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EUA liberam revenda de petróleo venezuelano a Cuba em meio à crise de combustível

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/02/2026 16:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,127-0,57%Dólar TurismoR$ 5,325-0,54%Euro ComercialR$ 6,051-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa190.787 pts-0,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,127-0,57%Dólar TurismoR$ 5,325-0,54%Euro ComercialR$ 6,051-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa190.787 pts-0,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,127-0,57%Dólar TurismoR$ 5,325-0,54%Euro ComercialR$ 6,051-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa190.787 pts-0,37%Oferecido por

A medida pode aliviar a grave escassez de combustível na ilha caribenha, que enfrenta uma crise energética.

O envio de petróleo a Cuba foi interrompido em janeiro, quando Washington assumiu o controle das exportações venezuelanas.

Por mais de 25 anos, a Venezuela foi a principal fornecedora de petróleo bruto e combustíveis para Cuba.

As transações autorizadas devem apoiar o povo cubano e o setor privado, excluindo as Forças Armadas ou instituições governamentais.

Não está claro se Cuba terá condições de comprar petróleo sem condições especiais, devido a dificuldades financeiras.

Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela. — Foto: Reuters

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (25) que vai autorizar empresas a solicitar licença para revender petróleo venezuelano a Cuba, segundo orientações publicadas em seu site. A medida pode ajudar a aliviar a grave escassez de combustível na ilha.

Desde que Washington assumiu o controle das exportações de petróleo da Venezuela, no início de janeiro, após a captura do presidente Nicolás Maduro, o envio do produto a Cuba foi interrompido, agravando a crise energética na ilha.

Por mais de 25 anos, a Venezuela foi a principal fornecedora de petróleo bruto e combustíveis a sua aliada política, Cuba, por meio de um acordo bilateral.

O México, que havia surgido como alternativa de abastecimento, também suspendeu as remessas após a chegada de uma carga de combustível a Havana, em janeiro, segundo dados de rastreamento marítimo.

A nova política surge em um momento em que grandes tradings, como Vitol e Trafigura, concentram a maior parte das exportações de petróleo da Venezuela. Milhões de barris são enviados aos EUA, à Europa e à Índia, enquanto outros milhões permanecem armazenados em terminais no Caribe para posterior revenda.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aliados da Venezuela que vinham recebendo petróleo por meio de trocas, quitação de dívidas e outros acordos agora terão de pagar preços de mercado pelas cargas. Entre eles estão China e Cuba.

A autorização ocorre no momento em que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou ao Caribe nesta quarta-feira para iniciar conversas com líderes que alertam que a crescente crise humanitária em Cuba pode desestabilizar a região.

Mesmo com a nova política, não está claro se Cuba terá condições de comprar petróleo sem condições especiais. Nos últimos anos, o país tem enfrentado dificuldades para pagar importações de combustível no mercado à vista, e qualquer aquisição junto às tradings deverá seguir termos comerciais usuais, como garantias bancárias e pagamento antecipado.

As orientações do Tesouro também deixam claro que as transações devem “apoiar o povo cubano, incluindo o setor privado”, o que abrange exportações para uso comercial e humanitário na ilha. Já operações que envolvam ou beneficiem as Forças Armadas ou outras instituições do governo cubano não serão autorizadas.

O Departamento do Tesouro afirmou ainda que os interessados não precisam ter, obrigatoriamente, uma empresa constituída nos EUA. Também informou que as restrições previstas em uma licença concedida em janeiro para a exportação ampla de petróleo venezuelano não se aplicarão a Cuba.

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Inadimplência sobe em meio a juros elevados e alcança maior nível desde 2017

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/02/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,16%Dólar TurismoR$ 5,332-0,41%Euro ComercialR$ 6,065-0,14%Euro TurismoR$ 6,294-0,39%B3Ibovespa191.983 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,16%Dólar TurismoR$ 5,332-0,41%Euro ComercialR$ 6,065-0,14%Euro TurismoR$ 6,294-0,39%B3Ibovespa191.983 pts0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,16%Dólar TurismoR$ 5,332-0,41%Euro ComercialR$ 6,065-0,14%Euro TurismoR$ 6,294-0,39%B3Ibovespa191.983 pts0,26%Oferecido por

A inadimplência de consumidores e empresas em empréstimos com recursos livres — aqueles em que bancos e clientes negociam as condições — subiu para 5,5% em janeiro, o maior nível desde agosto de 2017, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (25).

Em dezembro, o índice estava em 5,4%. Na comparação em 12 meses, a alta foi de 1,1 ponto percentual, em um contexto de juros ainda elevados: a taxa básica Selic está atualmente em 15% ao ano.

Após interromper um ciclo agressivo de aperto monetário em julho, o Banco Central manteve os juros no início deste ano no patamar mais alto em quase duas décadas. A instituição, porém, sinalizou que pode começar a cortar a Selic no próximo mês, diante de sinais mais claros de desaceleração da economia.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado em dezembro, o BC atribuiu o aumento da inadimplência ao longo de 2025 principalmente a mudanças nas regras de classificação de crédito, mas afirmou já observar “alguns sinais de estabilização” do indicador.

Os dados mostram também que a concessão de empréstimos caiu 18,9% em janeiro na comparação com dezembro. Com isso, o estoque total de crédito do sistema financeiro recuou 0,2%, para R$ 7,116 trilhões.

Nas operações com recursos livres, as novas concessões diminuíram 17,2% no mês. Já nos financiamentos com recursos direcionados — que seguem critérios definidos pelo governo — a queda foi mais intensa, de 32,9%.

Os juros cobrados pelos bancos no crédito livre subiram para 47,8% ao ano em janeiro, alta de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, a taxa ficou em 11,6% ao ano, com avanço de 0,2 ponto no período.

O chamado spread bancário — diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente — também aumentou, chegando a 34,3 pontos percentuais nas operações com recursos livres, ante 33,0 pontos em dezembro.

