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PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 10:46

Política PIX, STF, redes sociais: entenda as críticas dos EUA para propor tarifa de 25% e os argumentos do Brasil Governo brasileiro enviou resposta aos EUA sobre relatório que acusa o país de adotar práticas de comércio desleal contra empresas norte-americanas. Por Ana Flávia Castro, Isabel Lima, Isabelle Gandolphi, g1 — Brasília

O Brasil encaminhou, nessa quarta-feira (º), uma resposta aos Estados Unidos sobre a investigação feita pelo governo Donald Trump que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos.

A reação brasileira tenta evitar que os Estados Unidos coloquem em prática a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta às supostas práticas de comércio desleal, descritas pelo Escritório de Comércio.

No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas.

Na visão do governo brasileiro, se o ritmo e a condução de processos de combate à corrupção, a confidencialidade de ordens judiciais emitidas em conformidade com o direito interno ou a estrutura de um sistema de pagamentos digitais fossem suficientes, por si sós, para justificar uma ação com base na Seção 301, "a lei deixaria de ter um limite claro sobre o que pode ou não ser usado para aplicar sanções".

Com isso, enviou um documento de 29 páginas em que rebateu ponto a ponto as críticas norte-americanas.

Veja, nesta reportagem, o que os EUA criticaram, e os argumentos de defesa do Brasil (clique para seguir o conteúdo).

Comércio digital e serviços de pagamento (PIX)Regulação de redes sociais e STFTarifas preferenciais desleaisAcesso ao mercado de etanolProteção da propriedade intelectualCombate à corrupçãoDesmatamento ilegal

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

O USTR afirma que o Banco Central favorece o PIX, sistema de pagamentos instantâneos, em detrimento de provedores americanos.

Segundo o relatório norte-americano, o BC atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, impondo seu uso e limitando as taxas cobradas por concorrentes.

O governo brasileiro contesta essa afirmação. Destaca que o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital.

O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia.

Além disso, o documento compara o PIX ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o autoridade monetária dos Estados Unidos.

Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal.

O USTR afirma que tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, com alcance global —, além de proibirem a divulgação dessas decisões.

O órgão também critica a aplicação de multas elevadas, restrições a ativos e contas bancárias e, em pelo menos um caso, o bloqueio completo de um site.

O Rumble foi bloqueado no Brasil em fevereiro de 2025 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

🔎O Rumble é uma plataforma de vídeos similar ao YouTube, do Google, inclusive no visual. Lançada em 2013, a rede social é bastante popular entre conservadores nos EUA. Ela diz que sua missão é "proteger uma internet livre e aberta" e já se envolveu em diversas controvérsias.

Em reação, a plataforma Rumble e o grupo Trump Media acionaram a Justiça da Flórida contra o ministro Moraes.

As duas companhias recorreram para tentar barrar a aplicação de ordens de restrição e bloqueio emitidas por Moraes no Brasil, sob o argumento de que elas configuram censura e violam garantias constitucionais dos EUA.

Como a ação foi apresentada apenas contra Moraes, a AGU solicitou o ingresso formal do Estado brasileiro no processo.

Sobre essas determinações contra redes sociais, o governo afirma que as deciões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais.

Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal.

A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país.

"A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento.

O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos."

Segundo o USTR, o país concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses mercados em setores nos quais ambos são considerados produtores avançados e competitivos globalmente.

O governo brasileiro afirma que seus acordos comerciais com países como México e Índia são legítimos, de longa data e negociados dentro de estruturas regionais reconhecidas e compatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), incluindo o tratamento diferenciado a países em desenvolvimento.

Segundo a manifestação, como membro do Mercosul, o Brasil adota preferencialmente negociações tarifárias por meio de arranjos regionais permitidos pelas normas multilaterais.

No documento, o Brasil diz ainda que a insatisfação dos Estados Unidos com o perfil econômico ou a competitividade de parceiros comerciais brasileiros não transforma esses acordos em práticas passíveis de sanção.

"A Seção 301 não autoriza os Estados Unidos a tratar arranjos preferenciais legítimos como 'desarrazoados' apenas porque os Estados Unidos prefeririam não enfrentar concorrência dos beneficiários desses arranjos no mercado brasileiro", diz o texto.

Neste trecho, volta a destacar que "os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial sólida e cada vez mais benéfica, incluindo um superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil em 2024".

