RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BRB quer elevar capital em R$ 8,8 bilhões e emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar patrimônio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 12:45

Distrito Federal BRB quer elevar capital em R$ 8,8 bilhões e emitir até 1,67 bilhão de ações para reforçar patrimônio Números constam em proposta que será levada à assembleia de acionistas no mês que vem. Enquanto isso, governo do DF tenta aprovar entrega de nove imóveis públicos ao banco. Por Cláudia Bomtempo, Mateus Rodrigues, TV Globo e g1 — Brasília

O Banco de Brasília (BRB) planeja emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar recursos no mercado financeiro.

A meta é aumentar o capital social do BRB em até R$ 8,86 bilhões, elevando o valor total para R$ 11,2 bilhões.

A proposta será submetida à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, marcada para o dia 16 de março.

O governo do DF busca reforçar o patrimônio do banco com a entrega de nove imóveis públicos, avaliados em R$ 6,6 bilhões.

O Banco de Brasília (BRB) pretende emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias, nas próximas semanas, para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição.

Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais.

Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual.

➡️Todos esses números constam na proposta que será levada pelo banco à Assembleia Geral Extraordinária de acionistas, convocada para o dia 16 de março.

➡️Ou seja: todo esse plano ainda precisa ser aprovado pelos investidores do banco – incluindo o governo do Distrito Federal, que é acionista controlador e detém 71,92% do capital do banco do BRB.

Governo do DF apresenta novo projeto para tentar socorrer o BRB, investigado no caso Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Saiba o que o BRB poderá fazer com os imóveis oferecidos por IbaneisDistritais acionam MP e governo do DF para barrar Daniel Vorcaro em reunião de acionistas do BRBBRB precisa de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos, indica governo do DF ao oferecer lotes como garantia

Enquanto isso, o governo do DF também tenta reforçar o patrimônio do BRB com outra medida: a entrega de nove imóveis públicos de grande porte, que poderiam ser vendidos ou usados como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.

Essa mecânica ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do DF, mas vem enfrentando resistência da oposição ao governo Ibaneis Rocha (MDB) e até de aliados do governador.

O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas, segundo apurou o g1.

O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.

⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis – com juros menores, por exemplo – para dar mais consistência ao balanço patrimonial do banco, abalado após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master, nos últimos anos.

⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido.

SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb)SIA, Trecho Serviço Público, Lote GSIA, Trecho Serviço Público, Lote ISIA, Trecho Serviço Público, Lote HSIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB;SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap;Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década;"Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – o documento não diz o endereço com precisão.

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Como a inteligência artificial mudou a forma de ganhar dinheiro na internet

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 26/02/2026 12:45

Empreendedorismo Como a inteligência artificial mudou a forma de ganhar dinheiro na internet Pesquisa aponta que tecnologia virou infraestrutura da Creator Economy e transformou a forma de criar, vender e escalar negócios digitais Por Rafaela Zem, g1

A inteligência artificial já provoca mudanças concretas no mercado digital. É o que aponta o estudo “O Impacto da Inteligência Artificial na Creator Economy”, divulgado nesta quinta-feira (26) pela Hotmart.

📎A Creator Economy representa o mercado formado por pessoas que criam e vendem produtos digitais, como cursos, mentorias e conteúdos online.

Segundo o levantamento, produtos digitais voltados ao ensino de IA movimentaram mais de R$ 140 milhões em 2025 na plataforma. Em dois anos, o crescimento acumulado foi de 700%.

Para a empresa, a tecnologia deixou de ser apenas apoio e passou a ocupar o centro do modelo de negócios.

Hoje, a IA atua em três frentes ao mesmo tempo: como tema de ensino, como produto comercializável e como infraestrutura que sustenta vendas, cobrança e atendimento.

A demanda acompanha o avanço da oferta. Em 2025, mais de 340 mil compradores adquiriram cursos e soluções ligadas à inteligência artificial. O número representa alta de 326% desde 2023.

No mesmo período, cerca de 4 mil empreendedores passaram a ensinar IA na plataforma, crescimento de 260%.

O interesse é puxado por quem quer ganhar produtividade, melhorar o currículo e aplicar a tecnologia no trabalho. A formação tradicional não acompanha o ritmo.

Dados reunidos no estudo mostram que 66% da população global já usa IA, mas só 39% receberam treinamento formal nas empresas. No Brasil, 93% afirmam utilizar ferramentas do tipo, embora muitos digam não dominar totalmente o conceito.

Para a Hotmart, essa diferença entre uso e qualificação abriu espaço para criadores independentes oferecerem capacitação prática e direta ao ponto.

Apresentação do estudo “O Impacto da Inteligência Artificial na Creator Economy” da Hotmart — Foto: g1

A novidade mais recente é a venda de agentes de IA treinados com o método de cada produtor. Esses agentes interagem com o aluno, executam tarefas e ajudam na aplicação do conteúdo no dia a dia.

