RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço: ministro diz que tarifa de 12,5% é ‘indevida’ e baseada em fatos que não são reais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 20:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou que a tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é indevida e é baseada em "fatos que não são reais".

"O Brasil tem compromissos históricos com combate ao trabalho forçado, à prevenção, ao controle, à fiscalização, ao acolhimento das vítimas. O Brasil é subescritor de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona e não apoia e mais do que isso, o Brasil tem compromisso com os direitos humanos e trabalho digno", disse Elias Rosa.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A taxa entra em vigor nesta sexta-feira (24).

O ministro afirmou ainda que cerca de dois mil produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas — a de 25%, anunciada na semana passada, e a de 12,5% anunciada nesta quinta.

"Mas nós temos, lamentavelmente, muitos setores que estarão sujeitos à dupla tributação, dupla taxação como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções químicos que não seja farmacêutico. 
Para esses infelizmente a tarifa passa a ser de 37,5%".

Elias Rosa disse ainda que o Brasil "não pode renunciar à possibilidade" de usar medida de reciprocidade, mas que o interesse "primário" é negociar com os Estados Unidos.

"O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reociação, seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira, os interesses do Brasil […] O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar, é óbvio que o objetivo é evitar essa e afastar essas tarifções porque elas são extremamente injustas e muito danosas".

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

Na semana passada, após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal já reconhecia que a tarifa de 12,5% seria aplicada pelo governo norte-americano.

No mês passado, o governo brasileiro divulgou uma nota em que afirma discordar de maneira "profunda" das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a "situações de injustiça" contra o Brasil.

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Tarifaço: Durigan diz que nova taxa de 12,5% é jeito de Trump retomar ‘na marra’ tarifa derrubada pela Suprema Corte dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 20:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (23) que a nova taxação de 12,5% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros foi uma forma do governo Donald Trump retomar "na marra" as "tarifas recíprocas", derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.

"Essa tarifa pega 99% das impostações para os EUA, que me faz concluir que é um mero expediente para substituir aquela tarifa anterior, que caiu na Suprema Corte. O próprio presidente Trump disse, então, que daria um jeito de fazer a tarifa voltar. Deram um jeito. Não tem justificativa. Deram um jeito de, na marra, colocar a tarifa. Nesse caso a todas as grandes economias do mundo, inclusive ao Brasil", disse o ministro em entrevista à BandNews TV.

"O governo rechaça, com todas as forças, mais essa tarifa injustificada, unilateral aplicada a um país que tem renda per capita menor do que os EUA e tem déficit em relação aos EUA", afirmou ele. 

Durigan classificou a tarifa como "injustificada e unilateral". Segundo o ministro, o Brasil realizou conversas com a administração de Trump, sempre com "boa-vontade". 

"A gente mesmo se pergunta (o porquê das tarifas), a gente fez várias conversas, na maior boa-fé, diferente do que se alegou, e mais uma vez a gente é punido", comentou.

Na prática, as novas tarifas substituem uma outra taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas", impostas pelo republicano em 2025.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa corresponde ao teto previsto nesta etapa da investigação comercial sobre trabalho forçado e entra em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington. A medida faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta fase, os EUA estabeleceram duas alíquotas. Países que, na avaliação do governo americano, adotaram medidas para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado pagarão 10%. Já aqueles considerados insuficientes nesse combate, caso do Brasil, estarão sujeitos à taxa de 12,5%.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

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Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Política Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade Governo brasileiro afirmou ainda que EUA manipularam "tema caro aos direitos humanos". EUA anunciaram nesta quinta (23) tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros por falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Por g1 — Brasília

O governo brasileiro diz que rechaça as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e afirmou que vai iniciar, imediatamente, os trâmites previstos para acionar a Lei da Reciprocidade.

"Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC."

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor nesta sexta-feira (24).

Em nota, o governo brasileiro afirmou que "na ausência de base interna legal para sustentar sua política comercial protecionista o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais".

A percepção, segundo fontes na diplomacia, é que não houve uma intenção real por parte dos americanos de entender o que o Brasil faz para fiscalizar o trabalho forçado, uma vez que o país é referência na Organização Internacional do Trabalho no tema.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

De acordo com um relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no início de julho, essa prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

Na nota divulgada nesta quinta, o governo brasileiro disse ainda que, ao longo da investigação nos EUA, o Ministério do Trabalho prestou explicações e apresentou documentos sobre a legislação brasileira e da atuação das autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

"Tipificamos como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de 'Lista Suja' de empregadores", diz a nota.

