RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Agro Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8% Relatório da Organização Internacional do Café mostra alta nas exportações mundiais de café cru em março, mas o Brasil embarcou menos café arábica, principal variedade exportada pelo país. Por Reuters

As exportações globais de café cru cresceram 0,8% em março e somaram 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório da Organização Internacional do Café.

O avanço foi puxado pelo café robusta, cujos embarques atingiram recorde de 5,52 milhões de sacas, com destaque para o forte crescimento das exportações do Vietnã.

O Brasil registrou queda de 16,8% nas exportações de café arábica natural, principal variedade vendida pelo país ao exterior.

Mesmo com o recuo, o Brasil embarcou 2,71 milhões de sacas, volume superior ao registrado pela Colômbia no segmento de arábicas suaves.

O desempenho é relevante porque o Brasil é um dos principais exportadores mundiais de café e tem no arábica um de seus produtos mais importantes.

Produção de café arábica da Cooxupé atende a rigorosas exigências do mercado que busca por produtos cada vez mais sustentáveis – Crédito: Divulgação — Foto: ]Crédito: Divulgação

As exportações mundiais de café verde — grão ainda não torrado e comercializado no mercado internacional — cresceram 0,8% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (19) pela Organização Internacional do Café.

O resultado reflete comportamentos distintos entre os principais tipos de café negociados globalmente.

O robusta, variedade mais utilizada em cafés solúveis e em misturas, registrou forte expansão, enquanto parte do mercado de arábica apresentou desempenho mais moderado ou até retração.

As exportações de robusta avançaram 24% em relação a março do ano passado e atingiram o recorde de 5,52 milhões de sacas. O principal impulso veio do Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, cujos embarques cresceram 30,3% no período.

Já a categoria chamada de “outros suaves”, que reúne cafés arábica produzidos em países da América Central, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, teve alta de 0,9%, para 2,59 milhões de sacas.

Na Colômbia, as exportações de arábicas suaves caíram 33,8%, para 880 mil sacas, em meio a dificuldades de abastecimento no mercado local.

No caso do Brasil, o recuo ocorreu nas exportações de arábicas naturais, categoria que representa uma das principais especialidades do país no comércio internacional. Esse tipo de café pertence à variedade arábica, conhecida por seu maior valor agregado e ampla utilização em cafés de melhor qualidade.

As exportações brasileiras desse segmento caíram 16,8% em março, totalizando 2,71 milhões de sacas.

Há 1 hora Saúde Sistema de pagamento brasileiroGalípolo nega ‘rivalidade’ e diz que PIX ajudou cartão de crédito

Há 11 minutos Economia Erro na carteira de trabalhoMulher é registrada como ‘presidente da República’: ‘Me senti como palhaço’

Há 2 horas Pernambuco Mais duas mulheres descobrem ser ‘presidente da República’Há 2 horasCompliance ZeroCaso Master: PF faz buscas contra perito acusado de vazar dados sigilosos

Há 32 minutos Política OCTAVIO: valor pedido por Flávio é 11% do investido pelo RJ no MasterHá 32 minutosResgate no marCorpos de 2 mergulhadores italianos mortos nas Maldivas são recuperados

Há 24 minutos Mundo Mergulhadores experientes são convocados para o resgateHá 24 minutosSaída da Pedra do SalTuristas estrangeiros são assaltados no Rio; americano é agredido

Há 1 hora Rio de Janeiro ‘Um dos dias mais emocionantes’VÍDEO mostra Neymar vibrando com convocação para a Copa

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Presidente do BC nega rivalidade entre PIX e cartão de crédito e diz que sistema ampliou uso de crédito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0310,67%Dólar TurismoR$ 5,2280,42%Euro ComercialR$ 5,8420,3%Euro TurismoR$ 6,0860,18%B3Ibovespa174.547 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,0310,67%Dólar TurismoR$ 5,2280,42%Euro ComercialR$ 5,8420,3%Euro TurismoR$ 6,0860,18%B3Ibovespa174.547 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,0310,67%Dólar TurismoR$ 5,2280,42%Euro ComercialR$ 5,8420,3%Euro TurismoR$ 6,0860,18%B3Ibovespa174.547 pts-1,37%Oferecido por

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que não há rivalidade entre o PIX, sistema de pagamentos em tempo real da autoridade monetária, e os cartões de crédito.

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, ele afirmou que a ferramenta do BC aumentou a chamada "bancarização" da população brasileira.

🔎Isso significa dizer que o uso do sistema acabou contribuindo para que o número de pessoas clientes de bancos crescesse, o que estimulou o volume de empréstimos via cartão de crédito.

"O PIX incluiu pessoas que estavam à margem do sistema, que passaram a ter cartão de crédito. Pessoas imaginam que tem rivalidade entre o PIX e o cartão de crédito, mas a gente observa que não. Que o cartão de crédito cresceu com a bancarização", declarou Galípolo.

Em julho de 2025, o sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos durante uma investigação comercial aberta a pedido do presidente Donald Trump.

Relatório divulgado pela Casa Branca em abril deste ano ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

"O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders [partes interessadas] dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas", diz o documento do governo dos EUA.

Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro.

"O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA na época.

Há 1 hora Saúde Sistema de pagamento brasileiroGalípolo nega ‘rivalidade’ e diz que PIX ajudou cartão de crédito

Há 10 minutos Economia Erro na carteira de trabalhoMulher é registrada como ‘presidente da República’: ‘Me senti como palhaço’

Há 2 horas Pernambuco Mais duas mulheres descobrem ser ‘presidente da República’Há 2 horasCompliance ZeroCaso Master: PF faz buscas contra perito acusado de vazar dados sigilosos

Há 31 minutos Política OCTAVIO: valor pedido por Flávio é 11% do investido pelo RJ no MasterHá 31 minutosResgate no marCorpos de 2 mergulhadores italianos mortos nas Maldivas são recuperados

Há 22 minutos Mundo Mergulhadores experientes são convocados para o resgateHá 22 minutosSaída da Pedra do SalTuristas estrangeiros são assaltados no Rio; americano é agredido

Há 1 hora Rio de Janeiro ‘Um dos dias mais emocionantes’VÍDEO mostra Neymar vibrando com convocação para a Copa

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Putin chega à China mais dependente de Xi em comércio, tecnologia e finanças

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0340,73%Dólar TurismoR$ 5,2290,42%Euro ComercialR$ 5,8450,36%Euro TurismoR$ 6,0880,21%B3Ibovespa174.127 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0340,73%Dólar TurismoR$ 5,2290,42%Euro ComercialR$ 5,8450,36%Euro TurismoR$ 6,0880,21%B3Ibovespa174.127 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0340,73%Dólar TurismoR$ 5,2290,42%Euro ComercialR$ 5,8450,36%Euro TurismoR$ 6,0880,21%B3Ibovespa174.127 pts-1,61%Oferecido por

Guerra e sanções empurraram a Rússia para uma dependência inédita da China em tecnologia, energia, comércio exterior e sistema financeiro.