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Vale-refeição e alimentação: novas regras passam a valer para empresas antes protegidas; veja o que muda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/02/2026 09:46

Trabalho e Carreira Vale-refeição e alimentação: novas regras passam a valer para empresas antes protegidas; veja o que muda Com o fim das liminares, novas empresas passam a respeitar limites de taxas e prazos de pagamento, além de permitir que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Com a suspensão das liminares, todas as operadoras de vale-refeição e vale-alimentação passam a cumprir integralmente o novo decreto do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

A principal mudança é a interoperabilidade: até novembro, qualquer cartão do PAT poderá ser usado em qualquer maquininha. O valor do benefício não aumenta e o uso continua restrito à compra de alimentos.

O decreto limita a taxa total a 3,6%, fixa a tarifa de intercâmbio em até 2% e reduz o prazo de repasse para até 15 dias, melhorando o fluxo de caixa e ampliando a aceitação dos vales no comércio.

As empresas precisam se adaptar a limites de tarifas, prazos e à proibição de vantagens comerciais. A medida busca modernizar o PAT, reduzir distorções, ampliar a concorrência e gerar economia estimada em até R$ 8 bilhões por ano.

Com a suspensão de liminares que protegiam algumas operadoras de vale-refeição e alimentação, agora novos grupos de trabalhadores passam a ser cobertos pelas novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Desde o dia 10 de fevereiro, estão em vigor medidas que limitam as tarifas cobradas pelas operadoras, aceleram o repasse do dinheiro aos estabelecimentos e permitem que qualquer cartão funcione em qualquer maquininha, aumentando a transparência e a concorrência no setor.

As mudanças estão detalhadas no Decreto nº 12.712, assinado em 11 de novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afetam todos os envolvidos: trabalhadores que usam o benefício, empresas que contratam o serviço e estabelecimentos que recebem os pagamentos.

O decreto estabelece limites claros para tarifas e prazos, além de regras de interoperabilidade entre cartões e maquininhas, buscando modernizar o programa que completa 50 anos em 2026.

Operadoras que haviam conseguido liminares para suspender parte das exigências do decreto — incluindo Ticket Serviços, VR Benefícios, Pluxee Benefícios Brasil, Vegas Card, UP Brasil e Alelo — agora precisam cumprir integralmente as novas regras.

As decisões de primeira instância que protegiam essas empresas foram suspensas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que argumentou que a manutenção das liminares poderia comprometer a implementação uniforme do PAT e gerar impactos à ordem econômica e social.

Na prática, enquanto as liminares permitiam que as operadoras deixassem de aplicar pontos como teto de tarifas e prazos de pagamento sem sofrer punições, a suspensão significa que todas as regras passam a valer imediatamente, ao menos até o julgamento definitivo das ações.

Para te ajudar a entender o que acontece após a suspensão das liminares e quais são os impactos do decreto, o g1 reuniu informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Advocacia-Geral da União (AGU) e de especialistas. Abaixo, entenda:

Quais operadoras serão impactadas? O que muda para os trabalhadores? Os preços podem ser impactados?O que muda para os estabelecimentos? O que muda para as operadoras?Por que o governo decidiu mudar as regras?Quais são as punições?Por que algumas operadoras são contra?O que está em disputa? As operadoras podem recorrer da decisão da Justiça?

Todas as operadoras, incluindo as que haviam conseguido liminares — Ticket Serviços, VR Benefícios, Pluxee Benefícios Brasil, Vegas Card, UP Brasil e Alelo — passam a cumprir integralmente todas as exigências do Decreto nº 12.712.

Antes da suspensão das liminares, essas empresas estavam temporariamente protegidas de pontos centrais da regulamentação, como limites de tarifas e prazos de repasse, mas agora essas proteções não existem mais.

A partir de 10 de maio, começa a transição para que os cartões sejam aceitos em diferentes maquininhas.

Em novembro, o sistema deve estar totalmente integrado: qualquer cartão do PAT poderá funcionar em qualquer maquininha do país.

⚠️ O valor do benefício não muda. Além disso, o decreto mantém o uso restrito à compra de alimentos e proíbe que o dinheiro seja usado para outras finalidades, como academias, farmácias, planos de saúde ou cursos.

O principal objetivo das mudanças é ampliar a rede de aceitação dos cartões e, de forma indireta, estimular preços mais competitivos, segundo Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados.

Para Cordeiro, o limite das taxas e o repasse mais rápido dos valores podem reduzir os custos de intermediação e pressionar os preços para baixo no comércio de alimentos.

Antes, as taxas cobradas pelas operadoras de vale costumavam variar entre 6% e 9%, segundo dados citados pelo governo. O novo decreto estabelece um limite máximo de 3,6% e um teto de 2% para a tarifa de intercâmbio.

a taxa máxima cobrada pelas operadoras passa a ser de 3,6%;a tarifa de intercâmbio fica limitada a 2%;o dinheiro das vendas deve ser repassado em até 15 dias corridos. Antes, os estabelecimentos esperavam cerca de 30 dias ou mais para receber.

Segundo Cordeiro, essas medidas tendem a reduzir custos e melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, embora o impacto prático dependa de como o mercado se adaptará às novas regras.

O governo argumenta que as mudanças devem ampliar a rede de aceitação dos vales, já que muitos comerciantes deixavam de aceitar os cartões por causa das taxas altas.

Segundo Cordeiro, as empresas do setor terão de adequar suas operações aos novos limites de tarifas, aos prazos de pagamento e às exigências de interoperabilidade previstas no decreto.

Além disso, o decreto proíbe vantagens financeiras entre operadoras e empresas contratantes, como devolução de parte do valor pago, bonificações, descontos e ações de marketing. Essas práticas eram usadas para conquistar clientes e, segundo o governo, distorciam a concorrência.

O governo afirma que o objetivo é modernizar o PAT, que completa 50 anos em 2026, e corrigir distorções no mercado.

Segundo o Ministério do Trabalho, as novas regras buscam reduzir abusos nas taxas, aumentar a concorrência, ampliar a rede de aceitação dos vales e garantir que o benefício seja usado apenas para alimentação.

