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Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 00:44

Trabalho e Carreira Quais são os próximos feriados de 2026? (Spoiler: restam seis) Dos seis feriados restantes, cinco caem perto do fim de semana e podem ser emendados, ampliando os dias de descanso. Confira o calendário. Por Redação g1 — São Paulo

Após o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º de maio), que rendeu a muitos um descanso prolongado de três dias, já há quem esteja de olho no próximo período de folga.

Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 – e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso.

O próximo feriado nacional será em 7 de setembro (Independência do Brasil), que cai em uma segunda-feira e pode permitir a emenda para quem folga aos fins de semana.

Antes disso, há uma oportunidade mais próxima: o Corpus Christi, em 4 de junho. A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional.

Após o feriado do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (1º de maio), que rendeu a muitos um descanso prolongado de três dias, já há quem esteja de olho no próximo período de folga.

Ao todo, ainda restam seis feriados nacionais em 2026 – e cinco deles podem ser emendados, prolongando os dias de descanso.

O próximo feriado nacional será em 7 de setembro (Independência do Brasil), que cai em uma segunda-feira e pode permitir a emenda para quem folga aos fins de semana. Antes disso, há uma oportunidade mais próxima: o Corpus Christi, em 4 de junho.

A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional, ou seja, estados e municípios podem decretá-la como feriado religioso, desde que haja regulamentação local – o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso.

Nas cidades onde Corpus Christi é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso o funcionário seja escalado, tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória.

Mesmo nos feriados nacionais, nem todos são liberados. A legislação trabalhista permite o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais.

⚠️ Nesses casos, quem trabalhar na data tem direitos garantidos, como remuneração em dobro ou folga compensatória.

Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano.

Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida).

Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana.

7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)

4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira)5 de junho (sexta-feira)28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)

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Após cancelar voos e encerrar operações, Spirit diz que maioria dos clientes foi reembolsada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 20:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

A Spirit Airlines afirmou neste domingo (3) que a maioria dos passageiros já foi reembolsada e sua equipe realocada para suas bases de origem.

A Spirit cancelou voos abruptamente no início da manhã de sábado, deixando passageiros e funcionários presos nos Estados Unidos, no Caribe e na América Latina.

A companhia vinha enfrentando pressões financeiras, agravadas pelo forte aumento nos preços do combustível, provocado pela guerra entre os EUA e o Irã.

Mais de 4.000 voos domésticos estavam programados até 15 de maio, segundo dados da empresa de análise de aviação Cirium.

A maioria dos clientes que reservaram com cartões de crédito ou débito já foi reembolsada, enquanto uma pequena parcela ainda está em processamento, informou a empresa.

Um Airbus A319 da Spirit Airlines se aproxima do Aeroporto Regional de Manchester Boston para pouso, em 2 de junho de 2023 — Foto: Charles Krupa / AP

A Spirit Airlines afirmou neste domingo (3) que a maioria dos passageiros já foi reembolsada e sua equipe realocada para suas bases de origem — os aeroportos onde normalmente trabalham — após encerrar operações durante o fim de semana.

A Spirit cancelou voos abruptamente no início da manhã de sábado, deixando passageiros e funcionários presos nos Estados Unidos, no Caribe e na América Latina.

A companhia vinha enfrentando pressões financeiras, agravadas pelo forte aumento nos preços do combustível, provocado pela guerra entre os EUA e o Irã.

Mais de 4.000 voos domésticos estavam programados até 15 de maio, segundo dados da empresa de análise de aviação Cirium.

A maioria dos clientes que reservaram com cartões de crédito ou débito já foi reembolsada, enquanto uma pequena parcela ainda está em processamento, informou a empresa.

A viajante Jessica Stanton disse que havia voado na quinta-feira (30) de Myrtle Beach, Carolina do Sul, para Boston, Massachusetts, para sua formatura universitária. Na sexta-feira, recebeu um e-mail informando que sua viagem de volta havia sido cancelada.

Em resposta a um pedido de comentário sobre o caso de Stanton, a Spirit afirmou que os reembolsos podem levar algum tempo para aparecer nas contas dos clientes.

A companhia aérea havia entrado em falência duas vezes após uma proposta de fusão com a JetBlue ser bloqueada pela administração do ex-presidente Joe Biden em 2024.

"Eles estavam perdendo dinheiro, então isso estava sendo planejado há algum tempo. Teriam que liquidar", disse o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, neste domingo, no programa “This Week”, da ABC.

Diversas companhias aéreas dos EUA — incluindo Frontier, JetBlue e Southwest — introduziram tarifas promocionais para ajudar passageiros prejudicados e anunciaram novos voos para o verão americano.

Companhias como Delta e American Airlines também ofereceram tarifas temporariamente mais baixas para passageiros da Spirit.

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Os inquietantes paralelos entre 2008 e 2026: uma nova crise financeira está a caminho?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

Funcionários do Lehman Brothers com caixas de papelão foram a imagem da crise financeira de 2008 — Foto: Getty Images via BBC

Em 15 de setembro de 2008, Bobby Seagull chegou ao seu escritório em Canary Wharf, em Londres, pouco antes das 6 da manhã.

Era a última vez que ele precisaria ser pontual. Ele era um operador do Lehman Brothers, um banco americano que passava por sérias turbulências.

"Tínhamos visto no noticiário de domingo, vindo dos Estados Unidos, que eles estavam entrando com pedido de falência. Não tínhamos muita certeza das implicações disso para nós no Reino Unido. Então, nos disseram apenas para comparecer normalmente."

