RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como saber se o FGTS do empregado está sendo pago? Veja passo a passo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Como saber se o FGTS do empregado está sendo pago? Veja passo a passo Trabalhadores podem consultar o saldo do FGTS pelo aplicativo do fundo ou, para quem é cliente da Caixa Econômica Federal, pelo internet banking. Por Redação g1 — São Paulo

Mais de 80 mil empregadores estão sendo notificados para regularizar o recolhimento do FGTS de seus trabalhadores domésticos.

Os avisos serão enviados pelo Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET), plataforma oficial de comunicação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com empregadores.

O recolhimento do FGTS é responsabilidade do empregador e constitui um direito constitucional aos trabalhadores.

Trabalhadores e trabalhadoras podem consultar seu saldo do FGTS pelo aplicativo do fundo ou, para quem é cliente da Caixa Econômica Federal, pelo internet banking.

O FGTS é direito de toda pessoa com contrato de trabalho formal, trabalhadores domésticos, rurais, temporários, intermitentes, avulsos, safreiros e atletas profissionais.

Mais de 80 mil empregadores estão sendo notificados desde quarta-feira (17) para regularizar o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de seus trabalhadores domésticos.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os avisos serão enviados pelo Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET), plataforma oficial de comunicação do órgão com empregadores. (veja como funciona)

O recolhimento do FGTS é responsabilidade do empregador e constitui um direito constitucional aos trabalhadores. Mas é importante que o profissional acompanhe se os depósitos estão sendo realizados corretamente.

Trabalhadores e trabalhadoras podem consultar seu saldo do FGTS pelo aplicativo do fundo ou, para quem é cliente da Caixa Econômica Federal, pelo internet banking, que pode ser acessado pelo computador ou em dispositivos móveis (tablet ou celular).

Baixe o aplicativo do FGTS na loja do seu celular (Android ou iOS). Acesse o aplicativo;Faça o cadastro no aplicativo e utilize seu CPF e a senha para fazer login. Se fora a primeira vez, deve ser criada uma senha para os acessos, conforme instruções no aplicativo FGTS.Depois, basta seguir os passos de verificação de identidade solicitados. Para quem já tem cadastro no app, basta fazer o login para acessar.Clique na opção “Meu FGTS” ou em “ver todas as suas contas”;Selecione a conta FGTS desejada para visualizar o extrato. Para gerar um documento em formato PDF, clique em “gerar extrato PDF”. Para consultar os dados do contrato, clique em “dados do contrato”.

Dentro do aplicativo, logo na parte superior da página principal aparece a opção "Saldo Total". Para verificar o saldo, é preciso clicar no botão de olho, onde está escrito "Toque para exibir o saldo".

Logo abaixo, há o quadro "Resumo do Seu FGTS", em que é possível verificar o extrato completo, pelos pagamentos realizados por todas as empresas em que a pessoa já trabalhou ou ainda trabalha.

Acesse o Internet Banking no computador ou aplicativo Caixa;Faça login na sua conta para acessar os serviços do FGTS;Clique em “Benefícios e Programas” ou "Serviços ao Cidadão";Clique em “Extrato do FGTS”;Clique em “FGTS”;Clique em “Extrato do FGTS”;Digite os números do PIS e do CPF;Insira sua senha;No menu, selecione “FGTS” e, em seguida, “Extrato Completo”.

Cadastre-se gratuitamente para receber informações sobre os depósitos e o saldo do FGTS em seu celular por SMS;A Caixa envia mensagens mensais com os depósitos feitos pelo empregador e semestrais com o saldo atualizado; No aplicativo, vá em "Meu Perfil" e depois em "Notificações do App I SMS" e faça a Adesão; No Internet Banking, vá a "Caixa celular" > "Notificações SMS" > "Mensagens de Celular" > "Adesão";Confirme o número de telefone para receber as informações sobre depósitos e saldos do FGTS por SMS.

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é direito de toda pessoa com contrato de trabalho formal, trabalhadores domésticos, rurais, temporários, intermitentes, avulsos, safreiros e atletas profissionais.

Trata-se de um valor de 8% do salário que é depositado pelo empregador, mensalmente, em nome do funcionário.

O saque do FGTS é permitido em situações específicas estabelecidas por lei, como demissão por justa causa, compra da casa própria e doença grave do trabalhador ou de seu dependente.

Caso o empregador não esteja depositando o FGTS, o trabalhador deve procurar uma Delegacia Regional do Trabalho (DRT), pois o responsável pela fiscalização das empresas é o Ministério do Trabalho.​

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Por que o CNPJ vai passar a ter letras pela primeira vez?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Por que o CNPJ vai passar a ter letras pela primeira vez? Receita Federal vai adotar modelo alfanumérico a partir de 2026 para evitar esgotamento das combinações e modernizar o sistema tributário; mudança valerá apenas para novas inscrições. Por Redação g1 — São Paulo

O CNPJ passará a incluir letras além de números na identificação de empresas, organizações, produtores rurais, profissionais liberais e outros tipos de pessoa jurídica.

Mais de 63 milhões de CNPJs já foram emitidos no Brasil, número que se aproxima do limite do modelo atual. Isso ocorre porque cada número de CNPJ é único e permanente, não podendo ser reutilizado.

O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará a incluir letras além de números na identificação de empresas, organizações, produtores rurais, profissionais liberais e outros tipos de pessoa jurídica a partir de julho de 2026.

A mudança tem como objetivo ampliar a capacidade do sistema e garantir a continuidade do modelo, já que o formato atual se aproxima de seu limite técnico, segunda a Receita Federal.

O novo modelo manterá os 14 caracteres do CNPJ tradicional, mas permitirá o uso de letras de A a Z em posições específicas da estrutura, formando um CNPJ alfanumérico. A mudança representa uma expansão gigantesca nas combinações possíveis.

No Brasil, existem mais de 24,9 milhões de CNPJs ativos e cerca de 29,2 milhões desativados, segundo dados da Estatística Redesim (Receita Federal).

No total, já foram emitidos mais de 63 milhões de CNPJs, número que se aproxima do limite do modelo atual. Isso ocorre porque, assim como o CPF, cada número de CNPJ é único e permanente, não podendo ser reutilizado, mesmo quando a empresa é encerrada.

Essa mudança será gradual e começará a valer em julho de 2026, apenas para novas inscrições. Isso inclui empresas recém-criadas, novas filiais, profissionais liberais, condomínios e produtores rurais.

Quem já possui um CNPJ não precisará trocar ou atualizar nada. Os números atuais continuarão válidos e aceitos normalmente pelos sistemas públicos e privados.

É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres.

A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo)

Segundo a Receita, será elaborado um calendário para definir quais tipos de empresas ou atividades econômicas adotarão primeiro o novo formato.

Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras.

O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais.

Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras.

Segundo a Receita, a partir de julho do próximo ano, todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM).

Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas.

Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. A recomendação é que as empresas se preparem com antecedência.

Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas.

O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo.

Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.

Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48).

A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica.

A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor.

Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários.

Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador.

Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados.

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Aniversário Assaí: há 51 anos fortalecendo o empreendedorismo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Especial Publicitário Aniversário Assaí: há 51 anos fortalecendo o empreendedorismo Com milhares de compras grátis pagas na hora, de até R$ 750, e um grande prêmio de R$ 1 milhão, campanha de aniversário de 51 anos reforça o compromisso da marca em apoiar os empreendedores e famílias brasileiras Por Assaí

Em um momento em que a renda dos brasileiros segue pressionada, pequenos e médios empreendedores enfrentam diariamente o desafio de manter seus negócios competitivos. Por isso, mais do que estratégia, a economia virou uma aliada indispensável.

É justamente para apoiar o empreendedorismo e ajudar o dinheiro a render mais que o Assaí celebra seus 51 anos com a sua maior campanha promocional do ano. Mais do que uma promoção, é a oportunidade de ganhar fôlego financeiro para investir no próprio negócio ou realizar sonhos.

Com o mote “Mais que preço baixo, suas compras grátis”, entre os dias 1 e 31 de outubro, milhares de compras grátis serão sorteadas diariamente em todas as lojas da rede, direto no caixa, no ato da compra. Além disso, os(as) clientes ainda concorrem a um prêmio final de R$ 1 milhão em certificados de ouro.

O valor máximo de cada compra gratuita é de até R$ 750, estipulado para atender tanto o micro e pequeno comerciante, significando dias de estoque garantidos e, portanto, mais ganho para o seu negócio; como para o consumidor final, uma vez que esse valor representa uma parte expressiva da compra do mês de uma família.

O modelo atacarejo une o poder de compra em atacado à praticidade do autosserviço. Isso representa mais facilidade e um impacto financeiro positivo para o abastecimento dos negócios.

Comprar em grandes quantidades significa reduzir o custo por unidade. Dessa forma, aumenta a margem de lucro, tornando o negócio mais competitivo e pronto para crescer.

Dessa forma, o Assaí segue valorizando os empreendedores, público que deu origem à marca, em 1974. Hoje, eles representam 42%, em termos de vendas, do total de clientes que compram no atacadista. Outra prova dessa parceria é a Academia Assaí, uma plataforma de cursos online e presenciais gratuitos, além de um prêmio anual, para empreendedores do setor de alimentação no Brasil.

