RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Após promessas, supermercados seguem sem ampliar venda de ovos livres de gaiolas, diz estudo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Agro Após promessas, supermercados seguem sem ampliar venda de ovos livres de gaiolas, diz estudo Levantamento mostra que redes ainda enfrentam dificuldades para ampliar a oferta do sistema cage-free, citando preço e abastecimento entre os principais obstáculos. Por Vivian Souza, g1

Mais de 160 empresas brasileiras assumiram compromisso de substituir ovos de galinhas criadas em gaiolas por sistemas cage free, mas a maioria não tem avançado no cumprimento das metas.

Segundo o Observatório do Ovo, da Alianima, 64% dos supermercados não ampliaram a oferta de ovos livres de gaiolas ou apresentaram retrocessos.

Entre os principais obstáculos apontados pelas redes estão o alto custo do produto, dificuldades de abastecimento, baixo conhecimento dos consumidores.

No sistema cage free, as galinhas ficam soltas dentro do galpão, diferentemente da criação em gaiolas.

A maioria dos supermercados não apresentou avanços na transição para a venda exclusiva de ovos de galinhas criadas fora de gaiolas, segundo o estudo Observatório do Ovo, da ONG Alianima, realizado anualmente.

Desde 2015, grandes empresas dos setores de alimentação e hotelaria passaram a anunciar compromissos públicos para substituir ovos de galinhas criadas em gaiolas por sistemas livres, conhecidos como "cage-free". (saiba mais abaixo)

Atualmente, mais de 160 empresas brasileiras já assumiram esse compromisso. As próprias empresas definiram prazos para cumprir as metas, que vão de 2021 a 2030.

Mas, segundo o levantamento, 64% das redes não aumentaram o percentual de marcas de ovos livres de gaiolas ou ainda apresentaram retrocessos. Além disso, 24% das empresas que assumiram a meta não prestam contas sobre o avanço.

O Carrefour é uma das redes citadas no relatório. A empresa assumiu compromisso público com a transição, mas, no último ano, reduziu a participação de ovos livres em seus supermercados, de 21,4% para 20,2%.

A rede também foi apontada como a única entre as que assumiram compromisso de não oferecer ao menos uma marca de ovos livres em todas as lojas.

O g1 entrou em contato com as duas empresas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Ovo caipira, orgânico, 'cage free': saiba diferenciar os tipos (spoiler: não é pela cor da casca)

Para o levantamento, a Alianima ouviu redes de supermercados, que apontaram os principais desafios da transição:

as regiões Norte e Nordeste foram classificadas como as mais difíceis para abastecimento de ovos livres;67% das empresas relataram o alto custo do produto como um obstáculo;44% apontaram a falta de conhecimento dos consumidores sobre o assunto;33% afirmaram ter baixa aceitação do produto pelos clientes. No entanto, 78% disseram que a transição provoca uma percepção positiva da marca;22% afirmaram haver falta de apoio de associações.

Em muitos sistemas de criação, a galinha é confinada em gaiolas assim que começa a botar. Até 11 animais dividem o mesmo espaço, sem conseguir ciscar, apenas comer e botar ovos.

O Instituto Certified Humane Brasil estabelece normas para a criação com foco no bem-estar animal e concede certificação às empresas que seguem esses padrões.

Por exemplo, as regras estabelecem que o espaço do aviário pode conter, no máximo, de 7 a 11 aves por metro quadrado. Além disso, cada ave precisa de um espaço de 5 cm nos comedouros e 15 cm nos poleiros.

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Conselho pode votar aumento de etanol na gasolina de 30% para 32% nesta terça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%Oferecido por

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) pode decidir, nesta terça-feira (14), sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.

A decisão já era esperada desde maio, mas foi adiada em três ocasiões após cancelamentos e mudanças na agenda do colegiado.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a adoção do E32 pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. Na avaliação da pasta, esse volume seria suficiente para tornar o Brasil autossuficiente no abastecimento do combustível.

LEIA TAMBÉM: Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina de 30% para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos.

