RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço de Trump pressiona setores, mas Brasil chega menos dependente dos EUA, dizem especialistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 00:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

As tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras entraram em vigor nesta quarta-feira (22), com impacto concentrado nos setores mais dependentes do mercado americano.

Economistas ouvidos pelo g1 avaliam que a medida não deve provocar uma crise na economia brasileira como um todo, mas pode pressionar parte das empresas, que terão dificuldade para encontrar novos compradores no curto prazo.

O efeito, porém, ocorre em um cenário diferente do de duas décadas atrás. Os EUA perderam participação no comércio exterior brasileiro. Em 2005, o mercado americano absorvia cerca de um quinto das exportações do país, o equivalente a aproximadamente 19% do total embarcado.

Em 2025, essa participação havia recuado para cerca de 12%. No primeiro semestre de 2026, a fatia caiu para 9,4%. Os dados são do Comexstat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No mesmo período, a China consolidou sua posição como principal destino das exportações brasileiras, respondendo por mais de 30% das vendas ao exterior.

Para o Brasil, o principal desafio do tarifaço não está apenas na perda de vendas para o mercado americano, mas na capacidade de encontrar novos destinos para essas exportações sem trocar uma dependência por outra e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade da indústria brasileira.

Para Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, a perda de protagonismo dos EUA era inevitável com a ascensão da China como principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.

Segundo ele, o Brasil aproveitou principalmente o crescimento econômico da China e a demanda por commodities agrícolas e minerais brasileiras.

Na mesma linha, Marcos Crivelaro, economista da Fundação Vanzolini, afirma que as tarifas representam "um choque para alguns segmentos da economia, mas não uma crise estrutural".

Para Crivelaro, o Brasil chega a esse momento com uma pauta exportadora mais diversificada e presença crescente em mercados asiáticos e outras economias emergentes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um pronunciamento à nação no Salão Leste da Casa Branca, em Washington — Foto: SAUL LOEB/Pool via REUTERS

A capacidade de substituir o mercado americano varia conforme o tipo de produto. Segundo estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 57% das exportações brasileiras para os EUA permaneceram sem incidência das novas tarifas.

Ao todo, 2,4 mil empresas foram diretamente afetadas, e 74% delas já exportam para outros países. Os especialistas ressaltam, porém, que a diversificação, por si só, não compensa toda a perda no mercado americano.

Roberto Dumas, professor do Insper especializado em economia chinesa, explica que as commodities têm maior facilidade de redirecionamento porque são produtos padronizados e negociados globalmente. Já os bens industrializados enfrentam obstáculos maiores.

"Calçados, por exemplo, são muito mais difíceis de redirecionar", afirma. Segundo ele, produtos manufaturados costumam ser desenvolvidos para atender características específicas de cada mercado, o que dificulta encontrar novos compradores rapidamente.

Cerca de 18% das exportações brasileiras devem ser efetivamente atingidas pelas tarifas, e a abertura de novos mercados não acontece de forma imediata.

"O Brasil consegue abrir novos mercados? Sim. É o que ele está fazendo. Mas isso exige tempo", afirma Crivelaro.

Segundo o economista, esse processo envolve negociações sanitárias, homologações técnicas, adaptação logística, construção de cadeias de fornecedores e contratos internacionais. Em média, a entrada em um mercado completamente novo pode levar de 12 a 36 meses.

Entre os destinos com maior potencial, ele cita a Índia, países do Sudeste Asiático — como Indonésia, Vietnã, Tailândia, Filipinas, Malásia e Singapura —, além do Oriente Médio. Na África, vê oportunidades mais pulverizadas em economias como Angola, África do Sul, Nigéria e Egito.

Em 2025, mesmo com o tarifaço, as exportações brasileiras bateram recorde de US$ 348,7 bilhões (R$ 1,774 trilhão), e mais de 40 mercados registraram o maior volume de compras da série histórica. É o caso de Índia, Canadá, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Os embarques para a China cresceram 6%, para a União Europeia, 3,2%, e para a Argentina, 31,4%, impulsionados principalmente pelo setor automotivo, segundo o MDIC.

Apesar do potencial, Dumas ressalta que diversificar não significa substituir uma dependência por outra.

"É sempre importante que os países diversifiquem suas exportações. Isso não significa que o Brasil deva ficar completamente dependente da China apenas porque a participação desse mercado nas nossas exportações passou de 28% para 32%, enquanto a dos Estados Unidos caiu de 12% para 9%", explica.

Segundo ele, o ideal seria manter os EUA como um parceiro relevante, enquanto o Brasil amplia sua presença em outros mercados.

Nem todos, porém, acreditam que a diversificação geográfica seja suficiente para compensar as perdas. Fabrizio Panzini, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Amcham Brasil, afirma que a principal diferença está no perfil dos produtos vendidos aos americanos.

Enquanto cerca de 80% das exportações brasileiras para os EUA são compostas por produtos industriais, a pauta destinada aos demais mercados é mais concentrada em commodities.

Por isso, o Brasil não consegue simplesmente compensar uma eventual perda no mercado americano com mais vendas de soja para a China. São produtos diferentes, produzidos por setores distintos da economia.

Enquanto exportadores de commodities, como carne e café, buscam ampliar as vendas para outros mercados, indústrias de máquinas, equipamentos, madeira, móveis, cerâmica e calçados afirmam que o redirecionamento é mais complexo, porque seus produtos atendem a cadeias produtivas específicas e exigem novos processos de homologação, certificação e negociação com compradores.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já pressionava as vendas brasileiras para os EUA e aumenta a insegurança para empresas dos dois países. (leia mais nesta reportagem)

"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. O cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

EUA devem anunciar em breve novas tarifas sobre trabalho forçado para 60 paísesTarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa

Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para os especialistas, aproveitar novos mercados depende menos das tarifas e mais da capacidade de o país resolver problemas internos de competitividade.

Leonardo Paz defende uma política industrial baseada em inovação, produtividade e contrapartidas para empresas beneficiadas por incentivos públicos, como metas de exportação, investimentos em tecnologia e manutenção de empregos.

Ele também cita a necessidade de simplificar o sistema tributário, reduzir a burocracia no comércio exterior, melhorar a infraestrutura logística e ampliar os investimentos em educação e tecnologia.

"Na minha opinião, tornar o Brasil mais competitivo depende muito mais das mudanças internas do que do cenário externo", explica Paz.

A avaliação é compartilhada por José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Para ele, o principal obstáculo continua sendo o Custo Brasil.

"O tarifaço apenas agravou uma situação que já não vinha evoluindo. O custo de produzir no Brasil vem aumentando ao longo dos últimos anos e, com as tarifas, houve um salto repentino."

Segundo Castro, o país é competitivo em commodities, mas enfrenta dificuldades para exportar produtos manufaturados. Por isso, defende reduzir custos estruturais antes de ampliar acordos comerciais.

Uma estimativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC), em parceria com a FGV, mostra que empresas brasileiras têm maior dificuldade para competir internacionalmente em produtos de maior valor agregado devido ao Custo Brasil: cerca de R$ 1,7 trilhão por ano — o equivalente a 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — é gasto com sistema tributário, burocracia, infraestrutura e insegurança jurídica.

Para Constanza Negri Biasutti, diretora de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, as tarifas americanas aceleraram uma agenda que já era necessária: ampliar e qualificar os parceiros comerciais.

"O que estamos vivenciando neste momento é uma pressão maior para que esse movimento aconteça porque, de alguma maneira, era uma tarefa pendente do Brasil."

O desafio também é reconhecido pelo governo federal. No Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, um dos indicadores estratégicos da política industrial é elevar as exportações brasileiras de produtos manufaturados de média-alta e alta intensidade tecnológica, que passaram de US$ 31,2 bilhões (R$ 158,8 bilhões) em 2020 para US$ 49,2 bilhões (R$ 250,42 bilhões) em 2022.