Com 304 lojas nas cinco regiões do país, o Assaí também oferece diversas vantagens para o público PJ. Uma delas é o Televendas, em que os empreendedores que compram em grandes quantidades no atacado podem consultar preços e negociar condições especiais.

Além disso, a rede disponibiliza para todos os clientes o cartão Passaí, um cartão próprio que permite realizar compras com preços de atacado a partir de uma unidade, além de parcelamento em três vezes sem juros para itens alimentares, dando mais flexibilidade no fluxo de caixa.

O Assaí ainda atua com a política de dois preços: o cliente que compra em menores quantidades paga o valor de varejo, enquanto quem leva volumes maiores têm acesso ao valor de atacado, gerando economia que pode chegar a até 10% em relação a supermercados tradicionais.

Para concorrer às compras grátis, a cada R$ 20 em compras, ao informar CPF ou CNPJ no caixa, o cliente já participa do sorteio. O resultado sai no ato do pagamento. Se sorteado, o Assaí paga até R$ 750 do valor. Não participam: cartões-presente, cigarros e bebidas alcoólicas com porcentagem de álcool acima de 13%.

Já para concorrer ao prêmio final de R$ 1 milhão, a cada R$ 20 em compras, o cliente recebe 1 número da sorte. Depois, é preciso se cadastrar no site www.aniversarioassai.com.br, WhatsApp (11) 5694-4554 ou nos totens disponíveis nas lojas e informar CPF ou CNPJ no caixa.

Os números são cumulativos: Por exemplo: R$ 100 = 5 números da sorte. Compras pagas via Passaí, Pix, ou produtos de marcas participantes, no valor de R$ 20, rendem um número da sorte adicional.

Para quem empreende, os prêmios podem significar estoque garantido e capital para expandir, modernizar ou contratar. Mas, vai além: o vencedor também tem a chance de quitar dívidas, comprar um imóvel ou realizar qualquer outro projeto.

Ao unir economia no dia a dia com a possibilidade de uma grande transformação financeira, o Assaí reforça seu compromisso de estar ao lado de quem empreende.

*Consulte condições de participação, regulamentos e Certificados de Autorização no site aniversarioassai.com.br

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MEI: dependentes podem receber pensão por morte? Veja o que diz a lei

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor MEI: dependentes podem receber pensão por morte? Veja o que diz a lei Quando o MEI efetua o pagamento da contribuição mensal em dia, a família pode solicitar a pensão por morte no portal 'Meu INSS'. Porém, o período de duração pode variar conforme o tipo de dependente. Por Redação g1 — São Paulo

A pensão por morte é garantida por lei aos dependentes do MEI regularizado. Para ter acesso, é necessário pagar as contribuições mensais em dia.

Diferente dos outros benefícios, a pensão por morte não exige um tempo mínimo de contribuição ou carência.

Porém, o período de duração pode variar conforme o tipo de dependente (cônjuge, companheira/companheiros ou filhos).

A pensão por morte não exige um tempo mínimo de contribuição ou carência. — Foto: Reprodução/Freepik

Ao se regularizar como Microempreendedor Individual (MEI), os benefícios previdenciários de trabalhador são garantidos por lei. E alguns deles são voltados para os seus dependentes, como a pensão por morte.

A pensão por morte não exige um tempo mínimo de contribuição ou carência. Porém, o período de duração pode variar conforme o tipo de dependente (cônjuge, companheira/companheiros ou filhos).

Questões como idade dos filhos, tempo de casamento ou de união estável, além da idade do cônjuge ou companheiro, podem gerar uma variação do tempo de cobertura, que vai de um período determinado até o benefício permanente.

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Para o cônjuge ou companheiro ter direito ao benefício, é necessário que o MEI tenha realizado 18 contribuições mensais. Além disso, o casamento ou união estável precisa ter iniciado há pelo menos dois anos antes do falecimento do segurado.

Em casos em que o óbito acontece antes dos 18 meses de contribuição, o benefício é pago em um regime reduzido, por apenas por 4 meses – já que o pagamento mínimo não foi efetuado. A regra também se aplica em uniões estáveis ou casamentos que tenham um período inferior a dois anos.

Caso a morte do MEI aconteça depois das 18 contribuições mensais pagas e pelo menos dois anos após o início do casamento ou da união estável, a duração da pensão por morte varia de acordo com a idade do cônjuge:

Para filhos, terão direito os menores de 21 anos, inválidos, com deficiência intelectual ou mental, ou deficiência grave. Em alguns casos, pais e irmãos também têm direito se comprovarem a dependência econômica.

Vale lembrar que a pensão por morte também pode ser paga em casos de desaparecimentos que possuem morte presumida e declarada judicialmente.

⚠️ ATENÇÃO: Para ter direito, o microempreendedor precisa pagar as contribuições mensais em dia por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que é a soma da contribuição previdenciária (5% do salário-mínimo), com os impostos devidos pelos MEIs. (entenda como funciona)

🤔 COMO SOLICITAR? Todos os benefícios podem ser solicitados pelo telefone 135 ou no portal “Meu INSS” – em alguns casos é necessário agendar o atendimento ou ir a uma agência pessoalmente formalizar o pedido.

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Nuvemshop é a primeira plataforma de e-commerce do mundo que permite pagar sem sair do WhatsApp

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Especial Publicitário Nuvemshop é a primeira plataforma de e-commerce do mundo que permite pagar sem sair do WhatsApp Em parceria com a Meta, nova solução de checkout foi desenvolvida exclusivamente para o Brasil e facilita a jornada de compra online Por Nuvemshop

Uma aula para empreendedores que buscam alavancar seus negócios online, o D2C Summit, maior evento do Brasil direcionado a marcas que vendem diretamente ao consumidor,para mais de 5 mil pessoas, já começou com uma mega novidade para o setor: a Nuvemshop, maior plataforma de e-commerce do Brasil e da América Latina, escolheu o evento, em São Paulo, para anunciar uma solução de compra pioneira no mundo, 100% dentro do WhatsApp. Com ela, o consumidor pode completar todo o processo, da descoberta do produto até o pagamento, sem precisar sair do aplicativo.

Em parceria com a Meta, a solução foi desenvolvida exclusivamente para o Brasil e posiciona a Nuvemshop como a primeira plataforma de e-commerce a oferecer uma jornada de pagamento completa dentro do WhatsApp.

“É um marco histórico para o e-commerce global. Ao trazer a jornada de compra completa para dentro do WhatsApp, estamos inaugurando a era do Comércio Agêntico, em que a tecnologia e a inteligência artificial têm um papel fundamental nas vendas, tornando a jornada mais fluida e sem fricções”, explica Alejandro Vázquez, presidente e cofundador da Nuvemshop.

A solução conecta o WhatsApp às lojas da Nuvemshop. Com o Nuvem Chat, assistente de IA integrado, consumidores podem descobrir produtos, tirar dúvidas e concluir pagamentos em apenas um clique, enquanto lojistas ganham escala no atendimento.

“Não se trata de apenas uma inovação tecnológica, mas sim de uma revolução no varejo online”, completa. Com a novidade, a Nuvemshop reafirma sua estratégia de liderar a transformação do varejo digital na América Latina.

Diretor de Parcerias de Monetização da Meta, Tarcisio Ribeiro destaca a forte presença do aplicativo no dia a dia das pessoas, seja para conversas entre amigos ou transações comerciais, e a importância de apresentar soluções e serviços que levem em consideração o perfil do usuário.

“Nosso objetivo é enriquecer cada vez mais a experiência dentro das conversas, permitindo que as pessoas resolvam tudo dentro do WhatsApp – e os pagamentos são uma parte fundamental dessa experiência", avalia.

O recurso opera a partir do Nuvem Chat, solução de inteligência artificial desenvolvida pela própria Nuvemshop, que foi conectada diretamente à API do WhatsApp. A tecnologia interpreta texto, imagem e áudio, e pode acionar atendimento humano quando necessário, oferecendo uma experiência híbrida e eficaz.

Na prática, o consumidor pode perguntar sobre um produto em uma conversa no WhatsApp, receber a lista de opções, montar o carrinho e pagar no mesmo chat por meio do Nuvem Pago, a solução de pagamentos integrada da Nuvemshop. Se já tiver seus dados de pagamento salvos na plataforma — como acontece com mais de 15 milhões de consumidores cadastrados — a compra é concluída em segundos. Caso contrário, basta inserir as informações na hora, sem precisar sair da conversa.

Além de facilitar as compras dos consumidores, a ferramenta permite que os empreendedores do varejo online, sejam pequenas ou grandes marcas, escalem seu atendimento e o converta em mais vendas.

As transações realizadas pelo Nuvem Chat acontecem dentro da infraestrutura da Nuvemshop, com o mesmo nível de proteção aplicado às compras feitas no e-commerce — incluindo tecnologia antifraude em múltiplas camadas e taxa média de aprovação de 99%. Já o WhatsApp protege as conversas com criptografia de ponta a ponta, garantindo que apenas consumidor e loja tenham acesso ao conteúdo trocado. O aplicativo armazena apenas informações técnicas mínimas, sem acesso às mensagens nem aos dados de pagamento.

