RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 10:45

Agro Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis Fenômeno é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses. Por Marcelo Teixeira, May Angel

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo — Foto: Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo

É cada vez mais provável que um super El Niño se desenvolva no segundo semestre do ano, elevando as temperaturas, alterando o regime de chuvas e trazendo riscos para as safras em todo o mundo.

Entenda nesta reportagem o que é o El Niño e por que algumas safras em regiões tropicais estão expostas.

O El Niño é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses.

Esse fenômeno climático geralmente provoca temperaturas mais altas em todo o mundo, secas em regiões como o Sul e o Sudeste da Ásia, a Austrália e a África Austral, e chuvas intensas em outras áreas, incluindo o sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) declarou a chegada do El Niño na semana passada. O órgão também informou que o fenômeno deve se intensificar, com 63% de probabilidade de atingir níveis considerados muito fortes, ou de um “super El Niño”, até 2027.

A seca, o calor e as chuvas excessivas causados pelo El Niño são um duro golpe para os agricultores, que já enfrentam neste ano choques nos preços de fertilizantes e do diesel, provocados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os preços das commodities agrícolas costumam subir de forma consistente durante episódios anteriores de El Niño.

Todos os episódios fortes de El Niño nos últimos 55 anos reduziram a produção de cacau, de acordo com a empresa de investimentos WisdomTree.

Durante o último El Niño, entre meados de 2023 e meados de 2024, considerado de moderado a forte, a África Ocidental — principal produtora — foi inicialmente atingida por chuvas duas vezes maiores do que o normal, o que deixou as árvores de cacau expostas a uma doença fúngica.

Em 2024, o padrão climático se inverteu e a África Ocidental foi atingida por calor intenso e pelos ventos Harmattan, que estavam excepcionalmente secos e fortes para a época, fazendo com que as árvores enfraquecidas pela doença perdessem suas flores.

"Todo mundo acha que o El Niño está associado apenas a secas na África Ocidental. Isso não é necessariamente verdade. Devido às mudanças climáticas… o resultado, às vezes, é chuva inicial em excesso. No momento, essa é minha maior preocupação", disse Jim Roemer, da consultoria Best Weather.

Cerca de metade do cacau mundial é cultivado na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores do mundo. O Equador, o terceiro maior produtor normalmente, enfrenta chuvas excessivas durante os episódios de El Niño.

Os preços do cacau quase triplicaram em 2024 após a quebra da safra na África Ocidental. Eles alcançaram níveis recordes, superando US$ 12.000 por tonelada métrica no fim do ano, tornando o ingrediente do chocolate mais caro do que muitos metais industriais.

O El Niño é especialmente problemático para o café robusta, pois costuma trazer temperaturas mais altas e reduzir as chuvas no Vietnã e na Indonésia — primeiro e terceiro maiores produtores do mundo — a partir de meados do ano.

As condições climáticas adversas afetam os dois países — que, juntos, respondem por cerca de 50% da produção mundial de robusta — durante a fase de desenvolvimento da cultura. Os efeitos são sentidos a partir do quarto trimestre, durante a colheita.

"A seca no Vietnã e na Indonésia pode reduzir significativamente a produtividade do café robusta", afirmaram analistas do Citi.

No caso do café arábica, cuja produção tem quase metade proveniente do Brasil, o impacto do El Niño é mais sutil.

Carlos Santana, diretor comercial da Eisa, subsidiária da trading Ecom, disse que o El Niño pode inicialmente ser positivo para a safra que o Brasil colhe atualmente, já que temperaturas mais altas poderiam impedir geadas no inverno.

A longo prazo, porém, o El Niño costuma trazer seca e calor às regiões cafeeiras do Brasil no quarto trimestre, quando a próxima safra se desenvolve, o que pode prejudicar a produção em 2027.

No caso do açúcar, uma das commodities agrícolas mais negociadas, o El Niño costuma trazer chuvas excessivas no segundo semestre do ano, o que pode atrapalhar a colheita e reduzir a qualidade da safra no Brasil, principal produtor mundial.

Na Índia, segundo maior produtor de açúcar, e na Tailândia, segundo maior exportador, por outro lado, o fenômeno costuma reduzir as chuvas durante a monção de verão.

A Índia espera que a monção de 2026 traga o menor volume de chuvas em 11 anos, com precipitações durante o período de desenvolvimento da safra, de junho a setembro, estimadas em cerca de 90% da média.

Carlos de Mello, diretor de açúcar da corretora Hedgepoint, estima que mesmo um El Niño moderado pode reduzir a produção da Índia em cerca de 1 milhão de toneladas.

A longo prazo, as chuvas acima da média que o El Niño costuma trazer para as regiões açucareiras do Brasil podem ajudar a safra do próximo ano.

Mello, da Hedgepoint, afirmou que, de modo geral, é “difícil imaginar um cenário de alta no mercado com o El Niño”, devido aos potenciais efeitos positivos para a safra brasileira de açúcar de 2027.