O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu, de forma abrupta, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e, desde então, não oferece reciprocidade às exportações do combustível vindas dos EUA.

O Brasil observa que o USTR não sustenta que a tarifa atual do Brasil sobre o etanol viole quaisquer compromissos bilaterais com os Estados Unidos. Tampouco identifica uma tarifa que seja aplicada de forma discriminatória exclusivamente ao etanol norte-americano.

O escritório de comércio americano aponta, no relatório, a queda nas exportações de etanol dos EUA para o Brasil e o acesso contínuo do etanol brasileiro ao mercado dos Estados Unidos como evidência de que os atos, políticas e práticas do Brasil seriam desarrazoados e onerariam ou restringiriam o comércio dos Estados Unidos.

O que, na visão do governo brasileiro, são alegações "insuficientes para sustentar uma ação com base na Seção 301".

"A tarifa se aplica igualmente a todos os países que não se beneficiam de um acordo preferencial e, portanto, não discrimina contra os Estados Unidos."

Os EUA apontam falhas na aplicação de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, além de lentidão na análise de patentes e de ações contínuas de combate à pirataria.

O relatório também critica o tempo de análise de patentes pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), especialmente no setor biofarmacêutico, que pode chegar a 109 meses.

O governo Lula defende que essa abordagem é problemática, considerando que o próprio USTR reconheceu recentemente os avanços do Brasil na área de proteção da propriedade intelectual.

"As manifestações de réplica apresentadas pelo Brasil após a audiência destacaram que o próprio USTR, no Relatório Especial 301 de 2025, retirou o Brasil da Lista de Observação Prioritária em reconhecimento ao ‘progresso concreto’ na aplicação da propriedade intelectual".

"O Brasil demonstrou que os indicadores relevantes apresentaram melhora significativa como resultado de reformas administrativas e de medidas de redução de acervo acumulado implementadas por meio da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual do Brasil e de iniciativas relacionadas".

A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

O documento cita a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo STF em 2023, a renegociação "sem transparência" de acordos de leniência e a queda do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.

Segundo o governo, o relatório não trata adequadamente do histórico mais amplo de combate à corrupção apresentado pelo Brasil ao USTR.

"As manifestações anteriores do Brasil explicaram que o país mantém um regime abrangente de combate à corrupção, ancorado tanto no direito interno quanto em compromissos internacionais, incluindo a Convenção Antissuborno da OCDE, a Convenção Interamericana contra a Corrupção, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional".

O documento afirma que, embora o Brasil tenha um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a continuidade do problema.

aumentou os recursos destinados aos principais órgãos responsáveis pelo combate ao desmatamento ilegal;ampliou operações em campo;fortaleceu o monitoramento por satélite;suspendeu congelamentos anteriores que afetavam multas ambientais; e intensificou o uso de instrumentos legais e administrativos já existentes.

De acordo com os dados orçamentários mais recentes do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), a destinação de recursos para a área "passou de R$ 181,8 milhões em 2022 para R$ 340,99 milhões em 2026, um aumento de 87,6% no período, totalizando R$ 1,345 bilhão acumulado entre 2022 e 2026".

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Uso de internet chega a quase 75% dos idosos, e crianças diminuem acesso à rede, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 10:46

Tecnologia Uso de internet chega a quase 75% dos idosos, e crianças diminuem acesso à rede, diz IBGE Entre crianças de 10 a 13 anos que não usaram a internet, os principais motivos foram a falta de necessidade e a preocupação com privacidade ou segurança. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Uso de internet entre a populaçao com 60 anos ou mais subiu de 70,1% para 74,5% entre 2024 e 2025 — Foto: Congerdesign/Pixabay

Embora ainda sejam o grupo que menos usa a internet, brasileiros com 60 anos ou mais registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024, para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais.

Segundo o IBGE, o crescimento pode estar relacionado "à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade".

Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos foram a única faixa etária a apresentar queda no uso da internet e do celular.

Nesse grupo, o uso da internet caiu de 84,9% para 84,4% em 2025. Entre as que não acessaram a rede, os principais motivos foram a falta de necessidade (33,8%) e a preocupação com privacidade ou segurança (30,3%).

O comportamento foi parecido no uso de celulares: idosos são a faixa etária com o maior crescimento, passando de 78,3% para 80,3% entre 2024 e 2025, enquanto o uso entre crianças de 10 a 13 anos caiu de 56,7% para 55,2%.

