RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Trump ameaça Reino Unido com ‘grande tarifa’ por imposto sobre big techs americanas, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/04/2026 03:26

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

O premiê britânico, Keir Starmer, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, em 27 de fevereiro de 2025 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma “tarifa pesada” ao Reino Unido caso o governo do primeiro-ministro Keir Starmer não revogue o Imposto sobre Serviços Digitais (DST, na sigla em inglês), segundo entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

Ao veículo, Trump afirmou que considera o tributo injusto por atingir principalmente gigantes americanas de tecnologia, como Apple, Google e Meta, ao aplicar uma taxa de 2% sobre receitas geradas por redes sociais, mecanismos de busca e marketplaces online.

Segundo ele, se o Reino Unido não reduzir o imposto, Washington poderá retaliar com tarifas comerciais ainda mais altas sobre produtos britânicos.

O tema aumenta a tensão entre os dois países em meio a uma relação já desgastada por divergências sobre comércio, liberdade de expressão e imigração. A ameaça também ocorre às vésperas da visita oficial do rei Charles III e da rainha Camilla aos EUA.

O imposto britânico sobre serviços digitais se tornou uma importante fonte de arrecadação para o Tesouro. De acordo com dados divulgados pela Receita e Alfândega do Reino Unido, o tributo somou 944 milhões de libras (cerca de R$ 6 bilhões) em 2025-26, alta de 17% em relação ao ano anterior.

O governo britânico sustenta que o imposto é uma medida temporária até que haja um acordo tributário global para empresas digitais, mas autoridades americanas criticam a política por considerá-la direcionada contra empresas dos EUA.

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Mega-Sena, concurso 2.999: prêmio acumula e vai a R$ 100 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 22:23

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.999: prêmio acumula e vai a R$ 100 milhões Veja os números sorteados: 09 – 24 – 26 – 38 – 45 – 58. Quina teve 111 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 28.755,27. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 2.999 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (23), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 100 milhões.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Petrobras abre mão de preferência e assina novo acordo de acionistas da Braskem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 22:23

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

Na prática, a estatal abriu mão de comprar mais ações da Braskem neste momento e também de vender sua fatia nas mesmas condições da negociação da participação da Novonor.

Mesmo com as mudanças, a Petrobras seguirá como uma das principais acionistas da Braskem, com 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto.

Ao mesmo tempo, a petroleira fechou um novo acordo com o fundo Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), sob gestão da Vórtex Capital e assessorado pela IG4 Capital.

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (23) que assinou um novo acordo de acionistas da Braskem e decidiu não exercer direitos que lhe permitiriam aumentar sua participação na empresa após a saída da Novonor do controle da petroquímica.

Na prática, a estatal abriu mão de comprar mais ações da Braskem neste momento e também de vender sua fatia nas mesmas condições da negociação da participação da Novonor.

🔎 No mercado, esses mecanismos são conhecidos como “direito de preferência” (que permite comprar mais ações) e “tag along”, que dá ao acionista a opção de vender sua participação nas mesmas condições de uma grande negociação.

Mesmo com as mudanças, a Petrobras seguirá como uma das principais acionistas da Braskem, com 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto. A petroleira dividirá o controle da companhia com um fundo de investimentos.

Paralelamente, a petroleira fechou um novo acordo com o fundo Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), sob gestão da Vórtex Capital e assessorado pela IG4 Capital. O objetivo é estabelecer controle compartilhado da Braskem entre as duas partes.

Pelo novo modelo, a Petrobras e o FIP terão o mesmo número de representantes no conselho de administração e na diretoria da empresa. Além disso, decisões estratégicas só poderão ser tomadas com o aval de ambas as partes — o que, na prática, estabelece controle compartilhado.

A mudança ocorre após a Novonor acertar a venda de sua participação na Braskem. Com isso, o novo acordo só passa a valer depois da conclusão dessa transferência de ações.