China tornou-se principal compradora de petróleo, gás e carvão russos, garantindo receitas essenciais para sustentar a economia de guerra.

Empresas chinesas passaram a suprir máquinas, eletrônicos e componentes com potencial uso militar antes obtidos no Ocidente.

Mais de 99% do comércio bilateral já é liquidado em rublos e yuans, reduzindo o uso do dólar e ampliando o peso financeiro de Pequim.

Relação mais estreita entre Rússia e China pode afetar preços de energia, geopolítica e estratégias comerciais de países como o Brasil.

Quando os líderes de ambos os países se encontrarem em Pequim, esta semana, Rússia e China poderão, mais uma vez, celebrar sua parceria "sem limites" – expressão criada quando os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping se encontraram pouco antes da guerra na Ucrânia –, ainda que cada vez mais desigual.

Embora o comércio bilateral tenha enfraquecido em 2025 devido à queda dos preços do petróleo, as exportações de bens da Rússia para a China quase dobraram desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra da Ucrânia.

Em 2024, a Rússia enviou cerca de 129 bilhões de dólares (R$ 645 bilhões) em mercadorias para a China – a grande parcela disso em forma de petróleo bruto, carvão e gás natural vendidos com grandes descontos.

O think tank Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo calculou que a China comprou mais de mais de 319 bilhões de euros (R$ 1,86 trilhão) em combustíveis fósseis russos desde o início do conflito, fornecendo a Moscou moeda forte essencial para financiar seu setor militar em meio às sanções ocidentais.

Em troca, a China exportou quase 116 bilhões de dólares em bens para a Rússia, fornecendo máquinas, eletrônicos e veículos que substituíram fornecedores ocidentais que haviam deixado o mercado russo.

Embora Pequim tenha evitado exportar diretamente equipamentos militares acabados para a Rússia, a China forneceu bilhões de dólares em produtos de uso dual – bens e tecnologias civis que também têm uso militar. Isso ajudou a sustentar a indústria de defesa russa.

Enquanto Putin e Xi se preparam para se encontrar em Pequim esta semana para negociações de alto nível, marcando o 25º aniversário do tratado de cooperação entre os dois países, esse desequilíbrio crescente deixa Moscou cada vez mais vulnerável às prioridades de Pequim.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Chiina, Xi Jinping, conversam durante reunião bilateral em Pequim, na China, em 4 de fevereiro de 2022 — Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/Pool via AP

As sanções ocidentais, impostas desde 2022 e continuamente reforçadas, cortaram o acesso da Rússia a tecnologias avançadas do Ocidente.

Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido proibiram exportações de semicondutores, microeletrônica, máquinas-ferramenta de precisão e outros bens de uso dual essenciais para a produção de armamentos. Essas medidas criaram escassez severa na Rússia.

Em resposta, Moscou recorreu à China, que, segundo a agência de notícias Bloomberg, forneceu cerca de 90% das importações russas de tecnologia sancionada em 2025 – acima dos 80% do ano anterior.

A obtenção de bens como máquinas para montagem de mísseis e drones tornou-se muito mais difícil e cara do que antes da guerra. A Rússia precisa usar redes complexas de evasão via outros países e frequentemente acaba pagando quase 90% acima dos preços pré-guerra.

Pequim também forneceu à Rússia inteligência de observação da Terra, imagens de satélite para fins militares e drones, informou a Bloomberg no ano passado.

A tecnologia chinesa permitiu que a Rússia sustentasse e até expandisse sua produção de mísseis, drones e outros armamentos, mantendo a economia de guerra em funcionamento.

À medida que a guerra na Ucrânia avançava, EUA, UE e aliados expulsaram grandes bancos russos do sistema de pagamentos Swift e congelaram aproximadamente 300 bilhões de dólares em reservas do Banco Central russo mantidas no exterior.

Isso transformou o sistema financeiro dominado pelo dólar numa ferramenta contra o Kremlin, tornando transações em dólar ou euro arriscadas ou impossíveis. A medida também expôs bancos, indivíduos e entidades estrangeiras a sanções secundárias caso continuassem trabalhando com entidades russas sancionadas.

Em resposta, Moscou e Pequim aceleraram a chamada "desdolarização", ou seja, a substituição do dólar por suas moedas nacionais. Segundo o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, no final do ano passado mais de 99% do comércio bilateral já era liquidado em rublos e yuans.

Essa tendência foi reforçada pelo grupo Brics, que promove pagamentos em moedas locais entre seus quase 12 membros e até propôs planos para uma moeda única do bloco.

A chamada "yuanização", porém, criou novas dependências. A Rússia agora enfrenta escassez ocasional de yuans, custos de empréstimos mais altos e precisa aceitar a posição dominante de Pequim nas negociações.

A China não tenta substituir o dólar de imediato, mas o uso mais amplo do yuan aumenta sua influência econômica global. Países que mantêm reservas ou tomam empréstimos em yuan tornam-se mais ligados à economia e à política monetária chinesas.

Muitos analistas especializados nas relações Rússia-China acreditam que a influência de Pequim sobre Moscou tende a crescer ainda mais nos próximos anos.

Durante a visita de Putin à China, espera-se que o presidente russo pressione por avanços em novos gasodutos e na ampliação dos existentes, o que fortaleceria tanto as receitas de exportação da Rússia quanto a segurança energética da China.

A ampliação da capacidade de dutos para a China "aumentaria significativamente a segurança energética de Pequim num cenário de crise em Taiwan", afirmou o analista Joseph Webster, do think tank Atlantic Council, referindo-se às repetidas ameaças da China de invadir Taiwan, o que poderia levar a sanções ocidentais contra Pequim ou até a um bloqueio naval dos EUA que interromperia as importações de petróleo por via marítima.

O Kremlin está particularmente interessado em concluir o projeto do gasoduto Power of Siberia 2, há muito atrasado, que poderia fornecer até 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano à China via Mongólia. O projeto segue parado por divergências sobre preços e detalhes técnicos.

O interesse de Pequim por fornecimento confiável de energia via terra aumentou após as interrupções no Estreito de Ormuz durante a guerra no Irã. No entanto, qualquer avanço nesses planos aumentaria ainda mais a dependência energética da Rússia em relação à China.

A cúpula entre Putin e Xi também ocorre poucos dias após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, na qual Washington e Pequim buscaram estabilizar relações em comércio, tecnologia e questões globais após anos turbulentos.

