RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem Em épocas de pasto seco, a silagem complementa a alimentação e dá energia para os animais. Por Nosso Campo, TV TEM

A chegada do inverno e a estiagem secam o pasto, tornando a silagem essencial para favorecer o ganho de peso e a produção de leite dos animais.

Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia armazena silagem de milho sob lonas de até 100 toneladas para evitar a venda de animais no inverno.

O zootecnista Márcio Luiz de Oliveira destaca a importância da silagem para fornecer fibras aos bois, garantindo uma boa produção de energia durante a estação seca.

Em Ocauçu (SP), o gado recebe mistura de milho, sorgo e casca de amendoim com água, técnica chamada DDG. A pastagem sozinha é insuficiente para os animais.

A chegada do inverno e a ausência de chuvas trazem também o período de estiagem, quando o pasto seca e os animais têm maior dificuldade para se alimentar. É neste momento que a silagem favorece o ganho de peso e a produção de leite.

Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia utiliza a selagem de milho embolsa, armazenando o grão embaixo de lonas com capacidade de até 100 toneladas.

40% dos seus hectares são utilizados para plantio do cereal que, de acordo com Garcia, é o grão mais eficiente para o gado. A selagem pode ser armazenada por longos períodos de tempo, o que traz segurança para o pecuarista e evita a venda de animais em períodos de inverno e pasto seco.

Durante a estação, com dias mais curtos é comum que o gado perca peso. O zootecnista Márcio Luiz de Oliveira fala da importância da silagem para bois, espécie ruminante que necessita de fibras para uma boa produção de energia.

Em Ocauçu (SP) o gado recebe uma mistura de massa de milho, sorgo e casca de amendoim e na ida ao cocho é diluída em água. A técnica recebe o nome de DDG, sigla em inglês para “grãos secos e destilaria”.

A pecuarista Dárcia Fiabane, relata a importância de garantir energia para manter a saúde dos animais, pois a pastagem sozinha é insuficiente nos momentos de maior consumo de energia.

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Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 07:48

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo Sistema de logística reversa garante a destinação ambientalmente adequada das embalagens de agrotóxicos e evita impactos ao meio ambiente e à saúde. Por Nosso Campo, TV TEM

A logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas fortalece a sustentabilidade no campo e evita a contaminação do solo e da água.

Em Novo Horizonte (SP), uma usina prepara 2.500 recipientes mensalmente. Elas passam por tríplice lavagem e seguem para Catanduva (SP).

O Sistema Campo Limpo destina as embalagens, reciclando cerca de 93% do material em novos produtos plásticos e de papelão.

Quem descumpre as regras pode receber multas de R$ 384 a R$ 96 mil. O tema foi exibido em reportagem no domingo (5).

Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo — Foto: Reprodução/TV TEM

A sustentabilidade na produção agrícola vai muito além do manejo das lavouras. Depois da aplicação dos defensivos agrícolas, uma etapa igualmente importante começa: o descarte correto das embalagens vazias.

Prevista em lei desde 2002, a logística reversa desses recipientes é fundamental para evitar a contaminação do solo e da água, além de proteger a saúde de trabalhadores e animais e contribuir para uma cadeia produtiva cada vez mais responsável.

Esse cuidado começa antes mesmo da aplicação dos produtos. Em uma usina de Novo Horizonte (SP), a preparação dos defensivos é feita por um sistema automatizado conhecido como "Smart Calda", que calcula com precisão a quantidade necessária para cada área da propriedade.

O processo reduz desperdícios, aumenta a segurança da operação e garante que cada talhão receba exatamente a dose recomendada. Segundo o engenheiro agrônomo Vinícius Jacob Pires, todo o planejamento é realizado antes da pulverização.

"É gerada uma ordem de serviço onde se informa a quantidade do produto, a dose por hectare, a fazenda, o talhão que vai ser aplicado e o volume desse defensivo", explica o engenheiro.

