RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo avalia retirada do subsídio à gasolina na próxima semana, após nova onda de ataques no Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que vai avaliar, na próxima semana, a retirada parcial ou total do subsídio à gasolina criado pelo governo para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis.

Segundo o ministro, a intenção inicial era retirar o benefício ainda nesta semana. No entanto, a alta de mais de 5% no preço do barril de petróleo na quarta (8) levou a equipe econômica a adiar a decisão.

Em maio, o governo anunciou o subsídio à gasolina importada ou produzida no Brasil. A medida, inicialmente, tinha previsão de duração de dois meses para conter os efeitos da guerra nos preços do petróleo. O valor do subsídio é de R$ 0,44 por litro.

"Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina, vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com o impacto diferente do que eu estava prevendo", disse ele, nesta manhã, em entrevista à Rádio Gaúcha.

"Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo", complementou o ministro.

Em abril deste ano, o governo federal anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis diante da escalada do preço do petróleo.

subvenção ao diesel (importado e ao produzido no Brasil);isenção de impostos federais sobre o biodiesel;subvenção ao gás de cozinha;subvenção ao querosene da aviação;linhas de crédio para o setor aéreo.

Em 1º de julho a retirada da subvenção ao diesel começou a valer. A previsão é que uma medida semelhante fosse anunciada pela gasolina em breve. Mas, o governo pode adiar a decisão em meio aos novos ataques dos Estados Unidos no Irã.

As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã nesta quarta-feira (8), com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz.

Segundo o comunicado emitido pelas forças americanas, a ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

A ofensiva desta quarta-feira dá continuidade a uma primeira onda de ataques realizada na noite anterior. Na terça-feira (7), as forças do Centcom já haviam bombardeado aproximadamente 80 alvos militares no Irã, incluindo mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica.

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Por que ovos de codorna têm manchas e cores diferentes? Entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 05:47

GLOBO RURAL Por que ovos de codorna têm manchas e cores diferentes? Entenda Pigmentos responsáveis pela coloração da casca são produzidos por glândulas localizadas no útero da ave. A genética de cada codorna determina se a tonalidade vai tender mais para o marrom, o azul ou o verde. Por Redação g1, Globo Rural

Os ovos de codorna podem apresentar cascas com diferentes cores e padrões de manchas. A variação é normal e está relacionada, principalmente, à genética de cada ave.

Segundo o médico-veterinário Carlos Pozzebom, responsável por uma criação com cerca de 5.400 codornas em Coronel Freitas (SC), cada ovo tem características próprias.

"Essa diversidade acontece pela genética das aves. Cada ovo vai ter a sua coloração, diferentes tamanhos, manchas. Cada ovo é único", explica.

Os pigmentos responsáveis pela coloração da casca são produzidos por glândulas localizadas no útero da ave. A genética de cada codorna determina se a tonalidade vai tender mais para o marrom, o azul ou o verde.

As codornas colocam um ovo a cada 23 horas. A pigmentação da casca ocorre na etapa final da formação do ovo, durante a formação da casca. Nessa fase, são depositados os pigmentos que dão origem às diferentes tonalidades e desenhos da casca.

De acordo com o especialista, isso pode ocorrer por deficiência nutricional ou estresse, causado por falta de luminosidade, temperaturas elevadas ou excesso de aves por gaiola.

As codornas precisam de cerca de 18 horas de luz por dia, considerando tanto a iluminação natural quanto a artificial. A temperatura ideal para a criação fica entre 20 °C e 25 °C.

"Várias aves dentro de uma gaiola podem fazer com que elas se sintam em um ambiente muito apertado e fiquem estressadas", afirma Pozzebom.

