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Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as novas tarifas para o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 00:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O governo de Donald Trump confirmou nesta quinta-feira (23) que diversos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos enfrentarão uma nova tarifa de 12,5%. A medida passa a valer à 0h01 desta sexta (24), no horário de Washington.

A decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que o Brasil e outros países adotam práticas comerciais desleais ao não fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. (leia mais)

A medida veio poucos dias após outra tarifa, de 25%, entrar em vigor. Nesse caso, os EUA concluíram, com base na mesma lei, que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com o país. Entre os exemplos citados estão o PIX e a regulação de plataformas digitais.

O Palácio do Planalto rechaçou as novas tarifas e afirmou que vai iniciar os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade. O país também disse que levará os casos ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As duas novas taxas resultam em uma alíquota total de 37,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos EUA.

Milhares de itens, porém, ficam isentos das cobranças. Entre eles estão produtos importantes para a economia americana, como petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de calçados, máquinas, equipamentos e peças passam a enfrentar a tarifa máxima de 37,5%.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que, com a nova rodada do tarifaço de Trump, passam a existir ao menos cinco situações diferentes para produtos brasileiros importados pelos EUA:

os que ficam isentos;os que passam a pagar tarifas de 12,5%;os que estão sujeitos à taxa de 25%;os que acumulam as duas cobranças, chegando a uma alíquota de 37,5%;os que já enfrentavam tarifas específicas, como aço e alumínio, com alíquota de 50% baseada em outra lei americana. (leia mais abaixo)

Segundo a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham), a nova tarifa de 12,5% alcançará cerca de 3 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos EUA.

"Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais".

O especialista em comércio exterior Jackson Campos avalia que, com as mudanças, o cenário tarifário para os produtos brasileiros fica ainda mais complexo.

"A partir de agora, será necessário analisar item por item. Além de vender o produto, o empresário brasileiro vai ter que entender de classificação fiscal nos EUA e ser bom em matemática", afirma.

A nova tarifa de 12,5% entra em vigor no mesmo dia em que a tarifa global de 10%, adotada por Trump em fevereiro deste ano, perde a validade. Na prática, o governo americano substitui uma cobrança pela outra.

Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA de 1962.Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas.Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232.No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes.Em 22 de julho, entrou em vigor a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação dos EUA contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio. Milhares de produtos importantes para a economia americana ficaram isentos.Nesta sexta (24), passa a valer a nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A alíquota entra em vigor no mesmo dia em que a tarifa global de 10%, adotada por Trump em fevereiro, perde a validade.

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa ao chegar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, nos EUA — Foto: Evan Vucci / Reuters

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Trabalho forçado é pretexto? O que está por trás da nova tarifa dos EUA contra o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 00:51

Trabalho e Carreira Trabalho forçado é pretexto? O que está por trás da nova tarifa dos EUA contra o Brasil EUA dizem que medida busca combater a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado, mas especialistas apontam contradições e questionam interesses comerciais por trás da tarifa. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a imposição de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Com a medida, a carga tarifária incidente sobre alguns itens exportados pelo Brasil pode chegar a 37,5%, considerando também as tarifas anunciadas na semana passada.

A justificativa para a nova cobrança envolve um dos temas mais sensíveis do comércio global: a escravidão moderna.

Segundo os EUA, o Brasil não teria medidas suficientes para impedir a entrada desse tipo de produto em sua cadeia de importação. Outros 58 países e a União Europeia também foram taxados.

➡️ Mas será que a medida apresentada pelos americanos representa uma nova etapa do combate internacional ao trabalho forçado? Ou utiliza uma causa humanitária para justificar uma estratégia de política comercial e geopolítica? (Saiba o que está por trás)

Essa dúvida surge porque, ao mesmo tempo em que o governo americano afirma querer impedir que produtos associados ao trabalho escravo circulem nas cadeias globais de abastecimento, diversos elementos da própria investigação apontam em outra direção.

Especialistas em comércio internacional observam que a investigação americana foi concluída sem apresentar casos concretos de produtos brasileiros produzidos com trabalho forçado que tenham sido identificados no mercado dos EUA.

Além disso, analistas chamam atenção para um detalhe relevante: setores historicamente associados a um maior número de resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão no Brasil, como a pecuária e a cafeicultura, ficaram fora das principais sobretaxas anunciadas pelos EUA.

A ofensiva comercial ocorre em um momento estratégico para Washington, segundo especialistas. A investigação foi aberta poucos meses depois de o governo americano enfrentar derrotas na Justiça relacionadas à política tarifária e faz parte de um movimento mais amplo: proteger a indústria dos EUA, reorganizar cadeias produtivas e ampliar a pressão sobre parceiros comerciais.

Para alguns analistas, a medida também está ligada à disputa econômica com a China. Nesse contexto, a regra sobre trabalho forçado serviria ainda para expandir globalmente critérios que os americanos já utilizam para restringir mercadorias vinculadas a determinadas regiões chinesas.

