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Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.019 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 36 para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (18), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Labubu chega ao Brasil nesta quinta com bonecos a partir de R$ 299,99

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%Oferecido por

Os bonecos Labubu já podem ser comprados oficialmente no Brasil. O anúncio foi feito pela Candide, responsável pela distribuição dos produtos da empresa chinesa Pop Mart.

A chegada estava prevista para 5 de junho, mas a data foi alterada, e os bonecos Labubu só passaram a ser vendidos no país nesta quinta-feira (18). Além deles, também foram lançados itens das linhas Hirono, Crybaby, Skullpanda, Meninas Superpoderosas, Pucky e Nyota.

As vendas começam simultaneamente em 20 lojas distribuídas por 11 estados brasileiros. Todas são especializadas em itens colecionáveis:

Distrito Federal: no ParkShopping em Brasília (DF);Rio de Janeiro: no Shopping Leblon e Barra Shopping no Rio de Janeiro (RJ) e Plaza Shopping em Niterói (RJ);São Paulo: no Shopping Anália Franco, Shopping Bourbon, Shopping Eldorado, Shopping Pátio Higienópolis, Shopping Marketplace, Shopping Iguatemi, além de uma loja no bairro da Liberdade e outra nos Jardins;Minas Gerais: no BH Shopping;Bahia: Salvador Shopping;Pernambuco: Shopping RioMar Recife;Amazonas: no bairro Nossa Senhora das Graças, em Manaus (AM);Espírito Santo: no Shopping Vila Velha;Santa Catarina: no Balneário Shopping, em Balneário Camboriú (SC);Paraná: no Park Shopping Barigui em Curitiba (PR);Rio Grande do Sul: Shopping Iguatemi em Porto Alegre (RS).

Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.

Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre celebridades. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.

Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.

Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.

Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.

Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.

"Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.

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Move Aplicativos: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para motoristas de app

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Carros Move Aplicativos: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para motoristas de app Programa do governo começa nesta sexta-feira (19) e tem juros mais baixos, mas planejamento financeiro ainda é requisito para aprovação dos bancos. Veja como aumentar as chances. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

BYD Dolphin Mini é dos veículos que se encaixam no critério do Move Aplicativos — Foto: Divulgação / BYD

A partir desta sexta-feira (19), os motoristas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Táxi e Aplicativos (também chamado de Move Aplicativos) podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra do carro zero km.

A iniciativa do governo direciona uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para incentivar financiamento a motoristas de aplicativo e taxistas.

O Move Aplicativos promete juros menores para a aquisição de automóveis novos de até R$ 150 mil. Entre os requisitos, os motoristas de app precisam ter mais de 12 meses na plataforma e mais de 100 corridas nesse período para ter direito ao programa. (veja as regras aqui)

Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos.

Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado.

Para entender como motoristas e taxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro. Também há simulações que mostram que o programa pode diminuir em alguns casos R$ 17 mil no custo total na compra de um carro novo.

O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido.

Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial.

“Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira", detalha o planejador.

Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa.

O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor.

Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente.

🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas.

O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares.

O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente.

“No caso dos motoristas de aplicativo, esse cuidado é ainda mais importante porque a renda costuma variar ao longo dos meses”, diz Soares

Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo.

Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil.

Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação:

Declaração do Imposto de Renda;Extratos bancários recentes;Histórico completo de movimentação da conta corrente;Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo.

Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito.

Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação.

Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista.

“Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica.

🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do motorista.

Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento.

Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo;Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas;Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas;Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes.

Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal.

"O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento. ", ressalta Soares.

Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal.

A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira.

Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para protegar o motorista contra imprevistos de manutenção.

“Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha.

Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial.

"A taxa do programa, entre 11,5% e 12,6% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.

Na prática, segundo o especialista, essa vantagem permite que, em um financiamento de 48 parcelas com 50% de entrada, a economia em juros pagos possa ultrapassar R$ 17 mil para um carro com preço de R$ 150 mil.

