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Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 17:49

Tecnologia Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter Bilionário pagará multa de US$ 1,5 milhão após acordo sobre compra de ações da rede social em 2022; Musk não admitiu irregularidades e escapou de devolver US$ 150 milhões cobrados pelo regulador. 08/07/2026 17h07 Atualizado 08/07/2026

A Justiça dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (8), o acordo entre Elon Musk e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) sobre a divulgação atrasada da compra de ações do Twitter (atual X), encerrando a disputa civil envolvendo o bilionário e o regulador do mercado financeiro americano.

A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., afirmou que sua atuação na avaliação do acordo – para verificar se este atendia a padrões mínimos de justiça e razoabilidade – era limitada, cabendo ao público decidir, nas urnas, se a SEC agiu de forma suficiente para responsabilizar Musk.

🔎A SEC é a agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar o mercado de capitais, proteger investidores e garantir que empresas e participantes do mercado cumpram regras de transparência.

Pelo acordo, um fundo ligado a Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão. O empresário não admitiu irregularidades e não terá de devolver os cerca de US$ 150 milhões que a SEC alegava terem sido economizados por ele ao comprar ações do Twitter antes da divulgação de sua participação.

Nos Estados Unidos, investidores que adquirem uma participação relevante em uma empresa de capital aberto precisam informar o mercado dentro de um prazo determinado.

A regra está prevista na Seção 13(d) do Securities Exchange Act de 1934, que exige que investidores que ultrapassem a marca de 5% de participação em uma companhia divulguem essa posição à SEC por meio de um formulário chamado Schedule 13D.

O objetivo da norma é garantir transparência e evitar que investidores negociem ações sem que o mercado tenha conhecimento de movimentos capazes de influenciar o preço dos papéis.

No caso de Elon Musk, a SEC alegou que ele deveria ter informado sua participação no Twitter após ultrapassar o limite de 5% de ações da empresa em março de 2022, mas só fez a divulgação 11 dias depois.

Segundo o regulador, durante esse período Musk continuou comprando ações a preços que poderiam estar abaixo do valor de mercado caso os investidores soubessem de sua posição.

Musk contestou a acusação e afirmou que o atraso foi involuntário. Pelo acordo aprovado pela Justiça, ele pagará US$ 1,5 milhão em multa civil, sem admitir irregularidades e sem precisar devolver os valores que a SEC alegava terem sido obtidos com a demora na divulgação.

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Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 17:49

Tecnologia Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter Bilionário pagará multa de US$ 1,5 milhão após acordo sobre compra de ações da rede social em 2022; Musk não admitiu irregularidades e escapou de devolver US$ 150 milhões cobrados pelo regulador. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

A Justiça dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (8), o acordo entre Elon Musk e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) sobre a divulgação atrasada da compra de ações do Twitter (atual X), encerrando a disputa civil envolvendo o bilionário e o regulador do mercado financeiro americano.

A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., afirmou que sua atuação na avaliação do acordo – para verificar se este atendia a padrões mínimos de justiça e razoabilidade – era limitada, cabendo ao público decidir, nas urnas, se a SEC agiu de forma suficiente para responsabilizar Musk.

🔎A SEC é a agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar o mercado de capitais, proteger investidores e garantir que empresas e participantes do mercado cumpram regras de transparência.

Pelo acordo, um fundo ligado a Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão. O empresário não admitiu irregularidades e não terá de devolver os cerca de US$ 150 milhões que a SEC alegava terem sido economizados por ele ao comprar ações do Twitter antes da divulgação de sua participação.

Nos Estados Unidos, investidores que adquirem uma participação relevante em uma empresa de capital aberto precisam informar o mercado dentro de um prazo determinado.

A regra está prevista na Seção 13(d) do Securities Exchange Act de 1934, que exige que investidores que ultrapassem a marca de 5% de participação em uma companhia divulguem essa posição à SEC por meio de um formulário chamado Schedule 13D.

O objetivo da norma é garantir transparência e evitar que investidores negociem ações sem que o mercado tenha conhecimento de movimentos capazes de influenciar o preço dos papéis.

No caso de Elon Musk, a SEC alegou que ele deveria ter informado sua participação no Twitter após ultrapassar o limite de 5% de ações da empresa em março de 2022, mas só fez a divulgação 11 dias depois.

Segundo o regulador, durante esse período Musk continuou comprando ações a preços que poderiam estar abaixo do valor de mercado caso os investidores soubessem de sua posição.