Nos primeiros dois meses após o lançamento do formato, quase 30 mil pessoas compraram um agente. O volume já soma cerca de 400 mil interações na plataforma.

Um dos casos citados é o da agente SofIA, criada para apoiar a produção de roteiros para vídeos. A ferramenta superou 42 mil interações logo após o lançamento, dentro de uma campanha promocional.

O Agente de Vendas conversa automaticamente com interessados que abandonam o carrinho e negocia condições de pagamento pelo WhatsApp. Em quatro meses, recuperou R$ 16,6 milhões em vendas. Em média, um a cada oito carrinhos é convertido.

Já o Agente de Cobrança envia lembretes antes do vencimento e conduz negociações após atraso. Entre abril e novembro de 2025, a solução preservou mais de R$ 220 milhões em receitas e ajudou 11 mil empreendedores a regularizar pagamentos.

No pós-venda, o Tutor com IA responde dúvidas 24 horas por dia com base no conteúdo do curso. Segundo a empresa, o volume de perguntas direcionadas ao produtor pode cair até 50%. Alunos permanecem mais tempo ativos, o que aumenta engajamento e retenção.

automação de tarefas e processos;criação de conteúdo em escala;organização de estudos e aprendizado personalizado.

A empresa também mapeia a evolução recente. Em 2023, a IA impulsionou produtividade na criação de páginas e campanhas. Em 2024, reforçou o suporte ao aluno. Em 2025, passou a estruturar vendas, cobrança e novos formatos de monetização.

Para a Hotmart, essa é a maior mudança na Creator Economy desde a popularização do vídeo. A tecnologia reduz o custo da execução e amplia a capacidade de quem cria.

O desafio agora é integrar IA ao método de cada produtor sem perder identidade e conexão com o público.

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Ford faz recall de 4,3 milhões de veículos por falha em freio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 11:45

Carros Ford faz recall de 4,3 milhões de veículos por falha em freio Software defeituoso pode causar falha no sistema de freio e afetar iluminação externa. Picapes Maverick, F-150 e Ranger estão entre modelos atingidos nos EUA. Por Redação g1 — São Paulo

A Ford vai fazer um recall de 4,3 milhões de veículos nos Estados Unidos, segundo a agência Reuters. Um problema de software pode causar falhas nos freios e também afetar as luzes externas dos veículos.

O problema pode ocorrer ao rebocar um trailer. O módulo de reboque pode perder comunicação com o veículo, o que pode causar a perda das luzes de freio e de seta, ou a perda da função de frenagem. Segundo a Reuters, a Ford vai resolver o problema por meio de uma atualização de software.

Entre os modelos afetados estão alguns também vendidos no Brasil. As picapes Maverick, F-150, Ranger e a van E-Transit. O recall também inclui F-250, Lincoln Navigator, Expedition nos Estados Unidos. Todos produzidos entre 2021 e 2026.

O g1 consultou a Ford do Brasil para confirmar se as unidades vendidas no país fazem parte do recall. A empresa ainda não divulgou uma posição oficial. Assim que isso acontecer, esta notícia será atualizada.

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México aprova projeto que reduz jornada de trabalho para 40 horas até 2030

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 11:45

Trabalho e Carreira México aprova projeto que reduz jornada de trabalho para 40 horas até 2030 A proposta prevê redução gradual da jornada de 48 para 40 horas até 2030, mas enfrenta críticas por ampliar horas extras e manter apenas um dia de descanso semanal. Por Diego Oré, Aida Pelaez-Fernandez

O projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados prevê uma redução gradual de duas horas anuais na jornada de trabalho.

O México registra a pior relação entre vida profissional e pessoal na OCDE, com mais de 2.226 horas trabalhadas por ano.

A oposição critica o aumento do limite de horas extras para 12 semanais e a manutenção de apenas um dia de descanso.

A primeira etapa da redução da jornada, em janeiro de 2027, beneficiará cerca de 13,4 milhões de trabalhadores.

Trabalhador manuseia refrigerantes em mercado de Monterrey, no México, em janeiro de 2026. — Foto: REUTERS/Daniel Becerril/Foto de arquivo

O México aprovou um projeto de lei para reduzir gradualmente a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais. No entanto, a reforma, que deve começar a ser implementada no próximo ano, amplia o limite semanal de horas extras e mantém apenas um dia de descanso para cada seis dias trabalhados.

Com mais de 2.226 horas de trabalho por pessoa ao ano, a segunda maior economia da América Latina apresenta o pior equilíbrio entre vida profissional e pessoal entre os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O país, onde cerca de 55% dos trabalhadores estão na informalidade, também registra a menor produtividade do trabalho e os salários mais baixos entre os 38 membros do grupo.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto na noite de terça-feira (24), com apoio unânime dos 469 parlamentares presentes na Casa, que tem 500 cadeiras. Nenhum deputado votou contra.

Em seguida, os deputados analisaram os pontos específicos da proposta, aprovados com 411 votos favoráveis. A oposição criticou duramente a reforma durante cerca de 10 horas de debate.

