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Irã diz estar próximo de concluir acordo com Omã sobre nova rota de trânsito de navios em Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 15:52

Mundo Irã diz estar próximo de concluir acordo com Omã sobre nova rota de trânsito de navios em Ormuz Donald Trump cancelou ataques contra o Irã neste final de semana após citar avanços nas negociações de paz. Teerã afirmou negociar apenas com os omanis. Por Redação g1

O governo do Irã afirmou neste domingo (2) que está próximo de concluir um acordo com o Omã sobre uma nova rota de trânsito de navios comerciais no Estreito de Ormuz, um ponto crucial na guerra no Oriente Médio.

“Estamos prestes a chegar a um acordo sobre uma rota aceitável para ambas as partes — nem a rota norte, nem a rota sul —, respeitando os direitos soberanos de cada país e garantindo nossos interesses nacionais e nossa segurança”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaïl Baghaei, em entrevista à televisão estatal.

Baghaei não deu muitos detalhes sobre os termos do acordo com o Omã, disse apenas que se o tratado for firmado, "isso não significará que Ormuz esteja sendo fechado ou reaberto".

O anúncio do regime iraniano ocorreu horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que cancelou ataques em larga escala que faria contra o Irã neste final de semana após "os termos do acordo terem sido definidos", em referência a um possível avanço nas negociações para um novo acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio —que já dura cinco meses.

Teerã, no entanto, negou que tenha pedido a Trump para cancelar ataques contra seu território e afirmou que as negociações em que o regime está envolvido atualmente são apenas as com o Omã sobre Ormuz.

Ainda não estava claro, até a última atualização desta reportagem, se há alguma relação —e qual seria ela— entre as negociações que Trump afirma estar tendo com o Irã e as que o regime iraniano realiza com Omã..

O Irã reivindica soberania sobre Ormuz —rota do Oriente Médio que é vital para o comércio mundial de petróleo— e manteve a via marítima fechada para navios comerciais desde o final de fevereiro por conta da guerra contra os EUA.

Desde a assinatura do acordo de paz preliminar entre os dois países, em junho, Teerã negocia com o Omã por uma gestão compartilhada do Estreito. Washington, no entanto, é contrário a essa ideia e exige que a via permaneça aberta de forma irrestrita e sem soberania de qualquer país.

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Mega-Sena, concurso 3039: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 11:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3039: confira os números sorteados Concurso acumulou porque nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Próximo prêmio foi estimado em R$ 135 milhões para apostadores que acertarem as seis dezenas. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3039 da Mega-Sena foi realizado neste domingo (2), em São Paulo. O prêmio era de R$ 97 milhões, porém nenhuma aposta acertou as seis dezenas.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do diaClique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma torta francesa de frutas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 07:52

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Receita Nosso Campo: aprenda a fazer uma torta francesa de frutas Programa deste domingo (2) ensina a preparar uma torta francesa de frutas. Por Nosso Campo, TV TEM

Para o recheio, use morangos, mirtilos, maçãs, amido de milho, açúcar e suco e raspas de limão, além de kiwi, morangos e hortelã para decorar.

O Nosso Campo deste domingo (2) ensina a preparar uma deliciosa torta francesa de frutas. Saiba como fazer:

400 g de farinha de trigo;2 colheres de sopa de açúcar;2 pitadas de sal;200 g de manteiga gelada em cubos;1 ovo;2 colheres de sopa de água fria;1 gema para pincelar.

250 g de morangos cortados ao meio;150 g de mirtilos;2 maçãs em cubos;2 colheres de sopa de amido de milho;4 colheres de sopa de açúcar; suco e raspas de ½ limão pequeno;kiwi, morangos e hortelã para decorar.

Misture a farinha, a manteiga, o açúcar e o sal até formar uma massa firme;Para dar consistência, adicione o ovo batido e misture;Coloque a massa em um saco plástico e leve para a geladeira por 30 minutos.

Misture os ingredientes e leve para uma panela em fogo médio para alto;Mexa em torno de 10 minutos, até as frutas começarem a se dissolver;Leve para gelar.