Depois da aplicação, o trabalho continua. As embalagens passam pela tríplice lavagem, procedimento obrigatório que remove praticamente todos os resíduos do produto. Em seguida, elas são perfuradas para impedir qualquer reutilização e ficam armazenadas até serem encaminhadas para uma central de recebimento.

Somente nessa usina, cerca de 2.500 embalagens são preparadas todos os meses para a destinação correta. Semanalmente, caminhões identificados fazem o transporte até a central de Catanduva (SP), onde todo o processo é registrado e conferido para garantir a rastreabilidade das embalagens.

O especialista ambiental Rodrigo Pinheiro Facca explica que existe um controle rigoroso desde a compra do defensivo até o descarte final das embalagens.

"A gente faz o romaneio, informa todas as quantidades enviadas, realiza uma dupla conferência e consegue controlar tudo o que foi comprado, utilizado e destinado corretamente", conta Rodrigo.

Descarte correto de embalagens de defensivos fortalece sustentabilidade no campo — Foto: Reprodução/TV TEM

A destinação correta das embalagens integra o Sistema Campo Limpo, programa nacional de logística reversa que estabelece responsabilidades para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Segundo o gestor da central do InpEV, Rafael Vitalino, o produtor deve realizar a devolução das embalagens; e as revendas informam o local de entrega no momento da venda. O poder público fiscaliza todo o processo, e os fabricantes financiam a operação.

Após chegarem às centrais do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), os recipientes passam por uma nova triagem. O material reciclável segue para empresas parceiras, enquanto aquilo que não pode ser reaproveitado é encaminhado para incineração ambientalmente adequada.

Segundo o gestor, a reciclagem já alcança a maior parte das embalagens recebidas. "Hoje, cerca de 93% do nosso portfólio são papelão e plástico; eles viram novamente embalagens de papelão. Também temos barricas de papelão que são utilizadas, depois, para armazenar materiais impróprios destinados à incineração. E, na parte de plástico, nós temos um portfólio grande de material, desde conduítes e galões até tubos de PVC", explica.

Na prática, o sistema já faz parte da rotina de muitos produtores rurais. Ao fim de cada safra, o pecuarista Thomas Arias Rocco organiza as embalagens utilizadas e realiza a devolução na central de recebimento, mesmo arcando com os custos do transporte.

Para ele, o investimento vale a pena porque fortalece a imagem sustentável do agronegócio brasileiro. "Hoje a parte ambiental é um dos principais pilares do agronegócio. Quanto mais processos ambientalmente corretos adotamos, mais segurança temos para que todo o setor continue evoluindo de forma sustentável", explica.

Quem não realiza o descarte adequado das embalagens pode receber multas que variam de R$ 384 a R$ 96 mil, além de outras sanções previstas em lei. Os produtores podem realizar a devolução nas centrais de Paraguaçu Paulista, São Manuel, Taquarituba e Piedade (SP). O agendamento pode ser feito pelo Sistema Campo Limpo.

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Brasil x Noruega: qual é a seleção mais valiosa da partida deste domingo? Veja o top 10

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

A Noruega será a seleção mais valiosa enfrentada pelo Brasil até agora na Copa do Mundo de 2026. A partida ocorre neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília).

Liderados por Erling Haaland, os jogadores da equipe nórdica são avaliados em 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões). O valor coloca os "vikings" à frente do Marrocos e dos já eliminados Japão e Escócia.

Isso, porém, não basta para competir com o Brasil. Puxado por Vini Jr., o elenco comandado por Carlo Ancelotti é avaliado em 928,2 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões).

A seleção brasileira ocupa a sexta posição entre as mais valiosas do mundo, atrás de potências como França e Espanha. A Noruega aparece na nona posição, logo atrás da Holanda.

🔎 Os valores consideram a cotação do euro em 1º de julho e dados do Transfermarkt, site especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma leva em conta fatores como idade, desempenho, potencial, tempo de contrato, salário e taxas de transferência dos jogadores.

O confronto deste domingo coloca frente a frente dois dos jogadores mais valorizados do planeta: os atacantes de 25 anos Vini Jr. e Erling Haaland.

