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Dólar abre em alta, com petróleo perto de US$ 100 no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (23) em alta, com um avanço de 0,41% perto das 9h, cotado a R$ 5,0718. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques entre na região, a commodity voltou a ficar próxima ao patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a afirmação de que o Omã media negociações com a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU).

O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua a trazer temores sobre uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,94%, cotado a US$ 98,72. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 4,50% no mesmo horário, cotado a US$ 90,74 por barril.

▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também fica no radar. Na véspera, a nova taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor, e a expectativa é que uma nova alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. ️O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que segue em conversa com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ A temporada de balanços corporativos também deve mexer com as bolsas globais nesta quinta-feira (23). As ações da Alphabet recuava no pré-mercado, após a companhia elevar sua projeção de investimentos, reforçando os gastos com inteligência artificial e reacendendo preocupações sobre o elevado custo para expansão da infraestrutura do setor.

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor ontem. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis.

A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países "justificam tarifas mais altas".

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

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Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira.

Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio.

Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga "ficará mais alto a cada noite" até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir.

" O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo… ou o quebram ou querem mudá-lo", disse ele. "Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas."

Na Europa, o dia era negativo nesta quinta-feira (23), em meio às preocupações com a inflação global diante das novas altas do petróleo.

Perto das 8h40, o índice DAX, da Alemanha, tinha queda de 0,69%, enquanto o CAC-40, da França, recuava 1,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,22%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%.

Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Petróleo passa de US$ 96 e amplia temor sobre inflação global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/07/2026 03:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,051-0,43%Dólar TurismoR$ 5,260-0,3%Euro ComercialR$ 5,764-0,35%Euro TurismoR$ 6,015-0,23%B3Ibovespa177.548 pts2,44%Oferecido por

Um navio-tanque atracado no cais marítimo de Keiyo, em Sodegaura, província de Chiba, no Japão. — Foto: Yuichi Yamazaki / AFP

A escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o mercado de energia e levou o petróleo Brent, referência internacional, a superar os US$ 96 (cerca de R$ 486,06) por barril nesta quinta-feira (23), o maior nível desde o início de junho.

O avanço ocorre em meio ao aumento das preocupações com o fornecimento global de petróleo, diante das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte da commodity.

O Brent subia 2,2%, para US$ 96,14 por barril, enquanto o petróleo WTI, referência nos EUA, avançava 1,8%, para US$ 88,35. No começo do mês, o Brent era negociado abaixo de US$ 72, antes da intensificação do conflito.

A continuidade dos confrontos tem dificultado a circulação de petroleiros no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde normalmente transita cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado globalmente.

Na quarta-feira (22), os militares americanos anunciaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, enquanto os dois lados ampliam ações contra infraestruturas civis.

A disparada do petróleo também reacende o temor de uma nova onda inflacionária global. Analistas avaliam que preços mais altos da energia podem pressionar os custos de empresas e consumidores e levar bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed), a manter juros elevados por mais tempo ou até promover novos aumentos.

Apesar das preocupações com o petróleo, as bolsas asiáticas tiveram desempenho majoritariamente positivo. O índice Kospi, da Coreia do Sul, subiu 3,7%, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,5%. Em Wall Street, porém, o impacto da alta do petróleo manteve investidores cautelosos, com os principais índices operando próximos da estabilidade.

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Dólar abre em alta, de olho em novo tarifaço de Trump e resultados corporativos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,32%Dólar TurismoR$ 5,276-0,37%Euro ComercialR$ 5,784-0,45%Euro TurismoR$ 6,029-0,49%B3Ibovespa173.326 pts-0,03%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (22) em alta, com um avanço de 0,17% perto das 9h, cotado a R$ 5,0816. Investidores avaliam o novo tarifaço imposto pelo presidente americano, Donald Trump, e aguardam novos resultados corporativos. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ As nova taxa adicional de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros fica no radar nesta quarta-feira. A tarifa entrou em vigor ontem e a expectativa é que uma nova alíquota, que deve ficar entre 10% e 12,5% seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida também coloca pressão sobre o governo brasileiro, que ainda conversa com empresários dos setores afetados e avalia como reagir à taxação.

▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio e o número cada vez menores de embarcações que conseguem cruzar o Estreito de Ormuz também segue no radar. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para a realização de negociações, os ataques continuam.

As tensões continuam a se refletir nos preços do petróleo, em meio a temores de uma interrupção na oferta global da commodity. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,41%, cotado a US$ 95,02. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,07% no mesmo horário, cotado a US$ 87,77 por barril.

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22).

A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política.

A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida.

Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de TrumpGoverno ainda estuda como reagir à taxaçãoQuais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade?Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata

Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã.

Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã.Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo.O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou.

Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz.

A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio.

Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas.

Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra.

A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quarta-feira, mais uma vez lideradas pelos setores de chips e tecnologia, conforme investidores realizaram lucros após a sessão anterior ter registrado a maior alta em três meses.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,46%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,07%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 0,74% e o Nikkei, do Japão, recuou 0,18%.

Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Dólar abre em queda, com conflito no Oriente Médio no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 09:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,089-0,43%Dólar TurismoR$ 5,295-0,41%Euro ComercialR$ 5,810-0,65%Euro TurismoR$ 6,058-0,63%B3Ibovespa173.371 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,089-0,43%Dólar TurismoR$ 5,295-0,41%Euro ComercialR$ 5,810-0,65%Euro TurismoR$ 6,058-0,63%B3Ibovespa173.371 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,089-0,43%Dólar TurismoR$ 5,295-0,41%Euro ComercialR$ 5,810-0,65%Euro TurismoR$ 6,058-0,63%B3Ibovespa173.371 pts-0,2%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (21) em queda, com recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0829, conforme investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O aumento das tensões no Oriente Médio segue pressionando os preços do petróleo no mercado internacional. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para negociações, os ataques continuam. Na véspera, os EUA lançaram uma nova ofensiva, e explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz.

As ofensivas voltam a levantar preocupações sobre eventuais impactos na oferta global de petróleo. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 1,33%, cotado a US$ 90,41. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 1,59% no mesmo horário, cotado a US$ 84,55 por barril.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Na véspera, após novos ataques dos EUA, a mídia iraniana reportou explosões e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Segundo o Comando Central americano, a ofensiva "visa degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz". Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos.

Ainda na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, renovou a promessa de retaliação contra a morte de militares americanos.

A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

O dia era positivo na Europa, onde os principais índices da região operavam em alta. Investidores continuavam a avaliar o novo ministro de finanças do Reino Unido e seguiam atentos aos desdobramentos da guerra no Irã.

Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subia 0,15%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,10% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 0,15%. O Ibex 35, da Espanha, tinha fanhos de 0,73%.

Na Ásia, as ações de tecnologia chinesas subiram nesta terça-feira (21) e ajudaram a impulsionar os principias índices de referência da região, conforme os papéis de semicondutores se recuperaram das perdas registradas na véspera.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 3,06%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,79%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,04%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 3,56% e o Nikkei, do Japão, subiu 3,26%.

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Vinhos importados mais baratos perdem espaço com inflação, enquanto rótulos premium avançam

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 05:52

Agro Vinhos importados mais baratos perdem espaço com inflação, enquanto rótulos premium avançam Com o orçamento mais apertado, consumidores reduziram a procura por rótulos de entrada, segundo levantamento da Ideal.BI. Por Redação g1 — São Paulo

A queda do poder de compra da classe média-baixa provocou uma redução de 9% no volume de vinhos importados de menor preço, aponta levantamento da consultoria Ideal.Bi.

O setor passou a investir em marcas premium, de maior valor agregado, que representaram um terço de toda a receita gerada no primeiro trimestre.