Em papel manteiga, abra a massa primeiro com a mão e depois com o rolo até chegar na espessura de meio dedo;Com o auxílio de uma tampa redonda, marque e corte a massa;Faça cortes nas extremidades da massa;Espalhe a geléia pelo centro da massa;Dobre as extremidades da massa uma por cima da outra, formando uma cesta por cima da geleia;Pincele a gema por cima da massa;Leve a torta em um forno preaquecido a 180° por 30 minutos;Decore com o kiwi, os morangos e a hortelã.

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Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 07:52

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Colheita de cana-de-açúcar no interior paulista demanda três turnos de trabalho Alta produtividade da safra na região de São José do Rio Preto (SP) supera expectativas com 24 horas de colheita. Por Nosso Campo, TV TEM

A colheita de cana-de-açúcar na região de São José do Rio Preto funciona 24 horas por dia. O trabalho ininterrupto atende a uma produção acima das expectativas.

Uma usina em Tabapuã projeta moer 14 mil toneladas de cana diariamente. A expectativa de produção subiu para 3,05 milhões de toneladas devido às chuvas.

Para atingir a meta, a usina conta com 340 funcionários divididos em 3 turnos. Cerca de 30 caminhões chegam diariamente carregados com a matéria-prima.

Em Novo Horizonte, uma propriedade rural prevê colher 50 mil toneladas de cana. A equipe de 15 funcionários trabalha quase 24 horas por dia.

Usinas da região de Rio Preto (SP) trabalham 24h por dia na colheita da cana. — Foto: Reprodução / TV TEM

Os canaviais da região de São José do Rio Preto (SP) estão em período de colheita intensa, com uma demanda acima das expectativas. Propriedades rurais e usinas mantêm atividades ininterruptas, funcionando 24 horas por dia. O alto volume de chuvas, aliado à boa distribuição, favorece uma produção em larga escala.

Em Tabapuã (SP), uma usina com mais de 70 anos de história bateu recorde de produção, com expectativa de moer 14 mil toneladas de cana por dia. Segundo Luciano Garcia, coordenador de colheita e transporte da usina, o planejamento inicial previa cerca de 2,9 milhões de toneladas até o fim de novembro. No entanto, graças às chuvas, a produção pode alcançar 3,05 milhões de toneladas, representando um aumento de aproximadamente 5%.

A usina conta com 340 funcionários distribuídos em três turnos. Diariamente, cerca de 30 caminhões chegam carregados de cana-de-açúcar, destinada à produção de açúcar e etanol.

Já em Novo Horizonte (SP), uma propriedade rural projeta superar a safra anterior, com crescimento estimado entre 15% e 20%. O produtor William Semensato afirma que a expectativa até o fim da safra é de 50 mil toneladas — 10 mil a mais do que o previsto inicialmente.

A equipe, composta por 15 funcionários, trabalha quase 24 horas por dia para atender à elevada demanda da colheita atual.

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Parceria busca recuperar produção de gengibre em Tapiraí

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 07:52

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Parceria busca recuperar produção de gengibre em Tapiraí Doença afetou sementes e reduziu a produtividade. Com apoio da prefeitura e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), produtores locais passaram a adotar novas técnicas. Por Nosso Campo, TV TEM

Tapiraí tenta recuperar a produção de gengibre após uma doença reduzir a produtividade. A cidade responde por 80% do cultivo do estado de São Paulo.

Produtores adotam novas técnicas com apoio da prefeitura e do IAC. A análise do solo e a escolha de raízes saudáveis ajudam a melhorar a produtividade.

Pequenos agricultores cultivam 500 hectares e fazem rotação com inhame. A previsão para 2026 é colher 30 toneladas por hectare, com a caixa vendida a R$ 60.

O produtor Fernando Fernandes espera colher 39 toneladas usando tecnologias. Hélio de Oliveira destaca a união e a parceria dos agricultores para retomar o destaque do setor.

Tapiraí tenta recuperar a produção de gengibre após uma doença reduzir a produtividade. — Foto: Reprodução / TV TEM

Tapiraí (SP), conhecida como a capital paulista do gengibre, tenta recuperar a produção após uma doença que afetou sementes e reduziu a produtividade. A cidade é responsável por 80% do gengibre cultivado no estado.