A meta é alcançar cerca de US$ 54,3 bilhões (R$ 276,38 bilhões) até 2027, refletindo a necessidade de ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento da Fifa em Nova York, em 17 de julho de 2026 — Foto: Reuters/Evan Vucci

Ela ressalta, porém, que diversificar não significa fechar acordos indiscriminadamente. O objetivo, segundo ela, é buscar parceiros estratégicos e aproveitar acordos recentes, como o firmado entre Mercosul e União Europeia.

"A indústria apoia essa agenda de diversificação, mas com uma premissa: exportar mais e exportar melhor", diz.

Segundo Constanza, setores industriais mais sofisticados terão maior dificuldade para substituir o mercado americano, porque dependem de exigências regulatórias específicas de cada país.

Ela cita como exemplo o setor de madeira: cerca de 45% das exportações têm os EUA como destino, e aproximadamente 80% dos embarques deverão enfrentar as novas tarifas.

Mesmo com o avanço da diversificação, os especialistas afirmam que isso não reduz a importância estratégica do mercado americano para parte da indústria brasileira.

"Uma empresa que vende para os EUA abre portas no Canadá, no México, na Alemanha ou na Espanha porque demonstra que atende às exigências técnicas de um dos mercados mais rigorosos do mundo", explica o economista da Fundação Vanzolini.

Por isso, mesmo que reduzam investimentos ou adaptem suas operações, empresas que já atuam nos EUA dificilmente abandonarão completamente esse mercado.

Há 7 horas Política ‘Há males que vêm para o bem’, diz presidenteHá 7 horasEtanol está no centro das justificativas para tarifaço Há 7 horasBlog do Valdo CruzCiro Nogueira avisa a Flávio que PP e União Brasil ficarão neutros na eleição

Há 7 horas Blog do Valdo Cruz Em 2025Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito no caso Master

Há 4 horas Política Interior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

Há 5 horas Campinas e Região Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 9 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 9 horasCorrupção e lavagem de dinheiroJustiça Federal anula denúncia da Lava Jato envolvendo a Petrobras

Há 5 horas Paraná Previsão do tempo 🌧️🌬️Frente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao RS no fim de semana

Há 13 minutos Meio Ambiente El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energia para garantir abastecimentoHá 13 minutosQueda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço: setores atingidos e governo divergem sobre possibilidade de aplicar reciprocidade aos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 00:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

Representantes dos setores afetados e integrantes do governo federal demonstram visões diferentes sobre a adoção de medidas de reciprocidade em resposta às novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que começaram a valer nesta quarta-feira (22).

Enquanto o governo mantém a possibilidade de acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, entidades empresariais têm defendido que o Brasil priorize a negociação e medidas de apoio às empresas.

Nesta terça-feira (21), o governo iniciou uma rodada de reuniões com representantes dos segmentos mais atingidos pela nova taxação. Os encontros tem como objetivo identificar demandas dos setores e discutir mecanismos de mitigação dos impactos da medida americana.

Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaçoGoverno Lula libera R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço do governo Trump

➡️ A tarifa adicional de 25% foi confirmada na semana passada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e passa a valer nesta quarta-feira (22). A medida é resultado de uma investigação comercial conduzida ao longo de cerca de um ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Apesar da sobretaxa, uma série de produtos brasileiros, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose, foi excluída da cobrança.

No governo, a avaliação é que a Lei da Reciprocidade permanece como instrumento disponível para responder às medidas adotadas por Washington.

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

A medida é defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde que os Estados Unidos anunciaram as primeiras tarifas, ainda no ano passado.

Ao mesmo tempo, integrantes da equipe econômica têm buscado demonstrar cautela. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo continua apostando na negociação e sinalizou que uma resposta brasileira não deve ser tratada como uma retaliação comercial.

Nesta terça, após reunião com setores, ao ser perguntado sobre a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, o vice-presidente afirmou que o governo estuda todas as possibilidades e deve adotar as medidas no "momento adequado".

"A ideia não é retaliação. Não é retaliação. 'Olho por olho', o que pode acontecer é os dois ficarem cegos, né?", afirmou o vice-presidente.

Além disso, o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (22) que, no momento, "não há a necessidade de se buscar a aplicação de nenhuma medida" contra os Estados Unidos.

"Dizer que nós temos a lei é diferente de aplicar a medida de reciprocidade. A lei nos dá a possibilidade de aplicação de uma medida de reciprocidade e ela envolve também adoção de procedimentos para se chegar a uma medida eventual. O governo não recua e não recuará porque não há necessidade de fazê-lo. Do mesmo modo que como não há agora a necessidade de se buscar a aplicação de nenhuma medida".

Entre os empresários, a preocupação principal tem sido outra. Durante as reuniões com integrantes do governo, representantes de setores como máquinas e equipamentos, calçados, eletroeletrônicos, pneus, plásticos e têxteis pediram ampliação das linhas de crédito e reforço dos programas de apoio às empresas afetadas.

Também defenderam a continuidade das negociações diplomáticas com os Estados Unidos e manifestaram resistência à aplicação imediata de medidas de reciprocidade.

Após reunião com integrantes do governo, representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirmaram que são contra a aplicação de reciprocidade tarifária sobre produtos americanos exportados ao Brasil.

"A reciprocidade não é tão simples. Não somos favoráveis. Temos que continuar pela via diplomática e empresarial", disse o presidente da Abimaq, José Velloso.

Assim como defendido pela Abimaq, a Abicalçados também contra a aplicação da Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos. Na mesma linha, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), vê no instrumento um meio de negociação.

"Nossa proposta é de que não haja reciprocidade. Negociar, negociar, negociar, seja com a diplomacia empresarial privada, diplomacia governamental, as duas juntas. Nós temos conversado com as nossas contrapartes nos Estados Unidos", afirmou Fernando Pimentel, presidente emérito da Abit, ao g1.

Nesta quarta-feira, em entrevista após o encontro com Alckmin, Paulo Afonso Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (Fenatac), disse que, para ele, a melhor saída para o Brasil é buscar a negociação diplomática e comercial, evitando medidas espelhadas de reciprocidade.

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar medidas de retaliação e aplicar tarifas recíprocas contra produtos norte-americanos, o presidente da Fenatac alertou para os riscos de uma escalada na crise comercial e, segundo ele, agir da mesma forma que os EUA pode agravar o conflito e piorar ainda mais a situação das empresas brasileiras.

A avaliação de parte das entidades é que uma escalada na disputa comercial pode elevar custos para a indústria nacional e atingir cadeias produtivas que dependem de insumos, componentes e equipamentos importados.

O foco das reivindicações tem sido o fortalecimento do programa Brasil Soberano, criado para apoiar empresas impactadas pelas tarifas americanas.

Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Segundo cálculos do governo, cerca de 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas pela nova medida. Os segmentos mais expostos incluem madeira, máquinas e equipamentos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e parte da indústria de transformação.

Enquanto a taxa começa a valer nesta quarta-feira (22), o governo deve ainda se reunir com demais setores produtivos para definir como será realizado o apoio às empresas e qual será a estratégia de reação ao tarifaço.

Na semana passada, o governo americano confirmou que aplicará uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA.

🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.

LEIA TAMBÉM: Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa

O governo brasileiro reagiu afirmando que a medida não tem justificativa econômica e foi motivada por razões políticas. Em nota, o governo Lula classificou a decisão como um "marco lastimável" na relação bilateral e afirmou que poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.

Há 7 horas Política ‘Há males que vêm para o bem’, diz presidenteHá 7 horasEtanol está no centro das justificativas para tarifaço Há 7 horasBlog do Valdo CruzCiro Nogueira avisa a Flávio que PP e União Brasil ficarão neutros na eleição

Há 7 horas Blog do Valdo Cruz Em 2025Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito no caso Master

Há 4 horas Política Interior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

Há 5 horas Campinas e Região Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 9 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 9 horasCorrupção e lavagem de dinheiroJustiça Federal anula denúncia da Lava Jato envolvendo a Petrobras

Há 5 horas Paraná Previsão do tempo 🌧️🌬️Frente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao RS no fim de semana

Há 13 minutos Meio Ambiente El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energia para garantir abastecimentoHá 13 minutosQueda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energia para garantir abastecimento e evitar efeitos do fenômeno

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 00:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

O governo federal decidiu antecipar o início do fornecimento de energia de cinco contratos de leilões de reserva de capacidade na modalidade energia e de um contrato na modalidade potência, diante dos efeitos do fenômeno El Niño (leia mais abaixo).