Entre as crianças, a principal razão apontada para a falta do celular foi a preocupação com privacidade e segurança.

No geral, o uso da internet atingiu 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas. Em 2024, esse percentual era de 89,2%.

Os principais usos da internet incluem fazer chamadas de voz ou vídeo (95,3%), trocar mensagens de texto, voz ou imagens (90,2%), assistir a vídeos (89,3%), usar redes sociais (84,9%) e ouvir músicas, rádio ou podcasts (83,7%). Entre os usuários, 98,7% acessam a rede pelo celular.

O levantamento também mostrou que as áreas urbanas continuam com maior acesso à internet, mas a diferença em relação às áreas rurais diminuiu ao longo dos últimos anos. A distância caiu de 37,5 pontos percentuais, em 2016, para 8,5 pontos percentuais, em 2025.

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EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 09:48

Agro EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump Usinas americanas produzem menos diesel renovável do que o necessário para cumprir as metas de 2026, aumentando a pressão sobre o governo e sobre os preços dos créditos ambientais. Por Reuters

O esforço do presidente Donald Trump para ampliar a produção de biodiesel e cumprir promessas feitas a agricultores e comunidades rurais está esbarrando na realidade do mercado: as usinas americanas não estão conseguindo acompanhar as metas estabelecidas pelo governo.

Uma escassez prolongada pode elevar fortemente os preços dos créditos de combustíveis renováveis e obrigar o governo Trump a recorrer a um dispositivo raramente utilizado, que permite reduzir as metas previamente definidas para adequá-las às condições do mercado.

Uma eventual revisão das metas representaria um recuo incomum e poderia desagradar agricultores e produtores de biocombustíveis, que pressionaram por cotas maiores e formam uma importante base política do presidente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.

Parte da produção também já está comprometida com contratos de exportação, onde os preços têm sido mais atrativos devido às interrupções na oferta provocadas pela guerra no Irã. Esses volumes, porém, não geram créditos para o cumprimento das metas estabelecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA).

As refinarias geraram 736 milhões de créditos renováveis (RINs) em maio, segundo dados da EPA, bem abaixo dos cerca de 915 milhões necessários por mês para manter o ritmo exigido pelas metas, afirmou Scott Irwin, economista agrícola da University of Illinois.

Segundo as estimativas de Irwin, a produção nos quatro primeiros meses de 2026 ficou 1,41 bilhão de RINs abaixo do necessário. Para compensar esse déficit, a produção teria de superar em mais de 20% o maior volume mensal já registrado pelo setor durante o restante do ano.

"As metas, na prática, exigem que as usinas de biodiesel operem em seu maior ritmo sustentado da história e que as plantas de diesel renovável produzam muito acima de qualquer nível que já tenham alcançado", afirmou Irwin.

"Não há como o setor cumprir as metas no ritmo em que está", afirmou Paul Niznik, diretor de energia da Capstone LLC, empresa de Washington que assessora refinarias, distribuidoras de combustíveis e fundos de investimento. "O déficit tem gerado grande preocupação em todo o setor, principalmente sobre qual será a reação do governo."

Segundo ele, os agentes do mercado não esperam que a EPA intervenha, apesar de a agência ter autoridade para conceder uma flexibilização das metas. Em vez disso, o governo poderia adotar medidas como reduzir as obrigações previstas para 2028, alterando a forma como os volumes importados são contabilizados para o cumprimento das exigências.

A produção ficou represada por meses enquanto fabricantes de biodiesel e diesel renovável aguardavam que o governo Trump concluísse as regras para o crédito tributário federal 45Z, destinado à produção de combustíveis limpos.

As diretrizes, divulgadas nas últimas semanas, eliminaram algumas restrições relacionadas ao uso da terra e ampliaram os incentivos ao diesel renovável produzido com soja — mudanças reivindicadas pelo setor havia cerca de um ano.

Segundo Jeramie Weller, gerente-geral da Minnesota Soybean Processors, produtora de biodiesel, as novas regras trazem mais segurança para ampliar a produção e firmar contratos de fornecimento de matéria-prima com agricultores. Ainda assim, ele afirma que não está claro se as medidas chegaram a tempo de compensar as perdas de produção acumuladas anteriormente.