Com apoio da prefeitura e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), produtores locais passaram a adotar novas técnicas. Segundo Eliane Fabri, pesquisadora do IAC, práticas como análise de solo já mostram resultados positivos. “São ferramentas que não eram usadas pelos produtores e agora ajudam a melhorar a produtividade”, explicou.

Atualmente, Tapiraí tem cerca de 500 hectares de gengibre cultivados por pequenos agricultores, muitos deles em terras arrendadas. O rizoma, parte da raiz, é usado como semente para o próximo ciclo. A escolha de raízes mais saudáveis fortalece a planta.

Para preservar o solo, os produtores fazem rotação de culturas, alternando gengibre e inhame. A previsão para 2026 é colher 30 toneladas por hectare. Hoje, a caixa de 18 quilos é vendida por R$ 60, valor 33% menor que em 2025.

Entre tradição e inovação, a família Fernandes cultiva gengibre há mais de 30 anos. Fernando Fernandes, que coordena a produção, espera colher 39 toneladas. Para ele, o uso de tecnologias garante um produto mais valorizado.

Já Hélio Tiago de Oliveira, produtor e presidente de uma associação criada para fortalecer o setor, destaca a importância da união. “A parceria e a insistência dos produtores são fundamentais para retomar o destaque do gengibre de Tapiraí”, afirmou.

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Conversa no WhatsApp vazada sem autorização leva caso à mais alta corte da Alemanha

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 05:54

Tecnologia Conversa no WhatsApp vazada sem autorização leva caso à mais alta corte da Alemanha Alta corte na Alemanha analisa se caso de mulher demitida após ter uma conversa privada vazada por uma ex-amiga configura violação da lei europeia de proteção de dados. Por Deutsche Welle

O caso de uma mulher demitida após ter mensagens de uma conversa privada de WhatsApp encaminhadas a terceiros sem consentimento foi parar em um alto tribunal da Justiça alemã e pode acabar mobilizando até mesmo o Tribunal de Justiça da União Europeia.

Em questão está um debate sobre se o vazamento configura ou não violação do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), que protege os dados pessoais de cidadãos na União Europeia, nos mesmos moldes da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil.

Isso porque o RGPD não se aplica ao tratamento de dados pessoais no âmbito da vida privada, sem relação com uma atividade profissional ou comercial. Isso inclui troca de correspondência e a atividade nas redes sociais.

Mas é justamente isso que a reclamante está questionando em juízo. O argumento é que essa exceção não se aplicaria ao seu caso, e que ela tem direito a indenização de 7,5 mil euros (R$ 44 mil) pelos danos sofridos em consequência do vazamento, além de ressarcimento dos custos com advogados.

As mensagens haviam sido trocadas há três anos. Nelas, a reclamante, que trabalhava em um consultório médico, se queixava do chefe a uma amiga. Depois que a amizade terminou, as mensagens acabaram chegando à mulher do chefe, que também trabalhava no consultório, cuidando da parte administrativa. Pouco tempo depois, a funcionária foi demitida.

A Justiça na primeira instância deu ganho de causa à mulher demitida, mas a decisão foi revertida na segunda instância. A mulher recorreu e, nesta quinta-feira (30/07), o caso começou a ser analisado no Tribunal Federal de Justiça da Alemanha (BGH), a mais alta instância da Justiça comum alemã.

O Tribunal Regional de Frankfurt, de primeira instância, condenou a amiga que encaminhou as mensagens ao pagamento de 7,5 mil euros de indenização.

No entendimento da corte, a exceção do RGPD não se aplicava ao caso, já que a ré compartilhou deliberadamente os dados da ex-amiga com uma pessoa próxima ao empregador dela.

A ré alegou que queria "proteger" o consultório. Assim, o encaminhamento também estaria ligado, ao menos em parte, aos interesses comerciais do empregador. Haveria, portanto, uma relação com uma atividade econômica, motivo pelo qual a exceção para dados compartilhados no âmbito da vida privada não poderia ser aplicada, concluiu o tribunal.

O Tribunal Regional Superior de Frankfurt chegou a uma conclusão diferente ao analisar um recurso da ré. A corte rejeitou a ação, afirmando que o RGPD não se aplica ao caso, já que o encaminhamento das mensagens não tinha relação com uma atividade profissional ou econômica da ré.

