RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ministro diz que ‘atropelos’ atrapalham negociações com EUA sobre tarifas, mas que ‘corre contra o tempo’ por consenso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,207-0,05%Dólar TurismoR$ 5,410-0,17%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2010,34%B3Ibovespa172.224 pts0,31%MoedasDólar ComercialR$ 5,207-0,05%Dólar TurismoR$ 5,410-0,17%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2010,34%B3Ibovespa172.224 pts0,31%MoedasDólar ComercialR$ 5,207-0,05%Dólar TurismoR$ 5,410-0,17%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2010,34%B3Ibovespa172.224 pts0,31%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que alguns “atropelos” provocados por terceiros têm atrapalhado as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos em torno do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump.

Mas acrescentou que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que o governo “nunca” abandone a mesa de negociação, deixando questões ideológicas de lado.

Elias Rosa deu a declaração durante entrevista no Rio de Janeiro, onde cumpriu agenda. Ele foi questionado sobre uma conversa que teve nesta quinta com o representante do escritório comercial da Casa Branca, Jamieson Greer, para tentar reverter o tarifaço.


O prazo dado pela Casa Branca é 15 de julho, por isso, avaliou o ministro, o governo brasileiro “corre contra o tempo” para tentar um consenso com os norte-americanos.

“Todas as vezes em que nós caminhamos positivamente parece que surge algum empecilho ou atropelo e nós precisamos superar. […] O presidente Lula esteve com o presidente Trump na Malásia, depois daquele encontro na ONU, depois tivemos seguidos encontros, vários telefonemas, e sempre foram muito positivos”, declarou o ministro.

“Os exemplos podem ser a ordem executiva de julho do ano passado, que anuncia a necessidade de interferir no julgamento do Supremo Tribunal Federal, sob pena de imposição de tarifa de 40% mais aquela de 10%; a publicação, por quem estava nos Estados Unidos, um ex-deputado federal se dizendo autor ou patrocinador do tarifaço de encomenda. Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, alguém celebrando nas redes sociais o fato de ter sido imposta. Essas pessoas sempre dificultam muito o trabalho”, afirmou.

O governo Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O presidente, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria".

No ano passado, quando a gestão Trump estabeleceu uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o presidente dos EUA pela medida.

Para o ministro, esses comportamentos citados por ele na entrevista “poluem o diálogo” entre os negociadores do Brasil e dos Estados Unidos porque levam “à mesa” de negociação “questões que não deveriam estar”.

“Não cabem na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, disse o ministro.

“Então, a gente também tem que enfrentar essa questão. Estamos enfrentando com a serenidade que o tema exige. Em cada uma dessas reuniões, temos avançado um pouco. Mas volto a dizer, o tempo conspira contra. Temos que chegar até 15 de julho com um acordo”, acrescentou Márcio Elias Rosa.

Sob reserva, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que não acreditam mais em uma reversão completa do tarifaço.

Afirmam que o governo vai tentar esgotar as negociações, como tem orientado o presidente Lula, mostrando os números do comércio entre os dois países e apresentando argumentos técnicos.

Mas a avaliação é que a decisão do USTR tem motivações políticas e não técnicas, assim, dizem avaliar que, no máximo, pode haver alguma exceção ou eventual redução de taxa, mas não a reversão completa da medida.

Segundo esses integrantes do Palácio do Planalto, há uma "linha de diálogo" entre os dois governo, que deve ser mantida, com reuniões entre representantes dos presidentes Lula e Donald Trump.

No Ministério das Relações Exteriores, integrantes da diplomacia brasileira dizem que os documentos do USTR demonstram como a investigação com base na seção 301 tem caráter político e não técnico nem comercial.

Segundo relatos à GloboNews, os documentos recebidos pelo Itamaraty relativos à alegações iniciais, de julho de 2025, são "praticamente iguais" aos da recomendação final, de junho de 2026.

Isso mostra, para integrantes do Itamaraty, que todos os argumentos técnicos apresentados aos EUA ao longo do último ano pelos negociadores brasileiros foram desconsiderados, como os números que demonstram a queda no desmatamento no governo Lula em comparação com o governo Bolsonaro.

Uma delegação brasileira, formada por integrantes das áreas econômica e ambiental do Itamaraty, por exemplo, chegou a ir a Washington para apresentar esses dados, e o entendimento da diplomacia é que todos os questionamentos foram respondidos com dados, mas acabaram ignorados.

