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Dólar abre em queda, com foco em acordo entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (15) em queda e marcava um recuo de 0,35% perto das 09h, cotado a R$ 5,0443. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã traz alívio para os mercados financeiros nesta segunda-feira. A expectativa é que o memorando seja assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Nenhuma das duas partes informou o conteúdo do tratado, mas, segundo a imprensa americana, o entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano.

Com a iminência de um acordo, os preços do petróleo operavam em queda nesta segunda-feira. O barril do Brent, referência internacional, caía 5,02% perto das 8h40, cotado a US$ 82,95. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 5,54% no mesmo horário, a US$ 80,18 por barril.

▶️ Outro destaque da semana fica com a chamada "Superquarta" — momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA anunciam suas decisões de juros. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14), segundo informações confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. (acompanhe os principais acontecimentos)

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".

Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social.

"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!", declarou Trump.

Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente, mas a estimativa é que questões como o programa nuclear iraniano deverão ser abordadas posteriormente.

um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local;o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

Apesar do acordo, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas da região do Líbano e o Hezbollah afirmou que vai observar o cumprimento da trégua por parte do governo israelense.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se fecharam em alta nesta segunda-feira. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 2,4%. Já o Hang Seng teve alta de 0,5%.

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Mercado financeiro sobe para 5,30% estimativa de inflação em 2026 e projeta corte menor de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 08:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima quarta semana seguida de aumento.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 84 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros, mas em menor intensidade.

O mercado financeiro elevou novamente sua estimativa média para a inflação em 2026, que avançou para 5,30%. Esta é décima quarta semana seguida de aumento.

Os economistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste e nos próximos anos (veja mais abaixo nessa reportagem).

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Com o acordo de paz anunciado neste domingo (14) entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo já mostrou queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 84 por barril.

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,11% para 5,30%;➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,03% para 4,10%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,65% para 3,68%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,50% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor dos juros no decorrer deste ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou de 11,50% para 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas avançou de 10% para 10,25% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,91% para 1,96%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro elevou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25 por dólar.

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Rota de colisão: por que o G7 teme que os desequilíbrios da economia global acabem em crise

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 04:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

Países do G7 pedem desescalada do conflito entre Israel e Irã — Foto: REUTERS/Suzanne Plunkett/Pool

O aumento das exportações da China, a deterioração das contas dos Estados Unidos e o baixo nível de investimentos na Europa têm preocupado o G7, grupo que reúne as sete maiores economias desenvolvidas do mundo. O temor é que esse cenário aumente as tensões comerciais e deixe a economia global mais vulnerável a crises financeiras.

O assunto tem sido uma das prioridades da França, que atualmente ocupa a presidência do grupo. Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, os desequilíbrios entre o comércio mundial e a circulação de capital entre os países atingiram níveis "insustentáveis". O tema estará na pauta da cúpula de líderes prevista para esta semana.

No mês passado, os ministros das Finanças do G7 concordaram que é necessária uma ação coordenada — algo que há anos é difícil de alcançar no grupo mais amplo do G20. Eles também alertaram que, sem uma resposta conjunta, esses desequilíbrios podem evoluir para uma crise financeira.

Os saldos em conta corrente, indicador que mede a entrada e a saída de recursos de um país — incluindo importações, exportações, rendimentos de investimentos e ajuda externa —, mostram um desequilíbrio crescente desde a pandemia de Covid-19.

Depois de cair nos anos seguintes à crise financeira global de 2008 e 2009, o superávit da China voltou a atingir níveis recordes.

Ao mesmo tempo, a zona do euro manteve sua posição de credora do restante do mundo, enquanto os EUA continuam dependentes de capital estrangeiro para financiar seu consumo.

Na prática, isso significa que a poupança acumulada em alguns países está sendo usada para financiar o consumo em outros — principalmente nos EUA, hoje o principal destino desses recursos.

O modelo de crescimento da China, baseado nas exportações, vem sendo cada vez mais criticado. Para os críticos, os incentivos do governo elevaram a produção a níveis muito superiores ao consumo interno do país.

A posição da China nas contas internacionais mudou drasticamente nos últimos anos. Desde a pandemia, o superávit em conta corrente — quando um país recebe mais recursos do que gasta no exterior — saltou para o recorde de US$ 735 bilhões, impulsionado pelo forte crescimento das exportações, apesar das tarifas mais altas impostas pelos EUA.

A demanda interna fraca e o forte crescimento das exportações de produtos industrializados ampliaram o superávit chinês.

Críticos, entre eles o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmam que uma moeda mantida artificialmente desvalorizada favorece as exportações do país. Eles também argumentam que empresas chinesas recebem subsídios em escala superior à observada na maioria das economias desenvolvidas.

Em dezembro, Macron afirmou que, se as principais economias não se reequilibrarem por meio da cooperação, a Europa "não terá outra escolha" a não ser adotar medidas protecionistas.

➡️ Protecionismo é o conjunto de políticas que busca favorecer a produção nacional e limitar a concorrência estrangeira. Isso pode ser feito por meio de tarifas de importação, subsídios a empresas locais ou outras medidas de incentivo à economia doméstica.

Pequim rejeita as críticas e afirma que suas empresas são competitivas. O governo chinês também diz que defenderá seus interesses diante de qualquer barreira comercial.

Em contrapartida, os EUA continuam sendo o principal motor do consumo global. O país gasta mais do que produz, reflexo do alto consumo das famílias e da baixa taxa de poupança.

Esse padrão foi reforçado por políticas de aumento de gastos e cortes de impostos. Somados aos estímulos adotados em momentos de crise e às despesas da pandemia, esses fatores elevaram o déficit federal.

Essa combinação torna os EUA dependentes de recursos vindos do exterior. Na prática, o país usa a poupança acumulada por economias superavitárias para financiar seus gastos internos.

Embora essa dinâmica ajude a sustentar o crescimento global, ela também aumenta as tensões comerciais. Isso porque autoridades americanas têm recorrido a tarifas e políticas industriais para tentar reduzir déficits que se repetem há décadas.

Enquanto o excedente da China está ligado ao excesso de produção, o da Europa tem outra origem: o baixo nível de investimentos dentro do bloco e a elevada taxa de poupança.

Segundo um relatório divulgado em 2024 pelo ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, os países europeus precisam transformar mais da poupança das famílias em investimentos produtivos — como obras, tecnologia e expansão de empresas. Caso contrário, correm o risco de ficar ainda mais atrás dos EUA e da China.

Desde o início da pandemia, os investimentos na zona do euro cresceram bem menos do que nos EUA, especialmente na área de tecnologia.

Economistas afirmam que o baixo nível de investimento reduz a atividade econômica dentro da Europa. Como consequência, parte da poupança acaba sendo aplicada em outros países em busca de melhores retornos, contribuindo para o superávit das contas externas da zona do euro.

