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Mega-Sena pode pagar R$ 116 milhões nesta terça-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 116 milhões nesta terça-feira Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.976 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 116 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (24), em São Paulo.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Tarifaço de Trump: veja quais produtos brasileiros ficam isentos a partir desta terça-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A nova tarifa global de 15% dos EUA sobre importações entra em vigor nesta terça-feira, após a Suprema Corte anular parte do tarifaço anterior de Trump.

Produtos brasileiros, antes com taxas elevadas, agora enfrentam a sobretaxa de 15%, mas com uma lista significativa de isenções.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que "Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranjas, aeronaves" da nova tarifa.

As exportações de aço e alumínio do Brasil para os EUA continuam com alíquotas de 50%, somadas aos 15% adicionais.

O especialista Jackson Campos avalia que a medida de Trump é estratégica para negociação, isentando itens críticos para evitar impacto nos preços domésticos.

A nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos Estados Unidos passa a valer nesta terça-feira (24). A medida foi instituída pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado a mais de 180 países em abril.

Duas alterações importantes entram em vigor às 00h01 (horário de Washington). A primeira é que a decisão da Suprema Corte anula todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

A segunda é que a nova tarifa global de 15% passa a valer no mesmo horário. Há, contudo, uma ampla lista de produtos isentos. (veja todos eles abaixo)

O Brasil era um dos países com as tarifas mais altas aplicadas por Donald Trump. Com a decisão da Suprema Corte, caem duas taxas:

As chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado.A sobretaxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025.

Trump, contudo, instituiu uma nova tarifa, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a criação de uma tarifa temporária de até 15% por 150 dias antes de se tornar obrigatória a aprovação pelo Congresso. Há, porém, vários itens importantes na lista de isenção. (veja abaixo)

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item, em vigor antes das medidas de 2025, acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma o especialista em comércio exterior Jackson Campos.

Campos lembra ainda que as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo elevado o custo desses insumos.

As isenções valem para todos os países, mas itens estratégicos da pauta comercial brasileira ficam livres da sobretaxa de 15%. A lista inclui tanto commodities quanto produtos manufaturados de maior valor agregado.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou alguns deles. “Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves.”

Petróleo bruto: isento nas diferentes classificações de densidade (abaixo ou acima de 25 graus API).Óleo combustível (fuel oil) e outros óleos combustíveis: incluindo óleos destilados e residuais.Querosene de aviação (jet fuel): combustível utilizado em aeronaves.

Carne bovina: cortes frescos, refrigerados ou congelados, incluindo carcaças e cortes de alta qualidade.Café em grão: café torrado, não torrado, descafeinado ou não.Suco de laranja: congelado, concentrado ou não, inclusive fortificado com vitaminas.Fertilizantes: nitrogenados, fosfatados, potássicos e de origem animal/vegetal.Cacau e derivados: grãos, cascas, pasta, manteiga e pó de cacau sem açúcar.

Aviões civis: aeronaves de todos os pesos (não militares).Motores aeronáuticos: turbojatos, turbopropulsores e motores de ignição por centelha para aviação.Peças e partes: componentes de motores, sistemas de navegação, simuladores de voo terrestres e partes de fuselagem.

Alumina calcinada: classificada como óxido de alumínio (exceto corindo artificial).Ferro-ligas: incluindo ferromanganês, ferrossilício, ferrocromo, ferroníquel, ferrotungstênio e ferronióbio.Minérios de outros metais: cobre, níquel, cobalto, zinco, estanho e titânio.

Semicondutores: artigos e dispositivos semicondutores específicos.Eletrônicos selecionados: processadores, memórias, unidades de processamento de dados portáteis e máquinas para fabricação de semicondutores.

Além da ampla lista de exceções, que inclui minerais críticos, também ficarão isentos produtos do Canadá e do México que estejam em conformidade com o Acordo EUA-México-Canadá (USMCA).

Têxteis e itens de vestuário de países que integram o tratado CAFTA-DR — como Costa Rica e República Dominicana — também terão tarifa zerada.

Jackson Campos, especialista em comércio exterior, afirma que a decisão de Trump é estratégica e segue a lógica de manter a tarifa como instrumento de negociação com o menor custo interno possível.

"O objetivo é calibrar a medida para gerar pressão comercial sem provocar danos relevantes à própria economia dos EUA", diz.

"Ao isentar itens críticos, ele reduz o risco de repasse imediato aos preços domésticos, evita rupturas em cadeias produtivas integradas e preserva setores considerados estratégicos", acrescenta.

Energia e combustíveis influenciam custos logísticos e a inflação;Insumos do agro, como fertilizantes, afetam a produção de alimentos;Aeronaves e peças entram pela alta integração industrial e pelo impacto sobre a aviação;Minerais e insumos, como alumina e ferro-ligas, são essenciais para a indústriaSemicondutores e equipamentos associados são prioridade tecnológica e de segurança econômica.

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Tarifaço de Trump entra em vigor nesta terça; relembre os fatos e entenda efeitos da taxa de 15%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A nova tarifa global de 15% foi instituída após a Suprema Corte dos EUA derrubar o tarifaço anterior de Trump, que se baseava na IEEPA.

A Suprema Corte decidiu que o presidente excedeu sua autoridade ao impor tarifas amplas, anulando as taxas aplicadas a quase todos os parceiros comerciais.

Em resposta, Trump ativou a Seção 122 da legislação comercial, que permite a aplicação de tarifas de até 15% por um período de 150 dias.

O Brasil, que estava sujeito a tarifas elevadas, se beneficia da anulação das taxas anteriores, o que pode aumentar a competitividade de seus produtos.

Produtos estratégicos brasileiros, como commodities e aeronaves, estão isentos da nova taxa de 15%, mas as exportações de aço e alumínio mantêm uma sobretaxa de 50%.

A nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos Estados Unidos passa a valer nesta terça-feira (24). A medida foi instituída pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado a mais de 180 países em abril.

Duas alterações importantes entram em vigor às 00h01 (horário de Washington). A primeira é que a decisão da Suprema Corte anula todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

A segunda é que a nova tarifa global de 15% passa a valer no mesmo horário, com uma ampla lista de produtos isentos.

