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Ataque do Irã atinge operação de nuvem da Amazon no Bahrein, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 15:46

Tecnologia Ataque do Irã atinge operação de nuvem da Amazon no Bahrein, diz jornal O episódio ocorre um dia depois de a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Por Redação g1

A operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º).

De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, a unidade da Amazon Web Services (AWS) no país do Golfo sofreu danos após a ofensiva iraniana, em meio ao conflito na região.

Mais cedo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial, provocado pelo que classificou como uma “agressão iraniana”.

O episódio ocorre um dia depois de a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio.

A operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein foi prejudicada após um ataque do Irã, segundo informações do Financial Times publicadas nesta quarta-feira (1º).

De acordo com uma fonte ouvida pelo jornal, a unidade da Amazon Web Services (AWS) no país do Golfo sofreu danos após a ofensiva iraniana, em meio ao conflito na região.

Mais cedo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial, provocado pelo que classificou como uma “agressão iraniana”. O órgão, no entanto, não detalhou qual empresa foi atingida.

O episódio ocorre um dia depois de a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar atacar companhias americanas que operam no Oriente Médio. Entre os alvos citados estavam gigantes de tecnologia como Microsoft, Apple, Google e Meta. A Amazon não estava na lista divulgada pela corporação.

Procurada pela agência Reuters, a Amazon não comentou diretamente o ataque específico. Ainda assim, segundo o Financial Times, instalações da AWS na região já foram atingidas diversas vezes desde o início do conflito.

Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo e disseram que suas unidades podem ser bombardeadas a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã – 13h30 no horário de Brasília.

"Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro", diz o texto.

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Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,44%Dólar TurismoR$ 5,354-0,61%Euro ComercialR$ 5,975-0,19%Euro TurismoR$ 6,226-0,18%B3Ibovespa187.791 pts0,18%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,44%Dólar TurismoR$ 5,354-0,61%Euro ComercialR$ 5,975-0,19%Euro TurismoR$ 6,226-0,18%B3Ibovespa187.791 pts0,18%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,44%Dólar TurismoR$ 5,354-0,61%Euro ComercialR$ 5,975-0,19%Euro TurismoR$ 6,226-0,18%B3Ibovespa187.791 pts0,18%Oferecido por

A Panini Brasil iniciou nesta quarta-feira (1º de abril) a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial.

O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas – um real por figurinha.

Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.

O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum.

Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.

Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.

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Preço da tilápia cai após produtores começarem a vender peixes direto às peixarias no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 15:46

Espírito Santo Agronegócios Preço da tilápia cai após produtores começarem a vender peixes direto às peixarias no ES Parceria com produtores da agricultura familiar leva peixe direto do campo para o consumidor, sem os chamados 'atravessadores', reduzindo custos e ampliando a oferta. Por Ana Elisa Bassi, Felipe Sena, g1 ES e TV Gazeta

Produtores da agricultura familiar passaram a vender tilápia diretamente para peixarias, sem atravessadores, no Espírito Santo.

Com a nova estratégia, o pescado sai direto dos tanques nas regiões produtoras para os pontos de venda, encurtando o caminho até o consumidor.

A expectativa do setor é que a mudança beneficie o consumidor e se reflita no preço, inclusive em períodos de alta demanda, como a Semana Santa.

Preço da tilápia cai após produtores começarem a vender direto às peixarias na Grande Vitória, Espírito Santo — Foto: Divulgação/Sindipesca-ES

Uma nova forma de comercialização da tilápia promete impactar os preços do pescado para os consumidores da Grande Vitória. Pela primeira vez, produtores da agricultura familiar passaram a vender o peixe diretamente para peixarias, sem atravessadores, como ocorria anteriormente.

Com a nova estratégia, o pescado sai direto dos tanques nas regiões produtoras para os pontos de venda, encurtando o caminho até o consumidor. A negociação nesse formato começou nesta semana. A ideia é que o preço do peixe reduza nas peixarias e pontos de venda.

A iniciativa é coordenada pelo Sindicato das Indústrias da Pesca do Estado do Espírito Santo (Sindipesca ES), em parceria com a Cooperativa de Produtores Rurais de Domingos Martins (Coopram), que reúne cerca de 500 propriedades.

“A gente quer trazer os pequenos produtores da agricultura familiar para as peixarias, garantindo legalidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Isso é um ajuste da cadeia produtiva que vai continuar. A cooperativa e esses produtores vão assumir, daqui para frente, um papel no consumo do capixaba e devem se consolidar”, avaliou o representante do Sindipesca-ES, Rafael Viola.

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Segundo Viola, com a venda pulverizada por meio de diversos atravessadores, com compras avulsas em cada fazenda, não havia uma identidade que marcasse o produtor. Agora, o objetivo é fortalecer a piscicultura capixaba por meio do cooperativismo.

A expectativa do setor é que a mudança resulte em benefício direto para o consumidor e se reflita no preço, inclusive em períodos de alta demanda, como a Semana Santa e outras datas festivas. O valor final de venda vai ser estabelecido por cada peixaria.

"Trazer um produto direto do produtor permite trabalhar com um preço mais acessível e oferecer melhor condição para o consumidor", afirmou o representante de peixarias da Grande Vitória, Mário José de Almeida.

"Nosso peixe já está todo vendido para essa semana, mas o que está pronto agora já tem saída para as próximas semanas. Se tivesse mais produção, venderia tudo", afirmou o produtor Roselho Geraldo, que cria tilápia em Domingos Martins, na Região Serrana.

