RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

WhatsApp, Instagram e Facebook registram instabilidade nesta quarta (8)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 15:01

Tecnologia WhatsApp, Instagram e Facebook registram instabilidade nesta quarta (8) Usuários começaram a reportar lentidão nas três redes da Meta a partir de 12h, segundo o site Downdetector. Por Redação g1

Os aplicativos WhatsApp, Instagram e Facebook, todos da Meta, estão registrando instabilidade na tarde desta quarta-feira (8), segundo o site Downdetector, plataforma que monitora falhas em sites e redes sociais.

O WhatsApp teve mais de 2.000 notificações de instabilidade por volta das 14h; Instagram e Facebook ultrapassaram 200 notificações.

O g1 entrou em contato com a Meta, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, para comentar sobre o problema. Não houve resposta até a última atualização deste texto.

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Preço dos ovos na quaresma é o menor dos últimos três anos em polo produtor de SP, aponta USP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 15:01

Piracicaba e Região Preço dos ovos na quaresma é o menor dos últimos três anos em polo produtor de SP, aponta USP Centro de pesquisa em Piracicaba (SP) registrou como maior valor R$ 174,03 para uma caixa com 30 dúzias de ovos brancos. No ano anterior, o valor dos ovos brancos em Bastos (SP) chegou a R$ 210. Por Aline Nascimento*, g1 Piracicaba e Região

O valor médio registrado pelo setor durante a quaresma de 2026 é o menor dos últimos três anos em Bastos (SP), principal polo produtor do estado de São Paulo.

É o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP).

O levantamento considera o preço dos ovos comerciais — ou seja, vendidos ao comerciante — de uma caixa com 30 dúzias, para pagamento à vista.

Durante a quaresma de 2026, o Cepea registrou como maior valor R$ 174,03 para os ovos brancos, entre 17 e 23 de março, e R$ 201,78 para os ovos vermelhos, entre 17 e 19 de março.

Mesmo com a alta de até 21% no preço dos ovos em março, um movimento comum devido à substituição da carne vermelha, o valor médio registrado pelo setor durante a quaresma de 2026 é o menor dos últimos três anos em Bastos (SP), principal polo produtor do estado de São Paulo.

É o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP). O levantamento considera o preço dos ovos comerciais — ou seja, vendidos ao comerciante — de uma caixa com 30 dúzias, para pagamento à vista.

Durante a quaresma de 2026, o Cepea registrou como maior valor R$ 174,03 para os ovos brancos, entre 17 e 23 de março, e R$ 201,78 para os ovos vermelhos, entre 17 e 19 de março. No ano anterior, o valor dos ovos brancos em Bastos chegou a R$ 210 — veja abaixo:

2024Vermelho: R$ 203,65Branco: R$ 176,662025Vermelho: R$ 239,73Branco: R$ 210,742026Vermelho: R$ 201,78Branco: R$ 174,03

Queda acumulada em 2025 e reflexo em janeiro de 2026Ao longo do ano anterior, os preços caíram em boa parte dos meses. Como reflexo desse movimento, conforme o Cepea, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas regiões acompanhadas pelo centro.Mercado enfraquecido:O mercado de ovos iniciou 2026 com preços mais enfraquecidos e abaixo dos observados em no ano anterior, e o movimento de alta observado em fevereiro e março não foi suficiente para que a média de preços desta quaresma superasse há de anos anteriores.

Preços dos ovos têm queda durante a quaresma em Bastos (SP), aponta o Cepea — Foto: Claudia Assencio/g1

Segundo o Cepea, a procura por ovos perdeu força a partir da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente há redução no consumo.

As cotações recuaram em todas as regiões acompanhadas pelos pesquisadores nos últimos dias da quaresma, após alta contínua desde 18 de fevereiro — confira a variação em Bastos no gráfico abaixo:

As elevações registradas na primeira quinzena de março garantiram aumento na média em relação a fevereiro, mas, segundo os pesquisadores, não foram suficientes para manter os preços firmes até o fim do mês.

Apesar da oferta controlada, segundo os pesquisadores, o menor volume de negócios foi determinante para pressionar os preços. Com a baixa liquidez, compradores intensificaram pedidos de redução nos valores, resultando na queda das cotações.

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos aumentou ao longo do mês de março em todas as regiões acompanhadas pelo centro em Piracicaba. Na região de Santa Maria de Jetibá–ES, principal município produtor do Brasil, o diferencial superou os 40% de fevereiro.

