RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Prévia do PIB’ do Banco Central tem alta de 0,5% em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (17), mostrou expansão de 0,5% em abril, na comparação com o mês anterior.

O resultado representa melhora em relação a março, quando houve retração de 0,2% no indicador.Foi o maior aumento desde fevereiro, quando foi registrada alta de 0,6%.

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na parcial do ano, o indicador avançou 1,3% e, em 12 meses até abril, teve aumento de 1,6%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

Divulgação — Foto: Indústria paranaense intensifica investimentos em qualificação, automação, eficiência energética.

A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa básica de juros, a Selic está, atualmente, em 14,5% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,96% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)".

▶️Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no fim de abril, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

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Acordo de paz entre EUA e Irã reforça expectativa de novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 00:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

A maior parte dos analistas do mercado financeiro já projetava, na semana passada, um novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta-feira (17) — quando se reúne o Comitê de Política Monetária (Copom).

Após o anúncio do fechamento de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, na noite deste domingo (14), a expectativa de uma nova redução da taxa básica da economia se consolidou.

Atualmente, a taxa está em 14,5% ao ano. A maioria do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Se confirmada, será a terceira redução seguida no juro. O anúncio será feito após as 18h.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

➡️Após a diminuição das tensões no Oriente Médio, com desobstrução do estreito de Ormuz, o preço do petróleo já teve queda no início desta semana, o que atenua a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação.

➡️O resultado da inflação oficial em maio também foi considerado positivo por analistas, uma vez que a alta de 0,58% mostrou desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril.

"Com IPCA 'menos ruim' e o petróleo abrindo a semana próximo de US$ 80 [com o anúncio do acordo de paz], o Copom deve cortar na reunião dessa quarta e pode deixar em aberto o comunicado. Os próximos passos vão depender do cenário, se confirmando a inflexão na inflação e expectativas 2027 e 2028 sem mudanças, podem ainda seguir cortando 25bps [0,25 ponto percentual]", avaliou a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória.

Bruna Centeno, economista da Blue3 Investimentos, observou que a semana abriu bastante intensa com o "alívio generalizado" na parte dos ativos de risco o acordo de paz. Segundo ela, a curva de juros brasileira (no mercado futuro) já precifica queda em todos os vencimentos.

"Essa semana é importante porque esse alívio generalizado ele marca uma das semanas mais aguardadas que é exatamente essa precificação de juros em relação ao super quarta de Brasil e Estados Unidos. Mesmo com a curva de ir fechando em queda em todos os vencimentos, ainda é aguardado esse corte de 0,25 [ponto percentual] para quarta feira", disse a analista Bruna Centeno, da Blue3 Investimentos.

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,10%, ou seja, acima da meta central de 3%.

➡️Na ata de sua última reunião, realizada no fim de abril, o BC informou que o aumento das expectativas de inflação do mercado não impediram o último corte de juros porque o "período prolongado" de manutenção da taxa em 15% ao ano, o mais alto em 20 anos, gerou desaceleração da economia e criou condições para que essa redução seja compatível com a redução das expectativas de inflação nos próximos anos.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o BC, naquele momento.

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Dólar opera em queda, de olho no petróleo e à espera de decisões de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%Oferecido por

O dólar opera em queda nesta terça-feira (16), com um recuo de 0,26% perto das 9h20, cotado a R$ 5,0535. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã continua a gerar expectativa nos mercados financeiros. O entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano. Segundo o presidente americano, Donald Trump, o tratado também deixa "bem claro" que Teerã não terá armas nucleares.

Com a iminência de um acordo, os preços do petróleo operavam em queda nesta terça-feira. Perto das 08h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,62%, cotado a US$ 80,99. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 2,91% no mesmo horário, a US$ 78,40 por barril.

▶️ A "Superquarta", momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros, também fica no radar. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

▶️Na agenda de indicadores, o destaque fica para a publicação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril. As vendas no varejo brasileiro recuaram 1,5% em abril na comparação com o mês anterior. Em relação a um ano antes, houve alta de 1%.

Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14), segundo informações confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. (acompanhe os principais acontecimentos)

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".

Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social.

"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!", declarou Trump.

Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente, mas a estimativa é que questões como o programa nuclear iraniano deverão ser abordadas posteriormente.

um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local;o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

Apesar do acordo, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas da região do Líbano e o Hezbollah afirmou que vai observar o cumprimento da trégua por parte do governo israelense.

Os mercados financeiros continuavam em uma toada positiva, em meio ao otimismo em relação ao acordo entre EUA e Irã.

Entre os destaques, o alemão DAX subia 0,48% perto das 9h20, enquanto o francês CAC-40 avançava 0,73% e o britânico FTSE 100 tinha alta de 0,61%.

Na Ásia, as ações fecharam mistas nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam dados da economia chinesa e com suporte do setor de tecnologia.

O CSI300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 0,15%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,11%. Já o Hang Seng teve queda de 1,40%.