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Meta constrói data center gigante de IA no Canadá com energia equivalente a 800 mil casas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 03:47

Tecnologia Meta constrói data center gigante de IA no Canadá com energia equivalente a 800 mil casas Unidade de 1 GW será a primeira da empresa no país e receberá investimento de mais de R$ 47 bilhões. Estrutura será voltada ao avanço das tecnologias de inteligência artificial usadas por bilhões de pessoas. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

A Meta Platforms anunciou o início da construção de um novo data center otimizado para inteligência artificial em Sturgeon County, na província de Alberta, no Canadá. A unidade terá 1 gigawatt (GW) de capacidade energética, projetada para atender às demandas de processamento de IA.

A novidade consumirá o equivalente a eletricidade de 800 mil residências. O projeto representa um investimento superior a CAD$ 13 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 47,32 bilhões.

Segundo a empresa, a construção deve gerar mais de 3 mil empregos no pico das obras e a criação de mais de 300 vagas operacionais após a conclusão da estrutura.

Este será o primeiro data center da Meta no Canadá e o 33º da companhia no mundo. A unidade ajudará a desenvolver tecnologias usadas por bilhões de pessoas para comunicação, criação de comunidades, crescimento de negócios e uso de dispositivos vestíveis.

Além da construção do data center, a Meta informou que investirá cerca de CAD$ 60 milhões (R$ 218,4 milhões) em melhorias de infraestrutura local, incluindo obras relacionadas a estradas e sistemas de água.

A empresa também pretende lançar programas de apoio financeiro para organizações sem fins lucrativos da região.

A Meta afirmou que arcará integralmente com os custos relacionados ao consumo de energia dos seus data centers, para evitar impactos sobre os consumidores locais. A empresa também financiou novas estruturas de geração e melhorias na rede elétrica para atender à demanda da unidade.

Segundo a companhia, todo o consumo de eletricidade do novo data center será compensado com 100% de energia limpa e renovável.

Representação artística do centro de dados de IA planejado pela Meta – o primeiro da empresa no Canadá, a ser construído em Sturgeon County, Alberta — Foto: Meta/Divulgação

A empresa também informou que adotará um sistema de resfriamento com uso eficiente de água. O data center de Sturgeon County utilizará um sistema fechado de resfriamento líquido com resfriamento a seco, que, segundo a Meta, elimina o uso operacional de água no sistema de refrigeração.

Dessa forma, o consumo de água da unidade ficará restrito a usos domésticos, sistemas de proteção contra incêndios e manutenção de equipamentos.

A Meta afirma ainda que pretende ser positiva em água até 2030, restaurando globalmente mais água do que consome em suas operações próprias.

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Um ano após carta de Trump a Lula e anúncio de tarifas: relembre os principais capítulos da disputa comercial entre EUA e Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 00:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%Oferecido por

Em 9 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. O documento marcou uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.

Ao longo dos últimos 12 meses, algumas das tarifas foram revistas, outras mantidas e novas cobranças foram anunciadas pelo governo americano.

A ofensiva ganhou força com a carta enviada por Trump a Lula em 9 de julho de 2025. No documento, o presidente americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e justificou a decisão com argumentos políticos e comerciais.

Entre os motivos citados estavam o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), críticas à atuação da Corte brasileira em relação às plataformas digitais e alegações de que a relação comercial entre os dois países seria desfavorável aos Estados Unidos.

LEIA TAMBÉM: Carta de Trump: leia íntegra do texto, que alega motivos políticos e comerciais para tarifa de 50% ao Brasil

À época, economistas e representantes do setor produtivo apontaram que a decisão tinha forte componente político e alertaram para riscos às exportações brasileiras e aos empregos ligados ao comércio com os Estados Unidos.

Ao justificar a medida, Trump também afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é "injusta". "Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco", escreveu.

No documento, Trump também afirma que determinou a abertura de uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais ou injustas. A investigação foi oficialmente aberta dias depois, em 15 de julho de 2025.

A carta não surgiu de forma isolada. Meses antes, em abril de 2025, Trump já havia anunciado as chamadas tarifas recíprocas para diversos países, impondo uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros.