Conforme o Cepea, o aumento da diferença entre os preços das duas variedades de ovos reflete a menor oferta interna, sobretudo dos vermelhos. Veja a diferença de preços durante todo o ano de 2026 em Santa Maria de Jetibá, abaixo:

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Antes cotado para o Banco Central, Guilherme Mello será secretário-executivo do Ministério do Planejamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 12:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,098-1,11%Dólar TurismoR$ 5,292-1,29%Euro ComercialR$ 5,962-0,27%Euro TurismoR$ 6,206-0,29%B3Ibovespa191.847 pts1,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,098-1,11%Dólar TurismoR$ 5,292-1,29%Euro ComercialR$ 5,962-0,27%Euro TurismoR$ 6,206-0,29%B3Ibovespa191.847 pts1,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,098-1,11%Dólar TurismoR$ 5,292-1,29%Euro ComercialR$ 5,962-0,27%Euro TurismoR$ 6,206-0,29%B3Ibovespa191.847 pts1,91%Oferecido por

Guilherme Mello, então secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, durante encontro de ministros de finanças do G20 — Foto: André Ribeiro/TheNews2/Estadão Conteúdo

O governo informou nesta quarta-feira (8) que o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, passará a exercer a função de secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.

Com a mudança, Mello passará a integrar a equipe do novo titular do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, que assumiu o cargo após a saída de Simone Tebet, que concorrerá a uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo (SP).

Em fevereiro deste ano, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que indicou a Lula o nome de Guilherme Mello para a diretoria do Banco Central — instituição responsável por fixar a taxa básica de juros para conter a inflação.

Também em fevereiro, Mello se disse "lisonjeado" pela lembrança de seu nome e "feliz pela confiança do ministro". Mas acrescentou que não recebeu nenhum convite até o momento, e que, por isso, não tem comentários a fazer. Mas deixou seu nome está à disposição para o cargo.

A informação de que Mello foi indicado ao BC repercutiu mal entre analistas do mercado financeiro, receosos de que seu perfil considerado desenvolvimentista (a favor de um corte mais rápido dos juros) possa prejudicar o controle da inflação.

Ele tem graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Também é mestre em Economia Política pela PUC-SP, e doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas.

No começo deste mês, o governo brasileiro também indicou Guilherme Mello ao cargo de conselheiro de administração da Petrobras e solicitou que a indicação de Mello seja considerada à presidência do colegiado. A indicação do acionista controlador da companhia tem em vista a convocação da assembleia geral ordinária (AGO) para 16 de abril.

De acordo com o governo, a atual Subsecretária de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, assumirá o comando da Secretaria, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em toda a história da Secretaria.

Ela atuará sob o comando do novo titular da pasta, Dario Durigan. Débora Freire é servidora pública federal e possui reconhecida trajetória acadêmica e técnica nas áreas de política fiscal, macroeconomia e distribuição de renda.

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Guerras impõem custos econômicos profundos e prolongados aos países, diz pesquisa do FMI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,102-1,05%Dólar TurismoR$ 5,287-1,37%Euro ComercialR$ 5,966-0,2%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa191.508 pts1,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,102-1,05%Dólar TurismoR$ 5,287-1,37%Euro ComercialR$ 5,966-0,2%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa191.508 pts1,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,102-1,05%Dólar TurismoR$ 5,287-1,37%Euro ComercialR$ 5,966-0,2%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa191.508 pts1,73%Oferecido por

Pessoas observam um prédio destruído após um ataque, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, em Teerã, Irã, 21 de março de 2026. — Foto: Alaa Al-Marjani/Reuters

Guerras causam perdas econômicas grandes e persistentes nos países onde há combates, com a produção caindo cerca de 7% em cinco anos em média e cicatrizes econômicas que duram mais de uma década, afirmou o Fundo Monetário Internacional em uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8).

O FMI examinou o custo dos conflitos ativos – agora nos níveis mais altos desde o final da Segunda Guerra Mundial – e as consequências macroeconômicas de aumentos acentuados nos gastos militares em dois capítulos de seu próximo relatório Perspectiva Mundial.

Os capítulos não abordam a guerra no Oriente Médio ou o cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira, mas oferecem uma visão abrangente das economias em tempos de guerra desde 1946 e dados sobre os gastos com armas de 164 países.

