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Calor extremo ameaça produção de vinho na França e acelera colheita de uvas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 10:51

Agro Calor extremo ameaça produção de vinho na França e acelera colheita de uvas Produtores afirmam que as uvas pararam de crescer após semanas de calor e seca; região de Champagne deve registrar a colheita mais precoce da história. Por Reuters

O verão escaldante na França está prejudicando o desenvolvimento das uvas em regiões vinícolas como Champagne, Bordeaux e Borgonha, ameaçando reduzir a safra e antecipando uma das colheitas mais precoces já registradas, disseram produtores na terça-feira (7).

Uma onda de calor recorde no fim de junho, seguida por mais dias de calor intenso e tempo seco desde a semana passada, desacelerou o crescimento das uvas e danificou videiras mais jovens na França, segundo maior produtor de vinho do mundo.

"Podemos ver o potencial da safra derretendo sob o sol", afirmou Laurent Delaunay, presidente da associação da indústria do vinho da Borgonha (BIVB), acrescentando que a principal preocupação dos produtores é a falta de água.

Meteorologistas preveem pouca ou nenhuma chuva nas principais regiões produtoras de vinho da França antes de 14 de julho, prolongando um período de estiagem que já dura mais de três semanas em muitas áreas.

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Na região de Champagne, os produtores esperam a colheita mais cedo já registrada, com a vindima devendo começar por volta de 15 de agosto — cerca de um mês antes do que era comum há algumas décadas.

No momento, a expectativa é de que a produção de uvas fique cerca de 10% abaixo da registrada no ano passado, embora a produção de vinho possa não cair na mesma proporção, já que os produtores podem recorrer aos estoques de reserva, disse Maxime Toubart, presidente do sindicato dos viticultores de Champagne.

"Tivemos a sorte de um inverno muito chuvoso, então o solo não estava excessivamente seco no início da temporada. Mas agora já podemos ver que as uvas não estão mais aumentando de tamanho", afirmou Toubart.

Segundo ele, a previsão ainda pode ser revista caso a região receba chuvas fortes, mas sem tempestades, nas próximas duas semanas.

Em Bordeaux e na Borgonha, onde a onda de calor foi ainda mais intensa, os produtores disseram que ainda é cedo para fazer estimativas precisas da produção, mas alertaram que a queda será "significativa".

A qualidade do vinho pode não ser necessariamente afetada, afirmam os produtores. No entanto, calor e seca tendem a elevar os níveis de açúcar nas uvas, o que pode alterar o sabor e o teor alcoólico da bebida.

A colheita também deve começar excepcionalmente cedo em várias regiões. Em Bordeaux, as primeiras uvas destinadas à produção dos espumantes crémant devem ser colhidas na primeira semana de agosto. Na Borgonha, a expectativa é que a vindima tenha início por volta de 20 de agosto.

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Milei quer imitar EUA e ‘paralisar o Estado’ caso Congresso não aprove orçamento do governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 09:49

Mundo Milei quer imitar EUA e 'paralisar o Estado' caso Congresso não aprove orçamento do governo De acordo com presidente argentino, objetivo é impedir que a política financie despesas além de suas capacidades reais, impondo uma disciplina fiscal absoluta. Por Redação g1

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta terça-feira (7) que quer implementar um projeto de lei focado na criação de um mecanismo de "paralisação" do Poder Executivo inspirado no sistema dos Estados Unidos.

De acordo com Milei, o objetivo é impedir que a política financie despesas além de suas capacidades reais e do Orçamento autorizado pelo Congresso Nacional, impondo uma disciplina fiscal absoluta e estabelecendo um limite para os gastos do Estado.

"Estamos trabalhando na elaboração de uma paralisação do Poder Executivo, ou melhor, da política", afirmou o presidente argentino em entrevista.

A “paralisação do governo” é um mecanismo institucional usado pelos EUA que entra em vigor automaticamente quando o Poder Legislativo não aprova as leis orçamentárias gerais em tempo hábil ou, pelo menos, não concede uma autorização temporária de financiamento.