A proposta integra a política do Combustível do Futuro, marco regulatório criado para ampliar o uso de combustíveis renováveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes.

Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aumento da mistura representa uma continuidade da política brasileira de incentivo aos biocombustíveis.

"A medida foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com base em estudos técnicos, e reforça o uso de um combustível renovável produzido no Brasil, contribuindo para a segurança energética, a descarbonização e a redução da dependência de importações de gasolina", afirmou a entidade ao g1.

A Unica estima que a mudança elevará em cerca de 1 bilhão de litros por ano a demanda por etanol anidro em comparação com a mistura atual de 30%.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem defendido que a adoção do E32 é respaldada por estudos técnicos que comprovam a segurança da nova mistura para a frota brasileira.

A decisão do CNPE deve ocorrer em um momento de volatilidade no mercado internacional de petróleo, provocado pelas tensões no Oriente Médio.

Nesse cenário, o governo aposta na ampliação da participação do etanol na gasolina como uma forma de reduzir a dependência de importações, aumentar a oferta doméstica de combustível e diminuir a exposição do país às oscilações do mercado internacional.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai avaliar nesta semana a retirada parcial ou total do subsídio à gasolina criado pelo governo para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis.

A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle — Foto: A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle

Na última quinta-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nas redes sociais que o governo mantém o compromisso de retirar os subsídios concedidos à gasolina, mas que a medida dependerá da estabilização dos preços internacionais dos combustíveis.

Na mesma publicação, Motta disse que acertou com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o avanço da proposta que tramita na Câmara dos Deputados sobre o assunto.

"Com relação ao PLP dos combustíveis, o Governo Federal segue comprometido em retirar o subsídio que está sendo dado para a gasolina, necessitando apenas de mais um tempo para aguardar a estabilização do preço decorrente do conflito no Irã", escreveu.

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Governo deve aumentar etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Carros Governo deve aumentar etanol na gasolina para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve tomar decisão nesta terça-feira (14). Engenheiros afirmam que veículos mais antigos ou sem calibração específica podem sofrer aumento de consumo, corrosão e desgaste de componentes. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve se reunir nesta terça-feira (14) para anunciar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.

A medida vem sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)

Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.

O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.

A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.

Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.

tanque;boia;bomba de combustível;linhas de combustível metálicas ou plásticas;bico injetor;câmara de combustão;pistões;vedações.

Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.

"As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor — Foto: Arte / g1

Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.

O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina.

🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.

Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia.

Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano.

Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.

Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumentio de tanol na gasolina — Foto: Divulgação

No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.

"Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.

O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.

O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.

A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.

Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro — Foto: Divulgação / Bosch

Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.

Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.

Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.

"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.

Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.

Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto — Foto: Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center

A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.

Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.

Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível.

Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.

Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.

Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.

E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Benimports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustível de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.

As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.

Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veículos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.

“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veículos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veículos importados de forma independente”, explica.

Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:

Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustível;desgaste prematuro das bombas de combustível (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustível, agravada pela umidade ou contaminação;travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustível;baixa vida útil de velas de ignição.

Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.

Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.

“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produção”, explica.

A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves.

Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.

"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.

O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.

A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.

Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.

Segundo a entidade, o setor produtor de etanol contribuiu com informações sobre capacidade produtiva, segurança energética e impactos da mudança.

A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa Combustível do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.

De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.

Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.

Sobre os veículos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluíram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.

Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veículos.

A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veículos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustível.

A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.

Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustível renovável produzido no Brasil.

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Como o ‘novo normal’ no Estreito de Ormuz impacta o petróleo e vira pedra no sapato de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%Oferecido por

A crise no Estreito de Ormuz criou um "novo normal" para o mercado de petróleo. Ameaças militares, decisões geopolíticas e disputas pelo controle da passagem passaram a afetar preços, transporte e cadeias globais de abastecimento — mesmo sem um bloqueio completo da rota.