A relação profissional entre a reclamante e o empregador seria irrelevante para essa análise, mesmo que a ré tivesse agido impelida pelo desejo de provocar a demissão da ex-amiga.

Na avaliação do Tribunal Regional Superior, tampouco o direito à proteção da vida privada, garantido pela Constituição alemã, fundamentaria um pedido de indenização. A corte reconheceu que a ré interferiu de forma ilícita e dolosa na esfera privada e possivelmente até na intimidade da reclamante, mas alega que as violações constatadas não seriam graves o suficiente para justificar a compensação pretendida em juízo.

Além disso, a reclamante já havia conseguido uma declaração formal pela qual a ré se comprometia a não repetir a conduta, sob pena de multa. Para o tribunal, isso já representa compensação suficiente.

O caso segue duas linhas jurídicas bastante distintas, resume Niko Härting, da Associação Alemã dos Advogados.

"Uma delas é o direito da proteção de dados e a outra é o direito da personalidade", explicou o advogado especializado em Direito da tecnologia da informação à agência de notícias dpa.

No âmbito da proteção de dados, a questão central é como deve ser interpretada a exceção à vida privada do RGPD: "Deve-se considerar exclusivamente a motivação de quem encaminha os chats ou basta que o destinatário possa utilizá-los em um contexto profissional?".

Segundo Härting, há pouca jurisprudência tanto do Tribunal Federal de Justiça da Alemanha quanto do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) sobre a interpretação dessa exceção. Por isso, ele considera possível que os juízes de Karlsruhe se consultem primeiro com o TJUE, que é a autoridade máxima para interpretação de leis europeias.

O caso pode criar um precedente jurídico inédito, já que o TJUE nunca analisou o RGPD no contexto de aplicativos de mensagens.

Em um processo de 2014, um homem na República Tcheca foi repreendido pelo TJUE por manter uma câmera de vigilância em sua propriedade que também captava o que se passava na calçada. O argumento da corte foi de que as imagens extrapolavam a esfera privada do réu e invadiam área pública.

Atualmente, o TJUE também analisa um outro caso envolvendo a aplicação do RGPD em contextos privados: o de uma mãe que processou a filha e o genro por a terem filmado com uma câmera escondida dentro de casa.

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Comunidade faz mutirão para salvar colheita de café de produtor após acidente no ES: ‘Largo o meu para ajudar o outro’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 04:55

Espírito Santo Agronegócios Comunidade faz mutirão para salvar colheita de café de produtor após acidente no ES: 'Largo o meu para ajudar o outro' Há mais de 30 anos, moradores de Mimoso do Sul se reúnem para trabalhar na colheita de produtores que passam por alguma dificuldade e não podem ir para a roça. Por Mariana Couto, TV Gazeta

Moradores da comunidade de Palmeira, em Mimoso do Sul (ES), realizaram um mutirão para colher o café do produtor Brenner Gasparelo, impedido de trabalhar após um acidente.

Gasparelo, que passou por cirurgia após cair de moto, afirmou que a ajuda evitou prejuízos com a perda dos grãos. Ele expressou gratidão pelo apoio recebido.

O agricultor José Cláudio de Oliveira Carvalho explicou que a tradição de ajuda mútua na localidade começou em 1990, após criação de uma associação comunitária.

Em outra ação do grupo, os voluntários colheram quase 500 sacas de café em um único dia. Os participantes destacam o orgulho de manter viva a iniciativa.

Na comunidade de Palmeira, em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, a colheita do café é também sinônimo de união. Há mais de 30 anos, vizinhos se reúnem em mutirão para colher a safra de produtores que passam por alguma dificuldade e não podem ir para a roça — em uma tradição que une solidariedade e muito trabalho.

Neste ano, um dos produtores que recebeu o apoio do grupo foi o agricultor Brenner Gasparelo. Depois de sofrer um acidente de moto e passar por uma cirurgia, ele não teria condições de colher o café sozinho. A mobilização dos vizinhos, no entanto, garantiu que a safra não fosse perdida.