A medida obriga a administração pública a suspender imediatamente todas as atividades e serviços considerados não essenciais para o funcionamento básico do sistema. Apenas questões relacionadas à segurança nacional, à saúde pública e à resposta a emergências permanecem operacionais.

A atual Lei de Administração Financeira, vigente na Argentina, estipula que, na ausência de um orçamento aprovado no início do ano, a lei orçamentária do ano anterior entra em vigor automaticamente para garantir o funcionamento ininterrupto do Estado e evitar a paralisia dos serviços públicos devido à falta de consenso político.

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Dólar abre em alta, de olho em petróleo e tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (8) em alta, com avanço de 0,57% perto das 9h, cotado a R$ 5,1818, conforme investidores seguem atentos às tensões no Oriente Médio. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova escalada das tensões no Oriente Médio fica no centro das atenções nesta quarta-feira. Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Em resposta, os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no país.

Os ataques voltam a levantar questionamentos sobre a efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã e aumenta preocupações sobre uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito, afetando os preços do petróleo. (entenda mais abaixo)

▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado durante a tarde, deve trazer sinais mais claros sobre a política de juros do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6).

“Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado.

Após os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz firmado com o Irã "acabou" e que não quer mais diálogo com Teerã. As falas aconteceram durante entrevista a jornalistas em Ancara, capital da Turquia, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump quando perguntado se o acordo teria "morrido".

Na terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia criticado Trump, afirmando que não haveria mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra.

Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra.

Com a escalada das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira. Perto das 9h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,10%, cotado a US$ 77,94. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,94%, a US$ 73,92 o barril.

Em meio às tensões no Oriente Médio, os principais índices futuros de Wall Street operavam em queda nesta quarta-feira.

Perto das 9h, os futuros do Dow Jones tinham queda de 1,34%, enquanto os do S&P 500 caíam 1,06% e os do Nasdaq Composite tinham perdas de 1,55%.

Na Europa, o dia também era negativo para os mercados financeiros. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, tinha perdas 1,80% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 1,75% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,17%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas, ainda impactadas pelos papéis do setor de tecnologia e à espera da ata da última reunião do Fed.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,77%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,49%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,11%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,35% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%.

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União Europeia cobra que EUA cumpram acordo comercial após ameaça de Trump à Espanha

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França — Foto: Hassan Anayi/Unsplash

A União Europeia espera que os Estados Unidos cumpram os compromissos assumidos no acordo comercial firmado entre as duas partes, disse um porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8).

A afirmação foi feita depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ao secretário do Tesouro que interrompesse as relações comerciais com a Espanha.

Falando em Ancara, capital da Turquia, Trump classificou a Espanha como uma "péssima parceira" da OTAN ao criticar aliados por, segundo ele, não apoiarem a guerra contra o Irã. Em seguida, determinou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, suspendesse as relações comerciais com o país.

"Lembro que assinamos uma declaração conjunta com os Estados Unidos no ano passado. Esperamos que os EUA cumpram os compromissos assumidos nessa declaração, assim como nós cumprimos os nossos", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill.

"A Comissão sempre garantirá que os interesses da União Europeia e de todos os seus Estados-membros sejam plenamente protegidos. Continuaremos defendendo um comércio transatlântico estável, previsível e mutuamente benéfico para todos", acrescentou.

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Mercados globais caem após Trump declarar fim de acordo de paz com o Irã; petróleo sobe mais de 5%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Mercados globais recuam nesta quarta-feira (8) após Donald Trump declarar o fim do acordo de paz com o Irã. O anúncio ocorreu após nova troca de ataques armados.

O preço do petróleo subiu mais de 5% devido ao risco de interrupções no Estreito de Ormuz. A região concentra cerca de um quinto do comércio global da commodity.

O dólar se valorizou frente a outras moedas com investidores buscando segurança. O índice DXY atingiu 101,17 pontos, o maior patamar registrado em cerca de uma semana.

As bolsas americanas e europeias operam em queda nesta quarta-feira (8). O recuo reflete o temor de que a alta do petróleo pressione a inflação e os juros.