Musk contestou a acusação e afirmou que o atraso foi involuntário. Pelo acordo aprovado pela Justiça, ele pagará US$ 1,5 milhão em multa civil, sem admitir irregularidades e sem precisar devolver os valores que a SEC alegava terem sido obtidos com a demora na divulgação.

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Rússia tenta bloquear Starlink de Musk para conter drones ucranianos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 17:49

Tecnologia Rússia tenta bloquear Starlink de Musk para conter drones ucranianos Com auxílio da internet da Starlink, drones ucranianos têm causado danos em rotas de abastecimento da Rússia. Moscou aposta em sistemas de interferência para reverter vantagem de Kiev. Por Deutsche Welle

Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia — Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko

A Rússia está tentando neutralizar os ataques de drones ucranianos de "alcance intermediário" camuflando cargas e instalando potentes sistemas de guerra eletrônica contra a Starlink, a tecnologia de internet via satélite de Elon Musk, informou uma reportagem da agência de notícias Reuters publicada nesta quarta-feira (08).

Esses drones, frequentemente operados via Starlink e capazes de atingir alvos a dezenas de quilômetros além das linhas de frente de forma precisa e barata, transformaram a guerra na Ucrânia com ataques a uma distância entre 25 e 200 quilômetros.

Isso permitiu à Ucrânia infligir danos significativos à logística de abastecimento das tropas russas dentro do território ucraniano.

Reflexo disso é a Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia, que agora lida com a falta crônica de combustível após uma campanha coordenada das tropas de Kiev contra linhas de abastecimento, depósitos de combustível, instalações de defesa aérea e centros de comando.

Os ataques têm se concentrado nas rodovias que ligam Mariupol, Berdyansk, Melitopol e a Crimeia — as principais artérias que abastecem as forças russas que combatem no sul e no leste da Ucrânia.

Comandantes ucranianos afirmam que sua ofensiva contínua forçou a Rússia a usar rotas de reabastecimento mais lentas e menos eficientes.

Os drones teriam tornado trechos do corredor terrestre que liga a Rússia à Crimeia perigosos demais, desacelerando o transporte de combustível, munição e reforços.

A resposta da Rússia veio com o sistema de interferência Volna Kupol Garant, que emite um sinal forte o suficiente para desestabilizar a conexão do Starlink em uma área de cerca de 20 km², relatou à Reuters Serhii Beskrestnov, conselheiro do Ministério da Defesa da Ucrânia.

Trata-se de um desenvolvimento significativo no conflito, já que a Starlink era até então considerada, em grande parte, imune a interferências.

Um drone de ataque de médio alcance Zozulia voa após ser lançado por militares ucranianos da companhia Sparta em um local não revelado no sul da Ucrânia — Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko

A virada a favor da Ucrânia na guerra ocorreu no início deste ano, quando a SpaceX cortou o acesso não autorizado das forças russas à Starlink, prejudicando as operações de drones e as comunicações da Rússia.

Isso deu uma vantagem à Ucrânia, permitindo que drones aprimorados evitassem detecção, resistissem à interferência e realizassem ataques com mais precisão, enquanto a Rússia corria para se adaptar.

"O bloqueio do Starlink para as forças russas foi um dos desenvolvimentos mais significativos no campo de batalha neste ano", disse Rob Lee, pesquisador sênior do Programa Eurásia do Foreign Policy Research Institute, à agência de notícias Associated Press.

"O que mudou é que agora oito em cada 10 missões são bem-sucedidas", disse Pharaon. Há apenas alguns meses, a taxa de sucesso era o oposto, segundo ele.

Militares da companhia Sparta, das Forças Armadas da Ucrânia, preparam um drone de ataque de médio alcance Zozulia — Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko

As forças russas foram pegas de surpresa quando a campanha ucraniana se intensificou há três meses. Mas começaram a mobilizar unidades móveis antiaéreas e recorrer a outras táticas para interceptar os drones, relataram comandantes e pilotos de drones ucranianos à Reuters.

Uma delas é justamente o uso de dispositivos eletrônicos sofisticados de interferência para bloquear as conexões usadas para pilotar os drones, alguns deles capazes de interromper os sistemas Starlink – o Ministério da Defesa da Ucrânia afirma ter detectado dez deles.

Alguns desses dispositivos de interferência foram instalados pela Rússia perto de cidades e instalações militares, disseram os militares ucranianos.

