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Copa do Mundo de 2026 expõe disputa bilionária entre Nike, Adidas e Puma

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 04:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Por trás da disputa futebolística da Copa do Mundo de 2026 se esconde uma batalha comercial milionária, envolvendo empresas do ramo esportivo e as mais célebres estrelas em campo. Enquanto as gigantes do setor disputam espaço na maior vitrine esportiva do planeta, amplia-se a tendência de jogadores fortalecerem o passe midiático com o registro de marcas próprias.

Três grandes marcas esportivas vestem, juntas, 37 das 48 seleções em campo, o equivalente a 77%. A ampliação do torneio neste ano, entretanto, dá ainda visibilidade a concorrentes em emergência no mercado.

A maior guerra comercial se dá entre a Adidas e a Nike, presentes em, respectivamente, 14 e 12 seleções no torneio. A Puma, por sua vez, tem 11 seleções. Também entraram no torneio fabricantes alternativos como Kelme, Reebok, Kappa, Umbro, Marathon, Jako, Saeta, 7Saber, Majid e Tempo.

O Brasil veste a Nike desde 1996, tendo estreado os uniformes da marca americana em campo na Copa de 1998. Em 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato até 2038, em valor estimado pelo portal ge em 100 milhões de dólares.

Para a Adidas, a vantagem é também simbólica. A empresa alemã veste a atual campeã do mundo, Argentina, e outras seleções de forte peso comercial, como Espanha, Alemanha, México, Colômbia, Bélgica ou Japão.

A Itália, entretanto, um time historicamente associado à marca, não estará no campeonato pela terceira vez consecutiva. Outro revés vem da Alemanha, que disputará seu último grande torneio vestida pela Adidas, antes de trocar, a partir do ano que vem, a marca pela Nike.

A seleção alemã e a Adidas estiveram unidas durante 75 anos. A parceria acompanhou a Mannschaft na conquista de quatro títulos mundiais e transformou seus uniformes em um dos símbolos mais reconhecíveis do futebol internacional.

A disputa comercial se dá não só pelas equipes, como também pelos uniformes de jogadores de enorme impacto. Lionel Messi lidera a lista da Adidas na sua sexta Copa com a Argentina.

A Nike, por sua vez, mantém um dos portfólios esportivos mais fortes do campeonato. Além do Brasil, a empresa mantém contratos com França, Inglaterra, Holanda, Uruguai, Estados Unidos e outros.

No plano individual, a americana chega respaldada por algumas das maiores estrelas do futebol mundial. Cristiano Ronaldo (Portugal), Kylian Mbappé (França), Vinicius Junior (Brasil) e Erling Haaland (Noruega) fazem parte do portfólio comercial da marca.

No entanto, também perdeu alguns ativos importantes. Rodrygo (Brasil) não poderá participar do torneio por lesão, enquanto Cole Palmer (Inglaterra) ficou fora da convocação.

Já a Puma aparece como a grande vencedora silenciosa do novo formato. Também alemã, a empresa passou de vestir seis seleções na Copa de 2022, realizada no Catar, para onze na de 2026.

A sua estratégia de crescimento tem se mostrado especialmente forte na África, com cinco seleções do continente: Senegal, Gana, Costa do Marfim, Egito e Marrocos. Também entram na lista de clientes Portugal, Suíça, Áustria, República Tcheca, Paraguai e Nova Zelândia.

Mohamed Salah chuta ao gol no jogo Egito x Cabo Verde na fase de grupos da Copa Africana de Nações de 2024 — Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dals

Tampouco perdem tempo os jogadores em garantir ganhos comerciais. O francês Kylian Mbappé e o espanhol Lamine Yamal destronaram neste ano Cristiano Ronaldo e Lionel Messi como os futebolistas com mais marcas do seu nome protegidas para um possível uso comercial no espaço econômico europeu.

Se há quatro anos o português e o argentino eram os reis da propriedade intelectual, agora Mbappé tem ampla vantagem. Ele acumula 15 marcas protegidas, algumas delas de frases associadas à sua imagem, como "Moi tu m'parles pas d'age" (Não me fale da idade, em tradução livre).

Todas elas foram registradas no Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (UE). Além dos nomes em diferentes formatos, a estrela francesa do Real Madrid conta com um desenho da silhueta da característica comemoração dos seus gols.

Já Lamine detém sete marcas, incluindo o "304", que faz alusão aos últimos dígitos do código postal de seu humilde bairro de origem em Barcelona. Por sua vez, Vinicius Junior tem cinco marcas, e Neymar, duas.

Outros jogadores aguardam o registro das suas marcas, e a tendência se espalha também entre alguns treinadores.