O acirramento ocorreu após bombardeios dos EUA no sul do Irã e contra-ataques iranianos. O Irã alvejou bases militares americanas situadas no Bahrein e no Kuwait.

Os mercados financeiros ao redor do mundo operam em queda nesta quarta-feira (8), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo preliminar de paz com o Irã "acabou".

A declaração ocorreu depois de uma nova troca de ataques entre os dois países, reacendendo os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

O aumento da tensão levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros e elevou as preocupações com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo, especialmente por causa dos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte da commodity.

Os preços do petróleo avançam mais de 5% nesta manhã, refletindo o temor de interrupções na oferta mundial caso o conflito se intensifique.

🔍 Por volta das 8h (horário de Brasília) contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, subia 5,06%, negociado a US$ 77,91 por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançava 4,97%, cotado a US$ 73,94 por barril.

A alta ocorre porque o mercado teme que novos confrontos prejudiquem a produção e o transporte de petróleo na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, permanecia próximo de 101,17 pontos, no maior nível em cerca de uma semana.

A queda reflete o receio de que o avanço do petróleo pressione a inflação global e dificulte futuras reduções de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O índice pan-europeu STOXX 600 caía cerca de 1,6%, caminhando para o pior desempenho diário desde março.

O movimento é puxado principalmente por empresas dos setores de consumo, turismo e tecnologia, que tendem a ser mais sensíveis ao aumento dos custos com energia e ao cenário de maior incerteza econômica.

Na direção oposta, ações de petroleiras avançam, beneficiadas pela alta dos preços do petróleo.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 2,11%, pressionado pela piora do sentimento global.Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte queda de 5,35%.Na China continental, o índice de Xangai recuou 0,49%, enquanto o CSI300 perdeu 0,77%.

Já em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,99%, impulsionado por ações de tecnologia. O destaque foi a Alibaba, que avançou 12,2%, ajudando o índice de tecnologia da bolsa local a subir cerca de 5%.

Em outros mercados da região, o índice de Taiwan avançou 0,56%, Cingapura ganhou 0,51%, enquanto a bolsa da Austrália recuou 0,21%.

Na madrugada desta quarta-feira, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, apesar de estarem oficialmente sob um cessar-fogo firmado no fim de junho.

Os EUA bombardearam alvos no sul do Irã após acusarem Teerã de atacar três navios comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Em resposta, o Irã afirmou que a ofensiva americana violou o acordo de paz e lançou ataques contra bases militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, países que abrigam importantes instalações das Forças Armadas americanas.

Horas depois, durante uma coletiva em Ancara, na Turquia, Donald Trump afirmou que considera o acordo de paz encerrado e disse que não pretende retomar o diálogo com o governo iraniano.

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Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

Tecnologia Apple perde recurso contra lei da União Europeia que limita poder das big techs Gigante de tecnologia é considerada pela UE como um gatekeeper, empresa que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Por Reuters

A Apple perdeu nesta quarta-feira (8) um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua App Store e o sistema iOS como controladores de acesso.

A Lei de Mercados Digitais visa limitar o poder das grandes empresas de tecnologia. O descumprimento das regras pode gerar multas de até 10% do faturamento global.

O Tribunal Geral da União Europeia manteve a decisão da Comissão Europeia de classificar as 5 lojas da marca como um único serviço essencial.

A Apple contestou a classificação do iMessage, mas a Justiça declarou que o serviço não está sujeito às obrigações da nova lei.

A Apple perdeu, nesta quarta-feira (8), um recurso contra regras da União Europeia que classificam sua loja de aplicativos e o sistema operacional iOS como gatekeepers.

➡️ Gatekeeper é uma empresa que ocupa uma posição tão dominante no mercado digital que consegue controlar quais aplicativos e serviços chegam aos consumidores. Como milhões de pessoas dependem dessas plataformas, a legislação impõe regras para evitar que elas favoreçam seus próprios serviços ou dificultem a atuação de concorrentes.

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A Lei de Mercados Digitais da União Europeia criou uma série de regras para limitar o poder das grandes empresas de tecnologia e aumentar a concorrência no mercado digital. Entre as exigências estão medidas para impedir que essas empresas favoreçam seus próprios serviços em detrimento dos concorrentes.