O checkout no WhatsApp é parte da campanha InovA 2026 e reúne mais de 100 novos produtos e soluções em inteligência artificial, performance e automação. O plano reforça a visão da Nuvemshop de se consolidar como um ecossistema completo de e-commerce, conectando loja online, pagamentos, logística, marketing e conversational commerce. O objetivo é acelerar o crescimento de marcas com ferramentas robustas, acessíveis e conectadas às necessidades do novo varejo. Mais informações sobre o InovA 2026 aqui (site).

A Nuvemshop é a maior plataforma de e-commerce, em número de lojistas ativos, do Brasil e da América Latina. Com mais de 170 mil lojas, a empresa oferece uma solução completa para empreendedores de todos os portes criarem seu próprio site de vendas, com recursos integrados de catálogo, pagamentos, envios, marketing, inteligência artificial e um ecossistema de mais de 4.000 parceiros.

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Trabalhador pode ter desconto no salário pelo plano de saúde ou vale-refeição? Veja o que diz a lei

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Trabalhador pode ter desconto no salário pelo plano de saúde ou vale-refeição? Veja o que diz a lei A legislação não obriga o patrão a fornecer pelo vale-alimentação, vale-refeição ou plano de saúde ao empregado. Porém, se houver liberação desses benefícios em convenção ou acordo coletivo, eles passam a ser obrigatórios. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador não tem a obrigação de fornecer vale-alimentação, vale-refeição ou plano de saúde ao empregado.

Porém, se houver a liberação desses benefícios em convenção ou acordo coletivo, além da previsão em contrato de trabalho, eles passam a ser obrigatórios para todos os trabalhadores da empresa.

O vale-alimentação e o vale-refeição são regulamentados pela lei federal 6.321/1976, que institui o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Em ambas as leis, os descontos referentes ao vale-refeição/alimentação devem ser previstos em norma coletiva ou acordo individual por escrito com o empregado. Porém, o valor não pode ultrapassar 20% do salário do funcionário.

Planos de saúde, vale-refeição e outros benefícios extras têm ganhado cada vez mais peso na disputa por talentos. Mas afinal, eles são obrigação das empresas ou apenas um diferencial competitivo?

Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador não tem a obrigação de fornecer vale-alimentação, vale-refeição ou plano de saúde ao empregado.

Porém, se houver a liberação desses benefícios em convenção ou acordo coletivo, além da previsão em contrato de trabalho, eles passam a ser obrigatórios para todos os trabalhadores da empresa.

“As normas coletivas podem estabelecer a obrigatoriedade, valores, formas de concessão e condições de utilização, a possibilidade ou não de descontá-los do salário do empregado, além de limites para esse desconto”, explica a advogada trabalhista Maria Fernanda Redi.

Por outro lado, especialistas em gestão de pessoas defendem que os benefícios são importantes para atrair colaboradores. Segundo Luiz Eduardo Drouet, conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), os profissionais priorizam cada vez mais as melhores condições de trabalho.

“Empresas que oferecem melhores benefícios conseguem atrair os melhores talentos e as que não seguem este caminho têm muito mais dificuldade para contratar bons profissionais, e convivem com uma rotatividade superior de colaboradores”, completa o especialista.

Self-service; quilão; restaurante por quilo; almoço; vale-refeição — Foto: Marcos Serra Lima/g1

O g1 conversou com especialistas no assunto, e explica abaixo o que diz a lei sobre descontos desconto no salário referentes ao plano de saúde ou vale-refeição:

💸 Como funciona o desconto do vale-refeição/alimentação? 🤔 Posso ser demitido por uso indevido do vale-refeição/alimentação? 🚫 Existe um valor máximo de desconto do plano de saúde? 📝 Como funciona a coparticipação? 🚑 Fiz um procedimento caro, e agora?

O vale-alimentação e o vale-refeição são regulamentados pela lei federal 6.321/1976, que institui o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O benefício também é previsto no artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Em ambas as leis, os descontos referentes ao vale-refeição/alimentação devem ser previstos em norma coletiva ou acordo individual por escrito com o empregado. Porém, o valor não pode ultrapassar 20% do salário do funcionário.

Segundo a advogada trabalhista Maria Fernanda Redi, os descontos precisam ser previstos em cláusula no contrato de trabalho ou com autorização expressa em caso de adesão ao recebimento do benefício.

Esses valores precisam ser descritos no holerite, e todos os funcionários da empresa precisam estar cientes. No caso do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), são oferecidos incentivos fiscais para incentivar as empresas a concederem os benefícios.

“A empresa que realize a adesão voluntária ao PAT, pode fornecer o vale-alimentação/refeição ao funcionário e, em troca, recebe uma série de incentivos fiscais, como a dedução no Imposto de Renda”, completa a advogada trabalhista Luciana Guerra Fogarolli.

Sim. Esse é um benefício precisa ser utilizado apenas com a finalidade destinada, ou seja: refeição e alimentação do trabalhador, conforme previsto pela lei federal 14.442/22, que prevê expressamente que:

“As despesas destinadas aos programas de alimentação do trabalhador deverão abranger exclusivamente o pagamento de refeições em restaurantes e estabelecimentos similares, e a aquisição de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais”.

Segundo a advogada Luciana Guerra Fogarolli, ao receber o benefício, o funcionário precisa ser informado com muita clareza todas as regras e políticas do vale-refeição/alimentação da empresa.

O mau uso do benefício pode levar o trabalhador a ser demitido por justa causa, e trazer implicações até mesmo para o empregador.

Deixar que outras pessoas utilizem o vale; Vender ou trocar o vale por dinheiro; Comprar produtos que não sejam alimentícios, como utensílios domésticos, bebidas alcóolicas, cigarros, entre outros.

“O empregador, além de deixar muito claras as regras de uso do benefício, deve observar a gradatividade das penalidades de advertência e suspensões, antes de tomar a decisão drástica de dispensar o trabalhador por justa causa”, afirma a especialista.

No ano passado, mais de 20 funcionários da Meta foram demitidos por comprarem itens de casa com o dinheiro do vale refeição. Eles usaram parte dos US$ 70 (cerca de R$ 390) que ganhavam por dia para comprar produtos como sabão em pó, pasta de dente e taças de vinho.

Quando se trata do plano de saúde, que é regulamentado pela lei federal 9.656/98, não existe um limite mínimo ou máximo para desconto no salário do trabalhador.

Na prática, costuma-se adotar o parâmetro de que o valor descontado não ultrapasse 30% do salário líquido do empregado.

Além disso, a orientação Jurisprudencial (OJ) nº 18 da Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabelece que todos os descontos salariais somados não podem ultrapassar 70% do salário base do empregado.

Isso porque, os valores debitados não podem comprometer o sustento e sobrevivência do trabalhador. As normas, acordos ou convenções coletivas também podem estabelecer os valores e limites de descontos referentes ao plano de saúde.

“Qualquer desconto do salário (para pagar uma parte ou valor mensal do plano) deve ser autorizado pelo empregado, por escrito, como cláusula no seu contrato de trabalho. Outra possibilidade é o funcionário assinar termo de adesão ao benefício ou à política de concessão do benefício”, completa Maria Fernanda Redi.

Na prática, existem duas formas de mais comuns que a empresa disponibiliza o plano de saúde para o trabalhador. São elas:

➡️ Com coparticipação: a empresa paga a mensalidade do convênio, e os colaboradores arcam com parte dos valores dos procedimentos realizados. ➡️ Sem coparticipação: a empresa arca com o valor integral do plano de saúde dos funcionários, que ficam livres de qualquer despesa.

Em ambos os casos, o valor debitado também deve ser previamente autorizado por escrito pelo empregado. No plano com coparticipação, o trabalhador deve arcar com até 40% dos custos por consulta, procedimento ou exame realizado.

Segundo a advogada Luciana Guerra Fogarolli, é muito comum algumas empresas aderirem a coparticipação do empregado nesses benefícios, através de descontos da remuneração, que podem ser simbólicos ou não, dependendo do que foi acordado.

Em planos que existem a coparticipação, procedimentos mais caros (como parto ou cirurgias) pode ter um valor variado de desconto conforme as regras do plano de saúde ou acordos feitos em convenção coletiva.

“Mesmo com a aplicação do percentual de coparticipação, o custo final para o trabalhador é geralmente bem menor do que o valor total do procedimento. No entanto, ainda pode representar um impacto significativo na renda do empregado”, explica Luciana Guerra Fogarolli.

Para o trabalhador não ter a renda comprometida, é comum que a empresa permita o parcelamento do valor da coparticipação em procedimentos mais caros. Dessa forma, o desconto mensal não ultrapassa o limite de 30% do salário líquido do trabalhador.

"Essa prática visa proteger a subsistência do empregado, respeitando o equilíbrio entre o benefício e a capacidade financeira do segurado", completa a advogada trabalhista.