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Por que a economia faz desta Copa a mais ‘louca’ de todos os tempos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%Oferecido por

A Copa do Mundo de 2026, sediada por EUA, Canadá e México, destaca-se por tensões geopolíticas e uma inédita revolução econômica altamente lucrativa para a Fifa.

Durante o torneio, os 3 países-sede renegociarão o acordo comercial USMCA, sob os olhares atentos do presidente americano Donald Trump e em meio a conflitos globais.

O evento adota o modelo da NFL em 11 estádios americanos, utilizando a precificação dinâmica para inflacionar ingressos e maximizar agressivamente a receita da Fifa.

Especialistas estimam que a arrecadação com bilheteria supere US$ 7 bilhões, enquanto cidades-sede arcam com custos locais e torcedores pagam transporte e ingressos astronômicos.

Esse modelo de comercialização extrema gera forte reação negativa de autoridades e torcedores, colocando em xeque o futuro da precificação dinâmica no futebol mundial.

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores — Foto: AFP via Getty Images

As edições da Copa do Mundo de futebol raramente são completamente isentas de política, mas nunca o futebol precisou se equilibrar em uma corda bamba geopolítica como esta.

O principal país-sede (Estados Unidos) está em guerra com um participante (Irã), cuja equipe precisa se deslocar a partir de outro país-sede (México) nos dias de jogo.

Soma-se a isso a coincidência impressionante de Estados Unidos, Canadá e México, os três países que sediam a Copa do Mundo de 2026, estarem no meio de uma guerra comercial de grandes proporções.

De fato, no período entre a cerimônia de abertura no México, no Estádio Azteca, e a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, os três países estarão renegociando o USMCA, acordo de livre comércio da América do Norte.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está extremamente atento ao torneio, a seus patrocinadores e ao impacto de sua volta à Casa Branca no ano passado.

Trump chegou a brincar que sua derrota para Joe Biden na eleição de 2020 teve o grande benefício de permitir que ele voltasse para esta Copa do Mundo e para a Olimpíada de Los Angeles, em 2028.

Após a retomada das hostilidades entre o Irã e Israel, Trump foi bastante direto ao pedir o fim dos ataques.

E, enquanto os minutos corriam para o início do torneio, na noite de quinta-feira (11/06), Trump pareceu suspender novos ataques aéreos e aparentemente prometeu que um acordo para encerrar a guerra estava próximo.

Mais cedo, naquele mesmo dia, havia prometido atingir o Irã "com muita força". Como sempre acontece com Trump, muita coisa pode mudar muito rapidamente.

Ele já havia aceitado, de forma controversa, um Prêmio da Paz da Fifa, antes de iniciar a guerra com o Irã que levou a um forte choque global de energia e na economia.

Existe até a possibilidade de EUA e Irã se enfrentarem nas oitavas de final no fim de semana das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA.

Donald Trump recebeu um Prêmio da Paz da Fifa antes da Copa do Mundo de 2026 — Foto: PA Wire via BBC

Gianni Infantino, presidente da Fifa, já pediu cessar-fogos durante Copas do Mundo. Se o Mundial ajudar a acelerar movimentos de desescalada, poderá haver impacto concreto nos preços da energia, no abastecimento e na economia mundial.

Se a Copa do Mundo pode de fato influenciar o maior conflito econômico do mundo, ninguém sabe. Mas não há dúvida de que outra peça do quebra-cabeça econômico está se desenrolando diante dos olhos dos torcedores do mundo todo.

Trata-se de uma reorganização completa da economia do futebol e também de um dos exemplos mais visíveis de como algumas das maiores economias mundiais operam cada vez mais.

"O futebol não é nada sem os torcedores", disse certa vez o lendário Jock Stein, ex-técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo.

Alguns torcedores, no entanto, presentes na maior festa do mundo, terão pagado valores até então inéditos por jogos que podem acabar sem importância competitiva, além de desembolsar praticamente o preço normal de um ingresso apenas para pegar o trem até o estádio.

É o caso da passagem da New Jersey Transit: normalmente custa US$ 12,90 (cerca de R$ 66) ida e volta, mas sairá por US$ 100 (cerca de R$ 510) durante o torneio.

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores.

Para começar, ele acontece em grande parte em estádios de futebol americano emprestados para o evento (um quarto dos jogos será no Canadá e no México), com a modalidade da bola oval deixando a sua marca, talvez de forma permanente.

Esta Copa transforma o futebol em um jogo altamente rentável para a Fifa, organizadora do torneio. Em termos econômicos, esta pode ser a Copa do Mundo de maior impacto da história, mas não pelo motivo convencional de impulsionar a atividade econômica nos países-sede ou estimular gastos movidos pelo entusiasmo nos países cujas seleções avançam na competição.

O ex-técnico da Escócia Jock Stein ficou famoso pela frase: "O futebol não é nada sem os torcedores" — Foto: Daily Mirror/ Getty Images via BBC

🔎 Em vez disso, esta Copa é um estudo de caso do que é conhecido como economia em forma de K nas economias avançadas tradicionais do mundo, situação em que diferentes grupos da sociedade têm resultados financeiros muito distintos que, quando representados em um gráfico, esses resultados formam uma linha diagonal para cima (como na letra K), e outra diagonal para baixo (também como na letra K).

E isso se baseia em uma tentativa de revolução econômica no mecanismo de preços, que claramente atribui mais valor a certo tipo de torcedor: aquele que está na linha ascendente desse gráfico.

É importante dizer que a Fifa tem uma visão muito diferente e ressalta que essa receita abundante com ingressos será redistribuída, ao estilo Robin Hood (em referência ao personagem que roubava dos ricos para dar aos pobres), para desenvolver o futebol nos países mais pobres do mundo.

Este torneio é muito, muito grande. Terá os maiores estádios, o maior número de jogos de longe, já que a competição foi ampliada de 32 para 48 seleções, provavelmente a maior audiência televisiva global já registrada para qualquer evento e a maior extensão territorial já vista, de Vancouver, no Canadá, à Cidade do México. É possível que a seleção campeã tenha de percorrer uma distância equivalente ao diâmetro da Terra.

Depois, há os preços de ingressos. Em comparação com o custo de assistir ao futebol de elite em qualquer outro contexto, os valores cobrados para acompanhar os jogos são astronômicos.

Há ingressos de cinco dígitos em dólares para a final, além de cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.100) como preço típico aproximado para um jogo de grupo considerado mais atraente no início do torneio, e até as "pechinchas" custam algumas centenas de dólares (ou milhares de reais) em partidas sem grande prestígio.