Inicialmente, foi um "caos", diz Bobby. "Não havia comunicação direta com nossos colegas americanos. Eles não atendiam o telefone. Algumas pessoas pegavam objetos, como quadros na parede, e diziam: 'Eles me devem ações'."

"Curiosamente, naquele verão, as pessoas perceberam uma certa inquietação. Gastei todo o meu cartão da máquina de venda automática, [no valor de] 300 libras, em chocolates, porque percebi que se a máquina de venda automática ou o banco quebrassem, meu cartão da máquina se tornaria inútil."

Bobby, juntamente com milhares de colegas, colocou toda sua carreira em uma caixa de papelão e deixou o prédio.

Foi uma imagem marcante da crise financeira global que viu milhares de empresas falirem e milhões de pessoas perderem seus empregos.

Em 2008, o banco de investimentos Lehman Brothers declarou falência nos EUA — Foto: Getty Images via BBC

Agora, diversos sinais de alerta estão surgindo na economia mundial, levando alguns a questionar se estamos no início de outra crise financeira.

Como seria o próximo colapso? E, considerando que as relações internacionais em 2026 estão mais instáveis do que em 2008, os formuladores de políticas terão as ferramentas necessárias para impedir um colapso?

Antes da crise que assolou a economia mundial em 2008, já havia sinais de alerta em algumas partes do sistema financeiro.

Em 2007, muitos investimentos em empréstimos imobiliários de alto risco nos EUA deram prejuízo, com a alta inadimplência dos donos dos imóveis.

Fundos administrados pelo Bear Stearns, BNP Paribas e outros bancos tiveram que congelar a capacidade dos investidores de sacar seu dinheiro ou liquidar os fundos completamente.

À medida que o nervosismo se espalhava, até mesmo os bancos eventualmente pararam de emprestar uns aos outros por medo de não receberem seu dinheiro de volta, criando a chamada crise de crédito. Isso causou uma crise financeira global.

Diversos fundos que emprestam dinheiro declararam prejuízos ou restringiram a capacidade dos investidores de resgatar seus investimentos.

BlackRock, Blackstone, Apollo e Blue Owl enfrentaram pedidos de saques bilionários de fundos de crédito privado – instituições que oferecem uma alternativa aos bancos tradicionais.

Reguladores bancários e veteranos do setor financeiro reconhecem as semelhanças entre as duas crises.

Sarah Breeden é vice-governadora do Banco da Inglaterra, instituição responsável por garantir a estabilidade financeira no Reino Unido.

Ela afirma que o novo mundo do crédito privado cresceu rapidamente, ainda não foi testado por adversidades financeiras e é pouco compreendido.

"Há ecos da crise financeira global no que estamos vendo agora", diz ela. "O crédito privado passou de zero para US$ 2,5 trilhões nos últimos 15 a 20 anos. Há alavancagem [dinheiro emprestado], há opacidade, há complexidade, há interconexões com o restante do sistema financeiro. Tudo isso se assemelha ao que vimos na crise financeira global."

Ela também está preocupada com o fato de que muito do dinheiro emprestado por fundos de crédito privado já tenha sido tomado emprestado, criando camadas de dívida — ou alavancagem — que podem amplificar quaisquer perdas.

"Há alavancagem sobre alavancagem sobre alavancagem. O que queremos garantir é que todos entendam como essa complexa estrutura de alavancagem se acumula."

Em 2007, formaram-se enormes filas nas agências do Northern Rock, com pessoas tentando sacar seu dinheiro — Foto: Getty Images via BBC

Mohammed El-Erian, principal consultor econômico da empresa financeira alemã Allianz e ex-CEO da PIMCO, a maior investidora em títulos do mundo, concorda que o risco de outra crise está sendo subestimado.

"Há certas semelhanças com 2007 que me tiram o sono. As semelhanças são fragilidades claras no sistema financeiro que não são devidamente reconhecidas."

Na verdade, ele afirma, foram as restrições impostas aos bancos após a crise que deram origem a esse novo mercado de crédito privado.

Os bancos foram forçados por novas regulamentações a serem mais cautelosos. Por isso, fundos que imitavam os bancos surgiram para preencher a lacuna.

"De repente, o sistema foi inundado por credores privados que desejam emprestar dinheiro para empresas. As empresas veem todo esse dinheiro disponível e, é claro, muito dinheiro faz as pessoas cometerem erros."

Ele descreve um cenário assustador. "De repente, todos que emprestam dinheiro querem seu dinheiro de volta ao mesmo tempo. Daqui a pouco, algo começado como uma ótima ideia se transformou em algo que representa um risco de instabilidade e, em vez de beneficiar a economia, corre o risco de desestabilizá-la."

Mas Larry Fink, chefe da maior gestora de recursos do mundo, a BlackRock, disse recentemente à BBC que não concorda que o crédito privado represente uma ameaça à economia mundial.

A própria BlackRock é uma das várias empresas que limitaram os saques de investidores nervosos em fundos de crédito privado.

Mas Fink é categórico ao afirmar que não há chance de uma repetição do trauma financeiro visto em 2007-08, pois acredita que as instituições financeiras hoje são mais seguras.

No entanto, alguns compararam o que está acontecendo no crédito privado a uma corrida lenta aos bancos. Você pode não ver as filas do lado de fora das agências do Northern Rock, como em 2007, mas há uma fila de pessoas querendo seu dinheiro de volta.

