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Amortização do financiamento: veja como economizar juros e quitar o imóvel mais cedo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/07/2026 02:55

g1 explica Amortização do financiamento: veja como economizar juros e quitar o imóvel mais cedo No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Amortizar o financiamento imobiliário pode reduzir o prazo da dívida e gerar economia com juros. A estratégia mais indicada depende do objetivo de cada mutuário.

Quem quer quitar o imóvel mais cedo costuma se beneficiar mais da redução do prazo do contrato. Já quem precisa aliviar o orçamento pode optar pela redução do valor das prestações, mantendo o prazo original.

Mesmo sem uma quantia elevada, amortizações mensais podem acelerar a quitação. Em uma simulação, acrescentar um valor fixo à prestação reduziu o prazo do financiamento de 30 para cerca de 15 anos. A orientação é preservar a reserva de emergência antes de antecipar o pagamento da dívida.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

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Governo Trump alega que Brasil interfere na economia dos EUA e prorroga por 1 ano de tarifa de 50%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 16:51

Mundo Governo Trump alega que Brasil interfere na economia dos EUA e prorroga sanções por 1 ano 28/07/2026 16h08 Atualizado 28/07/2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta enquanto discursa sobre a economia no Campo de Provas da General Motors em Milford, Michigan, EUA — Foto: REUTERS/Carlos Osorio

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (28) a prorrogação por mais um ano da ordem executiva assinada contra o Brasil no dia 30 de julho de 2025, com base na chamada Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

A medida de 2025 impunha uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, mas acabou derrubada pela Suprema Corte.

No comunicado desta quarta, publicado pela Casa Branca, o governo Trump alega que o governo do Brasil adota práticas que "interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de livre expressão de cidadãos norte-americanos, violam os direitos humanos e minam o interesse dos EUA em proteger seus cidadãos e empresas".

A documento também acusa membros do governo brasileiro de "perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores" e cita o STF como "promotor de censura".

Um levantamento realizado pelo Projeto Presidência Americana da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, indica que Trump é o presidente norte-americano que emitiu mais ordens executivas em uma média por ano.

Durante o primeiro semestre desse segundo mandato, ele já assinou 176 ordens – o que dá uma média ponderada por ano de 342.

Atrás dele está Franklin D. Roosevelt, que governou o país após a crise de 1929 e durante a Segunda Guerra, eu um período extraordinário, e teve uma média de 307 ordens.

Só nos seis primeiros meses do segundo mandato, Trump já assinou mais ordens executivas do que Joe Biden durante seus quatro anos completos no poder (162).

Essa medida funciona como um instrumento do governo federal que não requer aprovação do Congresso.

Segundo a BBC, uma ordem executiva precisa funcionar nos limites da lei, sendo, em teoria, cada uma delas revisada pelo Gabinete de Assessoria Jurídica quanto à forma e legalidade – porém, isso nem sempre acontece.

Se uma ordem for considerada fora dos limites do que é aceitável, ela poderá estar sujeita a uma revisão legal. O Congresso também pode aprovar uma lei para anular a ordem executiva, mas o presidente ainda tem poder de veto sobre essa lei.

Em 30 de julho de 2025, por meio da Ordem Executiva 14323, declarei emergência nacional em relação ao Brasil, nos termos da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, para enfrentar a ameaça incomum e extraordinária, cuja origem está total ou substancialmente fora dos Estados Unidos, à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos, representada pelas políticas, práticas e ações do Governo do Brasil que interferem na economia dos Estados Unidos, restringem os direitos à liberdade de expressão de pessoas dos Estados Unidos, violam os direitos humanos e prejudicam o interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas.

Membros do Governo do Brasil também estão perseguindo politicamente um ex-Presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores, o que está contribuindo para o deliberado enfraquecimento do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação por motivação política naquele país e para abusos de direitos humanos.

Determinadas atividades, como a censura promovida pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil e a prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão, bem como a censura de conteúdos na internet, continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária, cuja origem está total ou substancialmente fora dos Estados Unidos, à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Por esse motivo, a emergência nacional declarada na Ordem Executiva 14323, de 30 de julho de 2025, deve permanecer em vigor após 30 de julho de 2026. Portanto, em conformidade com a seção 202(d) da Lei de Emergências Nacionais (National Emergencies Act – 50 U.S.C. 1622(d)), estou prorrogando por mais um ano a emergência nacional em relação ao Brasil declarada na Ordem Executiva 14323.