E este também é o maior teste em escala já feito de uma tentativa de mudar o mecanismo de preços para eventos desse tipo. A precificação dinâmica, que ajusta os preços para cima conforme a demanda aumenta, já foi vista em ingressos para shows e em alguns eventos esportivos, mas nunca nessa escala.

Nos EUA, eles podem chamar o jogo de soccer, mas esta é, sem dúvida, a economia do futebol americano. Na NFL (liga de futebol americano), os preços dos assentos são definidos com base na gestão de receita: maximizar a arrecadação é mais importante do que lotar o estádio.

O esporte nos EUA é precificado no topo do mercado de luxo, a tal ponto que muitos estádios estão reduzindo a sua capacidade, reconstruídos por bilhões de dólares com camarotes e lounges de hospitalidade onde antes havia arquibancadas.

Muitos estádios da NFL adotam preços dinâmicos voltados para aumentar a arrecadação, e não necessariamente para preencher todos os assentos — Foto: Reuters via BBC

A oferta dessas experiências é limitada pela duração da temporada. Na NFL, são apenas nove jogos em casa, cerca de metade do número das principais ligas europeias de futebol. Por isso, na NFL, cada partida conta ainda mais.

A precificação dinâmica deu aos times um método para extrair receita de forma intensa, especialmente porque, pelas regras da NFL, as enormes receitas de TV são divididas de maneira mais igualitária do que no futebol.

Com todos os 11 estádios da Copa do Mundo nos EUA sendo arenas da NFL, o futebol americano deixa sua marca sobre seu xará bastante diferente.

Tudo isso é muito diferente dos torneios anteriores. Uma parte essencial da lógica de sediar uma Copa era ajudar a impulsionar novas obras de infraestrutura, incluindo transporte e construção ou reforma de estádios.

A Copa de 2026 se apresentou como um torneio de poucos ativos, que evitaria elefantes brancos caros como Miyagi, no Japão, o Green Point, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e o estádio de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão em valores corrigidos pela inflação) em Manaus, no meio da Amazônia.

Muitas vezes, os custos foram bancados pelos orçamentos de investimento dos contribuintes dos países-sede. Em troca, esses países calculavam que os investimentos valeriam a pena como exercícios de promoção nacional em um mundo mais globalizado. Mas os três estádios tiveram dificuldade para atrair uso regular suficiente depois dos torneios.

A Copa de 2026 inverteu em grande parte essa lógica, com uma pequena exceção no México. A Fifa alugou os estádios, em sua maioria pagos por torcedores de futebol americano, e passou a maximizar agressivamente as receitas com preços no estilo dos EUA.

Enquanto os torneios anteriores tiveram grandes custos de construção pagos por contribuintes e por empréstimos, os custos de 2026 estão sendo pagos pelos espectadores. E as receitas arrecadadas devem disparar, graças ao aumento no número de jogos, ao tamanho dos estádios e, claro, a esses preços impressionantes dos ingressos.

Ainda não está claro quanto será arrecadado com ingressos e hospitalidade. A previsão inicial era de que a receita mais que triplicasse, passando de US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) na Copa do Mundo de 2022, no Catar, para mais de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15,3 bilhões).

Richard Sheehan, professor de economia e especialista em finanças do esporte da Universidade de Notre Dame, nos EUA, acredita que a receita total com ingressos e hospitalidade do torneio deste ano possa superar US$ 7 bilhões (em torno de R$ 35,7 bilhões), um aumento de sete vezes.

Ele parte do pressuposto de que a receita com ingressos por partida não apenas dobrará em relação aos US$ 15 milhões (cerca de R$ 76,5 milhões) da última Copa do Mundo, mas aumentará quase cinco vezes, para US$ 71 milhões (cerca de R$ 362 milhões).

A Fifa arrecadou US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) com venda de ingressos e hospitalidade durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar — Foto: Reuters via BBC

Poderia ser uma mina de ouro para as cidades-sede mais afortunadas, os donos dos estádios, as seleções e os jogadores, mas provavelmente não será. Ao contrário do que aconteceu na Copa dos EUA de 1994, as cidades não participam dessa crescente receita com ingressos.

Os estádios foram alugados por um valor fixo. A premiação já está definida. E as cidades terão de arcar com os custos de sediar o torneio.

Alan Rothenberg, que presidiu o comitê organizador da Copa do Mundo dos EUA de 1994, explicou ao Serviço Mundial da BBC: "A estrutura é completamente diferente.

Então, na verdade, não dá para comparar. Em 1994, a Fifa ficou com as receitas internacionais de marketing e televisão e depois entregou toda a organização do torneio à Federação de Futebol dos EUA, que criou uma entidade separada para administrá-lo".

"Assim, havia uma entidade neste país, administrada por nós. Recebemos algumas categorias atrativas de patrocínio, oportunidades de licenciamento e também o direito de vender ingressos", disse Rothenberg.

Em 2026, algumas cidades reagiram tentando recuperar os custos de segurança e transporte para sediar o torneio. O preço dos trens de Nova York foi multiplicado por dez, antes de ser ligeiramente reduzido para US$ 98 (cerca de R$ 500).

A ligação ferroviária de Boston custa US$ 80 (aproximadamente R$ 408). Estacionar o carro? As tarifas oficiais chegam a US$ 175 (em torno de R$ 892), e até US$ 225 (cerca de R$ 1.147).

É uma realidade muito distante do transporte gratuito oferecido a quem tinha ingresso em torneios no Catar, em 2022, na Alemanha, em 2006, no Japão, em 2002, e na França, em 1998.

No Japão, voluntários locais se espalharam pelas rotas entre as estações de trem-bala e os estádios, com moradores se curvando diante dos torcedores, oferecendo comida e, em algumas ocasiões, depois que os últimos trens haviam partido, pagando táxis para que eles voltassem para casa.

Segundo Alan Rothenberg, organizador da Copa de 1994 nos Estados Unidos, o modelo financeiro do torneio era muito diferente do adotado hoje — Foto: Getty Images via BBC

Após a reação negativa, a Fifa passou a destacar a liberação de alguns ingressos a preços mais baixos, como US$ 60 (aproximadamente R$ 306), a serem distribuídos pelas associações nacionais.

A novidade mais notável foi a tentativa de incorporar o mercado secundário, a revenda de ingressos, conhecida como cambismo no Brasil, touting no Reino Unido e scalping nos EUA, ao sistema de venda da própria Fifa.

Quase todos os torcedores podem recolocar seus ingressos à venda sem limite máximo de preço, com a Fifa ficando com uma taxa de 15% tanto do vendedor quanto do comprador.

Também houve ingressos distribuídos por meio de um sistema de colecionáveis digitais ligados a criptoativos, construído na blockchain da Fifa. A entidade afirma que está capturando o prêmio antes obtido por cambistas e destinando esse valor a si própria e à comunidade global do futebol.