Com o anúncio de julho, parte das exportações brasileiras passou a enfrentar uma sobretaxa muito maior. Cerca de 22% das exportações brasileiras ficaram sujeitas à tarifa adicional de 40%, além de outras cobranças aplicadas a determinados setores.

Entre os segmentos mais afetados estiveram produtos industriais, máquinas, equipamentos, café solúvel e produtos ligados à cadeia do aço e do alumínio.

Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). As cobranças, que até então eram de 25%, passam a ser de 50%, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A medida afeta o Brasil.

Já em junho deste ano, os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.

O órgão, porém, incluiu uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos pelos EUA, como carne, frutas, café, aeronaves, terras raras, entre outras.

🔎O relatório cita temas como o funcionamento do PIX, a regulação de plataformas digitais, acordos comerciais firmados pelo Brasil, combate ao desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol, proteção à propriedade intelectual e políticas anticorrupção.

Além disso, a investigação também concluiu que a União Europeia e 59 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

Essas tarifas ainda não entraram em vigor. O governo brasileiro ainda tenta evitar que elas passem a valer.

Pela legislação americana, a investigação formal precisa ser concluída e uma série de consultas públicas deve ser realizada antes que as medidas entrem em vigor. O prazo legal para a definição e eventual aplicação de medidas contra o Brasil é 15 de julho.

A combinação das tarifas propostas pelos Estados Unidos pode elevar a carga total a 37,5%, caso as medidas sejam implementadas.

Nos bastidores, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é que a recomendação feita pelo USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelos negociadores ao longo do último ano.

Esses interlocutores indicam como exemplo o fato de os documentos referentes ao início da investigação comercial, de julho de 2025, e da recomendação pelas tarifas, de junho de 2026, serem “praticamente iguais”.

O governo Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O presidente, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria".

Sob reserva, integrantes do governo dizem não acreditar na reversão completa do tarifaço, somente em uma eventual redução ou anúncio de exceções.

Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMCTarifaço dos EUA: governo brasileiro seguirá negociando, mas avalia que tudo já foi dito e espera ampliação do número de exceções

Em manifestação pública após o anúncio de Trump, o presidente afirmou que o Brasil não aceitaria ser "tutelado por ninguém" e informou que qualquer aumento unilateral de tarifas seria respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

O governo brasileiro também reforçou que questões relacionadas ao julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e aos processos em curso no STF são de competência exclusiva da Justiça brasileira.

Ao longo do período, representantes do governo e do empresariado passaram a defender a diversificação de mercados e a ampliação de acordos comerciais como forma de diminuir a dependência do mercado americano.

Para tentar reverter as medidas, o presidente Lula se encontrou com o presidente Trump em mais de uma ocasião. Além disso, membros dos dois governos se reuniram diversas vezes para tratar do tema.

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falam a jornalistas antes de reunião em Kuala Lumpur. — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

Em outubro do ano passado, os dois se reuniram na Malásia. Após o encontro, Lula afirmou que a reunião foi "surpreendentemente boa" e que teve a impressão de que logo não haverá problema entre os países.

Os dois chefes de estados se reuniram ainda em maio deste ano. O presidente Lula foi até a Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos.

Em novembro do ano passado, após reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir as tarifas, o governo americano anunciou a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros.

A medida beneficiou a carne bovina, café, açaí, cacau e diversos outros produtos. São mais de 200 itens acrescentados à lista anterior de quase 700 exceções ao tarifaço imposto ao Brasil.

Na semana anterior, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%.

Já em fevereiro deste ano, a Suprema Corte americana concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), utilizada por Trump para justificar parte das tarifas, não autorizava o presidente a criar as cobranças da forma como havia feito.

A decisão derrubou uma parcela significativa do tarifaço anunciado pelo governo americano, incluindo medidas que haviam atingido produtos brasileiros.

Em resposta, Trump recorreu a outro instrumento legal para manter sua política comercial e anunciou uma nova tarifa global de 10%, válida por 150 dias. Essa medida deve valer até o final deste mês.

Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas para diversos países, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.Em junho do mesmo ano, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA.No dia 9 de julho de 2025, Trump mandou uma carta pública ao presidente Lula e anunciou uma tarifa de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A taxa estava prevista para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.Em 15 de julho de 2025, após pedido de Trump, governo dos EUA abre investigação comercial contra o Brasil. Em outubro de 2025, Lula se reuniu com o presidente Trump na Malásia para tratar das tarifas aos produtos brasileiros.Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros dos dois países se reunirem, os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas.Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232.No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes. (essas tarifas ficam valendo até o final de julho).Em maio de 2026, o presidente Lula foi aos EUA para se reunir com Trump.Em junho de 2026, os EUA concluem que Brasil tem práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25% sobre produtos nacionais.No mesmo mês, os EUA propõem sobretaxa a 59 países e à União Europeia por falha no combate ao trabalho forçado; Brasil está na lista com sobretaxa de 12,5%.

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O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial; disputa por passagem motiva novos ataques entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 00:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%Oferecido por

O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após novos ataques dos EUA contra alvos iranianos, ocorridos em resposta a ofensivas contra navios comerciais.

Em reação aos ataques americanos, o Irã ameaçou fechar a rota marítima, o que elevou a tensão e reacendeu temores sobre o abastecimento de petróleo.

O estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Em seu ponto mais estreito, a largura é de 33 km, com canais de 3 km.

Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela via. Entre 2022 e 2025, o fluxo diário foi de 17,8 a 20,8 milhões de barris.

Países da OPEP exportam a maior parte de sua produção pelo local. O Catar também envia quase todo seu gás natural liquefeito pela rota.

O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após uma nova escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. Nesta quarta-feira (8), os EUA lançaram novos ataques contra alvos iranianos em resposta a ofensivas de Teerã contra navios comerciais que cruzavam a região.

Em reação, o Irã ameaçou fechar a principal rota marítima para o transporte de petróleo no mundo novamente, o que elevou a tensão no Oriente Médio e reacendeu temores de impactos no abastecimento global de petróleo.

O Estreito de Ormuz uma "artéria" da indústria petrolífera por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento durante período de conflito teve forte impacto na economia global. O anúncio do acordo de paz, aliás, derrubou os preços do petróleo na abertura do pregão de segunda-feira.

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O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico (ao norte) com o Golfo de Omã (ao sul), e "deságua" no Mar da Arábia. Na sua parte mais estreita, o estreito tem 33 km de largura, com canais de navegação de apenas 3 km em cada direção.

Cerca de um quinto de todo o consumo mundial de petróleo passa pelo estreito. Entre o início de 2022 e maio de 2025, aproximadamente 17,8 a 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustível fluíram diariamente pelo local, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa.

Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque exportam a maior parte do seu petróleo através do estreito, principalmente para a Ásia.

O fechamento do Estreito de Ormuz causou sérios problemas no abastecimento de petróleo no mundo. — Foto: Getty Images via BBC

O Catar, um dos maiores exportadores mundiais de gás natural liquefeito, envia quase toda sua produção através do estreito.

Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA, havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa nos oleodutos existentes desses países, que poderiam ser usados para contornar Ormuz (dados de junho de 2024).

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Por que maioria dos brasileiros trabalha hoje, mas São Paulo tem folga? Entenda motivo e regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 00:46

Trabalho e Carreira Por que maioria dos brasileiros trabalha hoje, mas São Paulo tem folga? Entenda motivo e regras A data lembra a Revolução Constitucionalista de 1932 e é feriado apenas no estado. Veja quem tem direito à folga, quando há pagamento em dobro e como ficam os casos de home office. Por Redação g1 — São Paulo

Enquanto milhões de brasileiros saem de casa normalmente para trabalhar nesta quinta-feira (9), os paulistas aproveitam feriado estadual.

