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Fim do Wayback Machine? Como a preservação da memória da internet está sobre pressão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 04:44

Tecnologia Fim do Wayback Machine? Como a preservação da memória da internet está sobre pressão Guardiã da história da web, plataforma luta pela sobrevivência. Cada vez mais empresas de comunicação se recusam a permitir que a plataforma armazene seus conteúdos — acabando por prejudicar a memória da web. Por Deutsche Welle

No entanto, esse projeto fundamental da entidade criada em São Francisco, nos EUA, está diante de uma crise existencial.

Um número cada vez maior de empresas de comunicação está negando o acesso do Internet Archive aos seus conteúdos.

Há 30 anos, o portal archive.org guarda a memória da internet. Sua plataforma Wayback Machine contém mais de um bilhão de sites arquivados e funciona como uma ferramenta imprescindível, que permite a jornalistas, pesquisadores, historiadores e juristas acessar conteúdos originais de páginas que foram alteradas ou até mesmo excluídas.

No entanto, esse projeto fundamental da entidade criada em São Francisco, nos EUA, enfrenta uma crise existencial. E a última ameaça vem justamente de quem mais precisa do arquivo — os veículos de imprensa.

Um número cada vez maior de empresas de comunicação vem negando o acesso do Internet Archive aos seus conteúdos.

Segundo uma pesquisa da Nieman Foundation for Journalism, da Universidade de Harvard, pelo menos 241 portais de notícias de nove países já bloquearam o acesso da Wayback Machine. Entre eles estão o britânico The Guardian, o americano New York Times, o francês Le Monde e o USA Today, maior conglomerado jornalístico dos Estados Unidos.

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O próprio USA Today publicou recentemente uma reportagem mostrando como a polícia de imigração americana, o ICE, havia ocultado informações na web sobre sua política de detenção. Para a apuração, o jornal utilizou conteúdos da Wayback Machine do archive.org, contradizendo a própria política da empresa, que agora bloqueia o acesso da plataforma a seus artigos.

O motivo pelo qual os veículos de comunicação estão barrando o acesso à ferramenta que eles mesmos utilizam é simples. Os jornais temem que empresas de inteligência artificial, como OpenAI ou Google, acessem os conteúdos jornalísticos arquivados na plataforma para treinar seus modelos de linguagem — sem autorização e sem pagamento.

"O problema é que os conteúdos do New York Times no Internet Archive são utilizados pelas empresas de IA, que infringem direitos autorais para concorrer diretamente conosco", declarou o porta-voz do NYT, Graham James.

De fato, dados mostram que, no site archive.org, inúmeros robôs são usados para buscar conteúdos jornalísticos e utilizá-los no treinamento de modelos de IA — obtendo, assim, exatamente as informações que lhes são negadas.

O diretor do Wayback Machine, Mark Graham, afirmou à revista Wired que algumas empresas chegaram a acessar os arquivos com dezenas de milhares de solicitações por segundo, a ponto de sobrecarregar temporariamente os servidores.

Era algo que o archive.org não esperava. A organização sem fins lucrativos se apresenta como uma entidade comprometida com a internet aberta.

"Exatamente como uma biblioteca clássica, oferecemos acesso gratuito a pesquisadores, historiadores, cientistas e pessoas com deficiência visual e ao público em geral. Nosso objetivo é possibilitar a todas as pessoas o acesso universal a todo o conhecimento", diz o lema da associação.

Isso também exclui a possibilidade de bloquear robôs e rastreadores — o que levou às sanções impostas por grandes editoras e empresas de mídia.

A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização de direitos humanos especializada em questões digitais, compara a atitude dos veículos de imprensa a uma situação em que "um jornal proibisse bibliotecas de manter cópias de seu periódico".

Desde então, mais de 100 jornalistas assinaram uma petição em apoio ao Internet Archive. Em carta aberta, eles afirmam:

"Em um cenário de mídia digital em que artigos desaparecem devido à perda de links, fusões de empresas ou cortes de custos, os jornalistas dependem frequentemente da Wayback Machine do Internet Archive para recuperar páginas que, de outra forma, estariam perdidas. Sem esse trabalho contínuo de preservação da Internet, grande parte da história jornalística recente já teria se perdido."

Mark Graham, do New York Times, afirmou também à Wired que está em conversas com as empresas de jornalismo para reaver o acesso. O desfecho ainda é incerto.

"Não há dúvida de que o bloqueio crescente de grande parte da internet pública prejudica a capacidade da sociedade de compreender o que está acontecendo em nosso mundo", confessou Graham.

Repórter especializado em mídia e fundador do socialmedia watchblog.de, Martin Fehrensen vê no archive.org o único registro funcional da web aberta. Caso a plataforma não consiga mais cumprir essa função, isso teria consequências graves, diz ele à DW.