Uma melhora nas relações EUA-China, porém, não favoreceria Putin, reduzindo o incentivo da China para se alinhar totalmente à Rússia contra o Ocidente, enquanto Pequim prioriza a proteção de seus grandes interesses econômicos com os EUA e a Europa.

Há 1 hora Saúde Erro na carteira de trabalhoMulher é registrada como ‘presidente da República’: ‘Me senti como palhaço’

Há 2 horas Pernambuco Mais duas mulheres descobrem ser ‘presidente da República’Há 2 horasCompliance ZeroCaso Master: PF faz buscas contra perito acusado de vazar dados sigilosos

Há 19 minutos Política OCTAVIO: valor pedido por Flávio é 11% do investido pelo RJ no MasterHá 19 minutosResgate no marCorpos de 2 mergulhadores italianos mortos nas Maldivas são recuperados

Há 10 minutos Mundo Mergulhadores experientes são convocados para o resgateHá 10 minutosSaída da Pedra do SalTuristas estrangeiros são assaltados no Rio; americano é agredido

Há 1 hora Rio de Janeiro ‘Um dos dias mais emocionantes’VÍDEO mostra Neymar vibrando com convocação para a Copa

Há 13 minutos Santos e Região Ancelotti diz que fechou lista menos de 6 horas antes do anúncioHá 13 minutos’Quem merecer vai jogar’, diz técnico sobre Neymar no titularHá 13 minutos’Menino Ney’Até onde o talento compensa problemas de comportamento?

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:48

Rio Grande do Sul Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã Condições climáticas favoráveis devem elevar a produção de 5,2 mil para 8 mil toneladas; estado é responsável por 90% do consumo nacional e tem a Itália como principal compradora. Por Redação, Lorenzo Franchi

O Rio Grande do Sul, responsável por 90% da noz-pecã consumida no Brasil, deve ter uma safra recorde em 2026.

Projeção da Emater/RS-Ascar é que a colheita atinja 8 mil toneladas, um aumento expressivo em comparação às 5,2 mil toneladas da safra passada.

O Rio Grande do Sul, responsável por 90% da noz-pecã consumida no Brasil, deve ter uma safra recorde em 2026. A projeção da Emater/RS-Ascar é que a colheita atinja 8 mil toneladas, um aumento expressivo em comparação às 5,2 mil toneladas da safra passada.

As condições climáticas favoráveis são o principal motivo para o otimismo, segundo o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani. "Tivemos precipitação em momentos adequados, que permitiram que a gente tivesse essa supersafra que a gente está observando agora", explica.

Dias de sol e ventos leves durante a brotação e a floração também proporcionaram uma ótima condição de produtividade. A colheita, que segue até junho, é feita de forma mecanizada. Máquinas balançam as nogueiras para que os frutos caiam.

Uma fazenda em Santa Maria, na Região Central, cultiva 20 mil pés em 120 hectares. Após colhida, a noz passa por limpeza, seleção e classificação por tamanho.

O produtor Eduardo Klumb destaca que, além do clima, o manejo é fundamental. "Aprendemos na cultura da pecã que você tem que não só aproveitar o ano da alternância, mas também adubar e usar os defensivos", afirma.

Os municípios com as maiores áreas de cultivo no estado são Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria. O bom rendimento dos pomares deve incentivar novos produtores e ampliar mercados.

Atualmente, a Itália é a maior compradora da noz-pecã gaúcha. A expectativa do setor é de crescimento contínuo.

"Nós dispomos aqui dentro do Rio Grande do Sul de 8 mil a 9 mil hectares já plantados de Nogueira Pecã. Acreditamos que até 2030 o Brasil todo vai estar produzindo acima das 15 mil toneladas de noz pecan", projeta o presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), Claiton Wallauer.

O bom retorno financeiro da cultura tem sido um estímulo para a expansão da atividade no estado. "A gente observa que quem começa a cultivar geralmente tem um bom retorno e acaba ampliando a área, e estimula outros também a iniciarem essa atividade", conclui o gerente da Emater.

Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã — Foto: Reprodução/RBS TV

50 vídeos Santa Maria Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Há 3 horas Rio de Janeiro VÍDEO mostra socorro às vítimas do atropelamento Há 3 horasRecolhimento voluntárioComo funciona o remédio para colesterol retirado do mercado

Há 3 horas Saúde Erro na carteira de trabalhoMulher é registrada como ‘presidente da República’: ‘Me senti como palhaço’

Há 43 minutos Pernambuco Menores infratoresCCJ retoma hoje debate sobre redução da maioridade penal

Há 5 horas Trabalho e Carreira Fã que conheceu Neymar após leucemia comemora: ‘Tinha que ir’Há 5 horasMenos de 1 mês 🏆Empresa é obrigada a dar folga durante os jogos do Brasil? Conheça a lei

Há 2 horas Trabalho e Carreira Já tem churrasco? Neymar na Copa… Veja memesHá 2 horasA Copa está chegando! ⚽

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Sob pressão de Trump, União Europeia corre para reduzir tarifas sobre produtos dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

Negociadores da União Europeia tentam concluir nesta terça-feira um acordo para eliminar tarifas sobre produtos dos EUA e evitar novas taxas anunciadas por Donald Trump.

Pelo pacto firmado em Turnberry, a UE abre seu mercado a produtos industriais, agrícolas e pesqueiros americanos em troca de tarifa de 15% sobre bens europeus.

O acordo ainda depende de aprovação do Parlamento Europeu e do Conselho, que discutem mecanismos de proteção caso Trump volte atrás no compromisso.

Trump ameaça elevar as tarifas sobre produtos europeus, incluindo carros, se a União Europeia não implementar as medidas previstas até 4 de julho.

A votação foi adiada duas vezes após novas ameaças comerciais de Trump e depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou suas tarifas globais.

Negociadores da União Europeia devem chegar a um acordo nesta terça-feira (19) para eliminar tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos.

A medida busca colocar em prática o acordo comercial fechado no ano passado e evitar que o presidente Donald Trump imponha taxas mais elevadas sobre produtos europeus.

Pelo entendimento firmado em julho passado no resort de golfe de Trump em Turnberry, na Escócia, a União Europeia se comprometeu a zerar as tarifas sobre produtos industriais americanos e a facilitar a entrada de produtos agrícolas e do setor pesqueiro dos EUA.

Em troca, os Estados Unidos passariam a cobrar uma tarifa de 15% sobre a maior parte das mercadorias europeias.

Quase dez meses depois, porém, o acordo ainda depende da aprovação de um texto legal pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, órgão que representa os governos do bloco.

O principal ponto de divergência é a criação de mecanismos de proteção para o caso de Trump decida abandonar o compromisso.

Os representantes do Parlamento e do Conselho se reúnem nesta terça-feira em uma rodada considerada decisiva. Parlamentares envolvidos nas negociações afirmam que há expectativa de concluir um entendimento até o fim do dia ou nas primeiras horas de quarta-feira.