Os bilhões de dólares extras em caixa irão inicialmente para as reservas da Fifa, sob a promessa de que os recursos serão distribuídos à família global do futebol.

A entidade cita esse tipo de financiamento de base como um dos fatores que ajudaram Cabo Verde a se classificar para a competição deste ano, graças à melhoria da infraestrutura e ao desenvolvimento do futebol de base.

A Fifa costuma distribuir esses recursos de desenvolvimento de forma igualitária entre suas 211 associações filiadas, o que significa que a pequena Montserrat recebe da entidade uma quantia equivalente a 2,5% de seu PIB anual, ou US$ 500 (cerca de R$ 2.550) por pessoa.

O modelo de distribuição igualitária existe desde os anos 1990 e foi ampliado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, como parte de sua promessa eleitoral.

Ele é impulsionado pelo sistema de "um país, um voto", que também passou a ser usado para escolher os países-sede da Copa do Mundo a partir deste ano.

A Fifa afirma que investimentos no futebol de base ajudaram Cabo Verde a se classificar para a Copa do Mundo de 2026 — Foto: Reuters via BBC

Tudo isso aconteceu antes de a precificação dinâmica ganhar força. Se as estimativas da Needham estiverem corretas, a receita anual média da Fifa, de US$ 3,9 bilhões (em torno de R$ 19,9 bilhões), agora supera o orçamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é mais ou menos equivalente ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU).

"O que estamos vendo agora na Copa do Mundo é provavelmente a primeira introdução real da precificação dinâmica em sua forma mais dinâmica, mais completa… Basicamente, a Fifa está pegando todas as possibilidades de revenda especulativa e trazendo tudo para dentro de seu próprio sistema", disse Needham.

Por enquanto, esse modelo de preços torna incerto o valor exato da receita que será arrecadada, mas os ingressos estão criando um volume muito grande de dinheiro.

Em tese, esses recursos serão bem-vindos pela vasta maioria dos países menores, que nunca se classificarão para a Copa do Mundo nem enviarão torcedores capazes de pagar esses preços, mas que formam o eleitorado nas eleições presidenciais da Fifa e nas decisões sobre sedes do torneio. A galinha dos ovos de ouro está brilhando neste momento em termos de valor.

Os estádios ficarão cheios? Haverá exércitos de torcedores das 48 seleções criando o tipo de atmosfera que teria agradado Jock Stein, o lendário técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo?

A Fifa terá de repetir o que aconteceu em seu Mundial de Clubes no ano passado e cortar o preço dos ingressos para até US$ 11 (em torno de R$ 56) a fim de ocupar os assentos? Nesse ponto, ainda não está claro se o modelo de precificação dinâmica da Fifa prioriza maximizar a receita ou garantir que todos os ingressos sejam vendidos.

No mês passado, Infantino disse a uma conferência econômica que "temos de aplicar preços de mercado" e que o futebol precisava se adaptar a esse "mercado muito especial". É evidente que permitir preços ilimitados na revenda e adotar sucessivas rodadas agressivas de aumentos puxados pela demanda é uma escolha.

O modelo europeu adotado por clubes como o francês Paris Saint-Germain, bicampeão europeu, combina ingressos de temporada muito baratos atrás dos gols, nas duas extremidades do estádio, com preços corporativos extraordinários para os assentos mais próximos da linha do meio-campo.

A ideia é que o público corporativo seja atraído em parte pelo espetáculo e pelo barulho de grupos como torcidas organizadas atrás dos gols, nos setores mais baratos. O risco para a Copa do Mundo é que tudo isso se perca.

Há alguns sinais de que o modelo de preços da Copa do Mundo enfrenta reação negativa. Houve quedas nos preços de revenda para jogos de menor demanda: dois ingressos com valor de face de US$ 620 (aproximadamente R$ 3.160) podiam ser comprados por 171 libras (R$ 1.170) no próprio site de revenda da Fifa, 64% mais barato.

Poucos desses bilhetes de trem de US$ 98 (cerca de R$ 500) foram vendidos em Nova Jersey. Autoridades em Nova York, em Nova Jersey, na Califórnia e na União Europeia começaram a analisar reclamações sobre as estratégias de venda de ingressos.

"Um labirinto de confusão, falsa escassez e preços impossivelmente altos", disse Jennifer Davenport, procuradora-geral de Nova Jersey e principal autoridade de acusação do Estado que sediará a final no mês que vem. Ainda não está claro se o Estado tem jurisdição sobre uma "entidade sem fins lucrativos" sediada na Suíça. A Fifa não quis comentar.

A questão em aberto é se a Fifa levou esse experimento de preços a um ponto de ruptura. Parece improvável que os torcedores das cidades-sede da próxima Copa do Mundo, em 2030, na Espanha, em Portugal e no Marrocos, tolerem valores desse tipo.

Autoridades britânicas e irlandesas já descartaram esse modelo para a Eurocopa de 2028, que sediarão e que reunirá as principais seleções de futebol da Europa. Isso ocorre em um momento em que a inteligência artificial (IA) pode viabilizar a próxima grande inovação na precificação de serviços: preços personalizados para diferentes indivíduos, com base em seus dados.

Alguns clubes da Premier League estão testando a precificação dinâmica para parte dos assentos, com o objetivo de aumentar receitas. Isso contraria o modelo tradicional do torcedor fiel que compra um carnê de temporada por preço fixo.

Se o experimento da Fifa parecer bem-sucedido, poderá encorajar donos de clubes europeus ligados à NFL, dos EUA, a tentar precificar ingressos de forma semelhante, especialmente para financiar novos estádios.

O modelo da NFL, dos EUA, foi aplicado a um evento que pertence ao mundo. A "economia em K" dos EUA, com forte crescimento para os 10% mais ricos, responsáveis por até metade de todo o consumo, segundo analistas da Moody's, e estagnação ou retração nos demais níveis de renda, pode ficar visível nos estádios.

A precificação dinâmica é uma tecnologia que busca esse grupo de 10% e transforma uma experiência que um dia foi de massa, acessível a trabalhadores comuns, em um nicho alimentado pelo boom da tecnologia.

A esperança mais ampla de muitos países-sede é que efeitos tradicionais de entusiasmo ajudem a impulsionar a confiança do consumidor e os investimentos no futebol.

Pesquisas já mostraram alguns efeitos, especialmente em países-sede com bom desempenho, além de impactos negativos nas bolsas quando seleções são eliminadas. Os dados mais recentes de emprego nos EUA trouxeram alguns sinais de dezenas de milhares de novas vagas criadas, especialmente em hospitalidade, ligadas à Copa do Mundo.

No entanto, o impulso geral para a economia será limitado pelo tamanho da economia americana e pelo boom de investimentos em inteligência artificial (IA).

