RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Americanas tem prejuízo de R$ 329 milhões no primeiro trimestre, queda de 33,7%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 22:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

A Americanas teve prejuízo líquido de R$ 329 milhões nos primeiros três meses do ano, uma queda de 33,7% em relação às perdas de R$ 496 milhões registradas no primeiro trimestre de 2025.

O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, ficou positivo em R$ 15 milhões, ante resultado negativo de R$ 26 milhões no primeiro trimestre do ano anterior.

Fachada das lojas Americanas Express na Avenida Paulista, zona sul da capital — Foto: Itaci Batista/Estadão Conteúdo/Arquivo

A Americanas teve prejuízo líquido de R$ 329 milhões nos primeiros três meses do ano, uma queda de 33,7% em relação às perdas de R$ 496 milhões registradas no primeiro trimestre de 2025, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (13).

O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, ficou positivo em R$ 15 milhões, ante resultado negativo de R$ 26 milhões no primeiro trimestre do ano anterior.

"O resultado do trimestre foi mais positivo que o esperado para o segmento digital. Nas lojas físicas, as vendas por metro quadrado cresceram 11%, bastante forte. Nossa estratégia de remodelação está ajudando o crescimento", disse o presidente-executivo da companhia, Fernando Dias Soares, em entrevista a Reuters.

As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram 22% no primeiro trimestre. O resultado foi impulsionado por eventos sazonais, como a Páscoa, que teve alta de 8,8% em relação a 2025, além das campanhas de Volta às Aulas e "Eletro da Semana".

"Maio segue com crescimento forte", disse o presidente da Americanas, comentando o desempenho observado neste mês.

A varejista afirma que possui atualmente 1.148 lojas e cerca de 40 milhões de clientes ativos, além de registrar, em média, 92 milhões de visitas mensais em lojas físicas, no site e no aplicativo.

A Americanas segue com o processo de venda da rede de hortifrutis Natural da Terra, porém sem evoluções. Os executivos dizem buscar o melhor cenário para a venda do ativo.

"Nesse momento nada evoluiu. É mais por uma questão comercial, mas queremos maximizar o valor do ativo. Temos conversas avançadas, não vamos vender a qualquer custo", disse o diretor financeiro, Sebastien Durchon.

Apesar disso, a companhia também anunciou nesta quarta-feira que assinou com o Oba Hortifruti a venda de 10 lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra, localizadas no Estado de São Paulo, no valor de R$ 69,3 milhões.

"Estamos negociando a venda de imóveis também. Ainda temos propriedade de lojas e até prédios inteiros. Uma parte dever ser vendida ainda neste ano", disse Durchon.

Em fevereiro, a empresa informou que recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com valor total estimado entre R$346 milhões e R$468 milhões, que não se encontram listados no plano de recuperação judicial como ativos para desinvestimento.

"Fizemos pedido no final de março. Agora tem o trâmite burocrático. Já avançamos desde março, com parecer favorável do Ministério Público. Agora está nas mãos da juíza. Os advogados acreditam que a saída efetiva seja no terceiro trimestre deste ano", disse Durchon.

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Banco do Brasil corta previsão de lucro para 2026 após queda de mais de 50% no 1º trimestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 22:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

O Banco do Brasil reduziu nesta terça-feira (13) sua projeção de lucro para 2026 para um intervalo entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, após registrar queda de mais de 50% no lucro líquido ajustado do primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2025.

O banco teve lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões entre janeiro e março, queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025, segundo balanço apresentado também nesta terça-feira. Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 3,495 bilhões. Na comparação com o trimestre anterior, o resultado recuou 40,2%.

O BB também elevou sua projeção para o custo de crédito em 2026, agora estimado entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões. Nos primeiros três meses do ano, esse indicador somou quase R$ 18,9 bilhões, alta de 85,8% na comparação anual e de 5% frente ao trimestre anterior.

A presidente-executiva do banco, Tarciana Medeiros, afirmou que o resultado reflete um cenário mais desafiador para o crédito, com maior pressão principalmente na carteira do agronegócio.

Ao fim de março, a carteira de crédito expandida do banco estatal somava R$ 1,3 trilhão, alta de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,7% frente ao fim de dezembro. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,05%, ante 3,63% um ano antes e 5,17% em dezembro de 2025.

A carteira do crédito rural, que somou R$ 418,4 bilhões, alta de 3% ano a ano e no trimestre, registrou um índice de inadimplência acima de 90 dias de 6,22%, de 2,76% um ano antes e 6,09% nos últimos três meses de 2025. O destaque ficou para a linha de custeio, com esse índice em 10,56%.

Principal financiador do agronegócio no país, o BB tem visto seu resultado pressionado desde o ano passado pelo setor e recentemente sinalizou que os primeiros meses do ano ainda mostrariam números pressionados.