Em 2024, o ano mais recente para o qual há dados disponíveis, mais de 35 países passaram por conflitos em seus territórios e cerca de 45% da população mundial vivia em países afetados por conflitos.

"Além de seu devastador custo humano, guerras impõem custos econômicos grandes e duradouros e representam difíceis compensações macroeconômicas, especialmente para os países onde há combates", disse o FMI em um blog divulgado na mesma época.

Países envolvidos em conflitos externos podem evitar a destruição física em seu próprio solo e grandes perdas econômicas, mas os países vizinhos ou os principais parceiros comerciais sentirão o choque, disse o FMI.

"Perdas de produção decorrentes de conflitos persistem mesmo depois de uma década e normalmente excedem aquelas associadas a crises financeiras ou desastres naturais graves", disse o capítulo do FMI.

O FMI deve cortar sua previsão de crescimento global e aumentar as projeções de inflação como resultado da guerra do Irã, disse a diretora-gerente Kristalina Georgieva à Reuters na segunda-feira.

Na terça-feira, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse que a guerra resultará em algum grau de crescimento mais lento e inflação mais alta, independentemente da rapidez com que termine.

O FMI disse que conflitos contribuem para a depreciação sustentada da taxa de câmbio, perdas de reservas e aumento da inflação, uma vez que o aumento dos desequilíbrios externos ampliou o estresse macroeconômico.

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Em relatório sobre América Latina, Banco Mundial diz que Argentina se destaca e que Brasil ‘sofre’ com a perda de dinamismo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,04%Dólar TurismoR$ 5,286-1,39%Euro ComercialR$ 5,966-0,19%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa191.471 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,04%Dólar TurismoR$ 5,286-1,39%Euro ComercialR$ 5,966-0,19%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa191.471 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,04%Dólar TurismoR$ 5,286-1,39%Euro ComercialR$ 5,966-0,19%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa191.471 pts1,71%Oferecido por

O Banco Mundial divulgou nesta quarta-feira (8) um relatório sobre o panorama econômico regional para a América Latina e o Caribe, no qual avalia que a economia argentina se destaca, ao mesmo tempo em que o Brasil e o México sofrem com a perda de dinamismo em meio a "condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial".

No documento, o organismo internacional avalia que as perspectivas de crescimento da América Latina e Caribe permanecem "limitadas", apesar de condições financeiras globais ligeiramente mais favoráveis e da sustentação dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos, entre outros).

E analisa que a falta de melhora em relação a 2025 "oculta perspectivas mais fracas para muitos países e implica ganhos de renda per capita praticamente estagnados". Diz, também, que o consumo segue na liderança, mas que "seu impulso é modesto, à medida que a renda real se recupera gradualmente e os custos reais de crédito continuam elevados".

"O principal fator limitante é o investimento, que permanece contido, enquanto as empresas aguardam sinais mais claros sobre o ambiente externo e os arcabouços de políticas internas. A Argentina emergiu como a principal exceção positiva, à medida que a estabilização e as reformas melhoraram as expectativas e as condições financeiras", diz o documento.

No relatório, o Banco Mundial projeta um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6% para a Argentina neste ano, contra 4,4% em 2025 e tombo de 1,3% em 2024. Em comparação, a estimativa para a expansão da economia brasileira é de 2,2% em 2025, contra 2,8% no ano passado e 3,4% em 2024.

De perfil liberal, o presidente argentino, Javier Milei, tem levado adiante, nos últimos anos, uma agenda de reformas econômicas para conter a inflação e estimular o crescimento do país. Segundo o Banco Mundial, a Argentina "se destaca nesse contexto [da região]".

"Um ajuste decisivo liderado pela política fiscal — passando de um grande déficit em 2023 para superávits primários e globais, isso por meio da racionalização dos gastos, do combate ao desperdício e às ineficiências administrativas, além do redirecionamento dos subsídios energéticos baseados em preços, deixando de contemplar as famílias de maior renda — tem contribuído para ancorar as expectativas de inflação e reduzir o risco soberano [taxa de juros]", diz o documento.

Entre as medidas adotadas, o Banco Mundial cita, por exemplo: a reforma tributária, o Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), que visa grandes projetos nos setores de energia, com redução de tributos e estímulo às exportações, além da aprovação da reforma do mercado de trabalho, bem como os "esforços contínuos para melhorar o ambiente de negócios e o marco regulatório", estimulando investimentos.