🔎 Embora o programa ofereça facilidades, é preciso atenção aos detalhes contratuais. "A carência de 6 meses ajuda o caixa do motorista no início, mas os juros incidem sobre o saldo devedor nesse período”, diz Castro

Por fim, a estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade.

Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor", explica.

🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação para o motorista.

Veja abaixo a simulação de financiamento de um Volkswagen Virtus 170 TSI; a economia no final em juros é de mais de R$ 20 mil. Vale lembrar que o programa prevê taxas de juros diferentes para homens e mulheres:

O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento.

O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um carro.

O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.

🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação.

Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

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Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada após eleição de 2022; texto também reforça piso do frete

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 19:50

Política Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada após eleição de 2022; texto também reforça piso do frete Relatório prevê piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias. Proposta ainda será analisada pelo Senado. Por Paloma Rodrigues, Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo e g1 — Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) uma medida provisória que prevê anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por manifestações em 2022, no contexto da tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. (veja mais abaixo)

A anistia foi incluída pelo relator do projeto na Câmara, deputado Zé Trovão (PL-SC), por meio de um "jabuti" – a inclusão de um tema estranho ao contéudo original da proposta.

Inicialmente, a medida provisória apresentada pelo governo focava no endurecimento da fiscalização pelo descumprimento do piso mínimo de frete e cria um controle obrigatório das operações de transporte (CIOT).

A proposta agora será enviada ao Senado. Como foi modificada pelos deputados, caso aprovada pelos senadores, precisará ser sancionada pelo presidente Lula.

O texto foi aprovado na comissão mista formada por deputados e senadores ainda nesta tarde e seguiu para o plenário da Câmara.

Trovão apresentou uma complementação de voto nesta tarde e incluiu pontos como a possibilidade de subcontratação de transportador autônomo (TAC).

Outro trecho incluído foi a redução de prazo de adaptação de 90 para 60 dias no caso de obrigações que dependam de regulamentação específica, integração tecnológica, habilitação de sistemas, adequação cadastral entre outros.

O relatório estabelece o piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias, consideradas quando o motorista precisa permanecer fora da matriz da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas.

O projeto também perdoou multas aplicadas aos caminhoneiros pela paralisação de 2022, realizadas em todo o país, após as eleições presidenciais.

Segundo o relator, as multas aplicadas foram injustas, dado que muitos caminhoneiros não aderiram ao movimento, mas não tinham como se locomover diante do bloqueio das estradas.

"A paralisação não foi feita nem pelos caminhoneiros, foi feita por pessoas que foram para cima da pista e bloquearam a passagem dos caminhoneiros. Esta é a anistia que está sendo dada. Tem caminhoneiro que foi multado em R$ 3 milhões e o cara nem estava lá parado porque ele queria, ele não conseguia passar”, disse o deputado.

O texto aprovado não incluiu a suspensão de processos judiciais, item que chegou a ser proposto pelo relator durante a discussão na comissão.

O projeto anula as multas aos transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas decorrentes das manifestações em 2022, inclusive as já inscritas em dívida ativa e com cobranças em andamento.

O texto torna obrigatório registrar toda operação de transporte com um código, chamado Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot)

O registro, segundo o texto, deve conter dados do contratante, do transportador, o valor do frete e a forma e prazo de pagamento.

O objetivo é reunir informações sobre contratantes, transportadores, carga, valores e condições de pagamento, ampliando a rastreabilidade das transações no setor.

Texto torna obrigatório registro de toda operação de transporte com código único — Foto: Reprodução/Internet

O texto reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O valor do frete deverá refletir os custos operacionais reais e terá caráter vinculante, ou seja, seu descumprimento passa a gerar sanções.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ficará responsável por atualizar os pisos periodicamente e sempre que houver variações relevantes no preço do combustível.

O relatório estabelece um escalonamento de penalidades para quem contratar frete abaixo do mínimo legal:

multa elevada, que pode chegar a R$ 1 milhão; suspensão do registro do transportador; cancelamento do registro em casos de reincidência grave.

