RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Trump diz que Fed deveria realizar uma reunião para cortar juros ‘agora mesmo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/03/2026 14:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,256-1,1%Dólar TurismoR$ 5,465-0,88%Euro ComercialR$ 6,045-0,41%Euro TurismoR$ 6,295-0,32%B3Ibovespa179.713 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,256-1,1%Dólar TurismoR$ 5,465-0,88%Euro ComercialR$ 6,045-0,41%Euro TurismoR$ 6,295-0,32%B3Ibovespa179.713 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,256-1,1%Dólar TurismoR$ 5,465-0,88%Euro ComercialR$ 6,045-0,41%Euro TurismoR$ 6,295-0,32%B3Ibovespa179.713 pts1,16%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Federal Reserve (banco central do país) deveria realizar uma "reunião especial" para cortar as taxas de juros "agora mesmo".

As falas de Trump vem apenas poucos dias depois de um juiz americano ter bloqueado as intimações emitidas em uma investigação conduzida pelo governo Trump contra o atual presidente do Fed, Jerome Powell, na última sexta-feira (13).

A decisão do juiz americano James Boasberg atendeu ao argumento de Powell, indicando que a investigação buscava, de forma indevida, pressionar o banco central a reduzir as taxas de juros.

Para Boasberg, as intimações tinham um propósito inadequado e, por isso, eram juridicamente inválidas.

O presidente Donald Trump fala com repórteres a bordo do Air Force One, no domingo, 15 de março de 2026, a caminho de West Palm Beach, Flórida, para a Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland. — Foto: AP/Mark Schiefelbein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Federal Reserve (banco central do país) deveria realizar uma "reunião especial" para cortar as taxas de juros "agora mesmo".

As falas de Trump vem apenas poucos dias depois de um juiz americano ter bloqueado as intimações emitidas em uma investigação conduzida pelo governo Trump contra o atual presidente do Fed, Jerome Powell, na última sexta-feira (13).

A decisão do juiz americano James Boasberg atendeu ao argumento de Powell, indicando que a investigação buscava, de forma indevida, pressionar o banco central a reduzir as taxas de juros. Para Boasberg, as intimações tinham um propósito inadequado e, por isso, eram juridicamente inválidas.

"O governo não apresentou qualquer prova de que Powell tenha cometido qualquer crime além de desagradar o presidente", escreveu o juiz. "O governo bem que poderia investigá-lo por fraude postal só porque alguém o viu enviar uma carta."

A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, responsável pela investigação sobre possíveis custos excessivos nas reformas da sede do banco central, afirmou que o Departamento de Justiça recorrerá da decisão.

Os acontecimentos de sexta‑feira deixam em aberto tanto a investigação envolvendo Powell quanto a intenção de Trump de nomear o ex‑governador do Fed Kevin Warsh para assumir o comando da instituição quando o mandato de Powell terminar, em meados de maio. Warsh é considerado mais favorável a cortes nas taxas de juros.

Powell — frequentemente alvo de críticas de Trump — tornou pública a investigação em 11 de janeiro, classificando-a como uma ameaça à independência do Fed.

A procuradora federal Jeanine Pirro, indicada por Trump no ano passado, reagiu duramente à decisão, acusando Boasberg, em coletiva de imprensa, de ultrapassar sua autoridade e de proteger Powell de investigações.

"Como resultado, Jerome Powell goza hoje de imunidade", disse Pirro aos repórteres, acrescentando que sua suspeita de que uma lei foi violada é motivo suficiente para prosseguir com os processos.

O Conselho de Governadores do Fed solicitou ao juiz a anulação das intimações, que pediam informações sobre as reformas de dois prédios históricos no complexo da instituição em Washington e também o depoimento de Powell, previsto para julho de 2025, no Comitê Bancário do Senado.

Powell defendeu os gastos com as reformas, classificando-os como necessários, e recebeu legisladores — incluindo o próprio Trump — em uma visita ao Fed para acompanhar o andamento do projeto.

Desde que reassumiu a presidência no ano passado, Trump pressiona o Fed a reduzir as taxas de juros de forma mais rápida e intensa. Powell, porém, mantém uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, diante das contínuas preocupações com a inflação.

Trump nomeou Powell durante seu primeiro mandato, mas, desde então, tem atacado publicamente o presidente do Fed, chegando a chamá-lo de “imbecil”.

O juiz concordou com Powell sobre a natureza da investigação. Segundo Boasberg, uma “montanha de evidências” indica que as intimações tinham como objetivo pressionar o presidente do Fed a reduzir as taxas de juros ou até a renunciar ao cargo.

"O Governo não apresentou praticamente nenhuma prova que sustente a suspeita de crime contra o Presidente Powell. Aliás, as suas justificativas são tão frágeis e infundadas que o Tribunal só pode concluir que são pretextuais", escreveu Boasberg.

Por enquanto, a decisão deve dificultar a continuidade da investigação conduzida pelo Departamento de Justiça. De acordo com documentos oficiais divulgados na sexta‑feira, os promotores afirmaram estar analisando se Powell teria feito declarações falsas ao Congresso ou cometido fraude.

O senador republicano Thom Tillis prometeu usar sua posição na Comissão Bancária do Senado para barrar qualquer nova nomeação para o Fed enquanto a investigação estiver ativa, afirmando que as declarações feitas por Powell ao Congresso não configuram crime.

A mesma avaliação é compartilhada por outros republicanos na Comissão Bancária do Senado, incluindo seu presidente, Tim Scott, que conduziu o interrogatório de Powell sobre as reformas que são o foco da investigação de Pirro.

Segundo Tillis, um eventual recurso do Departamento de Justiça contra a decisão “apenas atrasará a confirmação de Kevin Warsh como próximo presidente do Fed”.