O mercado nacional alcançou um patamar inédito de abastecimento, com 10,22 milhões de caixas, alta de 12% em volume na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Esse recorde foi impulsionado pelas expectativas do setor em relação à entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

O consumo de vinhos ficou praticamente estável no início de 2026, com crescimento de 1,2%. Já o de espumantes caiu 1,4%.

A queda do poder de compra da classe média-baixa provocou uma redução de 9% no volume de vinhos importados de menor preço, aponta levantamento da consultoria Ideal.BI.

Em contrapartida, o setor passou a investir em marcas premium, de maior valor agregado. Elas representaram um terço de toda a receita gerada pelas compras do exterior no primeiro trimestre e atingiram o maior preço médio dos últimos 10 anos: de US$ 31,2 por caixa de 9 litros.

Segundo o levantamento, o mercado nacional movimentou R$ 4,18 bilhões e alcançou um patamar inédito de abastecimento, com 10,22 milhões de caixas, alta de 12% em volume na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Esse recorde foi impulsionado pelas expectativas do setor em relação à entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

A América do Sul registrou sua maior participação histórica no volume de embarques para o Brasil, representando 65% do total. O Uruguai foi o país que mais ampliou o fornecimento para o mercado brasileiro, com aumento de 44%. Em seguida aparece a Argentina, com crescimento de 16%.

O setor de espumantes teve alta de 9% em volume, apesar da queda de 24% nas importações. A retração foi puxada principalmente pelos embarques espanhóis, que recuaram 57%.

Para Felipe Galtaroça, CEO da Ideal.BI, o recorde de volume também é consequência da recuperação dos vinhos tintos importados. Após dois anos de quedas consecutivas, eles ganharam 2 pontos percentuais de participação no mercado e passaram a responder por 70% do faturamento total.

Enquanto isso, a participação dos vinhos rosés caiu para 5%. Já os brancos mantiveram fatia de 25% da receita.

Apesar dos números inéditos de abastecimento, o consumo de vinhos ficou praticamente estável no início de 2026, com crescimento de 1,2%. Já o de espumantes caiu 1,4%.

De acordo com o relatório, o mercado de vinhos do Brasil deve encerrar 2026 com a produção de 56,8 milhões de caixas, alta de 6,9% em relação a 2025. Os espumantes devem alcançar mais de 4 milhões de caixas.

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Dólar abre em queda, com foco em petróleo e conflito entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (20) em queda, com um recuo de 0,08%, cotado a R$ 5,1071. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Sem avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, as preocupações sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz seguem no centro das atenções. Os ataques entre os dois países completam o décimo dia nesta segunda-feira (20), levantando dúvidas sobre a reabertura do estreito e seus impactos na oferta global de petróleo e, consequentemente, sobre a inflação mundial.

Durante o final de semana, os preços do petróleo chegaram a ficar acima dos US$ 90. Nesta segunda, no entanto, as cotações estão em queda. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,12%, cotado a US$ 86,23. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 2,53%, cotado a US$ 80,40 por barril.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a preocupar investidores globais. Durante o final de semana, pelo menos quatro militares americanos morreram durante ataques iranianos.

O Departamento do Estado americano chegou a emitir um alerta global de segurança no sábado (18), citando o aumento das tensões no Oriente Médio e o potencial para uma nova escalada.

O departamento aconselhou os americanos em todo o mundo — e especialmente aqueles no Oriente Médio — a exercerem maior cautela e a seguirem os alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo.

Com a morte dos militares, o Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19).

A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira (20), impulsionadas por setores tradicionais. Os papéis do setor de tecnologia e capitalização continuaram em queda.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,53%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,85%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 2,36%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma desvalorização de 4,46%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

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O economista americano Paul Krugman publicou um artigo nesta segunda-feira (20/7) no qual afirma que as tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil não vão funcionar – e vão fortalecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Usar as tarifas para punir o Brasil por suas conquistas monetárias não terá sucesso", afirma o economista, em artigo publicado no site Substack. Confirmadas na semana passada, as tarifas entram em vigor na próxima quarta-feira (22/07).