As regras também passam a atingir intermediadores e plataformas digitais que ofertem serviços em desacordo com o piso.

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Trump defende acordo com o Irã e diz que não queria ver uma ‘catástrofe econômica’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Mundo Trump defende acordo com o Irã e diz que não queria ver uma 'catástrofe econômica' O acordo inclui uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional. Presidente dos EUA diz que Teerã só terá acesso ao fundo bilionário se "se comportar". Por Redação g1

Donald Trump dá entrevista à imprensa durante a cúpula do G7 na França. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu na quarta-feira (17) o acordo norte-americano com o Irã em seu discurso de encerramento da cúpula do G7 na França, afirmando que não queria ver uma catástrofe econômica.

"Então, a única coisa que eu não queria ver era uma catástrofe econômica. Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido", disse Trump a repórteres.

Trump afirmou ainda que o Irã poderá ter acesso ao fundo de US$ 300 bilhões somente se "se comportar". O acordo para acabar com a guerra prevê uma compensação financeira ao país (leia mais baixo).

"São apenas 300 milhões de dólares. E só se eles estiverem fazendo as coisas direito. Lembrem-se disso. Além disso, quando se fala em bilhões de dólares, eles tiveram muito mais de um trilhão de dólares em prejuízos. Serão necessários de 15 a 20 anos para reconstruir o que eles têm agora. Portanto, eles têm que se comportar. Se não estiverem se comportando, serão atingidos novamente."

O presidente americano disse ainda que os Estados Unidos pegaram muito dinheiro do Irã e que, em "algum momento", terão que devolvê-lo, caso contrário correrão o risco de os países deixarem de investir no dólar americano.

O acordo para o fim da guerra no Oriente Médio assinado por Estados Unidos e Irã inclui garantias por parte de Teerã de que nunca terá armas nucleares e uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional, que disse ter tido acesso à íntegra do texto nesta quarta-feira (17).

➡️ O conteúdo do acordo ainda não foi oficialmente divulgado. O texto foi assinado de forma virtual no fim de semana, segundo o governo dos EUA, e será firmado presencialmente em uma cerimônia na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.

A declaração mútua e junto de "seus aliados na guerra", de um fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes;A reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou durante a guerra em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel;Compensação financeira ao Irã, em valor não determinado: o acordo, segundo a CNN, diz que Teerã poderá ter acesso a um fundo de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) caso cumpra a promessa de não desenvolver armas nucleares. Nesta quarta, no entanto, Trump negou que haja esse fundo;A derrubada de todos os tipos de sanções que hoje incidem sobre o Irã em um prazo ainda a ser determinado por ambas as partes;A liberação de ativos e fundos iranianos que estavam congelados ou restringidos pelas sanções;O compromisso, por parte do Irã, de que nunca produzirá armas nucleares;O compromisso, por parte dos EUA e junto de seus "aliados regionais", de criar um plano para a reabilitação e o desenvolvimento econômico do Irã em até 60 dias;A permissão para que o Irã comercialize seu petróleo e produtos petroquímicos;A emissão, pelo Departamento do Tesouro dos EUA, de isenções para exportações de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, e "todos os serviços relacionados, incluindo bancários, de seguros, transporte e similares";Um entendimento para um acordo final em 60 dias, incluindo a questão do programa nuclear iraniano;O compromisso, por parte do Irã, de restabelecer o tráfego de navios entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã (ligados pelo Estreito de Ormuz) aos níveis pré-guerra em até 30 dias;Que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprove o acordo final, após 60 dias.

O acordo não prevê, segundo a rede norte-americana, qual o limite de enriquecimento de urânio que o Irã poderá produzir. E determina que o destino do material nuclear e o urânio enriquecido pelo Irã ainda será definido no acordo final, em até 60 dias.