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Ministro da Fazenda defende revisão do cálculo da inflação no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 12:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,053-0,19%Dólar TurismoR$ 5,253-0,24%Euro ComercialR$ 5,8610,06%Euro TurismoR$ 6,1100,02%B3Ibovespa172.389 pts0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,053-0,19%Dólar TurismoR$ 5,253-0,24%Euro ComercialR$ 5,8610,06%Euro TurismoR$ 6,1100,02%B3Ibovespa172.389 pts0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,053-0,19%Dólar TurismoR$ 5,253-0,24%Euro ComercialR$ 5,8610,06%Euro TurismoR$ 6,1100,02%B3Ibovespa172.389 pts0,73%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se mostrou favorável a discutir possíveis ajustes na forma como a inflação é calculada no Brasil, argumentando que estudiosos apontam uma defasagem na lista de itens usados para medis a alta de preços.

Em podcast produzido pela Warren Investimentos, Durigan afirmou que o modelo atual ainda dá mais importância a itens que perderam relevância, enquanto outros, que ganharam peso nos últimos anos, têm menor representação.

"O nosso modelo, por exemplo, dá peso para coisas que hoje não têm mais o peso que tinham anteriormente, e coisas que hoje têm peso, assinatura de streaming, serviço de nuvem às vezes já pesam muito mais do que algo que estava na metodologia há décadas", afirmou.

O ministro também disse ver com bons olhos o debate sobre aprimoramentos no boletim Focus, do Banco Central, para que a pesquisa ganhe mais transparência. O Focus é um relatório divulgado pelo BC que reúne projeções do mercado para inflação, juros e economia.

Na entrevista, Durigan afirmou que não mexeria na meta de inflação, atualmente em 3%, embora avalie que o modelo de meta de inflação contínua (em que a meta é válida o tempo todo, e não apenas em um período específico) adotado pelo governo ainda não tenha sido plenamente compreendido pela sociedade e por estudiosos.

Ao abordar o elevado nível de juros no país, Durigan apontou as oscilações no dólar e o baixo nível de poupança como fatores que impactam negativamente a política de juros do país.

"A questão da poupança é um elemento importante, a volatilidade no mercado de câmbio brasileiro é outro mecanismo que a gente ouve muito, ainda que não se diga muito isso, tem um prêmio de risco que o Brasil tem que pagar para garantir alguma estabilidade", disse.

O ministro também reconheceu que a política fiscal influencia diretamente os juros da economia e defendeu conter o avanço das despesas obrigatórias para abrir espaço para investimentos.

Ele voltou a afirmar que o governo insistirá nas negociações para que o Congresso Nacional não aprove pautas-bomba, de elevado impacto fiscal, que poderiam afetar a inflação, a carga tributária e o nível dos juros.

Caso as medidas sejam aprovadas, segundo o ministro, o governo deverá vetá-las e poderá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

A equipe econômica estimou na semana passada que propostas em tramitação no Congresso somam um custo extra estimado em R$ 111 bilhões por ano para as contas públicas, incluindo medidas como a renegociação de dívidas rurais, a elevação do teto do Simples Nacional e o aumento de pisos salariais de categorias profissionais.

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Com ‘gatilho’ na regra fiscal, servidor público não terá reajuste acima da inflação em 2027, diz ministro da Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 11:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,047-0,31%Dólar TurismoR$ 5,250-0,31%Euro ComercialR$ 5,8580,01%Euro TurismoR$ 6,108-0,01%B3Ibovespa173.078 pts1,14%MoedasDólar ComercialR$ 5,047-0,31%Dólar TurismoR$ 5,250-0,31%Euro ComercialR$ 5,8580,01%Euro TurismoR$ 6,108-0,01%B3Ibovespa173.078 pts1,14%MoedasDólar ComercialR$ 5,047-0,31%Dólar TurismoR$ 5,250-0,31%Euro ComercialR$ 5,8580,01%Euro TurismoR$ 6,108-0,01%B3Ibovespa173.078 pts1,14%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (15) que o governo não poderá conceder reajuste aos servidores públicos acima da inflação em 2027 por conta de um "gatilho" existente na regra das contas públicas.

A declaração foi dada durante participação no podcast Warren Política, conduzido pelo economista Felipe Salto.

"Temos o novo marco fiscal, criamos um gatilho adicional. Ano que vem não vamos ter ganho real ao servidor público, o que é um ganho [em termos de contenção de despesas] em um primeiro ano de governo", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas, foi aprovada em 2023, no primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A regra limita a despesa 70% da alta da receita, ou a 2,5% ao ano (acima da inflação).

➡️No fim de 2024, porém, o Congresso Nacional aprovou um reforço à regra, definindo que, em caso de déficit primário, ficará proibida a concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos ou benefícios tributários.

🔎 O déficit primário ocorre quando receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo, sem considerar os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário ocorre quando as receitas com impostos ficam acima das despesas – também desconsiderando juros da dívida.

A regra diz que a medida será adotada no ano seguinte ao que for registrado rombo nas contas do governo. E só poderá ser interrompida quando houver superávit primário. Como foi registrado déficit fiscal em 2025, os gastos serão contidos por esse gatilho em 2027.

➡️O resultado negativo nas contas também é um estopim para acionar limites ao aumento de gastos do governo com pessoal (salários e encargos sociais, por exemplo, de servidores ativos, inativos e pensionistas).

📈 Segundo a proposta, até 2030, estas despesas não poderão ter crescimento superior ao piso de reajuste das despesas permitido pelo arcabouço fiscal — 0,6% ao ano acima da inflação.

Em 2024, o governo fechou um acordo com servidores do Executivo contemplando reajustes salariais aprovadas ou em discussões no âmbito das Mesas Específicas e Temporárias de Negociação, além das reestruturações de carreiras O acordo abrangeu, à época, 98,2% dos servidores do governo federal.

