RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em alta com crise do petróleo e escalada da guerra no Oriente Médio no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,215-0,58%Dólar TurismoR$ 5,428-0,12%Euro ComercialR$ 6,0420,43%Euro TurismoR$ 6,3000,81%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,215-0,58%Dólar TurismoR$ 5,428-0,12%Euro ComercialR$ 6,0420,43%Euro TurismoR$ 6,3000,81%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,215-0,58%Dólar TurismoR$ 5,428-0,12%Euro ComercialR$ 6,0420,43%Euro TurismoR$ 6,3000,81%B3Ibovespa180.271 pts0,35%Oferecido por

O dólar abre nesta sexta-feira (20) em alta de 0,42%, a R$ 5,2373, com investidores atentos às tentativas dos Estados Unidos e de Israel para conter a crise de energia provocada pela guerra no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Em uma semana de forte volatilidade, o presidente dos EUA, Donald Trump, tentou sinalizar estabilidade ao mercado na quinta-feira, após ações da Casa Branca para conter a crise de energia, como a possível flexibilização de sanções ao petróleo iraniano e a liberação de reservas estratégicas.

▶️ As medidas ocorrem em meio a esforços de EUA e Israel para reduzir a aversão ao risco diante do temor de um conflito prolongado com o Irã. Após a disparada recente, um discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trouxe alívio ao indicar que a tensão pode não se estender.

▶️ Depois de ultrapassar US$ 115, o petróleo recua nesta sexta, embora ainda opere em patamar elevado.

🔎 O Brent — referência global — era negociado a US$ 108,01 por volta das 8h46 (horário de Brasília). Já o gás natural na Europa, que chegou a subir 35%, opera próximo da estabilidade, com leve alta de 0,08%.

▶️ A sexta-feira continua com poucos indicadores no cenário local. O principais bancos centrais — Federal Reserve, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, Banco Nacional Suíço e Banco do Japão — optaram por manter os juros estáveis, enquanto monitoram os impactos econômicos do conflito.

▶️ No Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) cobrou mais oferta de combustíveis da Petrobras, mas disse não ver risco de desabastecimento. A ANP reforçou o monitoramento do mercado, enquanto distribuidoras apontam alta na demanda e menor oferta.

Enquanto isso, um levantamento mostra que o preço do diesel já chegou a uma média de R$ 7,22. No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.

▶️ No campo político, os investidores analisam a indicação do secretário-executivo Dario Durigan, número dois na hierarquia da pasta, para comandar o ministério até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a saída de Haddad para concorrer ao governo de São Paulo.

A guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase, segundo o Irã, que anunciou ataques a instalações de energia ligadas aos Estados Unidos como resposta aos bombardeios contra sua própria infraestrutura, atribuídos a Israel com apoio americano.

A escalada teve início após o ataque ao campo de gás South Pars, no Irã — o maior do mundo —, e ganhou força com a retaliação iraniana, que atingiu estruturas energéticas em países como Catar e Arábia Saudita, incluindo uma importante unidade de processamento de gás no território catariano.

Diante desse cenário, os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira, com o barril superando US$ 115, enquanto o gás natural também subiu forte na Europa. O movimento reflete o temor de interrupções no fornecimento global de energia.

Nos EUA, o governo de Donald Trump teria apoiado a ofensiva inicial, mas tenta conter novos ataques a esse tipo de infraestrutura, enquanto avalia os próximos passos conforme a reação do Irã.

Ao declarar que o Irã está sendo "dizimado", Benjamin Netanyahu citou o arsenal iraniano de mísseis e drones como ponto estratégico.

“O que estamos destruindo agora são as fábricas que produzem os componentes para fabricar esses mísseis e para produzir as armas nucleares que eles estão tentando desenvolver”, afirmou Netanyahu.

Na quarta-feira, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 15% para 14,75% ao ano, no primeiro corte desde maio de 2024, decisão já esperada pelo mercado.

👉 Mesmo com a queda, o BC sinalizou cautela e não indicou novos cortes por conta das incertezas com a guerra no Oriente Médio, o preço do petróleo e os impactos na inflação. O comitê destacou que vai acompanhar os efeitos do conflito na economia antes de decidir os próximos passos.

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses.

A liderança do ranking, antes ocupada pela Rússia, passou para a Turquia, que registrou uma taxa real de 10,38%. Os russos aparecem na terceira posição, com juros reais de 9,41%.

Enquanto isso, nos EUA, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Apesar das incertezas, o banco central americano ainda prevê um possível corte de 0,25 ponto ainda este ano, mas alertou que pode mudar de ideia se o cenário externo piorar com os conflitos.

👉 Juros altos nos EUA tendem a fortalecer o dólar e podem impactar países como o Brasil, pressionando a inflação e dificultando a queda dos juros por aqui.

Nesta quinta, o Banco da Inglaterra também decidiu manter os juros. A instituição avalia os riscos de inflação decorrentes da guerra, e alguns membros levantaram a possibilidade de um aumento.

Em Wall Street, as principais bolsas fecharam em queda. As perdas, que chegaram a ser mais intensas ao longo do pregão, perderam força diante da expectativa de investidores de que o conflito no Oriente Médio possa desacelerar.

O índice Dow Jones caiu 0,44%, enquanto o S&P 500 recuou 0,24% e o Nasdaq teve baixa de 0,28%. Os investidores também avaliaram os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que caíram para 205 mil, abaixo do esperado, indicando um mercado de trabalho ainda estável, apesar das incertezas globais.

Na Europa, os mercados também fecharam em queda, refletindo as tensões geopolíticas e a cautela com a inflação.

No Reino Unido, o Banco da Inglaterra votou por unanimidade pela manutenção dos juros, diante dos riscos inflacionários ligados à guerra no Oriente Médio. Parte dos dirigentes, inclusive, sinalizou a possibilidade de novas altas, o que provocou uma forte venda de títulos públicos de curto prazo.

Entre as bolsas, o índice britânico FTSE 100 recuou 2,35%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 2,76% e o CAC 40, da França, teve baixa de 2,03%.

Na Ásia, as bolsas também fecharam em queda nesta quinta-feira, com investidores mais cautelosos diante da escalada do conflito e das incertezas sobre a economia global.

Em Xangai, o principal índice recuou 1,4%, aos 4.006 pontos, após chegar a ficar abaixo dos 4.000 no intradia, enquanto o CSI300 caiu 1,6%, a 4.583 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2%, aos 25.500 pontos, e, no Japão, o Nikkei registrou forte queda de 3,4%, aos 53.372 pontos. Também houve perdas na Coreia do Sul (-2,7%), Taiwan (-1,9%), Austrália (-1,6%) e Cingapura (-0,8%).

