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Dólar cai a R$ 5,16, menor valor em quase dois anos, após mudanças no tarifaço; Ibovespa tem queda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O dólar fechou em queda de 0,14% nesta segunda-feira (23), cotado a R$ 5,1685. É o menor valor desde 28 de maio de 2024, quando fechou em R$ 5,1534. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,88%, aos 188.853 pontos.

▶️ Nos EUA, ainda repercute a decisão da Suprema Corte de declarar ilegal o tarifaço proposto em abril. No fim de semana, o presidente Donald Trump usou outra lei comercial para aplicar uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados, em um novo endurecimento de sua estratégia comercial.

🔎 Trump foi impedido de taxar os países com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A nova medida utiliza a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a criação de uma tarifa temporária de até 15%.Segundo estudo da Global Trade Alert, Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas. O país terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais.

▶️ No Brasil, foi divulgada mais uma edição do boletim Focus, do Banco Central. Economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 pela sétima vez consecutiva, de 3,95% para 3,91%. A projeção para a taxa de juros também recuou, de 12,25% para 12,13% ao ano.

▶️ A agenda econômica da semana ainda inclui o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, além de novos dados de emprego. No exterior, o foco está no Índice de Preços ao Consumidor dos EUA e nas decisões de juros do banco central da China.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, na última sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço".

Por 6 votos a 3, a maioria dos juízes concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.

Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.

A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.

A política tarifária do republicano ganhou novos contornos no sábado (21), quando ele anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, dentro do limite da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite tarifas por até 150 dias antes da avaliação do Congresso.

As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA.

Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.

Ao g1, o especialista em comércio exterior Jackson Campos explicou que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirmou.

Campos lembrou ainda que a entrada de aço e alumínio brasileiros nos EUA continua com alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado.

ENTENDA: Mudanças no tarifaço e como ficam as cobranças para o BrasilBrasil e China são os mais beneficiados com nova alíquota global de Trump, diz estudoVeja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil

O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, mostra que os economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 de 3,95% para 3,91%.

Esse foi o sétimo corte seguido na estimativa. Se o cenário se confirmar, a inflação medida pelo IPCA ficará abaixo do resultado de 2025, quando atingiu 4,26%.

O mercado também continua esperando queda dos juros: a estimativa para a taxa básica ao fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13% ao ano, enquanto a previsão para 2027 permaneceu em 10,50%.

Em relação à atividade econômica, os analistas elevaram levemente a expectativa de crescimento do PIB em 2026, de 1,80% para 1,82%.

Já para o dólar, a projeção é de recuo em 2026, mesmo em ano eleitoral, passando de R$ 5,50 para R$ 5,45. Para 2027, a estimativa seguiu estável em R$ 5,50.

Nos Estados Unidos, a semana começou sob um ambiente de incerteza após novas mudanças na política tarifária anunciadas pelo presidente Donald Trump e os três principais índices de Wall Street fecharam em queda.

Na Europa, o tom foi de pressão sobre os mercados. Sem grandes notícias internas, o humor dos investidores refletiu principalmente as preocupações vindas do exterior, em especial dos EUA.

No fechamento, o índice STOXX 600 recuou 0,45%, para 627,70 pontos. O DAX, da Alemanha, caiu 1,06%, a 24.991,97 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, recuou 0,22%, para 8.497,17 pontos. Já o FTSE 100, no Reino Unido, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,02%, a 10.684,74 pontos.

Na Ásia, parte das principais bolsas, como Japão e China continental, permaneceu fechada por feriados, reduzindo o volume de negociações na região.

O Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,5%, aos 27.081,91 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,7%, para 5.846,09 pontos. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 0,5%, enquanto o Sensex, na Índia, subiu 0,6%. Já o SET, da Tailândia, encerrou o dia praticamente estável.

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Dólar em queda frente ao real: o que explica o movimento e quais são os limites

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Depois de ter alcançado R$ 6,20 no fim de 2024, o dólar iniciou 2026 em trajetória de queda e voltou a operar em níveis semelhantes aos registrados em maio daquele ano (veja mais no gráfico abaixo).

O movimento é resultado de uma combinação de fatores, com reflexos que começam a aparecer no consumo, na inflação e nas decisões de investimento.

No cenário internacional, a moeda americana perdeu força diante da expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos e do aumento das incertezas políticas no país. Isso reduziu a atratividade do dólar e estimulou investidores a buscar outras oportunidades fora do mercado americano.

Segundo Otávio Araújo, consultor-sênior da Zero Markets Brasil, essa mudança está ligada à perda de protagonismo do dólar como “porto seguro” — o ativo mais procurado em momentos de incerteza. Ao mesmo tempo, cresceu a disposição global para assumir mais riscos em busca de retornos mais elevados.

“Esse ambiente favorece países emergentes, especialmente quando há entrada de recursos direcionados ao mercado acionário, o que amplia a oferta de dólares e pressiona as cotações para baixo.”

É nesse contexto que o Brasil voltou a se destacar como destino de capital estrangeiro. O principal motivo é o elevado diferencial de juros, com a taxa básica no maior patamar em quase duas décadas — o que torna o país especialmente “atrativo” para investidores em busca de retornos mais altos.

💱 Trata-se da chamada estratégia de “carry trade”, na qual investidores captam recursos em países de juros baixos e aplicam em mercados com retornos mais elevados, como o brasileiro.📈 Parte desses recursos tem sido direcionada à Bolsa brasileira, que passou a renovar recordes e superou, pela primeira vez, os 180 mil pontos. Esse movimento aumenta a entrada de dólares no país e ajuda a explicar a pressão de queda sobre a cotação da moeda americana.

Dólar opera abaixo de R$ 5,20, à espera de decisões de juros; Ibovespa sobe aos 185 mil pontosO Ibovespa vai bombar em 2026? Entenda o otimismo da Faria Lima — e o que pode frustrar os planosTrump diz que valor do dólar é 'ótimo', mas moeda atinge menor nível em quatro anos

Só que a movimentação do dólar vai além do campo dos investimentos. Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, destaca que a valorização do real começa a aliviar despesas diretamente ligadas à moeda americana.

Segundo ele, eletrônicos, eletrodomésticos e medicamentos, que estão entre os principais produtos importados pelo Brasil, tendem a sofrer menos reajustes — ou até a ficar mais baratos — à medida que o custo de importação diminui.

“Os impactos para o bolso dos brasileiros tem reflexo rápido no dia a dia, com os produtos importados com tendência de ficar mais baratos, e isso traz uma menor pressão inflacionária”, explica Riauba.

Araújo acrescenta que o alívio também se estende aos gastos com viagens internacionais, como passagens aéreas e pacotes turísticos. Serviços atrelados ao dólar, a exemplo de assinaturas de streaming e compras em sites estrangeiros, também tendem a pesar menos no orçamento.

“Isso não significa uma queda automática de preços na prateleira, mas reduz uma fonte importante de pressão inflacionária para os próximos períodos, contribuindo para um ambiente econômico mais equilibrado.”