Márcio Fernando Elias Rosa, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — Foto: Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços / Divulgação

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Flávio vê fortalecimento de Lula em ano eleitoral e pede aos EUA adiamento de tarifas contra Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 15:45

Política Flávio vê fortalecimento de Lula em ano eleitoral e pede aos EUA adiamento de tarifas contra Brasil Sugestão de adiamento das taxas para depois das eleições foi enviada ao Escritório de Comércio dos EUA. Em 2025, Eduardo Bolsonaro agradeceu a Trump após o tarifaço. Para Flávio, Lula cresce politicamente com o embate travado com autoridades norte-americanas. Por Ana Clara Alves, Gustavo Garcia, TV Globo e g1 — Brasília

O senador Flávio Bolsonaro pediu ao governo dos Estados Unidos o adiamento, por 180 dias, de novas tarifas de 25% sobre exportações brasileiras.

No documento enviado nesta quarta-feira (1º), o parlamentar argumenta que as tarifas podem fortalecer politicamente o governo Lula no ano eleitoral.

O governo brasileiro também enviou resposta aos Estados Unidos nesta quarta-feira (1º). Mauro Vieira afirmou que as práticas do país não são discriminatórias.

Enquanto Lula atribui as ameaças à família Bolsonaro, um grupo de trabalho governamental participou de negociações nesta quinta-feira (2).

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em que pede o adiamento, por 180 dias, da aplicação, por parte do governo norte-americano, de novas tarifas contra exportações brasileiras. Flávio pede, portanto, um adiamento das taxas de 25% para depois das eleições presidenciais no Brasil.

No documento de 86 páginas, o político do PL diz que o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos anteriormente não surtiu efeitos positivos e não mudou o comportamento das autoridades brasileiras.

Para o senador, as investidas tarifárias da gestão Trump contra o Brasil tem, ao contrário, fortalecido politicamente, em um ano eleitoral, o governo Lula, que tem enquadrado as ações no campo econômico como ataques à soberania nacional.

"Pesquisas de opinião pública brasileiras mostram que a posição eleitoral do atual governo se fortaleceu precisamente durante os períodos em que a pressão tarifária dos EUA foi mais evidente", afirma um trecho do documento de Flávio.

"As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna. Pior ainda, os custos recairiam sobre a economia americana e sobre os brasileiros mais comprometidos com o relacionamento construtivo com os EUA", diz outra parte da carta.

O presidente Lula tem atribuído as ameaças tarifárias dos EUA a articulações da família Bolsonaro, sobretudo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras. O petista, inclusive, já chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "traidores da pátria".

No ano passado, quando a gestão Trump estabeleceu uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o presidente dos EUA pela medida.

"Obrigado, presidente Donald J. Trump. Espero que as autoridades brasileiras agora tratem esses assuntos com a seriedade que merecem. O Brasil não pode — e não vai — se tornar outra Venezuela, Cuba ou Nicarágua. Deus abençoe os Estados Unidos, Deus abençoe o Brasil", escreveu Eduardo em julho de 2025.

No documento, encaminhado nesta quarta-feira (1º), Flávio se apresenta como pré-candidato do PL à Presidência da República e lembra que se reuniu recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e como o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar das tarifas.

Na carta, o parlamentar se refere à investigação "Seção 301" da Lei de Comércio de 1974, sobre atos e práticas do Brasil relacionados a comércio digital (PIX), tarifas, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento.

Com base nessa investigação, o USTR propôs novas tarifas contra produtos brasileiros a serem aplicadas nas próximas semanas.

🔎Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas.

Em outra frente, o governo do presidente Lula também enviou nesta quarta uma resposta à investigação dos norte-americanos.

No documento, assinado pelo ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores), o Brasil afirma que o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos.

Para o pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, uma saída para o impasse entre os dois países poderia ser a suspensão, com um prazo de 180 dias, extensível por mais 90 dias caso haja progresso nas negociações, com o retorno automático das tarifas caso o governo brasileiro não se engaje, de boa-fé, nas negociações.

"O governo atual teria esse período para se engajar em negociações de boa-fé, sem a perspectiva de dividendos eleitorais, ou enfrentaria as consequências da retomada dessas ações. Esse mesmo período daria à oposição no Congresso o tempo e a legitimidade para pressionar o governo atual a intensificar seus próprios esforços de negociação de boa-fé", afirma Flávio.

"No caso de uma vitória da oposição, o presidente eleito nomearia imediatamente um negociador para conduzir as negociações adiante, também de boa-fé", completa o parlamentar.

Apesar das afirmações do senador do PL, o governo brasileiro montou um grupo, composto por políticos, economistas e diplomatas, para tratar das tarifas com autoridades dos Estados Unidos.