"Milhões de trechos da Wikipedia perderiam a referência; pesquisas sobre a responsabilidade das plataformas – ou seja, quais termos de uso vigoravam em cada momento, quais regras de moderação foram reformuladas e de que maneira – se tornariam significativamente mais difíceis; e as evidências digitais com valor probatório judicial seriam perdidas", explica, acrescentando que, especialmente para os veículos jornalístico, seria totalmente absurdo bloquear o arquivo.

Segundo Fehrensen, há duas maneiras de se resolver esse conflito. "Precisamos de um diálogo com os editores, com uma separação técnica clara entre o arquivamento e o treinamento de IA, pois esse é o verdadeiro conflito, não o arquivo em si", explica o jornalista.

A médio prazo, na opinião dele, deve ser criado um status jurídico especial para os arquivos da web. E, a longo prazo, o arquivamento da internet deve ser tratado como infraestrutura pública, não como um projeto isolado de uma ONG em São Francisco, acrescenta.

"O fato de que, em 2026, ele ainda dependa de uma única organização é a verdadeira falha estrutural", conclui.

Não é a primeira vez que o Internet Archive luta para continuar existindo. Em setembro de 2024, um ataque hacker ao site resultou no roubo de 31 milhões de contas de usuário. Foi um duro golpe, mas a organização conseguiu se recuperar.

No mesmo ano, o Archive perdeu um processo de direitos autorais em um tribunal de apelação dos EUA: as editoras Hachette, Penguin Random House, HarperCollins e Wiley entraram com uma ação contra o programa gratuito de empréstimo de e-books que o Archive havia lançado durante a pandemia de Covid-19, e obtiveram sucesso. Mais de 500 mil livros tiveram que ser retirados da plataforma. Mas o archive.org ainda enfrenta pedidos de indenização na casa dos milhões.

Em comparação com essas derrotas, a ameaça atual representada pelos bloqueios da mídia é estruturalmente mais grave, pois não pode ser sanada por uma decisão judicial ou uma atualização. Ela é o resultado de inúmeras decisões corporativas que, em conjunto, minam a essência do Wayback Machine: a documentação completa da internet pública.

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Pacotes de Inteligência Artificial expõem dilema do Brasil na disputa entre EUA e China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 03:58

Tecnologia Pacotes de Inteligência Artificial expõem dilema do Brasil na disputa entre EUA e China Com matriz energética limpa e maior volume de dados da região, país atrai bilhões em investimentos de gigantes digitais, mas enfrenta riscos crescentes de dependência normativa e tecnológica. Por RFI

EUA e China disputam influência tecnológica no Brasil, oferecendo pacotes completos de inteligência artificial.

Apesar de seguir referência europeia, regulação brasileira é implementada por corporações dos EUA.

Brasil é maior mercado de dados da América Latina e atrai investimentos, mas precisa debater soberania tecnológica.

Em 23 de julho de 2025, Donald Trump assinou ordem para exportar “pacotes completos” de inteligência artificial, colocando o Brasil entre destinos prioritários ao lado de Egito e Indonésia. A medida intensifica a disputa com a China por influência tecnológica global.

No mesmo período, o Brasil firmou memorando com Pequim e negocia com Washington, enquanto amplia dependência de infraestrutura digital estrangeira.

O Brasil está nominalmente na lista de destinos prioritários. Ao lado do Egito e da Indonésia, o país figura entre os mercados emergentes onde a presença americana precisa ser consolidada, antes que a influência chinesa se torne irreversível.

Para entender o que isso representa na prática, vale olhar o que aconteceu com o Japão. Em outubro de 2025, durante a visita de Trump a Tóquio, os dois países assinaram um “Technology Prosperity Deal”, um acordo de alinhamento em política de IA que vai muito além da compra e venda de hardware.

O documento inclui compromissos sobre padrões técnicos, frameworks de governança, fluxo de dados e cooperação em segurança digital. O Japão passou a integrar estruturalmente a órbita tecnológica americana, não apenas como parceiro comercial, mas como parceiro normativo. Washington quer replicar esse modelo em escala.

A lógica americana é clara e, num certo sentido, legítima. A China exporta tecnologia de IA num modelo que analistas descrevem como “full-stack com condições embutidas”: hardware subsidiado, software com lógica de caixa preta e frameworks de governança que replicam o modelo regulatório de Pequim.

Washington entendeu que competir chip a chip não é suficiente. É preciso exportar o ecossistema inteiro e, com ele, a arquitetura normativa que o acompanha.

Para o Brasil, o problema é que os dois modelos chegam com política externa no rodapé do contrato.

Em 2025, o governo Lula assinou um memorando de entendimento com a China para aprofundar a colaboração em inteligência artificial. No mesmo período, Brasília avançava nas conversas com Washington sobre o programa de exportação de IA e recebia anúncios de bilhões de dólares em data centers da Microsoft, Amazon e Oracle.

Do ponto de vista diplomático, é um malabarismo admirável. Do ponto de vista tecnológico, é uma contradição estrutural que vai cobrar seu preço mais cedo do que se imagina.

