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Torcida do Brasil zicou a França? Classificação da Espanha para a final da Copa rende memes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 18:47

Tecnologia Torcida do Brasil zicou a França? Classificação da Espanha para a final da Copa rende memes Equipe liderada por Mbappé era vista por muitos como a melhor adversária em uma possível final contra a Argentina de Messi. Por Redação g1

Pedro Porro, da Espanha, comemora o segundo gol da equipe em jogo contra França — Foto: REUTERS/Hannah Mckay

A classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo nesta terça-feira (14) rendeu memes. Nas redes sociais, várias pessoas brincaram que a torcida dos brasileiros pela França deu azar.

Muitos brasileiros estavam torcendo para a França por entenderem que a equipe liderada por Mbappé teria mais condições de vencer a Argentina de Messi na final.

A Argentina e a Inglaterra se enfrentarão na quarta-feira (14) para decidir quem segue para a final da Copa do Mundo.

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Nvidia começa a enviar um de seus chips mais poderosos para a China, diz autoridade dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 16:47

Tecnologia Nvidia começa a enviar um de seus chips mais poderosos para a China, diz autoridade dos EUA Venda dos chips de inteligência artificial H200 é um ponto sensível de disputa tecnológica entre os EUA e a China, uma vez que os equipamentos podem ser usados em aplicações militares. Por Reuters

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 — Foto: Reuters/Carlos Barria

Uma autoridade do alto escalão do governo americano disse nesta terça-feira (14) ao Congresso dos Estados Unidos que a Nvidia enviou para a China um pequeno número de chips H200, o segundo processador de inteligência artificial mais poderoso da empresa.

As vendas dos chips H200 se tornaram um ponto sensível na disputa tecnológica entre os dois países. O governo dos EUA busca restringir o acesso da China a semicondutores de ponta que possam ser utilizados em aplicações militares.

A confirmação de que os chips foram enviados para a China foi feita por Jeffrey Kessler, subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos EUA.

"Houve exportações mínimas de H200 para a China até agora", afirmou Kessler ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. Segundo ele, o número de chips é "muito pequeno".

Uma subsidiária da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE Corp e outras duas empresas chinesas estão entre as entidades que mais recentemente receberam autorização dos EUA para comprar chips avançados de IA da Nvidia e da AMD, informou a Reuters.

O Departamento de Comércio dos EUA já havia aprovado a venda de chips H200 para cerca de 10 empresas chinesas em maio, mas nenhuma entrega tinha sido realizada, segundo a agência. As empresas autorizadas incluíam Alibaba, Tencent e ByteDance, dona do TikTok.

Kessler afirmou que o Departamento de Comércio forneceu ao Congresso uma lista confidencial dos pedidos para compra dos chips H200 e seus respectivos status, mas não deu mais detalhes.

O deputado Gregory Meeks, principal democrata no comitê, criticou o Departamento de Comércio por não ter adicionado mais empresas chinesas à lista de controle de exportações desde outubro. É o maior período sem novas inclusões em mais de uma década.

Segundo Meeks, o presidente Donald Trump "transformou os controles de exportação em uma moeda de troca nas negociações mais amplas com a China" e "enfraqueceu salvaguardas existentes ao aprovar licenças para chips avançados de IA destinados à China".

Kessler defendeu a postura do governo e disse que é importante fazer cumprir restrições às empresas que já integram as listas de controle. E indicou que novas medidas regulatórias sobre inteligência artificial estão a caminho.

O Departamento de Comércio adiou a inclusão da DeepSeek e de outras 100 empresas chinesas à lista de restrições, informou a Reuters em junho a partir de duas pessoas familiarizadas com o assunto.

Segundo a agência, a medida faz parte dos esforços do governo Trump para evitar uma escalada das tensões com Pequim.

Empresas americanas não podem exportar bens, software ou tecnologia para companhias incluídas nessa lista sem uma licença específica, cuja aprovação costuma ser negada.

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Guerras e tarifas levam confiança da indústria ao menor nível desde a pandemia, diz CNI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 16:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,076-1,11%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,797-0,77%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.448 pts0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,076-1,11%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,797-0,77%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.448 pts0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,076-1,11%Dólar TurismoR$ 5,278-1,12%Euro ComercialR$ 5,797-0,77%Euro TurismoR$ 6,043-0,78%B3Ibovespa176.448 pts0,4%Oferecido por

A indústria brasileira está mais pessimista com os rumos da economia, pressionada pelo aumento das dúvidas e inseguranças da economia global. É o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que caiu 2,3 pontos em julho, chegando a 44,4 pontos.