Como parte de sua pressão sobre a liderança do banco central, Trump também tentou, em agosto passado, demitir a governadora do Fed, Lisa Cook, usando alegações não comprovadas de fraude hipotecária — negadas por ela — como justificativa para sua remoção.

Foi a primeira tentativa de um presidente de destituir um integrante do Conselho de Governadores do Fed desde a criação do banco central, em 1913. Cook afirmou ainda que as acusações de fraude hipotecária foram apenas um pretexto usado por Trump para removê-la devido a divergências sobre política monetária.

Em 21 de janeiro, juízes da Suprema Corte dos EUA demonstraram ceticismo diante da tentativa de Trump de demitir Cook. O tribunal ainda não deu uma decisão final sobre o caso.

A decisão de sexta‑feira representa mais um revés judicial para o Departamento de Justiça sob Trump, que continua investigando críticos e opositores do presidente. Em novembro, um juiz rejeitou as acusações contra o ex‑diretor do FBI James Comey e contra a procuradora‑geral de Nova York, Letitia James, ambos responsáveis por investigações anteriores envolvendo Trump.

Boasberg, indicado pelo ex‑presidente democrata Barack Obama, escreveu em sua decisão que ser um adversário político de Trump “se tornou arriscado nos últimos anos”.

Boasberg entrou em conflito diversas vezes com o governo Trump nos casos que supervisionou, e o presidente chegou a pedir ao Congresso, no ano passado, que iniciasse um processo de impeachment contra ele.

No ano passado, Boasberg abriu um processo por desacato contra o governo após constatar que funcionários haviam violado sua ordem de emergência que barrava o uso de poderes extraordinários para deportar imigrantes. O processo foi posteriormente suspenso por um tribunal federal de apelações.

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‘Prévia do PIB’ do Banco Central tem crescimento de 0,8% em janeiro, maior expansão mensal em um ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/03/2026 10:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta segunda-feira (16), mostrou expansão de 0,8% em janeiro, na comparação com o mês anterior.

Essa foi a primeira alta mensal do indicador desde novembro do ano passado. Também foi o maior crescimento mensal desde janeiro de 2025 (+1,2%).

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

E, em 12 meses até janeiro, a expansão foi de 2,3%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

A desaceleração da atividade econômica em 2025, conforme o resultado oficial do PIB, já era esperada tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos.

A instituição tem sinalizado que os juros permanecerão neste patamar por um "período bastante prolongado" de tempo. Os analistas dos bancos esperam cortes somente em 2026.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,8% em 2026, com nova desaceleração, mas o governo projeta uma alta de 2,3% – mantendo o ritmo da economia.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)".

▶️No comunicado da última reunião do Copom, realizada em dezembro, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

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Dólar abre com foco na guerra no Oriente Médio e na “prévia” do PIB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/03/2026 09:24

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

O dólar abriu nesta segunda-feira (16) em queda de 1,08%, a R$ 5,2658, de olho nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e nos impactos sobre o preço do petróleo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ O preço do petróleo voltou a subir com a escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O barril do Brent chegou a US$ 106 e acumula alta de mais de 40% desde o início do conflito, em meio a incertezas sobre o transporte global da commodity.

▶️ Nesta segunda, o Exército de Israel anunciou o início de "operações terrestres limitadas" no sul do Líbano contra o grupo rebelde libanês Hezbollah. A ação, na prática, é uma invasão de território. Em comunicado, a pasta afirmou que a operação terrestre tem como objetivo "estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada" com a destruição de infraestrutura do Hezbollah na região.

▶️No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país pode fechar em breve um acordo com Cuba ou adotar outras medidas. “Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fechar um acordo ou fazer o que for necessário”, disse.

▶️No Brasil, a agenda econômica desta semana tem como destaque a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, e a atualização das projeções do mercado no Boletim Focus. A semana é marcada por decisões importantes sobre juros no Brasil e nos EUA, com investidores atentos à reunião do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom).

▶️A Receita Federal divulga hoje as regras da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. Milhões de contribuintes terão de prestar contas à Receita sobre rendimentos e despesas referentes ao ano de 2025. As normas serão apresentadas em coletiva de imprensa às 10h, em Brasília.

Os preços do petróleo seguem elevados e voltaram a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia.

Nesta sexta-feira, o barril do Brent avançava 2,12% perto das 16h (horário de Brasília), negociado a US$ 102,59. Já o WTI, referência nos EUA, era cotado a US$ 97,84.

Desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula valorização de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado próximo de US$ 60, patamar que agora ficou bem distante, com os preços voltando a níveis que não eram vistos desde meados de 2022.

Na tentativa de aliviar a pressão no mercado de energia, o Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 30 dias — válida até 11 de abril — permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já estavam embarcados até quinta-feira (12).

Mesmo com esse alívio pontual, investidores continuam acompanhando de perto a evolução da guerra e o risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio.

A escalada das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem aumentado a volatilidade dos preços no mercado internacional.

A alta do petróleo no mercado internacional já levou o governo brasileiro a agir. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada da commodity se transforme em aumentos expressivos no preço do diesel no país.

Entre as medidas, o governo decidiu zerar os tributos federais PIS e Cofins que incidem sobre o diesel. Também foi anunciado um apoio financeiro a produtores e importadores do combustível, como forma de reduzir o impacto da alta internacional.

Segundo estimativas do próprio governo, essas ações podem diminuir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel.

Para compensar a perda de arrecadação com a redução dos tributos, o governo também anunciou a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A ideia é capturar parte dos ganhos extras obtidos pelos produtores com a valorização do petróleo no mercado internacional.

A principal preocupação do governo é que o aumento do diesel acabe pressionando a inflação. Isso porque o combustível é amplamente usado no transporte de cargas no Brasil, o que influencia diretamente o custo de alimentos e de outros produtos.

Nesse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da empresa ao pacote de medidas anunciado pelo governo.