Os acordos contemplam aumentos salariais para os servidores em 2025 e 2026, com diferentes índices de correção. Algumas categorias fecharam negociações posteriormente, contemplando tabém reajustes escalonados.

Naquele ano, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que os acordos não só garantiriam a reposição inflacionária para todo o mandato do presidente Lula, como haveria, ainda, um ganho real (acima da inflação esperada para os quatro anos).

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Dólar abre em queda, com foco em acordo entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (15) em queda e marcava um recuo de 0,35% perto das 09h, cotado a R$ 5,0443. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã traz alívio para os mercados financeiros nesta segunda-feira. A expectativa é que o memorando seja assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Nenhuma das duas partes informou o conteúdo do tratado, mas, segundo a imprensa americana, o entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano.

Com a iminência de um acordo, os preços do petróleo operavam em queda nesta segunda-feira. O barril do Brent, referência internacional, caía 5,02% perto das 8h40, cotado a US$ 82,95. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 5,54% no mesmo horário, a US$ 80,18 por barril.

▶️ Outro destaque da semana fica com a chamada "Superquarta" — momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA anunciam suas decisões de juros. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14), segundo informações confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. (acompanhe os principais acontecimentos)

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".

Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social.

"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!", declarou Trump.

Os detalhes do acordo não foram divulgados imediatamente, mas a estimativa é que questões como o programa nuclear iraniano deverão ser abordadas posteriormente.

um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local;o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

Apesar do acordo, Israel afirmou que não vai retirar suas tropas da região do Líbano e o Hezbollah afirmou que vai observar o cumprimento da trégua por parte do governo israelense.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se fecharam em alta nesta segunda-feira. O CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 2,4%. Já o Hang Seng teve alta de 0,5%.

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Mercado financeiro sobe para 5,30% estimativa de inflação em 2026 e projeta corte menor de juros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/06/2026 08:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.133 pts-0,21%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima quarta semana seguida de aumento.

Expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 84 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros, mas em menor intensidade.

O mercado financeiro elevou novamente sua estimativa média para a inflação em 2026, que avançou para 5,30%. Esta é décima quarta semana seguida de aumento.

Os economistas também passaram a projetar um corte menor de juros neste e nos próximos anos (veja mais abaixo nessa reportagem).

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Com o acordo de paz anunciado neste domingo (14) entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo já mostrou queda neste início de semana, operando ao redor de US$ 84 por barril.

➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,11% para 5,30%;➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,03% para 4,10%;➡️ Para 2028, a previsão subiu de 3,65% para 3,68%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026, porém, subiu de 13,50% para 13,75% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor dos juros no decorrer deste ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou de 11,50% para 12% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas avançou de 10% para 10,25% ao ano.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,91% para 1,96%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro elevou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25 por dólar.

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Rota de colisão: por que o G7 teme que os desequilíbrios da economia global acabem em crise

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/06/2026 04:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,062-0,77%Dólar TurismoR$ 5,266-0,95%Euro ComercialR$ 5,857-0,85%Euro TurismoR$ 6,109-0,9%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

Países do G7 pedem desescalada do conflito entre Israel e Irã — Foto: REUTERS/Suzanne Plunkett/Pool

O aumento das exportações da China, a deterioração das contas dos Estados Unidos e o baixo nível de investimentos na Europa têm preocupado o G7, grupo que reúne as sete maiores economias desenvolvidas do mundo. O temor é que esse cenário aumente as tensões comerciais e deixe a economia global mais vulnerável a crises financeiras.

O assunto tem sido uma das prioridades da França, que atualmente ocupa a presidência do grupo. Segundo o presidente francês, Emmanuel Macron, os desequilíbrios entre o comércio mundial e a circulação de capital entre os países atingiram níveis "insustentáveis". O tema estará na pauta da cúpula de líderes prevista para esta semana.

No mês passado, os ministros das Finanças do G7 concordaram que é necessária uma ação coordenada — algo que há anos é difícil de alcançar no grupo mais amplo do G20. Eles também alertaram que, sem uma resposta conjunta, esses desequilíbrios podem evoluir para uma crise financeira.

Os saldos em conta corrente, indicador que mede a entrada e a saída de recursos de um país — incluindo importações, exportações, rendimentos de investimentos e ajuda externa —, mostram um desequilíbrio crescente desde a pandemia de Covid-19.

Depois de cair nos anos seguintes à crise financeira global de 2008 e 2009, o superávit da China voltou a atingir níveis recordes.

Ao mesmo tempo, a zona do euro manteve sua posição de credora do restante do mundo, enquanto os EUA continuam dependentes de capital estrangeiro para financiar seu consumo.

Na prática, isso significa que a poupança acumulada em alguns países está sendo usada para financiar o consumo em outros — principalmente nos EUA, hoje o principal destino desses recursos.

O modelo de crescimento da China, baseado nas exportações, vem sendo cada vez mais criticado. Para os críticos, os incentivos do governo elevaram a produção a níveis muito superiores ao consumo interno do país.

A posição da China nas contas internacionais mudou drasticamente nos últimos anos. Desde a pandemia, o superávit em conta corrente — quando um país recebe mais recursos do que gasta no exterior — saltou para o recorde de US$ 735 bilhões, impulsionado pelo forte crescimento das exportações, apesar das tarifas mais altas impostas pelos EUA.

