RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Japão e EUA compram ienes para conter queda da moeda japonesa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 11:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%Oferecido por

O Japão e os Estados Unidos entraram juntos no mercado para comprar ienes e tentar frear a queda da moeda japonesa, que ia rumo ao menor nível em 40 anos. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os dois países não hesitarão em tomar novas medidas.

A medida, considerada incomum, foi feita na última sexta-feira (31), e aconteceu com o objetivo de evitar que a forte queda do iene e dos título públicos japoneses causassem repercussões globais.

Analistas afirmam que uma forte desvalorização do iene pode provocar instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento do governo dos Estados Unidos.

Essa foi a primeira ação coordenada entre Japão e Estados Unidos desde 2011, quando os dois países atuaram juntos após o terremoto e o tsunami que devastaram o leste japonês.

Dados divulgados pelo banco central do Japão indicam que o país pode ter gasto até US$ 36,58 bilhões (R$ 185,7 bilhões) na compra de ienes durante a operação de sexta-feira.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o apoio ao iene é um gesto de amizade ao Japão e uma forma de contribuir para a estabilidade da economia mundial.

Analistas afirmam que a medida beneficia um aliado estratégico dos Estados Unidos na Ásia e também ajuda Washington a lidar com a forte desvalorização do iene. Isso porque uma moeda japonesa mais fraca torna os produtos do país mais competitivos no exterior, reduzindo parte do efeito das tarifas adotadas por Trump.

Em comunicado, o Ministério das Finanças do Japão afirmou que a operação realizada em conjunto com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ajudou a conter as fortes oscilações do iene registradas nos últimos meses.

"Não hesitaremos em realizar novas ações conjuntas, se necessário", afirmou a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, nesta segunda-feira (3).

Após o anúncio, o iene se valorizou mais de 1% e passou a ser negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A moeda se afastou da mínima de cerca de 40 anos registrada no mês passado, quando chegou perto de 164 ienes por dólar. Mesmo assim, investidores continuaram atentos à possibilidade de novas ações das autoridades.

Questionada sobre uma possível nova atuação do governo nesta segunda-feira, Katayama se recusou a comentar.

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Entenda o que são o IBS e a CBS, novas siglas que chegam às notas fiscais a partir desta segunda-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 11:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,19%Dólar TurismoR$ 5,277-0,02%Euro ComercialR$ 5,8470,04%Euro TurismoR$ 6,082-0,28%B3Ibovespa177.514 pts-0,27%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,19%Dólar TurismoR$ 5,277-0,02%Euro ComercialR$ 5,8470,04%Euro TurismoR$ 6,082-0,28%B3Ibovespa177.514 pts-0,27%MoedasDólar ComercialR$ 5,0790,19%Dólar TurismoR$ 5,277-0,02%Euro ComercialR$ 5,8470,04%Euro TurismoR$ 6,082-0,28%B3Ibovespa177.514 pts-0,27%Oferecido por

A partir desta segunda-feira (3), empresas começam a adaptar as notas fiscais eletrônicas para incluir informações sobre dois novos tributos criados pela reforma tributária, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A medida faz parte da transição para o novo sistema de tributação sobre o consumo e tem como objetivo preparar empresas e órgãos públicos para a substituição gradual dos impostos atuais.

Apesar de o cronograma ter começado nesta segunda, a Receita Federal informou que, neste primeiro momento, notas fiscais sem o preenchimento dos novos campos do IBS e da CBS não serão rejeitadas automaticamente, enquanto os sistemas passam por adaptação.

A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) será um tributo federal que substituirá o PIS/Pasep e Cofins.Já o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) será compartilhado entre estados e municípios e substituirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS).

Os dois tributos fazem parte do novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), criado pela reforma tributária para simplificar a cobrança de impostos sobre o consumo.

Em 2026, as empresas que cumprirem as novas exigências da reforma tributária, como informar corretamente os dados nas notas fiscais, não precisarão pagar os novos tributos.

Caso seja necessário recolher os valores de teste — 0,9% de CBS e 0,1% de IBS — a legislação prevê mecanismos de compensação com tributos federais, evitando aumento permanente da carga tributária nessa fase de transição.

A primeira etapa da implementação atinge empresas que não fazem parte do Simples Nacional e que emitem determinados documentos fiscais eletrônicos, como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e).

Esses documentos passam a ter campos específicos para informar dados relacionados ao IBS e à CBS. A mudança envolve diferentes tipos de documentos fiscais usados pelas empresas para registrar vendas de produtos, prestação de serviços e operações de transporte.