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Governo envia ao Congresso projeto que permite usar receita do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 18:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,0030,58%Dólar TurismoR$ 5,1980,51%Euro ComercialR$ 5,8460,42%Euro TurismoR$ 6,0900,37%B3Ibovespa191.378 pts-0,78%Oferecido por

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (23) que encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que abre a possibilidade de converter aumento de receita com petróleo em redução de tributos a combustíveis. A proposta já foi protocolada na Câmara dos Deputados.

No início do mês, o governo anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio (veja mais abaixo).

A proposta é uma autorização para reduzir tributos sobre combustíveis (diesel, gasolina, etanol e biodiesel) toda vez que for apurado aumento extraordinário da receita decorrente das cotações do preço do petróleo.

Assim, quando houver aumento de receita, o montante seria utilizado para reduzir tributos sobre combustíveis, como PIS Cofins e Cidi.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a tese do governo é de que, como o Brasil é produtor e exportador de petróleo, as receitas públicas aumentam quando o preço sobe em função de receitas com royalties e PPSA, por exemplo.

"O ponto central nosso é converter esse aumento de receita em mecanismos que possam amortecer os efeitos para a população", explicou.

"Para o caso da gasolina nós não temos proposta imediata de redução de tributos. A proposta é nos dar condições fiscais para redução do tributo", adicionou.

"A cada 10 centavos retirados dos tributos teríamos o impacto de 800 milhões por dois meses. A retirada é efetivada por meio de um decreto presidencial e só serão propostos na medida em que houver autorização do Congresso", complementou.

Segundo o projeto enviado pelo governo federal, os recursos decorrentes de aumento de receita extraordinário que poderão ser utilizados terão como fonte: 

royalties e participação especial da União da exploração de petróleo ou gás natural;dinheiro oriundo da venda do petróleo, o gás natural e outros hidrocarbonetos destinados à União;montante oriunda de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) relativos ao setor de óleo e gás;dividendos da União recebidos de empresas do setor de óleo e gás;recursos oriundos do Imposto de Exportação de 12% extraordinário das exportações de petróleo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as medidas serão acompanhadas diariamente pela equipe econômica.

"Vamos manter o compromisso de que a gente perceber de arrecadação adicional é o limite para reduzir a tributação. Aprovando o projeto, faremos uma redução parcial sobre gasolina e etanol. Trabalho pelo período de dois meses que vai ser avaliado", explicou.

No início do mês, o governo anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio.

Segundo o ministro do Planejamento, o custo total das medidas anunciadas no início do mês será de R$ 30,5 bilhões. Mas, segundo ele não terá impacto fiscal, pois será compensado por receita advinda do óleo diesel e royalties, por exemplo.

As ações contemplam subvenção (um apoio financeiro) ao diesel importado, ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, e ao querosene da aviação.

subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil);isenção de impostos federais sobre o biodiesel;subvenção ao gás de cozinha;subvenção ao querosene da aviação;linhas de crédito para o setor aéreo.

A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel importado (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual).

➡️ O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

⛽ O diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. Por isso, quando seu preço sobe, há um efeito em cadeia na economia. O custo maior do frete, por sua vez, tende a ser repassado para alimentos, produtos industrializados e serviços, pressionando a inflação.

A divisão busca repartir o custo da medida e facilitar a adesão dos governos estaduais, reduzindo a pressão sobre apenas um nível de governo.

Segundo o governo, a medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio deste ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.

Pelo lado dos estados, o subsídio será feito por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O fundo é usado pelo governo federal para repassar recursos mensalmente aos governos estaduais.

Agora, parte desse dinheiro será retido, em valor equivalente a R$ 0,60 por litro, que cada estado vai contribuir.

➡️ O FPE é formado por 21,5% da receita líquida do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O benefício será direcionado aos importadores de diesel, empresas responsáveis por trazer o combustível do exterior para complementar a oferta no país.

A medida também cria uma nova subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil, que se somará àquela de R$ 0,32/litro que já está em vigor.

Essa subvenção será realizada apenas com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês.

A medida durará por dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.

Além disso, o governo vai publicar um decreto que zera o PIS/Cofins que incidem sobre o biodiesel. Segundo o Palácio do Planato, a medida vai gerar uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível.