A demanda interna fraca e o forte crescimento das exportações de produtos industrializados ampliaram o superávit chinês.

Críticos, entre eles o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmam que uma moeda mantida artificialmente desvalorizada favorece as exportações do país. Eles também argumentam que empresas chinesas recebem subsídios em escala superior à observada na maioria das economias desenvolvidas.

Em dezembro, Macron afirmou que, se as principais economias não se reequilibrarem por meio da cooperação, a Europa "não terá outra escolha" a não ser adotar medidas protecionistas.

➡️ Protecionismo é o conjunto de políticas que busca favorecer a produção nacional e limitar a concorrência estrangeira. Isso pode ser feito por meio de tarifas de importação, subsídios a empresas locais ou outras medidas de incentivo à economia doméstica.

Pequim rejeita as críticas e afirma que suas empresas são competitivas. O governo chinês também diz que defenderá seus interesses diante de qualquer barreira comercial.

Em contrapartida, os EUA continuam sendo o principal motor do consumo global. O país gasta mais do que produz, reflexo do alto consumo das famílias e da baixa taxa de poupança.

Esse padrão foi reforçado por políticas de aumento de gastos e cortes de impostos. Somados aos estímulos adotados em momentos de crise e às despesas da pandemia, esses fatores elevaram o déficit federal.

Essa combinação torna os EUA dependentes de recursos vindos do exterior. Na prática, o país usa a poupança acumulada por economias superavitárias para financiar seus gastos internos.

Embora essa dinâmica ajude a sustentar o crescimento global, ela também aumenta as tensões comerciais. Isso porque autoridades americanas têm recorrido a tarifas e políticas industriais para tentar reduzir déficits que se repetem há décadas.

Enquanto o excedente da China está ligado ao excesso de produção, o da Europa tem outra origem: o baixo nível de investimentos dentro do bloco e a elevada taxa de poupança.

Segundo um relatório divulgado em 2024 pelo ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, os países europeus precisam transformar mais da poupança das famílias em investimentos produtivos — como obras, tecnologia e expansão de empresas. Caso contrário, correm o risco de ficar ainda mais atrás dos EUA e da China.

Desde o início da pandemia, os investimentos na zona do euro cresceram bem menos do que nos EUA, especialmente na área de tecnologia.

Economistas afirmam que o baixo nível de investimento reduz a atividade econômica dentro da Europa. Como consequência, parte da poupança acaba sendo aplicada em outros países em busca de melhores retornos, contribuindo para o superávit das contas externas da zona do euro.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que a economia faz desta Copa a mais ‘louca’ de todos os tempos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 12:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,075-0,5%Dólar TurismoR$ 5,280-0,68%Euro ComercialR$ 5,874-0,56%Euro TurismoR$ 6,126-0,63%B3Ibovespa171.392 pts-0,06%Oferecido por

A Copa do Mundo de 2026, sediada por EUA, Canadá e México, destaca-se por tensões geopolíticas e uma inédita revolução econômica altamente lucrativa para a Fifa.

Durante o torneio, os 3 países-sede renegociarão o acordo comercial USMCA, sob os olhares atentos do presidente americano Donald Trump e em meio a conflitos globais.

O evento adota o modelo da NFL em 11 estádios americanos, utilizando a precificação dinâmica para inflacionar ingressos e maximizar agressivamente a receita da Fifa.

Especialistas estimam que a arrecadação com bilheteria supere US$ 7 bilhões, enquanto cidades-sede arcam com custos locais e torcedores pagam transporte e ingressos astronômicos.

Esse modelo de comercialização extrema gera forte reação negativa de autoridades e torcedores, colocando em xeque o futuro da precificação dinâmica no futebol mundial.

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores — Foto: AFP via Getty Images

As edições da Copa do Mundo de futebol raramente são completamente isentas de política, mas nunca o futebol precisou se equilibrar em uma corda bamba geopolítica como esta.

O principal país-sede (Estados Unidos) está em guerra com um participante (Irã), cuja equipe precisa se deslocar a partir de outro país-sede (México) nos dias de jogo.

Soma-se a isso a coincidência impressionante de Estados Unidos, Canadá e México, os três países que sediam a Copa do Mundo de 2026, estarem no meio de uma guerra comercial de grandes proporções.

De fato, no período entre a cerimônia de abertura no México, no Estádio Azteca, e a final, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, os três países estarão renegociando o USMCA, acordo de livre comércio da América do Norte.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está extremamente atento ao torneio, a seus patrocinadores e ao impacto de sua volta à Casa Branca no ano passado.

Trump chegou a brincar que sua derrota para Joe Biden na eleição de 2020 teve o grande benefício de permitir que ele voltasse para esta Copa do Mundo e para a Olimpíada de Los Angeles, em 2028.

Após a retomada das hostilidades entre o Irã e Israel, Trump foi bastante direto ao pedir o fim dos ataques.

E, enquanto os minutos corriam para o início do torneio, na noite de quinta-feira (11/06), Trump pareceu suspender novos ataques aéreos e aparentemente prometeu que um acordo para encerrar a guerra estava próximo.

Mais cedo, naquele mesmo dia, havia prometido atingir o Irã "com muita força". Como sempre acontece com Trump, muita coisa pode mudar muito rapidamente.