Já o partido governista celebrou a aprovação, que ocorre após anos de idas e vindas nas negociações com empresários.

“Produtividade não se mede pelo esgotamento. Ela se constrói com dignidade”, afirmou o deputado governista Pedro Haces, que também é secretário-geral da Confederação Autônoma de Trabalhadores e Empregados do México.

A oposição argumenta que o projeto não representa uma redução real da jornada de trabalho, pois aumenta o limite semanal de horas extras de nove para 12 e não estabelece a obrigatoriedade de dois dias de descanso para cada cinco trabalhados.

“A ideia da reforma não é ruim, mas ela é incompleta e foi feita às pressas”, disse Alex Domínguez, deputado do oposicionista Partido Revolucionário Institucional (PRI).

A proposta já havia sido aprovada neste mês pelo Senado, onde o partido governista Morena possui ampla maioria.

“Depois de mais de 100 anos sem mudanças, o México começará a eliminar gradualmente a jornada de 48 horas semanais”, afirmou o Ministério do Trabalho em publicação na rede social X, na madrugada de quarta-feira (25).

A presidente Claudia Sheinbaum apresentou a proposta em dezembro. O plano prevê a redução da jornada em duas horas por ano até 2030, beneficiando cerca de 13,4 milhões de trabalhadores.

Caso a lei seja aprovada por mais da metade das assembleias legislativas estaduais — como é esperado —, a primeira redução de duas horas entraria em vigor em janeiro de 2027.

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Alta na tarifa de importação pode arrecadar até R$ 20 bilhões neste ano e troca por produtos nacionais é ‘incerta’, diz órgão do Senado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 11:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,45%Dólar TurismoR$ 5,3360,21%Euro ComercialR$ 6,0800,49%Euro TurismoR$ 6,3130,21%B3Ibovespa190.862 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,45%Dólar TurismoR$ 5,3360,21%Euro ComercialR$ 6,0800,49%Euro TurismoR$ 6,3130,21%B3Ibovespa190.862 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,1470,45%Dólar TurismoR$ 5,3360,21%Euro ComercialR$ 6,0800,49%Euro TurismoR$ 6,3130,21%B3Ibovespa190.862 pts-0,2%Oferecido por

Governo sobretaxou mais de mil produtos importados para defender a indústria nacional — Foto: Bruno Leão/Sedecti

O aumento no imposto de importação de mais de mil produtos, adotado pelo governo no começo deste mês, pode gerar arrecadação de até R$ 20 bilhões neste ano, estimou a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal. Com isso, a receita pode superar os R$ 14 bilhões esperados pelo Ministério da Fazenda.

Além disso, a estratégia anunciada pelo governo, de diminuir as importações e substituí-las por produção nacional, é "controversa e os resultados incertos", acrescentou a IFI, no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira (26).

Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem.

A decisão do governo, que engloba bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países.

➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas.

A IFI lembrou que, assim como o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) — que foi elevado no ano passado pelo governo brasileiro — o Imposto de Importação (II) tem "natureza regulatória", ou seja, em tese não deveria ser utilizado para aumentar a arrecadação, mas sim para intervir na economia e influenciar o comportamento de empresas e consumidores.

O órgão pontuou que integrantes do governo têm dito que a medida adotada visa proteger a indústria nacional frente a concorrência estrangeira e induzir uma parcial substituição de importações por produção doméstica. E que o foco, portanto, não seria fiscal, com o aumento da arrecadação.

"Ocorre que o efeito arrecadatório é imediato, já a substituição de produtos e insumos importados por produção nacional, se ocorrer, se dará a médio e longo prazos", acrescentou a IFI, em seu relatório.

➡️A medida do governo foi criticada por importadores e por parlamentares da oposição, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca proteger a indústria nacional. Também vem repercutindo negativamente nas redes sociais.

Nesta quarta-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas que mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil e que empresas de outros países, com produção similar, estariam "jogando" o seu produto aqui abaixo do custo porque não está conseguindo vender na Europa e Estados Unidos.

"Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", afirmou o ministro Haddad, nesta quarta-feira.

A Instituição Fiscal Independente observa que o embasamento do governo é ancorado em preocupações com o desequilíbrio da balança comercial nestes setores e a expectativa é diminuir as importações e substituí-las por produção nacional. Mas pondera que essa "estratégia é controversa e os resultados incertos".

"O efeito industrializante de medidas protecionistas, via tarifas de importação, ao longo da história econômica brasileira, é ponto controverso na literatura especializada e contradita evidências empíricas recentes, como os resultados iniciais do tarifaço adotado pelo governo do presidente Donald Trump alcançados pela economia americana", acrescentou a IFI.

Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão:

Telefones inteligentes (smartphones)Torres e pórticosReatores nuclearesCaldeirasGeradores de gás de arTurbinas para embarcaçõesMotores para aviaçãoBombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantesFornos industriaisCongeladores (freezers)Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicasMáquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafasEmpilhadeirasRobôs industriaisMáquinas de comprimir ou de compactarDistribuidores de adubos (fertilizantes)Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeiraMáquinas para fabricação de sacos ou de envelopesMáquinas e aparelhos de impressãoCartuchos de tintaDescaroçadeiras e deslintadeiras de algodãoMáquinas para fiação de matérias têxteisMáquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçadoMartelosCircuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montadosMáquinas de cortar o cabeloPainéis indicadores com LCD ou LEDControladores de ediçãoTratoresTransatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantesPlataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveisNavios de guerraCâmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicialAparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnéticaAparelhos dentáriosAparelhos de tomografia computadorizada

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Fictor Alimentos pede inclusão em recuperação judicial da controladora

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1350,19%Dólar TurismoR$ 5,3290,08%Euro ComercialR$ 6,0620,18%Euro TurismoR$ 6,3050,08%B3Ibovespa190.764 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1350,19%Dólar TurismoR$ 5,3290,08%Euro ComercialR$ 6,0620,18%Euro TurismoR$ 6,3050,08%B3Ibovespa190.764 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1350,19%Dólar TurismoR$ 5,3290,08%Euro ComercialR$ 6,0620,18%Euro TurismoR$ 6,3050,08%B3Ibovespa190.764 pts-0,25%Oferecido por

A Fictor Alimentos informou nesta quinta-feira (26) que pediu para ser incluída no processo de recuperação judicial da Fictor Holding, controladora do grupo.

O requerimento foi protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo e amplia o alcance do pedido apresentado pela holding no início de fevereiro.

De acordo com a empresa, a decisão foi motivada pelos impactos negativos no ambiente de negócios após a divulgação da recuperação judicial da controladora.

Entre os efeitos mencionados estão a dificuldade de acesso a crédito, a revisão de limites por bancos e problemas nas relações comerciais, fatores que, segundo a companhia, afetam sua capacidade financeira e operacional.

Em comunicado ao mercado, a Fictor Alimentos afirmou que a entrada no processo busca preservar suas atividades e criar um cenário mais organizado para a renegociação de dívidas.

A inclusão de outras empresas do grupo na mesma recuperação judicial também deve facilitar negociações conjuntas com credores e aumentar a transparência e a previsibilidade para investidores, fornecedores e demais envolvidos, de acordo com a companhia.

No início deste mês, a Justiça de São Paulo determinou a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor — a Fictor Holding e a Fictor Invest.

🔎 Na prática, a decisão antecipa o chamado stay period, fase em que a Justiça suspende cobranças contra empresas que pedem recuperação judicial. Em regra, esse período é de 180 dias, mas o juiz pode reduzir o prazo ou aplicar a medida antes da aceitação formal do pedido, como ocorre no caso da Fictor.

O objetivo da recuperação judicial, segundo a companhia, é “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam mais de R$ 4,2 bilhões.

De acordo com a empresa, haveria risco de paralisação das atividades em razão das ordens judiciais em curso. Para isso, foram apresentados os documentos exigidos pela Lei de Recuperação Judicial.

Apesar da suspensão temporária de novas cobranças, o juiz afirmou que a decisão vale apenas para atos futuros. Assim, bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Brasil, Uruguai e Argentina aceleram ratificação do acordo UE-Mercosul

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1330,16%Dólar TurismoR$ 5,3280,07%Euro ComercialR$ 6,0640,24%Euro TurismoR$ 6,3070,11%B3Ibovespa191.936 pts0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,1330,16%Dólar TurismoR$ 5,3280,07%Euro ComercialR$ 6,0640,24%Euro TurismoR$ 6,3070,11%B3Ibovespa191.936 pts0,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,1330,16%Dólar TurismoR$ 5,3280,07%Euro ComercialR$ 6,0640,24%Euro TurismoR$ 6,3070,11%B3Ibovespa191.936 pts0,36%Oferecido por

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o tratado UE-Mercosul, que agora segue para análise e votação no Senado.

A votação acelerada no Brasil ocorreu após o anúncio dos EUA de aumentar as tarifas globais de importação de 10% para 15%.

A Argentina, que já aprovou na Câmara, antecipa a votação no Senado para garantir acesso prioritário às cotas de exportação agropecuárias.

Na Europa, o acordo enfrenta resistência política de países como França e Polônia, devido à pressão de agricultores e ambientalistas.

O acordo prevê a redução gradual de tarifas e a criação de uma das maiores áreas de livre comércio, com mais de 700 milhões de pessoas.

Em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou o tratado entre o Mercosul e a União Europeia na noite de quarta-feira (25). O texto segue agora para análise no Senado. O relator, Marcos Pereira, articulou a votação com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o presidente da Câmara, Hugo Motta.

O governo deve publicar nos próximos dias um decreto com medidas de proteção ao agronegócio, uma demanda antiga do setor, antes da apreciação pelos senadores.

A Câmara acelerou a pauta após o nervosismo causado pelo anúncio do presidente Donald Trump de aumentar de 10% para 15% as tarifas globais de importação dos Estados Unidos.