O governo também estima que as mudanças podem gerar uma economia anual de cerca de R$ 8 bilhões e ampliar o número de estabelecimentos que aceitam os vales de 743 mil para 1,82 milhão.

Contratos que não estiverem de acordo com o decreto precisam ser ajustados dentro dos prazos de transição previstos, que variam de 90 a 360 dias dependendo da exigência.

O descumprimento pode gerar sanções que incluem autuação da empresa, descredenciamento e cobrança da isenção fiscal utilizada anteriormente, além de multas. As sanções se aplicam tanto às operadoras quanto às empresas contratantes e aos estabelecimentos que recebem os pagamentos.

Algumas operadoras afirmam que o governo extrapolou seu poder ao impor limites de tarifas e mudanças estruturais por decreto, sem previsão expressa na lei que criou o PAT.

Elas alegam que houve excesso regulatório, principalmente na fixação de limites de tarifas, no impacto sobre contratos já firmados e na necessidade de prazos maiores para adaptação.

O setor é dominado por poucas grandes operadoras, e o governo pretende reduzir essa concentração. A expectativa é que mais concorrentes entrem no mercado, oferecendo opções variadas aos trabalhadores e custos menores para os estabelecimentos.

O embate entre operadoras tradicionais e a nova regulamentação evidencia a disputa entre um modelo concentrado, baseado em redes fechadas e taxas elevadas, e um sistema mais aberto, padronizado e competitivo.

Sim, as empresas podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a regulamentação, mas, enquanto isso, as regras passam a valer integralmente.

Ou seja, a suspensão das liminares pelo TRF-3 garante que o decreto seja aplicado de forma uniforme até uma decisão final.

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Nova CNH: mais de 10 mil brasileiros já tiraram a primeira habilitação pelo app do governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 18:45

Carros Nova CNH: mais de 10 mil brasileiros já tiraram a primeira habilitação pelo app do governo As regras para obter a carteira de habilitação foram alteradas, reduzindo de forma significativa o custo e o tempo necessários para que um candidato conclua todo o processo de emissão do documento. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O Ministério dos Transportes informou nesta terça-feira (24) que mais de 10 mil brasileiros concluíram o processo para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Todos esses motoristas iniciaram o processo para obter a CNH pelo aplicativo CNH do Brasil, criado pelo Ministério dos Transportes.

Segundo a pasta, eles “fizeram o curso teórico, realizaram os exames médico e psicológico, coletaram a biometria, passaram pelas provas teórica e prática e já estão com a CNH emitida”.

As etapas para emitir a CNH mudaram em janeiro deste ano e, com as novas regras, o custo de todo o processo caiu cerca de 70%, além de haver redução no tempo necessário para concluir a habilitação.

O Ministério dos Transportes afirma que, no modelo anterior, o processo levava cerca de nove meses. Com as mudanças, os candidatos passaram a obter o documento em aproximadamente dois meses.

Ao somar os candidatos que iniciaram o processo de obtenção da CNH antes das novas regras com aqueles que já aderiram ao novo modelo de emissão do documento, o país soma 424.349 brasileiros habilitados.

Estes são os cinco estados com o maior número de brasileiros habilitados pelas novas regras da CNH:

Rio Grande do Sul: 2.530 emissões da primeira CNH;São Paulo: 1.690 emissões da primeira CNH;Minas Gerais: 1.431 emissões da primeira CNH;Pará: 839 emissões da primeira CNH;Paraná: 676 emissões da primeira CNH.

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A rotina das ‘babás de milionários’, de jantar no iate de DiCaprio a cuidar de minigalinhas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 24/02/2026 08:47

Trabalho e Carreira A rotina das 'babás de milionários', de jantar no iate de DiCaprio a cuidar de minigalinhas Assistentes pessoais de ricos viralizam nas redes sociais mostrando bastidores de trabalho; função exige disponibilidade e atrai porproximidade a estilo de vida glamouroso. Por Rute Pina — São Paulo

Giuliana Passarelli viralizou no TikTok mostrando bastidores de trabalho como assistente pessoal de empresário — Foto: Reprodução/Instagram/@gbpassarelli_

"Sabe aquele ditado que diz que todo mundo tem as mesmas 24 horas? É mentira", decreta a paulistana Giuliana Passarelli, de 31 anos, que trabalha como assistente pessoal de um milionário. "Ele [o chefe] também tem as minhas 24 horas."

Giuliana se dedica a resolver tudo o que o empresário de 35 anos que a contratou não quer fazer, seja a escolha de um terno de 5 mil euros, a produção de uma festa de aniversário ou a compra do material escolar do filho dele.

Mas sua rotina pode ser ainda mais extravagante: ela conta, por exemplo, que seu chefe já a chamou para ir às pressas para a França apenas para buscar uma Ferrari.

"Tive que arrumar a mala do dia para a noite, porque ele comprou uma edição especial, de colecionador. Chegamos, fomos a uma cidade vizinha a Paris e tive que resolver toda a parte burocrática de como se traz um carro para o Brasil", lembra Giuliana.

Seu emprego não tem rotina fixa. Um dia pode ter que levar ao veterinário o cachorro do patrão ou marcar uma consulta no dentista. Os boletos do patrão também são sua responsabilidade.

"Sabe quando você está no seu dia mais pilhado, cheio de trabalho, e pensa: 'Esqueci de comprar pasta de dente'? Isso não acontece com ele, porque eu não esqueci."

Giuliana se dedica a resolver 'tudo o que seu patrão não quer' — Foto: Reprodução/Instagram/@gbpassarelli_

Por isso, nas redes sociais, ela se autodenomina uma "babá de milionário". O termo, que viralizou, nasceu de uma piada interna.

Segundo ela, o patrão pode "ligar o modo avião da cabeça" enquanto ela assume a responsabilidade por tudo.

"Sabe quando você tem que ficar ligada em uma criança de dois anos, em que não se pode piscar por um segundo? Com ele, é a mesma coisa. Sou responsável pela vida de outra pessoa e, do nada, tudo pode mudar."

Formada em Publicidade e pós-graduada em Marketing, Giuliana trocou o expediente comercial em agências e eventos pela gestão total da vida do empresário.