Os grandes sistemas de linguagem e tomada de decisão que o setor público e privado brasileiro já usa, na análise de crédito, na triagem de políticas, na recomendação de conteúdo e na gestão de contratos foram desenvolvidos majoritariamente por empresas americanas, segundo padrões americanos, com dados que refletem realidades americanas.

O viés não é necessariamente malicioso. Mas é estrutural. E tende a se aprofundar na medida em que o Brasil sustenta sua infraestrutura cognitiva sobre servidores sujeitos ao CLOUD Act americano, a lei que autoriza o governo federal dos EUA a requisitar dados armazenados por provedores americanos em qualquer jurisdição do mundo, independentemente de onde o servidor esteja fisicamente localizado.

O próprio debate regulatório revela a ambiguidade. O Senado brasileiro tem acompanhado de perto o AI Act europeu como referência normativa para sua legislação nacional, e o projeto em discussão cria um sistema de governança de IA sob a responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Na teoria, é soberania. Na prática, o discurso regulatório aponta para autonomia, mas a implementação é operada por corporações multinacionais americanas. O Brasil faz a lei, mas quem comanda a infraestrutura sobre a qual essa lei incide são outros.

A boa notícia é que o Brasil tem cartas genuínas nessa mesa. É o maior mercado de dados da América Latina, tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o que importa imensamente para data centers, e produziu o PIX, um dos sistemas de pagamentos digitais mais sofisticados em operação no planeta.

Quando Washington e Pequim disputam o Brasil como parceiro de IA, não o fazem por generosidade. É porque o país tem o que ambos precisam: escala, energia e população conectada. A dependência, se vier, será escolhida, não imposta.

A pergunta que o debate público brasileiro ainda não fez com a seriedade necessária é esta: ao aceitar o pacote completo de IA americano, com seus chips, seus modelos, seus padrões de governança e suas obrigações de compliance, o que o Brasil está abrindo mão em troca?

Não em termos comerciais, mas em termos de autonomia sobre decisões que, daqui a dez anos, serão tomadas por sistemas que alguém, em algum lugar, já programou.

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Você manda currículo e ninguém responde? IA está te eliminando? O que mudou nos processos seletivos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 03:58

Trabalho e Carreira Você manda currículo e ninguém responde? IA está te eliminando? O que mudou nos processos seletivos Ferramentas passaram a filtrar currículos antes do recrutador e ajudam a explicar por que muitos candidatos não conseguem avançar nos processos seletivos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Por muitos anos, a fórmula para conseguir um emprego parecia clara: formação, experiência e disponibilidade para assumir a vaga.

Esses critérios continuam no centro das decisões de contratação, e ninguém no mercado sério discute isso. O que mudou é que, nos últimos anos, eles deixaram de ser suficientes para garantir avanço em um processo seletivo.

Mesmo candidatos qualificados passaram a esbarrar em uma etapa invisível da seleção. Ferramentas de inteligência artificial passaram a organizar, priorizar e filtrar perfis antes mesmo de qualquer análise humana. Nesse cenário, saber fazer o trabalho já não basta. É preciso, antes de tudo, ser notado.

A engenheira de produção Samanta Santos conhece bem essa sensação. Com formação técnica, experiência em diferentes áreas e abertura para diferentes modelos de contratação, ela segue enviando currículos e acumulando silêncios.

“Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno. Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (…). Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa.

A experiência de Samanta se tornou comum em um mercado que amplia as oportunidades e intensifica a disputa ao mesmo tempo.

No Brasil, seis em cada 10 profissionais afirmam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano, segundo levantamento do LinkedIn. Entre os fatores mais citados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de processos mais exigentes (50%).

Esse contexto ajuda a explicar por que a inteligência artificial passou a ocupar um lugar central no debate.

O uso da tecnologia avançou rapidamente. Mais da metade das organizações ouvidas pela Society for Human Resource Management (SHRM) afirmou ter utilizado inteligência artificial em processos de recrutamento em 2025.

Ao mesmo tempo, os candidatos também passaram a recorrer a essas ferramentas: estima-se que cerca de um terço dos usuários do ChatGPT tenha utilizado o chatbot para apoiar a busca por emprego.

Na prática, isso criou uma dinâmica: sistemas automatizados filtram candidatos que, por sua vez, usam tecnologia para tentar se destacar dentro desses mesmos sistemas.

“A inteligência artificial deu rosto a um problema que já existia, o de disputar vagas em um mercado cada vez mais competitivo”, analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.

Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, o Brasil vive um período intenso de mobilidade profissional. Nesse cenário, trabalhadores empregados se sentem mais confiantes para buscar novas oportunidades, motivados por melhores salários, flexibilidade ou crescimento na carreira.

O efeito prático é um aumento expressivo do número de candidatos por vaga, muitos deles com trajetória sólida e sem urgência imediata para trocar de emprego.

“As empresas hoje escolhem entre profissionais muito qualificados. Isso torna as decisões mais criteriosas e, naturalmente, mais lentas”, afirma Beck.

Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candidatas da Gupy, observa que há casos em que uma empresa recebe milhares de candidaturas e ainda assim consegue operar com rapidez graças a uma triagem eficiente.