Outra forma pela qual a história pode estar se repetindo é através da alta dos preços da energia.

Esse foi um fator que contribuiu para a crise de 2008. O preço do petróleo bruto Brent subiu de cerca de US$ 50 por barril no início de 2007 para US$ 100 no final do ano — chegando a atingir o pico de US$ 147 em julho de 2008.

Isso foi impulsionado pela crescente demanda de uma China em rápida expansão, mas também, em parte, pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã.

Recentemente, os preços do petróleo subiram para mais de US$ 100 por barril, com alertas de que podem subir ainda mais se não houver uma resolução rápida para o conflito com o Irã, que fechou a artéria energética mais importante do mundo, o Estreito de Ormuz.

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, classificou o fechamento do Estreito de Ormuz como "a maior crise de segurança energética da história", insistindo que ela é "mais grave" do que os choques energéticos anteriores de 1973 (quando alguns Estados árabes impuseram um embargo de petróleo ao Ocidente), 1979 (causado pela revolução iraniana) e 2022 (Ucrânia) "juntos".

Esse nível de pessimismo ainda não se reflete nos preços atuais do petróleo. Embora os preços tenham subido mais de 50% desde antes do conflito com o Irã, eles ainda estão longe dos níveis observados antes da última crise financeira, quando o petróleo atingiu US$ 147 por barril (em valores atuais, isso equivale a cerca de US$ 190 por barril).

E os mercados de ações estão atualmente perto de suas máximas históricas — nada parecido com o choque do petróleo de 1973, que provocou uma queda de 40% nos mercados de ações dos EUA, do pico ao vale.

Sarah Breeden, do Banco da Inglaterra, diz que espera que os mercados de ações caiam em algum momento, pois o nível atual não reflete totalmente os muitos riscos para a economia global.

Mas, por enquanto, os mercados de ações parecem presumir que a paz acabará prevalecendo, e muitas grandes empresas continuam a lucrar mais do que os investidores esperavam.

Mas um choque energético faz parte da lista de riscos do Banco da Inglaterra, que Breeden teme que possa ocorrer simultaneamente.

"Um grande choque macroeconômico, ao mesmo tempo em que a confiança no crédito privado cai, ao mesmo tempo em que as avaliações de IA e outras avaliações de ativos de risco se reajustam. O que acontece nesse ambiente e estamos preparados para ele?"

Mais de US$ 2 trilhões foram investidos em IA, no que o cofundador da Microsoft, Bill Gates, chamou de "frenesi" e outros descrevem como uma bolha.

Isso impulsionou as avaliações de algumas megaempresas a tal ponto que 37% do valor do principal índice do mercado de ações dos EUA, o S&P 500, agora está concentrado em apenas sete empresas (incluindo Nvidia, Microsoft, Alphabet (empresa controladora do Google) e Amazon, que também estão entre as maiores investidoras em infraestrutura de IA.

Isso significa que os milhões de pessoas que investem em fundos de índice estão investindo uma grande parte de suas economias em IA, quer queiram ou não.

Uma grande venda de ações dessas empresas afetaria os poupadores — incluindo indivíduos e fundos de pensão em diversos países — e inevitavelmente abalaria a confiança empresarial e do consumidor.

O estouro da bolha das empresas "ponto com", que atingiu seu pico em março de 2000, contribuiu para desencadear uma recessão em 2001.

O índice Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, caiu quase 80% entre março de 2000 e outubro de 2002, destruindo bilhões em valor de mercado.

Esse colapso de empresas baseadas na internet, as enormes perdas para investidores e as demissões em massa no setor de tecnologia causaram uma recessão mais ampla na economia.

Há também a questão da capacidade das autoridades para apagar um possível "incêndio financeiro".

Em 2008, os governos finalmente conseguiram controlar o caos injetando bilhões de dólares de dinheiro público nos principais bancos para evitar seu colapso e aumentando as garantias sobre os depósitos bancários para impedir que os poupadores fugissem.

Ao mesmo tempo, os principais bancos centrais cortaram as taxas de juros, incluindo um raro corte coordenado.

Hoje, esse número está próximo de 100%, após grandes intervenções em 2008 para resgatar bancos, auxílios durante a covid-19 e subsídios de energia em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Portanto, a capacidade do governo de tomar empréstimos é muito mais limitada.

"Governos e bancos centrais tiveram que responder a crise após crise e, ao fazerem isso, reduziram sua capacidade de resposta", alerta ele.

Esse sentimento é compartilhado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que afirmou no início deste mês que os múltiplos desafios econômicos mundiais ocorrem em um momento em que "o espaço para políticas públicas foi reduzido".

Há também o estado precário das relações internacionais. Em meio à crise de 2008, líderes nacionais se reuniram em uma série de encontros de emergência, incluindo um crucial em Washington, em novembro de 2008, onde definiram seu plano para injetar bilhões nos bancos; e outro em Londres, em abril de 2009.

Gordon Brown, o primeiro-ministro que ajudou a liderar a resposta internacional, afirmou que a forte cooperação internacional foi o que impediu que a crise se transformasse em uma depressão.

Em meio à crise de 2008, líderes se reuniram em uma série de encontros de emergência, incluindo um crucial em Washington, em novembro de 2008 — Foto: Getty Images via BBC

Tudo isso pode ser mais difícil hoje, em meio a divergências significativas entre os países ricos sobre política comercial, Otan e até mesmo o status da Groenlândia.