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IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,06% em julho puxada por energia elétrica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,06% em julho. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma desaceleração em comparação ao mês anterior, quando o indicador teve alta de 0,41%, e veio bem abaixo das projeções — segundo pesquisas feitas pela Reuters, economistas previam uma alta de 0,20% para o período. Com isso, o índice acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses.

O grupo de Habitação registrou a maior variação e o maior impacto no IPCA-15, com um avanço de 0,97% no mês. A alta foi puxada principalmente pelos preços de energia elétrica residencial, que subiu 3,03%, sendo o principal impacto individual no mês.

Além da bandeira tarifária amarela, que tem cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 Kwh consumidos, os preços de energia elétrica também contaram com reajustes tarifários em diversos estados, como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Reajustes nas taxas de água e esgoto também ajudam a explicar a alta dos preços no grupo Habitação.

Entre os demais grupos que registraram alta, destaque para Saúde e cuidados pessoais (0,28%), influenciado por produtos de higiene pessoal (0,51%) e Transportes (0,11%), que teve impacto da alta de 11,70% em passagens aéreas.

O grupo de Alimentação e bebidas, que foi um dos principais motores de alta do IPCA-15 no mês passado, registrou queda de 0,66% em julho, puxado pela redução nos preços de alimentação no domicílio. (entenda mais abaixo)

Alimentação e bebidas: -0,66%;Habitação: 0,97%;Artigos de residência: 0,19%;Vestuário: -0,33%;Transportes: 0,11%;Saúde e cuidados pessoais: 0,28%;Despesas pessoais: 0,08%;Educação: -0,04%;Comunicação: -0,02%.

A queda de 1,14% na alimentação no domicílio foi puxada, principalmente, pelos recuos nos preços:

Já do lado das altas, o destaque fica com a cebola e o pão francês, que tiveram altas de 7,10% e 0,65%, respectivamente.

A alimentação fora do domicílio, por outro lado, saiu de uma alta de 0,40% em junho para um avanço de 0,55% em julho, puxada pela aceleração nos preços da refeição, que saiu de 0,39% para 0,66%. O lanche, por sua vez, desacelerou de 0,45% em junho para 0,30% em julho.

Apesar da alta do grupo Transportes, puxado pelo avanço nos preços das passagens aéreas, os preços dos combustíveis registraram uma queda de 0,90% na prévia da inflação deste mês. Veja abaixo:

Os preços dos combustíveis registraram fortes altas no primeiro semestre, em reflexo à guerra travada entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Isso porque o conflito acabou fechando o Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

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Dólar abre em alta, com expectativa por negociações entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (28) em alta, com um avanço de 0,10% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1171. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Investidores seguem na expectativa pelas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que decidiu suspender os ataques para dar mais uma chance às tratativas, mas disse que pode retomar uma ação militar ainda mais forte caso a saída diplomática fracasse. Mais cedo, no entanto, Teerã havia afirmado que não havia nenhuma negociação em andamento.

O alívio das tensões no Oriente Médio continua a reduzir os preços do petróleo no mercado internacional. Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 2,29%, cotado a US$ 86,34. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, tinha queda de 1,95% no mesmo horário, a US$ 81,00o barril.

▶️ No Brasil, os atritos recentes entre representantes do governo e o presidente argentino, Javier Milei, seguem no radar. No último sábado (25), Milei participou do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e fez críticas ao presidente Lula (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em resposta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comparou as duas economias e chamou o presidente argentino de "palhaço".

▶️ Na agenda de indicadores, destaque para o IPCA-15 (índice considerado a prévia da inflação). Além disso, investidores seguem à espera da decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), prevista para amanhã. A expectativa é que a instituição mantenha as taxas americanas inalteradas.

Irã e Estados Unidos deram uma pausa na troca de ataques. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, chegou a afirmar que suspendeu a ofensiva para dar mais uma chance às negociações de paz, mas, segundo Teerã, não há tratativas em andamento.

Segundo o Irã, as negociações em que o país está envolvido são com o Omã e dizem respeito à gestão do Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

De acordo com a agência de notícias Reuters, Omã teria apresentado a Teerã uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto de gestão do canal. A iniciativa conta com o apoio de países da região e tem como referência o modelo adotado no Estreito de Malaca, passagem marítima que conecta os oceanos Índico e Pacífico e é considerada uma das artérias mais importantes do comércio global.