Krugman, que há exatamente um ano publicou um texto no qual classificou o PIX como "dinheiro do futuro, pontua que as tarifas vão fortalecer politicamente o presidente Lula.

"Economicamente, o alcance das tarifas será limitado", afirma, ao citar os temores do governo Trump em relação aos preços do café, suco de laranja, carne bovina, entre os produtos – alguns dos principais exportados pelo Brasil aos EUA.

Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital — Foto: Getty Images via BBC

Krugman, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, afirma que o governo Trump tenta punir o Brasil pelo sucesso do PIX. "Por que é injusto um país oferecer a seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona o economista em seu artigo.

"De certa forma, a administração Trump ainda tenta punir o Brasil por ser uma verdadeira democracia", diz Krugmann em seu texto. "Ao contrário dos EUA, o Brasil processou seu ex-presidente, Jair Bolsonaro, por tentar fomentar uma revolta após perder a última eleição", continua o economista.

Krugman já havia publicado um artigo no qual afirmou que o Brasil pode ter inventado o dinheiro do futuro — Foto: Getty Images via BBC

Em seu artigo, o economista afirma também que a hostilidade de Trump em relação ao PIX ilustra a mesma posição do presidente dos EUA em relação à política energética. "Este governo se opõe ao progresso, sempre que o progresso contraria os interesses e a ideologia dos oligarcas que investiram dinheiro na campanha de Trump e no seu bolso", diz.

Krugman cita ainda um relatório do Fed (o Banco Central dos EUA) de 2022, que afirma que o PIX é uma moeda digital do Banco Central do Brasil, "análoga ao dinheiro de papel".

O economista questiona também: "Mas desde quando é uma prática comercial desleal uma empresa perder clientes para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?". E continua, com a pergunta: "Deveríamos fechar o serviço postal dos EUA porque ele oferece um serviço de entregas melhor e mais barato do que a UPS e a FedEx?"

No artigo, Krugman cita que o governo Trump estaria preocupado com o fato de o PIX e outros sistemas de pagamentos similares desafiarem a hegemonia internacional do dólar.

Mas, para o economista, o Brasil é um ator "pequeno demais para provocar impacto no sistema global de pagamentos". No entanto, argumenta Krugman, o dólar pode enfrentar um desafio real caso o Banco Central Europeu conseguir adotar um euro digital em 2029, como planejado. "Se isso acontecer, não é difícil imaginar que um número significativo de transações antes feitas em dólar passarão a ser feitas em euros digitais", escreve Krugman.

O Nobel de Economia continua: "o motivo pelo qual as pessoas podem optar pelo euro digital é porque os EUA não vão oferecer um meio de pagamento igualmente bom. Por que não vai ter um dólar digital?", questiona. E ele mesmo responde. "Não porque seja uma má ideia – como o Brasil demonstrou, seria uma ótima ideia. Mas existem poderosos grupos de interesse que se opõem a qualquer iniciativa desse tipo.

Na conclusão de seu artigo, Krugman cita o argumento da economista brasileira Monica de Bolle, para quem as tarifas fortalecem a posição do governo brasilero. Em entrevista à BBC News Brasil na semana passada, De Bolle avaliou que o impacto das tarifas de Trump deve ser restrito.

"Mas a evidente insensatez dessas novas tarifas não impedirá que elas aconteçam. O governo Trump declarou guerra ao futuro", conclui Krugman, ao afirmar que o presidente dos EUA nunca admite quando suas guerras fracassam.