Quem descumprir as regras pode ser multado em até 10% do faturamento anual global. Desde que a lei entrou em vigor, em maio de 2023, Apple, Meta e ByteDance entraram na Justiça para contestar alguns dos dispositivos da legislação.

A decisão do Tribunal Geral da União Europeia, com sede em Luxemburgo, reforça a estratégia do bloco de impor limites ao poder das grandes empresas de tecnologia para aumentar a concorrência e ampliar as opções disponíveis aos consumidores.

"Acreditamos firmemente que as exigências da DMA vão além do que é legal e proporcional, ameaçando enfraquecer décadas de proteções de privacidade e segurança que construímos e deixando nossos usuários vulneráveis a novos riscos", afirmou um porta-voz da empresa.

"Continuaremos defendendo a inovação e a privacidade que nossos clientes europeus merecem."

A empresa ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça da União Europeia, a mais alta instância judicial do bloco.

A ação foi apresentada em 2024, depois que a Comissão Europeia classificou as cinco lojas de aplicativos da Apple — disponíveis em iPhones, iPads, computadores Mac, Apple TVs e Apple Watches — como um único serviço essencial de plataforma, sujeito às regras da Lei de Mercados Digitais.

"Independentemente do dispositivo, essas lojas têm a mesma função: conectar desenvolvedores de aplicativos aos usuários para facilitar a distribuição de softwares", afirmaram.

A Apple também contestou a classificação do iOS como uma plataforma essencial para que empresas alcancem os usuários. Esse enquadramento obriga a companhia a permitir que produtos e serviços concorrentes funcionem de forma integrada ao sistema operacional.

Além disso, a empresa questionou a classificação do iMessage como um serviço de comunicação que funciona sem depender de número de telefone, categoria que, segundo a Apple, poderia submetê-lo às regras da Lei de Mercados Digitais.

O tribunal, porém, afirmou que essa classificação, por si só, não produz efeitos jurídicos contra a empresa.

"Em particular, nenhuma das obrigações previstas na DMA se aplica ao iMessage, já que o serviço não foi incluído na decisão que definiu quais plataformas são consideradas controladoras de acesso", afirmou a Corte.

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Sites de dopamina: como lojas de mentira lucram com a sensação boa de fazer compras online

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 05:48

Empreendedorismo Sites de dopamina: como lojas de mentira lucram com a sensação boa de fazer compras online Para reproduzir a sensação de uma compra real, sites exibem produtos fictícios, permitem encher o carrinho e até simulam o envio das entregas. Especialistas alertam para os impactos dessa experiência pode ter sobre o futuro do consumo digital. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

🛒 Ele tem tudo o que existe em um site de compras tradicional. Você entra, escolhe produtos, lê avaliações, monta um carrinho, chega à etapa de pagamento e acompanha a entrega. Mas ela nunca acontece.

Poderia ser um golpe, mas não é. Os chamados "sites de dopamina" reproduzem a experiência de uma loja virtual em quase todos os detalhes, exceto naquele que realmente importa: a compra. Você não paga, mas também não leva.

🧠 O nome faz referência à dopamina, neurotransmissor associado aos mecanismos de recompensa e expectativa. É ela que está ligada às sensações despertadas durante o processo de consumo.

Nos sites de dopamina, a compra não acontece, mas o prazer de comprar, de certa forma, sim. A proposta é oferecer pequenas doses de recompensa por meio de experiências digitais que imitam situações reais.

Essa tendência se popularizou primeiro na Coreia do Sul com experiências como o Food Only Doesn't Come, uma versão fictícia dos aplicativos de entrega de comida.

A plataforma reúne cardápios, restaurantes, avaliações com estrelas e rankings de estabelecimentos. O usuário pode escolher pratos, montar o pedido e simular a entrega.

Kim, de 25 anos, ouvido pelo jornal sul-coreano "The Korea Times" diz que costuma acessar o site durante a madrugada, quando sente vontade de pedir comida, mas prefere evitar o gasto.