Ela cita seleções que chegam a reunir 17 mil candidatos em apenas dois dias, especialmente em empresas com marcas muito fortes, sem que isso comprometa a triagem inicial. Em outros, a ausência de etapas estruturadas transforma a análise de currículos em um gargalo inevitável.

Entre os profissionais de atração de talentos que já testaram ou integraram a IA generativa, 70% dizem que a tecnologia melhora a eficiência da contratação. Outros 47% avaliam que os anúncios de vagas se tornam mais assertivos, e 33% apontam melhora na qualidade das escolhas.

Quando a tecnologia consegue organizar esse volume, o gargalo tende a surgir em outra etapa: aquelas que ainda dependem exclusivamente da decisão humana. Entrevistas, reuniões com gestores e validações internas seguem condicionadas a agendas, alinhamentos e critérios subjetivos.

Além disso, o custo de uma contratação equivocada faz com que as empresas adotem uma postura cada vez mais cautelosa.

É nesse momento que o processo desacelera, explica Thomas Costa, head de growth da Pandapé e da Redarbor.

Para quem está do lado de fora, a sensação é de estagnação; para a empresa, o processo continua em andamento, ainda que silencioso. Nesse período, pesa também o fato de haver mais candidatos empregados disputando as vagas.

“Esse perfil [profissional que já está empregado] não tem a mesma urgência ou velocidade para responder ou marcar uma entrevista do que alguém que está desempregado”, diz.

Outro fator que reforça essa percepção é a forma como os sistemas operam. Plataformas de recrutamento afirmam que a inteligência artificial não elimina candidatos, mas organiza os perfis conforme a compatibilidade aos critérios da vaga.

Na prática, porém, em processos com milhares de inscritos, quem aparece nas últimas posições dificilmente será avaliado.

"O robô afunila demais. Se não tem a palavra certa, o currículo cai. Ele não vê o potencial", afirma Samanta.

Samanta Santos vive há meses a frustração de processos seletivos que não avançam. — Foto: Samanta Santos

Segundo o levantamento do LinkedIn, 29% dos brasileiros dizem não entender como a inteligência artificial é usada nos processos seletivos, e 28% desconfiam se as candidaturas são avaliadas de forma justa. Esse desconhecimento amplia o desgaste emocional da busca por emprego

Entre todas as frustrações relatadas por quem procura trabalho, a falta de retorno aparece como a mais persistente.

Esse desgaste transborda para as redes sociais, onde hashtags como #venceragupy se tornaram símbolo da frustração coletiva.

A Gupy reconhece o peso emocional dessa percepção, mas ressalta que o funil é naturalmente estreito. Em 2024, houve 36 milhões de inscrições para cerca de 1 milhão de vagas na plataforma.

A empresa decidiu agir diante da sensação de "vagas fantasmas", anúncios que permanecem abertos por meses sem intenção real de contratação.

Desde o fim de 2024, passou a realizar um fechamento trimestral de vagas inativas. Nesse processo, identificou 24 mil vagas sem movimentação, que acumulavam cerca de 4 milhões de candidaturas.

A Redarbor observa fenômeno semelhante. Segundo Thomas Costa, algumas empresas mantêm processos abertos em silêncio como estratégia para reaproveitar candidatos no futuro.

Para os entrevistados desta reportagem, acelerar os processos seletivos passa menos pelo avanço tecnológico e mais por decisões internas. Muitos gargalos persistem porque empresas mantêm etapas que já não se justificam, mas sobrevivem por tradição ou excesso de cautela.

Outro ponto central é a transparência. Processos sigilosos, nos quais o candidato não sabe quantas fases existem, quanto tempo cada uma deve durar ou o que está sendo avaliado, reforçam a percepção de desorganização.

“Informar o caminho, mesmo que de forma simples, reduz ruído, alinha expectativas e torna a experiência menos desgastante”, afirma Jhennyfer Coutinho.

E nada disso funciona sem comunicação. A ausência de retorno, ainda que mínimo, cria uma ruptura difícil de reparar.

O feedback não precisa ser longo, mas precisa existir. Ele devolve ao candidato a sensação de acompanhamento humano — e não apenas a de um desaparecimento silencioso —, apontam os entrevistados.

Em um mercado em que o tempo investido em cada processo é alto, não responder deixa de ser apenas uma falha. Passa a ser parte do problema.

Enquanto isso, Samanta segue tentando. Já são quase seis meses entre buscas, testes e formulários preenchidos, conciliando tudo com a rotina de cuidar de dois filhos pequenos.

Samanta Santos é engenheira de produção, mãe de dois filhos, e enfrenta há meses processos seletivos longos e silenciosos na tentativa de se recolocar no mercado. — Foto: Samanta Santos

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Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 02:12

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 100 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.999 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 100 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (25), em São Paulo.