No duelo individual, o norueguês leva vantagem em valor de mercado. Avaliado em 200 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão), Haaland é o atleta mais caro da partida.

Vini Jr. aparece logo atrás, estimado em 140 milhões de euros (R$ 828,03 milhões). O atacante é, disparado, o jogador mais valioso da seleção brasileira.

Na sequência, estão o zagueiro Gabriel Magalhães e o meia-atacante Matheus Cunha, cada um avaliado em 75 milhões de euros (R$ 443,6 milhões) — pouco mais da metade do valor de Vini Jr. e cerca de 38% do de Haaland.

Haaland, que atua pela equipe do Manchester City, concentra 34% do valor de mercado da seleção norueguesa. Depois dele, o jogador mais caro é o meio-campista Martin Ødegaard, do Arsenal, avaliado em 65 milhões de euros (R$ 384,4 milhões).

A média do elenco, porém, é puxada para baixo pela composição: 18 dos 26 convocados da Noruega não superam os 20 milhões de euros em valor de mercado, segundo dados do Transfermarkt.

O cenário é bem diferente na seleção brasileira. Avaliado em 140 milhões de euros, Vini Jr. representa cerca de 15% do valor total da equipe.

Isso reflete um elenco mais equilibrado. Além de Vini, outros 14 jogadores da seleção estão avaliados em mais de 20 milhões de euros.

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El Niño ameaça produção e pode encarecer alimentos no Brasil; veja os mais afetados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 05:46

Agro El Niño ameaça produção e pode encarecer alimentos no Brasil; veja os mais afetados Economistas afirmam que o fenômeno climático pode reduzir a oferta de produtos como café, milho, frutas e leite, pressionando a inflação dos alimentos nos próximos meses. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, porém, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima.

Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra, caso do milho e do café, devem encarecer no ano que vem. Isso porque são culturas plantadas no segundo semestre.

Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

"Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global.

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem.

Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens.

O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno.

Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%.

O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores.

Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo.

🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto.

Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos.

"Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo.

Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva.

Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras.

Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África.

O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina.

🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho.

Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).

Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças.

Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro.

Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional.

Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves.

Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca.

🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos.

No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio.

Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA.Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade.Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva.

Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas.

Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA.

A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país.

O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação.

Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta.

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Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Espírito Santo NORTE E NOROESTE Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES Com aumento da circulação de mercadorias no campo, produtores reforçam a segurança e evitam armazenar café e pimenta-do-reino. Por Ana Elisa Bassi, Cris Martinelli, g1 ES e TV Gazeta

O medo de furtos e roubos alterou a rotina de produtores rurais no Norte do Espírito Santo. Eles adotaram medidas de proteção durante a colheita de café e pimenta.

A Sesp registrou 16 ocorrências em 2026 na região, sendo 14 em áreas rurais. Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após sofrer furto.

O Consel orienta os produtores a identificarem trabalhadores e buscarem referências. Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro e transporte de cargas à noite.

Para reforçar a segurança nas áreas rurais, a Polícia Militar realiza a Operação Colheita 2026 até 15 de novembro. O Espírito Santo lidera a produção nacional de café conilon.

A insegurança no campo tem mudado a rotina de produtores rurais do Norte do Espírito Santo, principalmente durante o período de colheita de culturas como café e pimenta-do-reino.

Com receio de furtos e roubos, agricultores passaram a adotar medidas extras de proteção e até a alterar a forma de armazenamento da produção.

Dados da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) mostram que, somente no ano passado, foram registrados 44 casos de furtos e roubos na região. Em 2026, já são 16 ocorrências, sendo 14 delas em áreas rurais.

Em São Mateus, o produtor de pimenta-do-reino Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após ter a propriedade invadida e equipamentos furtados.

"Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito", afirmou.

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Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

"Antes, se você deixasse uma saca de café no meio da lavoura, ela brotava dentro do saco. Hoje, em 24 horas eles te roubam", comparou.

Segundo relatos de produtores, os criminosos têm como alvo produtos de alto valor comercial, como pimenta-do-reino, café e até gado.