Um jogo entre Jordânia e Argélia dificilmente atrairá em São Francisco as atenções hoje voltadas para a inteligência artificial e os trilhões de dólares desse mercado.

Rahm Emanuel, prefeito de Chicago, a principal cidade dos EUA que desistiu de sediar jogos da Copa do Mundo, parece se sentir justificado pela decisão.

A Fifa ficou com toda a receita dos ingressos, e já há reclamações de que as reservas de hotéis em algumas cidades-sede estão abaixo do esperado. Muitos dos estádios que receberão partidas estariam lotados com shows de rock se não fosse o torneio.

À primeira vista, o impacto econômico nos EUA de uma Copa que utiliza estádios já existentes e direciona a maior parte do aumento da receita de ingressos para a Fifa pode ser limitado. O potencial benefício econômico estaria concentrado em um aumento da confiança dos consumidores.

No Reino Unido, boas campanhas de Inglaterra e Escócia podem servir de alento após anos de crises políticas e econômicas sucessivas. Varejistas e empresas do setor de hospitalidade certamente se preparam para um forte aumento nas vendas.

Durante a Copa da Rússia, em 2018, analistas da Kantar calcularam que houve 13 milhões de visitas extras a supermercados, à medida que as pessoas faziam compras para acompanhar os jogos em casa.

Mas também existe a possibilidade de que os desafios de produtividade do Reino Unido não sejam ajudados pelas partidas disputadas durante a madrugada.

A próxima segunda-feira já foi declarada feriado bancário na Escócia para ajudar o país a lidar com o jogo da seleção escocesa contra o Haiti, marcado para as 2h da manhã (horário local).

Para muitos, o torneio será uma bem-vinda pausa do fluxo incessante de notícias, ainda que as particularidades da Casa Branca de Trump possam acabar oferecendo uma oportunidade econômica mais ampla.

A economia mundial de hoje é muito diferente, e isso compõe o pano de fundo desta festa do futebol. A Fifa conduz um experimento de preços relevante e controverso que pode mudar o esporte.

Ao mesmo tempo, uma Copa do Mundo tão incomum talvez consiga amenizar um pouco a sensação de desordem que marca o cenário global atual. É mais uma esperança do que uma expectativa, um sentimento bastante familiar para qualquer torcedor inglês ou escocês.

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Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra uma desaceleração em relação a abril, quando os preços haviam avançado 0,67%.

Já na comparação com os últimos 12 meses, a trajetória foi de aceleração: a inflação passou de 4,39% até abril para 4,72% em maio. No mesmo mês do ano passado, o IPCA havia registrado variação mensal de 0,26%.

🎯 Com o resultado, o índice fica acima do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de maio, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA e registrando alta de 1,33%.

Na sequência, apareceram Habitação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês.

Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice.

Alimentação e bebida: 1,33%;Habitação: 1,22%;Artigos de residência: 0,08%;Vestuário: 0,62%;Transportes: -0,46%;Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;Despesas pessoais: 0,41%;Educação: 0,00%;Comunicação: 0,23%.

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Dólar opera em alta, de olho em inflação no Brasil e Oriente Médio; SpaceX estreia na bolsa de NY hoje

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

O dólar operava em alta nesta sexta-feira (12), com um avanço de 0,26% perto das 9h20, cotado a R$ 5,1141. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Os novos dados da inflação brasileira estão no centro das atenções nesta sexta-feira. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,58% em maio, em desaceleração em relação a abril (0,67%). Os dados reforçam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, momento em que o Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciam suas decisões de juros.

🔎 O dado é importante porque quanto maior é a inflação e os sinais de que os preços devem subir, maior é também a chance de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a taxa básica (Selic) inalterada. Juros em patamares elevados por mais tempo tendem a limitar a inflação e a desacelerar a economia.

▶️ Os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã também ficam no radar e trazem alívio para o petróleo. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os "pontos finais" de um acordo com Teerã foram aprovados e indicou que a assinatura pode ocorrer já neste final de semana. O país do Oriente Médio, no entanto, ainda nega uma decisão final — o que tem aumentado o ceticismo no mercado em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito.

Com o alívio das tensões, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,80% perto das 8h45, cotado a US$ 86,95. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 4,07% no mesmo horário, a US$ 84,14 por barril.

As indicações de que os Estados Unidos e o Irã voltaram a negociar começaram na tarde de ontem. O presidente Donald Trump, cancelou os ataques ao Irã, após negociadores terem chegado a um consenso sobre "pontos finais" para o fim da guerra no Oriente Médio e afirmou que um tratado poderia ser assinado ainda no final de semana. (acompanhe os principais acontecimentos)

Ainda segundo Trump, Teerã teria concordado com o compromisso de não buscar armas nucleares e com a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Washington colocaria fim ao bloqueio naval no canal.

Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar que uma decisão final estivesse tomada e classificou as notícias sobre o tema como "especulativas" — o que aumentou o ceticismo do mercado sobre uma resolução rápida ou definitiva do conflito.

Segundo Teerã, apesar de grande parte do texto do acordo de fato estar pronta, Washington teria feito exigências excessivas.

"O Irã não assume, neste texto, nenhum compromisso de ceder a gestão do Estreito [de Ormuz], nem de restaurar as condições que existiam antes da agressão militar americana e israelense", informou a agência de notícias da República islâmica (IRNA), na véspera.

"O Irã negociará o programa nuclear exclusivamente dentro da estrutura dos princípios fundamentais da República Islâmica, e questões como o direito do Irã de enriquecer urânio e a retenção de material enriquecido […] serão enfatizadas com vistas à sua inclusão no acordo final", completou a agência.

A SpaceX deve estrear nesta sexta-feira (12) na bolsa de valores de Nova York avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões). Com esse valor de mercado, a empresa de Elon Musk passaria a ocupar a oitava posição entre as companhias mais valiosas do mundo.

A forte aposta de investidores de Wall Street na SpaceX pode parecer contraditória. Apesar de estar prestes a realizar o maior IPO da história, com uma captação estimada em US$ 75 bilhões (R$ 382,6 bilhões), a empresa ainda opera no vermelho.

Em 2025, a receita de US$ 18,7 bilhões (R$ 95,3 bilhões) não foi suficiente para evitar um prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões).

Segundo especialistas consultados pelo g1, o otimismo de parte dos investidores se explica pela mudança na forma como o mercado enxerga a SpaceX. Veja mais nesta reportagem:

SpaceX vale US$ 1,75 trilhão? Os riscos por trás do IPO mais aguardado do mercadoTrilionário? Fortuna de Elon Musk pode superar riqueza de 46% da população mundial após IPO da SpaceXA Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceXIPO da SpaceX atrai mais de R$ 360 bilhões em demanda de pessoas físicas

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se recuperaram nesta sexta-feira. O Índice Composto de Xangai subiu 1,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%. Já o Hang Seng teve alta de 1,9%.

