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EUA dizem que bloqueio naval ao estreito de Ormuz começará em poucas horas e preço do petróleo dispara novamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 13/04/2026 08:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,099-1,08%Dólar TurismoR$ 5,287-1,36%Euro ComercialR$ 5,960-0,3%Euro TurismoR$ 6,198-0,41%B3Ibovespa188.259 pts0,05%Oferecido por

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília.

Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia.

Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos.

Segundo Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília.

Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia.

Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos.

Segundo Trump publicou nas redes sociais, ele "instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz.

Desde o início da guerra, o Irã faz um bloqueio seletivo de uma das vias marítimas mais importantes do mundo; só permite a passagem de navios de países que Teerã considera amistosos ou por embarcações que se acredita terem pago um pedágio, estimado em cerca de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões).

"Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar", disse Trump, acrescentando que "qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno".

Mais tarde, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que o bloqueio será apenas para navios que entram e saem de portos iranianos.

O Centcom afirmou que não bloqueará embarcações no estreito de Hormuz se elas estiverem a caminho "de e para portos não iranianos".

Pelo menos 60 embarcações passaram pelo estreito — uma média de 10 por dia — desde que o cessar-fogo foi anunciado na noite da última terça-feira (7/4).

Trata-se de um aumento significativo em relação ao período anterior ao cessar-fogo, mas ainda é apenas uma fração do volume pré-guerra, quando cerca de 138 navios atravessavam o estreito diariamente, segundo o Joint Maritime Information Centre.

Após as declarações de Trump, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmaram que quaisquer embarcações militares que se aproximem do estreito de Ormuz serão consideradas como estando em violação do cessar-fogo e serão "tratadas severamente".

Em um comunicado publicado por veículos iranianos, as Forças Navais acrescentam que, "ao contrário das falsas alegações de alguns funcionários inimigos", o estreito de Ormuz está "aberto para a passagem inocente [trânsito livre] de embarcações não militares, sob controle e gestão inteligentes, em conformidade com regulamentos específicos" do Irã.

A ameaça de Trump, porém, afetaria apenas um pequeno número de embarcações que ainda navegam pela via, segundo o especialista em transporte marítimo Lars Jensen.

"Se isso for realmente feito pelos americanos, vai interromper um fluxo muito pequeno de navios. No contexto geral, isso não muda realmente nada", afirma.

Jensen, diretor-executivo da Vespucci Maritime, diz que a ameaça de Trump de impedir a passagem segura de quaisquer navios que paguem pedágios ao Irã também teria pouco impacto, já que qualquer empresa que fizesse isso já estaria sujeita a sanções por pagar ao regime.

"Antes de tudo, são pouquíssimos navios que passam. Ainda menos são os que pagam, e aqueles que pagam já estarão sujeitos a sanções americanas", diz.

Trump também comentou as negociações conduzidas por seu vice, J.D. Vance, em Islamabad, capital do Paquistão.

O presidente disse nas redes sociais que "a reunião foi boa, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, nuclear, não foi".

Segundo Trump, após "quase 20 horas" de negociações, "há apenas uma coisa que importa — o Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares".

Donald Trump também afirmou que o Irã retornará à mesa de negociações e "nos dará tudo o que queremos".

Em uma entrevista ao Sunday Morning Futures, programa da Fox News, Trump declarou que os negociadores dos EUA conseguiram "praticamente todos os pontos de que precisávamos", exceto o nuclear.

Ele afirmou ainda que o Irã não "deixou a mesa de negociações". "Prevejo que eles voltem e nos deem tudo o que queremos", declarou.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã nas conversas no Paquistão, afirmou no domingo (12/4) que agora é o momento de os EUA "decidirem se podem conquistar nossa confiança ou não".

Em uma publicação no X, Ghalibaf diz que enfatizou antes das negociações que o Irã tinha "boa-fé e vontade", mas, devido às experiências de duas guerras anteriores, não tinha "nenhuma confiança no lado oposto".

Ele afirma que a delegação iraniana "apresentou iniciativas voltadas para o futuro, mas o lado oposto acabou não conseguindo conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações".

Ele prossegue: "Não cessaremos por um momento sequer nossos esforços para consolidar as conquistas dos quarenta dias da defesa nacional do Irã".

Ele acrescentou que as negociações foram "intensas" e agradeceu ao Paquistão por facilitá-las.

Respondendo a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, Ghalibaf disse em um comunicado no último domingo que "essas ameaças não têm efeito sobre os iranianos" e que o Irã não irá "se render sob ameaças".

No centro desta guerra, o estreito de Ormuz é uma das rotas de energia mais importantes do mundo, que conecta os produtores do Oriente Médio aos principais mercados da Ásia-Pacifico, da Europa e América do Norte.