🔎 O ICEI funciona como um termômetro para medir o humor de quem comanda as fábricas no país. Quando o índice cai, pode significar que o empresário está pisando no freio, o que costuma travar novos investimentos e contratações.

Divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), este é o menor nível de confiança do setor desde junho de 2020, quando o indicador havia despencado para 41,2 pontos devido aos impactos iniciais da pandemia de Covid-19.

Momento atual: mede como os empresários avaliam a situação da economia brasileira e da própria empresa em relação aos últimos seis meses.Expectativas: mede o que os empresários esperam para a economia e para a empresa nos próximos seis meses.

A avaliação sobre a própria empresa tem peso maior do que a da economia em cada componente e as expectativas têm peso maior do que a avaliação do momento atual.

Na avaliação da CNI, a piora na confiança foi impulsionada pela percepção mais negativa sobre a economia brasileira, pelo aumento das incertezas no cenário internacional e pelo enfraquecimento das expectativas para as próprias empresas.

"O cenário se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros", explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Em julho de 2026, o Índice de Condições Atuais caiu para 41,6 pontos, 0,7 ponto abaixo do mês anterior.

O resultado foi puxado principalmente pela piora na percepção sobre a economia brasileira, cujo indicador recuou de 36 para 34,7 pontos. Já o índice que mede a avaliação sobre as próprias empresas caiu de 45,4 para 45,1 pontos.

O levantamento da CNI mostra uma forte queda no otimismo da indústria em relação aos próximos seis meses.

O indicador que mede as expectativas para o futuro despencou 3,1 pontos e fechou em 45,8 pontos, registrando a maior queda para um único mês desde novembro de 2022.

O resultado foi puxado principalmente pela piora nas expectativas para a economia brasileira, cujo indicador recuou de 41 para 37,2 pontos.

Já o índice de expectativas para as próprias empresas caiu de 52,8 para 50,1 pontos, praticamente eliminando o otimismo registrado nos meses anteriores e deixando o indicador no limite da neutralidade.

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Nova York suspende construção de data centers por preocupação sobre consumo de energia e água

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 15:47

Tecnologia Nova York suspende construção de data centers por preocupação sobre consumo de energia e água Suspensão impede a aprovação de novas licenças ambientais para grandes data centers durante um ano. Nesse período, estado fará análise de impactos e definirá novas regras para instalação desses empreendimentos. Por Reuters

Representação artística do centro de dados de IA planejado pela Meta – o primeiro da empresa no Canadá, a ser construído em Sturgeon County, Alberta — Foto: Meta/Divulgação

Nova York se tornou nesta terça-feira (14) o primeiro estado americano a suspender a construção de novos grandes data centers, em meio a preocupações sobre o impacto dessas estruturas no consumo de energia, no uso de água e nas comunidades locais.

A medida ocorre enquanto empresas de tecnologia aceleram a construção de data centers para atender à demanda gerada pelo avanço da inteligência artificial. Esses centros abrigam milhares de computadores usados para armazenar dados e processar informações.

A suspensão, com validade de um ano, impede a aprovação de novas licenças ambientais para instalações com potência de 50 megawatts ou mais.

Durante esse período, o governo de Nova York fará uma análise dos impactos ambientais e definirá novas regras para a instalação desses empreendimentos.

“À medida que o desenvolvimento de data centers ameaça aumentar as contas de energia, esgotar nossos recursos naturais e criar incertezas para os nova-iorquinos, é minha responsabilidade agir e liderar”, disse a governadora Kathy Hochul.

Nova York tem atualmente mais de 130 data centers, segundo o Data Center Map. O número é menor do que o de estados como Virgínia, com mais de 600 unidades, e Texas, com cerca de 500.

Empresas de tecnologia como Alphabet e Microsoft não comentaram a decisão. Meta, Amazon e Oracle não responderam aos pedidos de manifestação da Reuters.

A operadora de data centers Digital Realty afirmou que a medida pode levar investimentos para outros estados. “Uma pausa de um ano não é a abordagem correta”, disse a empresa.

O executivo-chefe da NTT Global Data Centers, Doug Adams, afirmou que o setor precisa explicar melhor os impactos dessas estruturas nas comunidades, como geração de empregos, investimentos e uso de recursos naturais.

Por que estados americanos podem proibir a construção de data centersMeta amplia projeto de data center para IA nos EUA e eleva investimento para mais de US$ 50 bilhões

O crescimento dos data centers nos Estados Unidos tem gerado preocupação porque essas instalações consomem grandes volumes de eletricidade. Em algumas regiões, moradores e autoridades temem que a expansão aumente o valor das contas de luz e pressione a rede elétrica.