Há 3 horas Mundo Como a guerra quebrou a imagem de segurança de Dubai e CatarHá 3 horasCaneta emagrecedoraPatente do Ozempic cai, mas Brasil ainda não tem alternativa nacional

Há 9 horas Saúde TCU investiga atrasos em repasses para diálise no SUS; clínicas fazem alertaHá 9 horasBlog da Natuza NeryVorcaro: por que transferência indica que processo de delação já começou

Há 3 horas Blog da Natuza Nery SADI: Vorcaro firma termo de confidencialidade com PGR e PFHá 3 horasLula diz que Master é ‘ovo da serpente’ de Bolsonaro e de Campos NetoHá 3 horasDesabamento impressionanteVÍDEO: caminhões e moto são arremessados após ponte ruir entre TO e MA

Há 7 minutos Tocantins IR 2026Receita libera programa para adiantar declaração do Imposto de Renda

Há 11 horas Imposto de Renda Mega-Sena: prêmio acumula e vai a R$ 8 milhões Há 11 horasÉ hoje! 🎸🥁🎶De flopada a headliner do Lolla: as vindas de Sabrina Carpenter ao Brasil

Há 42 minutos Música Eclético, 1º dia tem Sabrina Carpenter, Doechii e DeftonesHá 42 minutosDJ Diesel: Shaquille O’Neal é mais que um ‘DJ celebridade’Há 42 minutosLolla das apostas: festival tem 5 indicados a revelação no Grammy

Há 3 horas Música Funk, Tyler econômico, Chappell capricha: 5 spoilers do LollaHá 3 horasEdson Gomes criticou o Dia da Consciência NegraHá 3 horasMudança de estação 🍂🍁Outono terá temperaturas altas e chuvas escassas; veja mapas

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O legado de Fernando Haddad na economia – O Assunto #1684

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/03/2026 02:55

Podcasts O Assunto O legado de Fernando Haddad na economia – O Assunto #1684 Nos pouco mais de três anos em que comandou a Fazenda, Haddad conseguiu viabilizar a aprovação de pautas como o arcabouço fiscal e a reforma tributária. Por Natuza Nery — São Paulo

Nesta quinta-feira (19), Fernando Haddad encerrou sua gestão à frente do Ministério da Fazenda. No mesmo evento, o presidente Lula anunciou o substituto: o então número 2 da pasta, Dario Durigan, que ocupava o posto de secretário-executivo. Horas depois, o PT confirmou que Haddad é pré-candidato ao governo de São Paulo.

O balanço da gestão registra vitórias e derrotas. Haddad ganhou a pecha de ser um ministro que aumentou excessivamente os impostos e viu a dívida pública subir 7 pontos percentuais no período – está em quase 79% do PIB. Nos índices macroeconômicos, ele deixa o cargo com a inflação dentro do teto da meta, desemprego na menor taxa da série histórica e recorde na renda média do brasileiro. E o PIB cresceu acima das expectativas em todos os anos.

Nos pouco mais de três anos em que comandou a Fazenda, Haddad conseguiu viabilizar a aprovação de pautas como o arcabouço fiscal, a reforma tributária e a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Neste episódio, Natuza Nery conversa com Thomas Traumann para analisar o legado de Haddad na economia brasileira. Ele, que é comentarista da GloboNews, colunista do jornal O Globo e autor do livro “O pior emprego do mundo: 14 ministros da Fazenda contam como tomaram as decisões que mudaram o Brasil e mexeram no seu bolso”, explica o que deu certo e o que deu errado nesses três anos – e projeta os desafios da economia brasileira para a eleição e após.

Convidado: Thomas Traumann, comentarista da GloboNews, colunista do jornal O Globo e autor do livro “O pior emprego do mundo: 14 ministros da Fazenda contam como tomaram as decisões que mudaram o Brasil e mexeram no seu bolso”.

Haddad deixa o Ministério da Fazenda: veja os principais marcos da gestãoPIB acima do esperado, dívida em alta: o balanço da gestão Haddad em 10 gráficosEm evento em São Paulo, Lula confirma Dario Durigan como substituto de HaddadQuem é Dario Durigan, que vai assumir Ministério da FazendaPT anuncia pré-candidatura de Haddad ao governo de SP

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliene Moretti. Colaboraram neste episódio Arthur Stabile e Janize Colaço. Apresentação: Natuza Nery.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Haddad durante discurso no lançamento do Plano Safra para agricultura familiar — Foto: Reprodução/Canal Gov

Há 5 horas Distrito Federal CAMILA BOMFIM: Transferência facilita depoimentos e possível delaçãoHá 5 horasNATUZA: Entenda o passo a passo da possível delaçãoHá 5 horasPF decide que Vorcaro não ficará na cela de Bolsonaro ocupouHá 5 horasSADI: Martha Graeff se sentiu enganada por Vorcaro, diz defesa

Há 4 horas Blog da Andréia Sadi Presidente de CPMI diz que linha do STF manteve contato com Vorcaro e pede informaçãoHá 4 horasDino manda Viana explicar envio de R$ 3,6 milhões a fundação de igreja ligada a VorcaroHá 4 horasInvestigação sobre o INSSAmiga de Lulinha diz que PF errou em relatório que traz suspeita de propina

Há 8 horas Política Canetas emagrecedorasPatente do Ozempic cai, mas Brasil ainda não tem alternativa nacional

Há 3 horas Saúde Estratégia militarGuerra entra em nova fase com ataques a instalações de energia

Há 15 horas Mundo VÍDEO mostra ataque de Israel ao maior campo de gás natural do mundoHá 15 horasTrump diz que Israel concordou em não atacar instalações de energiaHá 15 horasANP cobra oferta maior de combustíveis da Petrobras, mas descarta desabastecimento

Há 6 horas Economia Lula reforça pedido a governadores por redução do impostoHá 6 horasDiesel e gasolina mais caros: veja como a guerra pesa no seu bolsoHá 6 horasFraude no INSSAposentados e pensionistas podem contestar descontos indevidos até hoje

Há 27 minutos Economia Governo federal antecipa 13º de aposentados e pensionistas do INSSHá 27 minutosLoteriaMega-Sena: prêmio acumula e vai a R$ 8 milhões

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Lula diz estar ‘triste’ com decisão do BC de reduzir taxa de juros em ‘só’ 0,25 ponto percentual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/03/2026 14:00

Política Lula diz estar 'triste' com decisão do BC de reduzir taxa de juros em 'só' 0,25 ponto percentual Por Kellen Barreto, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que está "triste" com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual apenas.

O petista deu a declaração durante um evento do governo federal em São Paulo, um dia após a reunião do Copom que reduziu a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75%.

