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Inflação se afasta da meta, mas Banco Central julga decisão de cortar de juros como ‘mais adequada’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 08:55

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

O Banco Central informou nesta terça-feira (5) que após o início da guerra no Oriente Médio, as expectativas de inflação subiram para este a para os próximos anos.

Mesmo assim, concluiu que esses "eventos recentes não impediriam o prosseguimento" do ciclo de corte de juros e avaliou que uma redução de 0,25 ponto percentual, como registrado na semana passada, seria "mais adequada".

A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia foi reduzida de 14,75% para 14,5 ao ano. Foi o segundo corte seguido da Selic, que serve de referência para os juros bancários.

"As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes", informou o Banco Central.

Acrescentou que, desde março, "ficou evidente uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028".

Mesmo assim, o BC julgou ser apropriado continuar cortando os juros porque o "período prolongado" de manutenção da taxa em 15% ao ano, o mais alto em 20 anos, que durou até março de 2026, gerou desaceleração da economia e criou condições para que essa redução seja compatível com a redução das expectativas de inflação nos próximos anos.

A autoridade monetária também não deu indicação de suas próximas decisões sobre a taxa de juros.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o BC, na ata do Copom.

Os economistas do mercado financeiro projetam novos cortes na taxa básica de juros da economia. A previsão dos analistas é de que a Selic termine esse ano em 13% ao ano.

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4%, ou seja, acima da meta central de 3%.

A incerteza com relação ao cenário externo seguiu em níveis elevados, informou o Banco Central. "Além das indefinições em relação aos desdobramentos das tensões geopolíticas, colaborou para esse cenário a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos", acrescentou.A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, ou seja, de desaceleração, algo buscado pelo Banco Central. "O Comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta".A política fiscal, ou seja, de gastos públicos, tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, ou seja, de pressão inflacionária. "Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta", avaliou.O BC reafirmou que no cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, "serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo de tempo".

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PIX, minerais críticos e tarifas: o que o governo Lula quer discutir com Trump na economia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 06:52

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A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química" — Foto: Reuters

Anunciada de última hora, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, deverá acontecer na quinta-feira (7/5).

Esta será a segunda vez que Lula vai à capital norte-americana durante seu terceiro mandato, mas será a primeira vez que ele fará uma visita oficial ao atual presidente Donald Trump.

A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma "boa química" obtida depois dos encontros que eles tiveram no ano passado.

O governo brasileiro ainda não divulgou, oficialmente, os temas que serão discutidos entre os dois governos em Washington, mas duas fontes ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmaram que a equipe econômica tem pelo menos três tópicos principais a serem discutidos com os norte-americanos durante a passagem de Lula pelos Estados Unidos:

as investigações do governo Trump sobre o Pix;o fim das tarifas restantes do chamado "tarifaço" que ainda incidem sobre exportações brasileiras;investimentos em minerais críticos.

Essa agenda vinha sendo preparada há meses por integrantes de pelo menos quatro ministérios: Fazenda; Justiça e Segurança Pública (MJSP); Relações Exteriores (MRE); e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo a BBC News Brasil apurou, ainda não se sabe se todos os temas no radar da equipe econômica vão ser de fato tratados durante o encontro de Lula e Trump.

Essa definição será finalizada próximo ao embarque do presidente e, segundo uma das fontes ouvidas pela BBC News Brasil, vai depender da "temperatura" que a Casa Branca dará à reunião.

Apesar da confirmação da viagem por fontes ligadas ao governo brasileiro, a Casa Branca ainda não se manifestou sobre o assunto.

A discussão em torno do sistema Pix é um dos tópicos sobre os quais os técnicos do governo brasileiro mais se debruçaram nos últimos meses. A equipe brasileira tenta dissuadir os Estados Unidos de adotarem medidas comerciais contra o Brasil em função da utilização do Pix.

A preocupação do Brasil com o assunto começou em julho do ano passado, no auge da crise causada pelo tarifaço aplicado pelo governo norte-americano.

Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil e incluiu o Pix entre os itens sob apuração.

As alegações norte-americanas seriam de que o sistema de transferência de valores eletrônico desenvolvido pelo Banco Central do Brasil representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento.

O governo brasileiro respondeu à investigação em agosto de 2025 negando que o Pix promova qualquer tipo de discriminação em relação a empresas norte-americanas e afirmou que até mesmo empresas do país como o Google já utilizam a ferramenta.

O Pix foi mencionado em um relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas.

"O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Partes interessadas dos EUA expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, o que prejudica os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500.000 contas."

Os especialistas em comércio exterior e regulação econômica ouvidos pela BBC News Brasil em abril frisaram que os EUA não teriam jurisdição para agir diretamente contra o Pix.