O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Salão de Pequim: GWM Tank 300 ganha motor híbrido plug-in flex no Brasil, por R$ 342.000

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/04/2026 02:12

Carros Salão de Pequim: GWM Tank 300 ganha motor híbrido plug-in flex no Brasil, por R$ 342.000 O modelo tem proposta mais robusta, com tração 4×4, e passa a contar com motor flex antes do Haval H6, que era a promessa inicial da própria GWM. Não existe mais a versão somente a gasolina. Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

A GWM anunciou, neste sábado (25), durante Salão do Automóvel de Pequim, o Tank 300 equipado com motor híbrido plug-in flex. Trata-se do primeiro veículo do mundo a utilizar esse tipo de conjunto, que chega custando R$ 342.000, R$ 3 mil acima da versão a gasolina – R$ 339.000.

A chegada desse tipo de motorização não surpreende, já que, desde 2024, a GWM informava ter iniciado o desenvolvimento de seu primeiro motor híbrido flex. Naquele momento, a previsão era estrear o conjunto no SUV Haval H6.

Em entrevista ao g1, Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais e governamentais da GWM Brasil, explicou que a escolha do Tank 300, em vez do Haval H6, como modelo de estreia, se deu pela quantidade de versões disponíveis do veículo.

“No H6 você tem híbrido plug-in e híbrido pleno em mais de uma configuração, o que aumenta a complexidade da transição do modelo”, apontou.

O executivo apontou que, neste momento, já não existe estoque do Tank 300 movido apenas a gasolina. “Todos os carros do estoque já são flex”, disse.

No Brasil, o Tank 300 é vendido em uma única configuração, que combina um motor 2.0 turbo a gasolina com um sistema elétrico capaz de percorrer até 75 quilômetros no modo totalmente elétrico, sem consumo de combustível.

O modelo aposta em um visual robusto, com proposta mais tradicional, mas traz claras referências a concorrentes já conhecidos do público.

O estepe traseiro sem cobertura, instalado em uma tampa de porta-malas que abre para a direita e tem maçaneta vertical, remete diretamente ao Jeep Wrangler;As lanternas traseiras lembram as do Land Rover Defender 90;Os parabarros sobre as rodas e os faróis redondos trazem inspiração nos modelos aventureiros da Jeep e do Mercedes Classe G;O acabamento interno, com saídas de ar redondas, relógio analógico e detalhes cromados sobre as grelhas dos alto-falantes, também segue o estilo da Mercedes;Já os faróis, embora redondos, são “cortados” por listras iluminadas muito semelhantes às do Ford Bronco.

O Tank 300 segue à risca a cartilha de um verdadeiro 4×4. Começa pela construção em chassi sobre carroceria, que torna o conjunto mais firme e resistente, especialmente fora do asfalto.

No uso off-road, o sistema funciona de forma semelhante: um bloqueio central distribui a força do motor para as rodas traseiras — e ainda é possível travar os diferenciais dianteiro e traseiro para reforçar o desempenho 4×4 e garantir tração mesmo em terrenos difíceis.

O Tank 300 também conta com um piloto automático adaptativo, desenvolvido para uso fora de estrada, e uma interface especial na central multimídia. Nesse último caso, o carro exibe dados como inclinômetro, bússola, pressão atmosférica, altitude, ângulo de esterço das rodas e inclinação longitudinal e lateral.

Além disso, o veículo conta com uma entrada de ar do motor elevada, ideal para enfrentar ruas ou trechos alagados. A altura livre do solo de 22,2 cm e da suspensão, macia na medida certa para o off-road, ajudam a absorer os solavancos — inclusive no asfalto irregular — sem perder a estabilidade.

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Governo publica regras que ampliam crédito para a reforma de imóveis; teto passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 22:11

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%Oferecido por

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (24) novas regras da linha de financiamento para reformas habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

As mudanças foram anunciadas na quarta-feira (15) juntamente com alterações nas faixas de renda e nos valores dos imóveis do MCMV (detalhes abaixo).

O público-alvo foi ampliado. Eram elegíveis à linha de financiamento famílias com renda de até R$ 9,6 mil. Agora, podem tomar o crédito famílias com renda de até R$ 13 mil.

Com a publicação das alterações, também passa a valer o novo valor máximo da reforma: R$ 50 mil. Antes, o teto estava fixado em R$ 30 mil. O prazo dos financiamentos também mudou, de 60 para 72 meses, a uma taxa de 0,99% ao mês.

Condomínio de prédios do programa Minha Casa, Minha Vida em Manaus — Foto: Clóvis Miranda/Semcom/Prefeitura de Manaus/Divulgação

Na quarta-feira (22), passaram a valer as novas regras de financiamento de imóveis do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliaram o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com as novas condições de financiamento.

Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000

Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Auditoria externa faz ressalva e diz que precatórios a serem pagos pelos Correios podem não ter valor informado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 20:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%Oferecido por

Auditoria externa contratada pelos Correios para analisar as demonstrações financeiras de 2025 alertou que os precatórios a serem pagos pela estatal podem não ter o valor informado.

De acordo com a auditoria, os Correios ainda não têm um processo de mensuração preciso dos processos judiciais e precatórios a pagar que não deixem qualquer dúvida a respeito do real valor que a empresa deve pagar.

