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EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja itens que serão afetados ou isentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro EUA anunciam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; veja itens que serão afetados ou isentos Carne bovina, café, sucos de laranja, petróleo bruto e aeronaves civis ficaram fora da nova cobrança. Aço e alumínio continuam sujeitos a tarifas de 50%, enquanto etanol, máquinas e calçados passam a enfrentar sobretaxa. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao final de sua participação na cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês). A medida entra em vigor em 22 de julho.

Baseada na Seção 301 da legislação comercial americana, a nova taxa atinge milhares de produtos brasileiros e deve afetar cerca de US$ 15 bilhões em exportações anuais, segundo levantamento preliminar da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A conclusão do processo vem após um ano de negociações entre Brasília e Washington. Como g1 mostrou, o governo brasileiro realizou diversas reuniões com representantes americanos, incluindo encontros nas últimas semanas, mas não conseguiu reverter a aplicação das tarifas.

Apesar do alcance da medida, os principais produtos da pauta de exportação brasileira para os EUA ficaram fora da nova cobrança.

Carne bovinaCaféLaranjas e sucos de laranjaPetróleo bruto e gás naturalAeronaves civis, motores e componentes aeroespaciaisProdutos farmacêuticos e ingredientes químicos para uso farmacêuticoSemicondutores e máquinas para sua fabricaçãoPeixes e crustáceosCertos produtos de madeira tropicalMel orgânicoFerro-gusaCastanhas Celulose de madeiraPastas químicas de madeiraHelicópterosMotores aeronáuticos e componentes do setor aeronáuticoAlguns minériosDeterminados produtos metálicos considerados estratégicos para cadeias produtivas americanas

EtanolMáquinas agrícolasVestuário Maquinário elétricoCalçadosFerramentas de jardinagemEquipamentos de mineraçãoPapelAçúcar orgânicoBens de capitalManufaturados em geralProdutos químicos diversosItens industriais processados

Na investigação comercial, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. (leia mais abaixo)

A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.

Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.

A nova cobrança ocorre em um cenário em que parte das exportações brasileiras já estava submetida a outras tarifas impostas pelos EUA, principalmente nos setores de aço e alumínio.

A aplicação da tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros faz parte de uma sequência de medidas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump desde o início de 2026.

Além da nova tarifa, Washington manteve tarifas específicas para determinados setores com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, principalmente produtos industriais, como itens de ferro e aço, alumínio, cobre, máquinas, equipamentos, autopeças e veículos.

As alíquotas da Seção 232 variam conforme o produto e a classificação tarifária americana. Em alguns casos, produtos de aço, alumínio e cobre chegaram a ter tarifas adicionais de 50%, enquanto outros derivados desses metais estavam sujeitos a cobranças específicas, calculadas conforme o tipo de mercadoria e o conteúdo desses materiais.

A nova tarifa anunciada nesta quarta-feira foi criada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, utilizada pelos EUA para investigar e responder a práticas comerciais consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses americanos.

Além dessa medida, o governo americano também conduz outra investigação comercial que pode resultar na aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

A cobrança, prevista para 60 economias, é justificada pela avaliação de Washington de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na avaliação do governo brasileiro, as duas medidas podem ser aplicadas de forma cumulativa, o que elevaria para 37,5% a tarifa adicional incidente sobre parte das exportações brasileiras aos EUA.

🔍 A cobrança final, porém, dependerá das regras definidas pelos EUA para cada classificação tarifária e da existência de exceções ou tratamentos específicos para produtos que já estavam submetidos a outras medidas. Por isso, a aplicação da nova tarifa não representa, necessariamente, uma soma automática das alíquotas já existentes com os 25%.

Antes da nova tarifa de 25%, os produtos brasileiros exportados aos EUA já estavam divididos em diferentes grupos tarifários.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 46% das exportações brasileiras não tinham tarifas adicionais, enquanto 25% estavam submetidas à sobretaxa global de 10% aplicada pelos EUA e 29% estavam enquadradas nas tarifas da Seção 232, principalmente nos setores de aço e alumínio.

No caso brasileiro, a investigação comercial envolveu temas como desmatamento ilegal, comércio digital e o sistema de pagamentos instantâneos PIX, que, segundo o governo americano, poderia prejudicar empresas de cartões de crédito.

Ao decidir pela aplicação da nova taxa, o governo Trump alega que tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em reverter as práticas que considera injustas.