Segundo eles, as ferramentas à disposição dos norte-americanos caso queiram punir o Brasil pelo uso do Pix se concentrariam na esfera comercial, como prevê a Lei de Comércio de 1974 que baseia a investigação.

A lei prevê que os Estados Unidos podem retaliar suspendendo benefícios e acordos comerciais e restringindo importações de produtos ou serviços de um determinado país.

O Pix foi mencionado em um relatório em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas norte-americanas — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Politicamente, no entanto, o governo brasileiro vem usando o Pix como bandeira desde que o mecanismo foi citado pela primeira vez pela administração Trump.

Lula fez diversos discursos em defesa do Pix e o governo até lançou uma campanha publicitária sobre o assunto enfatizando que a defesa do Pix seria uma questão de soberania nacional.

"O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", disse Lula no início de abril durante um evento na Bahia.

Apesar do relaxamento do tarifaço de Trump a uma série de produtos brasileiros nos últimos meses, técnicos da área econômica brasileira querem aproveitar a visita a Washington para tentar diminuir ou eliminar o restante das tarifas que ainda vigoram sobre parte das exportações do país aos Estados Unidos.

Uma estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que pelo menos 29% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estejam submetidas a tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano.

Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 10% linear a praticamente todos os países do mundo. Em julho daquele ano, a administração Trump impôs uma tarifa adicional de 40% sobre diversos produtos brasileiros.

À época, a medida foi justificada pelo governo norte-americano como uma resposta ao tratamento dado pelo Poder Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrentava um julgamento por crimes como golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo Trump chamou o processo de "caça às bruxas". A administração do presidente Lula declarou que o governo não interferiria no julgamento de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão. Sua defesa alega que ele é inocente.

O episódio foi considerado o auge do mal-estar nas relações entre os dois países, mas a partir de setembro daquele ano a situação começou a mudar. Naquele mês, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro, em Nova York. Depois, os dois trocaram telefonemas e se encontraram novamente na Malásia.

Em fevereiro deste ano, foi a vez da Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que o "tarifaço" de Trump era ilegal e derrubou outra parte das taxas cobradas pelas exportações ao país, o que beneficou países como o Brasil. Em seguida, os EUA implementaram uma tarifa linear de 15% sobre importações globais ao país.

Apesar de estudos como o do Global Trade Alert (GTA) apontarem que o Brasil foi um dos maiores beneficiados pela redução das tarifas, a equipe técnica brasileira quer convencer o governo norte-americano a reduzir tarifas que ainda incidem sobre segmentos considerados estratégicos para a economia brasileira como o da produção de máquinas industriais e a de revestimentos.

Dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) estimam as exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano atingiram a menor participação histórica desde 1997.

As exportações somaram US$ 7,8 bilhões no período, o que aponta para uma redução de 18,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Os números apontam que os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações brasileiras.

Um dos temas considerados estratégicos para ambos os países e que está na pauta dos negociadores brasileiros são os minerais críticos.

"Tem espaço na questão das big techs, terras raras e minerais estratégicos", disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao comentar sobre a viagem de Lula aos Estados Unidos, segundo o jornal Valor Econômico.

De um lado, os norte-americanos querem acesso facilitado a projetos de mineração em jazidas de minerais críticos, especialmente de terras raras. Eles defendem menores barreiras a investimentos estrangeiros e facilitação do processo de licenciamento ambiental desses projetos.

Do outro lado, o governo brasileiro vem defendendo um maior controle estatal sobre estes projetos e que os investimentos na área incluam o beneficiamento dos minerais e não apenas a exportação da matéria-prima.

Os minerais críticos, entre eles as terras raras, são um conjunto de elementos químicos considerados cruciais por serem necessários tanto em equipamentos utilizados para gerar e armazenar energia limpa como para a indústria eletrônica e militar.

Entre eles, estão lítio, cobalto e nióbio. Eles são usados, por exemplo, na fabricação de baterias elétricas, ímãs para turbinas eólicas, chips eletrônicos, aviões, mísseis e satélites.

Desde que assumiu seu segundo mandato, o governo Trump estabeleceu que o país deveria reduzir sua dependência em relação à China para ter acesso a minerais críticos e, sobretudo, a terras raras.

Estima-se que a China detenha em torno de 60% das reservas conhecidas desse material e seja responsável por 90% do refino. A China é hoje o principal adversário geopolítico dos Estados Unidos.

Nessa estratégia, o Brasil surgiu como um possível parceiro, uma vez que o país tem, de acordo com estudos recentes, a segunda maior reserva conhecida de terras raras, atrás apenas da China.