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Mercado reduz pela 3ª semana seguida estimativa de inflação em 2026, que cai para 5,15%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a terceira semana seguida de recuo.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O mercado financeiro reduziu novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,15%. Esta é a terceira semana seguida de recuo.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,16% para 5,15%;➡️ Para 2027, a expectativa ficou estável em 4,20%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,70% para 3,78%;➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação para 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro continua projetando da Selic.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

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‘Trump tentará punir Brasil por esse sucesso’, diz Nobel de economia sobre ação do governo americano contra Pix

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/07/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por

O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2008, criticou a investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Pix e afirmou que a ofensiva representa uma tentativa de punir o Brasil pelo sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), Krugman afirma que o Pix se tornou uma referência mundial em pagamentos digitais e que a iniciativa do governo de Donald Trump não se sustenta do ponto de vista econômico.

"Trump tentará punir o Brasil por esse sucesso", escreveu o economista ao comentar a investigação comercial aberta pela administração americana com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O governo americano incluiu o Pix entre os temas da investigação sobre supostas práticas comerciais brasileiras consideradas desleais. Criado pelo Banco Central, o sistema permite transferências e pagamentos instantâneos entre pessoas e empresas.

Novas tarifas: EUA dizem que o PIX prejudica empresas americanas; setor financeiro, no Brasil, discorda — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para Krugman, oferecer um sistema público de pagamentos mais barato e eficiente não configura uma prática comercial desleal.

"Por que seria desleal um país oferecer aos seus próprios cidadãos uma forma melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona.

Ao longo do artigo, o economista defende que o Pix aumentou a concorrência no mercado de pagamentos ao oferecer uma alternativa de baixo custo para consumidores e empresas.

Na avaliação dele, a popularização do sistema reduziu a dependência de meios tradicionais de pagamento e afetou empresas como Visa e Mastercard. Isso, porém, seria resultado da concorrência entre tecnologias, e não de uma vantagem indevida.

"Desde quando é uma prática comercial desleal que empresas percam mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?", escreveu.

Krugman argumenta que a reação do governo americano reflete, em parte, a perda de espaço de empresas privadas diante de um sistema público considerado mais eficiente.

Paul Krugman já havia defendido o Pix em um artigo escrito há um ano. — Foto: Adam Schultz/Official White House Photo

O Nobel usa o caso brasileiro para defender sistemas públicos de pagamentos e moedas digitais emitidas por bancos centrais.

Segundo ele, o sucesso do Pix demonstra que esse tipo de ferramenta pode tornar pagamentos eletrônicos mais baratos e eficientes. Já os Estados Unidos, afirma, ficaram para trás nesse debate devido à resistência política e à pressão de grupos ligados ao mercado de criptomoedas.

"A verdadeira preocupação deles é que ela funcione bem demais", escreveu ao comentar a oposição à criação de um dólar digital.

Krugman também compara o caso brasileiro à experiência de El Salvador com o Bitcoin. Para ele, enquanto o Pix se tornou amplamente utilizado pela população, a tentativa do governo salvadorenho de transformar a criptomoeda em um meio de pagamento de massa fracassou.

Na parte final do artigo, Krugman avalia que as tarifas propostas pelo governo Trump dificilmente alcançarão os resultados pretendidos.

Segundo ele, as medidas podem elevar os preços de produtos brasileiros consumidos pelos próprios americanos, como café, carne bovina e suco de laranja. Ao mesmo tempo, afirma que o Brasil tende a ampliar sua presença em outros mercados.

Krugman cita a economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute for International Economics, para sustentar que, no balanço geral, as tarifas americanas fortaleceram a posição do Brasil no comércio internacional.

"O desvio do comércio global em reação às tarifas dos Estados Unidos transformou o Brasil em uma potência exportadora", escreveu De Bolle, citada por Krugman. Como exemplo, ela menciona o aumento da participação brasileira nas exportações de soja para a China.

"O governo Trump declarou guerra ao futuro", escreveu. "E uma coisa que sabemos sobre Trump é que ele nunca admite quando suas guerras escolhidas fracassam."