A Assembleia Legislativa de Nova York já aprovou um projeto para criar regras mais rígidas para data centers com potência acima de 20 megawatts, o que alcançaria ainda mais empreendimentos do que a suspensão anunciada nesta terça-feira.

Apenas um em cada três americanos apoia o ritmo atual de construção de data centers, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos. A maioria diz que seria contra a instalação de uma unidade em sua própria comunidade.

Segundo dados do operador da rede elétrica de Nova York, havia em maio mais de 12 gigawatts em grandes pedidos de conexão à rede, incluindo data centers. Um gigawatt de energia é suficiente para abastecer cerca de 750 mil casas.

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Por que o PIX se tornou um foco da ofensiva comercial de Trump contra o Brasil?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 13:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%Oferecido por

O que começou como uma ferramenta para transferências instantâneas de dinheiro se transformou em um dos meios de pagamento mais usados pelos brasileiros. Em poucos anos, o PIX passou a liderar as transações no país e agora também entrou no centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.

A poucos meses das eleições presidenciais brasileiras, o sistema de pagamentos criado pelo Banco Central virou um dos pontos de atrito entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a gestão de Donald Trump.

Washington acusa o Brasil de favorecer um sistema estatal de pagamentos e dar tratamento considerado desfavorável a empresas americanas que atuam no setor, especialmente as operadoras de cartões de crédito.

"A gente não precisa pagar taxa nenhuma pelo PIX. Com cartão de crédito tem taxa, anuidade, taxa do banco… Com o Pix não", disse à AFP Paulo Ricardo Conceição, dono de um quiosque de bebidas na Praia de Copacabana que exibe o logotipo do sistema.

Além do PIX, o governo americano questiona outras políticas brasileiras que considera discriminatórias. Com base nessas críticas, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) avalia a adoção de tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A decisão deve ser anunciada nos próximos dias.

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Lançado em 2020, o PIX se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Segundo o Banco Central, responsável por desenvolver o sistema, ele responde por 54% de todas as transações realizadas no país.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou, em carta enviada ao USTR, que o PIX conseguiu incluir milhões de brasileiros que antes estavam fora do sistema bancário tradicional.

Hoje, cerca de 80% da população utiliza a ferramenta para fazer pagamentos e transferências dos mais variados valores — da compra de um coco na praia à aquisição de um imóvel — em poucos segundos.

"Antigamente a gente tinha que andar com dinheiro. Agora você pega só o celular e faz o PIX na hora. Acho que facilitou bastante a vida de todo mundo", afirmou à AFP Ingrid Ferreira, servidora pública de 32 anos, em Brasília.

A ampla adesão fez do PIX um dos poucos temas que reúnem apoio em diferentes grupos políticos. Pesquisas indicam que mais de 90% dos brasileiros avaliam positivamente o sistema.

Na avaliação de Washington, o Banco Central exerce ao mesmo tempo o papel de operador e de regulador do PIX, o que configuraria um conflito de interesses e colocaria empresas americanas em desvantagem competitiva.

O governo de Trump também afirma que os bancos são obrigados a destacar o PIX na página inicial de seus aplicativos e não podem cobrar tarifas dos usuários pelo serviço.

"Isso força os provedores americanos a promoverem seu concorrente brasileiro", afirmou o USTR, que considera esse tratamento "injusto".

Segundo uma fonte do governo brasileiro ouvida pela AFP, a principal insatisfação parte das empresas de cartão de crédito, cuja participação nas transações realizadas no país caiu de 23% para 15% desde o lançamento do PIX.

"Grande parte da população brasileira trabalha na informalidade ou é formada por pequenos empresários e microempreendedores, que antes dependiam muito das grandes operadoras de cartão e precisavam pagar taxas", explicou à AFP Marco Sanfins, professor da Universidade Federal Fluminense.

O governo brasileiro rejeita as acusações e argumenta que o PIX ampliou o mercado de pagamentos digitais, beneficiando inclusive empresas americanas, como Google e Visa.

O Banco Central também afirma que, desde a criação do PIX, o número de usuários de cartões no país continuou crescendo.

Segundo Brasília, o governo americano também vê o PIX e sistemas semelhantes como uma possível ameaça à predominância internacional do dólar.

Além do Brasil, países como Quênia, Nigéria, Índia e Colômbia também desenvolveram sistemas nacionais de pagamentos instantâneos.

A disputa ocorre em um momento de forte tensão política entre Brasil e Estados Unidos. Em outubro, Lula disputará a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Trump impôs tarifas ao Brasil no ano passado e classificou o julgamento de Jair Bolsonaro como uma "caça às bruxas". Posteriormente, a maior parte dessas tarifas foi revogada.