No Japão, o Nikkei avançou 2,81%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 4,63%.

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A Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 00:46

Tecnologia A Lua pode virar economia? A aposta por trás dos trilhões de dólares da SpaceX Documentos apresentados aos investidores mostram que a empresa aposta em uma futura expansão econômica além da Terra, apesar dos desafios tecnológicos e comerciais ainda existentes. Por Janize Colaço, Darlan Helder, g1 — São Paulo

Parte da avaliação trilionária da SpaceX está ligada à aposta de que a Lua e a órbita terrestre possam abrigar atividades econômicas hoje inexistentes.

A Lua ganhou prioridade sobre Marte por permitir testar tecnologias e construir infraestrutura em ciclos mais compatíveis com os prazos dos investidores.

O Starship é visto como a peça central do plano: reduzir custos de acesso ao espaço e viabilizar operações industriais em escala fora da Terra.

Medicamentos, fibras ópticas, semicondutores, turismo espacial e estações privadas aparecem entre os mercados que poderiam surgir com custos menores.

Especialistas veem potencial na economia espacial, mas avaliam que bases lunares e data centers orbitais ainda estão longe de gerar receitas relevantes.

Mais de meio século depois do primeiro passo humano na Lua, a SpaceX tenta convencer investidores de que o próximo grande salto será econômico.

Embora ainda não existam minas, fábricas ou centros de processamento de dados operando fora da Terra, parte da avaliação de US$ 1,75 trilhão (R$ 8,93 trilhões) atribuída à companhia — que estreia na bolsa nesta sexta-feira (12) —, reflete a expectativa de que atividades desse tipo se tornem economicamente viáveis nas próximas décadas.

Essa visão aparece de forma explícita nos documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil.

Neles, a empresa de Elon Musk define o espaço como "a maior fronteira econômica da história humana" e argumenta que a queda dos custos de lançamento está abrindo caminho para uma nova fase de expansão produtiva além da Terra.

🌐 Entre os projetos citados estão sistemas de geração de energia solar na superfície lunar, a extração de gelo para a produção de combustível, o aproveitamento de recursos minerais e a construção de fábricas capazes de produzir satélites e componentes eletrônicos.🚀 Os planos incluem ainda um sistema de lançamento eletromagnético a partir do satélite natural, numa espécie de "catapulta gigante" projetada para enviar cargas ao espaço sem a necessidade de foguetes.

Por mais futuristas que pareçam — dignas de um filme de ficção científica —, essas iniciativas refletem uma revisão das ambições da empresa e uma reorientação de sua estratégia para os próximos anos.

Isso porque, durante anos, o empresário sul-africano apresentou Marte como o grande objetivo da expansão humana no espaço e o destino final dos planos da SpaceX. Agora, porém, a Lua ganha protagonismo como etapa prioritária da estratégia em seus planos mais imediatos.

“A justificativa de Musk é técnica, [pois] janelas de lançamento da Lua são a cada dez dias, em vez de 26 meses de Marte”, explica Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo o docente, a mudança também garantiu uma espécie de aderência ao “calendário do investidor institucional”, uma vez que a Lua pode permitir testar tecnologias, construir uma base operacional e acumular avanços de forma mais rápida, compatível com os horizontes de retorno esperados pelos investidores.

Há, porém, um elemento que conecta praticamente todas as ambições da SpaceX para a Lua: nenhuma delas existe sem o Starship, foguete desenvolvido pela companhia.

Não à toa, o veículo aparece nos planos da empresa menos como um produto comercial e mais como o que a companhia define como infraestrutura capaz de sustentar uma futura economia espacial.

Segundo a própria SpaceX, o projeto foi concebido para transportar grandes volumes de carga e tripulação de forma recorrente e economicamente viável. Há também a aposta na capacidade de reabastecimento em órbita, considerada uma peça-chave para missões mais longas e para a expansão das atividades além da Terra.

Na avaliação de Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook, o Starship representa uma mudança estrutural na forma como o espaço pode ser explorado economicamente.

Para ele, o foguete inaugura uma nova etapa na trajetória da SpaceX, em que as missões espaciais deixam de funcionar como iniciativas pontuais e passam a se aproximar de uma lógica industrial baseada em escala, frequência e reutilização.

➡️ O principal obstáculo histórico do setor sempre foi o custo de colocar pessoas e equipamentos em órbita. A proposta da empresa de Musk é inverter essa equação: transformando o acesso ao espaço em uma atividade mais previsível e rotineira.

A expectativa da consultoria é que a combinação entre reutilização e maior capacidade de carga reduza drasticamente os custos de lançamento ao longo do tempo. Se isso acontecer, projetos que hoje parecem economicamente inviáveis poderão ganhar escala e viabilizar uma presença mais permanente fora da Terra.

"Não se trata apenas de chegar à Lua. Trata-se de criar a infraestrutura necessária para permanecer lá e operar em escala", observa Granda.

Se a economia lunar ainda soa como um conceito distante, Jan-Erik Asplund, cofundador da Sacra, empresa de pesquisa e inteligência de mercado focada em startups, procura responder à pergunta que costuma separar visão de negócio de ficção científica: onde estaria o retorno financeiro de tudo isso?

Segundo a consultoria, a queda dos custos de acesso ao espaço pode abrir caminho para atividades produtivas que hoje permanecem inviáveis. Parte dessa oportunidade estaria justamente em produzir fora da Terra.

Em alguns casos, o ambiente de vácuo e microgravidade não seria apenas um local alternativo de produção, mas uma vantagem.

➡️ A gravidade terrestre pode gerar impurezas e deformações em materiais sensíveis. Em órbita, esses efeitos tendem a ser reduzidos, permitindo fabricar produtos com características difíceis de reproduzir em solo.

Entre os exemplos citados por Asplund estão medicamentos produzidos em microgravidade, fibras ópticas especiais usadas em telecomunicações e lasers, além de wafers de silício — lâminas que servem de base para a fabricação de semicondutores.

💊 A estimativa da consultoria é que apenas o mercado de medicamentos produzidos nessas condições possa movimentar US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) até 2030. 🔬 No caso das fibras ópticas do tipo ZBLAN, cuja fabricação é favorecida pela ausência de gravidade, o potencial de mercado nesse período é estimado em US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões), enquanto o segmento global de wafers de silício supera US$ 150 bilhões (R$ 765,2 bilhões).🚀 Já no turismo espacial se espera que a reutilização de veículos como o Starship reduza gradualmente os custos de acesso à órbita, ampliando um mercado que a Sacra projeta em quase US$ 4 bilhões (R$ 20,4 bilhões) até 2032.