Trump declarou que poderá impor tarifas bem mais altas sobre produtos europeus, incluindo automóveis, caso a União Europeia não cumpra sua parte até 4 de julho.

As pausas ocorreram após ameaças de Trump de sobretaxar aliados que não apoiassem sua proposta de aquisição da Groenlândia e depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou suas tarifas globais.

Há 3 horas Rio de Janeiro VÍDEO mostra socorro às vítimas do atropelamento Há 3 horasRecolhimento voluntárioComo funciona o remédio para colesterol retirado do mercado

Há 3 horas Saúde Erro na carteira de trabalhoMulher é registrada como ‘presidente da República’: ‘Me senti como palhaço’

Há 53 minutos Pernambuco Mais duas mulheres descobrem ser ‘presidente da República’Há 53 minutos’Menino Ney’Até onde o talento compensa problemas de comportamento?

Há 5 horas Trabalho e Carreira Fã que conheceu Neymar após leucemia comemora: ‘Tinha que ir’Há 5 horasMenos de 1 mês 🏆Empresa é obrigada a dar folga durante os jogos do Brasil? Conheça a lei

Há 2 horas Trabalho e Carreira Já tem churrasco? Neymar na Copa… Veja memesHá 2 horasA Copa está chegando! ⚽

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Volkswagen avalia ceder fábricas ociosas para montadoras chinesas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:01

Carros Volkswagen avalia ceder fábricas ociosas para montadoras chinesas Em crise, grupo Volkswagen cogita ceder plantas ociosas na Alemanha para produção de carros de empresas chinesas. Alguns políticos se mostram abertos para tentar preservar postos, outros advertem contra inciativa. Por Deutsche Welle

Diante de uma das maiores crises da sua história, a Volkswagen estuda liberar parte das linhas de produção ociosas em fábricas baseadas na Alemanha para montadoras chinesas de veículos elétricos. Um dos focos dessa mudança pode ser uma planta em Zwickau, no estado da Saxônia, no leste da Alemanha.

Semana passada, o secretário saxão de Economia, Dirk Panter, afirmou que a "China é uma oportunidade" e que, "se vermos essa chance, devemos aproveitá-la".

"Nosso critério não é a ideologia, mas a viabilidade industrial futura e a segurança dos postos de trabalho da Volkswagen na Saxônia", afirmou o secretário.

A planta em Zwickau foi fruto de um aporte de 1,5 bilhão de euros, em 2019, para que fosse utilizada exclusivamente para a produção de veículos elétricos. No entanto, a fábrica nunca atingiu toda a capacidade e a ideia agora é que algumas linhas de produção possam ser utilizadas por fabricantes chineses, como forma de preservar postos de trabalho.

Recentemente, o governador do estado alemão da Baixa Saxônia, Olaf Lies, também se mostrou aberto à possibilidade de chineses produzirem modelos em plantas ociosas da Volkswagen. A posição de Lies tem maior peso, já que o estado da Baixa Saxônia detém 20% das ações do grupo Volkswagen.

"São declarações que, há apenas alguns anos, teriam sido consideradas heresia em Wolfsburg [sede mundial da Volkswagen]", apontou uma análise publicada nesta semana pelo semanário alemão Die Zeit.

"Por décadas, a Alemanha exportou sua tecnologia automotiva para a China; hoje, a indústria alemã discute trazer tecnologia e marcas chinesas para suas próprias fábricas. A razão: as fábricas alemãs e europeias já não operam com capacidade suficiente em muitos lugares, colocando em risco dezenas de milhares de empregos", prosseguiu o jornal.

A Volkswagen vem enfrentando problemas com a transição para os carros elétricos, que está ocorrendo mais lentamente do que planejado. Por outro lado, montadoras chinesas estão entrando com força no mercado europeu, cuja produção vem sofrendo com a política tarifária dos Estados Unidos e com os altos custos de energia e com mão de obra no continente.

Além, disso, a Volkswagen, que registrou uma queda de 44% no lucro líquido em 2025, anunciou um plano de reestruturação com o corte de 50 mil postos de emprego na Alemanha até 2030 com o objetivo de enxugar os custos.

Uma reportagem do jornal alemão Handelsblatt, publicada nesta segunda-feira (18/05), afirma que as conversas com montadoras chinesas que poderiam utilizar as estruturas da Volkswagen vêm ocorrendo desde 2024.

Citando quatro fontes internas em anonimato, o periódico afirma que foram discutidas colaborações com a SAIC, estatal chinesa e parceira da Volkswagen no país asiático, que poderia utilizar uma fábrica em Emden, no noroeste do país. À época, no entanto, as negociações não tiveram sucesso, acrescenta o Handelsblatt.

A continuidade das operações na planta de Emden foi, junto com a de Zwickau, colocada em dúvida em 2024 pelo CEO da Volkswagen, Oliver Blume, que também citou mais duas fábricas sob risco: a de Hannover e a Neckarsulm, da marca Audi.

Nesse contexto, o grupo está analisando vários cenários. Uma possibilidade seria trazer mais tecnologia e modelos das operações da Volkswagen na China para a Europa. Outra seria disponibilizar a capacidade ociosa para parceiros chineses da montadora, como a Xpeng, com a qual a VW já desenvolveu modelos conjuntos e na qual o grupo alemão detém participação de 5%.

Ainda segundo o jornal Handelsblatt, a direção da Volkswagen rejeita por enquanto a ideia de que montadoras que não são ligadas ao grupo, como a BYD, adquiram fábricas inteiras da montadora alemã.

Na última quarta-feira (13/05), o secretário de Economia da Saxônia defendeu o investimento chinês na indústria automotiva local durante sessão na Assembleia estadual. Membros de outros partidos, no entanto, advertiram para os possíveis riscos da presença estrangeira na indústria local.

"A China é um dos Estados mais agressivos do mundo quando se trata de espionagem. Vou dizer isso claramente. Não são segredos", afirmou o deputado estadual Wolfram Günther. O parlamentar acrescentou que as negociações entre Saxônia e Taiwan no setor de semicondutores podem ser um complicador a mais. "Isso também pode gerar grandes desafios, se a China continental tiver algum envolvimento aqui, pois sabemos o que está em jogo e quais são as linhas de conflito", complementou ele.

Já a líder da bancada do partido A Esquerda, Susanne Schaper, citou a empresa SRW metalfloat, de reciclagem e gestão de resíduos, que tem sede na Saxônia e é controlada por acionistas chineses.

"Trabalhadores e o sindicato relataram confrontos duros com o proprietário chinês. E falaram sobre a recusa ao diálogo e uma compreensão do trabalho que é incompatível com a nossa. Não podemos esquecer experiências como essas quando falamos de participação ou joint ventures", declarou Schaper.