"Gostava muito do que fazia, mas ainda não tinha me encontrado na rotina. Não me via trabalhando das 8h às 18h, presa atrás de um computador."

A oportunidade surgiu na pandemia, quando recebeu a indicação de uma conhecida para trabalhar como assistente de um milionário. Após uma entrevista de só cinco minutos, ele decidiu fazer um teste. Giuliana já trabalha para o empresário há cinco anos.

"Por mais que eu não tenha uma rotina estabelecida, isso não é um problema para mim, porque nunca fui uma pessoa apegada à rotina", diz ela.

"Gosto mais, porque cada dia é um dia, você faz coisas diferentes e conhece coisas diferentes. Você tem que aprender muitas coisas."

Há também o lado excêntrico. Giuliana relata que, após ler uma matéria sobre milionários fissurados em minigalinhas, seu chefe decidiu aderir à moda.

Também conhecida como galinha anã, a raça serama passou a ser criada no interior de São Paulo para ser vendida como animal de estimação. Originária da Malásia, ela tem 15 cm de altura, em média — uma raça de grande porte pode atingir 75 cm.

"Ele apareceu no escritório com duas, e eu virei, literalmente, babá de minigalinhas", conta a assistente.

As aves, que custaram R$ 3 mil cada uma, hoje vivem no sítio de uma funcionária do empresário, mas Giuliana continua recebendo fotos e atualizações para repassar ao chefe.

Para não abandonar sua formação, ela passou a produzir conteúdo para a internet. Seu perfil no TikTok já tem mais de 5 milhões de curtidas e mais de 140 mil seguidores com vídeos que narram os bastidores do seu trabalho como "babá" de milionário.

Cristina Proença, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), onde coordena a pós-graduação em Negócios e Marketing de Luxo Contemporâneo, diz que é um desdobramento dos empregados domésticos mais conhecidos dos super-ricos, como governantas e mordomos.

"Sempre houve nas famílias tradicionais, inclusive você tem funcionários que passaram de gerações em gerações, pessoas que auxiliavam a casa", diz Proença.

Ela aponta que a concentração de riqueza no topo da pirâmide tem impulsionado a demanda por esse serviço ultraespecializado.

Um levantamento da consultoria Bain & Company projeta que o mercado de luxo no Brasil — que faturava R$ 74 bilhões em 2022 — alcançará R$ 150 bilhões até 2030, impulsionado por famílias com patrimônios superiores a US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões).

O grupo dos "super-ricos" no Brasil é composto por 141,4 mil pessoas, segundo o governo federal. A lei sancionada no ano passado que isentou o Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil caracterizou o grupo como contribuintes de alta renda, que ganham acima de R$ 50 mil por mês.

Com um mercado cada vez mais voltado a serviços exclusivos, a superpersonalização se torna a chave da experiência de luxo.

"Um personal assistant [assistente pessoal] é alguém que conhece tão bem seu cliente que vai poder customizar essas experiências para o que esse público realmente está buscando — algo muito exclusivo, que ninguém mais consegue ter acesso."

O objeto de desejo mais valioso não é material, mas o tempo. "Quando você fala da contratação desse staff [equipe ou funcionário], você está falando realmente de ganhar tempo comprando o tempo de outras pessoas", diz Proença.

"Você tem coisas que você teria que fazer, como cuidar de uma casa, mas que isso te priva de fazer uma série de outras coisas. Se elas podem ser administradas por um terceiro, você não tem que se envolver", continua.

A professora diz não gostar do termo "babá de milionário" por considerar que isso infantiliza quem tem um assistente pessoal.

"Parece que a pessoa não tem condições de desenvolver sozinha. Quando falo o termo babá é uma criança ou bebê que não tem autonomia", argumenta.

"As tarefas mais simples podem ser super terceirizadas. Às vezes, são situações como trazer um copo d'água", afirma.

"É a mentalidade de ser servido o tempo inteiro, mas muito mais como uma questão de opção, de falar 'prefiro pagar para não ter que fazer esse trabalho', do que por incapacidade ou impossibilidade de fazer por conta própria."

Em Goiânia, João Victor Marques, de 29 anos, vive uma realidade semelhante à de Giuliana. Sua trajetória no mercado de luxo inclui passagens por Mônaco, Dubai, Londres e Zurique, trabalhando para um empresário inglês.

"Uma das situações mais inusitadas do meu trabalho foi jantar em um iate do Leonardo DiCaprio, que estava ancorado em Mônaco. O marido do meu ex-patrão foi convidado para um jantar, e nós fomos convidados", relata João Victor.

Por sentir falta do Brasil, ele voltou a morar no país. Hoje, ele é assessor pessoal de uma empresária conhecida localmente como a "rainha dos motéis", ele funciona como uma extensão da patroa. "Eu sou porta-voz dela no geral", define.

"Cuido da vida dela no geral, da casa dela, dos afazeres dela e de todo o marketing dos motéis."

Para João Victor Marques, profissão atrai por proximidade a estilo de vida glamouroso — Foto: Reprodução/Instagram/@_eujoaovictormarques

Ele conta que mora sozinho, mas passa os dias de semana na casa da chefe. Ele afirma que o cargo exige confiança e responsabilidade para cuidar tanto das contas bancárias quanto de preciosos segredos pessoais.

"A gente tem que deixar a conta no banco com limite máximo de Pix, sem horário. Já fiz Pix monstruosos, de R$ 200 mil."

João Victor não esconde o fascínio pelo acesso ao mundo dos super-ricos que o cargo proporciona. Para ele, a profissão é uma oportunidade de ascensão social.

"Sempre tive tudo do bom e do melhor, mas nada também gigantesco, era o básico. Então, o que me atrai é viver tudo o que vivo e receber por isso."

A trajetória de João Victor no mercado de luxo inclui passagens por Mônaco, Dubai, Londres e Zurique — Foto: Reprodução/Instagram/@_eujoaovictormarques

Já Giuliana valoriza a liberdade de gerir sua própria vida enquanto administra a vida de outra pessoa.