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Após tragédias recentes, novo El Niño testa preparo do Brasil para eventos extremos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 03:54

Agro Após tragédias recentes, novo El Niño testa preparo do Brasil para eventos extremos Órgãos públicos ampliam monitoramento e articulam ações, mas ainda carecem de planejamento contínuo e investimentos estruturais. Por Deutsche Welle

Chuva extrema no Rio Grande do Sul em 2024, provocada por sobreposição de eventos climáticos, incluindo El Niño — Foto: Renan Mattos/REUTERS via DW

Um novo episódio de El Niño já dá sinais no Pacífico e pode trazer mais chuvas ao Sul e seca ao Norte e Nordeste. Ainda há dúvidas sobre a intensidade do fenômeno, em meio à falta de preparo e adaptação no país. Do alto, satélites e radares acompanham a massa de água mais quente que se desloca pelo Oceano Pacífico em direção à costa da América do Sul.

Esse monitoramento, reforçado por boias no mar, indica um padrão já conhecido pelos pesquisadores: mais um El Niño está em formação. A principal incerteza agora é sobre sua intensidade.

"O termo 'super El Niño' não é exatamente adequado", afirma Tércio Ambrizzi, professor de ciências atmosféricas na Universidade de São Paulo (USP). "A tendência é que ele seja de moderado para forte", comenta sobre um certo consenso na comunidade científica.

O fenômeno costuma ser identificado quando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico, na região equatorial, fica cerca de 0,5 °C acima do normal por um período prolongado, geralmente de pelo menos três meses. Desde fevereiro, as medições apontam essa elevação na região.

Os cientistas ainda aguardam a confirmação de onde ocorrerá o maior aquecimento no oceano. Esse fator será decisivo para definir como os impactos serão sentidos no Brasil.

"Comparando com outros do passado, é possível que os primeiros sinais desse El Niño devem aparecer no Sul do Brasil durante a primavera, com mais chuvas", afirma José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 90% de probabilidade de o El Niño ocorrer novamente este ano. Ele pode ter intensidade forte, o que tende a agravar tanto as secas quanto as chuvas intensas, além de aumentar o risco de ondas de calor em terra e no oceano.

"As condições do El Niño vão lançar mais lenha na fogueira de um mundo que está se aquecendo e seu impacto será ainda mais severo, chegará mais longe e cruzará fronteiras com uma velocidade devastadora", alertou o organismo científico das Nações Unidas na última terça-feira (02).

Entre o fim de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar na área do Pacífico usada como referência já se aproximava dos níveis típicos de El Niño. Esse cenário era reforçado por temperaturas abaixo da superfície mais de 6 ºC acima da média.

O possível surgimento de um El Niño de forte intensidade tem movimentado debates pelo país. No Congresso Nacional, sessões discutem se seus impactos podem prejudicar a população, a economia e o agronegócio.

A próxima safra de grãos, por exemplo, está estimada em 356 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,2% em relação à safra anterior.

À DW, a Defesa Civil da União, ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, informou que acompanha diariamente as condições climáticas em articulação com estados, municípios e instituições como o Cemaden e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Condições geradas por El Niño podem facilitar as queimadas e impactar produções agrícolas — Foto: Michael Dantas/AFP via DW

"Ainda não há um prognóstico preciso sobre os impactos do fenômeno. Por isso, a atuação está focada no monitoramento constante e na preparação antecipada para que, caso haja previsão de situações mais críticas, os alertas e medidas necessárias sejam adotados em tempo oportuno", respondeu o órgão, por meio de nota.

Se o fenômeno se confirmar, espera-se um agravamento da seca durante o inverno e o início do verão em algumas regiões, como o Norte — especialmente na Amazônia — e parte do Nordeste. Essas condições podem favorecer queimadas e afetar a produção agrícola. No Sul, há previsão de aumento das chuvas.

"Cada El Niño tem sua própria impressão digital. Ele nunca é igual ao outro", afirma Ambrizzi. O episódio mais recente do El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e foi um dos cinco mais intensos registrados, o que influenciou a ocorrência de temperaturas globais recordes.

As periferias de Porto Alegre foram fortemente atingidas pelos eventos de 2024 — Foto: Gustavo Basso/DW

Ainda está recente a memória da destruição causada pelas chuvas extremas no Rio Grande do Sul, em 2024. Naquele ano, uma combinação de eventos climáticos, incluindo um El Niño intenso, provocou a pior inundação da história do estado.

"Os governos e autoridades em geral parecem mais preocupados. Mas só isso não é suficiente. Mesmo que o El Niño não seja intenso, a atmosfera já está mais quente, já existe o aquecimento global, o que já deveria estar provocando mudanças de forma mais sistemática", pontua Marengo.