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Conheça as emboscadas dos apps para você pagar gorjetas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Trabalho e Carreira Conheça as emboscadas dos apps para você pagar gorjetas Pagamentos por app, maquininhas e telas de toque estão mudando o jeito como damos gorjeta — e pesando mais no seu bolso. Por Deutsche Welle

A gorjeta é motivada principalmente por ajudar os garçons ou recompensar um bom serviço, afirmou à DW Michael Lynn, professor de marketing de serviços na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, um estudioso das gorjetas.

Nos dias de hoje, as novas tecnologias mudam como e onde as gorjetas são esperadas. No passado, alguns dólares eram deixados na mesa do restaurante ou um pequeno troco era colocado na caixinha de gorjetas ao lado do caixa.

O aumento do uso de cartões, aplicativos e sistemas de pagamento com telas sensíveis ao toque adicionaram opções de gorjeta – e ainda mais confusão para os clientes.

Os designers dessas plataformas de pagamento têm um incentivo para tornar a gorjeta a opção padrão e dificultar a opção de não dar gorjeta. Qualquer pessoa que queira optar por não receber gorjeta acaba se atrapalhando ou se perguntando como fazê-lo.

Pessoas dão gorjeta por várias razões: para se sentirem melhor, impressionar os outros, ajudar os funcionários ou porque são solicitadas — Foto: Westend61/IMAGO

Frank Sinatra era conhecido por dar gorjetas generosas com de notas de 100 dólares (R$ 548) aos garçons. Isso em uma época em que 100 dólares realmente valiam muito mais do que hoje. Mas, quais são as regras para dar gorjetas hoje em dia?

Muitas pessoas não pensariam duas vezes antes de dar gorjeta a um garçom em um bom restaurante, ao cabeleireiro, a um bom barman ou ao porteiro que carrega sua bagagem pesada em um hotel movimentado. Essas são situações com normas claras e já muito estabelecidas em muitos países.

Mas, e o barista do Starbucks? Ou a pessoa que atende seu pedido em um guichê de lanchonete? E um quiosque de autoatendimento?

📚 A maioria dos historiadores concorda que a gorjeta começou na Europa medieval, com os aristocratas distribuindo gratificações aos servos ou àqueles que trabalhavam em suas terras.

No século 19, a ideia estava desaparecendo na Europa, mas chegou aos EUA. Mais tarde, seria reexportada para todo o mundo.

Hoje, as pessoas dão gorjeta por uma série de razões: para se sentirem melhor consigo mesmas, para impressionar os outros, para ajudar a compensar o salário irrisório dos funcionários ou porque são solicitadas.

🪙 A gorjeta é motivada principalmente por ajudar os garçons ou recompensar um bom serviço, afirmou à DW Michael Lynn, professor de marketing de serviços na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, um estudioso das gorjetas.

Nos EUA, dois terços dos clientes dão gorjetas de 15% ou mais, segundo pesquisa — Foto: Alexis Gacon/DW

Alguns dão gorjeta para cumprir uma sensação de obrigação, disse Lynn. Outros ainda são mais egoístas.

Essas pessoas dão gorjeta para obter ou manter um serviço preferencial futuro ou aprovação social, explicou o especialista, que atualmente está escrevendo um livro sobre o assunto, que se terá o nome The Psychology of Tipping: Insights for Service Workers, Managers and Customers ("A psicologia da gorjeta: dicas para trabalhadores de serviço, gerentes e clientes", em tradução livre).

Nos dias de hoje, as novas tecnologias mudam como e onde as gorjetas são esperadas. No passado, alguns dólares eram deixados na mesa do restaurante ou um pequeno troco era colocado na caixinha de gorjetas ao lado do caixa.

O aumento do uso de cartões, aplicativos e sistemas de pagamento com telas sensíveis ao toque adicionaram opções de gorjeta – e ainda mais confusão para os clientes.

"Observamos uma explosão nos pedidos de gorjeta, embora os valores não tenham mudado drasticamente", diz Ismail Karabas, professor associado de marketing na Universidade Murray, no estado americano do Kentucky.

Durante a pandemia de covid-19, muitas empresas deixaram de usar dinheiro em espécie e passaram a receber pagamentos sem contato e online. Dessa forma, as empresas que fornecem esses dispositivos digitais decidiram incluir um pedido de gorjeta.

🔍 Quando os clientes recebem gorjetas pré-calculadas de 15%, 20% ou 25%, o que eles devem fazer? Simplesmente apertar um dos botões e pronto, reservar um tempo para adicionar seu próprio valor ou não deixar nada enquanto olha diretamente para o caixa?

Os clientes geralmente escolhem uma opção de gorjeta predefinida ao invés de segurar a fila. Isso dá aos designers de tecnologia muita influência sobre a gorjeta.

Lynn argumenta que a questão de como o design das interfaces afeta a gorjeta é uma "nova área em alta de pesquisa". "Aumentar o valor pedido para as opções de gorjeta aumenta o valor recebido – embora possa diminuir a proporção de pessoas que deixam gorjetas", disse.

⚠️ Os designers têm um incentivo para tornar a gorjeta a opção padrão e dificultar a opção de não dar gorjeta. Qualquer pessoa que queira optar por não receber gorjeta acaba se atrapalhando ou se perguntando como fazê-lo.

"Mais gorjetas significam mais renda para os funcionários, mas também para os designers de tecnologia, porque eles cobram uma taxa por cada transação que passa por seus sistemas", acrescentou Karabas.

Desde a pandemia, equipamentos de pagamento com cartão e online passaram a incluir pedidos de gorjeta — Foto: Gregor Tholl/dpa-Zentralbild/dap/picture alliance

Uma pesquisa do instituto YouGov realizada em maio de 2023 nos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Espanha e Itália mostrou que a esmagadora maioria dos que dão gorjeta em restaurantes nesses países repassa de 5% a 10%, não muito mais.

Os EUA foram um caso à parte, com dois terços dos entrevistados dando gorjetas de 15% ou mais. A pesquisa também revelou que muitos americanos deixariam gorjeta em um restaurante com um serviço ruim ou péssimo.

Outra pesquisa sobre a cultura da gorjeta nos EUA, publicada pelo Centro de pesquisas Pew em novembro de 2023, analisou a chamada inflação de gorjetas (tipflation) nos EUA.

O levantamento da Pew descobriu que 72% dos adultos afirmam que dar gorjeta aos funcionários do setor de serviços é esperado com mais frequência do que há cinco anos. Além disso, apenas 34% dos adultos entrevistados afirmam que é extremamente ou muito fácil saber quando é realmente apropriado dar gorjeta.

Como lidar com essa nova cultura de gorjeta? Primeiro, saiba onde você está, qual é a situação local e como os funcionários são pagos. Eles ganham um salário mínimo onde a gorjeta é uma gratificação adicional? Ou recebem um salário muito menor, abaixo do mínimo, e, portanto, dependem das gorjetas para subsidiar o salário líquido?

Apenas 25% dos americanos deixariam gorjeta ao comprar um café e 12% o fariam em lanchonetes fast-food — Foto: Jens Kalaene/dpa Themendienst/picture alliance

Em alguns lugares nos EUA, esse salário abaixo do mínimo para trabalhadores que recebem gorjeta pode significar ganhar apenas 2,13 dólares por hora. Saber quanto as pessoas ganham pode ajudar a decidir se e quanto de gorjeta deixar.

Em segundo lugar, dedique um tempo para entender o sistema. Depois de conhecer as normas locais e a situação salarial, você poderá lidar com a tecnologia de gorjeta, como calcular o que aquele botão de 25% realmente significa em dólares e centavos.

Não se deixe pressionar pela fila atrás de você ou pelo grupo sentado à mesa com você – embora esta seja provavelmente a parte mais difícil, especialmente sea ocasião for um encontro romântico.

"Dar gorjeta por culpa deixa uma má impressão nos clientes, o pedido os irrita e diminui a probabilidade de eles retornarem ao mesmo estabelecimento", explicou Karabas.

Por fim, como último recurso para evitar pedidos de gorjeta confusos ou inesperados, os clientes devem considerar pagar em dinheiro, diz Karabas. Assim, tudo estará em suas mãos, mesmo que seja uma nota de 100 dólares novinha em folha, como as de Frank Sinatra.

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Como Sofá na Caixa foi de sucesso viral nas redes à explosão de reclamações de clientes

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Tecnologia Como Sofá na Caixa foi de sucesso viral nas redes à explosão de reclamações de clientes Queixas contra a empresa no Procon-SP cresceram 126% em 2025, com atraso na entrega como principal problema apontado por compradores. Dono da marca diz que resolver as reclamações é prioridade. Por BBC

Reclamações contra a Sofá na Caixa cresceram 126% em 2025 no Procon-SP, com atrasos na entrega como principal problema.

Fundada em 2024, a empresa ficou famosa nas redes por vender sofás modulares embalados a vácuo e entregues em caixas.

O fundador, Rubens Stuque, diz que os pedidos atrasados representam 6,5% dos cerca de 100 mil sofás entregues desde que a empresa começou a operar. Ele diz que resolver as queixas é prioridade.

O Procon-SP notificou a empresa por descumprir acordos e pode multá-la e incluí-la na lista “Evite Esses Sites”.