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é utilizada principalmente nas vendas de produtos entre empresas. É o documento emitido, por exemplo, quando uma indústria vende mercadorias para um supermercado ou quando uma empresa fornece produtos para outra empresa;Já a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) é a nota mais comum nas compras do dia a dia. Ela registra vendas feitas diretamente ao consumidor final, como a compra de alimentos em um supermercado, roupas em uma loja ou medicamentos em uma farmácia;O Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) não registra a venda de um produto, mas sim a prestação de um serviço de transporte de cargas. É o documento emitido por uma transportadora contratada para levar mercadorias de uma fábrica até uma loja ou outro estabelecimento.

O cronograma também contempla documentos utilizados em outras atividades, como transporte de passageiros, fornecimento de energia elétrica e cobrança de pedágios.

Segundo o advogado tributarista Mateus Pontalti, sócio do escritório Feitosa, Rodrigues e Pontalti, a principal mudança para as empresas é tecnológica.

"Os sistemas das empresas devem estar preparados para gerar os novos leiautes e informar corretamente os dados relativos ao IBS e à CBS."

A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e), usada por empresas e profissionais que prestam serviços, como escritórios de advocacia, consultorias, clínicas médicas e empresas de arquitetura, segue um calendário diferente. Para a maior parte dos serviços atualmente tributados pelo ISS, a inclusão dos novos campos começa em 1º de outubro de 2026.

Embora o cronograma tenha entrado em vigor, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram que a ausência ou inconsistência das informações sobre IBS e CBS não provocará, neste primeiro momento, a rejeição automática das notas fiscais.

Segundo os órgãos, um Ato Técnico Conjunto formalizará a suspensão temporária da obrigatoriedade do preenchimento dessas informações em documentos como NF-e, NFC-e, CT-e, BP-e, NF3-e e NFCom, além de atualizar as regras técnicas para a implementação da reforma.

"Embora já exista a obrigação de adaptação da Nota Fiscal Eletrônica, da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica, do Conhecimento de Transporte Eletrônico e dos demais documentos abrangidos por essa etapa, o contribuinte poderá, neste primeiro momento, continuar emitindo os documentos sem o preenchimento dos novos campos do IBS e da CBS, sem que o sistema os rejeite automaticamente."

🔎 Para o consumidor, neste primeiro momento, a principal mudança será na forma como os impostos aparecem na nota fiscal. Os documentos passarão a trazer informações sobre o IBS e a CBS, novos tributos criados pela reforma tributária. Isso não significa que o consumidor começará a pagar esses impostos imediatamente, já que a substituição dos tributos atuais ocorrerá de forma gradual até 2033. (veja mais abaixo o cronograma da reforma tributária)

Antes da flexibilização anunciada pela Receita, o principal risco era ter notas fiscais rejeitadas, o que poderia impedir vendas e outras operações. Agora, esse risco foi adiado. Segundo Pontalti, também não haverá aplicação imediata de multas.

Durante o período de adaptação, em 2026, empresas que deixarem de cumprir as novas exigências relacionadas ao IBS e à CBS não serão multadas imediatamente.

Primeiro, serão notificadas pela Receita para corrigir o problema em até 60 dias. Se fizerem a regularização dentro desse prazo, a multa será cancelada.

"A flexibilização atual é apenas transitória. Em algum momento, o preenchimento correto dos campos do IBS e da CBS e a utilização dos novos leiautes serão exigidos de forma definitiva", afirma.

"A empresa que adiar a adaptação poderá ter de corrigir, em pouco tempo, sistemas, cadastros e processos internos, o que tende a gerar mais trabalho, custos adicionais e maior risco de erros no futuro."

3 de agosto de 2026: começam as novas regras para a maior parte dos documentos fiscais eletrônicos.1º de outubro de 2026: entram as Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e).1º de dezembro de 2026: começam as mudanças para operações de locação de bens e administração de condomínios.1º de janeiro de 2027: empresas do Simples Nacional passam a informar IBS e CBS nas notas fiscais. Também entram em vigor a CBS em substituição ao PIS e à Cofins e o Imposto Seletivo.Entre 2029 e 2032: ocorre a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS.2033: o novo modelo da reforma tributária passa a funcionar integralmente, com a extinção do ICMS e do ISS.

Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Plano de saúde dos Correios tem prejuízo de R$ 844 milhões em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 11:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,0810,22%Dólar TurismoR$ 5,277-0,01%Euro ComercialR$ 5,8490,07%Euro TurismoR$ 6,083-0,26%B3Ibovespa177.480 pts-0,29%Oferecido por

O plano de saúde dos funcionários dos Correios, a Postal Saúde, registrou prejuízo de R$ 844 milhões em 2025. Segundo a operadora, o resultado foi impactado principalmente pela falta de repasses financeiros da estatal, que enfrenta sucessivos resultados negativos.

Criada em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a Postal Saúde é responsável pela assistência médica, hospitalar e odontológica dos empregados dos Correios e de seus dependentes.

De acordo com as demonstrações financeiras de 2025, a maior parte do prejuízo decorre da decisão de reconhecer como perda valores que a operadora não espera mais receber dos Correios.

