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Governo anuncia medida para conter aumento do preço da gasolina e do diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%Oferecido por

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (13), mais uma Medida Provisória (MP) com o objetivo de conter a alta dos combustíveis, mais especificamente a gasolina e o diesel, produzidos no Brasil ou importados.

A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio, mas, de acordo com o governo, poderá ser estendida ao diesel. 

A proposta prevê benefício tributário aos produtores de gasolina, em valor equivalente a um percentual da Cide e do PIS/Cofins incidentes sobre o combustível. O valor será pago aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O desconto no imposto não poderá ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis. Atualmente, esses valores são:

R$ 0,89 por litro na gasolina, o que inclui PIS, Cofins e Cide; eR$ 0,35 de PIS e Cofins por litro de óleo diesel, que já teve sua tributação suspensa em março. A medida anunciada passará a valer para o diesel quando os efeitos da MP de março cessarem.

As medidas utilizarão recursos do Orçamento Geral da União. A despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel.

"Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal", justificou o governo. 

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida tem neutralidade fiscal, ou seja, não pressiona os cofres públicos.

A iniciativa ocorre em meio à paralisação, na Câmara dos Deputados, da tramitação do projeto de lei complementar que autoriza o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis. A proposta foi encaminhada pelo Executivo ao Congresso em abril.

O projeto que está parado estabelece a possibilidade de reduzir impostos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel sempre que houver aumento extraordinário da arrecadação decorrente da alta nas cotações internacionais do petróleo.

Assim, quando houver aumento de receita, o montante seria utilizado para reduzir tributos sobre combustíveis, como PIS/Cofins e Cide-gasolina.

A medida provisória anunciada agora ocorre em momento de forte pressão sobre a Petrobras, que fixa os preços dos combustíveis no Brasil.

Cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) indica uma defasagem de 39% no diesel e de 73% na gasolina em relação aos preços internacionais dos produtos.

Nesta semana, durante conferência para comentar os resultados da estatal no primeiro trimestre, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que está previsto um reajuste de preços para “já já”.

Na ocasião, ela acrescentou que a empresa e o governo já estavam trabalhando em uma medida para amenizar os efeitos do reajuste sobre a população.

Em 2023, no início do terceiro mandato do presidente Lula, a Petrobras anunciou o fim da paridade de preços do petróleo – e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel – com o dólar e o mercado internacional, que estava em vigor desde 2016.

Com a mudança, os reajustes de combustíveis passaram a evitar o repasse para os preços internos da "volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio".

Em um momento de alta nos preços do petróleo e dos combustíveis por conta da guerra no Oriente Médio, a demora no repasse aos preços internos contém a inflação no país e, também, impede um lucro maior da Petrobras.

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Brasil vai enviar informações para UE para resolver veto à carne, diz Ministério

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 14:55

Agro Brasil vai enviar informações para UE para resolver veto à carne, diz Ministério UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, e que define quais países podem continuar exportando. Se país não apresentar garantias, deixará de exportar para o bloco a partir de 3 de setembro. Por Thiago Resende, g1

A União Europeia vai detalhar quais são as exigências de importação de carne que, na visão do bloco, ainda não são cumpridas pelo Brasil.

A lista define quais países podem continuar exportando carne para o bloco a partir de 3 de setembro.

Segundo secretário, isso ficou acertado em uma reunião do governo brasileiro em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia.

Rua disse ainda que, no encontro com representantes da UE, o Brasil mostrou descontentamento com a decisão.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua disse nesta quarta-feira (13) que a União Europeia vai detalhar quais são as exigências de importação de carne que, na visão do bloco, ainda não são cumpridas pelo Brasil.

Segundo secretário, isso ficou acertado em uma reunião do governo brasileiro em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia. Nesse encontro, o embaixador do Brasil junto ao bloco, Pedro Miguel da Costa e Silva, se reuniu com representantes do órgão sanitário europeu

➡️ Contexto: a UE atualizou na terça-feira (12) a lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil. A lista define quais países podem continuar exportando carne para o bloco a partir de 3 de setembro.

"Em duas semanas, o Brasil já deve responder com as medidas que estão sendo tomadas e dando garantias de que as novas regras serão cumpridas antes do prazo", disse Rua.

De acordo com Rua, ficou decidido ainda que a União Europeia vai tratar cada produto (como carne bovina, frangos, ovos e mel) separadamente, o que acelerar o processo de resolução, avaliou.

O secretário disse ainda que, no encontro com representantes da UE, o Brasil mostrou descontentamento com a decisão. "O Brasil colocou que bons parceiros devem ser tratados como bons parceiros. E isso envolve comunicação, não ser pego de surpresa. Esse é um recado importante", destacou.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, para voltar à lista, "o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados".

"Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações", afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com as autoridades brasileiras sobre o tema.

A União Europeia proíbe os antimicrobianos que são utilizados também para crescimento dos animais, explica Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado no VBSO.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

"Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador", afirma o pesquisador.

A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que o Brasil segue "plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu" e que "o eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida".