Há 1 hora Política Guerra no Oriente MédioAcordo de paz tem compensação financeira ao Irã, diz TV; VEJA pontos

Há 2 horas Mundo Trump diz que acordo assinado’ não é final’ e faz nova ameaçaHá 2 horasBlog da Sandra Cohen ANÁLISE: humilhações de Trump azedam de vez relação com Netanyahu

Há 1 hora Blog da Sandra Cohen Negociações com os EUASem reunião entre Lula e Trump no G7, tarifaço segue na mira do governo

Há 2 horas Economia G7 reforça sanções à Rússia e cria rede de portosHá 2 horasAstros da CopaMessi, Cristiano, Modric… O segredo dos quarentões para manter o alto nível

Há 49 minutos Saúde Veteranos lideram elenco mais velho do Brasil em CopasHá 49 minutosMessi iguala recorde de gols de Klose em Copas; veja lancesHá 49 minutosA Copa tá on! ⚽🏆

Há 11 horas Meio Ambiente Frio abre temporada de cerejeiras, lavandários e girassóis no ESHá 11 horasMuito gelado ❄️🥶Com -6,7°C, cidade de SC tem amanhecer mais frio do ano no estado

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 05:44

Trabalho e Carreira O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica) Empresários dizem que estão fechando lojas mais cedo e que estão investindo em automação por diminuição da jornada e aumento de salário na Colômbia. Mas o mercado de trabalho segue aquecido no país, sem sinais de grande impacto. Por BBC

Algumas empresas, como supermercados, passaram a fechar mais cedo na Colômbia — Foto: Jair F. Coll/Bloomberg via Getty Images

Enquanto o Brasil discute mudanças na sua jornada de trabalho, países vizinhos da América do Sul estão concluindo ou começando a implementação de leis aprovadas nos últimos anos que apontam para a mesma direção: trabalhar menos.

No próximo dia 15 de julho, os trabalhadores assalariados da Colômbia passam a trabalhar por no máximo 42 horas semanais — uma conclusão da redução de seis horas feita ao longo de cinco anos, desde que a lei foi aprovada em 2021.

Diferentemente do Brasil, que discute a redução de 44 para 40 horas junto com o fim da escala 6×1, a Colômbia não estabeleceu a obrigatoriedade de ao menos duas folgas na semana.

Mas a redução das 48 para 42 horas, aprovada no governo de direita do ex-presidente Iván Duque (2018-2022), somou-se à reforma trabalhista aprovada em 2025, já no governo de esquerda de Gustavo Petro, que aumentou em 23,7% o salário mínimo no país e turbinou ganhos dos trabalhadores ao ampliar o período considerado para pagamento de adicional noturno.

Somadas as duas mudanças, entidades empresariais colombianas têm relatado dificuldades para empresas manterem planos de contratação e que adaptações foram necessárias, como fechar lojas mais cedo e aumentar automação dos serviços.

Mesmo assim, o cenário do mercado de trabalho no país não é de terra arrasada, bem longe disso, explica à BBC News Brasil o economista Stefano Farné, diretor do Observatório do Mercado de Trabalho e Seguridade Social da Universidade Externado, em Bogotá.

"Não há dúvidas de que aumentaram os custos unitários por trabalhador na Colômbia", diz Farné, que participou de discussões no Congresso no país sobre as mudanças.

"Mas o que observamos é que não houve efeitos negativos sobre o mercado de trabalho. Além disso, o emprego assalariado do setor privado segue crescendo há muitos meses."

Segundo Farné, não houve ainda no país nenhum estudo de "avaliação de impacto", isso é com métodos científicos sólidos, com análise comparada e processamento de dados. Sua opinião é baseada na percepção geral do mercado de trabalho no país, que tem mostrado resiliência com uma taxa de desemprego na baixa histórica.

Uma análise da Corficolombiana, uma das maiores corporações financeiras do país, apontou que a redução da jornada de trabalho está impulsionando as contratações de maneira geral. A estimativa é que 787 mil novos trabalhadores foram contratados entre 2022 e 2025 apenas para compensar a diminuição das horas trabalhadas.

Mas a empresa aponta que a produtividade caiu, já que o mesmo volume de trabalho está sendo distribuído entre mais pessoas.

"Se mais pessoas precisam trabalhar para produzir a mesma quantidade, e cada trabalhador produz menos por jornada, a economia se torna menos eficiente", diz a análise da Corficolombiana.

Já a Fenalco (Federação Nacional de Comerciantes e Empresários), equivalente a uma Confederação Nacional do Comércio (CNC) no Brasil, produziu um levantamento ouvindo 610 empresários, em 25 cidades, para demonstrar o impacto do aumento dos custos trabalhistas de maneira geral.

O levantamento aponta que 51% das empresas começaram a fechar mais cedo, reduzindo operações noturnas, 25% aceleraram o processo de automação de serviço e 23% aumentaram os preços de seus produtos.

Os setores mais afetados são os que operam em horários estendidos, como varejo, bares, restaurantes, hotelaria e vigilância privada.

"Muitas empresas já estão enfrentando maiores custos operacionais, o que reduz sua capacidade de expandir operações e contratar novo pessoal. Também existe um ambiente de incerteza que leva os empresários a agir com prudência", disse a Fenalco à BBC News Brasil.

A federação também afirma que 64% dos empresários entrevistados reduziram o número de empregados e que 80% modificaram os planos de contratação para o futuro.

A classe empresarial disse não ter números consolidados ano sobre fechamento de empresas, mas dados preliminares mostram "redução na abertura de novas empresas" em 2026.

"Felizmente, a Colômbia continua contando com uma grande capacidade empreendedora", diz a Fenalco.

Sindicatos foram às ruas defender a reforma trabalhista na Colômbia — Foto: JOAQUIN SARMIENTO/AFP via Getty Images

Segundo o professor Stefano Farné, comparar o caso colombiano com o do Brasil é difícil, porque a redução da jornada no país caribenho veio acompanhada de outras mudanças trabalhistas. Ainda assim, ressalta, algumas lições internacionais podem ser úteis.

"A recomendação é não fazer de um dia para o outro, mas aos poucos. Isso é bom para qualquer coisa em geral", diz o pesquisador.

No Brasil, a proposta para a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas entraria em vigor em duas etapas. Primeiro, haveria a redução para 42 horas, após 60 dias. O limite de 40 horas seria alcançado após mais um ano.

O economista Bruno Ottoni, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), avaliou à BBC News Brasil que o tempo previsto para transição é curto para a adaptação de empresas.