A medida foi adotada diante da crise financeira enfrentada pela estatal, que acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo.

Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Ao todo, a Postal Saúde deixou de contabilizar R$ 865 milhões em receitas após concluir que não há expectativa de receber esses valores dos Correios.

Nas demonstrações financeiras, a administração da operadora afirma que a despesa com provisão para perdas saltou de R$ 350,3 milhões em 2024 para R$ 857,5 milhões em 2025, principalmente em razão da ausência de repasses por parte dos Correios.

"No exercício de 2025, a despesa com provisão de perda alcançou R$ 857.466.468 milhões contra R$ 350.341 mil de 2024. A variação no grupo deve-se, sobretudo, à ausência de repasses financeiro por parte do Mantenedor, obrigando a Operadora reconhecer a possível perda", disse a administração da Postal Saúde.

Apesar do resultado, a Postal Saúde informou que, em 13 de janeiro deste ano, recebeu dos Correios um aporte correspondente a cerca de 50% dos passivos em aberto. A operadora, no entanto, não informou o valor transferido.

Segundo a administração, o repasse representa "uma sinalização de regularidade nos repasses" e permitiu o início das negociações para pagamento de débitos junto à rede credenciada.

A Postal Saúde é financiada por repasses mensais dos Correios e pelas contribuições dos cerca de 189 mil beneficiários, entre empregados da estatal e seus dependentes.

Nos últimos meses, usuários relataram dificuldades para utilizar o plano em parte da rede credenciada, e as reclamações registradas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aumentaram 44% na comparação com o primeiro semestre de 2024.

As demonstrações financeiras mostram uma redução dos ativos da operadora — que incluem bens e direitos, como dinheiro em caixa e valores a receber — e um aumento das dívidas.

O total de ativos caiu de R$ 557 milhões, em 2024, para R$ 193 milhões, em 2025, uma redução de 65%, equivalente a R$ 364 milhões. Segundo a operadora, os recursos disponíveis foram utilizados para manter pagamentos e garantir o funcionamento dos serviços diante da ausência dos repasses.

Ao mesmo tempo, o passivo, que reúne as obrigações financeiras da empresa, passou de R$ 568 milhões para R$ 1,1 bilhão no período, um aumento de cerca de 85%.

Nas notas explicativas das demonstrações financeiras, a administração da Postal Saúde afirma que há risco para a continuidade das operações em razão da dependência financeira da operadora em relação aos Correios.

Segundo o documento, a interrupção ou atraso nos repasses pode provocar aumento das despesas assistenciais, ações judiciais, reclamações de beneficiários e maior fiscalização por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), comprometendo a estrutura operacional da empresa.

A operadora também afirma que a sustentabilidade do plano depende da capacidade financeira dos Correios de manter os aportes necessários.

De acordo com a Postal Saúde, o crescimento ocorreu porque nem todos os compromissos financeiros puderam ser quitados sem os recursos dos Correios.

"Observando o atual cenário econômico do Mantenedor [Correios], é imprescindível manter a análise em contextos gerais, sobre a possibilidade de os riscos não serem integralmente garantidos. Deste modo, entende-se que a Empresa Pública deve garantir legalmente e financeiramente os riscos da Postal Saúde perante a Autarquia reguladora", justificou a operadora.

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Brasil bate recorde na produção de petróleo em junho, diz ANP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 10:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,06%Dólar TurismoR$ 5,270-0,15%Euro ComercialR$ 5,842-0,07%Euro TurismoR$ 6,091-0,13%B3Ibovespa177.705 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,06%Dólar TurismoR$ 5,270-0,15%Euro ComercialR$ 5,842-0,07%Euro TurismoR$ 6,091-0,13%B3Ibovespa177.705 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,06%Dólar TurismoR$ 5,270-0,15%Euro ComercialR$ 5,842-0,07%Euro TurismoR$ 6,091-0,13%B3Ibovespa177.705 pts-0,17%Oferecido por

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. — Foto: Pilar Olivares / Reuters

A produção de petróleo do Brasil em junho somou um recorde de 4,475 milhões de barris ao dia (bpd), alta de 4,0% ante o mês anterior e de 19,1% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados publicados pela agência reguladora ANP nesta segunda-feira.

A nova melhor marca da produção de petróleo supera a registrada em abril, quando o país produziu 4,340 milhões de bpd.

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Truth Social, de Trump, começa a vender acesso antecipado a publicações da plataforma

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 10:52

Tecnologia Truth Social, de Trump, começa a vender acesso antecipado a publicações da plataforma Ferramenta oferece acesso acelerado às publicações mais influentes da plataforma. Por Redação g1 — São Paulo

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O Truth Social, rede social criada pelo presidente americano, Donald Trump, lançou o Truth API, um serviço pago que oferece acesso mais rápido às publicações das contas mais influentes da plataforma. A ferramenta passou a ser disponibilizada para clientes institucionais no último sábado (1º).