Na semana passada, após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal já reconhecia que a tarifa de 12,5% seria aplicada pelo governo norte-americano.

No mês passado, o governo brasileiro divulgou uma nota em que afirma discordar de maneira "profunda" das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a "situações de injustiça" contra o Brasil.

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Tarifaço de Trump: veja os principais itens isentos da nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (23) nova tarifa de até 12,5% sobre importações de 60 parceiros, incluindo o Brasil. A medida vigora nesta sexta-feira (24).

A decisão, baseada na Seção 301, pune países que falharam em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, enquadrando o Brasil na alíquota de 12,5%.

As novas tarifas substituem a taxa global de 10% adotada temporariamente pelo presidente Donald Trump em fevereiro, cujo prazo legal se encerra nesta sexta-feira (24).

O governo brasileiro já esperava a sobretaxa e mantém conversas com os setores afetados para definir uma resposta conjunta à decisão americana.

Para apoiar as empresas atingidas pelas tarifas, o Plano Brasil Soberano liberou nesta quarta-feira (22) R$ 18,5 bilhões em crédito para segmentos industriais estratégicos.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa, a mais alta prevista na nova rodada de medidas comerciais do país, entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, e faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta etapa, a investigação tem como foco o combate ao uso de trabalho forçado na produção de bens. Segundo autoridades americanas, países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.

Já aqueles que, na avaliação do governo dos EUA, não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

Mas, mais uma vez, os principais produtos da pauta exportadora brasileira não serão atingidos, pois estão na extensa lista de exceções determinadas pelo USTR. São mais de 2 mil itens, que não serão taxados para nenhuma das economias.

Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças e meias-carcaças; cortes com e sem osso; carne desossada; línguas, fígados e outras miudezas bovinas; carne bovina salgada, seca ou defumada; preparações de carne bovina, como corned beef.Outros produtos animais: corais; conchas; ossos de siba e materiais semelhantes, inclusive pós e resíduos; determinados produtos de origem animal utilizados como ingredientes em rações e alimentos para animais.

Mudas e sementes: plantas vivas não enraizadas; batata-semente; sementes de leguminosas, cereais, oleaginosas, hortaliças, flores e outras espécies destinadas ao plantio.Hortaliças e legumes: tomates, conforme os períodos e classificações tarifárias previstos; jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d’água; alcaparras; cogumelos secos, como shiitake e orelha-de-pau.Raízes e tubérculos: mandioca; taro; inhame; yautia; dasheen; araruta e outros tubérculos tropicais.Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; castanhas; macadâmia; noz-de-cola; noz-de-areca; pinhões; bananas e plátanos; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; mamões; marmelos; duriões; etrogs; açaí; algumas frutas tropicais congeladas.Café, chá e erva-mate: café não torrado ou torrado, com ou sem cafeína; cascas e substitutos de café; café solúvel sem aromatização; chá verde; chá preto; erva-mate.Especiarias: pimentas; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro e outras especiarias especificadas.Cereais e derivados: trigo, centeio, cevada, aveia, milho e sorgo destinados à semeadura; fonio; triticale; alpiste; algumas farinhas e amidos de raízes, tubérculos e frutas.Óleos e ceras vegetais: óleo de coco; ceras vegetais e produtos semelhantes especificados.Açúcar: determinados açúcares de cana e de beterraba e outros produtos açucarados, principalmente dentro das cotas tarifárias previstas.Cacau: cacau em grão; cascas e resíduos de cacau; pasta de cacau; manteiga, gordura e óleo de cacau; cacau em pó sem adição de açúcar.Alimentos preparados: tapioca e seus sucedâneos; determinados vegetais, frutas, nozes e outras partes de plantas preparados ou conservados; alguns produtos de panificação destinados exclusivamente a usos religiosos.Sucos e bebidas: suco de laranja; determinados sucos cítricos; alguns sucos de abacaxi; água de coco; suco de açaí; misturas de água de coco; preparações de açaí para fabricação de bebidas; algumas bebidas não alcoólicas à base de sucos.