A medida acrescentará 1,8 gigawatt (GW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele acontece com frequência a cada dois a sete anos. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.

Em nota, o comitê afirmou que a antecipação dos contratos é "fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e no início de 2027", especialmente em razão dos possíveis impactos do El Niño.

Segundo o CMSE, parecer emitido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em julho apontou uma "elevada probabilidade" de ocorrência do fenômeno.

🔎O El Niño tende a reduzir a disponibilidade de geração de energia na região Norte e, ao mesmo tempo, elevar a demanda por eletricidade em razão do aumento das temperaturas.

O cenário geopolítico, marcado pela guerra no Oriente Médio, também pesou na decisão. De acordo com o comitê, a antecipação dos contratos considera as incertezas provocadas pelos conflitos.

"A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a do que as contratadas nos certames", acrescentou o comitê, em nota.

Segundo alerta da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas responsável por acompanhar o clima, a tendência é que o El Niño se intensifique ao longo do segundo semestre e atinja o pico entre novembro e fevereiro de 2027.

Ela alertou que o fenômeno eleva as chances de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.

As projeções dos principais centros meteorológicos indicam um aquecimento expressivo das águas do Pacífico equatorial, especialmente nas porções central e leste do oceano.

Em algumas das áreas usadas para monitorar o fenômeno, a temperatura da superfície do mar pode ficar mais de 2°C acima da média.

Quando foi o último 'super' El Niño? Entenda por que o intervalo entre os eventos extremos vem encurtandoBoias, robôs submersos e satélites: como cientistas medem o oceano para detectar o El NiñoEl Niño 2026: o que é, por que os cientistas estão em alerta e como isso pode afetar sua vida

Há 7 horas Política ‘Há males que vêm para o bem’, diz presidenteHá 7 horasEtanol está no centro das justificativas para tarifaço Há 7 horasBlog do Valdo CruzCiro Nogueira avisa a Flávio que PP e União Brasil ficarão neutros na eleição

Há 7 horas Blog do Valdo Cruz Em 2025Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito no caso Master

Há 4 horas Política Interior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

Há 5 horas Campinas e Região Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 9 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 9 horasCorrupção e lavagem de dinheiroJustiça Federal anula denúncia da Lava Jato envolvendo a Petrobras

Há 5 horas Paraná Previsão do tempo 🌧️🌬️Frente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao RS no fim de semana

Há 14 minutos Meio Ambiente El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energia para garantir abastecimentoHá 14 minutosQueda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Receita Federal tira sistema do CNPJ do ar até segunda para implementar novo modelo com letras

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/07/2026 00:58

Empreendedorismo Receita Federal tira sistema do CNPJ do ar até segunda para implementar novo modelo com letras Sistema ficará limitado ou indisponível entre quinta (23) e segunda-feira (27) durante migração tecnológica. O primeiro CNPJ no novo formato, com letras e números, está previsto para ser emitido em 31 de julho. Por Redação g1 — São Paulo

A Receita Federal anunciou uma parada programada nos sistemas do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para concluir a implantação do CNPJ Alfanumérico, novo padrão de identificação das pessoas jurídicas no Brasil que passará a combinar letras e números.

A interrupção está prevista para ocorrer entre as 21h desta quinta-feira (23) e as 7h da próxima segunda-feira (27). Durante esse período, diversos serviços relacionados ao CNPJ terão funcionamento limitado ou ficarão temporariamente indisponíveis.

🔎 A mudança faz parte do processo de modernização dos cadastros da Receita e busca ampliar a quantidade de combinações disponíveis para novos registros, diante do crescimento contínuo de inscrições no país.

Fase de consulta exclusivaDas 21h do dia 23 de julho até as 7h do dia 25 de julho;A base do CNPJ funcionará apenas para consultas;Não será possível realizar inscrições, baixas, alterações ou atualizações cadastrais.Indisponibilidade totalA partir das 7h do dia 25 de julho;O sistema ficará totalmente indisponível para conclusão da migração tecnológica;Serviços integrados, como o Portal Único Siscomex, também serão afetados.

A previsão é que todos os sistemas sejam restabelecidos às 7h de segunda-feira (27), já adaptados para operar com o novo modelo alfanumérico.

O primeiro CNPJ no novo formato está previsto para ser emitido em 31 de julho. Apesar da novidade, a Receita esclarece que a adoção será gradual e que nem todos os cadastros realizados após essa data receberão automaticamente números com letras.

Para evitar transtornos, o Sebrae orienta que empreendedores antecipem procedimentos cadastrais, atualizações de registros e operações que dependam da consulta à base do CNPJ antes do início da paralisação.

As oito primeiras identificarão a raiz do novo número, compostas por letras e números; As quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricas;As duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas.

No caso dos dígitos verificadores, para manter os algarismos nos futuros CNPJs, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), usada pela maior parte da indústria de computadores.

Do código da tabela ASCII, será subtraído o valor 48. Dessa forma, a letra A equivalerá a 17, B a 18, C a 19 e assim por diante.

O que é o CNPJ alfanumérico?Quem vai receber CNPJ com letras?O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar?O que as empresas precisam fazer?Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo?O que muda no cálculo do Dígito Verificador?Qual a ligação com a reforma tributária?Haverá algum custo para as empresas com essa mudança?

É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres.

A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo)

Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras.

O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais.

Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras.

Segundo a Receita, após atualização, todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM).

Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas.

Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias.

Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas.

O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo.

Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.

Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48).

A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica.

A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor.

Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários.

Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador.

Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados.

Há 7 horas Política ‘Há males que vêm para o bem’, diz presidenteHá 7 horasEtanol está no centro das justificativas para tarifaço Há 7 horasBlog do Valdo CruzCiro Nogueira avisa a Flávio que PP e União Brasil ficarão neutros na eleição

Há 7 horas Blog do Valdo Cruz Em 2025Flávio emitiu duas notas de R$ 500 mil para empresa ligada a suspeito no caso Master

Há 4 horas Política Interior de São PauloMulher morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa

Hospital admitiu falha na identificação que levou a procedimento para colocação de sonda estomacal.

Há 5 horas Campinas e Região Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 9 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 9 horasCorrupção e lavagem de dinheiroJustiça Federal anula denúncia da Lava Jato envolvendo a Petrobras

Há 5 horas Paraná Previsão do tempo 🌧️🌬️Frente fria espalha chuva por SP e MS; temporais voltam ao RS no fim de semana

Há 13 minutos Meio Ambiente El Niño: governo antecipa contratos de reserva de energia para garantir abastecimentoHá 13 minutosQueda matou 62 pessoas em 2024Cenipa divulga relatório final sobre acidente da Voepass nesta quinta; veja o que esperar

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

TCU alerta governo para risco fiscal de manter universalização dos Correios sem compensação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 17:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai alertar o governo federal sobre o risco fiscal de manter a política de universalização dos serviços postais sem um mecanismo permanente, transparente e explícito para compensar seus custos.

O tribunal observa que a ausência desse aparato pode comprometer a sustentabilidade econômico-financeira do serviço nos médio e longo prazos, reduzir a capacidade dos Correios de garantir a continuidade, a regularidade e a atualização dos serviços postais universais.

Em 2025, os custos da universalização dos serviços postais somaram cerca de R$ 24,69 bilhões, enquanto as receitas alcançaram R$ 15,19 bilhões. Para os auditores, o resultado revela um "descompasso expressivo entre custos e receitas".

Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, aponta relatórioSaiba o que está por trás da crise dos Correios

"Esse processo vem reduzindo a capacidade de os Correios autofinanciarem a execução da política pública, levando à necessidade de operações de crédito, à formulação de planos de reestruturação e ao aumento da dependência de fontes externas de financiamento", destacam os técnicos.