Ele já havia aceitado, de forma controversa, um Prêmio da Paz da Fifa, antes de iniciar a guerra com o Irã que levou a um forte choque global de energia e na economia.

Existe até a possibilidade de EUA e Irã se enfrentarem nas oitavas de final no fim de semana das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA.

Donald Trump recebeu um Prêmio da Paz da Fifa antes da Copa do Mundo de 2026 — Foto: PA Wire via BBC

Gianni Infantino, presidente da Fifa, já pediu cessar-fogos durante Copas do Mundo. Se o Mundial ajudar a acelerar movimentos de desescalada, poderá haver impacto concreto nos preços da energia, no abastecimento e na economia mundial.

Se a Copa do Mundo pode de fato influenciar o maior conflito econômico do mundo, ninguém sabe. Mas não há dúvida de que outra peça do quebra-cabeça econômico está se desenrolando diante dos olhos dos torcedores do mundo todo.

Trata-se de uma reorganização completa da economia do futebol e também de um dos exemplos mais visíveis de como algumas das maiores economias mundiais operam cada vez mais.

"O futebol não é nada sem os torcedores", disse certa vez o lendário Jock Stein, ex-técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo.

Alguns torcedores, no entanto, presentes na maior festa do mundo, terão pagado valores até então inéditos por jogos que podem acabar sem importância competitiva, além de desembolsar praticamente o preço normal de um ingresso apenas para pegar o trem até o estádio.

É o caso da passagem da New Jersey Transit: normalmente custa US$ 12,90 (cerca de R$ 66) ida e volta, mas sairá por US$ 100 (cerca de R$ 510) durante o torneio.

Os torcedores estão sendo pressionados como nunca porque este torneio segue um modelo econômico muito diferente dos anteriores.

Para começar, ele acontece em grande parte em estádios de futebol americano emprestados para o evento (um quarto dos jogos será no Canadá e no México), com a modalidade da bola oval deixando a sua marca, talvez de forma permanente.

Esta Copa transforma o futebol em um jogo altamente rentável para a Fifa, organizadora do torneio. Em termos econômicos, esta pode ser a Copa do Mundo de maior impacto da história, mas não pelo motivo convencional de impulsionar a atividade econômica nos países-sede ou estimular gastos movidos pelo entusiasmo nos países cujas seleções avançam na competição.

O ex-técnico da Escócia Jock Stein ficou famoso pela frase: "O futebol não é nada sem os torcedores" — Foto: Daily Mirror/ Getty Images via BBC

🔎 Em vez disso, esta Copa é um estudo de caso do que é conhecido como economia em forma de K nas economias avançadas tradicionais do mundo, situação em que diferentes grupos da sociedade têm resultados financeiros muito distintos que, quando representados em um gráfico, esses resultados formam uma linha diagonal para cima (como na letra K), e outra diagonal para baixo (também como na letra K).

E isso se baseia em uma tentativa de revolução econômica no mecanismo de preços, que claramente atribui mais valor a certo tipo de torcedor: aquele que está na linha ascendente desse gráfico.

É importante dizer que a Fifa tem uma visão muito diferente e ressalta que essa receita abundante com ingressos será redistribuída, ao estilo Robin Hood (em referência ao personagem que roubava dos ricos para dar aos pobres), para desenvolver o futebol nos países mais pobres do mundo.

Este torneio é muito, muito grande. Terá os maiores estádios, o maior número de jogos de longe, já que a competição foi ampliada de 32 para 48 seleções, provavelmente a maior audiência televisiva global já registrada para qualquer evento e a maior extensão territorial já vista, de Vancouver, no Canadá, à Cidade do México. É possível que a seleção campeã tenha de percorrer uma distância equivalente ao diâmetro da Terra.

Depois, há os preços de ingressos. Em comparação com o custo de assistir ao futebol de elite em qualquer outro contexto, os valores cobrados para acompanhar os jogos são astronômicos.

Há ingressos de cinco dígitos em dólares para a final, além de cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.100) como preço típico aproximado para um jogo de grupo considerado mais atraente no início do torneio, e até as "pechinchas" custam algumas centenas de dólares (ou milhares de reais) em partidas sem grande prestígio.

E este também é o maior teste em escala já feito de uma tentativa de mudar o mecanismo de preços para eventos desse tipo. A precificação dinâmica, que ajusta os preços para cima conforme a demanda aumenta, já foi vista em ingressos para shows e em alguns eventos esportivos, mas nunca nessa escala.

Nos EUA, eles podem chamar o jogo de soccer, mas esta é, sem dúvida, a economia do futebol americano. Na NFL (liga de futebol americano), os preços dos assentos são definidos com base na gestão de receita: maximizar a arrecadação é mais importante do que lotar o estádio.

O esporte nos EUA é precificado no topo do mercado de luxo, a tal ponto que muitos estádios estão reduzindo a sua capacidade, reconstruídos por bilhões de dólares com camarotes e lounges de hospitalidade onde antes havia arquibancadas.

Muitos estádios da NFL adotam preços dinâmicos voltados para aumentar a arrecadação, e não necessariamente para preencher todos os assentos — Foto: Reuters via BBC

A oferta dessas experiências é limitada pela duração da temporada. Na NFL, são apenas nove jogos em casa, cerca de metade do número das principais ligas europeias de futebol. Por isso, na NFL, cada partida conta ainda mais.