Especialistas apontam que o rápido crescimento e a estrutura totalmente digital ajudam a explicar os atrasos; consumidores recorrem à Justiça.

A catarinense Rebeca Alvarez, de 24 anos, se casou em abril e escolheu um sofá da marca Sofá na Caixa para decorar seu novo apartamento com o marido.

"Dia 22 de julho fiz meu pedido, estamos construindo nossa vida do zero, como alugamos um apartamento pequeno, achamos que o Sofá na Caixa seria a melhor opção, pelas milhões de propagandas, e como saíram até na [revista] Forbes, resolvemos confiar", conta a esteticista.

Em reportagem publicada em fevereiro de 2024 na revista Forbes, o fundador da Sofá na Caixa, Rubens Stuque, contava sobre como faturou R$ 1,6 milhão na primeira semana de operação da empresa e planejava vender 50 mil sofás e faturar R$ 90 milhões no primeiro ano de atividade.

"O prazo de entrega era 26 de agosto, o que já é um prazo grande em comparação a qualquer fábrica de móveis, mas aceitei. Porém se passaram 78 dias do pedido, um pagamento alto via Pix, e nada de sofá e nem de resposta deles", contou Rebeca à BBC News Brasil no dia 9 de outubro.

Assim como Rebeca, diversos consumidores têm passado por problemas ao comprar produtos da Sofá na Caixa, que enfrenta uma explosão de reclamações e centenas de processos na Justiça movidos por clientes insatisfeitos.

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Reclamações contra a Sofá na Caixa no Procon-SP cresceram 126% em 2025, com atraso na entrega como principal queixa — Foto: Divulgação via BBC

Entre as principais queixas, estão atrasos na entrega, dificuldade para obter resposta da empresa nos canais de atendimento e para cancelar pedidos e receber o dinheiro de volta.

Segundo o Procon-SP, o número de reclamações contra a empresa mais do que dobrou entre 2024 e 2025. Já foram 614 só neste ano, de janeiro a agosto, um aumento de 126% em relação a todo ano passado, quando houve 272 queixas.

A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, já recebeu este ano 88% mais reclamações sobre produtos não entregues pela Sofá na Caixa do que em todo o ano de 2024. A cada duas queixas no sistema ProConsumidor da secretaria, uma é sobre sofás não entregues.

No Reclame Aqui, a Sofá na Caixa somava 7.861 reclamações até 13 de outubro, sendo 5.419 delas apenas nos últimos 12 meses. No site, a fabricante é classificada como não recomendada pelos consumidores, e apenas 13% dizem que voltariam a comprar da empresa.

Em entrevista à BBC News Brasil, o fundador da Sofá na Caixa, Rubens Stuque, reconhece as dificuldades enfrentadas por parte dos clientes, mas afirma que os pedidos em atraso representam apenas 6,5% dos cerca de 100 mil sofás já entregues desde que a empresa começou a operar, em fevereiro de 2024.

Stuque diz ainda que resolver os pedidos em atraso e devolver o dinheiro dos clientes que optaram pelo cancelamento é hoje a "prioridade número um".

"Temos um compromisso com o Procon de, até o fim do ano, diminuir essas reclamações pela metade", diz ele.

Conforme o Procon-SP, após a abertura de um processo de fiscalização contra a empresa em julho devido ao aumento de reclamações, a Sofá na Caixa compareceu a uma reunião presencial no final daquele mês, regularizou seu cadastro junto ao órgão de defesa do consumidor e se comprometeu a resolver as reclamações.

Porém, nesta quarta-feira (15/10), a empresa foi novamente notificada pelo Procon-SP por não ter cumprido o plano acordado.

Se a Sofá na Caixa não apresentar soluções efetivas para as dezenas de queixas de consumidores, a empresa será multada, terá de responder na Justiça e será incluída na lista "Evite Esses Sites" do Procon, informou o órgão.

Segundo Stuque, que falou à BBC antes da segunda notificação pelo Procon-SP, entre as medidas tomadas até agora para resolver os problemas estão o aumento da produção para atender à demanda, a redução na variedade de produtos para aumentar a produtividade e uma equipe dedicada a responder às reclamações pendentes.

O empresário diz que a Sofá na Caixa conta hoje com três fábricas próprias, emprega 320 funcionários diretos e gera cerca de 1 mil empregos indiretos.

Com um investimento inicial de R$ 700 mil feito pelos próprios fundadores, o executivo diz que a empresa faturou R$ 57 milhões em 2024, e a expectativa é chegar a R$ 117 milhões neste ano, o que representaria um crescimento de 105%.

"Esse crescimento foi controlado, poderia ter sido 300%, mas controlamos, justamente pela capacidade de produção e logística hoje", diz Stuque.

A Sofá na Caixa vende sofás modulares, compostos por peças individuais que podem ser combinadas de diferentes maneiras para criar modelos personalizados.

Feitos com uma espuma especial, os módulos são vendidos comprimidos em caixas. Uma vez fora da embalagem, as peças se expandem, recuperando a forma original.

Fundada em 2024, a empresa ganhou fama com uma eficiente campanha de marketing, com uma grande quantidade de anúncios impulsionados nas redes sociais e influenciadores testando o produto que viralizou nas redes.

Antes da Sofá na Caixa, Rubens Stuque foi fundador da empresa de móveis para áreas externa Eco Flame Garden e foi homenageado em 2022 na lista Forbes Under 30 da revista Forbes, que destaca empreendedores de até 30 anos, por seu trabalho naquela empresa.

Questionada pela BBC News Brasil sobre os critérios para inclusão de Stuque na lista, a Forbes disse que não iria se pronunciar.

"O modelo de negócios da Sofá na Caixa responde a um problema muito grande, tanto do fabricante, quanto do consumidor", avalia Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi).

"Moramos hoje empilhados uns sobre os outros, em imóveis pequenos, em que há muita dificuldade de passar no elevador o sofá, que é um móvel grande. Tem que içar, não é qualquer elevador que entra, não dá pra subir pela escada às vezes", diz o consultor especializado no setor de móveis há mais de 30 anos.

"Quando você transporta colchão, sofá, ou qualquer coisa feita em espuma, se transporta muito ar. Então, quando você põe isso numa caixa fechada a vácuo, tira todo o ar, a metragem cúbica é muito menor, você também ganha com a logística e com os materiais de embalagem", enumera.

Para o consultor, esse pioneirismo da empresa, além de sua estrutura totalmente digital de vendas e estratégia de marketing agressiva, ajudam a explicar as dificuldades enfrentadas pela companhia agora.

"O pioneirismo traz um desafio. Traz uma vantagem, porque você chega primeiro, mas tem um ônus", diz Prado.

"Tem que ter muito cuidado, muito planejamento, e lidar com a coisa passo a passo, porque a reação do mercado não é necessariamente controlada, ainda mais quando seu grande promotor ou gerador de fluxo é a internet", prossegue.

"A loja física é previsível, você tem mais facilidade de controlar e menos risco. A internet, se aquilo viralizar, pode gerar um fluxo muito maior do que a empresa pode atender."

Foi o que aconteceu com a Sofá na Caixa, segundo uma pessoa com conhecimento dos negócios da empresa, que preferiu falar à BBC News Brasil sob anonimato.

"Acho que vendeu mais do que produz, sistematicamente. Porque foi um boom muito grande. Ele [Stuque] deveria ter pausado as vendas para atender [aos pedidos já realizados]", opina essa pessoa.

A paulistana Maíra Della Negra, de 45 anos, foi uma das afetadas pelos produtos não entregues pela Sofá na Caixa.

Após 20 anos morando em Vinhedo, no interior de São Paulo, a psicóloga conta que se mudou de volta para a capital paulista e escolheu uma poltrona da marca para seu novo apartamento.

"Logo quando comprei, não tinha um código de rastreio, achei estranho, mas OK. Fui cobrando e não tinha uma resposta. E aí começa: 'Olá, estamos com problema na produção, estamos com problema nisso, estamos com problema naquilo'", diz Maíra.

Além de ficar irritada com as respostas da empresa, ela diz que se incomodou ao ver que tinha muita gente reclamando e que ninguém fazia nada a respeito: "Pensei, 'não é possível, a gente precisa se juntar'."

Foi assim que Maíra criou um perfil no Instagram e um grupo de WhatsApp para clientes insatisfeitos, que chegou a reunir mais de 50 consumidores com pedidos em atraso, alguns deles, com compras feitas ainda no fim de 2024 e nunca entregues.

Na quarta-feira (15/10), o perfil "Nunca Sai da Caixa", criado por Maíra, foi suspenso pelo Instagram.

A BBC News Brasil questionou o fundador da empresa se a Sofá na Caixa de fato vendeu mais sofás do que tinha capacidade de produzir.

Rubens Stuque nega, mas afirma que sua produção foi afetada pela aplicação pelo governo federal, em julho deste ano, de direitos antidumping sobre as importações de poliol originárias da China e dos Estados Unidos.

O poliol é um dos principais insumos na fabricação de poliuretano, matéria-prima utilizada na indústria de espumas, e a sobretaxa encareceu e reduziu a oferta do produto no Brasil, segundo representantes do setor.