A maior parte das despesas está relacionada à manutenção da estrutura necessária para atender todo o país, incluindo gastos com pessoal, infraestrutura operacional e áreas administrativas. Cerca de 68% dos custos correspondem às operações diretamente ligadas à prestação dos serviços postais.

Na avaliação do TCU, a combinação entre a queda estrutural das receitas e o aumento contínuo dos custos agravou o desequilíbrio financeiro da política pública.

Como resultado, destacam os técnicos, os Correios se viram com redução da capacidade de autofinanciamento, o que levou a empresa a recorrer com maior frequência a operações de crédito, planos de reestruturação e fontes externas de financiamento.

Apesar das dificuldades financeiras, os auditores destacam que os serviços postais continuam essenciais em regiões com baixa conectividade digital, isolamento geográfico e pouca presença da iniciativa privada.

Nessas localidades, a rede dos Correios funciona como instrumento de integração territorial, acesso a direitos e apoio à execução de outras políticas públicas.

"Constatou‑se que a capilaridade da rede postal confere à política função que extrapola a prestação do serviço em si, atuando como instrumento de equidade territorial e de acesso a direitos, inclusive como suporte à implementação de outras políticas públicas. Em parcela relevante do território nacional, os Correios permanecem como a única infraestrutura pública federal com presença permanente, o que reforça a relevância da universalização sob a ótica da necessidade social, e não apenas da demanda observada", ressaltam os técnicos.

Ainda assim, o diagnóstico é de que a política de universalização ainda não assegura acesso igualitário aos serviços. Embora as metas de cobertura municipal sejam cumpridas, o mesmo não é verificado em comunidades tradicionais, áreas rurais remotas e periferias urbanas, que seguem enfrentando dificuldades de atendimento.

Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os auditores observam que os critérios que têm sido adotados não contemplam desigualdades regionais e acabam confundindo baixa demanda com ausência de necessidade.

"Adicionalmente, fatores estruturais como a precariedade do endereçamento urbano, a insuficiente coordenação interfederativa, as restrições de segurança pública e a inexistência de diagnósticos sistemáticos sobre a situação postal de populações vulneráveis contribuem para a invisibilidade estatística e institucional desses grupos, dificultando a formulação de respostas coordenadas e baseadas em evidências", avaliam os técnicos.

O somatório desses fatores, apontam os técnicos, fazem com que o modelo atual coloque os Correios diante de um impasse: reduzir custos pode comprometer a capilaridade da rede, enquanto ampliar a universalização exige recursos que a empresa já não consegue suportar.

Segundo o tribunal, sem mudanças na governança e na forma de financiamento a sustentabilidade financeira e a continuidade do serviço postal universal permanecem em risco.

Há 15 minutos Política ‘Há males que vêm para o bem’, diz presidenteHá 15 minutosUsar reciprocidade ‘pode piorar’ a situação, diz setor de cargasHá 15 minutosBlog do Valdo CruzCiro Nogueira avisa a Flávio que PP e União Brasil ficarão neutros na eleição

Há 13 minutos Blog do Valdo Cruz Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 2 horas Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 2 horasDeterminação do ditadorApós ordem de Ortega, Nicarágua inicia plano para acabar com eleições

Há 4 horas Mundo Estrutura liga os 2 paísesCanadá cancela inauguração de ponte com EUA após novo tarifaço de Trump

Há 3 horas Mundo Como nova tarifa contra o Brasil faz parte de estratégia maior de Trump para inimigos (e aliados)Há 3 horasConflito no Oriente MédioTrump vê chegada aos EUA de corpos de militares mortos na guerra do Irã

Há 2 horas Mundo Ataque do Irã na Jordânia pode ter matado militar que está desaparecida, dizem EUAHá 2 horas ‘Ponte ou usina’ serão alvo quando Irã fizer ataque em Ormuz, diz TrumpHá 2 horasEUA investigam se Rússia ajudou o Irã a atacar alvos da CIA no Oriente Médio

Há 1 hora Mundo Enriquecimento de urânioVeja o que se sabe sobre o acordo nuclear entre os EUA e a Arábia Saudita

Há 10 minutos Mundo Adeus a Luiz Carlos Barreto’Ainda sob impacto da notícia’: Matheus Nachtergaele lamenta morte de Barretão

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético ‘sem precedentes’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 16:52

Tecnologia OpenAI diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético 'sem precedentes' Empresa informou que algumas de suas IAs invadiram uma startup. Empresa disse que seu agente estava sendo testado em um ambiente controlado, mas teve vulnerabilidades. Por BBC

A OpenAI informou que modelos avançados de inteligência artificial agiram autonomamente e invadiram a startup Hugging Face durante um teste de segurança.

O sistema escapou de um ambiente controlado para obter acesso à startup, que já corrigiu as vulnerabilidades em seus sistemas.

A OpenAI classificou o incidente como "sem precedentes". A companhia afirmou ainda conduzir uma investigação em conjunto com a Hugging Face sobre o ocorrido.

O incidente levantou novas questões sobre as capacidades de sistemas avançados de IA e se as salvaguardas existentes são suficientes à medida que a tecnologia se torna mais poderosa.

A OpenAI informou que alguns de seus modelos de inteligência artificial mais avançados agiram por conta própria e invadiram uma startup após a empresa perder o controle sobre eles durante um teste de segurança.

A criadora do ChatGPT declarou que seu agente — um sistema de IA capaz de operar autonomamente após receber instruções iniciais de humanos — estava sendo testado em um ambiente controlado, mas teve vulnerabilidades.

O sistema teve como alvo a Hugging Face, uma das maiores plataformas do mundo para compartilhamento de modelos de IA, obtendo acesso a alguns sistemas internos da empresa.

A OpenAI classificou o incidente como "sem precedentes" e afirmou estar conduzindo uma investigação em conjunto com a Hugging Face.

O CEO da Hugging Face, Clement Delangue, declarou em uma publicação no X que era "impressionante que tudo isso tenha acontecido de forma autônoma". "A investigação está em andamento, e compartilharemos mais aprendizados sobre o que pode ser o primeiro incidente desse tipo", acrescentou.

Gina Neff, diretora do Centro Minderoo de Tecnologia e Democracia da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, disse ao programa Today, da BBC Radio 4, que os testes de segurança — conhecidos como sandboxes — "deveriam ser ambientes seguros onde é possível observar do que os modelos são capazes".

"Neste caso, parece que a OpenAI não criou um ambiente de teste suficientemente seguro", acrescentou ela.

Em vez disso, os agentes criaram seu próprio ataque cibernético contra o ambiente de teste, encontrando uma vulnerabilidade que lhes permitiu escapar.

Uma vez fora, a IA identificou a Hugging Face como uma provável fonte das respostas que buscava no teste e tentou obter acesso.

Neil Lawrence, professor de aprendizado de máquina na Universidade de Cambridge, classificou o feito como "impressionante", mas ressaltou que ele "está totalmente dentro das capacidades conhecidas da geração atual" de modelos de IA de alto desempenho.

Ele observou que a OpenAI busca abrir seu capital na bolsa de valores e enfrenta forte pressão da rival Anthropic, que ganhou destaque com sua própria ferramenta de IA poderosa, a Mythos.

"A OpenAI está agora correndo atrás do prejuízo; eles estão tentando demonstrar as capacidades de seus próprios sistemas em segurança cibernética."

"Isso nos mostra que a OpenAI não é capaz de implementar sua própria tecnologia com segurança", acrescentou.

Em seu comunicado inicial sobre a invasão, em 16 de julho, a Hugging Face informou que ainda estava avaliando se dados de clientes ou parceiros haviam sido afetados e que entraria em contato com as partes atingidas, se necessário.

A empresa afirmou que já corrigiu as vulnerabilidades apontadas pelo incidente e reconstruiu os sistemas afetados.

"Ferramentas ofensivas autônomas impulsionadas por IA já não são algo teórico", declarou a empresa. "Defender uma plataforma online agora significa tratar os dados e a superfície do modelo como uma superfície de ataque de primeira ordem, e utilizar IA na defesa para acompanhar o ritmo.