Nesta reportagem, o g1 relembra os acontecimentos mais marcantes desde sexta-feira, explica os efeitos das decisões e mostra como fica o Brasil nessa história.

Como tudo começou?Como Trump reagiu?Como os 10% viraram 15%?Por que produtos ficaram isentos da tarifa?Como fica o Brasil nessa história?Como foi a reação do governo brasileiro?O que esperar agora?Como foi o histórico do tarifaço de Trump ao Brasil?

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações a quase todos os parceiros comerciais dos EUA, o chamado "tarifaço".

Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que poderia adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

⚖️ O caso entrou na Justiça em meados de 2025, com uma ação apresentada por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos, que questionaram o uso da lei para impor tarifas de importação de forma unilateral. O processo chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump.

Na prática, a decisão derrubou as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais dos EUA com base na IEEPA.

As tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio não foram afetadas, pois foram aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, voltada à segurança nacional.

Imediatamente após o parecer da Suprema Corte, Trump classificou a decisão como “uma vergonha” e disse ter “um plano B” para manter as tarifas sobre produtos importados.

Mais tarde, informou que usaria outro instrumento legal — não mais a IEEPA — para aplicar uma tarifa global de 10%. Trump disse que ativaria a Seção 122 da legislação comercial dos EUA e a Seção 301.

Seção 122 da Lei de Comércio: A lei permite aplicar tarifas de até 15% por um período de até seis meses em situações de desequilíbrio nas contas externas ou risco de desvalorização do dólar, sem necessidade de investigação formal. Após esse período, o Congresso precisa aprovar a prorrogação das medidas.Seção 301 da Lei de Comércio: Essa alternativa permite abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais por outros países. Se forem confirmadas, o governo pode impor tarifas sem limite de valor ou duração. O processo, porém, é mais lento, pois exige investigação formal e consulta pública, o que pode levar meses.

Já na noite de sexta-feira (20), a Casa Branca publicou o decreto que confirmava o fim do tarifaço anunciado em abril e formalizava a nova tarifa global de 10%, com base em uma nova lei e início previsto para esta terça-feira (24).

Segundo a Casa Branca, as novas tarifas de 10% foram adotadas para corrigir desequilíbrios nos pagamentos internacionais, reduzir o déficit comercial e incentivar a produção americana.

Mesmo os envios de baixo valor (os chamados “de minimis”, que eram isentos), passariam a ser cobrados sob a nova taxa temporária.

No sábado, Trump anunciou que, após “uma análise completa e detalhada”, elevaria as tarifas globais de importação para 15%. Essa é a taxa máxima permitida pela Seção 122, que autoriza a aplicação de tarifas por até 150 dias antes de avaliação pelo Congresso.

Em outro documento, o governo americano detalhou que uma enorme lista de produtos ficaria isenta das novas tarifas anunciadas por Trump.

bens do Canadá e do México que estejam em conformidade com o USMCA (Acordo EUA-México-Canadá);produtos agrícolas específicos, como carne bovina, tomates e laranjas;produtos farmacêuticos e seus ingredientes;minerais críticos, energia e certos eletrônicos;têxteis e vestuário de países do tratado CAFTA-DR (como Costa Rica e República Dominicana) com isenção de impostos.

Jackson Campos, especialista em comércio exterior, afirma que a decisão de Trump é estratégica e segue a lógica de manter a tarifa como instrumento de negociação com o menor custo interno possível.

"O objetivo é calibrar a medida para gerar pressão comercial sem provocar danos relevantes à própria economia dos EUA", diz.

"Ao isentar itens críticos, ele reduz o risco de repasse imediato aos preços domésticos, evita rupturas em cadeias produtivas integradas e preserva setores considerados estratégicos", acrescenta.

Relembrando: a decisão da Suprema Corte anulou todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). O Brasil era um dos países com as tarifas mais altas aplicadas por Trump nesse tarifaço, e agora são extintas duas taxas importantes:

As chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado.A sobretaxa de 40% sobre diversos itens brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025.

O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio feito por Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item, em vigor antes das medidas de 2025, acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma.

Campos lembra ainda que as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo elevado o custo desses insumos.

Por outro lado, itens estratégicos da pauta comercial brasileira ficaram livres da sobretaxa de 15%. A lista inclui tanto commodities, como petróleo, quanto produtos manufaturados de maior valor agregado, caso das aeronaves e máquinas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi o primeiro a se manifestar e afirmou que o Brasil agiu "de forma impecável" enquanto vigorou o tarifaço. "O Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, acreditou na disputa pelos canais competentes", disse.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, principal voz nas negociações com os EUA, classificou a decisão judicial como "muito importante para o Brasil" e destacou que a nova tarifa valerá para todos os países, o que coloca o Brasil em iguais condições de competitividade com seus concorrentes.

Nesta segunda, Alckmin voltou a comentar o assunto e disse que o Brasil foi o país mais beneficiado com as mudanças nas tarifas.

"Essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão", afirmou Alckmin.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, os principais setores beneficiados pela decisão, no âmbito da pauta exportadora, são o agronegócio e setores industriais brasileiros.

🔎 A suspensão das tarifas permitirá que produtos como café solúvel, mel, pescados e frutas recuperem espaço e competitividade no mercado americano.

Para o Brasil, a derrota do presidente americano abre espaço para a retomada das exportações, com preços mais previsíveis e menor pressão sobre o câmbio.

Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior, acredita que a determinação da Justiça dos Estados Unidos, anterior ao novo anúncio de Trump, foi muito positiva para os exportadores que ainda estavam sobretaxados.

"Teoricamente, iguala com os outros países e você tem uma possibilidade de aumento de competitividade desses setores. Como o Brasil estava com uma tarifa muito alta, de 40%, aumenta a competitividade", disse.

Em abril de 2025, ao anunciar as chamadas tarifas recíprocas, Trump aplicou uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA.Em junho, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio para 50%, com base na Seção 232 — instrumento separado do IEEPA.Em julho, o republicano impôs um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total de diversos itens para 50%. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções.Já em novembro, após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas.Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte invalidou o uso da IEEPA para tarifas amplas. Caíram, assim, a taxa “recíproca” de 10% e a sobretaxa de 40% sobre o Brasil. Aço e alumínio não foram afetados, pois se baseiam na Seção 232.No mesmo dia, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, com base em um dispositivo da lei comercial de 1974, que se soma às tarifas já existentes. No dia seguinte, Trump anunciou que elevaria a tarifa de 10% para 15%.