"A ideia é provocadora: fábricas alemãs, trabalhadores alemães qualificados, tradição de engenharia alemã — mas marcas chinesas e tecnologia chinesa. O debate toca em um ponto nevrálgico, pois é mais do que apenas uma questão de política industrial; diz respeito também à imagem que a Alemanha tem de si como nação produtora de automóveis", apontou o jornal Die Zeit.

Há 41 minutos Economia Investigação em IpanemaFilha de diplomatas morre atropelada; jovem tinha acabado de chegar ao Rio

Há 2 horas Rio de Janeiro VÍDEO mostra socorro às vítimas do atropelamento Há 2 horasRecolhimento voluntárioComo funciona o remédio para colesterol retirado do mercado

Há 2 horas Saúde Erro na carteira de trabalho’Me senti como um palhaço’: mulher é registrada como ‘presidente da República’

Há 4 horas Trabalho e Carreira Fã que conheceu Neymar após leucemia comemora: ‘Tinha que ir’Há 4 horas’Conto de fadas’ de Neymar enlouqueceu Brasil, diz jornal britânicoHá 4 horasEntrevista ao Jornal NacionalAncelotti diz que fechou lista da Copa menos de seis horas antes do anúncio

Há 11 horas Jornal Nacional ‘Quem merecer vai jogar’, diz Ancelotti sobre Neymar titularHá 11 horasTécnico reage às comemorações de jogadores e familiares após anúncio

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que o canal do Panamá é o grande beneficiário da crise no estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 07:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O canal do Panamá se transformou em uma rota marítima alternativa ao longo do estreito de Ormuz — Foto: Getty Images via BBC

Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as empresas que vendem petróleo e gás, os grandes bancos de investimento e a indústria armamentista estão entre os principais beneficiados.

O canal do Panamá também saiu ganhando com o fechamento do estreito de Ormuz, a principal rota marítima para o transporte de combustível no mundo.

"O conflito e a insegurança em Ormuz obrigaram o desvio de rotas e a busca por alternativas seguras", explicou à BBC Mundo Eduardo Lugo, presidente e diretor-executivo da consultoria Maritime & Logistics Consulting Group.

Uma dessas alternativas é o canal panamenho, cujo tráfego aumentou cerca de 11% após o início do conflito, embora, nos dias de maior demanda, a passagem de navios pela via marítima tenha chegado a crescer 20%, segundo a Autoridade do canal do Panamá.

As tarifas pagas pelos navios dependem do tamanho da embarcação, do volume da carga e do tipo de produto transportado. Um navio de transporte de gás, por exemplo, chegou a pagar US$ 4 milhões para atravessar a hidrovia.

Embora esse tenha sido um caso excepcional, alguns preços para cruzar o canal dobraram porque existe um sistema de leilão de vagas que permite que empresas sem reserva antecipada consigam atravessar mais rapidamente.

Nesse mecanismo, o preço final pago por uma companhia está diretamente ligado à urgência de chegar ao destino.

O diretor financeiro da Autoridade do canal do Panamá, Víctor Vial, disse à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) que o aumento do tráfego e os recursos adicionais obtidos nos leilões indicam que o crescimento da receita "ficará entre 10% e 15%, embora ainda seja preciso ver quanto tempo essa situação vai durar".

Diante de um cenário tão imprevisível, Vial alertou que, quando acontecem situações desse tipo, "as coisas mudam muito rápido" e, por isso, "ainda não estamos fazendo contas nem alterando nossas projeções para o ano".

Em meio à crise energética, os navios que transportam petróleo e gás natural liquefeito vêm deslocando parcialmente, nas últimas semanas, os porta-contêineres, navios frigoríficos e cargueiros de grãos, à medida que compradores impulsionam a demanda por petróleo bruto.

"O que realmente está acontecendo é que a energia proveniente dos Estados Unidos está substituindo os volumes que antes eram enviados para a Ásia a partir de cargas vindas do Golfo", explica Marc Gilbert, líder global do Centro de Geopolítica do Boston Consulting Group (BCG), uma das principais consultorias de transporte marítimo, cargas e logística.

As cargas de petróleo americano que passam pelo canal do Panamá estão próximas de atingir o nível mais alto em quatro anos, enquanto refinarias asiáticas tentam garantir abastecimento em meio a um conflito cujo fim ninguém sabe quando virá.

Usar o canal aumentou os custos do transporte marítimo por vários motivos, disse Gilbert à BBC News Mundo.

A viagem dos Estados Unidos até destinos asiáticos é muito mais longa, o pedágio de passagem é mais alto e os atrasos crescentes nas eclusas do canal, aponta o especialista, tornam a operação mais cara em comparação com o trajeto pelo estreito de Ormuz.

O que essa situação está mostrando, diz Gilbert, é que, quando uma rota marítima falha, todo o sistema precisa se adaptar.

Nessas circunstâncias, afirma, as empresas precisam prestar mais atenção à diversificação não apenas das rotas marítimas, mas de todos os meios de transporte utilizados.

Além disso, este é o momento de revisar a capacidade de armazenamento e formação de estoques, além de incorporar tecnologias para compartilhar instantaneamente dados sobre a localização dos navios.

Assim como ocorreu durante a pandemia e como acontece agora com a guerra no Irã, o equilíbrio das cadeias globais de abastecimento pode ser frágil — e qualquer ruptura provoca efeitos difíceis de prever.

Embora não seja a principal fonte de riqueza do país, o canal do Panamá é um dos seus grandes motores econômicos.

Por esta via de apenas 80 quilômetros de largura, que conecta o Atlântico com o Pacífico, transita cerca de 3% de todo o comércio marítimo global.

Na história recente, o canal passou por momentos difíceis, como em 2023, quando o país enfrentou uma seca sem precedentes que afetou o tráfego marítimo.

Hoje, porém, o clima tem jogado a seu favor, e as chuvas permitiram responder melhor ao aumento repentino da demanda provocado pela guerra no Irã.

Isso acontece porque a Constituição do Panamá estabelece que o canal deve transferir todos os anos ao Tesouro Nacional seus excedentes econômicos — ou seja, os lucros líquidos — depois de cobrir custos de operação, investimentos, funcionamento e manutenção, entre outros.

No ano fiscal de 2025, o canal gerou receitas de cerca de US$ 5,7 bilhões. Desse total, a contribuição direta aos cofres públicos panamenhos foi de aproximadamente US$ 3 bilhões.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Panamá, o canal representou uma contribuição direta de 3,4%.

À primeira vista, pode não parecer tanto, mas os benefícios que a rota marítima traz ao país também incluem contribuições indiretas relacionadas a toda a indústria logística que gira em torno do canal, além das atividades portuárias e ferroviárias e do comércio gerado pela Zona Livre de Colón.