Nos últimos meses, os Estados Unidos lançaram uma série de iniciativas para ampliar seu acesso a reservas de minerais críticos, entre elas o projeto Cofre, que estabeleceu parcerias com outras nações detentoras de minerais considerados estratégicos.

O Brasil, no entanto, vem resistindo a aderir a acordos do tipo com os Estados Unidos, especialmente se eles implicarem em regras que obriguem o Brasil a dar preferência à exportação aos norte-americanos.

O presidente Lula e seus interlocutores afirmam que o Brasil pretende adotar políticas para agregar valor aos minerais críticos e evitar a exportação deles de forma bruta, como acontece com o minério de ferro e outros produtos.

A BBC News Brasil apurou que os Estados Unidos enviaram uma proposta de memorando de entendimento para o governo brasileiro sobre o assunto no início do ano, mas o documento ainda não havia sido respondido até o início de abril.

Apesar disso, os Estados Unidos já deram início a uma série de investimentos para ter acesso a jazidas de minerais críticos. Entre eles está a compra da empresa Serra Verde, responsável pela única mina de terras raras fora da Ásia.

A transação foi anunciada em abril e está estimada em US$ 2,8 bilhões. A mineradora foi vendida para a empresa norte-americana USA Rare Earths. Antes disso, um braço do governo norte-americano, a Corporação Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC, na sigla em inglês), já havia feito um investimento de US$ 565 milhões.

Na esfera política, o governo norte-americano tem procurado governos estaduais para firmar acordos sobre a exploração de minerais críticos.

Um dos mais recentes foi firmado com o governo de Goiás, no primeiro trimestre deste ano, pelo então governador e atual pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD).

Interlocutores do presidente brasileiro avaliam que esse tipo de acordo não teria validade e que ele pode ser interpretado como uma tentativa de influenciar o desenho de uma política nacional sobre minerais críticos, que está em discussão no Congresso Nacional.

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Dívida dos EUA ultrapassa o PIB e supera US$ 30 trilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 04:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%MoedasDólar ComercialR$ 4,9680,32%Dólar TurismoR$ 5,1710,3%Euro ComercialR$ 5,810-0,03%Euro TurismoR$ 6,059-0,09%B3Ibovespa185.600 pts-0,92%Oferecido por

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou o tamanho da economia do país e já supera os US$ 31 trilhões, segundo novos dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis.

De acordo com a estimativa preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) para o primeiro trimestre de 2026, a economia americana somou US$ 31,22 trilhões entre abril de 2025 e março de 2026. No mesmo período, a dívida em poder do público chegou a US$ 31,27 trilhões, o equivalente a 100,2% do PIB.

Esse patamar está bem acima da média histórica, alerta o Committee for a Responsible Federal Budget, (Comitê para um Orçamento Federal Responsável, CRFB). Fora um breve período no início da pandemia de Covid-19, quando o PIB caiu temporariamente, a dívida só havia superado o tamanho da economia por dois anos, no fim da Segunda Guerra Mundial. Nas duas décadas seguintes, essa relação caiu para cerca de 34%.

Atualmente, a projeção é que a dívida alcance 125% do PIB até 2036. Uma reportagem do The Wall Street Journal destaca que o endividamento deve continuar crescendo, já que o governo gasta cerca de US$ 1,33 para cada dólar arrecadado.

“Ouvimos muitos alertas nos últimos anos sobre o rumo fiscal, mas este soa especialmente alto. A questão é saber se os líderes em Washington vão ouvir”, afirmou.

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Dólar abre a R$ 4,96 com foco no petróleo e cenário doméstico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (4) em alta, avançando 0,26% na abertura, sendo negociado a R$ 4,9622. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados começam a semana sob impacto das tensões no Oriente Médio, que impulsionam o preço do petróleo e elevam preocupações sobre inflação. No Brasil, a agenda econômica ganha destaque com novos dados e medidas do governo.

▶️ Os preços do petróleo sobem com a escalada das tensões no Estreito de Ormuz, após relatos de ataque a uma embarcação americana — ainda não confirmados — e alertas do Irã contra a presença dos EUA na região.

Por volta das 8h40, o Brent para julho subia 3,47%, a US$ 111,92 por barril, enquanto o WTI para junho avançava 3,45%, a US$ 105,46, refletindo o risco para a oferta global.

▶️ No Brasil, investidores retomam as atenções após o feriado com foco em indicadores de atividade e revisões econômicas. O boletim Focus mostrou nova alta na previsão de inflação para 2026, de 4,86% para 4,89%, marcando a oitava semana seguida de revisão para cima.

A escalada do petróleo, que opera acima de US$ 110, é apontada como um dos fatores de pressão sobre a inflação, especialmente por meio do impacto nos combustíveis.