📉 Esse movimento contribui para a melhora das expectativas inflacionárias e diminui o risco de repasses futuros, abrindo espaço para que o Banco Central avalie o início do corte na taxa básica de juros (Selic). 🔄 A trajetória recente da inflação acumulada em 12 meses reflete esse vai-e-vem (veja no gráfico acima): após acelerar ao longo de 2024 e atingir picos em meados de 2025, o indicador passou a desacelerar nos meses finais do ano, sinalizando um cenário gradualmente menos pressionado do ponto de vista inflacionário.

No mercado financeiro, a valorização do real tende a favorecer a Bolsa brasileira. Com a moeda local mais forte, aumenta o interesse de investidores estrangeiros pelo mercado acionário, o que beneficia especialmente empresas que têm parte dos custos atrelados ao dólar, mas faturam em reais.

Segundo Riauba, para quem investe em ações, esse ambiente abre espaço para setores mais ligados ao consumo interno, como varejo, construção civil, educação, saúde, transporte e serviços em geral.

Por outro lado, o especialista ressalta que empresas exportadoras — caso de setores como agronegócio, proteína animal e mineração — costumam ser prejudicadas.

Como essas companhias recebem em dólar, a valorização do real reduz a receita quando convertida para a moeda local, ao mesmo tempo em que pressiona custos e preços de venda.

“Com o real mais forte, esses setores enfrentam pressão sobre margens, reduzindo a lucratividade e a competitividade dessas empresas no curto prazo”, afirma o especialista da StoneX.

Além disso, quando a moeda americana passa a operar de forma mais estável, diminui o risco de novas pressões inflacionárias vindas do câmbio. Isso traz mais previsibilidade para a economia e tende a favorecer investimentos de renda fixa com regras de rendimento definidas, como os títulos prefixados e os atrelados à inflação (IPCA+).

Por outro lado, a perspectiva de cortes futuros na taxa Selic pode limitar o potencial de retorno desses papéis no médio prazo. Afinal, juros mais baixos reduzem a rentabilidade oferecida pelos novos títulos emitidos, o que exige maior atenção ao momento de entrada e à estratégia adotada pelo investidor.

Com isso, especialistas avaliam que o atual movimento também pode abrir espaço para “colocar o lucro no bolso”. Segundo Araújo, parte dos ganhos com o dólar já foi capturada quando a moeda superou os R$ 6 no fim de 2024. Com a mudança de trajetória, o cenário passa a favorecer revisões na alocação dos investimentos.

“Investidores que buscaram proteção cambial ou exposição a ativos no exterior, por sua vez, tendem a ver uma redução desses ganhos com a valorização do real”, afirma.

Para ele, o momento pede ajustes estratégicos nas carteiras, alinhando riscos e objetivos ao novo patamar do câmbio.

Apesar do cenário mais favorável para o real, a trajetória de queda do dólar não está livre de riscos. O principal deles é de natureza política.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, alerta que, a partir de abril de 2026, o debate eleitoral tende a ganhar espaço na formação de preços dos ativos brasileiros, reduzindo o peso dos fundamentos macroeconômicos nas decisões do mercado.

“É esperado que, a partir de meados de abril e ao longo do segundo semestre, a pauta eleitoral passe a dominar a precificação dos ativos no Brasil. Nesse ambiente, os fundamentos perdem espaço, e o mercado passa a operar com maior sensibilidade ao noticiário político”, afirma.

Segundo Shahini, a questão fiscal segue como um ponto especialmente sensível nesse contexto. A ausência de sinais claros de compromisso com o equilíbrio das contas públicas pode afetar a confiança dos investidores e ter reflexos diretos no câmbio.

“Uma falha em endereçar esse problema com um discurso sério e crível tem potencial para reverter a tendência de queda do dólar”, diz.

Em um cenário de maior incerteza, o chamado “prêmio de risco do Brasil” — a remuneração adicional exigida pelos investidores para aplicar no país — tende a aumentar. Isso pode interromper a valorização do real e voltar a pressionar o dólar.

Esse movimento, ressalta Shahini, funciona como um “canal de transmissão negativa” para a economia, com impactos que podem voltar a se refletir na inflação e nas expectativas para a taxa básica de juros.

O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. — Foto: Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo

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O Ibovespa vai bombar em 2026? Entenda o otimismo da Faria Lima — e o que pode frustrar os planos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,62%Dólar TurismoR$ 5,343-0,63%Euro ComercialR$ 6,072-0,42%Euro TurismoR$ 6,321-0,43%B3Ibovespa190.702 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,62%Dólar TurismoR$ 5,343-0,63%Euro ComercialR$ 6,072-0,42%Euro TurismoR$ 6,321-0,43%B3Ibovespa190.702 pts0,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,62%Dólar TurismoR$ 5,343-0,63%Euro ComercialR$ 6,072-0,42%Euro TurismoR$ 6,321-0,43%B3Ibovespa190.702 pts0,09%Oferecido por

Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira. A expectativa é que o Ibovespa mantenha o fôlego e encerre 2026 com desempenho sólido.

Entre os principais vetores estão os possíveis cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos — movimentos que, se confirmados, tendem a favorecer ativos de maior risco, como as ações negociadas em bolsa.

Além disso, as ofensivas geopolíticas do presidente americano, Donald Trump, têm gerado instabilidade e receio nas economias desenvolvidas, levando investidores a buscar mercados emergentes, como o brasileiro.

Mas o cenário não é garantia de resultados: os mesmos fatores de incerteza que favorecem o mercado brasileiro podem, a depender dos desdobramentos, frear ou reverter a alta.

Após disparar quase 34% em 2025, o Ibovespa continua a brilhar aos olhos dos investidores. O principal índice da bolsa brasileira iniciou o ano em forte aceleração, renovou máximas históricas e animou a Faria Lima.

Só em janeiro, já registrou sete recordes de fechamento. Nesta terça-feira (27), alcançou os 181.919 pontos pela primeira vez, acumulando valorização de quase 13% no ano. Em 12 meses, a alta é de 45%.

Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira. A expectativa é que o Ibovespa mantenha o fôlego e encerre 2026 com desempenho sólido, apoiado em fatores econômicos relevantes ao longo dos próximos meses.

Entre os principais vetores estão os possíveis cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos — movimentos que, se confirmados, tendem a favorecer ativos de maior risco, como as ações negociadas em bolsa.

Além disso, as ofensivas geopolíticas do presidente americano, Donald Trump, têm gerado instabilidade e receio nas economias desenvolvidas, levando investidores a buscar mercados emergentes, como o brasileiro.

Mas o cenário não é garantia de resultados: os mesmos fatores de incerteza que favorecem o mercado brasileiro podem, a depender dos desdobramentos, frear ou reverter a alta. Nesse contexto, pesam especialmente a imprevisibilidade de Trump e o cenário eleitoral no Brasil.