"O setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias […]. Há, inclusive, previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão desse processo técnico."

"A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo", destacou a entidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que, com o apoio do governo, "prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia"

"É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias."

"O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos", destacou a ABPA.

O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, afirmou ao g1 que a notícia "pegou de surpresa" o setor. "Entendo que isso é algo político, visto que há uma grande pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois do acordo do Mercosul", afirmou.

"Para o mel, é totalmente descabido falar em risco de uso excessivo de antibióticos, considerando que o Brasil é o principal produtor de mel orgânico do mundo", destacou Azevedo.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abepesca), por sua vez, diz que não exporta para UE desde 2016.

A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) disse que a medida é preocupante, principalmente "considerando que o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no início deste mês".

A Frente Parlamentar da Agropecuária disse que, considerando o acordo comercial entre os dois blocos, "vê com preocupação qualquer tentativa de transformar exigências regulatórias em barreiras políticas ou comerciais contra a competitividade da produção brasileira".

A publicação da lista ocorre 12 dias após a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França.

A medida desta terça-feira não tem relação com o acordo, afirma Munhoz. A lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população.

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, e aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

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O embate sobre a carne brasileira na UE: protecionismo ou questão de saúde pública?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Agro O embate sobre a carne brasileira na UE: protecionismo ou questão de saúde pública? Bruxelas consegue satisfazer as demandas do lobby agrário europeu sem invalidar os tratados de livre comércio. A sensação é que a UE utilizou o acordo para garantir benefícios industriais, para depois fechar a porta à proteína animal brasileira. Por The Conversation Brasil

A decisão da Comissão Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026 abala os alicerces da diplomacia comercial.

Embora Bruxelas justifique a medida sob o guarda-chuva da saúde pública e do combate à resistência antimicrobiana (RAM), o cenário político sugere uma manobra desenhada para acalmar o convulso setor agrário europeu após a assinatura do acordo com o Mercosul.

A União Europeia sustenta que o Brasil descumpre as regras que exigem produtos totalmente livres de agentes antimicrobianos usados para engorda.

A resistência aos antibióticos é, sem dúvida, uma ameaça global legítima que a UE busca mitigar garantindo o uso prudente em animais. No entanto, surge uma vulnerabilidade na proporcionalidade da sanção: enquanto o Brasil é vetado, seus sócios de Mercosur — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem na lista de países autorizados.

É necessário entender que a UE não questiona apenas a presença de substâncias, mas a robustez do sistema de rastreabilidade brasileiro. O Brasil defende que possui um sistema sanitário internacionalmente reconhecido, com 40 anos de história exportadora para o bloco.

A decisão tomada ontem (12 de maio) pela Comissão Europeia, que exclui o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, abala os alicerces da diplomacia comercial.

Embora Bruxelas justifique a medida sob o guarda-chuva da saúde pública e do combate à resistência antimicrobiana (RAM), o cenário político sugere uma manobra desenhada para acalmar o convulso setor agrário europeu após a assinatura do acordo com o Mercosul.

A União Europeia sustenta que o Brasil descumpre as regras que exigem produtos totalmente livres de agentes antimicrobianos usados para engorda.

A resistência aos antibióticos é, sem dúvida, uma ameaça global legítima que a UE busca mitigar garantindo o uso prudente em animais. No entanto, surge uma vulnerabilidade na proporcionalidade da sanção: enquanto o Brasil é vetado, seus sócios de Mercosur — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem na lista de países autorizados.

É necessário entender que a UE não questiona apenas a presença de substâncias, mas a robustez do sistema de rastreabilidade brasileiro. O Brasil defende que possui um sistema sanitário internacionalmente reconhecido, com 40 anos de história exportadora para o bloco.

Todavia, a disparidade no tratamento frente aos vizinhos sugere que a medida é uma barreira técnica aplicada ao ator com maior volume de mercado, buscando um impacto macroeconômico que os outros sócios não representam.

Para compreender este veto, é imprescindível olhar para o interior das fronteiras europeias. Nos últimos anos, agricultores protestaram contra a concorrência de potências agropecuárias com menores custos de produção.

Ao vetar a carne brasileira sob uma premissa sanitária, Bruxelas consegue satisfazer as demandas do lobby agrário sem invalidar formalmente os tratados de livre comércio. O momento da proibição é chave: chega apenas 12 dias após a entrada em vigor do acordo comercial Mercosul-UE,negociado durante um quarto de século.

Para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, isso é percebido como uma “bofetada” política, dado que o mandatário investiu um capital político notável para fechar o pacto.

A sensação em Brasília é que a UE utilizou o acordo para garantir benefícios industriais, para imediatamente depois fechar a porta à proteína animal brasileira.

Se o veto entrar em vigor, as perdas serão massivas. Em 2025, o Brasil exportou para a UE mais de 370.000 toneladas de carne bovina, com valor de 1,8 bilhão de dólares.