"As pessoas costumam imaginar o espaço apenas como um lugar para lançar satélites. Mas a lógica da próxima etapa é usar o ambiente espacial para fabricar produtos que seriam mais difíceis ou mais caros de produzir na Terra", afirma Asplund.

Outro segmento apontado pelo especialista envolve as futuras estações espaciais privadas. Com a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) se aproximando do fim de sua vida útil, a expectativa é que parte dos recursos hoje destinados à sua manutenção seja direcionada para plataformas comerciais em órbita.

Segundo a Sacra, essa transição pode abrir caminho para uma nova geração de laboratórios, fábricas e centros de pesquisa operados por empresas privadas.

Nos documentos apresentados à SEC, a companhia afirma que vê o espaço não apenas como um local para fabricar produtos, mas também como uma futura base para sustentar a expansão da inteligência artificial.

➡️ A empresa argumenta que o crescimento da inteligência artificial exige volumes cada vez maiores de energia e processamento, pressionando a infraestrutura terrestre. Como resposta, planeja desenvolver uma rede de satélites capazes de funcionar como centros de processamento de dados em órbita, alimentados por energia solar.

Segundo a companhia, essa arquitetura reduziria parte dos custos associados aos grandes centros de dados terrestres. Em órbita, o calor dos equipamentos poderia ser dissipado diretamente para o espaço, diminuindo a necessidade de estruturas convencionais de refrigeração.

“O espaço oferece o potencial de acesso a uma fonte de energia praticamente ilimitada e um ambiente operacional capaz de sustentar computação de alta densidade de forma contínua. Isso inclui vantagens estruturais para geração de energia, resfriamento dos equipamentos e operações ininterruptas à medida que a capacidade aumenta”, afirma a empresa em seu prospecto de abertura de capital.

A SpaceX diz que pretende iniciar a implantação dessa estrutura a partir de 2028. Mais uma vez, o Starship aparece como peça central, já que a companhia considera o foguete indispensável para transportar ao espaço os equipamentos necessários para sustentar essa rede.

Nos cálculos de Asplund, o movimento também representa uma tentativa de disputar uma parcela do mercado global de serviços em nuvem, estimado em US$ 200 bilhões (R$ 1,02 trilhão). Ele ressalta que a empresa mantém conversas com o Google para avaliar a possibilidade de hospedar conjuntamente centros de processamento de dados em órbita.

“Caso avance, a parceria serviria como uma validação da demanda corporativa por infraestrutura de computação espacial e poderia ajudar a garantir as primeiras receitas do programa de constelação de satélites voltados à inteligência artificial”, afirma.

Embora Franco Granda projete que a economia espacial global possa alcançar US$ 1,8 trilhão (R$ 9,18 trilhões) até 2035, ele adota uma postura cautelosa quando analisa algumas das iniciativas mais ambiciosas da SpaceX.

Projetos como data centers orbitais e uma futura base industrial na Lua aparecem na análise como possibilidades de longo prazo — não como fontes concretas de receita para os próximos anos, cuja realização ainda depende de uma série de avanços tecnológicos, operacionais e econômicos.

"A ideia não é dizer que esses projetos são impossíveis. A questão é que eles estão muito além de qualquer horizonte de planejamento de curto prazo", avalia o analista sênior da PitchBook.

🌙 Ele considera propostas como a Moonbase Alpha — um assentamento lunar voltado à produção industrial — conceitualmente plausíveis, mas agressivas em cronograma. A avaliação é que a construção de uma estrutura permanente na Lua seria um projeto medido em décadas, não em anos.

Por isso, Granda atribui receita praticamente zero a iniciativas como bases lunares e computação orbital em seus modelos financeiros atuais.

“A SpaceX será apresentada [aos investidores] tendo a Starlink como motor de geração de caixa, complementada por diversas apostas de valorização futura, como a escala proporcionada pelo Starship, a conectividade direta para dispositivos móveis e a computação orbital”, afirma.

Nos documentos apresentados à SEC, a própria companhia descreve o satélite natural como uma etapa intermediária rumo a objetivos ainda mais amplos, incluindo o conceito de civilização Kardashev Tipo II (entenda mais abaixo).

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Fazenda estima que impacto de pautas-bomba supera R$ 2 trilhões em 10 anos; aprovação pressionaria dívida e taxa de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%MoedasDólar ComercialR$ 5,155-0,34%Dólar TurismoR$ 5,369-0,16%Euro ComercialR$ 5,945-0,41%Euro TurismoR$ 6,206-0,27%B3Ibovespa169.415 pts0,47%Oferecido por

Cálculos do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação das chamadas "pautas-bomba" em análise no Congresso Nacional.

Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo).

Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade.

🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.

Dívidas Rurais (PL 5122/23): R$ 1,4 trilhão em dez anos;PEC das Igrejas (PEC 5/23): perda de R$ 100 bilhões em dez anos, elevando o imposto que todos pagam na mesma proporção;Aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde (PEC 14/21): cerca de R$ 500 bilhões para a União em dez anos, fora o efeito para os municípios;Piso de Médicos e Dentistas (PL 1365/22): cerca de R$ 500 bilhões para o governo federal em dez anos, além de impacto adicional para as prefeituras.

Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. "Juro é alto porque a dívida é alta', e não o contrário", disse, na ocasião.

Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro.

O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as "pautas-bomba". Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas "à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso". "É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal", disse o ministro nesta quarta-feira (10).

O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta.

Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar opera em queda, de olho em conflito entre EUA e Irã e situação fiscal do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%Oferecido por

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11), com um recuo de 0,20% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1619. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o temor de uma nova escalada continuam a preocupar os mercados financeiros. Apesar do alívio nos preços do petróleo nesta quinta-feira, analistas indicam que os preços da commodity já começaram a pressionar a inflação global e a forçar os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais cautelosa, ou seja, estarem mais propensos a manterem os juros elevados.

Mesmo diante das preocupações com uma escalada das tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta quinta-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,37%, cotado a US$ 91,82. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha perdas de 1,22%, cotado a US$ 88,93 o barril.

▶️ Os sinais de pressão na inflação global também aumentam as expectativas pelas decisões de juros de bancos centrais pelo mundo. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) deve fazer sua reunião de política monetária — e a expectativa é que haja um aumento das taxas de juros na zona do euro. Já na próxima semana será a vez do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Banco Central do Brasil, na chamada Superquarta. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

▶️ O quadro fiscal do Brasil também continua na mira dos investidores, após a Comissão de Justiça do Senado ter aprovado, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Analistas apontam que a sustentabilidade das contas públicas é o principal desafio para a economia brasileira e também pode pressionar por juros mais elevados no país.