Segundo a Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora do Truth Social, a empresa já havia fechado contratos com clientes antes do lançamento do produto.

"O Truth API oferece um feed direto, licenciado e em tempo real das publicações com maior potencial de movimentar os mercados na plataforma, ao mesmo tempo em que avança nossa estratégia de monetizar ativos proprietários por meio de uma fonte de receita recorrente e com alta margem", afirmou o CEO interino da TMTG, Kevin McGurn, em comunicado divulgado no anúncio do serviço.

"À medida que a adoção cresce, esperamos que o Truth API se torne uma fonte relevante e contínua de receita para a empresa, gerando valor duradouro para os acionistas", acrescentou.

Segundo a empresa, o Truth API foi desenvolvido para "organizações mais impactadas pelo custo de atrasos no acesso à informação" e utiliza métodos de distribuição capazes de entregar as publicações da Truth Social em "milissegundos".

A expectativa é que o serviço ofereça cobertura contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, além de incluir um arquivo histórico de publicações que remonta a 2022. Segundo a Reuters, a Trump Media chegou a discutir a cobrança de até US$ 100 mil por mês pelo acesso ao Truth API.

Após o anúncio do serviço, em julho, senadores democratas solicitaram à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que investigasse o Truth API. Segundo os parlamentares, a ferramenta ampliaria riscos legais, políticos e regulatórios.

"Isso parece ser um abuso escandaloso do cargo de presidente para benefício pessoal, que prejudica os investidores comuns e a integridade dos mercados, ao mesmo tempo em que enriquece Wall Street e outros participantes privilegiados e abastados", escreveram os senadores Elizabeth Warren e Adam Schiff em carta dirigida ao presidente da SEC, Paul Atkins.

O lançamento chamou a atenção de analistas porque publicações de Trump nas redes sociais frequentemente provocam oscilações em ações, moedas e títulos públicos, especialmente quando tratam de tarifas comerciais, política econômica ou relações internacionais.

Um porta-voz da SEC e o próprio Atkins confirmaram o recebimento da carta, mas se recusaram a comentar o assunto. Indicado por Trump, o republicano é defensor do livre mercado e tem adotado uma postura considerada mais branda em relação à regulação do setor financeiro.

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Petrobras anuncia descoberta de gás na Colômbia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 10:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,03%Dólar TurismoR$ 5,271-0,13%Euro ComercialR$ 5,842-0,07%Euro TurismoR$ 6,089-0,16%B3Ibovespa177.306 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,03%Dólar TurismoR$ 5,271-0,13%Euro ComercialR$ 5,842-0,07%Euro TurismoR$ 6,089-0,16%B3Ibovespa177.306 pts-0,39%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,03%Dólar TurismoR$ 5,271-0,13%Euro ComercialR$ 5,842-0,07%Euro TurismoR$ 6,089-0,16%B3Ibovespa177.306 pts-0,39%Oferecido por

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) uma nova descoberta de acumulação de gás natural no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas da Colômbia.

Segundo a companhia, a descoberta reforça os indícios de que a região tem potencial para produzir grandes volumes de gás natural. Se os estudos confirmarem esse potencial, o combustível poderá ajudar a aumentar a oferta de gás e fortalecer a segurança energética da Colômbia.

🛢️ A Petrobras atua na Colômbia na exploração de petróleo e gás natural. No bloco onde foi feita a nova descoberta, a estatal brasileira opera um consórcio com a Ecopetrol, do qual detém 44,44% de participação.

O poço Sandia-1 está localizado a cerca de 42 quilômetros da costa colombiana, em uma lâmina d'água de 1.251 metros.

A área fica próxima de outras descobertas feitas anteriormente pela Petrobras: está a 18 quilômetros dos poços Sirius-1 e Sirius-2 e a 9 quilômetros do poço Copoazu-1, o que, segundo a empresa, reforça o potencial exploratório da região.

De acordo com a Petrobras, os intervalos onde foi identificada a presença de gás passam por análises com perfis de poço e ainda serão submetidos a estudos laboratoriais para caracterizar o volume e as propriedades da descoberta.

No comunicado, a Petrobras afirma que a atuação no bloco GUA-OFF-0 faz parte da estratégia de recompor as reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, em parceria com outras empresas.

A companhia ressalta ainda que a iniciativa busca atender à demanda global por energia durante o processo de transição energética.

No bloco, a Petrobras atua por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V. – Sucursal Colômbia (PIB-COL), como operadora do consórcio, com participação de 44,44%. A parceira é a Ecopetrol, que detém os 55,56% restantes.

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‘União Europeia não volta a comprar carne do Brasil antes de 2 anos’: bloqueio entra em vigor em um mês e segue sem acordo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 10:52

Agro 'União Europeia não volta a comprar carne do Brasil antes de 2 anos': bloqueio entra em vigor em um mês e segue sem acordo UE excluiu o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Medida começa a valer dia 3 de setembro. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Falta um mês para a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil, e o impasse parece estar longe de ser resolvido.