Desde que o Irã anunciou seu fechamento, no dia 2 de março, logo após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da atual guerra no Oriente Médio.

Até então, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passava por ali. Esse petróleo não vem apenas do Irã, mas também de países do Golfo, como Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Quase 90% desse volume segue para a Ásia. A China, sozinha, recebe cerca de 38%, seguida por Índia, Coreia do Sul e Japão.

Além disso, o estreito é uma rota essencial para o gás natural liquefeito, usado como combustível na indústria, no transporte e no aquecimento de residências em vários países.

No sentido contrário, é pelo estreito de Ormuz que entram alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais para o Oriente Médio.

Antes do conflito, cerca de 130 embarcações passavam pelo estreito de Ormuz todos os dias. Hoje, esse fluxo caiu para cinco ou seis navios — uma redução de cerca de 95%.

Qualquer instabilidade no estreito de Ormuz tem impacto quase imediato no restante do mundo, afetando preços, cadeias de abastecimento e economias inteiras.

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Petróleo dispara acima de US$ 100 após fracasso em negociações e falas de Trump sobre Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 20:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,065-0,73%Dólar TurismoR$ 5,283-0,22%Euro ComercialR$ 5,928-0,44%Euro TurismoR$ 6,195-0,08%B3Ibovespa195.302 pts1,61%Oferecido por

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. — Foto: Pilar Olivares / Reuters

O preço do petróleo no mercado internacional disparou neste domingo (12), após o fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e a ameaça do presidente Donald Trump de fechar completamente o Estreito de Ormuz.

O tipo Brent, referência global, subia 6,80% por por volta das 19h, para US$ 101,93 o barril. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 7,98%, a US$ 104,27.

Neste fim de semana, EUA e Irã se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para tentar um acordo de paz. As tratativas, no entanto, não avançaram.

Ao deixar o país na madrugada deste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que as negociações terminaram sem acordo após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear.

As conversas de "alto nível" duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo.

Vance afirmou a jornalistas que Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

Trump se pronunciou nas redes sociais, fez novas ameaças ao país e afirmou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo.

A redução no fluxo de navios na região, em meio ao conflito no Oriente Médio e a bloqueios promovidos pelo Irã, tem pressionado diretamente os preços da commodity, que dispararam desde o início do conflito.

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O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 14:06

Mundo O castelo de 250 quartos de família bilionária que conta como foi a Era Dourada dos EUA Inspirada nos castelos franceses, a mansão é um testemunho de uma era de opulência gerada pelo crescimento repentino da riqueza de algumas poucas famílias americanas. Por Caryn James

Biltmore House é uma mansão com 250 quartos construída por George W. Vanderbilt na Carolina do Norte, nos EUA.

A casa é um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali, a Era Dourada, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias.

Biltmore House, a maior casa particular dos Estados Unidos, é considerada 'uma fantasia para viajar no tempo'. Ela fica nas montanhas de Asheville, na Carolina do Norte. — Foto: William Abranowicz

Quando George W. Vanderbilt (1862-1914) convidou familiares e amigos para conhecer sua casa recém-construída, na noite de Natal de 1895, eles chegaram em vagões de trem particulares, por uma ferrovia construída especialmente para levar à sua propriedade nas montanhas de Asheville, no Estado americano da Carolina do Norte.

O projeto da mansão com 250 quartos foi inspirado nos centenários castelos franceses do vale do Loire. A escolha é evidente nas suas torres e pináculos.

O brasão da família Vanderbilt estava presente em toda parte, desde uma mesa em estilo renascentista até a decoração de uma lareira no salão de banquetes, com altura de quatro andares.

A criação de Vanderbilt foi "um castelo americano, construído na escala de um palácio europeu", segundo o livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em tradução livre), um histórico oficial da casa e do seu interior, escrito pelo curador-chefe da propriedade, Darren Poupore, e pela historiadora de arte Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz.

Atualmente, Biltmore é um destino turístico popular. Seus quartos são um autêntico reflexo da época em que George W. Vanderbilt morou ali.

Entrar na casa é como ingressar em uma versão real de Downton Abbey (2010-2015) ou da série atual da HBO A Idade Dourada.

Mas ela também é um avatar da cultura americana, com todas as aspirações e excessos da verdadeira Era Dourada, na virada do século 20, marcada pelo repentino aumento da riqueza de algumas poucas famílias — e que, hoje, chamaríamos de uma era de grande desigualdade de renda.