As informações da análise foram publicadas no "Diário Oficial da União". Atualmente, a empresa registra uma obrigação de pagamento de precatórios no valor de R$ 6,4 bilhões.

Em função da imprecisão no cálculo do montante devido por conta de processos judiciais, os Correios tiveram que fazer ajustes nas demonstrações financeiras de 2023 e 2024, para inserir mais R$ 1,6 bilhão de expectativa de perdas em disputas judiciais.

O setor de contabilidade dos Correios afirmou que reapresentou os dados em atendimento à recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU).

A auditoria externa contratada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, para analisar as demonstrações financeiras de 2025 alertou que os precatórios a serem pagos pela estatal podem não ter o valor informado.

De acordo com a auditoria, os Correios ainda não têm um processo de mensuração preciso dos processos judiciais e precatórios a pagar que não deixem qualquer dúvida a respeito do real valor que a empresa deve pagar.

🔎 Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica.

💰 As informações da análise foram publicadas no "Diário Oficial da União". Atualmente, a empresa registra uma obrigação de pagamento de precatórios no valor de R$ 6,4 bilhões.

"Diante dessas circunstâncias, não foi possível concluir, mesmo com a aplicação de procedimentos alternativos de auditoria, sobre a adequação integral do saldo da provisão para contingências vinculadas aos processos e de seus eventuais reflexos contábeis correlatos no resultado do exercício", justificou a auditoria.

Em função da imprecisão no cálculo do montante devido por conta de processos judiciais, os Correios tiveram que fazer ajustes nas demonstrações financeiras de 2023 e 2024, para inserir mais R$ 1,6 bilhão de expectativa de perdas em disputas judiciais.

O setor de contabilidade dos Correios afirmou que reapresentou os dados em atendimento à recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU).

💰 Além disso, foram revertidos R$ 144 milhões a mais destinados para esse gasto em 2024, causando uma ligeira redução no prejuízo dos Correios no ano retrasado, passando de R$ 2,6 bilhões para R$ 2,4 bilhões.

Na tarde de quinta-feira (23), os Correios anunciaram um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões, alcançando a marca de 14 trimestres seguidos com resultados negativos. A série começou no 4º trimestre de 2022. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,4 bilhões.

Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Segundo as demonstrações financeiras da estatal, o principal fator por trás do aumento bilionário das despesas foi o pagamento de precatórios decorrentes de decisões judiciais já transitadas em julgado.

💵 Sem aprofundar as causas desse crescimento — que atingiu R$ 6,4 bilhões em 2026, alta de 55,1% em relação a 2024 —, representantes da estatal afirmaram que parte do valor, equivalente a R$ 2,63 bilhões, está relacionada a dívidas herdadas de gestões anteriores.

Ainda segundo informações apresentadas pela empresa, a receita bruta no ano passado foi de R$ 17,3 bilhões, — 11,35% menor que a registrada em 2024.

A queda nas receitas foi provocada, principalmente, pela redução de encomendas internacionais transportadas, em 66%, em relação ao ano anterior.

"O maior fator isolado da queda de receita foi a redução de 65,6% nas encomendas internacionais, provocada por mudanças nas regras de tributação sobre importações de baixo valor que alteraram os fluxos do comércio global", diz o comunicado.

Segundo esse mesmo documento, os Correios reservaram R$ 2,63 bilhões para cobrir possíveis perdas em ações trabalhistas que tratam do pagamento do adicional de atividade de distribuição e coleta externa (AADC) e do adicional de periculosidade.

Esse tipo de reserva, chamada de provisão, é usada quando a empresa avalia que pode ter de pagar esses valores mais adiante.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Funcionários e precatórios puxaram gastos dos Correios em 2025; despesas aumentaram 37% enquanto receitas caíram 12%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 20:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%Oferecido por

Em 2025, as despesas gerais e administrativas dos Correios, que incluem parte do pagamento dos funcionários e precatórios, dívidas que precisam ser pagas por determinação da Justiça, atingiram R$ 6,3 bilhões, um crescimento de 37% em relação ao ano anterior, quando alcançaram R$ 4,6 bilhões.

Esse foi maior valor desde 2001, ano da demonstração financeira mais antiga disponibilizada pelos Correios na internet.

As receitas com a venda de serviços, como a entrega de encomendas, recuaram 12%, de R$ 18,9 bilhões em 2024 para R$ 16,7 bilhões para 2025.

O detalhamento dos números foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira (23), após anúncio da estatal de um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões em 2025, fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos.

O resultado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,4 bilhões.

As duas despesas que mais impactaram o caixa dos Correios foram o pagamento de funcionários administrativos, que aumentou R$ 215 milhões entre 2024 e 2025, e os custos com os processos perdidos na Justiça pela estatal, já no formato de precatório, saindo de R$ 1,1 bilhão em 2024 para R$ 2,5 bilhões no período.