"Muitas vezes, sinto muita vontade de comer de madrugada, mas acabo não pedindo para economizar. Parece um aplicativo de entrega de verdade, então acabo sempre olhando (…) conforme navego, meu humor de alguma forma melhora um pouco", disse Kim ao jornal.

Outras plataformas, como o Dopamine Shopping, reproduzem a experiência de um e-commerce, com categorias como roupas, eletrônicos e cosméticos. Há cupons, descontos, recomendações, carrinho e até rastreamento da entrega. Novamente: sem compras e sem entregas reais.

Para a psicóloga especializada em consumo impulsivo Tatiana Filomensky, o sucesso dessas plataformas tem uma explicação: a dopamina não está presente apenas no momento da conquista, mas também na antecipação. Pesquisar, comparar preços e imaginar o uso de um produto já pode gerar uma sensação de recompensa.

💭 Ficam algumas perguntas: se parte do prazer de consumir acontece antes da compra, o que muda quando essa sensação pode ser acessada sem gastar dinheiro? Essas plataformas podem disputar espaço com as lojas tradicionais? E como esses sites ganham dinheiro se ninguém compra nada?

O que está por trás dos sites de dopaminaFenômeno é uma ameaça às lojas reais?O prazer de comprar começa antes do pagamentoComprar sem comprar pode ajudar a economizar?

À primeira vista, os sites de dopamina parecem contraditórios: simulam a experiência de consumo, mas não vendem nada. Mas essa visão é superficial.

Por trás da proposta leve, quase inocente, está um modelo já conhecido da economia digital e cada vez mais valioso: observar, registrar e interpretar o comportamento dos usuários.

📱 Cada clique, produto visualizado, tempo gasto em uma página ou horário de acesso deixa um rastro. Essas informações não servem apenas para registrar o que a pessoa fez, mas também para prever o que ela pode fazer.

"O mais valioso não é saber quem você é, mas como você age (…) são os hábitos repetidos, muitas vezes inconscientes, que ajudam as plataformas a prever o que você vai querer", explica o professor de marketing digital Alexandre Marquesi.

Esse tipo de análise permite identificar padrões de comportamento. Uma pessoa que acessa essas plataformas de madrugada, por exemplo, pode estar mais suscetível a determinadas ofertas nesse horário. Outra, que compara produtos repetidamente, pode estar mais próxima de uma decisão de compra.

"Não importa se você não cadastra seu nome nesses sites. É possível entender o comportamento mesmo assim, com IP, cookies e tempo de navegação (…) tudo isso constrói essa identificação do usuário".

Empresas dos setores de alimentação, varejo, educação e tecnologia, entre outros, podem usar essas informações para entender melhor o momento de consumo, os hábitos e as preferências dos consumidores.

No caso do Food Only Doesn't Come, um dos exemplos mais conhecidos, o próprio site informa que se mantém com anúncios, patrocínios e até doações. A plataforma sugere que quem gostou da experiência contribua com o valor de um café.

Esse detalhe revela a lógica por trás do modelo de negócio: para essas plataformas, manter o usuário engajado é mais importante do que levá-lo à compra.

lataformas como o Dopamine Shopping replicam o comércio eletrônico, com categorias como roupas, eletrônicos e cosméticos. — Foto: Dopamine Shopping

A lógica do consumo digital nunca foi apenas racional. Além das compras necessárias, o comércio eletrônico também depende dos impulsos e dos desejos imediatos. Muitas vezes, a decisão é influenciada por fatores como cansaço, tédio ou sensação de merecimento.

Os e-commerces tradicionais aperfeiçoaram essa dinâmica ao longo dos anos. Notificações, descontos relâmpago, recomendações personalizadas e compras com um clique são alguns exemplos.

Agora, os sites de dopamina atendem a esse desejo momentâneo sem que a compra aconteça. Para Marquesi, o fenômeno pode representar uma ameaça a esse modelo específico de comércio eletrônico.

"Todo mundo compra por impulso em algum momento (…) é como entrar no mercado com fome e comprar coisas que não precisa. No digital, a lógica é a mesma (…) quando surge algo que reduz esse impulso, o consumo final pode diminuir".