A disparada dos preços do petróleo, provocada pelo conflito com o Irã, também reduziu o ritmo de crescimento da produção de biodiesel. As interrupções na oferta elevaram a rentabilidade dos combustíveis fósseis, incentivando as refinarias a maximizar a produção de derivados de petróleo em vez de expandir a oferta de combustíveis renováveis.

A produção abaixo do esperado também está reduzindo uma reserva que historicamente ajudava o mercado a absorver déficits temporários.

O chamado "banco de RINs" — estoque de créditos não utilizados que as refinarias podem usar para cumprir as metas — vem sendo reduzido ao longo deste ano, à medida que a produção fica abaixo do necessário enquanto a demanda permanece elevada. Se essa tendência continuar, analistas alertam que essa reserva poderá se esgotar até o fim de 2026, pressionando ainda mais os preços dos créditos.

Os preços dos RINs já atingiram níveis recordes, elevando os custos de conformidade para refinarias menores, que dependem da compra desses créditos em vez de misturar combustíveis renováveis por conta própria.

A perspectiva de um mercado mais apertado intensificou a pressão de lobby em Washington. A American Fuel and Petrochemical Manufacturers (AFPM), principal associação das refinarias americanas, vem se reunindo com parlamentares no Congresso para pressionar o governo a rever as metas de biocombustíveis para 2026. A entidade também entrou com uma ação judicial contra a EPA.

"Os americanos pagarão bilhões de dólares a mais do que deveriam se o programa de combustíveis renováveis não for redimensionado", afirmou a AFPM em materiais distribuídos a parlamentares, argumentando que o alto custo dos créditos acaba elevando os preços dos combustíveis para os consumidores.

Em resposta por e-mail, a EPA afirmou que avalia o cumprimento das metas considerando o ano inteiro e leva em conta as oscilações normais entre os meses, incluindo o uso dos créditos já existentes para cobrir déficits temporários.

Para Brett Gibbs, analista da Bloomberg Intelligence, a EPA pode ter subestimado tanto o volume de exportações de biodiesel e diesel renovável quanto as dificuldades de importar matérias-primas no curto prazo devido ao conflito com o Irã.

"A EPA pode muito bem ter um problema nas mãos até as eleições de meio de mandato. E certamente entrando em 2027", afirmou Gibbs.

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União Europeia aposta em euro digital para reduzir domínio dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

Esperava-se que as moedas digitais, ou criptomoedas, revolucionassem a forma como se executam pagamentos por bens e serviços. Ainda assim, em 2026, quando um europeu entra em uma loja ou compra algo online, ele recorre ao dinheiro em espécie ou ao cartão.

A volatilidade e a complexidade do bitcoin impediram que ele se tornasse um meio de pagamento cotidiano. Mas, agora, o Banco Central Europeu (BCE), responsável pela gestão do euro na União Europeia (UE), tem planos para uma moeda digital estável.

Para os consumidores, o euro digital promete uma forma simples de realizar pagamentos seguros — em lojas, online ou de pessoa para pessoa — com respaldo direto do BCE. No entanto, o avanço do euro digital não é apenas uma atualização tecnológica. Ele tem se tornado cada vez mais uma necessidade geopolítica.

Sob o presidente Donald Trump, os Estados Unidos mostraram que podem rapidamente reescrever regras comerciais, impor tarifas ou endurecer controles de exportação de inteligência artificial (IA). Por isso, formuladores de políticas da UE acreditam que a soberania monetária é uma proteção essencial.

Mesmo usando o euro, a União Europeia depende fortemente de sistemas de pagamento dos EUA, como Visa e Mastercard. As carteiras digitais e os aplicativos, incluindo Google Pay, Apple Pay e PayPal, adicionam outra camada de dependência.

A utilização crescente de instrumentos financeiros como ferramentas de pressão geopolítica tem levado governos e bancos centrais a intensificarem as discussões sobre como reduzir a dependência de infraestruturas financeiras controladas por terceiros. Foi o caso do Brasil com o PIX, que colocou a soberania digital no centro da tensão com os EUA.

"Se globalmente todas essas transações passarem a ser denominadas em dólar sem um euro digital, isso limitaria a eficácia da política monetária do BCE sobre o euro tradicional", afirma Bas van Donselaar, sócio‑administrador da consultoria PaymentGenes.