Jardim de inverno de Biltmore House, a maior mansão particular dos Estados Unidos — Foto: William Abranowicz

Pouco mais de um século depois da Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), que deu origem ao novo país, alguns americanos ansiavam pela cultura aristocrática representada pelo Velho Mundo.

Por isso, eles tentaram importar essa cultura, construindo mansões ostentosas, trazendo móveis e obras de arte do exterior e alardeando sua vida de prazer e riqueza.

É claro que o brasão da família em Biltmore era totalmente novo. George era neto de Cornelius Vanderbilt (1794-1877), conhecido como o Comodoro. Com origem humilde, ele se tornou um magnata do transporte marítimo e ferroviário.

O Comodoro personificou as impiedosas táticas dos "barões ladrões" do início da Era Dourada, criando enormes monopólios com métodos questionáveis ou antiéticos, como a manipulação das cotações nas bolsas, suborno de políticos e exploração dos trabalhadores.

Atualmente, ela é mais conhecida como a inspiração da personagem Bertha Russel, a nova rica da série A Idade Dourada. Interpretada pela atriz Carrie Coon, ela abre seu próprio caminho para a alta sociedade.

Não é por acaso que o brasão toma para si um pouco de história imerecida, com suas bolotas e folhas de carvalho, dispostas para evocar a flor-de-lis da casa real francesa de Valois.

Os Vanderbilt, os Astor e outras famílias abastadas foram celebridades da sua época. E os jornais acompanhavam com entusiasmo suas exibições de riqueza.

George W. Vanderbilt (o último à direita, com amigos em Granada, na Espanha) mandou construir Biltmore House, a encarnação do glamour da Era Dourada dos Estados Unidos — Foto: Biltmore Company Archives

"Ele não se encaixa necessariamente no molde dos Vanderbilt", declarou Jenkins à BBC. "Não participa ativamente da sociedade nova-iorquina. Não herda nenhuma responsabilidade empresarial pelos interesses ferroviários da família."

"Mas ele começa a ser colecionador desde muito jovem. E, assim, durante a evolução do projeto da casa, observamos suas viagens, sua formação e suas relações com artistas e comerciantes de obras de arte."

Amante dos livros, George Vanderbilt viajou, ao longo dos anos, para a Europa, Ásia, Oriente Médio e norte da África, acumulando conhecimentos e obras de arte para levar para casa.

Biltmore House, segundo Jenkins, "acaba sendo uma espécie de retrato incrivelmente pessoal de um homem" que participou do seu planejamento em cada detalhe.

Decidiu construir sua mansão em um lugar isolado, longe das extravagantes casas dos Vanderbilt na Quinta Avenida em Nova York e em Newport, no Estado americano de Rhode Island.

Para isso, contratou o renomado arquiteto Richard Morris Hunt (1827-1895), que havia criado outras mansões com influência europeia para membros da sua família.

O arquiteto e paisagista Frederick Law Olmsted (1822-1903), famoso pelo projeto do Central Park em Nova York, criou os jardins solenes de Biltmore, as paisagens dos terraços e um caminho sinuoso de 5 km que levava à propriedade.

O caminho era rodeado de árvores e arbustos floridos que ocultavam a visão da casa, até que uma das curvas a revelava repentinamente, em uma estratégia criada para causar assombro e admiração.

Da mesma forma que outras mansões da época, Biltmore refletia a cultura aristocrática do Velho Mundo. Na imagem, sua coleção de tapeçaria. — Foto: William Abranowicz

Antes que Hunt começasse seu projeto, ele e George Vanderbilt viajaram juntos pela França, visitando castelos dos séculos 15 e 16.

O lado externo de Biltmore foi especialmente inspirado no castelo de Blois, com sua combinação de épocas.

Fotografias do livro comparando as construções destacam a similaridade do seu estilo neorrenascentista, que incorpora elementos medievais. Hunt acrescentou gárgulas, com alguns rostos inspirados no seu — uma espécie de "ovo de Páscoa" particular.

Em outras viagens, Vanderbilt adquiriu 300 tapetes em uma única parada em Londres. E, do Cairo, ele enviou palmeiras e outras plantas para o jardim de inverno de Biltmore.

Além disso, ele incorporou tecnologia de vanguarda em toda a casa. Uma grande escada central se encontra ao lado de um estreito elevador, um dos primeiros em uma casa particular.

Embora a casa evoque uma certa nostalgia do passado europeu, ou de qualquer outro passado marcado pela cultura, a combinação de épocas no seu interior não se devia à ignorância, nem ao desespero.

"Eles decoravam quartos específicos de formas específicas, mas não há um estilo unificador no interior", explica ele. "Por isso, você pode ter um salão em estilo francês, uma sala de fumo de inspiração britânica e uma sala de jantar renascentista."