Farné também ressalta que, na Colômbia, a diminuição da jornada veio acompanhada por flexibilidade nos horários de trabalho e sem obrigatoriedade de dois dias de descanso.

Ficou permitido que empresas e trabalhadores façam acordos para trabalhar mais em um dia e menos no outro, por exemplo.

Com a redução, a lei colombiana também passou a permitir que o empresário possa escolher o dia da folga semanal do funcionário, não sendo mais preferencial o sábado ou domingo.

Essa medida é considerada especialmente positiva para empresas do comércio, um dos setores mais afetados pelas mudanças. "É uma forma de flexibilizar a diminuição do horário de trabalho. Por isso, não tivemos tantos efeitos na economia, porque a queda das horas de trabalho tem sido compensada por outras medidas", diz Farné.

Na Colômbia, as empresas ainda deixaram de ser obrigadas a fornecer uma folga extra por semestre aos trabalhadores no chamado "dia da família". Também deixou de ser obrigatório às empresas maiores terem duas horas de atividades culturais ou de formação por semana.

No Chile, o governo de esquerda de Gabriel Boric conseguiu aprovar uma reforma trabalhista em 2023 que, entre outras coisas, estipulou a redução da jornada máxima de 45 horas para 40 horas semanais no país. A transição começou em 2024 e vai até 2028.

Mas, antes mesmo dessa nova mudança, o país já era estudado internacionalmente devido a outra redução. Em 2005, após quatro anos de transição, os chilenos eliminaram a jornada de 48 horas para uma máxima de 45.

"De modo geral, os estudos empíricos encontram que os efeitos dessas reduções foram muito pequenos e marginais. Ou seja, os efeitos tendem a ser negativos, mas são pequenos e nem sempre estatisticamente significativos", diz Farné, que participa de discussões na Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o tema.

O estudo do economista chileno Rafael Sanchéz concluiu também que a redução nos anos 2000 não teve "efeitos diretos significativos" no mercado de trabalho chileno nem pela criação nem pela redução de vagas — e que as horas de trabalho passaram a ser melhor remuneradas, já que não houve redução salarial.

O pesquisador acompanhou as trajetórias de milhares de trabalhadores entre os anos de 2002 e 2005 (pré e pós-reforma), comparando o destino profissional daqueles diretamente atingidos pela nova lei com um grupo composto por funcionários que já trabalhavam em horários próximos ao novo limite.

Segundo Sanchéz, as empresas chilenas utilizaram o período de transição para ajustar seus processos produtivos e redistribuição de tarefas. Isso é apontado como fundamental para evitar demissões em massa.

Em resumo, as empresas chilenas reagiram absorvendo o aumento do custo por hora sem reduzir o quadro de funcionários de forma expressiva.

Os exemplos na América e em muitos países, especialmente na Europa, mostram que "trabalhar menos é uma tendência à qual não podemos nos opor", diz Ferné.

"Isso não quer dizer que a América do Sul tem que seguir os países europeus que já estão com jornadas de 36 horas e pronto. Vamos com calma, mas isso é um caminho mundial."

Há 1 hora O Assunto Ex-deputado é condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação Há 1 horaEntenda o que acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo STF

Há 11 horas Política ‘Recebeu PIX de milhões do pai’, diz Moraes ao votar por multa ao ex-deputadoHá 11 horasMessi faz 3 contra a Argélia e iguala recorde de gols de Klose em Copas

Há 2 horas Copa do Mundo Previsão do tempo ❄️🧥Nova frente fria chega hoje e deve derrubar ainda mais as temperaturas

Há 6 horas Meio Ambiente Frio abre temporada de cerejeiras, lavandários e girassóis gigantes no ESHá 6 horasTeoria dos 3 potes 💵Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas explicam erro comum

Há 4 horas G1 Explica Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investirHá 4 horasR$ 3,2 bilhões devolvidosINSS: prazo para pedir ressarcimento termina no dia 20

Há 5 horas Economia Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam hojeHá 5 horasAtenção, concurseiros! IBGE abre concurso com mais de 8 mil vagas; veja cargos e salários

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço de Trump: reunião no G7 é aposta para reduzir ameaça comercial, arma antiga do presidente dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

Foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, com residente dos EUA, Donald Trump; presidente da França, Emmanuel Macron; primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; presidente do Quênia, William Ruto; e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

A negociação das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de junho está entre as principais prioridades do governo brasileiro na reunião do G7 — grupo das sete maiores economias do mundo —, realizada na França nesta semana.

Segundo apuração da GloboNews, diplomatas brasileiros apostam em um encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump para destravar as negociações. A reunião bilateral, porém, ainda não foi confirmada. Além disso, o fato de os dois líderes não terem interagido ao posarem para a foto oficial do grupo pode ser um mau sinal.

🔎 O G7 reúne algumas das principais economias desenvolvidas do mundo e discute temas globais, como economia, conflitos, clima e segurança. O Brasil não faz parte do grupo, mas pode ser convidado para participar de reuniões, como ocorreu na atual cúpula.

O Brasil tenta negociar a retirada das tarifas desde o ano passado, quando Trump anunciou as primeiras taxas de importação sobre produtos brasileiros. Houve um avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca decidiu eliminar a tarifa de 40% aplicada a diversos itens exportados pelo país.

As novas tarifas de 25% anunciadas neste mês, segundo avaliação do governo brasileiro, é uma medida de caráter mais político do que comercial. Segundo integrantes do governo, a decisão também ignora argumentos técnicos apresentados por representantes comerciais brasileiros nos últimos meses.

Mas a medida segue um padrão adotado por Trump em outras ocasiões: utilizar tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas.

Como o g1 já mostrou, a ameaça tarifária é uma estratégia antiga do presidente americano em disputas comerciais e diplomáticas. O objetivo é obter vantagens em negociações bilaterais.