Para o especialista, o problema vai além da perda da venda. O risco é deixar de acessar justamente o momento em que o consumidor está mais suscetível ao consumo.

Marquesi compara a situação à experiência de entrar no supermercado com fome e sair com muito mais do que o planejado. Se esse impulso encontra um atalho — uma forma de ser satisfeito sem gasto —, ele pode deixar de se transformar em uma compra real.

E mais: em vez de disputar apenas a venda final, essas plataformas podem competir por algo ainda mais valioso: entender quando, como e por que alguém decide consumir. Nesse cenário, quem domina essas informações pode influenciar todo o restante.

A tendência se popularizou na Coreia do Sul com experiências como o Food Only Doesn’t Come — Foto: Food Only Doesn’t Come

A ideia de que comprar dá prazer não é nova. No ambiente digital, essa sensação se manifesta ao longo de todo o processo de compra. "A dopamina está muito mais ligada à expectativa do que à conquista em si", explica a psicóloga Tatiana Filomensky.

Isso significa que o cérebro já reage com sensação de prazer ao imaginar uma situação. Pensar em uma viagem, por exemplo, pode ser quase tão prazeroso quanto realizá-la. No consumo, ocorre algo semelhante.

Quando a pessoa começa a pesquisar, comparar preços e ler avaliações, já passa a experimentar essa sensação.

Segundo a especialista, esse processo já existia antes da internet: era o passeio pelo shopping. A diferença é que havia limites mais claros, como horário de funcionamento, necessidade de deslocamento e cansaço.

No ambiente digital, essas barreiras desapareceram, e a experiência se tornou contínua. As plataformas, por sua vez, utilizam diversas estratégias para manter o consumidor nesse estado de expectativa.

🛍️ Mensagens como "últimas unidades", contagens regressivas, alertas de carrinho abandonado e sugestões como "quem comprou isso também levou" não estão ali por acaso. Segundo a psicóloga, esses recursos são pensados para despertar emoções, especialmente a urgência e o medo de perder uma oportunidade.

Nesse contexto, a razão perde espaço para o impulso. E há momentos em que ele tende a se intensificar, como durante a noite.

"As pessoas estão em um momento de descanso, de lazer, e surge aquela sensação de ‘eu mereço’. Funciona como uma recompensa pelo dia cansativo".

Essa combinação cria um ambiente favorável a decisões rápidas, muitas vezes tomadas sem planejamento.

Se, por um lado, os sites de dopamina levantam dúvidas sobre os impactos no varejo, por outro despertam uma pergunta: eles podem ajudar no controle financeiro?

Segundo Tatiana Filomensky, uma das orientações para quem tem dificuldade em controlar as compras é justamente colocar o produto no carrinho e esperar, criando um intervalo entre o desejo e a decisão.

"Criar um tempo entre a vontade e a decisão (…) outra orientação é remover os cartões cadastrados para reduzir o risco de compras por impulso".

Nesse sentido, essas plataformas podem ajudar a evitar gastos. Mas esse é apenas um lado da questão.

🚨 O mesmo mecanismo que ajuda a conter o impulso também pode reforçá-lo. Ao estimular a busca constante por pequenas doses de prazer, esses ambientes digitais podem manter a pessoa presa ao hábito de consumir, mesmo sem gastar dinheiro, alerta a especialista.

Há ainda outro ponto relevante: a sensação de vazio ao final da experiência. Nesses sites, tudo permanece no campo da imaginação. Para algumas pessoas, isso basta. Para outras, pode gerar frustração ou perder o encanto com o tempo.

Segundo Tatiana, quem não tem dificuldades com o consumo tende a perder o interesse gradualmente, porque a experiência pode parecer incompleta.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Indústria global de IA não atende padrões de segurança, alerta relatório

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 04:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Um relatório publicado nesta terça-feira (7) aponta que a indústria global de IA não atende padrões de segurança para combater ameaças existenciais.

O Future of Life Institute avaliou 9 empresas do setor. Nenhuma companhia obteve nota máxima e a americana Anthropic registrou a melhor classificação geral.