O combustível renovável hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%.

O governo também subsidiará o gás de cozinha. Segundo o governo, haverá uma compensação relativa à diferença entre o preço nacional e o internacional, que será coberto por uma subvenção de até R$ 330 milhões.

De acordo com o ministro da Fazenda, a isenção do PIS/Cofins, tanto para o biodiesel quanto para o querosene da aviação, será compensada pelo ajuste da alíquota dos cigarros.

Diante do risco de as passagens aéreas aumentarem em até 20%, o governo federal anunciou que vai zerar o PIS/Cofins até o final do ano sobre o querosene da aviação.

O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciado pela Petrobras na última semana.

Também serão lançadas duas linhas de crédito. Uma delas será ofertada pelo Fundo Nacional da Aviação (Fnac) e terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas.

As tarifas de navegação também serão prorrogadas. As taxas referentes aos meses de abril, maio e junho serão pagas pelas empresas aéreas somente no mês de dezembro.

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Cade reabre investigação contra Google por uso de conteúdo produzido por IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 18:07

Política Cade reabre investigação contra Google por uso de conteúdo produzido por IA Conselho instaurou processo administrativo para investigar a conduta da empresa e o impacto de sua atuação no mercado jornalístico. Julgamento pode resultar em sanções administrativas por infração econômica. Por Redação g1 — Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta quinta-feira (23), por unanimidade, reabrir um processo para investigar o Google por suposto uso em excesso de notícias produzidas por ferramentas de inteligência artificial (IA).

O caso teve origem no próprio Cade, que viu a necessidade de aprofundar as apurações das condições concorrenciais do mercado de busca e da utilização pelo Google de conteúdos produzidos por IA.

O processo administrativo reaberto nesta quinta vai investigar a conduta da empresa e o impacto de sua atuação no mercado jornalístico. O julgamento pode resultar em sanções administrativas por infração econômica.

A Superintendência-Geral chegou a concluir pela "ausência de indícios suficientes de infração à ordem econômica e recomendou o arquivamento do feito".

O caso foi avocado pelo Tribunal e posteriormente distribuído à relatoria do ex-conselheiro e presidente Gustavo Augusto, que chegou a votar pelo arquivamento do processo.

O julgamento foi retomado em 8 de março com o voto do conselheiro Diogo Thomson, que defendeu a investigação por haver indícios robustos a respeito da atuação da empresa.

Após o voto de Thomson, Augusto ajustou sua posição anterior e concordou com a apuração sobre o uso de notícias em IA.

A conselheira Camila Cabral retomou a sessão com seu voto a favor da abertura do processo. Segundo a conselheira, o Google usa sem autorização prévia das empresas que produzem conteúdo jornalístico.

"O tema enfrentado nestes autos recomenda cautela justamente porque envolve ambiente de rápida transformação tecnológica, forte assimetria informacional e baixa observabilidade externa sobre os mecanismos pelos quais a plataforma organiza a busca, distribui atenção, coleta dados, monetiza tráfego e reutiliza conteúdo produzido por terceiros. Em casos dessa natureza, a dificuldade não está apenas em medir efeitos já consumados", disse a conselheira em seu voto.

Segundo a conselheira, o "problema, portanto, alcança também a forma pela qual a plataforma dominante administra a arquitetura da intermediação informacional e transforma conteúdo de terceiros em insumo para retenção de atenção, coleta de dados e reforço de seu próprio poder de coordenação".

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Correios fecharam 2025 com um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões; série negativa vem desde 2022

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 15:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9750,01%Dólar TurismoR$ 5,167-0,1%Euro ComercialR$ 5,819-0,09%Euro TurismoR$ 6,060-0,14%B3Ibovespa190.937 pts-1,01%MoedasDólar ComercialR$ 4,9750,01%Dólar TurismoR$ 5,167-0,1%Euro ComercialR$ 5,819-0,09%Euro TurismoR$ 6,060-0,14%B3Ibovespa190.937 pts-1,01%MoedasDólar ComercialR$ 4,9750,01%Dólar TurismoR$ 5,167-0,1%Euro ComercialR$ 5,819-0,09%Euro TurismoR$ 6,060-0,14%B3Ibovespa190.937 pts-1,01%Oferecido por

Ao todo, a empresa registrou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, sendo 6,4 bilhões só com despesas com precatórios.