À medida que mais comércio e pagamentos migram para o ambiente online — e cada vez mais para moedas digitais estrangeiras —, a previsão é que o euro digital também ajudará o BCE a gerenciar melhor a oferta de dinheiro, responder a crises econômicas e proteger a moeda contra choques externos.

Outras grandes economias estão avançando mais rapidamente, incluindo a China com o yuan digital, ou e‑CNY. Desde seus primeiros testes em 2020, mais de 230 milhões de carteiras pessoais e cerca de 18,8 milhões de carteiras corporativas foram criadas.

Até o fim de novembro, a moeda digital chinesa já havia processado mais de 3,48 bilhões de transações de varejo acumuladas, totalizando cerca de 16,7 trilhões de yuans (R$ 12,81 trilhões), segundo a agência de notícias Xinhua.

Pequim agora avança ainda mais, expandindo o uso transfronteiriço e até permitindo remuneração sobre saldos em yuan digital.

Para o euro digital, no entanto, um desafio fundamental é garantir que ele não funcione como uma conta bancária tradicional completa. Se isso ocorresse, bancos europeus poderiam perder depósitos — especialmente durante crises como corridas aos bancos — com consumidores transferindo suas economias para o euro digital.

"Se não houver limite para a quantidade de euros digitais que as pessoas podem ter, ele se torna um substituto de contas bancárias”, alertou Emmanuelle Auriol, professora de economia da Toulouse School of Economics.

Para evitar isso, o BCE incorporou salvaguardas. Um possível limite de 3 mil euros (R$ 17.7 mil) para saldos em euro digital redirecionaria automaticamente qualquer valor excedente para uma conta bancária vinculada.

O euro digital também não pagaria juros, eliminando incentivos para transferir poupanças para fora dos bancos. Empresas seriam impedidas de manter grandes saldos permanentes.

Entre os consumidores, a privacidade continua sendo uma das maiores preocupações. Alguns temem que uma moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) permita monitoramento estatal dos gastos, traçando paralelos com o sistema de crédito social da China.

Na China, cidadãos recebem pontuações com base em seu comportamento, incluindo confiabilidade financeira. Pontuações baixas podem restringir acesso a empréstimos, empregos, serviços públicos ou viagens. No entanto, Auriol rejeitou qualquer associação com o euro digital.

"Sistemas de crédito social (como na China) não têm nada a ver com isso”, disse ela à DW. "Proteções de privacidade podem ser equilibradas com medidas anticrime sem criar ferramentas de controle social."

O BCE também planeja permitir pagamentos diretos de pessoa para pessoa entre celulares. Isso preservaria uma anonimidade semelhante à do dinheiro em espécie para pequenas transações cotidianas, ao mesmo tempo em que cumpriria regras de combate à lavagem de dinheiro.

Evelien Witlox, diretora do euro digital no BCE, descreveu a moeda proposta como "uma opção pública segura para pagamentos digitais, combinando a facilidade e a conveniência dos métodos modernos com a confiança e a estabilidade do dinheiro em espécie".

Um dos maiores desafios na implementação do euro digital é o impacto potencial nas receitas dos bancos europeus.

Atualmente, comerciantes perdem uma parte de cada pagamento com cartão para taxas — frequentemente entre 0,5% e 1,5% em uma transação de 100 euros, dividida entre o banco e o processador de pagamento. O euro digital tem como objetivo reduzir esses custos.

Muitos bancos de varejo argumentam que carregarão o principal ônus de construir e operar a nova infraestrutura, ao mesmo tempo em que perderão receita significativa com tarifas. Por isso, diversas instituições defendem limites de saldo maiores para usuários e uma compensação justa.

"O equilíbrio entre modelos de compensação para bancos e comerciantes é crucial”, disse van Donselaar. "Embora taxas mais baixas para comerciantes sejam compreensíveis, os bancos também precisam de um modelo de negócios viável.”

Para garantir aceitação pública, o BCE propõe conceder ao euro digital o status de moeda de curso legal em toda a zona do euro. Pelas propostas atuais, qualquer comerciante com terminal de pagamento teria que aceitar euros digitais pelo valor integral, sem taxas adicionais para o consumidor.

"Assim como o dinheiro físico, seu valor será garantido pelo Eurosistema — o Banco Central Europeu e os bancos centrais nacionais —, portanto, 1 euro digital sempre será igual a 1 euro comum. Ao contrário das criptomoedas, seu valor é estável e não oscila", afirmou Witlox.