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Volvo fará um recall de 40 mil SUVs elétricos EX30 devido a risco de incêndio na bateria

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Carros Volvo fará um recall de 40 mil SUVs elétricos EX30 devido a risco de incêndio na bateria Substituição de módulos pode custar perto de US$ 200 milhões e ocorre em meio a plano de corte de gastos da fabricante sueca, controlada pela chinesa Geely. Modelo é um dos mais vendidos da marca no Brasil. Por Reuters

A Volvo fará um recall de mais de 40 mil unidades do SUV elétrico EX30, seu carro-chefe, após identificar risco de superaquecimento nos pacotes de bateria, informou a Reuters na segunda-feira. A iniciativa pode afetar a reputação de segurança construída pela montadora ao longo de décadas e gerar custos de milhões de dólares.

O recall prevê a substituição de módulos dos pacotes de baterias de alta tensão do SUV compacto, peça central da estratégia da Volvo para enfrentar marcas chinesas de menor preço. A segurança das baterias é um tema sensível tanto para fabricantes de veículos elétricos quanto para os consumidores.

Ao todo, 40.323 unidades do EX30 nas versões Single-Motor Extended Range e Twin-Motor Performance, equipadas com essas células de alta tensão, são afetadas, informou a montadora sueca — controlada majoritariamente pela chinesa Geely — em resposta a questionamentos da Reuters.

“Estamos entrando em contato com os proprietários de todos os carros afetados para orientá-los sobre os próximos passos”, afirmou a Volvo.

Na corrida pelo desenvolvimento de veículos elétricos, algumas montadoras já enfrentaram problemas relacionados às baterias. Em 2020, um risco de incêndio levou a General Motors a convocar um recall de 140 mil unidades do Chevrolet Bolt, equipadas com baterias fornecidas pela LG, a um custo estimado de US$ 2 bilhões.

Os problemas nas baterias da Volvo surgem em um momento em que a montadora busca economizar US$ 1,9 bilhão e ampliar a integração com sua controladora, a chinesa Geely. As baterias foram produzidas por uma joint venture apoiada pelo grupo, a Shandong Geely Sunwoda Power Battery Co.. Segundo a Volvo, o fornecedor já corrigiu a falha e será responsável pelo fornecimento das novas células.

A Volvo informou que fará a substituição gratuita das unidades afetadas e recomendou que, até a conclusão do reparo, os proprietários limitem a recarga a 70% para reduzir o risco de incêndio.

“O EX30, em especial, é muito importante para a Volvo, então eles precisam acertar”, disse Sam Fiorani, vice-presidente de previsão global de veículos da empresa de pesquisa AutoForecast Solutions.

Desde dezembro, a Volvo orientou proprietários do EX30 em mais de uma dúzia de países — incluindo Estados Unidos, Austrália e Brasil — a estacionar os veículos longe de edifícios e limitar a recarga a 70%, segundo registros regulatórios e a própria empresa.

Andy Palmer, veterano da indústria automotiva, afirmou que a Volvo tem menos margem para erros do que suas rivais, já que a reputação de segurança é um elemento central da identidade da marca.

“A Volvo não pode se dar ao luxo de um problema de segurança, porque isso atinge o coração da marca”, disse ele.

Os novos módulos de bateria de reposição podem custar até US$ 195 milhões, sem considerar despesas de logística e reparo, segundo uma análise da Reuters baseada em estimativas do que um fabricante chinês de baterias poderia cobrar. A Volvo afirmou que esses cálculos são “de natureza especulativa” e que segue em negociações com o fornecedor.

Antes da divulgação do recall, a Reuters ouviu dois proprietários do EX30 que manifestaram interesse em devolver seus veículos, o que reforça o impacto potencial do problema.

O corretor de seguros britânico Matthew Owen disse que escolheu o EX30 pela autonomia e pela reputação de segurança da Volvo, acrescentando que a montadora deveria assumir a responsabilidade por estar “produzindo um carro que é perigoso”.

Tony Lu, proprietário de um EX30 na Nova Zelândia, afirmou que teve custos adicionais, já que a limitação da recarga reduziu a autonomia do veículo.

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Nova tarifa de Trump para importações dos EUA entra em vigor; veja o que dizem analistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Entrou em vigor nesta terça-feira (24) a nova tarifa de 15% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às importações provenientes de todos os países.

A decisão foi anunciada pelo mandatário norte-americano no sábado, após a Suprema Corte do país ter derrubado, um dia antes, o tarifaço determinado em 2025.

Entidades ligadas ao setor produtivo e analistas avaliam que, apesar da manutenção da incerteza no ambiente internacional, com mudanças frequentes de regras, os dois fatos combinados foram positivos para as exportações brasilerias.

Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a imposição de uma tarifa global de 15% amplia a instabilidade, afetando o planejamento, os contratos e os investimentos das empresas.

Ao mesmo tempo, a FIEMG considera que, por se aplicar a todos os países, a medida preserva a competitividade relativa do Brasil.

"O setor produtivo precisa de previsibilidade. Mudanças sucessivas nas regras comerciais geram insegurança e comprometem o ambiente de negócios. Ainda assim, é importante destacar que a aplicação global da tarifa mantém condições isonômicas de concorrência, o que reduz distorções competitivas”, afirmou Flávio Roscoe, presidente da FIEMG.

Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior, acredita que a determinação da Justiça dos Estados Unidos, anterior ao novo anúncio de Trump, foi muito positiva para os exportadores que ainda estavam sobretaxados.

"Melhora muito até porque, teoricamente, iguala com os outros países. Então aí você tem uma possibilidade de aumento de competitividade desses setores. Como o Brasil estava com uma tarifa muito alta de 40%, nesses produtos eles aumentam a competitividade", disse Welber Barral, da BMJ.

O presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasi (Amcham Brasil), Abrão Neto, considera que a decisão da Suprema Corte abriu caminho para uma redução considerável das tarifas e melhorou o acesso ao mercado dos Estados Unidos.

"Havia uma sobretaxa bastante expressiva, exclusiva ao Brasil. A partir da decisão da suprema corte, e uma tarifa global de 15%, houve uma redução para esses produtos brasileiros no tamanho da tarifa, de 50% a 40%, para 15%. E agora esses produtos têm a mesma tarifa dos seus competidores mundial", declarou Abrão Neto, da Amcham Brasil.

A estimativa da Amcham Brasil é que produtos que representam cerca de US$ 13 bilhões em vendas anuais aos EUA serão beneficiados, o equivalente a um terço das vendas brasileiras aos norte-americanos.

"Mas não se pode ter uma avaliação tão convicta desses efeitos, porque a gente não sabe como vai ser a situação nas próximas semanas e meses. O governo americano disse que vai continuar abrindo novas investigações", explicou o executivo.

Segundo a Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional, Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas norte-americanas nos últimos dias, incluindo a decisão da justiça dos EUA.

Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes —, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos.

Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert.

Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. — Foto: Arte/g1

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Smartphones estão entre os produtos afetados pelo aumento do imposto de importação — Foto: Naine Carvalho/ Rede Amazônica

O Ministério da Fazenda estima que arrecadará R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento do imposto de importação incidente sobre mais de mil produtos — medida adotada no início de novembro para proteger a indústria nacional.

Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem.

➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas.

A decisão do governo, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países.

A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional.

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos.

O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%.

Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão".

➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial".

O governo também informa que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]".

➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%.

Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias.

🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida.

Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais'

Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado.

Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas.

E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira.

"O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group.

No preço de motores de portão em condomínios;No custo de televisores e eletrodomésticos;Na manutenção de equipamentos hospitalares;No valor de exames médicos;Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração.

Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva".

"Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda.

Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu.

Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão:

Telefones inteligentes (smartphones)Torres e pórticosReatores nuclearesCaldeirasGeradores de gás de arTurbinas para embarcaçõesMotores para aviaçãoBombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantesFornos industriaisCongeladores (freezers)Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicasMáquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafasEmpilhadeiras Robôs industriaisMáquinas de comprimir ou de compactarDistribuidores de adubos (fertilizantes)Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeiraMáquinas para fabricação de sacos ou de envelopesMáquinas e aparelhos de impressãoCartuchos de tintaDescaroçadeiras e deslintadeiras de algodãoMáquinas para fiação de matérias têxteisMáquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçadoMartelosCircuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montadosMáquinas de cortar o cabeloPainéis indicadores com LCD ou LEDControladores de ediçãoTratoresTransatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantesPlataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveisNavios de guerraCâmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicialAparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnéticaAparelhos dentáriosAparelhos de tomografia computadorizada

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Acordo Mercosul-UE: Conselho Europeu se reúne para aprovar ou barrar a negociação de 25 anos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A partir desta quinta-feira (17), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em seu momento mais crucial desde que os blocos chegaram a um entendimento em dezembro do ano passado, após 25 anos de idas e vindas.

Entre hoje e amanhã, os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto. Se houver aval, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.

Em resumo, as votações podem definir se o tratado será finalmente ratificado ou barrado, em um contexto em que o debate deixou de ser apenas comercial e segue cercado de resistências dentro do bloco europeu.

Um primeiro passo positivo foi dado nesta semana, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas agrícolas que passaram a integrar o texto e podem ser importantes para destravar o avanço político do acordo.

Mas, capitaneados pela França, um grupo de países promete embaralhar o jogo e ameça um desfecho positivo para a negociação.

A partir desta quinta-feira (17), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em seu momento mais crucial desde que os blocos chegaram a um entendimento em dezembro do ano passado, após 25 anos de idas e vindas.

Entre hoje e amanhã, os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto. Se houver aval, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul.

Em resumo, as votações podem definir se o tratado será finalmente ratificado ou barrado, em um contexto em que o debate deixou de ser apenas comercial e segue cercado de resistências dentro do bloco europeu.

Um primeiro passo positivo foi dado nesta semana, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas agrícolas que passaram a integrar o texto e podem ser importantes para destravar o avanço político do acordo.

Mas, capitaneados pela França, um grupo de países promete embaralhar o jogo e ameça um desfecho positivo para a negociação.

Entre a assinatura e a ratificaçãoAcordo avança com novas restriçõesO que está em jogo no Conselho Europeu?Tabuleiro geopolítico europeuO que está em jogo para o Brasil?

Embora haja expectativa em torno de uma possível ida da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à Cúpula do Mercosul para assinar o acordo, o tratado chegou a ser firmado politicamente em 2019.

Naquele momento, a assinatura teve caráter político e simbólico, sem efeitos imediatos sobre tarifas ou regras comerciais. Desde então, o texto passou por um longo período de revisões e ajustes antes de avançar para a etapa atual.

Segundo Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esse intervalo pode ser explicado por dois fatores principais.

O primeiro é a própria complexidade das negociações, que se estenderam por cerca de 25 anos.O segundo fator está relacionado à incorporação, ao longo do processo, de temas que ganharam relevância com o tempo, especialmente na área ambiental.

“A União Europeia acrescentou uma série de exigências ambientais que não faziam parte do desenho original de 1999. São os chamados ‘acordos 2.0’, que vão além do comércio e incorporam valores europeus, como a Agenda 2030, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e compromissos climáticos internacionais, o que tornou o acordo mais amplo e complexo.”

Bressan acrescenta que fatores políticos também contribuíram para a paralisação do processo após a assinatura, em 2019. Resistências internas na União Europeia e mudanças de posição do lado brasileiro ao longo dos anos seguintes ajudaram a postergar o avanço do acordo.

Como resultado, houve um intervalo de cerca de seis anos entre o ato político inicial e o momento atual, em que o tratado volta a ser analisado pelos governos europeus.

Na última terça-feira, o Parlamento Europeu aprovou um conjunto de salvaguardas agrícolas por 431 votos a favor e 161 contrários.

O mecanismo autoriza a União Europeia a suspender temporariamente as tarifas reduzidas concedidas a produtos agrícolas do Mercosul sempre que houver avaliação de risco de prejuízo ao mercado local.