Diante desse cenário, muitos agricultores passaram a investir em câmeras de monitoramento, cães de guarda e maior controle de acesso às propriedades.

Ciente da preocupação e medo dos produtores, o Conselho de Segurança Pública (Consel) da região orienta a adoção de cuidados na contratação de trabalhadores temporários durante a colheita.

"É importante identificar o trabalhador, conferir documentos e buscar referências, consultar o histórico criminal. O proprietário precisa saber quem está entrando na propriedade", orientou o presidente do ConseI, Edval Sant'Ana.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro vivo, não realizar o transporte de cargas durante a noite e manter máquinas, implementos e equipamentos guardados em locais fechados e protegidos.

Para tentar evitar as ocorrências e atender ao aumento da movimentação nas áreas agrícolas durante a safra, a Polícia Militar iniciou ainda em março a Operação Colheita 2026.

A ação seguirá até 15 de novembro e prevê reforço do policiamento ostensivo nas comunidades rurais, intensificação de abordagens, visitas a propriedades e operações integradas com outros órgãos de segurança.

"Nós temos a visita da polícia aqui na propriedade. Eles entram até nas áreas de café, fazem rondas e estão sempre presentes. Isso é muito importante para quem vive e trabalha no campo", disse.

Segundo a PM, a operação busca prevenir crimes como furtos e roubos, além de ampliar a sensação de segurança entre produtores e trabalhadores rurais durante o período de maior circulação de pessoas, mercadorias e valores nas regiões agrícolas.

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade representa cerca de 38% do PIB agrícola capixaba.

São 49 mil propriedades rurais em 68 dos 78 municípios do estado. O período de colheita ocorre entre os meses de maio a agosto.

Também em relação à pimenta-do-reino, o estado é o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, respondendo por mais de 60% da safra nacional, com a safra estimada em cerca de 80 mil toneladas.

O período principal da colheita da pimenta-do-reino no Espírito Santo ocorre entre os meses de junho e novembro.

Duas culturas que têm forte presença nos municípios do Norte do estado e movimentam bilhões de reais na economia capixaba todos os anos.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

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Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Espírito Santo NORTE E NOROESTE Com medo de furtos, produtores reforçam segurança e deixam de armazenar café e pimenta no ES Com aumento da circulação de mercadorias no campo, produtores reforçam a segurança e evitam armazenar café e pimenta-do-reino. Por Ana Elisa Bassi, Cris Martinelli, g1 ES e TV Gazeta

O medo de furtos e roubos alterou a rotina de produtores rurais no Norte do Espírito Santo. Eles adotaram medidas de proteção durante a colheita de café e pimenta.

A Sesp registrou 16 ocorrências em 2026 na região, sendo 14 em áreas rurais. Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após sofrer furto.

O Consel orienta os produtores a identificarem trabalhadores e buscarem referências. Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro e transporte de cargas à noite.

Para reforçar a segurança nas áreas rurais, a Polícia Militar realiza a Operação Colheita 2026 até 15 de novembro. O Espírito Santo lidera a produção nacional de café conilon.

A insegurança no campo tem mudado a rotina de produtores rurais do Norte do Espírito Santo, principalmente durante o período de colheita de culturas como café e pimenta-do-reino.

Com receio de furtos e roubos, agricultores passaram a adotar medidas extras de proteção e até a alterar a forma de armazenamento da produção.

Dados da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) mostram que, somente no ano passado, foram registrados 44 casos de furtos e roubos na região. Em 2026, já são 16 ocorrências, sendo 14 delas em áreas rurais.

Em São Mateus, o produtor de pimenta-do-reino Neomar Pastorini decidiu não armazenar mais a produção de clientes após ter a propriedade invadida e equipamentos furtados.

"Conversei com os produtores e combinei o seguinte: tudo que eu seco, ainda à tarde ou no outro dia, eles precisam buscar. Eu presto o serviço, mas não fico mais responsável por armazenar nada para ninguém. Não tem como trabalhar na nossa região de outro jeito", afirmou.