▶️ Ainda na agenda doméstica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina às 10h a Medida Provisória relacionada ao Novo Desenrola Brasil.

A tensão no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado de energia e levou o petróleo a níveis elevados nesta quinta-feira, chegando a ultrapassar os US$ 125 nas primeiras horas do dia, em meio à falta de avanço nas negociações entre EUA e Irã.

Os preços arrefeceram ao longo do dia, mas as dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e sobre uma solução para o conflito continuam a pairar sobre o mercado.

Ao final da sessão, o barril do Brent (referência internacional) fechou em queda de 3,41%, cotado a US$ 114,01 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estaods Unidos, caiu 1,23% na sessão, a US$ 105,57 o barril.

A volatilidade recente está diretamente ligada ao impasse geopolítico, que segue sem sinais claros de resolução:

a guerra já entra na nona semana, sem avanço significativo nas negociações;os EUA mantêm restrições aos portos iranianos;a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece comprometida, afetando a oferta global.

Vale lembrar que, nos últimos dias, declarações do presidente Donald Trump ampliaram o grau de incerteza. O governo americano avalia diferentes caminhos, que vão desde intensificar a pressão até reduzir sua presença militar na região.

Do outro lado, o Irã indica que pode reagir a novos ataques e tem usado o período de cessar-fogo para reorganizar sua estrutura militar.

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta quinta-feira, registrando os maiores ganhos mensais em anos. O avanço veio apoiado em resultados corporativos positivos, que acabaram compensando as preocupações com a oferta global de petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio.

Enquanto o Dow Jones subiu 1,62% na sessão, para 49.652,14, o S&P 500 avançou 1,02%, para 7.209,01 pontos e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,89%, aos 24.892,31 pontos.

Na Europa, o desempenho foi majoritariamente positivo. O STOXX 600 avançou 0,35%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 1,03%. O DAX, da Alemanha, teve alta de 0,28%. Na contramão, o CAC 40, da França, caiu 0,59%.

Na Ásia, os mercados fecharam em direções opostas. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,3%, aos 25.772,50 pontos. Já o Shanghai Composite, de Xangai, subiu 0,1%, aos 4.109,99 pontos. Em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 1,1%, enquanto, em Seul, o KOSPI teve baixa de 1,38%.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

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Mercado eleva estimativa de inflação para 4,89% em 2026, na 8ª alta seguida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/05/2026 10:07

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%MoedasDólar ComercialR$ 4,9960,29%Dólar TurismoR$ 5,2000,35%Euro ComercialR$ 5,8460,22%Euro TurismoR$ 6,0980,27%B3Ibovespa188.619 pts-0,51%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é oitava semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

Os analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é oitava semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 4,86% para 4,89%;➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu em 4%;➡️ Para 2028, a previsão avançou de 3,61% para 3,64%.➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic permaneceu em 13% ao ano na última semana, embutindo uma redução no decorrer de 2026.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 11% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,25 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos recuou de R$ 5,35 para R$ 5,30 por dólar.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Como a alta do petróleo afeta o dia a dia da economia global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 00:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

Os preços do petróleo bruto Brent subiram brevemente acima de US$ 126 por barril, atingindo seu nível mais alto desde o início da guerra na Ucrânia em 2022. — Foto: Getty Images via BBC

Os preços do petróleo subiram para o nível mais alto desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, alimentando novas preocupações globais em meio a relatos de que os militares dos EUA darão ao presidente Donald Trump novas opções de ação contra o Irã.

De acordo com o site de notícias Axios, o Comando Central dos EUA elaborou planos para uma onda de ataques “curtos e poderosos” com o objetivo de romper o impasse nas negociações com Teerã. A BBC entrou em contato com o Pentágono e a Casa Branca para comentar.

Mas o impacto potencial vai muito além dos preços dos combustíveis. Especialistas dizem que o mecanismo é uma reação em cadeia: quando os preços do petróleo sobem, os efeitos se espalham por toda a economia global.

O aumento dos preços do petróleo “tem um efeito indireto não apenas no petróleo, mas nos produtos relacionados ao petróleo, na inflação e basicamente em todos os fatores do nosso dia a dia”, diz Naveen Das, analista sênior de petróleo da plataforma de dados e análises Kpler.

“Talvez comecemos a ver mais manchetes sobre tentativas de diminuir a escalada novamente”, acrescenta.

Esse é o ponto de partida. Os preços do petróleo bruto aumentam devido a preocupações com a oferta, conflito geopolítico ou especulação de mercado.

O petróleo Brent saltou brevemente quase 7% para mais de US$ 126 o barril, antes de voltar para cerca de US$ 116 nas negociações europeias. Os preços subiram nesta semana, com a paralisação dos esforços de paz. O estreito de Ormuz permanece fechado na prática, elevando os custos de combustível para os motoristas.