A medida, que começa a valer em 3 de setembro, atinge principalmente carne bovina, frango e mel, os três principais produtos de origem animal vendidos ao bloco.

André Bartocci, presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo do Ministério da Agricultura, diz que a Europa não volta a comprar carne bovina antes de 2 anos.

Segundo ele, o entendimento é de que, se um animal começar a seguir, hoje, novos protocolos sobre antimicrobianos, ele vai levar cerca de 24 meses para ficar pronto dentro dos novos padrões.

UE excluiu o Brasil da lista de países que seguem as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. — Foto: Reprodução

Falta um mês para a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil. A medida, que começa a valer em 3 de setembro, atinge principalmente carne bovina, frango e mel, os três principais produtos de origem animal vendidos ao bloco.

A decisão foi anunciada em maio, após a UE excluir o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Nenhuma irregularidade foi encontrada na carne brasileira, mas a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias.

🔎Antimicrobianos utilizados para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia (entenda aqui).

"A Europa diz que não volta a comprar carne [bovina] do Brasil antes de 2 anos", diz o pecuarista André Bartocci, que preside a Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo do Ministério da Agricultura.

Ele conta que recebeu essa informação em uma reunião com integrantes do Ministério, há duas semanas, e explica que o período de 2 anos está ligado ao ciclo de vida do boi. O entendimento é de que, se um animal começar a seguir, hoje, novos protocolos sobre antimicrobianos, ele vai levar cerca de 24 meses para ficar pronto dentro dos novos padrões.

Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia não citou o prazo de dois anos, mas confirmou que a retomada das exportações "dependerá dos ciclos de produção dos animais". O Ministério da Agricultura não respondeu a pedidos de entrevista da reportagem.

No caso do frango, o ciclo de vida é mais curto, já que ele leva cerca de 45 dias do nascimento ao abate.

Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (28), o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que uma missão da União Europeia virá ao Brasil no final de agosto verificar novos protocolos criados pelo governo brasileiro para atender às novas exigências.

Segundo ele, a diferença é que, a partir de agora, o governo vai aumentar o número de fiscalizações em fábricas de ração, granjas e frigoríficos, que já estão previstas pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC).

“Vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, não usamos promotores de crescimento para a União Europeia nem antibióticos de uso humano. Empresas do Brasil não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram. Sempre segregamos", destacou Santin.

O pecuarista André Bartocci, que tem fazenda em Mato Grosso do Sul, disse que não usa antimicrobianos em seu rebanho há muitos anos porque exporta pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal.

"Quem faz cota Hilton não usa antimicrobiano há muito tempo. Mas a maioria da carne que vai para a Europa não é Hilton, é lista Trace, uma categoria [de exportação] onde o produtor só precisa comprovar que não usou antimicrobiano nos últimos 100 dias [de vida do animal]. Agora vai mudar, todo o ciclo vai precisar de comprovação", diz Bartocci.

Santin, da ABPA, disse que tem esperança de retomar as exportações de carne de frango ainda em setembro, após a visita da UE, no final de agosto.

No entanto, os relatórios produzidos nessa missão vão precisar ser analisados por um órgão da Comissão Europeia, conhecido como SCoPAFF (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), que só tem reunião marcada para novembro.

Caso o bloqueio não seja revertido ou se prolongue, Santin disse que tem como redistribuir a produção de frango destinada para a Europa para o consumo interno e para os cerca de 150 países para os quais o Brasil exporta.

"Já ficamos sem vender para a União Europeia quatro meses no ano passado [por causa da gripe aviária]. […] O difícil seria se a gente ficasse sem o Oriente Médio", destacou.

Antes de a UE anunciar o bloqueio ao Brasil, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como a avoparcina, virginiamicina e bacitracina. Em maio, o governo brasileiro chegou a propor para a UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta.

Em junho, o Ministério da Agricultura também criou um novo protocolo de controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Contudo, até o momento, a União Europeia, não reverteu a sua decisão.

Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.

O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.

Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.

Apesar de o mel não ser um grande produto de exportação para a União Europeia, as vendas para o bloco vinham crescendo por causa do tarifaço imposto por Donald Trump, diz o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo.

Como as exportações para os EUA ficaram mais caras por causa da sobretaxa, os produtores redirecionaram parte do mel para os europeus e, com isso, as exportações para o bloco dobraram no primeiro semestre deste ano, a US$ 6,3 milhões, diz Azevedo.

"O veto da UE acabou sendo um 'balde de água fria' nos esforços dos exportadores, que já estavam colhendo frutos de um trabalho de ampliação de mercado", afirma Azevedo.