Além do preço, a qualidade também é um dos diferenciais apontados pelos produtores. Com logística direta, o peixe pode chegar às peixarias em poucas horas após a retirada dos tanques, mantendo sabor e frescor.

Preço da tilápia cai após produtores começarem a vender direto às peixarias na Grande Vitória, Espírito Santo — Foto: Divulgação/Sindipesca-ES

A nova forma de comercialização direta está sendo lançada nesta semana aliada a uma ação promocional, que começou na segunda-feira (30) até vai até o próximo dia 4, Sábado de Aleluia, ou enquanto durarem os estoques.

A ideia é que neste período, a tilápia produzida pelos agricultores familiares capixabas seja vendida a um preço fixo de R$ 19,90 o quilo, em 51 peixarias cadastradas como parceiras.

Inicialmente, dez toneladas seriam comercializadas por esse valor, mas, devido à procura, um novo lote com mais cinco toneladas foi separado.

"Desde cedo, nesta quarta-feira (1°), as peixarias começaram a ligar dizendo que as vendas estavam a todo vapor e com a mercadoria já acabando. Então, fizemos um lote extra de mais cinco toneladas, que vai chegar às 19h, na Vila Rubim. Vamos distribuir hoje e amanhã para os estabelecimentos participantes", disse Viola.

Segundo dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a tilápia domina a piscicultura no estado, representando 99,46% de toda a produção.

Em 2024, foram produzidas 7,03 mil toneladas da espécie. Os demais peixes, somados, representam menos de 1% da produção.

A produção está concentrada em municípios com forte tradição e estrutura técnica. Linhares lidera, com 3,2 mil toneladas, seguido por Domingos Martins, com 1,4 mil toneladas, e Marechal Floriano, com 550 toneladas.

Para o Incaper, a expansão recente demonstra a capacidade de modernização do setor, com adoção de boas práticas de manejo, melhoria genética, uso de aeradores, alimentação balanceada e controle sanitário.

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Comsefaz: medida para reduzir preço do diesel traz impacto de R$ 3,5 bilhões, metade para os estados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,44%Dólar TurismoR$ 5,354-0,61%Euro ComercialR$ 5,975-0,19%Euro TurismoR$ 6,226-0,18%B3Ibovespa187.791 pts0,18%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,44%Dólar TurismoR$ 5,354-0,61%Euro ComercialR$ 5,975-0,19%Euro TurismoR$ 6,226-0,18%B3Ibovespa187.791 pts0,18%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,44%Dólar TurismoR$ 5,354-0,61%Euro ComercialR$ 5,975-0,19%Euro TurismoR$ 6,226-0,18%B3Ibovespa187.791 pts0,18%Oferecido por

O presidente do Comsefaz, Flávio César, afirmou que o acordo firmado com o governo federal para subsidiar o diesel terá um impacto fiscal total estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões.

A medida prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual).

O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

A adesão dos governadores, no entanto, veio com um alerta de prazo. Flávio César destacou que o esforço só foi possível porque a vigência é de apenas 60 dias.

Medida para reduzir preço do diesel traz impacto de R$ 3,5 bilhões, metade para os estados, diz Comsefaz

O presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o acordo firmado com o governo federal para subsidiar o diesel terá um impacto fiscal total estimado entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões. O custo será dividido igualmente: 50% custeados pela União e 50% pelos estados.

A medida prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual). O objetivo central é blindar o setor produtivo, especialmente o agronegócio, contra a disparada de preços causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

A adesão dos governadores, no entanto, veio com um alerta de prazo. Flávio César destacou que o esforço só foi possível porque a vigência é de apenas 60 dias. Segundo ele, os estados não possuem fôlego financeiro para manter a ajuda caso a crise internacional se arraste por todo o semestre.

Entenda o acordo entre governo e estados para subsidiar o diesel e conter a alta dos preços21 estados aderem a proposta do governo para conter alta de preçosGoverno federal e estados fecham acordo para conceder apoio a importadores de diesel; medida valerá por até dois meses

"A expectativa é que esse período de dois meses seja suficiente para sanar o problema. Uma prorrogação traria consequências muito mais graves para os estados, tendo em vista que os orçamentos já estão todos comprometidos", alertou o secretário.

O acordo foi selado após uma reunião de mais de seis horas entre os 27 secretários de Fazenda e o Ministério da Fazenda. O impasse inicial era o receio dos governadores de ferirem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) caso fizessem uma desoneração direta no imposto.

Por que o acordo demorou? Segundo o presidente da Comsefaz, proposta original do governo federal era uma desoneração do ICMS. Contudo, os estados identificaram riscos jurídicos frente à Lei Complementar 192 e à LRF. O nó só foi desatado quando o Ministério da Fazenda aceitou o modelo de subsídio direto compartilhado. Em vez de mexer na alíquota do imposto, União e estados depositam valores para compor o desconto de R$ 1,20, garantindo a blindagem jurídica dos governadores.

A urgência da medida também se justifica pelo calendário agrícola. Com o Brasil em pleno momento de escoamento da safra, a alta do diesel importado — que chega a representar 40% da receita de combustíveis em alguns estados — ameaçava inviabilizar o frete e gerar um efeito cascata na inflação de alimentos.