José Pimenta, diretor de Comércio Internacional na BMJ Consultores Associados, explica que instrumentos desse tipo existem no comércio internacional e são usados para proteger setores domésticos de aumentos abruptos de importações.

“No caso do acordo Mercosul-UE, a salvaguarda foi desenhada principalmente para atender às demandas de agricultores europeus — sobretudo franceses — que temem perder espaço após décadas de proteção garantida pela Política Agrícola Comum.”

➡️ Na prática, o texto aprovado tornou mais fácil e mais rápido o acionamento dessas barreiras.

Antes, seria necessário um aumento de 10% ao ano nas importações para justificar a suspensão das tarifas. Com a nova regra, basta um crescimento médio de 5% ao longo de três anos para produtos considerados sensíveis, como carne bovina e aves.Além disso, o prazo de investigação foi reduzido: passou de seis para três meses, ou para até dois meses no caso de produtos agrícolas. Também deixou de ser exigida a comprovação detalhada de dano econômico, adotando-se o critério da chamada “presunção de prejuízo”, o que amplia a margem de atuação das autoridades europeias.

Outro ponto que Pimenta considera relevante é o alcance do mecanismo. Isso porque um aumento de preços acima de 5% em apenas um país da UE pode levar à suspensão das importações daquele produto em todo o bloco, afetando os 27 Estados-membros.

Isso pode ampliar o efeito da medida para além do mercado onde o desequilíbrio foi identificado. Soma-se a isso a exigência de reciprocidade, que autoriza a UE a cobrar dos países do Mercosul padrões ambientais e sanitários equivalentes aos europeus.

Apesar de trocarem elogios, Emmanuel Macron e Lula estão em lados opostos quando o assunto é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O francês é contra e o brasileiro é a favor — Foto: RICARDO STUCKERT / PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O pesquisador Leonardo Munhoz do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV) frisa que a cláusula tem forte peso político.

“Ela funciona como um instrumento de garantia para dar mais segurança a países que oferecem resistência ao acordo, como França, Áustria e Irlanda, além da Itália, que ocupa uma posição mais pendular. A cláusula busca criar uma margem de proteção às preocupações dos produtores rurais europeus”, afirma.

Ao mesmo tempo, Munhoz alerta que a exigência pode elevar custos e dificultar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Isso ocorre, explica, porque a agricultura tropical opera sob condições distintas das encontradas na Europa, marcada por clima temperado e padrões produtivos historicamente diferentes.

Com a aprovação das salvaguardas pelo Parlamento Europeu, o processo avança agora para o Conselho Europeu, instância responsável por autorizar formalmente a Comissão Europeia a ratificar o acordo.

Diferentemente do que ocorre no Legislativo, onde basta maioria simples, o Conselho exige maioria qualificada: o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, que representem 65% da população da União Europeia.

“França e Polônia seguem abertamente contrárias ao tratado, enquanto Bélgica e Áustria demonstram desconforto. Se a Itália mantiver uma posição favorável, o acordo fica praticamente assegurado dentro da União Europeia”, afirma Pimenta.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, discursa na Câmara Baixa do Parlamento, antes da cúpula de líderes da União Europeia. — Foto: Remo Casilli/Reuters

Nesse contexto, a Itália, com cerca de 59 milhões de habitantes, tornou-se o fiel da balança. Uma eventual rejeição italiana, somada à oposição francesa e polonesa, seria suficiente para barrar o acordo, ao concentrar mais de 35% da população do bloco — percentual capaz de impedir a formação da maioria qualificada exigida no Conselho Europeu.

Para o gestor de riscos Rodrigo Provazzi, as dificuldades em torno da ratificação ajudam a ilustrar a complexidade de conciliar interesses em um bloco formado por países com trajetórias políticas e institucionais distintas.

“São países que historicamente se constituíram a partir de regiões com alto grau de autonomia, o que torna o processo decisório mais fragmentado do que em outras partes do mundo”, ressalta.

Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio — principal foco da resistência europeia — o acordo entre Mercosul e União Europeia é mais amplo e vai além do comércio de produtos agrícolas.

Leonardo Munhoz reforça que o tratado abrange temas como indústria, serviços, investimentos, propriedade intelectual e insumos produtivos, o que ajuda a explicar o apoio de diferentes setores econômicos do bloco europeu.

Segundo o pesquisador da FGV Agro, diversos setores econômicos europeus, como indústria de manufatura, indústria de transformação e alta tecnologia, serviços e até segmentos do próprio agronegócio, têm se mostrado favoráveis ao tratado.

“Países como Alemanha, Espanha e Portugal estão entre os principais defensores da ratificação, por avaliarem que o tratado traz ganhos econômicos importantes e contribui para a diversificação das relações comerciais da UE”, destaca Munhoz.

Na avaliação da professora de Relações Internacionais Regiane Bressan, esse apoio também está ligado a um contexto mais amplo, de perda de dinamismo econômico e de espaço geopolítico do bloco europeu.

Esse cenário foi reforçado pela política tarifária adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acelerou negociações comerciais em várias regiões ao ampliar a busca por novos parceiros e pela diversificação de mercados.

Para a União Europeia, o efeito foi o aumento da urgência em avançar com o acordo com o Mercosul, especialmente a partir de 2025.

“Negociadores europeus passaram a ver o bloco sul-americano como uma região-chave para evitar que a América do Sul se consolide como área de influência quase exclusiva da China”, diz Bressan.

Ela reforça que se trata de uma tentativa de reposicionar a UE no comércio global, diversificar parceiros e reduzir vulnerabilidades externas, em um cenário internacional cada vez mais marcado por disputas geopolíticas.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o acordo com a União Europeia reforça sua inserção no cenário internacional.

Além de ampliar o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores, o tratado ajuda a posicionar o país em um ambiente global marcado por disputas comerciais e tensões geopolíticas.

Os impactos do acordo, no entanto, vão além do agronegócio e alcançam também a indústria brasileira. A redução de tarifas para produtos manufaturados europeus tende a intensificar a concorrência no mercado interno, ao mesmo tempo em que pode diminuir o custo de insumos, máquinas e equipamentos utilizados pela indústria nacional.