"Ia ter uma boa perda, porque quando o café demora a ser colhido, ele seca e cai muito. Ia ser prejuízo. Estou muito feliz de saber que todo mundo gosta da gente para poder ajudar assim, e todo mundo que se propôs a poder vir está ajudando. Só sentimento de gratidão, de felicidade", disse o agricultor.

Um dos voluntários é o trabalhador rural João Florentino, que chegou cedo para participar do mutirão na comunidade. Segundo ele, o grupo se reúne no início da manhã e trabalha por horas para realizar a colheita.

“Normalmente, às 7h30 está todo mundo junto. Só para às 16h30, 17h, até tirar tudo. Tira o máximo que puder para ajudar, porque esse é o intuito da de cada um de nós aqui. É vir ajudar mesmo para que a pessoa possa ter êxito e sucesso naquilo que está fazendo no dia a dia".

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João Florentino é trabalhador rural e participa de mutirões para auxiliar outros produtores em Mimoso do Sul, no Espírito Santo. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Quem também participou da força-tarefa foi o agricultor familiar José Cláudio de Oliveira Carvalho. Segundo ele, a união dos moradores é antiga e já faz parte da história da comunidade.

“A comunidade sempre foi unida. Há muitos anos, desde 1990, que eu lembro. Nós temos a associação, que foi o motivo da união da comunidade, uma necessidade também. E a partir daí as pessoas começaram a se ajudar. Hoje, se tiver alguém doente, a comunidade se junta para ajudar as pessoas que estão precisando. A pessoa tá impossibilidade de colher café, então nós vimos na lavoura dele e colhemos o café dele", contou.

Antônio Carlos Florentino é lavrador e primo de Brenner, que precisou da ajuda do grupo para colher a safra de café. Para ele, trabalhar em equipe faz o serviço render mais e fortalece a amizade entre os moradores.

“Aqui na comunidade é com frequência que, sempre que alguém precisa, a gente tá ajudando. Semana passada, ajudamos um amigo também da comunidade. Hoje, estamos aqui ajudando Breninho, meu primo. É diversão, nem cansa”.

Brenner Gasparelo é agricultor e recebeu apoio dos voluntários após sofrer um acidente de motocicleta — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Em outro mutirão realizado pelo grupo, os voluntários colheram quase 500 sacas de café em apenas um dia. Para o grupo, o cansaço perde espaço para o orgulho de manter viva uma tradição que transforma solidariedade em colheita.

"É gratificante a gente poder ajudar o próximo. Esse é o intuito da nossa comunidade. Principalmente da minha pessoa, estar aqui e ajudar. Eu largo o meu, largo o que tenho que fazer para esse dia. É um dia especial", disse João Florentino.

Mutirão já colheu 500 sacas de café em único dia em Mimoso do Sul, no Espírito Santo. — Foto: Acervo pessoal

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O que vai na sua xícara: um mergulho na composição química dos grãos de café brasileiros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 04:55

Agro O que vai na sua xícara: um mergulho na composição química dos grãos de café brasileiros O Brasil é o primeiro produtor mundial de grãos crus de café, e essa abundância favorece a realização de estudos sobre o aproveitamento de substâncias presentes na sua composição em áreas diversas do conhecimento Por The Conversation Brasil

A 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está movimentando a semana do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do mundo científico brasileiro. Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, a reunião vai até o dia 1º de agosto promovendo conferências, mesas-redondas, atividades culturais, exposições e cursos destinados a estudantes e professores do ensino básico, técnico e superior, além de pesquisadores, profissionais e do público geral. Tudo, como sempre, com inscrições gratuitas. A equipe do TC Brasil está de olho no evento, e pediu a alguns palestrantes para adiantarem o tema de suas apresentações em artigos aqui no site. No texto abaixo, Claudia Moraes de Rezende, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Conselheira titular da Área de Exatas e Tecnológicas da SBPC, revela detalhes e potenciais usos das substâncias bioativas presentes no café nacional:

A bebida quente do café – nosso popular cafezinho – é considerada em muitos países como a segunda mais consumida depois da água.

O Brasil é o primeiro produtor mundial de grãos crus de café. Em torno de 70% de nossa produção é do café arábica, e o restante do canéfora. O café arábica é conhecido por proporcionar cafés especiais, em geral mais apreciados do que os gerados pelo canéfora.