Integrantes do governo brasileiro afirmam que três temas concentraram os principais impasses nas tratativas: o PIX, a ampliação do acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e uma proposta de moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.

Ouvidos pelo blog do Valdo Cruz antes da publicação da decisão pelo USTR, interlocutores do governo Lula afirmaram que esses pontos apresentados pelos americanos são considerados inegociáveis pelo Brasil. A avaliação também é de que a aplicação da nova tarifa se trata de uma decisão política.

As autoridades americanas, por sua vez, negam que a represália esteja sendo usada com esse objetivo. O governo americano diz que busca reverter práticas comerciais que prejudicam a competitividade dos EUA.

Com a divulgação da decisão, o governo brasileiro vai analisar o teor do anúncio para definir qual será a reação, segundo interlocutores do Palácio do Planalto ouvidos pelo blog do Valdo Cruz.

Entre as possibilidades em discussão estão o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica ou a continuidade das negociações diplomáticas com os americanos.

🔎 A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.

Tarifas de Trump sobre aço e alumínio: foto mostra fábrica mexicana de peças — Foto: Reuters/Daniel Becerril

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Tarifaço de Trump: indústria diz que novas taxas ampliam as dificuldades já enfrentadas por exportadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/07/2026 00:47

Agro Tarifaço de Trump: indústria diz que novas taxas ampliam as dificuldades já enfrentadas por exportadores A Fiesp disse que a decisão dos EUA é especialmente prejudicial por atingir exclusivamente o Brasil, colocando os exportadores nacionais em desvantagem diante de concorrentes internacionais. Por Redação g1

Donald Trump fala com a imprensa a bordo do Air Force One em 8 de julho de 2026. — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu nesta quinta-feira (16) ao anúncio da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos e afirmou que a medida amplia as dificuldades já enfrentadas pelas empresas exportadoras.

Em nota, a entidade avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as vendas brasileiras aos Estados Unidos e aumenta a insegurança para companhias dos dois países.

Segundo a CNI, os efeitos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos desde 2025 já são percebidos no comércio bilateral.

De acordo com a entidade, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 13% no período, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A queda foi puxada principalmente pela redução das vendas de bens industriais, incluindo produtos siderúrgicos, derivados de petróleo e pasta química de madeira.

"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram", afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A confederação informou ainda que 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os principais estados exportadores, Minas Gerais (-18,9%), Espírito Santo (-19,2%), Rio Grande do Sul (-22,6%), Santa Catarina (-32,9%) e Paraná (-32,9%) apresentaram retrações significativas, segundo os dados da entidade.

Apesar da redução das vendas, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a condução do governo brasileiro nas negociações com os EUA após o anúncio de uma nova sobretaxa sobre produtos do Brasil. Em nota, a entidade afirmou que a medida representa um duro golpe para a competitividade da indústria nacional e avaliou que a retaliação comercial poderia ter sido evitada.

Segundo a Fiesp, a decisão dos Estados Unidos é especialmente prejudicial por atingir exclusivamente o Brasil, colocando os exportadores nacionais em desvantagem diante de concorrentes internacionais.

A entidade também atribuiu parte do deterioramento do cenário comercial a uma condução que classificou como marcada por "ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas e desalinhamento político com Washington".

Para a federação, o episódio enfraqueceu uma relação bilateral construída ao longo de mais de dois séculos entre os dois países. A entidade defendeu que uma abordagem mais técnica e pragmática poderia ter evitado o agravamento das tensões comerciais.

"O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo 'pedágio' imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

A federação informou ainda que continuará atuando junto a parceiros nos Estados Unidos para buscar a reversão ou a mitigação das tarifas, com a ampliação da lista de produtos isentos. (Leia a nota na íntegra abaixo)

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) também manifestou preocupação com a decisão americana. Em nota, a entidade avaliou que a tarifa adicional de 25% amplia os custos de acesso ao mercado dos Estados Unidos e ameaça a competitividade dos produtos brasileiros.

Segundo a FIEMG, o impacto efetivo dependerá da lista de produtos atingidos, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido a concorrentes de outros países. A federação alertou ainda para possíveis efeitos como substituição de fornecedores brasileiros, redução de margens de lucro e renegociação de contratos comerciais.

"A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras", afirmou Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.

A entidade defendeu o reforço das negociações entre Brasil e Estados Unidos e pediu regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e para a implementação das novas tarifas, de forma a evitar uma perda prolongada de competitividade da indústria nacional. (Leia a nota na íntegra abaixo)

"A Fiesp lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais

Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral.

A retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA e outras oportunidades no último ano.

“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A Fiesp reafirma seu compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções."

"FIEMG critica tarifa de 25% dos EUA e alerta para perda de competitividade da indústria brasileira

Medida amplia custos de acesso ao mercado norte-americano e ameaça a competitividade dos produtos brasileiros

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia com grande preocupação a decisão do governo dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15), de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

A medida cria uma diferença relevante em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores. O impacto efetivo dependerá dos produtos alcançados, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

Entre as possíveis consequências estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirma Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.

A FIEMG reforça a necessidade de intensificar as negociações entre Brasil e Estados Unidos e garantir regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e implementação da medida, evitando uma perda prolongada de competitividade para a indústria brasileira."

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Rede social X completa 20 anos; veja como ex-Twitter foi do pássaro azul até Elon Musk

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 19:47

Tecnologia Rede social X completa 20 anos; veja como ex-Twitter foi do pássaro azul até Elon Musk Plataforma atraiu famosos que querem se aproximar de seu público, mas também se envolveu em polêmicas. Serviço chegou a ser bloqueado no Brasil por não cumprir ordens judiciais. Por Redação g1 — São Paulo

Logo da empresa Twitter ao lado do perfil do bilionário americano, Elon Musk — Foto: Dado Ruvic/REUTERS

A rede social X, o antigo Twitter, completa 20 anos nesta quarta-feira (15). Nesse período, o serviço se tornou palco de conversas públicas em tempo real sobre assuntos em alta e passou por uma grande mudança de comando ao ser comprada pelo bilionário Elon Musk.

O Twitter foi criado com a proposta de permitir que usuários compartilhassem textos curtos sobre o que estavam fazendo. Aos poucos, a plataforma ganhou outros recursos, como suporte a vídeos, transmissões ao vivo e comunidades.

O serviço ajudou artistas, esportistas e políticos a se aproximarem de seguidores. E serviu para fazer comunicados: em 2020, um tuíte confirmou a morte do ator Chadwick Boseman, que interpretou o herói Pantera Negra nos cinemas, e se tornou um dos mais marcantes da rede social.

Sob o comando de Musk, o X mudou suas políticas e afastou deixou insatisfeitos parte dos usuários, que migraram para serviços rivais como Bluesky e Threads. No Brasil, a rede social chegou a ser bloqueada por não cumprir ordens judiciais. Relembre os principais momentos da plataforma.

O Twitter foi lançado ao público em 15 de julho de 2006, mas sua primeira publicação foi feita quatro meses antes, no período de testes. "Estou criando minha conta Twttr", postou Jack Dorsey, em 21 de março daquele ano.

O primeiro tuíte da história foi vendido em 2021 como NFT (sigla em inglês para "token não fungível"), uma espécie de ativo digital único. O registro custou pouco mais de US$ 2,9 milhões (R$ 14,7 milhões, na cotação atual) para o comprador.

Nos anos seguintes, o Twitter se firmou como uma rede social em que celebridades, atletas, políticos e empresas poderiam falar diretamente com seu público. Hoje, a conta de Musk é a mais popular, com 240 milhões de seguidores, mas isso só aconteceu após o empresário adquirir o serviço.

Por muito tempo, o ex-presidente americano Barack Obama, hoje com 119 milhões de seguidores, foi o dono do perfil mais famoso da rede. No Brasil, Neymar Jr. lidera o ranking de contas mais populares, com 63 milhões de seguidores. Relembre abaixo momentos marcantes do X, antigo Twitter.

A rede também ajudou a popularizar memes e fenômenos virais. Entre os mais famosos, está a selfie tirada pela apresentadora Ellen DeGeneres durante a cerimônia do Oscar de 2014. A foto, que reunia estrelas como Brad Pitt, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, é uma das mais curtidas da história.

O capítulo mais turbulento da história da empresa começou em 2022. Em abril daquele ano, Elon Musk anunciou uma oferta para comprar o Twitter por cerca de US$ 44 bilhões. O processo foi marcado por negociações, disputas públicas e tentativas de desistência.

Após meses de incerteza, o acordo foi concluído em outubro de 2022. Logo após assumir o controle da companhia, Musk promoveu uma ampla reestruturação, incluindo mudanças na liderança, demissões em massa e alterações em políticas da plataforma.