Diante das críticas americanas ao PIX, Flávio Bolsonaro buscou se distanciar da posição de Washington em relação a um sistema implantado durante o governo de seu pai.

"O PIX é bom para o Brasil. E, por incrível que pareça, é bom também para os Estados Unidos", afirmou o senador após participar de um encontro no USTR, em Washington.

Governo Trump conclui que Pix é 'injusto': por que sistema brasileiro incomoda tanto os EUA e o que pode acontecer com ele agora? — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Move Aplicativos: crédito para motoristas de app e taxistas supera R$ 1 bilhão em financiamentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 13:47

Carros Move Aplicativos: financiamentos para taxistas e motoristas de app chegam a R$ 1 bilhão pelo BNDES Iniciativa do Governo Federal já apoiou mais de 10 mil profissionais e oferece crédito para renovação da frota de taxistas e motoristas de aplicativos. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

A nova linha de crédito voltada à renovação da frota de taxistas e motoristas de aplicativos já alcançou R$ 1 bilhão em financiamentos aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa, chamado BNDES Move Motoristas, já apoiou 10.179 profissionais em todo o país, incluindo taxistas e motoristas vinculados a mais de 19 plataformas de aplicativo autorizadas.

Segundo o BNDES, o valor médio dos financiamentos contratados é de R$ 102 mil por motorista. Ao todo, 47 modelos de veículos, produzidos por 13 fabricantes, estão habilitados para financiamento pelo programa.

Para que os recursos continuem disponíveis, as instituições financeiras credenciadas pelo BNDES precisam contratar as operações de crédito com os motoristas até 15 de setembro de 2026.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o programa já está em funcionamento e passa por aprimoramentos para ampliar sua capacidade de atendimento. “Temos operações em 1.015 municípios distribuídos em todos os estados brasileiros”, afirmou.

Apesar do avanço nas contratações, o programa ainda não teve impacto significativo nos dados de vendas de veículos. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, o Move Aplicativos, uma das modalidades do programa, começou a operar em 19 de junho e ainda está em fase inicial.

Segundo Calvet, um dos fatores que explica a ausência de impacto imediato nos números de emplacamentos é que a cobertura do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que garante até 80% das operações de financiamento, só passou a valer em 2 de julho.

Com a ampliação da participação dos bancos e o funcionamento pleno da garantia do FGI, a expectativa da indústria é de crescimento das operações nos próximos meses. O Banco do Brasil é atualmente uma das principais instituições financeiras responsáveis pela operação da linha, e a entrada da Caixa Econômica Federal deve ampliar o alcance do programa.

A expectativa da Anfavea é que os efeitos do programa apareçam nas estatísticas de vendas de veículos divulgadas nos próximos meses.

O chamado programa de financiamentos à exportação dos bens e serviços de engenharia brasileiros do BNDES consiste no aporte a empresas brasileiras para executarem serviços no exterior. — Foto: Getty Images

O Move Brasil é um programa do Governo Federal criado para estimular a renovação de frotas utilizadas por profissionais do transporte.

Dentro desse programa está o BNDES Move Motoristas, uma linha de financiamento específica destinada a taxistas e motoristas de aplicativos que desejam comprar veículos novos com condições de crédito diferenciadas.

É importante destacar que os dois programas não são a mesma coisa. O Move Brasil é mais amplo e contempla diferentes categorias profissionais, enquanto o financiamento operado pelo BNDES dentro do Move Motoristas é direcionado exclusivamente para taxistas e motoristas de aplicativos.

O BNDES Move Motoristas é uma política pública de financiamento destinada à renovação da frota utilizada no transporte individual remunerado de passageiros.

Por meio do programa, taxistas e motoristas de aplicativos podem financiar a compra de veículos novos de até R$ 150 mil, desde que os modelos estejam incluídos na lista oficial de veículos financiáveis e sejam produzidos por montadoras habilitadas no Programa Mover, do Governo Federal.

Ao todo, são 47 modelos de veículos de 13 fabricantes disponíveis para financiamento dentro do programa.

Além do valor do veículo, o financiamento também pode incluir alguns custos adicionais, desde que sejam contratados junto com o bem principal. São eles:

Seguro do veículo;Seguro prestamista (modalidade que cobre o pagamento das parcelas em situações previstas no contrato, como morte ou invalidez);Itens de segurança destinados ao atendimento das necessidades de profissionais mulheres que atuam no transporte de passageiros, limitados a até 10% do valor total financiado;Encargo por Concessão de Garantia (ECG), quando a operação contar com garantia do Programa Emergencial de Acesso a Crédito na modalidade garantia (Peac-FGI);Custos relacionados à constituição, registro e averbação da alienação fiduciária, incluindo despesas cartorárias previstas na regulamentação do programa.