"Eles aproveitam esses momentos do passado e os utilizam no interior, de forma a quase evocar uma residência já existente de longa data e que, de certa forma, evoluiu com o passar do tempo."

A grandeza e a opulência de Biltmore é influenciada pelos castelos do vale do Loire, na França — Foto: William Abranowicz

Com este espírito, a entrada dos quartos de hóspedes de Biltmore exibe retratos de corpo inteiro de Hunt e Olmsted, de autoria de John Singer Sargent (1856-1925), encomendados por Vanderbilt.

Um opulento quarto de hóspedes em estilo Luís 16 contém móveis inspirados em alguns do palácio de Versalhes, na França.

E o salão de banquetes abriga um trono de madeira talhada em estilo gótico, um tapete do século 17 com o brasão de armas do cardeal Richelieu (1585-1642) e uma das obras mais importantes da coleção: um conjunto de tapetes flamengos do século 16, feitos de lã, seda e ouro, contando a história de Vulcano e Vênus.

Fora dos portões de entrada, no caminho que leva até a mansão, Vanderbilt construiu moradias para os trabalhadores, similares a um povoado inglês, com escola e capela.

Biltmore House tem uma sala de bilhar, uma sala para fumo e um depósito de armas, embora seu proprietário não gostasse de caçar. E os empregados trabalhavam em enormes cozinhas e lavanderias no porão.

"Acredito que exista interesse em saber como viviam as pessoas mais abastadas", declarou Poupore, sobre a atração de Biltmore para os visitantes.

Mas ele destaca que "muitos dos nossos hóspedes nos comentam que se identificam mais com os trabalhadores domésticos."

Durante a Era Dourada, surgiram descontentamentos contra os muito ricos em alguns setores. Afinal, eles eram a prova viva da enorme desigualdade entre ricos e pobres.

Mas a economia, mais que a indignação pública, veio cobrar a conta. Após a Grande Depressão, nem mesmo os Vanderbilt conseguiram continuar sendo suficientemente ricos.

Em 1930, como tantas propriedades britânicas imitadas por George Vanderbilt, Biltmore abriu as portas ao público, para evitar sua venda. Ele morreu em 1914, mas sua viúva Edith (1873-1958) e a filha Cornelia (1900-1976) continuaram morando em Biltmore.

Cornelia Vanderbilt foi uma das mulheres mais curiosas da família. Ela se casou (talvez de forma não surpreendente) com o aristocrata britânico John Cecil (1890-1954), mas depois deixou o marido e seus dois filhos pequenos em Biltmore, fugindo para sempre.

Uma reportagem não confirmada afirmou que, em Nova York, Cornelia Vanderbilt tingiu seu cabelo de rosas e se identificava com o nome de Nilcha.

Dali, ela se mudou definitivamente para a Inglaterra, onde se casou outras duas vezes e prosseguiu discretamente com seu trabalho filantrópico.

Cecil permaneceu em Biltmore e administrou a propriedade, que ainda é mantida pelos seus descendentes. Eles expandiram os negócios, com pousadas, lojas e uma vinícola.

Um Natal em Biltmore (2023), um filme romântico de viagem no tempo filmado no local, fez tanto sucesso no canal americano Hallmark que um segundo filme já está sendo produzido na propriedade, para lançamento no final deste ano.

O quarto de George W. Vanderbilt é um dos que aparecem no novo livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt" ("Biltmore House: o interior e as coleções de George W. Vanderbilt", em inglês) — Foto: William Abranowicz

De certa forma, a fascinação do século 19 pelos ricos da Era Dourada é diferente da nossa atual conexão com as celebridades.

Atualmente, podemos comprar maquiagem e modeladores da marca Kardashian ou a linha de geleias e conservas de Meghan Markle e, assim, adquirir um pouco do seu glamour. E nenhum americano médio conseguia sequer sonhar em entrar no mundo dos Vanderbilt no seu apogeu.

O apresentador da rede de TV CNN Anderson Cooper é tataraneto do Comodoro e filho da atriz e estilista Gloria Vanderbilt (1924-2019). Ele contou a história da sua família no livro Vanderbilt: The Rise and Fall of an American Dynasty ("Vanderbilt: ascensão e queda de uma dinastia americana", em tradução livre).

Ele também retratou outra família no seu livro Astor. Nesta obra, Cooper afirma que a extravagância e os gastos com ostentação da Era Dourada têm reflexos no mundo atual.

"Agora, observamos os ultrarricos com trajes espaciais feitos sob medida, viajando em foguetes financiados com fundos privados", escreve ele.