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Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

"Antes, se você deixasse uma saca de café no meio da lavoura, ela brotava dentro do saco. Hoje, em 24 horas eles te roubam", comparou.

Segundo relatos de produtores, os criminosos têm como alvo produtos de alto valor comercial, como pimenta-do-reino, café e até gado.

Diante desse cenário, muitos agricultores passaram a investir em câmeras de monitoramento, cães de guarda e maior controle de acesso às propriedades.

Ciente da preocupação e medo dos produtores, o Conselho de Segurança Pública (Consel) da região orienta a adoção de cuidados na contratação de trabalhadores temporários durante a colheita.

"É importante identificar o trabalhador, conferir documentos e buscar referências, consultar o histórico criminal. O proprietário precisa saber quem está entrando na propriedade", orientou o presidente do ConseI, Edval Sant'Ana.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

Outra recomendação é evitar pagamentos em dinheiro vivo, não realizar o transporte de cargas durante a noite e manter máquinas, implementos e equipamentos guardados em locais fechados e protegidos.

Para tentar evitar as ocorrências e atender ao aumento da movimentação nas áreas agrícolas durante a safra, a Polícia Militar iniciou ainda em março a Operação Colheita 2026.

A ação seguirá até 15 de novembro e prevê reforço do policiamento ostensivo nas comunidades rurais, intensificação de abordagens, visitas a propriedades e operações integradas com outros órgãos de segurança.

"Nós temos a visita da polícia aqui na propriedade. Eles entram até nas áreas de café, fazem rondas e estão sempre presentes. Isso é muito importante para quem vive e trabalha no campo", disse.

Segundo a PM, a operação busca prevenir crimes como furtos e roubos, além de ampliar a sensação de segurança entre produtores e trabalhadores rurais durante o período de maior circulação de pessoas, mercadorias e valores nas regiões agrícolas.

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade representa cerca de 38% do PIB agrícola capixaba.

São 49 mil propriedades rurais em 68 dos 78 municípios do estado. O período de colheita ocorre entre os meses de maio a agosto.

Também em relação à pimenta-do-reino, o estado é o maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, respondendo por mais de 60% da safra nacional, com a safra estimada em cerca de 80 mil toneladas.

O período principal da colheita da pimenta-do-reino no Espírito Santo ocorre entre os meses de junho e novembro.

Duas culturas que têm forte presença nos municípios do Norte do estado e movimentam bilhões de reais na economia capixaba todos os anos.

Medo de furtos muda rotina de produtores durante colheita no Norte do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

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Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 05/07/2026 04:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês Após enfrentar crises e se reinventar na pandemia, empreendedora apostou em lives e nas redes sociais para transformar o negócio em referência de moda circular. Por PEGN

Formada em Educação Física, Alessandra Genovesi transformou um brechó em um negócio de sucesso após apostar em vendas pelas redes sociais e em lives durante a pandemia.

O negócio começou com a venda de roupas e biquínis para complementar a renda, mas ganhou força com os “desapegos” de influenciadoras digitais.

Ao lado do filho e sócio, Pedro, a empresária expandiu a presença digital da marca, que saiu de 10 mil para mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais.

Hoje, o brechó fatura cerca de R$ 250 mil por mês, tem sete funcionários e aposta na exclusividade das peças para fidelizar clientes.

O que começou como uma renda extra virou um negócio que hoje reúne mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais e movimenta cerca de R$ 250 mil por mês.

A história da empreendedora Alessandra Genovesi, dona de um brechó em São Paulo, foi escolhida pelo público como a vencedora da primeira edição do quadro “Quem Empreende Conta”, exibido pelo Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Formada em Educação Física, Alessandra sempre teve facilidade para vendas. Enquanto dava aulas, começou a complementar a renda vendendo biquínis e roupas fitness para os próprios alunos. “Eu sempre gostei de vender”, conta.

Com o tempo, o negócio cresceu e ganhou um novo rumo durante um período de crise econômica. Foi então que surgiu a ideia de vender roupas usadas de influenciadoras digitais em “lives de desapego”, numa época em que o mercado de brechós ainda enfrentava preconceito.

Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

O resultado surpreendeu. “Acabou tudo no mesmo dia”, relembra Alessandra. Mas foi durante a pandemia que o brechó passou pela maior transformação.

Com a loja fechada e as contas acumulando, Alessandra decidiu apostar de vez nas transmissões ao vivo e no fortalecimento das redes sociais. Ao lado do filho Pedro, que se tornou sócio do negócio, ela passou a apresentar diariamente as peças disponíveis na loja.

A estratégia digital mudou o patamar da empresa. O perfil, que tinha cerca de 10 mil seguidores, ultrapassou a marca de 1 milhão. Segundo Pedro, o faturamento que antes levava um mês inteiro para ser alcançado hoje pode acontecer em apenas um dia de vendas.

Atualmente, o brechó conta com sete funcionários contratados e aposta na exclusividade das peças como diferencial. “A gente não tem estoque. Tem aquela peça e acabou”, explica Alessandra.

Agora, a empresária quer expandir o negócio. “Eu quero ter uma em cada cidade”, afirma. Para ela, a principal mensagem da trajetória é mostrar que empreender exige persistência. “Empreender não é fácil, mas é muito possível.”

Professora transforma brechó em fenômeno nas redes e fatura R$ 250 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

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Copa impulsiona contratações temporárias no Brasil; veja os direitos dos trabalhadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 03:46

Trabalho e Carreira Copa impulsiona contratações temporárias no Brasil; veja os direitos dos trabalhadores Mesmo realizada fora do país, a competição movimenta bares, restaurantes, comércio, logística, turismo e eventos. Especialistas afirmam que o avanço da Seleção pode prolongar as contratações. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A Copa do Mundo de 2026 aqueceu o mercado de trabalho no Brasil e impulsionou as contratações temporárias em setores como bares, restaurantes, comércio, logística, turismo e eventos.

Dados da Catho mostram que as vagas nesses segmentos cresceram 26% entre abril e junho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo especialistas, o aumento do consumo durante o torneio eleva a demanda por trabalhadores, e o avanço da Seleção Brasileira pode prolongar as contratações.

Entidades e plataformas de emprego afirmam que parte das vagas temporárias pode resultar em efetivação, especialmente para profissionais com bom desempenho.

A Copa do Mundo de 2026 já movimenta o mercado de trabalho brasileiro, mesmo sendo realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio, que segue até 19 de julho, tem impulsionado o consumo de alimentos, bebidas, televisores, artigos esportivos e produtos para confraternizações.

Com isso, empresas reforçaram as equipes, principalmente em bares e restaurantes, comércio, logística, turismo e eventos, com foco em contratações temporárias. (veja abaixo os direitos do trabalhadores)

Dados da Catho, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que, entre abril e junho deste ano, o número de vagas anunciadas em setores tradicionalmente beneficiados pelo torneio cresceu 26% na comparação com o mesmo período de 2025.

As maiores altas entre os cargos ocorreram para atendente de restaurante (+120%), auxiliar de loja (+38%), auxiliar de produção (+28%) e auxiliar de logística (+16%). Já entre as áreas de atuação, restaurantes registraram crescimento de 47% nas vagas, enquanto logística e suprimentos avançaram 16%.

O crescimento foi puxado principalmente por funções operacionais e de atendimento ao público. Veja os destaques do segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado.

Atendente de Restaurante: +1.975 vagas (saltou de 1.634 para 3.609 — um crescimento de +120%).Auxiliar de Produção: +1.477 vagas (de 5.215 para 6.692 — crescimento de +28%).Auxiliar de Loja: +1.472 vagas (de 3.814 para 5.286 — crescimento de +38%).Auxiliar de Logística: +1.172 vagas (de 7.128 para 8.300 — crescimento de +16%).