Baterias são de longe o componente mais caro e continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis dos carros elétricos — Foto: John Walton/PA Wire/picture alliance

No entanto, o percentual efetivamente financiado depende da análise da instituição financeira responsável pela operação.

O BNDES Move Motoristas não exige pagamento obrigatório de entrada (sinal). Caso o banco solicite algum valor de entrada, a decisão será baseada na política de crédito da própria instituição financeira.

O motorista deve realizar o cadastro pela plataforma oficial do programa, utilizando uma conta gov.br. Após a análise das informações, ele receberá, em até cinco dias úteis, a confirmação se está apto a participar.

A aprovação do cadastro, porém, não garante a liberação do crédito, que ainda depende da análise da instituição financeira.

Com a aprovação no programa, o motorista deve procurar uma concessionária que venda veículos habilitados e informar que deseja utilizar o BNDES Move Motoristas. Também é possível solicitar o financiamento diretamente ao banco de relacionamento do profissional.

A instituição financeira responsável avalia o perfil do motorista, considerando fatores como histórico financeiro, limite de crédito e capacidade de pagamento. O banco é quem decide pela aprovação do financiamento, já que o BNDES não realiza análise de crédito diretamente.

Após a aprovação pelo banco, a instituição encaminha o pedido ao BNDES para validação automática da operação. O programa está em funcionamento, mas a disponibilidade do crédito pode variar conforme a implementação de cada instituição financeira participante.

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Brasil seria 2º país com maiores tarifas dos EUA se Trump confirmar novo tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 13:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,072-1,17%Dólar TurismoR$ 5,277-1,14%Euro ComercialR$ 5,799-0,74%Euro TurismoR$ 6,050-0,66%B3Ibovespa176.186 pts0,25%Oferecido por

Governo americano propõe tarifas de 25% sobre produtos brasileiros após investigação que durou um ano — Foto: EPA via BBC

O governo dos Estados Unidos deve anunciar até quarta-feira (15) se vai aplicar novas tarifas contra o Brasil como parte de uma grande investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pela Casa Branca — incluindo ataques ao Pix.

Um documento do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) divulgado no mês passado sugere tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros — mas uma decisão final ainda não havia sido tomada, em meio a negociações entre Brasil e EUA.

Caso as retaliações sugeridas pelo USTR sejam de fato adotadas, o Brasil passará a ser o segundo país com maiores tarifas aplicadas a seus produtos pelos EUA — apenas os produtos chineses importados pelos americanos teriam taxações superiores.

Os dados são de uma iniciativa chamada Global Trade Alert (GTA), em que dados de comércio global são compilados pelo St. Gallen Endowment, um centro de estudos independente baseado na Suíça.

Atualmente, o Brasil é o 13º país com maiores tarifas impostas pelos EUA, segundo os cálculos do GTA. Com tarifa média efetiva de 11,73%, o país está atrás de China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália.

Mas, se o tarifaço de 25% for confirmado pelo governo Trump, o Brasil saltaria para a segunda posição.

A China é o país que mais viu suas tarifas médias de importação subir no segundo mandato de Trump — um aumento de 27%, comparado às tarifas praticadas pelo governo Biden, disse Johannes Fritz, diretor do St. Gallen Endowment, à BBC News Brasil.

Segundo os dados do GTA, caso as tarifas propostas pela USTR se concretizem, o Brasil seria o segundo país que mais sofreu aumento de tarifas no segundo mandato de Trump — um aumento médio previsto de 18%.

Os dados do GTA consideram apenas as tarifas efetivas — ou seja, as que realmente são cobradas em cima dos produtos — e não as tarifas nominais — que são as explícitas na legislação e anunciadas pelo governo.

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O que justifica o Brasil ser tão visado pelo segundo mandato do governo Trump, já que é apenas o 17º maior parceiro comercial dos EUA?

"Isso seria uma tentativa de ler os sinais que vêm de Washington. O que parece plausível é que tenha um componente de alianças pessoais ou, pelo menos, políticas, já que Bolsonaro foi citado explicitamente", diz Fritz.

No ano passado, quando os EUA anunciaram a imposição da taxa de 50% às exportações brasileiras, Trump citou seu descontentamento com o fato de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter se tornado réu por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro acabou condenado em setembro do ano passado e está atualmente cumprindo pena de 27 anos, em prisão domiciliar.