"Para mim, qualidade de vida de poder morar onde quero, ter os meus horários… É imbatível a qualquer salário."

"Consigo resolver todas as minhas coisas… Estou com minha família e estou resolvendo toda a vida do meu chefe", afirma Giuliana.

Giuliana admite, por exemplo, que ver diariamente gastos tão elevados pode ser chocante em um país com uma desigualdade social tão grande como o Brasil. Um relatório sobre desigualdade global, o World Inequality Report 2026, afirma que a desigualdade brasileira "permanece entre as mais altas do mundo".

"Lógico que isso pega. A gente convive com outras realidades, e tem momentos que a gente acha super injusto. Tem horas que fico: 'Meu Deus, por que tanta diferença?' Não precisaria ser assim", diz.

"Mas não sou a pessoa que vai julgar se você vai gastar R$ 40 mil em um camarote de balada… Tirei de mim esse julgamento quando entendi que só estou fazendo a minha função."

Giuliana encara o que publica nas redes sociais sobre seu trabalho como uma espécie de entretenimento, sem a pretensão de ditar regras sobre a profissão. Para ela, o sucesso de seus vídeos está na capacidade de mostrar um universo que pode ser muito distante para o público.

"Não tenho interesse em ensinar nada ou criar um curso de como ser babá de milionário", afirma.

"Também não estou querendo que você tenha uma bolsa de grife, eu só estou te mostrando que isso existe. Esse é o mundo normal deles", continua.

"Não criei a profissão, ela já estava ali. Apenas trouxe o bordão e mostrei que ela existe."

O setor dos assistentes pessoais dos super-ricos está se profissionalizando com empresas especializadas em fazer a ponte entre os super-ricos interessados nesse tipo de serviço e quem quer trabalhar com isso.

A agência Lu Xavier, de São Paulo, define seu negócio como uma "boutique especializada no recrutamento de funcionários domésticos", focada em residências de alto padrão.

O processo seletivo inclui "análise da certidão de antecedentes criminais, pesquisa de referências, histórico de dívidas e checagem de exames médicos anteriores".

A empresária Luciana Xavier afirma que abriu o negócio ao identificar demanda no mercado. Após mais de 25 anos trabalhando com famílias de alta renda, grande parte do tempo como governanta em regime CLT, ela passou a questionar a atuação das agências tradicionais.

"Eu passava o perfil e me mandavam profissionais que não estavam de acordo. Foi aí que percebi uma lacuna, principalmente na qualidade do serviço", diz.

Sua empresa trabalha com agenciamento de profissionais domésticos diversos, de governantas a jardineiros. Para assistentes pessoais, ela aponta critérios específicos, começando pelo conhecimento do mercado de luxo.

"Você precisa saber qual florista acionar, qual buffet contratar, organizar um jantar. Não adianta não conhecer esse universo."

Apesar da viralização da profissão nas redes sociais, Luciana afirma que a discrição é indispensável. "Muitas casas exigem termos de confidencialidade. Eles não gostam de exposição", pondera.

Segundo ela, o rótulo de "babá de milionário" não reflete a rotina da maioria. "É exceção. Quem vê pode achar que é só viajar e aparecer, mas o trabalho é gestão, responsabilidade e discrição."

Na prática, diz, a personal assistant atua como gestora da casa. "Todos os funcionários se reportam a ela", diz. Entre as funções estão implantar rotinas, supervisionar equipes, cuidar da manutenção e coordenar prestadores de serviço. Em alguns casos, também organiza compromissos pessoais dos empregadores.

A remuneração média, segundo Luciana, varia de R$ 15 mil a R$ 30 mil, a depender da estrutura da família e das atribuições. "A média é R$ 15 mil. Acima disso, são poucas famílias", ressalta. Os contratos podem ser em regime CLT ou como pessoa jurídica (PJ).

Giuliana, que tem um contrato CLT, não expõe qual é sua remuneração, apenas que a função oferece "segurança financeira".

Além de viagens internacionais e ambientes luxuosos, o trabalho de um assistente pessoal também impõe sacrifícios pessoais e exige habilidades específicas. Jogo de cintura com imprevistos e pedidos de última hora, ser organizado e ter inglês fluente são considerados pelos recrutadores como essenciais.

Giuliana valoriza a liberdade e flexibilidade que o trabalho oferece — Foto: Reprodução/Instagram/@gbpassarelli_

"Resolvo muita coisa do meu chefe fora do país. Tenho que ser uma pessoa antenada no sentido de o que o mercado está buscando, entender o estilo de vida da pessoa e trazer coisas que tenham a ver com ele. Por exemplo, em relação a marcas de luxo, entender o que está estourando e comprar para ele antes mesmo de lançar."

Cristiana Proença diz que é preciso ter repertório cultural. "Para lidar com esse público, que é muito exigente, é necessário saber conversar com ele", afirma.

Ela diz que o profissional ideal muitas vezes vem de setores como a hotelaria de luxo ou o gerenciamento de clientes VIP de grandes marcas.

O valor do assistente, segundo Proença, está na rede de contatos que ele constrói. "Você vai começar a conhecer o gerente do aeroporto de aviação executiva, a florista… Isso é ouro puro, ainda mais para quem está começando", explica.

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Milei canta ‘Burning love’ e ri com Orban e Infantino nos EUA, em meio a greve geral na Argentina; VÍDEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Mundo Milei canta 'Burning love' e ri com Orban e Infantino nos EUA, em meio a greve geral na Argentina; VÍDEO Paralisação de 24 horas foi convocada como protesto à proposta de reforma trabalhista do presidente argentino por sindicato. Milei está nos EUA para reunião de conselho para Gaza criado por Donald Trump Por Redação g1

Em um dia de tensão e greve geral na Argentina, o presidente Javier Milei apareceu em um vídeo que mostra clima descontraído, cantando a música "Burning love", hit de Elvis Presley, aos risos com Viktor Orbán, premiê húngaro, e Gianni Infantino, presidente da Fifa.