Para garantir que o benefício chegue às bombas, os estados prometeram uma atuação contundente dos Procons. Além da fiscalização estadual, os governadores assinaram um convênio com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para monitorar postos e distribuidoras.

"O esforço conjunto precisa ter resultado imediato para o consumidor", disse Flávio César.

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Reajuste no querosene de aviação deve gerar ‘consequências severas’, diz associação das aéreas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 14:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,153-0,49%Dólar TurismoR$ 5,353-0,64%Euro ComercialR$ 5,977-0,14%Euro TurismoR$ 6,229-0,13%B3Ibovespa188.674 pts0,65%MoedasDólar ComercialR$ 5,153-0,49%Dólar TurismoR$ 5,353-0,64%Euro ComercialR$ 5,977-0,14%Euro TurismoR$ 6,229-0,13%B3Ibovespa188.674 pts0,65%MoedasDólar ComercialR$ 5,153-0,49%Dólar TurismoR$ 5,353-0,64%Euro ComercialR$ 5,977-0,14%Euro TurismoR$ 6,229-0,13%B3Ibovespa188.674 pts0,65%Oferecido por

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira (1º) que o reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) pode gerar “consequências severas” para o setor, sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

Segundo a entidade, a nova alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, faz com que o combustível passe a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%.

"A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", diz, em nota, a Abear.

A declaração ocorre poucas horas após a confirmação de que a Petrobras elevou, em abril, o preço médio de venda do querosene de aviação às distribuidoras. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato.

A alta é resultado do avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115.Nesta quarta-feira, o preço do barril Brent caía 1,80%, a US$ 102,10. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97.

Ao todo, mais de 80% do QAV consumido no Brasil é produzido no país. Ainda assim, os preços seguem a paridade internacional, o que amplia os efeitos das oscilações do barril de petróleo.

Embora a Abear tenha citado os impactos dos choques externos sobre os custos das companhias aéreas, a associação não mencionou diretamente a possibilidade de um aumento nos preços das passagens aos consumidores.

"A Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações", conclui a nota.

O aumento do combustível, associado à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, as empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras.

Nesta semana, o Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, havia antecipado que a Petrobras elevaria os preços do querosene de aviação em cerca de 55%.

O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril seria “moderado” em comparação com a alta observada no mercado internacional.

Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com as variações de custos ao longo do tempo. Ainda assim, o executivo afirmou, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível subir.

Irarrazaval declarou ainda que um acréscimo de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma elevação de cerca de 10% nas tarifas.

A Azul informou na semana passada que já elevou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo de três semanas. A companhia também anunciou que pretende limitar o crescimento da operação para lidar com a alta do combustível.

Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre.

"A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo.

Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas.

Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações."

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Rússia caminha para isolar sua internet do resto do mundo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 13:49

Tecnologia Rússia caminha para isolar sua internet do resto do mundo Apagões frequentes na internet e combate a VPNs estão levando russos a buscar pagers, mapas de papel e telefones fixos. Ameaça de proibir o Telegram, no entanto, gera críticas até mesmo de apoiadores de Putin. Por Deutsche Welle

Apagões frequentes na internet e combate a VPNs estão levando russos a buscar pagers, mapas de papel e telefones fixos. Ameaça de proibir o Telegram, no entanto, gera críticas até mesmo de apoiadores de Putin.O WhatsApp parou de funcionar. Instagram e Facebook também. Já o Telegram, principal meio de comunicação da Rússia, com cerca de 100 milhões de usuários, vem sofrendo bloqueios contínuos – e a expectativa de que seja desligado nos próximos dias tem gerado raras reações públicas no país, que caminha para se isolar do mundo também digitalmente.

O cerco do governo de Vladimir Putinao uso livre da internet vem se intensificando desde a invasão da Ucrânia. Em todo o país, inclusive em grandes metrópoles como Moscou e São Petersburgo, os apagões digitais são constantes. Sites considerados "pouco confiáveis" pelo regime são proibidos. Serviços básicos, como chamar um táxi, fazer pagamentos ou ligações costumam ficar indisponíveis de uma hora para a outra.

A busca por alternativas chegou até mesmo a impulsionar venda de walkie-talkies, telefones fixos, pagers, mapas impressos e antigos tocadores de MP3.

Nesta semana, o Kremlin passou a mirar VPNs, redes privadas virtuais utilizadas pelos usuários para contornar a censura digital do regime.

"A meta é reduzir o uso", afirmou nessa segunda-feira (30/03) o ministro da Digitalização, Maksut Shadayev, no MAX, aplicativo de mensagens desenvolvido pela Agência Russa de Telecomunicações, a Roskomnadzor, e propagandeado pelo regime da Rússia como "seguro".

'Não dá pra viver sem VPN': como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais

Segundo Shadayev, as medidas destinam-se a "restringir o acesso a uma série de plataformas estrangeiras", as quais, supostamente, não respeitam a legislação russa em termos de segurança e luta contra o terrorismo.

Até meados de janeiro, a Rússia havia bloqueado mais de 400 VPNs, 70% a mais do que no final do ano passado, diz o jornal Kommersant. Isso não impede que novas softwares do tipo surjam para substituir os antigos. A pressão, no entanto, levou a gigante Apple a retirar, da plataforma App Store, as VPNs que possibilitavam o acesso a sites censurados pelo regime de Putin.