Escrevendo no início deste mês sobre os perigos de uma crise financeira, o FMI fez questão de alertar que a "cooperação internacional está mais fraca" agora do que em anos anteriores.

A implicação, talvez, seja que, em uma era de guerra na Europa, guerras comerciais entre EUA e China e a política "América Primeiro" do presidente dos EUA, Donald Trump, será mais difícil para os governos deixarem de lado suas diferenças e sentarem na mesa de negociações como fizeram em 2008.

Brown alertou diversas vezes sobre os perigos de uma abordagem isolacionista — de "nós contra eles" — em assuntos globais.

Sarah Breeden, no entanto, demonstra otimismo, argumentando que os bancos têm mais capacidade de absorver choques do que em 2008.

Ela se conforta com o fato de que os bancos estão "muito mais capitalizados agora" — em outras palavras, eles têm reservas de caixa maiores, em vez de depender de empréstimos.

Mohammed El Erian concorda — até certo ponto. "Não estamos exatamente na situação de 2008, porque não acredito que o sistema bancário, e, portanto, o dinheiro dos depositantes e o sistema de pagamentos, estejam em risco. Mas estamos em um momento semelhante ao de 2008, no sentido de que o sistema financeiro pode agravar as fragilidades econômicas que nos levam à recessão."

"As fragilidades econômicas e financeiras tendem a expor os segmentos mais vulneráveis ​​da população. Eles têm a menor resiliência e tendem a ser atingidos com particular intensidade."

Bobby Seagull, que agora é professor de matemática, diz que os mercados financeiros estão ainda mais complexos hoje em dia e que nunca se sabe ao certo que surpresas desagradáveis ​​podem estar escondidas.

"Você está meio que passando instrumentos financeiros de uma pessoa para outra, sem ter certeza do que há dentro deles. E acho que a preocupação é que, se as coisas acontecerem, elas se intensificam muito rapidamente nos mercados financeiros. E é aí que você não quer ser a última pessoa a ficar com esse pacote."

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Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a produtores rurais em Mineiros do Tietê

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 08:50

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a produtores rurais em Mineiros do Tietê O programa do Senar, em parceria com sindicato rural, acompanha famílias e amplia acesso à saúde na zona rural da região do centro-oeste paulista. Por Nosso Campo, TV TEM

Em Mineiros do Tietê (SP), trabalhadores do campo estão recebendo atendimento de saúde sem sair da propriedade.

A ação faz parte do programa Saúde no Campo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, em parceria com o sindicato rural do município.

O objetivo é melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem e trabalham na zona rural, oferecendo acompanhamento periódico e orientação preventiva.

Em uma das propriedades atendidas, a produtora Vera Lúcia Rodrigues Giraldi divide o tempo entre os pés de café e a máquina de costura.

Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a famílias rurais em Mineiros do Tietê — Foto: Reprodução/TV TEM

Em Mineiros do Tietê (SP), trabalhadores do campo estão recebendo atendimento de saúde sem sair da propriedade. A ação faz parte do programa Saúde no Campo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, em parceria com o sindicato rural do município.

O objetivo é melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem e trabalham na zona rural, oferecendo acompanhamento periódico e orientação preventiva.

Em uma das propriedades atendidas, a produtora Vera Lúcia Rodrigues Giraldi divide o tempo entre os pés de café e a máquina de costura. Durante a visita da equipe, a técnica em saúde rural Cássia Fernanda Dalmazo realiza o acompanhamento básico, como aferição de pressão e orientações. Vera conta que o suporte faz diferença na rotina.

“Ajuda muito. Quando a Cássia me procurou, fiquei muito feliz. A gente sabe que pode contar com esse acompanhamento todo mês”, afirma.

O programa também atende outras famílias da região, como a de Dilsa Mara da Silva. Para ela, o acesso ao serviço facilita o cuidado com a saúde. “É muito especial. A gente tem dificuldade de ir ao médico, então isso ajuda bastante. Eles medem pressão, acompanham diabetes, peso facilita muito pra nós”, diz.

Segundo a supervisora do programa, Katy Priscila Lisboa Fernandes, o trabalho começa com o cadastro das famílias e segue com visitas periódicas. Além do acompanhamento, cada propriedade recebe um kit de primeiros socorros, e crianças e adolescentes ganham kits de saúde bucal.

Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a famílias rurais em Mineiros do Tietê — Foto: Reprodução/TV TEM

50 vídeos Mineiros do Tietê Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Agrishow reúne 197 mil visitantes e destaca tecnologia e cultura no campo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 07:46

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Agrishow reúne 197 mil visitantes e destaca tecnologia e cultura no campo Feira apresentou novidades para produtores de todos os portes, com demonstrações de maquinário, palestras e valorização da cultura regional. Por Nosso Campo, TV TEM

A feira trouxe as mais recentes novidades para o trabalho no campo, em diferentes culturas, atendendo do pequeno ao grande produtor.

Entre as atrações, destacou-se a tecnologia. Para chamar a atenção dos visitantes, as máquinas até "dançaram" em apresentações que demonstraram acrobacia e agilidade.

Além da tecnologia, os visitantes também puderam apreciar a cultura regional, com a venda de produtos artesanais, como queijos, doces e vinhos.

Agrishow atrai 197 mil visitantes com inovações tecnológicas e cultura regional — Foto: Reprodução/TV TEM

Desde o plantio da semente até a finalização da safra, a Agrishow exibiu o que vai além das propriedades rurais. Nesta semana, 197 mil pessoas conheceram o que mais de 800 expositores apresentaram, em um espaço de 520 mil m².