Este é o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre havia sido de R$ 4,36 bilhões.

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De acordo com as demonstrações, o principal gasto a motivar esse aumento bilionário nas despesas foi o pagamento de precatórios referentes a decisões judiciais transitadas em julgado.

Ainda segundo informações apresentadas pela empresa, a receita bruta no ano passado foi de R$ 17,3 bilhões, —11,35% menor que a de 2024.

O Plano de Demissão Voluntária (PDV) faz parte do conjunto de medidas adotadas pelos Correios para reduzir despesas com pessoal e equilibrar as contas da estatal.

"Como vocês podem ver, o PDV [Plano de Demissão Voluntária] que abrimos este ano teve uma duração menor que o outro, que durou o ano todo e atingiu a mesma quantidade de funcionários", afirmou o presidente Emmanoel Schmidt Rondon, presidente dos Correios.

Segundo os Correios, entre 3 de fevereiro e 7 de abril, 3.181 funcionários aderiram ao programa, o que gerou uma expectativa de redução de gastos de cerca de 40%.

Considerando os PDVs lançados em 2024 e 2025, o total de adesões chega a 3.756 empregados, com uma economia estimada em R$ 147,1 milhões neste ano e uma projeção de R$ 775,7 milhões em 2026, segundo dados divulgados pela empresa.

O PDV é um mecanismo pelo qual o trabalhador opta por deixar a empresa de forma voluntária, mediante o recebimento de indenizações e benefícios previstos em regulamento, prática recorrente em processos de reestruturação de estatais.

Nos últimos dias de 2025, os Correios conseguiram fechar um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões, que foi pago quase totalmente no dia 30 de dezembro.

A chegada do dinheiro pouco afetou o resultado financeiro da empresa em 2025, porque a necessidade do aporte é para cobrir parte dos altos gastos com despesas que os Correios vêm apresentando e não para reduzi-las, num primeiro momento.

A assinatura do contrato de empréstimo foi publicada no dia 27 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), e envolve um consórcio com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O acordo tem validade até 2040 e conta com garantia da União, após autorização do Tesouro Nacional, em 18 de dezembro, o que significa que o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.

De acordo com presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Bradesco aportaram R$ 3 bilhões cada. Já Itaú e Santander emprestaram outros R$ 1,5 bilhão, cada um.

O contrato prevê um prazo de carência de 3 anos e pagamentos mensais a partir de dezembro de 2029. A taxa de juros ficou em 115% do CDI – abaixo do teto de 120% do CDI, estabelecido pelo Tesouro.

Com o aval do Tesouro, o governo federal deve honrar as parcelas do pagamento caso os Correios fiquem inadimplentes, ou seja, se a estatal não pagar. Trata-se de uma garantia adicional para os bancos que concederam o crédito.

Além dos R$ 12 bilhões, o governo federal deu mais espaço para os Correios conseguirem captar novo empréstimo com garantias da União. A ampliação foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no dia 26 de fevereiro.

Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo com garantias da União. Entretanto, o martelo só deve ser batido, segundo pessoas que participam das discussões, no fim do primeiro semestre.

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Rádio Eldorado vai encerrar atividades após quase 70 anos no ar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 13:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,957-0,35%Dólar TurismoR$ 5,157-0,29%Euro ComercialR$ 5,801-0,37%Euro TurismoR$ 6,049-0,31%B3Ibovespa192.354 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 4,957-0,35%Dólar TurismoR$ 5,157-0,29%Euro ComercialR$ 5,801-0,37%Euro TurismoR$ 6,049-0,31%B3Ibovespa192.354 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 4,957-0,35%Dólar TurismoR$ 5,157-0,29%Euro ComercialR$ 5,801-0,37%Euro TurismoR$ 6,049-0,31%B3Ibovespa192.354 pts-0,28%Oferecido por

A Rádio Eldorado, tradicional emissora de São Paulo fundada em 1958, vai encerrar sua operação no dia 15 de maio, após quase 70 anos no ar.