Como no filme do Hallmark, Biltmore House é uma espécie de fantasia para viajar no tempo, que nos permite escapar das dificuldades atuais rumo a um passado de arte e luxo, sem a incômoda realidade de vivermos no porão do 1% mais rico da população.

O livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt, de Darren Poupore e Laura C. Jenkins, com fotografias de William Abranowicz, foi publicado pela editora americana Rizzoli.

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Expo Agro de Itapetininga: a tradição que une gerações e movimenta milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Expo Agro de Itapetininga: a tradição que une gerações e movimenta milhões De coordenador que participa desde a década de 60 a criador que começou como visitante, festa pecuarista espera superar os R$ 5 milhões movimentados no ano passado. Por Nosso Campo, TV TEM

Com mais de 50 anos de história, a Expo Agro de Itapetininga acompanha gerações. Décio Albino de Oliveira participa desde a década de 1960, quando a festa ainda era pequena, com poucos animais e espaço reduzido.

Em 2026, ele é o coordenador de leilões da exposição e divide a rotina com o filho, Ricardo Fernando Matos Oliveira. Uma paixão que começou na infância e continua até hoje.

Para quem vive a Expo Agro há anos, a tradição precisa ser mantida. Além da cultura pecuarista, o evento também tem forte impacto econômico. Segundo os organizadores, em 2025, a festa movimentou mais de R$ 5 milhões. Para 2026, a expectativa é de crescimento e de superar os números do ano anterior.

Para expositores como Fábio Rodrigues Torres, que participa há 30 anos, a feira é uma oportunidade de ampliar negócios.

Já Guilherme Saad começou como visitante e hoje é criador. Foi na exposição que decidiu trabalhar com cavalos. Dez anos depois, administra um haras com 250 animais em Itapetininga e agora também organiza a exposição de cavalos do evento.

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Maracujá no interior de SP: produtores usam técnica própria para driblar preço baixo e clima

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Maracujá no interior de SP: produtores usam técnica própria para driblar preço baixo e clima Entre a oscilação de preços e o manejo artesanal, agricultores do interior paulista apostam em métodos próprios para garantir a produtividade na safra de 2026. Por Nosso Campo, TV TEM

Com queda no valor da caixa produtores de maracujá buscam eficiência máxima no interior paulista — Foto: Reprodução/TV TEM

A vida de quem cultiva maracujá no interior paulista é marcada por dedicação e técnica, mas também por desafios constantes.

Em Gália (SP), José Roberto Martineli mantém três hectares com 2,5 mil pés da fruta. No entanto, nem sempre o esforço se reflete no bolso: ele já fez as contas e viu que a caixa, de aproximadamente 20 quilos, vai sair por R$ 40, um valor bem inferior aos R$ 100 que a caixa alcançou no final do ano passado.

Além do preço, o clima também tem sido um vilão. As temperaturas mais baixas prejudicaram a formação da fruta em 2025.

Mesmo com os desafios, o produtor não desanima e aposta em um método próprio que desenvolveu para aumentar a florada e a produção, especialmente visando a melhor época de vendas, que é dezembro.

"No método que eu adquiri no maracujá, são cinco brotos que você deixa para ele acompanhar na parreira. Ele aumenta as guias, quanto mais guia, mais maracujás você terá lá em dezembro", revela. Segundo ele, deixar apenas dois brotos resultaria em menos guias e, consequentemente, impediria de alcançar uma meta de duas mil caixas até dezembro.

A cerca de 40 quilômetros dali, em Alvinlândia (SP), a família de Viviane Pinheiro da Cruz Pereira trabalha incansavelmente. Em um hectare, a família cultiva 830 pés de maracujá, cuidando de cada detalhe, como a crucial polinização manual.

A produção deste ano foi boa, e a expectativa é de um resultado ainda melhor que o do ano passado. "Para 2026 a gente espera colher um pouquinho mais. Como essa roça aqui é 830 pés, a gente espera colher três caixas por pé", projeta o produtor Donizete Pereira. Em termos de volume, isso significa uma colheita estimada em cerca de 35 mil quilos.

A dedicação desses produtores garante não apenas o sustento de suas famílias, mas também a continuidade de uma cultura agrícola para as próximas gerações. "Se vai plantar um maracujá, como a gente fala, não pode ter preguiça. É sábado, domingo, você tem que estar ali", ressalta Donizete.

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Alta do diesel preocupa produtores de cana no início da safra no interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 07:54

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Alta do diesel preocupa produtores de cana no início da safra no interior de SP Os ataques de Israel e dos EUA ao Irã têm causado aumento no preço do barril de petróleo, principal matéria-prima para a produção do diesel. Por Nosso Campo, TV TEM

O plantio de cana-de-açúcar já começou em propriedades do noroeste paulista, mas o aumento no preço do óleo diesel tem preocupado produtores da região.