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Receita paga a partir de 15 de julho lote especial de restituição do IR a 4 milhões de contribuintes com direito a ‘cashback’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Economia Imposto de renda Receita paga a partir de 15 de julho lote especial de restituição do IR a 4 milhões de contribuintes com direito a 'cashback' Lote especial deve liberar aproximadamente R$ 500 milhões em restituições, referentes ao exercício 2025 (ano-calendário 2024). Serão pagos valores de restituição até R$ 1 mil. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Secretaria da Receita Federal informou que pagará, a partir de 15 de julho, um lote "especial" de restituição do Imposto de Renda a cerca de quatro milhões de contribuintes.

São pessoas que não entregaram a declaração de Imposto de Renda em 2025 por não estarem obrigados, mas que tinham direito à restituição por fatos ocorridos em 2024.

Esse lote foi apelidado como sendo um tipo de "cashback" do Imposto de Renda. A partir de 8 de julho de 2026, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado.

O lote especial deve liberar aproximadamente R$ 500 milhões em restituições, referentes ao exercício 2025 (ano-calendário 2024). Serão pagos valores de restituição até R$ 1 mil.

O crédito será realizado exclusivamente em conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte, e a consulta estará disponível a partir de 8 de julho no Meu Imposto de Renda (MIR), informou o Fisco.

"Nesses casos, a própria Receita Federal elabora uma declaração no modelo simplificado, com base nas informações disponíveis em seus sistemas. Essa declaração passa pelas etapas regulares de processamento e fica disponível ao contribuinte no ambiente Meu Imposto de Renda, no aplicativo ou no site da Receita Federal (gov.br/receitafederal)", acrescentou o órgão.

De acordo com a Receita, a declaração gerada automaticamente estará disponível no Meu Imposto de Renda, com as mesmas funcionalidades de uma declaração elaborada pelo próprio contribuinte, garantindo transparência e autonomia para conferência e eventuais ajustes.

destina-se a contribuintes que não entregaram declaração;refere-se ao exercício 2025 (ano-calendário 2024);baseia-se em declaração elaborada pela Receita Federal;utiliza dados já disponíveis nas bases oficiais;será disponibilizado para contribuintes com restituição a receber de até R$ 1.000possui cronograma próprio, no âmbito de um projeto piloto.

A Receita Federal observou que este lote especial não se confunde com os lotes regulares de restituição do IRPF 2026, destinados aos contribuintes que apresentaram declaração.

"Esses lotes são referentes às declarações efetivamente transmitidas pelos contribuintes e processadas segundo as regras usuais do imposto de renda", acrescentou.

1º lote: pago em 29 de maio de 2026;2º lote: pago em 30 de junho de 2026;3º lote: pago em 31 de julho;4º lote: pago em 31 de agosto.

O Fisco informou que a consulta ao próximo lote regular estará disponível em 23 de junho de 2026, uma semana antes do pagamento.

O órgão estimou que 5% das declarações do Imposto de Renda de 2026, ano-base de 2025, caíram na chamada malha fina do Leão. São cerca de 2,2 milhões de documentos com pendências.

O percentual de declarações em malha fina, divulgado pelo supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, se assemelha ao registrado nos últimos anos.

🔎Quando a declaração do IR cai na malha fina, significa que ela está retida pelo Fisco por conta de pendências relativas a discrepância de dados (veja o que fazer mais abaixo nessa reportagem).

De acordo com a Receita Federal, o procedimento, para quem caiu na malha fina, é o mesmo dos últimos anos: o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta "gov.br", nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

➡️Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

Nesse caso, segundo o supervisor do IR, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.Porém, se a empresa não corrigir a informação enviada, o contribuinte não sai da malha e poderá enviar seus comprovantes a partir de janeiro de 2027 por meio do e-CAC.Antes disso, não é possível enviar os documentos pois as empresas ainda estarão corrigindo as informações, caso no qual o trabalhador pode sair da malha.