Mas o diretor do centro de estudos na Suíça afirma também que o Brasil pode estar sendo alvo do governo americano por suas políticas tecnológicas. Segundo ele, o Brasil está entre as economias que se arriscaram a confrontar as empresas de tecnologia dos EUA, ao lado da União Europeia e da Austrália.

"Há preocupações também com o aspecto da política tecnológica, em que o Brasil se expôs no passado com decisões judiciais contra plataformas no que diz respeito à proteção de conteúdo, por exemplo", diz Fritz.

Entre os exemplos, está a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tirar do ar a plataforma de compartilhamento de vídeos Rumble em fevereiro de 2025 e o bloqueio do X em setembro de 2024.

Para Rodrigo Zeidan, professor da New York University Shanghai, na China, e da Fundação Dom Cabral, as tarifas que serão anunciadas pelos EUA provavelmente abrirão caminho para novas negociações entre os governos.

"Esse é o padrão [da Casa Branca]. Se é que tem um padrão, né? O anúncio da tarifa é uma forma de trazer o parceiro comercial para a mesa e impor o que quer que seja do que realmente implementar loucamente [as tarifas anunciadas]", disse Zeidan à BBC News Brasil.

Para ele, no entanto, essas negociações não terão necessariamente uma lógica estritamente econômica e comercial.

"Todo o argumento americano para justificar as tarifas com outros países é que os EUA têm déficit comercial. Mas, com o Brasil, os EUA exportam o dobro do que os brasileiros exportam para eles. Então esse argumento nem faz sentido nesse caso."

"Claramente os EUA não estão movidos pela lógica econômica. Estão movido pela lógica nacionalista e política."

Em julho do ano passado, o governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos.

O procedimento, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), pode resultar em medidas de retaliação, como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras.

Uma das consequências dessa investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio é que os EUA podem tomar medidas punitivas, como imposição de tarifas ou restrições de importação.

No caso brasileiro, o documento do USTR propõe que "a ação adequada incluiria a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os produtos brasileiros", mas com diversas exceções que são listadas em um anexo.

O governo americano concluiu que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA".

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento.

O governo americano acusa o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico: segundo o governo americano, "tribunais brasileiros emitiram decisões sigilosas determinando que empresas americanas de redes sociais removam determinados conteúdos políticos e suspendam perfis de residentes nos Estados Unidos — em alguns casos, com alcance global —, além de proibirem as plataformas de informar os usuários sobre essas ordens". O documento fala em imposição de multas elevadas, restrições ao acesso a ativos, contas e sistemas de pagamento no Brasil e, em pelo menos um caso, o bloqueio total de um site.Tarifas preferenciais consideradas injustas: "por meio de acordos comerciais preferenciais de escopo limitado com México e Índia — que abrangem setores nos quais esses países são produtores avançados e competitivos globalmente —, o Brasil concede tarifas mais baixas e tratamento preferencial a centenas de produtos mexicanos e indianos em diversos setores".Combate à corrupção: "o Brasil não adota medidas de fiscalização suficientes para enfrentar práticas de suborno e corrupção".Proteção à propriedade intelectual: "o Brasil não reforça adequadamente a aplicação de suas leis penais e normas aduaneiras para combater produtos falsificados"; "não resolve a demora excessiva na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico"; e "não mantém ações consistentes e contínuas contra a pirataria".Acesso ao mercado de etanol: em 2017, "o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário anteriormente equilibrado para o etanol e, desde então, não passou a oferecer reciprocidade às exportações americanas".Desmatamento ilegal: apesar de contar com um arcabouço legal para combater o desmatamento ilegal, "o Brasil historicamente não consegue aplicá-lo de forma eficaz, e a prática persiste".

Analistas afirmam que o governo Trump vem usando investigações da seção 301 como alternativa a outra proposta de tarifaço que foi derrubada pela Suprema Corte do país.

Em fevereiro, o tribunal decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar uma lei diferente — a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 – para impor tarifas abrangentes a parceiros comerciais dos EUA, incluindo o Brasil.

A legislação usada agora — a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — resistiria a contestações judiciais, na avaliação de especialistas.

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Trump diz ter desistido de cobrar pedágio de 20% a embarcações no Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 12:47

Mundo Trump diz ter desistido de cobrar pedágio de 20% a embarcações no Estreito de Ormuz Presidente norte-americano havia anunciado na segunda-feira (13) que os EUA passariam a controlar o estreito e cobrariam uma taxa de 20% sobre produtos de navios. Nesta terça, ele disse que vai substituir a cobrança por acordos comerciais com países do Golfo Pérsico. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (14) que desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre produtos de navios que circulem pelo Estreito de Ormuz, como havia anunciado na segunda-feira (13).