A feira trouxe as mais recentes novidades para o trabalho no campo, em diferentes culturas, atendendo do pequeno ao grande produtor, além de palestras e inovações em maquinário.

Entre as atrações, destacou-se a tecnologia. Para chamar a atenção dos visitantes, as máquinas até "dançaram" em apresentações que demonstraram acrobacia e agilidade.

Além da tecnologia, os visitantes também puderam apreciar a cultura regional, com a venda de produtos artesanais, como queijos, doces e vinhos.

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Por que trabalhadores experientes são uma vantagem competitiva

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 04:54

Bem-Estar Longevidade: modo de usar Por que trabalhadores experientes são uma vantagem competitiva Empresas que não retiverem talentos maduros enfrentarão escassez de mão de obra, alerta especialista. Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro

Vamos olhar o copo meio cheio: embora o preconceito de idade ainda seja a norma, o valor dos trabalhadores experientes está começando a ganhar corpo – e reconhecimento. Essa é a tese defendida por Annie Coleman, fundadora da RealiseLongevity (algo como “tomando consciência da longevidade”), que, após quatro décadas no mercado financeiro, agora se dedica a ajudar organizações a enxergar vidas mais longas como uma vantagem competitiva. Seu lema é claro: se não há uma estratégia para a longevidade, não existe uma estratégia de crescimento.

Annie Coleman: empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra — Foto: Divulgação

Em 2007, a BMW começou a implementar adaptações ergonômicas de baixo custo em uma linha de montagem especializada em Dingolfing, na Alemanha. Focada em oferecer melhores condições aos funcionários de meia-idade e seniores, a empresa adotou estações de trabalho com altura ajustável, iluminação aprimorada e banquetas especializadas. O resultado? Um crescimento de 7% na produtividade.

Um documento do Bank of America afirma que recrutar e reter colaboradores maduros está se tornando crucial à medida que as populações envelhecem. Por isso, benefícios inclusivos são vistos como um motor de desempenho organizacional, especialmente para funções onde o julgamento, a experiência e a qualidade da decisão são primordiais.

Pesquisas recentes da AARP (American Association of Retired Persons), que conta com mais de 40 milhões de associados, e da OCDE (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostraram que empresas com mais trabalhadores acima dos 50 ganham em eficiência. Da mesma forma, um estudo de 2022 do Boston Consulting Group revelou que equipes multigeracionais superam as homogêneas quando o julgamento e a mentoria sênior se combinam com as habilidades digitais dos jovens.

No entanto, Coleman aponta que iniciativas como essas raramente são apresentadas como uma estratégia central. A maioria das corporações ainda projeta carreiras como se a eficácia atingisse o pico cedo – e como se a velocidade, o vigor e a inovação pertencessem exclusivamente aos jovens. Se a experiência melhora os resultados, por que tantas empresas expulsam as pessoas justamente quando o seu valor atinge o auge? Nos EUA, uma análise do Urban Institute mostrou que mais da metade dos trabalhadores acima de 50 anos foi desligada de empregos de longa data por reestruturações, e não por problemas de desempenho. Ela enumera três desafios urgentes:

O êxodo prematuro: expulsar os 50+ do mercado por razões não relacionadas ao desempenho é uma falha sistêmica de design e sinônimo de perda de capital intelectual.O ponto cego da demanda: os gastos dos indivíduos acima de 55 anos devem chegar a US$ 15 trilhões anuais até o fim desta década. Ignorar esse público é desperdiçar oportunidades de crescimento.Vidas profissionais longas são inevitáveis: seja por necessidade financeira ou mudanças nas políticas previdenciárias, as pessoas trabalharão por mais tempo. Empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra.

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Conheça espécie de banana importada que produz frutos mais doces e cachos mais pesados no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 04:54

Espírito Santo Agronegócios Conheça espécie de banana importada que produz frutos mais doces e cachos mais pesados no ES Mudas nativas da Jamaica foram pesquisadas por mais de 20 anos até se adaptarem ao Brasil. Bananeiras têm folhas limpas, saudáveis, não precisam de agrotóxico e têm troncos mais grossos. Por André Afonso, g1 ES e TV Gazeta

Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e agora promete alavancar a produção do Espírito Santo.

Bananeiras têm folhas limpas, saudáveis, não precisam de agrotóxico, dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados.

As mudas deste novo tipo de banana começaram a ser distribuídas recentemente aos produtores capixabas após mais de 20 anos de pesquisa.

Os resultados foram animadores e mostraram uma boa adaptação da espécie em vários tipos de ambiente.

Outra vantagem da banana Ambrosia é o tronco mais grosso, que promete facilitar o manejo nas lavouras.

Bananeiras com folhas limpas, saudáveis, que não precisam de agrotóxico, dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados.🍌 Isto é o que garante a espécie Ambrosia, do tipo nanica, que surgiu na Jamaica e agora promete alavancar a produção do Espírito Santo.

Resistentes a doenças e pragas e adaptáveis a diferentes ambientes e climas, as mudas deste novo tipo de banana começaram a ser distribuídas recentemente aos produtores capixabas após mais de 20 anos de pesquisa.

O agricultor Álvaro Gottardo se surpreendeu com os resultados: "Eu plantei, não pus nada, só fiz análise de solo. Depois, eu pus calcário e um adubo. Não queimou nada, nem uma folha, não tem nada queimado. E dá um produto bom, um cacho bem grande."