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Novo Android 17: sistema melhora segurança em celulares e permite abrir aplicativos em ‘bolhas’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Tecnologia Novo Android 17: sistema melhora segurança em celulares e permite abrir aplicativos em 'bolhas' Atualização aposta em multitarefa mais flexível, novos recursos para telas grandes e controles de privacidade específicos. Por Redação g1, g1 — São Paulo

O Google lançou, nesta quinta-feira (17), o Android 17. O novo sistema operacional apresenta uma interface renovada para executar vários aplicativos ao mesmo tempo e aprimora a segurança dos celulares compatíveis.

Visualmente, o Android 17 traz poucas mudanças em relação à versão anterior. O principal destaque é a possibilidade de transformar qualquer aplicativo em uma “bolha” flutuante.

Segundo o Google, basta tocar e segurar o ícone de um aplicativo para que ele seja aberto sobre os demais, sem ocupar toda a tela.

Em aparelhos com telas maiores, como tablets e celulares dobráveis, há uma área dedicada a esses aplicativos em formato de bolha no canto inferior direito — semelhante à barra de tarefas do Windows, onde ficam os programas abertos.

Outro recurso que aproveita as telas maiores é uma interface de jogos, exclusiva para celulares dobráveis. Ao abrir um jogo, o usuário pode mantê-lo em uma das metades da tela enquanto utiliza um controle virtual na outra.

Por fim, um novo recurso permite usar o gravador de tela nativo para reagir a conteúdos exibidos no celular. A ferramenta recorta automaticamente a imagem da pessoa, permitindo que o usuário comente o que aparece ao fundo.

Compartilhamento de localização: agora o usuário pode compartilhar a localização exata do celular ou tablet com aplicativos por tempo limitado;Compartilhamento de contatos: uma nova opção permite que os aplicativos acessem apenas contatos selecionados, em vez de toda a lista do aparelho;Celular roubado ou perdido: o Android 17 melhorou a interface em que o usuário indica que o aparelho foi perdido ou roubado, bloqueando o dispositivo para que ele só possa ser desbloqueado com a impressão digital ou o reconhecimento facial do proprietário;Tentativas de desbloqueio: em celulares roubados, o sistema reduz o número de tentativas de desbloqueio por senha e passa a exibir quantas ainda restam.

Neste momento, apenas os celulares Pixel, vendidos diretamente pelo Google e ainda não lançados oficialmente no Brasil, têm acesso ao sistema. Para aparelhos comercializados no país, o cronograma de atualização varia conforme a fabricante e, em alguns casos, a operadora.

Marcas populares como Samsung, Xiaomi e Motorola costumam liberar pouco tempo depois da disponibilidade global do Google.

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Governo vai encerrar subsídios a combustíveis se petróleo estabilizar perto de US$ 80, diz Ceron

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O Brasil deve encerrar medidas de subsídios aos preços de combustíveis, incluindo diesel e gasolina, caso a cotação do petróleo se estabilize em cerca de US$ 80 o barril, na esteira de um acordo sinalizado pelos Estados Unidos com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, à Reuters.

Em entrevista à agência de notícias, Ceron afirmou que o fim da guerra também tende a melhorar as projeções de inflação e reduzir a pressão sobre os juros futuros — ou seja, diminuir a projeção de alta das taxas à frente.

Esse cenário, disse o secretário-executivo da Fazenda, abriria espaço para o Banco Central cortar ainda mais os juros, além de reduzir os custos da dívida pública.

O secretário disse que os próximos 30 dias serão de observação para avaliar a consolidação desse cenário, destacando a necessidade de cautela diante de uma guerra que provocou oscilações não apenas no preço do petróleo, mas também em indicadores como juros e câmbio.

“Se o preço se estabilizar [em torno de US$ 80 o barril], realmente não há necessidade de continuidade das medidas. A gente vai retirar por prudência, com toda certeza”, ele disse.

Desde o início da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, o governo anunciou uma série de medidas emergenciais para conter os efeitos da alta do petróleo, com reduções de impostos e subsídios sobre diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha.

De modo geral, as medidas foram adotadas com vigência de dois meses, e algumas já foram prorrogadas. A maior parte das iniciativas tem validade até julho, prazo que Ceron considera suficiente para avaliar os efeitos do esperado fim da guerra.