Já os apagões na internet móvel pelo país, ainda não sistemáticos devido à dificuldade de execução devido à rede descentralizada, podem também entrar definitivamente na agenda.

"De acordo com nossas previsões, os bloqueios em Moscou passarão a ser mais ou menos rotineiros", afirmaram especialistas da desenvolvedora Amnezia, citados pelo jornal britânico The Guardian.

Segundo eles, no entanto, as autoridades têm a tecnologia para impor um apagão digital simultâneo em todo o país. "Observamos bloqueios semelhantes no Irãe podemos tirar conclusões sobre como isso poderia ser implementado na Rússia", afirmaram os analistas.

Em meio à dificuldade cada vez maior para acessar ferramentas de outros países, os russos aguardam o próximo golpe no último reduto de internet livre do país: o Telegram, cujo bloqueio total poderia ocorrer já nesta quarta-feira (01/04), como noticiado por alguns meios de comunicação do país – embora as autoridades possam reverter a decisão ou adiá-la para depois das eleições parlamentares de setembro.

No mesmo comunicado sobre VPNs, o ministro da Digitalização adiantou, em relação ao Telegram, que houve tentativas "em vão" de chegar a um acordo para impor custos extra caso o tráfego de dados internacionais mensal ultrapassasse 15 gigabytes.

Após a invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia colocou em prática as leis mais repressivas vistas desde a era soviética, ordenando a censura e reforçando a influência do Serviço Federal de Segurança, órgão de vigilância sucessor da KGB.

Naquele ano, a Meta, dona de Facebook e Instagram, foi oficialmente considerada "terrorista" no país, o que derrubou o acesso às redes sociais de Mark Zuckerberg.

Mas, nos últimos meses, o Kremlin foi além: bloqueou o WhatsApp, reduziu a velocidade do Telegram e interrompeu repetidamente o acesso à internet móvel em Moscou e em outras cidades e regiões.

Desenvolvido pelo russo Pavel Durov, hoje radicado nos Emirados Árabes, o Telegram se tornou um dos principais meios de comunicação utilizados no país.

Há anos, vem sendo usado, por exemplo, por soldados em ação na Ucrânia para a comunicação com as famílias e por prefeituras de cidades russas próximas à zona de conflito para alertar a população sobre ataques aéreos.

"É um retrocesso de 100 anos. É melhor que eles comecem logo a usar correspondência em papel, telégrafos e cavalos. É esse o tipo de civilização que eles têm. Talvez até o Putin goste disso. Talvez seja assim que ele se sinta jovem de novo", ironizou, no X, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

A justificativa do Kremlin é que as restrições à internet móvel são necessárias para combater os drones ucranianos. Mas o descontentamento com a medida vem levando a manifestações críticas de figuras até então alinhadas com o regime de Putin, como o governador de Belgorod, região na fronteira com a Ucrânia, que afirmou que as interrupções estavam causando "mortes desnecessárias" em meio ao conflito.

De acordo com o jornal The New York Times, vídeos que circulam online mostram soldados russos do front, mascarados para dificultar a identificação, dizendo que o aplicativo de mensagens é crucial para as operações e pedindo que o Kremlin recue da decisão.

As repercussões também chegaram à câmara baixa do Parlamento em Moscou, raramente crítico ao governo, que colocou em votação um requisito para que o Kremlin justificasse o bloqueio do Telegram. A proposta foi rejeitada, com 102 votos contrários – mas os 77 favoráveis expuseram o desconforto com a medida.

Cerca de 25 pedidos de "autorizações para concentrações" de manifestantes contra as restrições ao Telegram também foram negados pelas autoridades na semana passada, o que não impediu a prisão de 12 pessoas, nesse domingo (29/03), em um protesto em Moscou em favor da liberdade de expressão.

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União Europeia recomenda mais home office e menos viagens de avião em meio a crise de energia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 13:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,152-0,51%Dólar TurismoR$ 5,352-0,65%Euro ComercialR$ 5,982-0,06%Euro TurismoR$ 6,231-0,1%B3Ibovespa188.538 pts0,57%MoedasDólar ComercialR$ 5,152-0,51%Dólar TurismoR$ 5,352-0,65%Euro ComercialR$ 5,982-0,06%Euro TurismoR$ 6,231-0,1%B3Ibovespa188.538 pts0,57%MoedasDólar ComercialR$ 5,152-0,51%Dólar TurismoR$ 5,352-0,65%Euro ComercialR$ 5,982-0,06%Euro TurismoR$ 6,231-0,1%B3Ibovespa188.538 pts0,57%Oferecido por

O comissário europeu para energia, Dan Jorgensen, pediu na terça-feira (31/03) que os países-membros da União Europeia (UE) se preparem para interrupções prolongadas nas cadeias de fornecimento de energia e comecem a implementar medidas para economizar combustível em meio ao agravamento da guerra no Irã, que tem pressionado os mercados de petróleo e gás.

Numa carta enviada aos 27 países-membros do bloco, Jorgensen incentivou a adoção de um plano de dez pontos elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE) que inclui:

incentivo ao home office;car sharing; uso do transporte público; redução do limite de velocidade em autoestradas; medidas para uso de energia elétrica em vez de gás de cozinha; e redução de viagens aéreas.

O plano da AIE foi originalmente elaborado em 2022, no início da guerra na Ucrânia, que também provocou interrupções no mercado global de energia.