Lula disse que esperava um corte maior, de 0,5 ponto percentual, e lamentou a decisão do colegiado do Banco Central, que considerou os impactos da guerra no Irã para fixar a redução.

Há 43 minutos Economia Gás dispara com ataque a reservas de energia; petróleo bate US$ 115Há 43 minutosAtaque do Irã impacta o fornecimento global de energia, diz CatarHá 43 minutosImpactos internosLula reforça pedido a estados por redução no ICMS sobre combustíveis

Há 10 minutos Política A estratégia de Lula para impedir que alta do diesel chegue ao motoristaHá 10 minutosMÍRIAM LEITÃO: incerteza da guerra fez BC cortar menos os jurosHá 10 minutosAgronegóciosChina restringe exportações de fertilizantes; país é fornecedor do Brasil

Há 19 minutos Agronegócios Caso MasterGilmar anula quebra de sigilo de fundo ligado a resort que foi da família Toffoli

Há 3 horas Política SADI: o jogo de empurra no caso diante da delação de VorcaroHá 3 horasO ASSUNTO: como as ações do STF influenciam na credibilidadeHá 3 horasPresidente da CPMI do INSSDino manda Viana explicar envio de R$ 3,6 milhões à fundação da Lagoinha

Há 2 horas Política CPMI aprova convites para ouvir Galípolo e Campos Neto e compartilhar dados de ZettelHá 2 horasEleições 2026Moro firma compromisso com PL para disputar governo do Paraná pelo partido

Há 6 minutos Eleições 2026 ‘Jamais! Nunca será!’PM disse estar ‘praticamente solteira’ e foi ameaçada por tenente-coronel

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Após início da guerra no Oriente Médio, Tesouro Nacional recompra quase R$ 50 bilhões em títulos e ajuda conter alta nos juros futuros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/03/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2610,28%Dólar TurismoR$ 5,4500,29%Euro ComercialR$ 6,0520,58%Euro TurismoR$ 6,2930,69%B3Ibovespa179.369 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,2610,28%Dólar TurismoR$ 5,4500,29%Euro ComercialR$ 6,0520,58%Euro TurismoR$ 6,2930,69%B3Ibovespa179.369 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,2610,28%Dólar TurismoR$ 5,4500,29%Euro ComercialR$ 6,0520,58%Euro TurismoR$ 6,2930,69%B3Ibovespa179.369 pts-0,15%Oferecido por

Tesouro Nacional comprou nesta semana R$ 49 bilhões em títulos públicos, que haviam sido colocados nos últimos anos no mercado financeiro.

Oficialmente, o Tesouro informa que o objetivo da atuação é "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos".

Em termos práticos, ao recomprar papeis do mercado financeiro, o Tesouro Nacional aumenta a demanda por esses títulos, o que eleva o seu preço e, consequentemente, diminui sua taxa de juros.

A atuação tem o efeito, portanto, de injetar "liquidez" ao mercado financeiro, ou seja, liberar recursos aos bancos, e, com isso, conter movimento desordenado de pressão altista na curva de juros.

A Secretaria do Tesouro Nacional comprou nesta semana R$ 49 bilhões em títulos públicos, que haviam sido colocados nos últimos anos no mercado financeiro, por conta dos efeitos da guerra no Oriente Médio. Trata-se da maior operação de recompra já realizada pela instituição.

Oficialmente, o Tesouro informa que o objetivo da atuação é "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos".

A taxa Selic, fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que atualmente está em 14,75% ao ano, tem efeito somente no curto prazo. Já a curva de juros do mercado futuro, afetada pelos leilões do Tesouro Nacional, é definida pelas condições do mercado (oferta e demanda).O cenário global das últimas semanas, com a eclosão da guerra no Oriente Médio, pressionou para cima a curva de juros.

🔎Em termos práticos, ao recomprar papeis do mercado financeiro, o Tesouro Nacional aumenta a demanda por esses títulos, o que eleva o seu preço e, consequentemente, diminui sua taxa de juros.

Como esses papeis têm prazos longos, seus juros servem de base para a chamada "curva", ou seja, as apostas do mercado para os próximos anos.

A atuação tem o efeito, portanto, de injetar "liquidez" ao mercado financeiro, ou seja, liberar recursos aos bancos, e, com isso, conter movimento desordenado de pressão altista na curva de juros — que serve de base para o mercado fixar as taxas cobradas nos empréstimos a empresas e pessoas físicas.

O início da guerra no Oriente Médio têm pressionado o mercado internacional de energia, com disparada no preço do petróleo para um patamar acima de US$ 100 por barril (contra US$ 72 antes do conflito).

A alta do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país pelo aumento do diesel, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes da gasolina. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.

A preocupação imediata, segundo analistas, é com a falta de abastecimento de diesel no país, além do impacto do aumento dos preços no dólar e na inflação. O que já está resultando em um cenário de corte menor dos juros básicos da economia.

Nesta quinta, o Banco Central (BC) avaliou que o cenário global "prospectivo" (futuro) "segue apresentando riscos que podem levar à materialização de cenários de reprecificação de ativos financeiros globais", ou seja, subida do petróleo, pressão sobre o dólar, os juros futuros e impacto na bolsa de valores – que opera em queda hoje.

"As incertezas associadas ao reposicionamento das políticas econômicas, aos eventos geopolíticos e aos seus impactos sobre os ritmos de crescimento da atividade e da inflação se intensificaram. Somam-se a essas incertezas, aquelas relacionadas aos níveis de equilíbrio das taxas de juros no longo prazo, à sustentabilidade fiscal de economias centrais e à valorização dos ativos de risco", avaliou o BC.

Há 31 minutos Economia Quais países poderão lucrar com a guerra no Irã e quais serão mais atingidos?Há 31 minutosAno de eleiçãoA estratégia de Lula para impedir que alta do diesel chegue ao motorista

Há 4 horas Economia MÍRIAM LEITÃO: incerteza da guerra fez BC cortar menos os jurosHá 4 horasCaso MasterGilmar anula quebra de sigilo de fundo ligado a resort que foi da família Toffoli

Há 2 horas Política SADI: o jogo de empurra no caso diante da delação de VorcaroHá 2 horasPresidente da CPMI do INSSDino manda Viana explicar envio de R$ 3,6 milhões à fundação da Lagoinha

Há 1 hora Política CPMI aprova convites para ouvir Galípolo e Campos Neto e compartilhar dados de ZettelHá 1 hora’Jamais! Nunca será!’PM disse estar ‘praticamente solteira’ e foi ameaçada por tenente-coronel

Há 2 horas São Paulo Geraldo Neto se definia como ‘macho alfa’ e cobrava submissãoHá 2 horasEnsino à distância4 em cada 10 alunos da EAD abandonam a graduação antes do fim

Há 34 minutos Educação Dois sistemas operacionais anunciam saída do Brasil e ‘culpam’ ECA DigitalHá 34 minutosPJ e CLTJovem que viralizou com ‘1º emprego aos 27’ já fez vários bicos informais

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 19:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%Oferecido por

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano.