Minerais não metálicos: enxofre; grafite natural; fosfatos; sulfato de bário; magnesita; amianto; fluorita; vermiculita; perlita e outros minerais especificados.Minérios e concentrados: minério de ferro; manganês; cobre; níquel; cobalto; alumínio; estanho; cromo; tungstênio; urânio; molibdênio; titânio; nióbio; tântalo; prata e outros minerais metálicos especificados.Carvão e coque: carvão mineral; linhito; turfa; coque; semicoque; gás de carvão e produtos relacionados.Petróleo e derivados: petróleo bruto; combustíveis minerais; óleos leves e pesados; querosene; óleos lubrificantes; resíduos de petróleo; gás natural e outros gases de petróleo; parafinas; coque de petróleo; betume; asfaltos; energia elétrica.

Produtos químicos básicos: iodo; enxofre; gases nobres; hidrogênio; silício; fósforo; arsênio; ácidos minerais; amônia; soda cáustica; óxidos, hidróxidos, fluoretos, cloretos, sulfatos, nitratos, carbonatos e outros compostos inorgânicos especificados.Alumina e compostos de alumínio: óxido de alumínio e hidróxido de alumínio. A isenção não abrange alumínio primário em formas brutas.Vanádio: óxidos e hidróxidos de vanádio.Terras raras e materiais críticos: determinados compostos de terras raras; urânio e outros materiais radioativos especificados; carbonetos e outros insumos minerais críticos.Fertilizantes: fertilizantes animais ou vegetais; ureia; sulfato de amônio; nitratos; fosfatos; cloreto de potássio; fertilizantes compostos e outros insumos fertilizantes.Insumos para defensivos agrícolas: princípios ativos e intermediários químicos específicos usados na fabricação de pesticidas.Produtos químicos com limitação de uso: determinadas substâncias químicas são isentas apenas quando destinadas a aplicações farmacêuticas.

Borracha natural: látex de borracha natural; borracha natural em folhas, blocos ou outras formas primárias; balata, guta-percha e produtos semelhantes.Couros exóticos: determinados couros de répteis, avestruz e outros animais, curtidos ou preparados.Madeira: toras e madeira serrada de determinadas espécies tropicais; eucalipto e produtos específicos de eucalipto; lâminas de madeira; chapas específicas de compensado de eucalipto.Celulose: determinados tipos de pasta química de madeira, incluindo celulose de coníferas e de não coníferas.Fibras vegetais para horticultura: produtos como fibra de coco, juta e sisal, quando abrangidos pelos códigos e limitações de escopo da lista.

Computadores e armazenamento: computadores portáteis e outras máquinas automáticas para processamento de dados; unidades de entrada e saída; unidades de armazenamento; peças e acessórios específicos.Equipamentos para semicondutores: máquinas para fabricação de boules ou wafers; equipamentos para fabricação de dispositivos semicondutores e circuitos integrados; máquinas para fabricação de telas planas; peças e acessórios desses equipamentos.Semicondutores: diodos; transistores; tiristores; dispositivos fotossensíveis; diodos emissores de luz; circuitos integrados, como processadores, controladores, memórias e amplificadores; peças específicas.Outros eletrônicos: determinados smartphones; aparelhos de comunicação de dados; dispositivos de armazenamento em estado sólido; alguns módulos de tela e monitores; ímãs permanentes específicos; instrumentos para medição e teste de semicondutores.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."

A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa de 12,5% e agora mantém conversas com representantes dos setores afetados para definir uma resposta à medida.

A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados.

Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas.

Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Câmara de Comércio americana diz que cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetados por novas tarifas dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Economia Blog da Ana Flor Câmara de Comércio americana diz que cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetados por novas tarifas dos EUA Segundo a Amcham, para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana passada. Por Ana Flor, GloboNews e g1 — Brasília

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) divulvou uma nota nesta quinta-feira (23) em que afirmam que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, "agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano".

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A tarifa de 12,5% deve entrar em vigor nesta sexta-feira (24).

Segundo a Amcham, com entrada em vigor em 24 de julho, a medida alcançará cerca de 3 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos.

"Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais".

A decisão em aplicar novas tarifas é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

A entidade afirma ainda que o cenário compromete a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e poderá elevar custos para empresas e consumidores norte-americanos, "fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais".