Países da UE que não fazem parte da zona do euro poderão optar por oferecer a moeda. O euro digital também funcionará offline, uma utilidade durante quedas de energia ou em áreas com conexão limitada.

Na semana passada, o Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu aprovou sua posição sobre o regulamento, abrindo caminho para negociações finais sobre a implementação do euro digital.

Formuladores de políticas públicas da UE agora buscam adotar o marco legal ainda este ano, com um projeto‑piloto previsto para 2027 e lançamento completo potencial em 2029.

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Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR na próxima quarta; veja quem tem direito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 08:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

A Receita Federal abre na quarta-feira (8) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. O pagamento será feito em 15 de julho.

O lote atende pessoas dispensadas da declaração em 2025 que tiveram imposto retido em 2024. Cerca de 4 milhões de contribuintes receberão até R$ 1.000 cada.

No projeto piloto, a Receita usa dados próprios para gerar uma declaração simplificada. O cidadão pode conferir e ajustar as informações no portal ou aplicativo oficial.

O pagamento será feito exclusivamente por chave Pix do tipo CPF. Quem não possui essa modalidade cadastrada precisará criá-la para receber o valor.

Este lote especial não integra o calendário regular de restituições de 2026. O próximo pagamento dos lotes tradicionais está previsto para ocorrer em 31 de julho.

A Receita Federal abre, a partir das 9h da próxima quarta-feira (8), a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback".

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.

O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir.

Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte.

A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo.

🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto.

Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos:

não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025;não ter apresentado a declaração por iniciativa própria;ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024;ter direito à restituição de até R$ 1.000;possuir CPF regular e uma chave Pix cadastrada com o CPF.

A consulta poderá ser feita a partir de 8 de julho no portal da Receita Federal e também pelo aplicativo oficial do órgão.

Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente, conferir os dados utilizados, incluir informações adicionais, se necessário, e fazer ajustes antes da conclusão do processamento.

A Receita informou que a restituição será paga exclusivamente por meio de uma chave Pix do tipo CPF.

Não haverá emissão de ordem de pagamento nem depósito em contas bancárias que não estejam vinculadas ao CPF do contribuinte.

Por isso, quem ainda não possui essa modalidade de chave Pix deverá cadastrá-la para receber os valores.

O órgão destaca que esse lote especial não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026.

Enquanto o "cashback" contempla apenas contribuintes que não apresentaram declaração, os lotes tradicionais continuam sendo pagos normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente.

O órgão orienta que consultas e acompanhamentos sejam feitos apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes.

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Fim da 6×1: Indústria prevê queda à produtividade e à competitividade com redução da jornada de trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 08:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 70% das indústrias do país preveem queda de competitividade se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à chamada escala 6×1 for aprovada pelo Congresso Nacional.

Defendido pelo governo, PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora está no Senado, mas ainda não há data definida para ser votado (veja detalhes da proposta abaixo).

Por se tratar de uma proposta que muda a Constituição, precisa ser submetida a dois turnos de votação e obter o apoio mínimo de três quintos dos parlamentares, ou seja, 49 entre os 81 senadores.

Fim da escala 6×1, passando para 5×2 — com transição de 2 meses;Redução da jornada de 44 para 42 horas semanais — com transição de 2 meses;Redução da jornada de 42 para 40 horas semanais — com transição de 12 meses.

Segundo a CNI, a pesquisa da entidade junto a representantes do setor mostra os seguintes resultados em relação à proposta:

85% adotam jornada semanal de 44 horas;97% serão impactados pela redução legal de jornada;85% projetam aumento de custos com empregados;82% estimam aumento de custos com fornecedores;70% preveem perda de competitividade;68% veem risco de queda do volume de produção;73% rejeitam a redução da jornada.

Ao todo, segundo a entidade, foram ouvidos representantes de 1.664 empresas do setor industrial de pequeno, médio e grande portes, entre os dias 2 e 11 de março.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

Ao participar de uma audiência no Senado, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse ser preciso pensar em medidas que garantam que o mercado interno seja “forte” e “competitivo”.

“Os produtos de fora têm que ajudar a nos forçarmos a sermos competitivos, produtivos e eficientes, mas não para nós ficarmos a reboque de uma realidade de perda de competitividade”, afirmou.