A região também se tornou uma importante ferramenta de pressão do Irã no conflito com os Estados Unidos e um desafio para Donald Trump, que enfrenta os efeitos econômicos da escalada às vésperas das eleições de meio de mandato, em novembro. (leia mais abaixo)

Nos últimos dias, ofensivas dos dois países colocaram em xeque o cessar-fogo anunciado em junho e reacenderam as preocupações sobre a segurança da navegação na região, pressionando novamente os preços do petróleo.

Nesta segunda-feira (13), o barril do tipo Brent, referência internacional do petróleo, chegou a subir mais de 9%, a US$ 83,04 o barril, após Trump anunciar que os EUA pretendem controlar o Estreito de Ormuz e cobrar 20% sobre as cargas que passarem pela rota.

🔎 O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. Ao todo, passam por ali cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.

No início da guerra, o temor era de que uma interrupção no fornecimento provocasse uma disparada do petróleo. Agora, o novo normal é o sobe e desce, com oscilações mais bruscas nas cotações mesmo sem uma interrupção efetiva da oferta.

"A principal característica desse novo cenário é a volatilidade e a incerteza", resume Jackson Campos, especialista em comércio exterior.

"Não se trata da falta de petróleo em si, porque isso não tem acontecido. Mas a possibilidade de interrupção faz com que armadores, seguradoras e refinarias reajam de forma preventiva, elevando os custos em um 'efeito chicote' mesmo antes de um bloqueio de fato", acrescenta.

Segundo Campos, o mundo passou a monitorar a rota com maior atenção. Com isso, qualquer declaração política ou ameaça envolvendo EUA e Irã pode provocar uma reação imediata nos preços, incorporando o risco geopolítico ao custo diário do frete e do seguro marítimo.

O economista Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), afirma que o Estreito de Ormuz se tornou a principal referência para a formação dos preços do petróleo no curto e médio prazo.

Ele acrescenta que os conflitos recentes, incluindo a guerra entre Rússia e Ucrânia, mostraram uma relação cada vez mais estreita entre segurança energética, segurança alimentar e inflação.

"O novo normal vai além do Estreito de Ormuz. Existem duas áreas do mundo que estão passando por processos complicados e que levam a esse cenário", diz.

Rússia e Oriente Médio são regiões estratégicas para a oferta global de energia e fertilizantes — com papel relevante na produção de petróleo, gás natural e insumos agrícolas.

"A briga atual é quem vai mandar no Estreito de Ormuz. Enquanto isso não for resolvido — o que acredito que irá demorar — vamos viver períodos mais tensos e menos tensos", acrescenta.

A volatilidade do petróleo representa um desafio adicional para Donald Trump, que tem defendido preços mais baixos de energia como forma de estimular a economia americana e conter a inflação.

Nos EUA, uma alta do barril tende a chegar rapidamente aos combustíveis, já que o governo não controla os preços da gasolina — diferentemente do que ocorre no Brasil, onde a Petrobras tem papel relevante na formação dos preços.

Para Gunter Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, o Irã identificou justamente esse ponto de vulnerabilidade dos EUA: o impacto da energia sobre a economia e o consumidor.

Ele avalia que, ao usar o Estreito de Ormuz como instrumento de pressão, Teerã atinge diretamente um tema sensível para Trump.

"O Irã ganhou a guerra justamente porque entendeu que o Estreito de Ormuz fechado faria com que o preço do petróleo e dos combustíveis subisse nos EUA. Isso afeta o eleitor, atingindo até mesmo a base 'MAGA' do presidente Trump", afirma.

Segundo a associação automobilística AAA, a média nacional do combustível chegou a US$ 3,84 por galão em 9 de julho, alta de 5 centavos em um dia — embora ainda abaixo do pico de US$ 4,56 registrado em maio.

O movimento aumenta a preocupação da Casa Branca com a proximidade das eleições de meio de mandato (midterms), em novembro. Além de governadores, os americanos vão escolher as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado. Hoje, os republicanos controlam as duas Casas do Congresso.