Antes do início do ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o petróleo Brent estava sendo negociado em torno de US$ 70 o barril, cerca de 80% abaixo do pico de quinta-feira.

O petróleo bruto é um componente essencial da gasolina e do diesel, o que significa que os preços mais altos no atacado passam rapidamente para a bomba.

"O aumento dos preços dos fertilizantes será repassado por toda a cadeia de suprimentos", afirma Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos da consultoria de investimentos Wealth Club — Foto: Getty Images via BBC

O petróleo não é usado apenas como combustível, mas também como insumo essencial em uma ampla gama de produtos. Como resultado, preços mais altos do petróleo bruto se traduzem em maiores custos de produção em setores como combustível de aviação, plásticos e embalagens, bem como produtos químicos e fertilizantes.

Governos de diferentes países vêm alertando que os consumidores podem enfrentar contas de energia, preços de alimentos e tarifas aéreas mais altas como resultado do conflito.

Algumas companhias aéreas já estão aumentando o preço das suas passagens aéreas ou cortando rotas. Os preços dos fertilizantes também estão subindo, o que pode eventualmente aumentar os custos dos alimentos.

Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos da consultoria de investimentos Wealth Club, diz que os custos podem permanecer elevados até o próximo ano.

“Os embarques de ureia, usados como fertilizante, estão bloqueados — e os custos dispararam para agricultores de todo o mundo que não compraram estoques com antecedência”, diz ela.

“A preocupação é que esses custos sejam repassados pelas cadeias de suprimentos, elevando o preço dos produtos de uso diário ainda este ano e no próximo.”

Como quase tudo depende do transporte — alimentos, bens de consumo e matérias-primas — os custos mais altos de combustível aumentam diretamente as despesas de frete.

Quando se torna mais caro transportar mercadorias globalmente, as empresas normalmente repassam esses custos aos consumidores, aumentando a pressão sobre os preços de varejo.

Esses custos crescentes se acumulam em toda a economia global. À medida que a energia se torna mais cara, as empresas enfrentam custos operacionais mais altos, desde a operação de fábricas até o aquecimento de edifícios e o transporte de mercadorias.

Os preços dos alimentos também aumentam, porque o plantio, empacotamento e distribuição dependem de combustível e fertilizantes ligados ao petróleo. Produtos de uso diário, de roupas a eletrônicos, também se tornam mais caros de produzir e transportar.

À medida que esses aumentos se acumulam em vários setores ao mesmo tempo, as pressões de preços se tornam mais generalizadas e persistentes. Quando esse padrão continua ao longo do tempo, em vez de ser um pico de curto prazo, os economistas o descrevem como inflação — um aumento geral e sustentado do custo de vida.

“O mundo inteiro está enfrentando isso, alguns países mais, outros menos”, diz André Perfeito, economista brasileiro que lidera a consultoria APCE.

“O Brasil está sofrendo muito, por exemplo”, acrescenta, destacando que a inflação permaneceu persistentemente acima da meta do banco central nos últimos meses.

Depois de atingir um pico acima de 5% em meados de 2025, a inflação anual do Brasil diminuiu gradualmente, mas permaneceu elevada, oscilando em torno de 4,3% a 4,4% no início de 2026 — ainda perto do limite superior da meta.

Agora, espera-se que termine o ano em 4,86%, de acordo com a última previsão do Banco Central brasileiro, devido ao conflito no Oriente Médio.

Para os consumidores, isso acaba influindo na vida cotidiana de várias maneiras. As contas de supermercado aumentam, o deslocamento se torna mais caro e os custos de serviços públicos aumentam.

À medida que o custo de vida aumenta, os trabalhadores podem buscar salários mais altos para manterem seus padrões, o que pode aumentar a pressão inflacionária. Em resposta, os bancos centrais costumam subir as taxas de juros para controlar a inflação, tornando empréstimos mais caros e desencorajando gastos e tomada de crédito.

Em alguns países, como Paquistão e Bangladesh, o governo ordenou o fechamento de escolas para economizar combustível e reduzir custos.

“Não há muita maneira de pensar em uma solução de curto prazo. Não acredito que Trump vá amenizar isso, pelo menos por enquanto.”

Em seu mais recente relatório sobre o assunto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que o conflito com o Irã corre o risco de tirar a economia global “do rumo”, com uma escalada prolongada aumentando o risco de uma recessão global.

Também pede que os bancos centrais sejam cautelosos ao aumentar as taxas de juros em resposta à inflação mais alta.

No entanto, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à BBC News que uma “pequena dor econômica por semanas” era justificada se reduzisse o risco de o Irã desenvolver armas nucleares.