Sob o comando de Musk, a plataforma passou a ser iainda mais questionada sobre falhas no combate à desinformação e em sua moderação de conteúdo. O novo dono passou a defender mudanças que priorizavam a ideia dele de liberdade de expressão.

Em julho de 2023, Musk anunciou o fim da marca Twitter. O tradicional pássaro azul, símbolo da plataforma por mais de uma década, foi substituído pela letra X, nome que passou a identificar a empresa e o serviço.

A mudança fez parte da estratégia do bilionário de transformar a rede social em um aplicativo com múltiplos serviços, inspirado em modelos conhecidos como "superapps".

A transição veio acompanhada de outras alterações, como mudanças no sistema de verificação de contas, novos produtos pagos, flexibilizações em regras da plataforma e ajustes em ferramentas utilizadas por desenvolvedores.

A relação entre o X e as autoridades brasileiras entrou em um de seus momentos mais delicados em 2024, até chegar à suspensão temporária da rede no país.

Em agosto daquele ano, a empresa anunciou o fechamento de seu escritório no Brasil alegando que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tinha ameaçado sua representante legal no país de prisão caso ela não cumprisse decisões judiciais.

Dias depois, Moraes determinou que a plataforma indicasse o novo representante legal. A ordem não foi cumprida, e o ministro decidiu pela suspensão da rede social em todo o território nacional, medida que só foi revertida cerca de 40 dias depois.

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Governo prevê impacto reduzido de possíveis novas taxas do EUA sobre o Brasil; exportações já mostraram ‘resiliência’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 19:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por

O Ministério da Fazenda prevê que eventuais novas taxas dos Estados Unidos sobre o Brasil terão impacto macroeconômico reduzido na economia brasileira.

A investigação americana acusa o Brasil de desmatamento ilegal, pirataria e PIX. O governo dos EUA propôs aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

A pasta afirma que as exportações mostraram resiliência desde o ano passado. Medidas de apoio a setores expostos devem ajudar a mitigar efeitos remanescentes.

A Secretaria de Política Econômica aponta incerteza internacional devido ao conflito entre EUA e Irã. A reescalada da disputa eleva riscos nos preços de energia.

O Ministério da Fazenda prevê que o impacto macroeconômico de possíveis novas taxas dos Estados Unidos sobre o Brasil tenha efeito reduzido sobre a economia brasileira. As possíveis novas taxas podem ser aplicadas no âmbito de uma investigação aberta com base na chamada Seção 301.

🔎 Em 1º de junho, o governo americano concluiu uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos, entre elas desmatamento ilegal, pirataria e PIX. Como resultado da investigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras.

Segundo a pasta, as exportações mostraram resiliência mesmo após o tarifaço em agosto do ano passado, com recuperação gradual desde novembro.

"Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma", afirma análise da Secretaria de Política Econômica (SPE), publicada no "Boletim MacroFiscal".

Segundo a Fazenda, mesmo se as tarifas forem impostas, as medidas "preveem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o impacto agregado modesto".

Soma-se a esses fatores, diz a pasta, as ações implementadas no ano passado em apoio aos setores mais expostos, com medidas voltados para o crédito, liquidez e diversificação de mercados, que deve auxiliar a mitigar os efeitos setoriais remanescentes.

Segundo a Secretaria de Política Econômica, o cenário internacional, marcado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, segue marcado por "elevada incerteza".

"A trégua entre as partes reduziu o prêmio de risco sobre a oferta de petróleo e permitiu que a cotação do petróleo Brent recuasse momentaneamente", destacou a SPE.

"Avanços diplomáticos arrefeceram momentaneamente os riscos geopolíticos entre maio e o começo de julho, mas incertezas ainda não foram totalmente eliminadas. A assinatura do acordo de trégua entre Estados Unidos e Irã para o cessar-fogo ajudou a reduzir riscos extremos associados ao choque de oferta de petróleo, especialmente diante do baixo nível dos estoques globais. Como resultado, o preço da principal commodity energética recuou para nível próximo ao observado no pré-conflito no começo de março", prossegue a análise.

A interrupção do cessar-fogo na semana passada, no entanto, voltou a elevar o prêmio de risco e as cotações do petróleo. A reescalado do conflito não foi incorporada à análise e constitui um risco altista para os preços de energia e baixista para a atividade mundial.