A cena ocorreu nos Estados Unidos, onde Milei participa da primeira reunião do Conselho da Paz criado por Donald Trump, nesta quinta-feira (19), em meio a protestos contra o projeto de reforma trabalhista na Argentina.

A música estava tocando no sistema de som do evento organizado por Trump. Milei, que estava ao lado de Orban, pegou o microfone para imitar Elvis abraçado ao premiê húngaro, com gestos de aprovação de Infantino.

Alvo de protestos no próprio país devido à proposta de reforma trabalhista que tenta aprovar no Congresso, Milei foi um dos líderes que se reuniu com o presidente dos EUA em Washington e foi elogiado por ele em seu discurso.

De acordo com a agência de notícias AFP, Milei ofereceu tropas argentinas para irem à Faixa de Gaza, ajudar no processo de paz, caso necessário.

Milei canta 'Burning Love' e ri com Orban e Infantino nos EUA em meio a greve geral na Argentina — Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir nesta quinta-feira (19) o projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei ao Congresso. O Senado já aprovou o texto na semana passada (veja os principais pontos).

A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), convocou a paralisação e, nesta quinta, um de seus líderes, Jorge Sola, comemorou o que classificou como um nível de participação "muito significativo".

A greve tem "níveis de participação nunca antes vistos sob este governo. Haverá muitos que discordarão, mas o apoio é impressionante, muito significativo", disse o líder sindical à Rádio con Vos.

Parlamentares argentinos debatem reforma trabalhista em meio a protestos, em Buenos Aires — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Em resposta à paralisação, o governo Milei determinou que a imprensa siga "medidas de segurança", o que é uma atitude incomum, e advertiu para situações de "risco" nos protestos esperados para os próximos dias.

"Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação. Diante de atos de violência, nossas forças agirão, disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado.

Na quarta-feira passada, milhares de pessoas protestaram nas imediações do Congresso quando o projeto foi debatido no Senado. As manifestações terminaram em confrontos com a polícia e cerca de 30 detidos.

A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo.

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CNU 2025: listas de classificação e espera são divulgadas; veja como acessar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Trabalho e Carreira Concursos CNU 2025: listas de classificação e espera são divulgadas; veja como acessar Classificação define quem está dentro das 3.652 vagas ofertadas e quem segue no cadastro de reserva. Por Redação g1, g1 — São Paulo

As listas de classificação para vagas imediatas e listas de espera segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) foram publicadas nesta sexta (20), primeiro no Diário Oficial da União e, depois, no site da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Os aprovados em vagas imediatas devem confirmar interesse até 23h59 de segunda (23), exclusivamente pela área do candidato no site da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Quem não confirmar é considerado desistente daquele cargo e dos abaixo dele, mas segue concorrendo aos de maior preferência. Havendo desistências, novas convocações podem ocorrer, alterando a ordem de classificação.

A partir das 16h, candidatos podem ver o resultado individual no site da FGV (notas, classificações e situação). No DOU, as listas gerais são por bloco e cargo, com número de inscrição, nota, classificação (ampla e cotas) e situação do candidato.

As listas de classificação para vagas imediatas e as listas de espera da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) foram divulgados nesta sexta-feira (20).

Além disso, também será publicado o edital da primeira convocação para confirmação de interesse — etapa obrigatória para garantir a continuidade no processo.

A publicação ocorre primeiro no Diário Oficial da União (DOU). Em seguida, as listas ficam disponíveis no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela execução do concurso.

É a partir desse resultado que cada participante descobre se está dentro do número de vagas ofertadas nesta etapa ou se permanece no cadastro de reserva, aguardando possíveis chamadas futuras.

🚨Na manhã desta sexta-feira, o site da FGV apresentou instabilidade e ficou temporariamente fora do ar por causa de problemas técnicos.

O problema foi solucionado no final da tarde, e o site já pode ser acessado normalmente pelos candidatos, tanto para consulta às listas quanto para verificar o edital de convocação.

O g1 também procurou o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) para comentar as dificuldades de acesso ao sistema. Em nota, a pasta afirmou que, sobre as instabilidades no site da Fundação Getulio Vargas (FGV) relatadas por candidatos, a orientação é que os usuários entrem em contato diretamente com a banca organizadora.

➡️ A confirmação de interesse é um passo decisivo. Todas as pessoas aprovadas nas vagas imediatas — incluindo cargos que exigem curso de formação e as 1.000 vagas de Analista Técnico Administrativo — devem se manifestar até as 23h59 de segunda (23), exclusivamente pela área do candidato no site da FGV.

⚠️ Quem não se manifestar dentro do período será considerado desistente do cargo e daqueles abaixo dele, mas continua na disputa pelos cargos de maior preferência.

Caso haja desistências, novas convocações serão feitas nas semanas seguintes, o que pode alterar a ordem de classificação.

Os candidatos também poderão consultar, a partir das 16h, o resultado individual no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A plataforma disponibiliza o desempenho consolidado em todos os cargos para os quais o candidato se inscreveu, com notas finais, classificações e a situação em cada um deles.

Já no Diário Oficial da União (DOU), os resultados são divulgados por meio de listas gerais, organizadas por bloco temático e por cargo ou especialidade. As publicações não apresentam o nome dos candidatos, apenas o número de inscrição.

Para cada cargo ou especialidade, constam o número de inscrição, a nota final ponderada, a ordem de classificação na ampla concorrência, além das classificações nas modalidades de reserva de vagas, quando aplicável — como para pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas e quilombolas.

Também é informada a situação do candidato, que pode ser aprovado em vaga imediata, aprovado em vaga imediata por conversão, aprovado em cadastro de reserva (no caso do cargo de Analista Técnico Administrativo) ou aprovado em lista de espera.

As vagas imediatas incluem aquelas que exigem curso de formação, restritas aos cargos da Ancine e da ANP, além das 1.000 vagas de Analista Técnico Administrativo, consideradas cadastro de reserva.

Todos os candidatos aprovados em vagas imediatas deverão confirmar interesse para prosseguir no processo. A etapa desta sexta-feira ocorre dois dias após a divulgação dos resultados individuais definitivos.