Em seus dois mandatos, Trump deixou claro que uma de suas prioridades é fortalecer a atividade econômica doméstica, limitando a concorrência estrangeira.

Em 2018, por exemplo, Trump anunciou tarifas sobre as importações de aço e alumínio, produtos exportados pelo Brasil para os EUA. Pouco depois, os dois países negociaram um sistema de cotas que permitia a venda com isenção ou redução de tarifas até determinado limite.

No episódio mais recente, o governo americano afirmou que uma investigação do Escritório de Comércio (USTR, na sigla em inglês) concluiu que o Brasil adota práticas consideradas "irrazoáveis" por onerar ou restringir o comércio com o país. Como resultado, propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Em um decreto posterior, Trump citou 60 países — entre eles o Brasil — que falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como consequência, propôs uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a taxação potencial sobre produtos brasileiros para 37,5%.

Nos dois casos, porém, os EUA divulgaram uma extensa lista de exceções. No caso brasileiro, os produtos excluídos das medidas representam cerca de 60% das exportações para o mercado americano.

"Em nossa avaliação, o impacto econômico direto tende a ser limitado, uma vez que a lista de isenções permanece extensa e abrange parcela significativa das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos", afirmaram os analistas Luiza Paparounis e Francisco Lopes, do BTG Pactual, em relatório recente.

O Brasil não é o único parceiro comercial dos EUA atingido por tarifas. União Europeia, China, Canadá, México e outros países também foram alvo de medidas semelhantes adotadas por Trump.

Além de alegar que esses países mantêm relações comerciais injustas com os EUA, Trump também recorreu a diferentes justificativas para defender as tarifas, incluindo combate ao narcotráfico, crime organizado, imigração ilegal, segurança de fronteira, comércio digital, corrupção e até o PIX brasileiro.

"Trump usa essa questão tarifária como uma arma, e já vimos isso várias vezes. No Brasil, quando houve o choque com o nosso judiciário, ou na Índia, que continuava a comprar petróleo russo", avalia a diretora da Faculdade de Relações Internacionais da PUC-Campinas, Kelly Ferreira.

"E mesmo que a Suprema Corte americana já tenha tentado derrubar as tarifas globais impostas em 2025, o Trump está sempre buscando novas formas de usar essas taxas a seu favor", completa a especialista.

Ela acrescenta que até a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas teria um componente econômico, ao dar mais flexibilidade para Trump adotar novos embargos.

Em vários dos casos, a estratégia foi semelhante: o republicano anunciou tarifas, estabeleceu prazos para negociação e buscou obter vantagens competitivas, além de maior abertura dos mercados para a indústria americana.

Trump também afirmou, em diversas ocasiões, que as tarifas serviriam como fonte de receita para o governo, ajudariam a reduzir a dívida pública e fortaleceriam a economia americana.

O republicano não conseguiu cumprir essas promessas. Dados do Tesouro dos EUA mostram que o déficit orçamentário — quando as despesas superam as receitas — cresceu 2% e atingiu US$ 164 bilhões (R$ 827,1 bilhões) em março.

A inflação ao consumidor subiu 0,5% em maio, sétimo avanço consecutivo. Em 12 meses, o índice acumulado chegou a 4,2%, mais que o dobro da meta do banco central americano. Já o PIB do país cresceu 1,6% no primeiro trimestre, abaixo da expectativa do mercado, de 2%.

A sensação de deterioração da economia americana também já se reflete na popularidade de Trump, que vem caindo desde o início do ano passado.

Mesmo sem uma definição sobre as tarifas, o governo brasileiro afirma que pretende manter as negociações. Pela legislação americana, a investigação formal ainda precisa ser concluída e consultas públicas devem ocorrer antes de qualquer medida entrar em vigor.

"A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", afirmou o petista após o anúncio das novas taxas.

Com uma agenda extensa e diversos temas relevantes em debate no G7, a reunião entre Lula e Trump pode não ocorrer. Ainda assim, a expectativa é que o presidente brasileiro aproveite o encontro para estreitar relações com outras grandes economias e fortalecer os laços do Brasil com a União Europeia.

Há 33 minutos O Assunto Ex-deputado é condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação Há 33 minutosEntenda o que acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo STF

Há 10 horas Política ‘Recebeu PIX de milhões do pai’, diz Moraes ao votar por multa ao ex-deputadoHá 10 horasPrevisão do tempo ❄️🧥Nova frente fria chega hoje e deve derrubar ainda mais as temperaturas

Há 5 horas Meio Ambiente Frio abre temporada de cerejeiras, lavandários e girassóis gigantes no ESHá 5 horasTeoria dos 3 potes 💵Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas explicam erro comum

Há 3 horas G1 Explica Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investirHá 3 horasR$ 3,2 bilhões devolvidosINSS: prazo para pedir ressarcimento termina no dia 20

Há 5 horas Economia Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam hojeHá 5 horasAtenção, concurseiros! IBGE abre concurso com mais de 8 mil vagas; veja cargos e salários

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como funcionam as bancas que avaliam candidatos às cotas raciais em concursos e universidades

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 03:48

Trabalho e Carreira Concursos Como funcionam as bancas que avaliam candidatos às cotas raciais em concursos e universidades Comissões de heteroidentificação foram criadas para evitar fraudes no sistema de cotas. Por trabalharem com a subjetividade, decisões desses comitês podem acabar gerando polêmicas. Por Deutsche Welle

Bancas de heteroidentificação verificam cotas raciais com base no fenótipo, não na autodeclaração.

UnB foi uma das primeiras universidades a adotar o sistema de cotas — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Criadas para evitar fraudes no sistema de cotas raciais, as chamadas bancas de heteroidentificação são responsáveis por atestar a legitimidade da autodeclaração feita por candidatos aprovados em concursos públicos para essas vagas.