Mas o impacto não é unidirecional. Ao eliminar o maior exportador mundial de proteína animal,a oferta na Europa cairá inevitavelmente, o que pressionará os preços para o consumidor final.

Este é um ponto crítico: a Comissão Europeia está sacrificando o poder de compra de seus cidadãos urbanos para proteger a base eleitoral do campo.

O Brasil não aceitou a decisão passivamente. O governo anunciou que apresentará seus argumentos técnicos imediatamente para reverter a medida. Além das reuniões diplomáticas, o caso tem um percurso legal claro. A legalidade do acordo Mercosul-UE e seus protocolos está sujeita à interpretação do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE).

Se o Brasil provar que seu sistema é equivalente ao europeu, a medida poderá ser catalogada como uma barreira comercial arbitrária perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O conflito transcende o sanitário. Embora a rastreabilidade seja um desafio técnico real, a severidade do veto e sua coincidência com o calendário político sugerem que a carne brasileira tornou-se moeda de troca para comprar a paz social no campo europeu.

Brasília deve agora transformar retórica em provas técnicas, enquanto a UE deverá justificar por que padrões (ou “cláusulas espelho”) aplicados ao Brasil não parecem ser tão urgentes para outros fornecedores globais.

Armando Alvares Garcia Júnior não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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Outlook saiu do ar? Usuários relatam instabilidade em serviço da Microsoft

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Tecnologia Outlook saiu do ar? Usuários relatam instabilidade em serviço da Microsoft Usuários relataram instabilidade no Outlook e no Microsoft 365 nesta quarta-feira (13), com falhas de acesso e lentidão; notificações dispararam no Downdetector. Por Redação — São Paulo

Microsoft Outlook é um sistema de software de gerenciamento de informações pessoais da Microsoft — Foto: Gonzalo Fuentes/ Reuters

Usuários relataram instabilidade no Outlook e em outros serviços do Microsoft 365 — como Word, Excel e PowerPoint — nesta quarta-feira (13), com dificuldades para acessar contas, enviar mensagens e carregar a caixa de entrada.

As reclamações sobre os serviços da Microsoft cresceram nas redes sociais e em plataformas de monitoramento de falhas, indicando possíveis problemas no sistema da empresa.

Segundo o Downdetector, site que reúne relatos de instabilidade em diversos países, os problemas começaram por volta das 11h (horário de Brasília). O pico de notificações foi registrado às 11h30, com mais de 740 reclamações.

O g1 procurou a Microsoft para comentar a instabilidade, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

No X, antigo Twitter, diversos usuários recorreram às redes sociais para relatar falhas e lentidão nos serviços, principalmente no Outlook. Veja algumas publicações sobre o problema:

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Poupança para a liberdade: O que as cadernetas de escravizados revelam sobre a busca por alforria no século XIX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%Oferecido por

O Brasil completa nesta quarta-feira, 13 de maio, 138 anos da assinatura da Lei Áurea – decreto que aboliu a escravidão no Brasil. Um levantamento recente em cima de 158 cadernetas de poupança de pessoas escravizadas preservadas pela Caixa Econômica Federal mostra que a liberdade foi, em muitos casos, poupada real a real e não concedida por decreto. Real é o singular de réis, moeda da época.

A pesquisa da Caixa é uma resposta à ação do Ministério Público Federal, de 2025, que intima a Caixa a explicar o destino de poupanças de escravizados. O resultado foi o levantamento de 158 cadernetas de poupança de pessoas escravizadas, datadas entre 1861 e 1888, que funcionam como testemunhas de uma luta financeira pela liberdade.

Um marco nessas trajetórias foi o decreto nº 5.594 de 1874, que permitiu que pessoas escravizadas abrissem contas de poupança independentemente da permissão de seus senhores. Esse direito jurídico possibilitou que o "pecúlio" — o valor acumulado pelo próprio escravizado — fosse protegido e utilizado para o objetivo final: a compra da alforria.

As cadernetas mostram que a liberdade era um projeto planejado. Theobaldo, descrito como "pardo", acumulou mais de 522$300 réis entre 1875 e 1881, valor destinado integralmente a indenizar seu antigo senhor via Fundo de Emancipação.

Caso semelhante foi o de Custódia, que, após cinco anos de depósitos constantes, conseguiu retirar seu saldo para conquistar o mesmo objetivo.

Há também relatos de negociações diretas e complexas: Joanna, escravizada em Cuiabá, transferiu seu direito sobre a caderneta ao seu senhor, José da Silva Rondon, após receber sua liberdade pelo valor de 600$000 réis, o preço estipulado em sua matrícula.

Já Antonia, identificada como "cabra", retirou seu saldo de 134$100 réis apresentando fisicamente sua Carta de Liberdade à instituição, encerrando assim sua trajetória de dependência financeira.

Para além da conquista individual, as cadernetas registram histórias de solidariedade familiar. A africana liberta Izabel Viegas Muniz transferiu todo o seu saldo para o filho Manoel, ainda escravizado, visando especificamente beneficiar a liberdade dele.