Afinal, por que o 9 de julho é feriado apenas em São Paulo? Quem tem direito à folga? Quem trabalha recebe em dobro? E como ficam os casos de home office ou de funcionários que trabalham para empresas sediadas em outros estados?

A resposta passa por um dos episódios mais importantes da história paulista: a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento começou em 9 de julho daquele ano e colocou São Paulo em confronto com o governo provisório de Getúlio Vargas.

Embora tenha terminado com a derrota militar dos constitucionalistas, a revolução se transformou em um símbolo da luta por uma nova Constituição e passou a ocupar um lugar central na memória política do estado.

Por que o feriado existe apenas em São Paulo?Como o 9 de julho virou feriado?Quem tem direito à folga?Quem trabalha no feriado recebe em dobro?E no home office? O que vale?Trabalho para uma empresa de outro estado. Tenho direito ao feriado?

A ponte Estaiada é vista refletida na proliferação de algas que deixaram verde a água do Rio Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a Cetesb, o período seco diminuiu as contribuições dos afluentes, mantendo vazão muito baixa na calha principal e favorecendo a proliferação de algas, responsáveis pela alteração da cor (10 de setembro) — Foto: Jorge Silva/Reuters

A origem da data ajuda a explicar por que ela não é celebrada no restante do país. A Revolução Constitucionalista surgiu em um contexto de forte tensão política.

Em 1930, Getúlio Vargas assumiu o poder após a revolução que derrubou o então presidente Washington Luís e encerrou a chamada política do Café com Leite, marcada pela alternância de poder entre São Paulo e Minas Gerais.

Nos anos seguintes, a insatisfação cresceu entre setores da elite e da população paulista. O estado havia perdido influência política e passou a exigir a convocação de uma Assembleia Constituinte para devolver ao país uma Constituição.

Os protestos ganharam força em maio de 1932. Durante uma manifestação, quatro jovens morreram: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos sobrenomes deram origem ao movimento MMDC, que se tornou um dos principais símbolos da mobilização paulista.

A revolução mobilizou milhares de voluntários e contou com ampla participação popular. Os constitucionalistas, porém, acabaram derrotados após quase três meses de combate. Mesmo assim, o movimento passou a ser lembrado pelos paulistas como um marco da defesa da constitucionalização do país.

Por ter sido uma revolução liderada por São Paulo e profundamente ligada à história do estado, a data nunca se transformou em uma celebração nacional. O reconhecimento permaneceu restrito ao território paulista.

A transformação da data em feriado ocorreu apenas 65 anos após a revolução. Em 1995, a Lei Federal nº 9.093 autorizou os estados brasileiros a escolherem uma data magna própria e transformá-la em feriado civil.

Em São Paulo, foi aprovada a Lei Estadual nº 9.497, sancionada pelo então governador Mário Covas em 5 de março de 1997. A norma oficializou o 9 de julho como feriado estadual.

Na prática, isso significa que a data tem força de lei e não depende da publicação anual de decretos para existir.

Segundo a advogada trabalhista Zilma Aparecida da Silva Ribeiro, sócia do escritório Lopes Muniz Advogados, o feriado estadual produz efeitos apenas dentro do território que o instituiu.

"Além disso, somente trabalhadores com contrato CLT. Mas é importante esclarecer que nem todos os celetistas têm direito à folga do feriado. Por exemplo, aqueles que não estão sujeitos a controle de jornada".

Ou seja, empresas com trabalhadores atuando em São Paulo devem observar as regras aplicáveis aos feriados.

Nem sempre. A legislação prevê que o trabalho realizado em feriados deve ser compensado, mas essa compensação pode ocorrer de duas formas.

A Lei nº 605/1949 estabelece que, quando não for possível suspender as atividades, o trabalho prestado no feriado deve ser remunerado em dobro.

"Mas se o empregador conceder outro dia de folga para compensar o trabalho no feriado, não precisará pagar em dobro esse dia", explica a advogada.