"Se o modelo americano virar padrão, os EUA obrigam terceiros a adotar mecanismos equivalentes ao Uyghur Act. Na prática, é forçar Brasil e outros a bloquear componente chinês. É extraterritorialidade regulatória. Trabalho forçado é o instrumento, contenção da China é o objetivo", afirma Thiago de Aragão, CEO da Arko International.

⚠️ Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 28 milhões de pessoas vivem atualmente em situação de trabalho forçado em todo o mundo. O debate, portanto, não está centrado na existência do problema, mas na forma escolhida para enfrentá-lo.

Representantes da OIT, integrantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e autoridades brasileiras questionam a eficácia, a coerência e até mesmo os reais objetivos da medida.

"A experiência internacional mostra que a efetividade dessas medidas não deve ser generalizada (…) Onde ela tem sido mais efetiva é quando ocorre de forma individualizada. Por exemplo, se uma empresa específica foi flagrada, ela deveria ser penalizada", afirma o diretor do escritório da OIT no Brasil, Vinícius Pinheiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump,no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. — Foto: Evelyn Hockstein / Reuters

A nova tarifa está ligada a uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que avalia se os países possuem mecanismos para impedir a entrada de produtos feitos com trabalho forçado.

A tese adotada é que o Brasil, a União Europeia e outros 58 países falharam em criar ou aplicar mecanismos capazes de barrar a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em suas cadeias de importação.

Segundo o USTR, essa lacuna regulatória cria um ambiente de concorrência considerado desleal para empresas americanas, especialmente em setores expostos à competição internacional.

Dados da fundação Walk Free, no entanto, mostram que os próprios EUA não mantêm um controle rigoroso sobre o histórico dos produtos que recebem.

O país lidera o ranking mundial de importações potencialmente expostas ao risco de trabalho forçado, movimentando cerca de US$ 169,6 bilhões por ano em mercadorias associadas a esse risco. O Brasil aparece muito abaixo, com cerca de US$ 5,6 bilhões. Os dados são de 2023.

EUA lideram o ranking mundial de importações potencialmente expostas ao risco de trabalho forçado, — Foto: g1

Outro fator que leva a questionamentos sobre a real preocupação dos EUA com o trabalho forçado são as exceções concedidas a produtos específicos em tarifas anteriores, como carne, café e suco de laranja.

Esses setores aparecem de forma recorrente nos registros do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo.

Segundo Aragão, os setores mais relevantes da pauta exportadora brasileira para os EUA ficaram de fora das medidas. Para ele, se a preocupação fosse realmente combater o trabalho forçado nas cadeias globais de produção, o desenho da política seria diferente.

"Uma política coerente trataria a questão como padrão horizontal e usaria critérios técnicos como due diligence [diligência prévia] de cadeia, rastreabilidade e certificação. O que se vê é uma medida que escolhe setores em função do impacto doméstico americano", afirma.

As isenções, inclusive, foram mantidas neste novo tarifaço. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

"Café mexe com a inflação de consumo nos EUA. Carne mexe com o preço do hambúrguer (…) Ou seja, ficaram de fora exatamente os setores cuja tarifação teria custo político imediato para o eleitor americano, e não aqueles selecionados por qualquer critério humanitário."

O relatório elaborado pelo USTR, por outro lado, não aponta nenhum caso concreto de mercadoria que o Brasil tenha importado de um terceiro país e que tenha sido produzida com trabalho forçado.

Para José Pimenta, diretor de comércio internacional da BMJ, a ausência de exemplos específicos enfraquece o argumento americano para justificar a aplicação das tarifas.

"A lógica é estrutural, não factual: o fato de o país não ter uma proibição à importação (diferente da proibição ao trabalho forçado doméstico, que o Brasil já possui e de forma robusta) já seria, por si só, irrazoável e oneroso para o comércio americano. É um argumento de omissão regulatória, não de prática comprovada."

Aragão aponta essa situação como o "calcanhar de Aquiles" do argumento americano em dois aspectos:

A Seção 301 exige demonstrar que a prática do parceiro comercial prejudica ou restringe o comércio americano. Sem um caso concreto, a relação de causa e efeito fica fragilizada.O Brasil pode argumentar que possui um dos sistemas mais avançados no combate ao trabalho escravo. O USTR responderia que a discussão diz respeito aos produtos que entram nos EUA, e não às condições de trabalho dentro do Brasil. Para os críticos, porém, essa separação é difícil de sustentar e deixa a impressão de uma acusação sem provas.

O diretor da OIT no Brasil confirma que o Brasil é frequentemente citado como referência global no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. Para ele, um dos diferenciais brasileiros é justamente reconhecer a existência do problema e manter mecanismos permanentes de fiscalização, transparência e responsabilização.

"Brasil é referência internacional em termos de combate ao trabalho escravo. Primeiro por reconhecer e dar transparência ao tema, porque a atitude de outros países, por exemplo, é negacionista. Eles dizem que não existe".