Assim, as despesas gerais e administrativas, que são os gastos indiretos para que a empresa funcione, atingiram R$ 6,3 bilhões em 2025, R$ 1,7 bilhão a mais do que em 2024.

🔎Precatório é uma ordem de pagamento; quando a Justiça obriga o município, o estado ou a União – neste caso, uma empresa estatal – a pagar uma dívida que tem com uma pessoa física ou jurídica.

As receitas repetiram comportamento que vem sendo observado após o governo federal lançar em 2023 o programa Remessa Conforme, caíram principalmente por conta da queda da prestação de serviço de transportes de encomendas internacionais.

O programa passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre todas as compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas. A medida ficou conhecida como "taxa das blusinhas".

Em 2024, a estatal tinha registrado uma receita de R$ 3,9 bilhões com encomendas internacionais, já com uma redução de R$ 530 milhões em relação a 2023.

Em 2025, o valor despencou para R$ 1,3 bilhão, R$ 2,6 bilhões a menos que o ano anterior. Com isso, a receita com esse tipo de produto, que chegou a representar 22% do todo em 2023, hoje representa apenas 7,8%.

Um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi) da instituição aponta que a criação do programa "Remessa Conforme" escancarou os problemas econômico-financeiros da empresa.

"A redução da participação de mercado no segmento de encomendas internacionais, que até agosto de 2024 representava uma espécie de “monopólio” para os Correios, evidenciou a ausência de reposicionamento negocial da Empresa, diante das transformações do comportamento da sociedade", diz o documento.

Além do aumento nos precatórios a pagar, em função de derrotas na Justiça, outro fator que impacta diretamente a situação dos Correios são os gastos com os funcionários da empresa, seja os carteiros que estão nas ruas ou a parte administrativa.

Apenas nos últimos quatro anos, a empresa viu os gastos com pessoal saltarem 31,25%, saindo de R$ 11,1 bilhões em 2022 para R$ 14,6 bilhões em 2025.

Por outro lado, a atual gestão do presidente Emmanoel Rondon conseguiu reduzir os gastos com a remuneração do pessoal chave da administração da estatal. A redução nos gastos com a diretoria executiva foi de quase R$ 857 mil.

As demonstrações financeiras também dão transparência ao contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões tomado pelos Correios junto a um sindicato de bancos no final de 2025.

Entre as novidades sobre o contrato, está a taxa de juros na qual ele foi negociado, 1,89% ao ano mais a taxa DI referenciada. Além disso, os Correios tiveram que pagar R$ 240 milhões em taxa de contratação.

Com isso, a expectativa da estatal é que os juros totais incorridos na contratação do empréstimo sejam de R$ 22,4 bilhões.

O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.

Além disso, o contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029.

Parte do valor do empréstimo recebido foi também para quitar os outros empréstimos que a estatal tinha tomado com bancos entre dezembro de 2024 e junho de 2025, no valor de R$ 2,3 bilhões. Além de pagar o que foi emprestado, a empresa ainda pagou R$ 422 milhões em juros. Todos eles foram quitados até janeiro de 2026.

Os Correios começaram o ano de 2025 com dois empréstimos a pagar até o final do ano no valor de R$ 550 milhões, tomados ainda pela gestão do ex-presidente Fabiano Silva dos Santos, para aliviar ajudar o caixa da empresa a quitar despesas de final de ano, como o salário e o décimo terceiro dos funcionários.

Em junho, ainda sem conseguir uma solução para a falta de liquidez da empresa, Fabiano tomou um novo empréstimo com um grupo de bancos no valor de R$ 1,8 bilhões. Entretanto, uma cláusula do contrato bloqueou o dinheiro que a estatal teria a receber por meio do faturamento na prestação de seus serviços, durante o segundo trimestre de 2025.

Entretanto, em função da necessidade de reconhecimento de novas perdas com processos judiciais durante o ano, a quantidade aumentou e a garantia foi acionada.

Até para conseguir reverter a situação, a nova administração da estatal renegociou o contrato para conseguir liberar a receita enquanto não finalizava o acordo para a tomada de um novo empréstimo, no valor de R$ 12 bilhões. Isso gerou um custo adicional de R$ 45 milhões.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo inicia fiscalização de transparência de preços em aplicativos de transporte e delivery

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 20:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%Oferecido por

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, começou nesta sexta-feira (24) a fiscalizar a transparência de preços ao consumidor em aplicativos de transporte individual e de delivery.

De acordo com a Senacon, o prazo de 30 dias para adequação às regras de transparência de preços terminou na quinta-feira (23).

Uma portaria editada pelo governo este determina que os aplicativos informem, de forma clara e destacada, como o valor pago em cada serviço é distribuído.

O descumprimento pode ser caracterizado como infração às regras de defesa do consumidor, sujeitando as empresas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), como multa e suspensão temporária das atividades.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, começou nesta sexta-feira (24) a fiscalizar a transparência de preços ao consumidor em aplicativos de transporte individual e de delivery.

🚗 De acordo com a Senacon, o prazo de 30 dias para adequação às regras de transparência de preços terminou na quinta-feira (23).