O incidente levantou novas questões sobre as capacidades de sistemas avançados de IA e se as salvaguardas existentes são suficientes à medida que a tecnologia se torna mais poderosa.

Spencer Starkey, executivo da empresa de cibersegurança SonicWall, disse à BBC que o episódio deixou claro que as organizações precisam "intensificar" suas defesas e "tratar a resiliência cibernética como uma prioridade operacional fundamental".

"A verdade desconfortável é que muitas organizações ainda se defendem na velocidade humana, enquanto os adversários estão avançando para a velocidade das máquinas", afirmou.

Enquanto isso, Travis Lelle, engenheiro-chefe de segurança da consultoria Guidepoint Security, disse que a atualização marcou um "momento de reflexão na cibersegurança". "Isso evidencia uma assimetria conhecida", disse ele.

"Os agentes ofensivos não têm restrições, enquanto as melhores ferramentas de defesa estão limitadas por mecanismos de controle que não conseguem compreender o contexto."

No entanto, Jake Moore, consultor global de cibersegurança da ESET, observou que o anúncio também poderia ter uma dimensão competitiva.

Ele argumentou que a OpenAI pode estar tentando destacar suas próprias capacidades de IA, uma vez que a rival Anthropic atrai cada vez mais atenção com seu modelo Claude Mythos.

"Isso levanta a questão de se a OpenAI estaria tentando alcançar o sucesso de marketing da Anthropic", disse.

O fato ocorre uma semana após a startup chinesa de IA Moonshot apresentar o Kimi K3 — um novo e gigantesco modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, pode rivalizar com as principais companhias dos EUA.

Há 35 minutos Política Usar reciprocidade ‘pode piorar’ a situação, diz setor de cargasHá 35 minutosBlog do Valdo CruzCiro avisa Flávio que PP e União Brasil ficarão neutros na eleição presidencial

Há 3 minutos Blog do Valdo Cruz Reta final dos mandatosGovernadores e Lula: veja promessas cumpridas ou não após 3 anos e meio

Há 1 hora Promessas dos políticos Lula aprovou isenção do IR, mas não recriou Ministério da SegurançaHá 1 horaDeterminação do ditadorApós ordem de Ortega, Nicarágua inicia plano para acabar com eleições

Há 3 horas Mundo Estrutura liga os 2 paísesCanadá cancela inauguração de ponte com EUA após novo tarifaço de Trump

Há 2 horas Mundo Como nova tarifa contra o Brasil faz parte de estratégia maior de Trump para inimigos (e aliados)Há 2 horasConflito no Oriente MédioTrump vê chegada aos EUA de corpos de militares mortos na guerra do Irã

Há 1 hora Mundo Ataque do Irã na Jordânia pode ter matado militar que está desaparecida, dizem EUAHá 1 hora ‘Ponte ou usina’ serão alvo quando Irã fizer ataque em Ormuz, diz TrumpHá 1 horaEUA investigam se Rússia ajudou o Irã a atacar alvos da CIA no Oriente Médio

Há 18 minutos Mundo Acidente com 62 mortosTragédia da Voepass: 10 perguntas que o relatório final deve esclarecer

Há 4 horas Campinas e Região Luto no cinemaUm dos expoentes do Cinema Novo, Luiz Carlos Barreto morre aos 98 anos

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como nova tarifa contra o Brasil faz parte de estratégia maior de Trump para inimigos (e aliados)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 14:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,059-0,3%Dólar TurismoR$ 5,263-0,24%Euro ComercialR$ 5,772-0,21%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.026 pts2,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,059-0,3%Dólar TurismoR$ 5,263-0,24%Euro ComercialR$ 5,772-0,21%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.026 pts2,13%MoedasDólar ComercialR$ 5,059-0,3%Dólar TurismoR$ 5,263-0,24%Euro ComercialR$ 5,772-0,21%Euro TurismoR$ 6,018-0,17%B3Ibovespa177.026 pts2,13%Oferecido por

A nova tarifa dos Estados Unidos contra exportações do Brasil entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida integra estratégia de Donald Trump para reconstruir taxas protecionistas.

A Suprema Corte barrou tarifas anteriores em fevereiro. Por isso, o governo americano passou a usar investigações sobre práticas desleais para fundamentar as novas cobranças tarifárias.

A taxa de 25% sobre o Brasil baseia-se na Seção 301 da lei de 1974. Outros 16 parceiros comerciais também são alvo de inquéritos sob o mesmo dispositivo.

Cerca de 65% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão isentas da taxação. Para analistas, a lista de exceções revela os limites do protecionismo na economia global.

Brasil não é o único país alvo de uma investigação com base na Seção 301, que permite que o governo americano apure práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA — Foto: Getty Images via BBC

A nova tarifa dos Estados Unidos contra parte das exportações do Brasil – que entra em vigor nesta quarta-feira (22/07) – faz parte de uma estratégia maior do governo de Donald Trump para contornar uma proibição imposta pela Suprema Corte americana e reconstruir as maiores e mais abrangentes tarifas implementadas no início de seu segundo mandato.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a taxação aplicada contra os produtos brasileiros após uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas pode ser apenas a primeira de uma série de novas medidas protecionistas com base em inquéritos semelhantes.

"Em resposta à decisão da Suprema Corte, o governo Trump está implementando um plano B e identificando uma estratégia mais robusta do ponto de vista jurídico", resume Oliver Stuenkel, pesquisador da Universidade Harvard e do Carnegie Endowment for International Peace e professor da FGV.

Desde antes de assumir a Casa Branca pela segunda vez, Trump tem defendido uma agenda econômica conservadora e protecionista para os EUA.

Ainda nos primeiros meses de 2025, o presidente americano anunciou as chamadas tarifas recíprocas, que estavam no núcleo da estratégia tarifária do governo.

Dezenas de países foram alvos de alíquotas extras entre 10% e 41%, impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). Segundo Trump, a legislação nacional de 1977 o autorizaria a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

Mas entre negociações bilaterais e idas e vindas anunciadas pela própria Casa Branca, a Suprema Corte decidiu em fevereiro deste ano que o republicano extrapolou sua autoridade e que a IEEPA não permite ao presidente criar tarifas por conta própria.

Imediatamente após a decisão judicial, Trump assinou uma ordem executiva para impor uma nova tarifa global de 10%, dessa vez usando a seção 122 da Lei de Comércio americana de 1974.

Esta seção da legislação americana permitiu que o presidente impusesse taxas de até 15% por até 150 dias sobre as importações de todos os países, sem necessidade de aprovação do Congresso.

Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de TrumpCidade espanhola presenteia campeões da Copa com tomates equivalentes ao próprio peso; veja vídeo

É nesse contexto que entram as investigações sobre práticas comerciais desleais e ameaças à segurança nacional conduzidas pelo governo americano.

Essa foi a alternativa encontrada por Trump e seus assessores para manter sua agenda protecionista, avaliam economistas e analistas políticos consultados pela BBC News Brasil.

Em entrevista ao podcast The Daily, do jornal The New York Times, o próprio representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que o governo está reconstruindo as bases jurídicas para restabelecer parte das sobretaxas derrubadas ou impor novas.

Ele também falou sobre uma outra frente de tarifas em preparação, que poderá atingir mais de 40 países acusados de práticas como subsídios à indústria e manipulação cambial.

Segundo Ana Swanson, repórter do jornal que entrevistou Greer, a administração americana acredita que esse caminho pode ser muito mais duradouro e prevê a entrada em vigor de tarifas de cerca de 10% contra mais de 80 países, provavelmente até o final deste mês.

O primeiro país efetivamente taxado seguindo essa estratégia no segundo mandato de Trump é o Brasil. Após uma investigação de quase um ano, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou a aplicação das tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.

O inquérito tem como base uma outra parte da mesma lei de 1974 usada pelo presidente republicano para aplicar as tarifas temporárias que expiram nesta semana.

A Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos permite que o governo americano apure práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA.

O instrumento segue um trâmite que passa pelo início de diálogo com o parceiro comercial, investigação, mediação e, por fim, medidas para corrigir eventuais irregularidades. O processo completo dura pelo menos 12 meses, podendo ser estendido.