O documento aponta que diversas empresas vêm revertendo a proibição do uso militar de suas tecnologias. Outros riscos avaliados incluem potenciais ciberataques.

A empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic obteve a pontuação mais alta em um ranking semestral de segurança, mas em nível global o setor não consegue combater ameaças "existenciais", segundo um relatório publicado nesta terça-feira (7).

O Future of Life Institute, um think tank americano de segurança em IA, avaliou nove das principais empresas de IA do mundo e definiu uma classificação com base em dados públicos e informações fornecidas pelas próprias companhias.

As nove empresas estão fracassando no combate a ameaças "existenciais", como o desenvolvimento de modelos que alcancem um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecidos como "inteligência artificial geral" ou AGI, acrescenta o relatório.

avaliação de riscos; danos atuais;estruturas de segurança;segurança existencial; governança e transparência, e; compartilhamento de informações.

Nenhuma empresa recebeu um "A", a nota mais alta, em nenhuma categoria, enquanto a Anthropic obteve a melhor nota geral, um "C+".

O relatório destaca que várias empresas que antes proibiam o uso militar de sua tecnologia vêm "revertendo gradualmente o rumo", entre elas a Anthropic, que foi criticada por manter "compromissos militares questionáveis".

O governo dos Estados Unidos utilizou a tecnologia da Anthropic em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano, segundo diversos relatos da imprensa, embora a empresa tenha sido recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências sobre a segurança da IA.

Embora "existam tentativas construtivas", os esforços como um todo são "totalmente insuficientes". Outros riscos incluem o possível uso indevido de um modelo para realizar um ciberataque ou executar tarefas potencialmente prejudiciais aos seres humanos.

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Algoz da seleção, Haaland ganha milhões de seguidores com o ‘efeito Brasil’; veja impacto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 04:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Ele ganhou protagonismo nas redes sociais assim que os brasileiros descobriram que a Noruega seria a adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Virou meme, entrou na brincadeira e, no fim, também se tornou o protagonista da partida.

Em campo, o atacante Erling Haaland não tomou conhecimento da seleção brasileira e marcou os dois gols que eliminaram a equipe de Carlo Ancelotti. Enquanto isso, fora das quatro linhas, experimentou outro fenômeno: a força da mobilização dos brasileiros na internet.

O astro norueguês ganhou 1,1 milhão de seguidores no Instagram no domingo (5), dia da partida. No dia seguinte, somou outros 5 milhões, chegando a um salto de 6,1 milhões de seguidores em apenas 48 horas. Os dados são da Social Blade, plataforma que monitora métricas de redes sociais.

Para se ter uma ideia da dimensão desse crescimento, Haaland acumulou 13 milhões de novos seguidores nos 30 dias encerrados na segunda-feira (6). Isso significa que quase metade (47%) desse avanço aconteceu justamente no período em que o atacante enfrentou o Brasil.

Segundo André Eler, diretor técnico da consultoria de dados Bites, alguns fatores ajudam a explicar a explosão de Haaland nas redes. Um deles é exatamente o chamado "efeito Brasil", impulsionado pela mobilização dos torcedores durante a Copa do Mundo.

"A repercussão no Brasil é um dos principais motores. Ela é excepcional porque os brasileiros respiram futebol o tempo inteiro e dão uma atenção muito grande ao torneio", afirma.

Os memes envolvendo Haaland, Vini Jr. e outros atletas da seleção brasileira também ajudaram a impulsionar o perfil do norueguês. Na esteira dessa movimentação, vieram os seguidores.

A publicação de maior sucesso, criada por inteligência artificial (IA) às vésperas da partida, recria uma cena da comédia As Branquelas (2004), ao som de "A Thousand Miles", de Vanessa Carlton. No vídeo, Vini Jr. aparece como Latrell Spencer e Haaland é caracterizado como uma das protagonistas do filme.

Em uma das postagens, o meme ultrapassou 94,1 milhões de visualizações e 9,1 milhões de curtidas. O alcance também foi impulsionado pelo comentário do próprio Haaland, que entrou na brincadeira e marcou Vini, dizendo: "Precisamos recriar isso".