Bananeiras da espécia Ambrosia dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados no Espírito Santo. — Foto: Divulgação/Incaper

Os estudos sobre a planta foram conduzidos em Alfredo Chaves, Sul do estado, pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O objetivo era observar o desenvolvimento da planta no Brasil, além do Espírito Santo, na Bahia, em São Paulo e na Amazônia.

Os resultados foram animadores e mostraram uma boa adaptação da espécie em vários tipos de ambiente, como explica José Ventura, pesquisador do Incaper.

"Essa é uma planta que tolera seca e tolera encharcamento. Há uns anos, logo depois da pandemia, nós tivemos enchentes e ela ficou alagada. A planta suportou o encharcamento e, depois do encharcamento, ela teve uma excelente recuperação. As outras bananas do tipo nanica não conseguiram."

Outra vantagem da banana Ambrosia, segundo o especialista, é o tronco mais grosso, que promete facilitar o manejo nas lavouras. A característica dispensa a necessidade de escoramento e é mais resistente à broca.

Fruta mais doceCacho mais pesadoTronco mais grossoResistência a doenças e pragasDispensa o uso de agrotóxico

Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e promete alavancar a produção do Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O berço dos estudos foi a lavoura experimental do Incaper, um Banco Ativo de Germoplasmas (BAG), que atualmente conta com 26 espécies de bananas de todo o mundo. O espaço funciona como um acervo, em que cada tipo de planta é estudado por anos.

É só após décadas de pesquisa, quando as vantagens de cultivar uma espécie de banana se comprovam, que as mudas são apresentadas aos produtores. Desde 1976, quando o BAG foi criado, cinco variedades foram recomendadas pelo Incaper. A Ambrosia é a sexta, e a primeira do tipo nanica.

O Espírito Santo produz mais de 400 mil toneladas de banana por ano em 76 municípios, sendo que a banana-prata é responsável por 75% da produção, seguida pela banana-da-terra, e a nanica, em terceiro lugar.

A cidade de Alfredo Chaves, onde a Ambrosia foi estudada, disputa com Itaguaçu, no Noroeste capixaba, o título de maior produtor estadual da fruta.

Bananeiras da espécia Ambrosia dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados no Espírito Santo. — Foto: Divulgação/Incaper

O município é conhecido, inclusive, por realizar anualmente a Festa da Banana e do Leite há mais de 50 anos. A comemoração serve para celebrar a fruta que salvou os agricultores da cidade na década de 1960, quando a cafeicultura entrou em crise no país.

Com o cultivo Ambrosia, a expectativa é que a produção capixaba de banana cresça ainda mais. O Incaper já distribuiu 1.200 mudas da planta para produtores de todo o estado e vai continuar auxiliando os interessados nos laboratórios particulares.

Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e promete alavancar a produção do Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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O que está por trás da fazenda de ostras que levou ex-RH a faturar R$ 3,6 milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/05/2026 03:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios O que está por trás da fazenda de ostras que levou ex-RH a faturar R$ 3,6 milhões Empreendedor trocou a rotina corporativa pelo mar, investiu R$ 15 mil e apostou na qualidade das ostras para crescer no mercado gastronômico. Por PEGN

O início exigiu coragem e planejamento. Com cerca de R$ 15 mil, ele deu os primeiros passos no cultivo de ostras.

O processo produtivo é longo. As sementes, quase microscópicas, são compradas de laboratório e passam por diferentes fases de crescimento em estruturas no mar.

O Brasil tem um dos litorais mais ricos do mundo e, para alguns empreendedores, isso significa oportunidade de negócio.

Em Santa Catarina, responsável por 98% da produção nacional de ostras e mexilhões, um ex-profissional de recursos humanos decidiu trocar o escritório pelo mar e construir uma empresa que hoje fatura milhões.

A história começa no distrito de Caieiras da Barra do Sul, em Florianópolis, onde Vinícius Ramos criou uma fazenda marinha. “Somos fazendeiros do mar”, resume. Na prática, o processo se assemelha ao da agricultura: ele compra sementes de ostras, cultiva no mar e faz a colheita meses depois.

Antes de empreender, Vinícius trabalhava com folha de pagamento de milhares de funcionários — uma rotina intensa que o fez repensar a carreira. O desejo de ter mais qualidade de vida e morar perto da praia foi o ponto de virada.

“Como juntar o útil ao agradável?”, questionou na época. A resposta veio do próprio território onde escolheu viver.

O que está por trás da fazenda de ostras que levou ex-RH a faturar R$ 3,6 milhões — Foto: Reprodução/PEGN

O início exigiu coragem e planejamento. Com cerca de R$ 15 mil — valor obtido após vender o carro e usar a rescisão —, ele deu os primeiros passos no cultivo de ostras. A experiência anterior com gestão ajudou: planilhas, controle de custos e busca por capacitação fizeram parte da base do negócio.

O processo produtivo é longo. As sementes, quase microscópicas, são compradas de laboratório e passam por diferentes fases de crescimento em estruturas no mar. Em cerca de nove meses, as ostras atingem o tamanho ideal para comercialização.

Um dos principais trunfos da empresa é o chamado “marroir” — conceito inspirado no terroir do vinho, que relaciona o ambiente de cultivo às características do produto.