Nas comunidades mais vulneráveis, há a percepção de que faltaram investimentos públicos para adaptação e enfrentamento de chuvas ou secas extremas intensificadas pelo El Niño.

"As periferias das cidades já sofrem com impactos acumulados por vários desastres. Não temos quase nada pronto para adaptar nossas comunidades a esse cenário", afirma Thaynah Gutierrez, secretária executiva da Rede por Adaptação Antirracista, citando as periferias de Porto Alegre, fortemente atingida pelos eventos de 2024.

Para especialistas em gestão de riscos, a preparação para eventos climáticos extremos não deveria depender da confirmação de um fenômeno específico. Ela deveria fazer parte de uma agenda contínua de planejamento.

Embora tenha havido avanços na conscientização em órgãos públicos, no setor privado e na sociedade civil, o debate ainda costuma se concentrar no que exatamente vai acontecer: se haverá seca, chuvas intensas ou enchentes.

"Mais do que reagir a cada novo alerta, independentemente da ocorrência de um evento específico, os territórios devem estar preparados. O foco precisa estar na resiliência das cidades, da infraestrutura e dos sistemas produtivos", sugere Victor Marchezini, sociólogo no Cemaden e coordenador do Projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Outro desafio está na comunicação de risco. Com a multiplicação de análises meteorológicas nas redes sociais — muitas vezes produzidas por consultorias privadas e influenciadores com diferentes interesses — a população fica exposta a informações desencontradas.

"Esse excesso de mensagens pode gerar dúvidas sobre quais previsões são mais confiáveis e quais medidas concretas devem ser adotadas", critica o sociólogo.

Formada em administração pública, Gutierrez acompanha o alarmismo gerado pelas previsões, mas afirma que a maioria da população não acessa esse tipo de conteúdo — exceto por meio de vídeos que viralizam na internet.

"No geral, faltam aos governos e instituições um conhecimento situado de quais são os territórios mais vulneráveis. Nós queremos falar sobre isso de forma responsável e cobrar governos para que priorizem esses territórios na preparaçao", argumenta.

A responsabilidade de cobrar investimentos e prestar contas precisa fazer parte de todas as esferas de governo, assim como o planejamento, complementa Marchezini.

"Isso permitiria, por exemplo, a realização antecipada de licitações e contratos para resposta a desastres, reduzindo a necessidade de medidas emergenciais e de gastos extraordinários quando as crises já estiverem em curso", comenta.

Diante das previsões, Santa Catarina, por exemplo, decretou estado de alerta climático, válido até novembro. Ao mesmo tempo, o governo estadual praticamente paralisou os investimentos em prevenção de desastres, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (Sigef-SC), divulgados pela Assembleia Legislativa do estado.

Em 2025, apenas 15,4% dos recursos previstos no orçamento da Secretaria de Proteção e Defesa Civil foram executados. O volume destinado à construção, ampliação e reforma de barragens foi ainda menor: apenas 0,66% do total foi empenhado.

"Vale lembrar que estamos em ano de eleições. Não podemos continuar elegendo esses políticos que vão usar os recursos que deveriam ir para o preparo e adaptação aos eventos extremos para desvios", comenta Gutierrez.

Iniciativa é uma medida para aumentar a transparência e o controle sobre os rendimentos da magistratura.

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Imposto do pecado: bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros; governo diz que tributação começa em 2027 para reduzir consumo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 02:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Empório em São Paulo vende bebidas alcoólicas e alimentos — Foto: Crédito: Soulpics photography

Aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, começa em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente.

A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

Ao g1, o Ministério da Fazenda reafirmou o "interesse na implementação do Imposto Seletivo para o ano que vem, principalmente pelo seu efeito regulatório de reduzir o consumo de produtos danosos à saúde e ao meio ambiente".

Para começar a valer efetivamente, o Congresso Nacional precisa aprovar a regulamentação do imposto, mas a proposta do governo federal ainda não foi enviada. O Executivo diz que isso será feito até o fim deste ano.

➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária.

➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz.

➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano.

➡️O valor do imposto a ser cobrado de cada produto ainda não está definido. Na regulamentação, que terá de ser feita até o fim deste ano, para valer a partir de 2027, a área econômica irá propor, e o Legislativo definirá, quais serão as alíquotas.

"O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais, antes de sua divulgação. Apenas após a definição das alíquotas será possível estimar os eventuais impactos econômicos", comunicou o Ministério da Fazenda.

➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal (veja mais abaixo).