“Chegou a hora de o Brasil confirmar sua vocação exportadora”, afirmou o presidente da Casa, Hugo Motta, que disse ver no país “o grande protagonista” da implementação do acordo. A proposta foi aprovada por ampla maioria, apesar da oposição de alguns parlamentares de esquerda.

No Uruguai, o Senado aprovou por unanimidade, na quarta, o projeto de lei que ratifica o acordo comercial assinado em 17 de janeiro no Paraguai, após 25 anos de negociações. A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados, onde a votação final está prevista para esta quinta-feira (26).

A Argentina, que já havia se antecipado aos demais parceiros ao aprovar o texto na Câmara dos Deputados em 12 de fevereiro, decidiu também antecipar para esta quinta-feira a votação definitiva no Senado.

O governo de Javier Milei quer garantir que o país seja o primeiro a acessar as cotas de exportação de produtos agropecuários previstas no acordo, o que daria vantagem competitiva sobre o Brasil.

Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. — Foto: REUTERS/Cesar Olmedo

Na Europa, embora o Parlamento Europeu tenha enviado o tratado para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia – processo que pode levar até dois anos –, o capítulo comercial pode ser aplicado provisoriamente pela Comissão Europeia.

O órgão tem autoridade para avançar com a implementação interina enquanto aguarda o parecer jurídico da Corte.

Entretanto, a tramitação continua enfrentando resistência política em vários países europeus. França, Polônia, Irlanda e Áustria permanecem contrárias ao acordo, sobretudo devido à forte pressão de seus agricultores, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos.

Além do setor agrícola, representantes do agronegócio europeu e organizações ambientalistas também manifestam críticas, argumentando que o tratado poderia incentivar práticas consideradas prejudiciais ao meio ambiente e à produção local.

Por outro lado, Alemanha, Espanha e Portugal veem mais oportunidades do que perdas no estreitamento do comércio entre os dois blocos.

O acordo prevê redução gradual de tarifas, regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, que reunirá um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.

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CEO do Fórum Econômico Mundial renuncia após investigação sobre ligações com Epstein

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,125-0,6%Dólar TurismoR$ 5,324-0,56%Euro ComercialR$ 6,050-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa191.211 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,125-0,6%Dólar TurismoR$ 5,324-0,56%Euro ComercialR$ 6,050-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa191.211 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,125-0,6%Dólar TurismoR$ 5,324-0,56%Euro ComercialR$ 6,050-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa191.211 pts-0,15%Oferecido por

A renúncia de Borge Brende, CEO do Fórum Econômico Mundial, seguiu revelações de três jantares e contatos com Jeffrey Epstein.

Uma investigação independente do Fórum concluiu que não há problemas adicionais além dos já divulgados.

Alois Zwinggi foi nomeado CEO interino, com o Conselho de Curadores buscando um sucessor definitivo para a entidade.

O presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial Borge Brende, afirmou nesta quinta-feira (26) que está deixando o cargo, poucas semanas depois de o fórum ter iniciado uma investigação independente sobre seu relacionamento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Brende, que assumiu a presidência do fórum em 2017, anunciou a decisão em comunicado divulgado após revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que o norueguês participou de três jantares de negócios com Jeffrey Epstein e manteve contato com o financista por e-mail e mensagens de texto.

“Após cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial. Meu período aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante”, afirmou Brende.

“Sou grato pela excelente colaboração com colegas, parceiros e membros, e acredito que este é o momento adequado para que o Fórum continue seu trabalho sem distrações”, acrescentou o ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega. Ele não citou Epstein.

Em nota separada, Andre Hoffmann e Larry Fink, copresidentes da entidade com sede em Genebra e responsável pela cúpula anual de Davos, informaram que foi concluída a revisão independente conduzida por consultores externos sobre os vínculos de Brende com Epstein.

Segundo o relatório, as conclusões não apontaram novas irregularidades além das já reveladas, que envolviam encontros presenciais e trocas de mensagens entre Brende e Jeffrey Epstein.

Os copresidentes anunciaram ainda que Alois Zwinggi assumirá o cargo de presidente e CEO interino. O Conselho de Curadores do Fórum ficará responsável por supervisionar a transição e organizar o processo de escolha de um sucessor definitivo.

Fundado em 1971 e com sede na Suíça, o Fórum Econômico Mundial é uma organização internacional sem fins lucrativos que reúne líderes políticos, empresários e especialistas para debater os principais temas da economia e da política global, tendo como principal evento anual o Fórum de Davos.

O evento funciona como um espaço de articulação entre governos e grandes empresas, ajuda a definir agendas globais — como clima, tecnologia e crescimento econômico — e influencia decisões ao colocar, no mesmo ambiente, quem tem poder político e financeiro.