O reconhecimento internacional, porém, não significa que não existam desafios. Segundo Luciano Aragão Santos, coordenador nacional de combate ao trabalho escravo (Conaete) do Ministério Público do Trabalho (MPT), há uma lacuna justamente na área utilizada pelos EUA para justificar a nova tarifa: o controle de produtos importados e o monitoramento de fornecedores estrangeiros.

Hoje, o Brasil não possui uma legislação específica que obrigue empresas a verificar se fornecedores internacionais utilizaram trabalho forçado na produção das mercadorias que entram no país.

Na avaliação do procurador, uma lei de devida diligência ajudaria a ampliar a rastreabilidade das cadeias produtivas, aumentar a transparência sobre a origem dos produtos e fortalecer a prevenção de violações trabalhistas.

É justamente essa lacuna regulatória relacionada às importações — e não a capacidade do país de combater o trabalho escravo internamente — que está no centro da discussão levantada pelos EUA.

Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Se a existência dessa lacuna regulatória ajuda a explicar o argumento jurídico utilizado pelos EUA, ela não encerra o debate sobre os motivos da nova tarifa. Pimenta explica que a investigação surgiu em um contexto especialmente favorável para Washington buscar novas bases legais para sua política tarifária.

Segundo ele, o processo foi aberto após dificuldades enfrentadas pelo governo americano para sustentar judicialmente outras medidas comerciais e acabou servindo como alternativa para manter instrumentos de pressão sobre parceiros econômicos.

"Não vejo um núcleo genuíno de preocupação com trabalho forçado, especialmente com relação ao timing da investigação coincidir com a expiração das tarifas horizontais de 10% da Seção 122", lembra.

Outro fator importante é o alcance da investigação. Além do Brasil, a decisão atingiu dezenas de economias, incluindo aliados históricos dos EUA, como Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Austrália, acrescenta Aragão.

"É pouco crível que o USTR considere sinceramente todos esses países como violadores relevantes em matéria de trabalho forçado. O que eles têm em comum não é o problema, mas a concorrência econômica ou industrial com os Estados Unidos", afirma.

Pimenta aponta que a própria estrutura adotada pelo USTR indica que a discussão não se limita aos direitos humanos. Isso porque países que já possuem acordos ou compromissos comerciais específicos com os EUA também foram alvo das medidas tarifárias.

📎 Ou seja, o tarifaço pode estar funcionando, ao mesmo tempo, como instrumento de pressão comercial, mecanismo de negociação diplomática e ferramenta para ampliar a influência americana sobre as regras que regem o comércio internacional.

Há ainda uma dimensão geopolítica. Segundo Aragão, o mecanismo pode ajudar os EUA a expandir internacionalmente regras semelhantes às que já utilizam para restringir produtos associados a determinadas regiões da China.

Na prática, isso aumentaria a pressão para que outros países adotem sistemas mais rigorosos de rastreamento e bloqueio de mercadorias ao longo das cadeias globais de fornecimento.

"Direitos humanos são o enquadramento. O motor é outro: reconstruir a política tarifária após a derrota na Suprema Corte, ganhar alavancagem bilateral e cercar a China por interposta pessoa", afirma Aragão.

Embora especialistas reconheçam a ausência de uma legislação específica para monitorar fornecedores estrangeiros, o Brasil é frequentemente apontado pela OIT como referência internacional no combate ao trabalho escravo.

Desde 1995, mais de 65 mil pessoas já foram resgatadas de condições análogas à escravidão no país. Entre os mecanismos considerados referência estão os grupos móveis de fiscalização e a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, que divulga empregadores responsabilizados pela prática.Nos últimos anos, porém, o foco das autoridades também passou a se voltar para outro desafio: as cadeias produtivas.

Foi nesse contexto que surgiu o projeto Reação em Cadeia, do Ministério Público do Trabalho. A iniciativa busca rastrear relações comerciais entre grandes empresas e fornecedores envolvidos em violações de direitos humanos, ampliando a responsabilização para além do empregador diretamente flagrado.

Segundo o MPT, o programa já identificou mais de R$ 48 bilhões em negócios envolvendo fornecedores associados a casos de trabalho escravo em setores como pecuária, café, carvão vegetal, soja, etanol, construção civil e indústria têxtil.

Para o coordenador da Conaete, a iniciativa alinha o Brasil ao movimento global que busca responsabilizar as empresas por toda a cadeia de produção dos bens que comercializam.

"O foco do Ministério Público do Trabalho é garantir que empresas que adquirem produtos nos setores onde ocorre trabalho escravo adotem medidas para remediar a situação e prevenir novas violações de direitos humanos".

Na prática, o projeto aproxima o país de modelos de rastreabilidade e devida diligência adotados em legislações mais recentes da Europa. A diferença é que, no Brasil, esse monitoramento ainda depende principalmente da atuação dos órgãos de fiscalização, e não de uma obrigação legal imposta a todas as empresas.