"No caso específico do mel, não enxergamos risco desse controle encontrar problemas de contaminação. O mel brasileiro exportado é, em grande maioria, orgânico, que já conta com uma cadeia de certificação que tem por objetivo garantir um produto livre de resíduos e antibióticos", explica.

Segundo ele, o principal risco para o setor é a chamada "contaminação cruzada". "Se houver uma colmeia próxima a uma área de criação de gado, por exemplo, existe a possibilidade de resíduos chegarem ao mel. Por isso, o controle é importante para evitar esse tipo de contaminação", afirma.

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Gigantes da indústria farmacêutica, AstraZeneca e BMS avaliam fusão de R$ 2 trilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

Servidora da Saúde do DF prepara dose de vacina AstraZeneca para aplicar no posto da Rodoviária do Plano Piloto — Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde

O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca e seu rival americano Bristol Myers Squibb (BMS) iniciaram discussões sobre uma possível fusão que resultaria em uma das maiores empresas do setor, com um valor de quase 400 bilhões de dólares (2 trilhões de reais), segundo o Financial Times.

A notícia provocou uma queda de quase 7% nas ações da AstraZeneca pouco depois da abertura da Bolsa de Londres nesta segunda-feira (3).

Os dois grupos "mantiveram discussões sobre uma fusão nos últimos meses, segundo pessoas familiarizadas com o assunto", informou o jornal econômico.

Segundo as fontes, "as negociações poderiam resultar em um acordo em um futuro próximo, mas também poderiam ser adiadas ou fracassar", acrescentou o FT.

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A AstraZeneca está avaliada em aproximadamente 196 bilhões de libras na Bolsa de Londres, segundo valores anteriores à abertura da sessão de segunda-feira, o que equivale a 264 bilhões de dólares (1,34 trilhão de reais).

A AstraZeneca divulgou na semana passada um lucro líquido com alta de mais de 2% no segundo trimestre, a 2,5 bilhões de dólares (12,6 bilhões de reais), com boas vendas de seus tratamentos contra o câncer.

A empresa britânica, que espera que os Estados Unidos representem metade de suas receitas até 2030, anunciou no ano passado um plano de investimento de 50 bilhões de dólares (253 bilhões de reais) no país para cumprir este objetivo.

Como outro sinal de sua aproximação dos Estados Unidos, o laboratório tem cotação na Bolsa de Nova York desde 2 de fevereiro, embora a de Londres continue sendo seu mercado principal.

Por sua vez, a BMS divulgou na semana passada um lucro líquido que dobrou no segundo trimestre, a 3,3 bilhões de dólares (16,7 bilhões de reais), impulsionado especialmente por seus medicamentos contra o câncer (Opdivo Qvantig), a anemia (Reblozyl) e as doenças cardiovasculares (Camzyos).

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Como provar que o trabalho causou um transtorno mental? Entenda o que a Justiça analisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 04:51

Trabalho e Carreira Como provar que o trabalho causou um transtorno mental? Entenda o que a Justiça analisa Com a nova NR-1, empresas passam a ter obrigação de prevenir riscos psicossociais. Especialistas explicam como se avalia se o ambiente de trabalho contribuiu para o adoecimento de um funcionário. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Uma indenização de R$ 5 milhões. Por trás dela está uma ação coletiva movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Atacadão, empresa do Grupo Carrefour Brasil, e uma série de relatos de assédio moral, sexual e materno, além de evidências de adoecimento mental entre funcionários.

A condenação foi imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), em agosto do ano passado, após os desembargadores concluírem que as provas reunidas indicavam a existência de um ambiente de trabalho hostil e prejudicial à saúde dos empregados, especialmente das mulheres.

Entre os elementos analisados estavam afastamentos por transtornos mentais e denúncias de assédio. Um dos casos citados no processo envolveu uma funcionária que teve a roupa manchada por sangue menstrual após não conseguir autorização para deixar o caixa a tempo de ir ao banheiro.

Em nota, o Atacadão afirmou que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa e declarou manter canais de denúncia, treinamentos preventivos e medidas disciplinares. A companhia também informou que já recorreu da condenação. (veja a nota abaixo.)

A decisão se tornou um dos casos mais emblemáticos de responsabilização de empresas por questões relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho. Mas também expõe um dos principais desafios desse tipo de ação: demonstrar que o contexto profissional contribuiu para o adoecimento de um funcionário.

O debate ganha novos contornos com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar fatores de risco psicossociais capazes de afetar a saúde dos trabalhadores.

Na prática, a mudança amplia a atenção sobre situações como assédio, pressão excessiva, metas abusivas e outras condições que podem contribuir para o adoecimento. Mas, entre a identificação desses fatores e a responsabilização da empresa em um caso concreto, ainda há um caminho complexo, que envolve laudos médicos, perícias, histórico profissional e decisões da Justiça.

Afinal, quando um transtorno mental pode ser considerado consequência do trabalho? E o que é necessário para comprovar essa relação?