"Outrossim, têm surgido âncoras externas complementares, tendo em vista que no dia 5 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e a Argentina lançaram uma estrutura estratégica para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos vinculando explicitamente instrumentos de financiamento e demanda dos EUA ao RIGI da Argentina", acrescentou o Banco Mundial.

Acrescenta, porém, que "riscos negativos permanecem significativos, especialmente diante das grandes necessidades de financiamento externo da Argentina em um contexto de reservas internacionais líquidas negativas e ainda limitado acesso aos mercados internacionais de dívida".

O organismo internacional concluiu que, de modo geral, uma maior clareza em relação à âncora fiscal e à agenda de reformas contribuiu para ancorar as expectativas, melhorar as condições financeiras e promover a recuperação do consumo e do investimento privados" na Argentina.

No relatório sobre a América Latina, o Banco Mundial avalia que a queda dos juros no começo deste ano e os preços de "commodities" vantajosos "permanecem insuficientes para superar o entrave causado por tensões comerciais persistentes, incertezas em matéria de políticas, espaço fiscal limitado e demanda privada fraca" no Brasil.

"Nesse contexto, espera-se que o Brasil desacelere ainda mais em relação a 2025, à medida que as condições financeiras restritivas — com as taxas de juros permanecendo elevadas até o início de 2026— e o ambiente externo fraco pressionam o crédito, o investimento e o comércio. Consequentemente, uma melhora mais perceptível deverá ocorrer apenas se as condições monetárias se normalizarem e as pressões globais diminuírem", diz o organismo internacional.

Nos últimos anos, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram elevados vários tributos mas, mesmo assim, o almejado superávit primário do governo (sem contar juros da dívida) ainda não foi alcançado por conta do aumento de gastos, principalmente com benefícios sociais – apesar da aprovação de uma nova regra para a contas públicas que previa trajetória positiva ao fim do mandato.

Analistas avaliam que o aumento de despesas no governo Lula contribuiu para pressionar a inflação no Brasil, obrigando o Banco Central a elevar a taxa básica de juros em um primeiro momento, e impedindo um corte mais rápido posteriormente — com o objetivo justamente de conter a expansão econômica (e a inflação, por tabela).

O Banco Mundial diz, ainda, que entre as grandes economias sul-americanas, a demanda doméstica vem enfraquecendo nos países em que as condições monetárias permanecem restritivas (juros altos) e o espaço fiscal é limitado — "principalmente no Brasil, onde taxas reais elevadas continuam a restringir o crédito, o investimento e os gastos discricionários [despesas livres do governo]".

O organismo internacional analisa, também, que a inadimplência de crédito vem aumentando gradualmente, refletindo os efeitos defasados das elevadas taxas reais de juros e das condições mais fracas para tomadores mais vulneráveis. "Ainda assim, os níveis de inadimplência permanecem moderados em termos históricos", acrescenta.

O governo brasileiro trabalha, neste momento, em um ano eleitoral, em um novo programa para reduzir o nível de endividamento da população. A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%.

Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.

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Produção de veículos no Brasil aumenta 27,6% no mês e bate recorde de antes da pandemia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 11:44

Carros Produção de veículos no Brasil aumenta 27,6% no mês e bate recorde de antes da pandemia Março foi o melhor mês de fabricação de carros, caminhões e comerciais leves desde outubro de 2019. Crescimento foi de 35,6% se comparado a março de 2025. Exportações também subiram. Por Redação g1

Fiat Toro passa pela linha de produção da Stellantis em Goiana, Pernambuco — Foto: Divulgação / Stellantis

A fabricação mensal de veículos no Brasil alcançou, em março, o maior nível desde outubro de 2019. Foram fabricadas 264,1 mil unidades no mês, um aumento de 35,6% em comparação a março de 2025. Em relação a fevereiro, a alta foi de 27,6%. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No acumulado do primeiro trimestre, a produção brasileira cresceu 6% em comparação com os três primeiros meses de 2025.

“Março foi um mês excepcional, sem feriados, com bom ritmo de produção e vendas. Ficamos entusiasmados, mas devemos aguardar se esse desempenho se repetirá nos próximos meses, para verificar se não foi um momento isolado de aquecimento pós-férias”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Em março, o volume de veículos exportados chegou a 40,4 mil unidades, o que representa um crescimento de 21,1% em relação a fevereiro. O resultado também ficou 1,1% acima do registrado em março de 2025.