Em Ipiguá (SP), o produtor Alexandre Pinto César conta que o custo do combustível subiu desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Em Monte Aprazível (SP), produtores têm buscado alternativas para reduzir custos. Uma das medidas adotadas foi diminuir o preparo do solo, estratégia que ajuda a economizar combustível.

Guerra no Médio Oriente causa impacto no preço do diesel; podendo afetar a colheita da cana no interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

O plantio de cana-de-açúcar já começou em propriedades do noroeste paulista, mas o aumento no preço do óleo diesel tem preocupado produtores da região.

Em Ipiguá (SP), o produtor Alexandre Pinto César conta que o custo do combustível subiu desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Segundo ele, o litro do diesel ficou cerca de dois reais mais caro, o que já impacta o planejamento da nova safra.

Alexandre cultiva dois mil hectares de cana-de-açúcar em dezoito áreas na região de São José do Rio Preto (SP). Além do diesel, ele também enfrenta aumento no preço de insumos importantes, como o fertilizante. Mesmo tendo adquirido parte do produto antes da alta, a expectativa é de gastos maiores ao longo da safra.

Em Monte Aprazível (SP), produtores têm buscado alternativas para reduzir custos. Uma das medidas adotadas foi diminuir o preparo do solo, estratégia que ajuda a economizar combustível. Outro ponto de preocupação no campo é a possibilidade de falta de diesel durante o período de safra.

De acordo com a Associação dos Plantadores de Cana da região, além dos aumentos recentes, os produtores ainda lidam com os reflexos dos baixos preços da safra passada, o que pode dificultar novos investimentos e plantios.

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De ‘mato de comer’ à alta gastronomia: agrônomo aposta em plantas comestíveis e duplica faturamento em 2 anos no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Espírito Santo Agronegócios De 'mato de comer' à alta gastronomia: agrônomo aposta em plantas comestíveis e duplica faturamento em 2 anos no ES Cultivo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), microverdes e flores comestíveis é feito na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, mas já é distribuído fora do Espírito Santo. Por g1 ES e TV Gazeta

Empresa criada pelo agrônomo Giliard Prúcoli, em pouco mais de dois anos, conseguiu dobrar o farturamento.

Ele se especializou no cultivo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), microverdes e flores comestíveis.

O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, em um sistema de agricultura periurbana, que é o meio termo entre a cidade e o campo.

Um produto extremamente delicado, colhido folha por folha e flor por flor, tem ganhado espaço na alta gastronomia e impulsionado um negócio no Espírito Santo. As chamadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs), além de microverdes e flores comestíveis, viraram uma ideia lucrativa nas mãos do agrônomo Giliard Prúcoli.

O cultivo é feito em Xuri, na zona rural de Vila Velha, na Grande Vitória, em um sistema de agricultura periurbana, uma transição entre a cidade e o campo. Parte da produção acontece em ambiente controlado e outra parte ao ar livre.

A aposta da empresa é um mercado ainda pouco explorado. Entre os produtos estão as PANCs, muitas vezes conhecidas popularmente como "mato de comer", como capuchinha, ora-pro-nóbis, taioba e azedinha.

"A capuchinha é muito utilizada para decoração de pratos, mas também é rica em nutrientes e antioxidantes", explicou Giliard.

Além das PANCs, a empresa produz microverdes, que são versões em miniatura de vegetais como couve, beterraba, mostarda e rabanete. Colhidos entre sete e 21 dias após o plantio, eles concentram altos níveis de vitaminas e minerais.

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Giliard e Jardel investem na produção de PANCs, microverdes e flores comestíveis no Espírito Santo — Foto: Samy Ferreira/ TV Gazeta

Foi depois da criação do negócio que o empresário Jadiel Assunção passou a integrar a empresa e ajudar na expansão da produção.

Com o crescimento da demanda, a estrutura inicial ficou pequena e foi necessário buscar um novo espaço, além de investir em melhorias no cultivo.

"A casa que a gente tinha de produção ficou pequena. A gente precisou expandir. Antes de vir para cá, teve todo um processo de análise de solo, de água e de construção, para que tudo ficasse conforme tem que ser”, contou Jadiel.

A empresa também aposta nas flores comestíveis, que têm apelo estético e nutricional. Segundo os produtores, os itens são cada vez mais procurados, principalmente por chefs e restaurantes.

“Tem um lado decorativo e tem um lado nutricional. Os microverdes, por exemplo, são indicados até por nutricionistas. Já as flores chamam atenção pela estética, mas também têm nutrientes”, explicou Jadiel.