“Entre as medidas para enfrentar o ciclo de agravamento da inadimplência do agronegócio, ampliamos e evoluímos no uso de garantias por alienação fiduciária e revisamos as esteiras de cobranças", disse Medeiros em nota à imprensa após a divulgação do balanço.

Segundo a executiva, "nos primeiros meses de 2026, já dobramos o número de judicializações realizadas durante todo o ano passado. Isso reflete o nosso direcionamento de buscar a recuperação dos nossos ativos”.

Em pessoa física, a carteira de crédito expandida cresceu 1,4% no trimestre e 7,7% em 12 meses, para R$ 361,8 bilhões, com o banco citando entre os principais apoios o desempenho do crédito consignado, influenciado pelo aumento nas operações do "Crédito ao Trabalhador". A inadimplência da pessoa física acima de 90 dias ficou em 6,82%, de 5,10% um ano antes e 6,56% em dezembro de 2025.

O portfólio de crédito expandido da pessoa jurídica somou R$ 449 bilhões, quedas de 2,4% no ano e de 1,3% no trimestre, afetada pela carteira de micro, pequenas e médias empresas, que registrou contração de 10% em 12 meses e de 3,3% na comparação com o final do ano passado.

A carteira expandida de grandes empresas registrou queda de 1,9% na base anual e de 1,5% no trimestre. O índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou março em 2,87%, de 3,71% um ano antes e 3,75% no final de 2025.

A margem financeira bruta do BB atingiu R$27,4 bilhões nos primeiros três meses de 2026, alta de 14,8% ano a ano, em meio ao avanço das receitas financeiras (+12,3%).

Na base trimestral, porém, caiu 1,3%, segundo o banco, "em linha com a sazonalidade do período, influenciada principalmente, pela redução das despesas de captação, em função de menores volumes de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e pelo efeito calendário (3 dias úteis a menos).

Para o ano, o BB revisou sua expectativa de crescimento da margem bruta para 7% a 11%, de expansão entre 4% e 8%, anteriormente.

Medeiros destacou que a evolução da margem financeira é fruto do crescimento do crédito, especialmente nas linhas de melhor risco versus retorno, com um mix concentrado na pessoa física em crédito consignado e consignado privado. A executiva também destacou que as despesas seguem sob controle, "sem comprometer nossos investimentos em tecnologia e nas pessoas”.

No primeiro trimestre, as receitas de prestação de serviços cresceram 5,5% ano a ano, mas ficaram praticamente estáveis na base trimestral (-0,2%), em R$ 8,8 bilhões. As despesas administrativas também avançaram, 5,5% ano a ano e 1,3% no trimestre, para R$10 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do BB, por sua vez, ficou em 7,3%, de 16,7% um ano antes e 12,4% nos últimos três meses de 2025, mas ligeiramente acima das previsões compiladas pela LSEG, que apontavam 6,98%. 

O BB terminou o trimestre com índice de Basileia de 14,23%, sendo o índice de capital principal de 11,59%. O índice de eficiência ficou em 28%, de 26,5% um ano antes. 

Ao final de março, o total de ativos do banco somava R$ 2,6 trilhões e o BB tinha 3.942 agências, de 3.955 no final de dezembro e 3.997 no mesmo período de 2025.

O BB também divulgou nesta quarta-feira que aprovou a distribuição de R$ 465,7 milhões em remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), montante relativo ao primeiro trimestre de 2026. Os valores serão pagos em 11 de junho, tendo como base a posição acionária de 1º de junho.

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Senado dos EUA aprova Kevin Warsh como presidente do banco central americano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 21:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,0082,31%Dólar TurismoR$ 5,2082,3%Euro ComercialR$ 5,8652,05%Euro TurismoR$ 6,1092,01%B3Ibovespa177.098 pts-1,8%Oferecido por

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação de Kevin Warsh para o cargo de presidente do Federal Reserve.

O advogado e financista de 56 anos assumirá o comando no comando do banco central dos EUA, que enfrenta uma alta da inflação, o que pode dificultar cortes nas taxas de juros defendidos por Donald Trump.

A votação ficou em 54 a 45 e ficou marcada como a confirmação mais partidária da história para um presidente do Fed no Senado dos EUA.

Sua posse para o mandato de quatro anos no comando do Fed e para um mandato simultâneo de 14 anos como diretor do Fed, aprovado pelo Senado na terça-feira (12), aguarda as assinaturas finais da Casa Branca na documentação enviada pelo Senado.

Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve, em foto de 21 de abril de 2026 — Foto: Reuters/Kevin Lamarque

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação de Kevin Warsh para o cargo de presidente do Federal Reserve.

O advogado e financista de 56 anos assumirá o comando no comando do banco central dos EUA, que enfrenta uma alta da inflação, o que pode dificultar cortes nas taxas de juros defendidos por Donald Trump.