Pelo plano omanita, países e empresas que utilizam o Estreito de Ormuz fariam contribuições voluntárias para financiar a segurança da navegação, a proteção ambiental e operações de busca e salvamento. A proposta também prevê uma gestão compartilhada da via marítima e não daria ao Irã controle exclusivo sobre o estreito, segundo a Reuters.

O tráfego ainda limitado pelo canal continua a trazer preocupações para a oferta global da commodity. Ainda assim, o alívio das tensões ainda traz um dia de alívio nos preços nesta terça-feira (28).

Na Ásia, as ações chinesas caíram para a menor cotação em uma semana nesta terça-feira, impulsionadas por mais uma queda no setor de tecnologia, à medida que investidores seguem preocupados com o aumento da produção de chips e os gastos elevados com infraestrutura de inteligência artificial.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 2,83%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 1,16%.

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,41% e o Nikkei, do Japão, teve perdas de 3,95%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 10,84% e chegou a acionar o circuit breaker na sessão.

🔎 Circuit breaker é uma interrupção temporária das negociações na bolsa quando as ações caem muito em pouco tempo. O objetivo é conter movimentos de pânico e dar mais tempo para investidores avaliarem o cenário.

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Com dólar mais baixo, gastos de brasileiros no exterior batem recorde no 1º semestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 12,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central.

O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países.

A queda do dólar, por sua vez, acontece em meio à tensões no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias.

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (28).

Isso representa um crescimento de 22,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 10,3 bilhões. Esse também é o maior valor para os seis primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do BC, em 1995.

➡️ O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana, o que barateia as viagens para outros países.

Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens.

Nesta segunda-feira (27), o dólar fechou em alta de 0,60%, cotado a R$ 5,11. Mesmo assim, no ano, o recuo acumulado foi de 6,87%.

A queda do dólar acontece em meio à tensões no Oriente Médio. A percepção do mercado é de que o Brasil, por ser um exportador de petróleo, se encontra em situação melhor do que outras economias e que a venda do produto contribui para o ingresso de divisas no país (valorizando o real).

➡️Ao mesmo tempo, a economia brasileira segue registrando crescimento, apesar da desaceleração. A atividade econômica é outro fator que costuma influenciar os gastos lá fora.

Movimento no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. — Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 16,34% no primeiro semestre deste ano.

Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 27,47 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com um rombo de US$ 32,85 bilhões no mesmo período do ano passado.

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por:

balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países;serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; erendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia.

Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir.

O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento no primeiro semestre de 2026.

Os estrangeiros trouxeram US$ 47 bilhões em investimentos entre janeiro e junho de 2026, contra US$ 35,4 bilhões no mesmo período do ano passado.

Mesmo com a queda, foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado nos dois primeiros meses deste ano.

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Brasil x Argentina: veja as diferenças entre as economias em 8 gráficos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/07/2026 00:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%MoedasDólar ComercialR$ 5,1120,6%Dólar TurismoR$ 5,3170,66%Euro ComercialR$ 5,8120,6%Euro TurismoR$ 6,0580,62%B3Ibovespa175.334 pts0%%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira está em situação melhor do que a da Argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de "palhaço".

A declaração ocorreu após Milei viajar ao Brasil para participar, no sábado (25), do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. No evento, o argentino fez críticas ao presidente Lula (PT) e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "lixo careca".

A comparação entre as economias dos dois países passou a alimentar o debate entre esquerda e direita, que buscam nos indicadores econômicos argumentos para defender quais governos ou linhas políticas apresentam melhores resultados.

Para especialistas ouvidos pelo g1, porém, colocar Brasil e Argentina lado a lado exige cautela: as duas economias têm diferenças importantes de tamanho, estrutura produtiva e trajetória de inflação e estabilidade econômica.

"A situação das duas economias hoje não é estritamente comparável, porque a Argentina vive um cenário similar ao que o Brasil enfrentava em meados da década de 1990", afirma Fabio Giambiagi, pesquisador associado do FGV Ibre, em referência ao processo de combate à inflação.

Ainda assim, alguns indicadores ajudam a entender a dinâmica de cada país. Inflação, desemprego, pobreza, dívida pública, reservas internacionais e Produto Interno Bruto (PIB) revelam os principais contrastes entre as duas economias.