Na avaliação de especialistas ouvidos pelo g1, esse movimento pode favorecer ganhos de produtividade. Os efeitos concretos, porém, dependerão da capacidade do país de adaptar sua base industrial, atrair investimentos e utilizar o período de transição previsto no tratado para se ajustar às novas condições de concorrência.

As exigências ambientais seguem como um dos principais pontos de tensão nas negociações. A UE busca incorporar ao acordo sua agenda de desenvolvimento sustentável, enquanto os países do Mercosul argumentam que já dispõem de marcos regulatórios próprios, como o Código Florestal brasileiro.

Para Munhoz, ao impor um método específico de produção, que abrange aspectos ambientais e sanitários, a cláusula acaba tendo efeito extraterritorial — o que é questionável pelas regras de comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Se a aplicação for considerada discriminatória ou injustificada, o Brasil poderia recorrer juridicamente à OMC ou outras plataformas internacionais. Porém, essa seria uma péssima forma de se iniciar o acordo”, salienta.

Além disso, o tratado deixa claro que há modelos diferentes de como o Brasil pode se relacionar com outros mercados no comércio internacional. Enquanto a relação comercial com a China se concentra principalmente na compra de commodities, o vínculo com a União Europeia envolve condicionantes ambientais e cooperação regulatória.

Caso o acordo não seja ratificado, a avaliação é de que o Brasil tende a intensificar suas relações com a Ásia, especialmente com a China — que atualmente compra mais que o dobro do volume exportado pelo país ao mercado europeu e não impõe exigências relacionadas a normas e selos ambientais de produção.

Há 12 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 12 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 12 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

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ALMG aprova em 2º turno projeto de lei que autoriza privatização da Copasa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Minas Gerais ALMG aprova em 2º turno projeto de lei que autoriza privatização da Copasa Medida é uma das prioridades do governo de Romeu Zema (Novo), que já havia conseguido aprovar uma PEC para acabar com a exigência de consulta popular para a venda da empresa. Por Rafaela Mansur, g1 Minas — Belo Horizonte

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 2º turno, o projeto de lei que autoriza a privatização da Copasa.

Foram 53 votos favoráveis e 19 contrários à proposta. Trabalhadores da estatal protestaram nas galerias do plenário.

De autoria do governador Romeu Zema (Novo), o projeto prevê que o estado, atualmente detentor de 50,03% das ações da Copasa, deixe de controlar a empresa.

A privatização é uma das bandeiras de Zema, que defende que a medida é necessária para a "modernização" da estatal e o pagamento da dívida do estado com a União.

A Copasa atua em 637 dos 853 municípios mineiros com abastecimento de água e, em 308, também fornece serviços de esgoto.

Servidores da Copasa protestam contra privatização da companhia no plenário da ALMG — Foto: Luiz Santana

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 2º turno, nesta quarta-feira (17), o projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Foram 53 votos favoráveis – eram necessários 48 – e 19 contrários à proposta. As emendas apresentadas pela oposição foram rejeitadas. Trabalhadores da estatal protestaram nas galerias do plenário.

De autoria do governador Romeu Zema (Novo), o projeto prevê que o estado, atualmente detentor de 50,03% das ações da Copasa, deixe de controlar a empresa, presente em 75% dos municípios mineiros. A privatização é uma das bandeiras de Zema, que defende que a medida é necessária para a "modernização" da estatal e o pagamento da dívida do estado com a União (leia mais abaixo).

Deputados da oposição se revezaram na tribuna para criticar a proposta e obstruir a pauta, mas a votação acabou sendo realizada por volta das 19h25. O líder do bloco, Ulysses Gomes (PT), afirmou que a desestatização pode resultar em precarização do serviço.

"A consequência da privatização, sobretudo de serviços essenciais como energia e saneamento básico, na absoluta maioria [dos lugares] onde aconteceu, foi danosa na vida do cidadão", afirmou.

A Copasa atua em 637 cidades com abastecimento de água e, em 308 delas, também fornece serviços de esgoto – os números incluem municípios atendidos pela Copanor, subsidiária responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG.

A empresa registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2024 e, de janeiro a setembro deste ano, foram mais de R$ 1,07 bilhão.

O projeto foi aprovado na forma do substitutivo proposto pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária durante a tramitação em 2º turno.

O texto prevê que, após a privatização, a Copasa garanta o atendimento a metas de universalização de água e esgoto nos municípios onde atua e a melhoria da qualidade da água tratada.

A proposta assegura a manutenção do contrato de trabalho dos empregados do quadro permanente da Copasa por 18 meses. Após esse período, o estado pode lotar os servidores em outras empresas públicas estaduais, mas não há garantia.

O substitutivo afirma também que os recursos provenientes da desestatização devem ser usados para amortização da dívida do estado com a União e cumprimento de obrigações relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O texto autoriza, ainda, que parte do dinheiro seja depositada em um fundo estadual de saneamento básico.

A privatização da estatal mineira de água e saneamento básico sempre esteve nos planos do governador Romeu Zema.

Para facilitar o processo, ele enviou à ALMG, em 2023, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira a exigência de consulta popular sobre a venda da Copasa.

Antes, a Constituição de Minas Gerais determinava que a população deveria ser ouvida, por meio de referendo, para a aprovação da desestatização. No entanto, com a aprovação da PEC, no início de novembro, essa obrigatoriedade não existe mais.

O governador diz que a privatização é necessária para a modernização da empresa, a atração de investimentos e o pagamento da dívida do estado com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões.

A oposição argumenta que a desestatização deve gerar aumento de tarifa, precarização do serviço e demissões. Além disso, defende que o estado consegue pagar a dívida sem precisar abrir mão da Copasa.

Votação da privatização da Copasa na ALMG nesta quarta-feira (17) — Foto: TV ALMG/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Conselho da Warner Bros. recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O conselho da Warner Bros. Discovery recomendou que seus acionistas rejeitem a proposta de aquisição de US$ 108,4 bilhões apresentada pela Paramount Skydance.

A decisão — que reforça a posição favorável à venda do conglomerado para a Netflix — representa mais uma reviravolta na disputa pelos ativos da Warner.