A votação ficou em 54 a 45 e ficou marcada como a confirmação mais partidária da história para um presidente do Fed no Senado dos EUA. Apenas um democrata, John Fetterman, votou com a maioria republicana.

Sua posse para o mandato de quatro anos no comando do Fed e para um mandato simultâneo de 14 anos como diretor do Fed, aprovado pelo Senado na terça-feira (12), aguarda as assinaturas finais da Casa Branca na documentação enviada pelo Senado. 

Trump está na China para reuniões com o presidente Xi Jinping e "pretende assinar a documentação o mais rápido possível para restaurar a confiança na tomada de decisões do Fed", disse uma autoridade da Casa Branca.

Warsh assumirá no lugar do atual presidente do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira (15). Powel permanecerá como diretor do banco central americano, enquanto Stephen Miran, atualmente o maior defensor dos cortes nas taxas de juros americanas, dará lugar a Warsh.

Com expectativa de presidir a próxima reunião do Fed, em 16 e 17 de junho, Warsh se junta ao banco central num momento em que os formuladores de políticas estão envolvidos em um debate vigoroso sobre a direção das taxas de juros.

Algumas autoridades estão preocupadas com o fato de a inflação estar se expandindo, mesmo além do impacto das tarifas do governo Trump e do aumento dos preços do petróleo decorrente da guerra do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 12 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

Um índice de preços ao produtor, componente-chave da inflação geral, aumentou 6% em abril em relação ao ano anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira.

Esse é o ritmo mais rápido desde dezembro de 2022, quando o Fed lutava contra um aumento recorde de 40 anos nos preços com aumentos acentuados das taxas.

Os analistas projetam um aumento de 3,8% no índice de inflação PCE em abril, afastando-se ainda mais da meta do Fed de 2%.

A votação apertada sobre Warsh marca um desafio para o Fed, cujos líderes costumam ser aprovados em votações simbólicas ou com amplo apoio bipartidário.

Até então, a votação mais partidária sobre um presidente do banco central americano tinha acontecido em 2014, quando Janet Yellen foi aprovada com 56 votos favoráveis e 26 contrários. Na ocasião, 11 republicanos se juntaram à maioria democrata.

Trump tem instigado o banco central a reduzir as taxas de juros e empreendeu o que Powell chama de uma "série de ataques legais" sobre o banco central.

Isso inclui uma tentativa de demitir a diretora do Fed Lisa Cook em 2025. O Departamento de Justiça de Trump também lançou uma investigação criminal contra Powell, que foi abandonada por enquanto, mas deixou a porta aberta para ser retomada.

Foram esses ataques que levaram alguns senadores democratas a votar "não", apesar de acharem que Warsh era qualificado para o cargo.

"Tenho sérias preocupações sobre se ele conseguirá permanecer totalmente independente diante da pressão política da Casa Branca", disse Mark Warner, um desses senadores.

"Espero que, como presidente, ele prove que essas preocupações são infundadas e demonstre claramente que defenderá a independência do Fed, seguirá os dados e colocará a estabilidade de longo prazo da economia americana acima dos caprichos deste ou de qualquer outro presidente", continuou.

A decisão de Powell de contrariar a tradição e continuar no Fed além de seu mandato de presidente, pelo menos até que a investigação do Departamento de Justiça seja definitivamente encerrada, foi motivada pelo desejo de que o órgão siga capaz de definir taxas de juros sem pressões políticas.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, que se juntou a Trump ao criticar o Fed de Powell, deu as suas boas-vindas à liderança de Warsh "em uma instituição que precisa de responsabilidade, orientação política sólida e um senso renovado de propósito para ajudar a guiar nossa economia".

Ainda assim, ele disse aos senadores em sua audiência de confirmação no mês passado que não havia feito nenhuma promessa em relação às taxas, embora tenha prometido fazer grandes mudanças, incluindo mais cooperação com o governo na política não monetária.

Warsh não é estranho à discórdia dentro do Fed. Ele foi diretor do Fed no mandato de Ben Bernanke como presidente do órgão e, na ocasião, expressou reservas sobre política, embora tenha deixado a diretoria em 2011 antes de proferir qualquer voto dissidente.

Em sua audiência de confirmação, ele disse aos senadores que vê com bons olhos uma "briga de família" no Fed, à medida que os formuladores de políticas elaboram a resposta correta da política monetária às condições econômicas.

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Samsung não chega a acordo salarial com sindicato na Coreia do Sul; governo tenta evitar greve

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 17:45

Tecnologia Samsung não chega a acordo salarial com sindicato na Coreia do Sul; governo tenta evitar greve Segundo sindicato, mais de 50 mil trabalhadores podem entrar em greve a partir de 21 de maio. Interrupção pode atrasar entregar e aumentar ainda mais os preços de semicondutores. Por Reuters

A Samsung Electronics e o sindicato que representa seus funcionários na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial em uma negociação nesta quarta-feira (13).