Esta abundância de matéria prima torna a semente do café um material interessante para a pesquisa científica no Brasil. O interesse vai desde aspectos agrícolas de plantio e pós-colheita, até estudos mais detalhados sobre sua composição química e o possível aproveitamento desses compostos em áreas diversas.

A classe química mais abundante nos grãos de café é a de carboidratos, seguido de uma rica fração lipídica, a qual dá origem ao óleo de café. Este óleo possui até 70% de triglicerídeos, muitos com atividades antioxidantes bem conhecidas, tornando-o um produto de uso na cosmética. Além disso, impacta positivamente na espuma da bebida, aumentando sua cremosidade.

Ao lado dos triglicerídeos, há um grupo expressivo de metabólitos da classe dos diterpenos. Estas moléculas ocorrem esterificadas gerando 24 derivados, mas são representadas por dois compostos apenas, que são os diterpenos cafestol e caveol.

Sobre estas substâncias químicas, há estudos diversos sobre sua ação antitumoral, entre outras, mas destaca-se a ação hipercolesterolêmica do cafestol.

A atividade comprovada e negativa do cafestol sobre o aumento do colesterol LDL tem respaldo científico e tem sido assunto na mídia, e é obviamente preocupante. Entretanto, cabe destaque o fato de que nem toda bebida de café quente possui concentração significativa de cafestol que consequentemente impactará negativamente saúde.

As bebidas que contém maior quantidade de cafestol na xícara são basicamente aquelas não coadas, como a turca, fervida e prensa francesa. O café expresso apresenta teores mais reduzidos. E o coado em pano ou papel tem concentração bastante reduzida, não impactando a saúde.

Um aspecto interessante sobre estes diterpenos é sua sensibilidade a temperaturas altas, com possibilidade de degradação da sua estrutura química, a exemplo da que é usada na torra do grão tipo forte e intensa, amplamente apreciada no Brasil. Nestas condições, ocorre majoritariamente uma desidratação e a formação de derivados de cafestol e caveol.

Outra curiosidade é o reduzido número de estudos científicos sobre estes derivados diterpênicos formados na torra do café. Algumas das possíveis razões podem ser o alto custo das diterpenos puros e a ausência comercial dos derivados da torra. Cabe ressaltar que a obtenção destes compostos não é tarefa trivial num laboratório de química.

Neste contexto, nosso grupo de pesquisas Laboratório de Análises de Aromas (LAROMA), localizado no Instituto de Química da UFRJ, desenvolveu uma rota de produção para a obtenção de cafestol puro. Isso tem permitido investigar metabólitos formados a partir desta substância em modelos de digestão in vitro e em modelos animais. A ideia é compreender como essa substância se transforma e qual a sua natureza química.

Ao saber essas informações, podemos buscar obtê-las no laboratório para posteriormente entender seu papel na saúde humana.

Além dessas diretrizes, nosso grupo também tem desenvolvido rotas de produção dos derivados de torra de cafestol. O objetivo é compreender seu papel na saúde. Especialmente se essas moléculas mantêm seu aspecto negativo no colesterol.

Recentemente, investigamos alguns derivados dos diterpenos formados sob alta temperatura em modelos teóricos, conhecidos como in silico, e observamos nestes estudos que, a princípio, é provável que tenham impacto semelhante na hipercolesterolemia.

Estudos in silico são realizados por simulação computacional de processos biológicos e químicos, mas tem como limitações a simplificação da realidade biológica.

Assim, nosso grupo desenvolve rotas de produção desses derivados de torra, de modo a que sejam submetidos a testes biológicos reais para confirmação de seu papel no organismo vivo.

Ao mesmo tempo, temos investigado o aproveitamento de grãos de café defeituosos, de baixo aproveitamento para a bebida de café, com o intuito de produzir óleo e xaropes ricos em açúcares, de modo a colaborar com a economia circular da cadeia do café.

O café é uma das bebidas mais apreciadas do mundo e uma fonte potencial de conhecimento científico e de oportunidades para inovação, especialmente no Brasil, que domina sua exportação mundial.

Os estudos desenvolvidos pelo nosso grupo visam desenvolver estratégias que tragam informações úteis à saúde, qualidade dos grãos e sustentabilidade, reforçando os aspectos da economia circular da cadeia cafeeira.