Com a expansão do trabalho remoto, muitos profissionais exercem suas atividades para empresas localizadas em outros estados. Nesses casos, a aplicação do feriado depende não apenas do lugar onde a empresa está sediada, mas também das regras do contrato de trabalho.

Segundo Zilma, empregados em regime de teletrabalho que estão sujeitos ao controle de jornada mantêm os direitos relacionados ao trabalho em feriados.

"Se o empregado em regime de teletrabalho estiver sujeito a controle de jornada, terá direito à remuneração em dobro ou à folga compensatória pelo trabalho no feriado. Quem não tiver jornada controlada e trabalha home office não tem direito ao dia dobrado ou à folga."

A advogada explica que, para definir qual feriado se aplica ao trabalhador remoto, deve ser considerado o local da prestação de serviços definido contratualmente. Sendo assim, se o empregado estiver trabalhando remotamente a partir de uma localidade em que o dia é feriado, a data deve ser observada.

Na maioria dos casos, sim. De acordo com Zilma, a localização da sede da empresa normalmente não é o principal elemento para definir a aplicação do feriado.

"O que deve ser considerado é o local da prestação de serviços, independentemente do local onde a empresa esteja estabelecida".

Assim, um trabalhador que presta serviços em São Paulo para uma empresa sediada em outro estado deverá ter o feriado paulista observado.

Da mesma forma, um empregado que trabalha em outro estado para uma empresa paulista não terá automaticamente direito ao feriado de 9 de julho apenas porque a sede da empresa fica em São Paulo. O que prevalece é o local onde os serviços são prestados.

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Concurso do IBGE: após prorrogação, inscrições para mais de 8 mil vagas terminam nesta quinta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 00:46

Trabalho e Carreira Concursos Concurso do IBGE: após prorrogação, inscrições para mais de 8 mil vagas terminam nesta quinta-feira Processo seletivo oferece 8.238 vagas temporárias de nível médio para o Censo Agropecuário 2026, com salários de até R$ 4.008, além de benefícios. Por Redação g1 — São Paulo

As inscrições para o processo seletivo do IBGE para o Censo Agropecuário 2026 terminam nesta quinta-feira (9), às 14h, após terem sido prorrogadas por uma semana.

Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas temporárias de nível médio, com salários entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além de benefícios.

As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do IBFC, mediante pagamento de taxa de R$ 53. Há previsão de isenção para candidatos que atendam aos critérios do edital.

A seleção será composta por prova objetiva, marcada para 27 de setembro, e os aprovados atuarão nas operações do Censo Agropecuário em todo o país.

Após serem prorrogadas, as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola terminam nesta quinta-feira (9), às 14h.

Inicialmente, o prazo terminaria às 23h da quarta-feira passada (1º de julho). No entanto, um edital de retificação com o cronograma atualizado prorrogou as inscrições por mais uma semana, até esta quinta-feira (9), às 14h.

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A taxa de inscrição é de R$ 53.

O edital prevê isenção da taxa para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

Ao todo, o processo seletivo oferece 8.238 vagas temporárias distribuídas em cinco cargos de nível médio, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios.

As oportunidades estão distribuídas por todo o país e abrangem atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento.

Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias.

🔎 O Censo Agropecuário é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações sobre a estrutura e a produção dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os dados levantados ajudam a orientar políticas públicas, programas de financiamento e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Todos os cargos exigem ensino médio completo. Além disso, os candidatos devem atender aos seguintes requisitos:

ter, no mínimo, 18 anos na data da contratação;estar em dia com as obrigações eleitorais;estar em dia com as obrigações militares, no caso dos candidatos do sexo masculino;possuir aptidão física e mental para exercer a função;atender aos demais requisitos previstos no edital.

Para os cargos de Agente Censitário Supervisor (ACS), Agente Censitário Regional (ACR) e Agente Operacional Regional (AOR), também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B válida.