A produção segue práticas sustentáveis. O substrato utilizado no plantio é reaproveitado como compostagem, e as embalagens usadas na entrega são biodegradáveis.

Atualmente, a empresa produz cerca de 4 mil unidades por mês, distribuídas no Espírito Santo e também enviadas para São Paulo.

Antes de entrar no negócio, Jadiel trabalhava na área da moda. A mudança de carreira veio junto com a parceria com Giliard.

"Eu falo que não saí da minha área. Eu trouxe a moda comigo. Moda é a forma como você se mostra para o mundo, e hoje a gente aplica isso no cultivo, nas variedades e no atendimento", disse.

Entre os diferenciais da produção está o cultivo de espécies menos comuns, como o jambu, planta de origem amazônica conhecida por causar uma leve sensação de formigamento na boca.

O ingrediente tem ganhado espaço na alta gastronomia. Em um restaurante de Vila Velha, por exemplo, as PANCs já estão presentes em metade dos pratos do cardápio.

"Não é só estética. A gente usa para compor sabor, trazer acidez, amargor ou até um toque picante", explicou o sous chef Pedro Cardozo Thomazini.

Apesar de ainda causar estranhamento em parte do público, os produtores acreditam que o mercado está em crescimento.

"À primeira vista pode parecer algo supérfluo ou caro, mas quando você entende o diferencial, passa a olhar com outros olhos", afirmou Giliard.

Uso de microverdes e flores comestíveis na alta gastronomia, no Espírito Santo — Foto: Samy Ferreira/ TV Gazeta

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‘Bom pra cachorro’: conheça o resort para cães que oferece piscina aquecida, acupuntura e cromoterapia

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/04/2026 04:59

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Bom pra cachorro': conheça o resort para cães que oferece piscina aquecida, acupuntura e cromoterapia Mercado pet segue em expansão e deve registrar crescimento de 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet). Por PEGN

Mercado pet segue em expansão e deve registrar crescimento de 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet).

Expectativa é que o setor movimente mais de R$ 80 bilhões no país no próximo ano, puxado por serviços e produtos voltados à saúde, longevidade e qualidade de vida dos animais.

O avanço reflete uma mudança no comportamento dos tutores, que enxergam os animais de estimação como parte da família. Com isso, eles investem cada vez mais em cuidados que vão além do básico.

Em São Paulo, uma empreendedora soube transformar essa demanda em oportunidade e criou um spa canino, com piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura, atendimento veterinário e áreas de descanso.

Tratar cães e gatos como membros da família deixou de ser exceção e virou regra em milhões de lares brasileiros.

Esse comportamento ajuda a explicar a expansão do mercado pet, que deve crescer 9,6% em 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação (Abinpet), com expectativa de movimentar mais de R$ 80 bilhões no país.

O avanço do setor é impulsionado pela maior demanda por saúde, longevidade e qualidade de vida dos animais. Alimentação natural, funcional e personalizada, planos de saúde veterinários, estética especializada e soluções sustentáveis estão entre as principais tendências.

Em São Paulo, a empreendedora Raquel Yukie Hama apostou no segmento para transformar essa demanda em oportunidade e focou em um modelo de negócio mais sofisticado: a creche e resort para cães, que combina lazer, socialização, terapias e acompanhamento profissional.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

O espaço conta com piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura, atendimento veterinário e áreas de descanso.

“Criamos um resort, um spa para cães”, explica a empreendedora. Além dos serviços de day care e hotel, os animais têm acesso a atividades planejadas de acordo com o perfil de cada um. “O foco é sempre o bem-estar. Cada cão precisa gastar energia na medida certa”, afirma.

A piscina interna aquecida, por exemplo, é voltada a animais que precisam de tratamento específico, como cães obesos ou com problemas articulares. Já os mais ativos podem brincar em áreas externas, com lago e obstáculos. “Tudo pensado para atender diferentes necessidades”, diz a empreendedora.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

A ideia de abrir a creche surgiu da própria experiência de Raquel como tutora. Ao perceber dificuldades no comportamento de cães criados em apartamento, ela começou a passear com animais de amigos e clientes, levando-os a parques e oferecendo momentos de descanso e socialização.

“A demanda foi crescendo e eu senti a necessidade de ter um espaço maior”, conta. O negócio começou de forma informal e foi sendo adaptado conforme surgiam novas necessidades — um caminho comum entre pequenos empreendedores do setor pet.

Hoje, após mais de duas décadas de atuação, a empresária vê um mercado em plena expansão. “Quando comecei, praticamente não existiam referências no Brasil. Hoje, só em São Paulo, já são cerca de 900 espaços diferentes”, afirma.

