, que permite usar a energia do carro para alimentar outros equipamentos, como uma TV, um ventilador, iluminação ou até um videogame.

No interior, o Aion UT segue a tendência dos carros chineses ao oferecer uma lista generosa de equipamentos. Entre os destaques estão a central multimídia de 14,6 polegadas, o painel de instrumentos digital de 8 polegadas e o uso de materiais macios ao toque, que reduzem a presença de plástico rígido.

O modelo também traz sistemas de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência e carregador de celular por indução. Por outro lado, repete um ponto negativo comum em carros chineses: a concentração de muitos comandos na central multimídia e a ausência de alguns botões físicos no volante.

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Vinhos soterrados por enchentes no RS viram edição especial; agricultores celebram retomada após tragédia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 06:49

GLOBO RURAL Vinhos soterrados por enchentes no RS viram edição especial; agricultores celebram retomada após tragédia Produtores de vinho da Serra Gaúcha estão implementando técnicos para minimizar impacto das mudanças climáticas. Por Redação g1 — São Paulo

Após enfrentarem a maior catástrofe ambiental da história do Rio Grande do Sul em 2024, os viticultores da Serra Gaúcha vivem um momento de alívio e celebração.

A safra deste ano é descrita como "emblemática", com uma produção que atingiu 905 mil toneladas — somando uvas de mesa e para a indústria —, um volume considerado acima da média.

A retomada, no entanto, não é apenas fruto do clima favorável, mas de uma combinação de persistência e alto investimento em tecnologia.

Para seguir adiante, uma família transformou a tragédia em um símbolo de resistência: das garrafas soterradas, 180 foram limpas e vendidas como a "Edição Inundação", acompanhadas de um poema sobre a força da terra e da água.

Após enfrentarem a maior catástrofe ambiental da história do Rio Grande do Sul em 2024, os viticultores da Serra Gaúcha vivem um momento de alívio e celebração.

A safra deste ano é descrita como "emblemática", com uma produção que atingiu 905 mil toneladas — somando uvas de mesa e para a indústria —, um volume considerado acima da média, segundo dados da Emater-RS.

A retomada, no entanto, não é apenas fruto do clima favorável, mas de uma combinação de uma alta no investimento em tecnologia e persistência por parte dos agricultores.

Edição especial dos vinhos da família Argenta, de Barão (RS), que ficaram soterradas durante as enchentes no Rio Grande do Sul. — Foto: Reprodução/Globo Rural

Até chegarem ao atual momento de celebração, os agricultores do Rio Grande do Sul passaram por perdas sucessivas.

O produtor Arnaldo Argenta, de Barão (RS), por exemplo, relata que sua propriedade sofreu com transbordamentos e enchentes por três anos consecutivos, entre 2023 e 2025.

Em maio de 2024, a família perdeu toda a produção que estava em processo de fermentação e teve máquinas cobertas pela lama. O prejuízo acumulado em três anos chegou a R$ 1,5 milhão.

Para seguir adiante, a família transformou a tragédia em um símbolo de resistência: das garrafas soterradas, 180 foram limpas e vendidas como a "Edição Inundação", acompanhadas de um poema sobre a força da terra e da água.

"A gente vai levar cinco anos para voltar ao estágio em que estávamos, mas a gente tem muita resiliência e vai conseguir", afirma Arnaldo. (veja detalhes no vídeo acima)

Poema escrito na embalagem da edição Inundação dos vinhos produzidos pela família Argenta, de Barão (RS). — Foto: Reprodução/Globo Rural

Para reduzir os riscos impostos pelas variações extremas do tempo, a aposta tem sido o sistema de cultivo coberto.

A técnica protege os frutos da chuva e reduz em até 90% a ocorrência de doenças fúngicas, permitindo uma irrigação direta no solo. Contudo, o custo de implantação é elevado, chegando a R$ 450 mil por hectare.

Além da proteção física, a pesquisa com novas variedades é fundamental. Em Santa Teresa, a família de João Paulo Berra mantém uma área experimental com 50 variedades de uvas europeias, como a Palava, originária da República Checa.

Essa uva é precoce, o que ajuda a escalonar a colheita e o processamento industrial, evitando a pressa excessiva nos períodos de pico.

A viticultura na Serra Gaúcha é um legado que remonta à chegada dos imigrantes italianos em 1875. Atualmente, cerca de 15 mil famílias cultivam uva no estado, sendo que 90% da produção está concentrada na região serrana.

Para muitos, como para João Paulo Berra, a continuidade do trabalho é uma questão de "sangue nas veias". Mesmo trabalhando na cidade, ele retorna às origens todos os anos durante a colheita para manter viva a tradição da quinta geração da família.

"A viticultura não é só uma fonte de renda, é um legado. Passa de pai para filho", resume João Paulo.

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