Adriano Pires, do CBIE, avalia que um petróleo acima de US$ 90 por barril seria um problema político para Trump às vésperas das eleições. Por isso, o presidente americano deve tentar evitar que os preços ultrapassem esse nível para reduzir impactos sobre os combustíveis e a inflação.

"Até novembro, acho que não vai ter petróleo acima de US$ 90. Sabemos que terá eleição americana, e petróleo muito caro aumenta o preço da gasolina e dos derivados nos EUA", afirma.

No auge da crise do petróleo causada pelas tensões no Estreito de Ormuz, entre março e abril, a commodity chegou a encostar nos US$ 120 por barril.

Do ponto de vista do mercado, o especialista em comércio exterior Jackson Campos afirma que a previsão é de adaptação a essa nova realidade.

"A tendência é o mercado se adaptar a essa nova realidade, diversificar fornecedores e buscar contratos mais flexíveis para tentar até fugir de Ormuz enquanto a situação não se estabiliza", conclui.

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Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 00:47

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 25 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.030 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 25 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (14), em São Paulo.

No concurso do último sábado (11), nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio acumulou. Veja os números sorteados: 06 – 11 – 25 – 45 – 48 – 58.

Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsAppFavorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do diaCompartilhe essa notícia no WhatsApp

O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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MP do Frete: valor de R$ 5 mil do piso será retirado do texto; anistia a multas deverá ser vetada, diz líder do governo no Congresso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 20:49

Política MP do Frete: valor de R$ 5 mil do piso será retirado do texto; anistia a multas deverá ser vetada, diz líder do governo no Congresso Embora esteja em vigor desde março, texto depende da aprovação dos parlamentares para se tornar lei. Caso não seja analisada até quinta-feira (16), medida provisória perderá a validade. Por Sara Curcino, Caetano Tonet, TV Globo e g1

É comum ver caminhões transportando laranjas nas estradas do cinturão citrícola no interior de SP — Foto: Fábio Tito/g1

O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta segunda-feira (13) que os senadores trabalham para construir um acordo para votar ainda nesta semana a medida provisória (MP) que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário.

Randolfe indicou que o Senado vai manter a obrigatoriedade de um piso, como já consta na lei, mas sem definir o valor desse mínimo.

Nas votações anteriores, na comissão criada para discutir a MP e no plenário da Câmara dos Deputados, parlamentares estipularam um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para caminhoneiros que percorrem longas distâncias.

Segundo o líder, o trecho será retirado durante a votação no plenário do Senado, prevista entre terça (14) e quarta-feira (15). Randolfe afirmou que a mudança será considerada uma supressão, e não uma alteração do texto. Com isso, a proposta não precisaria retornar à Câmara para nova votação.

Embora esteja em vigor desde março, a MP depende da aprovação do Congresso para se tornar lei em definitivo. Caso não seja analisada até quinta-feira (16), o texto perderá a validade.

Quando foi publicada, em março, em meio à guerra no Oriente Médio, o principal objetivo da MP era reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete para que os valores refletissem os custos reais da operação de transporte, como diesel e pedágio.

Em 2026, ANTT aplicou mais de R$ 354 milhões em multas por não pagamento do preço mínimo da tabela de frete

A MP endurece as punições para empresas que não pagarem o piso, que hoje é calculado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

🚚Criada em 2018, a política de preços mínimos do frete surgiu como uma das principais reivindicações dos caminhoneiros durante a greve nacional daquele ano. Ela determina que a tabela seja reajustada sempre que ocorrer oscilação no valor do combustível superior a 5%, para baixo ou para cima. O mecanismo ficou conhecido à época como gatilho.

"Há acordo de manutenção do piso e a gente faz um ajuste relativo ao valor, mesmo porque a jurisprudência do STF diz que não cabe a deliberação de [um valor de] piso por parte do Congresso. Então, há um acordo com os caminhoneiros. Podemos ter o piso, mas sem estabelecimento do valor", disse Randolfe.

Randolfe e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), se reuniram com membros da oposição nesta segunda. Também participaram do encontro a líder do PP, Tereza Cristina (MS), e o senador Jaime Bagattoli (PL-RO).