Mesmo com esse avanço, as exportações acumuladas no primeiro trimestre ficaram 18,5% abaixo do mesmo período de 2025. Uma das principais razões foi a forte oscilação do mercado argentino.

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O que sucesso de assistente de IA na China diz sobre ambições do país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

Tecnologia O que sucesso de assistente de IA na China diz sobre ambições do país Na China, assistente de IA gerou onda de 'criação de lagostas', que é o nome usado para treinamento da ferramenta pelos usuários, de acordo com as suas necessidades. Por BBC

O assistente de IA OpenClaw despertou um frenesi na China em março, com seus usuários "criando lagostas" (treinando a ferramenta de acordo com as suas necessidades) — Foto: REUTERS/Florence Lo

Ele esteve tão imerso no uso do assistente de inteligência artificial (IA) OpenClaw (conhecido na China pelo nome de "lagosta") que não sabia se estava falando com IA ou com jornalistas.

Depois de respondermos que não era o caso, o jovem engenheiro de TI explicou como havia "mergulhado" na IA e, especialmente, no OpenClaw.

Incentivada pela liderança chinesa, a segunda maior economia do mundo abraçou a inteligência artificial, despertando curiosidade e preocupação.

Construído com dados e tecnologia em domínio público, o código é disponível para quem quiser personalizá-lo para trabalhar com modelos chineses de IA. Esta é uma enorme vantagem, pois os modelos ocidentais não são acessíveis na China, como o ChatGPT e o Claude.

Por isso, o OpenClaw despertou um frenesi no país, com cada vez mais pessoas experimentando o código.

Wang foi uma dessas pessoas. Ele não compartilhou seu nome completo porque mantém, como negócio paralelo, uma loja online que vende gadgets digitais no TikTok, o que é proibido na China.

Ele diz que ficou impressionador quando percebeu, pela primeira vez, o que sua "lagosta" (construída com o código do OpenClaw e alterada para seu uso) podfia fazer.

Carregar produtos na loja do TikTok é trabalhoso. Ele precisa adicionar imagens, escrever títulos e descrições, definir preços e descontos, se inscrever em campanhas e enviar mensagens para influenciadores. Normalmente, ele consegue administrar cerca de 12 listagens por dia.

Mas a sua "lagosta", ainda em fase de testes, pode fazer até 200 listagens em apenas dois minutos, segundo ele.

"É assustador, mas também é fascinante", ele conta. "Minha lagosta é melhor nisso do que eu."

"Ela escreve melhor e pode comparar meus preços instantaneamente com cada concorrente, algo que eu nunca teria tempo de fazer."

O OpenClaw já havia explodido na comunidade global de tecnologia. O CEO (diretor-executivo) da Nvidia, Jensen Huang, chamou a ferramenta de "o próximo ChatGPT". Seu desenvolvedor, Peter Steinberger, entrou recentemente para a OpenAI.

Mas o entusiasmo que transformou o OpenClaw em tendência foi "exclusivamente chinês", segundo Wendy Chang, do centro de estudos MERICS.

Wang chamou a OpenClaw de "a resposta da era da IA para as pessoas comuns". E as gigantes chinesas da tecnologia aparentemente concordam, já que estão publicando aplicativos construídos com base no OpenClaw.

Do centro de tecnologia de Shenzhen, no sul do país, até a capital, Pequim, centenas de pessoas fizeram fila no lado de fora da sede das empresas Tencent e Baidu, em busca de versões personalizadas gratuitas.

Entre os interessados estavam desde estudantes do ensino médio até aposentados. Muitos deles estavam curiosos para saber mais sobre as "lagostas".

Alguns usuários online contam que as usaram para investir em ações. As "lagostas" analisaram qual o melhor momento para comprar e vender e até fecharam os negócios, mesmo correndo o risco de terem prejuízo.

O famoso escritor e comediante chinês Li Dan contou aos seus milhões de seguidores no Douyin (a versão chinesa do TikTok) que ficou tão imerso no OpenClaw que chegava a sonhar que falava com sua lagosta.

O CEO da Cheetah Mobile, Fu Sheng, compartilhou incansavelmente nas redes sociais como ele "criou sua lagosta" — a expressão adotada para descrever o treinamento do assistente para atender necessidades específicas.