A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem:

Língua Portuguesa;Raciocínio Lógico;Ética no Serviço Público;Geografia;conhecimentos específicos de cada cargo.

A prova terá duração de quatro horas e será aplicada no município escolhido pelo candidato durante a inscrição, no dia 27 de setembro.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da avaliação e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida.

25% para pessoas pretas e pardas;5% para pessoas com deficiência;3% para indígenas;2% para quilombolas.

Os candidatos que optarem pelas vagas reservadas concorrerão simultaneamente na ampla concorrência e nas listas específicas de cotas, desde que cumpram os procedimentos de validação previstos no edital.

Os aprovados serão contratados inicialmente por até 12 meses para atuar nas operações do Censo Agropecuário 2026.

Os contratos poderão ser prorrogados de acordo com as necessidades do IBGE e o andamento dos trabalhos de coleta de dados, respeitando o limite máximo de 48 meses previsto na legislação federal para contratações temporárias.

Durante o período de trabalho, os contratados passarão por avaliações periódicas de desempenho. Entre os critérios observados estão assiduidade, produtividade, cumprimento de prazos e qualidade das atividades executadas.

Os candidatos aprovados além do número inicial de vagas formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados posteriormente, de acordo com as necessidades do instituto ao longo da execução do Censo Agropecuário.

Na prática, isso significa que candidatos fora das vagas imediatas ainda podem ser chamados durante a vigência da seleção, caso surjam novas demandas ou desistências.

09 de julho — Encerramento das inscrições21 de setembro — Divulgação do cartão de convocação da prova27 de setembro — Aplicação da prova objetiva28 de setembro — Divulgação do gabarito preliminar3 de novembro — Resultado definitivo da prova objetiva18 de dezembro — Resultado final da seleção

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Senado aprova crédito de R$ 15 bi para exportadores afetados por tarifaço e guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 18:46

Política Senado aprova crédito de R$ 15 bi para exportadores afetados por tarifaço e guerra no Oriente Médio Benefício poderá ser utilizado para cobrir despesas diárias, como pagamento de funcionários, compra de máquinas e equipamentos, e investimento em tecnologia. Por Sara Curcino, TV Globo — Brasília

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) uma medida provisória (MP) que libera linha de financiamento de R$ 15 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e também pela guerra no Oriente Médio.

O crédito será ofertado dentro do Plano Brasil Soberano para exportadores de bens industriais, produtos da agricultura e da pecuária e recursos da mineração. Também estão incluídos produtos das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura.

LEIA TAMBÉM: Veja os setores e exportadores habilitados para linha de crédito de R$ 15 bilhões do governo federal.

O benefício poderá ser utilizado para cobrir despesas diárias, como pagamento de funcionários, compra de máquinas e equipamentos, e investimento em tecnologia.

Após publicar a MP, o governo explicou que os critérios priorizaram indústrias de maior intensidade tecnológica e com relevância estratégica para o país, além daquelas prejudicadas pelas medidas tarifárias dos EUA e pela guerra entre este país e o Irã.

A seleção também considerou a relevância dos setores para o comércio exterior brasileiro, incluindo cadeias estratégicas e aqueles que apresentam vulnerabilidade externa, com déficit na balança comercial, explicou o governo.

Prejuízo na exportação de café é reflexo da impossibilidade de embarque de mais de 624 mil sacas do produto nos portos brasileiros — Foto: Divulgação/Cecafé

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Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 17:49

Tecnologia Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter Bilionário pagará multa de US$ 1,5 milhão após acordo sobre compra de ações da rede social em 2022; Musk não admitiu irregularidades e escapou de devolver US$ 150 milhões cobrados pelo regulador. 08/07/2026 17h07 Atualizado 08/07/2026

A Justiça dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (8), o acordo entre Elon Musk e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) sobre a divulgação atrasada da compra de ações do Twitter (atual X), encerrando a disputa civil envolvendo o bilionário e o regulador do mercado financeiro americano.