Além disso, a OIT destaca que o combate ao trabalho forçado também tem sido incorporado aos acordos internacionais firmados pelo Brasil.

"Inclusive, o acordo do Mercosul com a União Europeia tem um anexo sobre sustentabilidade que trata do respeito aos padrões internacionais e às convenções de direitos", conclui Pinheiro.

O governo brasileiro rejeita as conclusões da investigação americana e afirma que não existe base factual para a aplicação da nova tarifa.

Em documento encaminhado ao USTR, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, argumenta que os EUA não conseguiram apontar um único caso em que uma ação ou omissão do Brasil tenha permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado no mercado americano. A defesa também sustenta que a investigação ignorou parte das informações apresentadas pelo país sobre seu sistema de combate ao trabalho escravo, incluindo mecanismos de fiscalização, punição de empregadores e rastreamento de cadeias produtivas.Outro ponto destacado pelo governo é que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há anos, o que, na avaliação do Itamaraty, enfraquece a tese de que práticas brasileiras estariam causando prejuízos à economia americana.

Para o governo brasileiro, medidas tarifárias também não representam uma solução eficaz para enfrentar o problema do trabalho forçado.

Segundo a manifestação enviada aos EUA, tarifas não ampliam a fiscalização, não fortalecem a diligência das empresas nem atacam casos concretos de exploração laboral. Ao contrário, poderiam gerar custos para empresas e consumidores sem enfrentar as causas do problema.

"Medidas tarifárias não aumentam a capacidade de fiscalização, não incentivam diligência adicional nem atacam casos reais de trabalho forçado. Pelo contrário, elas podem desviar fluxos comerciais e impor custos econômicos amplos (inclusive para indústrias e consumidores dos EUA) sem tratar das questões centrais de direitos trabalhistas. Tarifas unilaterais também podem desestimular a cooperação entre governos, que é justamente necessária para combater o trabalho forçado de forma eficaz", diz a carta divulgada.

A posição brasileira é que o combate ao trabalho escravo exige cooperação internacional, troca de informações e fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade das cadeias produtivas, e não a adoção de barreiras comerciais unilaterais.

Desde março de 2025, o governo brasileiro realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone, nos níveis presidencial, ministerial e técnico, com autoridades americanas na tentativa de evitar a escalada tarifária e buscar uma solução negociada.

Para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a decisão anunciada por Washington extrapola a discussão sobre trabalho forçado e reflete divergências mais amplas nas negociações entre os dois países.

"Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações", disse.

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Itamaraty vê tarifas cumulativas dos EUA e avalia que negociações foram para ‘cumprir tabela’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 00:51

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Diante do novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23), o Ministério das Relações Exteriores chegou ao entendimento de que as tarifas americanas serão cumulativas sobre os produtos brasileiros, ficando fora os itens das listas de exceção.

O governo afirma, no entanto, que ainda não há uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação.

Na semana passada, os EUA impuseram uma tarifa de 25% ao produtos brasileiros por entenderem que o Brasil adota práticas desleais na economia contra empresários americanos.

Nesta quinta-feira (23), o governo norte-americano alega que o Brasil e outras dezenas de países falharam no combate à importação de produtos feitos com base no trabalho forçado e, com isso, impuseram tarifa de 12,5%.

LEIA TAMBÉM: Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que o Brasil e outros 59 países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já esperavam, desde os últimos dias, o anúncio desse novo tarifaço, confirmado pelo governo do presidente Donald Trump.

Em relação às negociações para evitar esse tarifaço de 12,5%, o Itamaraty entende que as conversas serviram somente para “cumprir tabela”, ou seja, somente para deixar o registro de que aconteceram.

A percepção é que não houve uma intenção real por parte dos americanos de entender o que o Brasil faz para fiscalizar o trabalho forçado, uma vez que o país é referência na Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesse tema.

Nesse contexto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou uma nota rechaçando a decisão dos EUA e disse ser um “absurdo” o governo americano relacionar a competitividade da economia brasileira à importação de mercadorias produzidas com base no trabalho forçado.

“Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais. Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado”, afirmou o governo.

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

O Ministério do Trabalho diz que, embora tenha se colocado publicamente à disposição para prestar esclarecimentos, não foi procurado por autoridades americanas, somente pelo próprio Itamaraty durante as negociações.

No entendimento de integrantes do Ministério de Relações Exteriores, a de 12,5% foi o “plano B” ao tarifaço original, anunciado no ano passado e que foi barrado pela Justiça americana (leia mais abaixo).

Diplomatas entendem que há uma diferença deste tarifaço para o de 25%. Isso porque, embora a motivação do anterior fosse sabida — entendimento explicitado num pronunciamento do ministro Mauro Vieira —, neste caso não é somente para o Brasil, o que mostra a estratégia americana de usar as tarifas como instrumento político.

Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Há 4 horas Política Durigan diz que nova taxa é jeito de Trump retomar ‘na marra’ tarifa derrubada pela Suprema CorteHá 4 horas’Nós estamos trabalhando, diz presidente da Confederação Nacional da IndústriaHá 4 horasCarne, café, madeira: veja os principais itens isentos da nova tarifa

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Mega-Sena, concurso 3035: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 21:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3035: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta quinta-feira (23) seria de R$ 61 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor estimado acumulou para R$ 70 milhões. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3035 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (23), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertarem as seis dezenas seria de R$ 61.587.911,42. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor estimado acumulou para R$ 70 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço: ministro diz que tarifa de 12,5% é ‘indevida’ e baseada em fatos que não são reais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 20:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou que a tarifa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é indevida e é baseada em "fatos que não são reais".

"O Brasil tem compromissos históricos com combate ao trabalho forçado, à prevenção, ao controle, à fiscalização, ao acolhimento das vítimas. O Brasil é subescritor de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona e não apoia e mais do que isso, o Brasil tem compromisso com os direitos humanos e trabalho digno", disse Elias Rosa.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A taxa entra em vigor nesta sexta-feira (24).

O ministro afirmou ainda que cerca de dois mil produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas — a de 25%, anunciada na semana passada, e a de 12,5% anunciada nesta quinta.

"Mas nós temos, lamentavelmente, muitos setores que estarão sujeitos à dupla tributação, dupla taxação como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções químicos que não seja farmacêutico. 
Para esses infelizmente a tarifa passa a ser de 37,5%".

Elias Rosa disse ainda que o Brasil "não pode renunciar à possibilidade" de usar medida de reciprocidade, mas que o interesse "primário" é negociar com os Estados Unidos.

"O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reociação, seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira, os interesses do Brasil […] O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar, é óbvio que o objetivo é evitar essa e afastar essas tarifções porque elas são extremamente injustas e muito danosas".

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

Na semana passada, após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal já reconhecia que a tarifa de 12,5% seria aplicada pelo governo norte-americano.

No mês passado, o governo brasileiro divulgou uma nota em que afirma discordar de maneira "profunda" das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a "situações de injustiça" contra o Brasil.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço: Durigan diz que nova taxa de 12,5% é jeito de Trump retomar ‘na marra’ tarifa derrubada pela Suprema Corte dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 20:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (23) que a nova taxação de 12,5% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros foi uma forma do governo Donald Trump retomar "na marra" as "tarifas recíprocas", derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.

"Essa tarifa pega 99% das impostações para os EUA, que me faz concluir que é um mero expediente para substituir aquela tarifa anterior, que caiu na Suprema Corte. O próprio presidente Trump disse, então, que daria um jeito de fazer a tarifa voltar. Deram um jeito. Não tem justificativa. Deram um jeito de, na marra, colocar a tarifa. Nesse caso a todas as grandes economias do mundo, inclusive ao Brasil", disse o ministro em entrevista à BandNews TV.

"O governo rechaça, com todas as forças, mais essa tarifa injustificada, unilateral aplicada a um país que tem renda per capita menor do que os EUA e tem déficit em relação aos EUA", afirmou ele. 

Durigan classificou a tarifa como "injustificada e unilateral". Segundo o ministro, o Brasil realizou conversas com a administração de Trump, sempre com "boa-vontade". 

"A gente mesmo se pergunta (o porquê das tarifas), a gente fez várias conversas, na maior boa-fé, diferente do que se alegou, e mais uma vez a gente é punido", comentou.

Na prática, as novas tarifas substituem uma outra taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas", impostas pelo republicano em 2025.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa corresponde ao teto previsto nesta etapa da investigação comercial sobre trabalho forçado e entra em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington. A medida faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta fase, os EUA estabeleceram duas alíquotas. Países que, na avaliação do governo americano, adotaram medidas para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado pagarão 10%. Já aqueles considerados insuficientes nesse combate, caso do Brasil, estarão sujeitos à taxa de 12,5%.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

Há 2 horas Política Durigan diz que nova taxa é jeito de Trump retomar ‘na marra’ tarifa derrubada pela Suprema CorteHá 2 horasCarne, café, madeira: veja os principais itens isentos da nova tarifa

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Há 2 horas Campinas e Região Cenipa aponta ‘cultura de normalização de desvios’ na Voepass Há 2 horasAnac diz que vai analisar recomendações feitas pelo Cenipa em até 4 meses Há 2 horasVÍDEO: simulação do Cenipa mostra o trajeto do voo da Voepass que caiu

Há 59 minutos Campinas e Região Pilotos tiveram conversas pessoais durante voo e esqueceram de acionar sistema de degeloHá 59 minutosCaso ‘Dark Horse’Mendonça autoriza investigação sobre repasses de Vorcaro a filme sobre Bolsonaro

Há 8 horas Política Transferência de R$ 61 milhões e destino final do valor: o que a PF vai investigarHá 8 horasEleições 2026’Eu te desculpo, vamos conversar’: Michelle responde Flávio Bolsonaro