Outro registro é o de Francisco das Chagas e Oliveira, que abriu uma conta com o propósito declarado de comprar a alforria de sua esposa, Thereza.

Os registros utilizam terminologias da época para reafirmar o lugar social desses indivíduos. Mais da metade dos titulares do levantamento — 55,69% — possui marcadores de cor ou origem, como "crioulo(a)", "pardo(a)", "cabra" e "africano(a)". Esses adjetivos são um exemplo de como a condição social acompanhava os poupadores dentro da própria agência bancária.

Cartas de alforria usadas para conceder liberdade aos escravos de Sorocaba — Foto: Fabrício Rocha/g1

O trabalho apresentado pela Caixa, no entanto, é considerado insuficiente por especialistas e pelo Ministério Público Federal. De acordo com pareceres de Thiago Alvarenga e da historiadora Keila Grinberg, o relatório apresenta falhas metodológicas, lacunas documentais e um recorte geográfico limitado.

Entre os principais problemas apontados estão o foco em cadernetas, ignorando os registros contábeis contínuos; o viés de sobrevivência, já que as cadernetas preservadas são, em sua maioria, as que foram liquidadas; e a omissão dos chamados "livros de contas correntes", a série documental mais robusta da época para rastrear o fluxo financeiro.

Soma-se a isso a limitação geográfica: 128 das 158 cadernetas identificadas são da província de Mato Grosso, o que é visto como pouco representativo do fenômeno nacionalmente.

Keila Grinberg observa ainda que, no final do século XIX, a população liberta nem sempre era identificada por cor ou origem nos registros, o que torna imprecisa qualquer estimativa sobre o total de poupadores com origem na escravidão.

Diante dessas críticas, o procurador Júlio Araújo determinou que a Caixa informe a composição de sua equipe e a quantidade total de livros de conta corrente em seu acervo. Também foram solicitadas visitas técnicas do Arquivo Nacional e do IPHAN para fiscalizar a preservação e organização desses documentos.

A investigação busca entender se os valores abandonados foram incorporados ao patrimônio institucional da Caixa e quais mecanismos existiam para devolução ou encerramento dessas contas após a morte dos titulares. Alvarenga argumenta que a informação de liquidação, isoladamente, não permite identificar quem realizou o saque ou qual foi o destino final dos recursos.

Como bancos ingleses lucraram com a escravidão no BrasilHistória apagou o quanto os africanos escravizados enriqueceram o Brasil, diz Laurentino GomesComo a escravidão, crime mais grave contra a humanidade, ainda impacta o Brasil e o mundo

O caso ocorre em meio ao avanço do debate global sobre reparações ligadas à escravidão. Nos últimos anos, bancos europeus e norte-americanos reconheceram vínculos históricos com o tráfico atlântico. Universidades dos Estados Unidos criaram fundos de reparação e programas voltados a descendentes de pessoas escravizadas. No Caribe, a Caricom mantém uma plataforma diplomática de reivindicação reparatória contra antigas potências coloniais.

Em 2023, o Banco do Brasil reconheceu publicamente sua responsabilidade histórica relacionada à escravidão.

Ainda assim, o Brasil nunca implementou políticas estruturadas de reparação econômica voltadas especificamente aos descendentes da população escravizada.

Entre as propostas debatidas estão a criação de fundos de memória, investimentos em políticas públicas, preservação documental e programas coletivos de reparação social.

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Alckmin diz que veto a carnes deve ‘se equacionar’ e defende padrão sanitário brasileiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 11:44

Política Alckmin diz que veto a carnes deve 'se equacionar' e defende padrão sanitário brasileiro Medida foi anunciada nesta terça (12) e está ligada às exigências sanitárias da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Declaração do vice-presidente foi dada durante o 4 º Congresso Abramilho, em Brasília. Por Kellen Barreto, Mariana Laboissière, g1 — Brasília

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (13) o padrão sanitário do Brasil e afirmou acreditar que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia deve se "equacionar".

A fala de Alckmin ocorreu durante o 4 º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília.

Alckmin ressaltou os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês), Suíça, Noruega, e Islândia e com a União Europeia (UE).

A decisão da União Europeia de barrar a importação de carne bovina brasileira abriu uma nova frente de tensão entre o bloco europeu e o agronegócio brasileiro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu nesta quarta-feira (13) o padrão sanitário do Brasil e afirmou acreditar que o veto à importação de carne brasileira pela União Europeia (UE) deve "se equacionar".

O veto foi anunciado nesta terça (12) e está ligado às exigências sanitárias da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

A fala de Alckmin ocorreu durante o 4 º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), em Brasília.

"Tivemos, com os Estados Unidos, o tarifaço, mas está bem equacionado, bem encaminhado e temos ainda a seção 301 [investigação comercial dos EUA] que nos preocupa, mas, nesses 30 dias agora, vão ter reuniões importantes entre os representantes do Brasil e dos EUA", afirmou.

Alckmin ressaltou os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês), Suíça, Noruega, e Islândia e com a União Europeia (UE).