Na quarta-feira (18), os candidatos tiveram acesso ao resultado final da prova discursiva após a análise de recursos, à avaliação de títulos, aos procedimentos de cotas e às respostas aos pedidos de revisão.

O calendário foi reforçado previamente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que orientou atenção especial ao período entre 20 e 23 de fevereiro.

O CNU 2025 foi coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), em parceria com a Escola Nacional de Administração Publica (Enap), e executado pela FGV.

A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país.

Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país.

A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país.

20 de fevereiro – Divulgação das listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) e 1ª convocação para confirmação de interesseAté 23 de fevereiro – Prazo para confirmação na 1ª rodada27 de fevereiro – Divulgação da 2ª convocaçãoDe 28 de fevereiro a 2 de março – Prazo para confirmação na 2ª rodada6 de março – Divulgação da 3ª convocaçãoDe 7 a 9 de março – Prazo para confirmação na 3ª rodada16 de março – Divulgação da classificação final

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Vinho brasileiro deve ser protegido da concorrência em acordo UE-Mercosul por meio de salvaguardas, diz Alckmin

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 05:48

Agro Vinho brasileiro deve ser protegido da concorrência em acordo UE-Mercosul por meio de salvaguardas, diz Alckmin Salvaguardas são regras que determinam quando os governos poderão suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas no tratado. Produtores se sentem ameaçados pela bebida europeia. Por Redação g1, Mariana Assis, Isabella Calzolari, Paula Salati

O presidente Lula regulamentará por decreto as salvaguardas, permitindo suspender vantagens tarifárias em caso de problemas com o acordo.

A União Europeia já aprovou suas próprias regras de salvaguarda, permitindo investigar aumentos de 5% nas importações agrícolas.

Especialistas afirmam que o acordo trará mais opções de vinhos de qualidade e preços competitivos para o consumidor brasileiro.

A Europa, com grandes produtores como Itália e França, oferece vinhos de qualidade a preços significativamente mais baixos que no Brasil.

Produtores nacionais terão um período de adaptação, pois a redução tarifária será gradual, levando anos para ser totalmente implementada.

Os vinhos brasileiros devem receber proteções contra a concorrência no acordo entre o Mercosul e a União Europeia por meio de salvaguardas, afirmou o presidente em exercício e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), nesta quinta-feira (19).

"No próprio acordo Mercosul-UE, tem um capítulo voltado a salvaguardas. E o presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Então, nós teremos a salvaguarda regulamentada", disse Alckmin durante a Festa do Vinho, que ocorre no Rio Grande do Sul.

🔎As salvaguardas são regras que determinam quando os governos poderão suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas no acordo.

"Qualquer problema, você pode suspender aquele item. Se tiver um aumento grande de imposto de exportação, a salvaguarda você pode imediatamente acioná-la", explicou o vice-presidente.

O g1 apurou que o texto está sendo elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento e Itamaraty e a minuta deve seguir nos próximos dias para análise da Casa Civil.

A União Europeia já aprovou a regulamentação de salvaguardas para a comercialização no bloco em dezembro.

No caso da Europa, se as importações de um determinado produto agrícola considerado sensível aumentarem em 5%, na média de 3 anos, a UE poderá abrir uma investigação para avaliar a possível suspensão dos benefícios.

Os integrantes da comissão também reduziram o tempo de duração dessas investigações: de 6 para 3 meses, em geral, e de 4 para 2 meses, para produtos sensíveis.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode baratear o preço dos vinhos europeus e ampliar a variedade de rótulos disponíveis no Brasil no longo prazo, avaliam especialistas.

Diferentemente do Brasil, onde a produção de vinho é pequena, a Europa concentra os maiores produtores globais, como Itália, França, Espanha, respectivamente, segundo a International Organisation of Vine and Wine (OIV).

É por isso que, no continente, é possível encontrar "vinhos muito bons por dois, três, quatro euros", diz Roberto Kanter, professor de MBAs da FGV.

No entanto, o que desestimula a compra pelo Brasil atualmente é justamente a alta taxa de importação.

"Com as tarifas atuais, é melhor você importar um vinho de 15 euros do que de cinco. Por quê? Porque a tarifa do imposto acaba igualando todos eles em uma faixa semelhante de preço e o cliente brasileiro que compra vinho da Europa já está disposto a pagar mais caro por ele", diz Kanter.

Ele afirma, no entanto, que a redução gradual da taxa vai estimular as empresas brasileiras a diversificarem as suas compras e a apostar em vinhos europeus de menor preço.

"Eu acredito que o consumidor brasileiro vai ser beneficiado. Ele vai passar a ter acesso a uma oferta muito maior de vinhos de qualidade média, a preços extremamente competitivos, muito mais do que você encontra hoje no mercado", ressalta.

O professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, concorda com a avaliação de Kanter e aposta que o brasileiro "vai tomar vinho mais barato", principalmente pelo aumento da concorrência entre mais países pelo mercado nacional.

Os dois especialistas destacam que essa diminuição de preço não será imediata e deve acontecer gradualmente, após o acordo entrar em vigor.

O economista Marcos Troyjo, que liderou as negociações do acordo entre 2019 e 2020, afirma que, como a tarifa levará anos para ser zerada, os produtores de vinho do Brasil — hoje concentrados no Rio Grande do Sul — terão tempo para se adaptar.

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Com a ampliação de acordos comerciais, governo elabora medidas de proteção ao setor produtivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 04:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O governo federal prepara um decreto que vai estabelecer regras de proteção à indústria e ao agronegócio no contexto de ampliação dos acordos comerciais assinados pelo Brasil com outros países.

O texto está sendo elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e deve ser encaminhado à Casa Civil nas próximas semanas.

"Desde 2023, foram concluídos acordos com Singapura, com os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e, mais recentemente, com a União Europeia, ampliando em 2,5 vezes a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por preferências tarifárias", afirmou o MDIC em nota.