A indefinição aumenta o risco de uma greve que ameaça a produção de chips e a economia sul-coreana, que depende da exportação.

O impasse ocorre após uma maratona de negociações mediadas pelo governo na segunda (11) e na terça-feira (12).

Funcionários da Samsung reclamam por terem recebido bônus menor do que o pago por concorrente e planejam greve a partir de 21 de maio.

A Samsung Electronics e o sindicato que representa seus funcionários na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial em uma negociação realizada nesta quarta-feira (13).

A indefinição aumenta o risco de uma greve que ameaça não apenas a produção de chips e a posição da gigante dos semicondutores, mas também a economia sul-coreana, que depende da exportação.

O impasse ocorre após uma maratona de negociações mediadas pelo governo na segunda (11) e na terça-feira (12).

Funcionários da Samsung reclamam por terem recebido bônus menor do que a SK Hynix, concorrente na fabricação de semicondutores, e planejam greve de 18 dias a partir de 21 de maio caso as suas reivindicações não sejam atendidas.

Mais de 50 mil trabalhadores podem entrar em greve, segundo alerta do sindicato. A interrupção pode atrasar entregas, aumentar ainda mais os preços de semicondutores e beneficiar concorrentes.

O representante sindical Choi Seung-ho afirmou que a Samsung rejeitou a demanda por mudanças no sistema de remuneração, que inclui a eliminação de um teto para o bônus.

Segundo ele, o sindicato não tem planos de retomar negociações antes da data da greve, mas avaliaria "uma proposta adequada" caso ela seja apresentada pela empresa.

A Samsung lamentou o fracasso das negociações e disse que vai manter um "diálogo sincero" com o sindicato para evitar o que classificou como "pior cenário possível".

O governo sul-coreano convocou uma reunião de emergência como ministros relacionados ao tema. O primeiro-ministro Kim Min-seok instruiu o governo a gerenciar a situação de perto "considerando a gravidade do impacto sobre a economia nacional".

Ele também pediu "apoio proativo para garantir que o diálogo entre o sindicato e a administração possa continuar, para que isso não leve a uma greve em nenhuma circunstância".

A Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, que atuou como mediadora, afirmou ter apresentado alternativas, mas decidiu encerrar as discussões "devido à grande divergência entre as posições de ambas as partes e ao pedido do sindicato para suspender as negociações".

A economia tem se tornado cada vez mais dependente das crescentes exportações de chips. Os semicondutores foram responsáveis por 37% das exportações do país em abril, acima dos 20% registrados no ano anterior, de acordo com dados do governo.

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Estudantes que aderirem ao Desenrola Fies ficarão proibidos de fazer apostas online, diz Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 16:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9972,06%Dólar TurismoR$ 5,2012,16%Euro ComercialR$ 5,8511,8%Euro TurismoR$ 6,1041,92%B3Ibovespa177.435 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,9972,06%Dólar TurismoR$ 5,2012,16%Euro ComercialR$ 5,8511,8%Euro TurismoR$ 6,1041,92%B3Ibovespa177.435 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,9972,06%Dólar TurismoR$ 5,2012,16%Euro ComercialR$ 5,8511,8%Euro TurismoR$ 6,1041,92%B3Ibovespa177.435 pts-1,61%Oferecido por

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (13) que estudantes que aderirem ao programa de renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Desenrola Fies, ficarão proibidos de fazer apostas online, nas chamadas bets.

A partir desta quarta, estudantes com dívidas do Fies passaram a poder renegociar o que devem. A renegociação, no âmbito da nova versão do Desenrola lançada pelo governo, deverá ser feita nos canais de atendimento da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil.

Ceron falou sobre a restrição para apostas online durante entrevista de anúncio de uma medida para conter aumento do preço da gasolina e do diesel.

A expectativa do Ministério da Educação é que mais de 1 milhão de estudantes renegociem suas dívidas.

podem participar estudantes com contratos firmados até 2017;os contratos precisam estar em fase de amortização (com pagamentos iniciados) em 4 de maio de 2026; ea negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.

nos contratos com atraso entre 90 e 360 dias, será possível obter desconto de 100% dos juros e das multas e uma redução adicional de 12% sobre o valor principal da dívida nos pagamentos à vista, ou desconto de 100% dos encargos (juros e multas) nos pagamentos parcelados em até 150 vezes;para dívidas com atraso superior a 360 dias, estudantes que não estão inscritos no CadÚnico poderão conseguir desconto de até 77% do valor total da dívida, os que estão inscritos no CadÚnico poderão ter desconto de até 99%. Nos dois casos, será preciso liquidar integralmente o saldo devedor;os estudantes com os contratos em dia ou com atrasos de até 90 dias poderão ter desconto de 12% do valor consolidado da dívida nos pagamentos à vista.