RELEMBRE: Governo recebe com 'surpresa' veto a carnes brasileiras pela UE e tentará reverter decisão

"Estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado e, claro, que tinha uma resistência na União Europeia e, principalmente, um receio do acordo com a questão do agro", mencionou.

Alckmin ponderou, contudo, que o pacto está "bem formatado" com salvaguardas para os dois lados.

"Entrou em vigência provisória a partir de 1º de maio e acho que essa questão vai se equacionar. Até como colocou bem o ministro André de Paula, nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal, como proteína vegetal", prosseguiu.

A decisão da União Europeia de barrar a importação de carne bovina brasileira abriu uma nova frente de tensão entre o bloco europeu e o agronegócio brasileiro.

Segundo autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes sobre o controle de substâncias utilizadas na criação animal.

Dessa forma, UE publicou uma atualização da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil.

➡️ A lista define quais países cumprem as normas sanitárias do bloco e poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

O governo brasileiro, porém, rebateu a avaliação e afirmou que o país adota padrões sanitários reconhecidos internacionalmente.

Em resposta, o governo afirmou ter recebido a decisão “com surpresa” e informou que pretende atuar diplomaticamente para tentar reverter o veto antes da entrada em vigor das restrições, prevista para 3 de setembro.

A medida atinge também produtos como por exemplo, carne de frango, ovos, mel e pescados, mas a principal preocupação está na carne bovina por ser um dos itens de maior valor agregado exportados pelo Brasil.

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Taxa das blusinhas: veja quanto cada estado cobra em ICMS na importação; alíquotas variam de 17% a 20%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9170,44%Dólar TurismoR$ 5,1080,32%Euro ComercialR$ 5,7560,16%Euro TurismoR$ 5,9940,09%B3Ibovespa180.270 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,9170,44%Dólar TurismoR$ 5,1080,32%Euro ComercialR$ 5,7560,16%Euro TurismoR$ 5,9940,09%B3Ibovespa180.270 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,9170,44%Dólar TurismoR$ 5,1080,32%Euro ComercialR$ 5,7560,16%Euro TurismoR$ 5,9940,09%B3Ibovespa180.270 pts-0,04%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (12) a revogação da chamada "taxa das blusinhas", ou seja, da cobrança de 20% em imposto de importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50. A medida acontece a cinco meses das eleições de 2026.

Apesar do fim da cobrança do imposto de importação do governo federal, os estados seguem taxando as importações de pequeno valor por meio do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com uma alíquota que varia de 17% a 20%.

Isso quer dizer que somente parte da taxação, aquela relativa à União, foi revogada, permanecendo em vigor a tributação imposta pelos estados. Como as alíquotas são diferentes, a taxação varia de estado para estado.

Em dez unidades da federação, a taxação foi elevada de 17% para 20% há pouco mais de um ano, em abril de 2025. A decisão havia sido tomada em dezembro de 2024, pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz), mas passou a valer em abril.

"Essa mudança [aumento de alíquota] reforça o compromisso dos estados com o desenvolvimento da indústria e do comércio nacional, promovendo uma tributação mais justa e contribuindo para a proteção do mercado interno frente aos desafios de um cenário globalizado", afirmou o comitê, no fim de 2024.

Em 2024, os estados chegaram a avaliar um aumento do ICMS para 25% em todo o país – mas a decisão acabou sendo adiada.

Segundo os governos estaduais, o aumento na tributação visava garantir "isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil".

Alíquota cobrada por cada estado na importação de produtos de baixo valor — Foto: Reprodução de site do Comsefaz

Estados seguem taxando as importações de pequeno valor por meio do ICMS — Foto: Getty Images via BBC

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Trump e Xi avaliam cortes de tarifas sobre US$30 bilhões de importações de EUA e China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9170,44%Dólar TurismoR$ 5,1080,32%Euro ComercialR$ 5,7560,16%Euro TurismoR$ 5,9940,09%B3Ibovespa180.270 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,9170,44%Dólar TurismoR$ 5,1080,32%Euro ComercialR$ 5,7560,16%Euro TurismoR$ 5,9940,09%B3Ibovespa180.270 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 4,9170,44%Dólar TurismoR$ 5,1080,32%Euro ComercialR$ 5,7560,16%Euro TurismoR$ 5,9940,09%B3Ibovespa180.270 pts-0,04%Oferecido por

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 11 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Os Estados Unidos e a China devem avançar nesta semana, ainda que lentamente, rumo a um mecanismo de comércio administrado para bens não sensíveis, com cada lado identificando cerca de US$30 bilhões em produtos sobre os quais poderiam reduzir tarifas e vender um ao outro, sem ultrapassar limites de segurança nacional.

O chamado "Conselho de Comércio" foi abordado pela primeira vez pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em março, como um acordo fundamental a ser entregue na cúpula desta semana entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

Os contornos do plano permanecem vagos, mas uma mudança importante em relação aos diálogos anteriores está clara: Washington não está mais exigindo que Pequim mude seu modelo econômico orientado pelo Estado e pela exportação para se tornar mais parecido com o modelo dos EUA, orientado pelo mercado e pelo consumidor.