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EUA começam a produzir moeda comemorativa de US$ 1 com imagem de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 18:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por

Moeda comemorativa de US$ 1 com o rosto de Donald Trump — Foto: Divulgação — Foto: Foto: Divulgação

A Casa da Moeda dos Estados Unidos começou a produzir uma nova moeda comemorativa de US$ 1 com a imagem do presidente Donald Trump, informou o Departamento do Tesouro dos EUA nesta quarta-feira (15).

A moeda faz parte das celebrações dos 250 anos da Declaração de Independência dos Estados Unidos, comemorados em 2026.

🔎 Apesar de ter valor de face de US$ 1, a moeda não deve circular no comércio como as usadas no dia a dia. A peça é uma edição comemorativa, voltada principalmente para colecionadores.

Nas redes sociais, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a peça representa um “legado duradouro da liberdade” e um “símbolo de patriotismo”.

“Com a imagem do presidente Trump, ela celebra a força dos valores americanos e a promessa de uma nação dedicada a preservar a liberdade para todos”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA.

Passaporte, moeda e prédios: como Trump tem estampado o próprio rosto em símbolos públicos dos EUA

O desenho aprovado inicialmente pela Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos passou por alterações antes da produção final. A versão definitiva não será feita de ouro, mas apenas possuir um acabamento dourado.

Na frente da moeda, Trump aparece usando terno e gravata, com expressão séria. Na parte superior está a inscrição "LIBERTY" ("Liberdade"), enquanto a parte inferior traz as datas "1776–2026", em referência aos 250 anos da independência dos EUA.

No centro também aparece o lema "IN GOD WE TRUST" ("Em Deus confiamos"), tradicional nas moedas dos Estados Unidos.

O verso da moeda traz a tradicional imagem da águia-careca, símbolo presente no Grande Selo dos Estados Unidos. A ave aparece com um escudo no peito e a inscrição "UNITED STATES OF AMERICA" ("Estados Unidos da América").

Sobre o escudo aparece a expressão em latim "E PLURIBUS UNUM", que significa "De muitos, um".

O lançamento ocorre em meio às comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, marcadas pela forte presença do presidente Donald Trump.

Durante o período de celebrações, Trump promoveu eventos de caráter tradicionalista, anunciou reformas em áreas públicas de Washington e apresentou projetos como a construção de um grande "arco do triunfo" na capital americana.

A inclusão da imagem de Trump na moeda gerou críticas porque a legislação dos Estados Unidos tradicionalmente impede que presidentes vivos apareçam em moedas e cédulas de circulação.

A regra estabelece que a imagem de um presidente só pode ser usada no dinheiro americano após sua morte. No entanto, o secretário do Tesouro possui autoridade para autorizar, em determinadas situações, a emissão de moedas comemorativas.

Outra diferença em relação ao projeto inicial é que Trump deixou de aparecer apoiado sobre uma mesa, enquanto se inclinava para frente. O Departamento do Tesouro não explicou os motivos das alterações no desenho.

A presença de Trump em símbolos nacionais vai além da moeda comemorativa. Em março, o Departamento do Tesouro informou que a assinatura do presidente passaria a aparecer nas novas cédulas emitidas pelos Estados Unidos.

Tradicionalmente, as cédulas americanas levam as assinaturas do secretário do Tesouro e do tesoureiro dos Estados Unidos, e não do presidente da República.

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Penduricalhos: TCU libera pagamento de gratificação fora do teto a servidores do próprio tribunal e do Legislativo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 18:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,0780,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8210,4%Euro TurismoR$ 6,0670,4%B3Ibovespa176.011 pts-0,36%Oferecido por

Senado aprova projeto que permite servidores do TCU receberem acima do teto do funcionalismo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (15) permitir que o salário e a gratificação por desempenho de função de chefia de servidores do próprio tribunal, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sejam considerados separademente.

Isso significa que os servidores que já recebem o teto constitucional poderão, na prática, receber o valor total do benefício, sem abatimentos.

O teto do funcionalismo corresponde à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 46.366,19.

A Constituição Federal diz que as verbas de caráter remuneratório, ou seja, aquelas pagas por conta do trabalho exercido pelo agente público, devem ficar submetidas ao teto.

Ainda de acordo com essas regras, se a soma delas ultrapassa o limite estabelecido pelo teto, o excedente deve ser cortado. É feito o chamado "abate teto".

Em março, o STF estabeleceu critérios para o pagamento das verbas indenizatórias para juízes e integrantes do Ministério Público.