Ainda segundo as regras do programa, o não pagamento de três parcelas consecutivas ou de cinco alternadas da dívida renegociada resultará na suspensão do desconto.

Nessas situações, o valor correspondente ao desconto será reincorporado ao saldo devedor do financiamento.

De acordo com dados do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional em abril, as dívidas do Fies alcançaram R$ 90 bilhões no fim do ano passado.

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Governo anuncia medida para conter aumento do preço da gasolina e do diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9821,76%Dólar TurismoR$ 5,1481,1%Euro ComercialR$ 5,8331,49%Euro TurismoR$ 6,0410,87%B3Ibovespa180.239 pts-0,06%Oferecido por

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (13), mais uma Medida Provisória (MP) com o objetivo de conter a alta dos combustíveis, mais especificamente a gasolina e o diesel, produzidos no Brasil ou importados.

A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio, mas, de acordo com o governo, poderá ser estendida ao diesel. 

A proposta prevê benefício tributário aos produtores de gasolina, em valor equivalente a um percentual da Cide e do PIS/Cofins incidentes sobre o combustível. O valor será pago aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O desconto no imposto não poderá ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis. Atualmente, esses valores são:

R$ 0,89 por litro na gasolina, o que inclui PIS, Cofins e Cide; eR$ 0,35 de PIS e Cofins por litro de óleo diesel, que já teve sua tributação suspensa em março. A medida anunciada passará a valer para o diesel quando os efeitos da MP de março cessarem.

As medidas utilizarão recursos do Orçamento Geral da União. A despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel.

"Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal", justificou o governo. 

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida tem neutralidade fiscal, ou seja, não pressiona os cofres públicos.

A iniciativa ocorre em meio à paralisação, na Câmara dos Deputados, da tramitação do projeto de lei complementar que autoriza o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre combustíveis. A proposta foi encaminhada pelo Executivo ao Congresso em abril.

O projeto que está parado estabelece a possibilidade de reduzir impostos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel sempre que houver aumento extraordinário da arrecadação decorrente da alta nas cotações internacionais do petróleo.

Assim, quando houver aumento de receita, o montante seria utilizado para reduzir tributos sobre combustíveis, como PIS/Cofins e Cide-gasolina.

A medida provisória anunciada agora ocorre em momento de forte pressão sobre a Petrobras, que fixa os preços dos combustíveis no Brasil.

Cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) indica uma defasagem de 39% no diesel e de 73% na gasolina em relação aos preços internacionais dos produtos.

Nesta semana, durante conferência para comentar os resultados da estatal no primeiro trimestre, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que está previsto um reajuste de preços para “já já”.

Na ocasião, ela acrescentou que a empresa e o governo já estavam trabalhando em uma medida para amenizar os efeitos do reajuste sobre a população.

Em 2023, no início do terceiro mandato do presidente Lula, a Petrobras anunciou o fim da paridade de preços do petróleo – e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel – com o dólar e o mercado internacional, que estava em vigor desde 2016.

Com a mudança, os reajustes de combustíveis passaram a evitar o repasse para os preços internos da "volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio".

Em um momento de alta nos preços do petróleo e dos combustíveis por conta da guerra no Oriente Médio, a demora no repasse aos preços internos contém a inflação no país e, também, impede um lucro maior da Petrobras.

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Brasil vai enviar informações para UE para resolver veto à carne, diz Ministério

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 14:55

Agro Brasil vai enviar informações para UE para resolver veto à carne, diz Ministério UE excluiu o Brasil da lista de países que cumprem regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, e que define quais países podem continuar exportando. Se país não apresentar garantias, deixará de exportar para o bloco a partir de 3 de setembro. Por Thiago Resende, g1

A União Europeia vai detalhar quais são as exigências de importação de carne que, na visão do bloco, ainda não são cumpridas pelo Brasil.

A lista define quais países podem continuar exportando carne para o bloco a partir de 3 de setembro.

Segundo secretário, isso ficou acertado em uma reunião do governo brasileiro em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia.

Rua disse ainda que, no encontro com representantes da UE, o Brasil mostrou descontentamento com a decisão.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua disse nesta quarta-feira (13) que a União Europeia vai detalhar quais são as exigências de importação de carne que, na visão do bloco, ainda não são cumpridas pelo Brasil.

Segundo secretário, isso ficou acertado em uma reunião do governo brasileiro em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia. Nesse encontro, o embaixador do Brasil junto ao bloco, Pedro Miguel da Costa e Silva, se reuniu com representantes do órgão sanitário europeu

➡️ Contexto: a UE atualizou na terça-feira (12) a lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil. A lista define quais países podem continuar exportando carne para o bloco a partir de 3 de setembro.

"Em duas semanas, o Brasil já deve responder com as medidas que estão sendo tomadas e dando garantias de que as novas regras serão cumpridas antes do prazo", disse Rua.