Em vez disso, o esforço está concentrado em metas comerciais numéricas em setores não estratégicos, mantendo tarifas amplas e controles de exportação sobre tecnologias sensíveis à segurança nacional.

"Não se trata de uma situação em que vamos fazer com que a China mude sua forma de governar, de administrar sua economia", disse Greer à Fox Business Network na semana passada. "Tudo isso está embutido no sistema deles, mas acho que existe um mundo em que descobrimos onde podemos otimizar o comércio entre a China e os Estados Unidos para obter mais equilíbrio."

Ele comparou o mecanismo a um "adaptador" de tomada que pode ajudar a conectar dois sistemas econômicos incompatíveis.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, reuniram-se na quarta-feira por três horas em Incheon, na Coreia do Sul, para estabelecer as bases finais das propostas econômicas que Trump e Xi discutirão em Pequim. Mas as duas principais autoridades econômicas não emitiram nenhuma declaração sobre a reunião preliminar.

Quatro pessoas familiarizadas com os objetivos do governo Trump disseram que esperavam um acordo de redução de barreiras comerciais de US$30 bilhões por US$30 bilhões para lançar o novo mecanismo. Mas não está claro se algum produto específico será definido por Trump e Xi, ou se isso será alcançado em reuniões posteriores.

Ex-negociadora do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, Wendy Cutler, que dirige o Asia Society Policy Center em Washington, disse que ambos os lados "estão se unindo" em torno de uma cesta de mercadorias de US$30 bilhões a US$50 bilhões para redução de tarifas ou outras barreiras.

"A cesta não sensível é agora uma parte muito pequena de nosso comércio geral com a China. Portanto, talvez esse Conselho de Comércio comece com isso" e se expanda no futuro, disse Cutler em um fórum virtual da Asia Society na terça-feira.

O comércio bidirecional de mercadorias entre os EUA e a China diminuiu 29%, passando de US$582 bilhões em 2024 para US$415 bilhões, com o déficit comercial norte-americano caindo quase 32%, para US$202 bilhões em 2025, o menor valor em duas décadas, de acordo com dados do Departamento do Censo dos EUA.

O escritório do Representante Comercial dos EUA e o Tesouro norte-americano não quiseram comentar mais sobre o mecanismo proposto antes da cúpula em Pequim.

A China evitou usar o apelido de Conselho de Comércio e disse em março que os dois lados haviam "concordado em explorar o estabelecimento de mecanismos de trabalho para expandir a cooperação econômica e comercial", sem mais detalhes.

Com o objetivo dos EUA de aumentar as vendas de energia e produtos agrícolas para a China, as tarifas de Pequim sobre essas commodities são uma possibilidade.

A China mantém uma tarifa geral extra de 10% sobre todas as importações dos EUA, igualando a atual tarifa temporária de 10% dos norte-americanos sobre os produtos chineses.

Além dessa tarifa e das taxas pré-existentes de "nação mais favorecida", Pequim impõe tarifas retaliatórias sobre as importações dos EUA de 10% sobre o petróleo bruto, 15% sobre o gás natural liquefeito, 15% sobre o carvão e até 55% sobre a carne bovina.

Os EUA mantêm tarifas de 7,5% sobre uma série de produtos de consumo chineses impostos em 2019, no auge da guerra comercial com a China no primeiro mandato de Trump. Isso inclui televisores de tela plana, dispositivos de memória flash, alto-falantes inteligentes, fones de ouvido Bluetooth, roupas de cama e impressoras multifuncionais, além de vários tipos de calçados. A tarifa global temporária de 10% dos EUA, prevista para expirar em julho, se soma a essas taxas.

Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

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Fim da taxa das blusinhas opõe varejo nacional e importadores; veja argumentos a favor e contra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9300,7%Dólar TurismoR$ 5,1120,4%Euro ComercialR$ 5,7730,43%Euro TurismoR$ 5,9990,17%B3Ibovespa179.735 pts-0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,9300,7%Dólar TurismoR$ 5,1120,4%Euro ComercialR$ 5,7730,43%Euro TurismoR$ 5,9990,17%B3Ibovespa179.735 pts-0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,9300,7%Dólar TurismoR$ 5,1120,4%Euro ComercialR$ 5,7730,43%Euro TurismoR$ 5,9990,17%B3Ibovespa179.735 pts-0,34%Oferecido por

A revogação da chamada "taxa das blusinhas" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nova frente de batalha entre os representantes do varejo nacional e os importadores.

Anunciada nesta semana, em um ano eleitoral, a medida elimina a cobrança de 20% em imposto de importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50 que havia sido instituída em agosto de 2024, mas mantém o programa Remessa Conforme — que regularizou a compra desses produtos no exterior.

Apesar do fim do imposto de importação, os estados mantiveram sua tributação, por meio do ICMS, também em 20%, com validade em abril do ano passado. Essa cobrança se mantém.