Essa era a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Essa é a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024.

Essa era a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

🔎 A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O comitê entende que a decisão "é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego".

Por conta dos conflitos no Oriente Médio, o Comitê não indicou novos cortes nas próximas reuniões.

Na decisão, o Copom afirma que, no cenário atual, "os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo".

O começo do processo de queda dos juros no Brasil ocorre apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito.

A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.

Na decisão, o Copom afirma que os conflitos no Oriente Médio afetam "direta e indiretamente" a inflação no Brasil e que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos.

"O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil", diz o comunicado.

A reunião desta quarta teve dois votos a menos, por causa das saídas do diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen. O governo ainda não indicou substitutos.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.

Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.

Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.

Há 1 hora Economia BC dos EUA mantém juros inalterados em meio à guerraHá 1 horaTrump ameaça deixar aliados resolverem bloqueio do Estreito de Ormuz sozinhosHá 1 horaViolência’Você enfiou a mão na minha cara’, disse PM a marido dias antes de morrer

Há 2 horas São Paulo Justiça torna tenente-coronel réu por feminicídio e fraude processualHá 2 horas13 pontos e fotos da perícia que embasaram a prisão de tenente-coronel

Há 4 horas São Paulo Nascido em Taubaté e há mais de 20 anos na PM: quem é o réuHá 4 horasPolicial preso chamava esposa de ‘burra’ e dizia que ‘lugar de mulher é em casa’

Há 30 minutos São Paulo Tenente-coronel é recebido com abraço de policial em presídio; VÍDEOHá 30 minutosDecisão liminarFux suspende regras de eleição indireta para governador do Rio de Janeiro

Ministro barrou a previsão de voto aberto na escolha do eventual substituto de Cláudio Castro (PL).

Há 35 minutos Eleições 2026 no Rio de Janeiro Caso MasterAdvogado de Vorcaro procurou PF para tratar de delação premiada

Há 4 horas Política Mendonça atende pedido da PF e prorroga inquérito do Master por 60 diasHá 4 horasBlog da Julia DuailibiPF investiga se dados de Vorcaro foram copiados em HD externo

Há 6 horas Blog da Julia Duailibi Diretor da PF vê ‘ataques covardes’ e diz que Master será apurado até o fimHá 6 horasComo prints de notas criaram rastros de conversa entre Vorcaro e MoraesHá 6 horasProteção das crianças nas redesLula assina decretos que regulamentam ECA Digital; veja principais pontos

Há 3 horas Política ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade; redes ‘tentam adivinhar’Há 3 horasSão PauloDeputada do PL faz ‘blackface’ em discurso na Alesp contra mulheres trans

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Brasil continua em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 19:57

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%MoedasDólar ComercialR$ 5,2460,9%Dólar TurismoR$ 5,4340,64%Euro ComercialR$ 6,0160,32%Euro TurismoR$ 6,2490,12%B3Ibovespa179.640 pts-0,43%Oferecido por

O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,51%.

A liderança do ranking, antes ocupada pela Rússia, passou para a Turquia, que registrou uma taxa real de 10,38%. Os russos aparecem na terceira posição, com juros reais de 9,41%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, em meio a preocupações com os gastos do governo. O cenário, segundo a instituição, ficou ainda mais incerto com a guerra no Oriente Médio.

A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, permaneceu na quarta posição do ranking.

Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Trata-se da primeira redução desde maio de 2024.

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição.

Turquia: 37,00%Argentina: 29,00%Rússia: 15,50%Brasil: 14,75%Colômbia: 10,25%México: 7,00%África do Sul: 6,75%Hungria: 6,25%Índia: 5,25%Indonésia: 4,75%Chile: 4,50%Filipinas: 4,25%Israel: 4,00%Hong Kong: 4,00%Austrália: 3,85%Polônia: 3,75%Reino Unido: 3,75%Estados Unidos: 3,75%República Tcheca: 3,50%China: 3,00%Malásia: 2,75%Coreia do Sul: 2,50%Nova Zelândia: 2,25%Canadá: 2,25%Alemanha: 2,15%Áustria: 2,15%Espanha: 2,15%Grécia: 2,15%Holanda: 2,15%Portugal: 2,15%Bélgica: 2,15%França: 2,15%Itália: 2,15%Taiwan: 2,00%Suécia: 1,75%Dinamarca: 1,60%Tailândia: 1,00%Cingapura: 0,88%Japão: 0,75%Suíça: 0,00%

Há 1 hora Economia BC dos EUA mantém juros inalterados em meio à guerraHá 1 horaTrump ameaça deixar aliados resolverem bloqueio do Estreito de Ormuz sozinhosHá 1 horaViolência’Você enfiou a mão na minha cara’, disse PM a marido dias antes de morrer

Há 2 horas São Paulo Justiça torna tenente-coronel réu por feminicídio e fraude processualHá 2 horas13 pontos e fotos da perícia que embasaram a prisão de tenente-coronel

Há 4 horas São Paulo Nascido em Taubaté e há mais de 20 anos na PM: quem é o réuHá 4 horasPolicial preso chamava esposa de ‘burra’ e dizia que ‘lugar de mulher é em casa’

Há 30 minutos São Paulo Tenente-coronel é recebido com abraço de policial em presídio; VÍDEOHá 30 minutosDecisão liminarFux suspende regras de eleição indireta para governador do Rio de Janeiro

Ministro barrou a previsão de voto aberto na escolha do eventual substituto de Cláudio Castro (PL).

Há 35 minutos Eleições 2026 no Rio de Janeiro Caso MasterAdvogado de Vorcaro procurou PF para tratar de delação premiada

Há 4 horas Política Mendonça atende pedido da PF e prorroga inquérito do Master por 60 diasHá 4 horasBlog da Julia DuailibiPF investiga se dados de Vorcaro foram copiados em HD externo

Há 6 horas Blog da Julia Duailibi Diretor da PF vê ‘ataques covardes’ e diz que Master será apurado até o fimHá 6 horasComo prints de notas criaram rastros de conversa entre Vorcaro e MoraesHá 6 horasProteção das crianças nas redesLula assina decretos que regulamentam ECA Digital; veja principais pontos

Há 3 horas Política ECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade; redes ‘tentam adivinhar’Há 3 horasSão PauloDeputada do PL faz ‘blackface’ em discurso na Alesp contra mulheres trans

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre com foco na Superquarta e guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 09:10

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

O dólar inicia esta quarta-feira (18) sob forte influência da “Superquarta”, com investidores divididos entre as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e a escalada da guerra no Oriente Médio, que mantém o petróleo pressionado. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ Os investidores seguem atentos às decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos (EUA), que serão anunciadas na chamada “Superquarta”. Por aqui, a maior parte do mercado projeta um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic, taxa básica da economia, a 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira redução da Selic desde maio de 2024 — ou seja, após quase dois anos.