Entenda abaixo como cada um desses pontos impacta os mercados e o que esperar para o Ibovespa em 2026.

O Banco Central do Brasil (BC) deve começar a reduzir a Selic no primeiro trimestre. A projeção do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, atualmente no maior nível em quase 20 anos, caia 2,75 pontos percentuais até o fim de 2026, passando de 15% para 12,25% ao ano.

Nos EUA, também há expectativa de que os juros continuem em queda neste ano. Em 2025, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, cortou a taxa três vezes, reduzindo o referencial à faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor patamar desde setembro de 2022.

🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real.

“Juros mais baixos tornam outros ativos mais atrativos, como as ações. Esse é um lado importante da balança”, explica André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica.

O especialista reforça que os riscos geopolíticos intensificados por Trump — como a ofensiva na Venezuela, que resultou na prisão do líder Nicolás Maduro, e as ameaças de anexação da Groenlândia — têm tornado o Brasil um “porto seguro”, com potencial de boa rentabilidade para investidores.

O g1 já mostrou que a bolsa brasileira passou a ser vista como relativamente barata e com maior potencial de retorno. Com investimentos no exterior oferecendo ganhos menores, investidores têm antecipado compras de ações de empresas brasileiras, em busca de valorização.

Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora, destaca que o investimento internacional tem desempenhado papel preponderante no mercado interno.

Em 2025, investidores não residentes no Brasil aplicaram R$ 25,4 bilhões em compras líquidas na bolsa de valores brasileira, lembra o economista. “Em 2026, até 20 de janeiro, esses investidores já somam R$ 8,7 bilhões líquidos em compras de ações brasileiras."

“Ou seja, o investidor estrangeiro segue sendo o principal responsável pela valorização do mercado local nos últimos meses. Se a rotação de recursos globais para mercados emergentes continuar, a probabilidade de o índice local renovar máximas é grande”, acrescenta.

Para economistas, a palavra que deve resumir o Ibovespa em 2026 é volatilidade. Embora as projeções ainda apontem para um saldo positivo, o sobe e desce da bolsa deve ganhar protagonismo diante do fator Trump e do calendário eleitoral brasileiro, em outubro.

André Galhardo, da Análise Econômica, destaca que investidores não avaliam apenas o potencial de valorização das empresas listadas, mas também os riscos no radar.

“Tudo isso pode afetar o ambiente de negócios e trazer problemas para algumas companhias. Esse é o outro lado da balança, com potencial de impacto negativo”, analisa.

Dyego Galdino, CEO da Global 360 Invest, segue a mesma linha. Ele reforça que a política comercial do republicano, por meio de ameaças e aplicação de tarifas, pode gerar pressão inflacionária global e afetar os preços das commodities.

“Os resultados das grandes empresas podem desacelerar, deixando o mercado dependente das expectativas em relação às empresas de tecnologia”, diz.

Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que a alta de 34% do Ibovespa em 2025 foi puxada exclusivamente por fatores externos e que o Brasil, apesar do bom desempenho da bolsa, segue enfrentando problemas fiscais — ou seja, dificuldades nas contas públicas.

🔎 A preocupação com os cofres públicos brasileiros ganhou destaque nos últimos anos, mas acabou ficando temporariamente “na gaveta”, enquanto o mercado passou a acompanhar com mais otimismo a redução dos juros nos EUA e os preços ainda baixos das ações brasileiras.

Por isso, "alguns países tiveram resultados muito melhores do que o Brasil, como Polônia, Coreia do Sul e a própria Colômbia”, diz Costa, ao indicar os riscos fiscais do país como um desafio.

As eleições devem ter papel central na volatilidade da bolsa e do dólar. Para especialistas, a oscilação do Ibovespa em dezembro funcionou como um termômetro do que o mercado deve acompanhar neste ano.

Naquele mês, o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, por exemplo, fez o dólar disparar e a bolsa recuar mais de 4% em apenas um dia.

🔎 Para o mercado, a escolha dificulta a convergência em torno de um candidato de centro-direita — como Tarcísio de Freitas, visto como mais competitivo para unificar a direita e enfrentar Lula (PT) — e amplia a incerteza sobre ajustes fiscais mais consistentes.

Em janeiro, porém, novas pesquisas eleitorais colocaram Flávio Bolsonaro em segundo lugar na disputa e mostraram que a vantagem de Lula em um eventual segundo turno diminuiu. O movimento contribuiu para a queda do dólar e a alta do Ibovespa.

Rafael Costa, da Cash Wise Investimentos, avalia que a Faria Lima não está preocupada necessariamente com o nome do vencedor, mas com os rumos da economia no próximo governo.

"Porém, é difícil esperar mudanças econômicas do atual presidente. Então, a reeleição de Lula pode causar uma quebra de expectativa no mercado", diz.

Já André Galhardo, da Análise Econômica, acredita que um ajuste nas contas públicas é necessário — e, por isso, deverá ser anunciado no início de 2027, independentemente do presidente eleito.

"A Faria Lima tende a acreditar que uma reforma nas despesas é mais provável em governos de direita. Mas qualquer vencedor terá de adotar uma política de contenção de gastos, o que pode impactar positivamente o dólar e o mercado de ações no Brasil", diz.

Caso o cenário positivo prevaleça, há espaço para que o principal índice da B3 ultrapasse, pela primeira vez, os 200 mil pontos, segundo as projeções mais animadoras.

Analistas do Itaú BBA, por exemplo, avaliam que o Ibovespa pode encerrar o ano aos 185 mil pontos. Em uma leitura mais otimista, o índice poderia superar os 252 mil pontos.A Santander Corretora, por sua vez, projeta que o índice alcance 195 mil pontos ao fim de 2026, com sucessivas renovações de recordes ao longo do ano.

Rafael Costa, da Cash Wise, destaca que o índice não deve avançar de forma linear, em razão da volatilidade do mercado.

“Onde o Ibovespa vai parar? Aos 180 mil, 200 mil, 250 mil pontos? Ninguém sabe. Mas, sim, há uma grande possibilidade de o mercado continuar avançando neste ano”, afirma.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano refletiu, sobretudo, os seguintes fatores:

Cortes de juros nos EUA, com expectativa de novas reduções em 2026;Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros;Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado de olho em 2026;Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras;Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores;Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.

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Ibovespa em disparada: o bonde já passou ou ainda é hora de investir na bolsa?

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Ibovespa abriu o ano novo sem tirar o pé do acelerador. Nesta sexta-feira (30), o principal índice da bolsa fechou aos 181.364 pontos, acumulando valorização superior a 12% no mês e registrando o melhor resultado para janeiro em 20 anos, segundo a B3.

Embalado pela expectativa de cortes de juros no Brasil e no exterior, e pela retomada da entrada de capital estrangeiro na bolsa, o índice já acumula oito recordes de fechamento neste ano e alta de 43% em 12 meses.