De acordo com a companhia, como o programa é opcional e pode trazer benefícios adicionais, a participação foi considerada compatível com os interesses da empresa.

Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) — indicador de inflação mais acompanhado pelo banco central americano — subiu 0,3% em janeiro na comparação com o mês anterior, após ter avançado 0,4% em dezembro.

Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador acumulou alta de 2,8%, levemente abaixo dos 2,9% registrados em dezembro.

O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, utiliza esse índice como uma das principais referências para avaliar o comportamento da inflação e buscar sua meta de 2% ao ano.

Ao desconsiderar os preços mais voláteis, como alimentos e energia, o chamado núcleo do PCE subiu 0,4% em janeiro, repetindo o ritmo observado em dezembro — também em linha com o esperado pelos analistas.

No acumulado de 12 meses, o núcleo registrou alta de 3,1%, um pouco acima dos 3,0% observados no mês anterior.

Com esses dados, a expectativa predominante é de que o Fed mantenha a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% na próxima reunião, marcada para quarta-feira.

Economistas avaliam que o espaço para cortes de juros pode estar diminuindo, e o mercado financeiro projeta apenas uma redução neste ano, possivelmente em setembro.

O crescimento da economia americana também mostrou sinais de desaceleração no final do ano passado.

Segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento do Comércio nesta sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 0,7% no quarto trimestre, em ritmo anualizado.

O resultado veio abaixo da expectativa de analistas de mercado, que projetavam crescimento de 1,5% no período.

Além disso, o dado foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior, que indicava expansão de 1,4%.

A revisão refletiu ajustes menores para alguns componentes importantes da economia, como exportações, consumo das famílias, gastos do governo e investimentos.

No Brasil, o setor de serviços — que reúne atividades como transporte, tecnologia, turismo e serviços prestados às famílias — começou 2026 em crescimento.

Em janeiro, o volume de serviços avançou 0,3% na comparação com dezembro, resultado acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,1%. Com isso, o setor voltou ao maior nível já registrado na série histórica.

Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de 3,3%, também acima da previsão de economistas, que esperavam avanço de 2,8%.

Entre as atividades pesquisadas, três registraram crescimento no início do ano: outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%).

Já os serviços prestados às famílias tiveram queda de 1,2%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis no período.

Os mercados globais seguiram influenciados pelo avanço das tensões na região aumenta o temor de interrupções no fornecimento de energia e de novas altas no preço do petróleo.

Esse cenário preocupa investidores porque pode pressionar a inflação e afetar o ritmo de crescimento da economia mundial.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda. O clima de incerteza ganhou força depois que o Irã intensificou ataques na região e ameaçou manter fechado o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo no mundo.

Com esse cenário, o índice de Xangai (SSEC) caiu 0,82%, enquanto o CSI300 — que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 0,39%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 0,98%. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,2%, fechando aos 53.819 pontos

O índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, recuou 0,50%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, teve perdas de 0,91%, o DAX, da Alemanha, registrou queda de 0,65%, e o FTSE 100, de Londres, caiu 0,43%.

Em Wall Street, além da instabilidade causada pelo conflito, os investidores reagiram de forma negativa aos dados de crescimento econômico e de inflação.

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Boletim Focus: com guerra no Irã e disparada do petróleo, mercado prevê corte menor dos juros nesta semana pelo Banco Central

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/03/2026 09:24

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

Estimativas fazem parte do boletim 'Focus', divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerado dentro da meta se variar entre 1,5% e 4,5%.

Após a taxa básica da economia ter fechado 2025 em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, na tentativa de conter a inflação, o mercado financeiro continua acreditando que os juros recuarão neste ano.

Os economistas do mercado financeiro passaram a prever um corte de juros menor na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desta semana — 17 e 18 de março.

A expectativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Até a semana passada, os analistas previam uma redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano.Com o início da guerra no Irã, o mercado passou a projetar um corte menor, de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.A decisão do Copom, do BC, será anunciada na próxima quarta-feira (18).

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo, que opera nesta segunda acima de US$ 100, e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Para o fim de 2026, a projeção do mercado para a Selic subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Com o início do conflito, o mercado também passou a projetar aumento na inflação, cuja expectativa, para 2026, passou de 3,91% para 4,10%.

Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 3,80%.➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado de crescimento permaneceu subiu de 1,82% para 1,83%.

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio, ao fim deste ano, de R$ 5,41 para R$ 5,40.

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Dólar opera em queda com foco no petróleo e em dados dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/03/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%MoedasDólar ComercialR$ 5,2421,62%Dólar TurismoR$ 5,4261,19%Euro ComercialR$ 6,0361,11%Euro TurismoR$ 6,2630,82%B3Ibovespa179.284 pts-2,55%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (13) em queda, recuando 0,22% por volta das 09h05, aos R$ 5,2303. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ O petróleo segue perto do nível de US$ 100, mesmo depois de os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo da Rússia. A possibilidade de que o conflito envolvendo o Irã se prolongue aumenta as preocupações com a inflação e pressiona as bolsas ao redor do mundo.

Ontem, o petróleo subiu cerca de 9% e atingiu o valor mais alto em quase quatro anos. Nesta sexta-feira, porém, o barril do Brent recuava 1,41% perto das 9h (horário de Brasília) e era negociado a US$ 99,09.

▶️ No Brasil, o governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar reduzir os efeitos da alta do petróleo e da volatilidade no preço dos combustíveis. Entre as ações estão subsídios a importadores e produtores de diesel e a isenção dos tributos federais PIS e Cofins sobre o combustível.

O pacote também prevê a criação de um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e diesel, além de multas para empresas que não repassarem esses benefícios ao preço final cobrado nos postos.

▶️ Nos Estados Unidos, a agenda econômica inclui a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de janeiro. O indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve, o banco central americano, por ser uma das principais referências para medir a inflação no país.