Esse grupo de trabalho já participou de quatro rodadas de negociações com os norte-americanos. A reunião mais recente ocorreu nesta quinta-feira (2).

Flávio também apresenta outros argumentos para defender a suspensão da aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros, como:

custos para os EUA: o senador aponta que as tarifas prejudicam a economia americana, citando que os EUA possuem um superávit comercial com o Brasil, que empresas americanas são os maiores investidores estrangeiros no país e que a retaliação brasileira afetaria exportadores e consumidores americanos. outras alternativas: Flávio sugere que, em vez de tarifas generalizadas, os EUA possuem ferramentas mais eficazes e direcionadas, como sanções financeiras e restrições de visto baseadas na estrutura da Lei Magnitsky para alcançar os responsáveis específicos pelas práticas contestadas pelos norte-americanos, sem punir a população e o setor produtivo brasileiro como um todo. Para Flávio, a sociedade e o setor produtivo do Brasil não apoiam, em sua maioria, a postura do governo Lula em relação aos Estados Unidos. remédio inadequado: o parlamentar diz reconhecer preocupações legítimas dos EUA em alguns pontos, mas contesta a ideia de tarifas "cegas" como remédio adequado para a resolução desses problemas.

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca no final de maio — Foto: Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC

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Venda de carros elétricos no Brasil é três vezes maior em 2026 quando comparada a 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 14:46

Carros Venda de carros elétricos no Brasil é três vezes maior em 2026 quando comparada a 2025 Mercado brasileiro saltou de 30 mil carros elétricos nos primeiros seis meses de 2025 para mais de 90 mil neste ano. Venda de híbridos cresceu 85% na mesma comparação. Por Redação g1

Entre janeiro e junho de 2026, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacados no Brasil 90.470 carros elétricos. Um aumento de 196% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram vendidos 30.534 elétricos no país.

Comparado ao mês anterior, junho de 2026 mostrou um aumento de 0,84% nos emplacamentos de veículos 100% elétricos. Comparado ao mesmo mês de 2025, o aumento este ano foi de 258%.

Embora os volumes ainda não sejam tão grandes quanto os demais, os elétricos vêm ampliando sua participação no mercado interno, de forma consistente”, analisa Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.

Os veículos híbridos também mostram crescimento. Nos primeiros seis meses de 2026 foram vendidos no Brasil 154.472 veículos híbridos, um salto de 85% ante os 83.468 híbridos vendidos no primeiro semestre de 2025.

Em relação a maio, o mês de junho deste ano mostrou aumento de 8,9% nas vendas de híbridos. Em relação a junho de 2025, os emplacamentos aumentaram 116%.

“Os carros híbridos têm tido uma aceitação expressiva no mercado nacional e representam o maior volume entre os eletrificados”, disse Arcelio Junior.

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Adolescente acusa redes sociais de causar depressão; TikTok fecha acordo antes do julgamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 12:46

Mundo Adolescente acusa redes sociais de causar depressão; TikTok fecha acordo antes do julgamento O adolescente afirma que anos de uso compulsivo das plataformas contribuíram para depressão, ansiedade e pensamentos suicidas. O caso pode influenciar milhares de processos semelhantes nos Estados Unidos. Por France Presse — São Francisco

O TikTok fez um acordo para encerrar uma ação movida por um adolescente poucas semanas antes de a empresa enfrentar um julgamento considerado importante para definir a responsabilidade das redes sociais por danos à saúde mental causados pela dependência de suas plataformas.

O adolescente de 15 anos, da Flórida, identificado apenas pelas iniciais R.K.C., acusa quatro empresas de terem prejudicado sua saúde mental. Em 23 de junho, ele já havia chegado a um acordo com o YouTube. Já a Meta e o Snapchat continuam como rés no processo, cujo julgamento está previsto para começar em 27 de julho.

"Podemos confirmar que foi alcançado um acordo em princípio com o TikTok", informou nesta quarta-feira (1º) à AFP o escritório Morgan & Morgan, que representa o adolescente. Os termos do acordo não foram divulgados.

O TikTok também já havia encerrado, em janeiro, outro processo semelhante – o primeiro desse tipo envolvendo a empresa.

O julgamento, que será realizado em um tribunal de Los Angeles, é considerado mais um marco para definir como poderão evoluir milhares de ações relacionadas à dependência de redes sociais nos Estados Unidos.

Segundo a ação, anos de uso compulsivo das plataformas contribuíram para que o adolescente desenvolvesse graves problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e pensamentos suicidas. Ele afirma que ainda está em tratamento.