A decisão do governo foi resultado de um processo de investigação iniciado em janeiro de 2024, a pedido da Dow Brasil, única fabricante nacional de poliol.

A Dow alegou que as importações chinesas e americanas estavam causando danos à indústria doméstica. Mas fabricantes de móveis e colchões questionam a capacidade da companhia de atender à toda demanda nacional.

Associações do setor questionaram a medida junto ao governo e, ainda em julho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disse que ela poderia ser revista.

Procurado pela BBC News Brasil, o MDIC informou que "o tema ainda está em discussão e sem data prevista para apresentar a decisão".

"Isso [o antidumping sobre importações de poliol] não afetou só a gente, afetou todo o setor colchoeiro", diz Stuque.

"Fornecedores de poliol retiraram o produto [do mercado], alongando o tempo de venda, sabendo que teria esse aumento de taxa e eles poderiam ganhar mais."

Segundo o empresário, esse é um dos fatores que explicam os atrasos aos clientes, embora não seja o principal. Além disso, ele cita problemas logísticos com transportadoras.

Questionado sobre a possibilidade de pausar vendas e anúncios até a regularização dos pedidos em atraso, Stuque diz que isso não é viável, diante das centenas de pessoas que hoje dependem da empresa.

"Aumentamos nosso prazo de entrega, diminuímos a variedade de produtos. Mas são 1 mil pessoas envolvidas no projeto, e os atrasos representam 6,5% [do total de pedidos], nosso foco é a eliminação desses pedidos [em atraso]", diz o empresário, acrescentando que cerca de 60% dos pedidos do grupo de WhatsApp de clientes insatisfeitos criado por Maíra já tiveram seus problemas resolvidos.

Stuque refuta, por fim, a acusação de muitos desses clientes insatisfeitos de que a empresa seria um "golpe" ou um "esquema de pirâmide".

"A gente não tolera esse tipo de comunicação como 'golpe', 'estelionato'. Todos os dias são feitas soluções de pedidos, de problemas. Muitos clientes têm sim uma resposta, mas não é a resposta que eles gostariam."

O advogado Stéfano Ferri, especialista em Direito do Consumidor e membro da comissão de Direito Civil da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campinas, explica os passos que o consumidor deve tomar em casos de produtos não entregues.

"O primeiro ponto é sempre registrar todos os contatos que as pessoas fazem com a empresa, seja por e-mail, WhatsApp, se for por ligação, lembrar de pedir o número de protocolo, porque tudo isso facilita quando você precisa buscar o Judiciário posteriormente", diz Ferri.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece que o vendedor é responsável pela entrega do produto dentro do prazo estipulado. Caso o produto não seja entregue, o consumidor pode recorrer à Justiça para exigir o cumprimento forçado da oferta.

Outra opção, caso o cumprimento não seja possível, é aceitar outro produto equivalente ou rescindir o contrato, com direito à devolução dos valores pagos.

Caso opte por entrar com um processo, isso pode ser feito na Justiça comum ou no Juizado Especial Cível (JEC), antes conhecido como Tribunal de Pequenas Causas.

O Juizado Especial pode ser acessado se a causa não superar 40 salários mínimos vigentes (equivalente a R$ 60.720 em outubro de 2025). A vantagem é que não há custo judicial para entrar com a ação e, se o consumidor perde, ele não precisa pagar honorários de sucumbência em primeira instância — valores pagos pela parte perdedora em um processo ao advogado da parte vencedora.

No tribunal, também é possível entrar com a ação sem advogado, mas Ferri não recomenda a prática. "Fica muito mais difícil o acompanhamento do processo. E, eventualmente, se a pessoa precisar recorrer, ela vai ter que buscar um advogado", argumenta.

O gaúcho Felipe Beckert tentou esse caminho, após não receber o sofá que comprou em janeiro. Ele diz que, depois de tentar diversas vezes cancelar o pedido e reaver o valor diretamente com a empresa, entrou em junho com uma ação no Juizado Especial Cível no Rio Grande do Sul.

Em outubro, houve uma audiência de conciliação entre as partes — uma etapa obrigatória em ações movidas no Juizado Especial —, mas a empresa não mandou representantes.

"Quando isso acontece, se pede para que seja decretada a revelia da empresa. O caso vai a julgamento, e muito provavelmente o juiz vai considerar como verdade as alegações do autor [da ação] e pode ser até que a empresa venha a pagar uma multa pelo não comparecimento", diz Ferri.

Quanto à possibilidade de indenização por danos morais, o advogado explica que isso é possível pela lei, mas improvável num caso como o enfrentado pelos clientes da Sofá na Caixa.

"Tem que ter um cenário em que o consumidor passa por um constrangimento, algo mais grave. Não basta o simples inadimplemento para ter direito ao dano moral", explica o advogado.

Por fim, Ferri diz que o consumidor também pode recorrer a canais oficiais de reclamação como os Procons estaduais, a plataforma Consumidor.gov.br do governo federal ou sites privados como o Reclame Aqui.

E pode expor seus problemas com a empresa nas redes sociais, se assim o desejar, desde que não extrapole o limite da reclamação, passando a ofender a empresa ou difamá-la — nesses casos, o consumidor pode acabar se expondo ao risco de ser processado pela empresa.

Após o pedido de entrevista feito pela BBC News Brasil, os consumidores ouvidos pela reportagem relataram que a Sofá na Caixa acelerou o processo de resolução dos problemas. A empresa nega e diz que a condução dos casos ocorre normalmente.

A recém-casada Rebeca conseguiu a devolução do seu dinheiro, assim como o gaúcho Felipe. A psicóloga Maíra recebeu seu produto quase três meses depois da compra.

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Dia do Pão: padaria fatura R$ 2,4 milhões por ano com receitas que duram até 10 dias

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Dia do Pão: padaria fatura R$ 2,4 milhões por ano com receitas que duram até 10 dias No Dia Mundial do Pão, celebrado nesta quinta-feira (16), conheça a história de um casal que fez da panificação o ingrediente principal de um negócio milionário. Por Pegn — São Paulo

Em uma movimentada região de São Paulo, uma padaria tem se destacado pela combinação entre tradição, inovação e gestão eficiente.

Com faturamento anual de R$ 2,4 milhões, o negócio comandado por Girlane Tavares e Edvilson Santos é resultado de uma trajetória construída com conhecimento técnico, decisões estratégicas e envolvimento direto dos proprietários em todas as etapas da operação.

A padaria produz semanalmente cerca de 1.200 kg de pão francês — o produto mais vendido — e outros 250 kg de pães variados.

Apesar de simples na composição, o pão francês exige precisão no preparo. Temperatura ambiente, tempo de batida e fermentação são fatores que influenciam diretamente na textura e na crocância.

“Um minuto a mais de batida já altera o resultado”, explica Edvilson, que acompanha pessoalmente o processo.

A padronização é levada a sério. A equipe é treinada para seguir procedimentos rigorosos, e os donos fazem questão de participar da produção.

“O proprietário precisa estar presente, inclusive na operação. Se a demanda está na copa, eu estou lá. Se é no balcão, também”, afirma.

Edvilson cresceu em Pernambuco, onde o pão francês era considerado um item de luxo. A entrada no ramo da panificação veio por influência da cunhada, que sonhava em ter uma padaria. A primeira sociedade durou 12 anos, até que Girlane comprou a parte do cunhado. Desde então, ela e Edvilson passaram a tocar o negócio juntos.

A atual padaria nasceu de um investimento de R$ 200 mil. No início, não havia equipe formada nem clientela. O crescimento foi gradual, com foco em ajustes internos antes de qualquer divulgação.

Uma das decisões mais impactantes foi a compra de um estacionamento ao lado da padaria, com sete vagas. A medida aumentou significativamente o fluxo de clientes.

“Padaria com ticket médio baixo precisa de volume. Sem gente dentro, não prospera”, afirma Edvilson.

A fidelização também é resultado da constância na qualidade dos produtos. Alguns clientes frequentam o local mais de uma vez por dia, como Valdemiro Junior, que passa pela padaria pela manhã, no almoço e no fim da tarde.

Entre as melhorias técnicas implementadas, está o desenvolvimento de receitas que aumentam a durabilidade dos pães embalados.

Pães como brioche, australiano e de hambúrguer podem durar até dez dias, graças ao uso de enzimas no lugar de conservantes. “Sem enzima, duram no máximo cinco dias”, explica Edvilson.

A experiência acumulada levou à criação de uma nova empresa, ainda em fase de legalização, voltada para o fornecimento de produtos de panificação a outras padarias, mercados e indústrias. A iniciativa inclui pré-misturas para pão de queijo e donuts, desenvolvidas desde o início da pandemia.

A capacitação é parte essencial da rotina. Os proprietários participam de cursos e incentivam os colaboradores a fazerem o mesmo.

“Quem quer prosperar com padaria precisa estudar, trabalhar muito e saber lidar com a equipe e com os clientes”, resume Girlane.