De acordo com Rua, ficou decidido ainda que a União Europeia vai tratar cada produto (como carne bovina, frangos, ovos e mel) separadamente, o que acelerar o processo de resolução, avaliou.

O secretário disse ainda que, no encontro com representantes da UE, o Brasil mostrou descontentamento com a decisão. "O Brasil colocou que bons parceiros devem ser tratados como bons parceiros. E isso envolve comunicação, não ser pego de surpresa. Esse é um recado importante", destacou.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, para voltar à lista, "o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados".

"Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações", afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com as autoridades brasileiras sobre o tema.

A União Europeia proíbe os antimicrobianos que são utilizados também para crescimento dos animais, explica Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado no VBSO.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

"Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador", afirma o pesquisador.

A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que o Brasil segue "plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu" e que "o eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida".

"O setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias […]. Há, inclusive, previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão desse processo técnico."

"A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo", destacou a entidade.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que, com o apoio do governo, "prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia"

"É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias."

"O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos", destacou a ABPA.

O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, afirmou ao g1 que a notícia "pegou de surpresa" o setor. "Entendo que isso é algo político, visto que há uma grande pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois do acordo do Mercosul", afirmou.

"Para o mel, é totalmente descabido falar em risco de uso excessivo de antibióticos, considerando que o Brasil é o principal produtor de mel orgânico do mundo", destacou Azevedo.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abepesca), por sua vez, diz que não exporta para UE desde 2016.

A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) disse que a medida é preocupante, principalmente "considerando que o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no início deste mês".

A Frente Parlamentar da Agropecuária disse que, considerando o acordo comercial entre os dois blocos, "vê com preocupação qualquer tentativa de transformar exigências regulatórias em barreiras políticas ou comerciais contra a competitividade da produção brasileira".

A publicação da lista ocorre 12 dias após a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França.

A medida desta terça-feira não tem relação com o acordo, afirma Munhoz. A lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população.

O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, e aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.

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O embate sobre a carne brasileira na UE: protecionismo ou questão de saúde pública?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Agro O embate sobre a carne brasileira na UE: protecionismo ou questão de saúde pública? Bruxelas consegue satisfazer as demandas do lobby agrário europeu sem invalidar os tratados de livre comércio. A sensação é que a UE utilizou o acordo para garantir benefícios industriais, para depois fechar a porta à proteína animal brasileira. Por The Conversation Brasil

A decisão da Comissão Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026 abala os alicerces da diplomacia comercial.

Embora Bruxelas justifique a medida sob o guarda-chuva da saúde pública e do combate à resistência antimicrobiana (RAM), o cenário político sugere uma manobra desenhada para acalmar o convulso setor agrário europeu após a assinatura do acordo com o Mercosul.

A União Europeia sustenta que o Brasil descumpre as regras que exigem produtos totalmente livres de agentes antimicrobianos usados para engorda.

A resistência aos antibióticos é, sem dúvida, uma ameaça global legítima que a UE busca mitigar garantindo o uso prudente em animais. No entanto, surge uma vulnerabilidade na proporcionalidade da sanção: enquanto o Brasil é vetado, seus sócios de Mercosur — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem na lista de países autorizados.

É necessário entender que a UE não questiona apenas a presença de substâncias, mas a robustez do sistema de rastreabilidade brasileiro. O Brasil defende que possui um sistema sanitário internacionalmente reconhecido, com 40 anos de história exportadora para o bloco.

A decisão tomada ontem (12 de maio) pela Comissão Europeia, que exclui o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, abala os alicerces da diplomacia comercial.

Embora Bruxelas justifique a medida sob o guarda-chuva da saúde pública e do combate à resistência antimicrobiana (RAM), o cenário político sugere uma manobra desenhada para acalmar o convulso setor agrário europeu após a assinatura do acordo com o Mercosul.

A União Europeia sustenta que o Brasil descumpre as regras que exigem produtos totalmente livres de agentes antimicrobianos usados para engorda.

A resistência aos antibióticos é, sem dúvida, uma ameaça global legítima que a UE busca mitigar garantindo o uso prudente em animais. No entanto, surge uma vulnerabilidade na proporcionalidade da sanção: enquanto o Brasil é vetado, seus sócios de Mercosur — Argentina, Paraguai e Uruguai — permanecem na lista de países autorizados.

É necessário entender que a UE não questiona apenas a presença de substâncias, mas a robustez do sistema de rastreabilidade brasileiro. O Brasil defende que possui um sistema sanitário internacionalmente reconhecido, com 40 anos de história exportadora para o bloco.

Todavia, a disparidade no tratamento frente aos vizinhos sugere que a medida é uma barreira técnica aplicada ao ator com maior volume de mercado, buscando um impacto macroeconômico que os outros sócios não representam.