Uma das principais diferenças entre os países hoje está na inflação. Enquanto o Brasil controlou a alta dos preços com o Plano Real, na década de 1990, a Argentina ainda enfrenta inflação elevada, apesar da forte desaceleração registrada nos últimos meses.

🔎 O índice de preços argentino encerrou 2025 com alta de 31,5%, o menor patamar desde 2017. Ainda assim, ficou muito acima da inflação brasileira, que fechou o ano em 4,26%.

Ao afirmar que a economia brasileira está em situação melhor, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, citou a inflação como um dos indicadores que sustentam essa avaliação.

O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, explica que a inflação elevada na Argentina tem diversas causas, mas destaca a forte oscilação do peso argentino em relação ao dólar como um dos principais fatores.

"A Argentina tem uma moeda muito desvalorizada e é bastante exposta aos choques da economia internacional por depender das exportações. Com isso, a desvalorização recorrente do peso acaba pressionando a inflação", diz.

Segundo ele, o Brasil também está suscetível a esses movimentos, mas a inflação se mantém controlada e está "em níveis baixos para os padrões brasileiros".

Na Argentina, a inflação atingiu o pico em abril de 2024, quando o índice de preços acumulado em 12 meses chegou a 289,4%. O resultado ocorreu em meio ao ajuste do governo Milei, que incluiu a retirada de subsídios para reduzir o desequilíbrio das contas públicas.

A trajetória do desemprego seguiu movimentos semelhantes nos dois países, mas com taxas mais altas no Brasil nos últimos anos, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

🔎 O gráfico acima utiliza dados do FMI para manter a mesma metodologia na comparação entre os países. Por isso, os números podem diferir dos divulgados pelo IBGE e pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), da Argentina.

Por lá, a desocupação vinha em queda até 2023. Após o chamado Plano Motosserra, de Milei — que incluiu cortes de gastos públicos e medidas de ajuste —, a economia retraiu. Nesse cenário, o mercado de trabalho perdeu força e o desemprego passou a subir.

Para o FMI, a economia argentina avançou no processo de estabilização, mas a geração de empregos se tornou um dos principais desafios. A avaliação foi feita pela diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, durante visita ao país nesta segunda-feira (27).

“O desemprego na Argentina não é alto na comparação internacional, mas muitas pessoas trabalham na economia informal”, afirmou.

“As pequenas e médias empresas geram a maioria dos empregos. Devemos facilitar o acesso delas ao financiamento para que possam crescer e contratar mais trabalhadores”, acrescentou a chefe do FMI.

No Brasil, o mercado de trabalho passou por uma recuperação após a crise econômica de 2015 e 2016 e a pandemia de Covid-19. Em 2025, o país registrou a menor taxa média de desemprego da série histórica.

Ainda assim, a informalidade também continua como um dos principais desafios. “É um problema comum à maioria dos países em desenvolvimento”, afirma André Galhardo, da Análise Econômica.

Um índice de pobreza calculado pelo Banco Mundial aponta que 26,2% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza social em 2024, contra 24,1% na Argentina.

🔎 O indicador ajusta o limite de pobreza ao nível de renda de cada país e, por isso, não corresponde às taxas oficiais divulgadas pelos governos. Nos dados oficiais dos dois países, a parcela da população brasileira abaixo da linha de pobreza é menor do que a da Argentina.

Os dados mais recentes divulgados pelo IBGE apontam que o Brasil atingiu, em 2024, os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica.

A proporção de pessoas em situação de pobreza caiu de 27,3%, em 2023, para 23,1%, em 2024 — uma redução de 8,6 milhões de brasileiros nessa condição.

🔎 Para calcular o indicador, o IBGE considera como pobres os domicílios com renda inferior a US$ 6,94 por pessoa ao mês.

Na Argentina, a pobreza aumentou inicialmente após o impacto econômico do Plano Motosserra, mas recuou posteriormente com a melhora de alguns indicadores econômicos.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a taxa caiu no segundo semestre de 2025 para 28,2% da população, e atinge o equivalente a cerca de 8,5 milhões de pessoas.

A economia brasileira é cerca de três vezes maior que a argentina quando considerado o PIB em paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês), indicador que leva em conta as diferenças de preços entre os países.

Uma das explicações está no tamanho da economia brasileira: o Brasil tem uma população muito maior, um mercado consumidor mais amplo e uma estrutura produtiva mais diversificada, com destaque para serviços, indústria, agronegócio e energia.