Pela sistemática da reforma tributária, o imposto seletivo será um tributo extra, ou seja, além da CBS e do IBS (impostos do governo federal, estados e municípios sobre o consumo). Ao contrário desses impostos, será vedado qualquer aproveitamento de crédito do imposto do pecado nas etapas anteriores ou posteriores da cadeia.

De acordo com o texto aprovado da reforma tributária, o imposto sobre o pecado substituirá o atual Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que permanecerá, a partir de 2027, apenas para itens da Zona Franca de Manaus (ZFM) produzidos em outras regiões do país.

"Embora restrito a poucos bens e serviços, o imposto seletivo é um complemento à regulamentação da Reforma Tributária, tendo em vista que uma significativa quantidade de produtos terá suas alíquotas de IPI zeradas em 2027", informou o Ministério da Fazenda.

bebidas alcoólicas;cigarros e produtos fumígenos;bebidas açucaradas (refrigerantes e similares);veículos (conforme o nível de poluição), embarcações e aeronaves;extração de bens minerais, como minério de ferro, petróleo e gás natural;loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

➡️Para bebidas alcoólicas de acordo com regra aprovada na reforma tributária, o imposto será uma combinação de:

Uma alíquota específica: valor fixo, em reais (R$), de acordo com a graduação alcoólica, ou seja, bebidas com maior teor alcoólico terão imposto mais alto. Uma alíquota ad valorem: percentual sobre o valor do produto, de acordo com o tipo de bebida.

Jones Valduga, o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), afirmou que o setor vê com "grande preocupação" a determinação da alíquota que incidirá sobre os vinhos. Ele lembra que o setor emprega mais de 90 mil pessoas diretamente, está presente em 17 estados e recebe três milhões de turistas por ano no enoturismo.

"A determinação da alíquota está nas mãos do Congresso Nacional, e o setor dispõe de subsídios técnicos qualificados para contribuir com esse debate. Nossa posição é clara: uma alíquota equilibrada protege a arrecadação, combate o mercado ilegal e preserva um patrimônio econômico, cultural e social que o Brasil levou mais de 150 anos para construir", avaliou o executivo da Uvibra.

Segundo Eduardo Cidade, presidente Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), como as alíquotas do imposto seletivo ainda não foram definidas pelo governo, isso torna qualquer projeção de impacto no setor prematura. Ele observou que o peso dos tributos sobre destilados, atualmente, já supera o das cervejas no Brasil.

"O que a ABBD defende não é aumento de carga sobre nenhuma categoria — é a correção de uma assimetria. Um modelo que tribute a molécula de álcool [somente a quantidade em cada garrafa], não o rótulo [tipo de cada bebida] Com uma alíquota única por litro de álcool puro e uma alíquota única sobre o preço, a conta é proporcional: quem tem mais álcool paga mais, quem custa mais paga mais. Sem privilégios de categoria", diz Eduardo Cidade.

Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), informou que estimativas do setor apontam para uma carga tributária atual de 56% sobre a cerveja, ou seja, a proporção de impostos no preço final, e que um possível aumento poderá ocasionar em alta de preços ao consumidor.

"A questão de preço é algo muito específico das empresas. Se aumenta imposto, se reflete no mercado. A margem da cerveja é menor do que vinhos e destilados, a cerveja é muito competitiva. Qualquer aumento de imposto é algo que aperta muito, até porque a inflação da cerveja está acima do IPCA [inflação oficial] nos últimos anos", disse Márcio Maciel, do Sindicerv.

Carlos Lima, presidente da diretoria executiva do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), informou que o peso dos impostos já é alto no produto, respondendo por mais de 80% do seu preço final. Por isso, o executivo avalia que o setor não teria como repassar potenciais aumentos de imposto aos preços. O setor engloba mais de 600 mil empregos diretos e indiretos.

"Qualquer aumento nessa tributação, a gente vai começar a sentir os efeitos negativos, como uma grande migração para o mercado informal, o fechamento de fabricas e a demissão de funcionários. A tributação do setor da cachaça hoje está muito acima do que consegue segurar. Não é uma questão do momento do imposto seletivo. Qualquer movimento do governo tributar mais, arrecada menos e mercado ilegal cresce", declarou Carlos Lima, do IBRAC.

Em posicionamento formal, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir) informou que o setor contempla mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. A entidade diz não concordar com o imposto seletivo para bebidas açucaradas, que, em sua visão, "traz uma série de inconsistências quanto ao seu objetivo".

"O argumento do aumento da obesidade pelas bebidas açucaradas também não se sustenta, conforme dados do próprio Ministério da Saúde, que apontam crescimento exponencial do índice no Brasil e queda pela metade na frequência de consumo", diz a Abir, em nota.