A informação foi confirmada pelo Grupo Estado, responsável pela rádio, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (23).

Segundo a empresa, a decisão ocorre após o fim da parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM.

Além disso, o grupo afirma que a mudança faz parte de um reposicionamento estratégico da empresa, com o objetivo de fortalecer sua presença no ambiente digital.

A Rádio Eldorado, tradicional emissora de São Paulo fundada em 1958, vai encerrar sua operação no dia 15 de maio, após quase 70 anos no ar.

A informação foi confirmada pelo Grupo Estado, responsável pela rádio, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (23).

Segundo a empresa, a decisão ocorre após o fim da parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM.

Além disso, o grupo afirma que a mudança faz parte de um reposicionamento estratégico da empresa, com o objetivo de fortalecer sua presença digital.

A Eldorado é considerada uma referência em curadoria musical e jornalismo cultural, tendo marcado gerações de ouvintes na capital paulista.

No entanto, o Estadão afirma que mudanças no consumo de áudio – especialmente o avanço das plataformas de streaming e a queda do consumo de rádio tradicional – impactaram o modelo de operação das emissoras FM.

Nos últimos anos, o grupo tem investido em conteúdo digital e audiovisual, com ampliação da atuação em site, aplicativo, redes sociais e vídeos. A aquisição da NZN, em 2025, também reforçou essa estratégia, ampliando a capacidade de produção e distribuição de conteúdo.

Apesar do fim da transmissão em FM, a marca Eldorado não será descontinuada. Segundo o comunicado, projetos e programas da emissora serão adaptados a novos formatos, com foco em vídeo e plataformas digitais.

A empresa cita, como exemplo, os programas Som a Pino e Clube do Livro, que passarão por reformulação.

Ao anunciar o encerramento, a empresa agradeceu aos profissionais e ouvintes que fizeram parte da trajetória da rádio ao longo de décadas, destacando seu papel na cena cultural paulistana.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Conta de luz: Aneel aprova reajustes que atingem mais de 22 milhões de consumidores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 13:13

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%Oferecido por

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, em processo periódico previsto nos contratos de concessão.

Os índices médios variam entre 5% e 15%, a depender da área de atuação de cada distribuidora, com impacto sobre mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país.

De forma geral, os principais fatores que pressionaram os reajustes foram os custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia.

Entre as distribuidoras, a CPFL Santa Cruz, com sede em Jaguariúna (SP), registrou o maior aumento, com efeito médio de 15,12% para o consumidor.

A CPFL Santa Cruz atende cerca de 527 mil unidades consumidoras em 45 municípios nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

Já a Enel Ceará teve reajuste médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades consumidoras.

Na Bahia, a Coelba registrou alta média de 5,85%, impactando aproximadamente 6,92 milhões de unidades consumidoras.

Em alguns casos, os reajustes foram atenuados pelo diferimento tarifário, mecanismo que autoriza o repasse de parte dos custos apenas nos próximos ciclos tarifários.

Com isso, o aumento na conta de luz fica menor no curto prazo, como previsto nos Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret).

Foi o caso da Neoenergia Cosern, sediada em Natal (RN), que atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios. Com o diferimento, o efeito médio para o consumidor ficou em 5,40%.

O mesmo mecanismo foi aplicado à Energisa Sergipe Distribuidora de Energia, que atende mais de 919 mil unidades consumidoras, resultando em um reajuste médio de 6,86%.

Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios paulistas, o efeito médio foi de 12,13%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul teve reajuste médio de 12,11%, atendendo cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras.

Por fim, a Energisa Mato Grosso, que atende mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios, registrou efeito médio de 6,86% para o consumidor.

A conta de luz é um dos principais pontos de atenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Projeções recentes da Aneel apontam uma alta média de 8% para este ano, ou seja, acima da inflação. O dado consta no boletim InfoTarifa, publicado trimestralmente pela agência.