📍 Avenida Padres Olivetanos, 417 – Vila Esperança – São Paulo/SP📞 (11) 2682-3304📧 edvilson2@gmail.com🌐 www.olivetanos.com.br📘 Facebook: facebook.com/olivetanos📸 Instagram: @padariaolivetanos

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Salário em dólar: veja como conseguir emprego no exterior sem sair do Brasil

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Salário em dólar: veja como conseguir emprego no exterior sem sair do Brasil Na maioria dos casos, profissionais recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ). Especialistas apontam que comunicação em inglês e experiência sólida estão entre os principais requisitos. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Trabalhadores que prestam serviços remotamente para empresas estrangeiras, mantendo residência no Brasil e recebendo em moedas fortes, como dólar ou euro, são conhecidos como "Global Workers".

Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais contratam trabalhadores brasileiros para o serviço remoto e concentra cerca de 85% das vagas.

Pesquisa da TechFX indica uma forte concentração de vagas na área de tecnologia. Outros segmentos em destaque foram: produto, sucesso do cliente, design, marketing, operações e recursos humanos.

Na maioria dos casos, profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ).

Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais contratam trabalhadores brasileiros para o serviço remoto e concentra cerca de 85% das vagas, segundo levantamento da plataforma de câmbio voltada para profissionais TechFX.

Dos 1.428 desenvolvedores brasileiros entrevistados e que atuam no exterior, 1.220 trabalham para organizações americanas, com salários médios que chegam a US$ 110 mil anuais (cerca de R$ 598 mil).

O estudo também destaca outros destinos: Canadá e Austrália aparecem empatados em segundo lugar, com 1,85% cada, seguidos pelo Reino Unido (1,85%), Argentina (1,55%), Portugal (1,16%), México (1%) e Alemanha (0,62%).

No mercado, esses profissionais são conhecidos como Global Workers: trabalhadores que prestam serviços remotamente para empresas estrangeiras, mantendo residência no Brasil e recebendo em moedas fortes, como dólar ou euro.

Essa modalidade oferece a vantagem de acesso a salários mais altos, flexibilidade de tempo e liberdade geográfica, sem a necessidade de migrar para outro país.

Mas afinal, como conseguir oportunidades em empresas do exterior sem sair do Brasil? É preciso ser fluente em inglês? O g1 conversou com especialistas, que dão dicas práticas e explicam os direitos desses profissionais a seguir:

👩🏽‍💻 Perfil profissional mais procurado✍🏽 Fluência em Inglês 🔎 Como encontrar vagas💸 Modalidades de Contratação ➡️ Direitos e cuidados legais🦁 Declaração para o IR🎯 Vantagens e desafios

Uma outra pesquisa da TechFX, feita com 1.433 brasileiros que atuam remotamente para empresas internacionais, mostra uma forte concentração em uma única área: a tecnologia. Do total, 1.251 profissionais – ou 87,6% – trabalham nesse setor. (saiba como entrar)

Produto: 41 pessoas (2,9% do total)Sucesso do Cliente: 38 pessoas (2,7% do total)Design: 37 pessoas (2,6% do total)Marketing: 20 pessoas (1,4% do total)Operações: 14 pessoas (1% do total)Recursos Humanos: 13 pessoas (0,9% do total)

Apesar da pesquisa ter como base os clientes da empresa, os dados refletem uma tendência clara: atuar na área de tecnologia, especialmente em desenvolvimento, aumenta significativamente as chances de conseguir uma vaga em empresas internacionais.

“Embora a área de tecnologia realmente concentre uma grande demanda global, empresas que estão expandindo suas operações para o Brasil, por exemplo, precisam montar times completos. Isso inclui áreas como vendas, RH, atendimento ao cliente, entre outras. Não há uma limitação por formação”, explica Gustavo Sèngès, especialista em carreiras globais.

O Diretor da HireRight no Brasil, autor e mentor de carreiras, destaca que não existe uma única formação. As oportunidades se concentram em áreas como tecnologia, design, marketing digital, vendas, atendimento ao cliente, RH e operações.

Para ele, a tendência é que o modelo se expanda cada vez mais, atingindo diferentes segmentos e níveis de senioridade. Isso porque, existem também vagas para funções que não exigem formação específica como gestão, atendimento ao cliente e vendas.

Outro ponto destacado por Gustavo Sèngès é que esse mercado não é exclusivo apenas para profissionais mais jovens. Segundo o especialista, o mais importante é a capacidade de entrega e adaptação ao modelo de trabalho remoto global.

“Isso não é verdade. Trata-se de um mercado altamente democrático. Já vi e acompanhei contratações de profissionais das mais diversas idades atuando em equipes multiculturais e intergeracionais com total sucesso”, completa Sèngès.

O inglês continua sendo uma das habilidades mais valorizadas para quem busca uma carreira internacional, mas não é necessário ter a fluência de um nativo. O chamado “inglês funcional”, que serve para se comunicar com clareza, participar de reuniões e expressar ideias de forma eficaz, já pode abrir portas.

Especialistas destacam que o nível exigido varia conforme o cargo: posições de liderança e de contato direto com clientes costumam pedir domínio avançado, enquanto funções operacionais podem ser exercidas com conhecimento intermediário.

Além disso, o acesso ao aprendizado está cada vez mais democrático. O que antes era restrito a cursos caros hoje pode ser alcançado por meio de aplicativos, canais no YouTube, podcasts, perfis especializados e até ferramentas de inteligência artificial.

Um exemplo é o ChatGPT, que ajuda a revisar textos, preparar currículos e simular entrevistas. Além disso, os avanços em tradução simultânea em ferramentas de comunicação entre equipes prometem romper as fronteiras da comunicação.

“Em termos de carreira e retorno salarial, aprender inglês pode ser um dos melhores investimentos a se fazer. Cada vez mais, plataformas de AI gratuitas oferecem a possibilidade de aprender e praticar inglês, como uma porta de entrada para o aprendizado”, explica o CEO da TechFX, Eduardo Garay.

Plataformas de IA gratuitas também oferecem oportunidades para praticar o idioma, tornando o inglês um dos investimentos mais vantajosos para crescimento profissional e retorno salarial.

“O mais importante é ter confiança na sua capacidade de se comunicar e buscar o aprendizado contínuo. O inglês ainda é uma das principais habilidades técnicas exigidas neste mercado de global workers", completa Gustavo Sèngès.

Especialistas afirmam que conquistar a primeira oportunidade em uma empresa internacional exige planejamento e proatividade. O ponto de partida é compreender o funcionamento do mercado global: os formatos de contratação, as principais demandas e como suas habilidades podem se encaixar nesse contexto.

Essa análise inicial ajuda a destacar pontos fortes, identificar áreas de desenvolvimento e estruturar uma narrativa profissional consistente. Além disso, é essencial elaborar um currículo em inglês e se preparar para entrevistas – que ainda são um dos maiores desafios para brasileiros.

De acordo com o especialista em carreiras globais Gustavo Sèngès, existem três caminhos principais para ingressar nesse mercado:

Recrutadores estrangeiros: manter um perfil atualizado e bem posicionado em plataformas como o LinkedIn aumenta as chances de ser encontrado.Networking (ou “netplaying”): cultivar relações de forma genuína, ajudando e sendo ajudado, amplia as possibilidades. Muitas vezes, a oportunidade surge dentro do próprio círculo de contatos.Busca ativa por vagas: aplicar constantemente, ajustar estratégias e aprender com os processos seletivos. Estar presente em plataformas especializadas e treinar entrevistas são passos fundamentais.

De modo geral, os profissionais que conseguem vagas em empresas internacionais atendem a dois requisitos básicos: dominar a comunicação em inglês e ter pelo menos três anos de experiência na área.

Segundo o CEO da TechFX, Eduardo Garay, esses critérios concentram 98% das oportunidades no exterior. O LinkedIn aparece como a principal vitrine para os brasileiros nesse processo, sendo responsável por quase 60% das contratações.

Na maioria dos casos, profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ).

Neste caso, o profissional contratado tem uma empresa aberta em seu nome e se torna prestador de serviços para a contratante, emitindo notas fiscais, além de ser responsável pelo pagamento de impostos e contribuições.

Dentro dessa modalidade de trabalhadores com CNPJ entram, por exemplo, os microempreendedores individuais (MEIs) e os microempresários (MEs). A diferença entre os dois tipos está no faturamento anual, das atividades, no número de funcionários permitidos e no regime de tributação.

O vínculo com o contratante não é classificado como uma relação de emprego. Sendo assim, o profissional não possui direitos trabalhistas assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias remuneradas, auxílio-transporte e carteira assinada. (confira a diferença)

Apesar disso, esse modelo tem acesso a benefícios previdenciários. É o caso da aposentadoria por idade ou invalidez e auxílio-doença. Basta apenas que o prestador pague as contribuições mensais em dia e cumpra a carência necessária para cada benefício. (entenda como funciona)

O profissional PJ tem mais flexibilidade porque pode definir a própria jornada. A remuneração também tende a ser maior. É que esse profissional não tem encargos trabalhistas e a empresa contratante não precisa arcar com os benefícios previstos no regime CLT.