Um vídeo de um ataque ucraniano a um desses sistemas mostra uma grande explosão após um drone atingir um local contendo seis caixas grandes do tamanho de trailers.

"Assim que atingimos essa instalação, nossos drones equipados com Starlink voaram sem problemas", disse um comandante do 422º Regimento de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia em operação na região sul de Zaporíjia.

Outras táticas a que a Rússia recorre para manter as linhas de frente abastecidas incluem esconder combustível e outros suprimentos militares em veículos civis, como caminhões que deveriam estar transportando água ou leite. A operação logística também envolveria pequenos carros civis, quadriciclos e motocicletas.

Além disso, as tropas russas estariam usando abrigos camuflados, prédios abandonados e estruturas agrícolas para esconder suprimentos, além de postos de gasolina civis para armazenar combustível militar.

Também teriam passado a escoltar comboios de caminhões de combustível com picapes armadas com metralhadoras e a usar estradas secundárias.

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Apple fecha acordo de R$ 155 bilhões para fabricar chips nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 12:50

Tecnologia Apple fecha acordo de R$ 155 bilhões para fabricar chips nos EUA Contrato prevê produção de 15 bilhões de componentes até 2031 e expansão de fábrica no Colorado como parte da estratégia da empresa de aumentar a fabricação de semicondutores em território americano. Por Reuters — São Francisco

A Apple planeja investir mais de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 155,4 bilhões, considerando o dólar a R$ 5,18) em um acordo de compra de chips firmado nesta semana com a Broadcom.

O contrato também prevê a ampliação de uma fábrica da fabricante de semicondutores no Colorado, nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pelas empresas nesta quarta-feira (8).

Na segunda-feira (6), a Broadcom anunciou um acordo de fornecimento de chips de longo prazo com a Apple, válido até 2031.

Dois dias depois, a Apple informou que o contrato envolve a produção de um chip de radiofrequência chamado filtro FBAR, componente responsável por ajudar os dispositivos da empresa a se conectarem a redes sem fio.

O desenvolvimento dessa tecnologia vem sendo feito em parceria entre Apple e Broadcom desde pelo menos 2023. Como parte do acordo, a Broadcom investirá US$ 1,5 bilhão (R$ 7,77 bi) na expansão de uma fábrica localizada em Fort Collins, no Colorado.

A Apple afirmou que o contrato prevê a fabricação de pelo menos 15 bilhões de chips e faz parte de uma estratégia para aumentar a compra de semicondutores produzidos nos Estados Unidos, em parceria com o governo do presidente Donald Trump.

“Os componentes avançados fabricados em Fort Collins são essenciais para oferecer o desempenho e a conectividade que nossos clientes esperam. Temos orgulho de ampliar nossos investimentos em fornecedores sediados nos EUA que compartilham nosso compromisso com a excelência e a inovação”, afirmou o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, em comunicado.

“Somos gratos ao presidente e ao seu governo por apoiarem projetos importantes como este”, acrescentou.

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Veto à carne brasileira: governo responsabiliza setor produtivo por adequação às exigências da UE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 12:50

Agro Veto à carne brasileira: governo responsabiliza setor produtivo por adequação às exigências da UE União Europeia oficializou a retirada o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as regras do bloco. Com isso, país ficará impedido de exportar carnes ao mercado europeu a partir de setembro. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) argumenta que cabe ao setor produtivo, em grande medida, a criação de mecanismos para atender às exigências da União Europeia contra o uso de antimicrobianos na pecuária.

No início de junho, a União Europeia oficializou a retirada o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as regras do bloco para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Com isso, o país ficará impedido de exportar carnes ao mercado europeu a partir de 3 de setembro.

🔎Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser empregados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia.

Na lista divulgada em 2024, o Brasil estava autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, pescado e mel. Na atualização mais recente, o país foi excluído em todas essas categorias.

"Sendo assim, as providências necessárias para viabilizar a exportação dependem, em grande medida, do desenvolvimento e da implementação, pelo setor produtivo, de sistemas de controle privados capazes de garantir a segregação da produção em conformidade com os requisitos da União Europeia", afirmou a pasta em resposta enviada à Câmara dos Deputados. A informação foi divulgada inicialmente pela agência Lusa e confirmada pelo g1.

O governo brasileiro argumenta que parte dos antimicrobianos proibidos pela União Europeia continua autorizada no Brasil para uso na bovinocultura, na avicultura de corte e de postura e na suinocultura.