A líder do PP expôs, após o encontro, que majorar um valor para o piso, no caso dos R$ 5 mil, é uma "matéria estranha" à MP. De acordo com ela, os parlamentares conseguiram um "bom avanço". "Estamos fazendo negociação para que ela possa avançar e não caduque. Se houver acordo, não apresentaremos emendas", disse.

Randolfe afirmou ainda que "certamente" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai vetar a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por manifestações em 2022, no contexto da tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, incluída no texto durante a tramitação na Câmara.

Isso porque se o senadores cogitarem alterar o conteúdo, a medida terá de passar por nova rodada de votação na Câmara. Randolfe explicou que não há "tempo hábil" para isso.

Interlocutores do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), explicaram que, se o acordo for fechado, ele pautará a medida.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, explica que a visão dos caminhoneiros é de que a intensificação da guerra entre EUA e Irã afeta os caminhoneiros e a população.

Representantes de empresas que contratam o transporte de mercadorias, como indústrias, produtores rurais e o comércio, são contrários ao texto.

O Instituto Livre Mercado e o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes), por exemplo, dizem que qualquer aumento estrutural de custo logístico pode encarecer o preço de produtos para o consumidor final.

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Emoji de ‘cara distorcida’ é o mais popular entre os novos símbolos para redes sociais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 20:49

Tecnologia Emoji de 'cara distorcida' é o mais popular entre os novos símbolos para redes sociais Ícone descrito como 'um rosto sorridente com olhos grandes e esbugalhados olhando para cima, como se estivesse distorcido ou deformado'. Por Redação g1 — São Paulo

O emoji da "cara distorcida" é o mais popular entre os símbolos liberados na atualização mais recente, de setembro de 2025. O levantamento foi feito pelo Emojipedia, site que reúne informações sobre os ícones usados em plataformas como redes sociais e aplicativos de mensagens.

Ele é seguido pelos emojis da baleia orca e de nuvem de briga, também de 2025. O levantamento leva em conta o número de vezes que eles foram copiados por usuários nos sites Emojipedia e GetEmoji, que servem de referência para buscar símbolos e usá-los em outros locais.

O emoji de cara distorcida foi consultado mais de 336 mil vezes, valor expressivo para símbolo liberado há relativamente pouco tempo.

Mas ícones populares têm números muito maiores: o coração vermelho (❤️) é o mais famoso e foi usado 8 milhões de vezes nos sites, enquanto o de risada (😂) foi usado em mais de 3,8 milhões de vezes.

O novo emoji é descrito como "um rosto sorridente com olhos grandes e esbugalhados olhando para cima, como se estivesse distorcido ou deformado".

Segundo o Emojipedia, ele costuma ser usado para representar "choque, espanto ou angústia, como um recurso visual comum em animes e mangás", mas também pode servir para representar literalmente um rosto inflado ou esmagado.

A aparência costuma ter pequenas variações de acordo com o aplicativo, mas o símbolo já está disponível nos serviços mais populares.

Emojis mais populares entre os ícones liberados na última atualização, em 2025 — Foto: Reprodução/Emojipedia

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Após derrota na Suprema Corte, governo Trump já devolveu US$ 81 bilhões em tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 17:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,45%Dólar TurismoR$ 5,3380,45%Euro ComercialR$ 5,8410,16%Euro TurismoR$ 6,0900,17%B3Ibovespa175.739 pts-1,2%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

Desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegais as tarifas impostas por Donald Trump a parceiros comerciais do país, o governo americano passou a devolver valores arrecadados de empresas que pagaram tarifas extras sobre produtos importados desde abril de 2025, quando o tarifaço foi anunciado.

Segundo os dados do relatório de contas públicas divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Departamento do Tesouro dos EUA, foram reembolsados cerca de US$ 81 bilhões desde outubro de 2025, início do ano fiscal americano.