Logística Suprimentos: +2.973 vagas (de 18.584 para 21.557 — alta de +16%).Restaurante: +2.922 vagas (de 6.217 para 9.139 — alta de +47%).Administrativo Comercial: +2.777 vagas (de 63.575 para 66.352 — alta de +4%).Administrativa: +2.333 vagas (de 13.247 para 15.580 — alta de +17%).Administrativo/ Operacional: +2.065 vagas (de 25.315 para 27.380 — alta de +8%).

Segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), a Copa se soma a outras datas sazonais, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, para impulsionar a contratação de trabalhadores.

A entidade estima cerca de 600 mil contratos temporários entre abril e junho de 2026 e afirma que aproximadamente 20% dos profissionais acabam sendo efetivados pelas empresas.

Para Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem, a competição costuma ampliar a demanda por mão de obra principalmente nos setores de comércio, indústria e serviços.

"Quanto mais tempo a Seleção Brasileira permanecer na competição, maior tende a ser o prolongamento desses contratos", afirma. Segundo ele, muitos trabalhadores enxergam as vagas temporárias como uma oportunidade de recolocação e efetivação.

Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo — Foto: Marcelo Brandt/G1

Uma pesquisa do InfoJobs mostra que 65,1% dos entrevistados pretendem buscar empregos temporários durante a Copa do Mundo, enquanto 64,8% acreditam que grandes eventos esportivos aumentam as chances de conseguir trabalho.

Para Hosana Azevedo, gerente de Recursos Humanos da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, a competição amplia a demanda por mão de obra em diversos segmentos.

"Para muitos profissionais, esse pode ser um caminho para conquistar renda extra, adquirir experiência ou até abrir portas para futuras contratações efetivas", afirma.

Ela destaca que muitas empresas utilizam esse período para identificar talentos e avaliar candidatos em situações reais de trabalho.

Segundo especialistas do setor, as oportunidades concentram-se principalmente em funções operacionais e de atendimento, como garçons, atendentes, cozinheiros, bartenders, operadores de caixa, auxiliares de logística, estoquistas e entregadores.

Além da experiência técnica, as empresas também buscam profissionais com boa comunicação, flexibilidade, disponibilidade de horário e capacidade para trabalhar sob pressão.

Entre os setores mais beneficiados está o de alimentação. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que 80% dos empresários esperam aumentar o faturamento durante a Copa, enquanto 52% pretendem transmitir os jogos.

Os segmentos mais impactados são bares, restaurantes, cervejarias, choperias, churrascarias e espetarias, que costumam registrar maior movimento durante as partidas da Seleção Brasileira. A maior parte dos empresários estima crescimento de até 20% nas receitas.

Segundo José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo e Inteligência da Abrasel, o desempenho da Seleção influencia diretamente o consumo.

"Os jogos da Seleção são os principais picos de faturamento. Nesses dias, há aumento expressivo no fluxo de clientes e no gasto médio, o que transforma cada partida em uma oportunidade relevante de geração de receita para bares e restaurantes", explica o especialista da Abrasel.

Camargo destaca ainda que muitos estabelecimentos também exibem partidas de outras seleções, mantendo o movimento ao longo de toda a competição e justificando reforços pontuais nas equipes durante o torneio.

Além da alimentação, o varejo também deve ser beneficiado pelo aumento do consumo durante a Copa, avalia Thiago Carvalho, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Os segmentos com maior potencial de crescimento são lojas de eletrônicos, impulsionadas pela venda de televisores e equipamentos de áudio, supermercados, devido ao aumento da procura por alimentos e bebidas, lojas de vestuário e artigos esportivos, e comércio de artigos para festas.

Segundo o economista, o período também funciona como uma oportunidade para as empresas avaliarem profissionais para futuras efetivações.

O patrão tem várias obrigações ao contratar um trabalhador temporário, que devem ser seguidas conforme a lei 6.019/1974. Esse tipo de contrato tem como objetivo atender a necessidades excepcionais, como picos de demanda ou substituição de funcionários permanentes.

A legislação permite que o funcionário temporário seja contratado por um período de até 180 dias, consecutivos ou não, com a possibilidade de prorrogação apenas uma vez por mais 90 dias, conforme a necessidade da empresa.