Para compreender este veto, é imprescindível olhar para o interior das fronteiras europeias. Nos últimos anos, agricultores protestaram contra a concorrência de potências agropecuárias com menores custos de produção.

Ao vetar a carne brasileira sob uma premissa sanitária, Bruxelas consegue satisfazer as demandas do lobby agrário sem invalidar formalmente os tratados de livre comércio. O momento da proibição é chave: chega apenas 12 dias após a entrada em vigor do acordo comercial Mercosul-UE,negociado durante um quarto de século.

Para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, isso é percebido como uma “bofetada” política, dado que o mandatário investiu um capital político notável para fechar o pacto.

A sensação em Brasília é que a UE utilizou o acordo para garantir benefícios industriais, para imediatamente depois fechar a porta à proteína animal brasileira.

Se o veto entrar em vigor, as perdas serão massivas. Em 2025, o Brasil exportou para a UE mais de 370.000 toneladas de carne bovina, com valor de 1,8 bilhão de dólares.

Mas o impacto não é unidirecional. Ao eliminar o maior exportador mundial de proteína animal,a oferta na Europa cairá inevitavelmente, o que pressionará os preços para o consumidor final.

Este é um ponto crítico: a Comissão Europeia está sacrificando o poder de compra de seus cidadãos urbanos para proteger a base eleitoral do campo.

O Brasil não aceitou a decisão passivamente. O governo anunciou que apresentará seus argumentos técnicos imediatamente para reverter a medida. Além das reuniões diplomáticas, o caso tem um percurso legal claro. A legalidade do acordo Mercosul-UE e seus protocolos está sujeita à interpretação do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE).

Se o Brasil provar que seu sistema é equivalente ao europeu, a medida poderá ser catalogada como uma barreira comercial arbitrária perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O conflito transcende o sanitário. Embora a rastreabilidade seja um desafio técnico real, a severidade do veto e sua coincidência com o calendário político sugerem que a carne brasileira tornou-se moeda de troca para comprar a paz social no campo europeu.

Brasília deve agora transformar retórica em provas técnicas, enquanto a UE deverá justificar por que padrões (ou “cláusulas espelho”) aplicados ao Brasil não parecem ser tão urgentes para outros fornecedores globais.

Armando Alvares Garcia Júnior não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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Outlook saiu do ar? Usuários relatam instabilidade em serviço da Microsoft

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Tecnologia Outlook saiu do ar? Usuários relatam instabilidade em serviço da Microsoft Usuários relataram instabilidade no Outlook e no Microsoft 365 nesta quarta-feira (13), com falhas de acesso e lentidão; notificações dispararam no Downdetector. Por Redação — São Paulo

Microsoft Outlook é um sistema de software de gerenciamento de informações pessoais da Microsoft — Foto: Gonzalo Fuentes/ Reuters

Usuários relataram instabilidade no Outlook e em outros serviços do Microsoft 365 — como Word, Excel e PowerPoint — nesta quarta-feira (13), com dificuldades para acessar contas, enviar mensagens e carregar a caixa de entrada.

As reclamações sobre os serviços da Microsoft cresceram nas redes sociais e em plataformas de monitoramento de falhas, indicando possíveis problemas no sistema da empresa.

Segundo o Downdetector, site que reúne relatos de instabilidade em diversos países, os problemas começaram por volta das 11h (horário de Brasília). O pico de notificações foi registrado às 11h30, com mais de 740 reclamações.

O g1 procurou a Microsoft para comentar a instabilidade, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

No X, antigo Twitter, diversos usuários recorreram às redes sociais para relatar falhas e lentidão nos serviços, principalmente no Outlook. Veja algumas publicações sobre o problema:

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Poupança para a liberdade: O que as cadernetas de escravizados revelam sobre a busca por alforria no século XIX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/05/2026 13:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 4,9050,19%Dólar TurismoR$ 5,1070,31%Euro ComercialR$ 5,746-0,05%Euro TurismoR$ 5,9920,05%B3Ibovespa180.238 pts-0,06%Oferecido por

O Brasil completa nesta quarta-feira, 13 de maio, 138 anos da assinatura da Lei Áurea – decreto que aboliu a escravidão no Brasil. Um levantamento recente em cima de 158 cadernetas de poupança de pessoas escravizadas preservadas pela Caixa Econômica Federal mostra que a liberdade foi, em muitos casos, poupada real a real e não concedida por decreto. Real é o singular de réis, moeda da época.

A pesquisa da Caixa é uma resposta à ação do Ministério Público Federal, de 2025, que intima a Caixa a explicar o destino de poupanças de escravizados. O resultado foi o levantamento de 158 cadernetas de poupança de pessoas escravizadas, datadas entre 1861 e 1888, que funcionam como testemunhas de uma luta financeira pela liberdade.