Quando o aplicativo chinês DeepSeek explodiu no mundo da IA, no início do ano passado, parecia que muitas pessoas haviam sido pegas de surpresa. Ele também é uma plataforma de código aberto, desenvolvida por engenheiros do país, formados em universidades chinesas de elite.

O DeepSeek surgiu após anos de investimentos para desenvolver tecnologia básica, incluindo a IA, que só aumentaram após o sucesso do aplicativo.

O que a ferramenta demonstrou foi o apetite inovador dos chineses para buscar oportunidades de pesquisa e inovação, apesar das restrições à importação de tecnologia avançada. E também comprovou como as pessoas estão ansiosas para adotar plataformas de código aberto.

Sua popularidade não passou despercebida pelo governo chinês. Diversas cidades e regiões forneceram incentivos para que os empresários usassem o OpenClaw nas suas companhias.

A cidade de Wuxi, no leste do país, ofereceu até cinco milhões de yuans (US$ 726 mil, cerca de R$ 3,7 milhões) para usos do aplicativo, como em robôs, na produção industrial.

"Todos na China sabem que o governo define o passo e diz a você onde estão as oportunidades", explica Rui Ma, fundador da newsletter Tech Buzz China.

"É prático para a maioria das pessoas. Provavelmente, é um plano melhor, simplesmente seguir as diretrizes do governo, em vez de tentar realmente descobrir sozinho."

Nos últimos anos, as companhias de tecnologia, grandes e pequenas, partiram para a corrida pela IA, apoiadas por subsídios para aluguel de escritórios, subvenções e empréstimos.

Da fabricação ao transporte, da assistência médica aos eletrônicos domésticos, as empresas chinesas buscam integrar a IA aos seus produtos e operações.

"Este é o espírito da AI Plus", afirma Chang, em referência à estratégia nacional chinesa de integração da IA pelas indústrias. "Pegue a IA e aplique em toda parte."

Mas a concorrência é acirrada. A imprensa chinesa apelidou de "Guerra dos 100 Modelos" o processo que levou ao surgimento de mais de 100 modelos de IA desde 2023, com apenas 10 ainda em contenção.

As plataformas chinesas de IA ainda estão atrás das suas concorrentes ocidentais, segundo os especialistas. Mas a distância está diminuindo.

Por isso, para as autoridades chinesas, promover a OpenClaw é uma medida estratégica, segundo a ex-pesquisadora da OpenAI, Jenny Xiao.

Grande parte do entusiasmo inicial diminuiu, quando os usuários começaram a calcular os custos envolvidos (já que a interação com o assistente ocasiona gastos) e devido às preocupações de segurança.

No mês passado, autoridades de cibersegurança de Pequim alertaram sobre os sérios riscos relacionados à instalação e ao uso inadequado do OpenClaw. Desde então, cada vez mais agências governamentais começaram a proibir os funcionários de instalar a ferramenta.

Com isso, a tendência logo deixou de ser a oferta de instalação, mas sim a sua remoção. E este tipo de contradição não é incomum no sistema vertical chinês, segundo Ma.

Muitas vezes, os governos concorrem pela aprovação de Pequim, adotando ferramentas alinhadas aos desejos da liderança do Partido Comunista, mas acabam retrocedendo quando surgem as dificuldades.

"É desordem com controle", define Ma. Ele destaca que a intervenção de Pequim não sinaliza desnecessariamente seu desestímulo.

Para começar, as startups de IA podem ajudar a combater um problema importante no país, que é a taxa de desemprego entre os jovens, de mais de 16%.

Muitos incentivos governamentais relacionados ao OpenClaw (alguns deles com subsídios de até 10 milhões de yuans, cerca de US$ 1,5 milhão ou R$ 7,5 milhões) mencionam "empresas individuais" — ou seja, start-ups, administradas por uma pessoa, com a ajuda da IA.

"Quem tem mais probabilidade de criar uma empresa individual? Provavelmente, os jovens que enfrentam um mercado de trabalho difícil", explica Xiao.

O medo de ficar para trás também é forte na China, considerando a intensa concorrência pelos empregos.

"Alguns afirmam que, em 2026, se você não 'criar lagostas', já perdeu na linha de partida", diz um comentário publicado no jornal estatal People's Daily.

"É realmente apavorante", afirma o programador de TI Jason. Sua equipe só contrata pessoas com experiência no uso de ferramentas de IA. "A maioria das pessoas está saindo e muito poucos contratados estão chegando."