O Executivo chegou a vislumbrar uma proposta de empréstimo para conter o impacto dos reajustes, mas a medida já nasceu com divergências dentro do próprio governo e acabou submergindo.

O g1 apurou que o custo do crédito seria, inevitavelmente, repassado aos consumidores com juros nos próximos anos e que, portanto, poderia trazer dor de cabeça futuramente.

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Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount; veja os números

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 13:13

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%Oferecido por

Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda integral da gigante do entretenimento para a Paramount.

O aval ocorre após a assinatura da proposta, em fevereiro deste ano, ao fim de meses de disputa que também envolveu a Netflix.

Ao todo, incluindo dívidas, a oferta da Paramount — comandada por David Ellison — chega a cerca de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 545 bilhões), com pagamento de US$ 31 por ação.

A operação deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, reunindo marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones”.

Após o aval dos acionistas da Warner, a megafusão ainda depende do aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos.

A megafusão bilionária entre a Warner Bros. Discovery e Paramount está cada vez mais próxima de ser concluída. Nesta quinta-feira (23), o acordo recebeu a aprovação da maioria dos acionistas da Warner, favoráveis à venda integral da gigante do entretenimento.

O aval ocorre após a assinatura da proposta, em fevereiro deste ano, ao fim de meses de disputa que também envolveu a Netflix —- a empresa optou por não aumentar sua proposta e deixou a negociação.

Ao todo, incluindo dívidas, a oferta da Paramount — comandada por David Ellison — chega a cerca de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 545 bilhões), com pagamento de US$ 31 por ação.

A operação deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, reunindo marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones”, além de uma base estimada de cerca de 200 milhões de assinantes e potencial para redesenhar o mercado global de entretenimento e streaming.

O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor.

A disputa entre Warner Bros. Discovery, Netflix e Paramount foi marcada por idas e vindas desde o fim de 2025. Inicialmente, a Netflix avançou com uma proposta para adquirir parte dos ativos da Warner, focando em estúdios e streaming.

Na sequência, a Paramount entrou na disputa com uma oferta mais ampla para comprar toda a empresa — incluindo canais de TV — e passou a liderar a negociação.

Após meses de disputa, a Warner considerou a proposta da Paramount superior e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor, o que não aconteceu.

A oferta prevê US$ 31 por ação, inclui a dívida da companhia e estabelece uma multa maior em caso de bloqueio regulatório, tornando o acordo mais atrativo aos acionistas.

O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.

💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo.

🗞️ Com a aprovação do acordo, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.

Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais.

Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.

Após o aval dos acionistas da Warner, a megafusão ainda depende do aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

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Acionistas da Warner Bros aprovam a aquisição pela Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/04/2026 13:13

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 4,954-0,41%Dólar TurismoR$ 5,155-0,32%Euro ComercialR$ 5,797-0,44%Euro TurismoR$ 6,047-0,34%B3Ibovespa192.189 pts-0,36%Oferecido por

Uma megafusão entre Warner e Paramount recebeu o aval dos acionistas, aproximando da linha de chegada um acordo que pode remodelar profundamente Hollywood e o setor de mídia como um todo.

Segundo uma contagem preliminar de votos nesta quinta-feira, a esmagadora maioria dos acionistas da Warner Bros. Discovery votou a favor da venda de toda a empresa para a Paramount por US$ 31 por ação, o que totaliza US$ 81 bilhões — aproximadamente R$ 402 biilhões. Incluindo dívidas, o negócio é avaliado em quase US$ 111 bilhões — aproximadamente R$ 551 bilhões.

A Paramount, controlada pela Skydance, quer comprar toda a Warner. Isso significa que HBO Max, títulos cult como “Harry Potter” e até a CNN podem em breve ficar sob o mesmo teto que a CBS, “Top Gun” e o serviço de streaming Paramount+. O aval dos acionistas aumenta a probabilidade de que isso se concretize.

Mas o acordo ainda enfrenta análises regulatórias em andamento, incluindo pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Warner disse esperar concluir a operação em algum momento do terceiro trimestre fiscal.