▶️ Já o Federal Reserve (Fed, banco central americano) deve manter os juros inalterados. Sem perspectiva clara de trégua nos ataques envolvendo EUA, Israel E Irã, economistas avaliam que os impactos, tanto locais quanto globais, vão depender da duração do conflito.

▶️ Até agora, no entanto, não há sinais de arrefecimento da guerra, que já dura três semanas. Com o Estreito de Ormuz no centro das tensões, os EUA informaram ter usado bombas de penetração profunda contra sistemas antiembarcação do Irã ao longo da principal rota global de petróleo.

▶️ O objetivo é reabrir o estreito, fechado por Teerã desde o início da guerra. Enquanto isso, o petróleo segue pressionado, com preços acima de US$ 100, aumentando os riscos para a inflação global.

🛢️ Por volta das 8h51, o barril do tipo petróleo Brent subia 0,72%, a US$ 104,16, enquanto o WTI avançava 1,15%%, a US$ 94,43.

▶️ Ontem, a França se alinhou a outros países da OTAN e rejeitou o pedido dos Estados Unidos para ajudar a liberar o Estreito de Ormuz. A decisão contradiz a declaração de Donald Trump de que Paris apoiaria a iniciativa. O presidente americano chamou a recusa dos aliados de “erro muito tolo”.

▶️ No Brasil, os efeitos da guerra já chegam aos consumidores. O reajuste recente do diesel pela Petrobras, somado à alta do petróleo, aumentou a pressão sobre os custos de transporte e levou caminhoneiros a ameaçarem uma nova paralisação. O Ministério da Justiça já disse que Polícia Federal vai investigar preços abusivos de combustíveis. Procon também está de olho.

Após uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira. Embora o apelo de Trump pela reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz e a liberação de reservas estratégicas por outros países tenham reduzido a pressão sobre a commodity, o efeito durou pouco.

Ao menos três países europeus recusaram nesta segunda-feira (16) o pedido do presidente dos EUA para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz.

Ao longo do dia, Trump recebeu negativas de vários aliados, com destaque para a Alemanha, que rejeitou qualquer participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na crise.

Nesta terça, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse à emissora "CNBC" que petroleiros estão "começando a passar aos poucos" pelo Estreito de Ormuz, reiterando a posição do governo Trump de que a guerra com o Irã deve durar semanas, e não meses.

No entanto, ataques recentes à infraestrutura energética de outros países em meio à guerra vêm comprometendo o escoamento global de petróleo.

Segundo a Reuters, o carregamento no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi parcialmente interrompido após um terceiro ataque em quatro dias provocar incêndio no terminal de exportação, enquanto o campo de gás Shah segue com operações suspensas.

Com isso, a produção do terceiro maior produtor da Opep caiu mais da metade, intensificando a pressão sobre os preços da energia e agravando a crise no mercado internacional.

Enquanto isso, a guerra continua. Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e uma das principais figuras do regime, em um bombardeio de precisão em Teerã.

A ação teria ocorrido na noite de segunda-feira, segundo autoridades israelenses, mas não foi confirmada pelo governo iraniano.

Aliado próximo da liderança do país, Larijani vinha ganhando ainda mais influência em meio à guerra contra EUA e Israel, que seguem realizando ataques frequentes ao território iraniano.

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostrou que os preços, em geral, caíram 0,24% em março, marcando mais um mês de recuo. No acumulado de um ano, a queda já chega a 2,53%.

👉 O IGP-10 é muito usado como referência para reajustes de contratos, como aluguel, energia e alguns serviços, porque capta tanto o que acontece na indústria quanto no bolso do consumidor.

Segundo a FGV, esse movimento foi puxado principalmente pela redução nos preços de produtos básicos no atacado, como alimentos e matérias-primas.

Para o consumidor, os preços ficaram praticamente estáveis, enquanto os custos da construção ainda subiram, mas de forma mais moderada.

Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira aponta que 56% dos brasileiros já definiram o voto para presidente, enquanto 43% ainda podem mudar de candidato.

O nível de decisão é mais alto entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com mais de 60% afirmando que a escolha é definitiva.

O levantamento também mostra que homens e eleitores mais velhos tendem a ter decisão mais consolidada, enquanto mulheres, jovens e eleitores do Sudeste aparecem mais indecisos, indicando um cenário ainda aberto para mudanças na disputa eleitoral.

Em Wall Street, os mercados fecharam em alta de olho no impasse no Estreito de Ormuz e à espera da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, sobre os juros americanos nesta quarta-feira.

Na Ásia, os mercados fecharam em baixa, pressionados pelas incertezas em torno da guerra no Oriente Médio, que deixaram os investidores mais cautelosos em relação a ativos de maior risco.

Em Xangai, o índice local caiu 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,7%. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,1%, e em Tóquio, o Nikkei caiu 0,1%.

Há 23 minutos Vale do Paraíba e Região Guerra no Oriente MédioIsrael diz que matou ministro iraniano; Irã lança bombas de fragmentação

Há 32 minutos Mundo Ataques do Irã deixaram 2 mortos e 5 feridos em Tel Aviv; SIGAHá 32 minutosEUA atacam costa do Irã para tentar reabrir o Estreito de OrmuzHá 32 minutosMultidão acompanha funeral de homem-forte do Irã morto por Israel

Há 21 minutos Mundo O ASSUNTO: como o regime deve reagir à morte de Ali LarijaniHá 21 minutosRelatório do CoafFundo da Reag recebeu R$ 1 bilhão de empresas ligadas ao PCC

Há 6 horas Política Coaf: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro NogueiraHá 6 horasCaso MasterComo prints de notas criaram rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes

Há 6 horas Tecnologia Entenda o que o BRB ainda estuda fazer para recompor patrimônioHá 6 horasPreço do diesel Haddad se reúne com governadores hoje e tenta convencê-los a reduzir ICMS

Há 3 horas Economia Controle nas redesECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade; redes ‘tentam adivinhar’

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Guerra do Irã vai impedir queda do juro no Brasil? Entenda o que é a Selic e como ela afeta o seu bolso

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 08:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

Guerra do Irã vai impedir queda do juro no Brasil? Entenda o que é a Selic e como ela afeta o seu bolso — Foto: Getty Images via BBC

O tão aguardado ciclo de queda dos juros no Brasil — que muitos esperavam que começaria nesta quarta-feira (17) — pode não mais acontecer agora, ou ser mais lento do que se imaginava.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define nesta quarta-feira a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Desde junho do ano passado, a Selic está em 15% — seu patamar mais alto em quase 20 anos.