▶️ Também será divulgado o relatório de abertura de vagas de emprego (Jolts), com previsão de cerca de 6,7 milhões de postos disponíveis. Além disso, sai a leitura anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado.

Os preços do petróleo seguem elevados e voltaram a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia.

Nesta sexta-feira (13), por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, recuava 1,41% e era negociado a US$ 99,09. Já o WTI, referência nos EUA, era cotado a US$ 93,72.

Desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula valorização de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado próximo de US$ 60, patamar que agora ficou bem distante, com os preços voltando a níveis que não eram vistos desde meados de 2022.

Na tentativa de aliviar a pressão no mercado de energia, o Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 30 dias — válida até 11 de abril — permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já estavam embarcados até quinta-feira (12).

Mesmo com esse alívio pontual, investidores continuam acompanhando de perto a evolução da guerra e o risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio.

A escalada das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem aumentado a volatilidade dos preços no mercado internacional.

A alta do petróleo no mercado internacional já levou o governo brasileiro a agir. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada da commodity se transforme em aumentos expressivos no preço do diesel no país.

Entre as medidas, o governo decidiu zerar os tributos federais PIS e Cofins que incidem sobre o diesel. Também foi anunciado um apoio financeiro a produtores e importadores do combustível, como forma de reduzir o impacto da alta internacional.

Segundo estimativas do próprio governo, essas ações podem diminuir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel.

Para compensar a perda de arrecadação com a redução dos tributos, o governo também anunciou a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A ideia é capturar parte dos ganhos extras obtidos pelos produtores com a valorização do petróleo no mercado internacional.

A principal preocupação do governo é que o aumento do diesel acabe pressionando a inflação. Isso porque o combustível é amplamente usado no transporte de cargas no Brasil, o que influencia diretamente o custo de alimentos e de outros produtos.

Nesse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da empresa ao pacote de medidas anunciado pelo governo.

De acordo com a companhia, como o programa é opcional e pode trazer benefícios adicionais, a participação foi considerada compatível com os interesses da empresa.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Inflação na Argentina fica em 2,9% em fevereiro, maior nível em quase um ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 16:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2461,68%Dólar TurismoR$ 5,4281,24%Euro ComercialR$ 6,0411,19%Euro TurismoR$ 6,2660,86%B3Ibovespa179.760 pts-2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,2461,68%Dólar TurismoR$ 5,4281,24%Euro ComercialR$ 6,0411,19%Euro TurismoR$ 6,2660,86%B3Ibovespa179.760 pts-2,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,2461,68%Dólar TurismoR$ 5,4281,24%Euro ComercialR$ 6,0411,19%Euro TurismoR$ 6,2660,86%B3Ibovespa179.760 pts-2,29%Oferecido por

A inflação na Argentina foi de 2,9% em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). O resultado veio acima da expectativa de economistas.

O dado ficou estável em relação a janeiro e manteve a inflação no maior patamar em quase um ano. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o indicador chegou a 33,1%, acima dos 32,4% registrados no mês anterior.

Os setores com maiores altas em fevereiro foram habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (6,8%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (3,3%). Na sequência, aparecem bens e serviços diversos (3,3%), restaurantes e hotéis (3%) e equipamentos e manutenção do lar (2,6%).

Nesta semana, o presidente Javier Milei reiterou sua promessa de reduzir a inflação a zero e afirmou que isso deve ocorrer até agosto. Paralelamente, autoridades argentinas se reúnem com representantes da Casa Branca, nos Estados Unidos, em busca de novos apoios econômicos.

Pesquisa recente do Banco Central da Argentina mostrou que analistas ainda esperam desaceleração da inflação, embora o consenso das previsões para o fim do ano tenha subido em relação ao levantamento anterior, de janeiro.

Os dados da série histórica do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão Milei.

Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável e aumentou as preocupações do governo a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação.

A Argentina passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio. (leia mais abaixo)

A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados.

Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor.

O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. Já no primeiro semestre de 2025, o percentual caiu para 31%.

Por outro lado, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança de parte dos investidores.

No terceiro trimestre de 2025, no entanto, Milei passou a enfrentar uma forte crise política após um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente.

Um áudio gravado por um ex-aliado de Javier Milei, no qual Karina é acusada de corrupção, vazou para a imprensa e está sendo investigado pela Justiça. Leia mais aqui.

Em meio à crise, Javier Milei sofreu uma dura derrota, em setembro, nas eleições da província de Buenos Aires — a mais importante da Argentina, que concentra quase 40% do eleitorado nacional.

Os reflexos foram sentidos no mercado: os títulos públicos, as ações das empresas e o peso argentino despencaram um dia após o pleito.

Com o resultado, a moeda argentina atingiu seu menor valor histórico até então, cotada a 1.423 por dólar. Ao longo de 2025, o peso derreteu quase 40% frente ao dólar, encerrando a 1.451,50, em um cenário bastante prejudicial para a inflação.

O pessimismo no mercado surgiu após investidores demonstrarem preocupação de que o governo de Javier Milei não conseguiria avançar com sua agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina.

A partir de então, ocorreram sucessivas quedas do peso em relação ao dólar, levando o Banco Central da Argentina a retomar intervenções no câmbio para controlar a disparada da moeda norte-americana. (leia mais abaixo)

A volatilidade só começou a ceder depois que o governo dos EUA anunciou apoio à Argentina. Em 20 de outubro, os países oficializaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, foi prometido outro incentivo do mesmo valor, elevando o socorro financeiro para US$ 40 bilhões.

Na prática, as medidas aumentam o volume de dólares nas reservas argentinas e buscam recuperar a confiança dos investidores.

Após a confirmação do apoio financeiro pelo governo de Donald Trump, Javier Milei obteve, em 26 de outubro, uma vitória importante nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado, o que ajudou a conter a disparada do dólar — e pode garantir a continuidade das reformas do atual governo.