Após o acordo com o YouTube, os advogados do Morgan & Morgan afirmaram que as empresas de redes sociais "vêm há anos elaborando estratégias para fisgar crianças desde cedo e maximizar seu uso, por meio de recursos como reprodução automática e rolagem infinita, tudo com o objetivo de aumentar seus lucros às custas da saúde mental de nossos jovens".

Em março, um júri de Los Angeles determinou que a Meta e o Google, controlador do YouTube, pagassem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,23 milhões) a outra jovem. Na ocasião, TikTok e Snap também encerraram o caso por meio de acordos antes do julgamento, sem admitir responsabilidade.

Em maio, Meta, Snap, TikTok e YouTube aceitaram pagar cerca de US$ 27 milhões (R$ 140,55 milhões) a um distrito escolar de Kentucky para evitar outro julgamento. O processo é considerado um teste para cerca de 1.200 ações semelhantes movidas por distritos escolares em todo o país.

Além disso, em outro processo que pode ir a julgamento em agosto, em Oakland, mais de 30 estados norte-americanos processam a Meta por acusações semelhantes.

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Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego em Silverstone; veja como carrinhos foram montados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 12:46

Carros Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego em Silverstone; veja como carrinhos foram montados Cada kart foi feito com mais de 28 mil peças e pesa cerca de 280 kg, sendo 65 kg somente de blocos de montar. Os 22 carrinhos têm motor elétrico e bateria e têm velocidade máxima de 25 km/h. Por Redação g1

Pilotos de F1 vão acelerar karts de Lego antes do GP de Silverstone 2026 — Foto: Divulgação / Lego

A Lego montou 22 karts para o desfile dos pilotos de Fórmula 1 no GP de Silverstone no próximo domingo (5). Cada um dos carrinhos usa 28 mil peças e tem motor elétrico para chegar até 25 km/h.

"Sempre ouvimos nossos fãs, e ficou claro, durante o desfile dos pilotos no Grande Prêmio de Miami de 2025, que tanto os fãs quanto os pilotos queriam mais", afirmou Julia Goldin, diretora de Produto e Marketing do Grupo Lego.

Se carros de corrida são conhecidos pela leveza, o mesmo não dá para dizer sobre os karts feitos de Lego. Cada carrinho pesa 280 kg, sendo que 65 kg são só de peças do brinquedo de montar.

Os karts foram criados por 20 especialistas em design e precisaram de 6.400 horas de mão de obra para serem concluídos. Cada kart usa as cores e desenhos inspirados nas carrocerias dos modelos de F1.

Recentemente outro carro Lego mais complexo chamou a atenção. Uma réplica em tamanho real do Koenigsegg Sadair's Spear, com carroceria construída inteiramente com peças de Lego, atingiu a velocidade de 111 km/h. O veículo pesa 1.800 kg e registrou na pista de Goodwood, Inglaterra, o recorde de modelo montável mais rápido já feito pela empresa de brinquedos dinamarquesa.

O projeto foi executado pela equipe de modelistas da Lego em Kladno, na República Tcheca, e precisou de mais de 9,4 mil horas de mão de obra para ser concluído.

O veículo foi feito com cerca de 327 mil peças da linha Technic, que correspondem a 400 kg do veículo, e montado sobre um chassi de metal customizado com gaiola de proteção nos padrões de segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A construção utiliza rodas de fibra de carbono originais da Koenigsegg, pneus da Pirelli, suspensão real e freios a disco de competição.

Koenigsegg Sadair’s Spear feito de Lego na escala 1:1 bate recorde de velocidade — Foto: Divulgação / Lego

Para alcançar a velocidade recorde e superar os modelos anteriores da marca, o veículo foi equipado com um motor elétrico que traciona as rodas traseiras, substituindo o motor V8 biturbo original de 1.603 cavalos do modelo real.

A réplica também inclui o sistema automatizado da montadora sueca, que permite abrir simultaneamente as portas, o capô e a tampa do motor. Essa forma de acessar o carro é algo característico da Koenigsegg.

Diversas partes do veículo foram adaptadas com peças incomuns da marca, como componentes de naves de Star Wars nos faróis dianteiros, janelas de trens de brinquedo nas lanternas traseiras e aros de rodas da linha Ninjago para simular os amortecedores do carro real.

O lançamento do megacarro em tamanho real ocorreu em conjunto com o anúncio de uma versão comercial menor do Koenigsegg Sadair's Spear em escala 1:8.

O kit voltado para o público adulto possui 4.104 peças e reproduz as funções mecânicas do veículo original, incluindo o motor de pistões V8 funcionais e a transmissão de nove marchas.