No mesmo período do ano anterior, foram apenas US$ 5 bilhões. Segundo o Tesouro, o aumento ocorreu "quase inteiramente" por causa da decisão da Suprema Corte, com os pagamentos concentrados principalmente nos meses de maio e junho.

Em junho, o governo arrecadou US$ 23,6 bilhões com tarifas, mas devolveu US$ 49,2 bilhões a importadores. Na prática, houve uma saída líquida de US$ 25,6 bilhões relacionada às tarifas no mês.

O presidente americano defendia as sobretaxas como uma forma de proteger a indústria, estimular a produção interna e ampliar a arrecadação do governo.

Em fevereiro, porém, a Suprema Corte dos EUA derrubou as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas desde abril de 2025. O tribunal decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA.

Segundo a Corte, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), usada por Trump para justificar o tarifaço, não permite ao presidente criar tarifas por conta própria.

Desde então, o governo foi obrigado a reembolsar as empresas importadoras que haviam pago tarifas adicionais com base na IEEPA.

No mesmo dia, Trump informou que usaria um novo instrumento legal para manter taxas contra produtos importados. Desta vez, utilizou a Seção 122 da legislação comercial dos EUA, que lhe permite impor sanções temporárias, para estabelecer uma nova tarifa de 10% com validade de 150 dias.

A enorme devolução de tarifas ajudou a agravar o déficit orçamentário dos EUA em junho para US$ 120 bilhões. Um ano antes, o país havia tido um superávit de US$ 27 bilhões.

No acumulado do ano fiscal, iniciado em outubro, o déficit americano alcançou US$ 1,367 trilhão, alta de 2% na comparação com o mesmo período anterior.

A arrecadação total subiu 4% no período, para US$ 4,151 trilhões, mas as despesas cresceram em ritmo maior, chegando a US$ 5,518 trilhões.

Além dos reembolsos das tarifas, o pagamento de juros da dívida pública também pressionou as contas. Os gastos com juros ultrapassaram US$ 1 trilhão no período, alta de 14%.

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Em semana decisiva sobre novas taxas dos EUA, Lula diz não acreditar em tarifaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 16:49

Vale do Paraíba e Região Em semana decisiva sobre novas taxas dos EUA, Lula diz não acreditar em tarifaço Declaração ocorreu durante visita a São José dos Campos (SP), onde Lula participou do lançamento de uma turbina movida a etanol e defendeu investimentos na indústria de defesa. Por g1 Vale do Paraíba e região

O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (13) que não haverá tarifaço sobre produtos brasileiros. A declaração ocorre antes do anúncio de novas taxas pelos Estados Unidos.

A fala ocorreu em São José dos Campos (SP). Lula visitava o DCTA para conhecer uma turbina geradora de energia elétrica movida a etanol hidratado.

No evento, o presidente defendeu investimentos nas Forças Armadas para garantir a soberania nacional. Ele também exigiu o processamento local de minerais estratégicos explorados no país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que "não vai ter tarifaço" ao ser questionado sobre a preocupação com um possível aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A fala ocorre em uma semana decisiva para a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é que a Casa Branca anuncie até quarta-feira (15) se colocará em prática novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros.

A declaração foi dada ao repórter João Mota, da TV Vanguarda, na saída de um evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos, no interior de SP (leia mais abaixo).

Lula não concedeu entrevista coletiva e respondeu apenas à pergunta durante a caminhada até a saída do local. O governo brasileiro informou que aguarda a decisão para definir uma eventual resposta à confirmação das novas tarifas e trabalha como cenário mais provável a confirmação das novas tarifas.

A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo.

No entanto, negociadores brasileiros avaliam que, neste cenário, existe a possibilidade de o Departamento de Estado norte-americano incluir um anexo modificado na decisão sobre os 25%, aumentando a lista de exceções ao tarifaço, por exemplo.

O governo brasileiro também aguarda ser chamado para uma última reunião virtual até quarta-feira (15) com Jamieson Greer. A expectativa é que haja uma prévia da decisão nessa reunião.