Trump afirmou que vai "substituir" a cobrança da taxa por acordos comerciais e de investimento com "vários países do Golfo" Pérsico.

➡️ Na segunda-feira (13), diante da nova troca de ataques com o Irã, Trump anunciou que os EUA "tomariam o controle" do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas navais do petróleo e gás consumidos no mundo e que fica na costa do Irã. Ele não explicou como controlaria o canal, mas disse que imporia uma taxa de 20% sobre o preço de produtos transportados por navios que cruzem o canal.

"Com base em conversas altamente produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% devida aos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que vários Estados do Golfo realizarão nos EUA", anunciou Donald Trump em sua rede social Truth Social.

Trump não especificou quais países do Golfo Pérsico se comprometaram com o acordo, mas disse que os governos fariam investimentos "gigantescos" dentro dos Estados Unidos que compensariam o pedágio que o presidente norte-americano queria impor em Ormuz.

Apesar de desistir da taxa, o presidente norte-americano disse que o plano dos EUA de retomar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz — previsto para iniciar nesta terça-feira — segue de pé. O bloqueio, disse Trump, será feito apenas para embarcações do Irã e ao longo de toda a costa iraniana.

👉 O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico (veja no mapa abaixo).

Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. O memorando de paz assinado por EUA e Irã — e agora deixado de lado — previa que a via marítima fosse reaberta, sem qualquer cobrança durante 60 dias. Nesse período, Irã, Omã e países do Golfo deveriam negociar a futura administração da via.

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Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 11:47

Tecnologia Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões Processo ocorre após a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp demitir cerca de 8 mil funcionários em reestruturação para aumentar investimentos em inteligência artificial. Por Redação g1 — São Paulo

Vinte e seis ex-funcionários processaram a Meta na Califórnia. Eles acusam a empresa de usar inteligência artificial para demitir trabalhadores com deficiência ou de licença médica.

A ação judicial foi protocolada nesta segunda-feira (13) em Oakland. O grupo acusa a empresa de violar leis de proteção à saúde e contra discriminação.

O processo aponta que a Meta usou critérios de produtividade prejudiciais. A ferramenta teria selecionado desproporcionalmente trabalhadores grávidas ou que precisaram faltar por problemas de saúde.

Os cortes ocorreram em maio e atingiram cerca de 8.000 funcionários. A reestruturação visa concentrar recursos da companhia no desenvolvimento de inteligência artificial.

A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026. O foco do montante é a ampliação de sua capacidade tecnológica em IA.

Vinte e seis ex-funcionários da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, entraram com uma ação judicial contra a empresa, acusando a companhia de usar um sistema de inteligência artificial que teria prejudicado trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica durante um processo de demissões em massa.

Segundo o processo, obtido pela Reuters, a ferramenta de inteligência artificial teria selecionado de forma desproporcional funcionários nessas condições para serem demitidos.

A ação foi apresentada na segunda-feira (13) em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Os ex-funcionários afirmam que a Meta teria usado critérios como produtividade e uso de ferramentas de inteligência artificial para decidir quais trabalhadores seriam afetados pelos cortes.

Segundo a acusação, esses critérios teriam prejudicado pessoas que precisaram faltar ao trabalho por causa de problemas de saúde.

Os 26 ex-funcionários, que entraram com o processo de forma anônima, afirmam que a Meta violou leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, que tiram licença médica ou que estão grávidas.

Os autores da ação vivem em seis estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, além do Distrito de Columbia.

A Meta afirmou que as acusações não têm fundamento. “As decisões sobre gestão de funcionários e organização da empresa foram e continuam sendo tomadas por pessoas, não por inteligência artificial”, disse um porta-voz da companhia à Reuters esta terça-feira (14).

As acusações surgem após uma rodada de cortes realizada pela empresa em maio, quando a Meta começou a demitir cerca de 8 mil funcionários como parte de uma reestruturação para concentrar recursos no desenvolvimento de inteligência artificial.

Segundo a Bloomberg, os desligamentos representaram cerca de 10% da força de trabalho da companhia, que tinha aproximadamente 78,9 mil funcionários no fim de 2025.

As notificações começaram a ser enviadas primeiro a trabalhadores da Ásia e depois aos funcionários dos Estados Unidos.

Antes dos cortes, a empresa já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para áreas ligadas à inteligência artificial. Segundo relatos de funcionários, as mudanças não eram opcionais e aumentaram a tensão interna.

Em comunicado aos funcionários, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a decisão fazia parte dos esforços para tornar a empresa mais eficiente e compensar os altos investimentos na área de inteligência artificial.

A Meta tem ampliado os investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, incluindo compra de chips e construção de centros de dados.