Vídeo de IA recria cena do filme "As Branquelas" com Haaland e Vini Jr. — Foto: Reprodução

Além de reagir aos memes, Haaland fez declarações respeitosas sobre a seleção e os brasileiros. Isso ajudou a construir uma relação positiva com o país, o que também contribuiu para a disparada nas redes.

"Ele tem a vantagem de sempre ter sido simpático e respeitoso ao falar do Brasil. Isso aumenta um pouco essa identificação, mesmo ele tendo sido o algoz da seleção", avalia André Eler, da Bites.

O especialista afirma que os brasileiros são o segundo principal público do craque norueguês nas redes, atrás apenas dos alemães. "É bem provável que o Brasil se torne o maior público global do jogador após o torneio."

Há também outro fator decisivo para esse sucesso: a vitrine da própria Copa do Mundo. A competição amplia a exposição dos atletas na mídia e nas redes — ainda mais quando eles eliminam a seleção mais vitoriosa da história.

"Vale lembrar que a Copa do Mundo ainda é um dos eventos esportivos e televisivos mais relevantes do mundo. Então, ela também tem impacto fora [do Brasil], pela exposição que esses jogadores têm em seus próprios países", acrescenta Eler.

Não à toa, outro protagonista da partida contra o Brasil também entrou no radar do público. Após defender um pênalti, ter atuação decisiva e bater boca com Neymar no fim do jogo, o goleiro Ørjan Nyland mais que triplicou o número de seguidores no Instagram.

Os números de Nyland são bem menores que os de Haaland, mas, proporcionalmente, o impacto foi maior. Ele saiu de 93,6 mil seguidores na véspera da partida para 287,7 mil no dia seguinte ao confronto — um salto de mais de 194 mil seguidores.

"No caso do Nyland, vemos muita gente indo às redes cobrar que ele respeite o Neymar", diz André Eler. "Esse tipo de engajamento acaba impulsionando o conteúdo, alimenta o algoritmo e se traduz em novos seguidores", acrescenta.

Mas o fenômeno não se restringe ao duelo entre Brasil e Noruega. Outro exemplo é o de Vozinha, goleiro de Cabo Verde, que conquistou os brasileiros — e acabou também ganhando projeção mundial.

No caso dele, a disparada foi ainda mais impressionante: Vozinha ganhou mais de 11,5 milhões de seguidores no Instagram nos últimos 30 dias, segundo dados da Social Blade.

O principal salto ocorreu em 4 de julho, um dia após a atuação heroica da seleção cabo-verdiana contra a Argentina. Apesar da eliminação da equipe africana, o goleiro conquistou 6,7 milhões de novos seguidores em 24 horas.

Especialistas já explicaram ao g1 que esse tipo de crescimento pode significar dinheiro no bolso. Isso porque o valor pago por ações publicitárias nas redes costuma depender, principalmente, do número de seguidores e do engajamento das publicações.

Há 4 horas Mundo Irã lança mísseis contra bases militares dos EUA no Bahrein e Kuwait após bombardeio americanoHá 4 horasPreço do petróleo dispara após novos ataquesHá 4 horasTrump posta vídeo de bombardeio no IrãHá 4 horasCopa do MundoVeja todos os classificados e datas dos jogos das quartas de final da Copa

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 03:47

Agro Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Economistas afirmam que o fenômeno climático pode reduzir a oferta de produtos como café, milho, frutas e leite, pressionando a inflação dos alimentos nos próximos meses. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, porém, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima.

Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra, caso do milho e do café, devem encarecer no ano que vem. Isso porque são culturas plantadas no segundo semestre.

Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

"Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global.

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem.

Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens.

O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno.

Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%.

O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores.

Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo.

🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto.

Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos.

"Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo.

Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva.

Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras.

Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África.

O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina.

🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho.

Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).

Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças.

Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro.

Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional.

Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves.

Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca.

🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos.

No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio.

Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA.Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade.Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva.

Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas.

Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA.

A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país.

O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação.

Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta.

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