“Estou menos preocupado com as previsões de curto prazo, em nome da segurança de longo prazo”, disse ele.

Este texto foi traduzido e revisado por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA, como parte de um projeto piloto.

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Com novo CEO brasileiro, Coca-Cola encolhe embalagens para driblar queda no consumo e inflação

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 30/04/2026 10:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,17%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,03%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.591 pts1%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,17%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,03%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.591 pts1%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,17%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,03%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.591 pts1%Oferecido por

A aposta é em embalagens menores e mais acessíveis, numa tentativa de sustentar as vendas em meio à alta da inflação.

O brasileiro Henrique Braun, novo CEO da Coca-Cola, explicou que a empresa prefere ajustar o tamanho das embalagens em vez de reduzir preços com promoções.

Diante do aperto no orçamento das famílias — especialmente nos Estados Unidos — e a queda no consumo de refrigerantes, a Coca-Cola decidiu ajustar sua estratégia. A aposta é em embalagens menores e mais acessíveis, numa tentativa de sustentar as vendas em meio à alta da inflação.

O brasileiro Henrique Braun, novo CEO da Coca-Cola, explicou, em entrevista ao The Wall Street Journal, que a empresa prefere ajustar o tamanho das embalagens em vez de reduzir preços com promoções.

A ideia é que as pessoas comprem com mais frequência, mesmo que levem menos refrigerante por vez. Segundo Braun, latinhas menores já fazem sucesso em alguns mercados, como nos Estados Unidos, principalmente em lojas de conveniência.

“Na América do Norte, vimos o avanço das mini latas e dos multipacks. Também levamos versões individuais menores para lojas de conveniência, que passaram a ser uma opção de entrada mais barata”, afirmou.

A companhia também lançou uma garrafa de 1,25 litro, pensada para o consumo em casa, como uma opção intermediária — nem tão grande, nem tão cara.

Apesar do cenário desafiador, a companhia apresentou resultados acima das expectativas no primeiro trimestre.

O lucro por ação chegou a US$ 0,91, um aumento de 18% em comparação com o ano passado. Considerando os ajustes, ficou em US$ 0,86 — acima da expectativa do mercado, que era de US$ 0,81, segundo a FactSet.

A receita também cresceu: subiu 12% e atingiu US$ 12,5 bilhões, superando o que analistas de Wall Street previam. Esse resultado foi impulsionado principalmente pela maior venda de concentrados, que são a base usada pelos parceiros para produzir os refrigerantes.

Mesmo assim, o consumo ainda enfrenta dificuldades. Nos Estados Unidos, a confiança dos consumidores caiu para o nível mais baixo já registrado pela Universidade de Michigan, em meio a preocupações com a inflação, conflitos internacionais e um mercado de trabalho mais fraco.

No Brasil, a Coca-Cola FEMSA é responsável pela produção e distribuição das bebidas da Coca-Cola. O portfólio inclui refrigerantes como a própria Coca-Cola, Fanta, Sprite e Schweppes, além de chás Leão, sucos Del Valle e bebidas à base de soja Ades.

A empresa também atua nos segmentos de energéticos, isotônicos, além de cervejas como Therezópolis, Eisenbahn, Sol, Kaiser, Bavaria, Tiger e Estrella Galicia, e da água mineral Crystal.

No Brasil, que integra a divisão América do Sul, o volume de vendas cresceu 3,6%, totalizando 306 milhões de caixas. A receita somou cerca de US$ 1,2 bilhão, alta de 5% na comparação anual.

Segundo a companhia, o crescimento no Brasil ajudou a compensar a fraqueza no México, principal mercado da divisão México e América Central. A divisão da América do Sul registrou avanço de 18,8% no lucro operacional, equilibrando os resultados consolidados da companhia.

Após quase 30 anos de carreira na companhia, Henrique Braun assumiu o cargo de CEO global da Coca-Cola em março deste ano.

Com dupla nacionalidade — nasceu na Califórnia e foi criado no Brasil — ele começou como trainee em 1996 e passou por diversas áreas e regiões do mundo, incluindo liderança na China, Brasil e América Latina.

Nos últimos anos, ocupou cargos globais estratégicos, como diretor de operações (COO), coordenando operações em todos os mercados.

Braun substituiu James Quincey, que continua como chairman. Segundo a Coca-Cola, a escolha do executivo reflete sua experiência internacional e atuação em um período de mudanças no consumo e maior concorrência.

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Dólar abre a R$ 4,98 com foco no petróleo e na agenda de indicadores no Brasil e nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (30) em queda, recuando 0,32% na abertura, aos R$ 4,9858. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

A agenda econômica do dia reúne indicadores relevantes no Brasil e no exterior. Enquanto o mercado acompanha dados de emprego por aqui, nos Estados Unidos a atenção se volta ao crescimento da economia e à inflação, em meio a tensões geopolíticas.