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Vacas leiteiras tiram férias? Entenda por que elas passam dois meses sem produzir leite

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/08/2026 04:55

Agro Vacas leiteiras tiram férias? Entenda por que elas passam dois meses sem produzir leite Especialistas explicam que interromper a ordenha permite que o animal concentre energia na gestação e na recuperação do organismo. Por Vivian Souza, g1

Ao fim de cada período de 10 meses de ordenha, as vacas leiteiras devem passar 60 dias longe da atividade.

Esse período é importante para descansar o úbere — que é a teta da vaca —, e permitir que o animal direcione sua energia para a própria saúde.

Normalmente, esse descanso coincide com o final da gestação das vacas, que dura cerca de 9 meses e 10 dias. Nos casos das fêmeas prenhas, ele também permite que o organismo concentre energia no crescimento do bezerro que irá nascer.

Da mesma forma, o especialista afirma que o recomendado é garantir à vaca 60 dias de descanso uterino após o parto. Isso significa evitar que ela fique prenha nesse período.

Já pensou tirar dois meses de férias do trabalho? Para as vacas leiteiras, isso é possível. Ao fim de cada período de 10 meses de ordenha, elas devem passar 60 dias longe da atividade.

Mas isso tem um motivo. Segundo Rui Verneque, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, esse período é importante para descansar o úbere — que é a glândula mamária —, e permitir que o animal direcione sua energia para a própria saúde.

O pesquisador recomenda que a pausa na ordenha seja feita mesmo que o animal ainda tenha leite. Isso permite que ele retome o trabalho com uma boa produtividade e também tenha maior expectativa de vida.

Normalmente, esse descanso coincide com o final da gestação das vacas, que dura cerca de 9 meses e 10 dias. Nos casos das fêmeas prenhas, ele também permite que o organismo concentre energia no crescimento do bezerro que irá nascer.

Da mesma forma, o especialista afirma que o recomendado é garantir à vaca 60 dias de descanso uterino após o parto. Isso significa evitar que ela fique prenha nesse período. Biologicamente, elas já conseguem engravidar cerca de 20 dias após o nascimento da cria.

Neste caso, essa fase ajuda o animal a recuperar o tecido uterino. Com esta pausa, o produtor ainda conseguirá que a vaca tenha cria uma vez ao ano.

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Pele de gente morta e DNA de salmão: clínicas cobram até R$ 2,7 mil por sessão de rejuvenescimento exótico

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 02/08/2026 03:51

Empreendedorismo Pele de gente morta e DNA de salmão: clínicas cobram até R$ 2,7 mil por sessão de rejuvenescimento exótico Tratamentos com tecidos humanos doados e ingredientes inusitados impulsionam nova onda da K-beauty. Empresa que lidera o segmento mais do que dobrou o valor de mercado em um ano. Por Redação g1 — São Paulo

Sara Yoon compartilhar sua rotina de cuidados com a pele para mais de 90 mil seguidores — Foto: Sara Yoon

Quando o dermatologista explicou que o novo tratamento da clínica era feito "de gente morta", Sara Yoon achou que tinha ouvido algo saído de um filme de ficção científica.

A influenciadora de 40 anos, que nasceu em Nova Jersey e mora em Seul desde 2023, logo entendeu que se tratava de uma das apostas mais recentes da indústria da beleza da Coreia do Sul: um procedimento que usa tecido humano doado para tentar reverter sinais de envelhecimento da pele.

Nas clínicas sofisticadas do bairro de Gangnam, um dos centros da estética sul-coreana, tratamentos desse tipo passaram a atrair pacientes dispostos a pagar caro pela promessa de uma pele mais jovem.

Uma sessão do Re2O, um dos produtos que lideram essa nova onda, custa entre 600 mil e 800 mil won sul-coreanos, o equivalente a cerca de R$ 2 mil a R$ 2,7 mil. O valor é aproximadamente quatro vezes maior do que o cobrado por tratamentos tradicionais de rejuvenescimento da pele, segundo a Bloomberg.