Milei anunciou pacote de medidas para tentar aumentar a circulação de dólares na economia argentina — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

No início do governo Milei, a melhora nos indicadores econômicos fez com que o líder alcançasse, em 11 abril, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira parcela, de US$ 12 bilhões, foi disponibilizada ao país poucos dias depois.

O repasse dos recursos representa um voto de confiança do fundo internacional no programa econômico do presidente argentino. Os valores anunciados se somam a dívidas antigas do país junto ao FMI, que já superavam os US$ 40 bilhões.

Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar completamente os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês.

Logo após o acordo com o FMI, o banco central da Argentina anunciou uma redução dos controles cambiais, o chamado “cepo”. A flexibilização determinou o fim da paridade fixa para o peso argentino e introduziu o "câmbio flutuante" — quando o valor da moeda é determinado pela oferta e demanda do mercado.

Com isso, o governo de Javier Milei passou a ensaiar o fim do sistema de restrição cambial que estava em vigor desde 2019, limitando a compra de dólares e outras moedas estrangeiras pelos argentinos. A deterioração recente nos mercados, porém, fez o país voltar a intervir no câmbio. (leia abaixo)

Nos últimos meses, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram medidas de naturezas monetária, fiscal e cambial para injetar dólar no país, com o objetivo de fortalecer o cumprimento do acordo com o FMI para a recuperação econômica.

Em maio de 2025, o governo também anunciou sua decisão de permitir que os cidadãos utilizem dólares mantidos fora do sistema financeiro — ou seja, guardados "debaixo do colchão" — sem a obrigatoriedade de declarar a origem dos recursos.

Em 10 de junho, lançou medidas como a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões com emissões de títulos. Além disso, se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo BC.

Já na semana anterior às eleições de Buenos Aires — e em meio à forte queda do peso frente ao dólar —, o governo de Milei anunciou sua intervenção no mercado de câmbio.

O secretário de Finanças, Pablo Quirno, afirmou em 2 de setembro que o Tesouro Nacional atuaria diretamente na compra e venda de dólares para garantir oferta suficiente e evitar desvalorizações abruptas.

O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas comerciais, melhorar o câmbio e atrair investimentos, enquanto avança no rigoroso ajuste econômico promovido por Milei.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre com inflação no Brasil, dados dos EUA e petróleo no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 09:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (12) em leve alta de 0,29%, cotado a R$ 5,1720. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No Brasil, a atenção está voltada para a divulgação da inflação de fevereiro, medida pelo IPCA. A previsão é de alta de 0,6% em relação a janeiro. Com isso, o aumento dos preços nos últimos 12 meses deve chegar a 3,77%.

▶️ Nos Estados Unidos, os investidores acompanham novos dados sobre a economia do país. Entre eles estão o resultado da balança comercial e o número de pedidos de seguro-desemprego feitos na última semana, que deve ficar próximo de 215 mil, nível semelhante ao registrado na semana anterior.

▶️ No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a se aproximar da marca de US$ 100 após um ataque a petroleiros em águas do Iraque. O episódio aumentou as preocupações sobre possíveis problemas no transporte e no fornecimento de petróleo no mercado global.

▶️ Diante da tensão, na véspera, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou que pretende liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para tentar reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio.

▶️ Ao mesmo tempo, o Irã afirmou que o mundo deveria se preparar para um petróleo a US$ 200 por barril. A declaração foi feita enquanto forças iranianas atingiam navios mercantes na quarta-feira, o que elevou as preocupações com um possível choque nos preços da commodity.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), conforme investidores continuavam a avaliar os reflexos do conflito no Oriente Médio na economia mundial.

As preocupação giram em torno do fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas da região e por onde passam ao menos 20% de todo o comércio global de petróleo. Nesta quarta-feira, o comando militar iraniano alertou que o mundo deve e preparar para que os preços da commodity atinjam os US$ 200 por barril.

Na terça-feira (10), a inteligência dos Estados Unidos identificou que o Irã planeja instalar minas navais no canal. A informação foi publicada pela CBS News, com base em relatos de autoridades americanas.

Além disso, uma nova embarcação foi atingida no entorno do Estreito nesta quarta-feira, marcando o 13º ataque a navios na região.

Com isso, os preços do petróleo marcavam mais um dia de alta nesta quarta. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 5% nos contratos para abril, a US$ 92,19. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também tinha alta de 5% no mesmo horário, a US$ 87,62 por barril.

Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando pelo Estreito de Ormuz ou por caminhos alternativos.

Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global.

Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE). A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris.

No Brasil, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest também ficou no radar. O levantamento indicou que o presidente Lula (PT) lidera em dois dos cenários de 1º turno avaliados, mas empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em outros cincos.

Os percentuais de intenção de voto de Lula variam entre 36% e 39%. Os de Flávio vão de 30% a 35%. Nos dois cenários em que Lula lidera e que Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar a diferença entre eles é de 7 pontos percentuais. A menor diferença entre os dois é de 1 ponto.

Além dos nomes de Lula e Flávio, também foram pesquisados entre os sete cenários os pré-candidatos Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (PSD), Eduardo Leite (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).

A pesquisa também mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro apareceram empatados numericamente pela primeira vez no 2º turno, ambos com 41% das intenções de voto.

Os mercados financeiros ao redor do mundo operaram com atenção redobrada nesta quarta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global.

Em Wall Street, investidores também acompanharam a divulgação de novos dados de inflação, que mostraram que os preços ao consumidor subiram em fevereiro dentro do esperado.

No fechamento, os três índices tiveram sinais mistos: o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em queda de 0,61% e 0,08%, respectivamente, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,08%.