▶️ No Brasil, o destaque é a divulgação da Pnad Contínua de março, prevista para as 9h pelo IBGE. A taxa de desemprego vinha em 5,8% no trimestre até fevereiro, após subir frente ao período anterior e recuar na comparação anual. Para março, a expectativa do mercado é de que o índice avance para cerca de 6,1%.

▶️ Nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio divulga às 9h30 a primeira estimativa do PIB do primeiro trimestre de 2026. No dado anterior, a economia havia crescido 0,5% frente ao trimestre imediatamente anterior. Agora, a projeção é de aceleração, com alta de 2,3% no período.

▶️ Ainda no cenário externo, o preço do petróleo Brent ultrapassou os US$ 125 por barril no início desta quinta-feira, refletindo incertezas sobre o conflito no Irã. A guerra, que já dura nove semanas, segue sem perspectiva clara de resolução.

▶️ O bloqueio aos portos iranianos e a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz pelos EUA continuam pressionando as cotações, enquanto sinais de possível escalada reduzem as expectativas de um acordo rápido.

O presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã publicamente, demonstrando insatisfação com as propostas apresentadas nas negociações e indicando a possibilidade de novos ataques militares.

As conversas para encerrar o conflito seguem travadas, sem avanço concreto. Ao mesmo tempo, os EUA avaliam diferentes estratégias, incluindo declarar vitória e reduzir sua presença militar na região.

Do lado iraniano, o país afirma que a guerra não acabou e que responderá com mais intensidade caso seja atacado novamente. Durante o cessar-fogo, Teerã tem aproveitado para reorganizar sua capacidade militar, incluindo a recuperação de equipamentos e a produção de drones.

Outro ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O Irã mantém restrições à passagem de navios e condiciona a reabertura total ao fim definitivo da guerra e a garantias de segurança.

🛢️ A passagem permanece, na prática, fechada, o que impede que petroleiros sigam viagem até seus destinos.⏳ A interrupção já dura semanas e ocorre mesmo após um cessar-fogo frágil no conflito regional, mantendo investidores em alerta.

O mercado financeiro espera que o Banco Central do Brasil realize um novo corte na taxa básica de juros nesta quarta-feira (29), durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

🔎A projeção majoritária é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano — o que marcaria o segundo corte consecutivo.

A decisão ocorre em um cenário mais delicado. A guerra no Oriente Médio tem pressionado a inflação global, principalmente por meio da alta do petróleo, que já impacta os preços dos combustíveis no Brasil.

Esse contexto faz com que parte dos analistas defenda mais cautela ou até uma pausa no ciclo de queda dos juros.

O Banco Central, no entanto, toma suas decisões com base nas projeções futuras de inflação. Com a meta contínua fixada em 3% (com tolerância entre 1,5% e 4,5%), a autoridade monetária avalia se há espaço para estimular a economia sem perder o controle dos preços.

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro.

Foi a terceira reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve a taxa no mesmo nível. Esta também é a última decisão com Jerome Powell na presidência da instituição. Ele deixará o cargo em 15 de maio, após oito anos no comando e em meio a atritos com Donald Trump.

➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

A gestão de Powell foi marcada por choques relevantes, como a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia, além das tensões mais recentes no Oriente Médio, que mantiveram a inflação sob pressão.

Nesse cenário, o Fed alternou ciclos de alta e queda de juros para tentar equilibrar controle de preços e atividade econômica.

Nos últimos anos, Powell também enfrentou forte pressão política de Donald Trump, que criticou duramente a condução da política monetária e cobrou cortes mais rápidos nos juros. As críticas vieram acompanhadas de ataques públicos e até de uma investigação sobre gastos do Fed, que acabou sendo encerrada sem acusações.

Com a saída de Powell, cresce a expectativa sobre a possível mudança de direção na política monetária americana, especialmente com a indicação de um novo presidente alinhado ao governo, Kevin Warsh.

Os mercados globais tiveram um dia misto nesta quarta-feira, com desempenho positivo na Ásia e majoritariamente negativo nos Estados Unidos e na Europa, refletindo tanto fatores internos quanto o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única. Enquanto o Dow Jones recuou 0,57% e o S&P 500 caiu 0,04%, o Nasdaq teve ganhos de 0,04%.