🛵 Uma portaria editada pelo governo este determina que os aplicativos informem, de forma clara e destacada, como o valor pago em cada serviço é distribuído.

quanto cabe ao aplicativo, quanto cabeao motorista ou entregador; e quanto cabe ao estabelecimento comercial.

"Com o fim do período de adequação, a Senacon passa a verificar o cumprimento efetivo das regras, para garantir que as mudanças não se limitem a ajustes formais nas interfaces, mas resultem em informação clara ao consumidor. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) já recebeu relatos de usuários que identificaram alterações nas plataformas, indicando movimento inicial de adequação", informou a Senacon.

Motoboy motoentregador entregador bolsa bag mochila delivery natal Rn Rio Grande do Norte foto ilustrativa — Foto: Freepik

A Senacon informou que a fiscalização concentra-se na verificação da apresentação adequada e compreensível das informações.

💰 O descumprimento pode ser caracterizado como infração às regras de defesa do consumidor, sujeitando as empresas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), como multa e suspensão temporária das atividades.

Segundo a portaria, as plataformas devem exibir, em cada transação, um quadro-resumo com a composição do valor cobrado. As informações devem ser apresentadas de forma clara e em local de fácil visualização.

Ao tornar mais visível a composição do preço, a Senacon diz que a norma reduz a assimetria de informação e fortalece a capacidade de escolha do consumidor.

A Senacon afirmou que consumidores que não encontrarem as informações exigidas, ou identificarem apresentação inadequada ou incompleta, podem fazer uma reclamação.

A queixa pode ser registrada na plataforma consumidor.gov.br e junto aos Procons locais. De acordo com a Senacon, as manifestações também subsidiam as ações fiscalizatórias da secretaria.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Passagens aéreas sobem quase 20% em março, diz Anac

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 20:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-0,1%Dólar TurismoR$ 5,2030,09%Euro ComercialR$ 5,8570,18%Euro TurismoR$ 6,1100,33%B3Ibovespa190.745 pts-0,33%Oferecido por

Preços das passagens aéreas subiram 19,4% em março em relação ao mesmo período de 2025, informou a Anac.

Indicador utilizado pela agência é o valor médio pago por quilômetro voado (yield), que ficou em R$ 0,5549 no mês.

Alta ocorre em meio à disparada do preço do petróleo, após a escalada do conflito no Oriente Médio.

Barril do tipo Brent acumula alta de cerca de 45% no período. Isso impacta derivados como o querosene de aviação (QAV), usado pelo setor aéreo.

Movimentação da aviação civil brasileira também cresceu em março. Foram 10,6 milhões de passageiros transportados no mês, somando voos domésticos e internacionais, o maior volume já registrado para o período.

Movimentação intensa de passageiros no Aeroporto de Congonhas — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Os preços das passagens aéreas subiram 19,4% em março em relação ao mesmo período de 2025, informou nesta sexta-feira (24) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

🔎 O indicador utilizado pela agência é o valor médio pago por quilômetro voado (yield), que ficou em R$ 0,5549 no mês. Ele mede o preço efetivamente cobrado pelas companhias aéreas por distância percorrida e permite uma leitura mais precisa das tarifas no setor.

A alta ocorre em meio à disparada do preço do petróleo, após a escalada do conflito no Oriente Médio. O barril do tipo Brent acumula alta de cerca de 45% no período. Isso impacta derivados como o querosene de aviação (QAV), usado pelo setor aéreo.

Apesar do aumento, a agência afirmou que a variação está dentro da margem típica do setor e ocorre “mesmo com o contexto atual de conflitos externos".

Segundo a Anac, a tarifa real média em março foi de R$ 707,16, alta de 17,8% em relação a março de 2025 e de 0,9% frente a março de 2024, já em valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "A tarifa real média vem em processo de queda desde 2023", afirmou a agência.

A movimentação da aviação civil brasileira também cresceu no mês. Foram 10,6 milhões de passageiros transportados, somando voos domésticos e internacionais, no maior volume já registrado para o período.

Do total, 8 milhões de passageiros viajaram em rotas domésticas e 2,6 milhões em voos internacionais.

No comparativo anual, o número total de passageiros cresceu 3,1% em relação a março de 2025. O avanço foi puxado principalmente pelo mercado internacional, que teve alta de 8,9%, enquanto o segmento doméstico avançou 1,3%.

Os dados fazem parte do relatório de demanda e oferta da Anac, atualizado com a série histórica até março de 2026.

A agência também registrou crescimento na demanda e na oferta de voos. A demanda, medida pelo total de passageiros multiplicado pela distância percorrida, aumentou 7,8% no mercado doméstico.

Já a oferta — calculada pelo número de assentos disponíveis em relação aos quilômetros voados — teve alta de 7,9%. Já no segmento internacional, a demanda subiu 3,3% e a oferta avançou 0,4%.

No transporte de cargas, foram movimentadas 117,5 mil toneladas no total, uma leve queda de 0,3% na comparação anual.

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