Na Europa, o clima foi de cautela e a maioria dos índices de ações fecharam em queda. Entre as principais bolsas Velho Continente, o DAX, da Alemanha, caiu 1,37%, enquanto o CAC 40, da França, perdeu 0,19% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve queda de 0,56%.

Na Ásia, o desempenho foi misto. Parte das bolsas fechou em alta, enquanto outras registraram pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário internacional.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, encerrando o dia em 25.898,76 pontos. Já o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%, para 4.133,43 pontos.

No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também terminou o dia em alta de 1,4%, aos 5.609,95 pontos, após ter chegado a subir mais de 3% durante o pregão.

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Quaest: 48% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 18:16

Eleições 2026 Quaest: 48% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses Pesquisa mostra piora da avaliação e redução do otimismo com o futuro da economia em ano eleitoral. Por Redação g1

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que 48% dos entrevistados consideram que economia piorou nos últimos 12 meses. Esse índice era de 43% em janeiro e fevereiro.

Outros 24% afirmam que a economia melhorou, enquanto 26% avaliam que ficou do mesmo jeito (eram 30% na pesquisa anterior).

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março.

Economia piorou: 48% (eram 43%, em fevereiro);Melhorou: 24% (eram 24%);Ficou do mesmo jeito: 26% (eram 30%);Não sabem/não responderam: 2% (eram 3%).

Entre os eleitores independentes, considerados cruciais para a disputa presidencial de outubro, 50% acham que a economia piorou.

Esse grupo equivale a 32% do eleitorado, segundo a Quaest, e é formado por pessoas que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas.

O levantamento também perguntou se o eleitor foi beneficiado pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Não houve mudança significativa em relação à pesquisa anterior, de fevereiro de 2026, quando 30% responderam que foram beneficiados e 67%, não.

A pesquisa também perguntou qual é a expectativa dos entrevistados para a economia nos próximos 12 meses. E os números mostram uma visão menos otimista.

O grupo dos que esperam uma piora da economia era de 28% em janeiro, passou para 29% em fevereiro e chegou a 34% agora.

Vai melhorar: 41% (eram 43%, em fevereiro);Vai piorar: 34% (eram 29%);Vai ficar do mesmo jeito: 21% (eram 24%);Não sabem/não responderam: 4% (eram 4%).

A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao preço dos alimentos nos mercados. 58% dizem que o preço subiu, 24% que ficou igual e 16% que caiu. Veja números:

Subiu: 58% (eram 56%, em fevereiro);Ficou igual: 24% (eram 24%);Caiu: 16% (eram 18%).Não sabem/não responderam: 2% (era 2%)

Sobre poder de compra, 64% dizem que conseguem comprar menos do que um ano atrás, 14% afirmam que conseguem comprar mais e 21% consideram que não há diferença.

Menos: 64% (eram 61%, em fevereiro);Mais: 14% (eram 15%);O mesmo tanto: 21% (eram 23%);Não sabem/não responderam: 1% (eram 1%)

A pesquisa também perguntou sobre a percepção em relação ao mercado de trabalho: 50% dizem que está mais difícil conseguir emprego hoje, e 40% consideram que está mais fácil.

Mais difícil: 50% (eram 49%, em fevereiro);Mais fácil: 40% (eram 39%);Igual: 4% (eram 5%);Não sabem/não responderam: 6% (eram 7%).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso no Fórum Economia Azul e Finanças, na França — Foto: Ludovic Marin/Reuters

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Dólar opera em alta com petróleo no radar e atenção à inflação dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 10:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,15%Dólar TurismoR$ 5,356-1,03%Euro ComercialR$ 5,989-0,12%Euro TurismoR$ 6,233-0,84%B3Ibovespa183.447 pts1,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,15%Dólar TurismoR$ 5,356-1,03%Euro ComercialR$ 5,989-0,12%Euro TurismoR$ 6,233-0,84%B3Ibovespa183.447 pts1,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,15%Dólar TurismoR$ 5,356-1,03%Euro ComercialR$ 5,989-0,12%Euro TurismoR$ 6,233-0,84%B3Ibovespa183.447 pts1,4%Oferecido por

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (11), avançando 0,40% por volta das 9h45, sendo negociado a R$ 5,1771. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), enquanto bolsas europeias e asiáticas registraram quedas. O movimento ocorre em meio às incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.

Por volta das 9h40 GMT (6h40 em Brasília), o barril do WTI — referência nos Estados Unidos — avançava 5,91%, a US$ 88,38. Já o Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, cotado a US$ 92,23.

▶️ A alta ocorre após uma forte queda registrada na véspera, quando os preços do petróleo despencaram mais de 11% — a maior baixa percentual em um único dia desde 2022. O recuo veio depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã poderia terminar em breve.

▶️ Nos Estados Unidos, os investidores também acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro, indicador que mede a inflação no país.

▶️ No Brasil, a agenda inclui uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026 será divulgada nesta quarta-feira. O levantamento também avalia os efeitos recentes do Caso Master sobre a confiança no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os preços do petróleo dispararam nos últimos dias e chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). O movimento ocorreu em meio às preocupações com a guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem sinal de trégua e levanta temores sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia.

Nesta terça-feira, porém, as cotações passaram a recuar, após a sequência recente de altas que levou o barril a se aproximar desse patamar no mercado internacional.

Perto das 17h30, o barril do Brent, referência global, tinha uma queda de 8,38% nos contratos para entrega em abril, a US$ 90,67. Já o WTI, dos EUA, caía 8,68%, cotado a US$ 86,54 por barril nos contratos para março.

O movimento ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que espera um desfecho mais rápido para o conflito no Oriente Médio do que o prazo anteriormente estimado de quatro a cinco semanas.

A sinalização de um possível alívio nas tensões ajudou a reduzir parte da pressão sobre as cotações da commodity.

Ainda assim, o mercado segue atento a novos desdobramentos da guerra, depois de autoridades americanas — entre elas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o general Dan Caine — indicarem que os ataques contra o Irã estariam se intensificando.