Segundo o Mapa, esses produtos têm "finalidade veterinária relevante para os sistemas de produção pecuária".

No documento encaminhado ao Congresso, o Ministério afirma que, em junho de 2023, a Secretaria de Defesa Agropecuária reuniu representantes dos setores potencialmente afetados para alertar sobre a necessidade de criar mecanismos capazes de assegurar que animais destinados à exportação para a União Europeia não fossem tratados com os antimicrobianos vetados pelo bloco.

Ainda segundo a pasta, esse alerta foi reiterado em reuniões posteriores. O ministério argumenta que os sistemas de controle necessários têm natureza privada, uma vez que o governo não pretendia proibir, em âmbito nacional, o uso dos antimicrobianos restringidos pela legislação europeia.

"Os setores produtivos foram alertados de que os sistemas de controle necessários ao cumprimento dos requisitos da União Europeia possuem natureza privada, já que não havia perspectiva de proibição de uso no Brasil dos antimicrobianos vedados pela UE", afirmou o Mapa.

No histórico encaminhado ao Congresso, o Mapa afirma que solicitou ao setor produtivo a elaboração de protocolos para atender às exigências da União Europeia, mas diz que as primeiras propostas foram consideradas insuficientes.

Segundo o ministério, em 28 de abril de 2026 foi encaminhado à Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG SANTE) um protocolo para a cadeia de bovinos, complementado em 15 de maio.

Em 20 de maio, durante reunião com o embaixador brasileiro, a DG SANTE informou que não se manifestaria sobre o protocolo nem aceitaria a proposta de período de transição apresentada pelo Brasil, além de reiterar preocupações em relação à cadeia bovina.

Em nova reunião, em 29 de maio, a Comissão Europeia pediu um documento mais detalhado sobre a situação regulatória dos antimicrobianos no Brasil e sobre os mecanismos de controle que garantiriam o cumprimento das regras europeias. No mesmo dia, o Mapa homologou, por meio de portaria, o Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Medicamentos Antimicrobianos.

Apesar de a União Europeia ter retirado o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco, o governo afirma que as negociações continuam.

Em resposta ao Congresso, o Mapa informou que voltou a se reunir com técnicos da DG SANTE em 29 de junho e se comprometeu a enviar uma versão atualizada da documentação, reforçando as medidas de controle.

O g1 entrou em contato com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que não se manifestou.

A preocupação de que pessoas desenvolvam infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos é um dos motivos que levou a União Europeia a exigir de seus importadores maior controle sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais.

Esse é um tema que começou a ser debatido pela UE na década de 90 e que culminou em uma série de regulamentos nos anos seguintes. Em 2006, por exemplo, o bloco proibiu o uso de qualquer antibiótico na ração animal como promotor de crescimento.

A partir de 2019, o bloco ampliou essas exigências com a publicação de novos regulamentos que estabeleceram critérios mais rigorosos para a produção de carne, leite, ovos e outros produtos de origem animal destinados ao mercado europeu.

antimicrobianos para promover o crescimento ou aumentar a produtividade dos animais;e/ou antimicrobianos que contenham substâncias reservadas ao tratamento de infecções em humanos.

Por trás dessas exigências, está o receio de que o uso de antimicrobianos em animais favoreça o surgimento de bactérias resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia desses medicamentos no tratamento de infecções em pessoas.

Em 2022, inclusive, a UE classificou a resistência aos antimicrobianos (RAM) como uma das principais ameaças à saúde humana.

O tema também faz parte de uma campanha da União Europeia chamada One Health (Uma só saúde), lançada em 2023, e que defende ações integradas para a saúde humana, animal e ambiental, por considerar que elas estão diretamente conectadas.

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Ministro diz que negociações sobre tarifaço seguem mesmo após decisão da secretaria de comércio dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 11:47

O governo brasileiro pretende realizar mais duas conversas com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) antes do prazo final de 15 de julho, quando o órgão deve enviar à Casa Branca sua recomendação sobre possíveis tarifas contra o Brasil.

Ao blog, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que deve ter, até a próxima segunda-feira (13), uma reunião direta com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos. O encontro terá caráter político.

Além disso, as equipes técnicas dos dois países podem realizar uma nova conversa. Segundo o ministro, as tratativas devem continuar mesmo após o envio do relatório à Casa Branca. O objetivo do Brasil é retirar setores do chamado tarifaço e reduzir as alíquotas que eventualmente sejam aplicadas.