O motivo dessa alta era a preocupação com a inflação brasileira, que dava sinais de que poderia ultrapassar a meta tolerada no país, de 4,5% ao ano. Como as expectativas de inflação vinham caindo esse ano, esperava-se que o juro — principal instrumento das autoridades monetárias para segurar aumentos de preço na economia — também caísse.

O próprio Banco Central havia dito em janeiro, a sua primeira reunião deste ano, que os juros poderiam começar a cair agora em março.

"O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse a ata da reunião do Copom da ocasião.

No entanto o "cenário esperado" citado na nota não se confirmou. Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel atacaram o Irã, dando início a uma guerra que vem provocando aumento no preço internacional do petróleo, diante das incertezas sobre o fornecimento global de combustíveis. Antes da guerra, o preço referência do barril de petróleo estava abaixo de US$ 80 — agora ele tem sido cotado acima de US$ 100 em vários dias.

E essa incerteza já teve repercussões na economia brasileira. A Petrobras anunciou na semana passada o aumento do preço do diesel — para colocar os preços domésticos em linha com os custos internacionais. E o governo federal anunciou a isenção que alguns tributos, na tentativa de conter grandes aumentos de preço.

O temor do governo é que, se a guerra durar por muito tempo e o preço internacional do petróleo seguir em patamar elevado, a alta de combustíveis no Brasil provoque inflação. Combustíveis são um componente importante no preço de diversos produtos, como alimentos.

"Estamos dizendo em alto e bom som que estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, ao anunciar as medidas do governo.

Desde o começo da guerra no Irã, agentes de mercado passaram a acreditar que haverá aumento da inflação no Brasil.

O mais recente boletim Focus do Banco Central — que reúne expectativas de mais de cem instituições financeiras do Brasil — divulgado na segunda-feira (17/3) mostra que o mercado espera que a inflação IPCA termine o ano em 4,1%. Há uma semana, a previsão do mercado era de 3,91%.

Já a expectativa do mercado para a Selic no final de 2026 subiu de 12,13% para 12,25% em uma semana. Isso significa que se o mercado entende que o ciclo de queda dos juros será menos intenso do que se previa antes da guerra.

Entre corretoras havia uma expectativa antes do início da guerra de que haveria um corte de 0,5 ponto percentual nos juros brasileiros. Esta semana algumas instituições revisaram suas previsões para um corte mais gradual, de 0,25 ponto percentual. E outras já esperam que o Copom sequer promova qualquer corte.

"Acreditamos que o Copom manterá a taxa Selic em 15% nesta semana", diz um relatório da XP publicado na segunda-feira. "Acreditamos que, se o Copom não estiver confiante para cortar a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, é melhor deixá-la inalterada e fazê-lo com mais embasamento em abril."

A taxa Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) serve como referência para todas as taxas de juros do mercado brasileiro e é definida pelo Copom, grupo composto pelo presidente e diretores do Banco Central. Eles se reúnem para definir a trajetória da Selic.

A Selic é o principal instrumento de política monetária usado pelo Banco Central para controlar a inflação. O Banco Central tem autonomia em relação ao governo federal para definir a Selic.

Quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e no cartão ficam mais altos e isso desencoraja o consumo — o que, por sua vez, estimula uma queda na inflação. Por outro lado, se a inflação está baixa e o BC reduz os juros, isso barateia os empréstimos e incentiva o consumo.

Para definir o que fazer com a Selic, o BC avalia as condições da inflação, da atividade econômica, das contas públicas e o cenário externo — sempre com o objetivo de manter a inflação dentro da meta.

O instrumento é usado por todos os governos e autoridades monetárias. O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, define os juros básicos da economia americana. O Banco Central Europeu faz o mesmo com os juros nos países que compõem a zona do euro.

Desde a pandemia, o mundo passou por um aumento da inflação — como reflexo de desequilíbrios na cadeia de produção combinados com um aumento do consumo. Nesses anos, a inflação bateu recorde de mais de quatro décadas em países europeus e nos EUA.

No Brasil, um ciclo de alta começou em março de 2021 e durou até agosto de 2023, com escalada do juro de 2% para 13%. Por um ano depois disso, o juro chegou a cair para 10,5%.

Mas desde setembro de 2024, o juro vem subindo, no atual ciclo de alta. Foram oito aumentos consecutivos na Selic, atingindo em junho do ano passado o patamar de 15%, que se mantém inalterado desde então. Esse nível é o maior registrado no Brasil desde julho de 2006.

O objetivo do Copom é fazer a inflação brasileira ficar dentro da meta, que também é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O regime de metas de inflação, o câmbio flutuante e a meta fiscal compõem o chamado "tripé macroeconômico", anunciado em 1999 como a nova estrutura da política econômica brasileira.

Isso depois de o Brasil ter superado, com o Plano Real (1994), um período traumático de hiperinflação, durante o qual os preços chegavam a aumentar 80% em um único mês.

A ideia da meta é que uma inflação previsível, estável e baixa possa ajudar a economia a crescer mais, reduzindo as incertezas.

Se não houvesse aumento nos juros, as pessoas estariam expostas à inflação alta, o que provocaria uma queda nos padrões de vida de todos. Os preços de bens e serviços subiriam, e os salários das pessoas não acompanhariam essa alta.

A meta, inicialmente fixada em 8% ao ano em 1999, foi sendo gradualmente reduzida ao longo dos anos. Para 2026, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação anual em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 pontos percentuais. O que significa que o CMN "tolera" uma inflação de 4,5% em 2026.

Antigamente o cumprimento da meta era avaliado ao final de cada ano. Mas desde 2024, a meta é contínua, ou seja, precisa ser cumprida mês a mês. A meta é considerada descumprida quando a inflação acumulada em doze meses se desvia por seis meses consecutivos do intervalo de tolerância.

Quando ela é descumprida, a autoridade monetária precisa publicar uma carta e uma nota técnica explicando os motivos do desvio da inflação, as providências para assegurar o retorno aos limites estabelecidos e o prazo estimado desse retorno.

Fica mais caro pegar dinheiro emprestadoTorna-se mais atraente poupar e investir dinheiro em renda fixa

Sobre empréstimos, juros altos afetam principalmente pessoas que tomam financiamentos para comprar casa ou carro — e também consumidores que têm dívidas com cartão de crédito.

O mesmo acontece com empresas: juros altos não incentivam tomada de empréstimos para realizar investimentos.