Em geral, essas economias são recompensadas no salário. Por outro lado, caberá ao PJ arcar com custos de alimentação, transporte, equipamentos, etc, salvo se o contrato com a empresa para o qual prestará serviços prever a oferta desses benefícios.

E também "não existe um valor mínimo de remuneração e nem piso salarial, como o salário de empregados CLT", ressalta a advogada trabalhista Iara Neves. "O valor é definido na negociação entre as partes. O pagamento pode ser mensal, por projeto ou por hora."

Outra modalidade é a contratação via Employer of Record (EOR), em que uma intermediadora formaliza o vínculo no país. Nesse caso, o profissional é registrado pela CLT e tem acesso a benefícios como plano de saúde e férias, embora o salário seja pago pela empresa estrangeira.

Em geral, o EOR é uma empresa terceirizada que assume todas as responsabilidades legais e administrativas de um empregador no país, atuando em nome de outra empresa que não tem presença legal local.

Neste caso, essa empresa terceirizada é o empregador oficial, cuidando da folha de pagamento, impostos, benefícios e conformidade com as leis trabalhistas locais, permitindo que empresas contratem talentos internacionalmente sem precisar se estabelecer no país.

Também existe a modalidade de autônomos: profissionais que não têm CNPJ e trabalham ou prestam serviços sem vínculo empregatício. Neste caso, o pagamento é feito diretamente para a pessoa física. Porém, o trabalhador precisa estar atento aos tributos e à declaração de Imposto de Renda. (veja abaixo como funciona)

Segundo especialistas, a escolha do modelo não cabe ao trabalhador, mas sim à contratante. Organizações globais, sobretudo de tecnologia, tendem a preferir o PJ, enquanto companhias em fase de expansão no Brasil optam pelo vínculo CLT via empresas terceiras.

Segundo Antonio Vasconcellos Junior, sócio fundador do AVJ Advogados Associados, quando um brasileiro presta serviços para uma empresa estrangeira, mas reside no Brasil, a legislação aplicável é a brasileira – neste caso a CLT.

Isso só não se aplica caso houver condição mais favorável prevista pela lei do país contratante. Um exemplo é a jornada reduzida de 6 horas diárias de trabalho, em razão das regras da empresa estrangeira.

O especialista ainda destaca que os profissionais contratados como PJ não têm os direitos da CLT, mas podem negociar cláusulas específicas no contrato de trabalho, como bônus, pausas de descanso e benefícios adicionais.

Antes de aceitar uma vaga no exterior, o advogado recomenda uma revisão contratual por um especialista. Isso porque, em casos de conflitos, a Justiça do Trabalho brasileira pode ser acionada se a contratação ou transferência ocorreu no Brasil.

Por outro lado, não terá competência quando o vínculo for firmado diretamente no exterior. “Existem exceções em situações específicas, como serviços prestados em navios ou aeronaves de bandeira brasileira, ou em embaixadas e consulados do Brasil localizados no exterior”, explica.

O Brasil mantém acordos internacionais de previdência social com alguns países, permitindo o cômputo de tempo de contribuição, mas ainda não há um tratado global que unifique direitos trabalhistas.

Por isso, o advogado destaca que é fundamental manter as contribuições previdenciárias em dia. “É possível optar pelo plano que melhor se adeque à sua situação para ter acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença”, explica. (veja como contribuir)

Por fim, Vasconcellos reforça a importância de investigar bem a empresa contratante e manter clareza sobre direitos e obrigações: “O que parece um sonho pode virar um pesadelo sem os devidos cuidados”.

“É sempre importante manter-se informado sobre os direitos trabalhistas e regras tributárias/previdenciárias, especialmente em um contexto global. Além disso, cada situação é única, e consultar um advogado especializado pode ser fundamental para garantir que seja cumprido o que foi prometido”, completa o advogado trabalhista.

Profissionais que prestam serviços para empresas estrangeiras devem ficar atentos à tributação no Brasil e à declaração do Imposto de Renda (IR), que varia conforme o regime de contratação.

Segundo Thais Ribeiro, advogada do L.O. Baptista Advogados, os autônomos que recebem remuneração de uma empresa estrangeira devem converter os valores em moeda estrangeira para reais usando a taxa de câmbio do dia do pagamento, divulgada pelo Banco Central.

Esses valores recebidos precisam ser declarados no carnê-leão, para apuração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), cuja alíquota é progressiva e pode chegar a 27,5%. (veja o que é e como emitir)

O imposto deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento, e todas as informações precisam ser replicadas na declaração no ano seguinte.

Além disso, é necessário contribuir para o INSS como contribuinte individual e, quando aplicável, pagar o ISS (Imposto sobre Serviços), definido pelo município. (entenda como funciona)

Se houver tratado de bitributação entre o Brasil e o país da empresa contratante, é possível compensar no Brasil o imposto já pago no exterior, desde que o valor também seja informado no carnê-leão.

Para quem presta serviços por meio de Pessoa Jurídica (PJ), a operação é considerada uma exportação de serviços, segundo a especialista Veronica Melo de Souza, sócia do Gaia Silva Gaede Advogados.

A exportação de serviços ocorre quando uma empresa brasileira presta serviços a um cliente no exterior e recebe o pagamento em moeda estrangeira. Nesse sentido, os pagamentos da empresa internacional vão diretamente para a PJ.

Ou seja: quando o profissional opta por prestar serviços por meio de uma pessoa jurídica aberta no Brasil, é a empresa que deve declarar e tributar as receitas, de acordo com o regime tributário escolhido — seja Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

“Neste caso, o imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) é devido normalmente e calculado de acordo com o regime de tributação da Pessoa Jurídica (PJ), que geralmente é o Simples Nacional ou Lucro Presumido”, explica Verônica Melo de Souza.

“O trabalhador recebe os valores apenas pela PJ e deve informá-los em sua Declaração de Ajuste Anual como pró-labore, no campo de rendimentos tributáveis, ou como distribuição de lucros e dividendos, no campo de rendimentos isentos, conforme a forma de contabilização”, completa a advogada Thais Ribeiro.

Já o regime CLT exige que a empresa estrangeira tenha CNPJ no Brasil para recolher encargos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e INSS. Por isso, é raro que empregadores internacionais contratem diretamente com registro em carteira.

Muitas vezes, eles utilizam empresas intermediárias, que assumem a folha de pagamento, recolhem impostos e contribuições — a contratação via Employer of Record (EOR) já citada nesta reportagem.

Por isso, os especialistas recomendam que profissionais busquem orientação de contadores ou advogados especializados, garantindo que todos os impostos e contribuições sejam pagos corretamente e evitando problemas com a Receita Federal.

Um exemplo de profissional que conquistou uma vaga em uma empresa norte-americana, mantendo residência no Brasil, é Roque Santos, engenheiro de software sênior, que vive em Salvador, na Bahia.

A experiência internacional veio após um incentivo inesperado: sua professora de inglês sugeriu que ele participasse de entrevistas com empresas estrangeiras para praticar o idioma em situações reais. O exercício acabou rendendo uma proposta de trabalho.

Segundo ele, o maior desafio não foi técnico, mas lidar com entrevistas em inglês. “Tudo era novidade. Consegui explicar bem a minha experiência, soar inteligente e claro nas entrevistas foi um desafio, para mim, muito maior que o técnico”, conta.

No dia a dia, Roque explica que mantém uma rotina parecida com a que tinha no Brasil, mas destaca diferenças marcantes: menos reuniões, ausência de microgerenciamento e uma relação de maior confiança com a equipe.

“Temos muito mais liberdade com o nosso tempo, mas como contrapartida somos responsabilizados pelas nossas entregas”, explica.

O trabalho exige um “overlap” de 4 a 6 horas diárias no fuso horário da empresa contratante. Isso significa que ele precisa estar online por pelo menos este período durante o horário oficial de trabalho da empresa.

A comunicação é feita principalmente pelo Slack, enquanto e-mails são pouco utilizados. Para ele, clareza e efetividade na comunicação foram tão importantes quanto às competências técnicas. Diplomas, por outro lado, não pesaram no processo de contratação.

“Nunca precisei entregar uma cópia formal do meu diploma para a empresa que trabalho. Fui perguntado se me formei, onde e quando”, afirma.

Sobre remuneração, Roque explica que os salários iniciam no mesmo patamar do Brasil, e aumentam conforme o crescimento na empresa. “No início, você pode entrar ganhando ‘pouco’, mas a diferença é que esse pouco normalmente se iguala ao salário do Brasil, mas lá esse é seu piso, e não o teto”, afirma.

Como a empresa não tem sede por aqui, o contrato é feito diretamente, cabendo ao trabalhador organizar-se via PJ para fins tributários.

Entre as dificuldades, o engenheiro cita a insegurança no início, tanto pela barreira do idioma quanto pela diferença cultural e pela ausência de feedbacks constantes. Em contrapartida, a autonomia e a confiança mútua com a equipe foram pontos positivos.

O conselho para quem quer seguir o mesmo caminho é direto: investir no inglês. “Saber se comunicar é o principal fator para conquistar a vaga. Depois disso, prepare-se para a entrevista: estude a empresa e mostre interesse real”, recomenda.

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