Nessas bancas não importam certidão de nascimento ou relato pessoal. Para determinar quem é ou não apto a concorrer a uma vaga por cota racial, essa avaliação foca na aparência física dos candidatos inscritos nas vagas reservadas para negros (pretos ou pardos).

Usado por instituições federais, o método surgiu como uma espécie de fiscalização da Lei de Cotas. Em um país tão miscigenado como o Brasil, no entanto, avaliações desse tipo envolvem subjetividade, o que pode gerar controvérsias. A seguir, entenda como funciona uma banca de heteroidentificação.

Sancionada em 2012, a Lei de Cotas é uma política afirmativa que busca reduzir as desigualdades sociais do país. No caso das cotas raciais, a lei determina que parte das vagas de concursos públicos federais seja destinada a pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas.

Para evitar fraudes na autodeclaração de candidatos, o governo federal regulamentou em 2018 o procedimento de heteroidentificação para as candidaturas negras, argumentando que a política era uma demanda da sociedade civil e de movimentos negros.

Essa portaria normativa estabeleceu as regras para a atuação dessas bancas. A norma visava ainda garantir a padronização e igualdade de tratamento entre os candidatos que passariam por esse procedimento.

As bancas de cota racial trabalham com a ideia de heteroidentificação, ou seja, o olhar do outro. Por isso, os comitês não levam em consideração a maneira como a pessoa se identifica (autodeclaração), mas sim a forma como ela é vista socialmente.

"Uma banca é como o olho da sociedade", afirma Rodrigo Ednilson de Jesus, professor e coordenador de Políticas de Ações Afirmativas e Inclusão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "A banca não está avaliando grau de mestiçagem, mas sim se a pessoa é lida ou não como negra."

O governo institui que essas análises devem considerar somente o fenótipo do candidato. Isso significa que são observadas apenas características físicas – como tom de pele, traços faciais e textura de cabelo.

Já aspectos como árvore genealógica, laudos dermatológicos ou tradições culturais ficam de fora da avaliação da banca.

De acordo com Rodrigo Ednilson de Jesus, isso ocorre porque o racismo brasileiro se expressa sobretudo diante de fenótipos, e as cotas raciais foram justamente pensadas como reparação à população afetada por essa discriminação.

Não existe um único órgão responsável pelas bancas. Cada instituição estabelece suas próprias regras sobre a composição dessas comissões. Algumas mobilizam candidatos internamente, outras optam por recrutar pessoas de fora.

No caso de universidades, essas comissões são compostas principalmente por professores, estudantes e funcionários públicos. Todos os membros devem participar de cursos sobre questões raciais e de enfrentamento ao racismo antes de integrarem as bancas.

Geralmente, a banca é composta por cinco pessoas. É importante que o número seja ímpar para não haver empate no resultado.

No processo, cada membro faz seu próprio julgamento e, depois, o grupo chega a uma deliberação coletiva, baseada no olhar da maioria.

A banca deve ser diversa, conforme prevê a legislação. "É preciso que uma comissão tenha homens, mulheres, brancos, negros", explica o professor da UFMG. "Para que as pessoas olhem [para o mesmo candidato] de diferentes ‘lugares'."

Embora não exista uma regra sólida, na maioria das vezes, as bancas acontecem após o processo seletivo. Ou seja, quando a pessoa já passou no vestibular ou concurso público. Daí, sim, ela é considerada apta ou não para a vaga cotista.

Como a ideia é justamente avaliar apenas o fenótipo da pessoa, a banca não faz entrevistas. O que vale ali é a análise visual, que dura cerca de 3 minutos, segundo Rodrigo.

A recomendação do governo é que esse processo seja realizado de forma presencial. Análises por vídeos ou fotos até são permitidas, mas podem dificultar o trabalho da comissão, já que fatores como luz, filtro e ambiente podem afetar a nossa percepção de imagem.

Além disso, independentemente do formato, o encontro entre o candidato e a banca é gravado — a filmagem pode ser solicitada depois, caso haja necessidade.

Todo candidato tem o direito de contestar a decisão da banca que o julgou. Nesse caso, haverá uma segunda comissão (composta por outros analistas). Se a pessoa considerar que o erro persiste, ela pode então entrar com uma ação na Justiça.

Flavia Medeiros, servidora do Itamaraty exonerada por 'reprovar' em banca racial — Foto: Emanuelle Sena/ AscomAGU

Por não seguirem critérios objetivos concretos, há polêmicas envolvendo decisões dessas comissões. Em maio, o caso da internacionalista Flávia Medeiros virou notícia. Ela foi exonerada do Itamaraty, dois meses após assumir o posto de oficial da chancelaria.

Autodeclara negra, ela foi barrada pela banca de heteroidentificação. Flávia contestou a decisão e, nesta segunda-feira (15/06), firmou um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) para reassumir o cargo. A decisão ainda precisa ser homologada pela Justiça Federal.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em 2007, quando as cotas raciais ainda não eram uma política pública nacional, mas já eram aplicadas em algumas instituições.

Naquele ano, os irmãos gêmeos univitelinos Alex e Alan Teixeira da Cunha concorreram às vagas cotistas da Universidade de Brasília (UnB). A banca de heteroidentificação da faculdade aprovou a candidatura de Alan, mas barrou a de Alex. Após a repercussão do caso, a instituição voltou atrás e autorizou o outro irmão na disputa cotista.

O uso da heteroidentificação no sistema de cotas raciais gera discussões devido à sua subjetividade. O olhar de quem está ali na banca não representa necessariamente o de outras pessoas, e isso pode levar a eventuais falhas na avaliação.