Presidente Lula cumpriu agenda em São José dos Campos na tarde desta segunda (13). — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A declaração foi dada durante visita ao Campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), onde Lula conheceu a primeira unidade brasileira de geração de energia elétrica equipada com uma turbina a gás totalmente desenvolvida no país e abastecida com etanol hidratado.

A tecnologia, criada por pesquisadores brasileiros, busca ampliar o uso do biocombustível na geração de energia e em aplicações como operações militares, regiões isoladas e sistemas de emergência.

Durante discurso no evento, Lula defendeu o fortalecimento da indústria de defesa e afirmou que o Brasil precisa investir nas Forças Armadas para garantir a soberania nacional.

O presidente também destacou que o país deve agregar valor aos minerais estratégicos, como as terras raras, e disse que quem quiser explorar esses recursos no Brasil terá de realizar o processamento no país, e não apenas exportar a matéria-prima.

50 vídeos São José dos Campos São Paulo Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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SpaceX perdeu força um mês após estreia histórica na bolsa de valores?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/07/2026 16:49

Tecnologia SpaceX perdeu força um mês após estreia histórica na bolsa de valores? À medida que foi se descobrindo como a SpaceX gera sua receita, as ações da empresa começaram a cair. Mas há quem defenda que a queda será apenas temporária Por BBC

Quando as ações da empresa, cofundada e liderada por Elon Musk, ficaram disponíveis para compra por pessoas físicas no mercado de ações em 12 de junho, houve um frenesi entre os investidores.

Embora a empresa tivesse decidido precificar suas ações em US$ 135 cada, o preço subiu imediatamente para US$ 150 no primeiro dia, chegando a US$ 176, antes de fechar em US$ 160,95.

Isso consolidou a SpaceX como a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de todos os tempos.

Ao final do primeiro mês de negociação, as ações da SpaceX estavam sendo negociadas a cerca de US$ 145 cada, aproximadamente 18% a menos que a máxima do primeiro dia de negociação e 35% abaixo do pico atingido.

Os investidores da SpaceX estão oscilando entre dois sentimentos distintos um mês depois que a empresa abriu seu capital na bolsa de valores nos EUA: euforia e preocupação.

Quando as ações da empresa, cofundada e liderada por Elon Musk, ficaram disponíveis para compra por pessoas físicas no mercado de ações em 12 de junho, houve um frenesi entre os investidores.

Embora a empresa tivesse decidido precificar suas ações em US$ 135 cada, o preço subiu imediatamente para US$ 150 no primeiro dia, chegando a US$ 176, antes de fechar em US$ 160,95.

Isso consolidou a SpaceX como a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de todos os tempos.

Na semana seguinte, suas ações subiram ainda mais, atingindo uma alta intradiária (cotação máxima num dia) de US$ 225, ultrapassando a Amazon e a Microsoft em valor de mercado total.

"No caso de Elon Musk, qualquer empresa na qual ele esteja envolvido gera entusiasmo", disse Keith Snyder, analista da empresa de pesquisa de investimentos CFRA.

"Mas esta também foi a primeira vez que as pessoas sentiram que podiam investir em algo que estava sendo comercializado como um negócio ligado à inteligência artificial (IA)."

Willy Lee, investidor da Neosteller, empresa que facilita a aplicação de capital por investidores individuais em empresas privadas, concorda que o entusiasmo em torno do IPO estava muito ligado à IA.

No início deste ano, a SpaceX adquiriu a xAI, startup de IA de Musk, recentemente rebatizada como SpaceXAI e mais conhecida pelo polêmico chatbot Grok. Além disso, a empresa começou a alugar capacidade de data center para outras companhias de tecnologia.

Mas seu principal negócio é a fabricação e o lançamento de foguetes e satélites de telecomunicações chamados de Starlink.

Quando a Starlink anunciou que estava reduzindo os preços na região de Memphis, no Estado americano do Tennessee, em meio a preocupações locais com um enorme projeto de data center, as ações da SpaceX caíram 8% no mesmo dia.

À medida que foi se descobrindo como a SpaceX gera sua receita, as ações da empresa começaram a cair.