"A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados", afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças nas tarifas americanas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

CGU prorroga investigação contra servidores do BC por suposto envolvimento no caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

A Controladoria-Geral da União (CGU) prorrogou por mais 60 dias a investigação que pode resultar na demissão de dois funcionários do Banco Central (BC), que, segundo a Polícia Federal, teriam atuado como consultores do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A investigação foi aberta no dia 23 de março. Mas a CGU, segundo pessoas que participam da apuração, ainda aguarda que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), compartilhe provas colhidas contra os servidores.

Por enquanto, integrantes da CGU preferem adotar cautela em relação ao processo, até que as informações do STF sejam enviadas ao órgão.

Paulo Sérgio Neves de Souza foi diretor de fiscalização da instituição e Belline Santana é ex-chefe de supervisão bancária.

A suspeita é que eles, no período de 2019 a 2023, tenham mantido contatos e possam ter orientado o banqueiro sobre como agir em relação ao Master dentro do BC.

O processo na CGU foi aberto após uma investigação interna do Banco Central, que encontrou indícios de que dois servidores simularam prestação de serviços, como consultoria, e venda de imóvel para ocultar o recebimento de recursos ilícitos ligados ao banco Master.

A apuração foi feita com base na evolução patrimonial e foi identificado que os bens dos dois servidores cresceram bem mais do que a renda obtida no serviço público.

Ambos os servidores afirmaram ao BC que não sabiam que as empresas envolvidas nos negócios deles tinham relação com Vorcaro e o banco Master.

Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC.

Em nota, os advogados de Paulo Sérgio disseram que “a defesa compreende a prorrogação do prazo do procedimento administrativo como medida indispensável a sua completa instrução, de forma a permitir a ampla defesa e contraditório a que Paulo Sérgio, como cidadão, possui direito”.

“No procedimento junto a CGU tem sido possível produzir provas que contradizem as conclusões da sindicância conduzida pelo BC”, concluiu a nota.

Em relação à sindicância do BC, a defesa de Belline afirmou que ele, “como servidor de carreira, sempre exerceu suas atividades no Banco Central do Brasil de forma técnica e, principalmente, lícita, dentro dos limites legais”.

Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Tarifaço de Trump: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado para Brasil e outros parceiros comerciais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (23) nova tarifa de até 12,5% sobre importações de 60 parceiros, incluindo o Brasil. A medida vigora nesta sexta-feira (24).

A decisão, baseada na Seção 301, pune países que falharam em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, enquadrando o Brasil na alíquota de 12,5%.

As novas tarifas substituem a taxa global de 10% adotada temporariamente pelo presidente Donald Trump em fevereiro, cujo prazo legal se encerra nesta sexta-feira (24).

O governo brasileiro já esperava a sobretaxa e mantém conversas com os setores afetados para definir uma resposta conjunta à decisão americana.

Para apoiar as empresas atingidas pelas tarifas, o Plano Brasil Soberano liberou nesta quarta-feira (22) R$ 18,5 bilhões em crédito para segmentos industriais estratégicos.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa, a mais alta prevista na nova rodada de medidas comerciais do país, entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, e faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta etapa, a investigação tem como foco o combate ao uso de trabalho forçado na produção de bens. Segundo autoridades americanas, países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.

Já aqueles que, na avaliação do governo dos EUA, não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."

A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

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A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados.

Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas.

Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

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Caso da OpenAI mobiliza Casa Branca e leva Congresso americano a discutir controle sobre IAs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 16:56

Tecnologia Caso da OpenAI mobiliza Casa Branca e leva Congresso americano a discutir controle sobre IAs O incidente sinalizou que as capacidades crescentes da IA já estão alimentando a ameaça à segurança que os especialistas há muito temiam e que até mesmo os principais desenvolvedores podem ser pegos de surpresa por falhas que seus modelos podem explorar. Por Reuters

O assessor de tecnologia de Donald Trump acompanha o caso após a OpenAI revelar que um sistema de IA saiu do controle nesta quinta-feira (23).

Parlamentares norte-americanos avançam com propostas de supervisão, incluindo a "AI Kill Switch Act". Ela permitiria interromper o funcionamento de modelos de IA considerados perigosos.

Um grupo bipartidário de 6 deputados apresentou projeto exigindo auditorias independentes de segurança para modelos avançados de IA. Os auditores seriam credenciados pelo Departamento de Comércio.