Embora o comércio seja a espinha dorsal da economia panamenha, o canal é uma peça fundamental para o funcionamento de toda essa engrenagem.

E, se neste ano gerar mais receitas e maiores lucros líquidos do que no passado, o país receberá uma injeção de recursos que não estava prevista — transformando a crise no Oriente Médio em uma oportunidade.

Há 3 horas O Assunto Investigação em IpanemaFilha de diplomatas morre atropelada; jovem tinha acabado de chegar ao Rio

Há 1 hora Rio de Janeiro Recolhimento voluntárioComo funciona o remédio para colesterol retirado do mercado

Há 1 hora Saúde ‘Passe livre’PMs presos são flagrados passeando e fazendo compras em Manaus; VÍDEO

Há 58 minutos Fantástico Potências globaisTaiwan: a peça com potencial explosivo na rivalidade entre China e EUA

Há 3 horas Trabalho e Carreira Fã que conheceu Neymar após leucemia comemora: ‘Tinha que ir’Há 3 horas’Conto de fadas’ de Neymar enlouqueceu Brasil, diz jornal britânicoHá 3 horasEntrevista ao Jornal NacionalAncelotti diz que fechou lista da Copa menos de seis horas antes do anúncio

Há 11 horas Jornal Nacional ‘Quem merecer vai jogar’, diz Ancelotti sobre Neymar titularHá 11 horasTécnico reage às comemorações de jogadores e familiares após anúncio

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa: ‘Ele dizia que resolveria tudo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Fantástico Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa: 'Ele dizia que resolveria tudo' Pedro André Marchesi Cecegolo atuava ao mesmo tempo como dono da construtora e funcionário de agência da Caixa no RS. Por Fantástico

O sonho da casa própria terminou em dívida, obra abandonada e sensação de traição para Guilherme e Bruna. O casal afirma ter sido vítima de um esquema envolvendo uma construtora e um funcionário da própria Caixa Econômica Federal durante um financiamento habitacional no Rio Grande do Sul.

Segundo eles, a relação próxima entre o empresário e a agência bancária ajudou a transmitir confiança durante todo o processo.

Em 2022, Guilherme e Bruna contrataram um financiamento de R$ 290 mil pela Caixa para construir a casa onde planejavam formar a família.

Quem apresentou a construtora ao casal foi Pedro André Marchesi Cecegolo, apontado pelas vítimas como dono da empresa responsável pela obra. Segundo os relatos, ele também trabalhava na agência da Caixa onde o contrato foi assinado, na cidade de Alvorada (RS).

O casal diz que o empresário se apresentava como alguém capaz de “facilitar” o processo do financiamento.

Mesmo sem participar diretamente do atendimento no dia da assinatura do contrato, Pedro André estava dentro da agência e teria cumprimentado o casal após a aprovação do financiamento.

Segundo Guilherme, funcionários do banco usavam até canecas da construtora sobre as mesas da agência.

A obra começou, e os recursos do financiamento passaram a ser liberados pela Caixa conforme relatórios de andamento apresentados ao banco.

Planilhas enviadas à Caixa indicavam que itens como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas estavam praticamente concluídos. Ao visitar o imóvel, porém, Guilherme afirma ter encontrado apenas parte da estrutura levantada.

Segundo o casal, a construtora recebeu mais de R$ 200 mil do financiamento antes de abandonar a obra.

Guilherme afirma que começou a desconfiar do esquema quando a construtora pediu valores extras alegando que o dinheiro do financiamento não seria suficiente para concluir a casa.

Foi então que ele decidiu acessar os documentos enviados à Caixa e percebeu as inconsistências entre os relatórios e o estado real da obra.

Além da dívida com o banco, o casal afirma ter perdido cerca de R$ 62 mil pagos diretamente à construtora como entrada.

Sem conseguir entrar na casa própria, Guilherme e Bruna dizem que enfrentam consequências financeiras e emocionais até hoje.

LEIA TAMBÉM: Fim do sonho da casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa

Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa — Foto: Reprodução/TV Globo

Clientes denunciaram o caso à ouvidoria da Caixa. Pedro André Marchesi Cecegolo foi demitido por justa causa do banco, mas nega irregularidades e diz não ter causado prejuízo financeiro à instituição.

Em nota, a Caixa afirmou que qualquer conduta de empregados em desacordo com o código interno é investigada e pode resultar em punições.

O banco também informou que, nesse modelo de financiamento, cabe ao cliente administrar financeiramente a obra e contratar a construtora responsável.

Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa — Foto: Reprodução/TV Globo

O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Há 1 hora O Assunto Blog do Octavio GuedesValor pedido por Flávio a Vorcaro equivale a 11% do investido pelo RJ no Master

Há 3 horas Blog do Octavio Guedes CAMILA BOMFIM: Vorcaro é transferido para cela comum na Superintendência da PFHá 3 horasPresidente do BCLiquidação do Master deve dominar audiência pública de Galípolo no Senado

Há 25 minutos Política Suprema CorteDatafolha: 6 em cada 10 não souberam de rejeição do indicado de Lula ao STF

Há 48 minutos Política Para 51% dos brasileiros é muito importante uma mulher no STF, pessoa negra e religioso somam 46% cadaHá 48 minutos’Me senti como um palhaço’Técnica de enfermagem é registrada como presidente da República há 24 anos

Há 26 minutos Pernambuco ‘Menino Ney’Até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional?

Há 23 minutos Trabalho e Carreira Menos de 1 mês 🏆Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Trabalho e Carreira Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista Seleção jogará duas vezes em dias úteis na fase de grupos, à noite. Veja o que a lei diz sobre folga, compensação e assistir aos jogos no expediente para quem trabalha no período noturno. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A lista de convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026, divulgada nesta segunda-feira (18) serviu como um esquenta do clima que deve tomar conta do país no próximo mês.

O calendário da seleção brasileira também já está definido e os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, em um sábado. Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis. Veja abaixo.

13 de junho (19h): Brasil x Marrocos – NY19 de junho (22h): Brasil x Haiti – Filadélfia24 de junho (19h): Brasil x Escócia – Miami

Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir, o que significa mais partidas em dia de trabalho caso a seleção siga no torneio.

A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México.

A confirmação do calendário reacendeu um movimento familiar aos torcedores brasileiros. A cada edição, trabalhadores começam a se planejar, ajustam compromissos e tentam conciliar a paixão pelo futebol com a rotina profissional.

No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada, mas essa não é uma obrigação legal.

Como não existe uma regra, muita gente fica sem saber como agir e teme ser surpreendida por descontos, exigência de compensação ou até punições disciplinares.