O conselho da Warner afirmou ter considerado “inferior” a proposta apresentada pela Paramount em comparação ao acordo de fusão já firmado com a Netflix.

Em 5 de dezembro, a Netflix anunciou um acordo para adquirir os estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner por US$ 72 bilhões.

Três dias depois, a Paramount apresentou uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões, tentando melar o negócio da Netflix.

O conselho da Warner Bros. Discovery recomendou que seus acionistas rejeitem a proposta de aquisição de US$ 108,4 bilhões apresentada pela Paramount Skydance, informou a empresa nesta quarta-feira (17).

A decisão — que reforça a posição favorável à venda do conglomerado para a Netflix — representa mais uma reviravolta na disputa pelos ativos da Warner, que incluem o tradicional estúdio de cinema e TV e um amplo catálogo audiovisual.

O conselho da Warner afirmou ter considerado “inferior” a proposta apresentada pela Paramount em comparação ao acordo de fusão já firmado com a Netflix.

Em 5 de dezembro, a Netflix anunciou um acordo para adquirir os estúdios de TV e cinema e a divisão de streaming da Warner por US$ 72 bilhões. Três dias depois, a Paramount apresentou uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões, tentando melar o negócio da Netflix.

🔎 Uma oferta hostil ocorre quando uma empresa tenta adquirir outra sem o apoio da diretoria ou do conselho da companhia alvo. Em vez de negociar com os executivos, o comprador se dirige diretamente aos acionistas, geralmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle.

Segundo a diretoria, a oferta da Netflix, de US$ 27,75 por ação, abrange os estúdios de cinema e televisão, o acervo e o serviço HBO Max. Trata-se de um acordo vinculante, que dispensa captação adicional de capital e inclui compromissos de dívida considerados sólidos.

“Estamos convencidos de que a parceria entre Netflix e Warner Bros. trará mais opções e valor aos consumidores, ampliará o alcance da comunidade criativa com nossa distribuição combinada e impulsionará o crescimento de longo prazo”, afirmou a Warner Bros. na quarta-feira.

O catálogo da Warner inclui clássicos como Casablanca e Citizen Kane, além de franquias e séries de sucesso, como Harry Potter, Friends e as produções da HBO, incluindo o serviço HBO Max.

Quem vencer a disputa terá uma vantagem expressiva na chamada “guerra do streaming”, assegurando um acervo amplo de conteúdos que há anos desperta interesse no mercado.

Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes — Foto: REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo

O valor total do acordo anunciado pela Netflix, caso seja concluído, chegaria a cerca de US$ 82,7 bilhões. Além dos US$ 72 bilhões ofertados aos acionistas, a empresa assumiria as dívidas da Warner, elevando o valor total da transação.

Na prática, se a compra avançar, a Netflix poderá reduzir sua dependência de estúdios externos e fortalecer sua expansão para áreas como games, eventos ao vivo e novos serviços ao consumidor.

Segundo fontes da agência Reuters, a proposta da Netflix chamou atenção por dois pontos principais:

incluía o compromisso de manter lançamentos de filmes da Warner Bros. Discovery nos cinemas — movimento relevante para uma empresa que historicamente resiste a priorizar exibições amplas;previa pagamento majoritariamente em dinheiro.

Poucos dias após o anúncio da Netflix, a Paramount apresentou sua oferta hostil para assumir o controle da Warner Bros. Discovery. O negócio, porém, segue um formato distinto do acordo anunciado pela gigante do streaming.

💰 Na proposta, a Paramount ofereceu US$ 30 por ação em dinheiro — acima do valor implícito de cerca de US$ 28 por ação da oferta da Netflix, calculado a partir do valor total da transação dividido pelo número de ações. Considerando a compra e a assunção das dívidas, o pacote total chega a US$ 108,4 bilhões.

A investida ampliou a disputa e reacendeu a pressão sobre as negociações, que já envolviam executivos de Hollywood, reguladores e autoridades políticas, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde o anúncio do acordo com a Netflix.

A ofensiva também marcou a escalada de uma série de iniciativas da Paramount para avançar em uma possível combinação de negócios com a Warner nos últimos meses.

Desde setembro, o estúdio avalia alternativas para formar um novo conglomerado de mídia capaz de competir com gigantes como a Netflix e empresas de tecnologia, como a Apple, que têm ampliado sua presença no setor de entretenimento.

Foto de arquivo: a torre de água dos estúdios Warner Bros. em Burbank, na Califórnia, EUA, em 18 de novembro de 2025. — Foto: Reuters/Mike Blake

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bônus de R$ 160 mil e salários altos: o que a oferta da Latam revela sobre a disputa por pilotos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Trabalho e Carreira Bônus de R$ 160 mil e salários altos: o que a oferta da Latam revela sobre a disputa por pilotos Processo seletivo busca formar equipes para operar a frota de Embraer 195-E2 em meio à escassez de pilotos, aos altos custos de formação e ao aumento da demanda por voos. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A Latam abriu um processo seletivo para contratar pilotos e copilotos para operar a futura frota de Embraer 195-E2, que integrará as operações da companhia em 2026.

O edital prevê o pagamento de um bônus de entrada aos profissionais aprovados. Segundo o anúncio oficial, a Latam pagará um bônus único de R$ 160 mil para pilotos comandantes e de R$ 80 mil para copilotos.

A iniciativa ocorre em um momento de escassez de profissionais qualificados, sobretudo pilotos experientes. O cenário não se restringe ao Brasil e atinge companhias aéreas em várias regiões do mundo.

A contratação era previsível. A Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2. Desse total, 24 já foram encomendadas e outras 50 correspondem a opções adicionais de compra.

Com a previsão de início das entregas no segundo semestre de 2026, a companhia precisa formar as tripulações que operarão os novos aviões, inicialmente na Latam Airlines Brasil.

A abertura de um processo seletivo pela Latam chamou a atenção do setor aéreo. O edital prevê a contratação de pilotos e copilotos para operar a futura frota de Embraer 195-E2, que integrará as operações da companhia em 2026, e prevê o pagamento de um bônus de entrada aos profissionais aprovados.