As verbas de caráter indenizatório não estão sujeitas ao teto e constituem uma espécie de ressarcimento ou compensação do Poder Público ao agente público por algo que ele gastou ao exercer sua função.

São exemplos de verbas indenizatórias as diárias de viagem, ajudas de custo, auxílios-moradia, transporte, alimentação – e creche.

Em meio à discussão sobre limitação a penduricalhos, presidente do TCU diz que aprovou gratificação com 'muito orgulho' e 'muita vontade'

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A decisão foi tomada por oito votos a um. O relator, ministro Walton Alencar Rodrigues, votou para que o TCU não analisasse o pedido feito pelo Sindilegis, sindicato que representa servidores do Legislativo e do tribunal. Segundo ele, a entidade não teria legitimidade para apresentar a representação.

O presidente do TCU e revisor da ação, ministro Vital do Rêgo, abriu divergência e defendeu que o caso fosse analisado. Para ele, a regra atual desestimula servidores a assumir funções de chefia, porque parte da gratificação acaba sendo reduzida pelo teto. Os demais ministros acompanharam a divergência.

Hoje, quando um servidor já recebe próximo ao teto constitucional e assume uma função de chefia, a gratificação pode ser reduzida ou até zerada.

Com a decisão do TCU, a gratificação passa a ser tratada como uma parcela separada do salário do cargo efetivo, o que permite o pagamento integral do valor.

Segundo o acórdão do TCU, a mudança pode beneficiar 25,7 mil servidores. O impacto estimado é de aproximadamente R$ 211 milhões, valor equivalente a 0,09% da folha de pagamento dos servidores ativos da União.

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xAI, de Elon Musk, processa usuário acusado de usar Grok para criar imagens de abuso sexual infantil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 15:46

Tecnologia xAI, de Elon Musk, processa usuário acusado de usar Grok para criar imagens de abuso sexual infantil Empresa afirma que homem preso nos Estados Unidos violou os termos de uso ao tentar gerar deepfakes sexualmente explícitos com inteligência artificial e pede que a Justiça o impeça de acessar a plataforma de forma permanente. Por Reuters — Washington

A startup de inteligência artificial xAI, de Elon Musk, processou um homem da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, preso no início deste ano sob acusação de explorar sexualmente menores de idade. Segundo a empresa, ele usou indevidamente o sistema de IA Grok para criar imagens de abuso sexual infantil.

Na ação, apresentada na terça-feira (14) em um tribunal federal do Texas, a xAI afirma que Terry Harwood violou os termos de uso da plataforma. O caso está entre os primeiros em que uma empresa de inteligência artificial processa um usuário por supostamente utilizar uma ferramenta de IA para gerar conteúdo sexualmente explícito.

Os contatos de Harwood, preso em fevereiro, não foram encontrados de imediato. A xAI também não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela imprensa nesta quarta-feira (15).

O processo ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre a empresa por acusações de que o Grok tem permitido a criação de deepfakes sexualizados sem consentimento – vídeos ou imagens altamente realistas produzidos por inteligência artificial.

Na ação judicial, a xAI afirma que combate esse tipo de uso com medidas como suspensão e encerramento de contas, além de comunicar casos suspeitos de material de abuso sexual infantil ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês).

Segundo a empresa, somente em 2026 foram 52.222 contas suspensas e 73.604 denúncias enviadas ao NCMEC, o que teria contribuído para pelo menos 244 prisões.

A xAI alega que Harwood enviou ao Grok imagens comuns de adultos e menores de idade e tentou usar a ferramenta para criar deepfakes sexualmente explícitos a partir delas. A empresa também afirma que ele produziu imagens sexuais falsas de adultos sem consentimento.

No processo, a xAI pede uma indenização, cujo valor não foi divulgado, e solicita que a Justiça proíba definitivamente Harwood de utilizar o Grok.

"A conduta do réu foi um plano deliberado para transformar a ferramenta da autora em um instrumento para fins criminosos, expondo vítimas reais a danos profundos e duradouros, além de causar riscos jurídicos e prejuízos à reputação da empresa", afirmou a xAI na ação.