Já a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) avaliou, por meio de nota, que a eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no imposto do pecado poderá gerar perda perda de competitividade da produção nacional frente ao mercado ilegal "criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas".

Em posicionamento na internet, o presidente da Abifumo, Edimilson Alves, disse que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão. Segundo a associação, o tabaco já figura entre os segmentos mais tributados do país.

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Porsche 911 GTS de Fábio Giga custa R$ 1,3 milhão e chega a 312 km/h; veja detalhes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/06/2026 00:45

Carros Porsche 911 GTS de Fábio Giga custa R$ 1,3 milhão e chega a 312 km/h; veja detalhes Esportivo de acidente tem motor 3.6 biturbo com 541 cv de potência e acelera de 0 a 100 km/h em 3 segundos. Este foi o primeiro 911 a receber motor híbrido. Por Redação g1

O influenciador Fabio Giga dirigia um Porsche 911 GTS quando se envolveu num acidente com duas motos e dois carros neste sábado (6). O esportivo modelo 2026 custa mais de R$ 1,3 milhão, segundo a tabela Fipe, e pode chegar a 312 km/h.

Este é o primeiro 911 a receber sistema híbrido. O motor seis cilindros de 3.6 litros bi turbo gera 541 cavalos de potência e 62,2 kgfm de torque. Uma das inovações desse sistema é a instalação de um motor elétrico entre o compressor e o rotor da turbina. A aceleração de 0 a 100 km/h leva só 3 segundos.

Com isso, o Porsche consegue acelerar a compressão dos gases em baixos giros, criar torque e aumentar a aceleração. O sistema, instalado em uma das turbinas, também consegue recuperar energia cinética e transformá-la em 11 kW.

A transmissão de dupla embreagem PDK tem outro motor elétrico instalado dentro dela que fornece 15,3 kgfm extras. Como referência, um Volkswagen Polo 1.0 aspirado tem torque de só 10,3 kgfm.

Esse motor também entrega potência extra de 54 cv para o Porsche 911. Ambos os motores estão ligados a uma compacta bateria de íon de lítio de só 1,9 kWh. O motor a combustão 3.6 bi turbo gera sozinho 485 cv.

Pela primeira vez, a Porsche oferece como item de série o eixo traseiro esterçante. Essa tecnologia esterça levemente as rodas de trás para facilitar manobras em espaços apertados e ainda aumenta a estabilidade em trocas de direção em alta velocidade.

Conhecida pelo acerto fino de suas suspensões, a Porsche integrou o seu controle dinâmico de chassi (PDCC) no sistema de alta tensão de 400V do GTS. Com isso, as respostas dos atuadores são mais rápidas e precisas para equilibrar o 911.

A versão GTS dirigida pelo influenciador, tem suspensão rebaixada em 10 mm se comparada às versões Carrera do 911.

Nas extremidades do para-choques dianteiro do 911 GTS, há conjuntos de cinco abas móveis verticais. Elas se movem e controlam o fluxo de ar para resfriamento dos radiadores.

Há ainda difusores dianteiros adaptativos no sub-chassi. Eles controlam a passagem de ar sob o carro. Tudo para otimizar a aerodinâmica e também melhorar o resfriamento do motor em situações de alta demanda de potência.

Aletas no para-choque do Porsche 911 Carrera GTS controlam passagem de ar — Foto: Divulgação / Porsche

O fisiculturista e influencer Fábio Giga perdeu o controle de um Porsche e bateu em duas motos e dois carros na tarde deste sábado (6), na Zona Sul de São Paulo. O acidente aconteceu na Avenida das Juntas Provisórias, sentido Ipiranga.

Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), duas vítimas foram socorridas e encaminhadas a unidades de saúde da região.

Câmeras de segurança registraram o momento do acidente. No registro, é possível ver que o carro derrapa, atinge duas motos e depois bate em um muro que abriga as colunas do Expresso Tiradentes.

Além disso, o carro ficou a poucos metros de atingir outra motocicleta com duas pessoas que vinha logo à frente. Também é possível ver que o airbag do carro de luxo foi acionado.

Outra câmera registrou um ângulo diferente do acidente. Nessa gravação, é possível ver os dois motociclistas deslizando no asfalto após serem atingidos pelo Porsche.

Fábio Giga é o apelido de Fábio Augusto Rezende, de 46 anos. Com 3,7 milhões de seguidores no Instagram e 1,5 milhão de inscritos no YouTube, ele compartilha nas redes sociais detalhes de sua rotina como fisiculturista.

Ele se tornou conhecido do público em 2013 após conhecer personalidades do fisiculturismo brasileiro como Léo Stronda e Felipe Franco, que o incentivaram a criar seu próprio perfil público nas redes sociais.