As negociações têm como propósito retirar setores do tarifaço e reduzir tarifas. Na prática, a partir da conclusão do USTR, se abre uma janela para propostas concretas dos EUA e do Brasil para amenizar o tarifaço. Está visão é compartilhada também por integrantes do governo Trump.

Entre representantes de empresas que participaram das audiências dos últimos dias, a impressão que ficou é a de que o tarifaço é inevitável, mas pode ser calibrado pelos efeitos na economia dos EUA.

Um dos argumentos que estão sendo utilizados é o de que encarecer a entrada de produtos brasileiros aumentará a dependência de linhas de produção americanas a insumos e itens da China — o que o governo Trump não quer que ocorra.

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FMI eleva projeções de crescimento do Brasil em 2026 e 2027, prevendo desaceleração no próximo ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 11:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1600,08%Dólar TurismoR$ 5,361-0,01%Euro ComercialR$ 5,8860,000%Euro TurismoR$ 6,129-0,1%B3Ibovespa170.739 pts-0,75%MoedasDólar ComercialR$ 5,1600,08%Dólar TurismoR$ 5,361-0,01%Euro ComercialR$ 5,8860,000%Euro TurismoR$ 6,129-0,1%B3Ibovespa170.739 pts-0,75%MoedasDólar ComercialR$ 5,1600,08%Dólar TurismoR$ 5,361-0,01%Euro ComercialR$ 5,8860,000%Euro TurismoR$ 6,129-0,1%B3Ibovespa170.739 pts-0,75%Oferecido por

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira (8) que melhorou suas projeções para a economia do Brasil em 2026 e em 2027, mas passou a ver uma desaceleração da atividade no próximo ano, de acordo com relatório.

A atualização do relatório Perspectiva Econômica Global mostrou que o FMI agora vê expansão de 2,4% do Produto Interno Bruto este ano, acima do 1,9% calculado em abril.

Para o ano que vem, o Fundo elevou sua estimativa em 0,2 ponto percentual, mas ainda assim a taxa de crescimento esperada de 2,2% fica abaixo da de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia adiantado na semana passada que o FMI iria reajustar a projeção para a economia do Brasil em 2026.

O desempenho esperado agora para este ano fica ligeiramente acima do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB brasileiro cresceu 1,1% ante os três meses imediatamente anteriores, no resultado trimestral mais forte em um ano.

A projeção do FMI para este ano é melhor do que a do Ministério da Fazenda, que previu em maio uma expansão de 2,3%, e do que a do Banco Central, de 2,0%.

As contas do FMI também são mais otimistas que as do mercado, que vê crescimento de 1,99% em 2026 e de 1,69% em 2027, de acordo com a mais recente pesquisa Focus divulgada pelo BC.

Para a América Latina e Caribe, o FMI vê agora expansão de 2,4% em 2026 (alta de 0,1 ponto percentual sobre o estimado em abril) e de 2,7% em 2027 (estável).

No caso das economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, o crescimento foi estimado em 3,8% este ano, uma queda de 0,1 ponto, indo a 4,5% no próximo, alta de 0,3 ponto na comparação com abril.

"As revisões são heterogêneas, refletindo diferenças na dependência de commodities, na exposição geográfica, nas remessas e receitas de turismo, na sensibilidade às condições financeiras e na posição ocupada na cadeia global de valor da tecnologia", disse o FMI.

O FMI revisou para baixo nesta quarta-feira sua previsão de crescimento global para 2026, a 3,0%, alertando para os riscos contínuos representados pela guerra no Oriente Médio, pela fragmentação do comércio e por possíveis correções nas expectativas do mercado em relação à inteligência artificial.

O Fundo afirmou que a economia mundial evitou uma recessão mais acentuada como resultado da guerra, com o impulso da demanda no setor de tecnologia ajudando a compensar a queda no fornecimento de energia relacionada à guerra.

O crescimento deve se recuperar para 3,4% em 2027, mas ainda está abaixo da média de 3,5% observada em 2024 e 2025.

O FMI elevou sua previsão de inflação para 2026 em 0,3 ponto percentual, para 4,7% em comparação com abril, mas afirmou que ela deverá cair para 3,9% no próximo ano.

Os preços da energia estão 25% mais altos agora do que antes do início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, e permanecerão mais elevados, segundo o FMI. A nova previsão pressupõe que o Estreito de Ormuz começará a reabrir em meados de julho, retornando às condições pré-guerra até março de 2027.