Do lado iraniano, autoridades também ameaçaram manter restrições ao fornecimento de petróleo na região.

Além disso, produtores do Oriente Médio ainda não retomaram a produção em larga escala, enquanto os custos de transporte da commodity tendem a permanecer elevados por algum tempo, fatores que continuam sustentando a volatilidade no mercado de energia.

A maioria dos mercados internacionais fecharam em alta nesta terça-feira, após dias de volatilidade ligados ao conflito no Oriente Médio. O movimento foi influenciado pela queda do preço do petróleo, que reduziu parte das preocupações com o impacto da energia mais cara sobre a economia global.

A exceção foi Wall Street, onde os três principais índices americanos fecharam com sinais mistos.

O Dow Jones caiu 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P 500 recuou 0,21%, para 6.781,48 pontos; e o Nasdaq Composite ganhou 0,01%, aos 22.697,10 pontos.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta, acompanhando o movimento observado em outros mercados. O avanço ajudou a recuperar parte das perdas registradas nos últimos dias em meio às incertezas provocadas pela guerra.

No fechamento, o STOXX 600 subiu 1,82%, aos 605,76 pontos. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt avançou 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100 de Londres ganhou 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40 de Paris subiu 1,79%, alcançando 8.057,36 pontos.

O movimento ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o conflito no Oriente Médio poderia “acabar em breve”.

A declaração contribuiu para a recuperação de mercados que vinham acumulando perdas, como os de China e Hong Kong.

Também influenciou o cenário a decisão do governo chinês de elevar os preços máximos de gasolina e diesel, acompanhando a alta do petróleo observada após o fechamento do Estreito de Ormuz durante a escalada da guerra.

No fechamento, em Xangai, o índice SSEC subiu 0,65%, aos 4.123 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,28%, aos 4.674 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 2,17%, chegando a 25.959 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei registrou alta de 2,88%, aos 54.248 pontos.

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Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6×1

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 21:02

Trabalho e Carreira Estudo da Fiep aponta queda do PIB e risco de desemprego com fim da escala 6×1 Simulações indicam que redução da jornada sem aumento relevante de produtividade pode diminuir atividade econômica e pressionar o mercado de trabalho. Por Redação g1

Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil.

Segundo o levantamento, a mudança em discussão no Congresso — que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6×1 — pode provocar queda do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do desemprego e avanço da informalidade.

A análise foi apresentada em Brasília durante o seminário “Modernização da jornada de trabalho”, promovido pela Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo. O encontro reuniu parlamentares, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir mudanças nas regras trabalhistas no país.

De acordo com o estudo, mudanças abruptas na jornada de trabalho podem gerar impactos econômicos relevantes, especialmente quando não são acompanhadas por ganhos de produtividade.

As simulações realizadas pela consultoria indicam que, mesmo em um cenário considerado otimista, o efeito sobre a economia seria significativo. Nesse cenário, a economia teria um ganho de produtividade de 2%. Ainda assim, o PIB brasileiro poderia cair até 3,7% no primeiro ano após a mudança na jornada de trabalho.

Além das simulações econômicas, o estudo também reúne evidências de pesquisas nacionais e internacionais sobre propostas de redução da jornada de trabalho.

Ao g1, o deputado federal Luiz Gastão Bittencourt da Silva (PSD-CE) afirmou que o tema já chegou à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Segundo ele, uma possibilidade discutida por parlamentares seria reduzir gradualmente a jornada semanal.

“E eu tenho defendido, e eu acho que há um meio consenso com todos, inclusive do setor produtivo, que, se nós reduzirmos de forma paulatina de 44 para 40 horas semanais como jornada, você já estaria extinguindo a escala 6 por um.”

Segundo a Fiep, a redução da jornada sem aumento proporcional da produtividade pode elevar custos para as empresas. Como consequência, parte delas poderia reduzir contratações ou cortar postos de trabalho.

A estimativa apresentada pelo estudo indica que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais podem enfrentar risco de demissão ou migração para a informalidade.

“O custo com pessoal representa uma das principais componentes da estrutura de custos das empresas, especialmente em atividades intensivas em trabalho. Elevação nesse tipo de custo podem afetar decisões operacionais e estratégicas das empresas, como redução do horário de funcionamento dos estabelecimento e demissões, gerando uma redução da atividade dessas empresas", argumenta Guilherme Hakme, diretor da Fiep.

Pesquisas analisadas no relatório também apontam algumas estratégias que empresas tendem a adotar diante da redução das horas trabalhadas, como:

diminuir o número de horas contratadas;substituir trabalhadores mais experientes por profissionais com salários menores;aumentar a rotatividade da mão de obra.

A redução da jornada pode elevar o salário por hora trabalhada. No entanto, o salário mensal tende a permanecer estável caso as empresas reduzam as horas contratadas.

Nesse cenário, cresce também a chamada dupla ocupação. Isso ocorre quando um trabalhador precisa ter dois empregos para manter o mesmo nível de renda.

Apesar disso, o relatório também destaca que jornadas menores podem trazer alguns benefícios, como redução da fadiga e possível aumento de produtividade em determinadas atividades.

Segundo os pesquisadores, trabalhadores mais descansados tendem a produzir mais em alguns setores. Ainda assim, esses ganhos costumam ser limitados e nem sempre compensam a redução do tempo total de trabalho.

Alguns segmentos operam com alto nível de automação e margens maiores. Outros dependem fortemente de mão de obra e enfrentam concorrência internacional intensa.

Uma mudança uniforme na jornada poderia aumentar custos para empresas com menor margem de lucro. Isso pode reduzir investimentos e afetar empregos.

Para o deputado Luiz Gastão, o debate precisa considerar diferentes formas de organização do trabalho em cada atividade.