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Mega-Sena, concurso 3.015: prêmio é de R$ 30 milhões; veja resultado do sorteio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 21:45

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3.015: prêmio é de R$ 30 milhões; veja resultado do sorteio Veja os números sorteados: 09 – 18 – 26 – 31 – 53 – 58. Por Redação g1

O sorteio do concurso 3.015 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (6), em São Paulo. O prêmio é de R$ 30 milhões.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Operador Nacional do Sistema aciona plano de controle de excedente para reduzir geração de energia neste domingo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 20:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%Oferecido por

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que acionou para este domingo (7), pela primeira vez, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição.

Na prática, o ONS pediu preventivamente que as distribuidoras reduzam a geração de energia, com o objetivo de manter o equilíbrio entre geração e consumo, evitando desligamentos em cascata e instabilidade no fornecimento para a população.

O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi estabelecido no ano passado, após a identificação de risco de colapso no sistema elétrico devido ao excedente de energia renovável produzida.

Superoferta de energia solar provoca sobrecarga no sistema elétrico brasileiro e obriga desligamento de usinas — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

A medida afeta a operação de pequenas hidrelétricas e também a mini e microgeração distribuída, modalidade formada por consumidores que geram a própria energia e recebem desconto na conta de luz ao injetar o excedente na rede.

Essa geração está fora da rede básica, não é controlada pelo ONS, mas também impacta na operação do sistema elétrico.

As gerações eólica e solar causam sobreoferta em determinados períodos, a depender das oscilações do vento e da incidência da radiação solar.

O ONS identificou que as atuais condições climáticas estão favoráveis à geração desse tipo de energia, enquanto o consumo não deve estar alto neste domingo, o que justificou a medida.

"Para amanhã [este domingo], o Operador solicitou a redução dos recursos da geração centralizada, que estão sob sua responsabilidade. Esgotada essa providência, foi necessário colocar em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]. O ONS acionou as distribuidoras para que reduzissem geração sob sua área de concessão, uma vez que o Operador não possui controle sobre essas fontes", afirmou o órgão.

Nos dias 4 de maio e 10 de agosto de 2025, identificou-se que o alto percentual de micro e minigeração distribuída (MMGD) existente no Sistema Interligado Nacional (SIN) poderia levar a uma incapacidade do controle da frequência e da tensão no sistema. Foi a partir daí que foi criado o plano de controle de excedente.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo brasileiro intensifica conversas com União Europeia para destravar negociação sobre carne brasileira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 17:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%Oferecido por

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) intensificou as conversas com representantes da União Europeia na tentativa de destravar a negociação sobre a exclusão da carne brasileira da lista de importadores pelo uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

De acordo com interlocutores do Palácio do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira conversou, na última quinta-feira (4), com o comissário de Comércio do bloco europeu sobre o assunto.

A informação foi apurada pelo repórter Vladimir Netto, da TV Globo. O governo trabalha para tentar reverter a decisão, pelo menos parcialmente, até que ela entre em vigor, em setembro.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.

Nesta sexta-feira (5), a União Europeia (UE) publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

Na lista anterior, de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados para exportar para a UE.

Segundo o documento publicado na sexta, o país não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que garantem que a carne do Brasil cumprem os requisitos da UE sobre antimicrobianos.

Quando o bloco anunciou a sua decisão, no início de maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil pode voltar à lista assim que comprovar os requisitos exigidos.

O governo brasileiro, por sua vez, disse, na época, que estava surpreso com a decisão e que iria negociar. O Brasil foi o único país que saiu da lista por não apresentar informações exigidas pela UE.

Outros três países foram removidos da lista da UE, mas por não terem mais interesse em exportar produtos para o bloco. É o caso da Austrália, para ovos; da Ucrânia, para coelhos; e das Ilhas Malvinas, para produtos de aquicultura.

Por outro lado, a UE inclui 21 países e territórios na lista. São eles: Armênia, Burkina Faso, Benin, Brunei, Belize, Guernsey, Índia, Indonésia, Irã, Quênia, República do Quirguistão, Sri Lanka, Ilhas Maurício, Nigéria, Sérvia, Essuatíni, Tunísia, Tanzânia, Uganda, Uzbequistão e Wallis e Futuna.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Agência rebaixa nota de crédito do BRB pela 2ª vez em três meses e cita ‘crescente incerteza’ no banco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 16:51

Distrito Federal Agência rebaixa nota de crédito do BRB pela 2ª vez em três meses e cita 'crescente incerteza' no banco S&P Global cita tentativa de capitalização como 'principal desafio'. Governo do DF tenta captar R$ 6,5 bilhões para reforçar patrimônio do banco, que não divulga balanços há meses. Por Mateus Rodrigues, g1 DF — Brasília

A S&P Global – empresa de análises financeiras e classificação de risco – voltou a rebaixar a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB).