Além da operação própria, Raquel passou a oferecer cursos, treinamentos e consultorias para quem deseja entrar no segmento.

Com o aumento da expectativa de vida dos animais, outro nicho ganha força: o de pets idosos e com necessidades especiais. Para 2026, a creche planeja investir em um espaço exclusivo para esses cães, com atividades de baixo impacto e ambiente mais tranquilo.

“A dinâmica é completamente diferente. São animais que precisam de descanso, terapias e muito carinho”, explica Raquel. A proposta reflete uma das principais tendências do mercado pet: a personalização dos serviços, respeitando o ritmo e a história de cada animal.

Para quem empreende — ou pensa em empreender — no setor, o recado é claro: o mercado continua crescendo, mas exige preparo, sensibilidade e visão de longo prazo. Afinal, como resume a própria empreendedora, “trabalhar com cães é uma emoção diária. Não existe um dia igual ao outro”.

Mercado pet cresce com foco em bem-estar e impulsiona novos modelos de negócio — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Av. Indianópolis, 1819 – Planalto Paulista, São Paulo/SP – CEP: 04062‑003📞 Telefone: (11) 97165‑4433📧 E-mail: contato@dogresort.com.br🌐 Site: www.dogresort.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/dogresortsp📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/18BNAis5MD/?mibextid=wwXIfr

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Mega-Sena, concurso 2.995: prêmio acumula e vai a R$ 45 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/04/2026 22:00

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 2.995: prêmio acumula e vai a R$ 45 milhões Os números sorteados foram 08 – 29 – 42 – 49 – 50 – 58. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 2.995 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (11), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 45 milhões.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Anvisa manda apreender lote de mostarda após suspeita de produto irregular

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/04/2026 21:07

Agro Anvisa manda apreender lote de mostarda após suspeita de produto irregular Lote de mostarda Cepêra foi alvo de apreensão após inconsistências no rótulo e na validade; empresa diz que número citado não aparece em seus registros e pode não fazer parte de sua cadeia oficial. Por Redação g1 — São Paulo

A Anvisa determinou a apreensão de um lote de mostarda da marca Cepêra após identificar indícios de irregularidade no produto.

Ao g1, companhia afirma que realizou uma investigação interna e não encontrou qualquer correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela empresa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote de mostarda da marca Cepêra após identificar indícios de irregularidade no produto. A medida foi publicada nesta sexta-feira (10) e atinge o lote 316625 da mostarda amarela de 3,3 kg.

A decisão também proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso desse lote específico. Segundo o órgão, a medida foi adotada após a própria fabricante informar que o produto não corresponde a um lote oficialmente produzido ou registrado em seus sistemas de controle.

A resolução publicada pela Anvisa também aponta inconsistências no rótulo. De acordo com o documento, há diferenças no padrão de impressão e nas informações de validade indicadas na embalagem.

Segundo o órgão, a fabricante afirma utilizar um sistema específico de codificação da data de validade, com formato juliano (sistema que usa o número do dia do ano para indicar a data) e indicação abreviada do ano — padrão que não foi identificado no lote apreendido.

Em nota enviada ao g1, a Cepêra Alimentos informou ter identificado indícios de irregularidade em três unidades do produto “mostarda amarela” atribuídas à marca, que apresentavam inconsistências no rótulo e padrões gráficos diferentes daqueles adotados pela empresa.

A companhia afirmou ainda que realizou uma investigação interna e não encontrou qualquer correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela empresa, o que indica que o item pode não fazer parte de sua cadeia regular de fabricação.

"A Cepêra Alimentos informa que identificou indícios de irregularidade em três unidades do produto 'mostarda amarela' atribuídas à marca, que apresentavam inconsistências no rótulo, com padrões diferentes dos adotados pela empresa.

Assim, foi conduzida uma investigação interna, que não encontrou correspondência do lote mencionado entre os produtos oficialmente produzidos, envasados ou distribuídos pela Cepêra, indicando que se trata de um item alheio à sua cadeia regular.

Diante disso, a situação foi prontamente comunicada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a empresa segue colaborando com as autoridades, fornecendo todas as informações necessárias para a apuração do caso.

A Cepêra Alimentos reforça que adota rigorosos controles de qualidade, segurança e rastreabilidade em toda a sua cadeia produtiva e de comercialização, garantindo aos consumidores produtos seguros e de procedência conhecida."

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Com relação à pesquisa anterior, presidente foi de 46% para 45%, e Flávio Bolsonaro, de 43% para 46%. Caiado e Zema marcaram agora 42%.

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