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Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 05:45

Agro Vai trazer comida do exterior? Veja quando e como pedir autorização Produtos só podem entrar no país após a emissão de documentação sanitária. Itens irregulares podem ser apreendidos e destruídos no aeroporto. Por Vivian Souza

O Ministério da Agricultura atualizou as regras que definem quais alimentos podem entrar no Brasil na bagagem de viajantes e como funciona a autorização para produtos com restrições.

O ovo, por exemplo, não estava na lista de proibições de 2025, mas passou a integrá-la neste ano, informou o Ministério da Agricultura ao g1.

A regra vale mesmo quando o produto está na embalagem original, rotulada e lacrada, segundo o ministério.

O Ministério da Agricultura afirma que os itens proibidos podem trazer pragas e doenças para o país, com risco para plantações, animais e até para a saúde humana.

Todo mundo gosta de trazer lembrancinhas quando volta de viagem, mas sabia que nem todo alimento pode entrar no Brasil?

Desde o dia 4 de fevereiro, novas regras do Ministério da Agricultura passaram a definir quais alimentos podem entrar no país na bagagem de viajantes e quais exigem autorização.

O ovo, por exemplo, não estava na lista de proibições de 2025, mas passa a integrá-la este ano, informou o Ministério da Agricultura ao g1.

O Ministério explica que os itens proibidos podem trazer pragas e doenças para o país, com risco para plantações, animais e até para a saúde humana.

A carne de porco, por exemplo, só entra no Brasil com autorização porque pode trazer a peste suína africana. A doença é causada por um vírus, é fatal para os porcos e não tem vacina nem tratamento.

Hoje, essa doença não existe no Brasil, mas está presente em mais de 50 países da África, Europa, Ásia e das Américas. A Espanha, por exemplo, tem casos confirmados. O país é o terceiro maior produtor de carne de porco do mundo.

Além destes produtos, o Ministério avisa que podem haver bloqueios relacionados a produtos oriundos de países específicos, com incidência de doenças. Por exemplo, em casos da gripe aviária, da peste suína africana e a dermatose nodular contagiosa.

A instituição pontua também que não somente os vegetais frescos, mas parte deles que possam conter doenças podem ser confiscados. É o caso de folhas secas para chá, em que o processo de secagem não é conhecido.

Para entrar no país com esses alimentos, é preciso fazer um registro na Declaração Eletrônica e Bens do Viajante (e-DBV).

Depois, é necessário ir até a unidade do Vigiagro, no controle aduaneiro, para finalizar o processo.

Além disso, quando o Ministério da Agricultura entender que é o caso de um controle mais rigoroso, pode ser solicitada adicionalmente uma Autorização Prévia de Importação.

a descrição dos bens agropecuários que serão importados, incluindo a quantidade, a forma de acondicionamento e o país de origem e de procedência;o modal de transporte, podendo ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre (por lago), rodoviário e ferroviário;a via de transporte autorizada, especificada como bagagem acompanhada;o local de ingresso no território nacional;a identificação do viajante que transportará os bens agropecuários, contendo nome completo, CPF e número do passaporte;o prazo de validade da autorização de importação.

Neste caso, a autorização deverá ser encaminhada eletronicamente pelo Serviço Técnico emissor às Unidades do Vigiagro nos locais de ingresso.

Segundo o Ministério, dois procedimentos são feitos para a destruição: a autoclavagem (o produto é submetido a temperatura de 133° C e pressão de 3 bar por 20 minutos) e a incineração. Os procedimentos são responsabilidade do administrador do aeroporto.

A norma que regula o tema prevê outras medidas, mas não detalha quais. O g1 questionou o Ministério da Agricultura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Leia também: Após pressão do agro, governo suspende temporariamente lista que considerava tilápia espécie invasora

Mesmo quando não há exigência de documentação, o produto deve estar na embalagem original, com rótulo, lacre e sem sinais de violação.

extratos ou concentrados de carnes e pescados, de todas as espécies, exceto suínos.carnes (exceto suína) e pescados defumados, dessecados, salgados ou desidratados;derivados de suínos enlatados;gelatinas;leite pasteurizado ou esterilizado, incluindo o creme de leite;doce de leite;leite em pó ou soro;manteiga, manteiga clarificada (ghee) e pasta de espalhar de produtos provenientes do leite;iogurtes, quefir, coalhadas e outras bebidas láctea fermentadas;hidrolisado de proteína do leite e lactose;queijos e requeijão, excluindo os produtos lácteos feitos com leite de bovinos e bubalinos dos países com notificação de dermatose nodular contagiosa (caso da Argélia, Camboja, França, Itália, Tunísia, Espanha);bolos, biscoitos, bolachas, petit fours, tortas doces e salgadas, waffles, doces em massa folhadas, pastéis de confeitaria, doces e quitutes;amêndoas torradas e salgadas;bebidas destiladas e fermentadas;vinagres;sucos;óleos vegetais;geleias, conservas;demais produtos industrialmente esterilizados, pasteurizados, fermentados, sulfitados, liofilizados, cozidos, carbonizados, parboilizados, moídos, polidos, tostados ou secos ao forno.