Agora, a instituição passou do nível brB- para o nível "brCCC+/brC", inferior na escala. É o segundo rebaixamento em menos de três meses – o patamar anterior tinha sido definido em março.

O comunicado divulgado ao mercado fala em "crescente incerteza" e em "riscos de execução associados ao plano de capitalização" do banco.

O "rating de crédito" leva em consideração a capacidade geral do banco de honrar suas obrigações – ou seja, a solidez as operações daquela instituição financeira.

atualmente "vulnerável ao não pagamento em relação a outras obrigações nacionais"; dependendo de condições favoráveis de negócios e financeiras para o devedor honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação

"No caso de condições adversas de negócios, financeiras ou econômicas, o emissor provavelmente não teria capacidade de honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação", diz o manual da S&P para essa nota.

➡️ O patrimônio do BRB foi abalado, ao longo dos últimos três anos, por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo uma tentativa do BRB de adquirir o Master que foi barrada pelo Banco Central.

➡️ Desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, dirigentes dos dois bancos foram presos e afastados.

➡️ O Master e outros bancos do mesmo conglomerado foram liquidados pelo Banco Central, enquanto o BRB – que tem o governo do Distrito Federal como acionista majoritário – vem atrasando balanços e tentando captar crédito no mercado para restabelecer seu patrimônio.

Em abril, outra agência global de classificação de risco, a Moody's, também rebaixou a nota do BRB. A nota chegou a falar em risco de default – ou seja, risco de calote.

Acionista majoritário do BRB, o governo do Distrito Federal tenta costurar um acordo com a União, com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com bancos privados para tomar um empréstimo de R$ 6,5 bilhões.

O dinheiro iria direto para o BRB, para reforçar o patrimônio e fazer com que o banco restaure seu "colchão" de segurança e volte a cumprir as regras de prudência do sistema bancário brasileiro.

Empréstimo para salvar BRB pode custar mais de R$ 1 bilhão ao ano só em juros, calcula oposição no DF

Oficialmente, o BRB nunca reconheceu estar descumprindo essas regras – o que, em última instância, poderia até ameaçar o funcionamento do banco. Há quase um ano, o banco vem represando a divulgação dos seus balanços trimestrais e semestrais.

A ideia é divulgar, a um só tempo, os dados da crise e o mapa da solução. Se o empréstimo de R$ 6,5 bilhões avançar, o BRB espera divulgar esse pacote de informações até o fim de junho. Veja no vídeo abaixo:

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Azul prevê cortar voos por alta no preço do combustível, diz CEO

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%Oferecido por

A companhia aérea brasileira Azul está intensificando "cortes de capacidade" em meio a preços mais altos do combustível de aviação, ligados à guerra no Irã, e a empresa continuará reduzindo voos para proteger o caixa em um ambiente incerto, disse o presidente-executivo, John Rodgerson.

Rodgerson disse à Reuters que as maiores empresas do setor vêm reduzindo capacidade para se alinhar melhor à demanda diante de níveis de custo mais altos, e a Azul seguirá o exemplo, indo além dos cortes anteriores à medida que o conflito se prolonga.

"Quando fizemos nossos cortes iniciais, pensamos que a guerra já teria terminado", disse o executivo em uma entrevista na sexta-feira, em preparação para uma reunião de líderes de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro.

"Mas ela [a guerra no Irã] continua, então vamos continuar a cortar algumas frequências de forma oportunista, certificando-nos de que estamos voando apenas coisas que fazem sentido", diz Rodgerson.

A maior parte das reduções da Azul no segundo trimestre ocorreu em rotas internacionais, com ajustes adicionais concentrados em frequências domésticas, em vez de retirar cidades inteiras, disse Rodgerson.

"Você voa para Curitiba seis vezes por dia? Talvez, com esses preços de combustível, devessem ser quatro." A companhia aérea está priorizando seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, acrescentou.

"Ainda não retiramos cidades, mas isso está sempre em pauta. Mas primeiro você começa com a utilização e o corte de frequências. Você não quer estar utilizando uma aeronave 13, 14 horas por dia quando os preços dos combustíveis dobram."

O CEO da Azul, John Rodgerson, fala sobre prováveis cortes de voos e destinos — Foto: REUTERS/Pilar Olivares

Rodgerson disse que o balanço patrimonial da Azul, após uma grande reestruturação da dívida, colocou a empresa em uma posição mais forte do que alguns de seus pares para se adaptar. A companhia saiu do processo do Capítulo 11 em fevereiro com apoio da United Airlines e da American Airlines.