"Até o momento, a economia global como um todo resistiu melhor do que se temia ao choque da guerra", afirmou o FMI em uma atualização de seu relatório Perspectiva Econômica Global.

A observação é que a projeção é mais otimista para os exportadores de energia e para os países fortemente integrados ao setor de tecnologia, enquanto os importadores de commodities que não estão bem posicionados para se beneficiar dos avanços da IA tiveram suas previsões de crescimento revisadas para baixo.

O crescimento do comércio global deve desacelerar para 3,5% em 2026, contra 5% em 2025, ano marcado por forte antecipação de compras devido às tarifas norte-americanas, antes de se recuperar para 4,3% em 2027.

Deniz Igan, chefe da divisão de Estudos Econômicos Mundiais do Departamento de Pesquisa do FMI, afirmou que a economia global está se mostrando mais resiliente do que o esperado em abril, apesar do impacto da guerra e do fechamento do Estreito de Ormuz.

Os preços estavam mais altos e a confiança estava baixa, mas a liberação de reservas estratégicas de petróleo e estoques comerciais (juntamente com o aumento da eficiência energética) ajudou a compensar a escassez de oferta. O setor privado também se adaptou rapidamente, encontrando rotas e fontes de oferta alternativas.

"Até agora as coisas têm corrido bem, mas isso não elimina os fatores de risco existentes, particularmente com a guerra", disse Igan à Reuters.

Um colapso do acordo de paz e a retomada dos combates podem representar grandes riscos, uma vez que os países já esgotaram grande parte das suas reservas e teriam menos margem de manobra.

Na terça-feira, as forças armadas dos EUA lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã e revogaram uma licença que permitia ao país vender petróleo após três petroleiros terem sido atingidos no Estreito de Ormuz, pressionando ainda mais um cessar-fogo já frágil.

"Um novo conflito na região vai pegar a economia global em uma situação pior do que da primeira vez", disse Igan, acrescentando que um esforço simultâneo de muitos países para reconstruir suas reservas de petróleo também pode desencadear uma alta nos preços.

"Se houver a percepção de que isso vai se prolongar, então tanto o incentivo quanto a margem para usar essas reservas vão diminuir muito rapidamente", disse ela.

A inflação e as expectativas de inflação aumentaram, mas principalmente no curto prazo, e até agora há poucas evidências de que as expectativas estejam mudando no médio prazo, disse Igan.

A versão atualizada do relatório do FMI abandonou os três cenários distintos que havia divulgado em abril, antes de os Estados Unidos e o Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, retornando a uma previsão de referência mais tradicional. Foram feitas comparações com a previsão de referência de abril, que pressupunha uma guerra mais curta.

O FMI manteve sua previsão de crescimento para a economia dos EUA em 2026 em 2,3%, e elevou a projeção para 2027 em 0,1 ponto percentual em relação à previsão de abril, a 2,2%.

A previsão de crescimento para a zona do euro em 2026 passou a 0,9%, ante 1,1% em abril, enquanto para 2027 a conta foi mantida em 1,2%.

A previsão agora é de que o crescimento da China atinja 4,6% em 2026, acima dos 4,4% previstos em abril, e que a expansão em 2027 chegue a 4,1%, contra 4% em abril.

A Índia, uma das economias de crescimento mais rápido do mundo, também teve uma pequena revisão para baixo em sua previsão para 2026, passando de 6,5% em abril para 6,4%, mas o FMI elevou sua projeção para 2027 de 6,5% para 6,7%.

A região do Oriente Médio e da Ásia Central, a mais afetada pela guerra, teve sua previsão de crescimento reduzida em 1,2 ponto percentual em comparação com abril, para 0,7%, embora o FMI também tenha elevado sua previsão para 2027 em 1,9 ponto percentual, para 6,5%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Natura estima queda de 9% na receita do 2º trimestre de 2026 por desempenho fraco no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,15%Dólar TurismoR$ 5,355-0,13%Euro ComercialR$ 5,873-0,18%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.169 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,15%Dólar TurismoR$ 5,355-0,13%Euro ComercialR$ 5,873-0,18%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.169 pts-0,5%MoedasDólar ComercialR$ 5,146-0,15%Dólar TurismoR$ 5,355-0,13%Euro ComercialR$ 5,873-0,18%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.169 pts-0,5%Oferecido por

A Natura reportou nesta quarta-feira (8) estimativa de receita líquida entre R$5,1 bilhões e R$5,2 bilhões para o segundo trimestre, uma queda entre 9% e 10% ante o mesmo período do ano passado, em resultado pressionado pelo desempenho das operações no Brasil.