A precificação dinâmica deu aos times um método para extrair receita de forma intensa, especialmente porque, pelas regras da NFL, as enormes receitas de TV são divididas de maneira mais igualitária do que no futebol.

Com todos os 11 estádios da Copa do Mundo nos EUA sendo arenas da NFL, o futebol americano deixa sua marca sobre seu xará bastante diferente.

Tudo isso é muito diferente dos torneios anteriores. Uma parte essencial da lógica de sediar uma Copa era ajudar a impulsionar novas obras de infraestrutura, incluindo transporte e construção ou reforma de estádios.

A Copa de 2026 se apresentou como um torneio de poucos ativos, que evitaria elefantes brancos caros como Miyagi, no Japão, o Green Point, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e o estádio de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão em valores corrigidos pela inflação) em Manaus, no meio da Amazônia.

Muitas vezes, os custos foram bancados pelos orçamentos de investimento dos contribuintes dos países-sede. Em troca, esses países calculavam que os investimentos valeriam a pena como exercícios de promoção nacional em um mundo mais globalizado. Mas os três estádios tiveram dificuldade para atrair uso regular suficiente depois dos torneios.

A Copa de 2026 inverteu em grande parte essa lógica, com uma pequena exceção no México. A Fifa alugou os estádios, em sua maioria pagos por torcedores de futebol americano, e passou a maximizar agressivamente as receitas com preços no estilo dos EUA.

Enquanto os torneios anteriores tiveram grandes custos de construção pagos por contribuintes e por empréstimos, os custos de 2026 estão sendo pagos pelos espectadores. E as receitas arrecadadas devem disparar, graças ao aumento no número de jogos, ao tamanho dos estádios e, claro, a esses preços impressionantes dos ingressos.

Ainda não está claro quanto será arrecadado com ingressos e hospitalidade. A previsão inicial era de que a receita mais que triplicasse, passando de US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) na Copa do Mundo de 2022, no Catar, para mais de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 15,3 bilhões).

Richard Sheehan, professor de economia e especialista em finanças do esporte da Universidade de Notre Dame, nos EUA, acredita que a receita total com ingressos e hospitalidade do torneio deste ano possa superar US$ 7 bilhões (em torno de R$ 35,7 bilhões), um aumento de sete vezes.

Ele parte do pressuposto de que a receita com ingressos por partida não apenas dobrará em relação aos US$ 15 milhões (cerca de R$ 76,5 milhões) da última Copa do Mundo, mas aumentará quase cinco vezes, para US$ 71 milhões (cerca de R$ 362 milhões).

A Fifa arrecadou US$ 929 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) com venda de ingressos e hospitalidade durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar — Foto: Reuters via BBC

Poderia ser uma mina de ouro para as cidades-sede mais afortunadas, os donos dos estádios, as seleções e os jogadores, mas provavelmente não será. Ao contrário do que aconteceu na Copa dos EUA de 1994, as cidades não participam dessa crescente receita com ingressos.

Os estádios foram alugados por um valor fixo. A premiação já está definida. E as cidades terão de arcar com os custos de sediar o torneio.

Alan Rothenberg, que presidiu o comitê organizador da Copa do Mundo dos EUA de 1994, explicou ao Serviço Mundial da BBC: "A estrutura é completamente diferente.

Então, na verdade, não dá para comparar. Em 1994, a Fifa ficou com as receitas internacionais de marketing e televisão e depois entregou toda a organização do torneio à Federação de Futebol dos EUA, que criou uma entidade separada para administrá-lo".

"Assim, havia uma entidade neste país, administrada por nós. Recebemos algumas categorias atrativas de patrocínio, oportunidades de licenciamento e também o direito de vender ingressos", disse Rothenberg.

Em 2026, algumas cidades reagiram tentando recuperar os custos de segurança e transporte para sediar o torneio. O preço dos trens de Nova York foi multiplicado por dez, antes de ser ligeiramente reduzido para US$ 98 (cerca de R$ 500).

A ligação ferroviária de Boston custa US$ 80 (aproximadamente R$ 408). Estacionar o carro? As tarifas oficiais chegam a US$ 175 (em torno de R$ 892), e até US$ 225 (cerca de R$ 1.147).

É uma realidade muito distante do transporte gratuito oferecido a quem tinha ingresso em torneios no Catar, em 2022, na Alemanha, em 2006, no Japão, em 2002, e na França, em 1998.

No Japão, voluntários locais se espalharam pelas rotas entre as estações de trem-bala e os estádios, com moradores se curvando diante dos torcedores, oferecendo comida e, em algumas ocasiões, depois que os últimos trens haviam partido, pagando táxis para que eles voltassem para casa.

Segundo Alan Rothenberg, organizador da Copa de 1994 nos Estados Unidos, o modelo financeiro do torneio era muito diferente do adotado hoje — Foto: Getty Images via BBC

Após a reação negativa, a Fifa passou a destacar a liberação de alguns ingressos a preços mais baixos, como US$ 60 (aproximadamente R$ 306), a serem distribuídos pelas associações nacionais.

A novidade mais notável foi a tentativa de incorporar o mercado secundário, a revenda de ingressos, conhecida como cambismo no Brasil, touting no Reino Unido e scalping nos EUA, ao sistema de venda da própria Fifa.