Na região onde Vinícius atua, fatores como alta salinidade, águas profundas e proximidade com o mar aberto contribuem para o sabor das ostras. “A gente consegue sentir o cheiro da nossa ostra à distância”, diz.

Essa identidade ajudou a posicionar o produto no mercado gastronômico. Hoje, a dúzia é vendida por cerca de R$ 25 e abastece principalmente restaurantes, além de alguns consumidores finais.

O crescimento ganhou força com uma aposta direta: degustação. Vinícius passou a frequentar encontros de donos de restaurantes e oferecer ostras gratuitamente. A estratégia abriu portas e criou relacionamento com clientes.

“Ali eu tinha um canal aberto com o cliente”, afirma. O resultado veio rápido. Em 2025, o negócio alcançou faturamento médio de R$ 3,6 milhões.

O que está por trás da fazenda de ostras que levou ex-RH a faturar R$ 3,6 milhões — Foto: Reprodução/PEGN

Além de vender para restaurantes, o empreendedor ampliou o alcance do negócio. As ostras são enviadas para diferentes estados do país, com logística que mantém o produto vivo por até cinco dias em temperatura controlada. Já houve entregas até Jericoacoara (CE).

Mais recentemente, ele diversificou a operação com turismo. A fazenda marinha passou a oferecer visitas guiadas, que mostram todas as etapas do cultivo e terminam com degustação no mar. O passeio custa cerca de R$ 750 por grupo.

Para Vinícius, o sucesso financeiro veio junto de algo maior: qualidade de vida. “Se der dinheiro, que bom. Mas estar feliz com o que está fazendo é a receita perfeita”, resume.

A trajetória mostra como identificar oportunidades locais, apostar em diferenciação e construir relacionamento com clientes pode transformar uma ideia simples em um negócio lucrativo — e com vista privilegiada.

O que está por trás da fazenda de ostras que levou ex-RH a faturar R$ 3,6 milhões — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rodovia Baldicero Filomeno, 20.622 – Ribeirão da ilha – Florianópolis/SC – CEP : 88.064-002📞Telefone: (48) 9961-5050📧 E-mail: adm@paraisodasostras.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/paraiso.dasostras

📍 Endereço: Rua fidlga, 314 – Vila Madalena – São Paulo/SP – CEP: 05432-000📞Telefone/WhatsApp: (11) 3819-6282📸 Instagram: https://www.instagram.com/restaurantecais/

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DF enfrenta risco fiscal e precisa de ajuste imediato e reformas estruturais, avaliam especialistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 03:38

Distrito Federal DF enfrenta risco fiscal e precisa de ajuste imediato e reformas estruturais, avaliam especialistas Com déficit projetado de até R$ 4 bilhões até o final de 2026, avaliação aponta necessidade de ajustes rigorosos no curto prazo e mudanças estruturais a partir de 2027. Por Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

O governo do Distrito Federal enfrenta um cenário fiscal delicado, com projeção de déficit que pode alcançar até R$ 4 bilhões até o fim de 2026.

Para especialistas, o quadro exige medidas urgentes de contenção de gastos neste ano e reformas estruturais no médio prazo para evitar o agravamento da crise.

Especialistas defendem que o governo priorize o cumprimento rigoroso das medidas já anunciadas. O ajuste fiscal em 2026 deve avançar com corte de despesas e revisão de contratos para reduzir gastos.

O governo do Distrito Federal enfrenta um cenário fiscal delicado, com uma projeção de déficit que pode alcançar até R$ 4 bilhões até o fim de 2026.

Para especialistas ouvidos pelo g1, o quadro exige medidas urgentes de contenção de gastos neste ano e reformas estruturais no médio prazo para evitar o agravamento da crise.

Segundo o professor de economia do Ibmec Brasília Renan Silva, a prioridade imediata deveria ser o cumprimento rigoroso das medidas já anunciadas pelo governo.

Entre elas, o decreto assinado na última semana que determina a renegociação de contratos com redução de até 25% nas despesas.

Além disso, o especialista destaca a importância do controle mensal do orçamento. “É vital que cada órgão respeite a liberação de apenas 1/12 do orçamento por mês para evitar descasamento financeiro”, afirma.

Na mesma linha, o economista César Bergo avalia que o ajuste ainda em 2026 precisaria avançar em três frentes principais, com foco direto na redução de gastos:

Corte de despesas administrativas: com enxugamento da máquina pública, revisão de gastos com pessoal e redução de despesas não essenciais, como eventos e patrocínios.Controle de contratos e terceirizações: reavaliar contratações e contratos, sem comprometer áreas prioritárias como saúde, educação e segurança.Revisão e renegociação de contratos: governo deveria renegociar valores, suspender serviços não iniciados e adiar despesas para melhorar o equilíbrio fiscal ainda neste ano.

“Há margem para economia, e esse esforço precisa ser feito ainda neste ano”, avalia o economista.

Para o médio prazo, já a partir do próximo mandato à frente do Palácio do Buriti, Renan Silva avalia que o DF precisará de reformas estruturais para melhorar o caixa.

"Na minha opinião, o foco deve estar na consolidação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) que já está em debate, priorizando a eficiência do gasto através da participação popular e da redução da dependência de créditos extraordinários", diz.

"Vale ressaltar que o orçamento total de R$ 74,4 bilhões para 2026 oferece uma base sólida. Na contrabalança, o fato de 64,6% desse montante estar comprometido com pessoal limita drasticamente o espaço para manobra", indica o professor.