Diferentemente de um acidente físico, em que geralmente há uma relação mais direta entre causa e consequência, os transtornos mentais costumam surgir de forma gradual, silenciosa e por uma combinação de fatores, explica Leandro Savoy, psiquiatra especialista em alta performance para executivos.

💵 Ansiedade, burnout, depressão e reações graves ao estresse raramente têm uma única causa. Questões financeiras, problemas familiares, histórico emocional, insegurança econômica, relações pessoais e experiências anteriores também podem contribuir para o adoecimento.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a Justiça não busca identificar se o trabalho foi a única causa da doença, mas se ele teve participação relevante no agravamento, no desencadeamento ou na manutenção do quadro.

Sílvia Lira, advogada e sócia da área trabalhista do B/luz, afirma que o maior desafio, tanto para o trabalhador quanto para o empregador, é demonstrar que existe uma relação entre o trabalho e o adoecimento mental.

⚠️ ATENÇÃO: Mesmo quando existem fatores pessoais envolvidos, a empresa ainda pode ser responsabilizada se ficar comprovado que o ambiente de trabalho contribuiu de forma relevante para o adoecimento.

Mensagens fora do expediente, metas abusivas, assédio e afastamentos frequentes estão entre os fatores analisados em casos de adoecimento psicológico ligado ao trabalho. — Foto: Pexels

Por isso, médicos, empresas e a própria Justiça analisam a dinâmica de trabalho: metas, jornadas, cobranças, clima organizacional, relação com lideranças, mensagens fora do expediente e práticas de gestão muitas vezes naturalizadas.

Um episódio do tipo ganhou repercussão em outubro de 2024. O banco Santander foi condenado por dano moral após funcionários relatarem uma rotina marcada por pressão, cobranças abusivas e humilhações impostas por gestores.

Ao g1, o Santander afirmou que o caso segue em discussão e que mantém políticas de prevenção, governança e canais internos para apuração de denúncias. (veja a nota abaixo)

Para chegar a uma condenação assim, a Justiça costuma cruzar diferentes tipos de provas para entender como funcionava aquele ambiente de trabalho na prática.

Segundo Lira, advogada do b/luz, entram nessa análise mensagens enviadas fora do expediente, registros de jornada, histórico de afastamentos, depoimentos de colegas, denúncias internas, conversas em aplicativos corporativos, entre outros.

📎 Quando diferentes trabalhadores apresentam sintomas semelhantes sob a mesma liderança ou dinâmica de trabalho, isso pode reforçar os indícios de risco psicossocial.A postura da empresa diante dos sinais de sofrimento psicológico, como ignorar denúncias, afastamentos frequentes e alta rotatividade também são avaliados.

É nesse contexto que entram as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passaram a valer oficialmente em maio e ampliaram a obrigação das empresas de identificar e monitorar riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Metas inalcançáveis, jornadas exaustivas, pressão constante, assédio moral, falta de autonomia, sobrecarga, cobranças fora do expediente e relações interpessoais tóxicas passaram a fazer parte do radar da fiscalização trabalhista.

Até pouco tempo, muitas empresas tratavam a saúde mental como uma questão estritamente individual, ligada à "resiliência" do trabalhador. Com a atualização da NR-1, o risco psicossocial passa a ser entendido também como resultado da forma como o trabalho é organizado.

Isso significa que as empresas passam a ter a obrigação de identificar situações potencialmente adoecedoras e registrá-las no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

A fiscalização também muda de foco. Segundo auditores-fiscais do trabalho, a atenção passa a ser menos voltada para máquinas e equipamentos e mais para o chamado "trabalho real": a rotina concreta dos trabalhadores.

metas abusivas;jornadas excessivas;pressão psicológica;assédio moral e sexual;sobrecarga;falhas de gestão;conflitos interpessoais;falta de autonomia;ambientes organizacionais tóxicos.

As empresas poderão, inclusive, ser fiscalizadas sem denúncia formal. Para isso, a auditoria poderá cruzar dados da Previdência Social, identificar setores com grande volume de afastamentos por transtornos mentais e iniciar inspeções preventivas.

Segundo Savoy e Lira, essa mudança também deve influenciar futuras decisões judiciais. Além de avaliar se houve adoecimento, a Justiça tende a observar o comportamento preventivo das empresas.

Em outras palavras: o que a empresa fez — ou deixou de fazer — para evitar que o ambiente de trabalho se tornasse prejudicial à saúde?

Treinamentos, canais de denúncia, políticas de combate ao assédio, monitoramento de indicadores, acolhimento interno e revisão contínua de processos também passaram a funcionar como elementos relevantes de defesa.

“Ignorar sinais de adoecimento, afastamentos frequentes ou denúncias internas pode aumentar significativamente a responsabilidade da empresa”, alerta Leandro.