"O ambiente de consumo desaquecido no Brasil, somado a desafios e ajustes operacionais internos, pressionou a receita líquida do segundo trimestre de 2026 no país em uma magnitude maior do que a inicialmente prevista", afirmou a fabricante de cosméticos em fato relevante, citando que as informações são preliminares.

Entre os desafios, a companhia apontou severa escassez de produtos em meio à estabilização do novo sistema de Planejamento Integrado, atualização do sistema SAP e relocação de volumes da recém-fechada fábrica de Interlagos, zona sul de São Paulo. 

A escassez de produtos, somada a um cenário macroeconômico desafiador, acrescentou, levou a uma queda importante de volume no canal de venda por relações.

A linha completa de Natura Tododia Jambo Rosa e Flor de Caju, celebrando a beleza das peles pretas e pardas em todas as etapas do Festival Negritudes. — Foto: Matheus Thierry

A Natura também ressaltou que a implementação de políticas de preços e regras comerciais entre canais levou a uma desaceleração de curto prazo no canal online, bem como a transição de 100% dos contratos de franquia para um novo modelo provocou uma redução momentânea de estoques nas lojas franqueadas e consequente desaceleração nas vendas para as franquias (sell-in).

A companhia ainda apontou descasamento temporário de tributos, com efeito concentrado no segundo trimestre de 2026, decorrente de mudanças no imposto sobre consumo no Estado de São Paulo (ICMSST).

A combinação de tais fatores, afirmou a empresa, "pressionou a receita líquida no Brasil em magnitude que não pôde ser compensada pelo crescimento anual positivo em moeda constante (CC) em todos os mercados da região Hispânica, onde houve mais um trimestre de avanço consistente".

A Natura afirmou que estima expansão trimestral na margem Ebitda reportada, em função de menores despesas sequenciais com rescisões e captura de eficiências do novo modelo operacional, que "compensa parcialmente o impacto negativo da desalavancagem operacional".

As informações completas referentes ao segundo trimestre de 2026 serão divulgadas no dia 10 de agosto.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Airbus reduz previsão de demanda por aeronaves e culpa guerra no Irã e tensões comerciais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,13%Dólar TurismoR$ 5,356-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,16%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.374 pts-0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,13%Dólar TurismoR$ 5,356-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,16%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.374 pts-0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,13%Dólar TurismoR$ 5,356-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,16%Euro TurismoR$ 6,123-0,19%B3Ibovespa171.374 pts-0,38%Oferecido por

A Airbus anunciou nesta quarta-feira (8) um corte de 1% na sua previsão para a demanda por aeronaves de passageiros em toda a indústria para os próximos 20 anos.

A medida vem após a guerra com o Irã e as tensões comerciais frearem a forte recuperação da atividade aérea desde a pandemia de Covid-19.

A maior fabricante de aviões do mundo afirmou que ainda espera uma forte demanda por jatos, liderada pela Ásia, que deverá representar cerca de metade de todas as entregas, mas que as crises consecutivas de tarifas e do Golfo frustraram as projeções anteriores.

"Essa recuperação pós-Covid praticamente estagnou", disse Antonio Da Costa, chefe de análise de mercado, a repórteres.

A menor perspectiva de crescimento no longo prazo aponta para um mercado de aviação menos dinâmico no futuro, visto que as companhias aéreas estão reduzindo seus planos de expansão de capacidade diante do aumento dos preços do petróleo resultante da guerra no Irã.

Ao analisar a demanda em todo o setor, que inclui aviões vendidos pela concorrente Boeing, bem como pela recém-chegada China, a Airbus afirmou que espera um total de 42.060 entregas de jatos comerciais entre 2026 e 2045, uma queda de 1% em relação à sua previsão anterior para os próximos 20 anos.

Isso inclui 33.920 jatos de corredor único no segmento mais movimentado do setor, que inclui a família Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX, e 8.140 jatos de fuselagem larga ou de longo alcance, ambos com queda de 1% em relação à previsão anterior de 20 anos.

Isso mal é suficiente para acomodar os planos de produção anunciados pela Airbus e pela Boeing, ao mesmo tempo que deixa espaço para o concorrente chinês C919 nos próximos anos, sugerindo que a recente escassez generalizada de aeronaves pode diminuir.