E governos também sofrem: juros elevados prejudicam as finanças públicas, já que os países também tomam empréstimos ao emitir títulos de dívida (uma das formas como governos se financiam — a outra é arrecadação de impostos).

Juros mais altos acabam sendo vantajosos para quem tem dinheiro para emprestar e investir. Mas é preciso tomar cuidado. Os investimentos e poupanças precisam ter taxa de retorno superior à inflação para que haja um ganho real.

Por outro lado, para quem não tem dinheiro guardado, a vida fica bem mais difícil, e o fosso entre ricos e pobres tende a aumentar. Por isso, quando os juros estão elevados, a desigualdade sobe.

"Classes de renda inferiores se prejudicam mais com maiores taxas de inflação já que não contam com instrumentos de proteção financeira", diz nota do ministério da Fazenda que explica o regime de metas do país.

Há 4 horas Política Coaf: deputados do PP pagaram cartão de crédito de Ciro NogueiraHá 4 horasCaso MasterComo prints de notas criaram rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes

Há 4 horas Tecnologia Entenda o que o BRB ainda estuda fazer para recompor patrimônioHá 4 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: como o regime deve reagir à morte do homem-forte do Irã

Há 2 horas O Assunto ‘Não podemos permitir lunáticos com armas nucleares’, diz TrumpHá 2 horasControle nas redesECA Digital: sites pornôs seguem sem checar idade; redes ‘tentam adivinhar’

Há 6 horas Tecnologia Tiro na cabeçaCena ‘montada’ ajudou polícia a apontar feminicídio na morte de PM

Há 1 hora São Paulo Perícia faz 24 laudos para explicitar que coronel matou esposaHá 1 horaParaíbaSurto de intoxicação: fiscalização viu falta de higiene e insetos em pizzaria

Há 29 minutos Paraíba Mulher morre e mais de 100 pessoas vão a hospital Há 29 minutosPIB surpreendente, dívida em alta10 gráficos para entender como foi o desempenho da economia com Haddad

Há 2 horas Economia BC deve cortar juros hoje, mas alta do petróleo freia intensidadeHá 2 horasPrevisão do tempo 🌧️☔Chuva ganha força e avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BC deve cortar juros pela 1ª vez em quase dois anos nesta quarta, mas disparada do petróleo freia intensidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 01:30

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (18) e deve iniciar o ciclo de corte da Selic, taxa básica de juros da economia, atualmente em 15% ao ano.

Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projeta uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024, ou seja, em quase dois anos.

🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O começo do processo de queda dos juros no Brasil deverá acontecer apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito.

A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.

Sem o fator guerra, os economistas dos mercado financeiro projetavam um corte maior na taxa de juros nesta semana, de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Mas ajustaram suas projeções para uma redução de menor intensidade, para 14,75% ao ano.

Foi o que aconteceu com a estimativa do Itaú, que passou a projetar uma redução menor dos juros "em meio à incerteza mais elevada e a um balanço de riscos menos favorável, associado à alta relevante nos preços do petróleo".

"Como de costume, a condução da política monetária diante desse tipo de choque dependerá da avaliação quanto à sua persistência e à propagação por meio de efeitos de segunda ordem (…) O balanço de riscos se tornou altista para 2026-2027, mas com alguns atenuantes, como medidas tributárias voltadas à mitigação do aumento de preços de combustíveis no mercado doméstico", informou o Itaú, em comunicado.

A equipe de macroeconomia do ASA também reduziu de 0,5 ponto para 0,25 ponto sua projeção de corte na Selic, para 14,75% ao ano, ou seja, com um "início de ciclo de flexibilização mais cauteloso" por conta da alta no preço do petróleo.

"Em nossa leitura, esse choque deve elevar a projeção do Banco Central para o IPCA no horizonte relevante, que passaria a se aproximar de 3,6% no terceiro trimestre de 2027 [o chamado horizonte de relevância da política de juros] afastando-se do centro da meta [central de 3%]. Esse deslocamento, por si só, já reforça a conveniência de um início de ciclo mais parcimonioso" avaliou o ASA.

▶️Mesmo com a guerra, a projeção dos economistas do mercado financeiro é de que a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação, continue a recuar nos próximos meses — chegando a 12,25% ao ano no fim de 2026.

Banco Central pode começar ciclo de corte de juros nesta quarta-feira — Foto: Adriano Machado/ Reuters

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.

Há 7 horas Mundo Larijani era um dos homens mais poderosos do Irã; entendaHá 7 horasPaís tem protesto contra a guerra após convocação do governoHá 7 horasDiretor de contraterrorismo de Trump renuncia e diz que Irã não era ameaça

Há 29 minutos Mega-Sena Quina: aposta leva R$ 10 milhões sozinhaHá 29 minutosPrevisão do tempo 🌧️☔Chuva ganha força e avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Há 28 minutos Meio Ambiente Ex-presidente presoFlávio diz que encontrou Moraes e reforçou pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro

Há 4 horas Política DesmatamentoDeputados aprovam urgência de projeto que, segundo ambientalistas, prejudica ações do Ibama

Há 3 horas Jornal Nacional EconomiaProcons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos do diesel

Há 4 horas Economia Governadores negam pedido de Lula e não baixam ICMS sobre combustíveisHá 4 horasBlog da Camila BomfimBRB cancela assembleia e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master

Há 4 horas Blog da Camila Bomfim Desembargador autoriza governo a vender imóveis para salvar BRBHá 4 horasEstatal em criseGoverno deve fazer aporte de capital nos Correios em 2027, diz ministra

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em queda sob impacto da guerra no Oriente Médio e tensão no Estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/03/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,229-1,6%Dólar TurismoR$ 5,434-1,44%Euro ComercialR$ 6,018-0,84%Euro TurismoR$ 6,269-0,74%B3Ibovespa179.875 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-1,6%Dólar TurismoR$ 5,434-1,44%Euro ComercialR$ 6,018-0,84%Euro TurismoR$ 6,269-0,74%B3Ibovespa179.875 pts1,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,229-1,6%Dólar TurismoR$ 5,434-1,44%Euro ComercialR$ 6,018-0,84%Euro TurismoR$ 6,269-0,74%B3Ibovespa179.875 pts1,25%Oferecido por

O dólar opera em leve queda nesta terça-feira (17), com investidores atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo. Por volta das 9h10, a moeda recuava 0,20%, a R$ 5,2204. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h.

▶️Países da Europa e da Ásia estão resistindo a um pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo mundial, em meio à guerra entre EUA, Israel e Irã. Apesar da pressão americana, governos como Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália recusaram participação, afirmando que o conflito não é deles.