Há 2 horas Eleições 2026 Flávio publica vídeo pedindo desculpas a Michelle e a convida para campanhaHá 2 horasMichelle queria um pedido público de desculpa para voltar à campanha, diz ValdemarHá 2 horas’Me maltratou no telefone’ x ‘Ninguém é perfeito’: compare FRASES dos vídeos de Michelle e Flávio

Há 2 horas Eleições 2026 ‘Apoio’ de Rubio a FlávioEUA comentam fala de Lula e dizem se interessar por eleição íntegra no Brasil

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifaço de Trump: veja os principais itens isentos da nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (23) nova tarifa de até 12,5% sobre importações de 60 parceiros, incluindo o Brasil. A medida vigora nesta sexta-feira (24).

A decisão, baseada na Seção 301, pune países que falharam em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, enquadrando o Brasil na alíquota de 12,5%.

As novas tarifas substituem a taxa global de 10% adotada temporariamente pelo presidente Donald Trump em fevereiro, cujo prazo legal se encerra nesta sexta-feira (24).

O governo brasileiro já esperava a sobretaxa e mantém conversas com os setores afetados para definir uma resposta conjunta à decisão americana.

Para apoiar as empresas atingidas pelas tarifas, o Plano Brasil Soberano liberou nesta quarta-feira (22) R$ 18,5 bilhões em crédito para segmentos industriais estratégicos.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que vão aplicar uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A taxa, a mais alta prevista na nova rodada de medidas comerciais do país, entra em vigor à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington, e faz parte de um pacote que alcança cerca de 60 parceiros comerciais.

Nesta etapa, a investigação tem como foco o combate ao uso de trabalho forçado na produção de bens. Segundo autoridades americanas, países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.

Já aqueles que, na avaliação do governo dos EUA, não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

Mas, mais uma vez, os principais produtos da pauta exportadora brasileira não serão atingidos, pois estão na extensa lista de exceções determinadas pelo USTR. São mais de 2 mil itens, que não serão taxados para nenhuma das economias.

Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças e meias-carcaças; cortes com e sem osso; carne desossada; línguas, fígados e outras miudezas bovinas; carne bovina salgada, seca ou defumada; preparações de carne bovina, como corned beef.Outros produtos animais: corais; conchas; ossos de siba e materiais semelhantes, inclusive pós e resíduos; determinados produtos de origem animal utilizados como ingredientes em rações e alimentos para animais.

Mudas e sementes: plantas vivas não enraizadas; batata-semente; sementes de leguminosas, cereais, oleaginosas, hortaliças, flores e outras espécies destinadas ao plantio.Hortaliças e legumes: tomates, conforme os períodos e classificações tarifárias previstos; jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d’água; alcaparras; cogumelos secos, como shiitake e orelha-de-pau.Raízes e tubérculos: mandioca; taro; inhame; yautia; dasheen; araruta e outros tubérculos tropicais.Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; castanhas; macadâmia; noz-de-cola; noz-de-areca; pinhões; bananas e plátanos; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; mamões; marmelos; duriões; etrogs; açaí; algumas frutas tropicais congeladas.Café, chá e erva-mate: café não torrado ou torrado, com ou sem cafeína; cascas e substitutos de café; café solúvel sem aromatização; chá verde; chá preto; erva-mate.Especiarias: pimentas; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro e outras especiarias especificadas.Cereais e derivados: trigo, centeio, cevada, aveia, milho e sorgo destinados à semeadura; fonio; triticale; alpiste; algumas farinhas e amidos de raízes, tubérculos e frutas.Óleos e ceras vegetais: óleo de coco; ceras vegetais e produtos semelhantes especificados.Açúcar: determinados açúcares de cana e de beterraba e outros produtos açucarados, principalmente dentro das cotas tarifárias previstas.Cacau: cacau em grão; cascas e resíduos de cacau; pasta de cacau; manteiga, gordura e óleo de cacau; cacau em pó sem adição de açúcar.Alimentos preparados: tapioca e seus sucedâneos; determinados vegetais, frutas, nozes e outras partes de plantas preparados ou conservados; alguns produtos de panificação destinados exclusivamente a usos religiosos.Sucos e bebidas: suco de laranja; determinados sucos cítricos; alguns sucos de abacaxi; água de coco; suco de açaí; misturas de água de coco; preparações de açaí para fabricação de bebidas; algumas bebidas não alcoólicas à base de sucos.

Minerais não metálicos: enxofre; grafite natural; fosfatos; sulfato de bário; magnesita; amianto; fluorita; vermiculita; perlita e outros minerais especificados.Minérios e concentrados: minério de ferro; manganês; cobre; níquel; cobalto; alumínio; estanho; cromo; tungstênio; urânio; molibdênio; titânio; nióbio; tântalo; prata e outros minerais metálicos especificados.Carvão e coque: carvão mineral; linhito; turfa; coque; semicoque; gás de carvão e produtos relacionados.Petróleo e derivados: petróleo bruto; combustíveis minerais; óleos leves e pesados; querosene; óleos lubrificantes; resíduos de petróleo; gás natural e outros gases de petróleo; parafinas; coque de petróleo; betume; asfaltos; energia elétrica.