Na prática, quem investiu em produtos ligados ao Ibovespa no último ano teve motivos para comemorar. A valorização do índice superou, de longe, o CDI, taxa referência de mercado e que acompanha a Selic — que atualmente está em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.

Mas, apesar de atrair potenciais novos investidores, o cenário também gera dúvidas para quem quer aproveitar o bom momento da bolsa: quando os ganhos com ações ficam elevados, o mercado costuma registrar uma realização de lucros (conhecida como “take profit”).

Nesse cenário, considerando que a rentabilidade da renda fixa continua atrativa, ainda vale a pena investir na bolsa e aproveitar o boom das ações? Ou o bonde já passou e quem ganhou, ganhou?.

Painel eletrônico mostra as flutuações de ações na B3, em 28 de outubro de 2021 — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

Depois de uma alta expressiva em 2025, o Ibovespa abriu o ano novo sem tirar o pé do acelerador. Nesta sexta-feira (30), o principal índice da bolsa fechou aos 181.364 pontos, acumulando valorização superior a 12% no mês e registrando o melhor resultado para janeiro em 20 anos, segundo a B3.

Embalado pela expectativa de cortes de juros no Brasil e no exterior, e pela retomada da entrada de capital estrangeiro na bolsa, o índice já acumula oito recordes de fechamento neste ano e alta de 43% em 12 meses.

Na prática, quem investiu em produtos ligados ao Ibovespa no último ano teve motivos para comemorar. A valorização do índice superou, de longe, o CDI, taxa referência de mercado e que acompanha a Selic — que atualmente está em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.

Mas, apesar de atrair potenciais novos investidores, o cenário também gera dúvidas para quem quer aproveitar o bom momento da bolsa: quando os ganhos com ações ficam elevados, o mercado costuma registrar uma realização de lucros (conhecida como “take profit”).

🔎 Esse movimento ocorre quando investidores que compraram ações na baixa decidem vender para converter o ganho em dinheiro. Quando muitos investidores fazem o mesmo, o preço dessas ações tende a recuar.

Nesse cenário, considerando que a rentabilidade da renda fixa continua atrativa, ainda vale a pena investir na bolsa e aproveitar o boom das ações? Ou o bonde já passou e quem ganhou, ganhou?

Para especialistas ouvidos pelo g1 ainda há espaço para investir em ações e aproveitar o bom momento do mercado brasileiro.

Pela análise, empresas de alguns setores podem se beneficiar bastante nos próximos meses, com a expectativa de corte da Selic já na próxima reunião do Copom, em março. Segundo a projeção dos analistas de mercado, a taxa deve cair a 12,25% ao ano até o fim de 2026.

Para Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, ainda pode ser vantajoso investir na bolsa mesmo após uma alta tão forte do índice. Segundo ela, a realização de lucros é natural e também pode criar novas oportunidades de entrada.

“Não é porque o Ibovespa subiu muito que todos os papéis também se valorizaram da mesma forma. Por isso, a seletividade nas ações continua sendo importante”, afirma.

📈 O Ibovespa é o principal índice da bolsa e reúne as ações mais negociadas. Quando várias empresas se valorizam, o índice sobe, e quando caem, ele recua. Algumas companhias, como Petrobras, Vale e Itaú, têm maior peso e influenciam mais fortemente o resultado.

O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, ressalta que as condições estão favoráveis à economia brasileira, com expectativa de que o país volte a crescer em ritmo semelhante ao projetado para 2025 — quando o mercado estima que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha avançado 2,26%. Isso tende a beneficiar empresas listadas no índice.

Embora o Brasil ainda enfrente uma taxa de juros elevada, o corte previsto para março, considerado tardio por Galhardo, deve beneficiar empresas mais afetadas por uma Selic alta.

“Com esse ciclo de redução dos juros, as companhias podem registrar ganhos — o que, por sua vez, tende a valorizar suas ações, especialmente no comércio e na indústria, setores mais afetados pela alta da taxa de juros”, afirma.

Gabriela Barssottini, CFP e assessora de investimentos da Knox Capital, lembra que, no último ano, as empresas que mais se destacaram foram da construção civil, do setor de tecidos, vestuário e calçados, além de intermediários financeiros.

O setor bancário também teve forte desempenho: as ações do Itaú subiram cerca de 70% em 12 meses, as do Bradesco avançaram mais de 80% e as do BTG Pactual, mais de 90%. O Santander cresceu 50%, enquanto o Banco do Brasil recuou cerca de 5%.

“Os bancos estão entre os setores com maior potencial para 2026, beneficiados pela margem de lucro nas operações de crédito, pela expansão do crédito e pela queda futura da taxa de juros”, afirma Barssottini.

Além da expectativa de um ciclo de cortes na Selic, André Galhardo, da Análise Econômica, ressalta a força da economia dos Estados Unidos e, especialmente, da China — fator que beneficia as exportações de commodities.

“O Banco Popular da China promete, em 2026, continuar oferecendo instrumentos para que a economia cresça no ritmo desejado pelo Partido Comunista Chinês. Isso beneficia, por exemplo, as empresas mineradoras”, diz Galhardo.

A Vale acompanhou o bom momento do setor no último ano. Os papéis da mineradora, com um dos maiores pesos no Ibovespa, subiram mais de 70% em 12 meses. Esse movimento também pode beneficiar a Petrobras.

🔎 A lógica é que, com grandes potências econômicas aquecidas e maior consumo, a demanda por commodities aumente, elevando seus preços. Isso beneficia empresas exportadoras brasileiras, valoriza seus papéis e atrai investidores, impulsionando a bolsa.

Os investimentos em renda fixa acompanham ou são influenciados pela Selic. A projeção de Antônio Sanches, analista de research da Rico, é de um corte de 0,5 ponto percentual nos juros em março, seguido de mais quatro cortes consecutivos da mesma magnitude, o que levaria a taxa a 12,50% no segundo semestre.

Ele destaca que, mesmo com a redução, os investimentos em renda fixa devem continuar em nível elevado, considerando o risco relativamente baixo para o investidor.

“Com isso, a renda fixa continua bastante atrativa, assim como os títulos pós-fixados, especialmente para objetivos de curto prazo ou para investidores conservadores que buscam previsibilidade na rentabilidade”, diz.

Tesouro Direto: inclui Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+. É um empréstimo ao governo federal, com remuneração ligada à Selic, a uma taxa fixa ou à inflação. Costuma ser considerado o investimento mais seguro do país.Títulos bancários: incluem CDB, LCI, LCA e LC. São empréstimos a bancos, que pagam juros ao investidor. Muitos contam com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), de até R$ 250 mil por CPF e por instituição.Crédito privado (títulos de empresas): inclui debêntures, CRI e CRA. São empréstimos a empresas ou a setores específicos, como imobiliário e agronegócio. Em geral, oferecem maior rentabilidade, mas com mais risco.Fundos de renda fixa: reúnem diversos títulos de renda fixa em uma carteira gerida por um profissional, facilitando a diversificação e o acesso a diferentes ativos.