Agora, o apelo de Jorgensen ocorre num momento em que ministros de energia de países-membros da UE avaliam como lidar com escassez global diária de 11 milhões de barris de petróleo e de mais de 300 milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) provocada pela guerra no Irã.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, os preços na UE subiram cerca de 70% para o gás e 60% para o petróleo.

Em 30 dias de conflito, essa alta já acrescentou 14 bilhões de euros aos custos de importação de combustíveis fósseis da UE.

"Não devemos nos iludir: as consequências desta crise para os mercados de energia não serão de curta duração. Porque não serão", disse Jorgensen nesta semana.

"Esta crise demonstra, mais uma vez, que a Europa enfrenta uma vulnerabilidade fundamental a choques energéticos externos. E isto está ligado à nossa dependência de combustíveis fósseis importados."

Por enquanto, os países europeus ainda não adotaram medidas para reduzir a demanda e não contemplam medidas drásticas similares às tomadas durante as crises do petróleo da década de 1970, quando governos impuseram racionamento de gasolina e dias sem circulação de veículos particulares.

Na mesma carta, o comissário europeu recomendou que os países-membros adiem a manutenção das refinarias de petróleo para manter a produção e se preparem para garantir armazenamento adequado de gás para o próximo inverno.

Jorgensen afirmou ainda que o setor de transportes europeu enfrenta custos crescentes e escassez de suprimentos devido à forte dependência do setor em relação ao Golfo Pérsico, de onde a UE depende para mais de 40% de suas importações de querosene de aviação e diesel.

Ele acrescentou que o risco de escassez é agravado pela "disponibilidade limitada de fornecedores alternativos e de capacidade de refino para produtos específicos dentro da UE".

"A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida. Mas temos de estar preparados para uma possível interrupção prolongada do comércio internacional de energia", afirmou Jorgensen na terça-feira, antes de uma reunião virtual dos ministros da Energia da UE.

"É por isso que precisamos de agir já. E precisamos de agir em conjunto", acrescentou. "Só trabalhando em conjunto podemos ser mais fortes e proteger os nossos cidadãos e empresas de forma mais eficaz."

Os alertas do comissário europeu ocorrem em meio ao crescente temor de que a guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã possa se prolongar ainda mais, tornando mais provável o risco de desabastecimento a longo prazo.

Até o momento, o conflito já fez o petróleo Brent saltar em determinado momento para 119 dólares por barril, bem acima da marca de 70 dólares antes da guerra, e alguns analistas têm alertado que os preços podem subir para até 200 dólares com o agravamento do conflito.

Nesta quarta-feira (1º/4), o chefe da AIE disse que os problemas de abastecimento de petróleo decorrentes da guerra aumentarão em abril e afetarão a Europa.

"A perda de petróleo em abril será o dobro da perda de março, além da perda de GNL", declarou Fatih Birol em um podcast com o chefe do fundo soberano da Dinamarca, Nicolai Tangen.

"O maior problema hoje é a falta de querosene de aviação e diesel. Estamos vendo isso na Ásia, mas creio que logo, em abril ou maio, chegará à Europa."

O alerta vem mesmo depois de os 32 membros da AIE liberarem 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, o maior desbloqueio de estoques da história da organização.

Nesta semana, o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, advertiu que os efeitos da guerra podem atingir a Europa de maneira similar que a pandemia de covid-19 em 2020-2021.

"Se esta guerra se transformar num grande conflito regional, poderá sobrecarregar a Alemanha e a Europa ainda mais do que vivenciamos recentemente durante a pandemia da covid-19 ou no início da guerra na Ucrânia", disse.

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Receita ainda não tem data para liberar novo formato de declaração do IR em que contribuintes teriam apenas de confirmar dados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 12:45

Economia Imposto de renda Receita ainda não tem data para liberar novo formato de declaração do IR em que contribuintes teriam apenas de confirmar dados Ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu a criação da nova modalidade. Ideia é que a declaração do IR, no futuro, contenha mais dados enviados por empresas e por bancos. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Receita Federal ainda não tem uma data para disponibilizar a declaração totalmente pré-preenchida, na qual os contribuintes não precisariam mais incluir informações.

Nesse formato, buscado pelo novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, os trabalhadores teriam apenas de validar os dados informados no documento pelo leão.

Assim que implementada, a nova declaração do IR seria uma evolução da pré-preenchida, que já reúne uma série de informações dos contribuintes — mas não todas.

Atualmente, a Receita Federal já tem acesso a uma série de informações dos contribuintes, que são usadas na malha fina do leão.

O supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou nesta quarta-feira (1º) que o Fisco ainda não tem uma data para disponibilizar a declaração totalmente pré-preenchida, na qual os contribuintes não precisariam mais incluir informações.

Nesse formato, buscado pelo novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, os trabalhadores teriam apenas de validar os dados informados no documento pelo leão.

"A demanda [do ministro Durigan] chegou pra nós ontem [terça, 31 de março]. Temos ainda que avaliar o que falta e traçar um caminho. Não temos essa data [de liberar o novo formato para o público]", disse José Carlos da Fonseca, da Receita Federal.

Assim que implementada, a nova declaração do IR seria uma evolução da declaração pré-preenchida, que já contempla uma série de informações dos contribuintes — mas não todas elas. O Fisco estima que a declaração pré-preenchida já deve abranger 60% dos contribuintes neste ano.

🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação.