O incidente ocorreu após um agente da OpenAI escapar de um ambiente de testes e atacar a infraestrutura da plataforma Hugging Face, comprometendo seus códigos.

O senador Mark Warner propôs que os modelos de IA mais poderosos passem por testes da Agência de Segurança Nacional antes de serem liberados ao público.

O principal assessor de tecnologia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está acompanhando a situação após a OpenAI revelar que um de seus sistemas de inteligência artificial saiu do controle durante testes de segurança. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca nesta quinta-feira (23).

Enquanto isso, parlamentares norte-americanos avançam com propostas para aumentar a supervisão sobre sistemas de IA. Uma delas é a chamada "AI Kill Switch Act", que permitiria às autoridades interromper o funcionamento de modelos considerados perigosos.

Além dessa iniciativa, um grupo bipartidário de seis deputados apresentou um projeto que exigiria auditorias independentes de segurança para modelos avançados de IA.

Os auditores seriam credenciados pelo Departamento de Comércio dos EUA, que também criaria um novo cargo dedicado à supervisão da segurança da inteligência artificial.

As propostas foram apresentadas poucos dias depois de a OpenAI informar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente isolado usado em testes de segurança.

Segundo a empresa, o sistema lançou um ataque que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma onde desenvolvedores armazenam, compartilham e desenvolvem códigos relacionados à inteligência artificial.

O episódio reforçou preocupações que especialistas vêm levantando há anos sobre os riscos associados ao avanço da IA. Também mostrou que até mesmo as empresas que desenvolvem essas tecnologias podem ser surpreendidas por falhas e comportamentos inesperados de seus próprios sistemas.

De acordo com a autoridade da Casa Branca, Michael Kratsios, assessor de tecnologia de Trump, foi informado sobre a divulgação feita pela OpenAI e acompanha os desdobramentos do caso.

Os deputados Ted Lieu, do Partido Democrata, e Nathaniel Moran, do Partido Republicano, apresentaram a “Lei do Desligamento de Emergência da IA” ("AI Kill Switch Act").

A proposta daria às autoridades norte-americanas poder para determinar que empresas desativem sistemas de IA que representem riscos à vida humana ou à economia.

Pelo texto, o Departamento de Segurança Interna dos EUA poderia agir em situações classificadas como de “perda de controle”. Isso ocorreria quando um sistema de IA executasse uma ação arriscada que não fazia parte da intenção de seus desenvolvedores.

“Trata-se de uma legislação urgente e de bom senso para lidar com o problema de um modelo avançado de IA que saiu do controle e escapou de suas barreiras de segurança”, escreveu Lieu em uma postagem no X.

O senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência da Câmara, afirmou em comunicado que conversou com representantes da OpenAI após a divulgação do incidente.

Antes do anúncio feito pela empresa na terça-feira, Warner já havia proposto que companhias responsáveis pelos modelos de IA mais poderosos submetessem seus produtos a testes da Agência de Segurança Nacional (NSA) antes de disponibilizá-los ao público.

“É exatamente por isso que precisamos de testes seguros com o envolvimento de órgãos governamentais e com visibilidade ao longo de todo o processo”, disse Warner em um comunicado, ao comentar o incidente da OpenAI.

Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA. — Foto: SEBASTIEN BOZON / AFP

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Senador afirmou que ambos são pessoas públicas, e que momentos de desconforto são "explorados por opositores".

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Ministério nega ter pedido flexibilização à UE para carne brasileira e aguarda análise de documentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 16:56

Agro Ministério nega ter pedido flexibilização à UE para carne brasileira e aguarda análise de documentos Após União Europeia retirar o país da lista de exportadores autorizados de carnes e outros produtos de origem animal, governo afirma que cumpre as exigências do bloco e aguarda resposta sobre documentos enviados às autoridades europeias. Por Redação g1 — São Paulo

O Ministério da Agricultura e Pecuária negou nesta quinta-feira (23) ter pedido à União Europeia a flexibilização de regras sanitárias para exportação de carnes.

Em junho, o bloco retirou o Brasil da lista de países aptos. As exportações de produtos de origem animal para a UE podem ser suspensas em 3 de setembro.