Produtos químicos básicos: iodo; enxofre; gases nobres; hidrogênio; silício; fósforo; arsênio; ácidos minerais; amônia; soda cáustica; óxidos, hidróxidos, fluoretos, cloretos, sulfatos, nitratos, carbonatos e outros compostos inorgânicos especificados.Alumina e compostos de alumínio: óxido de alumínio e hidróxido de alumínio. A isenção não abrange alumínio primário em formas brutas.Vanádio: óxidos e hidróxidos de vanádio.Terras raras e materiais críticos: determinados compostos de terras raras; urânio e outros materiais radioativos especificados; carbonetos e outros insumos minerais críticos.Fertilizantes: fertilizantes animais ou vegetais; ureia; sulfato de amônio; nitratos; fosfatos; cloreto de potássio; fertilizantes compostos e outros insumos fertilizantes.Insumos para defensivos agrícolas: princípios ativos e intermediários químicos específicos usados na fabricação de pesticidas.Produtos químicos com limitação de uso: determinadas substâncias químicas são isentas apenas quando destinadas a aplicações farmacêuticas.

Borracha natural: látex de borracha natural; borracha natural em folhas, blocos ou outras formas primárias; balata, guta-percha e produtos semelhantes.Couros exóticos: determinados couros de répteis, avestruz e outros animais, curtidos ou preparados.Madeira: toras e madeira serrada de determinadas espécies tropicais; eucalipto e produtos específicos de eucalipto; lâminas de madeira; chapas específicas de compensado de eucalipto.Celulose: determinados tipos de pasta química de madeira, incluindo celulose de coníferas e de não coníferas.Fibras vegetais para horticultura: produtos como fibra de coco, juta e sisal, quando abrangidos pelos códigos e limitações de escopo da lista.

Computadores e armazenamento: computadores portáteis e outras máquinas automáticas para processamento de dados; unidades de entrada e saída; unidades de armazenamento; peças e acessórios específicos.Equipamentos para semicondutores: máquinas para fabricação de boules ou wafers; equipamentos para fabricação de dispositivos semicondutores e circuitos integrados; máquinas para fabricação de telas planas; peças e acessórios desses equipamentos.Semicondutores: diodos; transistores; tiristores; dispositivos fotossensíveis; diodos emissores de luz; circuitos integrados, como processadores, controladores, memórias e amplificadores; peças específicas.Outros eletrônicos: determinados smartphones; aparelhos de comunicação de dados; dispositivos de armazenamento em estado sólido; alguns módulos de tela e monitores; ímãs permanentes específicos; instrumentos para medição e teste de semicondutores.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que o Brasil está entre os países que "falharam em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado".

O órgão acrescentou que a decisão levou em conta as conclusões da investigação, as contribuições recebidas durante a consulta pública e as orientações do presidente Donald Trump.

Conforme o documento, tanto a cobrança quanto as exceções previstas são "apropriadas para obter a eliminação dos atos, políticas e práticas" identificados ao longo da apuração.

Na prática, isso significa que alguns produtos permanecerão isentos da tarifa. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.

matérias-primas cuja taxação possa provocar escassez no mercado americano;produtos que possam causar impactos econômicos amplos caso sejam tributados;itens que não possam ser produzidos ou cultivados em quantidade suficiente nos EUA nem obtidos de outros fornecedores;produtos cuja isenção possa incentivar outros países a adotar medidas para proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado; eprodutos para os quais a tarifa adicional não contribuiria de forma significativa para combater as práticas investigadas pelos Estados Unidos.

De acordo com um relatório divulgado no início de julho pelo USTR, a prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na época. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."

A investigação concluiu que a entrada desses produtos nos mercados globais não apenas prejudica a lucratividade de empresas éticas, mas também incentiva a manutenção do trabalho escravo moderno ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos artificialmente baixos.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos de combate ao trabalho escravo em acordos de comércio e investimentos, ainda não possui uma proibição considerada efetiva pelos EUA para impedir a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno.

O documento menciona a existência da Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada semestralmente pelo governo federal, mas ressalta que o foco da investigação americana foi a ausência de mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado em outros países.

Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as "tarifas recíprocas" impostas pelo republicano no ano passado.

A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.

O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa de 12,5% e agora mantém conversas com representantes dos setores afetados para definir uma resposta à medida.

A principal iniciativa do governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas é o Plano Brasil Soberano. Lançado em 2025, o programa prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a conquistar novos mercados.

Na última quarta-feira (22), o governo anunciou a terceira etapa do plano, que liberou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas comerciais dos EUA. A medida atende companhias de setores industriais estratégicos, como os segmentos farmacêutico, de fertilizantes e têxtil, além de empresas que tiveram as exportações para o Golfo Pérsico afetadas.