A Airbus afirmou que espera que uma proporção maior do total de entregas de jatos comerciais — 47% em comparação com os 45% anteriores — seja para substituir jatos mais antigos, em vez de aumentar o tamanho das frotas.

A empresa europeia também revisou para cima sua previsão de crescimento do tráfego de passageiros, de 3,6% para 3,9% ao ano, mas os executivos afirmaram que isso representa uma revisão para baixo em relação aos 4,1% estimados em termos comparáveis.

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OpenAI lança ChatGPT mais potente nesta quinta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Tecnologia OpenAI lança ChatGPT mais potente nesta quinta Estrera do GPT-5.6 havia sido adiada a pedido do governo dos EUA por preocupações com segurança nacional e o possível uso da tecnologia por adversários estrangeiros. Por Reuters

A OpenAI lança nesta quinta-feira (9) o GPT-5.6, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, após adiar a estreia no mês passado a pedido do governo de Donald Trump.

O adiamento ocorreu em meio ao aumento das preocupações com a segurança nacional e com o possível uso indevido de tecnologias de IA de alta capacidade.

Estados Unidos e China disputam a liderança no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial de ponta que, segundo especialistas, podem acelerar de forma significativa ataques cibernéticos sofisticados contra setores que dependem de sistemas tecnológicos complexos, interligados e, muitas vezes, com décadas de existência.

Diante desse cenário, o governo americano intensificou a análise de novos modelos avançados de IA antes de seu lançamento para identificar possíveis riscos, diante da preocupação de que a tecnologia possa ser explorada por forças militares ou serviços de inteligência da China, da Rússia e de outros países.

As autoridades chinesas também realizaram reuniões com as principais empresas de tecnologia do país para discutir a possibilidade de restringir o acesso internacional aos modelos de IA mais avançados da China, incluindo aqueles que ainda nem foram lançados.

A Anthropic, concorrente da OpenAI, havia desativado abruptamente seus modelos de IA mais avançados, Mythos 5 e Fable 5, para todos os usuários após a ordem de controle de exportações emitida pelo governo americano em 12 de junho, motivada por preocupações de segurança nacional. As restrições foram suspensas na semana passada, depois que a empresa implementou medidas adicionais de proteção.

O site Axios, que divulgou em primeira mão a notícia sobre o lançamento da OpenAI, informou que o governo do presidente Donald Trump aprovou o lançamento amplo do GPT-5.6 após testes adicionais e reuniões entre representantes da empresa e autoridades americanas.

A Casa Branca e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos não responderam aos pedidos de comentário da Reuters fora do horário comercial.

Até então, a OpenAI havia disponibilizado o GPT-5.6 apenas para um pequeno grupo de parceiros previamente aprovados, cujos nomes foram compartilhados com as autoridades americanas.

A empresa responsável pelo ChatGPT anunciou, em uma publicação na rede social X na noite de terça-feira, que lançará o GPT-5.6 Sol, seu modelo mais poderoso, além dos modelos Terra e Luna, de menor custo.

Quando apresentou esses modelos, no fim de junho, a OpenAI destacou melhorias nas capacidades de agentes de IA voltados para programação, biologia e cibersegurança. Na ocasião, afirmou que o GPT-5.6 Sol teve desempenho competitivo em relação ao Mythos Preview, da Anthropic, no ExploitBench, um benchmark voltado para avaliação de sistemas de cibersegurança.

O bilionário Elon Musk, cuja empresa SpaceXAI compete com a Anthropic e a OpenAI, afirmou nesta quarta-feira que também está disponibilizando ao público seu principal modelo de IA, o Grok 4.5.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que cria um mecanismo voluntário pelo qual desenvolvedores de inteligência artificial podem apresentar ao governo americano seus chamados "modelos de fronteira" por até 30 dias antes de liberá-los para parceiros considerados confiáveis.

Embora Washington tenha suspendido as restrições de exportação para o modelo Fable, da Anthropic, o Mythos, desenvolvido para profissionais de cibersegurança, continua disponível apenas para algumas organizações americanas consideradas "confiáveis".

Na China, autoridades demonstram preocupação com a possibilidade de o Mythos ser usado para explorar vulnerabilidades em softwares e com a hipótese de os Estados Unidos utilizarem o modelo contra os interesses de Pequim.

A Anthropic afirmou que é "provavelmente impossível" tornar qualquer modelo de inteligência artificial totalmente resistente a técnicas de jailbreak — métodos usados para contornar as restrições e os mecanismos de segurança desses sistemas.

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