Outro fator é a trajetória econômica da Argentina, marcada por décadas de inflação elevada e instabilidade, que reduziram o peso da economia do país em algumas comparações internacionais.

Galhardo, da Análise Econômica, lembra que o país já enfrentava desequilíbrios macroeconômicos antes da pandemia. “A alta dívida externa e a dependência do dólar tornam a Argentina mais vulnerável a crises e dificultam a recuperação da economia”, diz.

O PIB do Brasil fechou 2025 com alta de 2,3%, puxado pela agropecuária, no quinto ano consecutivo de crescimento. O resultado, porém, mostrou desaceleração em relação aos anos anteriores.

Na avaliação de economistas, um dos desafios para o crescimento sustentável é o equilíbrio das contas públicas. A expectativa é que uma melhora no cenário fiscal possa abrir espaço para a redução dos juros e favorecer a atividade econômica.

Para 2026, economistas do mercado financeiro projetam nova desaceleração, com crescimento de 1,99%.

O PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo o Indec. O resultado representou uma recuperação em relação a 2024, quando a economia retraiu 1,3%, conforme valores revisados.

Foi o primeiro avanço do PIB sob a gestão de Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Foi também a primeira alta desde 2022, ano em que o país cresceu 6%, durante o governo de Alberto Fernández.

Para especialistas ouvidos pelo g1, embora o resultado do PIB tenha sido positivo, ele ainda apresenta desafios estruturais, com crescimento concentrado em setores específicos e consumo interno ainda fraco — ou seja, os argentinos seguem consumindo pouco. (leia mais)

A dívida pública é elevada nos dois países, mas os desafios em relação às contas aparecem em contextos diferentes. Na Argentina, o endividamento se soma a um histórico de crises fiscais, dificuldades de financiamento e vulnerabilidade externa.

No Brasil, a principal pressão vem do aumento das despesas públicas e da trajetória de crescimento da dívida, embora o país tenha maior acesso ao mercado e mais reservas para enfrentar choques. (leia mais abaixo)

Federico Servideo, diretor-presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, ressalta que, sob Milei, a Argentina adotou um forte ajuste nas contas públicas, com cortes de gastos e geração de superávit primário (receitas maiores que as despesas) no curto prazo.

"Já o Brasil enfrenta um cenário de maior pressão fiscal, com aumento das despesas e crescimento da dívida pública", destaca.

Dados compilados pelo FMI mostram que a dívida bruta do governo brasileiro chegou a 93,3% do PIB, enquanto a da Argentina ficou em 80,3%. O indicador mede o total de obrigações do governo em relação ao tamanho da economia.

Para estabilizar ou reduzir a dívida, um país precisa gerar resultado fiscal positivo — ou seja, arrecadar mais do que gasta antes do pagamento dos juros da dívida.

Após o ajuste promovido por Milei, a Argentina voltou a registrar superávits fiscais. No Brasil, o governo tem registrado déficits primários nos últimos anos, com despesas superiores às receitas.

Com US$ 360,9 bilhões, o Brasil possui um volume de reservas internacionais muito superior ao da Argentina, que tem US$ 49 bilhões. Esse colchão de dólares ajuda o país a enfrentar momentos de turbulência nos mercados e reduz a exposição a choques externos.

A diferença também aparece no risco de crédito. Pelo CDS de 5 anos (Credit Default Swap), um dos indicadores usados pelo mercado para medir a percepção de risco de um país, a Argentina aparece em um patamar muito superior ao Brasil: 1.030,95 pontos, contra 124,40 pontos.

🔎 O CDS funciona como uma espécie de seguro contra um eventual calote da dívida. Quanto maior o indicador, maior a desconfiança dos investidores e, em geral, maior o custo para o país captar recursos no mercado.

"O Brasil tem como vantagem uma maior disponibilidade de reservas em dólares, uma dívida emitida majoritariamente em moeda local e desemprego controlado. Por outro lado, enfrenta desafios fiscais, com a trajetória de aumento da dívida pública", analisa Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira.