Um marco nessas trajetórias foi o decreto nº 5.594 de 1874, que permitiu que pessoas escravizadas abrissem contas de poupança independentemente da permissão de seus senhores. Esse direito jurídico possibilitou que o "pecúlio" — o valor acumulado pelo próprio escravizado — fosse protegido e utilizado para o objetivo final: a compra da alforria.

As cadernetas mostram que a liberdade era um projeto planejado. Theobaldo, descrito como "pardo", acumulou mais de 522$300 réis entre 1875 e 1881, valor destinado integralmente a indenizar seu antigo senhor via Fundo de Emancipação.

Caso semelhante foi o de Custódia, que, após cinco anos de depósitos constantes, conseguiu retirar seu saldo para conquistar o mesmo objetivo.

Há também relatos de negociações diretas e complexas: Joanna, escravizada em Cuiabá, transferiu seu direito sobre a caderneta ao seu senhor, José da Silva Rondon, após receber sua liberdade pelo valor de 600$000 réis, o preço estipulado em sua matrícula.

Já Antonia, identificada como "cabra", retirou seu saldo de 134$100 réis apresentando fisicamente sua Carta de Liberdade à instituição, encerrando assim sua trajetória de dependência financeira.

Para além da conquista individual, as cadernetas registram histórias de solidariedade familiar. A africana liberta Izabel Viegas Muniz transferiu todo o seu saldo para o filho Manoel, ainda escravizado, visando especificamente beneficiar a liberdade dele.

Outro registro é o de Francisco das Chagas e Oliveira, que abriu uma conta com o propósito declarado de comprar a alforria de sua esposa, Thereza.

Os registros utilizam terminologias da época para reafirmar o lugar social desses indivíduos. Mais da metade dos titulares do levantamento — 55,69% — possui marcadores de cor ou origem, como "crioulo(a)", "pardo(a)", "cabra" e "africano(a)". Esses adjetivos são um exemplo de como a condição social acompanhava os poupadores dentro da própria agência bancária.

Cartas de alforria usadas para conceder liberdade aos escravos de Sorocaba — Foto: Fabrício Rocha/g1

O trabalho apresentado pela Caixa, no entanto, é considerado insuficiente por especialistas e pelo Ministério Público Federal. De acordo com pareceres de Thiago Alvarenga e da historiadora Keila Grinberg, o relatório apresenta falhas metodológicas, lacunas documentais e um recorte geográfico limitado.

Entre os principais problemas apontados estão o foco em cadernetas, ignorando os registros contábeis contínuos; o viés de sobrevivência, já que as cadernetas preservadas são, em sua maioria, as que foram liquidadas; e a omissão dos chamados "livros de contas correntes", a série documental mais robusta da época para rastrear o fluxo financeiro.

Soma-se a isso a limitação geográfica: 128 das 158 cadernetas identificadas são da província de Mato Grosso, o que é visto como pouco representativo do fenômeno nacionalmente.

Keila Grinberg observa ainda que, no final do século XIX, a população liberta nem sempre era identificada por cor ou origem nos registros, o que torna imprecisa qualquer estimativa sobre o total de poupadores com origem na escravidão.

Diante dessas críticas, o procurador Júlio Araújo determinou que a Caixa informe a composição de sua equipe e a quantidade total de livros de conta corrente em seu acervo. Também foram solicitadas visitas técnicas do Arquivo Nacional e do IPHAN para fiscalizar a preservação e organização desses documentos.

A investigação busca entender se os valores abandonados foram incorporados ao patrimônio institucional da Caixa e quais mecanismos existiam para devolução ou encerramento dessas contas após a morte dos titulares. Alvarenga argumenta que a informação de liquidação, isoladamente, não permite identificar quem realizou o saque ou qual foi o destino final dos recursos.

Como bancos ingleses lucraram com a escravidão no BrasilHistória apagou o quanto os africanos escravizados enriqueceram o Brasil, diz Laurentino GomesComo a escravidão, crime mais grave contra a humanidade, ainda impacta o Brasil e o mundo

O caso ocorre em meio ao avanço do debate global sobre reparações ligadas à escravidão. Nos últimos anos, bancos europeus e norte-americanos reconheceram vínculos históricos com o tráfico atlântico. Universidades dos Estados Unidos criaram fundos de reparação e programas voltados a descendentes de pessoas escravizadas. No Caribe, a Caricom mantém uma plataforma diplomática de reivindicação reparatória contra antigas potências coloniais.

Em 2023, o Banco do Brasil reconheceu publicamente sua responsabilidade histórica relacionada à escravidão.

Ainda assim, o Brasil nunca implementou políticas estruturadas de reparação econômica voltadas especificamente aos descendentes da população escravizada.

Entre as propostas debatidas estão a criação de fundos de memória, investimentos em políticas públicas, preservação documental e programas coletivos de reparação social.

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