"No Brasil, existem pessoas claramente lidas como brancas, outras 'escuramente' lidas como negras. Mas existem pessoas em um lugar de 'ambiguidade racial', quando podem ser lidas em alguns contextos como negras, e em outros, não", afirma o professor da UFMG.

Coautor do livro "A raça que os olhos veem: como controlar a subjetividade dos procedimentos de heteroidentificação racial", Rodrigo continua: "A leitura de uma banca é subjetiva, mas é possível controlar essa subjetividade." Para haver esse controle, segundo ele, é essencial garantir aprofundamento técnico nos estudos anteriores à formação das bancas.

Já Márcia Lima, organizadora da coletânea "O Impacto das Cotas: duas décadas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro", critica o modelo atual. Para a socióloga, a heteroidentificação é, por si só, inadequada à política afirmativa. Em sua visão, deveria haver maior foco na autodeclaração.

"Tratar todo reprovado numa comissão como fraudador é cruel. Ninguém deve definir a identidade de cada um, muito menos em nome do Estado", argumenta. A socióloga defende que, em caso de denúncias de fraude ou má-fé, haja uma investigação à parte.

De acordo com a professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Afro-Cebrap Flavia Rios, os ministérios da Educação e da Igualdade Racial discutem atualmente possíveis padronizações das bancas para deixá-las mais certeiras. Mas ela reforça que, desde o surgimento dos comitês, várias mudanças já foram feitas.

"As comissões foram evoluindo, aprendendo com os próprios erros e problemas. Foram também percebendo que é preciso ter processos formativos, padronizar tamanhos, fazer reuniões seminários e eventos. Mas isso não significa que eventuais erros não aconteçam", acrescenta.

Para Flavia, o principal desafio de hoje está em garantir que haja diversidade regional nas bancas, pois o próprio entendimento do que é ser negro está atrelado às referências regionais de cada avaliador. "[A compreensão do que é] ser pardo no Norte do Brasil é muito diferente do que é no Centro-Sul, por exemplo. Em algumas regiões do país, o fenótipo tem maior variação do que em outras."

Há 10 horas Política ‘Alegações falsas’: Alcolumbre nega ter recebido US$ 30 milhões de VorcaroHá 10 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: o passo a passo para condenação de Eduardo Bolsonaro e os impactos

Há 46 minutos O Assunto Ex-deputado é condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação Há 46 minutosEntenda o que acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo STF

Há 9 horas Política ‘Recebeu PIX de milhões do pai’, diz Moraes ao votar por multa ao ex-deputadoHá 9 horasPrevisão do tempo ❄️🧥Nova frente fria chega hoje e deve derrubar ainda mais as temperaturas

Há 4 horas Meio Ambiente Teoria dos 3 potes 💵Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas explicam erro comum

Há 2 horas G1 Explica Planejamento 📝Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investir

Há 35 minutos Guia do Empreendedor R$ 3,2 bilhões devolvidosINSS: prazo para pedir ressarcimento termina no dia 20

Há 3 horas Economia Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam hojeHá 3 horasAtenção, concurseiros! IBGE abre concurso com mais de 8 mil vagas; veja cargos e salários

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Concurso do IBGE: veja cargos, salários e como se inscrever para mais de 8 mil vagas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 03:48

Trabalho e Carreira Concursos Concurso do IBGE: veja cargos, salários e como se inscrever para mais de 8 mil vagas Inscrições já estão abertas para oportunidades em todo o país. Veja quem pode participar, quanto paga cada função e quando será a prova. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com inscrições abertas para um novo processo seletivo simplificado voltado à realização do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas temporárias em cinco funções, com remunerações que variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além de benefícios.

As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e suporte tecnológico ligadas à execução da pesquisa.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site do IBFC, responsável pela organização do processo. O prazo termina às 23h do dia 1º de julho. A taxa de inscrição é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias.

🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:

ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação;estar em dia com as obrigações eleitorais;estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino;possuir aptidão física e mental para exercer a função;atender aos demais requisitos previstos no edital.

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem:

Língua Portuguesa;Raciocínio Lógico;Ética no Serviço Público;Geografia;conhecimentos específicos de cada cargo.

A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida.

25% para pessoas pretas e pardas;5% para pessoas com deficiência;3% para indígenas;2% para quilombolas.

Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital.

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026.

Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias.

Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas.

Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário.

Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências.

12 de junho — Abertura das inscrições1º de julho — Encerramento das inscrições21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova27 de setembro — Aplicação da prova objetiva28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva18 de dezembro — Resultado final da seleção

Há 10 horas Política ‘Alegações falsas’: Alcolumbre nega ter recebido US$ 30 milhões de VorcaroHá 10 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: o passo a passo para condenação de Eduardo Bolsonaro e os impactos

Há 46 minutos O Assunto Ex-deputado é condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação Há 46 minutosEntenda o que acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo STF

Há 9 horas Política ‘Recebeu PIX de milhões do pai’, diz Moraes ao votar por multa ao ex-deputadoHá 9 horasPrevisão do tempo ❄️🧥Nova frente fria chega hoje e deve derrubar ainda mais as temperaturas

Há 4 horas Meio Ambiente Teoria dos 3 potes 💵Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas explicam erro comum

Há 2 horas G1 Explica Planejamento 📝Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investir

Há 35 minutos Guia do Empreendedor R$ 3,2 bilhões devolvidosINSS: prazo para pedir ressarcimento termina no dia 20

Há 3 horas Economia Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam hojeHá 3 horasAtenção, concurseiros! IBGE abre concurso com mais de 8 mil vagas; veja cargos e salários

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas dizem que esperar sobrar é um erro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 02:44

g1 explica Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas dizem que esperar sobrar é um erro No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário.