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Reality de Viih Tube que daria R$ 20 mil a funcionário vira alvo do MPT; veja os direitos dos trabalhadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 12:46

Trabalho e Carreira Reality de Viih Tube que daria R$ 20 mil a funcionário vira alvo do MPT; veja os direitos dos trabalhadores Especialistas explicam quando um empregador pode usar a imagem de funcionários, se a participação pode ser recusada e quais são os limites previstos na legislação trabalhista. Programa saiu do ar. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Reality "As Patroas", de Viih Tube e Eliezer, em que 11 funcionários disputariam R$ 20 mil, foi retirado do ar após críticas nas redes sociais e virou alvo de um procedimento do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Especialistas afirmam que transformar a relação entre empregador e empregado em conteúdo de entretenimento pode gerar discussões sobre uso de imagem, voluntariedade, jornada de trabalho, assédio moral e danos morais.

Segundo advogada ouvida pelo g1, a participação dos funcionários deve ser voluntária, remunerada e prevista em contrato específico, separado do vínculo empregatício.

O trabalhador pode recusar ou desistir da participação sem sofrer prejuízos na relação de trabalho. Caso haja exposição vexatória ou abusiva, o empregador pode ser responsabilizado judicialmente.

"Esse é o reality, literalmente, da nossa casa." Foi assim que Viih Tube anunciou, nas redes sociais, o reality "As Patroas", programa em que 11 funcionários da influenciadora e ex-BBB e de seu marido, Eliezer, disputariam um prêmio de R$ 20 mil.

O primeiro episódio foi publicado na terça-feira (30) no canal da influenciadora no YouTube e nas redes sociais do casal. Menos de 24 horas depois, o conteúdo foi retirado do ar após uma série de críticas relacionadas à exposição da relação entre empregadores e empregados.

A repercussão levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo a abrir um procedimento para apurar o caso. Em nota enviada ao g1, o órgão informou que "tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos".

O caso também motivou uma manifestação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem citar diretamente os influenciadores, o tribunal publicou nas redes sociais que expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral.

"A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", afirmou o TST.

O g1 procurou Viih Tube e Eliezer para pedir um posicionamento sobre o caso, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem.

A reportagem também entrou em contato com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para saber se o órgão recebeu alguma denúncia relacionada ao programa ou se pretende analisar o caso sob a ótica da legislação trabalhista. Não houve retorno.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também foi procurado. O g1 questionou se a Justiça do Trabalho já analisou ações envolvendo situações semelhantes, em que a relação de trabalho é transformada em conteúdo de entretenimento, e qual é o entendimento do tribunal sobre esse tipo de iniciativa. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta.

A repercussão do reality levantou uma discussão sobre os limites legais quando a relação de trabalho se transforma em entretenimento.

Afinal, até onde um empregador pode expor seus funcionários? É possível exigir a participação? Um termo de uso de imagem é suficiente? E se o trabalhador desistir das gravações?

Para a advogada trabalhista Paula Borges, especialista em Direito do Trabalho do Ferraz dos Passos Advocacia e Consultoria, o caso envolve duas relações distintas: o contrato de trabalho e a participação em um produto de entretenimento.

Segundo ela, o vínculo empregatício, por si só, não autoriza a exploração comercial da imagem do trabalhador.

De acordo com a especialista, um simples termo de autorização de uso de imagem não é suficiente para viabilizar esse tipo de iniciativa.

Segundo ela, seria necessário um contrato específico, separado do vínculo empregatício, prevendo a participação no reality, remuneração pelo uso da imagem, consentimento livre e informado do trabalhador e o cumprimento das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além disso, a participação deve ser efetivamente voluntária. "A atividade não faz parte das funções para as quais o trabalhador foi contratado. Por isso, a recusa não pode gerar punições, perda de benefícios ou até uma demissão. Qualquer consequência negativa na relação de emprego é ilegal", afirma.

Na avaliação da advogada, esse é justamente um dos pontos mais delicados do caso. "Na relação de trabalho, o funcionário pode sentir que precisa aceitar o convite por medo de desagradar o empregador ou sofrer alguma consequência, mesmo que ninguém faça uma ameaça direta. Por isso, a decisão de participar precisa ser realmente livre e sem qualquer tipo de pressão", completa.

Paula Borges afirma que o trabalhador pode desistir da participação a qualquer momento, já que o direito à imagem é um direito da personalidade e sua autorização pode ser revogada. Ela acrescenta que, caso o conteúdo exponha o funcionário a situações humilhantes ou constrangedoras, o empregador poderá responder judicialmente.