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Trump ataca veto a data centers em Nova York e diz que China ganhará a corrida da IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 15:46

Tecnologia Trump ataca veto a data centers em Nova York e diz que China ganhará a corrida da IA Um dia após o estado suspender a aprovação de novos grandes data centers por preocupações ambientais, presidente dos EUA criticou a decisão, defendeu os empreendimentos como motores de empregos e investimentos e pediu uma mudança imediata na política. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Um dia após o estado de Nova York anunciar a suspensão da aprovação de novos grandes data centers, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a medida e defendeu nesta quarta-feira (15) que esses empreendimentos são essenciais para a geração de empregos, arrecadação e liderança tecnológica do país — que pode perder sua posição para a China.

Em publicação na rede social Truth Social nesta quarta-feira (15), Trump afirmou que os data centers serão uma das maiores forças motrizes para os empregos no futuro e os descreveu como máquinas de fazer dinheiro para os estados onde são instalados.

"Os data centers são um dos principais motores de criação de empregos para o futuro. Eles são grandes, robustos, arrojados e verdadeiras máquinas de gerar receita", escreveu o presidente americano.

O republicano atribuiu a decisão à governadora de Nova York, Kathy Hochul, dizendo que ela interrompeu, "por razões políticas", a construção de todos os novos data centers no estado.

"Nova York tomou uma decisão terrível. Toda essa receita e os demais benefícios irão para estados republicanos – e alguns democratas -, onde os data centers são vistos como fontes valiosas de recursos, oferecendo impostos mais baixos e gerando um número recorde de empregos", repudiou.

Na terça-feira (14), Nova York anunciou uma moratória de um ano para a aprovação de novas licenças ambientais de grandes instalações, enquanto realiza um estudo sobre os impactos desses empreendimentos no consumo de energia, no uso de água e nas comunidades locais.

Segundo Trump, a medida fará com que investimentos migrem para estados como Alabama, Flórida, Texas e Arizona, que, segundo ele, buscam atrair esse tipo de infraestrutura. "Os impostos e os empregos equivalem a ouro puro", escreveu.

O presidente também argumentou que os próprios data centers devem arcar com seus custos de água e energia e que qualquer benefício excedente retorna aos governos estaduais e às comunidades locais.

Na avaliação dele, esses empreendimentos representam "enormes vitórias" para os estados que conseguem recebê-los.

Ao pedir que Nova York reverta a decisão "imediatamente", Trump afirmou ainda que a política adotada pelo estado pode fazer os Estados Unidos perderem investimentos em data centers, inteligência artificial e novas tecnologias para países como a China.

"A esquerda radical não pode ser autorizada a nos fazer perder data centers, IA e toda essa incrível nova tecnologia para a China e outros países", escreveu.

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 14 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

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Com alta dos alimentos e Guerra Oriente Médio, governo eleva projeção de inflação para 5,1%, com estouro de meta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 14:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,077-0,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8220,42%Euro TurismoR$ 6,0600,28%B3Ibovespa175.732 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,077-0,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8220,42%Euro TurismoR$ 6,0600,28%B3Ibovespa175.732 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,077-0,01%Dólar TurismoR$ 5,2800,02%Euro ComercialR$ 5,8220,42%Euro TurismoR$ 6,0600,28%B3Ibovespa175.732 pts-0,51%Oferecido por

O governo elevou nesta quarta-feira (15) a estimativa para a inflação oficial deste ano, de 4,5% para 5,1%, diante da persistência das pressões sobre os preços, especialmente dos alimentos, e dos reflexos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global.

🔎Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

A revisão consta no "Boletim MacroFiscal", divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

Segundo a equipe econômica, apesar da desaceleração do Índices de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, os alimentos continuaram sendo o principal fator de pressão sobre a inflação acumulada no ano.

O governo também afirmou que as medidas dessazonalizadas — isto é, tomadas diante de eventos extraordinários, como a guerra — seguem acima do padrão histórico

"De maio a junho, observaram-se efeitos de segunda ordem nos preços de algumas cadeias produtivas, apesar do alívio recente nas cotações de petróleo, que tende a reduzir as pressões sobre os custos globais", afirmou o Ministério da Fazenda.

"Contudo ainda é cedo para afirmar que os preços tenham se estabilizado: o cessar-fogo permanece frágil, e sua interrupção, posterior à data de corte deste boletim, constitui risco altista não incorporado às projeções. Além disso, o possível aumento da demanda, para recomposição dos estoques, e os danos à infraestrutura no Oriente Médio podem ser vetores de alta para os preços do petróleo", prosseguem.

O Ministério da Fazenda também aponta outros fatores que podem manter a inflação pressionada nos próximos meses.