Governo Trump aprova fusão da Paramount e nova empresa afirma que não terá iniciativas de diversidade

A tentativa da Paramount de adquirir a Warner esteve longe de ser tranquila. E, embora o conselho da Warner agora apoie a fusão, nem sempre esteve disposto a esse casamento.

No fim do ano passado, a Warner rejeitou as investidas da Paramount para fechar um acordo de US$ 72 bilhões com a Netflix envolvendo estúdios e streaming. A Paramount, por sua vez, foi diretamente aos acionistas com uma oferta hostil para assumir toda a empresa, incluindo o negócio de TV a cabo que a Netflix não queria.

As três companhias passaram meses disputando publicamente quem tinha a melhor proposta. O conselho da Warner apoiou repetidamente a oferta da Netflix. Mas, no fim, a Paramount ofereceu mais dinheiro e a Netflix desistiu da disputa em vez de prolongar a briga.

Esse drama corporativo pode ter chegado ao fim, mas as implicações permanecem. Milhares de atores, diretores, roteiristas e outros profissionais da indústria manifestaram “oposição inequívoca” ao acordo, em uma carta que argumenta que mais concentração levará à perda de empregos e a menos opções para cineastas e público.

“O que está em jogo claramente não é apenas um acordo corporativo, mas quem controla as notícias, quem controla o entretenimento, quem controla as narrativas”, disse o senador democrata Cory Booker em uma audiência realizada em Washington na semana passada. “Trata-se da concentração e consolidação do poder cultural.”

A fusão reuniria dois dos cinco grandes estúdios tradicionais restantes de Hollywood. Também uniria duas grandes plataformas de streaming — Paramount+ e HBO Max — e dois nomes importantes do jornalismo televisivo nos EUA — CBS e CNN — além de uma série de outras marcas e redes de entretenimento.

Executivos das empresas afirmam que isso será positivo para os consumidores, que teriam acesso a catálogos maiores, especialmente se HBO Max e Paramount+ se tornarem um único serviço.

O CEO da Paramount, David Ellison, também tentou tranquilizar cineastas com a promessa de uma janela de exibição nos cinemas de 45 dias e a meta de lançar 30 filmes por ano entre Paramount e Warner, que, segundo ele, permanecerão como operações separadas dentro da empresa combinada.

“Eu amo o cinema e amo o filme”, disse Ellison na CinemaCon na semana passada. “Podem contar com nosso total compromisso.”

Mas o novo controlador também buscará cortar custos. Documentos regulatórios já indicam que isso incluiria demissões e redução de operações sobrepostas. Críticos também são céticos quanto aos benefícios ao consumidor, alertando para possíveis aumentos de preços no streaming e menor diversidade de conteúdo no futuro.

Há ainda a questão do jornalismo. Desde que passou ao controle da Skydance há menos de um ano, a CBS, pertencente à Paramount, já passou por mudanças editoriais significativas, incluindo a nomeação da fundadora da Free Press, Bari Weiss, como editora-chefe da CBS News. Se a aquisição da Warner for concluída, muitos esperam mudanças semelhantes na CNN, que há tempos é alvo de críticas do presidente Donald Trump.

Outras dúvidas sobre influência política também surgiram. O Departamento de Justiça e a liderança das empresas afirmam que a política não terá papel no processo regulatório — mas o próprio Trump já comentou publicamente o futuro da Warner em algumas ocasiões. Ele também mantém relação próxima com a família Ellison, especialmente com o bilionário fundador da Oracle, Larry Ellison, que está financiando com bilhões de dólares a proposta da empresa de seu filho.

Enquanto isso, a Paramount garantiu recursos de diversos fundos soberanos — incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, além de fundos dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, segundo documentos regulatórios. Esses investidores, porém, não terão direito a voto na futura empresa combinada, segundo os registros. A Paramount não detalhou publicamente quanto cada um está investindo.

Outros países, incluindo reguladores europeus, também estão analisando o acordo — e estados americanos podem tentar contestá-lo. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, tem sido especialmente crítico da operação e afirmou que o estado está investigando o caso.

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