A Azul espera que os preços permaneçam sob pressão no segundo trimestre, sazonalmente mais fraco, mas vê espaço para que tarifas mais altas se sustentem à medida que a demanda se fortaleça no terceiro e quarto trimestres, disse ele.

No fim de maio, o governo renovou os subsídios parao querosene de aviação. O querosene de aviação é um insumo sensível para o setor, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas.

No primeiro dia do mês de junho, a Petrobras anunciou que vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras. Isso corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado.

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Praga mortal ressurge em gado nos EUA após 60 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 14:47

Agro Praga mortal ressurge em gado nos EUA após 60 anos Governo americano detectou dois casos em bezerros, no Texas. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

O Departamento de Agricultura dos EUA confirmou nesta semana 2 casos de mosca-da-bicheira no Texas, marcando o ressurgimento da praga mortal após 60 anos de erradicação.

As ocorrências atingiram bezerros jovens no condado de Zavala, surgindo em um momento crítico de redução histórica do rebanho bovino norte-americano devido a secas intensas.

Para conter a propagação das larvas destrutivas, o governo americano está criando uma zona de contenção e ampliando a liberação de moscas estéreis na região afetada.

O USDA orientou os produtores a examinarem os animais contra infecções, mas garantiu que o abastecimento de alimentos no país permanece totalmente seguro contra a praga.

Imagem de uma mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax). — Foto: Departamento de Agricultura dos EUA.

A mosca-da-bicheira, praga erradicada há 60 anos nos Estados Unidos, voltou a atingir o gado norte-americano nesta semana, após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) registrar dois casos da doença.

A primeira ocorrência foi detectada na quarta-feira (3) em um bezerro de três semanas, no condado de Zavala, no Texas. Dois dias depois, o governo americano confirmou um segundo caso, localizado a cerca de 9 quilômetros do primeiro foco, em um bezerro de um mês.

A mosca-da-bicheira do Novo Mundo é considerada uma das pragas mais destrutivas da pecuária. As fêmeas depositam ovos em feridas abertas de animais de sangue quente, e as larvas que emergem passam a se alimentar de tecido vivo.

Diferentemente da maioria das moscas, cujas larvas consomem matéria em decomposição, a mosca-da-bicheira ataca carne viva e saudável, ampliando as lesões e podendo causar infecções graves.

O ressurgimento da praga acontece em um momento delicado para a pecuária dos EUA, que viu o seu rebanho dimininuir ao menor nível em 75 anos no ano passado, após secas intensas e aumento nos custos de produção. Esse cenário fez os preços da carne bovina dispararem no país.

“Todos os modelos indicavam que a mosca-da-bicheira entraria no país em 2025. No entanto, graças ao trabalho de toda a administração Trump […] conseguimos ganhar tempo para este momento”, afirmou Dudley Hoskins, subsecretário de Programas de Marketing e Regulação.

“O USDA investiu fortemente nas ferramentas necessárias para eliminar a NWS desde que os casos começaram a aumentar na América Central e no México. Os Estados Unidos já derrotaram essa praga antes, e faremos isso novamente.”

UE oficializa veto à carne do Brasil a partir de setembroSem a União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnesTrump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa

O governo americano está adotando uma série de medidas para conter a praga, como a criação de uma zona de contenção e a ampliação da liberação de moscas estéreis para evitar a propagação da praga.

Segundo o USDA, as larvas da mosca-da-bicheira podem infestar animais de produção e outros animais de sangue quente, incluindo, em casos raros, seres humanos.

"Embora seja incomum em humanos, qualquer pessoa que observe uma lesão suspeita ou suspeite de infestação por bicheira deve procurar atendimento médico imediatamente".

Os moradores da região afetada estão sendo orientados a examinarem animais de estimação e rebanhos em busca de sinais da praga.

"É importante observar feridas com secreção, aumento de tamanho ou sinais de desconforto. Também é recomendado procurar por larvas e ovos da mosca em aberturas naturais do corpo, como nariz, orelhas, órgãos genitais e o umbigo de animais recém-nascidos", orientou o órgão.

"Caso haja suspeita de infecção por bicheira, o produtor deve entrar em contato imediatamente com a autoridade estadual de saúde animal ou com um veterinário do USDA responsável pela região", destacou.

O governo americano ressaltou que o abastecimento de alimentos nos Estados Unidos "permanece seguro". "A mosca-da-bicheira não infesta carne, frutas, vegetais ou outras fontes de alimento", destacou.

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