"A Justiça do Trabalho já possui entendimento consolidado de que obrigar empregados a participar de vídeos, brincadeiras ou situações potencialmente vexatórias extrapola os limites do poder diretivo do empregador e pode gerar indenização por danos morais", afirma.

A advogada também chama atenção para o tempo dedicado às gravações. Se a participação ocorrer fora da jornada de trabalho e houver controle do empregador ou obrigatoriedade de comparecimento, esse período poderá ser considerado tempo à disposição da empresa e deverá ser remunerado.

Segundo ela, o empregador também pode ser responsabilizado pelos impactos decorrentes da exposição pública dos trabalhadores, como ataques nas redes sociais.

"Ao expor o empregado para um público amplo com finalidade comercial, o empregador assume um risco previsível. Se essa exposição causar danos à imagem ou à dignidade do trabalhador, pode haver responsabilização civil", explica.

Antes de aceitar participar de um reality promovido pelo próprio empregador, a especialista recomenda que o trabalhador saiba que pode recusar o convite sem sofrer qualquer prejuízo na relação de trabalho, exigir um contrato específico para a exploração de sua imagem, receber remuneração pela participação e desistir a qualquer momento.

A especialista ressalta ainda que a assinatura de um termo de uso de imagem não impede um eventual pedido de indenização caso a exposição seja considerada abusiva ou vexatória.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Cashback do IR: 500 mil contribuintes ficam sem receber por falta de chave PIX com CPF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 11:45

Economia Imposto de renda Cashback do Imposto de Renda: 500 mil contribuintes ficam sem receber por falta de chave PIX com CPF Esses contribuintes correspondem a 13% do lote total de quatro milhões de pessoas que receberão até R$ 1 mil diretamente em sua conta bancária. Com isso, serão pagos até R$ 500 milhões a cerca de 3,5 milhões de trabalhadores. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

O supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou nesta quinta-feira (2) que cerca de 500 mil contribuintes que teriam direito ao chamado "cashback" do Imposto de Renda neste ano não receberão os valores por não ter chave PIX cadastrada em seu CPF.

Esses contribuintes correspondem a 13% do lote total de quatro milhões de pessoas que receberão até R$ 1 mil diretamente em sua conta bancária. Com isso, serão pagos até R$ 500 milhões a cerca de 3,5 milhões de trabalhadores.

"Essas pessoas não estavam obrigados a declarar, mas tiveram retenção na fonte em algum mês, pois receberam mais de dois salários mínimos. Se fizessem a declaração, teriam o dinheiro de volta. Mas eles nunca fizeram a declaração, não sabem, ou teriam de pagar pra alguém fazer", explicou José Carlos, da Receita Federal.

A partir das 9h da próxima quarta-feira (8), os contribuintes poderão fazer consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. Os recursos serão depositados automaticamente nas contas bancárias dos trabalhadores em 15 de julho.

A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo.

🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto.

Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos:

não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025;não ter apresentado a declaração por iniciativa própria;ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024;ter direito à restituição de até R$ 1.000;possuir CPF regular e uma chave Pix cadastrada com o CPF.

A consulta poderá ser feita a partir de 8 de julho no portal da Receita Federal e também pelo aplicativo oficial do órgão.

Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente, conferir os dados utilizados, incluir informações adicionais, se necessário, e fazer ajustes antes da conclusão do processamento.

A Receita informou que a restituição será paga exclusivamente por meio de uma chave Pix do tipo CPF.

Não haverá emissão de ordem de pagamento nem depósito em contas bancárias que não estejam vinculadas ao CPF do contribuinte.

Por isso, quem ainda não possui essa modalidade de chave Pix deverá cadastrá-la para receber os valores.

O órgão destaca que esse lote especial não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026.

Enquanto o "cashback" contempla apenas contribuintes que não apresentaram declaração, os lotes tradicionais continuam sendo pagos normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente.

O órgão orienta que consultas e acompanhamentos sejam feitos apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Sony vai deixar de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 10:46

Tecnologia Sony vai deixar de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028 Empresa afirma que novos jogos para PlayStation serão vendidos apenas em formato digital; títulos lançados antes de 2028 continuarão disponíveis em disco. Por France Presse

Sony deixará de fabricar discos físicos para novos jogos de PlayStation em 2028 — Foto: Unsplash/Kerde Severin

A Sony deixará de produzir discos físicos (CDs) para os novos videogames de seus consoles PlayStation a partir de janeiro de 2028, quando os títulos passarão a ser distribuídos apenas em formato digital, anunciou o grupo japonês.

"A produção de discos físicos para todos os novos jogos lançados em consoles PlayStation será interrompida a partir de janeiro de 2028", informou a Sony em uma publicação no blog da empresa.