🔎Para optar pela declaração pré-preenchida, é preciso ter uma conta níveis prata ou ouro no "gov.br". Para quem não faz a própria declaração, ainda existe a alternativa de usar o site ou app "Meu Imposto de Renda". Nele, é possível dar autorização de acesso à declaração pré-preenchida para qualquer CFP ou CNPJ, evitando assim o compartilhamento da senha gov.br.

"Esse é o caminho natural e gradual da evolução deste modelo da declaração a partir da evolução da pré-preenchida. Cada vez mais a Receita Federal obtém as informações diretamente das fontes pagadoras e dos registros de bens e direitos dos contribuintes, e oferece para validação do contribuinte", informou o órgão.

A Receita Federal acrescentou que, com o aumento da consistência das informações a cada ano, vai gradualmente desobrigando o contribuinte da necessidade de preenchimentos.

Atualmente, a Receita Federal já tem acesso a uma série de informações dos contribuintes, que são usadas na malha fina do leão.

Além das movimentações financeiras, o Fisco checa, com a ajuda de supercomputadores e de inteligência artificial, uma quantidade enorme de informações dos contribuintes.

Ao todo, são mais de 160 filtros de checagem de dados na declaração do Imposto de Renda, que tem de ser entregue todos os anos.

Alguns cruzamentos são mais simples, como CPF, endereço, dependentes, ou seja, informações pessoais.

rendimentos;movimentações financeiras no PIX (acima de R$ 2 mil por mês);pagamentos no débito (acima de R$ 2 mil por mês);cartões de crédito (acima de R$ 2 mil por mês);aluguéis;despesas médicas (titular e dependentes, com recibos digitais a partir de 2025);mercado acionário e criptoativos;automóveis;aplicações em renda fixa;número de dependentes;despesas com educação (titular e dependentes);previdência complementar;gastos com empregados domésticos,informações sobre imóveis, incluindo compra e venda;carnê leão;bens no exterior;deduções de incentivo cultural;contribuição a entidades beneficentes.

O objetivo é saber se os valores declarados no Imposto de Renda estão corretos, ou se eles precisam ser ajustados.

Essas informações também serão usadas na declaração totalmente pré-preenchida, meta fixada pelo novo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

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Renault lança Koleos por R$ 289.990; SUV híbrido quer desbancar concorrentes chineses

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 11:48

Carros Renault lança Koleos por R$ 289.990; SUV híbrido quer desbancar concorrentes chineses Modelo está em pré-venda e tem preço de R$ 279.990 para cliente que usar carro usado na troca. Consumo de gasolina na cidade é de 13,1 km/l e potência combinada é de 245 cv. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A Renault lança o SUV Koleos no Brasil para reposicionar sua imagem no mercado premium, mirando clientes de marcas como BYD e GWM.

O Koleos se destaca pelo interior sofisticado, com três telas de 12,3 polegadas, incluindo uma exclusiva para o passageiro, e acabamento de alta qualidade.

Equipado com motorização híbrida de 245 cv, o Koleos acelera de 0 a 100 km/h em 8,3s, mas seu consumo de 13,1 km/l na cidade não impressiona.

O modelo oferece amplo espaço interno, bancos traseiros aquecidos e reclináveis, além de condução semiautônoma nível 2 e estacionamento autônomo.

A Renault anunciou nesta quarta-feira (01) o preço oficial do Koleos: R$ 289.990. O utilitário esportivo já está em pré-venda e tem condição especial para os clientes que usarem carro usado na transação. O preço com isso cai para R$ 279.990.

A marca francesa quer se reposicionar aos olhos dos brasileiros. Deixar de ser vista como a marca dos carros populares para ser reconhecida pelo requinte nos segmentos mais caros. O capítulo mais recente dessa estratégia, que já incluiu Kardian e Boreal, é o Koleos.

O SUV tem proporções generosas, maiores que as do Jeep Commander, e aposta em uma cabine chamativa e em um conjunto híbrido de 245 cv para fisgar clientes que hoje compram BYD Song Plus e GWM Haval H6.

O Koleos segue o padrão global de design da Renault. As linhas vincadas da carroceria ganham destaque com a pintura cinza acetinada. Detalhes azulados e apliques pretos completam o visual futurista.

Será o suficiente para conquistar o cliente brasileiro? A resposta talvez esteja no interior do Koleos.

No interior, a Renault priorizou a experiência de motorista e passageiros. São três telas alinhadas no painel, cada uma com 12,3 polegadas.

Uma está logo atrás do volante e funciona como cluster de instrumentos. No meio, alinhada com o console central, está a tradicional tela do multimídia. A novidade é a terceira tela, logo a frente do carona.

Nela é possível ajustar o ar-condicionado, escolher músicas no sistema de som Bose com 10 alto-falantes e até assistir à série favorita em serviços de streaming.

Essa tela do passageiro tem um efeito de discrição semelhante ao de películas de privacidade usadas em celulares. Quem observa de lado não consegue ver o conteúdo, que aparece escuro. Assim, o passageiro pode assistir a vídeos sem distrair o motorista.

A má notícia é que a legislação brasileira não permite a reprodução de vídeos com o carro em movimento, mesmo com esse recurso na tela. Portanto, filmes e séries só podem ser assistidos com o Koleos parado.

A qualidade dos materiais e do acabamento é superior. Por outro lado, a combinação de telas e revestimentos em preto brilhante acumula muitas marcas de dedo. A iluminação ambiente colore os painéis das portas e harmoniza com as costuras azuis e vermelhas.