🔎As chamadas salvaguardas são instrumentos de defesa comercial que protegem a produção nacional.

quando forem estabelecidas cotas, que deixem de seguir as preferências do acordo;quando forem suspensas, ainda que de forma temporária, reduções do imposto de importação previstas no acordo;ou quando for restabelecido o nível tarifário original, anterior ao acordo.

As regras de proteção valerão para os acordos comerciais atuais e os futuros. E, de acordo com o MDIC, dará mais transparência, previsibilidade e segurança jurídica ao setor produtivo.

Em dezembro de 2025, a China decidiu limitar a importação de carne bovina para proteger produtores locais.

Governo brasileiro negocia uma solução para as proteções impostas pela China às importações de carne bovina

Na ocasião, o país fixou cotas anuais para empresas comprarem o produto de países estrangeiros, incluindo o Brasil.

Maior importador de carne bovina do mundo e segundo maior consumidor, atrás apenas dos EUA, a China começou a investigar os impactos das compras do alimento de países estrangeiros em 2024.

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Lula defende moedas locais no Brics e cita protagonismo do Brasil ao criticar tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 04:47

Política Lula defende moedas locais no Brics e cita protagonismo do Brasil ao criticar tarifaço Segundo o presidente brasileiro, após uma reunião convocada por ele, bloco emitiu declaração condenando a imposição das tarifas pelos Estados Unidos sobre importações. Por Kellen Barreto, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar nesta sexta-feira (20) que o dólar não precisa ser a moeda usada por países do Brics e defendeu o uso de moedas locais nas transações.

Na ocasião, o petista também citou protagonismo do Brasil ao criticar tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre importações (entenda mais abaixo).

🔎Brics é o grupo que reúne algumas das principais economias emergentes do mundo como Brasil, Índia, China e Rússia.

"Eu respeito muito as decisões que são tomadas pelos países. Eu defendi que não é necessário que um acordo comercial entre Brasil e Índia precise ser feito em dólares americanos. O que eu defendo é que podemos usar nossas próprias moedas", afirmou Lula.

"É difícil, sim, é difícil, mas podemos tentar. Ninguém precisa depender do dólar, mas você também não pode desfazer esse sistema da noite para o dia. É preciso levar em conta as dificuldades de cada nação", prosseguiu.

O presidente brasileiro também disse entender a razão de os americanos defenderem o uso do dólar para transações comerciais internacionais, contudo sugeriu que os países reflitam se realmente é algo necessário.

"Este é um processo que precisamos discutir. O que é mais vantajoso para um país, para o Brasil? E o que é mais vantajoso para cada país que negocia com outros países?", questionou.

Não é a primeira vez que Lula defende o uso de moedas locais nas transações comerciais entre os países do Brics.

O presidente brasileiro defende que reduzir a dependência do dólar pode baratear custos, ampliar o comércio dentro do bloco e dar mais autonomia financeira aos países emergentes.

A proposta, no entanto, não é apenas uma bandeira brasileira: o tema vem sendo discutido internamente há anos, com diferentes graus de apoio entre os membros.

Durante sua fala, o presidente enfatizou a importância do multilateralismo. E lembrou de sua atuação junto Brics pós-tarifaço.

🔎A aplicação de tarifas recíprocas foi anunciada por Trump no início do ano passado, mas só começou a ser aplicada meses depois, após vários ajustes e revisões.

Segundo Lula, foi a partir de iniciativa dele que o grupo emitiu declaração condenando a imposição das tarifas pelos Estados Unidos sobre importações.

"Quando o presidente [Donald] Trump impôs tarifas universais a todos os países, realizei uma reunião do Brics por teleconferência para que pudéssemos emitir uma declaração de que o comportamento do presidente dos EUA, impondo tarifas unilaterais, não era correto", argumentou.

Nesse contexto, Lula destacou o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics que, segundo o petista, "precisa funcionar de maneira diferente de outras instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial".

"Não precisamos continuar copiando tudo o que aconteceu no século XX. Podemos inovar por causa do século XXI, das necessidades da sociedade civil e dos avanços da sociedade. O Brics é essa esperança", ponderou.

As declarações foram dadas durante uma entrevista à emissora indiana "Índia Today". A entrevista foi feita em inglês, com apoio de tradutores. Lula respondeu às perguntas em português.

O grupo formado pelo Brics se juntou com o objetivo de coordenar as políticas econômicas e diplomáticas de seus membros, encontrar novas soluções para as instituições financeiras e reduzir a dependência do dólar americano.

Mas com a emergência de grandes conflitos no contexto global e uma dominância cada vez maior da China e da Rússia dentro do grupo, o Brics está cada vez mais sendo enquadrado dessa forma.

Ainda assim, seus integrantes sempre recusaram publicamente o título de “bloco anti-Ocidente” atribuído por alguns.

Na ocasião, Lula reforçou que a posição do governo brasileiro sobre conflitos internacionais permanece coerente e baseada no princípio da "não intervenção".

Ao comentar a situação na Venezuela, Lula mencionou que o Brasil adotou a mesma postura ao condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia e a ofensiva em Gaza.

"Não podemos aceitar que um chefe de Estado de um país invada outro país e capture o presidente. Isso é inaceitável. Não há explicação para isso, e não é aceitável", criticou.

Lula afirmou que, com Maduro preso, a prioridade agora deve ser “consolidar o processo democrático na Venezuela, restabelecer a democracia no país”.

Para o presidente brasileiro, eventuais julgamentos deveriam ocorrer dentro da Venezuela e não fora, como ocorreu após a captura de Maduro. Essa não é a primeira vez que ele critica a intervenção norte-americana no país vizinho.

“Não é aceitável a interferência de uma nação sobre outra”, disse, lembrando que, nos anos 1960, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil sofreram golpes militares em um contexto no qual embaixadas dos Estados Unidos exerciam forte influência política na região.

Lula classificou a trajetória recente venezuelana como “uma experiência negativa”, mas reforçou que qualquer saída deve partir dos próprios venezuelanos: “eu espero que a questão venezuelana possa ser resolvida pelo próprio povo da Venezuela, e não por interferência estrangeira de qualquer outro país.”

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