Esse cenário restringe a capacidade do governo de ampliar investimentos ou reagir a crises, tornando as decisões fiscais mais complexas.

Mesmo com medidas já em curso, o economista afirma que o cenário mais provável ainda é preocupante.

Sem novas reformas estruturais, o DF pode enfrentar atrasos em pagamentos a fornecedores e até risco de insolvência – em bom português, risco de dar calote.

A avaliação leva em consideração a baixa disponibilidade de caixa do governo local, que já figura entre as piores do país.

Na avaliação de Bergo, a reorganização fiscal também dependerá de mudanças institucionais. Ele destaca a importância de uma atuação mais criteriosa da Câmara Legislativa na aprovação de projetos, com exigência de retorno econômico ou social das propostas.

O economista defende ainda maior participação da sociedade na elaboração do orçamento. Segundo ele, o tamanho da estrutura administrativa do DF é elevado e precisa ser reavaliado.

Ainda de acordo com Cesar Bergo, o DF não deve conseguir pagar todas as despesas contratadas para 2026. O que sobrar deve ser empurrado para o ano seguinte, na forma de "restos a pagar" – o que pressiona, desde já, as contas de 2027.

Para o economista, aconteça o que acontecer nas eleições de outubro, 2027 tende a ser um ano desafiador para a economia do DF – reflexo desse acúmulo de problemas fiscais.

O cenário atual não surgiu de forma repentina. Um estudo do ObservaDF, ligado à Universidade de Brasília (UnB), mostra que a fragilidade das contas públicas do DF remonta a 2015 e vem sendo agravada ao longo dos anos.

Segundo o levantamento, o principal problema não é o nível de endividamento, mas o fluxo de caixa.

O governo consome praticamente toda a receita arrecadada, sem formar reservas para investimentos ou para enfrentar crises.

Essa característica estrutural limita a capacidade de reação do DF diante de choques econômicos e ajuda a explicar por que o orçamento segue pressionado mesmo em períodos de maior arrecadação.

Além disso, o estudo aponta que a situação foi agravada pela crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB), que pode gerar impacto fiscal bilionário e aumentar ainda mais a pressão sobre os cofres públicos.

Outro dado relevante é a baixa disponibilidade de caixa, que colocou o DF entre os piores resultados do país nesse indicador. Isso significa que o governo tem pouca margem para honrar compromissos e investir, especialmente em momentos de instabilidade.

Sem mudanças mais profundas na estrutura do orçamento — especialmente na rigidez das despesas obrigatórias — especialistas avaliam que a pressão fiscal tende a se transferir para os próximos governos.

No diagnóstico geral, o ajuste atual pode evitar um agravamento imediato da crise, mas não será suficiente para resolver o problema de forma definitiva.

A combinação de receitas voláteis, gastos rígidos e falta de reserva financeira mantém o DF em situação de vulnerabilidade, exigindo planejamento de longo prazo e reformas estruturais consistentes.

O estudo da UnB teve como objetivo objetivo analisar a situação fiscal do Governo do Distrito Federal (GDF) no período de 2015 a 2024, abrangendo as administrações conduzidas pelos governadores Rodrigo Rollemberg (2015–2018) e Ibaneis Rocha (2019–2024).

Durante o governo Rollemberg, o Distrito Federal enfrentou uma crise fiscal. Em 2015, o GDF identificou um déficit de R$ 6,5 bilhões para cobrir as despesas.

Isso levou o DF a atrasar salários, negar reajustes e cortar investimentos. As despesas superaram a arrecadação, resultando em um déficit de cerca de R$ 2,5 bilhões nas contas públicas do DF – isso, só no primeiro ano.

À época, o governo afirmou que as dívidas eram da gestão anterior, do governador Agnelo Queiroz (PT), que havia gasto mais e empenhado despesas sem ter os recursos necessários.

De acordo com o estudo, em 2024, o DF registrou o quarto pior resultado do país em disponibilidade de caixa líquida entre os estados, evidenciando a dificuldade de manter reservas financeiras para honrar compromissos e enfrentar imprevistos.

O documento afirma que a situação se agravou em 2026, último ano de mandato de Ibaneis Rocha (MDB), com sinais claros de "pressão sobre o caixa".

Logo no começo do ano, o governo publicou decreto que criou limite mensal para gastos públicos. Na última semana, a governadora Celina Leão editou novo decreto determinando corte em contratos.

Embora a capital apresente um baixo nível de endividamento, o estudo revelou que quase toda a sua receita é consumida por despesas correntes, resultando em uma classificação negativa de sua capacidade de pagamento (Capag).

🔎Conforme noticiado pelo g1, o DF está com nota baixa em Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador usado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde financeira de estados, municípios e da capital federal, e não poderá usar a União como garantidora de um eventual empréstimo.

O relatório enfatiza ainda que esse choque fiscal é particularmente grave porque o DF já apresenta uma fragilidade fiscal de fluxo.

Na prática, isso significa que a capital federal não tem margem financeira para absorver um impacto patrimonial da magnitude que o BRB pode representar.

As estimativas ainda estão sendo concluídas, mas apontam um possível rombo de até R$ 13 billhões.

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Mega-Sena, concurso 3.003: veja os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/05/2026 21:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3.003: veja os números sorteados Veja os números sorteados: 55 – 37 – 08 – 47 – 27 – 24 Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3.003 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (2), em São Paulo. A Mega de hoje pode pagar R$ 3.199.851,70.

O g1 passou a transmitir, desde segunda-feira (20), todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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