Uma das estratégias sugeridas é a chamada teoria dos três potes, que divide o orçamento entre gastos do dia a dia, reserva de segurança para emergências e investimentos voltados para objetivos futuros, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.

A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Há 8 horas Política Trama golpistaPGR defende que STF rejeite revisão de condenação de Jair Bolsonaro

Há 5 horas Política Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar por que mantinha arma em casa durante domiciliarHá 5 horasCarro com arma não foi revistado porque não entrou na casa de Bolsonaro, diz PMHá 5 horasVorcaro pagou diárias em hotel de luxo de Lisboa para Hugo Motta, aponta PF

Há 7 horas Política FOTOS em destinos luxuosos expõem proximidade entre Vorcaro e Ciro NogueiraHá 7 horasPrevisão do tempo ❄️🧥Nova frente fria chega hoje e deve derrubar ainda mais as temperaturas

Há 2 horas Meio Ambiente Teoria dos 3 potes 💵Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas explicam erro comum

Há 28 minutos G1 Explica R$ 3,2 bilhões devolvidosINSS: prazo para pedir ressarcimento termina no dia 20

Há 2 horas Economia Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam hojeHá 2 horasLoterias 🍀🍀🍀

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investir mais dinheiro

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 17/06/2026 02:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Ideia boa não basta: veja como testar um negócio antes de investir mais dinheiro Especialistas recomendam testar o produto, entender o público e planejar os custos antes de tirar uma ideia do papel. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Ter uma boa ideia não é garantia de sucesso no empreendedorismo. Segundo especialistas, muitos negócios começam no impulso e acabam enfrentando prejuízos por falta de planejamento, demanda insuficiente ou custos maiores do que o esperado.

Antes de investir, o primeiro passo é entender se existe público interessado no produto ou serviço. Ouvir potenciais clientes e testar a ideia em pequena escala ajuda a identificar falhas e ajustar o negócio antes de um investimento maior.

Uma das estratégias mais recomendadas é criar um MVP (Minimum Viable Product), sigla para “produto mínimo viável”. O modelo permite validar a proposta com baixo custo e avaliar se ela realmente tem potencial de mercado.

Especialistas também destacam a importância de colocar todos os custos na ponta do lápis, desde produção até entrega, para entender se a operação é financeiramente viável. Para o Sebrae, transformar a ideia em um plano de negócio é essencial para reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso.

Há 9 horas Política ‘Recebeu PIX de milhões do pai’, diz Moraes ao votar por multa ao ex-deputadoHá 9 horas’Julgamento sem pé nem cabeça’, diz Eduardo Bolsonaro sobre condenaçãoHá 9 horasEntenda o que acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado pelo STF

Há 8 horas Política Trama golpistaPGR defende que STF rejeite revisão de condenação de Jair Bolsonaro

Há 5 horas Política Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar por que mantinha arma em casa durante domiciliarHá 5 horasCarro com arma não foi revistado porque não entrou na casa de Bolsonaro, diz PMHá 5 horasVorcaro pagou diárias em hotel de luxo de Lisboa para Hugo Motta, aponta PF

Há 7 horas Política FOTOS em destinos luxuosos expõem proximidade entre Vorcaro e Ciro NogueiraHá 7 horasPrevisão do tempo ❄️🧥Nova frente fria chega hoje e deve derrubar ainda mais as temperaturas

Há 3 horas Meio Ambiente Teoria dos 3 potes 💵Como investir se não sobra dinheiro? Especialistas explicam erro comum

Há 39 minutos G1 Explica R$ 3,2 bilhões devolvidosINSS: prazo para pedir ressarcimento termina no dia 20

Há 2 horas Economia Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam hojeHá 2 horasLoterias 🍀🍀🍀

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bolsa Família 2026: pagamentos de junho começam nesta quarta; veja calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de junho do Bolsa Família 2026 nesta quarta-feira (17). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)

O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.

🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.

Final do NIS: 1 – pagamento em 17/6Final do NIS: 2 – pagamento em 18/6Final do NIS: 3 – pagamento em 19/6Final do NIS: 4 – pagamento em 22/6Final do NIS: 5 – pagamento em 23/6Final do NIS: 6 – pagamento em 24/6Final do NIS: 7 – pagamento em 25/6Final do NIS: 8 – pagamento em 26/6Final do NIS: 9 – pagamento em 29/6Final do NIS: 0 – pagamento em 30/6

Julho: de 20/7 a 31/7;Agosto: de 18/8 a 31/8;Setembro: de 17/9 a 30/9;Outubro: de 19/10 a 30/10;Novembro: de 16/11 a 30/11;Dezembro: de 10/12 a 23/12.

Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.

manter crianças e adolescentes na escola;fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);manter as carteiras de vacinação atualizadas.

O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de:

R$ 150 por criança de até 6 anos;R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;R$ 50 por bebê de até seis meses.

Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.

Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.

Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.

Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.

Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

Há 6 horas Política Trama golpistaPGR defende que STF rejeite revisão de condenação de Jair Bolsonaro

Há 3 horas Política Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar por que mantinha arma em casa durante domiciliarHá 3 horasCarro com arma não foi revistado porque não entrou na casa de Bolsonaro, diz PMHá 3 horasVorcaro pagou diárias em hotel de luxo de Lisboa para Hugo Motta, aponta PF

Há 5 horas Política FOTOS em destinos luxuosos expõem proximidade entre Vorcaro e Ciro NogueiraHá 5 horas’Muito medo de foto’Ex-chef de cozinha de Daniel Vorcaro diz ter sido ameaçado após demissão

Há 3 horas Política Blog da Andréia SadiIrmã de Sicário ameaçou expor arquivos capazes de ‘acabar com a família’ de Vorcaro, aponta PF