➡️ Para ajudar no planejamento, o g1 conversou com advogados trabalhistas, que explicam como a legislação trata situações de liberação, acordos e faltas relacionadas à Copa.

O ponto de partida é direto: dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo.

Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição.

Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório — Foto: Marcelo Brandt/G1

Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente.

Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra.

Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho.

O advogado Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa opta pela liberação parcial ou total em horário de expediente.

A compensação precisa ser combinada e respeitar os limites diários de jornada. Isso significa que o funcionário não pode ser obrigado a trabalhar além do permitido em lei, mesmo que a reposição seja consequência dos jogos da Copa.

Zangiácomo reforça que a compensação “não pode ultrapassar duas horas extras por dia” e que o acordo “precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”.

Segundo ele, é possível compensar em até um ano, desde que feito o tipo correto de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, respectivamente.

Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado.

Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa.

O argentino Gustavo Gagliano , 19 anos, trabalha como barbeiro em Copacabana — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido.

Segundo Zangiácomo, os setores com operação ininterrupta enfrentam ainda mais limites, porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos.

Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência.

Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina.

“Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma.

Os advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia. A falta de uma regra única obriga empresas e funcionários a negociarem soluções práticas, evitando surpresas e conflitos. Documentar essas decisões ajuda a garantir segurança para as duas partes.

50 vídeos Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

Há 1 hora O Assunto Blog do Octavio GuedesValor pedido por Flávio a Vorcaro equivale a 11% do investido pelo RJ no Master

Há 3 horas Blog do Octavio Guedes CAMILA BOMFIM: Vorcaro é transferido para cela comum na Superintendência da PFHá 3 horasPresidente do BCLiquidação do Master deve dominar audiência pública de Galípolo no Senado

Há 25 minutos Política Suprema CorteDatafolha: 6 em cada 10 não souberam de rejeição do indicado de Lula ao STF

Há 49 minutos Política Para 51% dos brasileiros é muito importante uma mulher no STF, pessoa negra e religioso somam 46% cadaHá 49 minutos’Me senti como um palhaço’Técnica de enfermagem é registrada como presidente da República há 24 anos

Há 26 minutos Pernambuco ‘Menino Ney’Até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional?

Há 23 minutos Trabalho e Carreira Menos de 1 mês 🏆Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

‘Menino Ney’: até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Trabalho e Carreira 'Menino Ney': até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional? A convocação de Neymar Jr. para a Copa do Mundo reacende o debate sobre profissionais brilhantes, mas cercados por polêmicas e desgaste dentro das equipes. Por Redação g1 — São Paulo

Neymar – Estadio Urbano Caldeira, Santos, Brasil – 10 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Thiago Bernardes do Santos

Extremamente talentoso, reconhecido no mercado, dono de um currículo invejável e capaz de resolver problemas que poucos conseguem. Ao mesmo tempo, alguém que já não entrega os mesmos resultados de antes, acumula polêmicas, divide a atenção com projetos paralelos e frequentemente provoca desgaste dentro do grupo.

⚽ No futebol, esse debate tem nome e sobrenome: Neymar Jr. A convocação do atacante para a Copa do Mundo, confirmada nesta segunda-feira (18), voltou a inflamar discussões nas redes sociais e ganhou ainda mais força após o anúncio oficial.

Parte dos torcedores argumenta que um jogador com o talento de Neymar jamais poderia ficar fora da Seleção Brasileira.Outros defendem que o histórico recente pesa mais do que o passado brilhante e afirmam que ele já não apresenta o mesmo desempenho de outros anos.

O jogador está há quase 1 mil dias afastado da Seleção Brasileira. Neymar não joga pelo Brasil desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão em uma partida contra o Uruguai.

Em novembro do ano passado, Neymar sofreu uma nova lesão no menisco do joelho esquerdo. Antes, havia passado por cirurgia para corrigir uma ruptura do ligamento cruzado anterior no mesmo joelho. A sequência de lesões cria dificuldades para retomar o alto nível competitivo que o colocou entre os principais jogadores de sua geração.

Ao mesmo tempo, o atacante continua extremamente relevante fora dos gramados. Neymar mantém forte presença comercial e publicitária, participa frequentemente de campanhas, tem enorme influência nas redes sociais e é embaixador de uma plataforma de apostas online.

Neymar também vira manchete com frequência por polêmicas envolvendo sua vida pessoal, incluindo rumores de traições e discussões públicas nas redes sociais. Em muitos momentos, episódios fora de campo acabam recebendo mais atenção do que o desempenho do jogador dentro de campo.

Além disso, esses episódios continuam alimentando debates sobre sua postura profissional. Reclamações contra a arbitragem, desentendimentos com torcedores e controvérsias nas redes sociais mantêm o jogador no centro do noticiário esportivo, mesmo quando ele está longe dos gramados.

🤔 Mas a discussão ultrapassa o futebol. O exemplo de Neymar pauta a pergunta que muitas empresas passaram a fazer é: vale a pena contratar um “Neymar corporativo”?

Durante décadas, empresas aceitaram — e muitas vezes celebraram — profissionais considerados “gênios difíceis”. Eram executivos brilhantes, vendedores agressivos, criativos temperamentais ou especialistas técnicos vistos como indispensáveis.

Em muitos ambientes corporativos, comportamentos arrogantes ou explosivos eram relativizados porque o desempenho compensava o desgaste causado. Hoje, esse cenário mudou bastante, explicam especialistas.

Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, empresa do Talenses Group especializada em vagas de início de carreira, afirma que o mercado passou a valorizar mais a capacidade de entrega sustentável e o comportamento dentro das equipes do que apenas o talento individual.

“Um profissional extremamente talentoso pode ser um ativo importante, mas o mercado atual valoriza cada vez mais fatores como desempenho, colaboração e capacidade de trabalhar em equipe. O talento abre portas, mas o que sustenta uma carreira é a entrega consistente”, afirma.

Segundo Rodrigo, as empresas perceberam que profissionais tecnicamente brilhantes também podem gerar custos invisíveis elevados.

O problema é que esses impactos raramente aparecem de imediato em planilhas ou indicadores financeiros. Eles surgem no clima organizacional, na motivação da equipe, no aumento de conflitos internos e até na perda silenciosa de profissionais consistentes, que passam a se sentir desvalorizados.

“As companhias entenderam que uma pessoa muito brilhante tecnicamente pode gerar um custo elevado para o ambiente de trabalho. Nenhum talento individual deveria comprometer a saúde de uma equipe”, diz.

Essa mudança de mentalidade acompanha uma transformação mais ampla no mercado de trabalho. Nos últimos anos, temas como saúde mental, retenção de talentos, cultura organizacional e colaboração passaram a ocupar um espaço central nas empresas.