Quase todos os torcedores podem recolocar seus ingressos à venda sem limite máximo de preço, com a Fifa ficando com uma taxa de 15% tanto do vendedor quanto do comprador.

Também houve ingressos distribuídos por meio de um sistema de colecionáveis digitais ligados a criptoativos, construído na blockchain da Fifa. A entidade afirma que está capturando o prêmio antes obtido por cambistas e destinando esse valor a si própria e à comunidade global do futebol.

Os bilhões de dólares extras em caixa irão inicialmente para as reservas da Fifa, sob a promessa de que os recursos serão distribuídos à família global do futebol.

A entidade cita esse tipo de financiamento de base como um dos fatores que ajudaram Cabo Verde a se classificar para a competição deste ano, graças à melhoria da infraestrutura e ao desenvolvimento do futebol de base.

A Fifa costuma distribuir esses recursos de desenvolvimento de forma igualitária entre suas 211 associações filiadas, o que significa que a pequena Montserrat recebe da entidade uma quantia equivalente a 2,5% de seu PIB anual, ou US$ 500 (cerca de R$ 2.550) por pessoa.

O modelo de distribuição igualitária existe desde os anos 1990 e foi ampliado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, como parte de sua promessa eleitoral.

Ele é impulsionado pelo sistema de "um país, um voto", que também passou a ser usado para escolher os países-sede da Copa do Mundo a partir deste ano.

A Fifa afirma que investimentos no futebol de base ajudaram Cabo Verde a se classificar para a Copa do Mundo de 2026 — Foto: Reuters via BBC

Tudo isso aconteceu antes de a precificação dinâmica ganhar força. Se as estimativas da Needham estiverem corretas, a receita anual média da Fifa, de US$ 3,9 bilhões (em torno de R$ 19,9 bilhões), agora supera o orçamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é mais ou menos equivalente ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU).

"O que estamos vendo agora na Copa do Mundo é provavelmente a primeira introdução real da precificação dinâmica em sua forma mais dinâmica, mais completa… Basicamente, a Fifa está pegando todas as possibilidades de revenda especulativa e trazendo tudo para dentro de seu próprio sistema", disse Needham.

Por enquanto, esse modelo de preços torna incerto o valor exato da receita que será arrecadada, mas os ingressos estão criando um volume muito grande de dinheiro.

Em tese, esses recursos serão bem-vindos pela vasta maioria dos países menores, que nunca se classificarão para a Copa do Mundo nem enviarão torcedores capazes de pagar esses preços, mas que formam o eleitorado nas eleições presidenciais da Fifa e nas decisões sobre sedes do torneio. A galinha dos ovos de ouro está brilhando neste momento em termos de valor.

Os estádios ficarão cheios? Haverá exércitos de torcedores das 48 seleções criando o tipo de atmosfera que teria agradado Jock Stein, o lendário técnico da seleção da Escócia em Copas do Mundo?

A Fifa terá de repetir o que aconteceu em seu Mundial de Clubes no ano passado e cortar o preço dos ingressos para até US$ 11 (em torno de R$ 56) a fim de ocupar os assentos? Nesse ponto, ainda não está claro se o modelo de precificação dinâmica da Fifa prioriza maximizar a receita ou garantir que todos os ingressos sejam vendidos.

No mês passado, Infantino disse a uma conferência econômica que "temos de aplicar preços de mercado" e que o futebol precisava se adaptar a esse "mercado muito especial". É evidente que permitir preços ilimitados na revenda e adotar sucessivas rodadas agressivas de aumentos puxados pela demanda é uma escolha.

O modelo europeu adotado por clubes como o francês Paris Saint-Germain, bicampeão europeu, combina ingressos de temporada muito baratos atrás dos gols, nas duas extremidades do estádio, com preços corporativos extraordinários para os assentos mais próximos da linha do meio-campo.

A ideia é que o público corporativo seja atraído em parte pelo espetáculo e pelo barulho de grupos como torcidas organizadas atrás dos gols, nos setores mais baratos. O risco para a Copa do Mundo é que tudo isso se perca.

Há alguns sinais de que o modelo de preços da Copa do Mundo enfrenta reação negativa. Houve quedas nos preços de revenda para jogos de menor demanda: dois ingressos com valor de face de US$ 620 (aproximadamente R$ 3.160) podiam ser comprados por 171 libras (R$ 1.170) no próprio site de revenda da Fifa, 64% mais barato.

Poucos desses bilhetes de trem de US$ 98 (cerca de R$ 500) foram vendidos em Nova Jersey. Autoridades em Nova York, em Nova Jersey, na Califórnia e na União Europeia começaram a analisar reclamações sobre as estratégias de venda de ingressos.

"Um labirinto de confusão, falsa escassez e preços impossivelmente altos", disse Jennifer Davenport, procuradora-geral de Nova Jersey e principal autoridade de acusação do Estado que sediará a final no mês que vem. Ainda não está claro se o Estado tem jurisdição sobre uma "entidade sem fins lucrativos" sediada na Suíça. A Fifa não quis comentar.

A questão em aberto é se a Fifa levou esse experimento de preços a um ponto de ruptura. Parece improvável que os torcedores das cidades-sede da próxima Copa do Mundo, em 2030, na Espanha, em Portugal e no Marrocos, tolerem valores desse tipo.