No caso brasileiro, a tarifa foi justificada pelos EUA alegando práticas como favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol e problemas relacionados à corrupção e desmatamento.

Segundo Jamieson Greer, a medida é necessária "para enfrentar práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em condições justas."

Nova tarifa dos EUA contra o Brasil segue nova estratégia do governo americano para burlar decisão da Suprema Corte — Foto: Getty Images via BBC

A lista dos produtos alvo das tarifas inclui etanol, máquinas agrícolas, roupas e calçados e material elétrico. Já itens como café, laranja, suco de laranja e carne bovina entraram na lista de exceções.

O USTR conduz atualmente um inquérito que tem como alvo dezesseis dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos — China, União Europeia (UE), Singapura, Suíça, Noruega, Indonésia, Malásia, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul, Vietnã, Taiwan, Bangladesh, México, Japão e Índia — por se envolverem em práticas comerciais supostamente desleais. Essa investigação está em curso e os resultados são esperados em breve.

Outro processo recente, que também se baseia na 301, concluiu que 60 parceiros comerciais dos EUA, incluindo a UE, o Japão e o Brasil, adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

O USTR propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%.

O período de consulta pública sobre as taxas já encerrou e elas podem ser impostas a qualquer momento.

Os EUA também investigam Alemanha e Vietnã em processos individuais por questões relacionadas à indústria farmacêutica e propriedade intelectual, respectivamente.

Há ainda inquéritos sendo conduzidos a partir de outro artigo da legislação americana, a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.

Esse artigo permite que o presidente americano ajuste as importações por meio de tarifas ou cotas, caso o Departamento de Comércio reconheça que determinados bens estão sendo importados em quantidades ou circunstâncias que ameacem a segurança nacional dos EUA.

Essa seção foi usada, por exemplo, para aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos feitos com aço, alumínio e cobre importados, que também afeta o Brasil.

Mais recentemente, o presidente americano acionou o artigo novamente, mas para reduzir as tarifas sobre alguns desses itens e favorecer empresas que se comprometerem a fortalecer a produção dos metais no país.

Na última segunda-feira (20/7), o governo americano ainda usou mais um artigo, de outra lei comercial americana, para anunciar uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos importados do Canadá, em retaliação ao que Trump chamou de "tratamento desigual" dado a carros, laticínios e bebidas alcoólicas dos EUA.

A Seção 338 da Lei Tarifária de 1930 foi a escolhida da vez. Segundo essa peça da legislação americana, o presidente pode impor tarifas sobre as importações de um país estrangeiro para compensar o ônus ou a desvantagem decorrente da discriminação ou da imposição desigual de tarifas sobre o comércio nacional.

Para Filipe Mendonça, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a taxação do Canadá confirmou o padrão da nova estratégia americana de tentar reconstruir, de forma mais durável, o mesmo "poder de coerção tarifária que a IEEPA permitia".

Segundo o especialista, Seção 338 é "um instrumento praticamente esquecido, nunca usado na política comercial moderna, ressuscitado para ampliar o arsenal disponível".

Nesse contexto, o caso do Brasil foi uma primeira tentativa para o governo de Donald Trump em sua estratégia, afirma Oliver Stuenkel.

Segundo Filipe Mendonça, o Brasil é um caso emblemático dessa reconfiguração da estratégia tarifária americana.

"O Brasil combina, de forma pouco comum, atrito regulatório e desalinhamento político com os Estados Unidos", diz.

"Historicamente, o Brasil já é 'veterano' da Seção 301, pois fomos alvos desse tipo de unilateralismo agressivo em 1985 (informática), em 1987 (patentes farmacêuticas) e em 2021 (Imposto sobre Serviços Digitais), o que facilita, na perspectiva trumpista, reativar o instrumento contra o Brasil com custo relativamente baixo."

Ainda segundo Mendonça, a investigação sob a Seção 301 "já nasceu mais política do que comercial", reunindo acusações heterogêneas e pouco comuns para esse tipo de instrumento.

Trump usou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos motivos para a implementação de taxas em 2025 — Foto: Getty Images via BBC

Stuenkel aponta ainda que por ser governado pela esquerda, o Brasil atrai certo descontentamento em Washington.

Ao mesmo tempo, o país é considerado um adversário de "baixo risco". Isto é, se o Brasil decide retaliar e uma guerra tarifária se inicia, o impacto não seria tão extenso devido à menor relevância comercial em comparação com, por exemplo, um parcerio americano de mais peso como a China, diz o especialista.

E enquanto em 2025, quando o Brasil foi alvo de uma taxa extra de 50% diante da insatisfação do governo Trump com o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, a motivação para as tarifas "era abertamente política", agora foi preciso "encontrar um verniz técnico" para justificar a ação americana.

Donald Trump disse muitas vezes que as tarifas protegem e criam empregos nos EUA. Ele as vê como uma forma de fazer a economia dos EUA crescer e aumentar as receitas fiscais.

"Sob meu plano, os trabalhadores americanos não ficarão mais preocupados em perder seus empregos para nações estrangeiras", disse Trump, quando anunciou o primeiro tarifaço de seu segundo mandato. "Em vez disso, as nações estrangeiras ficarão preocupadas em perder seus empregos para a América."

Trump também defende as tarifas como uma forma de suprimir as vendas de produtos importados e promover as vendas de produtos nacionais. Esse foi seu motivo para impor tarifas no passado à UE, por exemplo.

Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, disse que o governo americano está reconstruindo as bases jurídicas para restabelecer parte das sobretaxas derrubadas ou impor novas — Foto: Bloomberg via Getty Images/BBC

Em sua entrevista ao The Daily, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse ainda que o protecionismo é uma questão de "emergência" nos EUA, como forma de reduzir o déficit comercial do país e recuperar sua industrialização, elevando os salários dos americanos.

No ano passado, o Tesouro dos EUA registrou um forte aumento de arrecadação graças ao tarifaço do presidente. No primeiro semestre de 2025, a receita proveniente das tarifas de importação atingiu US$ 87 bilhões (R$ 442 bilhões), valor que supera toda a arrecadação de 2024.

Mas desde que a Suprema Corte decidiu, em fevereiro, que as tarifas impostas por Trump eram ilegais, os importadores receberam cerca de US$ 71 bilhões em reembolsos, de acordo com o relatório mensal do Tesouro dos EUA. E outros US$ 166 bilhões ainda devem ser pagos de volta pelo governo americano.

Para alguns especialistas, esses resultados também têm motivado os EUA a buscar novas estratégias para a implementação de tarifas.

Por outro lado, aponta Filipe Mendonça, o déficit comercial e a arrecadação do governo americano não são os objetivos centrais de Trump.

"O que está por trás é a busca de realinhamento estratégico dos parceiros comerciais dos EUA no contexto da rivalidade com a China", afirma o professor da UFU. "O acesso ao mercado americano é usado como instrumento de disciplina política, não apenas como resposta a distorções comerciais específicas."

"A lógica de fundo é reposicionar o Brasil na órbita americana num momento de disputa por cadeias produtivas, tecnologia e influência regulatória com a China, justamente na véspera da disputa presidencial brasileira", diz.

Embora a nova política tarifária americana esteja cada vez mais clara, ainda não é possível afirmar se as novas tarifas contribuirão para os objetivos do governo Trump – e, principalmente, se resistirão a novas contestações judiciais.

Em seu primeiro mandato, o presidente americano usou a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos (a mesma utilizada atualmente contra o Brasil) para impor tarifas de 25% sobre aproximadamente US$ 250 bilhões em importações chinesas.

E embora tenham sido contestadas por cortes nos Estados Unidos, as tarifas de Trump sobre a China não foram anuladas pelos tribunais.

Os especialistas ouvidos pela reportagem também enxergam a estratégia de usar a lei comercial americana para apoiar as tarifas como mais consistente e robusta do ponto de vista jurídico do que a aplicação da IEEPA.