“Tem dois cenários: tentar antecipar o fim das medidas ou deixar elas se extinguirem nos seus prazos de validade”, disse.

O secretário ressaltou que, embora o patamar de US$ 80 o barril represente alta em relação ao preço do petróleo Brent de US$ 70 no início do ano, o real se valorizou no período, com o dólar passando de R$ 5,20 para cerca de R$ 5,00, o que ajuda a compensar parte da pressão sobre a inflação provocada pelo petróleo mais caro.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 5,1% na terça-feira e fecharam a US$ 78,96 o barril, à medida que surgiram detalhes de um acordo provisório para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.

Economistas reduziram de forma significativa suas estimativas para o corte de juros neste ano, em meio ao quadro mais desafiador para a inflação.

Segundo Ceron, as projeções para o IPCA (inflação oficial do país) foram principalmente afetadas pela guerra no Irã, refutando que as medidas de estímulo implementadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenham sido decisivas nesse sentido.

“Se você excluir o impacto da guerra, você não tem um cenário de um estresse inflacionário relevante”, disse.

Com a esperada estabilização do preço do petróleo, a expectativa é de uma rápida reversão das projeções de mercado para a inflação, que haviam se distanciado da meta de 3%, inclusive no longo prazo, o que deve permitir à política monetária ganhar mais espaço para agir, completou Ceron.

Desde o início do mês, bancos têm estimado o impacto conjunto das novas medidas de estímulo anunciadas pelo governo, em meio à estratégia do presidente Lula para a reeleição em outubro.

As projeções apontam para um impulso superior a R$ 200 bilhões neste ano, principalmente por meio de subsídios, garantias e aportes fora do resultado primário, o que pode pressionar a já elevada dívida pública.

“Se fosse verdade que tivesse um estímulo de 2% do PIB… isso colocaria atividade econômica próxima de (uma alta de) 3%”, disse. “Não tem nenhum tipo de estímulo dessa magnitude”, completou, sem precisar um número, mas destacando que indicadores econômicos recentes, como as vendas no varejo, têm mostrado “desaceleração significativa” da atividade.

A Fazenda projeta crescimento do PIB de 2,3% neste ano, dentro de uma faixa de 2,0% a 2,5% que, segundo Ceron, não deve gerar pressão sobre a inflação. O mercado vem há um mês revisando suas estimativas para cima e agora projeta alta de 1,96%, conforme o mais recente boletim Focus do Banco Central.

Segundo Ceron, parte do mercado tem tratado como iguais medidas diferentes, ao misturar ações fiscalmente neutras, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, com outras que estimulam a atividade, ainda que de forma limitada e sem necessariamente pressionar a inflação.

Ele citou como exemplo as linhas de crédito subsidiado para a compra de caminhões e para que motoristas e entregadores de aplicativos adquiram veículos, destacando que, nesses casos, montadoras têm se comprometido a oferecer descontos.

Ceron reconheceu desafios do país na área fiscal e afirmou que é necessário discutir o crescimento das despesas obrigatórias, mas disse que não há margem para propor medidas às vésperas de uma campanha eleitoral.

O secretário afirmou que, na visão do governo, o nível elevado dos juros no Brasil, que pressiona a dívida pública, não pode ser explicado apenas pela situação fiscal, sendo influenciado também por fatores como o baixo nível de poupança no país.

“Não estou negando a importância, tem que avançar no fiscal, mas não é a única pauta”, disse.

Em relação à recente alta nas projeções dos juros futuros no Brasil, Ceron afirmou que o movimento foi impulsionado principalmente por dados que mostraram a força da economia dos Estados Unidos, o que levou a um ajuste nos preços dos ativos em todo o mundo.

Caso o cenário de paz no Oriente Médio se mantenha, a tendência é de queda dos juros nos Estados Unidos, com o Brasil acompanhando esse movimento, afirmou, reiterando que a diferença entre os juros brasileiros e os americanos "não está tão longe do histórico".