Presunto Ibérico: carne de porco só entra no Brasil com autorização, exceto se for enlatada — Foto: Foto de Hawksbill.24

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‘O dinheiro está todo sequestrado’: o drama de clientes do Will Bank após a liquidação pelo BC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 26/02/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,125-0,6%Dólar TurismoR$ 5,324-0,56%Euro ComercialR$ 6,050-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa191.211 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,125-0,6%Dólar TurismoR$ 5,324-0,56%Euro ComercialR$ 6,050-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa191.211 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,125-0,6%Dólar TurismoR$ 5,324-0,56%Euro ComercialR$ 6,050-0,36%Euro TurismoR$ 6,300-0,3%B3Ibovespa191.211 pts-0,15%Oferecido por

A liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central afetou cerca de 12 milhões de clientes, principalmente de baixa renda no Nordeste.

Milhões de correntistas tiveram seus saldos bloqueados, sem previsão de acesso, impactando despesas essenciais como alimentação e moradia.

Enquanto investimentos em CDBs e LCIs/LCAs têm cobertura do FGC, contas de pagamento não, mas seus valores devem ser restituídos integralmente pelo Banco Central.

A devolução dos recursos para clientes de contas de pagamento depende da finalização da lista de credores pelo liquidante, sem prazo definido.

O banco operava sob Regime Especial desde novembro de 2025, e sua liquidação foi decretada após a falha na venda e acúmulo de dívidas.

O efeito cascata da liquidação extrajudicial do Banco Master parece não ter fim. Entre corretoras, gestoras de recursos e outros bancos ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, sete instituições já foram encerradas desde novembro.

O caso mais dramático, porém, é o do Will Bank. A liquidação do banco digital deixou clientes mais vulneráveis, de renda média e baixa, com todo o dinheiro bloqueado e sem prazo definido para reembolso.

O banco afirmava ter cerca de 12 milhões de clientes, dos quais 60% estavam no Nordeste, em sua maioria em cidades pequenas.

Clientes ouvidos pelo g1 afirmam que o saldo depositado no Will seria usado para despesas básicas, como alimentação, aluguel, medicamentos e contas de luz. Sem esse dinheiro, dizem que ficarão inadimplentes.

Investidores em CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs) do Will Bank estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como um tipo de seguro e cobre perdas de até R$ 250 mil por instituição.

Já os clientes comuns utilizavam contas de pagamento, que não têm cobertura do FGC. Ainda assim, pela lei, os valores são mantidos no Banco Central — ou seja, o dinheiro fica separado do patrimônio do Will Bank e deverá ser devolvido integralmente, sem limite por pessoa.

A questão é que a devolução só deve começar após o liquidante do banco, nomeado pelo Banco Central, concluir a lista oficial de credores — o que ainda não ocorreu nem tem prazo para acontecer. (entenda mais abaixo)

No dia 13 de fevereiro, o FGC antecipou pagamentos para clientes com até R$ 1 mil a receber, numa tentativa de reduzir a espera de cerca de 6 milhões de pessoas. Mas quem tinha valores mais altos ou investiu por meio de corretoras ficou de fora.

🔎 Este é o primeiro texto da série especial do g1 sobre o caso Banco Master e seus desdobramentos. Nesta reportagem, a apuração analisa as consequências da liquidação do Will Bank, outra instituição do grupo financeiro de Daniel Vorcaro, e o impacto direto sobre correntistas comuns.

Felipe Candido, 50 anos, tem R$ 6 mil no Will Bank; dinheiro seria usado para despesas básicas — Foto: Arquivo Pessoal

O servidor público Felipe Cândido, de 50 anos, precisou se afastar do trabalho para acompanhar a esposa durante o tratamento contra um câncer de mama. Ela faleceu no início deste ano.

Ele viu a renda diminuir e passou a ser responsável por quatro filhos — entre eles, gêmeas de 9 anos — e por uma neta de 2 anos. “Eu sofri um combo bem azarado. Foi uma coisa muito triste”, afirmou.

A morte da esposa levou a um novo afastamento do trabalho por questões de saúde mental. Em janeiro, ele depositou todas as economias no Will Bank. Os cerca de R$ 6 mil seriam usados para pagar a mudança de casa e a matrícula de uma das filhas na escola.

Como o valor ultrapassa R$ 1 mil, Felipe não foi incluído na antecipação do FGC e continua sem acesso ao dinheiro. Ele já teve o fornecimento de energia elétrica cortado em casa e passou a depender da ajuda de vizinhos para manter aparelhos básicos funcionando.

“Estou com uma extensão ligada na casa da vizinha. Daqui sai energia para a geladeira, a televisão e o ventilador das crianças. Não tem como ficar sem luz”, contou.

Deise Juliana, também de 50 anos, está desempregada e afirma que usava a conta do Will Bank para guardar o dinheiro obtido com a venda de salgados e sacolés. Segundo ela, o valor representava quase tudo o que tinha disponível naquele momento.