Wang concorda que esta é uma época assustadora. "Qualquer pessoa pode ser substituída", mas ele não parece extremamente preocupado.

'Provavelmente não vou precisar trabalhar e este pode se tornar meu emprego em tempo integral", ele conta, em referência aos seus negócios no TikTok.

E se as "lagostas" puderem administrar suas próprias lojas e o expulsarem? "Vou usar a IA para encontrar outro negócio."

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Crise de energia por guerra com o Irã não será curta, diz União Europeia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%Oferecido por

Cerca de 8,5% do gás natural liquefeito, 7% do petróleo e 40% do combustível do bloco passam pelo Estreito de Ormuz.

Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas. — Foto: REUTERS/Yves Herman

A crise de energia causada pela guerra envolvendo o Irã não terá vida curta, segundo afirmou uma porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8).

A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen disse à agência Reuters que cerca de 8,5% do GNL (gás natural liquefeito) do bloco, 7% de seu petróleo e 40% de seu combustível de aviação e diesel viajam pelo Estreito de Ormuz, ao qual o Irã bloqueou o acesso durante a guerra.

"O que já podemos prever é que essa crise não será de curta duração", disse a porta-voz da UE. "É um ponto de estrangulamento muito importante, obviamente."

Na terça (7), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo por duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que voltou a registrar circulação de dezenas de embarcações nesta quarta, segundo o site Vessel Finder.

A trégua fez com o que o preço do petróleo despencasse, caindo para abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta. Por volta das 9h15, os preços futuros do Brent caíam 16,43%, para US$ 94,26 o barril, enquanto o WTI recuava 20%, para US$ 92,30 o barril.

Apesar do cessar-fogo temporário, o fim da guerra ainda depende de um acordo definitivo entre Irã e Estados Unidos, gerando incerteza sobre possíveis consequências do conflito.

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Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-1,32%Dólar TurismoR$ 5,283-1,45%Euro ComercialR$ 5,951-0,46%Euro TurismoR$ 6,194-0,47%B3Ibovespa192.014 pts1,99%Oferecido por

Os preços globais do petróleo caíram e os mercados de ações dispararam depois que os Estados Unidos e o Irã prometeram um acordo de cessar-fogo de duas semanas que inclui a reabertura da importante via navegável do estreito de Ormuz.

O preço do petróleo Brent, referência internacional, caiu cerca de 13%, para US$ 94,80 (R$ 488,48) o barril, enquanto o petróleo negociado nos EUA caiu mais de 15%, para US$ 95,75 (R$ 493,40).

Mas os preços permanecem mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro — na época, o barril era negociado a cerca de US$ 70 (R$ 360,97).

O Brasil pode se beneficiar desse novo cenário, já que a baixa do petróleo Brent invariavelmente deve atingir o mercado nacional, que contava, até então, com ajuda apenas de um pacote do governo federal para segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas.

O diesel preocupa o governo Lula (PT), por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. O Palácio do Planalto já havia anunciado, em 12 de março, R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento.

O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado.

A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país.

Há ainda a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação para dezembro das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes a abril, maio e junho.

O problema é que este pacote se vê ameaçado, principalmente as medidas ligadas ao diesel, que ainda não chegaram integralmente aos consumidores por limitações na implementação da subvenção.

Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — a antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política.

A falta de adesão estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a partir de valores de mercado.

Nesse sentido, portanto, uma queda dos preços globais pode ajudar a contornar a falta de adesão do pacote governamental.

Petróleo despenca após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã: como isso afeta o Brasil — Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images

Os principais índices de ações da região Ásia-Pacífico subiram na manhã de quarta-feira (8/4).

O Nikkei 225 do Japão subiu 5%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul saltou quase 6%. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,8%, enquanto o ASX 200 da Austrália teve alta de 2,7%.

O custo da energia havia disparado nessa região, já que o fornecimento de petróleo e gás do Oriente Médio foi severamente interrompido depois que o Irã ameaçou atacar navios que tentassem usar o estreito de Ormuz.

Apesar de suas ameaças, Trump provavelmente estava receoso de deixar os preços da energia aumentarem mais ainda ao intensificar o conflito, diz Xavier Smith, da empresa de pesquisa de mercado AlphaSense.