Em ambientes mais colaborativos — especialmente startups, empresas de tecnologia e multinacionais —, o profissional que entrega individualmente, mas gera tensão constante ao redor, passou a ser visto de forma diferente do que era no passado.

Rodrigo afirma que profissionais “estrela” que recebem tratamento diferenciado sem manter resultados consistentes podem afetar diretamente o restante da equipe.

“Quando um profissional recebe privilégios sem entregar de forma consistente, o time percebe rapidamente”, explica.

Segundo ele, esse tipo de situação costuma gerar uma sensação silenciosa de injustiça. Funcionários passam a questionar os critérios da liderança, a meritocracia interna perde credibilidade e profissionais produtivos começam a se sentir menos reconhecidos.

Ainda assim, isso não significa que as empresas deixaram de apostar em profissionais considerados excepcionais. Pelo contrário: talentos raros continuam sendo muito disputados, especialmente em áreas estratégicas, comerciais, de tecnologia, inovação e liderança.

Paulo Saliby, sócio-fundador da consultoria em planos estratégicos de remuneração SG Comp Partners, explica que a primeira pergunta que uma empresa deveria fazer diante de um profissional “estilo Neymar” não é se ele já foi brilhante no passado, mas se ainda existem condições reais de recuperar a alta performance.

“A pergunta central não é apenas ‘essa pessoa já foi brilhante?’, mas ‘ela ainda tem energia, motivação, disciplina e o contexto adequado para voltar a entregar em alto nível?’”, explica.

Segundo ele, antes de contratar alguém com histórico recente negativo, é fundamental entender a origem da queda de performance.

Em alguns casos, o problema pode estar no contexto da empresa anterior, como mudanças de liderança, perda de autonomia, conflitos culturais, ambiente tóxico ou desalinhamento estratégico. Em outros, a queda pode estar ligada ao próprio profissional, como perda de foco, excesso de distrações, acomodação, ego elevado ou dificuldade de adaptação.

“A empresa não deve contratar apenas pela reputação ou pelo passado. É preciso avaliar com cuidado se aquele profissional faz sentido para o desafio atual, para a cultura da organização e para o tipo de resultado esperado”, afirma.

Paulo destaca que esse tipo de contratação é, essencialmente, uma aposta de alto risco e alto retorno. Se a empresa consegue recuperar a performance, o ganho pode ser grande. Mas, se isso não acontece, o custo também pode ser elevado — inclusive do ponto de vista cultural.

Outro ponto que ganhou força nas empresas nos últimos anos envolve algo muito associado à imagem de Neymar: o acúmulo de atividades paralelas.

Em muitos casos, isso não apenas é aceito como também incentivado pelas próprias empresas, já que contribui para fortalecer a reputação e ampliar o networking. O problema começa quando a marca pessoal passa a competir diretamente com o trabalho principal.

Segundo Paulo, projetos paralelos e exposição excessiva nas redes sociais podem transmitir falta de foco, conflito de prioridades e até risco reputacional. “O problema surge quando a exposição externa passa a competir com a entrega principal para a qual a pessoa foi contratada.”

Ele afirma que a situação se torna ainda mais delicada em cargos executivos, estratégicos ou que envolvam relacionamento com clientes e informações sensíveis. Nessas funções, qualquer polêmica pública pode afetar diretamente a imagem da companhia.

“Quando uma pessoa ocupa uma posição de alta visibilidade, sua imagem pode se confundir com a da empresa. Se ela comete um erro em uma rede social, faz uma declaração inadequada ou se envolve em uma polêmica, o impacto pode atingir a organização”, diz.

Além disso, há um impacto interno relevante. Quando a equipe percebe que um profissional dedica mais energia à própria marca do que às entregas e, ainda assim, mantém privilégios, a sensação de desequilíbrio cresce rapidamente.

“A mensagem implícita pode ser: ‘por que essa pessoa pode se dedicar a outras atividades e ainda manter um status diferenciado?’”, afirma Paulo.

Outra discussão inevitável envolve o comportamento interpessoal. Afinal, até que ponto o talento compensa a arrogância? Para Paulo, essa tolerância tem limite: “O talento pode compensar algumas limitações, mas até certo ponto.”

Segundo ele, existe uma diferença importante entre profissionais intensos, competitivos e exigentes — características que podem ser positivas — e pessoas desrespeitosas, pouco colaborativas e incapazes de ouvir.

O especialista também chama atenção para um ponto importante. Empresas tendem a tolerar mais comportamentos difíceis em funções técnicas, individuais ou altamente especializadas, em que o impacto coletivo é menor. Já em cargos de liderança, o rigor costuma ser maior.

Isso acontece porque, quanto maior o poder de influência sobre equipes, clientes e a cultura organizacional, maior também o potencial de dano causado por comportamentos tóxicos.

Na prática, especialistas afirmam que o mercado corporativo vive hoje uma transformação significativa. O profissional brilhante continua sendo desejado, mas o conceito de “brilhante” mudou.

Se antes bastava gerar resultado individual, hoje as empresas buscam profissionais capazes de combinar desempenho, inteligência emocional, estabilidade, colaboração e consistência.

Rodrigo resume essa mudança de forma direta: “No mercado atual, talento continua sendo um diferencial. Mas consistência, humildade e capacidade de trabalhar em equipe são os fatores que realmente constroem carreiras duradouras.”

A lógica financeira das empresas também mudou. Segundo Paulo, companhias continuam dispostas a pagar altos salários por profissionais considerados excepcionais, mas com mais cautela do que no passado.

Hoje, tornou-se mais comum atrelar a remuneração variável ao desempenho, com bônus, metas, incentivos de longo prazo e mecanismos de retenção. “Está cada vez mais difícil justificar pacotes elevados baseados apenas em reputação ou potencial.”

Há 44 minutos O Assunto Blog do Octavio GuedesValor pedido por Flávio a Vorcaro equivale a 11% do investido pelo RJ no Master

Há 3 horas Blog do Octavio Guedes CAMILA BOMFIM: Vorcaro é transferido para cela comum na Superintendência da PFHá 3 horasPresidente do BCLiquidação do Master deve dominar audiência pública de Galípolo no Senado

Há 7 minutos Política Suprema CorteDatafolha: 6 em cada 10 não souberam de rejeição do indicado de Lula ao STF

Há 31 minutos Política Para 51% dos brasileiros é muito importante uma mulher no STF, pessoa negra e religioso somam 46% cadaHá 31 minutos’Me senti como um palhaço’Técnica de enfermagem é registrada como presidente da República há 24 anos

Há 8 minutos Pernambuco ‘Menino Ney’Até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional?

Há 5 minutos Trabalho e Carreira Menos de 1 mês 🏆Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista

0

PREVIOUS POSTSPage 145 of 315NEXT POSTS