Sanches afirma que é importante que o investidor diversifique a carteira, para não concentrar um percentual muito grande em um único emissor ou até mesmo em um único setor da economia.

"Isso ajuda a evitar eventuais estresses de crédito no mercado, especialmente em um cenário de juros elevados por um período prolongado", diz.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano refletiu, sobretudo, os seguintes fatores:

Cortes de juros nos EUA, com expectativa de novas reduções em 2026;Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros;Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado de olho em 2026;Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras;Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores;Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ibovespa dispara 12% em janeiro e tem terceira maior alta mensal em 16 anos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O resultado fica atrás apenas de março de 2016, quando o principal índice da bolsa avançou 16,97%, e de novembro de 2020, que teve alta de 15,90%.

Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira. A expectativa é que o Ibovespa mantenha o fôlego e encerre 2026 com desempenho sólido.

Entre os principais vetores estão os possíveis cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos — movimentos que tendem a favorecer ativos de maior risco, como as ações negociadas em bolsa.

Mas o cenário não é garantia de resultados: os mesmos fatores de incerteza que favorecem o mercado brasileiro podem, a depender dos desdobramentos, frear ou reverter a alta.

Com valorização de 12,56% em janeiro, o Ibovespa registrou sua terceira maior alta mensal desde 2010, segundo levantamento de Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta.

O resultado fica atrás apenas de março de 2016, quando o principal índice da bolsa avançou 16,97%, e de novembro de 2020, que teve alta de 15,90%.

Entre os meses de janeiro, foi o melhor desempenho desde 2006, quando subiu 14,55%, segundo dados da B3.

O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (30) em queda de 0,97%, aos 181.364 pontos. Ainda assim, o recuo não foi suficiente para apagar os ganhos: além do avanço no mês, o índice acumula valorização de 42,90% em 12 meses.

Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira. A expectativa é que o Ibovespa mantenha o fôlego e encerre 2026 com desempenho sólido, apoiado em fatores econômicos relevantes ao longo dos próximos meses.

Entre os principais vetores estão os possíveis cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos — movimentos que tendem a favorecer ativos de maior risco, como as ações negociadas em bolsa.

Além disso, as ofensivas geopolíticas do presidente americano, Donald Trump, têm gerado instabilidade e receio nas economias desenvolvidas, levando investidores a buscar mercados emergentes, como o brasileiro.

Mas o cenário não é garantia de resultados: os mesmos fatores de incerteza que favorecem o mercado brasileiro podem, a depender dos desdobramentos, frear ou reverter a alta. Nesse contexto, pesam especialmente a imprevisibilidade de Trump e o cenário eleitoral no Brasil.

Entenda abaixo como cada um desses pontos impacta os mercados e o que esperar para o Ibovespa em 2026.

O Banco Central do Brasil (BC) sinalizou que vai começar a reduzir a Selic em março. A projeção do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, atualmente no maior nível em quase 20 anos, caia 2,75 pontos percentuais até o fim de 2026, passando de 15% para 12,25% ao ano.

Nos EUA, também há expectativa de corte nos juros até o fim deste ano. Em 2025, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, cortou a taxa três vezes, reduzindo o referencial à faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor patamar desde setembro de 2022.

🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real.

“Juros mais baixos tornam outros ativos mais atrativos, como as ações. Esse é um lado importante da balança”, explica André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica.

O especialista reforça que os riscos geopolíticos intensificados por Trump — como a ofensiva na Venezuela, que resultou na prisão do líder Nicolás Maduro, e as ameaças de anexação da Groenlândia — têm tornado o Brasil um “porto seguro”, com potencial de boa rentabilidade para investidores.

O g1 já mostrou que a bolsa brasileira passou a ser vista como relativamente barata e com maior potencial de retorno. Com investimentos no exterior oferecendo ganhos menores, investidores têm antecipado compras de ações de empresas brasileiras, em busca de valorização.

Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora, destaca que o investimento internacional tem desempenhado papel preponderante no mercado interno.

Em 2025, investidores não residentes no Brasil aplicaram R$ 25,4 bilhões em compras líquidas na bolsa de valores brasileira, lembra o economista. “Em 2026, até 20 de janeiro, esses investidores já somam R$ 8,7 bilhões líquidos em compras de ações brasileiras."

“Ou seja, o investidor estrangeiro segue sendo o principal responsável pela valorização do mercado local nos últimos meses. Se a rotação de recursos globais para mercados emergentes continuar, a probabilidade de o índice local renovar máximas é grande”, acrescenta.

Para economistas, a palavra que deve resumir o Ibovespa em 2026 é volatilidade. Embora as projeções ainda apontem para um saldo positivo, o sobe e desce da bolsa deve ganhar protagonismo diante do fator Trump e do calendário eleitoral brasileiro, em outubro.

André Galhardo, da Análise Econômica, destaca que investidores não avaliam apenas o potencial de valorização das empresas listadas, mas também os riscos no radar.

“Tudo isso pode afetar o ambiente de negócios e trazer problemas para algumas companhias. Esse é o outro lado da balança, com potencial de impacto negativo”, analisa.

Dyego Galdino, CEO da Global 360 Invest, segue a mesma linha. Ele reforça que a política comercial do republicano, por meio de ameaças e aplicação de tarifas, pode gerar pressão inflacionária global e afetar os preços das commodities.

“Os resultados das grandes empresas podem desacelerar, deixando o mercado dependente das expectativas em relação às empresas de tecnologia”, diz.

Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que a alta de 34% do Ibovespa em 2025 foi puxada exclusivamente por fatores externos e que o Brasil, apesar do bom desempenho da bolsa, segue enfrentando problemas fiscais — ou seja, dificuldades nas contas públicas.

🔎 A preocupação com os cofres públicos brasileiros ganhou destaque nos últimos anos, mas acabou ficando temporariamente “na gaveta”, enquanto o mercado passou a acompanhar com mais otimismo a redução dos juros nos EUA e os preços ainda baixos das ações brasileiras.

Por isso, "alguns países tiveram resultados muito melhores do que o Brasil, como Polônia, Coreia do Sul e a própria Colômbia”, diz Costa, ao indicar os riscos fiscais do país como um desafio.

As eleições devem ter papel central na volatilidade da bolsa e do dólar. Para especialistas, a oscilação do Ibovespa em dezembro funcionou como um termômetro do que o mercado deve acompanhar neste ano.

Naquele mês, o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, por exemplo, fez o dólar disparar e a bolsa recuar mais de 4% em apenas um dia.

🔎 Para o mercado, a escolha dificulta a convergência em torno de um candidato de centro-direita — como Tarcísio de Freitas, visto como mais competitivo para unificar a direita e enfrentar Lula (PT) — e amplia a incerteza sobre ajustes fiscais mais consistentes.