O secretário também afirmou ver um maior pessimismo no mercado local em relação ao Brasil, enquanto, no exterior, o país é avaliado de forma mais comparativa com economias semelhantes e com mais cautela.

Ele também afirmou que o país deve realizar uma nova emissão de títulos sustentáveis no segundo semestre e destacou, sem dar detalhes, a possibilidade de novos anúncios durante a visita do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à China neste mês.

Segundo a Reuters, o ministro deve anunciar na viagem que o Brasil pretende emitir seus primeiros títulos da dívida em iuanes, conhecidos como “panda bonds”.

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Pautas-bomba: ministro da Fazenda discute com deputados renegociação de dívida do agronegócio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, no dia 17 de junho de 2026 — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discutiu com deputados da bancada ruralista nesta quarta-feira (17), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a renegociação da dívida do agronegócio.

Questionado pelo deputado Alceu Moreira (MDB/RS), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Durigan afirmou que o governo "vai achar uma solução junto com o congresso pra estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro".

"Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", acrescentou o ministro da Fazenda.

Ele pontuou que mais de 90% do agronegócio brasileiro não tem problema de endividamento, e disse que é importante olhar para inadimplência usando recursos financeiros (linhas de crédito subsidiadas), ou seja, sem implicar em gastos primários dos ministérios.

Já o deputado Afonso Hamm (PP-RS), que foi relator do PL das dívidas rurais na Câmara, rebateu a classificação de "pauta-bomba".

A comunicação do governo e do ministério tem que ser ajustada. Não é pauta-bomba. Nós construímos com responsabilidade e todos aqui são testemunhas porque todos aqui opinaram. Foi para o Senado e ampliou", argumentou.

"Eu coloquei o meu nome para continuar como relator para ampliar esse diálogo e aprofundar a viabilidade para que a gente atenda realmente quem precisa”, prosseguiu.

Em conversas com interlocutores, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que a medida é “impagável”, que as pautas de socorro ao agronegócio “precisam ter um limite” e que não é possível aprovar tudo o que a bancada ruralista deseja.

Em pauta nos últimos meses, o tema tem gerado tensões entre o governo e o Congresso Nacional. Por ter impacto bilionário nas contas públicas, o projeto é tratado como uma "pauta-bomba" pela área econômica.

🔎Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação ou aumentando gastos públicos.

Já aprovado pelo Senado Federal, o projeto cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores. Para ter validade, porém, ainda tem de passar pelo crivo da Câmara dos Deputados e ser sancionado.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais (entenda como vai funcionar).

De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, o projeto que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos.Estimativas da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apontam para um impacto menor, de R$ 65 bilhões em 13 anos; sendo R$ 5 bilhões no primeiro ano e caindo a até R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada é cerca de R$ 100 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já falou em outras oportunidades que o governo vai vetar, e até mesmo acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), em temas relacionados com as chamadas "pautas-bomba".

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Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 10:45

Agro Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis Fenômeno é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses. Por Marcelo Teixeira, May Angel

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo — Foto: Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo

É cada vez mais provável que um super El Niño se desenvolva no segundo semestre do ano, elevando as temperaturas, alterando o regime de chuvas e trazendo riscos para as safras em todo o mundo.

Entenda nesta reportagem o que é o El Niño e por que algumas safras em regiões tropicais estão expostas.

O El Niño é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses.

Esse fenômeno climático geralmente provoca temperaturas mais altas em todo o mundo, secas em regiões como o Sul e o Sudeste da Ásia, a Austrália e a África Austral, e chuvas intensas em outras áreas, incluindo o sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) declarou a chegada do El Niño na semana passada. O órgão também informou que o fenômeno deve se intensificar, com 63% de probabilidade de atingir níveis considerados muito fortes, ou de um “super El Niño”, até 2027.