A companhia planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões), principalmente para ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias de IA.

No fim de fevereiro, a empresa também anunciou um acordo com a fabricante de chips AMD para comprar milhões de processadores, em um contrato avaliado em pelo menos US$ 60 bilhões.

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Warren Buffett deixa de doar para fundação de Bill Gates após revelações sobre ligação com Jeffrey Epstein

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 10:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 5,074-1,13%Dólar TurismoR$ 5,300-0,7%Euro ComercialR$ 5,811-0,53%Euro TurismoR$ 6,071-0,31%B3Ibovespa176.334 pts0,34%Oferecido por

Warren Buffett anunciou nesta terça-feira (14) que deixou de doar para a Fundação Bill e Melinda Gates. A decisão ocorreu após revelações sobre a relação de Gates com Jeffrey Epstein.

O investidor doará cerca de US$ 6 bilhões em ações da Berkshire Hathaway para 4 instituições de caridade de seus filhos. Desde 2006, Buffett destinava ações à Fundação Gates.

A reputação de Bill Gates sofreu impactos após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar fotos dele com Epstein. E-mails também mostraram contatos entre funcionários da fundação e o empresário.

Gates afirmou ao Congresso que se arrepende da relação com Epstein e negou ter presenciado crimes. Aos 95 anos, Buffett já doou mais da metade de suas ações desde 2006.

As 4 fundações beneficiadas nesta nova doação de Buffett atuam em áreas como saúde reprodutiva, educação infantil, combate à fome e apoio a mulheres vulneráveis.

O investidor americano Warren Buffett anunciou nesta terça-feira (14) que deixou de fazer doações para a Fundação Bill & Melinda Gates, após a divulgação de informações sobre a relação do cofundador da Microsoft, Bill Gates, com o empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.

Buffett informou que vai doar cerca de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 30 bilhões) em ações da sua empresa, a Berkshire Hathaway, para quatro instituições de caridade administradas por seus filhos e sua filha.

Desde 2006, Buffett destinava parte de suas ações da Berkshire Hathaway à Fundação Gates. Ao longo desse período, a instituição recebeu mais de US$ 47 bilhões em ações da companhia.

Na declaração divulgada nesta terça-feira, Buffett não citou diretamente a fundação de Gates, mas afirmou que suas ações restantes serão doadas às quatro fundações familiares até 31 de dezembro de 2034.

“É claro que a mortalidade é imprevisível, mas minhas ações restantes serão doadas às quatro fundações de uma forma ou de outra até essa data”, disse Buffett.

Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates — Foto: Departamento de Justiça dos EUA

A reputação de Bill Gates foi prejudicada após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de documentos sobre Epstein em fevereiro.

Os arquivos incluíam fotos de Gates ao lado do empresário e de mulheres cujos rostos estavam ocultados. E-mails também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da fundação.

Em junho, Gates disse ao Congresso americano que “não compreendeu totalmente a extensão” dos crimes de Epstein quando manteve contato com o empresário, inclusive em reuniões sobre possíveis projetos de filantropia.

Gates, de 70 anos, não foi acusado de nenhum crime. Ele afirmou diversas vezes que se arrepende de ter tido qualquer relação com Epstein, negou ter passado tempo com vítimas dos abusos sexuais cometidos por Epstein e disse que nunca presenciou nenhum comportamento criminoso do empresário.

Aos 95 anos, Buffett já doou mais da metade das ações que possuía da Berkshire Hathaway desde que iniciou o processo de transferência de sua fortuna, em 2006.

Antes das novas doações, ele possuía cerca de 14% das ações da Berkshire e tinha uma fortuna estimada em US$ 147 bilhões, segundo a revista Forbes.

9 milhões de ações da Berkshire para a Fundação Susan Thompson Buffett;1 milhão de ações para cada uma das seguintes instituições: Fundação Howard G. Buffett, Fundação Sherwood e Fundação NoVo.

Ele afirmou que seu objetivo é que os valores das doações aumentem todos os anos e que os repasses para a Fundação Susan Thompson Buffett cresçam em um ritmo um pouco maior.

Susie Buffett lidera a Fundação Susan Thompson Buffett, que financia projetos relacionados à saúde reprodutiva. A instituição recebeu o nome da mãe dela, primeira esposa de Warren Buffett.

A Fundação Sherwood apoia organizações sem fins lucrativos de Nebraska e projetos de educação infantil. A Fundação Howard G. Buffett atua no combate à fome no mundo, no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na redução de conflitos.

A Fundação NoVo desenvolve iniciativas voltadas para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade e comunidades indígenas.

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