“Era pouco o que eu tinha na conta, mas era meu”, disse. “Para minha surpresa, quando abri o aplicativo, apareceu a mensagem de liquidação”, relatou. Ela foi uma das correntistas com saldo de até R$ 1 mil que conseguiram acesso antecipado.

Felipe e Deise não sabiam, mas, desde novembro de 2025, o Will Bank operava sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet), uma medida para tentar viabilizar a venda da instituição após a liquidação do Master, que era seu controlador.

🔎 Quando uma instituição está em Raet, o Banco Central assume temporariamente o controle para evitar que a situação piore e cause perdas maiores aos clientes e ao sistema financeiro.

Seria uma última alternativa para tentar salvá-lo. Como a venda a um novo investidor não se concretizou e houve acúmulo de dívidas, o BC constatou que não restaram alternativas viáveis de reestruturação, tornando inevitável a liquidação do Will Bank.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões com a liquidação do Will Bank. Segundo o fundo, os pagamentos devem começar entre 30 e 60 dias após o envio da lista de credores.

O procedimento é totalmente digital: pessoas físicas fazem a solicitação pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site. Após a conferência dos dados, o valor é depositado em até 48 horas úteis.

Quem mantinha recursos em conta digital do Will Bank — público mais vulnerável — também precisa aguardar a lista de credores. Contas correntes tradicionais têm cobertura do FGC, mas a instituição não tinha licença bancária e oferecia contas de pagamento.

A conta corrente bancária é uma conta tradicional de banco, usada para receber salário, pagar contas, fazer transferências, ter cheque especial e empréstimos. Está ligada a uma instituição com licença bancária e regras mais rígidas, e os depósitos costumam ser cobertos pelo FGC.Já a conta de pagamentos é oferecida por fintechs e instituições de pagamento; serve para movimentar dinheiro, fazer PIX, pagar boletos e usar cartão, mas não é um banco. Não tem licença bancária, normalmente não oferece crédito (como cheque especial) e o saldo não é coberto pelo FGC, porque a empresa não empresta esse dinheiro.

Sem a cobertura do FGC, os valores mantidos em contas de pagamento não seguem o mesmo rito de ressarcimento aplicado a depósitos bancários ou investimentos.

Nesses casos, os recursos não entram na fila comum de credores da massa em liquidação, pois a legislação determina que fiquem separados do patrimônio da instituição.

Na prática, isso significa que o dinheiro deve ser devolvido diretamente ao cliente, após a identificação e a conferência dos saldos pela administração da liquidação. O prazo, no entanto, depende da velocidade desse processo e da apuração dos valores devidos, sem um calendário pré-definido.

“Em tese, esses recursos devem ser devolvidos diretamente ao cliente, fora da disputa entre credores. Porém, o tempo para a restituição depende dos procedimentos da liquidação e da conferência dos saldos”, afirma Danielle Peniche, advogada de mercado de capitais do SouzaOkawa.

O liquidante será responsável por divulgar as datas e as orientações para o reembolso pelos canais oficiais do banco, mas antes precisa fazer um verdadeiro raio-x da instituição.

“Identificar ativos, obrigações, recebíveis e passivos, além de definir o que entra na ordem de pagamentos”, explica o advogado Renato Scardoa, especialista em Direito Comercial.

“A devolução depende da conclusão desse trabalho inicial de verificação. Não existe um prazo fechado em lei, mas, em situações organizadas, algo entre 40 e 60 dias costuma ser considerado razoável”, afirma o advogado Scardoa.

🔎 O prazo pode variar conforme o tamanho da instituição, a qualidade dos registros e a existência de problemas adicionais, como inconsistências contábeis ou suspeitas de irregularidades.

Nesse tempo, o aplicativo do banco costuma permanecer acessível apenas para consulta, sem permitir movimentações. Nessa fase, o liquidante geralmente solicita que os clientes informem uma conta em outra instituição para receber os valores quando forem liberados.

Enquanto o processo não avança, parcelas de empréstimos e faturas de cartão continuam válidas, e as chaves PIX vinculadas ao Will Bank foram desativadas.

A liquidação, porém, não extingue automaticamente as dívidas: valores já lançados na fatura do cartão continuam sendo devidos e podem ser cobrados, inclusive com juros e eventual inclusão do nome em cadastros de inadimplentes.

Apesar da liquidação, o aplicativo do Will Bank ainda permite visualizar saldos, limites e valores a pagar. No entanto, operações como transferências, PIX e pagamentos não são concluídas.

Advogados ouvidos pelo g1 orientam os clientes a guardar extratos, comprovantes de saldo e registros das movimentações na data da liquidação, além de acompanhar as comunicações do Banco Central, do liquidante e do FGC.

Em situações de urgência, como a falta de recursos para despesas básicas, também é possível recorrer à Justiça.

Segundo Scardoa, ações individuais podem ser uma alternativa quando há demora excessiva ou falta de resposta do liquidante, inclusive com pedidos dirigidos à administração da liquidação.

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