Conforme mostrou o g1, o acúmulo de reservas internacionais ainda é um dos desafios de Milei. Desde janeiro de 2025, porém, o Banco Central da Argentina (BCRA) aumentou em US$ 20,7 bilhões seu estoque.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mercado reduz pela 4ª semana seguida estimativa de inflação em 2026, que cai para 5,12%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0960,29%Dólar TurismoR$ 5,2960,27%Euro ComercialR$ 5,7990,39%Euro TurismoR$ 6,0410,35%B3Ibovespa174.712 pts0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,0960,29%Dólar TurismoR$ 5,2960,27%Euro ComercialR$ 5,7990,39%Euro TurismoR$ 6,0410,35%B3Ibovespa174.712 pts0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,0960,29%Dólar TurismoR$ 5,2960,27%Euro ComercialR$ 5,7990,39%Euro TurismoR$ 6,0410,35%B3Ibovespa174.712 pts0,38%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é a quarta semana seguida de recuo.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O mercado financeiro reduziu novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que caiu para 5,12%. Esta é a quarta semana seguida de recuo.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A queda na estimativa de inflação acontece apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação caiu de 5,15% para 5,12%;➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 4,20% para 4,22%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,78% para 3,80%;➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação para 2028 (objetivo no qual o BC está mirando para calibrar a taxa de juros), o mercado financeiro continua projetando da Selic.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 14% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano, em agosto.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou 10,50% ao ano.

Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado permaneceu em 1,99%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29 por dólar.

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Carteira de pedidos da Embraer soma 34,5 bilhões de dólares no 2º trimestre de 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/07/2026 13:51

Vale do Paraíba e Região Carteira de pedidos da Embraer soma 34,5 bilhões de dólares no 2º trimestre de 2026 De acordo com a empresa, é o sétimo recorde trimestral consecutivo da companhia. Por g1 Vale do Paraíba e região

A carteira de pedidos da Embraer foi de 34,5 bilhões de dólares no segundo trimestre deste ano. De acordo com a empresa, é o sétimo recorde trimestral consecutivo da companhia.

O resultado é 7% maior que no trimestre passado, em que foram 32,1 bilhões de dólares em pedidos. Se comparado com abril, maio e junho de 2025, quando a carteira totalizou 29,7 bilhões de dólares, o aumento foi de 16%.

A Embraer entregou 65 aviões no segundo trimestre deste ano. A maior parte foi para a aviação executiva, com 45 unidades. A estimativa da empresa é entregar entre 240 e 255 aviões até o fim de 2026.

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Tarifaço dos EUA: setores veem risco para economia e pedem ao governo que insista no diálogo em vez de agir com reciprocidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 12:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,42%Dólar TurismoR$ 5,266-0,5%Euro ComercialR$ 5,766-0,36%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.999 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,42%Dólar TurismoR$ 5,266-0,5%Euro ComercialR$ 5,766-0,36%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.999 pts-0,98%MoedasDólar ComercialR$ 5,063-0,42%Dólar TurismoR$ 5,266-0,5%Euro ComercialR$ 5,766-0,36%Euro TurismoR$ 6,007-0,46%B3Ibovespa174.999 pts-0,98%Oferecido por

O governo Lula anunciou que prepara o uso da Lei de Reciprocidade após novos tarifaços dos EUA. Empresas defendem a negociação para evitar maior tensão.

Os EUA anunciaram duas tarifas recentemente. A primeira é de 25% por supostas práticas desleais, e a mais recente, de 12,5%, envolve trabalho forçado.

O Planalto considerou a medida 'arbitrária e injustificada'. Contudo, entidades como Abimaq, Amcham e CNI pedem que o Brasil insista no diálogo com os EUA.

Diplomatas avaliam que os EUA não mostraram intenção real de negociar. Eles recomendam calibrar muito bem qualquer reação para evitar piores consequências.

Após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que prepara o uso da chamada Lei de Reciprocidade em razão do novo tarifaço dos Estados Unidos, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não “escalar” a tensão com o governo de Donald Trump.

Este é o segundo tarifaço contra produtos brasileiros anunciado pelos Estados Unidos nos últimos dias. O primeiro, de 25%, tem relação com o entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais na economia contra empresários americanos.

O mais recente, de 12,5%, foi tomado com base na conclusão dos Estados Unidos de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas em locais onde há trabalho forçado.

Em resposta, o Palácio do Planalto disse que a medida tem “caráter completamente arbitrário e injustificado” e, por isso, o governo iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Diante desse comunicado do governo brasileiro, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou uma nota na qual afirmou que vê a decisão americana com “preocupação”, mas que confia na capacidade da diplomacia brasileira para “construir soluções”.