Nesse último caso, o objetivo do governo é ampliar o apoio a empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. O conflito, que envolve os EUA, o Irã, Israel e outros países da região, provocou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

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Câmara de Comércio americana diz que cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetados por novas tarifas dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Economia Blog da Ana Flor Câmara de Comércio americana diz que cerca de 3 mil produtos brasileiros serão afetados por novas tarifas dos EUA Segundo a Amcham, para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana passada. Por Ana Flor, GloboNews e g1 — Brasília

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) divulvou uma nota nesta quinta-feira (23) em que afirmam que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, "agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano".

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A tarifa de 12,5% deve entrar em vigor nesta sexta-feira (24).

Segundo a Amcham, com entrada em vigor em 24 de julho, a medida alcançará cerca de 3 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos.

"Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais".

A decisão em aplicar novas tarifas é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

A entidade afirma ainda que o cenário compromete a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e poderá elevar custos para empresas e consumidores norte-americanos, "fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais".

"A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados", afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças nas tarifas americanas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 19:52

Política Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade Governo brasileiro afirmou ainda que EUA manipularam "tema caro aos direitos humanos". EUA anunciaram nesta quinta (23) tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros por falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Por g1 — Brasília

O governo brasileiro diz que rechaça as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23) por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e afirmou que vai iniciar, imediatamente, os trâmites previstos para acionar a Lei da Reciprocidade.

"Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC."

🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor nesta sexta-feira (24).

Em nota, o governo brasileiro afirmou que "na ausência de base interna legal para sustentar sua política comercial protecionista o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais".

A percepção, segundo fontes na diplomacia, é que não houve uma intenção real por parte dos americanos de entender o que o Brasil faz para fiscalizar o trabalho forçado, uma vez que o país é referência na Organização Internacional do Trabalho no tema.

A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

De acordo com um relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no início de julho, essa prática foi considerada "irracional" e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.

Na nota divulgada nesta quinta, o governo brasileiro disse ainda que, ao longo da investigação nos EUA, o Ministério do Trabalho prestou explicações e apresentou documentos sobre a legislação brasileira e da atuação das autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado.

"Tipificamos como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas as jornadas exaustivas, as condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. Responsabilizamos as empresas e indivíduos, aplicando multas severas, e mantemos um cadastro de 'Lista Suja' de empregadores", diz a nota.

Na semana passada, após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o governo federal já reconhecia que a tarifa de 12,5% seria aplicada pelo governo norte-americano.

No mês passado, o governo brasileiro divulgou uma nota em que afirma discordar de maneira "profunda" das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a "situações de injustiça" contra o Brasil.

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CGU prorroga investigação contra servidores do BC por suposto envolvimento no caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 18:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

A Controladoria-Geral da União (CGU) prorrogou por mais 60 dias a investigação que pode resultar na demissão de dois funcionários do Banco Central (BC), que, segundo a Polícia Federal, teriam atuado como consultores do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A investigação foi aberta no dia 23 de março. Mas a CGU, segundo pessoas que participam da apuração, ainda aguarda que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), compartilhe provas colhidas contra os servidores.

Por enquanto, integrantes da CGU preferem adotar cautela em relação ao processo, até que as informações do STF sejam enviadas ao órgão.

Paulo Sérgio Neves de Souza foi diretor de fiscalização da instituição e Belline Santana é ex-chefe de supervisão bancária.

A suspeita é que eles, no período de 2019 a 2023, tenham mantido contatos e possam ter orientado o banqueiro sobre como agir em relação ao Master dentro do BC.

O processo na CGU foi aberto após uma investigação interna do Banco Central, que encontrou indícios de que dois servidores simularam prestação de serviços, como consultoria, e venda de imóvel para ocultar o recebimento de recursos ilícitos ligados ao banco Master.

A apuração foi feita com base na evolução patrimonial e foi identificado que os bens dos dois servidores cresceram bem mais do que a renda obtida no serviço público.

Ambos os servidores afirmaram ao BC que não sabiam que as empresas envolvidas nos negócios deles tinham relação com Vorcaro e o banco Master.

Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC.

Em nota, os advogados de Paulo Sérgio disseram que “a defesa compreende a prorrogação do prazo do procedimento administrativo como medida indispensável a sua completa instrução, de forma a permitir a ampla defesa e contraditório a que Paulo Sérgio, como cidadão, possui direito”.

“No procedimento junto a CGU tem sido possível produzir provas que contradizem as conclusões da sindicância conduzida pelo BC”, concluiu a nota.

Em relação à sindicância do BC, a defesa de Belline afirmou que ele, “como servidor de carreira, sempre exerceu suas atividades no Banco Central do Brasil de forma técnica e, principalmente, lícita, dentro dos limites legais”.

Banco Central liquida mais uma instituição que pertencia ao Grupo Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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