A companhia afirmou que a mudança "não afetará os jogos que já tenham sido lançados ou que venham a ser lançados antes de janeiro de 2028 em formato físico".

O anúncio ocorre poucos meses antes do lançamento exclusivamente digital de Grand Theft Auto (GTA) VI, que pode se tornar o produto cultural mais vendido da história.

Nas redes sociais, alguns usuários criticaram que a ausência de disco físico eliminaria o mercado de segunda mão para esse título.

"É uma evolução natural para a Sony Interactive Entertainment, que se adapta às tendências dos consumidores, já que a preferência geral por mídias digitais supera amplamente a dos discos físicos", declarou a companhia.

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PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 10:46

Política PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil Governo brasileiro enviou resposta aos EUA sobre relatório que acusa o país de adotar práticas de comércio desleal contra empresas norte-americanas. Por Ana Flávia Castro, Isabel Lima, Isabelle Gandolphi, g1 — Brasília

O Brasil encaminhou, nessa quarta-feira (º), uma resposta aos Estados Unidos sobre a investigação feita pelo governo Donald Trump que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

A reação brasileira tenta evitar que os Estados Unidos coloquem em prática a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta às supostas práticas de comércio desleal, descritas pelo Escritório de Comércio.

No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas.

Na visão do governo brasileiro, se o ritmo e a condução de processos de combate à corrupção, a confidencialidade de ordens judiciais emitidas em conformidade com o direito interno ou a estrutura de um sistema de pagamentos digitais fossem suficientes, por si sós, para justificar uma ação com base na Seção 301, "a lei deixaria de ter um limite claro sobre o que pode ou não ser usado para aplicar sanções".

Com isso, enviou um documento de 29 páginas em que rebateu ponto a ponto as críticas norte-americanas.

Veja, nesta reportagem, o que os EUA criticaram, e os argumentos de defesa do Brasil (clique para seguir o conteúdo).

Comércio digital e serviços de pagamento (PIX)Regulação de redes sociais e STFTarifas preferenciais desleaisAcesso ao mercado de etanolProteção da propriedade intelectualCombate à corrupçãoDesmatamento ilegal

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

O USTR afirma que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos.

Segundo o relatório norte-americano, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes.

O governo brasileiro contesta essa afirmação. Destaca que o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital.

O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia.

Além disso, o documento compara o PIX ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o autoridade monetária dos Estados Unidos.

Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal.

O USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, com alcance global —, além de proibirem a divulgação dessas decisões.

O órgão também critica a aplicação de multas elevadas, restrições a ativos e contas bancárias e, em pelo menos um caso, o bloqueio completo de um site.

O Rumble foi bloqueado no Brasil em fevereiro de 2025 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

🔎O Rumble é uma plataforma de vídeos similar ao YouTube, do Google, inclusive no visual. Lançada em 2013, a rede social é bastante popular entre conservadores nos EUA. Ela diz que sua missão é "proteger uma internet livre e aberta" e já se envolveu em diversas controvérsias.

Em reação, a plataforma Rumble e o grupo Trump Media acionaram a Justiça da Flórida contra o ministro Moraes.

As duas companhias recorreram para tentar barrar a aplicação de ordens de restrição e bloqueio emitidas por Moraes no Brasil, sob o argumento de que elas configuram censura e violam garantias constitucionais dos EUA.

Como a ação foi apresentada apenas contra Moraes, a AGU solicitou o ingresso formal do Estado brasileiro no processo.

Sobre essas determinações contra redes sociais, o governo afirma que as deciões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais.

Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal.

A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país.

"A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento.

O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos."

Segundo o USTR, o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados em setores nos quais ambos são considerados produtores avançados e competitivos globalmente.

O governo brasileiro afirma que seus acordos comerciais com países como México e Índia são legítimos, de longa data e negociados dentro de estruturas regionais reconhecidas e compatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), incluindo o tratamento diferenciado a países em desenvolvimento.

Segundo a manifestação, como membro do Mercosul, o Brasil adota preferencialmente negociações tarifárias por meio de arranjos regionais permitidos pelas normas multilaterais.

No documento, o Brasil diz ainda que a insatisfação dos Estados Unidos com o perfil econômico ou a competitividade de parceiros comerciais brasileiros não transforma esses acordos em práticas passíveis de sanção.

"A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar arranjos preferenciais legítimos como 'desarrazoados' apenas porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar concorrência dos beneficiários desses arranjos no mercado brasileiro", diz o texto.

Neste trecho, volta a destacar que "os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial sólida e cada vez mais benéfica, incluindo um superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil em 2024".