▶️O risco de interrupção no fluxo global de uma das principais commodities da economia voltou a pressionar o petróleo, com a ameaça de ataque à Ilha de Kharg — responsável por cerca de 90% das exportações do Irã — e a tensão no Estreito de Ormuz elevando os preços.

🔎 Por volta das 9h10, o barril do tipo petróleo Brent subia 2,62%, a US$ 102,84, enquanto o WTI avançava 3,10%, a US$ 95,33.

▶️A agenda econômica desta terça traz novos dados de inflação no Brasil, com a divulgação do IGP-10 de março pela manhã. Nos Estados Unidos, os destaques são os números de emprego da ADP, as vendas pendentes de imóveis e os estoques semanais de petróleo, além de um leilão de títulos de 20 anos do Tesouro. À noite, o Japão publica a balança comercial de fevereiro.

▶️No cenário político, os investidores também avaliam a pesquisa Genial/Quaest divulgada desta terça-feira. O levantamento mostra que 56% dos brasileiros dizem já ter definido em quem vão votar para presidente, enquanto 43% afirmam que ainda podem mudar de candidato.

O preço do petróleo atingiu os US$ 106 por barril em meio à escalada da guerra entre EUA-Israel e Irã, que entra na terceira semana. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, elevou as incertezas sobre oferta e transporte global.

Desde o início do conflito, o Brent, padrão internacional já acumula alta superior a 40%, pressionando os mercados e aumentando os temores de inflação global.

Em discurso na Casa Branca nesta segunda-feira, Donald Trump reforçou seu apelo para que países europeus e asiáticos ajudem a reabrir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Ele destacou que os EUA obtêm menos de 1% do seu petróleo pelo estreito, enquanto países como Japão, China, Coreia do Sul e algumas nações europeias dependem muito mais dessa passagem.

O presidente americano também afirmou que alguns desses países informaram que estão a caminho para ajudar, enquanto outros não se mostraram muito dispostos.

Para Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, a queda do petróleo trouxe alívio aos investidores, com a expectativa de que mais petroleiros atravessem o Estreito de Ormuz.

Ele destacou ainda que a liberação de reservas estratégicas por nações desenvolvidas ajudou a reduzir a pressão sobre os preços da commodity, que podem cair para abaixo de US$ 80 nos próximos meses, embora a volatilidade de curto prazo permaneça acima de US$ 100.

"Contudo, é importante destacar que, mesmo com algum alívio nos mercados caso o conflito não se agrave, qualquer recuperação nos investimentos de renda fixa e variável pode ser revertida devido à volatilidade e ao sentimento dos investidores diante dos impactos econômicos", afirma o analista.

Israel anunciou o início de uma operação terrestre “limitada” no sul do Líbano contra alvos do Hezbollah, com o objetivo de destruir infraestrutura do grupo e reforçar a defesa na fronteira. A ação, na prática, é uma invasão de território.

O termo "operação limitada" também foi utilizado por Israel da última vez que tropas do país invadiram o território do Líbano, em outubro de 2024.

À época, o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin explicou ao g1 que o termo significa uma incursão pontual, que não inclui uma ocupação completa do território que está sendo invadido.

A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após a retomada do conflito entre Israel e Hezbollah no início de março, ligada à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Desde então, Israel intensificou bombardeios e ataques no território libanês, enquanto o Hezbollah também tem lançado ofensivas contra Israel. O confronto já deixou centenas de mortos no Líbano e provocou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.

O mercado financeiro passou a prever um corte menor da taxa Selic na reunião do Copom desta semana, segundo o Boletim Focus do Banco Central.

A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,75% ao ano, após a guerra no Oriente Médio elevar os preços do petróleo e aumentar os riscos de pressão inflacionária.

Selic (2026): corte para 14,75% nesta reuniãoSelic no fim de 2026: 12,25% ao anoInflação (IPCA) 2026: 4,10%PIB 2026: 1,83% de crescimentoDólar no fim de 2026: R$ 5,40

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,80% em janeiro na comparação com dezembro.

O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,85%, de acordo com pesquisa da Reuters.

Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador registrou crescimento de 1,0%. Já no acumulado em 12 meses, o avanço chegou a 2,3%, conforme dados sem ajuste sazonal.

A Receita Federal informou que o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) começa em 23 de março e vai até 29 de maio. Quem enviar fora do prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025; tiveram rendimentos isentos acima de R$ 200 mil;realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil; ou possuíam bens superiores a R$ 800 mil no fim do ano.

As mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, conforme aprovado no ano passado, só terão efeito nas declarações a partir de 2027. (Veja quem mais é obrigado a declarar).

A queda no preço do petróleo em meio à perspectiva de que o Estreito de Hormuz possa ser reaberto trouxe algum alívio aos mercados globais nesta segunda-feira.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, com investidores se posicionando para uma semana potencialmente decisiva para os mercados globais.

O DAX, da Alemanha, subiu 0,50%, enquanto o CAC 40, da França, avançou 0,31%. Na Itália, o FTSE MIB teve alta de 0,07%, e o FTSE 100, de Londres, também operou no campo positivo, subindo 0,55%.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,45%, e o CSI300 avançou 0,05%. Já o índice de Xangai recuou 0,26% e o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,1%.

O mercado foi parcialmente apoiado por notícias de avanços da China na produção de chips, mas a guerra no Irã continua mantendo os investidores cautelosos.

Há 33 minutos Mundo Cautela de aliados dos EUA mostra que não há solução rápidaHá 33 minutosIrã negocia com Fifa para transferir jogos da seleção para o MéxicoHá 33 minutosIlha comunistaTrump quer tomar Cuba: entenda a pressão e os sinais de que o regime pode ceder

Há 1 minuto Mundo Desvios no INSSDeputada do MDB do Ceará é alvo de operação e terá que usar tornozeleira

Há 31 minutos Política Saiba quem é Gorete Pereira Há 31 minutosECA DigitalComeça a valer lei que define regras para crianças acessarem internet

Há 2 horas Tecnologia Plataformas devem adotar novos mecanismos para verificar idadeHá 2 horasPF fez 3 ações por dia contra abuso sexual infantil na internet em 2025Há 2 horasBanco investigadoBanco Central liquida mais um braço do conglomerado Master

Há 25 minutos Economia O ASSUNTO: quem são os maiores alvos de eventual delação de VorcaroHá 25 minutosAposentadoriaINSS suspende crédito consignado do C6 após cobranças indevidas

Há 29 minutos Economia Fim da exclusividadeOzempic: preço vai cair com queda de patente? Teremos versão genérica?

Há 22 minutos Saúde MARIZA: qual é a prioridade para idosos com câncer avançado? Há 22 minutosNão é sempre igual 🍂Outono vai começar quente: calor intenso marca a virada da estação

0

PREVIOUS POSTSPage 8 of 13NEXT POSTS