Apesar disso, especialistas avaliam que ainda há o risco de parte das empresas transformar a nova NR-1 em mera burocracia documental. A própria lógica da norma, porém, dificulta uma atuação apenas formal.

"O Atacadão informa que a decisão de primeira instância foi favorável à empresa, com base em provas documentais e testemunhais que demonstraram a efetividade dos canais internos de denúncia, dos treinamentos preventivos aplicados regularmente e das medidas disciplinares adotadas sempre que condutas inadequadas são identificadas.

O Atacadão reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho seguro, inclusivo e respeitoso para seus mais de 70 mil colaboradores em todo o Brasil. A empresa já apresentou recurso e aguarda decisão do Poder Judiciário."

"O Santander esclarece que o caso ainda se encontra em discussão e que, por isso, aguarda a decisão final.

O Banco repudia qualquer forma de assédio, discriminação ou conduta incompatível com seu Código de Conduta e reforça que esse tipo de prática não reflete seus valores e padrões de atuação.

A Instituição mantém uma estrutura permanente de governança corporativa voltada para a promoção de um ambiente de trabalho seguro, saudável, respeitoso e inclusivo, além de desenvolver ações e práticas voltadas ao bem-estar e ao cuidado com a saúde mental dos colaboradores.

Em 2025, foram registradas mais de 18 mil participações de colaboradores em ações voltadas à saúde mental. Além disso, a Instituição possui canais oficiais internos para o recebimento e a apuração de relatos, com tratamento sigiloso, possibilidade de anonimato e adoção das providências cabíveis."

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Ministro vai à Índia em busca de ampliar comércio em defesa, tecnologia e indústria; Brasil quer diminuir efeito do tarifaço dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/08/2026 00:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,0700,17%Dólar TurismoR$ 5,2780,14%Euro ComercialR$ 5,8450,17%Euro TurismoR$ 6,0990,13%B3Ibovespa177.999 pts0,47%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, cumpre agenda na Índia nesta semana numa tentativa de ampliar o comércio do Brasil com o país nas áreas de defesa, tecnologia e indústria. As informações foram divulgadas pelo ministério.

O ministro embarcou nesta madrugada e a viagem acontece em meio à implementação de dois tarifaços impostos pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros vendidos no mercado americano: um de 25% (por práticas desleais na economia) e outro de 12,5% (por falha no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado).

De acordo com representantes do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham), essas medidas “agravam” as condições de mercado e podem afetar diretamente mais de 4 mil produtos.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Diante das tarifas impostas pela Casa Branca, autoridades do MDIC, do Ministério das Relações Exteriores e do Palácio do Planalto defenderam que o país passe a buscar novos parceiros comerciais e ampliar os acordos já existentes.

Nesse contexto, integrantes do governo têm defendido que o Brasil e o Mercosul (bloco do qual o país faz parte) busquem novos acordos comerciais, por exemplo, com a China, com o Canadá e com o Japão.

"Em um momento em que o mundo passa por uma onda de medidas restritivas ao comércio global, o Brasil segue fiel na defesa do multilateralismo e na busca de novos mercados para empresas e produtos brasileiros”, afirmou Marcio Elias Rosa, em nota.

“A Índia é o segundo maior mercado consumidor do mundo e um grande parceiro comercial do Brasil, com quem mantivemos, em 2025, uma corrente de comércio de mais de US$ 15 bilhões”, acrescentou o ministro.

Conforme o MDIC, durante a viagem, o ministro terá agendas em Mumbai e Nova Delhi. Nessas cidades, se encontrará com empresários de setores como energia, infraestrutura, bens de consumo e fertilizantes.

No caso dos fertilizantes, o governo federal estima que o Brasil importe mais de 90% do volume consumido no mercado interno. Desse total, metade vem de dois países: Rússia e China.

Nesse cenário, autoridades brasileiras têm buscado novos parceiros comerciais na área de fertilizantes para tentar reduzir a dependência do Brasil da Rússia e da China, que em momentos de guerra podem reduzir a produção para o Brasil, o que pode prejudicar o agronegócio brasileiro.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve no Uzbequistão e no Cazaquistão, em busca de novos fornecedores de fertilizantes.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

Ainda durante a viagem à Índia, Márcio Elias Rosa também irá a Jaipur, onde acompanhará o encontro de ministros do Brics, grupo de países emergentes que reúne, além do Brasil, países como China, Rússia e a própria Índia.

Os países do Brics têm feito movimentos nos últimos para ampliar o grupo, numa tentativa de aumentar parcerias comerciais e reduzir a dependência econômica de alguns países em relação aos Estados Unidos.

“Nessas reuniões, buscaremos fortalecer o diálogo econômico e comercial, identificar oportunidades de ampliação do comércio bilateral e promover maior integração entre empresas brasileiras e mercados considerados estratégicos”, afirmou Márcio Elias Rosa.

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