Já na Europa, os índices encerraram a sessão no nível mais baixo em três semanas, em meio a balanços corporativos mistos, preocupações sobre os efeitos econômicos da guerra no Irã e cautela antes da decisão de juros do Fed.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,60%. Entre os principais mercados da região, o FTSE 100, de Londres, recuou 1,16%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,27% e o CAC-40, de Paris, perdeu 0,39%.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, puxadas por setores ligados a tecnologia e transição energética. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,71%, aos 4.107 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,10%, aos 4.810 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,68%, aos 26.111 pontos.

Em Seul, o Kospi subiu 0,75%, aos 6.690 pontos. Já Taiwan registrou queda de 0,55%, aos 39.303 pontos, e Singapura também caiu 0,55%, aos 4.860 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,27%, aos 8.687 pontos, enquanto o mercado de Tóquio permaneceu fechado.

O desempenho positivo na China foi impulsionado principalmente por ações de terras raras, baterias e energia limpa, com ganhos expressivos após resultados fortes de empresas do setor.

Ainda assim, investidores mostraram cautela após o Politburo do Partido Comunista Chinês sinalizar continuidade das políticas atuais, sem novos estímulos imediatos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Contas públicas têm déficit de R$ 80,7 bilhões em março; dívida sobe para 80% do PIB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (30).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.

🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Na comparação com março do ano passado, houve forte piora, uma vez, que foi registrado saldo positivo de R$ 3,6 bilhões naquele mês.

governo federal registrou saldo negativo de R$ 74,8 bilhões;estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 5,4 bilhões;empresas estatais apresentaram superávit de R$ 469 milhões.

➡️Nesta quarta-feira (29), a Secretaria do Tesouro Nacional informou que a piora no seu resultado negativo está relacionada, principalmente, pela antecipação no pagamento de precatórios (sentenças judiciais) neste ano.

No acumulado dos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 6,62 bilhões — o equivalente a 0,21% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 88,7 bilhões (2,93% do PIB).

No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 17,04 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 52,32 bilhões nos três primeiros meses de 2025.

Essa piora também está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhõesO texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação).

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 199,5 bilhões nas contas do setor público em março.

➡️No acumulado em 12 meses até março, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,21 trilhão, ou 9,4% do PIB.

🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, patamar elevado.

Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,08 trilhão (8,35% do PIB) em doze meses até março deste ano.

Com o déficit nas contas públicas em março, a dívida do setor público consolidado subiu 0,9 ponto percentual, para 80,1% do PIB, o equivalente a R$ 10,35 trilhões.

➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde julho de 2021, quando somava 80,3% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos.

➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,4 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros.

➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em fevereiro: 92% do PIB.

A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente.

➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI).

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Banco Central decreta liquidação extrajudicial de corretora de câmbio em São Paulo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

O Banco Central do Brasil decretou nesta quinta-feira (30) a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio S.A., com sede em São Paulo.

Segundo a autoridade monetária, a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além de graves violações às normas legais e regulamentares que regem sua atividade.

A corretora está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial — grupo que reúne instituições de menor porte — e tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, segundo o BC.

🔎 Em 2025, a empresa ocupou a 78ª posição no ranking de câmbio do Banco Central. No período, suas operações corresponderam a 0,021% do volume financeiro e a 0,054% do total de transações realizadas no mercado.

Com a liquidação extrajudicial, o Banco Central passa a conduzir o processo de encerramento das atividades da instituição e a apuração de sua situação patrimonial.

A autarquia informou que continuará adotando todas as medidas necessárias para investigar responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e comunicações a outros órgãos competentes.

A partir da decretação, os bens dos controladores e ex-administradores da corretora ficam indisponíveis, conforme previsto em lei.

Fundada em 2017, a Frente Corretora de Câmbio S.A. nasceu com a proposta de enfrentar a concentração do mercado de câmbio no Brasil, então dominado por grandes bancos, segundo informações do site institucional.

Sob a liderança da CEO Daniela Marchiori, a companhia investiu em tecnologia e na expansão de parcerias para ampliar o acesso ao câmbio, com o desenvolvimento da plataforma Simple, voltada ao modelo Business-to-Business-to-Consumer (B2B2C).

Durante a pandemia, expandiu sua presença internacional, fechou acordos com empresas de grande porte e, em 2022, recebeu investimento da Travelex, que adquiriu 10% da companhia naquele ano.

Além da corretora de câmbio, o grupo Frente reúne ainda as operações FrenteTech, Frente USA e Comm.Pix, além de parcerias com empresas como PicPay, MoneyGram, Smiles e Livelo.

Em 2024, a corretora movimentou mais de US$ 2 bilhões em operações de câmbio — um salto significativo em relação aos cerca de US$ 80 milhões registrados em 2021 —, alcançando a segunda posição no ranking do Banco Central do Brasil.

Segundo o Pipeline, o crescimento foi impulsionado principalmente por transações ligadas a plataformas internacionais de apostas.

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