Comparado ao interior do Song Plus 2027, por exemplo, o Koleos integra melhor os elementos ao painel. A gigante tela flutuante do BYD rouba o protagonismo.

A Renault transmite sensação de tecnologia sem recorrer a telas giratórias ou botões chamativos. O teto panorâmico reforça o ambiente sofisticado. Resta saber se o cliente brasileiro prefere a ousadia de alguns modelos ou a proposta mais discreta do Koleos.

A plataforma CMA, também usada por Volvo e Geely, garante 2,82 m de entre-eixos e posiciona a bateria de forma compacta no centro do carro. O resultado é um assoalho praticamente plano e bom espaço para joelhos, ombros e cabeça.

Além do espaço generoso, os ocupantes do banco traseiro contam com saídas de ar-condicionado com ajuste próprio de temperatura e bancos aquecidos, algo raro na segunda fileira. Também é possível reclinar o encosto, o que torna a viagem mais confortável.

A lista inclui rodas de 20 polegadas com acabamento diamantado, pacote visual Esprit Alpine, bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, carregador de celular por indução, conectividade com Android Auto e Apple CarPlay, head-up display e outros itens de conforto.

No lançamento, a Renault afirmou que o Koleos poderá ser comprado em qualquer um dos mais de 250 pontos de venda da marca. A empresa não confirmou preço, prazo de garantia, planos de manutenção nem expectativa de vendas.

O g1 apurou que a Renault considera como principais concorrentes do Koleos o BYD Song Plus e, nas versões mais completas, o GWM Haval H6. A lista também inclui Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox e Jeep Commander.

Com esses concorrentes na mira e o pacote de equipamentos oferecido, é possível estimar um preço próximo de R$ 260 mil. A confirmação dos valores e de informações como a garantia será feita no dia 1º de abril.

“Não vamos brigar por volume de vendas, mas para ser referência no segmento”, explica Guilherme Ruibal, gerente de produto da Renault.

O Renault Koleos consegue fazer manobras de estacionamento de forma autônoma; o motorista não precisa nem acelerar.

Há também condução semiautônoma de nível 2. Em vias rápidas, o SUV mantém velocidade e distância do veículo à frente de forma adaptativa. Ele identifica a faixa de rolamento e mantém o carro centralizado.

O SUV conta com frenagem automática e assistente de manobras evasivas. Nesse caso, o sistema identifica quando a força aplicada pelo motorista pode não ser suficiente para evitar uma colisão e adiciona mais assistência à direção.

Há câmera 360 graus, farol alto automático, limitador de velocidade, assistente de partida em rampa, alerta de distância segura do veículo à frente, alerta de colisão com frenagem automática inclusive em curvas, alerta de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta e frenagem para tráfego cruzado traseiro e frontal, aviso para saída segura dos ocupantes, alerta de colisão traseira, entre outros recursos.

O motor 1.5 turbo com injeção direta do Koleos é movido apenas a gasolina e gera 144 cv, com torque de 23,4 kgfm. Os dois motores elétricos, acoplados à transmissão de três marchas, entregam juntos 136 cv e 32,6 kgfm de torque. A potência combinada chega a 245 cv.

Os dados oficiais da Renault indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. Segundo o Inmetro, o consumo é de 13,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada — números que não impressionam para um híbrido.

O g1 já experimentou o Koleos pelas ruas de São Paulo, mas as impressões de como o modelo se comporta ao volante só podem ser compartilhadas mais para frente.

Já é possível comparar o Renault com alguns dos modelos apontados como concorrentes. O BYD Song Plus acaba de ser atualizado, custa R$ 249.990 e entrega 239 cv. Além disso, a bateria de 26,3 kWh do modelo chinês permite rodar até 99 km no modo elétrico, sem acionar o motor a combustão.

O GWM Haval H6 PHEV19 é vendido por R$ 249 mil e tem mais força. A potência combinada do motor 1.5 turbo com o elétrico chega a 326 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,6 segundos, mais rápida que a do Koleos.

Já deu para perceber que a concorrência é pesada, tanto em preço quanto em números de desempenho.

Motor a combustão: 1.5 turbo, quatro cilindros em linha, gasolina Potência: 144 cavalos Torque: 23,4 kgfmMotores elétricos: 2Potência: 136 cavalos Torque: 32,6 kgfmBateria: Íon de lítioCapacidade da bateria: 1,64 kWhTanque de combustível: 55 litrosCâmbio: 3 marchasTração: Dianteira Suspensão: McPherson (dianteira), multibraços (traseira) Direção: ElétricaFreios: Discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira) Consumo gasolina: 13,1 km/l (cidade) e 12,1 km/l (estrada)0 a 100 km/h: 8,3 segundosVelocidade máxima: 180 km/hComprimento: 4,78 mLargura: 1,88 mAltura: 1,68 m (com as barras do teto)Entre-eixos: 2,82 mPeso: 1.804 kg

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Lula diz que medidas para conter preços dos combustíveis não têm ‘nada a ver’ com as adotadas no governo Bolsonaro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/04/2026 10:47

Política Lula diz que medidas para conter preços dos combustíveis não têm 'nada a ver' com as adotadas no governo Bolsonaro Diante de aumentos abusivos, presidente ainda afirmou que vai precisar colocar 'alguém na cadeia'. Lula mencionou também as tentativa de acordo com governadores em torno do ICMS. Segundo ele, algo que não pode acontecer 'na marra', mas, sim, com acordo. Por Kellen Barreto, Mariana Laboissière, Ana Flávia Castro, g1 — Brasília

O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (1) que as medidas tomadas pelo seu governo para conter o preço dos combustíveis não têm "nada a ver" com as tomadas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para a mesma finalidade.