Segundo o anúncio oficial, a Latam pagará um bônus único de R$ 160 mil para pilotos comandantes e de R$ 80 mil para copilotos.

A iniciativa ocorre em um momento de escassez de profissionais qualificados, sobretudo pilotos experientes. O cenário não se restringe ao Brasil e atinge companhias aéreas em várias regiões do mundo.

A contratação era previsível. A Latam tem um pedido de até 74 aeronaves do modelo Embraer E195-E2. Desse total, 24 já foram encomendadas e outras 50 correspondem a opções adicionais de compra.

Com a previsão de início das entregas no segundo semestre de 2026, a companhia precisa formar as tripulações que operarão os novos aviões, inicialmente na Latam Airlines Brasil. Mesmo assim, o valor do bônus gerou questionamentos no setor sobre a origem desses profissionais.

Nos bastidores da aviação, espera-se que parte dos pilotos contratados venha de companhias concorrentes. A Azul surge como principal origem possível, por operar aeronaves da família Embraer. Isso ocorre porque a Latam não pretende transferir pilotos que já atuam em sua frota atual para o E195-E2.

Esse movimento seria considerado um rebaixamento de categoria, pois implicaria a migração de aeronaves maiores para um modelo menor, o que não faz parte da política interna da empresa.

Há, porém, uma exceção: quando um copiloto da própria Latam recusa uma promoção. Nesses casos específicos, ele pode ser designado para operar o Embraer E195-E2. Fora essa situação, a estratégia da companhia é buscar profissionais no mercado externo para compor as equipes da nova frota.

O processo seletivo foi aberto nesta terça-feira (15), com inscrições que vão até 4 de janeiro de 2026.

Os profissionais aprovados começarão a ser admitidos a partir de fevereiro. Antes da chegada dos primeiros aviões, passarão por treinamento específico. A empresa informou que o bônus será pago uma única vez, como incentivo à contratação.

A Latam tem atualmente mais de 22 mil funcionários no país. Esse total inclui cerca de 2,3 mil pilotos e 5,2 mil comissários de voo. Nos últimos três anos, a empresa liderou as contratações de tripulantes no setor.

Desde 2023, o quadro total de tripulantes cresceu 20%, impulsionado pela ampliação da oferta de voos e das operações. As movimentações internas aumentaram 46% no mesmo período, ampliando as oportunidades de carreira e capacitação.

Segundo o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, o investimento no novo modelo de aeronave amplia as oportunidades para quem busca construir uma carreira de longo prazo.

"A Latam é a principal escolha no Brasil para quem sonha alto e quer desenvolver na aviação uma carreira sólida, em constante evolução e pautada pelo respeito e transparência. Com o investimento no E2, estamos ampliando ainda mais as oportunidades para quem quer ingressar", afirmou.

Os requisitos do processo seletivo indicam o perfil profissional buscado pela companhia. Para comandantes, exige-se experiência mínima de 5 mil horas de voo em linhas aéreas regulares. Desse total, ao menos 3 mil horas devem ser em aeronaves a jato.

A Latam exige ICAO nível 4 ou superior, certificado médico aeronáutico válido e passaporte brasileiro atualizado. É necessário possuir carteira E-Jets E1 ou E2 ou experiência recente. IFR, visto americano e ensino superior completo são considerados diferenciais.

Para copilotos, os critérios seguem outra linha, mas também são rigorosos. É necessário ter ao menos 500 horas totais de voo, licença de piloto comercial e habilitações IFRA e MLTE ou de tipo.

Também são exigidos CCT de PLA, ICAO nível 4 ou superior, CMA de primeira classe, curso superior completo e passaporte válido. Assim como para os comandantes, carteira E-Jets ou experiência recente é obrigatória. O visto americano é considerado um diferencial.

A incorporação do Embraer E195-E2 integra um plano mais amplo de expansão da Latam na América do Sul. O objetivo é ampliar a flexibilidade da malha aérea, possibilitar novos destinos e fortalecer conexões regionais.

Com a nova frota, o grupo estima a inclusão de até 35 novos destinos aos 160 que já atende. O pedido firme das 24 aeronaves está avaliado em cerca de US$ 2,1 bilhões, segundo preços de tabela.

Executivos do grupo e da Embraer destacam a eficiência do E195-E2. A aeronave reúne menor consumo de combustível por assento, é equipada com motores Pratt & Whitney GTF e sistemas modernos de fly-by-wire, baseados em comandos eletrônicos.

Esses recursos permitem reduzir em até 30% o consumo de combustível em comparação com aeronaves da geração anterior.

Um levantamento da plataforma Resume.io mostrou que piloto de avião foi a profissão mais desejada do mundo em 2024, com mais de 1,3 milhão de buscas. O salário dessa função varia de R$ 5 mil a R$ 13 mil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o site Glassdoor.

A carreira liderou o ranking em 34 países, incluindo o Brasil. Apesar disso, o caminho até a cabine de comando continua longo e custoso.

No país, os custos de formação alcançam facilmente centenas de milhares de reais, considerando horas de voo e certificações. Esse descompasso entre interesse e acesso ajuda a explicar a escassez global de pilotos.

Uma reportagem da emissora alemã Deutsche Welle (DW) aponta que aposentadorias em massa e interrupções na formação durante a pandemia de Covid-19 reduziram o número de profissionais disponíveis.

O tráfego aéreo continua crescendo, especialmente nas rotas de lazer, mas a formação de novos pilotos não acompanhou esse ritmo.

Segundo a DW, companhias aéreas em todo o mundo passaram a oferecer salários mais altos, bônus de contratação e benefícios adicionais para atrair profissionais.

No entanto, especialistas ouvidos afirmam que esse movimento pode pressionar os custos operacionais e influenciar o preço das passagens.

O debate inclui propostas para elevar a idade limite de aposentadoria de pilotos de 65 para 67 anos, medida vista por alguns especialistas como paliativa e que enfrenta resistência de sindicatos e órgãos reguladores.

Estimativas citadas pela emissora alemã indicam que serão necessárias milhares de novas contratações nos próximos anos para reequilibrar a oferta e a demanda de pilotos no mundo. Esse ajuste, porém, pode se estender até a próxima década.

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