A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou nesta terça-feira (9) o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA "precisarão responder" ao ataque iraniano.

Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou, no entanto, se o ataque do drone contra o Apache foi intencional. (acompanhe os principais acontecimentos)

O presidente americano vem tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda, inclusive, Trump disse que um acordo estaria na "fase final" e poderia levar mais "dois ou três dias".

O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou:

"As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!"

Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.

Já durante a tarde, Trump afirmou que deve voltar a atacar o Irã e destacou que fez uma operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando a desvalorização dos mercados regionais. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, caiu 0,55%, enquanto o Hang Seng recuou 0,65%.

No Japão, o Nikkei avançou 0,06%, enquanto o Kospi, da Coréia do Sul, registrou uma valorização de 0,43%. O SSEC, de Xangai, perdeu 0,16%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Eu amo a inflação’, diz Trump, enquanto preços nos EUA sobem no ritmo mais acelerado em 3 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 07:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,172-0,1%Dólar TurismoR$ 5,377-0,08%Euro ComercialR$ 5,969-0,1%Euro TurismoR$ 6,222-0,08%B3Ibovespa168.619 pts-0,7%Oferecido por

O presidente Donald Trump afirmou que "ama a inflação" após os preços nos EUA subirem 4,2% em maio, registrando a maior alta em 3 anos.

A alta foi impulsionada pelos custos de energia devido ao conflito no Irã, elevando o galão de gasolina para US$ 4,15 nos EUA.

O comentário de Trump gerou fortes críticas da oposição democrata, enquanto a inflação persistente se torna um obstáculo político antes das eleições de novembro.

O cenário de preços elevados pressiona o Federal Reserve, que pode ser forçado a elevar as taxas de juros para conter o consumo no país.

Donald Trump disse que 'ama a inflação' ao comentar nova subida de preços nos EUA — Foto: EPA via BBC

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (10) que "ama a inflação" — após novos dados mostrarem que os preços subiram no mês passado no ritmo mais rápido em três anos no país.

Dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) mostraram que os preços aumentaram 4,2% em maio em relação a um ano antes. O aumento, de 3,8% em abril, foi impulsionado pela alta dos custos de energia na esteira da guerra entre EUA e Israel no Irã.

"Eu amo isso. Os números foram ótimos. Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação", disse Trump na Casa Branca.

Trump prometeu que a inflação vai "cair como uma pedra" quando a guerra com o Irã terminar. Mais tarde no mesmo dia, os militares dos EUA bombardearam o Irã.

Reagindo aos números da inflação na quarta-feira, o presidente disse que forças dos EUA realizaram operações noturnas para retirar "milhões de barris" de petróleo do Irã, o que, segundo ele, contribuiu para uma leve queda nos preços.

"Quando esse conflito acabar… você verá o [preço do] petróleo cair para onde estava antes", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

O principal índice global do petróleo, o Brent, ainda está sendo negociado significativamente acima dos níveis anteriores à guerra.

Trump disse posteriormente ao jornal New York Post que seus comentários foram tirados de contexto e que quis dizer que a inflação está "muito mais baixa do que o previsto", apesar da guerra no Irã.

A quarta-feira marcou o terceiro mês consecutivo de alta no Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, com consumidores sentindo cada vez mais o impacto da guerra dos EUA e de Israel no Irã.

Trump já havia dito em outras ocasiões que a inflação está subindo apenas temporariamente e que espera que ela desacelere rapidamente assim que a guerra terminar.

A inflação ainda está bem abaixo do pico de 9,1% durante o governo de seu antecessor Joe Biden em meados de 2022.

Ainda assim, representa um problema político para Trump, dado que os eleitores classificaram a economia como uma das principais preocupações antes das eleições legislativas de novembro.

Uma inflação mais alta aumenta a probabilidade de o Federal Reserve — o Banco Central dos EUA — elevar as taxas de juros na tentativa de conter os gastos.

De modo geral, as contas de energia — incluindo gás e eletricidade — estavam quase um quarto mais altas em maio do que um ano antes, sendo a gasolina responsável por grande parte desse aumento.

Segundo dados da associação automobilística AAA, o preço médio do galão de gasolina comum nos EUA está atualmente em US$ 4,15 (R$ 4,73 por litro) — um aumento significativo em relação aos US$ 2,98 (R$ 3,40 por litro) registrados em 28 de fevereiro, quando Trump lançou ataques contra o Irã.

Em resposta aos ataques, o Irã fechou o estreito de Ormuz, por onde normalmente passa o transporte de cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo, restringindo a oferta.

Na noite de quarta-feira, os militares dos EUA disseram ter lançado ataques contra o Irã pela segunda vez em dois dias.

Ambos os lados têm trocado ataques esta semana — apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em abril. O conflito começou há mais de três meses.

Os dados do BLS também apontaram para o aumento dos custos de passagens aéreas, cuidados pessoais e médicos, lazer e comunicação.

O CPI mede a alta dos preços em um determinado mês em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A meta de inflação de longo prazo do Fed é de 2%.

Economistas alertaram que, mesmo com uma resolução rápida da guerra no Irã, pode levar até 2027 para que o fluxo normal de bens pelo estreito de Ormuz seja restabelecido.

Mas seu comentário de quarta-feira, aparentemente entusiasmado com o aumento dos preços, foi explorado por opositores. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, escreveu na rede X: "O desprezo dele por vocês não tem limites."

Trump também foi criticado no mês passado por dizer que não foi "nem um pouco" influenciado pela situação financeira dos americanos ao tentar garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares.

A inflação mais alta também representa um desafio para Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve, antes de sua primeira decisão sobre taxas de juros à frente do banco central na próxima semana.

Quando a inflação está significativamente acima da meta do Fed, o conselho de governadores do banco central normalmente opta por elevar as taxas de juros. Isso, por sua vez, aumenta os custos de empréstimos e restringe o fluxo de dinheiro na economia, limitando novos aumentos de preços e trazendo a inflação sob controle.

No período que antecedeu a nomeação de Warsh, Trump pediu repetidamente a seu antecessor, Jerome Powell, e ao banco central que reduzissem as taxas de juros.

Economistas esperam que as taxas permaneçam no nível atual, entre 3,5% e 3,75%, no próximo mês, mas alertaram que mais evidências de inflação persistente podem forçar o Fed a elevá-las.

Stephen Brown, economista-chefe para a América do Norte da Capital Economics, disse que a alta de maio, por si só, "não é grande o suficiente para fornecer munição" àqueles no comitê de definição de taxas do Fed que querem aumentá-las.

Mas Isaac Stell, gestor de investimentos da Wealth Club, disse que um aumento das taxas de juros é "a conclusão mais lógica com base nos dados de hoje combinados com os sólidos números de empregos da semana passada".

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