“A entidade ressalta que não apoia a adoção de medidas de retaliação comercial nem a aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta às iniciativas adotadas pelos Estados Unidos”, afirmou a Abimaq.

“O momento exige a retomada do diálogo e o fortalecimento dos canais diplomáticos e institucionais entre Brasil e Estados Unidos, de movo a evitar a escalada de medida que possam agravar o ambiente”, completou a entidade.

Na mesma linha, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) divulgou um comunicado afirmando que a decisão dos EUA “agrava” as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, mas que não concorda com a reciprocidade.

"A AmCham Brasil reitera que medidas de reciprocidade não contribuem para superar as divergências atuais e apresentam elevado risco de provocar uma escalada política e comercial, agravando os impactos econômicos para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros”, afirmou a entidade.

Além disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu que o Brasil continue negociando com os Estados Unidos.

“Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando”, reiterou o presidente da entidade, Ricardo Alban.

No Ministério das Relações Exteriores, entretanto, a avaliação de diplomatas é que os Estados Unidos não demonstraram intenção real de negociar, desconsideraram todos os argumentos apresentados e fizeram reuniões somente para "cumprir tabela", de maneira protocolar.

Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:

realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;somente depois, a sugestão das contramedidas.

Mesmo assim, diplomatas vêm dizendo que, se o Brasil optar por esse caminho, precisa “calibrar muito bem” a reação para não “piorar” a situação e gerar consequências ainda mais danosas ao setor produtivo.

Entidades que representam empresas afetadas por novas tarifas de 12,5% avaliam que retaliação pode impactar empregos e preços ao consumidor brasileiro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Dólar abre em queda, com petróleo e tarifaço no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,0840,65%Dólar TurismoR$ 5,2920,61%Euro ComercialR$ 5,7850,37%Euro TurismoR$ 6,0350,34%B3Ibovespa176.724 pts-0,46%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (24) em queda, com um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0769, conforme investidores avaliavam o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre o Brasil e outros 59 parceiros comerciais fica no centro das atenções. A alíquota, que ficou entre 10% e 12,5% foi anunciada na véspera, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ As tensões no Oriente Médio também ficam no radar, principalmente após novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho. A piora do cenário geopolítico na região reforçou preocupações sobre eventuais impactos nas cadeias logísticas e no mercado de petróleo.

Após uma semana de tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,09%, cotado a US$ 97,58. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,64%, a US$ 89,76 o barril.

▶️ Por fim, a temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores. Na véspera, as ações da Alphabet caíram mais de 7% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor.

Nesta sexta, destaque para os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel. Dados econômicos também ficam no radar.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entraram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.

Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

"Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

"A ação de hoje começará a corrigir o que é, ao mesmo tempo, um abuso dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, contribuindo para melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo."

Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

Na semana passada, os EUA já haviam confirmado uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA.

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"As forças dos EUA iniciaram outra noite de ataques contra alvos militares iranianos às 18h45 ET de hoje. Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial", diz uma postagem do Comando Central (Centcom) americano.

A imprensa do Irã reportou explosões na cidade de Ahvaz, no sul do país, alé, de Bandar Abbas e Qeshm, alvos frequentes de bombardeios americanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta que considera seriamente retomar as grandes operações de combate no Irã.

"Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto", afirmou.

Um porta-voz militar do Irã afirmou que os Estados Unidos vêm usando armas que nunca haviam utilizado antes contra o território iraniano.

Em entrevista a uma rádio iraniana, o general Abolfazl Shekarchi afirmou que Washington está mobilizando "todas as capacidades, todas as armas e todas as previsões" que havia acumulado para a Terceira Guerra Mundial contra o país.

"Todas as armas que foram testadas no mundo, mas nunca utilizadas em qualquer guerra, foram empregadas contra a República Islâmica. Cada capacidade, cada arma, cada plano de contingência que os americanos haviam planejado e estocado para a Terceira Guerra Mundial — para enfrentar as principais potências mundiais — tudo foi levado ao campo de batalha", afirmou.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

Na Europa, o dia é mais positivo, conforme investidores avaliam novos dados econômicos e balanços corporativos.

Perto das 9h15, o DAX, da Alemanha, subia 0,68%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,30% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 0,21%.

Na Ásia, a maioria dos índices da região fechou em queda. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,67%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,72%. O Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,73%.

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