Entre eles estão o espaço remanescente para o repasse dos preços do atacado ao consumidor, o que pode elevar os custos de bens industriais, e o aumento da probabilidade de um El Niño mais intenso.

Segundo a pasta, embora o fenômeno climático deva afetar principalmente a safra de 2027, ele já pode exercer pressão sobre os preços dos alimentos ainda em 2026.

Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, apesar da desaceleração da economia. Se confirmada, será a mesma taxa de crescimento registrada em 2025.

"Os indicadores coincidentes seguiram majoritariamente positivos no início do segundo trimestre, sem sinalizar perda de tração generalizada. Na comparação entre trimestres, com ajuste sazonal, o IBC-Br avançou 1,2% no trimestre encerrado em abril de 2026, em ritmo próximo ao do trimestre encerrado em março", avaliou a Secretaria de Política Econômica.

"A indústria manteve o principal impulso, com aceleração na leitura trimestral até maio, ainda que tenha recuado na margem mensal naquele mês, após quatro meses consecutivos de alta, refletindo o recuo da extrativa e o desempenho estável da transformação", prosseguiu.

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Em terra natal de Musk, Amazon sai na frente na corrida da internet via satélite

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/07/2026 14:46

Tecnologia Em terra natal de Musk, Amazon sai na frente na corrida da internet via satélite Empresa de Jeff Bezos fechou parceria para lançar o Amazon Leo no país em 2027, enquanto a Starlink segue fora do mercado por não atender às regras locais de participação societária. Por Associated Press — Cape Town

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (15) que lançará seu novo serviço de internet via satélite, o Amazon Leo, na África do Sul em 2027. Com isso, a empresa fundada por Jeff Bezos deve sair na frente da Starlink, de Elon Musk, na disputa pelo mercado da economia mais desenvolvida do continente africano.

Para viabilizar a operação, a Amazon firmou uma parceria com a provedora sul-africana de internet Herotel. Segundo a companhia, este é o primeiro acordo do Amazon Leo para oferta de internet via satélite no continente africano. Os valores da parceria não foram divulgados.

O anúncio ocorre em meio às críticas de Elon Musk ao governo da África do Sul, seu país de origem. O bilionário afirma que a Starlink ainda não opera no país porque a legislação local teria impedido a empresa de obter uma licença por ele ser branco. Musk chegou a acusar o governo sul-africano de racismo.

As críticas se referem às políticas de ação afirmativa adotadas pela África do Sul. Pela legislação, empresas estrangeiras do setor de telecomunicações precisam conceder uma participação minoritária de suas operações locais a investidores negros ou de outros grupos historicamente desfavorecidos para obter autorização de funcionamento.

As regras foram criadas para ampliar o acesso da população não branca à economia após o fim do apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país durante décadas e concentrava o poder político e econômico na minoria branca.

Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, e cofundador e co-CEO da Prometheus, participa da 10ª edição da feira de startups e inovação tecnológica VivaTech em Paris, na França, em junho de 2026. — Foto: Abdul Saboor/Reuters

Diferentemente da Starlink, o acordo da Amazon recebeu apoio do governo sul-africano. O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, participou do anúncio ao lado de representantes da Amazon e da Herotel.

A Amazon começou a colocar em órbita seus primeiros satélites de baixa altitude no ano passado e afirma que já possui mais de 390 satélites em operação.

A Starlink, por sua vez, iniciou suas operações em 2019 e conta atualmente com mais de 10 mil satélites em órbita. O serviço já está disponível em cerca de duas dezenas de países africanos, mas ainda não foi lançado na África do Sul porque a empresa de Musk se recusa a atender às exigências da legislação local.

A empresa de Jeff Bezos afirmou que o acordo com a África do Sul marca o início de sua expansão pelo continente. Para isso, também firmou parceria com a Vanu Inc., companhia sediada em Lexington, no estado de Massachusetts (EUA), especializada em soluções de internet móvel para países em desenvolvimento.

A África é considerada um mercado promissor para serviços de internet via satélite. O continente reúne mais de 1,5 bilhão de habitantes, muitos vivendo em áreas rurais ou regiões que ainda não contam com infraestrutura de internet fixa.

O Amazon Leo, anteriormente conhecido como Projeto Kuiper, já anunciou acordos para operar na Tailândia, Cazaquistão, Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai.

Apesar da expansão da Amazon, a Starlink segue muito à frente em escala global. Segundo a empresa, seu serviço já está disponível em mais de 160 países.

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