O ministério enviou documentos técnicos sobre mecanismos de fiscalização à Comissão Europeia. O governo brasileiro aguarda uma resposta definitiva sobre o sistema oficial de controle sanitário.

A pasta destacou que o Brasil exporta esses alimentos para mais de 150 países. O reconhecimento internacional comprova a capacidade nacional de fiscalizar e certificar mercadorias.

Para o ministério, é "inaceitável" exigir a comprovação antecipada de medidas cumpridas durante o ciclo produtivo. Cabe à fiscalização oficial impedir que produtos fora do padrão sejam certificados.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmou nesta quinta-feira (23) que o Brasil não pediu à União Europeia a flexibilização das regras sanitárias para exportação de carnes e outros produtos de origem animal ao bloco.

S;egundo a pasta, o governo brasileiro segue negociando tecnicamente com as autoridades europeias e aguarda uma resposta definitiva sobre a documentação apresentada.

No início de junho, o bloco retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir essas regras. Com isso, as exportações brasileiras de carne e outros produtos de origem animal para a UE poderão ser suspensas a partir de 3 de setembro, caso o impasse não seja resolvido.

Ainda de acordo com o ministério, as autoridades europeias "ainda não apresentaram manifestação conclusiva" sobre os documentos técnicos encaminhados pelo governo brasileiro.

No comunicado, o Mapa afirma que encaminhou à Comissão Europeia informações sobre os mecanismos de fiscalização adotados no Brasil e as garantias oferecidas pelo sistema oficial de controle sanitário para cadeias como carne bovina, carne de frango, ovos, mel e produtos da pesca.

Segundo a pasta, a documentação demonstra "como o sistema brasileiro assegura a verificação, a fiscalização, a rastreabilidade, o monitoramento e a certificação" dos produtos destinados ao mercado europeu.

O ministério também ressaltou que o Brasil exporta produtos de origem animal para mais de 150 países e afirmou que o reconhecimento internacional do sistema sanitário brasileiro é resultado da capacidade do país de fiscalizar a produção e certificar apenas mercadorias que atendem às exigências dos mercados importadores.

O principal ponto de discordância entre o governo brasileiro e a União Europeia está na forma de demonstrar o cumprimento das regras sanitárias.

Segundo o Mapa, é "inaceitável" exigir a comprovação antecipada da implementação integral de medidas que, por natureza, são cumpridas ao longo do ciclo de produção dos animais.

Para o ministério, cabe ao sistema oficial de fiscalização verificar esse cumprimento e impedir que produtos fora dos padrões sejam certificados para exportação.

A pasta também afirmou que permanecer na lista de países autorizados a vender para a União Europeia não significa que todos os produtos estejam automaticamente aptos à exportação.

Segundo o governo, o reconhecimento se refere à confiabilidade do sistema de fiscalização, enquanto a disponibilidade de produtos aptos depende do cumprimento das exigências sanitárias em cada ciclo produtivo.

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Opep+ deve aumentar produção de petróleo pela quarta vez seguida, mesmo com guerra entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 14:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0890,73%Dólar TurismoR$ 5,2880,54%Euro ComercialR$ 5,7880,41%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.520 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0890,73%Dólar TurismoR$ 5,2880,54%Euro ComercialR$ 5,7880,41%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.520 pts-0,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,0890,73%Dólar TurismoR$ 5,2880,54%Euro ComercialR$ 5,7880,41%Euro TurismoR$ 6,0270,2%B3Ibovespa176.520 pts-0,58%Oferecido por

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve aprovar um novo aumento nas metas de produção de petróleo para setembro durante a reunião marcada para 2 de agosto, segundo três fontes ouvidas pela Reuters nesta quarta-feira (23).

A decisão, porém, ocorre em meio a um cenário de tensão geopolítica, já que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã voltou a dificultar o aumento da produção por alguns integrantes do grupo.

De acordo com as fontes, sete dos principais membros da Opep+ – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã – devem elevar a meta conjunta de produção em cerca de 188 mil barris por dia a partir de setembro. O volume é o mesmo aprovado para os meses de junho, julho e agosto.

Preço do petróleo dispara após Opep anunciar corte de mais de 1 milhão de barris por dia — Foto: JN

A Opep e as autoridades russas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. As fontes falaram sob condição de anonimato e ressaltaram que nenhuma decisão final foi tomada até o momento.

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