Em reunião com representantes das centrais sindicais nesta quarta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu o fim do período de transição previsto na proposta aprovada pela Câmara.

O presidente do Senado, no entanto, está discutindo com sua assessoria legislativa a possibilidade de uma emenda de redação para que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 passem a valer imediatamente após a promulgação do texto.

Ao participar de uma uma sessão de debates sobre o tema no Senado, nesta quarta-feira (1º), o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, se manifestou a favor da PEC que põe fim à escala 6×1, afirmando que a proposta tem capacidade de gerar mais negócios para as famílias.

“Muitos empreendedores no Brasil são empreendedores de tempo parcial. Com mais tempo, nós teremos um acréscimo, inclusive, de empreendedorismo no Brasil. Muitos desses empreendedores em tempo parcial trabalharão mais, gerarão mais renda para as suas famílias, trarão mais dinheiro para casa, se qualificarão mais e desenvolverão vários negócios, que são dependentes do tempo livre”, declarou o ministro.

A proposta aprovada pela Câmara altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as duas horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

⏳O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

➡️ O relator da proposta na Câmara fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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Por que o salário parece render cada vez menos, mesmo quando aumenta?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 03:46

g1 explica Por que o salário parece render cada vez menos, mesmo quando aumenta? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários.

Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida".

A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Financiamento imobiliário da Caixa cresce 14% em um ano; veja o que está por trás do avanço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 02:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira (1º) que atingiu um marco histórico: sua carteira de crédito habitacional chegou a R$ 1 trilhão. O valor representa um crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado segue sendo turbinado pelo Minha Casa, Minha Vida, responsável por 58,4% do valor. As contratações contemplam famílias de diferentes faixas de renda.

Atualmente, a Caixa concentra 68% do mercado de crédito habitacional e possui 7,9 milhões de contratos ativos, que abrangem 481 mil imóveis, para cerca de 1,44 milhão de pessoas.

Em seis anos, a carteira mais que dobrou, passando de R$ 483,6 bilhões, em junho de 2020, para R$ 1 trilhão em junho de 2026. Isso representa um aumento acumulado de aproximadamente 107%, com cerca de R$ 516 bilhões em novos financiamentos incorporados ao estoque do banco.

Desde outubro de 2025, o governo passou a permitir o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para auxiliar quem financiou um imóvel entre 2021 e 2025, em contratos de imóveis de até R$ 2,25 milhões.

A permissão agrega de 2009, que autoriza a aplicação do FGTS no MCMV para compor entrada, abater o saldo devedor ou quitar parcelas.

Os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostram que os financiamentos com recursos do FGTS cresceram 17,1%, enquanto aqueles concedidos com recursos próprios da Caixa avançaram 9,1%.

O fundo também respondeu pela maior parte das novas operações. Entre janeiro e março, a Caixa concedeu R$ 64,2 bilhões em crédito habitacional. Desse total, R$ 38,6 bilhões vieram do FGTS e R$ 25,6 bilhões de recursos próprios do banco. Na prática, cerca de 60% de todo o valor financiado no período utilizou recursos do fundo.

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Mega-Sena pode pagar R$ 27 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 00:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 27 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.025 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 27 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (2), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Grupo Dolly é alvo de pedido de falência por dívida de R$ 15,7 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência das empresas que compõem o Grupo Dolly.

Segundo os órgãos, a dívida ativa do grupo com a União, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o estado de São Paulo soma R$ 15,7 bilhões.

"Desse total, R$ 8,3 bilhões estão inscritos em dívida ativa da União; R$ 7,4 bilhões se referem à dívida ativa do estado de São Paulo, e cerca de R$ 15 milhões do FGTS", afirmam, em nota enviada ao g1, as procuradorias.

Na manifestação à Justiça, a PGFN e a PGE-SP afirmam que a dívida se arrasta há mais de 25 anos e sustentam que o passivo não decorre apenas de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia deliberada de “blindagem patrimonial”.

As procuradorias também declaram que o Grupo Dolly permaneceu em recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais e utilizou o processo para desfazer medidas de cobrança e "criar novas estruturas de blindagem patrimonial e planejamento tributário".

O pedido foi apresentado com base em portarias editadas após um entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo as procuradorias, a decisão equiparou as fazendas públicas aos credores privados para pedir a falência de devedores em casos complexos e de longa duração.

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