Em meio a algumas semanas turbulentas para as ações de empresas de tecnologia, a SpaceX sofreu um impacto especialmente forte.

Quando foi adicionada ao índice da bolsa Nasdaq100 em 7 de julho, por exemplo, as ações da SpaceX caíram 4,4% (contra uma queda geral de 1,7% do índice). Uma inclusão anterior no índice FTSE Russell havia dado um leve impulso às ações.

Ao final do primeiro mês de negociação, as ações da SpaceX estavam sendo negociadas a cerca de US$ 145 cada, aproximadamente 18% a menos que a máxima do primeiro dia de negociação e 35% abaixo do pico atingido.

Essa queda no preço significa que os investidores de varejo que compraram ações da SpaceX durante os primeiros cinco dias de negociação podem sofrer uma perda em seu investimento.

"Começou a parecer muito com uma meme stock (ou ação de meme)'", completou o especialista, se referindo aos papéis negociados em bolsa que viralizam na internet, impulsionados por campanhas nas redes sociais em vez de fundamentos financeiros.

Snyder cita como exemplos as ações da loja de jogos GameStop e da rede de lanchonetes Wendy's, onde investidores de varejo impulsionaram o preço das ações apenas por meio de memes de internet.

Ele prevê que as ações da SpaceX cairão ainda mais, para cerca de US$ 115, com base no desempenho da empresa. Isso avaliaria a empresa em cerca de US$ 1,5 trilhão.

Samuel Kerr, analista de mercados da Mergermarket, observa que as oscilações no preço das ações até o momento têm impactos distintos em diferentes investidores.

"Se você é um investidor de IPO, está tudo bem", disse Kerr, referindo-se a grupos de investidores que conseguiram comprar ações da SpaceX ao preço de listagem proposto pela empresa, de US$ 135, ou que tinham participação acionária na empresa antes da negociação em bolsa.

Já Musk vem demonstrando entusiasmo pelas perspectivas de negócios da SpaceX. Após a abertura de capital da empresa, que o tornou o primeiro trilionário do mundo, Musk afirmou que a SpaceX faturaria US$ 1 trilhão por ano até 2030.

Quando o preço das ações disparou em 16 de junho, a SpaceX anunciou a aquisição da Cursor, uma startup que criou um robô de IA para escrever código de computador, em um negócio avaliado em US$ 60 bilhões.

Ao fazer isso, Musk essencialmente comprou a Cursor de graça, dado o quanto as ações da SpaceX haviam se valorizado naquele exato momento.

"Isso demonstrou um nível de sofisticação de mercado que quase nenhum outro emissor [de ações] possui", disse Kerr sobre a aquisição da Cursor.

O Morgan Stanley, que foi um dos principais bancos a operar o IPO da SpaceX, parece acreditar que a queda será apenas temporária.

Na semana passada, a empresa estabeleceu um preço-alvo de US$ 300 para as ações, um aumento de 33% em relação ao seu preço máximo de negociação até o momento.

Atualmente, a SpaceX opera com prejuízo e, no ano passado, obteve uma receita de US$ 18 bilhões, de acordo com as demonstrações financeiras exigidas para sua abertura de capital.

Neste momento, cresce a expectativa em torno do primeiro balanço público de resultados da empresa. A SpaceX ainda não anunciou uma data para isso, mas analistas financeiros esperam que aconteça no início de agosto.

Os resultados da empresa provavelmente coincidirão com o fim do chamado período de "bloqueio", quando os funcionários da SpaceX que estavam proibidos de vender as ações da empresa recebidas como parte de sua remuneração poderão transferi-las para o mercado aberto.

Mais ações à venda, além de uma explicação potencialmente mais detalhada sobre os negócios da SpaceX e seu crescimento futuro, podem gerar oscilações ainda mais drásticas no preço.

"Se a SpaceX conseguir fazer tudo o que diz que fará, sim, os investidores estarão diante da empresa mais valiosa de todos os tempos", disse Kerr.

Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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