Há 10 horas Blog da Andréia Sadi ‘Estou desesperada’, ‘HV será o próximo’: entenda frases de irmã de ‘Sicário’Há 10 horasSicário, Joana, Manolo: os citados pela PF em novas revelações Há 10 horasSTF mantém prisões de pai e de primo de Vorcaro; Gilmar diverge de colegas

Há 5 horas Política Previsão do tempo ❄️🧥Nova frente fria chega hoje e deve derrubar ainda mais as temperaturas

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mega-Sena, concurso 3019: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 21:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3019: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta terça-feira (16) era de R$ 15,5 milhões. No entanto, o valor acumulou. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3019 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (16), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertasse as seis dezenas era de R$ 15,5 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 36 milhões.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do diaClique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp

O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Há 3 horas Política Trama golpistaPGR defende que STF rejeite revisão de condenação de Jair Bolsonaro

Há 14 minutos Política Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar por que mantinha arma em casa durante domiciliarHá 14 minutosCarro com arma não foi revistado porque não entrou na casa de Bolsonaro, diz PMHá 14 minutos’Muito medo de foto’Ex-chef de cozinha de Daniel Vorcaro diz ter sido ameaçado após demissão

Há 36 minutos Política FOTOS em destinos luxuosos expõem proximidade entre Vorcaro e Ciro Nogueira

Há 3 horasVorcaro dava ‘tratamento privilegiado’ e pagou R$ 468 mil em viagens ao senador, diz PFHá 3 horasBlog da Andréia SadiIrmã de Sicário ameaçou expor arquivos capazes de ‘acabar com a família’ de Vorcaro, aponta PF

Há 7 horas Blog da Andréia Sadi ‘Estou desesperada’, ‘HV será o próximo’: entenda frases de irmã de ‘Sicário’Há 7 horasSicário, Joana, Manolo: os citados pela PF em novas revelações Há 7 horasSTF mantém prisões de pai e de primo de Vorcaro; Gilmar diverge de colegas

Há 2 horas Política Loterias 🍀🍀🍀Mega-Sena acumula de novo e vai a R$ 36 milhões; veja dezenas sorteadas

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Área técnica do TCU deve rejeitar competência da Corte para analisar empréstimo para salvar o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 20:47

Distrito Federal Área técnica do TCU deve rejeitar competência da Corte para analisar empréstimo para salvar o BRB Auditores avaliam que transação deve ser acompanhada pelo Tribunal de Contas do DF, já que o BRB é um banco distrital. Decisão final cabe ao plenário do TCU; não há data para votação. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

A área técnica do TCU avaliou que a Corte não tem competência para analisar o empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Distrito Federal para salvar o BRB.

O governo do Distrito Federal planeja tomar R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos. Recursos do FPE e do FPM serão usados como contragarantia.

A crise do BRB envolve transações de R$ 30 bilhões com o Banco Master. Em novembro de 2025, a Polícia Federal apontou fraudes financeiras nessas operações.

Em abril, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso. O banco estima que R$ 8,8 bilhões em créditos comprados do Master são "crédito podre".

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou que o órgão não tem a competência legal para analisar o eventual empréstimo de até R$ 6,5 bilhões que o governo do Distrito Federal deve tomar para salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

Segundo a análise, apurações desse tipo deveriam ser conduzidas pelo Tribunal de Contas do DF, já que o BRB é vinculado ao governo distrital, e não à União.

Com esse entendimento, a unidade técnica recomendará o não conhecimento da representação que pedia uma investigação do caso pelo TCU. A conclusão foi confirmada ao g1 por interlocutores que acompanham o tema.

O parecer da área técnica, porém, não é definitivo. O processo ainda será analisado pelo relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, e pelo Ministério Público junto ao TCU.

A decisão final cabe ao plenário da Corte, que deve analisar o voto apresentado pelo relator no caso.

O governo do Distrito Federal se prepara para assumir uma dívida bilionária que deve levar mais de 10 anos para ser quitada: um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).

O dinheiro virá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os maiores bancos públicos e privados do país atuarão como fiadores. Mas, como contragarantia, o governo colocou na reta os recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

➡️A contragarantia é o bem que pode ser obtido pelo fiador, quando ele é acionado para cobrir um calote. Ou seja: os grandes bancos pagariam a conta, mas usariam o FPE e o FPM para reaver o dinheiro.

A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.

Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.

O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.

O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

Há 2 horasVorcaro dava ‘tratamento privilegiado’ e pagou R$ 468 mil em viagens ao senador, diz PFHá 2 horasLoterias 🍀🍀🍀Caixa sorteia Mega-Sena, Lotofácil, Quina e mais; ASSISTA

Agora Sorteios Caixa Blog da Andréia SadiIrmã de Sicário ameaçou expor arquivos capazes de ‘acabar com a família’ de Vorcaro, aponta PF

Há 6 horas Blog da Andréia Sadi ‘Estou desesperada’, ‘HV será o próximo’: entenda frases de irmã de ‘Sicário’Há 6 horasSicário, Joana, Manolo: os citados pela PF em novas revelações Há 6 horasSTF mantém prisões de pai e de primo de Vorcaro; Gilmar diverge de colegas

Há 1 hora Política Prisão domiciliar Moraes manda Bolsonaro explicar arma de fogo apreendida com militar

Há 9 horas Política Bolsonaro pode manter armas, mesmo em domiciliar? EntendaHá 9 horasGlock 9mm: qual é o modelo da arma apreendida no DFHá 9 horasCarro não foi revistado porque não entrou na casa de Bolsonaro, diz PM do DF a MoraesHá 9 horasDeputados já aprovaram PECEscala 6×1: Governo retira urgência de projeto para destravar votações na Câmara

0

PREVIOUS POSTSPage 5 of 225NEXT POSTS