Autoridades britânicas e irlandesas já descartaram esse modelo para a Eurocopa de 2028, que sediarão e que reunirá as principais seleções de futebol da Europa. Isso ocorre em um momento em que a inteligência artificial (IA) pode viabilizar a próxima grande inovação na precificação de serviços: preços personalizados para diferentes indivíduos, com base em seus dados.

Alguns clubes da Premier League estão testando a precificação dinâmica para parte dos assentos, com o objetivo de aumentar receitas. Isso contraria o modelo tradicional do torcedor fiel que compra um carnê de temporada por preço fixo.

Se o experimento da Fifa parecer bem-sucedido, poderá encorajar donos de clubes europeus ligados à NFL, dos EUA, a tentar precificar ingressos de forma semelhante, especialmente para financiar novos estádios.

O modelo da NFL, dos EUA, foi aplicado a um evento que pertence ao mundo. A "economia em K" dos EUA, com forte crescimento para os 10% mais ricos, responsáveis por até metade de todo o consumo, segundo analistas da Moody's, e estagnação ou retração nos demais níveis de renda, pode ficar visível nos estádios.

A precificação dinâmica é uma tecnologia que busca esse grupo de 10% e transforma uma experiência que um dia foi de massa, acessível a trabalhadores comuns, em um nicho alimentado pelo boom da tecnologia.

A esperança mais ampla de muitos países-sede é que efeitos tradicionais de entusiasmo ajudem a impulsionar a confiança do consumidor e os investimentos no futebol.

Pesquisas já mostraram alguns efeitos, especialmente em países-sede com bom desempenho, além de impactos negativos nas bolsas quando seleções são eliminadas. Os dados mais recentes de emprego nos EUA trouxeram alguns sinais de dezenas de milhares de novas vagas criadas, especialmente em hospitalidade, ligadas à Copa do Mundo.

No entanto, o impulso geral para a economia será limitado pelo tamanho da economia americana e pelo boom de investimentos em inteligência artificial (IA).

Um jogo entre Jordânia e Argélia dificilmente atrairá em São Francisco as atenções hoje voltadas para a inteligência artificial e os trilhões de dólares desse mercado.

Rahm Emanuel, prefeito de Chicago, a principal cidade dos EUA que desistiu de sediar jogos da Copa do Mundo, parece se sentir justificado pela decisão.

A Fifa ficou com toda a receita dos ingressos, e já há reclamações de que as reservas de hotéis em algumas cidades-sede estão abaixo do esperado. Muitos dos estádios que receberão partidas estariam lotados com shows de rock se não fosse o torneio.

À primeira vista, o impacto econômico nos EUA de uma Copa que utiliza estádios já existentes e direciona a maior parte do aumento da receita de ingressos para a Fifa pode ser limitado. O potencial benefício econômico estaria concentrado em um aumento da confiança dos consumidores.

No Reino Unido, boas campanhas de Inglaterra e Escócia podem servir de alento após anos de crises políticas e econômicas sucessivas. Varejistas e empresas do setor de hospitalidade certamente se preparam para um forte aumento nas vendas.

Durante a Copa da Rússia, em 2018, analistas da Kantar calcularam que houve 13 milhões de visitas extras a supermercados, à medida que as pessoas faziam compras para acompanhar os jogos em casa.

Mas também existe a possibilidade de que os desafios de produtividade do Reino Unido não sejam ajudados pelas partidas disputadas durante a madrugada.

A próxima segunda-feira já foi declarada feriado bancário na Escócia para ajudar o país a lidar com o jogo da seleção escocesa contra o Haiti, marcado para as 2h da manhã (horário local).

Para muitos, o torneio será uma bem-vinda pausa do fluxo incessante de notícias, ainda que as particularidades da Casa Branca de Trump possam acabar oferecendo uma oportunidade econômica mais ampla.

A economia mundial de hoje é muito diferente, e isso compõe o pano de fundo desta festa do futebol. A Fifa conduz um experimento de preços relevante e controverso que pode mudar o esporte.

Ao mesmo tempo, uma Copa do Mundo tão incomum talvez consiga amenizar um pouco a sensação de desordem que marca o cenário global atual. É mais uma esperança do que uma expectativa, um sentimento bastante familiar para qualquer torcedor inglês ou escocês.

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Inflação desacelera para 0,58% em maio, mas segue acima da meta e alimentos pressionam IPCA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,101-1,37%Dólar TurismoR$ 5,317-1,12%Euro ComercialR$ 5,907-1,04%Euro TurismoR$ 6,164-0,93%B3Ibovespa171.497 pts1,71%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostra uma desaceleração em relação a abril, quando os preços haviam avançado 0,67%.

Já na comparação com os últimos 12 meses, a trajetória foi de aceleração: a inflação passou de 4,39% até abril para 4,72% em maio. No mesmo mês do ano passado, o IPCA havia registrado variação mensal de 0,26%.

🎯 Com o resultado, o índice fica acima do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

O grupo Alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de maio, respondendo sozinho por 0,29 ponto percentual do IPCA e registrando alta de 1,33%.

Na sequência, apareceram Habitação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês.

Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice.

Alimentação e bebida: 1,33%;Habitação: 1,22%;Artigos de residência: 0,08%;Vestuário: 0,62%;Transportes: -0,46%;Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;Despesas pessoais: 0,41%;Educação: 0,00%;Comunicação: 0,23%.

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