Em janeiro, porém, novas pesquisas eleitorais colocaram Flávio Bolsonaro em segundo lugar na disputa e mostraram que a vantagem de Lula em um eventual segundo turno diminuiu. O movimento contribuiu para a queda do dólar e a alta do Ibovespa.

Rafael Costa, da Cash Wise Investimentos, avalia que a Faria Lima não está preocupada necessariamente com o nome do vencedor, mas com os rumos da economia no próximo governo.

"Porém, é difícil esperar mudanças econômicas do atual presidente. Então, a reeleição de Lula pode causar uma quebra de expectativa no mercado", diz.

Já André Galhardo, da Análise Econômica, acredita que um ajuste nas contas públicas é necessário — e, por isso, deverá ser anunciado no início de 2027, independentemente do presidente eleito.

"A Faria Lima tende a acreditar que uma reforma nas despesas é mais provável em governos de direita. Mas qualquer vencedor terá de adotar uma política de contenção de gastos, o que pode impactar positivamente o dólar e o mercado de ações no Brasil", diz.

Caso o cenário positivo prevaleça, há espaço para que o principal índice da B3 ultrapasse, pela primeira vez, os 200 mil pontos, segundo as projeções mais animadoras.

Analistas do Itaú BBA, por exemplo, avaliam que o Ibovespa pode encerrar o ano aos 185 mil pontos. Em uma leitura mais otimista, o índice poderia superar os 252 mil pontos.A Santander Corretora, por sua vez, projeta que o índice alcance 195 mil pontos ao fim de 2026, com sucessivas renovações de recordes ao longo do ano.

Rafael Costa, da Cash Wise, destaca que o índice não deve avançar de forma linear, em razão da volatilidade do mercado.

“Onde o Ibovespa vai parar? Aos 180 mil, 200 mil, 250 mil pontos? Ninguém sabe. Mas, sim, há uma grande possibilidade de o mercado continuar avançando neste ano”, afirma.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano refletiu, sobretudo, os seguintes fatores:

Cortes de juros nos EUA, com expectativa de novas reduções em 2026;Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros;Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado de olho em 2026;Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras;Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores;Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.

Há 9 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 9 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 9 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

Há 2 horas Mundo EconomiaBrasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entenda

Há 25 minutos Jornal Nacional Dólar fecha no menor valor em 21 meses após mudanças no tarifaço de Trump Há 25 minutosSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master

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Há 5 horas Economia Rede elétrica ‘Só Jesus Cristo’ evitaria apagões por queda de árvores em SP, diz CEO da Enel

Há 4 horas Economia Exclusivo JNPedidos de refúgio de cubanos no Brasil quase dobram de 2024 para 2025

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Salário em dólar: veja como conseguir emprego no exterior sem sair do Brasil

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Salário em dólar: veja como conseguir emprego no exterior sem sair do Brasil Na maioria dos casos, profissionais recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ). Especialistas apontam que comunicação em inglês e experiência sólida estão entre os principais requisitos. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Trabalhadores que prestam serviços remotamente para empresas estrangeiras, mantendo residência no Brasil e recebendo em moedas fortes, como dólar ou euro, são conhecidos como "Global Workers".

Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais contratam trabalhadores brasileiros para o serviço remoto e concentra cerca de 85% das vagas.

Pesquisa da TechFX indica uma forte concentração de vagas na área de tecnologia. Outros segmentos em destaque foram: produto, sucesso do cliente, design, marketing, operações e recursos humanos.

Na maioria dos casos, profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ).

Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais contratam trabalhadores brasileiros para o serviço remoto e concentra cerca de 85% das vagas, segundo levantamento da plataforma de câmbio voltada para profissionais TechFX.

Dos 1.428 desenvolvedores brasileiros entrevistados e que atuam no exterior, 1.220 trabalham para organizações americanas, com salários médios que chegam a US$ 110 mil anuais (cerca de R$ 598 mil).

O estudo também destaca outros destinos: Canadá e Austrália aparecem empatados em segundo lugar, com 1,85% cada, seguidos pelo Reino Unido (1,85%), Argentina (1,55%), Portugal (1,16%), México (1%) e Alemanha (0,62%).

No mercado, esses profissionais são conhecidos como Global Workers: trabalhadores que prestam serviços remotamente para empresas estrangeiras, mantendo residência no Brasil e recebendo em moedas fortes, como dólar ou euro.

Essa modalidade oferece a vantagem de acesso a salários mais altos, flexibilidade de tempo e liberdade geográfica, sem a necessidade de migrar para outro país.

Mas afinal, como conseguir oportunidades em empresas do exterior sem sair do Brasil? É preciso ser fluente em inglês? O g1 conversou com especialistas, que dão dicas práticas e explicam os direitos desses profissionais a seguir:

👩🏽‍💻 Perfil profissional mais procurado✍🏽 Fluência em Inglês 🔎 Como encontrar vagas💸 Modalidades de Contratação ➡️ Direitos e cuidados legais🦁 Declaração para o IR🎯 Vantagens e desafios

Uma outra pesquisa da TechFX, feita com 1.433 brasileiros que atuam remotamente para empresas internacionais, mostra uma forte concentração em uma única área: a tecnologia. Do total, 1.251 profissionais – ou 87,6% – trabalham nesse setor. (saiba como entrar)

Produto: 41 pessoas (2,9% do total)Sucesso do Cliente: 38 pessoas (2,7% do total)Design: 37 pessoas (2,6% do total)Marketing: 20 pessoas (1,4% do total)Operações: 14 pessoas (1% do total)Recursos Humanos: 13 pessoas (0,9% do total)

Apesar da pesquisa ter como base os clientes da empresa, os dados refletem uma tendência clara: atuar na área de tecnologia, especialmente em desenvolvimento, aumenta significativamente as chances de conseguir uma vaga em empresas internacionais.

“Embora a área de tecnologia realmente concentre uma grande demanda global, empresas que estão expandindo suas operações para o Brasil, por exemplo, precisam montar times completos. Isso inclui áreas como vendas, RH, atendimento ao cliente, entre outras. Não há uma limitação por formação”, explica Gustavo Sèngès, especialista em carreiras globais.

O Diretor da HireRight no Brasil, autor e mentor de carreiras, destaca que não existe uma única formação. As oportunidades se concentram em áreas como tecnologia, design, marketing digital, vendas, atendimento ao cliente, RH e operações.

Para ele, a tendência é que o modelo se expanda cada vez mais, atingindo diferentes segmentos e níveis de senioridade. Isso porque, existem também vagas para funções que não exigem formação específica como gestão, atendimento ao cliente e vendas.

Outro ponto destacado por Gustavo Sèngès é que esse mercado não é exclusivo apenas para profissionais mais jovens. Segundo o especialista, o mais importante é a capacidade de entrega e adaptação ao modelo de trabalho remoto global.

“Isso não é verdade. Trata-se de um mercado altamente democrático. Já vi e acompanhei contratações de profissionais das mais diversas idades atuando em equipes multiculturais e intergeracionais com total sucesso”, completa Sèngès.