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Como os apps de namoro afetam os relacionamentos e a economia do desejo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/07/2026 03:46

Tecnologia Como os apps de namoro afetam os relacionamentos e a economia do desejo A promessa era facilitar encontros, mas os resultados mostraram mais rotatividade sexual, dificuldade em encontrar relacionamentos estáveis e um mercado amoroso ainda mais competitivo Por Felipe Carvalho Novaes

Tinder, Bumble e Happn estão entre os aplicativos de relacionamento mais populares no Brasil — Foto: Nik/Unsplash

Nos últimos anos, tornou-se banal ver alguém escolhendo possíveis parceiros com o mesmo gesto (e entusiasmo) usados para passar vídeos no TikTok ou produtos numa loja virtual. Para a direita, interesse; para a esquerda, esquecimento.

O que antes envolvia o teatro do encontro — olhares, hesitação, aproximação, rejeição, descoberta — foi comprimido em interfaces quase gamificadas.

Os aplicativos de relacionamento ampliaram as possibilidades de encontro, mas pesquisas em psicologia social indicam que mais opções nem sempre significam maior satisfação, relacionamentos mais estáveis ou melhores resultados para todos os usuários.

Apps de namoro como o Tinder não inventaram o desejo nem o sexo casual, a comparação social ou a fantasia de que talvez exista alguém melhor logo em seguida. Sua inovação foi transformar tudo isso em uma máquina de busca.

Mas o que acontece quando uma dinâmica humana tão antiga quanto o encontro amoroso passa a operar sob as regras de uma plataforma digital?

Relacionamentos sempre pareceram pertencer ao domínio nebuloso do acaso. Duas pessoas se encontram numa festa, numa sala de aula, no corredor de uma universidade. Muitas vezes por intermédio de amigos que juram que “vocês têm tudo a ver”.

Mas, por baixo dessa névoa, existem padrões identificáveis. Encontrar alguém envolve busca, comparação, tentativa, rejeição, reputação e custo.

A própria atratividade inicial requer a satisfação de critérios estatisticamente previsíveis. O amor é tradicionalmente cantado como algo pouco racionalizável, como destino. Mas, na prática, há uma estrutura operando.

Antes dos aplicativos, essa infraestrutura era limitada por círculos sociais relativamente estreitos. A pessoa escolhia entre colegas, vizinhos, amigos de amigos, conhecidos de festa, gente que poderia reaparecer no mesmo ambiente após uma possível rejeição. A escassez reduzia as opções, porém aumentava o peso de cada encontro.

A abundância faz o oposto: amplia possibilidades, mas também banaliza as opções disponíveis. Diante da expectativa de alguém melhor depois da próxima tela, o compromisso deixa de competir apenas com outras pessoas ao redor e passa a competir com a imaginação estatística de todas as pessoas disponíveis.

Durante anos, quase tudo o que se dizia sobre aplicativos de namoro oscilava entre lamento moral e propaganda tecnológica. De um lado, o Tinder aparecia como agente da “decadência” romântica. De outro, como libertação eficiente de solteiros presos a círculos sociais estreitos.

Faltava descobrir o que mudou de fato quando essa tecnologia passou a mediar cada vez mais relações interpessoais.

Grande parte da literatura sobre aplicativos de namoro sugere que o Tinder é um “aplicativo de sexo casual”, mas há nuances importantes aqui.

Em 2017, pesquisadoras belgas desenvolveram um questionário para medir as principais motivações para seu uso, chamado de Tinder Motives Scale.

Os resultados da aplicação em mais de 3 mil jovens adultos na Bélgica identificaram 13 motivos principais para o uso da plataforma. Eles incluem curiosidade, entretenimento, validação, facilidade de comunicação e também a busca por relacionamentos amorosos.