“O que nós não concordamos, e não só eu, mas boa parcela do setor produtivo e tudo, é que existem escalas de compensação, existem escalas de regime corrido que trabalham, por exemplo, 6 horas por dia. Se trabalhar 6 dias por semana, vai dar no máximo 36 horas, que já é abaixo dessas das 40 horas previstas.”

Ainda de acordo com a Fiep, o risco é transformar uma medida voltada ao bem-estar do trabalhador em um fator de instabilidade econômica.

A federação defende que a modernização das relações de trabalho é necessária. No entanto, avalia que mudanças devem ocorrer com negociação coletiva e adaptação às características de cada setor.

“A discussão dessa reforma deveria ser feita de forma mais lenta de modo a considerar um conjunto amplo de aspectos econômicos, de modo a permitir que a sociedade discuta de forma informada os custos e benefícios para empresas e trabalhadores", complementa o presidente da Fiep.

O estudo também destaca que o Brasil precisa avançar primeiro em políticas de aumento da produtividade.

modernização tecnológica das empresas;qualificação contínua dos trabalhadores;políticas industriais focadas;melhora do ambiente de negócios;acesso a crédito;simplificação tributária.

Luiz Gastão defende que eventuais mudanças levem em conta os impactos para empresas com maior uso de mão de obra.

“E há de se ter uma compensação para as micro e pequenas empresas ou as empresas que têm grande insumo de mão de obra, para que elas não percam a competitividade e elas possam estar no mercado e continuar vivendo no mercado, podendo contratar e fazendo com que os setores possam se adaptar.”

Para estimar os impactos da mudança na jornada, a Tendências utilizou um modelo econômico chamado DSGE. Esse tipo de modelo é amplamente empregado por bancos centrais e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para simular cenários macroeconômicos.

Os pesquisadores analisaram dois cenários: um com ganho de produtividade e outro sem avanço significativo nessa área.

Nos dois casos, os resultados indicaram impacto negativo para o emprego e para a atividade econômica no curto prazo.

O estudo também analisou experiências de redução de jornada em países como Alemanha, França, Portugal, Japão, Canadá, Bélgica e Eslovênia.

efeitos nulos ou negativos sobre o emprego;queda de produtividade quando o ganho não acompanhou a redução de horas;aumento de custos para as empresas.

Apenas dois estudos internacionais encontraram efeitos positivos para geração de empregos. Mesmo nesses casos, os resultados foram considerados ambíguos.

Para a Fiep, o debate sobre jornada de trabalho é legítimo e precisa avançar no país. A entidade afirma que está aberta à discussão, mas defende que as mudanças sejam feitas com base em dados técnicos e diálogo entre governo, empresas e trabalhadores.

Segundo a federação, decisões estruturais sobre o mercado de trabalho precisam considerar os efeitos sobre crescimento econômico, competitividade e geração de renda.

"A literatura mostra que há riscos de que essa reforma gere custos desproporcionalmente maiores aos benefícios, como, ausência de geração de emprego, aumento da informalidade, e queda relevante do PIB. Pode-se discutir formas alternativas de melhorar o ganho de bem estar de parte da população com jornada de trabalho mais longa, inclusive de forma mais eficiente para esse grupo da população", afirma Guilherme Hakme.

Outros levantamentos recentes também analisaram possíveis impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil e apontam desafios semelhantes, especialmente em setores com baixa produtividade ou forte dependência de mão de obra.

Um estudo apresentado também nesta terça (10) pelo economista André Portela, da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), destaca que a redução da jornada com manutenção integral dos salários eleva o custo por hora trabalhada. No caso de uma mudança de 44 para 36 horas semanais, o custo da hora poderia subir cerca de 22%.

Segundo o pesquisador, empresas tendem a reagir de três formas diante desse aumento: repassar parte do custo aos preços, acelerar processos de automação ou reorganizar equipes e turnos.

O resultado final dependeria do nível de produtividade e da capacidade de adaptação de cada setor.

Portela também ressalta que o mercado de trabalho brasileiro é muito heterogêneo. Pequenas empresas, que têm menor capacidade de investimento e tecnologia, podem enfrentar mais dificuldades para absorver mudanças abruptas.

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que, apenas no comércio, a adequação a jornadas menores poderia elevar a folha de pagamento em cerca de 21%. Parte desse custo tende a ser repassada ao consumidor.

Segundo o levantamento, cada aumento de 1% no custo do trabalho pode elevar a informalidade em cerca de 0,34%.

O estudo também projeta que o setor poderia enfrentar queda de atividade e redução de margens mesmo com reajustes de preços.

🏝️ No turismo, que utiliza amplamente a escala 6×1, o impacto sobre preços e demanda também seria significativo, segundo a CNC.

🧑‍🌾 No agronegócio, análises da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacam que atividades rurais seguem ciclos naturais de produção e nem sempre se adaptam a jornadas fixas.

Culturas como café, uva e laranja e atividades contínuas, como a pecuária leiteira, exigem trabalho em períodos específicos. Segundo a entidade, mudanças rígidas na legislação poderiam elevar custos, exigir novas contratações e afetar a competitividade internacional do setor.

Estudos citados por entidades empresariais também indicam possíveis efeitos macroeconômicos mais amplos.

Já o levantamento apresentado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia gerar aumento de custos de até R$ 267 bilhões para empresas brasileiras.

A entidade também cita pesquisas que projetam impactos relevantes sobre o crescimento econômico caso a redução ocorra sem ganhos expressivos de produtividade.

Para economistas ouvidos nesses estudos, o principal desafio para uma redução sustentável da jornada no Brasil é elevar a produtividade do trabalho. Sem esse avanço, a mudança pode pressionar custos, reduzir investimentos e estimular a informalidade.

Ao mesmo tempo, muitos especialistas defendem que o debate deve considerar também aspectos sociais, como qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso.

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