Lula reforçou que a decisão de zerar a cobrança de impostos sobre o diesel — anunciada em 12 de março — têm como pano de fundo o cenário de tensão no Oriente Médio.

O presidente mencionou ainda a tentativa de acordo com governadores em torno do ICMS. Segundo ele, algo que não pode acontecer "na marra", mas, sim, com acordo.

Pelo menos 20 estados já chegaram a um acordo com o governo federal para conceder apoio financeiro à importação de diesel, em uma tentativa de conter a alta dos preços do combustível no país.

Antes da eleição presidencial de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro lançou mão de uma série de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, em meio à pressão inflacionária provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia e ao desgaste político do governo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (1) que as medidas tomadas pelo seu governo para conter o preço dos combustíveis não têm "nada a ver" com as tomadas no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para a mesma finalidade.

Acrescentou que diante de aumentos abusivos, mesmo com fiscalizações ocorrendo, será preciso "colocar alguém na cadeia" (leia mais abaixo).

"Não vamos comparar com a política do Bolsonaro, porque não tem nada a ver, até porque a situação é totalmente diferente. Nós temos uma guerra. Os Estados Unidos da América do Norte se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã. Alegando o quê? Que no Irã tinha arma nuclear. Mentira. Eu digo porque eu fui, em 2010, ao Irã fazer um acordo — e fizemos o acordo — e depois os EUA não aceitaram, nem a União Europeia", afirmou.

Lula reforçou que a decisão de zerar a cobrança de impostos sobre o diesel — anunciada em 12 de março por ele — tem como pano de fundo o cenário de tensão no Oriente Médio. O cenário, no entanto, também é de corrida eleitoral, já que Lula tentará a reeleição neste ano.

Nesse contexto, o presidente mencionou ainda a tentativa de acordo com governadores em torno do ICMS — imposto estadual que incide no preço final dos combustíveis.

Inicialmente, o governo propôs que os estados reduzissem a cobrança do imposto, algo que não foi aceito. Agora, as tratativas são por uma subvenção, ou seja, um apoio financeiro a importadores de diesel.

Pelo menos 20 estados já chegaram a um acordo com o governo federal para conceder esse apoio financeiro à importação de diesel, na tentativa de conter a alta dos preços do combustível no país.

A expectativa do Executivo, contudo, é que a ampla participação aumente a efetividade da medida no controle dos preços.

Segundo Lula, as negociações com os estados não podem acontecer "na marra", mas, sim, com acordo (entenda melhor a seguir).

"O que estou fazendo neste instante, por conta da guerra: o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, e está faltando óleo diesel. O Brasil importa 30% do óleo diesel e produz 70%, e o preço está aumentando no mundo inteiro. Tomamos a atitude de isentar PIS e Cofins, equivalente a 32 centavos no preço do óleo diesel, para a Petrobras não precisar aumentar. E fizemos isenção para os governadores não precisarem aumentar também", disse Lula.

“Agora mesmo, propusemos aos governadores um acordo para que eles reduzam o ICMS, e o governo paga metade e eles a outra metade — tudo isso com acordo. Não queremos fazer na marra. Queremos fazer o acordo, e isso vai acontecer. Vamos continuar fazendo todo o esforço", emendou.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura da 2º Conferência Nacional do Trabalho, no Teatro Celso Furtado. São Paulo – SP. — Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente mencionou ainda que há casos de pessoas e empresas que estariam recebendo o benefício para não reajustar os preços do diesel, mas que, mesmo assim, estariam aumentando os valores.

Segundo Lula, a Polícia Federal e os órgãos de defesa do consumidor dos estados estão fiscalizando a situação e disse que, se houver irregularidades, os responsáveis poderão ser punidos.

"O que acontece é que, como você tem gente de mau caráter neste país, tem gente que está recebendo para não aumentar e está aumentando. Então nós estamos com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, tudo fiscalizando, porque vamos ter que colocar alguém na cadeia", justificou Lula.

Antes da eleição presidencial de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro lançou mão de uma série de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, em meio à pressão inflacionária provocada pela guerra entre Rússia e Ucrânia e ao desgaste político do governo.

As ações envolveram principalmente corte de tributos federais e mudanças no ICMS, imposto estadual.

Em março de 2022, o governo federal zerou as alíquotas de Pis e Cofins sobre o óleo diesel, com custo fiscal bancado pela União, como forma de aliviar o preço do combustível mais sensível para o transporte de cargas e para a inflação.

Poucos meses depois, em junho de 2022, Bolsonaro sancionou a lei que limitou a cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações, ao classificá-los como bens essenciais.

Com a medida, os estados ficaram proibidos de aplicar alíquotas acima do patamar geral, que variava entre 17% e 18%. Governadores estimaram perdas bilionárias de arrecadação e criticaram a falta de compensação integral.

À época, o pacote foi interpretado como uma tentativa do governo de reduzir o impacto da inflação sobre o eleitorado no ano eleitoral, especialmente diante da escalada dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.

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