🔎Iniciada em 2024 e encerrada neste ano, a taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️Controversa, a "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais.

➡️Críticos argumentavam que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo.

Diante do novo capítulo sobre a taxa das blusinhas, o g1 foi atrás dos argumentos dos varejistas nacionais, defensores da medida, e dos importadores — que lutavam pelo fim da cobrança.

➡️A revogação da taxa foi feita por meio de Medida Provisória, que tem força de lei. Entretanto, terá de ser confirmada posteriormente pelo Congresso Nacional, onde todos posicionamentos, a favor e contra, serão novamente mencionados.

No início do mês passado, quando rumores de que o governo iria revogar a taxa das blusinhas já circulavam pelos corredores do poder em Brasília, representantes dos setores produtivo, do comércio e varejistas divulgaram um manifesto cobrando a manutenção da taxa das blusinhas.

Assinado por 53 entidades, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) e centrais sindicais, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT), o manifesto aponta que a taxação é mais alta no Brasil, favorecendo produtores estrangeiros.

"As plataformas estrangeiras operam com carga de cerca de 45%, aproximadamente metade dos 90% incidentes sobre o varejo e a indústria nacionais. Ainda assim, os avanços recentes, apoiados por diferentes correntes políticas, devem ser preservados [com a manutenção da taxa das blusinhas]", diz o manifesto do setor produtivo.

➡️Considerando o período entre agosto de 2024 e o final do primeiro semestre de 2025, ao menos quatro segmentos do comércio, como têxtil e calçados, eletroeletrônicos, móveis e eletrodomésticos, além de material de construção e artigos de uso pessoal e doméstico, passaram de cenários de retração ou baixo crescimento para expansão real, já descontada a inflação.

➡️Houve significativa geração de empregos. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Comércio criou, desde 2023, quando foi lançado o Remessa Conforme, até dezembro de 2025, 860 mil novos empregos diretos e outros 1,5 milhão de novas vagas na cadeia produtiva.

"Já na indústria, no mesmo período, foram criados 578 mil novos empregos diretos e outros milhares de indiretos. Indústria e varejo contribuíram, assim, para que o Brasil atingisse o menor desemprego da sua história: 5,1%, ao final de 2025", acrescenta.

➡️Aumento de investimentos. A previsão, antes do fim da taxa das blusinhas, era de que apenas o Comércio investisse neste ano R$ 100 bilhões no Brasil.

"Este investimento estaria ameaçado caso houvesse um retrocesso nos passos já dados rumo à isonomia tributária".

➡️Para os varejistas nacionais, o consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional.

"O fortalecimento da produção local ampliou a oferta de produtos com qualidade assegurada, assistência técnica e conformidade com normas nacionais de segurança, trabalho, meio ambiente e saúde, o que não ocorre com parte relevante dos itens vendidos por plataformas estrangeiras".

➡️Foi registrado forte incremento da arrecadação de impostos, com recorde de R$ 5 bilhões arrecadados em 2025 e novo crescimento nos quatro primeiros meses deste ano, além de valor semelhante para os estados no ano passado.

"Considerada a inevitável perda de vendas da indústria e do varejo com uma eventual revogação da medida de isonomia tributária, a redução total da arrecadação federal atingiria perto de R$ 42 bilhões anuais".

"Não à toa, em 2025, vários países seguiram o exemplo brasileiro e passaram a cobrar impostos sobre os produtos exportados por esses gigantes bilionários do e-commerce. O exemplo maior são os EUA, mas o mesmo ocorreu na América Latina (Equador, México, Uruguai), Europa (Turquia) e mesmo na Ásia (Índia, Indonésia)", diz o manifesto.

"Na mesma linha, a União Europeia, que em 2021 acabou com a isenção do IVA para encomendas de até 22 euros, começa em junho a cobrar imposto de importação sobre produtos de até 150 euros", prossegue.

➡️A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) defende que a Presidência do Congresso devolva a Medida Provisória do governo que isenta de impostos o "e-commerce" internacional. Argumenta que a medida, se mantida, gera uma concorrência desleal que destrói empregos no Brasil e sabota a economia nacional.

De acordo com estudo da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, divulgou estudo, no fim de abril, no qual diz que a taxa das blusinhas não impacta empregos e renda.

De autoria da consultoria Global Intelligence and Analytics, de Lucas Ferraz, ex-secretário de Comércio Exterior no governo Bolsonaro, o documento diz que a implementação da chamada “taxa das blusinhas” resultou em aumento de preços ao consumidor no varejo nacional, sem contrapartidas claras em geração de emprego e renda.

"A medida reduziu a demanda por produtos importados de menor valor no e-commerce internacional, com impacto negativo especialmente sobre o consumo das classes de menor renda (…) Os efeitos observados indicam que os benefícios da medida foram absorvidos principalmente pelas empresas do varejo nacional por meio do aumento de preços em bens de consumo", acrescenta o estudo, divulgado pela Amobitec.