"A Seção 338, último capítulo desta nova onda tarifária trumpista, não é usada há quase um século e sua aplicação contra o Canadá certamente será contestada", diz Mendonça.

"Já as determinações de Seção 301 também podem ser questionadas por vícios processuais ou por serem consideradas arbitrárias pelos tribunais, mas acho muito difícil a reversão pela via jurídica neste caso", completa.

Donald Trump defende que as tarifas protegem e criam empregos nos EUA — Foto: CFOTO/Future Publishing via Getty Images

No caso brasileiro, Jamieson Greer afirmou que Washington continua aberto a conversas com Brasília em relação à nova tarifa de 25%.

O sentimento do governo Lula, porém, é de pessimismo. Segundo uma fonte no Palácio do Planalto, a decisão dos EUA tem mais motivações políticas do que econômicas, e os argumentos apresentados pelo Brasil para contestar as acusações não foram sequer considerados.

Mas para a economista e pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional (PIIE), Monica de Bolle, a extensa lista de itens que não serão alvo das tarifas americanas contra o Brasil revela os limites do protecionismo e da margem de manobra de Donald Trump no mundo globalizado de hoje.

A lista de produtos isentos das tarifas inclui mais de 2,2 mil itens, entre eles carnes bovinas, frutas, café, minerais, fertilizantes e aeronaves, itens de maior importância entre os exportados pelo Brasil aos EUA.

"Pelas minhas contas, cerca de 65%, senão mais, das exportações do Brasil para os Estados Unidos ficarão completamente isentas", disse De Bolle em entrevista à BBC News Brasil.

"Ou seja, a tarifa de 25% se aplica apenas a um terço dos bens exportados. Além disso, já havia uma lista de isenções publicada no início de junho, e novos itens foram acrescentados agora", afirmou.

"Tudo isso é muito revelador dos limites dessa ação norte-americana. Apesar de aparentemente não quererem mais isso, os Estados Unidos são uma economia muito integrada com o resto do mundo."

Para Monica de Bolle, o caso do Brasil deve servir como um sinalizador para outros países que também estão sendo investigados sob a Seção 301: ao mesmo tempo em que os EUA adotaram uma nova estratégia comercial, há um limite para o protecionismo norte-americano.

Pressões internas, especialmente antes das eleições para o Congresso marcadas para novembro e diante da perspectiva de alta da inflação, também podem dificultar o caminho de Trump para manter sua estratégia.

Por tudo isso, diz Mendonça, da UFU, "o sucesso da estratégia depende menos da blindagem jurídica do instrumento e mais da capacidade do governo de sustentar capital político doméstico e internacional simultaneamente".

Há 1 hora Mundo Acidente com 62 mortosTragédia da Voepass: 10 perguntas que o relatório final deve esclarecer

Há 2 horas Campinas e Região Luto no cinemaUm dos expoentes do Cinema Novo, Luiz Carlos Barreto morre aos 98 anos

Há 2 minutos Rio de Janeiro Barretão fotografou Marilyn Monroe e quase defendeu Brasil na Olimpíada Há 2 minutosAdeus a Barretão’Ainda sob impacto da notícia’, lamenta Nachtergaele; veja a repercussão

Há 2 horas Pop & Arte Lula decreta luto oficial de 3 dias pela morte do cineastaHá 2 horasBlog do Valdo CruzMinistros do STF veem como ‘graves’ e ‘absurdas’ falas de Flávio sobre urnas

Há 4 horas Blog do Valdo Cruz DUAILIBI: Flávio repete discurso do pai e amplia desafios na campanhaHá 4 horasSenador sofre para fechar vice com partidos que sinalizam independênciaHá 4 horasBlog da Ana FlorGoverno anuncia hoje nova linha de crédito para afetados pelo novo tarifaço

Há 5 horas Blog Ana Flor Usar reciprocidade ‘pode piorar’ a situação, diz setor de cargasHá 5 horasTarifaço de 25% começa a valer: o que muda? Quais são os impactos?Há 5 horasDistrito FederalJustiça determina que Virginia retire conteúdo de apostas em até 48h

Há 40 minutos Distrito Federal Startup invadida 🤖OpenAI diz que sua IA agiu sozinha ao lançar ataque hacker ‘sem precedentes’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 14:52

Mundo Canadá cancela inauguração conjunta de ponte com os EUA após tarifaço de Trump Cerimônia estava prevista para esta sexta-feira (24) e marcaria a inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que liga Detroit, nos Estados Unidos, a Windsor, no Canadá. Por Redação g1 — São Paulo

O Canadá cancelou o evento de inauguração conjunta de uma ponte com os EUA. A decisão ocorreu após Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos canadenses.

O governo americano anunciou nesta segunda-feira (20) a cobrança adicional de 50%. Trump argumentou que a medida compensa desvantagens comerciais contra o seu país.

A cerimônia bilateral estava marcada para esta sexta-feira (24) na Ponte Gordie Howe. O Canadá planeja realizar um evento próprio no mesmo dia.

A abertura ao tráfego está prevista para 27 de julho. O Canadá financiou a obra de quase US$ 4,4 bilhões, iniciada em 2018.

A Ponte Internacional Gordie Howe é vista de River Rouge, Michigan, ligando Detroit a Windsor, Ontário — Foto: Foto AP/Paul Sancya

O governo do Canadá cancelou um evento de inauguração de uma ponte que liga o país aos Estados Unidos após o presidente Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos canadenses. A informação foi divulgada pela Associated Press.

➡️O governo dos EUA anunciou, nesta segunda-feira (20), a imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre uma ampla gama de produtos importados do Canadá.Segundo Trump, o objetivo é compensar "o ônus ou a desvantagem decorrentes da discriminação contra o comércio dos Estados Unidos". (Saiba mais).

A cerimônia entre os dois países estava prevista para esta sexta-feira (24) e marcaria a inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que conecta as cidades de Detroit, nos Estados Unidos, e Windsor, na província canadense de Ontário.

"Diante das ameaças de medidas comerciais feitas pelos Estados Unidos no início desta semana, seria inadequado prosseguir com um evento comemorativo entre os dois países", afirmou Jenna Ghassabeh, porta-voz do ministro da Infraestrutura do Canadá, Gregor Robertson, em comunicado.

De acordo com a Associated Press, Canadá e Estados Unidos haviam chegado a um acordo no início deste mês para realizar a cerimônia após atrasos provocados por divergências entre os dois governos. Agora, o governo canadense planeja fazer um evento próprio na sexta-feira, enquanto ainda não há confirmação sobre uma eventual cerimônia organizada pelos Estados Unidos.

Trump acompanha chegada aos EUA dos corpos de militares mortos na guerra do IrãCongresso da Nicarágua inicia plano para acabar com eleições após ordem de Daniel Ortega

Dois funcionários americanos ouvidos pela agência, sob condição de anonimato, disseram que a expectativa é manter a abertura da ponte ao tráfego em 27 de julho, embora haja menos certeza sobre o cronograma do que anteriormente.

A ponte tem 2,4 quilômetros de extensão, atravessa o Rio Detroit e liga Detroit a Windsor. A inauguração estava inicialmente prevista para 12 de junho, mas foi adiada porque os dois governos ainda discutiam questões pendentes.

De acordo com a AP, o Canadá financiou a construção da ponte por meio de um acordo que prevê a recuperação dos custos com a arrecadação de pedágios. O governo Trump buscava alterar esse modelo. O projeto, negociado durante a gestão do ex-governador de Michigan Rick Snyder, começou a ser construído em 2018 e custou quase US$ 4,4 bilhões.

Saídas da Interestadual 75 para a Ponte Internacional Gordie Howe e a Ponte Ambassador, que ligam Windsor, Ontário, a Detroit — Foto: Foto AP/Paul Sancya

A estrutura recebeu o nome de Gordie Howe, ídolo canadense do hóquei no gelo que atuou por 25 temporadas no Detroit Red Wings, e deve se tornar uma das principais rotas comerciais entre os dois países.

Em fevereiro, Trump chegou a exigir, em uma publicação nas redes sociais, que o Canadá cedesse aos Estados Unidos pelo menos metade da propriedade da ponte, além de atender a outras exigências não especificadas.