O crescimento da demanda também impulsionou empresas do setor. As ações da L&C Bio Co., empresa sul-coreana de biotecnologia que desenvolveu o Re2O, mais que dobraram no último ano.

O movimento mostra como a indústria da beleza da Coreia do Sul está ampliando os limites da chamada K-beauty, conhecida mundialmente por cosméticos, rotinas de cuidados com a pele e produtos voltados ao chamado "rosto de vidro".

O Re2O não é o único tratamento que chama atenção pelos ingredientes utilizados. Outro procedimento popular na Coreia do Sul é o Rejuran, um injetável feito com DNA de salmão. Há também o Laetigen, que utiliza colágeno de porco.

Esses tratamentos estimulam a produção natural de colágeno pela pele. A diferença do Re2O está na proposta de reconstrução.

O produto usa uma matriz extracelular (MEC), estrutura rica em proteínas como o colágeno e obtida a partir de pele humana processada. O material é injetado no rosto e no pescoço para criar uma espécie de suporte onde as células do próprio organismo possam se desenvolver.

Segundo a Bloomberg, a pele usada no produto vem de tecido humano doado nos EUA e certificado pela Association for Advancing Tissue and Biologics (AATB), entidade que estabelece padrões para o uso seguro de tecidos humanos doados.

“Trata-se simplesmente do tecido cutâneo sem nenhuma célula, para evitar rejeição imunológica e efeitos colaterais alérgicos”, afirmou Kim Han-saem, dermatologista-chefe da Clínica de Dermatologia do Departamento de Defesa de Seul, em entrevista à Bloomberg.

"Quando você injeta em uma pele envelhecida ou danificada, você não está estimulando, mas reconstruindo-a, e é por isso que se trata de uma abordagem completamente diferente", disse o médico.

A procura pelo tratamento cresceu mais rápido do que a capacidade de produção. Segundo Kim, entrevistado pela Bloomberg, alguns pacientes passaram a esperar até um mês por uma consulta.

A L&C Bio produz atualmente cerca de 80 mil frascos de Re2O por mês. O plano da empresa é elevar essa capacidade para 150 mil unidades mensais no segundo semestre e chegar a 300 mil nos próximos dois anos, segundo o presidente-executivo da companhia, Lee Whan Chul.

🔎 O crescimento já aparece nos resultados financeiros. O lucro operacional da empresa no primeiro trimestre aumentou 917% em relação ao mesmo período do ano anterior e chegou a 6 bilhões de won, segundo a Bloomberg.

“Estamos recebendo consultas do mundo todo, também graças ao boom da beleza coreana”, afirmou Lee à Bloomberg.

O produto, cujo nome significa "Retorno aos 20 anos", já é exportado para países como Singapura e Japão. A empresa pretende ampliar as vendas para Austrália, Hong Kong, Malásia, Rússia e Tailândia, além de entrar no mercado americano no próximo ano, segundo o executivo.

A aposta das empresas ocorre em um mercado global que cresce com o envelhecimento da população e a busca por tratamentos capazes de retardar sinais visíveis da idade.

O mercado global de produtos e serviços antienvelhecimento deve quase dobrar até 2035, alcançando US$ 150 bilhões. A expansão é impulsionada principalmente pela Ásia, onde o aumento da renda, a influência das redes sociais e o envelhecimento da população ampliam a procura.

A mudança também aparece no setor médico sul-coreano. O número de cirurgiões plásticos em consultórios particulares quase dobrou na última década e ultrapassou 2.700 profissionais, segundo dados citados pela Bloomberg.

Com salários mais altos e demanda crescente, médicos de diferentes especialidades passaram a migrar para a medicina estética.

Críticos questionam se o uso de tecidos doados para fins cosméticos pode competir com aplicações médicas tradicionais, como a reconstrução mamária e o tratamento de queimaduras.

A popularização desses procedimentos mostra um dilema da nova era da beleza: até onde os consumidores estão dispostos a ir — e quanto estão dispostos a pagar — para tentar recuperar uma aparência mais jovem.

Para pacientes como Sara Yoon, a decisão passa pela confiança nos médicos e pela disposição de experimentar novidades.

"Passei a adotar mais essa mentalidade cultural de confiar bastante no médico", resumiu a influenciadora à Bloomberg.

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