Isso poderia ter levado a uma "ferida econômica autoinfligida" que poucos arriscariam, especialmente considerando a pressão iminente dos índices de aprovação sobre a liderança de Trump, disse Smith, que é diretor de pesquisa.

Mais petroleiros retidos perto do estreito podem conseguir passar pela hidrovia durante o cessar-fogo, proporcionando algum alívio para os mercados nas próximas semanas, afirma o analista Saul Kavonic, da empresa de serviços financeiros MST Marquee.

Apesar do conflito, alguns navios passaram pelo estreito de Ormuz, embora em número muito menor do que o habitual.

Países asiáticos — incluindo Índia, Malásia e Filipinas — negociaram passagem segura para seus navios nas últimas semanas.

A China também admitiu que vários de seus navios cruzaram o estreito desde o início da guerra. E um navio porta-contentores com bandeira de Malta, pertencente à empresa francesa CMA CGM, cruzou a rota marítima, confirmou na sexta-feira a organização de mídia BFM TV, que pertence à empresa de navegação.

Um navio japonês transportando gás natural também conseguiu sair do estreito, confirmou a gigante do transporte marítimo MOL.

Kavonic afirmou que, embora haja um cessar-fogo em vigor, ainda é improvável que a produção de energia no Oriente Médio seja totalmente retomada até que haja confiança em um acordo de paz duradouro.

Ele acrescentou que a retomada da produção também pode levar meses devido aos danos causados ​​à infraestrutura energética da região.

O Irã atacou infraestruturas energéticas e industriais em toda a região rica em petróleo em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel.

A reparação dos danos pode levar anos e custar mais de US$ 25 bilhões, de acordo com a empresa de pesquisa Rystad Energy.

Os preços da energia dispararam em meados de março, após os ataques ao polo industrial de Ras Laffan, no Catar, que produz cerca de um quinto do gás natural liquefeito do mundo.

Os proprietários do polo disseram que os ataques reduziram a capacidade de exportação do país em 17% e que levará até cinco anos para reparar os danos.

A Ásia foi particularmente afetada pelas consequências econômicas da guerra com o Irã, já que muitos países dependem fortemente da energia do Golfo.

Governos e empresas em toda a região anunciaram medidas nas últimas semanas para lidar com os altos preços da energia e a escassez de combustível.

Em 24 de março, as Filipinas, que importam 98% de seu petróleo do Oriente Médio, tornaram-se o primeiro país a declarar estado de emergência energética nacional depois que os preços da gasolina mais que dobraram.

Muitas companhias aéreas da região aumentaram as tarifas e reduziram os voos em resposta à alta dos preços do combustível de aviação.

Os países em desenvolvimento da Ásia foram especialmente afetados pelo conflito, pois muitos não têm refinarias próprias ou reservas de petróleo suficientes, diz Ichiro Kutani, do Instituto de Economia de Energia do Japão.

"O cessar-fogo é uma boa notícia para os países asiáticos. Se for mantido, os preços do petróleo retornarão aos níveis normais, embora isso leve tempo."

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Trump anuncia taxação de 50% a países que fornecerem armas ao Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/04/2026 09:50

Mundo Trump anuncia taxação de 50% a países que fornecerem armas ao Irã O anúncio foi feito em uma publicação nas redes sociais, um dia após o acordo de cessar-fogo de duas semanas com Teerã. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que vai aplicar tarifas extras de 50% sobre produtos de qualquer país que comercialize armas militares com o Irã.

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Um dia após anunciar o acordo de cessar-fogo com Teerã, Trump afirmou em um post na rede Truth Social:

"O país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!".

➡️ O cessar-fogo ao que ambas as partes chegaram nesta terça-feira (7) prevê uma pausa nos ataques ao território iraniano durante duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que já registra movimentação intensa nesta quarta.

Em declarações na rede social, o presidente norte-americano também afirmou que "muitos pontos já foram acordados" com o Irã, negou que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para retirar o estoque iraniano de urânio enriquecido.

"Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, vão escavar e remover todo o “material nuclear” profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Esse material está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque. Estamos, e estaremos, discutindo tarifas e alívio de sanções com o Irã. Muitos dos 15 pontos já foram acordados", afirmou na rede social Truth Social.

A continuidade do programa de enriquecimento de urânio iraniano, que Teerã garante ser apenas para fins pacíficos, é uma das exigências do plano apresentado pelo regime do Irã para que a trégua seja definitiva.

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