O inglês continua sendo uma das habilidades mais valorizadas para quem busca uma carreira internacional, mas não é necessário ter a fluência de um nativo. O chamado “inglês funcional”, que serve para se comunicar com clareza, participar de reuniões e expressar ideias de forma eficaz, já pode abrir portas.

Especialistas destacam que o nível exigido varia conforme o cargo: posições de liderança e de contato direto com clientes costumam pedir domínio avançado, enquanto funções operacionais podem ser exercidas com conhecimento intermediário.

Além disso, o acesso ao aprendizado está cada vez mais democrático. O que antes era restrito a cursos caros hoje pode ser alcançado por meio de aplicativos, canais no YouTube, podcasts, perfis especializados e até ferramentas de inteligência artificial.

Um exemplo é o ChatGPT, que ajuda a revisar textos, preparar currículos e simular entrevistas. Além disso, os avanços em tradução simultânea em ferramentas de comunicação entre equipes prometem romper as fronteiras da comunicação.

“Em termos de carreira e retorno salarial, aprender inglês pode ser um dos melhores investimentos a se fazer. Cada vez mais, plataformas de AI gratuitas oferecem a possibilidade de aprender e praticar inglês, como uma porta de entrada para o aprendizado”, explica o CEO da TechFX, Eduardo Garay.

Plataformas de IA gratuitas também oferecem oportunidades para praticar o idioma, tornando o inglês um dos investimentos mais vantajosos para crescimento profissional e retorno salarial.

“O mais importante é ter confiança na sua capacidade de se comunicar e buscar o aprendizado contínuo. O inglês ainda é uma das principais habilidades técnicas exigidas neste mercado de global workers", completa Gustavo Sèngès.

Especialistas afirmam que conquistar a primeira oportunidade em uma empresa internacional exige planejamento e proatividade. O ponto de partida é compreender o funcionamento do mercado global: os formatos de contratação, as principais demandas e como suas habilidades podem se encaixar nesse contexto.

Essa análise inicial ajuda a destacar pontos fortes, identificar áreas de desenvolvimento e estruturar uma narrativa profissional consistente. Além disso, é essencial elaborar um currículo em inglês e se preparar para entrevistas – que ainda são um dos maiores desafios para brasileiros.

De acordo com o especialista em carreiras globais Gustavo Sèngès, existem três caminhos principais para ingressar nesse mercado:

Recrutadores estrangeiros: manter um perfil atualizado e bem posicionado em plataformas como o LinkedIn aumenta as chances de ser encontrado.Networking (ou “netplaying”): cultivar relações de forma genuína, ajudando e sendo ajudado, amplia as possibilidades. Muitas vezes, a oportunidade surge dentro do próprio círculo de contatos.Busca ativa por vagas: aplicar constantemente, ajustar estratégias e aprender com os processos seletivos. Estar presente em plataformas especializadas e treinar entrevistas são passos fundamentais.

De modo geral, os profissionais que conseguem vagas em empresas internacionais atendem a dois requisitos básicos: dominar a comunicação em inglês e ter pelo menos três anos de experiência na área.

Segundo o CEO da TechFX, Eduardo Garay, esses critérios concentram 98% das oportunidades no exterior. O LinkedIn aparece como a principal vitrine para os brasileiros nesse processo, sendo responsável por quase 60% das contratações.

Na maioria dos casos, profissionais brasileiros contratados por empresas estrangeiras recebem em moeda internacional e atuam como pessoa jurídica (PJ).

Neste caso, o profissional contratado tem uma empresa aberta em seu nome e se torna prestador de serviços para a contratante, emitindo notas fiscais, além de ser responsável pelo pagamento de impostos e contribuições.

Dentro dessa modalidade de trabalhadores com CNPJ entram, por exemplo, os microempreendedores individuais (MEIs) e os microempresários (MEs). A diferença entre os dois tipos está no faturamento anual, das atividades, no número de funcionários permitidos e no regime de tributação.

O vínculo com o contratante não é classificado como uma relação de emprego. Sendo assim, o profissional não possui direitos trabalhistas assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como férias remuneradas, auxílio-transporte e carteira assinada. (confira a diferença)

Apesar disso, esse modelo tem acesso a benefícios previdenciários. É o caso da aposentadoria por idade ou invalidez e auxílio-doença. Basta apenas que o prestador pague as contribuições mensais em dia e cumpra a carência necessária para cada benefício. (entenda como funciona)

O profissional PJ tem mais flexibilidade porque pode definir a própria jornada. A remuneração também tende a ser maior. É que esse profissional não tem encargos trabalhistas e a empresa contratante não precisa arcar com os benefícios previstos no regime CLT.

Em geral, essas economias são recompensadas no salário. Por outro lado, caberá ao PJ arcar com custos de alimentação, transporte, equipamentos, etc, salvo se o contrato com a empresa para o qual prestará serviços prever a oferta desses benefícios.

E também "não existe um valor mínimo de remuneração e nem piso salarial, como o salário de empregados CLT", ressalta a advogada trabalhista Iara Neves. "O valor é definido na negociação entre as partes. O pagamento pode ser mensal, por projeto ou por hora."

Outra modalidade é a contratação via Employer of Record (EOR), em que uma intermediadora formaliza o vínculo no país. Nesse caso, o profissional é registrado pela CLT e tem acesso a benefícios como plano de saúde e férias, embora o salário seja pago pela empresa estrangeira.

Em geral, o EOR é uma empresa terceirizada que assume todas as responsabilidades legais e administrativas de um empregador no país, atuando em nome de outra empresa que não tem presença legal local.

Neste caso, essa empresa terceirizada é o empregador oficial, cuidando da folha de pagamento, impostos, benefícios e conformidade com as leis trabalhistas locais, permitindo que empresas contratem talentos internacionalmente sem precisar se estabelecer no país.

Também existe a modalidade de autônomos: profissionais que não têm CNPJ e trabalham ou prestam serviços sem vínculo empregatício. Neste caso, o pagamento é feito diretamente para a pessoa física. Porém, o trabalhador precisa estar atento aos tributos e à declaração de Imposto de Renda. (veja abaixo como funciona)

Segundo especialistas, a escolha do modelo não cabe ao trabalhador, mas sim à contratante. Organizações globais, sobretudo de tecnologia, tendem a preferir o PJ, enquanto companhias em fase de expansão no Brasil optam pelo vínculo CLT via empresas terceiras.

Segundo Antonio Vasconcellos Junior, sócio fundador do AVJ Advogados Associados, quando um brasileiro presta serviços para uma empresa estrangeira, mas reside no Brasil, a legislação aplicável é a brasileira – neste caso a CLT.

Isso só não se aplica caso houver condição mais favorável prevista pela lei do país contratante. Um exemplo é a jornada reduzida de 6 horas diárias de trabalho, em razão das regras da empresa estrangeira.