Esses trabalhadores têm direitos semelhantes aos dos empregados contratados por prazo indeterminado, como benefícios trabalhistas e previdenciários, registro em carteira, além do recolhimento do FGTS e o pagamento de férias proporcionais.

“Ainda que o trabalhador esteja contratado de forma temporária, isso não significa que não exista a necessidade de observação dos direitos e garantias estabelecidos nas relações de trabalho, os quais a legislação brasileira protege”, afirma a advogada trabalhista Márcia Cleide Ribeiro.

Remuneração, respeitando a igualdade salarial;Jornada de oito horas diárias (40 horas semanais);Pagamento de horas extras (que não excedam duas horas diárias);Repouso semanal remunerado;Pagamento de adicional noturno, insalubridade e periculosidade, caso necessário;Recebimento de férias proporcionais ao período trabalhado;Indenização se dispensado fora do tempo previsto no contrato, sem justa causa;Seguro contra acidente de trabalho, bem como proteção previdenciária;Recepção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em conta vinculada;13º salário proporcional ao período trabalhado.

Além das obrigações financeiras, a empresa deve garantir ao trabalhador temporário as mesmas condições de trabalho oferecidas aos empregados permanentes, como segurança, higiene, saúde e ambiente salubre.

“O temporário deve ter acesso ao atendimento médico, ambulatorial e de refeição nas mesmas condições que os outros empregados da empresa”, completa a advogada trabalhista Agatha Otero.

O recolhimento do FGTS, que deve ser feito pela empresa, é de 8% sobre a remuneração paga ao empregado durante o período de contrato. Ao final do vínculo, o trabalhador pode sacar 100% do saldo do FGTS.

No entanto, nesse tipo de contratação, não há o pagamento da multa de 40% sobre o Fundo de Garantia, já que essa penalidade se aplica apenas em rescisões sem justa causa de contratos por tempo indeterminado. É o que explica Márcio Coelho, advogado especializado em direito trabalhista e previdenciário.

“Não têm direito ao aviso prévio e não recebem a multa de 40% sobre o FGTS. Quanto ao seguro-desemprego, o trabalhador temporário terá direito se tiver trabalhado pelo menos seis meses nos últimos 12 meses antes da demissão, não recebendo nenhum outro benefício previdenciário e se a demissão ocorrer sem justa causa”, afirma.

Uma das obrigações mais importantes do empregador é a formalização do contrato por escrito. Esse documento deve detalhar a função do empregado, o período de serviço, a remuneração e todas as condições de trabalho.

Além disso, é necessário registrar na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) que o vínculo é temporário, assegurando o cumprimento correto do contrato e prevenindo complicações futuras.

O registro em carteira é fundamental para garantir que o contrato seja encerrado corretamente. Caso o empregador deixe de formalizar o contrato por escrito ou não siga as regras legais estabelecidas, a relação de trabalho pode ser reconhecida como permanente.

Nesse caso, o empregado passa a ter os mesmos direitos que um trabalhador efetivo, incluindo aviso prévio, seguro-desemprego, multa de 40% sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa e estabilidade em casos de gravidez ou acidente de trabalho.

“É fundamental que os trabalhadores leiam atentamente os termos do contrato temporário, compreendendo as cláusulas e direitos, para evitar surpresas desagradáveis no futuro. A conscientização sobre as condições de trabalho ajuda a garantir que os profissionais sejam tratados de maneira justa e respeitosa, mesmo em situações temporárias", completa Márcio Coelho.

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Seu salário é bom? Veja por que a resposta depende de mais do que o valor na conta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/07/2026 02:45

g1 explica Seu salário é bom? Veja por que a resposta depende de mais do que o valor na conta No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento.

Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade.

Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Mega-Sena, concurso 3027: resultado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 21:46

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3027: prêmio acumula e vai a R$ 38 milhões Veja os números sorteados: 06 – 15 – 16 – 24 – 34 – 47. Quina teve 44 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 45.413,55. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3027 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 38 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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