A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., afirmou que sua atuação na avaliação do acordo – para verificar se este atendia a padrões mínimos de justiça e razoabilidade – era limitada, cabendo ao público decidir, nas urnas, se a SEC agiu de forma suficiente para responsabilizar Musk.

🔎A SEC é a agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar o mercado de capitais, proteger investidores e garantir que empresas e participantes do mercado cumpram regras de transparência.

Pelo acordo, um fundo ligado a Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão. O empresário não admitiu irregularidades e não terá de devolver os cerca de US$ 150 milhões que a SEC alegava terem sido economizados por ele ao comprar ações do Twitter antes da divulgação de sua participação.

Nos Estados Unidos, investidores que adquirem uma participação relevante em uma empresa de capital aberto precisam informar o mercado dentro de um prazo determinado.

A regra está prevista na Seção 13(d) do Securities Exchange Act de 1934, que exige que investidores que ultrapassem a marca de 5% de participação em uma companhia divulguem essa posição à SEC por meio de um formulário chamado Schedule 13D.

O objetivo da norma é garantir transparência e evitar que investidores negociem ações sem que o mercado tenha conhecimento de movimentos capazes de influenciar o preço dos papéis.

No caso de Elon Musk, a SEC alegou que ele deveria ter informado sua participação no Twitter após ultrapassar o limite de 5% de ações da empresa em março de 2022, mas só fez a divulgação 11 dias depois.

Segundo o regulador, durante esse período Musk continuou comprando ações a preços que poderiam estar abaixo do valor de mercado caso os investidores soubessem de sua posição.

Musk contestou a acusação e afirmou que o atraso foi involuntário. Pelo acordo aprovado pela Justiça, ele pagará US$ 1,5 milhão em multa civil, sem admitir irregularidades e sem precisar devolver os valores que a SEC alegava terem sido obtidos com a demora na divulgação.

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Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 17:49

Tecnologia Justiça aprova acordo entre Elon Musk e SEC por atraso na divulgação de compra do Twitter Bilionário pagará multa de US$ 1,5 milhão após acordo sobre compra de ações da rede social em 2022; Musk não admitiu irregularidades e escapou de devolver US$ 150 milhões cobrados pelo regulador. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

A Justiça dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (8), o acordo entre Elon Musk e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) sobre a divulgação atrasada da compra de ações do Twitter (atual X), encerrando a disputa civil envolvendo o bilionário e o regulador do mercado financeiro americano.

A juíza distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., afirmou que sua atuação na avaliação do acordo – para verificar se este atendia a padrões mínimos de justiça e razoabilidade – era limitada, cabendo ao público decidir, nas urnas, se a SEC agiu de forma suficiente para responsabilizar Musk.

🔎A SEC é a agência federal dos Estados Unidos responsável por fiscalizar o mercado de capitais, proteger investidores e garantir que empresas e participantes do mercado cumpram regras de transparência.

Pelo acordo, um fundo ligado a Musk pagará uma multa civil de US$ 1,5 milhão. O empresário não admitiu irregularidades e não terá de devolver os cerca de US$ 150 milhões que a SEC alegava terem sido economizados por ele ao comprar ações do Twitter antes da divulgação de sua participação.

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No caso de Elon Musk, a SEC alegou que ele deveria ter informado sua participação no Twitter após ultrapassar o limite de 5% de ações da empresa em março de 2022, mas só fez a divulgação 11 dias depois.

Segundo o regulador, durante esse período Musk continuou comprando ações a preços que poderiam estar abaixo do valor de mercado caso os investidores soubessem de sua posição.

Musk contestou a acusação e afirmou que o atraso foi involuntário. Pelo acordo aprovado pela Justiça, ele pagará US$ 1,5 milhão em multa civil, sem admitir irregularidades e sem precisar devolver os valores que a SEC alegava terem sido obtidos com a demora na divulgação.

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