O especialista ainda destaca que os profissionais contratados como PJ não têm os direitos da CLT, mas podem negociar cláusulas específicas no contrato de trabalho, como bônus, pausas de descanso e benefícios adicionais.

Antes de aceitar uma vaga no exterior, o advogado recomenda uma revisão contratual por um especialista. Isso porque, em casos de conflitos, a Justiça do Trabalho brasileira pode ser acionada se a contratação ou transferência ocorreu no Brasil.

Por outro lado, não terá competência quando o vínculo for firmado diretamente no exterior. “Existem exceções em situações específicas, como serviços prestados em navios ou aeronaves de bandeira brasileira, ou em embaixadas e consulados do Brasil localizados no exterior”, explica.

O Brasil mantém acordos internacionais de previdência social com alguns países, permitindo o cômputo de tempo de contribuição, mas ainda não há um tratado global que unifique direitos trabalhistas.

Por isso, o advogado destaca que é fundamental manter as contribuições previdenciárias em dia. “É possível optar pelo plano que melhor se adeque à sua situação para ter acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença”, explica. (veja como contribuir)

Por fim, Vasconcellos reforça a importância de investigar bem a empresa contratante e manter clareza sobre direitos e obrigações: “O que parece um sonho pode virar um pesadelo sem os devidos cuidados”.

“É sempre importante manter-se informado sobre os direitos trabalhistas e regras tributárias/previdenciárias, especialmente em um contexto global. Além disso, cada situação é única, e consultar um advogado especializado pode ser fundamental para garantir que seja cumprido o que foi prometido”, completa o advogado trabalhista.

Profissionais que prestam serviços para empresas estrangeiras devem ficar atentos à tributação no Brasil e à declaração do Imposto de Renda (IR), que varia conforme o regime de contratação.

Segundo Thais Ribeiro, advogada do L.O. Baptista Advogados, os autônomos que recebem remuneração de uma empresa estrangeira devem converter os valores em moeda estrangeira para reais usando a taxa de câmbio do dia do pagamento, divulgada pelo Banco Central.

Esses valores recebidos precisam ser declarados no carnê-leão, para apuração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), cuja alíquota é progressiva e pode chegar a 27,5%. (veja o que é e como emitir)

O imposto deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento, e todas as informações precisam ser replicadas na declaração no ano seguinte.

Além disso, é necessário contribuir para o INSS como contribuinte individual e, quando aplicável, pagar o ISS (Imposto sobre Serviços), definido pelo município. (entenda como funciona)

Se houver tratado de bitributação entre o Brasil e o país da empresa contratante, é possível compensar no Brasil o imposto já pago no exterior, desde que o valor também seja informado no carnê-leão.

Para quem presta serviços por meio de Pessoa Jurídica (PJ), a operação é considerada uma exportação de serviços, segundo a especialista Veronica Melo de Souza, sócia do Gaia Silva Gaede Advogados.

A exportação de serviços ocorre quando uma empresa brasileira presta serviços a um cliente no exterior e recebe o pagamento em moeda estrangeira. Nesse sentido, os pagamentos da empresa internacional vão diretamente para a PJ.

Ou seja: quando o profissional opta por prestar serviços por meio de uma pessoa jurídica aberta no Brasil, é a empresa que deve declarar e tributar as receitas, de acordo com o regime tributário escolhido — seja Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

“Neste caso, o imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) é devido normalmente e calculado de acordo com o regime de tributação da Pessoa Jurídica (PJ), que geralmente é o Simples Nacional ou Lucro Presumido”, explica Verônica Melo de Souza.

“O trabalhador recebe os valores apenas pela PJ e deve informá-los em sua Declaração de Ajuste Anual como pró-labore, no campo de rendimentos tributáveis, ou como distribuição de lucros e dividendos, no campo de rendimentos isentos, conforme a forma de contabilização”, completa a advogada Thais Ribeiro.

Já o regime CLT exige que a empresa estrangeira tenha CNPJ no Brasil para recolher encargos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e INSS. Por isso, é raro que empregadores internacionais contratem diretamente com registro em carteira.

Muitas vezes, eles utilizam empresas intermediárias, que assumem a folha de pagamento, recolhem impostos e contribuições — a contratação via Employer of Record (EOR) já citada nesta reportagem.

Por isso, os especialistas recomendam que profissionais busquem orientação de contadores ou advogados especializados, garantindo que todos os impostos e contribuições sejam pagos corretamente e evitando problemas com a Receita Federal.

Um exemplo de profissional que conquistou uma vaga em uma empresa norte-americana, mantendo residência no Brasil, é Roque Santos, engenheiro de software sênior, que vive em Salvador, na Bahia.

A experiência internacional veio após um incentivo inesperado: sua professora de inglês sugeriu que ele participasse de entrevistas com empresas estrangeiras para praticar o idioma em situações reais. O exercício acabou rendendo uma proposta de trabalho.

Segundo ele, o maior desafio não foi técnico, mas lidar com entrevistas em inglês. “Tudo era novidade. Consegui explicar bem a minha experiência, soar inteligente e claro nas entrevistas foi um desafio, para mim, muito maior que o técnico”, conta.

No dia a dia, Roque explica que mantém uma rotina parecida com a que tinha no Brasil, mas destaca diferenças marcantes: menos reuniões, ausência de microgerenciamento e uma relação de maior confiança com a equipe.

“Temos muito mais liberdade com o nosso tempo, mas como contrapartida somos responsabilizados pelas nossas entregas”, explica.

O trabalho exige um “overlap” de 4 a 6 horas diárias no fuso horário da empresa contratante. Isso significa que ele precisa estar online por pelo menos este período durante o horário oficial de trabalho da empresa.

A comunicação é feita principalmente pelo Slack, enquanto e-mails são pouco utilizados. Para ele, clareza e efetividade na comunicação foram tão importantes quanto às competências técnicas. Diplomas, por outro lado, não pesaram no processo de contratação.

“Nunca precisei entregar uma cópia formal do meu diploma para a empresa que trabalho. Fui perguntado se me formei, onde e quando”, afirma.

Sobre remuneração, Roque explica que os salários iniciam no mesmo patamar do Brasil, e aumentam conforme o crescimento na empresa. “No início, você pode entrar ganhando ‘pouco’, mas a diferença é que esse pouco normalmente se iguala ao salário do Brasil, mas lá esse é seu piso, e não o teto”, afirma.

Como a empresa não tem sede por aqui, o contrato é feito diretamente, cabendo ao trabalhador organizar-se via PJ para fins tributários.

Entre as dificuldades, o engenheiro cita a insegurança no início, tanto pela barreira do idioma quanto pela diferença cultural e pela ausência de feedbacks constantes. Em contrapartida, a autonomia e a confiança mútua com a equipe foram pontos positivos.

O conselho para quem quer seguir o mesmo caminho é direto: investir no inglês. “Saber se comunicar é o principal fator para conquistar a vaga. Depois disso, prepare-se para a entrevista: estude a empresa e mostre interesse real”, recomenda.

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