Há 1 hora Mundo Acidente com 62 mortosTragédia da Voepass: 10 perguntas que o relatório final deve esclarecer

Há 2 horas Campinas e Região Luto no cinemaUm dos expoentes do Cinema Novo, Luiz Carlos Barreto morre aos 98 anos

Há 3 minutos Rio de Janeiro Barretão fotografou Marilyn Monroe e quase defendeu Brasil na Olimpíada Há 3 minutosAdeus a Barretão’Ainda sob impacto da notícia’, lamenta Nachtergaele; veja a repercussão

Há 2 horas Pop & Arte Lula decreta luto oficial de 3 dias pela morte do cineastaHá 2 horasBlog do Valdo CruzMinistros do STF veem como ‘graves’ e ‘absurdas’ falas de Flávio sobre urnas

Há 4 horas Blog do Valdo Cruz DUAILIBI: Flávio repete discurso do pai e amplia desafios na campanhaHá 4 horasSenador sofre para fechar vice com partidos que sinalizam independênciaHá 4 horasBlog da Ana FlorGoverno anuncia hoje nova linha de crédito para afetados pelo novo tarifaço

Há 5 horas Blog Ana Flor Usar reciprocidade ‘pode piorar’ a situação, diz setor de cargasHá 5 horasTarifaço de 25% começa a valer: o que muda? Quais são os impactos?Há 5 horasDistrito FederalJustiça determina que Virginia retire conteúdo de apostas em até 48h

Há 40 minutos Distrito Federal Startup invadida 🤖OpenAI diz que sua IA agiu sozinha ao lançar ataque hacker ‘sem precedentes’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Cidade espanhola presenteia campeões da Copa com tomates equivalentes ao próprio peso; veja vídeo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 13:53

Agro Cidade espanhola presenteia campeões da Copa com tomates equivalentes ao próprio peso; veja vídeo Município espanhol usou um de seus principais produtos agrícolas para homenagear Gavi e Fabián Ruiz, que nasceram na cidade. Por Redação g1 — São Paulo

Os espanhóis Gavi e Fabián Ruiz receberam uma homenagem nesta terça-feira (21). A prefeitura de Los Palacios y Villafranca os presenteou com tomates equivalentes aos seus pesos.

A ação ocorreu 2 dias após o título da Copa de 2026. Após subirem na balança do evento, Gavi recebeu 68 quilos de tomates e Fabián Ruiz levou 84.

O município andaluz é referência na produção de tomates, que movimentam a economia local. O fruto, incluindo a variedade Bombón Colorao, é um símbolo da identidade da região.

Dois campeões da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha receberam uma homenagem inusitada nesta terça-feira (21). Naturais de Los Palacios y Villafranca, na região da Andaluzia, Gavi e Fabián Ruiz ganharam tomates em quantidade equivalente ao próprio peso durante uma cerimônia organizada pela prefeitura.

A homenagem ocorreu dois dias depois da vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina na final da Copa do Mundo. Os dois meio-campistas foram peças importantes da equipe comandada pelo técnico Luis de la Fuente na campanha do bicampeonato mundial.

Antes da entrega dos presentes, os jogadores subiram em uma balança instalada no evento para definir a quantidade de tomates que receberiam. Gavi levou 68 quilos e Fabián Ruiz 84 quilos.

A escolha do presente não foi por acaso. Los Palacios y Villafranca é uma referência na produção de tomates na Andaluzia, e o cultivo do fruto é uma das atividades que ajudam a movimentar a economia local.

O tomate também faz parte da identidade do município, que promove eventos e ações para valorizar os produtores e a cultura ligada ao produto. Entre as variedades associadas à região está o Bombón Colorao, um dos símbolos agrícolas locais.

Por isso, em vez de oferecer uma lembrança tradicional aos campeões, a prefeitura decidiu transformar um dos principais produtos da cidade em uma homenagem aos jogadores.

Há 20 minutos Mundo Luto no cinemaMorre aos 98 anos Luiz Carlos Barreto, um dos expoentes do Cinema Novo

Há 2 horas Rio de Janeiro ‘Terra em Transe’, ‘Dona Flor’ e outros clássicos de BarretãoHá 2 horasAdeus a Barretão’Ainda sob impacto da notícia’, lamenta Nachtergaele; veja a repercussão

Há 1 hora Pop & Arte Lula decreta luto oficial de 3 dias pela morte do cineastaHá 1 horaBlog do Valdo CruzMinistros do STF veem como ‘graves’ e ‘absurdas’ falas de Flávio sobre urnas

Há 3 horas Blog do Valdo Cruz DUAILIBI: Flávio repete discurso do pai e amplia desafios na campanhaHá 3 horasSenador sofre para fechar vice com partidos que sinalizam independênciaHá 3 horasAcidente com 62 mortosTragédia da Voepass: 10 perguntas que o relatório final deve esclarecer

Há 41 minutos Campinas e Região Blog da Ana FlorGoverno anuncia hoje nova linha de crédito para setores afetados

Há 4 horas Blog Ana Flor Usar reciprocidade ‘pode piorar’ a situação, diz setor de cargasHá 4 horasTarifaço de 25% começa a valer: o que muda? Quais são os impactos?Há 4 horasPessoa física e produtor ruralReforma tributária: governo adia mudança em nota fiscal; entenda

Há 2 horas Economia O que muda com novas regras para trabalho do comércio em feriadosHá 2 horasStartup invadida 🤖OpenAI diz que sua IA agiu sozinha ao lançar ataque hacker ‘sem precedentes’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Instagram fora do ar? Rede social apresenta instabilidade nesta quarta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 12:53

Tecnologia Instagram fora do ar? Rede social apresenta instabilidade nesta quarta-feira Downdetector, que monitora serviços digitais, registrou aumento de notificações sobre falhas na plataforma ao longo da manhã Por Redação, g1 — São Paulo

O Instagram apresenta instabilidade na manhã desta quarta-feira (22). De acordo com dados do site Downdetector, que monitora o funcionamento de serviços digitais, o sistema registrou 861 notificações de mau funcionamento por volta das 11:30h desta manhã.

Nas redes sociais, os usuários da plataforma relataram diversos problemas principalmente relacionados ao direct, confira:

Há 2 horas Promessas dos políticos SP: Tarcísio avançou com obras, mas não zerou população de ruaHá 2 horasRJ: Castro ampliou programas de segurança, mas não entregou metrôHá 2 horasMG: Zema e Simões ampliaram ensino integral, mas não repuseram perdas de servidoresHá 2 horasAdeus a Barretão’Ainda sob impacto da notícia’, lamenta Nachtergaele; veja a repercussão

Há 27 minutos Pop & Arte Lula decreta luto oficial de 3 dias pela morte do cineastaHá 27 minutosBlog do Valdo CruzMinistros do STF veem como ‘graves’ e ‘absurdas’ falas de Flávio sobre urnas

Há 2 horas Blog do Valdo Cruz DUAILIBI: Flávio repete discurso do pai e amplia desafios na campanhaHá 2 horasSenador sofre para fechar vice com partidos que sinalizam independênciaHá 2 horasBlog da Ana FlorGoverno anuncia hoje nova linha de crédito para setores afetados

Há 3 horas Blog Ana Flor Usar reciprocidade ‘pode piorar’ a situação, diz setor de cargasHá 3 horasSobretaxa nos produtosTarifaço de 25% começa a valer: o que muda? Quais são os impactos?

Há 2 horas Economia Lagosta viva é taxada, mas congelada escapa; veja listaHá 2 horasTrump prevê tarifa de 100% sobre remédios genéricos em 2028Há 2 horasPessoa física e produtor ruralReforma tributária: governo adia mudança em nota fiscal; entenda

Há 59 minutos Economia O que muda com novas regras para trabalho do comércio em feriadosHá 59 minutosPrazo de 48 horasPrefeitura de SP diz que vai recorrer após Justiça mandar liberar Uber moto

0

PREVIOUS POSTSPage 24 of 307NEXT POSTS