Inclusive, estudos mostram que, nos Estados Unidos, os encontros online se tornaram a principal forma pela qual casais heterossexuais se conhecem. Isso significa que foram deslocados progressivamente os velhos intermediários do encontro — amigos, família, trabalho, escola.

Ao mesmo tempo, um estudo longitudinal com estudantes noruegueses mostrou que os usuários do Tinder tinham maior probabilidade de formar relacionamentos românticos ao longo do tempo. Ou seja, o app pode abrir portas, mas parte do “sucesso romântico” talvez reflita características dos próprios usuários, e não apenas esse efeito.

Entretanto, sexo casual segue sendo um motivo forte para os usuários dos dating apps. Eles tendem a relatar mais parceiros, maior probabilidade de encontros casuais e, em alguns estudos, maior exposição a comportamentos sexuais de risco.

Revisões sobre Tinder e saúde sexual indicam que motivações sexuais, permissividade sociossexual e busca por parceiros casuais aparecem de modo recorrente entre os preditores de uso e de desfechos sexuais. Esses resultados são relativamente constantes no Brasil e no mundo.

Geralmente as pesquisas não são claras sobre se o app leva à promiscuidade ou se são os usuários mais sexualmente liberais que os procuram com maior frequência.

Nesse ponto, vale citar um estudo publicado em 2026. Em vez de simplesmente comparar usuários e não usuários, investigou-se a difusão inicial do Tinder em universidades americanas.

Para isso, foram analisados impressionantes 1,1 milhão de respostas do National College Health Assessment entre 2008 e 2019.

Os resultados indicaram que maior exposição ao Tinder aumentou a atividade sexual, sem produzir aumento equivalente em relacionamentos estáveis ou melhora consistente na qualidade dos vínculos. Nesse caso, o app pareceu acelerar mais a busca do que o compromisso.

Também há evidências de que os apps reorganizam a distribuição da atenção – o que poderia ajudar a explicar a maior facilidade para formação de relacionamentos passageiros.

Outros estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches. Além disso, mulheres tendem a receber mais curtidas do que homens. E os homens, em geral, precisam iniciar mais conversas.

Esse padrão ajuda a entender por que a abundância prometida pelos aplicativos é vivida de maneira desigual. O mercado parece aberto para todos, mas a atenção não se distribui democraticamente.

Como em outros mercados ampliados por tecnologia, pequenas diferenças de atratividade, status, habilidade comunicativa ou timing podem se transformar em grandes desigualdades de resultado.

Estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches — Foto: TV Globo/Reprodução

Uma parte da literatura associa o uso dos aplicativos de relacionamento a piores níveis de autoestima, ansiedade, depressão, solidão, insatisfação corporal e sofrimento psicológico. No entanto, a maior parte desses estudos é correlacional e não consegue estabelecer relações de causa e efeito.

Revisões sistemáticas recentes indicam efeitos negativos especialmente consistentes para a imagem corporal e mais heterogêneos para saúde mental e bem-estar.

Ao mesmo tempo, o estudo de 2026 que citei acima não encontrou piora média da saúde mental entre os estudantes mais expostos. Em alguns indicadores, especialmente entre mulheres, houve até melhora.

Esse contraste sugere que os apps podem causar danos para certos usuários e, simultaneamente, benefícios médios para outros. Por exemplo, via validação, atenção romântica ou sensação de desejabilidade.

O ponto, portanto, não é decidir se o Tinder libertou ou corrompeu a vida amorosa. O que a literatura sugere é mais interessante: os aplicativos transformam o namoro em um mercado de busca permanente, com infinitas opções, mais comparação, mais exposição e resultados mais desiguais. Parece que a oferta maior não leva a uma maior satisfação.

Eles não criam nossos desejos por sexo, amor, status, validação e novidade. Apenas conectam esses desejos a uma infraestrutura digital desenhada para ampliar escala e reduzir custos. O romance não desaparece. Ele passa a competir com as infinitas próximas possibilidades.

Felipe Carvalho Novaes não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

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