A seca, o calor e as chuvas excessivas causados pelo El Niño são um duro golpe para os agricultores, que já enfrentam neste ano choques nos preços de fertilizantes e do diesel, provocados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os preços das commodities agrícolas costumam subir de forma consistente durante episódios anteriores de El Niño.

Todos os episódios fortes de El Niño nos últimos 55 anos reduziram a produção de cacau, de acordo com a empresa de investimentos WisdomTree.

Durante o último El Niño, entre meados de 2023 e meados de 2024, considerado de moderado a forte, a África Ocidental — principal produtora — foi inicialmente atingida por chuvas duas vezes maiores do que o normal, o que deixou as árvores de cacau expostas a uma doença fúngica.

Em 2024, o padrão climático se inverteu e a África Ocidental foi atingida por calor intenso e pelos ventos Harmattan, que estavam excepcionalmente secos e fortes para a época, fazendo com que as árvores enfraquecidas pela doença perdessem suas flores.

"Todo mundo acha que o El Niño está associado apenas a secas na África Ocidental. Isso não é necessariamente verdade. Devido às mudanças climáticas… o resultado, às vezes, é chuva inicial em excesso. No momento, essa é minha maior preocupação", disse Jim Roemer, da consultoria Best Weather.

Cerca de metade do cacau mundial é cultivado na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores do mundo. O Equador, o terceiro maior produtor normalmente, enfrenta chuvas excessivas durante os episódios de El Niño.

Os preços do cacau quase triplicaram em 2024 após a quebra da safra na África Ocidental. Eles alcançaram níveis recordes, superando US$ 12.000 por tonelada métrica no fim do ano, tornando o ingrediente do chocolate mais caro do que muitos metais industriais.

O El Niño é especialmente problemático para o café robusta, pois costuma trazer temperaturas mais altas e reduzir as chuvas no Vietnã e na Indonésia — primeiro e terceiro maiores produtores do mundo — a partir de meados do ano.

As condições climáticas adversas afetam os dois países — que, juntos, respondem por cerca de 50% da produção mundial de robusta — durante a fase de desenvolvimento da cultura. Os efeitos são sentidos a partir do quarto trimestre, durante a colheita.

"A seca no Vietnã e na Indonésia pode reduzir significativamente a produtividade do café robusta", afirmaram analistas do Citi.

No caso do café arábica, cuja produção tem quase metade proveniente do Brasil, o impacto do El Niño é mais sutil.

Carlos Santana, diretor comercial da Eisa, subsidiária da trading Ecom, disse que o El Niño pode inicialmente ser positivo para a safra que o Brasil colhe atualmente, já que temperaturas mais altas poderiam impedir geadas no inverno.

A longo prazo, porém, o El Niño costuma trazer seca e calor às regiões cafeeiras do Brasil no quarto trimestre, quando a próxima safra se desenvolve, o que pode prejudicar a produção em 2027.

No caso do açúcar, uma das commodities agrícolas mais negociadas, o El Niño costuma trazer chuvas excessivas no segundo semestre do ano, o que pode atrapalhar a colheita e reduzir a qualidade da safra no Brasil, principal produtor mundial.

Na Índia, segundo maior produtor de açúcar, e na Tailândia, segundo maior exportador, por outro lado, o fenômeno costuma reduzir as chuvas durante a monção de verão.

A Índia espera que a monção de 2026 traga o menor volume de chuvas em 11 anos, com precipitações durante o período de desenvolvimento da safra, de junho a setembro, estimadas em cerca de 90% da média.

Carlos de Mello, diretor de açúcar da corretora Hedgepoint, estima que mesmo um El Niño moderado pode reduzir a produção da Índia em cerca de 1 milhão de toneladas.

A longo prazo, as chuvas acima da média que o El Niño costuma trazer para as regiões açucareiras do Brasil podem ajudar a safra do próximo ano.

Mello, da Hedgepoint, afirmou que, de modo geral, é “difícil imaginar um cenário de alta no mercado com o El Niño”, devido aos potenciais efeitos positivos para a safra brasileira de açúcar de 2027.

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