O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu, de forma abrupta, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e, desde então, não oferece reciprocidade às exportações do combustível vindas dos EUA.

O Brasil observa que o USTR não sustenta que a tarifa atual do Brasil sobre o etanol viole quaisquer compromissos bilaterais com os Estados Unidos. Tampouco identifica uma tarifa que seja aplicada de forma discriminatória exclusivamente ao etanol norte-americano.

O escritório de comércio americano aponta, no relatório, a queda nas exportações de etanol dos EUA para o Brasil e o acesso contínuo do etanol brasileiro ao mercado dos Estados Unidos como evidência de que os atos, políticas e práticas do Brasil seriam desarrazoados e onerariam ou restringiriam o comércio dos Estados Unidos.

O que, na visão do governo brasileiro, são alegações "insuficientes para sustentar uma ação com base na Seção 301".

"A tarifa se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina contra os Estados Unidos."

Os EUA apontam falhas na aplicação de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, além de lentidão na análise de patentes e de ações contínuas de combate à pirataria.

O relatório também critica o tempo de análise de patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), especialmente no setor biofarmacêutico, que pode chegar a 109 meses.

O governo Lula defende que essa abordagem é problemática, considerando que o próprio USTR reconheceu recentemente os avanços do Brasil na área de proteção da propriedade intelectual.

"As manifestações de réplica apresentadas pelo Brasil após a audiência destacaram que o próprio USTR, no Relatório Especial 301 de 2025, retirou o Brasil da Lista de Observação Prioritária em reconhecimento ao ‘progresso concreto’ na aplicação da propriedade intelectual".

"O Brasil demonstrou que os indicadores relevantes apresentaram melhora significativa como resultado de reformas administrativas e de medidas de redução de acervo acumulado implementadas por meio da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual do Brasil e de iniciativas relacionadas".

A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

O documento cita a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.

Segundo o governo, o relatório não trata adequadamente do histórico mais amplo de combate à corrupção apresentado pelo Brasil ao USTR.

"As manifestações anteriores do Brasil explicaram que o país mantém um regime abrangente de combate à corrupção, ancorado tanto no direito interno quanto em compromissos internacionais, incluindo a Convenção Antissuborno da OCDE, a Convenção Interamericana contra a Corrupção, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional".

O documento afirma que, embora o Brasil tenha um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a continuidade do problema.

aumentou os recursos destinados aos principais órgãos responsáveis pelo combate ao desmatamento ilegal;ampliou operações em campo;fortaleceu o monitoramento por satélite;suspendeu congelamentos anteriores que afetavam multas ambientais; e intensificou o uso de instrumentos legais e administrativos já existentes.

De acordo com os dados orçamentários mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), a destinação de recursos para a área "passou de R$ 181,8 milhões em 2022 para R$ 340,99 milhões em 2026, um aumento de 87,6% no período, totalizando R$ 1,345 bilhão acumulado entre 2022 e 2026".

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Uso de internet chega a quase 75% dos idosos, e crianças diminuem acesso à rede, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 10:46

Tecnologia Uso de internet chega a quase 75% dos idosos, e crianças diminuem acesso à rede, diz IBGE Entre crianças de 10 a 13 anos que não usaram a internet, os principais motivos foram a falta de necessidade e a preocupação com privacidade ou segurança. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Uso de internet entre a populaçao com 60 anos ou mais subiu de 70,1% para 74,5% entre 2024 e 2025 — Foto: Congerdesign/Pixabay

Embora ainda sejam o grupo que menos usa a internet, brasileiros com 60 anos ou mais registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais.

Segundo o IBGE, o crescimento pode estar relacionado "à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade".

Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos foram a única faixa etária a apresentar queda no uso da internet e do celular.

Nesse grupo, o uso da internet caiu de 84,9% para 84,4% em 2025. Entre as que não acessaram a rede, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%) e a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%).

O comportamento foi parecido no uso de celulares: idosos são a faixa etária com o maior crescimento, passando de 78,3% para 80,3% entre 2024 e 2025, enquanto o uso entre crianças de 10 a 13 anos caiu de 56,7% para 55,2%.

Entre as crianças, a principal razão apontada para a falta do celular foi a preocupação com privacidade e segurança.

No geral, o uso da internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. Em 2024, esse percentual era de 89,2%.

Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários, 98,7% acessam a rede pelo celular.

O levantamento também mostrou que as áreas urbanas continuam com maior acesso à internet, mas a diferença em relação às áreas rurais diminuiu ao longo dos últimos anos. A distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.

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