➡️Os produtos do varejo nacional com maiores aumentos de preços em um ano da tarifa foram: cosméticos (17%), bijuterias (16%), papelaria (13%), calçados (9%) e vestuário (7,1%).

"Os valores majorados pressionaram a inflação de 5,23% divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no período", diz o estudo.

➡️Mesmo após a implementação da “taxa das blusinhas”, tanto o nível de emprego quanto o nível salarial evoluíram da mesma forma no varejo nacional, seja para setores que foram protegidos pela nova taxação ou não, sugerindo que a taxa, por si, não foi fator de estímulo específico para os setores protegidos.

➡️A partir da implementação da taxa das blusinhas, a demanda com origem no Brasil por esses produtos no e-commerce internacional registrou queda média de 19,4% até julho de 2025, segundo o estudo.

"Os consumidores mais afetados foram aqueles das classes de menor renda — D e E, com renda mensal de até R$ 3,5 mil, e C, com até R$ 10,8 mil — que representam 67,5% do público total", diz o documento.

➡️O acesso restrito a produtos mais baratos e o aumento da inflação implicam diretamente na redução do poder de compra, afetam especialmente a população de baixa renda e ampliam as desigualdades sociais.

➡️Segundo o economista Lucas Ferraz, que coordenou o estudo, o sucesso da importação via e-commerce deve-se à ampliação das possibilidades de consumo, a preços mais acessíveis, para milhões de brasileiros, sobretudo os mais pobres.

"A democratização do acesso aos produtos favorece a competitividade, a bancarização e a modernização do varejo. A análise dos dados sugere que não houve repasse dos ganhos da proteção comercial aos trabalhadores atingidos pela medida, uma vez que não houve contrapartida em termos de aumento de salários e empregos nos setores protegidos pela 'taxa das blusinhas'. Por outro lado, os dados sugerem que houve aumento dos preços e diminuição dos volumes importados, e da concorrência, nestes mesmos setores, com provável aumento das margens de lucro e queda de bem-estar concentrada nas classes sociais mais pobres do país', avaliou Lucas Ferraz.

➡️As empresas associadas à Amobitec reiteram a importância e apoio ao Programa Remessa Conforme do governo brasileiro e colocam-se à disposição do Poder Legislativo para seguir dialogando e demonstrando os impactos negativos proporcionados pela “taxa das blusinhas”.

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Dona da Tok&Stok e da Mobly troca comando da empresa um dia após pedir recuperação judicial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 10:46

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O Grupo Toky anunciou nesta quarta-feira (13) reestruturação de sua diretoria executiva, incluindo a troca do presidente-executivo, um dia após a controladora das empresas de varejo de casa e decoração Mobly e Tok&Stok pedir recuperação judicial.

Segundo o comunicado divulgado pelo grupo, André Ferreira Peixoto assumirá o cargo de presidente-executivo no lugar de Victor Pereira Noda.

Fabio Ferrante será o novo diretor financeiro e de relações com investidores, substituindo Marcelo Rodrigues Marques, enquanto Daniel Passos de Melo ocupará a diretoria de operações e sistemas logísticos no lugar de Mário Fernandes Filho.

Noda, Marques e Fernandes Filho, fundadores da companhia, permanecerão no conselho de administração do grupo e da Estok Comércio e Representações S.A.

"A transição ora comunicada não acarreta qualquer alteração significativa na estratégia de longo prazo, nos compromissos assumidos perante os acionistas e o mercado, ou na condução dos negócios da companhia", afirmou o grupo.

A holding divulgou na nesta terça-feira (12) que entrou com pedido de recuperação judicial, citando dívida superior a R$1 bilhão.

🔎 Recuperação judicial é um processo em que uma empresa com dificuldades financeiras pede proteção à Justiça para renegociar dívidas e evitar a falência, enquanto continua funcionando normalmente.

Segundo a empresa, a decisão foi tomada após dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito.

O Grupo Toky também disse que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas que o endividamento continuou crescendo.

"Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando", afirmou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A companhia afirmou que o objetivo do pedido é preservar as operações, manter os serviços e criar condições para renegociar as obrigações financeiras.

Ainda na segunda-feira (11), antes do anúncio de recuperação judicial, o grupo informou que quatro fundos da gestora SPX Capital estão em fase avançada de negociações para vender toda a participação que possuem na empresa, incluindo ações e bônus de subscrição.

O Grupo Toky foi criado em 2024 após a união entre a Mobly e a Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor de móveis e decoração no Brasil.

A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais.

A Mobly foi fundada em 2011 por Victor Pereira Noda, Marcelo Rodrigues Marques e Mário Carlos Fernandes Filho, com foco em vendas online de móveis e itens de decoração.

A empresa recebeu investimentos da Rocket Internet e expandiu sua atuação para lojas físicas, contando atualmente com 11 unidades entre megastores, outlets e lojas compactas.

Já a Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule. A marca ganhou espaço no mercado brasileiro ao apostar em móveis modernos, modulares e acessíveis, acompanhando o crescimento da classe média urbana e do mercado de apartamentos no país.

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